Texto integral
Tendo sido aprovado, pelo Decreto Presidencial n.º 264/20, de 14 de Outubro, o Estatuto Orgânico do Ministério das Finanças;
Considerando que a alínea c) do n.º 3 do artigo 3.º do referido Estatuto Orgânico prevê o Gabinete de Estudos e Relações Internacionais como um dos serviços de apoio técnico necessários para a prossecução das respectivas atribuições;
Havendo a necessidade de se regulamentar a estruturação, organização e funcionamento do mesmo Gabinete, com vista à materialização das competências que lhe foram acometidas pelo #### Artigo 11.º do Estatuto Orgânico do Ministério das Finanças;
Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição da República de Angola, conjugado com os n.os 1, 2, 3 e a alínea a) do n.º 4 do Despacho Presidencial n.º 289/17, de 13 de Outubro, bem como o artigo 5.º do Estatuto Orgânico do Ministério das Finanças, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 264/20, de 14 de Outubro, determino:
#### Artigo 1.º (Aprovação)
Ministério das Finanças, anexo ao presente Diploma e que dele é parte integrante.
#### Artigo 2.º (Revogação)
É revogado o Decreto Executivo n.º 272/18, de 27 de Julho, bem como todas as disposições que contrariem o disposto no presente Diploma.
#### Artigo 3.º (Dúvidas e Omissões)
As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Diploma são resolvidas pela Ministra das Finanças.
#### Artigo 4.º (Entrada em Vigor)
O presente Diploma entra em vigor no dia seguinte à data da sua publicação.
Publique-se.
Luanda, aos 11 de Fevereiro de 2022.
A Ministra, Vera Daves de Sousa.
## REGULAMENTO INTERNO DO GABINETE DE ESTUDOS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
## CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS
#### Artigo 1.º (Definição e Natureza)
O Gabinete de Estudos e Relações Internacionais, abreviadamente designado por «GERI», é o serviço de apoio técnico de carácter transversal do Ministério das Finanças, ao qual compete, em geral, preparar a proposta da política macro-fiscal do Estado, compilar e difundir as estatísticas sobre as Finanças Públicas, realizar estudos económicos e sectoriais, acompanhar a actividade do sistema financeiro e gerir a cooperação económica com as organizações multilaterais e regionais.
#### Artigo 2.º (Competências Especiais)
O Gabinete de Estudos e Relações Internacionais tem, em especial, as seguintes competências:
Participar na elaboração da programação e gestão macroeconómica nacional;
Garantir o desenvolvimento e actualização dos instrumentos de gestão macro-fiscal, em particular o relatório de fundamentação dos orçamentos gerais do Estado, o quadro fiscal de médio prazo, a declaração de riscos fiscais, a estratégia fiscal e os relatórios fiscais, tendo como referência as metas e regras fiscais definidas;
Promover a realização de estudos que permitam melhorar a formulação de políticas macroeconómicas da responsabilidade do Ministério;
Garantir o estabelecimento de um sistema robusto de produção, tratamento e publicação de estatísticas e relatórios sobre Finanças Públicas;
Contribuir para a formulação das políticas do sistema financeiro, monitorar o desempenho e os riscos emergentes, tendo como referência a estratégia de desenvolvimento do sistema financeiro definida pelo Executivo;
Preparar a participação das delegações de Angola nas actividades estatutárias das instituições financeiras multilaterais, e das organizações regionais;
Participar, com as demais estruturas especializadas e sectoriais, nas negociações conducentes à celebração de acordos de financiamento, com os organismos multilaterais, no âmbito das atribuições do Ministério, e fazer o acompanhamento do seu grau de implementação;
Conduzir estudos para a formulação da política económica internacional, monitorar o quadro macroeconómico regional e internacional, assim como identificar oportunidades de cooperação financeira junto das instituições multilaterais e parceiros bilaterais;
Elaborar pareceres preparatórios à tomada de decisões nos domínios relevantes das suas competências;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
## CAPÍTULO II ESTRUTURA INTERNA
#### Artigo 3.º (Estrutura Orgânica)
O Gabinete de Estudos e Relações Internacionais compreende os seguintes órgãos e serviços:
Director;
Conselho de Direcção;
Secção Administrativa;
Serviços Executivos:
Departamento de Estudos Económicos e Financeiros;
Departamento de Estatística de Finanças Públicas;
Departamento de Programação Macro-Fiscal;
Departamento de Cooperação Económica Internacional.
