Preâmbulo
Havendo necessidade de adequar o Estatuto Orgânico do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos ao Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13, de 25 de Junho, que estabelece as Regras de Criação, Estruturação e Funcionamento dos Institutos Públicos;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d) do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º#
Aprovação
É aprovado o Estatuto Orgânico do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, anexo ao presente Decreto Presidencial, de que é parte integrante.
Artigo 2.º#
Revogação
É revogado o Decreto n.º 43/06, de 19 de Julho.
Artigo 3.º#
Dúvidas e Omissões
As dúvidas e omissões suscitadas da interpretação e aplicação do presente Diploma são resolvidas pelo Presidente da República.
Artigo 4.º#
Entrada em Vigor
O presente Decreto Presidencial entra em vigor na data da sua publicação.
Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 27 de Junho de 2019.
Publique-se. Luanda, aos 23 de Julho de 2019.
O Presidente da República, JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO.
Artigo 1.º#
Definição e Natureza Jurídica
O Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, abreviadamente designado por «INAR», é uma pessoa colectiva de direito público do sector administrativo, dotado de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial.
Ao INAR incumbe conceber, implementar e gerir a política e a estratégia do Estado sobre a liberdade de religião, consciência e culto.
Artigo 2.º#
Âmbito e Sede
O INAR é um Instituto Público de âmbito nacional, com sede em Luanda e exerce a sua actividade em todo o território nacional.
Artigo 3.º#
Legislação Aplicável
O INAR rege-se pelo presente Estatuto, pelas regras de estruturação e funcionamento dos Institutos Públicos e demais legislação em vigor.
Artigo 4.º#
Superintendência
O INAR está sujeito à superintendência do Titular do Poder Executivo, exercida pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura.
Artigo 5.º#
Atribuições
O INAR tem as seguintes atribuições:
Conceber e implementar políticas e estratégias sobre a liberdade de religião, crença e culto em Angola e assegurar a sua gestão administrativa;
Acompanhar as práticas adoptadas pelas confissões religiosas e o surgimento de Novos Movimentos Religiosos;
Instruir o processo de reconhecimento e de revogação de reconhecimento de confissões religiosas e elaborar os estudos e pareceres indispensáveis à melhor tomada de decisão;
Proceder ao mapeamento das confissões religiosas e divulgar o resultado dos estudos realizados;
Promover estudos que julgue indispensáveis sobre os rituais, práticas e a sua relação com a doutrina das confissões religiosas;
Assegurar a parceria entre o Estado e as confissões religiosas no domínio social e promover programas de apoio social ecuménicos;
Acompanhar as actividades, festividades e eventos religiosos e adoptar as medidas de informação e salvaguarda dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos;
Promover a cooperação internacional com as instituições congéneres, entre outros, nos domínios das políticas públicas, formação, pesquisa e investigação, e garantir a implementação dos acordos e protocolos;
Incentivar o intercâmbio inter-religioso e a resolução de conflitos com base no princípio da tolerância, nos termos da lei;
Promover sessões de sensibilização e auscultação das diferentes confissões religiosas;
Fomentar a recolha, produção e divulgação, entre outras, da história e relação da religião com a sociedade, através dos meios de comunicação social;
Propor medidas administrativas e normativas visando assegurar o cumprimento da Lei sobre o Exercício da Liberdade de Religião, Crença e Culto;
Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 6.º#
Órgãos e Serviços
O INAR compreende os seguintes órgãos e serviços:
Órgãos de Gestão:
Conselho Directivo;
Director-Geral;
Directores-Gerais Adjuntos.
Órgão de Fiscalização: Conselho Fiscal.
Serviços de Apoio Agrupados:
Departamento de Apoio ao Director-Geral;
Departamento de Administração e Serviços Gerais;
Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação.
Serviços Executivos:
Departamento de Acompanhamento às Confissões Religiosas;
Departamento de Estudos e Investigação;
Departamento de Documentação e Informação.
Serviços Locais.
Artigo 7.º#
Conselho Directivo
O Conselho Directivo é o órgão colegial que delibera sobre os aspectos de gestão permanente do INAR.
O Conselho Directivo tem a seguinte composição:
Director-Geral, que o preside;
Directores-Gerais Adjuntos;
Chefes de Departamento;
Dois Vogais designados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura.
O Director-Geral pode convidar quaisquer entidades, cujo parecer entenda necessário para a tomada de decisões relativas às matérias a serem tratadas pelo Conselho Directivo.
O Conselho Directivo reúne-se ordinariamente 1 (uma) vez por mês e a título extraordinário, sempre que convocado pelo Director-Geral.
As deliberações do Conselho Directivo são aprovadas por maioria simples, tendo o Presidente voto de qualidade, em caso de empate.
