Preâmbulo
Lei n.º 21/10
de 22 de Outubro
Torna-se necessário proceder à revisão do Orçamento
Geral do Estado para 2010, conforme estabelece o artigo 10.º
da Lei n.º 5/09, de 31 de Dezembro;
A Assembleia Nacional aprova, por mandato do povo,
nos termos da alínea e) do artigo 161º da Constituição da
República de Angola, a seguinte:
LEI DE REVISÃO DO ORÇAMENTO
GERAL DO ESTADO PARA 2010
Artigo 1.º#
Aprovação da Revisão do Orçamento
Os n.º 1 e 2 do artigo 1.º da Lei n.º 5/09, de 31 de
Dezembro, passam a ter a seguinte redacção:
«É aprovada, pela presente lei, a revisão do Orçamento Geral do Estado para vigorar durante o presente
exercício económico, doravante designado por O.G.E./2010
— Revisto».
««O Orçamento Geral do Estado — Revisto para 2010
comporta receitas estimadas em Kz: 3 959 718 901 47100 e
despesas fixadas em igual montante para o mesmo período».
Artigo 2.º#
Peças integrantes
O Orçamento Geral do Estado/2010 — Revisto é constituído por dois volumes:
o Volume I — apresenta os quadros orçamentais
consolidados a nível nacional;
o Volume Il — Tomo I — apresenta os quadros
orçamentais detalhados dos órgãos da Administração Central do Estado;
o Volume II — Tomo II — apresenta os quadros
orçamentais detalhados dos órgãos da Administração Local do Estado.
As peças que integram o Orçamento Geral do Estado/
/2010 — Revisto obedecem à seguinte estrutura:
1.Volume I — Orçamento Consolidado — Resumos e
Demonstrativos Orçamentais:
Resumo da Receita por Natureza Económica;
Resumo da Receita por Fonte de Recursos;
Resumo da Despesa por Natureza Económica;
Resumo da Despesa por Função;
Resumo da Despesa por Local;
Resumo da Despesa por Programa;
£) Resumo da Despesa do Órgão por Programa;
Resumo do Programa de Investimentos Públicos
por Unidade Orçamental;
Resumo das Despesas de Funcionamento;
)) Resumo da Despesa com o Programa de Investimentos Públicos;
Resumo da Despesa por Natureza Económica e
poderes; e
Resumo da Origem dos Recursos por Órgão.
2. Volume II — Tomo I — Orçamento dos Órgãos da
Administração Central do Estado:
Resumo da Receita por Natureza Económica;
Resumo da Despesa por Natureza Económica;
Resumo da Despesa por Função;
Resumo da Despesa por Unidade Orçamental e
Natureza Económica;
Resumo da Despesa da Unidade Orçamental por
Programa;
Resumo da Despesa do Órgão Dependente por Unidade Orçamental.
3. Volume II — Tomo II — Orçamento dos Órgãos da
Administração Local do Estado:
Resumo da Receita por Natureza Económica;
Resumo da Despesa por Natureza Económica;
Resumo da Despesa por Função;
Resumo da Despesa por Unidade Orçamental e
Natureza Económica;
Resumo da Despesa da Unidade Orçamental por
Programa;
Resumo da Despesa por Órgão Dependente por Unidade Orçamental.
Artigo 3.º#
Financiamento do défice Orçamental
O Executivo é autorizado a contrair empréstimos nos
mercados interno e externo, para fazer face às necessidades
de financiamento decorrentes dos investimentos públicos e
da amortização da dívida pública, previstos no O.G.E/2010
— Revisto.
Artigo 4.º#
Receitas petrolíferas
As receitas petrolíferas que venham a ser arrecadada
em excesso sobre o preço médio de exportação do barril de
petróleo bruto de USD 65,32, em decorrência de um preço
efectivo superior aquele, são contabilizadas em conta de
Reserva do Tesouro Nacional.
O recurso aos fundos da Reserva do Tesouro Nacional,
constituídos nos termos do n.º 1 do presente artigo, por razões
justificadas, para cobertura de despesas constantes do
O.G.E./2010 — Revisto, fica condicionado a autorização
expressa do Presidente da República, enquanto Titular do
Poder Executivo;
Artigo 5.º#
Reserva estratégica petrolífera para infra-estruturas de base
Para garantir o financiamento de projectos de investimentos em infra-estruturas de base é criada e escrita no
O.G.E/2010 — Revisto, a reserva estratégica petrolífera para
infra-estruturas de base.
Constituem fontes de financiamento da reserva referida no n.º 1 do presente artigo, a receita resultante dos direitos patrimoniais do Estado nas concessões petrolíferas.
À gestão da reserva estratégica para infra-estruturas de
base, compete ao Presidente da República, enquanto Titular
do Poder Executivo.
Pela reserva estratégica petrolífera para infra-estruturas
de base, podem ser pagos apenas os projectos de infra-estruturas de base que integram o Programa de Investimentos
Públicos devidamente incritos no O.G.E/2010 — Revisto.
Artigo 6.º#
Revogação
É revogada toda a legislação que contrarie o disposto na
presente lei.
Artigo 7.º#
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor à data da sua publicação.
Vista e aprovada pela Assembleia Nacional, em Luanda,
aos 12 de Agosto de 2010.
O Presidente da Assembleia Nacional, António Paulo
Kassoma.
Promulgada aos 26 de Agosto de 2010.
Publique-se.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
RELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
Sumário Executivo:
O. Evolução Recente:
1. Situação actual e perspectivas da economia
mundial:
Após a crise financeira que se abateu sobre a economia mundial em 2008/2009, há actualmente um processo de
recuperação em curso, com a maioria dos países a registar
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crescimento positivo desde o final de 2009. Contudo, o ritmo
de recuperação é desigual entre as diversas economias.
Alguns crescem de forma mais acelerada (países emergentes) e outros de forma mais moderada (economias avançadas).
Entretanto, os riscos soberanos de diversas economias
avançadas aumentaram, o que poderá prolongar ou mesmo
transformar a índole da crise: o aumento rápido da dívida
pública e a deterioração dos balanços fiscais poderá trazer
de volta a crise nos sistemas financeiros internacionais. Portanto, a agenda política desses países deverá incluir medidas
para o controlo da dívida pública, através de uma estratégia
de consolidação fiscal.
Em 2010, prevê-se que as economias avançadas cresçam em média 2,3%, enquanto que as economias emergentes
e em desenvolvimento cresçam 6,3%. Na zona do Euro e nos
Estados Unidos espera-se crescimento de 1% e 3% , respectivamente. Na África sub-sahariana prevê-se crescimento de
4,7%.
O comércio internacional também tem previsões de
recuperação em 2010, depois de ter sofrido o seu pior ano
em 2009, quando decresceu 10,7%. Para 2010 prevê-se um
crescimento de 7%.
Os preços das «commodities» estão a registar recuperação, embora sem voltar aos níveis de Julho de 2008.
No caso específico do petróleo, o preço do barril tem-se
situado entre US$ 70,00 e US$ 80.00, após chegar ao mínimo
de US$ 34.00, em Fevereiro de 2009.
Em relação à inflação, em 2010, nos países de economia avançada espera-se uma taxa média de 1,5% e nos países emergentes e em desenvolvimento espera-se uma média
de 6,2%, depois das taxas de 9,2%, em 2008, e 5,2%, em
2009.
Finalmente, em relação às tendências para as taxas de
juros, o FMI estima que se mantenham os níveis actuais de
0% a 0,25%, para a Reserva Federal Americana, e de 1% para
o Banco Central Europeu. A taxa LIBOR de seis meses é estimada em 0,5%, (1,1% em 2009), mas prevê-se queda da
EURIBOR de três meses para depósitos em Euros, de 1,21%
em 2009 para 0,9% em 2010.
2. Evolução recente e quadro actual da situação
macroeconómica interna:
Quadro geral: À crise financeira e económica inter-nacional provocou, no primeiro trimestre de 2009, uma redução
considerável das receitas do Estado, que, por sua vez, levou
a uma crise de confiança e consequente ataque especulativo
sobre as Reservas Internacionais Líquidas do País.
Todavia, como resultado das medidas de contenção fiscal e demais medidas de gestão macroeconómica e estruturais, foi superado o ataque especulativo e, ainda no primeiro
semestre de 2009, registou-se a recuperação das Reservas
Internacionais Líquidas, também estimulada pelo aumento
do preço do barril, que se aproximara dos USD 80.00, no
mercado internacional. Para as ramas angolanas, o preço
médio do petróleo passou de US$ 93,70, em 2008, para US$
60,90, em 2009.
Economia real: o Produto Interno Bruto aumentou
em 2 4%, em termos reais, com abrandamento em relação a
2008 (13,8%). O sector petrolífero acusou uma queda de
5,1% (produção de 693,6 milhões de barris, em 2009, contra
695,5 milhões, em 2008), enquanto o sector não petrolífero
cresceu apenas 8,9% (contra 20,5% em 2008). Entretanto, os
sectores de agricultura, energia e construção cresceram a
taxas compreendidas entre 18,0% e 30 0%.
Para 2010, as estimativas indicam um crescimento
de 6,7% para o PIB real, com o sector petrolífero crescendo
a 5 4% e o não petrolífero a 7,5%. Espera-se um aumento da
participação do sector petrolífero no PIB, de 40,9%, em 2009
para 44,5%, em 2010. Os sectores de energia, indústria
transformadora e serviços mercantis serão os que mais crescerão. A produção petrolífera para 2010 está estimada em
695 7 milhões de barris (1906 mil barris/dia).
Inflação: a taxa de inflação anual acumulada em 2009
foi de 13,99%, o que representou aumento de apenas 0,7 pontos percentuais sobre 2008. Este pequeno aumento deveu-se
fundamentalmente a factores estruturais, tais como as deficiências nos transportes públicos e nas logísticas de escoamento da produção agrícola, e não a factores externos ou
monetários.
Para 2010, projecta-se uma taxa de inflação de 13%,
com previsão de queda para um dígito em 2011.
Sector Monetário: entre Dezembro de 2008 e
Dezembro de 2009, os Activos Internos Líquidos aumentaram 130,26%, em grande parte influenciados pelo aumento
do Crédito Líquido ao Governo, em cerca de 250%, que foi
muito influenciado pela redução dos depósitos do Governo
junto ao sistema bancário, em cerca de 47%. Por outro lado,
o crédito à economia concedido pelo sistema bancário cresceu 55%, com destaque para o crédito ao sector privado, que
cresceu 60% . Os Activos Externos Líquidos caíram em cerca
de 24%, devido à diminuição de US$ 4877 ,84 milhões das
Reservas Internacionais Líquidas, cujo stock ao final de 2009
situou-se em US$ 12,6 mil milhões. Como resultado de evo-
lução desses activos do sistema financeiro, os Meios de Pagamentos nos conceitos M3, M2, MI cresceram respe-ctivamente 21,48%, 62,57% e 32,44%, entre Dezembro de 2008
e Dezembro de 2009.
Sector Fiscal: o saldo orçamental corrente sofreu uma
queda de 84,36% em relação a 2008, mas ainda assim foi
positivo em Kz: 227,8 mil milhões (4,4% do PIB). O Saldo
global, na óptica de compromisso, registou déficit de
Kz: 515,5 mil milhões. Todavia, o déficit de Caixa, que
regista os desembolsos efectivos, foi de Kz: 248,5 mil
milhões, por conta do aumento dos atrasados de Kz: 339,8
mil milhões, equivalente a 5,9% do PIB. Contribuíram para
estes resultados a queda em mais de 45% das Receitas Fiscais, que totalizaram Kz: 1.847,9 mil milhões, influen-ciadas
pela queda de 55,23% nas receitas petrolíferas. A Despesa,
por outro lado, foi reduzida em 10,93%, compa-rativamente
a 2008, e situou-se em Kz: 2.363 4 mil milhões. As despesas
de investimentos do Estado (Aquisição Líquida de Activos
Não Financeiros), decresceram 16,73% ,em consequência da
redução da poupança do Estado e para evitar aumento excessivo do endividamento.
Sector Externo: o resultado líquido da Balança
de Pagamentos em conta corrente passou de um superavit de US$ 7,1 mil milhões, em 2008, para um déficit de US$
7,5 mil milhões, em 2009, correspondendo a 10,55% do PIB.
No total, uma queda de US$ 14,6 mil milhões, equivalente a
20,3% do PIB. Esse resultado negativo foi consequência da
queda das exportações de 36,12%, apesar da redução das importações em 8%. As contas de serviços e de rendimentos
aumentaram em 14,96% e 50,25%, respectivamente. O stock
da Dívida Externa passou de US$ 13,9 mil milhões, em 2008,
para US$ 15,46 mil milhões, em 2009.
Câmbio: em 2009 a taxa de câmbio da moeda nacional depreciou-se, em relação ao dólar, em 18,9%, no mercado formal, e em 28% no mercado informal. A taxa de
referência do BNA passou de Kz: 75,169 em Dezembro de
2008 para Kz: 89,398 em Dezembro de 2009. No primeiro
semestre de 2010, a taxa de câmbio de referência ainda
depreciou em 3,6%, situando-se em Kz: 92,573.
IM. Opções Estratégicas de Política Económica:
Objectivos, Prioridades e Metas Nacionais.
Quadro geral: depois de um ano marcado por incertezas e dificuldades, sobretudo como reflexos da crise financeira mundial, 2010 poderá ser o ano da retoma para a
economia angolana, havendo, contudo a necessidade de ajustar as prioridades, num contexto em que o Estado assume um
papel mais activo como coordenador do processo de desenvolvimento. Assim, os principais objectivos prioritários para
2010 e 2011 são, dentre outros:
Promover a unidade e a coesão nacional e a
consolidação da democracia e suas instituiçÇÕes:
Garantir um ritmo elevado e sustentado de desenvolvimento económico, com estabili-dade,
transformação e diversificação das estruturas
económicas:
iii) Melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento humano dos angolanos;
Estimular o sector privado e o empresariado
nacional;
Reforçar a inserção competitiva de Angola no
contexto internacional.
Projecções do desenvolvimento económico nacional:
O quadro macroeconómico esperado para 2010 prevê um
crescimento real do PIB, a preços de mercado, de 6,7%, de
acordo com os pressupostos de melhoria no sector petrolífero (preço médio do crude em US$ 65,32 e produção de
1,906 milhões barris/dia), e dos demais sectores produtivos
internos. Para 2011, prevê-se aceleração do crescimento real
para 9,8%, com uma maior recuperação dos demais sectores
da economia.
Política macroeconómica:
Para que se confirme o crescimento económico esperado, são necessárias, dentre outras, as seguintes medidas de
política económica também consentâneas com as preo-cupações de estabilidade e reconstrução nacional:
Política monetária e cambial: terá por objectivo assegurar a liquidez adequada ao crescimento real previsto e a estabilidade cambial e
do nível geral de preços. Para realizar tal objectivo adoptar-se-ão, dentre outras, as seguintes medidas de maior prio-ridade:
controlo mais efectivo dos meios de pagamentos através do mecanismo de esteri-lização ex-ante, com fluctuação da taxa de
câmbio de acordo com as condições de mercado e consistente com a estabilidade de preços e com a meta das reservas inter-nacionais
líquidas, e da colocação de títulos e do uso
doutros instrumentos monetários; e a reestruturação e saneamento dos bancos com insuficiências estruturais de liquidez. Como
resultado destas medidas, projecta-se um
crescimento do M3, o principal indicador monetário, de 23%, em 2010 e de 20,3%, em
2011:
Política fiscal: terá como objectivo aperfeiçoar
o sistema de gestão das finanças públicas, de
modo a assegurar a transparência, a responsa-
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bilidade fiscal, a boa governação, o melhor
equilíbrio e maior controlo das contas do Executivo e a eficiência, a eficácia e a efectividade da despesa pública. Para isso, algumas
das medidas de maior prioridade a adoptar
são: a revisão da Lei-Quadro do Orçamento,
que reflita a evolução e as refor-mas da Administração do Estado, reestrutu-ração e modernização do sistema integrado de gestão
financeira, a regulamentação dos subsídios às
instituições de utilidade pública, a implementação das rotinas para o processo de fiscalização orçamental, financeira, patri-monial e
operacional da Administração do Estado e
para a elaboração da Conta Geral do Estado e
a continuidade das acções de desconcentração
do processo de programação financeira para
as unidades provinciais e municipais;
Reforma tributária: do lado da melhoria das
receitas do Estado, cumpre dar prosse-guimento as acções já iniciadas para a Reforma
Tributária, com destaque para: apro-vação dos
projectos do Código Geral Tribu-tário, do Imposto do Selo, do Imposto Geral sobre Vendas e Serviços, do Rendimento do Trabalho,
Reforma do Código do Imposto sobre as Sucessões, e doação e sisa, racio-nalização e
consolidação legislativa do Código do Imposto Industrial, estudos para a revisão do
Regime de Infracções Tributárias, do Regime
de Execução Fiscal, e para a revisão das taxas
e outros encargos para-fiscais, criação de mecanismos de coorde-nação entre as Direcções
Nacionais dos Impostos e das Alfândegas,
entre outras medidas.
Política de rendimentos e preços: O Executivo vai agir para que todos os cidadãos tenham condições dignas de vida, assegurando
o aumento do rendimento nacional. O Exe-cutivo vai actuar para que as famílias, enquanto
detentoras dos factores de produção, se apropriem dos rendimentos gerados na devida
proporção da contribuição de tais factores na
geração dos rendimentos obtidos.
Política do sector externo: relativamente à
Balança de Pagamentos, espera-se para o
exercício de 2010 uma melhoria significativa
da Conta Corrente na ordem de 38,2%,
apesar de ainda com défice (USD 4.679,2
milhões, contra US$ 7.571,6 milhões em
2009). Para tanto projecta-se melhoria das
receitas das exportações em torno de 13%,
para USS 46.131, 2 milhões (US$ 40.827 ,9
milhões em 2009. As importações deverão aumentar 6,7%, compatível com o cresci-mento
real esperado para o PIB.
Política sectorial:
Os objectivos definidos para as áreas económicas
decorrem dos objectivos gerais definidos pelo Executivo e das
propostas contidas no Plano de Desenvolvimento 2009/2012.
Política para o sector social:
Com as políticas sociais propostas, o Executivo pretende atingir uma vasta gama de objectivos concorrentes para
a redução da pobreza e a melhoria das condições de vida das
populações. Estes objectivos fazem parte da Estratégia de
Combate à Pobreza, que no momento está a ser implementada no contexto de diferentes programas do Executivo. EnumMera-se a seguir as acções mais relevantes:
Educação: o Executivo considera que o conhecimento, a experiência, o grau de instrução, o mérito e o talento devem ser a base do
modelo de desenvolvimento sustentável desejado, sendo importante o papel do Estado, investindo e subsidiando a formação do capital
humano do País;
Saúde: a Política Nacional de Saúde está consubstanciada na implementação de quatro
orientações estratégicas fundamentais: (1) a
reestruturação do Sistema Nacional de Saúde
que priorize o acesso de toda a população aos
cuidados primários de saúde, (11) a redução da
maternidade materna, infantil e infanto-juvenil, bem como da morbilidade e morta-lidade
por doenças prioritárias do quadro nosológico
nacional, (111) a promoção e preservação de
um contexto geral e de um ambiente propícios
à saúde e (1v) a capaci-tação dos indivíduos,
das famílias e das comunidades para a promoção e protecção da saúde:
Juventude e desportos: o papel que está
reservado à juventude e ao desporto é dos
mais significativos. As iniciativas desenvolvidas pelo sector são na verdade estratégias de
integração na vida social do País. A assis-tência à juventude e a promoção do desporto remetem à valorização dos conceitos como a
consciência política, o espírito empre-endedor, a sensibilidade social, o respeito às regras,
o espírito de vencedor e o esforço de equipe.
Em paralelo, os incentivos às praticas desportivas também propiciarão o surgimento de
atletas de alto nível que, além do exemplo,
elevam o nome do País;
Assistência e reinserção social: o desempenho da reinserção social, conforme recomendado no Plano Nacional, deverá concorrer
para — assegurar que a acção da assistência
contribua efectivamente para a redução da pobreza, promovendo um conjunto de intervenções articuladas, integradas e direccionadas
para a prevenção, mitigação e gestão do risco
social e que promovam a integração social das
famílias e/ou pessoas mais vulneráveis à
exclusão, evitando assim maior dependência
do Estado;
Antigos combatentes e veteranos da pátria: As
acções neste domínio são no sentido de que a
sociedade como um todo possa ver traduzidos
os seus desejos de reconhecimento àqueles
que tiveram um papel de destaque na defesa
dos ideais democráticos;
Cultura: do sector espera-se que incentive a
endogeneização de práticas, valores, atitudes
e princípios capazes de concorrer para a preservação, consolidação e promoção da identidade cultural do País, nas suas diversas
formas. Esta orientação, emanada do Plano
Nacional, reflete a prática de um conceito fundamental, a Angolanidade. É de se destacar
ainda que os valores culturais não são apenas
uma expressão da soberania nacional, mas
exercem papel como factor de coesão, ingrediente de grande peso no processo de desenvolvimento.
Política para a economia real:
Os objectivos definidos para as áreas económicas
decorrem dos objectivos gerais definidos pelo Executivo e das
propostas contidas no Plano de Desenvolvimento 2009/2012:
Agricultura: o sector agro-pecuário é de fundamental importância para a vida econó-mica
e social do País. Assim sendo, é urgente assegurar a reabilitação da agricultura através da
estabilização das populações no meio rural e
a criação de melhores condições de vida no
campo. Tal passa pela reposição da segurança
no campo, pela existência do comércio rural,
pela melhoria do sistema de transportes e
comunicação no meio rural sem descurar a
Justa distribuição do produto da terra, a criação de emprego, o acesso à educação, à saúde
e à promoção da mulher que, em consequên-
cia, garantirá o aumento da produção e da
produtividade da agricultura nacional, a promoção da auto-suficiência e da segurança
alimentar, o desenvolvimento da agro-indústria e da exportação;
Pescas: a estratégia do Executivo para o
sector assenta na definição de um regime de
exploração responsável no que respeita aos
recursos vivos aquáticos tanto através da
apanha e captura como mediante o emprego
de técnicas de cultura e na inovação tecnológica, conciliando as limitações de ordem biológica e ecológica do potencial produtivo das
águas angolanas (marinhas e continentais) com
as necessidades de ordem económica e social,
sem pôr em causa o património geracional que
é o capital natural dos ecosistemas aquáticos;
iii) Petróleo: o petróleo continua a ser o produto
de exportação e a principal fonte de receitas
do País. A produção de petróleo continua a
assumir carácter estratégico, devendo garantir a geração de recursos financeiros necessários à reconstrução e modernização do País.
Entretanto, é necessário agregar-se à exploração petrolífera o aproveitamento e exploração do gás que, face à crescente procura
mundial de recursos energéticos, constitui
também um recurso estratégico;
Geologia e minas: a exploração mineira
deverá contribuir para a sustentabilidade do
desenvolvimento de Angola, partindo de uma
estratégia nacional e responsável de apropriação dos recursos naturais, financiando parte
da desenclavização da economia, com apoio
à diversificação e ao surgimento de novas actividades valorizadoras dos recursos minerais e
humanos do País. Mais especificamente,
deverá contribuir para o valor acrescentado
nacional, para a criação de novos postos de
trabalho e para a diversificação da economia,
através da estruturação do «cluster» de
recursos minerais;
Indústria transformadora: as linhas mestras do
sector industrial em Angola assentam num
modelo centrado na implantação de indústrias
modernas e competitivas que valorizem o
potencial de recursos do País, acrescentando
sobre estes um elevado valor, o que implica o
estabelecimento de indústrias tanto para substituição de importações como para a exportação. Esse processo está a ser feito através da
recuperação e desenvolvimento das actividades produtivas, recuperação e criação de infra-
|O 2765
-estruturas materiais, reconstituição e ampliação do capital humano, desenvolvimento tecnológico e enquadramento e reforço do sector
privado e institucional do Estado;
Comércio: a política comercial adoptada pelo
Executivo tem como substrato a substituição
das importações e a promoção das exportações. Destaca-se a estruturação do mercado
interno de bens e serviços, a racionalização de
circuitos de distribuição e a promoção da formalização do comércio informal e precário, e
desenvolvimento do comércio rural;
vii) Energia: no domínio da energia, o Executivo
desenvolve acções para equilibrar a balança
de energia em termos de procura e oferta,
de modo a prevenir que, por um lado, haja
esbanjamento de energia e, por outro, que uma
eventual escassez de energia constitua um
constrangimento ao desenvolvimento nacional. Para o efeito, o Executivo actuará de
modo a cobrir o défice actual de energia e
assegurar um crescimento da oferta compatível com a procura perspectivada, face ao
crescimento económico e desenvolvimento
nacional, acautelando sempre as questões
ligadas à preservação do ambiente:
viii) Águas: no que se refere às águas, o Executivo vai continuar a agir no sentido de proporcionar à população o acesso a água potável
nos centros urbanos e nas áreas rurais, bem
como o acesso a água pela actividade económica. Esse aspecto, associado à provisão do
saneamento básico elevará as condições de
vida da população, na medida em que vai prevenir o surgimento e eventual propagação de
epidemias transmissíveis pelo limitado acesso
à água potável e pelas precárias condições de
higiene, tais como a cólera;
Construção e habitação: o sector da construção é importante na criação de postos de
trabalho e no combate ao desemprego. À
política de habitação do Executivo visa a
promoção do acesso à habitação, a articulação
das políticas de habitação com a qualificação
do ambiente urbano e a concertação da intervenção do Estado com outras entidades,
nomeadamente municípios e entidades privadas do sector cooperativo e associativo através da criação de uma política de habitação e
de cidades:
Telecomunicações e tecnologia das informações: este sector tem a missão de garantir, com
qualidade e a preços competitivos, o acesso e
a troca de informações entre os agentes económicos. Está direccionado também para a
melhoria da qualidade de vida, na medida em
que se possa expandir, ainda mais, os serviços
de telefonia e de Internet (inclusão digital).