### SECÇÃO I ÓRGÃOS
#### Artigo 4.º (Director)
O Gabinete de Estudos e Relações Internacionais é dirigido por um Director, equiparado a Director Nacional, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, ao qual compete o seguinte:
Representar o Gabinete;
Organizar e dirigir os serviços do Gabinete;
Exercer, a seu nível, a acção disciplinar sobre o pessoal do Gabinete, nos termos da legislação vigente;
Propor ao Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas a nomeação e exoneração dos Chefes de Departamento e de Secção Administrativa do Gabinete;
Dirigir a elaboração e a execução do plano de trabalho do Gabinete;
Assegurar a execução das leis e outros diplomas a nível do Gabinete;
Emitir ordens de serviço, instrutivos e circulares no domínio das atribuições do Gabinete;
Propor assuntos para discussão no Conselho de Direcção e Consultivo do Ministério das Finanças;
Promover a participação activa dos funcionários e agentes ao serviço do Gabinete, na execução das tarefas que lhe são atribuídas e na solução dos problemas que lhe são afectos;
Assegurar a manutenção de relações de colaboração entre o Gabinete e os demais órgãos do Ministério;
Convocar e presidir o Conselho de Direcção do Gabinete;
Garantir que todos os funcionários sujeitos, nos termos da legislação vigente, sejam avaliados;
Exercer as demais competências que lhe sejam acometidas por lei ou determinadas superiormente.
Nas suas ausências e durante os seus impedimentos, o Director Nacional é substituído por um dos Chefes de Departamento por si designado.
#### Artigo 5.º (Conselho de Direcção)
O Conselho de Direcção é o órgão de consulta do Director do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais, o qual integra o Director, os Chefes de Departamento e de Secção, competindo-lhe o seguinte:
Analisar e dar parecer sobre todos os assuntos de interesse para o Gabinete;
Aprovar a proposta do plano de actividades;
Aprovar o relatório de actividades do Gabinete antes de ser remetido à entidade competente;
Apreciar os assuntos a serem submetidos aos Conselhos de Direcção e Técnico do Ministério;
Apreciar e dar subsídios sobre assuntos relevantes relativos ao âmbito de actividades do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais a ele submetidos:
e
Discutir e propor as alterações necessárias ao bom funcionamento do Gabinete.
Podem igualmente participar no Conselho de Direcção, Técnicos e outras entidades internas ou externas que o Director entenda convocar, para tratamento de questões específicas.
O Secretariado do Conselho de Direcção é assegurado pela Secção Administrativa.
O Conselho de Direcção reúne-se, ordinariamente, uma vez por trimestre e extraordinariamente, sempre que convocado pelo Director.
A agenda do Conselho de Direcção é estabelecida pelo Director com base nos assuntos por si anotados e nas propostas submetidas pelos integrantes do Conselho.
### SECÇÃO II SERVIÇO DE APOIO ADMINISTRATIVO
#### Artigo 6.º (Secção Administrativa)
A Secção Administrativa, abreviadamente designada por «SA», é o serviço auxiliar do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais, que assegura o funcionamento administrativo e organização do expediente do Gabinete, à qual compete:
Assegurar a recepção, registo, classificação, preparação, distribuição e expedição da correspondência e arquivo do Gabinete;
Assegurar a provisão de bens, serviços e equipamentos indispensáveis ao normal funcionamento do Gabinete;
Elaborar os mapas de efectividade dos respectivos funcionários;
Elaborar, em colaboração com os Chefes de Departamento, o mapa de férias dos funcionários do Gabinete;
Gerir os recursos e património afecto ao Gabinete, assegurando a sua operacionalização, manutenção e reparação, com a colaboração dos serviços competentes do Ministério; deliberações;
Apoiar e acompanhar a gestão da agenda de engajamento de Cooperação Económica Internacional do Ministério;
Gerir o mapa de controlo dos projectos e actividades do Gabinete relativos ao acompanhamento da execução do Plano Estratégico e do Plano de Actividades;
Coordenar as actividades de team building do Gabinete:
Promover de forma permanente e sistemática, o aperfeiçoamento das actividades administrativas e a melhoria de produtividade dos serviços;
Participar, em articulação com as áreas de especialidade, dos procedimentos de aquisição bens, equipamentos e serviços a afectar ao Gabinete;
Assegurar os serviços de atendimento geral, relações públicas e de comunicação do Gabinete:
Organizar e supervisionar o serviço dos estafetas;
Garantir o atendimento ao público dirigido ao Gabinete;
Organizar e gerir os arquivos de documentos de uso corrente do Gabinete;
Controlar a pontualidade, assiduidade e elaborar o mapa de efectividade de serviço dos colaboradores do Gabinete:
e
Exercer as demais competências atribuídas pelo Director.