O Conselho Directivo tem as seguintes competências:
Aprovar os instrumentos de gestão previsional e os documentos de prestação de conta do INAR;
Proceder ao acompanhamento sistemático da actividade do INAR e adoptar as providências que as circunstâncias exigem;
Aprovar a organização técnica e administrativa, bem como os regulamentos internos do INAR;
Aprovar o relatório anual do INAR;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 8.º#
Director-Geral
O Director-Geral é o órgão executivo que assegura a gestão e coordenação permanente da actividade do INAR.
O Director-Geral tem as seguintes competências:
Dirigir os serviços internos do INAR;
Convocar e presidir o Conselho Directivo;
Exercer os poderes gerais de gestão administrativa, patrimonial e financeira;
Propor os instrumentos de gestão previsional e os regulamentos internos que se mostrem necessários ao funcionamento dos serviços e submeter à aprovação do Conselho Directivo;
Remeter os instrumentos de gestão ao Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura e às instituições de controlo interno e externo, nos termos da lei, após parecer do Conselho Fiscal;
Exarar ordens de serviço e instruções necessárias ao seu bom funcionamento;
Submeter ao Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura, ao Tribunal de Contas e a outras entidades competentes o relatório e as contas anuais, devidamente instruídos com o parecer do Conselho Fiscal;
Propor ao Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura a nomeação dos responsáveis e dos Directores-Gerais Adjuntos do INAR;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Director-Geral é coadjuvado no exercício das suas funções por 2 (dois) Directores-Gerais Adjuntos, todos nomeados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura.
Nas suas ausências ou impedimentos, o Director-Geral é substituído por um dos Directores-Gerais Adjuntos, por si designado.
Artigo 9.º#
Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal é o órgão de controlo e fiscalização interna, encarregue de analisar e emitir pareceres de índole económico-financeira e patrimonial sobre a actividade do INAR.
O Conselho Fiscal é composto por 1 (um) Presidente, indicado pelo Titular do Órgão responsável pelo Sector das Finanças Públicas e por 2 (dois) Vogais indicados pelo Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura, devendo um deles ser especialista em contabilidade pública.
O Conselho Fiscal reúne-se, ordinariamente, de 3 (três) em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que necessário mediante convocatória do seu Presidente, a quem este delegar ou por qualquer um dos vogais.
O Conselho Fiscal tem as seguintes competências:
Emitir, na data legalmente estabelecida, parecer sobre as contas anuais, relatório de actividades e a proposta de orçamento do INAR;
Emitir parecer sobre o cumprimento das normas reguladoras das actividades do INAR;
Proceder à verificação regular dos fundos existentes e fiscalizar a escrituração da contabilidade;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Conselho Fiscal é nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura.
Artigo 10.º#
Departamento de Apoio ao Director-Geral
O Departamento de Apoio ao Director-Geral é o serviço encarregue das funções de apoio nas áreas do secretariado de direcção, assessoria jurídica, intercâmbio, documentação e informação.
O Departamento de Apoio ao Director-Geral tem as seguintes competências:
Elaborar estudos e projectos, parecer e informações de natureza jurídica;
Preparar instruções normativas e proceder à interpretação das disposições legais com vista à uniformização da sua aplicação prática;
Assegurar o planeamento, assessoria, organização da rotina diária e mensal do Director-Geral, providenciando o cumprimento dos compromissos agendados;
Preparar e secretariar as reuniões do Conselho Directivo e demais reuniões presididas pelo Director-Geral, assegurando o tratamento e encaminhamento das deliberações tomadas;
Compilar e manter actualizado o registo da legislação vigente no País;
Participar na negociação de acordos, convénios e contratos de âmbito nacional e internacional de interesse para o INAR;
Assegurar o intercâmbio nacional e internacional;
Gerir as estatísticas do INAR;
Assegurar a realização da actividade de natureza cultural, científica, entre outras;
Assegurar o contencioso do INAR;
Executar as tarefas inerentes à comunicação institucional com os interlocutores internos e externos;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Departamento de Apoio ao Director-Geral é dirigido por um Técnico Superior com a categoria de Chefe de Departamento.
Artigo 11.º#
Departamento de Administração e Serviços Gerais
O Departamento de Administração e Serviços Gerais é o serviço de apoio que assegura as funções de gestão orçamental, financeira, patrimonial, relações públicas, transportes e protocolo do INAR.