Neste sentido o objectivo básico do sector, de
garantir a disponibilidade, com eficácia e a
custos baixos, de todas as formas de trocas de
informações entre os agentes económicos e a
difusão das mais modernas tecnologias de
informações;
x1) Transportes: as expectativas quanto ao contributo dos transportes referem-se a finalização de algumas das principais ligações entre
os centros produtores e consumidores do País,
além da recuperação e expansão da capacidade das diversas infra-estruturas que operam
muito próximas do nível máximo da capacidade, em especial, das estruturas portuárias do
País. A relevância dos transportes é dada pelo
seu profundo impacto sobre a competitividade
da economia como um todo. Nesse sentido, o
objectivo principal das acções do sector é
dotar o País de uma rede de transportes integrada e adequada ao desenvolvimento do
mercado nacional e regional, facilitador do
processo de desenvolvimento e potenciador
das políticas de base territorial e populacional;
xii) Hotelaria e turismo: o sector deverá ser
accionado em duas frentes. Na primeira,
de carácter imediato, na condição de provedor
de infra-estruturas de suporte à actividade
económica, em resultado do facto do País ser
importador líquido de mão-de-obra qualificada e apresentar problemas no mercado
habitacional. Na segunda, de carácter menos
imediato, na reestruturação eficiente dos
recursos que integram o património turístico
nacional, com orientação sustentável e ênfase
na geração de emprego e de rendimentos.
Diversificação:
A diversificação da economia, para além de superar a
dependência do sector mineral, constitui a forma mais eficaz
de viabilizar um processo sustentado de desenvolvimento. É
através da diversificação da estrutura produtiva que se pode
romper o círculo vicioso que inviabiliza os investimentos por
falta de mercados, e que limita os mercados por falta de
novos investimentos. Todavia, o Executivo considera que a
diversificação progressiva da base económica do País,
incluindo não só o mercado interno como as exportações,
bem como a sua especialização produtiva, não deve ser feita
de modo espontâneo e difuso, mas sim com base numa
coordenação adequada entre os investimentos públicos e os
privados.
Substituição de importações:
À estratégia de diversificação virada ao mercado
interno é executada através de uma política racional de substituição de importações, dada a ainda a elevada dependência
das importações no consumo final, no consumo intermediário e nos investimentos.
Promoção de exportações:
A outra grande vertente da diversificação é pela via
da promoção das exportações. Além de produzir as divisas
necessárias para as importações de bens e serviços, as exportações criam empregos e rendimentos, e assim também contribuem para o alargamento dos mercados internos.
Desburocratização e simplificação dos processos:
As acções do Executivo nesse sentido têm por objectivo reduzir os chamados «custos de transacção» e os
demais custos administrativos e gerenciais que resultam da
burocracia do Estado ou do excesso de requisitos legais para
a criação e a gestão dos empreendimentos produtivos. Nesse
aspecto, apesar do muito já feito, há que se avançar com
maior celeridade, nomeadamente no âmbito da legislação
fiscal e tributária. É nesse sentido que um dos objectivos da
Reforma Tributária, já em pleno funcionamento, é também a
redução dos custos do cumprimento das obrigações fiscais
dos contribuintes. Disto resultam benefícios para o Estado, na
forma de maiores recolhimentos de receitas fiscais,e para os
contribuintes, que arcam com menores custos administrativos
e cumprem com mais facilidades suas obrigações.
Sectores institucionais:
Os objectivos definidos para os sectores institucionais decorrem dos objectivos gerais definidos pelo Executivo e das propostas contidas no Plano de Desenvolvimento 2009/2012:
Administração pública: a administração
pública, em termos gerais, detém um papel
de relevo para o aumento da competitividade
global da economia. A participação do Estado,
enquanto parceiro na criação de um ambiente
favorável ao crescimento económico, exige
que o funcionamento da administração pública
se faça de acordo com determinados parámetros de eficiência e eficácia. Portanto, neste
sector há que se cuidar principalmente da
modernização e uniformização dos procedimentos de gestão dos recursos humanos e da
elevação da taxa de qualificação e de especialização dos activos no mercado de trabalho,
dentre outros objectivos;
Justiça: o direito de propriedade deve ser
inviolável. Ao passar à sociedade a ideia de
uma instituição que seja efectiva guardiã
destes princípios a justiça estará cumprindo a
sua missão:
Administração do território: o objectivo central do desenvolvimento territorial no Plano
Nacional está apoiado na valorização dos
recursos de cada província, no âmbito de uma
política activa de integração do mercado
nacional, tendo em conta os valores da coesão, da eficiência, da competitividade territorial e da sustentabilidade, no quadro de uma
desconcentração territorial equilibrada da
economia e da população. Para tanto torna-se
necessário projectos estruturantes com distribuição dos investimentos produtivos no
espaço e um sistema urbano fortemente articulado. É este, portanto, o objectivo central do
sector;
Segurança social: terá como objectivo básico
assegurar que a acção social do Estado contribua activamente para a redução da pobreza,
através de um conjunto de acções articuladas,
integradas e direccionadas para a prevenção,
mitigação e gestão do risco social, que promovam a inclusão social das famílias e/ou
pessoas mais carenciadas e evitem o ciclo de
dependência social;
Sistema nacional de estatística: terá como
objectivo fundamental aumentar a quantidade
e a qualidade de dados e informações disponíveis sobre a realidade sócio-económica de
Angola, difundindo a importância do uso de
estatísticas para o planeamento e desenvolvimento do País;
Serviços financeiros: o mercado financeiro é
um instrumento necessário ao desenvolvimento económico. Por isso, o País precisa de
se dotar de um sistema financeiro moderno,
competitivo e dinâmico que seja um contributo determinante para o seu desenvolvimento económico e social, estimulando a
|O 2767
constituição e a captação da poupança e permitindo que Angola se transforme numa praça
financeira regional e internacional forte.
Política de defesa e segurança nacional:
A política de segurança nacional preconiza alcançar,
no respeito pela legislação nacional e convenções internacionais, os seguintes objectivos:
À salvaguarda da nação e da paz e a estabilidade e da reconstrução e desenvolvimento do
País contra eventuais ameaças, riscos e vulnerabilidades externas e internas; e
A contribuição para a preservação do sistema
e ordem internacional com vista a segurança e
desenvolvimento global.
Investimento público:
O objectivo perseguido pelo processo de reconstrução nacional consiste fundamentalmente na melhoria das
infra-estruturas de apoio à actividade empresarial, designadamente: energia, água, rede viária e ferroviária, portos,
aeroportos, telecomunicações, etc, cujo impacto no comportamento do produto interno bruto do País, é confirmado pelos
níveis de crescimento que o sector não mineral tem vindo a
demonstrar.
O Decreto Presidencial n.º 31/10, de 12 de Abril,
estabeleceu um novo quadro legal de regulação do processo
de preparação, aprovação, execução, acompanhamento e
avaliação do Programa de Investimentos Públicos.
Poder local e descentralização administrativa:
Tem por objectivo fundamental a valorização dos
recursos de cada província, no âmbito de uma política activa
de integração do mercado nacional, tendo em conta os valores
de coesão, da eficiência, da competitividade territorial e da
sustentabilidade.
Política de combate à pobreza:
O Programa Integrado de Combate à Pobreza e
Desenvolvimento Rural funciona como um instrumento de
intervenção do Executivo, desenhado para prover soluções
de três problemas nacionais de elevada complexidade e
grande impacto sobre o processo de desenvolvimento social:
a pobreza, a desnutrição e a baixa produção e produtividade
da agricultura. À estrutura do Programa está baseada nas
áreas prioritárias de intervenção da Estratégia de Combate à
Pobreza e nas recomendações da Estratégia Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (ENSAN). A partir destes
dois grandes focos são definidos os seus eixos estratégicos:
saúde básica preventiva, empreendedorismo e crédito rural,
acesso à alimentação e oportunidades no meio rural, alfabetização, ensino primário e profissional, solidariedade e
mobilização social e acesso a serviços públicos essenciais.
Política do género:
A relevância da participação feminina, em todos os
aspectos da vida nacional, é inquestionável. Este processo de
ocupação do espaço pela mulher pode ser lento ou rápido,
dependendo das características da sociedade. Uma das principais tarefas da família e promoção da mulher é funcionar
como acelerador desse processo, através dos incentivos à participação social e política e de outras formas de empoderamento.
Sectores transversais:
Os objectivos definidos para os sectores transversais
decorrem dos objectivos gerais definidos pelo Executivo e
das propostas contidas no Plano de Desenvolvimento
2009/2012:
í) Ambiente: os desafios que se colocam ao processo de reconstrução nacional e de crescimento económico do País vão implicar a
exploração intensiva de recursos naturais, o
que poderá resultar em impactos negativos
sobre o ambiente e à qualidade de vida das
populações. Isto poderá resultar na perda da
diversidade biológica e na degradação de
ecossistemas naturais e construídos;
Ciência e tecnologia: a importância do sector
deve-se ao seu papel estratégico, tanto para
atender a necessidade de bem-estar económico da população, como para melhorar a
posição do País no cenário internacional;
Ensino superior: a continuidade do crescimento económico deverá sempre aumentar a
procura por profissionais de nível superior.
Caberá ao sector garantir a oferta dos serviços
educacionais de nível superior, evitando a
escassez de capital humano:
Comunicação social: o sector tem por missão
promover o desenvolvimento sustentável, participativo e democrático, através da expansão
e melhoria das «media», de forma independente e responsável;
Sector Empresarial Público: O Sector Empresarial Público (SEP) é responsável pela cons-
trução e gestão de infra-estruturas públicas
fundamentais e pela prestação de serviços
públicos essenciais, para além de um conjunto
diversificado de outras funções de carácter
instrumental, nos mais diversos sectores e
domínios e constitui um importante instrumento de política económica e social. O Executivo pretende concluir o diagnóstico das
empresas públicas estratégicas, reflectindo-
-se sobre o modelo orgânico do seu funcionamento e o modelo de gestão. Por outro lado,
será apresentado um programa de saneamento
financeiro e reestruturação das empresas
públicas estratégicas e dos sectores que constituem reserva do Estado, com vista a melhorar a monitorização do seu desempenho;
Formação profissional: dentre os sectores
transversais, é talvez o mais importante a
curto prazo, pelos seus impactos sobre a competitividade das empresas e sobre a qualidade
de vida das famílias. O sector precisa estar
presente para mitigar a necessidade de contratação de expatriados, o que consome divisas, e contornar a ineficiência gerada a partir
da baixa qualificação dos nacionais, fazendo-
-a aumentar.
Desempenho das Finanças do Estado:
Estima-se que em 2009, a Receita do Estado totalizou Kz: 1.847,9 mil milhões, equivalente a 32,4% do PIB,
ou seja, uma redução de 18,1 pontos percentuais em relação
a 2008. A Despesa, que perfez Kz: 2.364 ,4 mil milhões,
representou 41,5% do PIB, com diminuição de 0,1 pontos
percentuais em relação a 2008. O Saldo global na óptica de
compromisso, pela primeira vez em mais de cinco anos,
registou déficit de 9,1% do PIB.
Política orçamental e Orçamento Geral do Estado
em 2010:
Enquadramento: Os pressupostos que foram alterados para a actual revisão do O. G. E. — 2010 foram basicamente os seguintes:
O Volume da produção de petróleo bruto
passou de 1.900 milhões barris/dia para 1.906
milhões;
O preço médio fiscal de exportação do petróleo de Angola passou de USS$ 58 00/barril para
US$ 65 ,32/barril; e
iii) A taxa de crescimento real do PIB passou de
9,7% para 6,7% do PIB.
Fluxos globais do Orçamento Geral do Estado 2010
— Revisto:
Quadro global: o OGE Revisto tem Receitas Fiscais
(exclui desembolsos de financiamentos e venda de activos)
projectadas em cerca de Kz: 3.075 ,2 mil milhões e Despesas
Fiscais (exclui amortização da divida e constituição de activos) fixadas em Kz: 3.268,7 mil milhões, do que resulta um
défice fiscal de Kz: 113,3 mil milhões (USD 1.282 ,1 milhões),
equivalente a 2,7% do PIB.
Financiamento do déficit: o deficit assim calculado
deverá ser coberto como resultado das seguintes operações
financeiras activas brutas:
í) desembolsos de financiamentos internos:
Kz: 262,2 mil milhões (USD 2.818,9 milhões);
desembolsos de financiamentos externos:
Kz: 527,5 mil milhões (USD 5.671,8 milhões);
iii) amortização de empréstimos concedidos:
Kz: 0,007 mil milhões (USD 0,081 milhões);
venda de activos: Kz: 2,9 mil milhões
(USD 31,1 milhões): e
reservas do tesouro (recuperação de
atrasados de impostos): Kz: 372,0 mil
milhões (USD 4.000 milhões).
Por outro lado, as operações passivas, a serem deduzidas para a obtenção do efectivo financiamento líquido, são:
amortização da dívida interna: Kz: 696,2 mil
milhões (US$ 7.485,5 milhões), dos quais
cerca de Kz: 434 mil milhões (US$ 4.666 ,7
milhões constituem atrasados internos):
amortização da dívida externa: Kz: 95.0 mil
milhões (US$ 1.021,0 milhões):
iii) concessão de empréstimos: Kz: 34,4 mil
milhões (USD 369,9 milhões): e
outras aplicações financeiras: Kz: 179,9 mil
milhões (US$ 1.934,4 milhões).
Tendo em conta essas operações, as projecções indicam um aumento líquido do stock da dívida total do Governo
do equivalente a cerca de US$ 3.247 4 milhões, colocando o
stock em cerca de USD 31,5 mil milhões, equivalendo 39 7%
do PIB.
Programas Sectoriais:
Os objectivos e prioridades do Executivo, são, do
ponto de vista sectorial, executados através de grandes programas sectoriais que incluem as despesas de execução,
manutenção e de investimentos necessárias aos objectivos
|O 2769
pretendidos. O Orçamento Geral do Estado revisto apresenta
a seguir a composição detalhada, por resumo da despesa por
função e por Programa.
As acções no sector social passam pela educação,
nomeadamente no ensino pré-primário e primário, secundário e superior, a saúde, dando especial atenção a melhoria
dos serviços hospitalares e saúde pública, o reforço da protecção social nas áreas da família e infância, a habitação e
serviços comunitários através do programa de desenvolvimento habitacional e desenvolvimento comunitário e abastecimento de água.
À nível do sectores económicos, destaca-se as actividades do sector dos transporte, energia, agricultura e telecomunicações.
Evolução Recente:
1. Situação actual e perspectivas da economia
mundial:
Depois da crise económica e financeira que se abateu
sobre a economia mundial, desde meados de 2007, as economias vivem hoje um processo de recuperação, com a maioria dos países a registar um crescimento positivo entre finais
de 2009 e inícios de 2010, conduzindo a uma revisão em alta
das previsões de crescimento do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Abril. Contudo, o ritmo de recuperação é
desigual entre os países ocorrendo a vários níveis: alguns países de forma mais moderada (economias avançadas) e outros
de forma mais acelerada (economias emergentes e em
desenvolvimento).
À medida que a recuperação económica acontece, os
riscos sobre a instabilidade no sector financeiro diminuíram
mas não foram totalmente dissipados, com segmentos do
mercado bancário caracterizados por escassez de capital,
depreciação dos activos e fracos rendimentos/lucros. Assim,
a recuperação do crédito ao sector privado é tímida, especialmente nas economias mais avançadas e antevê-se que as
taxas de desemprego permaneçam elevadas.
Por outro lado, as taxas de juro que se encontram mais
reduzidas nas economias desenvolvidas tem levado a uma
migração do capital para as economias emergentes que apresentam prospectivas de taxas de crescimento económico mais
elevadas . No entanto, esta entrada de capital traz à estas economias maior pressão sobre a inflação e o perigo da criação
de bolhas sobre os activos. As economias emergentes
enfrentam então o desafio de absorver estas entradas, contendo a demanda interna e mantendo moderadas as expectativas sobre a inflação.
Entretanto, o risco soberano das economias avançadas
aumentou o que poderá não somente prolongar, mas transformar a índole da crise: o aumento rápido da dívida pública
e a deterioração dos balanços fiscais poderá fazer retornar a
crise do sistema bancário intemacional. Portanto, a agenda
política dos países deverá incluir medidas para redução da
dívida pública e passar a mensagem de credibilidade, através
de uma estratégia de consolidação fiscal.
1.1. Produto mundial:
QUADRO |
Comportamento do produto mundial, 2008-2010 (taxa
de crescimento reais, percentagem)
es Tem [am [2]
Economias avançadas 1... 0010.01.11 ee eae | 05 -32 23
Estados Unidos 111110 000 e e e ce e a | OA 24 e |
FIN CUL T Ens e Cro Neons ea OS 4,1 10
Economias emergentes em desenvolvimento ...| 6,1 24 63
Africa sub-sahariana | 1110 e | 55 2,1 4,7
América central edosul Lu. e | 43 -1,8 40
Ásia em desenvolvimento ... 1.110 e | 79 6,6 8,7
Comunidade de países independentes .........|] 5,5 66 40
Fropa GOnNSlS AEIOSO conciencia | 3,7 2,8
Médio Oriente e Norte de África... ............| SA 24 4,5
Fonte: FMI, World Economie Outlook, Abril de 2010.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o
produto mundial cresça 4,2% em 2010, depois de ter-se contraído 0,6% em 2009. Para tal, é importante que o pacote de
estímulos programado para 2010 seja totalmente implementado, com uma política monetária de suporte à provisão de
liquidez; uma vez que apesar dos avanços já registados em
direcção a estabilidade, ainda são vários os riscos de retoma
da crise.
Em 2010, prevê-se que as economias avançadas cresçam, em média, 2,3% e que o conjunto das economias emergentes e em desenvolvimento cresça 6,3%. Ainda neste ano,
estima-se que na Zona Euro e nos Estados Unidos se verifique um crescimento do produto de 1% e 3,1%, respectivamente. Na África Sub-Sahariana, prevê-se que, em 2010, o
crescimento económico seja de 4,7%.
1.2. Comércio internacional:
O comércio mundial tem previsões de recuperação em
2010 depois de ter sofrido o seu pior ano em 2009, em que o
fluxo de trocas de bens e serviços mundial registou um
decréscimo de aproximadamente 10,7%. Em 2010, prevê-se
que haja um crescimento de 7% do volume de trocas. Os preços das commodities têm registado incrementos depois de
terem alcançado o seu ponto mais baixo em Fevereiro de
2009, embora não tenham ainda atingido os níveis de pico
em que estiveram em Julho de 2008.
Este facto é na verdade intrigante para muitos analistas que consideram que estes preços tiveram uma recuperação muito rápida: a explicação tem sido o notório
crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento que têm tido níveis de consumo bastante elevados.
Adicionalmente, a moeda americana tem-se depreciado e as
taxas de juro nos EUA têm-se mantido muito baixas, situações contrárias aos acontecimentos dos outros períodos de
Crise.
Em 2010, espera-se que o preço das mercadorias continue elevado (em relação aos níveis históricos) com estimativas de que o volume de importações aumente 5 4% nas
economias avançadas e 9,7% nas economias em desenvolvimento. Por outro lado, prevê-se que o volume das exportações das economias avançadas aumente 6,6%, enquanto que
das economias em desenvolvimento seria em 8,3%.
1.3. Preço do petróleo bruto:
Depois da sua histórica queda, tem sido notável a
recuperação do mercado petrolífero desde Abril de 2009.
Desde o segundo trimestre de 2009 que o preço do barril de
petróleo se tem situado entre USD 70,00 e USD 80,00. À
normalização neste mercado tem seguido as tendências da
economia mundial e dos mercados financeiros, embora a
Agência Intemacional de Energia estime que a demanda global em 2009 tenha decrescido em 1,25%, como resultado da
contracção nos países da OCDE, enquanto a demanda nos
países emergentes e em desenvolvimento aumentou em 1,8%.
As pressões sobre os preços foram também controladas pelo aumento da produção dos países exportadores,
tanto OPEP como não-OPEP (com liderança da Rússia e
EUA). Nos mercados financeiros, a situação tem-se balançado entre uma oferta e procura mais equilibradas, desde que
os stocks se foram reduzindo. Entretanto, o ajustamento ainda
não é total, com muitos países produtores ainda com capacidade ociosa.
Estimativas do FMI prevêem que em 2010, apesar das
previsões de crescimento e a consequente pressão sobre a
procura, o preço do barril do petróleo se mantenha relativamente estável devido a capacidade ociosa ainda existente do
lado da oferta e as existências ainda em níveis «historicamente» considerados elevados.
1.4. Inflação:
A desaceleração da inflação ocorrida em 2009 não
será passível de ser mantida em 2010. Espera-se para 2010,
uma pequena aceleração na taxa de inflação, devido aos níveis
de capacidade ociosa que permanecem ainda elevados. Na
verdade, a queda pouco acentuada das taxas de inflação nas
economias avançadas neste período de crise tem sido uma
incógnita para os especialistas, se considerado a enorme
queda nos níveis de produto. Algumas razões avançadas são:
(1) a manutenção das expectativas de inflação em alta, através de políticas fiscal e monetárias acomodativas; (ii) a inesperada demanda proveniente das economias emergentes, o
que fez aumentar os preços das commodities e reduzir os seus
stocks (comparativamente aos outros períodos de crise).
Na maior parte das economias avançadas, o FMI projecta uma convergência para os actuais níveis de inflação,
com a manutenção de altas taxas de desemprego e os preços
do petróleo em relativa estabilidade. A previsão é que se
registe um aumento moderado do nível geral de preços de
1,5%, com riscos de deflação para alguns países devido a
fraca perspectiva de crescimento do produto e o persistente
gap entre os produtos potencial e actual.
Nas economias emergentes e em desenvolvimento,
não se vislumbra aumentos sustentados da taxa de inflação,
embora se espere variações acentuadas naqueles países que
registam grande crescimento económico mas com pouca
capacidade produtiva. Depois de taxas de inflação de 9,2%
em 2008 e 5,2% em 2009, em 2010, espera-se que nas
economias emergentes e em desenvolvimento os preços
aumentem em média 6,2%.
1.5. Taxas de juro:
As taxas de juro directoras mantêm-se actualmente
nos níveis históricos de 0% a 0,25%, para a Reserva Federal
Americana e 1,0% para o Banco Central Europeu fixadas respectivamente em Dezembro de 2008 e em Maio de 2009.
Contudo, as taxas de juro do mercado interbancário continuaram a assinalar descidas para os patamares mais baixos de
sempre, fruto do provimento de capital aos mercados monetários por parte das autoridades.
O FMI estima que em 2010 a taxa real LIBOR de seis
meses deverá situar-se em 0,5%, uma queda desde os 1,1%
registado em 2009 e antevê um decréscimo da taxa de juro
EURIBOR de três meses para depósitos em euros de 1,21%
em 2009 para 0,9% em 2010.
|O 2771
2. Evolução recente e quadro actual da situação
macreoconómica e financeira interna:
A crise financeira e económica que se abateu sobre a
economia mundial atingiu de forma drástica a economia
nacional em finais de 2008, quando o volume de receitas
petrolíferas começou a diminuir, como resultado de uma
queda nos preços do barril de petróleo. Este cenário veio por
fim a um contexto internacional favorável que permitiu o
crescimento substancial das receitas de exportação e fiscais,
o aumento das reservas internacionais líquidas e a manutenção do rácio dívida pública em relação ao PIB num nível
reduzido.
O primeiro trimestre de 2009 foi marcado por uma
redução considerável das receitas do Estado, que deram lugar
a uma crise de confiança e consequente ataque especulativo
sobre a taxa de câmbio. Enquanto o Executivo tomava
medidas de contenção fiscal, através de cortes na despesa
pública, o mercado financeiro nacional registou uma fuga em
massa dos activos financeiros denominados em Kwanzas, em
direcção de activos denominados em dólares, com impactos
desfavoráveis sobre as Reservas Cambiais do País.