A Secção Administrativa é dirigida por um Chefe de Secção, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, sob proposta do Director.
#### Artigo 7.º (Chefe de Secção)
A Secção Administrativa é dirigida por um Chefe de Secção, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, sob proposta do Director, ao qual compete:
Organizar, chefiar, coordenar e controlar as actividades da Secção de que são responsáveis;
Transmitir as orientações ao pessoal da Secção e zelar pela sua execução;
Representar e responder pelas actividades da Secção;
Participar na elaboração dos planos de actividades do Departamento e controlar a execução das tarefas afectas à Secção;
Proceder à avaliação do desempenho anual do pessoal da Secção, nos termos das normas aplicáveis;
Exercer, a seu nível, o poder disciplinar sobre o pessoal da Secção, nos termos da legislação vigente;
Estabelecer e desenvolver, no exercício das suas funções, uma estreita colaboração com os demais Chefes de Secção e Departamento;
Zelar pelo uso racional e conservação do património estritamente afecto à Secção;
Colaborar na elaboração do relatório de actividades do Departamento, de acordo com as orientações superiores;
Exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas superiormente.
Nas suas ausências, o Chefe de Secção é substituído pelo técnico com maior categoria ocupacional por si designado.
### SECÇÃO III SERVIÇOS EXECUTIVOS
#### Artigo 8.º (Departamento de Estudos Económicos e Financeiros)
O Departamento de Estudos Económicos e Financeiros, abreviadamente designado por «DEEF», é o serviço executivo do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais, encarregue de promover, organizar, coordenar e elaborar os estudos que contribuam para a melhoria da realidade económica e financeira do País, designadamente, através da sustentação dos processos de formulação das políticas macroeconómicas, orçamentação e gestão financeira pública, bem como do acompanhamento e elaboração das propostas de políticas sobre a actividade do sistema financeiro.
O Departamento de Estudos Económicos e Financeiros tem as seguintes competências:
Promover a realização de estudos permanentes que permitam aprofundar o conhecimento sobre os diversos sectores da economia nacional, em geral, e das Finanças Públicas em particular, de modo a melhorar-se, cada vez mais, a formulação das políticas económicas e das Finanças Públicas;
Elaborar e apresentar propostas sobre a política financeira, económica e social;
Elaborar e apresentar, em articulação com os demais órgãos de especialidade, propostas de aperfeiçoamento da legislação sobre Finanças Públicas e avaliar o impacto de longo prazo da mesma sobre a economia;
Monitorar e analisar o desenvolvimento dos mercados financeiros e propor medidas de prevenção e mitigação de riscos emergentes;
Participar da elaboração de estudos de carácter sectorial e outros a que o Ministério das Finanças seja chamado a dar o seu contributo, sem prejuízo da competência própria dos demais órgãos do Ministério;
Participar na proposta de formulação da política do sistema financeiro, nomeadamente, mercado de capitais, seguros e fundo de pensões, dentro dos objectivos de regulação conjuntural e de desenvolvimento económico estabelecidos, bem como da implementação das mesmas;
Promover estudos necessários à implantação em todo em todo território nacional para a melhoria do sistema financeiro;
Desenvolver instrumentos técnicos de apoio ao exercício de poderes de tutela e superintendência do sistema financeiro;
Efectuar o monitoramento da estabilidade, eficiência, liquidez e solvabilidade do sistema financeiro;
Apreciar os riscos de estratégias e analisar os modelos de negócio das Empresas Públicas e com domínio público;
Acompanhar e analisar o nível de execução dos Programas Financeiros do Estado, visando aferir da melhor alocação dos recursos disponibilizados;
Proceder ao levantamento de informações sobre o nível de aplicação das normas contra o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, bem como emitir parecer sobre desenvolvimentos nesta matéria;
Assegurar a prossecução dos programas relacionados com as reformas financeiras, económicas e sociais, bem como contribuir para o melhoramento desses processos;
Exercer as demais competências que lhe sejam superiormente determinadas.