O Departamento de Administração e Serviços Gerais tem as seguintes competências:
Assegurar as funções de Secretaria-Geral decorrentes do funcionamento integral do INAR e respectivos órgãos nas suas actividades correntes;
Promover a elaboração dos planos financeiros anuais e o respectivo mapa de gestão;
Garantir a realização de despesas nos limites previstos pelo Orçamento Geral do Estado;
Propor ao órgão competente, a autorização para a prática de actos de administração relativos ao INAR;
Executar balancetes mensais e manter a contabilidade devidamente organizada;
Elaborar e apresentar os relatórios trimestrais de prestação de contas;
Organizar e remeter anualmente a conta de gerência às entidades competentes;
Assegurar o funcionamento, a manutenção e o apetrechamento do parque automóvel e de todos os equipamentos;
Assegurar os serviços de limpeza e a segurança da Instituição;
Assegurar as funções de protocolo e actos oficiais promovidos pelo INAR;
Assegurar a execução das acções relativas aos serviços de relações públicas do INAR;
Elaborar os contratos para aquisição de materiais e meios necessários aos serviços do INAR;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Departamento de Administração e Serviços Gerais é dirigido por um técnico superior com a categoria de Chefe de Departamento.
Artigo 12.º#
Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação
O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação é o serviço encarregue pela gestão de recursos humanos e das tecnologias de informação.
O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação tem as seguintes competências:
Assegurar os procedimentos administrativos de gestão de pessoal do INAR, no que diz respeito ao provimento, transferência, exoneração, avaliação de desempenho, licença, aposentação e outros;
Elaborar e manter actualizado o cadastro do pessoal, produzir, controlar os mapas de efectividade do pessoal e garantir o procedimento das folhas de salário e de outras remunerações;
Proceder à avaliação das necessidades dos recursos humanos, em colaboração com as diversas áreas e assegurar a sua provisão, de acordo com o quadro de pessoal aprovado;
Elaborar, propor e dinamizar programas socioculturais que visam o bem-estar e a motivação dos funcionários e agentes administrativos;
Realizar o balanço anual e avaliar a coerência do quadro de pessoal e das necessidades do INAR;
Propor o plano de formação de técnicos especializados para todas as áreas executivas e de apoio do INAR;
Sugerir iniciativas concernentes ao acesso e utilização das tecnologias de informação nos mais variados processos a realizar;
Propor a definição de padrões de equipamentos informáticos e softwares a adquirir pelo INAR e zelar pela sua manutenção;
Coordenar a instalação, expansão e manutenção da rede que suporta os sistemas de informação, estabelecendo os padrões de ligação viáveis;
Promover a pesquisa e troca de experiências sobre a utilização das novas tecnologias de comunicação e de informação;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação é dirigido por um Técnico Superior com a categoria de Chefe de Departamento.
Artigo 13.º#
Departamento de Acompanhamento às Confissões Religiosas
O Departamento de Acompanhamento às Confissões Religiosas é o serviço encarregue de manter o contacto com as diferentes confissões e organizações religiosas, bem como acompanhar as efemérides e eventos religiosos.
O Departamento de Acompanhamento às Confissões Religiosas tem as seguintes competências:
Realizar a inventariação e classificação das confissões religiosas, atribuindo o número de código correspondente;
Organizar o processo da constituição de cada confissão e instituição religiosa, actualizando os respectivos ficheiros;
Elaborar relatórios regulares das visitas e encontros efectuados nas diferentes confissões religiosas;
Acompanhar o processo das confissões religiosas em vias de reconhecimento pelo Estado;
Elaborar uma pauta de critérios de idoneidade das confissões religiosas existentes em Angola;
Identificar as confissões religiosas que resultam de cisões e que possuem conflitos de designações, marcas e símbolos;
Manter actualizado os mapas e quadros gráficos sobre o crescimento das confissões religiosas;
Propor e realizar encontros e visitas de trabalho periódicos com as diferentes confissões religiosas;
Participar e acompanhar as actividades e efemérides das diferentes confissões e organizações religiosas reconhecidas e legalizadas;
Inspeccionar os projectos de construção e declarar a conformidade dos lugares de culto das confissões religiosas, nos termos da lei;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Departamento de Acompanhamento às Confissões Religiosas é dirigido por um Técnico Superior com a categoria de Chefe de Departamento.
Artigo 14.º#
Departamento de Estudos e Investigação
O Departamento de Estudos e Investigação é o serviço encarregue dos estudos, pesquisas e acompanhamento da implementação da política do Estado sobre a religião no País.
O Departamento de Estudos e Investigação tem as seguintes competências:
Elaborar pareceres em relação à Lei sobre a Liberdade de Religião, Crença e Culto;
Supervisionar e acompanhar as práticas religiosas contrárias à Constituição e à lei, bem como a moral e os bons costumes;
Estudar o fenómeno das práticas religiosas baseadas no costume, bem como os casos de intolerância, fundamentalismo e extremismo religioso;
Proceder ao estudo comparado as confissões religiosas reconhecidas e não reconhecidas, bem como organizar e divulgar as informações relacionadas com os estudos sobre a religião em Angola;
Realizar palestras, seminários, mesas redondas e conferências nacionais ou internacionais relativas à relação entre a religião e as práticas patrióticas, cívicas, tradicionais e socioculturais, diálogo e tolerância inter-religiosas, entre outras;
Promover campanhas de educação, sensibilização sobre o conteúdo da liberdade religiosa, em colaboração com os órgãos de comunicação social, as comunidades e as famílias;
Proceder à recolha, classificação, tratamento e sistematização do material oral e escrito sobre os ritos, rituais e práticas das confissões religiosas e suas manifestações;
Proceder a estudos sobre os novos movimentos religiosos implantados em Angola;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Departamento de Estudos e Investigação é dirigido por um Técnico Superior com a categoria de Chefe de Departamento.