Actualmente, regista-se o incremento das reservas
— fruto, sobretudo, do aumento das exportações de petróleo,
associado à respectiva alta de preço no mercado internacional para cerca de US$ 75 00 o barril — o que tem possibilitado a reactivação da venda de dólares pelo Banco Nacional
de Angola (BNA), o que contribui para a relativa estabilidade
do Kwanza.
2.1. Sector real:
Em 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional
aumentou em termos reais 2,4% o que assinala um abrandamento com relação a 2008, ano em que o crescimento foi de
13,8%. A redução acentuada das receitas de exportação
nacionais devido à queda do preço médio de exportação do
barril de petróleo nos mercados internacionais de US$ 93,70,
em 2008, para US$ 60,90, em 2009, resultou numa diminuição do valor nominal do PIB e na desaceleração da respectiva
taxa de crescimento. O sector petrolífero acusou uma contracção de 5,1% enquanto que o sector não petrolífero registou um afrouxamento de 20,5% em 2008 para 8 9% em 2009.
A produção petrolífera reduziu-se de 695,5 milhões de barris
em 2008 (1.906 milhões de barris/dia), para 693,6 milhões
de barris em 2009, (1.809 milhões de barris/dia). Todavia, os
sectores da agricultura, energia e construção cresceram com
taxas compreendidas entre 18,0% e 30,0%.
QUADRO 2
Produto interno bruto, 2008-2010
mo [ee ER e)
Est. Proj.
PIB a preço corrente de mercado (mil
milhões de KZ.) ..16 aaa ea 2. 6 316,20 [5 988,70 [| 7 203,50
Taxa de crescimento real (a preços
CONSANTGS TIO coca cas 13,8 24 6,7
Sector petrollfero ue mesas oa events 123 -5,1 54
Sector não-petrolífero 1. oo 15 89 TS
Composição (%)
ALICE 1 Eos KR 6,6 10,2 11,5
PESCAS É ATIVADOS sucos conse semesneses o2 02 02
Diamantes: e OUtrOS avunts ais os events 11 09 11
PetroléO cus nr ras er ae aa ne neo 579 45.6 44,5
Indústria transformadora 1. ee 4,9 6,2 710
Construção: ciTNTO0 Fla TASTE 52 77 71A
ENE 1 pa cc EMT ATENAS o. 0,1 0,1
Serviços Mercantis ..uu ca ee. ce e 178 21,2 202
QUO 5 Kao Roso KevisRoSA 6,1 78 80
PIB a custo de factores uu 100,0 100,0 100,0
PIB a preços de mercado ....111u00.0.o 102,5] 1025 102,5
Fonte: Ministério do Planeamento — INE.
Para o ano de 2010, as estimativas indicam um crescimento real do PIB de 6,7%, com a contribuição positiva de
ambos sectores: Petrolífero (5,4%) e não Não Petrolífero
(7,5%). Desses factos resultará um aumento da participação
do sector Petrolífero no PIB de 40,9% para 44,5%, enquanto
que o Sector Não Petrolífero verá a sua contribuição no
PIB diminuir de 59,1% em 2009 para 55,5%, indicando a
recuperação do mercado petrolífero depois do período de
crise que atravessou durante o anterior exercício económico
(cf. Quadro 1). Os sectores da Energia, Indústria Transformadora e Serviços Mercantis serão os que a priori mais
impulsionarão o crescimento da economia. À produção
petrolífera total anual de 2010 está estimada em 695 ,7 milhões
de barris, o que corresponde a uma produção média diária de
1,906 milhões de barris/dia.
2.2. Inflação:
A taxa de inflação anual acumulada, medida pelo
Índice de Preços ao Consumidor da Cidade de Luanda em
2009 foi de 13,99% , o que representou um aumento de cerca
de 0,7 pontos percentuais em relação a 2008. É de referir que
embora um ano mais turbulento, a maior parte da inflação
verificada em Luanda durante 2009, assim como nos dois
anos anteriores, teve como origem as deficiências estruturais
— transportes públicos e logística de escoamento da produção agrícola principalmente — existentes na economia
nacional.
Gráfico 1
Comportamento das Taxas de Inflação Homéioga c Média
Dezemoare 2007 Junho 2015
5
9
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ECA & O SEDES
FEEFPEEPETO A PELÉ SS
mm onóliça —— Média
“onte de dados: Instituto Naciosal de Estatística (INE),
Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística (INE)
Para 2010, estima-se uma taxa de inflação acumulada
de 13%. Até Junho, o seu nível situou-se em 5,58% e o do
período homólogo (de Junho de 2009 a Junho de 2010) em
13,71%.
2.3. Sector monetário:
À execução da política monetária continuou assente
no princípio de esterilização da liquidez na economia, tendo
em conta a necessidade de manutenção da estabilidade
macroeconómica do País. Os instrumentos de esterilização
utilizados foram as operações com títulos e a venda de divisas no mercado cambial. Os demais instrumentos de política
monetária utilizados foram as reservas obrigatórias e as
operações de redesconto.
Em 2009, não obstante o contexto de crise financeira
internacional e o agravamento das condições para a realização da actividade bancária, o crédito à economia concedido
pelo sistema bancário cresceu de maneira assinalável,
Kz: 474.907 90 milhões, em termos absoluto e, 55,38% em
termos relativo. Expresso em dólares norte-americanos o
aumento absoluto foi de USD 3.496,47 milhões, contra
USD 4.628,42 milhões em igual período do ano anterior.
Destaca-se dentre as suas componentes a expansão do crédito ao sector público empresarial (crescimento de 3,64%),
bem como ao sector privado (59,50%). A expansão absoluta
do crédito ao sector privado foi de Kz: 472. 604,88 milhões
(contra Kz: 310.205,01 milhões no mesmo período de 2008),
equivalente a USD 3.604,39 milhões, contra USD 4.114,24
milhões em 2008.
Em 2009, os meios de pagamento (M3) registaram
um crescimento nominal acumulado de 21 48% , concentrado
sobretudo no segundo semestre do ano (18,16%, contra apenas 2,81% no primeiro semestre). O crescimento do M2
(62,57%) foi bastante expressivo, o que se explica, essen-
cialmente, pela valorização dos activos em moeda externa
expressos em Kwanzas, devido a depreciação da moeda
nacional registada no em 2009. Por sua vez o MI cresceu
32,44%.
A base monetária, considerada a variável operacional
da política monetária, registou um crescimento de 48 02%,
em 2009, o que pode ser explicado pela expressiva desmobilização de depósitos do Governo junto do BNA. Contudo, o
essencial da expansão da base monetária reper-cutiu-se sobre
os depósitos dos bancos no BNA que cres-ceram 110,76%,
como resultado das medidas adoptadas no âmbito da gestão
da política monetária, em particular as que têm a ver com o
aumento do coeficiente das reservas obrigatórias.
O resultado obtido nos domínios monetário e financeiro revelam que, em 2009, os activos externos líquidos do
sistema bancário registaram uma contracção de 23,7% (correspondente em termos absoluto a Kz: 352 266,38 milhões),
essencialmente devido à contracção dos activos externos
líquidos do Banco Nacional de Angola na ordem de 14,25%
(Kz: 187.320,94 milhões). Dentre os activos extemos líquidos registados no balanço do BNA, destaca-se a queda
das Reservas Internacionais Líquidas (RIL) na ordem dos
USS 4.877,84 milhões, determinada pelas intervenções efectuadas no mercado cambial.
A contracção das reservas internacionais líquidas
explica-se também pela redução dos fluxos financeiros
externos, na sequência da crise económica e financeira
internacional, agravada pelo aumento significativo da procura por divisas manifestada pelos agentes económicos.
A moeda nacional, o Kwanza, quando comparada com
o dólar norte-americano, depreciou-se em 18,9%. A perda de
valor do Kwanza ocorreu fundamentalmente no último
trimestre do ano, na sequência da introdução do princípio de
uma maior flexibilidade da taxa de câmbio.
A desaceleração do ritmo de crescimento dos agregados monetários, observada desde o início do ano de 2010, a
estabilização da taxa de câmbio, bem como a manutenção
das reservas internacionais em patamares razoáveis, determinaram a flexibilização da política monetária no ano em
curso. Nesta perspectiva, a partir do dia 14 de Junho de 2010,
o coeficiente de reservas obrigatórias aplicável à base de
incidência em moeda nacional foi reduzido de 30% para
25% . Paralelamente, o coeficiente de reservas obrigatórias
aplicável à base de incidência em moeda estrangeira foi
reduzido de 30% para 15%. Espera-se com esta medida, que
se enquadra num conjunto de outras normas por publicar, que
os bancos que operam no mercado nacional tenham os recursos necessários para apoiarem a redinamização da actividade produtiva nacional.
|O 2773
2.4. Sector fiscal:
Em 2009, a Receita totalizou Kz: 1.847,9 mil milhões,
o que representou um declínio de mais de 45% relativamente
ao ano anterior e 32 4% do PIB. A receita petrolífera que perfez 63,03% do total, assinalou uma contracção de 55,23%,
enquanto a receita não petrolífera registou um aumento de
15,1%, impulsionada pela progressão de todas as suas subcategorias, nomeadamente do Imposto sobre Rendimento e
do Imposto sobre a Propriedade que aumentaram 30,5% e
15,2%, respectivamente.
A despesa total de 2009 cifrou-se em 2.363.4 mil
milhões, o que equivaleu a um decréscimo de 10,93% comparativamente a 2008 e correspondeu a 41,5% do PIB. A despesa corrente, que representou 68,54% da despesa global,
contraiu 8 01% — com o consumo de bens e serviços a
diminuírem 28,96%, mas a despesa com juros a aumentar em
38 45% — e a Aquisição Líquida de Activos não Financeiros
recuou 16,73%.
O Saldo Corrente, apesar da redução observada de
84,36% em relação a 2008, assinalou um excedente de
Kz: 227,8 mil milhões. Todavia, o Saldo Global na óptica de
compromisso registou um deficit de Kz: 515,5 mil milhões.
O Saldo de Caixa foi calculado como um défice de Kz: 248,5
mil milhões, tendo em conta a variação de atrasados de
Kz: 339,8 mil milhões, equivalente a 5,9% do PIB.
2.5. Sector externo:
Relativamente à Balança de Pagamentos, o Saldo da
Conta Corrente superavitário de US$ 7,1 mil milhões, em
2008, evoluiu para um défice de US$ 7,5 mil milhões, em
2009, o correspondente a 10,55% do PIB. O défice da conta
corrente de US$ 14,6 mil milhões, registado do ano de 2008
para 2009, corresponde a 20,3% do PIB, e decorre do
decréscimo tanto das importações (8%) como das exportações (36,12%), enquanto que as Contas de Serviços e de Rendimentos, aumentaram 14,96% e 50,25%, respectivamente.
O Stock da Dívida Externa do País aumentou de
USS$ 13,9 mil milhões, em 2008, para US$ 15,46 mil milhões
em 2009, o que equivale, em termos relativos, a uma manutenção no rácio da dívida externa em relação ao PIB de
21,53%.
Em 2009, a taxa de câmbio de venda do dólar dos
E.U.A. em relação ao Kwanza registou uma depreciação
nominal de Kz: 75,32, em Dezembro de 2008, para
Kz: 89,62, em Dezembro de 2009. À taxa de câmbio da
moeda nacional em relação ao dólar americano depreciou-
-se, tanto no mercado formal (18,9%) como no mercado
informal 27,9%. No mercado formal a taxa de câmbio média
de compra e venda passou de Kz: 75,169, em Dezembro de
2008, para Kz: 89.62, em Dezembro de 2009, ao passo que
no mercado informal a mesma passou de Kz: 75,583 para
Kz: 96,83. No primeiro semestre de 2010, a taxa de câmbio
de referência desvalorizou-se 3,6%, situando-se no final
do referido período em Kz: 92,573. No mercado informal a
depreciação do Kwanza foi menor (0,7%) e a cotação média
de Kz: 97,5, por dólar americano.
Opções estratégicas de política económica:
1. Objectivos, prioridades e metas nacionais:
Depois de um ano marcado por algumas incertezas e
dificuldades, sobretudo como reflexos da crise financeira e
económica internacional, as previsões apontam para que
2010 seja o ano da retoma.
As opções estratégicas, os princípios e as directrizes
de médio e de longo prazos, espelhadas no Programa de
Governação e na Estratégia de Desenvolvimento de Longo
Prazo 2000-2025 continuam válidas e, por conseguinte, o
Orçamento Geral do Estado para 2010 constitui o instrumento através do qual prosseguir-se-á a implementação dos
programas, actividades e projectos concorrentes para a consubstanciação das escolhas centrais do Executivo, em particular: (1) garantir o uso sustentável do ambiente e dos
recursos naturais, (ii) garantir a sustentabilidade do desenvolvimento, (iit) concretizar a diversificação da economia;
(iv) considerar como prioridade a criação de emprego, (v)
criar condições para o crescimento sustentado da produtividade, (vi) construir um sistema de ensino equitativo, (vii)
combate a doença, (viii) assegurar a igualdade do género, (ix)
prosseguir uma política cultural activa, (x) desenvolver o
sistema de comunicação social, (xi) assegurar um desporto
acessível a todos, (xii) reformar e modernizar o Estado, a
administração pública e o sistema judicial e promover a desconcentração e descentralização administrativa.
2. Projecção de desenvolvimento sócio-económico
nacional:
Os objectivos e prioridades para 2010 são:
* Promover a unidade e coesão nacional e consolidação da democracia e das suas instituições;
* Garantir um ritmo elevado e sustentado de desenvolvimento económico, com estabilidade macroeconómica, transformação e diversificação das
estruturas económicas;
* Melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento
humano dos angolanos;
* Estimular o desenvolvimento do sector privado e
apoiar o empresariado nacional;
* Reforçar a inserção competitiva de Angola no contexto internacional;
* Implementar uma política de desenvolvimento rural
e peri-urbano que mitigue o desequilíbrio na qualidade de vida entre os meios rural e urbano;
* Promover um acelerado desenvolvimento industrial
com vista a substituir as importações:
* Reabilitar e desenvolver as infra-estruturas necessárias à reconstrução e desenvolvimento do País;
* Modernizar o sistema financeiro e transformar
Angola numa praça financeira regional e internacional forte;
* Definir e implementar uma política de protecção
social e solidariedade nacional adequada;
* Assegurar a rápida urbanização dos musseques e
modernização das comunidades urbanas.
3. Política macroeconómica:
As medidas de política económica consentâneas com
os objectivos de manutenção da estabilidade macroeconómica, reconstrução nacional e crescimento económico são as
seguintes:
3.1. Política monetária e cambial:
Se, por um lado, a apreciação cambial contribuiu para
manter a inflação em patamar pouco acima de um dígito, funcionando como um contra-ponto à expansão monetária, por
outro, inibiu investimentos externos no sector produtivo e
incentivou as importações de bens e serviços, o que constituiu um constrangimento para o crescimento da produção
nacional e, em consequência, para a inflação.
44, Esse cenário, no entanto, começou a mudar a partir
de Outubro de 2009, quando o BNA passou a praticar
uma política cambial, com taxas de câmbio mais flexíveis,
voltada para a sua condição de supridor das necessidades de
divisas do mercado e não mais com o único propósito de
esterilização monetária. O BNA passou a executar uma política monetária mais ortodoxa, ao utilizar as operações com
Títulos do Banco Central (TBC) como o principal instrumento de controlo da liquidez monetária.
Os resultados esperados já estão a aparecer, uma vez
que, no primeiro semestre de 2010, a base monetária apresentou uma contracção de 21,5%, contra uma expansão de
51,2% em igual período do ano passado. A inflação caiu
ligeiramente, de 13,9% em Dezembro de 2009, para 13,7%
em Junho de 2010.
A contribuição das políticas monetária e cambial para
o cumprimento das metas orçamentárias do Estado revistas
para 2010 e previstas para 2011 estará focada numa estratégia que passa pelos seguintes pontos.
Implementação da operacionalização da emissão de Títulos públicos, consistente com o
objectivo da variação dos agregados monetários e adequada estrutura de financiamento
ao Tesouro Nacional:
Utilização de 15% no saldo da base monetária,
para os anos de 2010 e de 2011;
iii) Implementação da operacionalização da emissão de Títulos Públicos, consistente com o
objectivo da variação dos agregados monetários e adequado a estrutura de financiamento
ao Tesouro Nacional;
Introdução das Operações de Mercado Aberto,
como principal instrumento de controlo da
liquidez fina, nas intervenções periódicas do
BNA no mercado monetário;
Criação de um plano de recuperação financeira
para os bancos com dificuldade de liquidez,
através de empréstimos com taxas de juros,
prazos e forma de pagamento pré-fixas, colaterizados por sólidas garantias, suportado por
um programa de reestruturação, saneamento
e capitalização dos mesmos. Essa medida
visa, fundamentalmente, criar meios para o
fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, ao assegurar liquidez e solvência aos bancos comerciais e ao resguardar os interesses
de depositantes e investidores;
Continuidade da flutuação induzida da taxa de
câmbio, apreciando, quando possível, e aceitando movimentos contrários, quando a economia assim exigir, tendo como objectivo a
manutenção do valor real da moeda nacional;
vii) Reforço das acções de supervisão bancária,
no sentido de coibir actos indesejáveis, do
ponto de vista da política monetária, e incumprimentos normativos;
viii) Criação de mecanismos de integração dos
diversos órgãos executivos, com o objectivo
de equalização de políticas:
Redução gradual do nível de dolarização da
economia, até prevalecer apenas o Kwanza
como a única moeda de troca e de unidade de
conta no mercado interno; e
Redução da inflação para 9% em 2011, materializando-se, assim, um dos grandes objectivos da convergência macroeconómica na
SADC.
|O 27715
QUADRO 3
Quadro monetário — taxa de crescimento (%)
e Jemelam)
INflação ... 0 10 e cena na une na pas ver ene na nua o 13,0 90
Fonte: Banco Nacional de Angola.
3.2. Política fiscal:
* Regulamentação da concessão de subsídios às instituições de utilidade pública, prevenindo que
sejam atribuídos fundos públicos apenas com
base na mera qualificação de tais instituições
como sendo de utilidade pública;
* Implementação das rotinas para o processo de fiscalização orçamental, financeira, patrimonial e operacional da Administração do Estado e para a
elaboração da Conta Geral do Estado;
* Conclusão da análise de sustentabilidade da dívida
pública e elaboração da Estratégia de Endividamento Público:
* Desconcentração do processamento de dados de
admissões e promoções no âmbito do Sistema
Integrado de Gestão Financeira do Estado, para
efeito do processamento das remunerações;
* Continuidade das acções de desconcentração do
processo de programação financeira da execução
orçamental do Estado para as unidades financeiras provinciais e municipais; e
* Implementação da Reforma Tributária nos seguintes
aspectos:
- Aprovação dos projectos dos Códigos Geral Tributário, do Processo Tributário, do Imposto de
Selo, do Imposto Geral sobre Vendas e Serviços, do Rendimento do Trabalho:
- Estudos para a reforma do Código do Imposto
sobre as Sucessões e Doação e Sisa;
- Racionalização e consolidação legislativa do
Código do Imposto Industrial;
- Estudos para a revisão do Regime de Infracções
Tributárias:
- Estudos para a revisão do Regime das Execuções Fiscais;
- Estudos para revisão das taxas e outros encargos
parafiscais;
- Criação de mecanismos de coordenação entre
as Direcções Nacionais dos Impostos e das
Alfândegas:
- Criação das bases de um Instituto de Formação
Tributária, destinado à formação em matérias
fiscais, aduaneiras, contabilísticas:
- Recrutamento e formação de novos técnicos
para a administração fiscal e aduaneira; e
- Progressiva compatibilização da legislação
vigente relativa à Direcção Nacional de
Impostos (DNI) e à Direcção Nacional das
Alfândegas (DNA).
3.3. Política de rendimentos e preços:
O Executivo vai agir para que todos os cidadãos
tenham condições dignas de vida. O crescimento económico,
ao provocar o aumento do rendimento nacional, proporciona
a melhoria das condições de vida das populações. Entretanto,
não é possível garantir, de modo sustentável, condições de
vida acima do nível de rendimento proporcionado pela economia nacional.
Nestas circunstâncias, o Executivo vai actuar para que
as famílias, enquanto detentoras dos factores de produção, se
apropriem dos rendimentos gerados na devida proporção da
contribuição de tais factores na geração dos rendimentos
obtidos, complementando essa acção com esquemas de
segurança social para atender os segmentos da população em
estado de maior vulnerabilidade económica.
Com base nesses princípios enunciados, a acção do
Executivo será, fundamentalmente, no seguinte sentido:
Influenciar o aumento das remunerações com
base em ganhos de produtividade ou da racionalização das despesas na economia;
Tributação sobre o rendimento do trabalho
com o aumento da base e da progressividade
nos escalões mais elevados;
iii) Estabelecimento dos níveis de contribuição
para a segurança social mediante trabalho de
auscultação e concertação com os parceiros
sociais e consequente adequação do nível
das pensões e das prestações imediatas da
segurança social;
Revisão do sistema de preços adequando os
seus regimes, considerando aqui, entre outros,
o estabelecimento de um regime de preços
vigiados a par do regime de preços fixos e do
regime de preços livres;
Aprovar a Lei da Concorrência;
Instituição de uma entidade forte para regular
a concorrência.
Nessas circunstâncias, será meta do Executivo a disposição pelas famílias de um rendimento mínimo, que proporcione a satisfação das suas necessidades materiais e
espirituais básicas.
3.4. Política do sector externo:
Relativamente à Balança de Pagamentos, espera-se
para o exercício económico 2010 uma melhoria significativa
da Conta Corrente na ordem de 38,2%, apesar de se registar
ainda um saldo deficitário de US$ 4.679,2 milhões comparativamente aos US$ 7.571,6 milhões registados em 2009.
As receitas de exportações deverão registar um crescimento em torno de 13,00% ao passar de US$ 40.827,9 em
2009 para US$ 46.13,2 milhões em 2010 resultantes do crescimento tanto dos volumes como dos preços dos produtos
exportados. Igualmente, as importações deverão aumentar
em torno dos 6,7%.
QUADRO 4
Projecções da balança de pagamentos
(milhões de USD)
Exportações, f.O.b..co 00 e e a a e ne ae a o 46 131,23
Importações, f.O.b..io 00 cc o o a a e ae aa o -24 166,82
Conta corrente ... 11110 1 ns e as as a ae a nas -4 679,15
Conta comercial 11 e e as a ar e a nas 21 964,41
Conta Serviços ... 10 100 e no a 6 ne as sr ue ue nas -18 094,47
Conta rendimentos... 11110100 1 o e a are a as -8 189,71
Conta transferências correntes ...... 110110 ue -359,39
Conta de capital e financeira. ce ce o 7 391,96
Erros e OMISSÕES Lulu iss us as ne nar ar rn rue na 0,00
Saldo da balança de pagamentos =... 100 ee o 2712,80
Fonte: Banco Nacional de Angola.
4. Política sectorial:
Os objectivos definidos para as áreas económicas, institucionais e sociais decorrem dos objectivos gerais e específicos delimitados no Programa de Governação 2009-2012.
4.1. Política para o sector social:
4.1.1. Educação:
O Executivo considera que o conhecimento, a experiência, o grau de instrução, o mérito e o talento devem ser a
base do modelo de desenvolvimento sustentável desejado,
sendo importante o papel do Estado, investindo e subsidiando
a formação do capital humano do País.
No domínio da educação os objectivos gerais são: (1)
alargamento do acesso à escolaridade; (ii) melhoria significativa da qualidade de ensino a todos os níveis do Sistema de
Educação; (iii) Correcção da pirâmide da estrutura do Sistema de Ensino: e, (iv) Tornar o Sistema de Ensino um factor importante do desenvolvimento económico, social e
cultural.
4.1.2. Saúde:
A Política Nacional de Saúde está consubstanciada na
implementação de quarto orientações estratégicas fundamentais: (1) a reestruturação do Sistema Nacional de Saúde
que priorize o acesso de toda a população aos cuidados
primários de saúde, (11) a redução da maternidade materna,
infantil e infanto-juvenil, bem como da morbilidade e mortalidade por doenças prioritárias do quadro nosológico
nacional, (111) a promoção e preservação de um contexto geral
e de um ambiente propícios à saúde e (iv) a capacitação dos
indivíduos, das famílias e das comunidades para a promoção
e protecção da saúde.