#### Artigo 9.º (Departamento de Estatística de Finanças Públicas)
O Departamento de Estatística de Finanças Públicas, abreviadamente designado por «DEFP», é o serviço executivo do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais, encarregue de compilar
O Departamento de Estatística de Finanças Públicas tem as seguintes competências:
Efectuar análises periódicas com base nos indicadores actualizados, estabelecendo um observatório permanente da evolução das Contas Fiscais, de forma a satisfazer toda a necessidade de informação do Ministério;
Elaborar e publicar, periodicamente, um Boletim de Estatísticas das Finanças Públicas, incluindo uma informação sintética actualizada sobre a evolução dos principais indicadores macroeconómicos;
Manter, divulgar e actualizar, permanentemente, uma base de dados das contas nacionais, das contas monetárias, das contas externas e outras estatísticas económicas, financeiras e sociais relevantes no quadro das atribuições do Ministério;
Acompanhar o desempenho das actividades em que o MINFIN participa nos principais programas económicos do Executivo;
Optimizar os mecanismos de tratamento e divulgação de estatística das Finanças Públicas;
Acompanhar a execução das actividades previstas pelos órgãos das Finanças Públicas;
Coordenar, com os demais órgãos do Ministério das Finanças, o circuito e rotina da informação, de modo a dispor-se dos dados essenciais ao desenvolvimento das actividades do Gabinete;
Exercer as demais competências que lhe sejam superiormente determinadas.
#### Artigo 10.º (Departamento de Programação Macro-Fiscal)
O Departamento de Programação Macro-Fiscal, abreviadamente designado por «DPMF», é o serviço executivo do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais, encarregue de elaborar as propostas de políticas e medidas relacionadas com a gestão das Finanças Públicas e a gestão macroeconómica, bem como a elaboração da programação fiscal e a participação na elaboração da programação macroeconómica e o acompanhamento da sua implementação.
O Departamento de Programação Macro-Fiscal tem as seguintes competências:
Participar no processo de programação e gestão macroeconómica nacional, nomeadamente na projecção dos indicadores macroeconómicos e na elaboração dos Planos e Programas do Executivo e do Orçamento Geral do Estado, assegurando a consistência dos agregados do sector fiscal com os dos sectores real, monetário e externo, dentro dos objectivos de regulação conjuntural e de desenvolvimento económico estabelecidos;
Acompanhar e analisar o desempenho da política financeira do Estado e da política macroeconómica e formular propostas de medidas de aperfeiçoamento, face aos objectivos estabelecidos pelo Executivo;
Colaborar na definição de estratégias e políticas de integração regional e analisar, do ponto de vista macroeconómico, os processos de harmonização de políticas económicas e de integração económica;
Avaliar e elaborar, em articulação com os demais órgãos envolvidos, propostas de políticas das Finanças Públicas e políticas relativas ao sector real da economia, incluindo a políticas cambial, comercial, tarifária, de crédito, financeira, de emprego e rendimentos;
Acompanhar e analisar o impacto das políticas governamentais sobre os indicadores sociais e contribuir para a formulação de directrizes voltadas à melhoria da distribuição do rendimento e à promoção da inclusão social;
Elaborar estudos para a formulação da política económica internacional, monitorar o quadro macroeconómico regional e internacional; competente macroeconómica do relatório de execução do Orçamento Geral do Estado;
Elaborar e actualizar o Quadro Macro-Fiscal de Médio Prazo;
Elaborar o documento da Estratégia Fiscal;
Apoiar na elaboração do Quadro de Despesa de Médio Prazo;
Elaborar Relatório de Declaração de Riscos Fiscais;
Participar activamente na elaboração o Relatório de Análise da Sustentabilidade da Dívida;
Propor medidas de política activa de gestão de passivos contingentes, bem como proceder ao controlo e monitoramento dos mesmos;
Participar na definição da política de Rendimentos, Preços e Subsídios, assim como proceder ao seu acompanhamento;
Exercer as demais competências que lhe sejam superiormente determinadas.
#### Artigo 11.º (Departamento de Cooperação Económica Internacional)
O Departamento de Cooperação Económica Internacional, abreviadamente designado por «DCEI», é o serviço executivo do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais, encarregue pela realização das tarefas nos domínios das relações e cooperação internacional, bem como pelo acompanhamento das negociações do Executivo com as instituições ou organizações financeiras regionais, internacionais e parceiros bilaterais, no que respeita à política económica.