Artigo 15.º#
Departamento de Documentação e Informação
O Departamento de Documentação e Informação é o serviço encarregue de coordenar o processo de compilação, bem como da gestão da informação e documentação relativa à religião e confissões religiosas.
O Departamento de Documentação e Informação tem as seguintes competências:
Acompanhar a instrução do processo de reconhecimento de confissões religiosas, emitir pareceres e praticar os actos previstos na lei;
Emitir parecer e registar sempre que solicitado, sobre as denominações e doutrina das confissões religiosas, em coordenação com o Departamento de Estudos e Investigação;
Acompanhar e emitir actos declarativos sobre a entrada, permanência e saída de missionários convidados por confissões religiosas e organizações para-eclesiásticas, nos termos na lei;
Registar para efeitos estatísticos e acompanhar as actividades das associações e Organizações Não Governamentais com fins predominantemente religiosos;
Conceber e implementar a Rede Integrada de Informação e a base de dados sobre a religião em Angola, em colaboração com os demais órgãos e serviços competentes;
Criar um sistema de alerta e denúncia sobre as violações à liberdade religiosa em Angola, incluindo a intolerância, extremismo e fundamentalismo religioso;
Instruir os processos de queixas e contravenções sobre a violação da lei pelas confissões religiosas e remeter aos órgãos competentes;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Departamento de Documentação e Informação é dirigido por um Técnico Superior com a categoria de Chefe de Departamento.
Artigo 16.º#
Serviços Locais
O INAR pode criar Serviços Locais ao abrigo do disposto no artigo 27.º do Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13, de 25 de Junho.
Artigo 17.º#
Receitas
Constituem receitas do INAR:
As dotações que lhe são atribuídas pelo Orçamento Geral do Estado;
Os subsídios e comparticipações atribuídos por quaisquer entidades públicas ou privadas, nacionais ou internacionais;
As doações, heranças ou legados, que receber;
As receitas provenientes de aplicações financeiras;
O produto das taxas que lhe estejam afectas, nos termos da lei;
Os emolumentos decorrentes de inscrição, registo, licenças e demais actos previstos na lei;
O produto da venda de edições, de publicações e outros materiais por si produzidos;
Quaisquer outras receitas provenientes da sua actividade que por lei, contrato ou outro título lhe sejam atribuídas.
Artigo 18.º#
Despesas
Constituem despesas do INAR:
Os encargos com o seu funcionamento e com os diferentes serviços, nomeadamente, para assegurar a aquisição, manutenção, restauração e a conservação dos bens, equipamentos e serviços;
Os encargos de carácter administrativo e outros relacionados com o pessoal.
Artigo 19.º#
Património
Constitui património do INAR os bens, direitos e obrigações adquiridos no exercício das suas funções.
Artigo 20.º#
Instrumento de Gestão Financeira
A gestão financeira do INAR é exercida de acordo com a legislação vigente no País e orientada na base dos seguintes instrumentos e regras:
Plano de actividade anual e plurianual;
Orçamento próprio anual;
Relatório de actividades;
Balanço e demonstração da origem e aplicação de fundos;
Elaboração de orçamento que projectem as despesas do INAR;
Sujeição das transferências de receitas à programação financeira do Tesouro Nacional e do Orçamento do Estado.
Artigo 21.º#
Quadro de Pessoal e Organigrama
O INAR possui um quadro de pessoal e organigrama, constantes dos Anexos I e II do presente Estatuto, de que são parte integrante.
O pessoal afecto ao INAR está sujeito ao regime da função pública, em função da natureza do quadro a que pertence.
Artigo 22.º#
Perfil Profissional
Os Chefes de Departamento do INAR devem possuir formação superior nas especialidades relacionadas às atribuições e competências, bem como perfil adequado ao respectivo serviço.
Artigo 23.º#
Regulamento Interno
O INAR possui regras relativas ao funcionamento, definidas por Regulamento Interno aprovadas por decreto executivo do Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura.
ANEXO I
Quadro de pessoal a que se refere o n.º 1 do artigo 21.º
ANEXO II
a que se refere o n.º 1 do artigo 21.º
O Presidente da República, JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO.