Assim, no âmbito do desenvolvimento sanitário e para
a consecução dos compromissos assumidos, quer a nível
nacional como internacional, tais como os Objectivos do
Desenvolvimento do Milénio (ODM), o Executivo vai continuar a prosseguir as seguintes metas:
Inversão da tendência crescente de agravamento de prevalência do VIH/SIDA;
Reduzir a tendência crescente de agravamento
da taxa de incidência da tuberculose:
iii) Reduzir a incidência da tripanossomiase;
Reduzir a taxa de incidência da malária:
Reduzir a taxa de mortalidade em menores de
cinco anos e a taxa de mortalidade infantil;
Reduzir a taxa de mortalidade materna:
vit) Aumentar a percentagem de partos assistidos
por pessoal de saúde qualificado; e
viii) Melhorar o rácio do número de médicos por
habitantes.
4.1.3. Juventude e desportos:
O papel que está reservado à juventude e ao desporto
é dos mais significativos. As iniciativas desenvolvidas pelo
sector, motivando a participação de forma saudável e assistida da população juvenil são, na verdade, estratégias de
integração na vida social do País. A assistência à juventude e
a promoção do desporto remetem a valorização de conceitos
chave como a consciência política, o espírito empreendedor,
a sensibilidade social, o respeito a regras, o espírito de vencedor e esforço em equipe. Em paralelo, os incentivos às
práticas desportivas também propiciarão o surgimento de
atletas de alto nível que, além do exemplo, elevem o nome do
País a uma posição de destaque. Assim, foram definidos os
objectivos que a seguir se indicam:
- Investir nos jovens enquanto protagonistas da
modernização, da mudança de mentalidades da
|O 2777
reprodução social e da recuperação do atraso
estrutural do País:
- Promover o desenvolvimento da juventude angolana,
mediante a plena integração e participação activa
nos processos de transformação política, social,
económica e cultural do País, e a articulação e
convergência das acções desenvolvidas pelo
Estado e pelas organizações da sociedade civil,
em particular as representativas da juventude;
- Potenciar múltiplas interacções que o desporto estabelece, intrinsecamente, com os domínios sociais
e cultural, promovendo o reforço dos laços que
tornam a estrutura do desenvolvimento de
Angola coesa e sustentada.
14. Assistência e reinserção social:
O desempenho da reinserção social deverá concorrer
para assegurar que a acção da assistência contribua activamente para a redução da pobreza, promovendo um conjunto
de intervenções articuladas, integradas e direccionadas para
a prevenção, mitigação e gestão do risco social e que promovam a integração social das famílias e/ou pessoas mais
carenciadas e vulneráveis à exclusão, evitando assim o ciclo
de dependência do Estado. Esta forma de abordagem da
questão pressupõe o alcance dos objectivos que seguem:
- Assegurar que a acção social do Estado contribua
activamente para a redução da pobreza, através
da promoção de um conjunto de acções articuladas, integradas e direccionadas para a prevenção, mitigação e gestão do risco social;
- Promover a integração social das pessoas mais
carenciadas e em situação de risco, combatendo
à pobreza, proporcionando novos patamares
de bem-estar e assistindo os socialmente mais
vulneráveis.
4.1.5. Antigos combatentes e veteranos da pátria.
Através das acções no quadro dos antigos combatentes e veteranos da pátria espera-se que a sociedade como um
todo possa ver traduzidos os seus desejos de reconhecimento
àqueles que tiveram um papel de destaque na defesa dos
ideais democráticos. Para além da assistência aos antigos
combatentes, no que for necessário, dever-se-á promover a
reintegração social e produtiva dos mesmos. Para o efeito, se
perspectiva promover, em regime especial, o recenseamento,
a assistência social, o apoio a reabilitação física, a superação
cultural, a formação profissional e a reinserção sócio-económica, em regime especial, dos antigos combatentes, deficientes de guerra e de familiares tombados ou perecidos.
4.1.6. Cultura:
No domínio da cultura espera-se que se incentive a
endogeneização de práticas, valores, atitudes e princípios
capazes de concorrer para a preservação, consolidação e promoção da identidade cultural do País nas suas formas multifacéticas. Esta orientação reflecte a prática de um conceito
fundamental, o de Angolanidade. É preciso ainda considerar
que os valores culturais não são apenas uma expressão de
soberania nacional, mas exercem importante papel como
factor de coesão, ingrediente de grande peso no processo de
desenvolvimento. Assim, em termos de objectivos dever-se-
-ão alcançar os que se seguem:
- Dar continuidade às iniciativas de protecção do
património e da identidade cultural de Angola,
nas suas formas multifacetadas, em seus
aspectos tangíveis e intangíveis, respeitando
a liberdade e diversidade de expressões;
- Fomentar a indústria cultural nas suas mais
variadas formas, através do incentivo à produção no cinema, audiovisuais em geral, artesanato, artes plásticas e formas editoriais:
- Desenvolver instrumentos de formação no
domínio da cultura e das Artes.
4.2. Política para a economia real:
4.2.1. Agricultura:
O sector agro-pecuário é de fundamental importância
para a vida económica e social do País. Assim sendo, é
urgente assegurar a reabilitação da agricultura através da
estabilização das populações no meio rural e a criação de
melhores condições de vida no campo. Tal passa pela reposição da segurança no campo, pela existência do comércio
rural, pela melhoria do sistema de transportes e comunicação
no meio rural, sem descurar a justa distribuição do produto da
terra, a criação de emprego,o acesso à educação, à saúde e à
promoção da mulher que, em consequência, garantirá o
aumento da produção e da produtividade da agricultura nacional, a promoção da auto-suficiência e da segurança alimentar, o desenvolvimento da agro-indústria e da exportação.
Assim sendo, a política agrária e do desenvolvimento
rural em Angola deverá gerar emprego, renda e oportunidades para a agricultura familiar e empresarial e proporcionar a implementação do sistema de investigação agrária,
apoiando-se nos seguintes objectivos:
í) Promoção económica e social do meio rural
sustentada pela participação efectiva dos cam-
poneses e agricultores, em associação ou não,
em todo o processo de produção no campo;
Desenvolvimento e diversificação das produções e das exportações agrícolas, o que
pressupõe a recuperação e reabilitação das
infra-estruturas para o aumento da produção
e produtividade no meio rural;
Garantia da auto-suficiência alimentar do País
em produtos alimentares básicos de origem
agro-pecuária;
Dinamização e fortalecimento de circuitos
de comercialização com agentes de comércio
rural permanente, que garantam o escoamento
rápido da produção mercantil agrária;
Promoção do sector agrícola familiar;
Intensificação da produção pecuária tradicional, reestruturação e recuperação da produção
de café e fomento da suinicultura, da avicultura, da pesca fluvial e da criação de pequenos ruminantes;
vii) Promoção do crédito rural como forma de
incentivar o empresariado nacional a investir
no sector agrário e participação na definição
de incentivos financeiros e fiscais para aqueles investidores que promovam acções em
regiões mais desfavorecidas;
vitt) Aproveitamento dos recursos florestais
lenhosos e não lenhosos:
Implementação de um Programa Nacional de
Combate à Desertificação e à seca, priorizando acções de reflorestamento;
Gestão sustentável de todos os recursos naturais;
Implementação de uma estratégia de segurança alimentar nutricional.
Com o desenvolvimento dessas acções, o Executivo
tem como metas o alcance da auto-suficiência alimentar dos
principais produtos de base e a geração de excedentes para a
agro-indústria e a exportação, assim como o aumento significativo do emprego directo e indirecto.
4.2.2. Pescas:
As pescas constituem a ser um sector importante para
a melhoria da qualidade de vida do povo angolano, para o
aumento da segurança, estabilidade e bem-estar das populações e, por conseguinte, para o combate à fome e a erradicação da pobreza extrema.
A estratégia do Executivo para o sector assenta na
definição de um regime de exploração responsável no que
respeita aos recursos vivos aquáticos tanto através da apanha
e captura como mediante o emprego de técnicas de cultura —
e na inovação tecnológica, conciliando as limitações de
ordem biológica e ecológica do potencial produtivo das águas
angolanas (marinhas e continentais) com as necessidades de
ordem económica e social, sem pôr em causa o património
geracional que é o capital natural dos ecosistemas aquáticos.
4.2.3. Petróleo:
O petróleo continua a ser o produto de exportação e a
principal fonte de receitas do País. À produção de petróleo
continua a assumir carácter estratégico, devendo garantir a
geração de recursos financeiros necessários à reconstrução e
modernização do País . Entretanto, é necessário agregar-se à
exploração petrolífera o aproveitamento e exploração do gás
que, face à crescente procura mundial de recursos energéticos, constitui também um recurso estratégico.
Assim, a acção do Executivo assenta no desenvolvimento da actividade petrolífera através do seguinte:
í) Aumento permanente das reservas petrolíferas
como consequência do fomento do investimento tanto público como privado, com
destaque para a participação crescente das
empresas e capitais nacionais;
Atracção de investimentos nos domínios da
pesquisa, exploração e produção de hidrocarbonetos, sendo incluído aqui o desenvolvimento da actividade de exploração do gás
natural;
iii) Promoção do investimento e da produção do
biocombustível, a partir de culturas agrícolas
seleccionadas, sem contudo afectar a oferta
nacional de alimentos e a segurança alimentar estratégica do País;
Desenvolvimento da produção com base nos
objectivos económicos e sociais estabelecidos
e tendo sempre a preocupação de manter o
equilíbrio entre os níveis de produção e de
reservas, assegurando-se a comparticipação
das gerações futuras na riqueza petrolífera;
Promoção da indústria petroquímica;
Garantia da auto-suficiência nacional em
termos de produção de produtos refinados;
vit) Aumento da oferta nacional de produtos refinados e a liberalização do mercado interno de
distribuição de refinados, com a participação
de operadores económicos privados angolanos e estrangeiros;
viii) Garantia do abastecimento regular de combustíveis e lubrificantes a todo o território
nacional, com prioridade à distribuição de
|O 2779
petróleo iluminante nas áreas rurais e massificação do gás nas áreas urbanas e suburbanas,
prevenindo-se assim a degradação ambiental
pelo uso da biomassa;
Diversificação das vendas por clientes e
países; e
Dotar a empresa nacional de condições, capacitá-la e consolidá-la de forma a continuar a
exercer o seu papel de operadora e expandir
paulatinamente essa actividade apoiada na
formação e desenvolvimento dos necessários
quadros angolanos.
4.2.4. Geologia e minas:
A exploração mineira deverá contribuir para a
sustentabilidade do desenvolvimento de Angola, partindo de
uma estratégia racional e responsável de apropriação dos
recursos minerais, financiando parte da desenclavização da
economia, com apoio à diversificação e do surgimento de
novas actividades valorizadoras dos recursos minerais e
humanos do País.
TO. Pelo potencial de geração de emprego e rendimentos
em áreas mais afastadas dos grandes centros poderá, se bem
orientada, actuar como um instrumento de política para o
combate à pobreza, a melhoria da qualidade de vida e
redução das assimetrias. É sob este enfoque que se estabeleceu o objectivo de se contribuir para a sustentabilidade do
desenvolvimento de Angola, a partir de uma exploração
racional, amiga e responsável dos recursos minerais, sustentando a desenclavização da economia angolana, através do
apoio à diversificação e surgimento de novas actividades
valorizadoras dos recursos minerais do País, tendo em vista
o desenvolvimento de um «cluster» de recursos minerais
(«geoindústria»).
4.2.5. Indústria transformadora:
As linhas mestras do sector industrial em Angola
assentam num modelo centrado na implantação de indústrias
modernas e competitivas que valorizem o potencial de
recursos do País, acrescentando sobre estes um elevado valor,
o que implica o estabelecimento de indústrias tanto para substituição de importações como para a exportação. Esse
processo está a ser feito através da recuperação e desenvolvimento das actividades produtivas, recuperação e criação de
infra-estruturas materiais, reconstituição e ampliação do
capital humano, desenvolvimento tecnológico e enquadramento e reforço do sector privado e institucional do Estado.
Este modelo, que corporiza a matriz da estratégia de
industrialização de Angola, está a ser materializado tendo
presente os seguintes objectivos:
Continuidade da recuperação e desenvolvimento da produção industrial, através da criação de mecanismos para a instalação de novas
indústrias e viabilização das existentes;
Relançamento da produção industrial e reaquisição da competitividade, em ramos onde
existem fileiras de matérias-primas, experiência industrial e instalações recuperáveis sem
investimentos excessivos e com viabilidade a
médio prazo;
iii) Criação das bases e condições para a implementação de um processo de industrialização
auto-sustentado, baseado na iniciativa privada, com particular destaque para a indústria
transformadora dos produtos primários da
produção nacional;
Promoção do desenvolvimento e aplicação de
sistemas de incentivos e programas de apoio à
iniciativa privada, que favoreçam o surgimento e consolidação de uma classe empresarial angolana forte e empreendedora;
Incentivo à recuperação das empresas que
produzem bens essenciais para a população,
visando uma melhor integração dos sectores
agro-pecuário e industrial, a satisfação da procura interna, a diversificação, redução e substituição das importações, bem como diversificar
e fomentar a complementaridade da estrutura
produtiva industrial;
Reconversão, reestruturação e desenvolvimento de todo o sector de materiais de construção, com o objectivo de reduzir as importações, aumentar o emprego e os rendimentos
e valorizar os recursos naturais do País:
vit) Construção de um segmento moderno da economia industrial assente em tecnologia apropriada e em investigação e desenvolvimento
de matriz nacional;
viit) Reabilitação, com prioridade, das infra-
-estruturas essenciais ao funcionamento das
empresas industriais;
Aumento dos níveis de transformação dos
recursos naturais; e
Implementação, com prioridade, de programas
de fomento da indústria alimentar, de substituição de importações e promoção de exportações e de apoio à agricultura.
4.2.6. Comércio:
A política comercial adoptada pelo Executivo tem
como substrato a substituição das importações e a promoção
das exportações. De um modo geral, importa destacar os
seguintes objectivos:
Estruturação do mercado interno de bens e ser-
Vviços, através da criação de redes de abastecimento de bens essenciais, distribuídos por
todo o território nacional, suportadas por
entrepostos logísticos, localizados espacialmente tendo em conta as zonas de maior densidade populacional e as vias de acesso, de
forma a garantir à população o acesso a bens
de consumo essenciais em condições de quantidade, qualidade e preço que sejam os mais
adequados à satisfação das suas necessidades;
Contribuição para o desenvolvimento da produção nacional, do emprego, da fixação das
populações nas zonas rurais e da segurança
alimentar, através da criação de infra-estruturas
logísticas de suporte à produção nacional que
assegurem a absorção dessa mesma produção
e lhe acrescente valor, por intermédio de
meios de conservação, beneficiação, embalagem e a sua colocação no mercado de consumo, seja nacional ou estrangeiro;
iii) Racionalização de circuitos de distribuição,
combate às actividades especulativas e às práticas comerciais desleais, bem como a defesa
do consumidor, através da aplicação criteriosa
das Leis das Actividades Comerciais, da Concorrência e de Defesa do Consumidor;
Promoção da formalização do comércio
informal e precário, e desenvolvimento do
comércio rural, através de redes de estabelecimentos comerciais de pequeno retalho e de
mercados municipais que permitam a absorção de um grande número de operadores
informais, localizados nas zonas suburbanas
e rurais; e
Promoção do desenvolvimento do sector privado, por meio da sua integração nos projectos desenvolvidos pelo Estado, a facilitação
do financiamento da sua actividade junto das
instituições financeiras, e a sua formação e
capacitação nas lojas pedagógicas.
4.2.7. Energia:
Neste sector continuarão a ser realizadas acções que
induzam o uso eficiente da energia, bem como o recurso cada
vez maior a fontes de energia não poluentes e que não prejudiquem o ambiente, nomeadamente a energia hidro-eléctrica,
a energia solar, a energia eólica e os bio-combustíveis.
Do lado da oferta, as acções do Executivo concentram-se no seguinte:
í) Recuperação e modernização de centrais eléctricas disponíveis e viáveis;
Interligação das redes de electricidade locais e
regionais numa rede nacional;
iii) Aumento das capacidades de produção de
electricidade com o uso, tanto quanto possível, de fontes hídricas, solar, eólica e bio-
-combustíveis;
Electrificação de todo o País, levando a electricidade a todas as localidades e permitindo
que toda a população a ela tenha acesso;
Assegurar o acesso aos combustíveis para fins
domésticos de maneira sustentável a toda a
população, combinando o uso de combustíveis derivados de petróleo bruto, a biomassa e
outras fontes:
Promover o desenvolvimento de fontes locais,
através da recuperação e construção de mini
e micro centrais hidroeléctricas, o aproveitamento da energia solar, eólica e da biomassa,
assim como das interligações fronteiriças,
onde existam possibilidades e a sua viabilidade se justifique; e
vii) Prosseguir com a reorganização institucional
do sector eléctrico.
4.2.8. Águas:
No que se refere às águas, o Executivo vai continuar
agir no sentido de proporcionar à população o acesso a água
potável nos centros urbanos e nas áreas rurais, bem como o
acesso à água pela actividade económica. Esse aspecto,
associado à provisão do saneamento básico, elevará as condições de vida da população, na medida em que vai prevenir
o surgimento e eventual propagação de epidemias transmissíveis pelo limitado acesso à água potável e pelas precárias
condições de higiene, tais como a cólera. Por outro lado, ao
promover uma maior disponibilidade e fiabilidade dos
sistemas de abastecimento de água, induzir-se-á uma redução
dos custos privados da actividade económica.
Assim, as acções do Executivo devem centrar-se no
seguinte:
Prosseguir a elaboração dos planos directores
de sistemas de abastecimento de água e de
saneamento, de modo a garantir que os
projectos sejam identificados, elaborados e
desenvolvidos para atender às necessidades
globais e crescentes dos vários utilizadores;
|O 2781
Realizar investimentos para a produção de
água potável e repor e aumentar as capacidades instaladas dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento, nas capitais
provinciais e nas principais cidades do País,
de forma a garantir a satisfação das necessidades da população em água potável e em serviços adequados de saneamento das águas
residuais:
iii) Instalar pequenos sistemas e pontos de abastecimento de água comunitários, nas áreas
suburbanas e rurais:
Garantir a sustentabilidade da actividade
mediante a introdução de um sistema de
preços adequado que assegure a cobertura dos
custos de exploração dos operadores e proteja
os grupos populacionais mais vulneráveis;
Assegurar uma correcta gestão na exploração
dos sistemas, dando continuidade a criação de
empresas vocacionadas;
Garantir a gestão e utilização integrada dos
recursos hídricos, prosseguindo com a criação
das autoridades de gestão de bacias prioritárias.
4.2.9. Construção e habitação:
Considerando a importância deste sector no combate
ao desemprego e na criação de postos de trabalho, a política
deste sector assenta nos seguintes pressupostos:
Reabilitação das infra-estruturas, incluindo a
rede básica de infra-estruturas de transportes e
saneamento básico, as vias secundárias e terciárias, as infra-estruturas de apoio ao meio
rural e os equipamentos sociais;
Incentivo e apoio do desenvolvimento de
empreiteiros nacionais de construção civil;
iii) Criação e reforço da capacidade institucional
e técnica de licenciamento, regulamentação e
fiscalização;
Aprovar legislação que regule actividade de
promoção e mediação imobiliária, bem como
definir as formas de licenciamento e fiscalização dos operadores;
Instituir o Fundo de Fomento Habitacional,
como fundo autónomo destinado a financiar
as actividades de promoção e gestão de habitação, em especial as de carácter social;
Aprovar e executar o Plano de Desenvolvimento de Habitação Social em todo o territorio nacional, com a participação das empresas
imobiliárias, no âmbito das parcerias público-
-privadas;
vii) Estimular e apoiar a constituição de cooperativas de habitação, em especial nas grandes
e médias empresas, através de um quadro
legal e fiscal favorável a sua criação e funcionamento;
viii) Rever os sistemas de cadastro e concessão
de terrenos, capaz de assegurar áreas protegidas para a realização de projectos habitacionais de carácter social e a custo controlado,
com vista a redução da especulação imobiliária no mercado dos terrenos e habitacional;
Promover o reordenamento rural, tendo os
pólos agro-industriais como elemento dinamizador; e
Conceder especial protecção ao desenvolvimento de projectos urbanísticos e turísticos
na orla marítima, com base em planos directores.
À política de habitação do Executivo visa a promoção do acesso à habitação, a articulação das políticas de
habitação com a qualificação do ambiente urbano e a
concertação da intervenção do Estado com outras entidades,
nomeadamente municípios e entidades privadas do sector
cooperativo e associativo através da criação de uma política
de habitação e de cidades. Esta política assenta nos seguintes
eixos de intervenção essenciais:
í) Revisão do mercado do arrendamento:
Novas políticas sociais;
iii) Requalificação do tecido urbano; e
Desenvolvimento da indústria de produção de
materiais de construção.
Por outro lado, torna-se essencial a adopção de uma
política de cidades que vise tanto o conjunto do sistema
urbano, como cada uma das cidades e núcleos urbanos, que
constituem o País, assentando a sua estruturação em objectivos associados a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, bem como ao reforço da capacidade de inovação e
competitividade, ambos com reflexo no planeamento urbanístico estratégico e na programação e gestão do solo urbano.
Assim, em termos de habitação, os objectivos a prosseguir pelo Executivo são:
Garantir o direito de habitação para todos;
Promover a qualificação do território, incentivando operações integradas de requalificação
urbana, que integra entre outras acções a
regularização fundiária, habitação social,
água, saneamento básico e energia eléctrica e
valorização ambiental; e
iii) Requalificar, reabilitar e valorizar os centros
urbanos e rurais, promovendo a fixação orde-
nada das populações com vista a mitigação
das assimetrias regionais.
4.2.10. Telecomunicações e tecnologia de informação:
As telecomunicações e as tecnologias de informação
representam as expressões mais disseminadas de inserção da
modernidade na vida económica e social do País, presentes
nos escritórios das grandes empresas, nos gabinetes dos
departamentos ministeriais e entre as famílias, tanto na
cidade como nos musseques.
Ao sector estará reservada a missão de garantir, com
qualidade e a preços competitivos, o acesso e troca de informações entre os agentes económicos. Estará direccionado
também para a melhoria da qualidade de vida, na medida em
que se possa expandir, ainda mais, os serviços de telefonia e
de internet (inclusão digital), tendo em vista o objectivo de
garantir a disponibilidade, com eficácia e a custos baixos,
de todas as formas de troca de informação entre os agentes
económicos, e a difusão das mais modernas tecnologias de
informação.
4.2.11. Transportes:
As expectativas quanto aos contributos dos transportes referem-se a finalização de algumas das principais ligações entre os centros produtores e consumidores do País,
além da recuperação e expansão da capacidade de diversas
infra-estruturas que operam muito próximas do nível máximo
de capacidade, em especial, das estruturas portuárias do País.
Do ponto de vista da estratégia, a relevância dos transportes concentra-se no facto de que a eficiência e a intensidade da circulação de pessoas e bens têm impacto sobre a
competitividade da economia como um todo. O objectivo de
dotar o País de uma rede de transportes integrada e adequada
aos objectivos de desenvolvimento no mercado nacional e
regional, facilitador do processo de desenvolvimento económico e potenciador das políticas de base territorial e populacional busca incorporar tais orientações.
4.2.12. Hotelaria e turismo:
No âmbito do Orçamento Geral do Estado 2010, o
sector de verá ser accionado em duas frentes. Na primeira, de
carácter imediato, na condição de provedor de infra-estruturas de suporte a actividade económica, em resultado do facto
do País ser importador líquido de mão-de-obra qualificada e
apresentar problemas a nível do mercado habitacional. Na
segunda, de carácter menos imediato, na reestruturação eficiente dos recursos que integram o património turístico
nacional, com orientação sustentável e harmoniosa e ênfase
para a geração de emprego e de rendimento.
Neste sentido, o objectivo a adoptar é o de reestruturar de maneira eficiente os recursos existentes de forma a
garantir o desenvolvimento sustentável e harmonioso do sector,
valorizar o património turístico nacional, gerar emprego e
rendimento.
4.3. Diversificação:
A diversificação da economia de Angola, para além de
superar a dependência do sector mineral, constitui a forma
mais eficaz de viabilizar um processo sustentado de desenvolvimento. É através de diversificação da estrutura produtiva que se pode romper o círculo vicioso que inviabiliza os
investimentos por falta de mercados e que limita os mercados
por falta de novos investimentos. Todavia, o Executivo considera que a diversificação progressiva da base económica
do País, incluindo não só o mercado interno como as exportações, bem como a sua especialização produtiva, não deve
ser feita de modo espontâneo e difuso, mas sim na base de
uma coordenação adequada entre os investimentos públicos
e os privados.
Os investimentos públicos criam as infra-estruturas
para a viabilidade e o aumento da eficiência dos investimentos privados, que constituem o motor das actividades produtivas propriamente ditas. Por outro lado, há também a considerar as ligações a montante e a juzante dos empreendimentos
produtivos, que ajudam a viabilizar investimentos complementares e a romper as limitações dos mercados, não só de
bens finais, como de bens intermediários e bens de capital.