O Departamento de Cooperação Económica Internacional tem as seguintes competências:
Promover e coordenar, em colaboração com as áreas ou órgãos tutelados competentes, o relacionamento do Ministério das Finanças com as instituições congéneres nos outros países, instituições financeiras internacionais, organizações internacionais e organizações regionais, nos domínios económico e financeiro;
Gerir a Agenda de Cooperação e garantir a participação de Angola nas actividades estatutárias das instituições financeiras multilaterais, das organizações regionais e sub-regionais, do Sistema das Nações Unidas, das Comissões Bilaterais Intergovernamentais, das conferências, seminários, formações e demais eventos internacionais;
Participar, em coordenação com as áreas ou órgãos competentes, sob superintendência do Ministério das Finanças, nos trabalhos preparatórios e nas negociações conducentes à celebração de acordos, convenções ou protocolos de cooperação, no âmbito das atribuições do Ministério das Finanças, e fazer o acompanhamento do seu grau de implementação;
Participar da elaboração e acompanhamento da implementação das políticas de intercâmbio internacional no domínio das Finanças Públicas;
Criar e desenvolver uma agenda de relações de cooperação e troca de experiências entre o Ministério das Finanças e outras instituições homólogas, com vista a promover a imagem do Ministério das Finanças nas suas principais atribuições e competências;
Elaborar e manter actualizado o inventário das potencialidades e necessidades, em matéria de cooperação económica externa, no âmbito do Ministério das Finanças;
Inventariar e manter actualizadas as acções de cooperação bilateral e multilateral em curso no domínio das Finanças Públicas;
Criar e manter actualizada a base de dados de Instrumentos Jurídicos assinados e em negociação entre Angola e outros Estados, no domínio económico-financeiro e fazer o acompanhamento da sua implementação;
Conduzir Estudos para a identificação de diversas oportunidades de cooperação financeira junto das instituições financeiras multilaterais e parceiros bilaterais; faça parte;
Coordenar e acompanhar a implementação de projectos que envolvem assistência estrangeira ou recursos financeiros obtidos através de Acordos de Instituições Financeiras Multilaterais;
Coordenar e acompanhar a gestão do relacionamento da carteira de projectos entre o Ministério das Finanças e as Instituições Financeiras Multilaterais;
Manter e aprofundar contactos regulares com as representações diplomáticas de Angola no exterior, no sentido de facilitar a movimentação de responsáveis, quadros e técnicos do Ministério das Finanças em missão de Estado, assim como facilitar o contacto entre o Ministério das Finanças e as outras instituições homólogas ou organismos internacionais;
Exercer as demais competências que lhe sejam superiormente determinadas.
#### Artigo 12.º (Chefes de Departamento)
Os Departamentos do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais são dirigidos por Chefes de Departamentos, nomeados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, sob proposta do Director, a quem compete:
Organizar, chefiar, coordenar e controlar as actividades do Departamento de que são responsáveis;
Transmitir as orientações ao pessoal do Departamento e zelar pela sua execução;
Representar e responder pelas actividades do Departamento;
Participar na elaboração dos Planos de Actividades do Gabinete e controlar a execução das tarefas afectas ao Departamento;
Propor o recrutamento do pessoal necessário ao provimento dos lugares vagos no Departamento;
Emitir parecer sobre a nomeação e promoção do pessoal do Departamento;
Apresentar sugestões de aperfeiçoamento organizativo e funcional do Departamento;
Proceder à avaliação do desempenho anual do pessoal do Departamento;
Exercer, a seu nível, a acção disciplinar sobre o pessoal do Departamento, nos termos da legislação vigente;
Estabelecer e desenvolver, no exercício das suas funções, uma estreita colaboração com as demais Chefes de Departamento do Gabinete;
Zelar pelo uso racional e conservação do património estritamente afecto ao Departamento;
Elaborar e propor procedimentos relacionados com a actividade do Departamento;
Assegurar a aplicação prática da política aprovada sobre a formação contínua dos quadros e acompanhar o desenvolvimento da capacidade técnica e cultural dos funcionários e agentes administrativos afectos ao Departamento;
Propor acções de formação e aperfeiçoamento do pessoal sob sua dependência;
Elaborar e apresentar, periodicamente, o relatório de actividades do Departamento, de acordo com as orientações superiores;
Exercer as demais competências que lhe são atribuídas pelo Director.
Nas suas ausências, os Chefes de Departamentos são substituídos pelo Técnico por si designado.
## CAPÍTULO III DISPOSIÇÕES FINAIS
#### Artigo 13.º (Quadro de Pessoal e o Organigrama)
Internacionais do Ministério das Finanças e o Organigrama são os que constam dos Anexos I e II ao presente Regulamento Interno, do qual são partes integrantes.
#### Artigo 13.º do Regulamento que antecede
#### Artigo 13.º do Regulamento que antecede
A Ministra, Vera Daves de Sousa.
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