Neste sentido, cabe de facto ao Estado o papel de agente
regulador e coordenador do desenvolvimento económico e
social, com uma função de liderança numa estratégia concertada com a sociedade civil e o sector empresarial. Esta
estratégia tem sido seguida e aperfeiçoada pelo Executivo
nos últimos anos e deverá prosseguir para consolidar os
resultados já alcançados.
4.4. Substituição das importações:
A estratégia de diversificação virada ao mercado
interno é executada através de uma política racional de substituição de importações, dada a ainda elevada dependência das
importações para o consumo final, o consumo intermediário
(matérias-primas e outros bens intermediários) e os investimentos (bens de capital).
O Executivo já tem claramente estabelecido as suas
prioridades, que orientam as políticas para a economia real,
ou seja, as políticas industriais, agro-industriais e comerciais:
a segurança alimentar, o aumento da oferta de bens básicos
às populações, as indústrias de materiais de construção e a
implantação de indústrias estratégicas e estruturantes.
|O 2783
Os instrumentos que estão a ser utilizados para esses
objectivos são os próprios investimentos do Executivo, os
incentivos aos investimentos privados e as parcerias empresariais público-privadas. Estas acções terão continuidade e
serão sempre aperfeiçoadas, com destaque para os <«<clusters» , os pólos industriais e agro-industriais e as zonas económicas especiais.
4.5. Promoção das exportações:
A outra grande vertente da estratégia de diversificação
é pela via da promoção das exportações. Para além de produzir as divisas necessárias para as importações de bens e
serviços em geral, as exportações de bens e serviços criam
empregos e rendimentos, e contribuem também para o alargamento dos mercados internos. Na realidade actual do processo de globalização, há que se ter também uma estratégia
clara para a promoção das exportações, que se apoie nas vantagens comparativas de custos, e nas vantagens competitivas
de preços e qualidade de alguns sectores produtivos diante
dos desafios da forte concorrência na economia mundial. À
liderança do Estado também é fundamental ao seleccionar os
sectores e incentivar grandes projectos que atendam a esses
requisitos.
4.6. Incentivo ao investimento privado:
Os incentivos aos investimentos privados constituem
os instrumentos do Estado para induzir as decisões dos agentes privados no sentido da estratégia desejada pelo Executivo. Os mecanismos automáticos providos pelos mercados
sã insuficientes. São necessários mecanismos complementares que rompam a inércia do «status quo» e possam mesmo
superar as barreiras iniciais de custos e de riscos associados
aos investimentos.
Nesse sentido, há os incentivos já consagrados de
natureza fiscal (isenções fiscais e eventuais bonificações),
financeira (crédito a taxas de juros compatíveis com os
retornos dos investimentos) e cambial (assegurar as divisas
necessárias aos investimentos). As políticas de concessões
desses incentivos estão a ser largamente utilizadas, e serão
sempre aprimoradas com base em critérios de maior selectividade e rigoroso acompanhamento e avaliação dos seus
resultados, inclusive ao nível dos projectos específicos.
Para além destes, o Executivo está a implantar as
áreas de concentração de actividades produtivas industriais,
agrícolas e agro-industriais, através dos pólos e zonas económicas especiais, onde são também concedidos estímulos
especiais na forma de acesso a terrenos, infra-estruturas e
demais complementaridades aos investimentos privados.
4.7. Desburocratização e simplificação dos processos:
Às acções do Executivo nesse sentido têm por objectivo reduzir os chamados <<«custos de transacção» e os
demais custos administrativos e de gestão que resultam da
burocracia do Estado ou do excesso de requisitos legais para
a criação e a gestão dos empreendimentos produtivos. As
acções desse tipo foram já há muito iniciadas com os ««Guichês Únicos» e «Serviços Integrados de Apoio ao Cidadão»,
tiveram continuidade com as simplificações e eliminações de
custos desnecessários nas alfândegas, com menos exigências
legais na abertura de novas empresas, e estão a ser aperfeiçoadas sempre com vistas a reduzir os custos na economia.
O Executivo reconhece, todavia, que há ainda muito
a ser feito, nomeadamente no âmbito da legislação fiscal e
tributária. É nesse sentido que um dos objectivos da Reforma
Fiscal, já em implementação, é também a redução dos custos
relativos as obrigações fiscais dos contribuintes, tanto das
pessoas individuais como colectivas. Disso resultam benefícios para o Estado, na forma de maiores arrecadações de
receitas fiscais, e para os contribuintes, que incorrem com
menores custos administrativos e cumprem com mais facilidades com suas obrigações.
4.8. Sectores institucionais:
4.8.1. Administração pública:
A administração pública, em termos gerais, detém
um papel institucional, para o aumento da competitividade
global da economia angolana. A participação do Estado,
enquanto parceiro na criação de um ambiente favorável ao
crescimento económico, é inquestionável, de onde exige, que
o funcionamento da administração pública se faça de acordo
com determinados parâmetros de eficiência e eficácia. Os
objectivos são:
í) Prosseguir o interesse público, qualificando e
fortalecendo o Estado;
Contribuir para o desenvolvimento económico
e social.
4.8.2. Justiça:
O direito de propriedade deve ser inviolável. Ao passar à sociedade a ideia de uma instituição que seja efectiva
guardiã destes princípios, a justiça estará cumprindo a sua
missão. À justiça também precisa estar preocupada com
questões operacionais, para que a disposição de fazer cumprir
a lei seja material, crível aos cidadãos. O objectivo de reformar e reforçar o sector legal e judicial angolano, nos planos
estrutural e instrumental, visando a construção de uma
sociedade baseada nos princípios de boa governância, legalidade e justiça segue as orientações traçadas.
4.8.3. Administração do território:
O objectivo central de desenvolvimento territorial
em 2010 está apoiado na melhor valorização dos recursos de
cada província, no âmbito de uma política activa de integração do mercado nacional, tendo em conta os valores da
coesão, da eficiência, da competitividade territorial e da
sustentabilidade, no quadro de uma desconcentração territorial equilibrada da economia e da população, como resultado
dos projectos estruturantes, da distribuição dos investimentos
produtivos no espaço e de um sistema urbano fortemente
articulado.
4.8.4, Segurança social:
A missão da segurança social está entre as mais
importantes, consistindo na assistência aos trabalhadores que ,
por razões transitórias ou permanentes, estejam desprovidos
de capacidade laboral. A falta ou a insuficiência de rendimentos por maternidade, por acidentes de trabalho, por doenças profissionais, velhice e morte devem ser contomadas pela
segurança social. Ter a certeza de que, na eventualidade de
algum destes sinistros, as prestações sociais irão assegurar
os meios para a subsistência é algo indispensável à tranquilidade dos trabalhadores e de suas famílias.
Desta feita, o objectivo a alcançar consiste em assegurar que a acção social do Estado contribua activamente
para a redução da pobreza, através da promoção de um conjunto de acções articuladas, integradas e direccionadas para
a prevenção, mitigação e gestão do risco social, que promovam a inclusão social das famílias e/ou pessoas mais carenciadas e evitem o ciclo de dependência social.
4.8.5. Sistema nacional de estatística:
Apesar de incluído no domínio institucional, o
Instituto Nacional de Estatística (INE) poderia ser considerado também como transversal pela enorme gama de informações e de dados que pode gerar visando o funcionamento
dos demais sectores. Para os agentes privados provê diversas
informações indispensáveis às decisões empresariais. Aos
sectores económicos e sociais orienta no sentido da intensidade de suas intervenções e também na precisão dos seus
diagnósticos. Porém, o ponto alto da contribuição do INE ao
sector público está nas contribuições que é capaz de fornecer
aos ministérios responsáveis pela condução da política
económica no processo de desenvolvimento do País.
Assim sendo, o objectivo geral a alcançar consiste
em aumentar a quantidade e a qualidade de dados e informações disponíveis sobre a realidade sócio-económica de
Angola, difundindo a importância do uso das estatísticas para
o planeamento e desenvolvimento do País.
4.8.6. Serviços financeiros:
O mercado financeiro é um instrumento necessário
ao desenvolvimento económico. Por isso, o País precisa de
se dotar de um sistema financeiro moderno, competitivo e
dinâmico que seja um contributo determinante para o seu
desenvolvimento económico e social, estimulando a constituição e a captação da poupança e permitindo que Angola se
transforme numa praça financeira regional e internacional
forte.
Um sistema financeiro desenvolvido é um importante factor para o sucesso das políticas macro-económicas,
ao mesmo tempo que proporciona aos agentes — famílias e
empresas — alternativas para a aplicação das suas poupanças
e para o financiamento dos seus gastos, seja de consumo ou
de investimento. Assim é que o financiamento do empresariado nacional deve ser baseado não apenas em políticas creditícias adequadas, mas sim, e essencialmente, através do
levantamento de capital fornecido por esquemas colectivos
de investimentos organizados por intermediários financeiros
e investidores institucionais angolanos ou internacionais,
como fundos de pensões e fundos de investimento, mas sempre obedecendo ao critério de mercado que valorizem a
moeda nacional e promovam o desenvolvimento económico
e social do País.
5. Política de defesa e segurança nacional:
A política de segurança nacional preconiza alcançar,
no respeito pela legislação nacional e convenções internacionais, os seguintes objectivos:
À salvaguarda da nação e da paz e a estabilidade e da reconstrução e desenvolvimento do
País contra eventuais ameaças, riscos e vulnerabilidades externas e internas; e
A contribuição para a preservação do sistema
e ordem internacional com vista a segurança e
desenvolvimento global.
5.1. Defesa nacional:
No domínio da defesa nacional preconizam-se as
seguintes medidas:
Desenvolvimento do sistema de defesa nacional no sentido da promoção e coordenação da
actuação dos órgãos civis e militares que
importam a defesa do País;
Restabelecimento das FAA, através da sua
reestruturação e reapetrechamento técnico-
-material com vista ao cumprimento das suas
missões de defesa militar, de interesse público
e de cooperação com o exterior; e
|O 2785
Reformulação e/ou revisão e promoção da
adopção da arquitectura legal do sector da
defesa nacional e das FAA.
5.2. Protecção interior:
No domínio da protecção interior estão preconizadas as seguintes medidas:
Desenvolvimento do sistema de protecção
interior, provendo a dinamização do funcionamento e operacionalidade das suas estruturas
integrantes;
Condução do esforço de protecção e asseguramento policial do País no sentido do controlo da situação pública e redução dos níveis
de criminalidade, controlo das fronteiras e
limitação dos intrusos e ilegais e da prevenção
e fiscalização da segurança rodoviária e diminuição da sinistralidade;
Desenvolvimento da situação do Serviço de
Migração e Estrangeiros;
Desenvolvimento do funcionamento dos Serviços Penitenciários;
Desenvolvimento da actuação do Serviço de
Protecção Civil e Bombeiros.
5.3. Preservação da segurança de Estado:
Neste domínio, o Executivo estabelece as seguintes
medidas:
Desenvolvimento do sistema de prevenção de
segurança de Estado no sentido de assegurar
os estudos prospectivos que facilitem o planeamento a curto, médio e longo prazos e contribuam para a efeciência da actuação do
poder político;
Formação de pessoal e apetrechamento técnico-material;
Desenvolvimento das relações de cooperação
com os serviços homólogos de países amigos
e vizinhos e de interesse: e
Promoção da adequação e/ou revisão da
arquitectura ilegal que regem os Serviços de
Inteligência e de Segurança de Estado.
5.4. Pacificação do País:
No domínio da pacificação do País estabelecem-se
as seguintes medidas:
Pressecução da conclusão do processo de
pacificação do País através da continuidade da
conclusão do processo de paz e reconcialição
na Província de Cabinda e da consolidação do
processo de reintegração dos desmobilizados;
e
Consolidação do processo de reintegração dos
desmobilizados mediante desenvolvimento do
programa geral de reinserção sócio-profissional dos desmobilizados com a implementação desconcentrada pelas províncias, municípios
e comunas.
6. Investimento público:
6.1. Reconstrução nacional:
O processo de reconstrução nacional para além de
decorrer da necessidade de dotar o País com as condições
infra-estruturais requeridas, visando o aumento da produção
e da produtividade, bem como do emprego, a par da estabilidade macroeconómica, em particular, induz o investimento
privado.
O objectivo perseguido pelo processo de reconstrução nacional, consiste fundamentalmente na melhoria das
infra-estruturas de apoio à actividade empresarial, designadamente: energia, água, rede viária e ferroviária, portos,
aeroportos, telecomunicações etc, cujo impacto no comportamento do produto interno bruto do País, é confirmado pelos
níveis de crescimento que o sector não mineral tem vindo a
demonstrar.
6.2. Novo quadro legal, políticas e prioridades para
configuração do Programa de Investimentos Públicos:
O Decreto Presidencial n.º 31/10, de 12 de Abril,
estabeleceu um novo quadro legal de regulação do processo
de preparação, aprovação, execução, acompanhamento e avaliação do Programa de Investimentos Públicos. Por via desde
diploma são definidos os procedimentos, métodos e critérios
a utilizar em todas as fases do processo de programação;
caracterizam-se e determinam-se as tarefas inerentes ao
próprio processo; e delimitam-se os diferentes níveis de competência, responsabilidade e decisão nas diversas fases do
processo.
É importante realçar que durante a fase de preparação do projecto, a entidade promotora terá imperativamente
que proceder à realização de estudos de acordo com o tipo
de projecto, nomeadamente estudos técnicos ou de engenharia, estudos de custo-benefício ou custo-efectividade e estudos de viabilidade económico-financeira, quando se tratar de
um projecto gerador de receitas próprias. À realização dos
estudos é uma condição primordial para a constituição do
dossier do projecto e consequente análise de elegibilidade
para inclusão na Carteira de Projectos e posteriormente no
Programa de Investimentos Públicos.
O Programa de Investimentos Públicos (PIP) 2010
foi reajustado de acordo com as orientações superiores,
traduzidas na conclusão dos investimentos em curso, na
garantia dos recursos que tornem operacionais os empreendimentos concluídos, no asseguramento dos recursos financeiros
e humanos que garantam a operacionalidade e manutenção
dos empreendimentos construídos e na implementação de
uma política electiva em relação a investimentos novos, ditada
por necessidades inadiáveis e onde foram apenas incluídos
projectos com estudos já elaborados e com cronograma de
implementação bem definido.
O PIP prevê igualmente recursos financeiros para a
elaboração de estudos técnicos e de viabilidade e de custo-
-benefício, que permitirão melhor avaliar ex-ante os resultados e impactos esperados com a implementação dos projectos novos a incluir em 2011 e por conseguinte a materialização da política electiva dos investimentos públicos.
Complementarmente, o exercício de reajustamento
resultou da observância de princípios de racionalidade e eficiência na gestão dos recursos públicos e de coerência em
relação aos objectivos e prioridades definidas pelo Executivo.
Neste exercício, os domínios das infra-estruturas,
saúde e educação constituem o foco principal de intervenção, procurando-se assim não só promover a melhoria das
condições de vida das populações, como também criar
condições capazes de induzir maior investimento privado,
susceptível de promover a diversificação da produção que
viabilize a substituição das importações e a promoção das
exportações.
7. Poder local e descentralização administrativa:
O reforço do poder local e descentralização administrativa continuará a ser um instrumento de destaque para
o Executivo que, desdobrados, de verão concretizar a melhoria da gestão municipal e da delimitação das responsabilidades.
7.1. Gestão municipal:
Será prestada uma especial atenção ao desenvolvimento das acções tendentes a melhoria da gestão municipal
e das cidades e ao desenvolvimento de acções no domínio da
formação, investigação e consultoria nas áreas da administração local do Estado e do poder local, autoridades tradicionais e comunidades tradicionais.
7.2. Delimitação das responsabilidades:
A Divisão Política Administrativa, a classificação
dos aglomerados populacionais, as autarquias locais, os processos eleitorais e o Estatuto das Autoridades Tradicionais
constituem as prioridades do sector.
8. Política de combate à pobreza:
O Programa Integrado de Combate à Pobreza e
Desenvolvimento Rural figura como uma das principais
ferramentas de acção do Programa de Governação, tendo em
vista a consecução dos objectivos gerais.
O Programa Integrado de Combate à Pobreza e
Desenvolvimento Rural funciona como um instrumento de
intervenção do Executivo, desenhado para prover soluções
de três problemas nacionais, interdependentes, de elevada
complexidade e alto impacto sobre a qualidade de vida da
população e o desenvolvimento nacional: a pobreza, a desnutrição e a baixa produção e produtividade da agricultura.
A estrutura do Programa está baseada nas áreas prioritárias de intervenção da Estratégia de Combate à Pobreza e
nas recomendações da Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSAN). A partir destes dois grandes
focos são definidos seis eixos estratégicos, apresentados no
diagrama a seguir.
Saúde básica e preventiva;
Acesso à serviços públicos essenciais;
iii) Solidariedade e mobilização social;
Alfabetização, ensino primário e profissional;
Acesso à alimentação e oportunidades no meio
rural; e
Empreendedorismo e crédito rural.
O Programa Integrado apresenta muitas virtudes no
tocante à sua arquitectura estratégica que é, sobretudo, motivadora das sinergias entre os diferentes domínios e incentivadora da participação de todos os agentes económicos, não
apenas dos envolvidos na sua execução, mas também dos
seus beneficiários directos e indirectos. O principal avanço
está na proposta de gestão e de administração estratégica do
Programa, que define duas formas de abordagem pelos lados
da oferta e da demanda pelas intervenções:
8.1. Formulação de diagnósticos integrados
(demanda):
A ideia da formulação de diagnósticos integrados
refere-se, basicamente, a perspectiva de se proceder a uma
compatibilização territorial entre as acções sectoriais de
iniciativa do Executivo Central e as intervenções locais que
|O 2787
estão propostas pelo poder local. Com este trabalho espera-
-se garantir o máximo de eficiência e de eficácia nas acções
dos diferentes níveis de governação.
Uma das principais fontes de informação para os
diagnósticos consiste na actualização do trabalho desenvolvido por ocasião dos «<Diagnósticos Rurais Participativos».
Um dos aspectos mais importantes da opção por esta ferramenta é que se encontra em perfeita sintonia com o trabalho
que já vem sendo desenvolvido, no âmbito dos Programas
Municipais de Combate à Pobreza, no sentido da maior
recolha possível de subsídios que possam adequar, orientar e
harmonizar as acções.
As necessidades de intervenção, identificadas nos
municípios, deverão ser enquadradas nos eixos do Programa
Integrado como parte da estratégia para garantir uma actuação eficiente dos sectores para a solução dos problemas. O
enquadramento tende a melhorar a qualidade do diagnóstico
porque irá considerar a interatividade das acções sectoriais.
8.2. Formulação de projectos integrados (oferta):
O grande diferencial do Programa Integrado de
Combate à Pobreza está na capacidade que tem, pela sua própria concepção, de extrair o máximo de eficiência das acções
dos diferentes Departamentos Ministeriais e Administrações
Locais colocadas a serviço do crescimento endógeno, contemplando a competitividade e a redução das assimetrias. O
combate à pobreza surge como uma consequência óbvia
deste arranjo e das acções de cunho social, sobretudo as de
assistência às pessoas carentes.
O instrumento capaz de viabilizar, na prática, o crescimento endógeno é o dos Projectos Integrados. À concepção destes projectos parte dos diagnósticos participativos e
define as acções a serem desenvolvidas por cada interveniente (ministérios, administrações, sector privados) em dada
localidade (município). Ou seja, estes projectos representam
a menor unidade de planeamento, sobre a qual deverão ser
aplicados os procedimentos de integração e coordenação dos
esforços.
Assim sendo, será possível desenhar, com maior precisão, projectos multissectoriais de intervenção municipal
que tenham, simultaneamente, duas características fundamentais: que sejam compatíveis com os programas sectoriais
já em curso e que estejam também em perfeita sintonia com
os diagnósticos municipais.
A seguir são apresentados os programas que deverão
concorrer para cada um dos eixos estratégicos do Programa
de Combate à Pobreza e Desenvolvimento Rural.
Quadro 5
Ekos o | Subprogramas Descrição sumária do conteúdo
El — Acesso à alimentação ea — | Desenvolvimento rural; seguran-| Acesso à merenda ecolar pelos alunos das escolas primárias públicas e de instituioportunidades no meio rural. ça alimentar. cões educacionais credenciados pelo executivo: promoção da produção de alimentos; promoção da compra e venda da produção agrícola excedente: promoção
da concepção e a implantação de experiências de desenvolvimento local; promoção do desenvolvimento socioeconómico da mulher: apoio a oportunidades de
emprego no campo.
E2 — Alfabetização, ensino Desenvolvimento rural. Contribui para a redução do alfabetismo da mulher rural e da periferia: amplia o
primário e profissional. acesso da criança do meio rural e da periferia ao ensino primário; promove a
expansão das oportunidades de formação profissional e técnica.
E3 — Saúde básica e preventiva. | Desenvolvimento rural. Contribui para a redução das taxas de mortalidade materna e infantil e para a
melhoria da assistência à saúde primária nas comunidades rurais.
E4 — Acesso a serviços públicos | Água para todos; luz para Promove o acesso à água apropriada para beber; providencia a instalação de sisteessenciais. todos; desenvolvimento rural. mas comunitários de abastecimento de água e perfuração de poços; apoia a instalação de fossas sépticas e sistema comunitário de tratamento de esgotos e redes
locais de saneamento: promove o acesso à energia elétrica pela população do meio
rural; promove a construção residências sociais e a implantação de infra-estruturas sociais e produtivas.
ES — Empreendedorismo e Desenvolvimento rural integrado| Promove acções formativas para capacitar a mulher para o desenvolvimento de
crédito rural. crédito agrícola. pequenos negócios; promove a difusão e o acesso ao crédito agrícola de grupos
solidários, associações ou cooperativas de pequenos produtores.
E6 — Solidariedade e mobiliza- | Desenvolvimento rural. Promove a implantação de grupos solidários e organizações comunitárias, de carácção social. crédito agrícola. ter social e produtiva; apoia o florescimento de iniciativas de solidariedade a
populações em situação de risco e pobreza; cria mecanismos para o engajamento
de sectores em acções que contribuam para os objectivos do Programa.
9. Política de género: pela mulher pode ser lento ou rápido, dependendo das características da sociedade. Uma das principais tarefas da famí-
9.1. Família e promoção da mulher: lia e promoção da mulher é funcionar como um acelerador
deste processo, através dos incentivos à participação social e
A relevância da participação feminina, em todos os política e de outras forma de emponderamento. Também,
aspectos da vida nas sociedades modernas, é inquestionável — ocupa-se das questões que envolvem a célula de organização
face a contribuição que delas se espera para o processo de — da sociedade: a família. Os objectivos, as acções e medidas
desenvolvimento. Este processo de ocupação dos espaços — de políticas assim direccionadas são apresentados a seguir.
Quadro 6
Criar ou facilitar a criação de mecanismos voltados para as condições económicas, sociais, culturais e políticas que possibilitem o
desenvolvimento da família em sua função nuclear na sociedade, com respeito à sua identidade, unidade, autonomia e valores
Objectivos tradicionais.
gerais
Criar ou facilitar a criação de mecanismos para a promoção dos direitos humanos das mulheres e a igualdade de oportunidades e
benefícios entre mulheres e homens em Angola.
Reforçar a capacidade institucional do Ministério, do Conselho Nacional de Família, do Conselho de Coordenação Multissectorial
em Género.
sas Promover o empoderamento e auto-estima de cada membro da família, apoiando a geração de recursos económicos. Promover a
Objectivos : e. ; 1 As ; ; ” ; ;
disponibilidade de serviços sociais diferenciados às famílias e seus membros, sobretudo para as famílias mais vulneráveis
específicos ; SANA ; MARA: " ” ;
(VIH/Sida e portadores de deficiências). Reforçar os canais de influência na formulação de políticas, de programas e da legislação, tendo em conta a transversalidade das questões de género.
Promover uma ampla conscientização para os direitos políticos, económicos, jurídicos e sociais das mulheres adultas e jovens, e em
particular, das residentes nas áreas rurais.
Realização de estudos sobre a participação da mulher na política, em especial, nos processos de tomada de decisões públicas.
Reforço da capacidade técnica do pessoal de apoio e de acompanhamento às vítimas de violência.
Objectivos s mecanismos de capacitaçã ; izaçã ificação profissi sari
” Melhoramento dos mecanismos de capacitação da mulher, desde a alfabetização até a qualificação profissional e empresarial.
específicos
Formulação e regulamentação de dispositivos legais voltados para a harmonia das famílias.
Implementar acções que funcionem como forma de estímulo ao associativismo comunitário.
10. Sectores transversais:
10.1. Ambiente:
Os desafios que se colocam ao processo de reconstrução nacional e de crescimento económico do País vão
implicar a exploração intensiva de recursos naturais, o que
poderá resultar em impactos negativos sobre o ambiente e à
qualidade de vida das populações. Isto poderá resultar na
perda da diversidade biológica e na degradação de ecossistemas naturais e construídos.
Para vencer estes desafios, o Executivo vai adoptar
instrumentos de gestão ambiental tendentes à proporcionar a
integração e a conciliação dos aspectos ambientais em todos
os programas e planos gerais e sectoriais de desenvolvimento
económico e social, como premissa para o alcance do desenvolvimento sustentável.
10.2. Ciência e tecnologia:
A importância da ciência e da tecnologia deve-se ao
seu valor estratégico tanto para atender a necessidade mais
significativa do bem-estar socioeconómico da população,
como para melhorar a posição do País no cenário internacional. Em ambos aspectos, esta dualidade significa ampliar
as condições de controlo do processo de desenvolvimento
nacional.
A capacidade do País em superar as suas dificuldades internas e as oscilações da economia internacional será
tanto maior, quanto maior for o domínio nacional do conhecimento científico e tecnológico, sobretudo em áreas estratégicas.
10.3. Ensino superior:
A formação integral é fundamental para a melhoria
da qualidade de vida e para o desenvolvimento humano dos
angolanos. Na prática, a continuidade do crescimento económico deverá provocar um aumento da procura por profissionais de nível superior. Caberá ao sector garantir a oferta de
serviços educacionais de nível superior, evitando a escassez
de capital humano e, consequentemente, dificuldades para o
crescimento económico.
10.4. Comunicação social:
À comunicação social, por definição, tem a missão
de promover o desenvolvimento sustentável, participativo e
democrático, através da expansão e melhoria das «media»,
de forma independente e responsável.
|O 2789
O impacto de sua actuação é sentido por muitos
outros sectores, considerando-se a comunicação social como
o mais transversal dentre todos os sectores. A sua contribuição é muito ampla, passando pelo desenvolvimento educacional, informativo, ético, cultural e cívico da sociedade.
10.5. Sector Empresarial Público:
O Sector Empresarial Público (SEP) é responsável
pela construção e gestão de infra-estruturas públicas fundamentais e pela prestação de serviços públicos essenciais, para
além de um conjunto diversificado de outras funções de
carácter instrumental, nos mais diversos sectores e domínios
e constitui um importante instrumento de política económica
e social.
O papel reservado ao Sector Empresarial Público é
fundamental para que o Estado desenvolva as tarefas de
regulação e intervenção, dentro dos limites recomendados
para o bom funcionamento do sistema.
Neste sentido, o Executivo vai adoptar medidas
pon-tuais aplicáveis às empresas seleccionadas no sentido de
melhorar o seu desempenho e acompanhamento, bem como
vai reformular o mecanismo de fiscalização das empresas
públicas através dos Conselhos Fiscais. O Executivo vai
igualmente regularizar a prestação de contas, através de
encerramento dos exercícios transcorridos até 2009, bem
como retomará a observação dos prazos legais para os exercícios subsequentes.
O Executivo pretende concluir o diagnóstico
das empresas públicas estratégicas, reflectindo-se sobre o
modelo orgânico do seu funcionamento e o modelo de gestão. Por outro lado, será apresentado um programa de saneamento financeiro e reestruturação das empresas públicas
estratégicas e dos sectores que constituem reserva do Estado,
com vista a melhorar a monitorização do seu desempenho.
10.6. Formação profissional:
Dentre os transversais, a formação profissional é
aquela que tem a maior importância de curto prazo tanto para
o País como um todo, quanto para os cidadãos, as empresas
e as famílias em particular. O crescimento acelerado cria,
constantemente, a necessidade de pessoal com bom nível técnico para actuar nos diferentes sectores da economia.
A formação profissional precisa estar presente
para mitigar a contratação da mão-de-obra de expatriados,
aumentar a competitividade das empresas e para aumentar a
qualidade de vida das famílias, pela via do aumento do rendimento.
Desempenho das Finanças do Estado:
1. Nos Anos de 2008 e 2009:
1.1. Receita e despesa por natureza econó!
financiamento:
Estima-se que em 2009, a Receita do Estado
zou Kz: 1.847 9 mil milhões, equivalente a 32,4% do
Código P.F.
LL RECEAS Lulu e a o as a rar ar a rue nana
1.1. Petrolíferos = Luc o as a ar as a rar as a ae nana
1.1.1. Dos quais: direitos da concessionária... cl. 10.
1.2. Não petrolíferos .. ui cl e o a a a ne ue ae una
2. Contribuições SOCIaiS . Luis o a e a ne ae a ua
4. Outras receitas ... 11 e ar e ar a nus as a rue rara
Despesa total. Luc sc a a aa a ae aa aa as
1. Despesas COITenteS ... 1.111 010 1 a a a no a e a ne a
1.1. Remuneração dos empregados — 1 e a ae
1.1.1. Vencimentos — Lic 1 a nr as a ne ar ae nas
1.1.2. Contribuições SOCIaiS 1.1. 10 000 06 a e a a e no
1.2. Benseserviços Luci e ne a a ne na ae ar ur ne ao
1.3.1. EXteMOS ..ó 010 1 a ne 6 nas nur 6 ras rue ar en ne as
1.3.2. INternoOS Lulu a ne a as nar 6 as ne ar a rn as
1.4. Transferências correntes — Lui e ns e ar ae nes
2. Aquisição de activos não financeiros — ic caca aaa au:
Saldo corrente sem doações 1.110 11 o ae a ee
Saldo comente uu a o as ra ne as a ue ar ae a
Saldo global sem doações ... 111110110 a o a e a nao
Saldo global (COMPromMISsO) ... cc ca o a a a e.
Variação de atrasados ... 10 110110 116 66 6a cus aee ana aus os
I.IMternoS 11 a a ne 6 nas nn6 6 as rue ar ea rue as
2. EXtemMOS 11011 es as ne as nas ese 6 ns rne ar eae eae as
que correspondeu a uma redução de 18,1 pontos percentuais
do PIB relativamente a 2008. A Despesa do Estado perfez
Kz: 2.363,4 mil milhões, valor que representou 41,5% do
nica e — PIB, assinalando, desta forma, uma diminuição de 0,1 ponto
percentual do PIB em relação a 2008. O Saldo Global na
óptica do compromisso, pela primeira vez em mais de cinco
totali- — anos, registou um deficit equivalente a 9,1% do PIB, o que se
PIB,o traduziu numa redução de 17,9% relativamente a 2008.
QUADRO 2
2007 2008 2009 2007 2008 2009
Exec. Exec. Prog. Exec. Exec. Proj.
ca 2 124,7 3217A 1847,9 458 50,5 32,4
ca 20528 30702 1703,7 44,3 48,2 29,9
ca 17220 26019 1 164,8 37,1 40,8 20,5
ca 845,2 1 504 4 1TB6 182 23,6 13,6
ESTAS: 330,8 468,3 5390 7,1 713 9,5
ca 48,2 934 85,7 10 15 15
ESTAS: 23 1,9 13 00 00 00
cu 214 519 572 05 o8 o)
ca 1599,5 26538 23634 34,5 41,6 41,5
cu 1 068,2 17612 1 620,1 230 27.6 284
ESTAS: 364,5 543,0 660 2 79 8,5 11.6
ESTAS: 347,8 522.0 634 6 75 82 11,1
ESTAS: 16,7 20,9 256 04 03 04
ca 343,9 539,1 3833 714 8,5 6,7
ESTAS: 50,9 93,9 1300 11 15 23
ca 34,7 33,8 39,7 07 0,5 07
cu 16,3 60,2 90 3 04 09 16
ca 308,9 585,2 446 6 6,7 92 7,8
4 00 ces 531,3 892,6 TA33 111,5 14,0 13,1
ca 1 054,2 14543 2265 22,7 22,8 40
ca 1 056,5 14562 2278 22,8 22,8 40
cu 522,9 561,7 5168 13 8,8 9,
cu 525,1 563,6 5155 13 8,8 9,
4 00 ces 132,8 344,3 2669 2,9 5A 4,7
ca 109,8 332,1 303 4 24 52 53
ESTAS: 230 122 -364 0,5 02 06
SAKiO CSIODAL(CADERN!: ue cesar SA LAS EINTARS ERREI FAS AS
Financiamento lÍquido — Luli a a ae a a o
4,1. Financiamento interno (IÍQUido) ... 110 110 ne nr se e ae a as 000
2. Financiamento extemo (lquido) us ice celaer eai Fada ds
4/22. PassivoS — cl cn e cas an 26 46 pn sus pas re eua as eae nas ae neo
1. Empréstimos líquidos recebidos lc a ao aa ds
AZLII DSSMPORROS: sucessos RTESSSRTRACEINAS FREE ENS SOS
Arab] Ee ATINOTTIZIAÇÕOS eco ROSS SS A CAAS Alaor Rene ds
12:22: Outras CONTAS: A PACAL jusrcacas sv nSA FIESC ERRAR SAS
2.1. Atrasados de financiamento us cce cre crer ae a ae o
ADISI UNOS: Valores — cio SENSATO TIRAS TERA
Memo:
Inflação: (8): cssssseceESECCINERNCRAECOR SENTES 11,8
Taxa de câmbio média (KZUSS)... cancao 7658
Exportação de petróleo bruto (milhões de barris) ....11l110110o 619,8
Preço médio fiscal de expor. do petróleo bruto (USS/barril) 70,80
SE SL LR (93,3) RA T2,A4
PIB (mil milhões de KWanZãas) scans. 1636/,8
NSOPotrolifero: secssccareacesssunaeasvracossueítçenre 20996
Apesar de em 2009 se terem registado cortes nos
níveis de Despesa, nota-se claramente que a diminuição na
Receita foi superior à redução da Despesa, o que afectou
consideravelmente o Saldo Orçamental. É também notável o
melhor desempenho da receita Não-Petrolífera, com um
aumento de 15%:; mas é ainda a receita Petrolífera aquela que
mais contribui para a execução orçamental, com um peso
acima de 60%. No lado da Despesa, assinala-se que embora
houvesse uma redução das despesas correntes em bens e serviços e na Aquisição Líquida de Activos não-Financeiros
(Despesas de Capital), a despesa em Juros aumentou em
38 45%, tendo o pagamento de juros internos aumentado
33,3%.
Dado o resultado fiscal e tendo em conta as operações financeiras realizadas, o stock da dívida externa do
Estado passou de cerca de US$ 7 47 mil milhões (8,8% do
PIB), em Dezembro de 2008, para cerca de US$10,14 mil
milhões (14,11% do PIB), em Dezembro de 2009.
1.2. Despesa por função:
Relativamente à estrutura da Despesa por Função,
nos anos de 2007 e 2008 a Despesa Social constituiu a
rubrica mais importante com, respectivamente, 30,6% e
28,8% da Despesa total. Estima-se que em 2009 a Despesa
10 2791
Koyanas correntes
2007 2008 2009 2007 2008 2009
Exec. Exec. Prog. Exec. Exec. Proj.
658,0 907,9 -248,5 14,2 14,2 4,4
658,0 -907,9 248,5 14,2 -142 44
-696,0 917,7 1112 150 -152 20
559 -B48,5 6220 12 -13,9 10,9
751,9 69,1 -510,8 -162 14 90
38,0 413 1373 0,8 0.6 24
00 00 00 00 LO 60
38,0 413 137,3 08 0.6 24
EST 4143 1373 08 06 24
125,1 194,6 225,7 2,7 3,1 40
-89.6 -153,2 -B84 19 24 16
2 00 00 o, 00 00
2,5 00 00 o, 00 00
00 00 00 00 00 00
132 140
7503 79,29
6 644,7
9394 56,96
96,94 — 57,02
6373,7 56950
27482 32104
Social permaneceu a mais elevada, com 31,6% da Despesa
Total, o que representou um aumento de 2,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Gráfico 2
Composição da despesa por função 2007-2009
Gráfico 2: Composição da Despesa por Função, 2007-2009
25,08 — -
0% FA é ==)
25,0% | :
n.05 | = :
1508 2 | | à
19,07 5 — — — — " "
5,0% ==) —S === — =
00 — 2. é À É
Ahdministração Sector Social Sector Económico Ser
Sã e Ordem Pública) Financeiros
u 2007 14,6% 1,1% 30,6 16,20% YES
p200s 14,98 16,9% 26,98 27,98 10,5%
12008 16728 | 150 | 31,6% 14,7% 13,212
Yonteo: Ministério das Finanças
As despesas com Administração e os Encargos
Financeiros, em detrimento das despesas com o Sector Económico, a Defesa e com Segurança e Ordem Pública, também registaram aumentos em 2009. O ressentimento da
despesa com o Sector Económico é consequência das restrições impostas pelo impacto da crise financeira e económica
internacional.
2. Política orçamental e Orçamento Geral do Estado de 21
2.1. Enquadramento geral:
QUADRO &
O quadro macroeconómico da revisão
Indicador
Inflação global anual global (%) ue o a a eae a 6 nua a a ue nao
Produção petrolífera anual (milhões de berris) ... 1011000000 0 o e a e ao
Preço médio fiscal de exportação do petróleo bruto (US$) Lic e o
Produto interno bruto:
Valor nominal (mil milhões de KWanZaS) ... 1100110 000 000 106 46 ae 6 e ae ae nas
Taxa de crescimento real (9%) 1110110 16 e ae as ua nu nu ue ae Ana aa ua as
Sector petrolífero Luc o a na a 6 nua en 46 nu6 nn 646 su6 Ane ae uub ue nas
Sector não-petrolifero ... 111110 1 o a e na no 46 06 ne 6 cu6 nua ae nar ue nas
Os pressupostos alterados no quadro macroeconómico foram os seguintes: (1) o volume de produção de petróleo bruto de 1,900 milhões de barris/dia, para 1,906 milhões
de barris/dia; (it) o preço médio fiscal de exportação
do petróleo bruto angolano de US$ 58.00/barril para
US$ 65,32/barril; e (ii) a taxa de crescimento real do Produto
Interno Bruto (PIB) de 9,7% para 6,7%. Foi mantido o
objectivo de inflação em 13%.
2.2. Política e medidas de política orçamental:
A política orçamental do Governo em 2010 mantém-
-se como proposto no orçamento inicial. Deste modo, o seus
eixos fundamentais continuarão a ser:
Sustentabilidade da despesa pública;
Racionalização da despesa pública;
Melhoria da eficiência do sector público e da eficácia da despesa pública; e
Melhoria da arrecadação fiscal.
Como medidas a implementar há a referir:
- Revisão da Lei-Quadro do Orçamento, de modo a
reflectir a evolução e as reformas da administração das administrações públicas;
- Regulamentação da concessão de subsídios às instituições de utilidade pública, prevenindo que
sejam atribuídos fundos públicos apenas com
base na mera qualificação de tais instituições
com sendo de utilidade pública;
- Implementação das rotinas para o processo de fiscalização orçamental, financeira, patrimonial e operacional da administração do Estado e para a
10:
do OGE 2010 é o seguinte:
ESEIEA
Inicial Revisto
e e as 13,99 130 130
Lena tee ue ae ae eo 644,7 693,5 690,5
o e a e e os 1,809 1,900 1,906
Lars aus as ear a nas 57 00 58,00 65,32
Lena tee ue ae ae eo 5,695 6,741 7,203,5
Lena tee ue ae ae eo 24 97 6,7
Lena tee ue ae ae eo -5,1 6,1 54
Lena tee ue ae ae eo 83 10,4 75
elaboração da Conta Geral do Estado, no quadro
das disposições do Decreto n.º 39/09 e do
Decreto Executivo n.º 82/09, ambos de 17 de
Agosto;
- Conclusão da análise de sustentabilidade da dívida
pública e elaboração da Estratégia do Endividamento Público;
- Desconcentração do processamento de dados das
admissões e promoções no âmbito do Sistema
Integrado de Gestão Financeira do Estado
(SIGFE), para efeito do processamento das
remunerações;
- Continuidade das acções de desconcentração do processo de Programação Financeira da execução do
Orçamento Geral do Estado para as Unidades
Financeiras Provinciais e Municipais;
- Implementação das seguintes acções, no âmbito da
Reforma Tributária:
Aprovação dos projectos dos seguintes Códigos:
(1) Geral Tributário: (ii) de Processo Tributário; (it) do Imposto do Selo; (v) do Imposto
Geral sobre Vendas e Serviços, em substituição do Imposto do Consumo; e (vi) do
Imposto sobre o Rendimento do Trabalho;
Estudo para reforma do Código do Imposto sobre
as Sucessões, Doações e Sisa;
Racionalização e consolidação legislativa do
Código do Imposto Industrial;
Estudo para a revisão do Regime das Execuções
Fiscais;
Estudo para a revisão do Regime de Infracções
Tributárias (Aduaneiras e Fiscais):
Estudo para revisão das taxas e outros encargos
parafiscais;
Criação de mecanismos institucionais de coordenação entre a Direcção Nacional de Impostos
e Direcção Nacional das Alfândegas com vista
à gestão, em comum, de certas estruturas
(cadastro, sistema informático, fiscalização,
justiça, formação profissional);
Criação das bases de um Instituto de Formação
Tributária destinado à formação em matérias
fiscais, aduaneiras, contabilísticas e outras
disciplinas auxiliares da tributação;
Recrutamento e formação de novos técnicos para
a administração fiscal e aduaneira;
Progressiva compatibilização da legislação
vigente relativa à DNI e à DNA, incluindo os
respectivos regulamentos internos e os estatutos das carreiras, bem como, dos sistemas tecnológicos, de comunicação e de informação e
dos sistemas de formação profissional; e
Nomeação e preparação de uma equipa para as
negociações tendentes a estabelecer Acordos
de Dupla Tributação;
- Disseminação de novas metodologias de inventariação do Património do Estado pelos órgãos das
administrações públicas;
- Implementação do módulo de Gestão Patrimonial do
Sistema Integrado de Gestão Patrimonial do
Estado (SIGPE); e
- Continuidade das acções de desconcentração do processo de programação financeira da execução do
Orçamento Geral do Estado para as Unidades
Financeiras Provinciais e Municipais.
2.3. Os fluxos globais do Orçamento Geral do
Estado 2010 — Revisto:
2.3.1. Quadro global:
0 O. G. E. — Revisto tem Receitas Fiscais (exclui
desembolsos de financiamentos e venda de activos) projectadas em cerca de Kz: 3.075 ,2 mil milhões e Despesas Fiscais
(exclui amortização da dívida e constituição de activos)
fixadas em Kz: 2.988,7 mil milhões, do que resulta um
excedente fiscal de Kz: 86,5 mil milhões (US$ 930,0
milhões), equivalente a 1,2% do PIB.
Do superávite assim calculado resultarão as seguintes operações financeiras activas brutas:
íi) Desembolsos de financiamentos internos:
Kz: 251,5 mil milhões (US$ 2.704.0 milhões):
|O 2793
Desembolsos de financiamentos externos:
Kz: 258,2 mil milhões (US$ 2.775,8 milhões);
iii) Amortização de empréstimos concedidos:
Kz: 0,007 mil milhões (US$ 0.081 milhões):
Venda de activos: Kz: 2,9 mil milhões
(US$ 31,1 milhões): e
Reservas do tesouro: Kz: 372,0 mil milhões
(US$ 4.000 milhões)
Entretanto, as operações financeiras passivas brutas
consideradas são as seguintes:
amortização da dívida interna: Kz: 692,2 mil
milhões (US$ 7 485,5 milhões), dos quais
cerca de Kz: 434 mil milhões (US$ 4.666, 7
milhões constituem atrasados internos):
amortização da dívida externa: Kz: 95,0 mil
milhões (US$ 1.021,0 milhões); e
iii) outras aplicações financeiras: Kz: 179,9 mil
milhões (US$ 1.934,4 milhões), dos quais
cerca de Kz: 93 mil milhões (US$ 1.000
milhões) constituem recursos do Fundo de
Reserva Petrolífera para infra-estruturas básicas.
Tendo em conta essas operações, as projecções
indicam um aumento líquido do stock da dívida total do
Governo do equivalente a cerca de US$ 1.736,6 milhões,
colocando o stock em cerca de US$ 30.0 mil milhões, equivalendo 38,7% do PIB.
À comparação dos diferentes elementos do orçamento entre o O.G.E. — Revisto e o Inicial revela o seguinte:
Receitas fiscais:
O impacto total do novo quadro macroeconómico nas
receitas fiscais corresponde a um aumento de cerca de
Kz: 788,7 mil milhões (34,5%), o que é influenciado pelo
aumento das receitas petrolíferas em 58,73% , pois as receitas não petrolíferas decrescem em 15,04%. O aumento das
receitas petrolíferas é justificado por um preço de exportação mais elevado e pela contabilização da receita da concessionária em 100% , ao contrário do registo anterior de apenas
90% pela retenção de 10% pela SONANGOL para a cobertura dos custos de fiscalização do sector. A redução das receitas não petrolíferas é consequência da redução das receitas
aduaneiras e do imposto de consumo, como resultado da redução das importações.
Despesas fiscais:
As despesas fiscais (exclui a amortização da dívida)
registam também um aumento de aproximadamente
Kz: 566,5 mil milhões (20,5%), como resultado do aumento
das Despesas Correntes (32,7%) e da diminuição das Despesas de Capital (-7,7%). Há a realçar, entretanto, o aumento
da despesa com Transferências Correntes, com 96,6%, Juros,
com 84,2% e Bens e Serviços — nos quais estão incluídos os
10% da Receita da Concessionária retidos pela Sonangol para
cobertura dos custos de fiscalização, nos termos da Lei —
com 45,8%.
Saldo fiscal:
Como resultado do efeito combinado do aumento menos
que proporcional das despesas fiscais face ao aumento das
receitas, o saldo orçamental global na base de compromisso
está projectado num superávite de 1,2% do PIB, o que
representa uma melhoria em comparação com o O.G.E.
Inicial que apresentava um défice de 2,9% do PIB.
2.3.2. Despesas funcionais:
A distribuição da despesa pelas várias funções do
Estado na presente proposta de revisão orçamental configura-
-se conforme a tabela abaixo:
QUADR
Balanço fiscal comparativo do orça
Código P.F.
1.1. Petrolíferos cuco co o a e a ne a 46 nus eua nn as a ar ne nas
1.1.1. Dos quais: direitos da concessionária uu. 1 ne o a a a nao
1.2. Não petrolíferos .. 1111010 ce o ne a a nur nua ne as ur eua unas
2. Contribuições SOCIaiS à ll cu o ne a ne nur eua ano as 6 ear ue aos
4. Outras receitas ... 110100160 16 a e cs na tn us nur eus en as ar ear ne nas
Despesa total. cc cc o a a a as aa nua as aa aa aa as
1. Despesas correntes — 1.116 11 cs no a 6 nur nn6 dn 46 nur nas ne an nos
1.1. Remuneração dos empregados 1. 0100100 e e a a e ne a cao
1.1.1. Vencimentos 11.000 100 e a no a e 6 en6 en 46 sur nas ne ae nas
1.1.2. Contribuições SOCIais — Lu 11100 ns ne e e ese ne aa sur as ne ae nas
1.2. Bens e serviços ... 101 16 us a no ae 6 cus ne ne 46 sua cas ne ae nas
1.3.1. EXIBIDOS | Lu o no a a na en as 6 066 ne ne 6 nur eae en tan nas
1.3.2. INtermnos ..s cc 6 a a no a 6 nua en6 46 46 AR ae en tan nas
1.4. Transferências Correntes .ul 000000 cn o ne ne as sr ae ne ae nas
2. Aquisição de activos não financeiros 1.1. ca ana ua aus cus ue ana aaa
Saldo corrente sem doações ... 161110106 1 a ne a a 6 ne a ae unos
Saldo COMente ... cl cc e ne a 6 eua no 46 6 nua eua ne as unos
Saldo global sem doações Lulu a no a a 6 ne ne as unos
Saldo global (CoOMPromiIsso) 11 a o a a na ne ae ae unos
Variação de atrasados 1.111.006 ce ana 6a cus cus aua aua ana aus ua aee
1. INtemos cu cl a a ne a 6 nus una en 646 du6 nuA Ane ae ae unos
2. EXlernOS — Luis ua ue ne as 66 nu6 cena ne 6 duR AuA ne ae dae unos
Quadro 9
Estrutura funcional da despesa
Taxas 2010 | 2010 | Varia-
Inicial | Revisto ção
Administração 11.110 100 e e 14,5 23,3 8,8
Defesa, segurança e ordem pública ... ... 19,6 15,9 -3,7
Sector social ... ce e e a a o 30,5 30,3 -0,2
Sector económico Lui e co 16,7 164 -04
Encargos financeiros Luce ue o 18,7 14,1 -4,6
A E NO
Fonte: Ministério das Finanças.
Nota-se uma redução da proporção das despesas em
todas as funções a favor da administração, que observa um
aumento de 8 8 pontos percentuais. O sector social, com uma
redução ligeira de 0,2 pontos percentuais, continua a ser a
função com a maior alocação — 30,3% — o que está em
linha com as prioridades do Executivo.
2.3.3. Fluxos de origens e aplicações de recursos:
Em termos dos fluxos de origem e aplicação dos
recursos, o OGE 2010 — Revisto apresenta um montante
superior ao inicial em cerca de Kz: 867,5 mil milhões
(US$ 7.438 ,3 milhões), o que corresponde a um aumento de
28,1% .. Entretanto, Kz: 186 mil milhões (US$ 2.000 milhões)
correspondem a fluxos financeiros sem impacto orçamental
por corresponderem a regularizações de exercícios anteriores.
O 10
mento inicial e revisto, kKwanzas
correntes
2010 OGE | 2010 OGE | 2010 |/2010 OGE
Inicial Revisto OGE Revisto
Der ar eae as ar ee aa nas 2286,5 30752 33,9 42,7
Der ar eae as ar ee aa nas 2170,9 29212 32,2 40,6
Der ar eae as ar ee aa nas 1 459,6 2316,9 217 322
Der ar eae as ar ee aa nas 969,7 16472 14,4 22,9
Ve e e a as 713 604,3 10,6 84
e e e aa o 80,8 80,8 12 js
e e e aa o 04 05 00 00
Der ar eae as ar ee aa nas 34,2 12,6 0,5 10
Der ar eae as ar ee aa nas 24796 2988,7 36,8 41,5
LA ae aaa ae as ar ae nao 17332 2299,8 25,7 31,9
e e e aa o 866,6 8665 12,9 120
Der ar eae as ar ee aa nas 825,8 817,3 12,3 1,3
Der ar eae as ar ee aa nas 40,7 492 06 0,7
Der ar eae as ar ee aa nas 4992 71279 7A 10,1
Ve e e a as 753 138,8 jo 19
e e e aa o 30,0 59.0 04 o8
Der ar eae as ar ee aa nas 45,3 79,8 07 1,1
Der ar eae as ar ee aa nas 292,1 566,6 4,3 79
4046 000 000 s00 000 nua sue axo T4A6,A 688,9 u1 9,6
Der ar eae as ar ee aa nas 552,8 774,9 82 10,8
Der ar eae as ar ee aa nas 553,3 TI5SA 82 10,8
ee e | 1936 86.0 29 12
e e | 1932 86,5 29 12
4046 000 000 s00 000 nua sue axo -105,6 -248,0 -16 34
eee | 1056 248.0 16 34
Ve e e a as 00 00 00 00
Código P. F.
Saldo global (Caixa) 1. o a a e a aa nas
Financiamento lqQUido Luc cc a ao
1. Financiamento interno (líquido) cc a oo
A... Bancos 1 a o a a 6 nus na 4a 6 ur aa nas
2. Financiamento externo (líquido) 11 a oo
2.2.1. Empréstimos líquidos recebidos lc o oo
2.2.1.1] Desembolsos — cuco ne a aa na na a a ae nao
2.2.1.2. Amortizações Luc e e a a ne a a ae nas
2.2.2. Outras contas apagar 110 a e a aaa nas
2.2.2.1. Atrasados de financiamento ... cl 11000006 e o
2.2.2.2. Outros valores cl 10 e a a a a ae nao
Saldo primário não petrolífero ..... iii
Saldo não petrolífero Lilica
Memo:
Taxa de câmbio média (Kz/USS) ..cccccaaa
Exportação de petróleo bruto (milhões de barris) ......1ll111100.
Preço médio fiscal de expor. do petróleo bruto (USS/barril)
PIB (mil milhões de KWanZas) Lilica
Fluxos de origem
Destenação
I Origens (1.1+1.24+1 3+1.4415) 111110 10 e nn ana ane oe
11 Receitas fiSCais co 006 cena ee ana eee coa eua ae ema aee ana ce
11 IMpPOStoS... 111 0110 100 an au ue 46 46 su0 406 406 ade au ue aee
1111 Petrolífera lc o no e no au duo 46 ane ue ane ane das
1L1.1.1.1| Dos quais: Receita da COncessionária... ..11 110100000 100000
12 Não petrolífera... 1110110 100 000 100 e no ane e ane au ane des
112 Contribuições 1111100000 100 100 06 an 6 dn6 due ue due ade aee
114 Outras receitas... 1100110 100 000 000 0060 006 au u6 au6 due ane ao
12 Amortização de empréstimos concedidos... ... 1.1. 11.20
13 Venda de activos ... 000 10 ca ana aee coa eua ee ema nua ema ce
14 Financiamentos ..1 000 100 206 066 cer ana des eua eua nus na os
1 INternos 1.0 110100 100 0 au ue 46 au6 00 406 ade due due ue aos
1 TÍtulos 111110100 ce an au ue 46 su6 0u6 4u6 ade ade ade ue aee
12 Outros (inclui atrasados)... 1100110010 0000 1060 06 a ue ae ao
142 Desembolsos externos lc 110 100 106 ue due due due au as
1 Empréstimos financeiros — 111 110 1060 cn e ae ane ae aee
2 Linhas de crédito é projectos 11110100 110 ne a ao ue e
3 Outros (inclui perdão e reescalonamento) ... 110010
15 Reservas do tesoUroO ... 100 100 116 06 ane de ua eua nus na es
nn Aplicações (2.14+2.2+2 3+2.4+2.54+2.6+2.7+2.8) 1. 01020
21 Remuneração dos empregados ... 000 100 016 10 ee ana ces
1.1 Vencimentos —.1l 10110 100 ue ur due ar due au ue due ade das
12 Contribuições SOCIAaiS... 110 000 100 000 06 an ue ane au ane aee
DE 2010 2795
Mil milhões kwanzas Percentagem do PIB
correntes
2010 OGE | 2010 OGE 2010 2010 OGE
Inicial Revisto OGE Revisto
Lora dn us 46 una us na An un ua nao -298,8 -161,5 4,4 -2,2
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 298,8 161,5 4A 22
Lora dn us 46 una us na An un ua nao -16,3 17 02 00
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 00 186.0 00 26
Lora dn us 46 una us na An un ua nao -16,3 -187,7 02 2,6
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 3150 1632 4/7 23
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 00 10 10 20
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 3150 1632 4/7 23
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 3150 1632 4/7 23
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 4910 258,2 713 36
Lora dn us 46 una us na An un ua nao -176,0 -95,0 2,6 -13
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 00 00 00 00
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 00 00 00 00
Lora dn us 46 una us na An un ua nao 00 00 00 00
-1 577,5 -1 926,9 234 -290
-1 652,8 -20657 — 245 310
130 130
880 —
693,5 690,5
580 65,3
00 00
67410 72035
QUADRO 11
e aplicações de recursos, kwanzas
2010 2010 Variação
1enaea eo] 3092272 166646,00 | 3959729 901 471,00 | 867 457 734 82500 28,05
cenas eo] 2286472634739,00 | 3075204 993962,00 | 788732359 22300 34,50
eia] 2170940 901428.,00 | 2921 298 250 844.00 | 750 287 349 416 DO 34,56
seia] 1459630480 000,00 | 2316888 540 000.00 | 857 258 060 000 DO 58,73
eau aa 969 698 400 000.00 | 1647 160 200 000.00 | 677 461 800 000 DO 69,86
anus aa 711310 421 428.00 604 339 710 844,00 | -106 970 710 584 DO -15.04
eau aa 80 849 478 806.00 80 849 478 806.00 000 0.00
eau aa 443 637 022.00 493 437 022.00 49 800 000 DO 1193
eau aa 34 238 617 483.00 72 633 827 290.00 38 395 209 807 NO 12,14
... voc cod 7600 000,00 7600 000,00 000 0,00
... voc cod 2889 057 907,00 2889 057 907,00 000 0,00
.. ... 802 902 874 000,00 509 628 249 602,00 | -293 274 624 398 00 -36,53
eau aa 311 862 874 000.00 251 477 570 907.00 -60 385 303 093 NO -19,36
eau aa 311 862 874 000.00 251 477 570 907.00 -60 385 303 093 NO -19,36
anus aa 0.00 0.00 000 0.00
eau aa 491 040 000 000.00 258 150 678 695.00 | -232 889 321 305 DO 47,43
anus aa 105 600 000 000.00 0.00 | -105 600 000 000 DO - 100.00
eau aa 385 440 000 000.00 258 150 678 695.00 | -127 289 321 305 00 -33.02
anus aa 0.00 0.00 000 0.00
e. vue coa 0,00 372 000 000 000,00 | 372 000 000 000 00 HDIV/0
cenas eo] 3092272 166646,00 | 3959729 901 471,00 | 867 457 734 82500 28,05
e. vue coa 866 590 836 824,00 866 524 274 308,00 -66 562 516 00 -001
eau aa 825 845 297 824.00 817 329 366 172.00 -8 515 931 65200 -1.03
caes 40 745 539 000,00 49 194 908 136,00 8 449 369 136 DO 2074
22 Bens e Serviços .ouves vos vos soa sos ea aee aee aos aee eua nus ea aee ces
3.1 EXIEINOS... 100 100 16 us ane 06 446 466 046 466 Au6 d46 Ade due Au ae due aa
32 INternos ul 110 100 0 no ane 6 ane 006 46 406 Au6 du6 Ade due au due due aa
24 Transferências vovo vos soe sos eos aos oe eua nes eua aee ea aee aee no
1 SUbSÍdiOS Luli a o ano au ue due 46 du6 due due Ane aus due due aos
4.3 Prestações SOCÍIAiS 1... 110 110 100 100 06 46 due ar due au6 due du ane due aa
4.4 OUras 11 1 no ue ur ane 406 446 406 406 46 Au 46 Ane aus due ade aee
5 Aquisição de activos não financeiros (inclui investimentos) ... ...
6 Outras aplicações financeiras 111110 116 cn ces ana aus ue ana aus ces
6.1 Concessão de empréstimos ... 1100110100 100 06 ns e ne au ue ane aee
6.2 Outras aplicações ... 1110110 000 1060 106 ne 06 ane due due due ae due aaa aee
27 Amortização da dívida... 11 100 010 106 66 ana na ana aus ue ana ur ces
714 | Titulada 0 00 o sas nr a ae dn a ne Ane an ane aos
8 Reservas do teSOUrO... ... 000 c06 cor ana eee ema eee ema eua aee eua eua eme
mm Saldo (I-II) (+: excesso de financiamento-:gap de Finan-
Clamento) vos veses vos ao eo aos ea sue nos sea nes ea aee coa no
Programas sectoriais:
Em 2010, os objectivos e prioridades do Executivo,
são, do ponto de vista sectorial, executados através de grandes programas sectoriais que incluem as despesas de execução, manutenção e de investimentos necessárias aos
objectivos pretendidos. O Orçamento Geral do Estado revisto
apresenta a seguir a composição detalhada, por resumo da
despesa por função e por programa.
1. Sectores sociais:
1.1. Educação:
Descrição % do
o OGE
Total... ce o a ua. 2. 265 541428 825,00] 6,55%
18 | Ensino primário e pré-primário ... ..] 159 811 312 854,00] 3,94%
S Ensino secundário ... 1.1.1.0... | 40 687753381,00] 1,00%
=
mm | Ensino superior ... 1111101100 11 1. | 32 436606295,00|] 0,80%
Ensino não definido por níveis .....| 452715477300] 0,11%
Serviços subsidiários à educação ..| 28078601522,00] 0,69%
1.2. Saúde:
Os programas atendem as principais prioridades do
sector, como as melhorias nos serviços hospitalares, serviços
2010 2010
499 161 877 591,00 | 727891 48394500 | 228729606354,00| 4582
75345636 000,00 | 13877335633100 | 63427720331,00| 84718
30 000 000 000.00 58 983 263 493 00 28983263 493,00 | — 96461
45 345 636 000,00 79 790 092 838 DO 34444 456 838,00 | — 7596
292117 124 572,00 | 56657363116100 | 274456506589,00| 9395
186682 572251.00 | 44367553057700 | 256992958326.00 | 13766
0,00 000 0,00 000
86079 920 425.00 | 103253 26371100 17 173 343 286,00 1995
19 354 631 896,00 19 644 836 873 00 290 204 977.00 150
T46 431 429 325,00 | G688947929438.00 | -57 483499 887,00 770
108862 388 334,00 | 17990721447500 | 71044826141,00| 6526
25411080 539,00 | 127316707 16400 | 101 905626625.00 | 40103
83 451 307 795,00 52590507 31100 | -30860800484.00| -3698
503 762 874 000,00 | 79111201181300 | 287349137813,00| 57,04
327762 874 000.00 | 69615340904200 | 368390535042.00 | 11240
222 162 874 000,00 | 262 153 409 042 00 39 990 535 042,00 18.00
105 600 000 000.00 | 434 000 000 000 00 | 328400 000 000.00 | 31098
176 000 000 000.00 94 958 602 77100 | -81041397229.00 | -4605
0,00 000 0,00 0,00
0,00 000 0,00 0,00
de saúde, combate às grandes endemias, saúde materno-
-infantil e luta contra o VIH/Sida.
Descrição % do
s OGE
Total. a ao 22. 2. 149 781 419 780,00] 3,69%
S Pdtos, apar, e equiptos médicos .....] 11277 502 260.00] 0,28%
E | Serviços de saúde ambulatórios ... ..] 11 848 111 984,00] 0,29%
P-
Serviços hospitalares ...... 0... 0... ..] 90693315 209/00] 2,24%
Serviços de saúde pública... ... .....] 22021 82375100] 0,54%
Serviços de saúde não especificados | 13940 666 576.00] 0,34%
1.3. Protecção social:
A promoção da protecção social, nas áreas da habitação, família e infância, entre outras, constituem as prioridades do Executivo.
D 1 % do
escrição OGE
Total. a a 12. 2.) 620 688 414 290,00 |15,31%
Doença e incapacidade —...........] 2186180044/00|] 0,05%
í: Velhice Lucca cs 2... | 94 168 304 436,00] 2,32%
< Sobrevivência 1... e 2 23471236 858,00] 0,58%
Ss
S Família einfância ... 11.01.01... 12548 908 690/00] 0,31%
Ê Habitação... ice | 228917 794,00] 0,01%
Invest. e desen. em protec. social .. 96 639 454 00] 0,00%
Serv. de prot. soc. não especificados | 487 988 227 014 00| 12,04%
1.4. Recreação, cultura e religião:
As prioridades do Executivo são o reforço do apoio
às actividades de recreação, da cultura e da religião.
Descrição Po
ss. OGE
- FO ao cremes sono seno ESTAIS FOI] 39
e Serviços recreativos e desportivos ..] 10937 16927100] 027%
& Serviços culturais 1.111.110. 1] — 8660736305,00] 021%
&
Ê Serviços de difusão e publicação ..| 3442694122200| 0,85%
w
Ss Serv. relig. e outros serv. a comuni... 1 647 048 827 00] 0,04%
Ro
3 Invest. desen. recreaç., cult. e região 233 379 500.00] 0.01%
E
- Ass, e serv. rec, cult. e rel. não espec | 467 529 575,00] 001%
1.5. Habitação e serviços comunitários:
O Executivo continua a prestar grande atenção a
melhoria das condições de vida da população, através do
desenvolvimento de acções nas áreas da habitação e serviços
comunitários.
PE % do
Descrição OGE
= Total us o e uu | 187 875 265 982,00] 4,63%
2 &| Desenvolvimento habitacional .....| 86795 56549500] 2,14%
SE
es Desenvolvimento comunitário .....| 41 140917 447,00] 1.01%
s=
Sê Abastecimento de água... ........] 5880266764100] 145%
ã 8 Iluminação das vias públicas... ..... 1113221 649 00] 0,03%
= Hab, serv. comun. não especificados 22 893 750,00] 0,00%
1.6. Protecção ambiental:
A protecção ambiental através da melhoria da gestão
dos residous, das águas risiduais e a investigação e desenvolvimento em protecção ambiental constituem prioridades
do Executivo.
S d
7 Total... ca ce cc e | 32434728852,00|] 0,80%
.& | Gestão de resíduos ...... 11111222] 18 150900532,00] 0,45%
E Gestão de águas residuais... ........] 905491352000| 0,22%
SS Protec. da biodivers. e da paisagem..| 464217505100] 0,11%
|”
úÊ Invest. e desen. em protec. ambiental 519 869 511,00] 0.01%
ss
& | Serv. de protc. amb. não especific. .. 66 870 238.00] 0,00%
2. Assuntos económicos:
As prioridades do sector da agricultura e pescas estão
reflectidas em 14 grandes programas, com destaque para o
desenvolvimento rural e combate à pobreza, o apoio à
produção agrícola comercial, a implantação de polos agro-
2797
-industriais, a gestão dos recursos pesqueiros, o fomento das
actividades produtivas e o fortalecimento dos ecosistemas.
A nível do sector da indústria e geologia e minas destacam-se as actividades de desenvolvimento do ensino, do
apoio ao sector privado, dos sistemas de formação técnico-
-profissional, do fomento e desenvolvimento e da estrutura
organizacional do Estado.
No comércio destacam as acções de regulação,
supervisão e fiscalização do comércio, bem como enfatiza-
-se as prioridades de formação e das estruturas organizativas
do Estado.
A nível da energia, os programas prioritários dizem
respeito aos investimentos para a recuperação das redes de
transporte e distribuição de energia, à reabilitação dos sistemas urbanos de água e saneamento, aos programas de
expansão da capacidade de produção de energia eléctrica, ao
Programa Água para Todos e ao desenvolviemento de
pequenas centrais hidroelécticas em apoio ao desenvolvimento agro-industrial.
As principais prioridades do sector de transportes
englobam a reconstrução e desenvolvimento dos caminhos-
-de-ferro, a recuperação e modernização de infra-estruturas
portuárias, o desenvolvimento da marinha mercante e fluvial,
o apoio ao aumento da oferta e da qualidade do transporte
rodoviário,e a recuperação e modemização de infra-estruturas aéreas e do transporte aéreo.
EEN
TOME vos ota ma evcentesanra T773:290 636 740,00 | 19;13%
& Ass. econó. gerais, comer, e laborais | 135 094 737 341 00| 3,33%
É Agricultura sivicultura, pescas e caça| 63291 570 132,00] 1,56%
E | Combustíveise energia... ........| 83950603 105,00] 2,07%
: Indust. exctrat., transf, e construção | 38115111 120,00) 0,94
É Transportes ... 110110 11 a 1. 2.2] 365 521 679 416,00] 9,02%
E Comunicações ... 14114114 11122. 2.) 60353 817 60900] 1,49%
Outras actividades económicas .....| 28738775 268,00] 0,71%
Ass. económicos não especificados.. 224 342 749 00| 001%
Despesa Geral
fas E Rdeeção, Eu tura e Henaiso
AAA A DANA o RIA NOSSOS GSA teses
O Presidente da Assembleia Nacional, António Paulo
Kassoma.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
RESUMO DA RECEITA POR
Natureza
Total Geral:
Receitas Correntes
Receita Tributária
Impostos
Impostos Sobre Rendimentos
Impostos Sobre Rendimentos De Pessoas Singul
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp. Sobre Rend. Capitais Individuais
Imp. Sobre Rend. De Pessoas Colectivas
Imp.Sobre Rendimento Indust. Petrolíferas
Imposto Industrial
Imp. Sobre Rend. Cap. Pessoas Colectivas
Imp. Industrial (Diamantes)
Imp. Sobre Transação Do Petróleo
Impostos Sobre O Património
Imposto Predial Urbano
Imposto Sobre Sucessões Doações
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Impostos Sobre A Produção
Imp. Sobre Prod. Indústria Petrolífera
Imp. Sobre Prod. De Diamantes
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Imposto Sobre O Consumo
Imp. Sobre O Consumo De Alcool Industrial
Imp. Sobre O Consumo De Derivados Do Petróleo
Imp. Sobre Consumo De Gases Liquefeitos
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp. Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp. Sobre Consumo Serv.Hotel. E Similares
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imposto Sobre Comercio Externo
Imposto Sobre A Exportação
Imposto Sobre A Importação
Impostos Diversos
NATUREZA ECONÓMICA
Valor %
959.718.901.471,00 / 100,00%
446.839.788.876,00 — 87,05%
366.186.142.704,00 — 34,50%
239.897.394.232,00 — 31,31%
086.724.12400 18,46%
ares 81.660.007.203,00 2,06%
987.169.761,00 2,02%
235.276.191,00 0,03%
561.251,00 0,01%
426.716.921,00 16,40%
290.200.000,00— 12,03%
612.027.948,00 3,02%
042.243.597,00 0,25%
156.945.376,00 0,13%
325.300.000,00 0,97%
702.980.156,00 0,12%
676.383.383,00 0,04%
484.777,00 0,00%
985.111.996,00 0,08%
399 .155.628,00 4,00%
112.840.000,00 3,92%
210.328.176,00 0,08%
987.452,00 0,00%
598.197.928,00 4,08%
193.680,00 0,00%
958.485.412,00 0,45%
282.315,00 0,00%
762.186.479,00 0,32%
600.228.892,00 0,14%
541.985.745,00 0,19%
211.865.747,00 0,08%
677.376.175,00 0,12%
018.368.853,00 2,75%
224.630,00 0,02%
414.859.086, 00 2,71%
233.512,00 0,00%
398.625.574,00 2,71%
695.477.310,00 1,94%
RESUMO DA RECEITA POR NATUR
Natureza
Imposto De Selo
Imposto De Farolagem
Imposto De Tonelagem
Bilhetes De Ingresso Em Espectáculos
Taxas
Taxas De Serviços Aduaneiros
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Taxa Estatística
Custas
Custas De Execuções Fiscais
Taxas De Transações
Taxa De Transação De Diamantes
Taxas Diversas
Taxa De Superfície
Taxa De Juventude
Emolumentos
Emolumentos Dos Diamantes
Emolumentos Das Pescas
Emolumentos Consulares
Emolumentos E Taxas Diversas
Contribuições
Contribuições Sociais
Contribuição Fundo Financiamento Segurança Social
Contribuição Dos Trabalhadores -Ffss
Contribuição Entidade Empregadora-Ffss
Contribuições Ao Fundo De Des.De Recursos Humanos
Contribuições Economicas
Contribuição Fundo Desenvolvimento Mineiro
Outras Receitas Tributarias
Receita Patrimonial
Rendimentos Imobiliarios
Rendas De Casa
Outros Rendimentos Imobiliarios
Rendimentos De Participações
Dividendos
Rendimentos De Recursos Naturais
Rendimentos Do Petroleo
Rendimentos Das Concessões De Petroleo
EZA ECONÓMICA
Valor %
214.784.985,00 — 1,92%
420.965,00 — 0,01%
283.706,/00 — 0,00%
987.654,00 — 0,00%
857.126.425,00 — 1,06%
362.996.880,00 — 0,59%
064.030.739,00 — 0,08%
728.359.616,00 — 0,12%
300.665,00 — 0,00%
300.665,00 — 0,00%
846.863.574,00 — 0,07%
017.288,00 — 0,00%
833.461.523,00 — 0,07%
384.763,00 — 0,00%
410.60200 — 0,01%
438.164.349,00 — 0,19%
385.456,00 — 0,00%
548.985,00 — 0,00%
071.291,00 — 0,02%
739.158.617,00 — 0,17%
861.844.277,00 — 2,04%
849.478.806,00 — 2,04%
284.180.261,00 — 2,03%
425.592.12800 — 0,67%
858.588.133,00 — 1,36%
298.545,/00 — 0,01%
365.471,00 — 0,00%
1236547100 — 0,00%
569.777.770,00 — 0,09%
687.897.634.170,00 — 42,63%
641.555,00 — 0,01%
695.645,00 — 0,01%
945.910,00 — 0,00%
482.094.746,00 — 1,00%
39,482.094.746,/00 — 1,00%
647.586.728.776,00 — 41,61%
647.360.800.000,00 — 41,60%
647.160.200.000,00 — 41,60%
RESUMO DA RECEITA POR
Natureza
Taxa De Superfície (Petróleo)
Rendimentos Dos Diamantes
Rendas De Superfícies De Diamantes
Rendimentos Das Pescas
Outros Rendimentos Das Pescas
Rendimentos De Outros Recursos Naturais
Renda De Cessão De Empresas
Outras Receitas Patrimoniais
Receita De Serviços
Receita De Serviços Comerciais
Receita Serv.Cons.Registo Notariado
Receitas Diversas Serviços Fiscais
Receita De Serviços Com unitarios
Receita De Serviços Diversos
Receita De Transferências Correntes
Transferências De Pessoas E Famílias
Doações E Ajudas De Pessoas E Famílias (Correntes
Receitas Correntes Diversas
Multas E Outras Penalidades
Juros De Mora
Multas Fiscais
Multas Sobre Dividas
Multas E Outras Penalidades A duaneiras
Multas De Transito
Multas De Concessões
Multas De Actividades Pesqueiras
Outras Multas E Penalidades
Indemnizações E Restituições
Lotarias E Sorteios Diversos
Juros, Comissões E Bonificações
Juros Diversos
Outras Receitas Correntes
Adicional De 10% Sobre Multas
Saldos De Exercicios Anteriores
Vendas Diversas Ou Eventuais
Diversas Receitas Correntes
Receitas De Capital
Alienações
NATUREZA ECONÓMICA
Valor %
600.000,00 0,01%
384.763,00 0,00%
384.763,00 0,00%
544.013,00 0,01%
980.512,00 0,01%
563.501,00 0,00%
254.987,00 0,00%
914.106,00 0,01%
887.476.852,00 0,10%
381.214,00 0,00%
191.467,00 0,02%
654.125,00 0,00%
024.315,00 0,01%
696.225.731,00 0,07%
487.022,00 0,01%
487.022,00 0,01%
) 410.487.022,00 0,01%
458.048.128,00 9,81%
167.247.639,00 0,23%
015.131,00 0,01%
075.741.632,00 0,03%
508. 106,00 0,00%
164.127.984,00 0,16%
372.135,00 0,02%
500.241,00 0,00%
500.241,00 0,00%
982.410,00 0,02%
982.459,00 0,02%
034.152,00 0,00%
356.827.027,00 0,08%
356.827.027,00 0,08%
286.956.851,00 9,48%
256.351,00 0,01%
989.000.000, 00 9,39%
882.248, 00 0,00%
559.818.252,00 0,06%
879.112.595,00/ 12,95%
160.312.993,00 0,08%
RESUMO DA RECEITA POR
Natureza
Alienação De Participações
Alienação De Bens
Alienação De Imoveis
Alienação De Habitações
Alienação De Equipamentos
Alienação De Empresas
Alienação De Bens Diversos
Receita De Financiamentos
Financiamentos Internos
Financiamentos Internos Da Economia
Financiamentos Externos
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Financiamento Externo Consignado A Uo
Amortização Financiamentos Internos Concedidos
Amortização Emprestimos Internos Concedidos
Receita De Transferencia De Capital
Transferencia Do Governo
Doações E Ajudas Do Governo(Cap)
NATUREZA ECONÓMICA
Valor %
361.000,00 0,00%
158.951.993,00 0,08%
928.150.784,00 0,05%
928.150.784,00 0,05%
591.845,00 0,00%
546. 123,00 0,02%
663.241,00 0,01%
635.849.602,00 — 12,87%
814.070.907,00 6,38%
814.070.907,00 6,38%
814.178.695,00 6,49%
195.037.302,00 6,24%
619.141.393,00 0,24%
600.000,00 0,00%
600.000, 00 0,00%
950.000,00 0,00%
950.000,00 0,00%
950.000,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA P
Fonte de Recurso
Total Geral:
Doações
Financiamentos Externos
Financiamentos Internos
Recursos Consignados
Recursos Ordinários Do Tesouro
Recursos Próprios
Reversão De Exercícios A nteriores
OR FONTE DE RECURSO
Valor %
959.718.901.471,00 — 100,00%
437.022,00 0,01%
814. 178.695,00 6,49%
814.070.907,00 6,38%
665.508,00 0,01%
985.879.732.735,00 75,A1%
258.816.604,00 2,30%
989.000.000,00 9,39%
RESUMO DA DESPESA POR NAT
Natureza
Total Geral:
Despesas Correntes
Despesas Com O Pessoal
Despesas Com O Pessoal Civil
Vencimentos E Remuner. Permanentes Do Pessoal Civil
Vencimentos Do Pessoal Civil Do Quadro
Vencimentos De Outro Pessoal Civil
Subsídios Do Pessoal Civil
Décimo Terceiro Mês Do Pessoal Civil
Outros Vencim. E Remun. Perm.Do Pessoal Civil
Remunerações Variav.Ou Event.Do Pessoal Civil
Despesas Com O Pessoal Militar
Vencim. E Remun. Permanentes Do Pessoal Militar
Vencimentos Do Pessoal Militar
Subsídios Do Pessoal Militar
Décimo Terceiro Mês Do Pessoal Militar
Out. Vencim. E Remun. Perman.Do Pessoal Militar
Remunerações Variav.Ou Event.Do Pessoal Militar
Despesas Com O Pessoal Paramilitar
Vencim. E Rem. Permanen. Do Pessoal Paramilitar
Vencimentos Do Pessoal Paramilitar
Subsídios Do Pessoal Paramilitar
Décimo Terceiro Mês Do Pessoal Paramilitar
Remun. Variav. Ou Event.Do Pessoal Paramilitar
Contribuições Do Empregador
Contribuições Do Empreg.P/A Segurança Social
Outras Contribuições Do Empregador
Despesas Em Bens E Serviços
Bens
Materiais De Consumo
Combustíveis E Lubrificantes
Viveres E Generos Alimentícios
Material De Consumo Corrente Especializado
Outros Materiais De Consumo Corrente
UREZA ECONÓMICA
Valor %
959.718.901.471,00— 100,00%
278.536.353.121,00 57,54%
709.743.972,00 20,40%
332.976.710,00 8,92%
877.572.045,00 8,81%
199.507.659,00 4,30%
128.453.435,00 2,58%
316.334.760,00 1,45%
019.712.924,00 0,48%
563.267,00 0,01%
4,455.404.665,00 0,11%
855.904.262,00 6,39%
803.932.512,00 6,36%
464.204.884,00 5,49%
602.315.776,00 0,57%
679.200.164,00 0,29%
211.688,00 0,00%
051.971.750,00 0,03%
520.863.000,00 5,09%
490.064.817,00 5,09%
545.836.880,00 3,68%
490.756.389,00 1,20%
453.471.548,00 0,21%
798.183,00 0,00%
194.908.136,00 1,24%
589.866.765,00 1,23%
041.371,00 0,02%
465.135.713,00 17,82%
767.600.394,00 4,62%
677.385.360,00 3,70%
070.096.570,00 1,39%
460.905.336,00 1,22%
877.169.690,00 0,83%
269.213.764,00 0,26%
RESUMO DA DESPESA POR NAT
Natureza
Materiais E Utensílios Duradouros
Materiais E Utens. Duradouros De Especialidade
Outros Materiais E Utensílios Duradouros
Serviços
Serviços De Comunicação
Serviços De Saúde
Serviços De Ensino
Serviços De Energia, Agua E Saneamento
Serviços De Energia E Á guas
Serviços De Limpeza E Saneamento
Serviços De Manutenção E Conservação
Seguros
Encargos Com Viagens E Transportação
Bilhetes De Passagem
Subsidios De Deslocação
Serviços De Transportação De Pessoas E Bens
Encargos Aduaneiros E Portuarios
Outros Serviços
Juros
Juros Da Divida Interna
Juros Da Divida Externa
Subsidios E Transferencias Correntes
Subsidios
Subsidios A Emp. Publicas Não Financeiras
Subsidio A Preços
Subsidio Para Cobertura De Custos Operacionais
Subsídio P/Cobertura De Outros Custos Operacionais
Transferencias Correntes
Transf.Corrente P/Out.Niveis Do Governo Nacional
Transferências Correntes P/Serviços Autónomos
Transf.P/Cob.Custo C/Pessoal Serv. A utonomos
Transf.P/Cob.De Out.Cust.Oper.De Serv. Autonomos
Transferências P/Instituições Sem Fins Lucrativos
Transferência Correntes Para Famílias
UREZA ECONÓMICA
Valor %
090.215.034,00 0,91%
240.675.930,00 0,69%
849.539.104,00 0,22%
697.535.319,00 13,20%
386.405.561,00 0,16%
199.858.846,00 0,36%
197.591.633,00 0,38%
109.325.520,00 0,96%
081.425.276,00 0,20%
027.900.244,00 0,76%
689.975.462,00 0,42%
855.938.875,00 0,10%
450.250.643,00 1,48%
460.664.069,00 0,19%
000.363.830,00 0,23%
989.222.744,00 1,06%
4,556.770.563,00 0,12%
251.418.216,00 9,22%
773.356.331,00 3,50%
790.092.838,00 2,02%
983.263.493,00 1,49%
393.208.969,00 14,58%
675.530.577,00 11,20%
675.530.577,00 11,20%
282.958.326,00 10,44%
392.572.251,00 0,77%
392.572.251,00 0,77%
717.678.392,00 3,38%
259.322.808,00 0,03%
259.322.808,00 0,03%
367.200,00 0,00%
199.955.608,00 0,03%
637.674.666,00 0,22%
922.654.492,00 2,85%
RESUMO DA DESPESA POR NATUREZA
Natureza
Pensão De Reforma E Antigos Combatentes
Abono De Familia
Bolsas De Estudos
Outras Transferências Correntes Para Famílias
Subsidios As Autoridades Tradicionais
Comparticipação Em Receitas, Multas E Custas Fiscais
Transferencias Correntes Para O Exterior
Transf.Correntes P/Governos E Org.Internacionais
Despesas De Capital
Investimentos
Aquisição De Bens De Capital Fixo
Aquisição De Imoveis
Construção De Imóveis
Obras E Instalações
Meios E Equipamentos De Transporte
Equipamentos De Processamento De Dados
Outros Bens De Capital Fixo
Transferencias De Capital
Transferencias De Capital Internas
Transfer.De Capital Para Outros Niveis Do Governo Nacional
Transf. De Capital Para As Admin. Municipais
Transf.De Capital P/Emp. Públicas Não Financeiras
Transf. De Capital Para Instituições Financeiras
Despesas De Capital Financeiro
Aplicação Em Activos Financeiros
Aumento De Participação E Outras Aplicações Financeiras
Concessão De Emprestimos E Financiamentos
Concessão De Emprestimos E Financiam.Internos
Concessão De Emprést.A Out. Entid.E Inst.Internas
Amortização De Passivos Financeiros
Amortização Da Divida
Amortização Da Dívida Interna
Amort Da Dívida A Instituições Financeiras
Amortiz.Da Dívida A Out. Entidades E Inst.Internas
ECONÓMICA
Valor %
253.263.711,00 2,61%
023.643.162,00 0,03%
124.001.608,00 0,13%
521.746.011,00 0,09%
560.255.000,00 0,24%
614.977,00 0,00%
323.156.449,00 0,03%
323.156.449,00 0,03%
661.292.655.726,00 — 41,95%
100.925.337,00—— 22,13%
100.925.337,00—— 22,13%
249.580.245,00 0,31%
244.161.646,00 2,91%
892.611.513,00 16,64%
965.615.202,00 0,28%
598.589.246,00 0,17%
150.367.485,00 1,82%
747.079.305,00 0,52%
747.079.305,00 0,52%
694.599.516,00 0,19%
694.599.516,00 0,19%
541.293.789,00 0,27%
511.186.000,00 0,06%
261.146.983,00 — 19,30%
160.135.170,00 4,02%
843.428.006,00 0,80%
316.707.164,00 3,22%
316.707.164,00 3,22%
316.707.164,00 3,22%
101.011.813,00 — 15,28%
101.011.813,00 — 15,28%
142.409.042,00 12,88%
000.000.000,00 1,57%
142.409.042,00 11,32%
RESUMO DA DESPESA POR
Natureza
Amortização Da Dívida Externa
Amortiz.Da Dívida Externa A Inst.Finan. Comerc
Outras Despesas De Capital
Reservas
Reserva Orçamental
NATUREZA ECONÓMICA
Valor %
958.602.771,00 2,40%
iais 94.958.602.771,00 2,40%
504.101,00 0,00%
889.892.624,00 0,50%
889.892.624,00 0,50%
RESUMO DA DESPE
Função
Total Geral:
Educação
Ensino Primário E Pré-Primário
Ensino Pré-Primário
Ensino Primário
Ensino Secundário
Ensino Superior
Ensino Superior De Graduação
Ensino Superior De Pós-Graduação
Ensino Não Definido Por Níveis
Serviços Subsidiários À Educação
Saúde
Produtos, Aparelhos E Equipamentos Médicos
Serviços De Saúde Ambulatórios
Serviços Hospitalares
Serviços Hospitalares Gerais
Serviços Hospitalares Especializados
Serviços De Centros Médicos E De Maternidade
Serviços De Saúde Pública
Serviços De Saúde Não Especificados
Protecção Social
Doença E Incapacidade
Velhice
Sobrevivência
Família E Infância
Habitação
Investigação E Desenvolvimento Em Protecção Social
Serviços De Protecção Social Não Especificados
Recreação, Cultura E Religião
Serviços Recreativos E Desportivos
Serviços Culturais
Serviços De Difusão E Publicação
Serviços Religiosos E Outros Serviços À Comunidade
Investigação E Desenv.Em Recreação, Cultura E Religião
Assunt.E Serv. De Rec.Cultura E Relig.Não Especificados
Habitação E Serviços Comunitários
Desenvolvimento Habitacional
Desenvolvimento Comunitário
SA POR FUNÇÃO
Valor %
959.718.901.471,00 — 100,00%
641.279.300,00 6,58%
377.734.192,00 3,77%
474.124,00 0,00%
306.260.068, 00 3,77%
307.697.239,00 1,07%
911.892.253,00 0,73%
458.955.260, 00 0,69%
452.936.993,00 0,04%
527.154.773,00 0,11%
516.800.843, 00 0,90%
388.977.847,00 3,70%
389.707.941,00 0,24%
688.323.411,00 0,27%
452.538.920,00 2,26%
210.234.216,00 1,67%
487.503.072,00 0,24%
754.801.632,00 0,35%
042.893.949,00 0,56%
815.513.626,00 0,37%
709.076.732,00 14,54%
206.842.486,00 0,06%
168.304.436, DO 2,38%
471.236.858, DO 0,59%
548.908.690,00 0,32%
917.794,00 0,01%
639.454,00 0,00%
988.227.014,00 11,19%
367.334.346,00 1,27%
937.169.271,00 0,28%
533.373.206,00 0,11%
548.833.967,00 0,82%
647.048.827,00 0,04%
379.500,00 0,01%
529.575,00 0,01%
180.752.659,00 3,14%
468.748.693,00 1,10%
929.256.627,00 0,88%
RESUMO DA DESPESA
Função
Abastecimento De Água
Iluminação Das Vias Públicas
Habitação E Serviços Comunitários Não Especificados
Protecção Ambiental
Gestão De Resíduos
Gestão De Á guas Residuais
Protecção Da Biodiversidade E Da Paisagem
Investigação E Desenvolvim.Em Protecção Do Ambiente
Serviços De Protecção A mbiental Não Especificados
Defesa
Defesa Militar
Serviços De Defesa Não Especificados
Segurança E Ordem Pública
Serviços Policiais
Serviços De Bombeiros
Tribunais
Prisões
Serviços De Segurança E Ordem Pública Não Especificados
Assuntos Económicos
Assuntos Económicos Gerais, Comerciais E Laborais
Assuntos Económicos E Comerciais Em Geral
Agricultura, Sivicultura, Pesca E Caça
Agricultura
Sivicultura
Pesca E Caça
Combustiveis E Energia
Petróleo E Gás Natural
Electricidade
Energia Não Eléctrica
Indústria Extractiva, Transformadora E Construção
Indústria Extractiva E Rec.Minerais, Except. Combustíveis
Indústria Transformadora
Construção
Transportes
Transporte Rodoviário
Transporte Fluvial
Transporte Ferroviário
Transporte Aéreo
POR FUNÇÃO
Valor %
646.631.940,00 1,13%
113.221.649,00 0,03%
893.750,00 0,00%
984.728.852,00 1,09%
700.900.532, 00 0,72%
054.913.520,00 0,23%
642.175.051,00 0,12%
869.511,00 0,01%
870.238,00 0,00%
609.100.244,00 9,23%
936.817.479,00 9,17%
672.282.765,00 0,07%
423.552.042,00 6,70%
540.366.786, DO 1,63%
644.669,00 0,01%
843.663.708,00 0,17%
081.640.544,00 0,03%
457.236.335,00 4,86%
520.951.087,00 16,35%
094.737.341,00 3,41%
094.737.341,00 3,41%
014.906.998,00 1,29%
376.505.093, 00 1,07%
375.002, 00 0,00%
600.026.903,00 0,22%
518.912.256,00 1,63%
000.000, 00 0,00%
961.812.256,00 1,62%
100.000,00 0,01%
513.247.472,00 0,92%
333.899.766,00 0,03%
287.134.460,00 0,03%
892.213.246, 00 0,86%
861.471.984,00 7,65%
976.582.426,00 6,46%
696.016.640,00 0,40%
714.309.032,00 0,55%
474.563.886, 00 0,24%
RESUMO DA DESPESA P
Função
Comunicações
Outras Actividades Económicas
Assuntos Económicos Não Especificados
Serviços Públicos Gerais
Órgãos Exec.E Leg., Assun.Finan.E Fiscais, Rel.Exteriores
Órgãos Executivos E Legislativos
Assuntos Financeiros E Fiscais
Relações Exteriores
Serviços Gerais
Investigação Básica
Serviços Gerais Da Administ. Pública Não Especificados
Operações De Dívida Pública
Operações Da Dívida Pública Interna
Operações Da Dívida Pública Externa
OR FUNÇÃO
Valor %
413.195.697,00 0,72%
880. 136.590,00 0,73%
342.749,00 0,01%
480.893.148.362,00 37,40%
777.519.702,00 21,99%
664.498. 112,00 20,09%
235.949.672,00 1,02%
877.071.918,00 0,88%
982.658.181,00 0,83%
587.172,00 0,01%
040.015.163,00 0,48%
885.368.144,00 14,09%
943.501.880, 00 10,20%
941.866.264,00 3,89%
RESUMO DA DES
Província
Total Geral:
Bengo
Benguela
Bié
Cabinda
Estrutura Central
Exterior
Huambo
Huíla
Kuando Kubango
Kuanza Norte
Kuanza Sul
Kunene
Luanda
Lunda Norte
Lunda-Sul
Malanje
Moxico
Namibe
Uíge
Zaire
PESA POR LOCAL
Valor %
959.718.901.471,00 — 100,00%
082. 124.492,00 0,33%
943.740.442,00 1,16%
641.048.230,00 0,57%
572.217.445,00 0,60%
439.583. 190.302,00 86,86%
134.339.797,00 0,51%
918.220.600,00 0,93%
759.077.582,00 0,78%
933.604.516,00 0,33%
020.891.244,00 0,43%
204.820.297,00 0,59%
173.267.990,00 0,51%
518.520.247,00 2,92%
819.098.856,00 0,45%
560.582.710,00 0,37%
199.727.695,00 0,46%
466.086.554,00 0,59%
380.494.612,00 0,36%
581.932.779,00 0,97%
225.915.081,00 0,28%
RESUMO DA DESPESA POR
Programa
Total Geral:
Programa De Difusao E Acção Cultural
Programa De Reestrut. E Modern. Das Forças De Def. E Seg.
Programa De Combate À Degradação Ambiental
Programa De Reforma E Modernização Da Adm. Da Justiça
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Prog .Reab.Const.E Melhor.Das Vias De Comun. Rodoviária
Programa De Prom., Fomento E Desenv. Da Activ. Económica
Prog.De Melhor.E Aum.Da Capacid. Dos Sem. Hospitalares
Programa De Desenv. Do Ensino Primário E Secundário
Programa De Melhoria Da Assistência Social
Actividades Permanentes
Programa De Melhoria Do Serviço Público De Comunic. Social
Programa De Desenv. E Promoção Da Actividade Desportiva
Subprog.Reab.Cont.E Equip.De Infraest..Dos Serv Prisionais
Programa De Desenv. De Sist. De Apoio A Processos Eleitorais
Programa De Exp. Da Capacidade De Prod. De Energia Electrica
Programa Reab.E Melhoria De Infraest. De Apoio Activ. Econom
Programa De Melhoria Da Qual. E Equidade Dos Serv. De Saúde
Subprog.De Reab.Const.E Equip.Inf.Dos Serv.De Bombeiros
Programa De Capacitação Institucional
Programa De Reab. Dos Sistemas Urbanos De Á gua E Saneamento
Programa De Capacitação Dos Rec. Humanos Da Adm. Pública
Subprograma De Capacitação Dos Recursos Humanos
Programa De Melhoria Da Rede De Assistência Social
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Programa Reab.E Cont.Das Infraest.Bás.De Telecomunicações
Programa De Promoção Da Assist. Soc. Aos Alunos Na Escola
Programa De Reforma E Moderniz. Da Gestão Fin. Pública
Programa Nacional De Desminagem
Programa De Fomento Da Actividade Produtiva
Programa De Desenvolvimento Dos Serviços De Saúde
Programa De Combate Às Grandes Endemias
Programa De Melhoria Da Saúde Materno-Infantil
Programa De Luta Contra O Vih/Sida
Programa De Reforma Educativa
Programa De Desenvolvimento Do Sistema De Ensino Especial
Programa De Desenvolvimento Habitacional
Programa De Expansão Dos Serviços Púb.De Comun.Social
Programa De Desenvolvim.Da Cultura, Desporto E Recreação
Programa De Melhoria Dos Serv. Públicos A Nível Municipal
Programa De Melhoria Da Gestão Municipal
Programa Água Para Todos
Prog. De Melhoria Do Sist. Form. Téc. E Prof. E Do Emprego
Reservas
Prog.De Reab.E Const. Das Infraestrutras Económ. Básicas
Programa Angola Jovem
PROGRAMA
Valor 7
959.718.901.471,00 — 100,00%
403.595.744,00 0,06%
450.571.537,00 1,02%
143.034.825,00 0,21%
023.000.000,00 0,03%
647.256.119,00 0,42%
094.629.676,00 6,01%
003.428.256,00 3,41%
472.927.572,00 0,82%
067.501.259,00 0,86%
335.070.334,00 0,16%
731.970.490.865,00 68,99%
992.242.982,00 0,13%
925.800.631,00 0,20%
T784.513.392,00 0,02%
853.429.137,00 0,30%
912.485.293,00 0,20%
000.000,00 0,00%
282.358.309,00 0,18%
000.000,00 0,00%
427.032.983,00 0,19%
600.502.372,00 1,43%
575.086.818,00 0,04%
000.000,00 0,00%
384.815,00 0,01%
310.959.249,00 3,42%
874.011.364,00 0,55%
122.303.515,00 0,13%
405.170.803,00 0,36%
603.422.917,00 0,32%
797.397.371,00 0,12%
440.750,00 0,00%
046.508.281,00 0,20%
T742.337.427,00 0,02%
426.503.485,00 0,06%
635.482.302,00 0,14%
425.588,00 0,00%
691.528.418,00 1,05%
870.551,00 0,00%
290.230.000,00 0,03%
936.903,00 0,01%
694.599.516,00 0,19%
016.140.000,00 0,23%
911.040.286,00 0,05%
889.892.624,00 0,50%
992.241.495,00 1,09%
000.000,00 0,01%
RESUMO DA DESPESA P
Programa
Programa De Reordenamento Dos Transportes Rodoviários
Programa De Reab.Dos Serviços Da Justiça Nas Províncias
Programa De Desenvolv.E Utilização Dos Recursos Hídricos
Programa De Desenvolvimen. Da Marinha Mercante E Fluvial
Prog.De Recuperação E Moderniz. De Infraestrut.Portuárias
Prog.De Recostmção E Desenv.Dos Caminhos-De-Ferro
Prog.De Gestão Dos Recurs.Pesqueiros E Sustentabilidade
Prog.Regul.Dos Usos E Funcionalidades Dos Ecosistemas
Prog.De Reapet.Da Frota Pesq.E Recup Das Infraestruturas
Programa De Controlo Da Qualidade Da Água
Prog.De Implem.Do Sist.Nac.De Ciência E Tecnol.E Inovação
Programa De Garação De Emprego E Rendimento
Programa De Geodesia E Cartografia
Programa De Apoio As Vitimas De Violência
Prog.De Apoio As Questões Do Género E Prom.Da Mulher
Programa De Melhoria Do Ensino Supérior Público
Programa De Promoção Do Ensino À Distância
Programa De Alfabetização E De Recuper.Do Atraso Escolar
Prog.De Reforma E Modernização Dos Registos E Notariado
Programa De Modernização Da Identificação Civil
Prog.De Bols.De Estudo De Ap.Est.Do E.Sup.E Investigadores
Prog.De Recup.E Modemiz.De Infraest.Aer.E Do Transp.Aéreo
Programa De Apoio Ao Sector Privado
Programa De Valorização Do Património Histórico Cultural
Prog.De Exp.Da Capacidade De Transp.De Energia Eléctrica
Prog.De Reforço Cap.Instit. Sist. De Emp.E Form. Profissional
Programa De Criação De Infraestruturas Comerciais
Programa De Investigação E Desenvolvimento
Programa De Apoio E Fomento Da Produção Animal
Programa Nacional Do Ambiente
Programa De Construção E Reab.De Perimetros Irrigados
Programa De Desenvolvim.E Gestão Sust.Dos Rec.Florestais
Programa De Promoção De Pólos A gro-Industriais
Programa De Administração E Gestão De Recursos Minerais
Prog.Reab.E Amp.Das Redes Reg.De Dist. Energ. Eléctrica
Prog.Reab.E Amp.Das Redes Urban.De Dist. Energ Eléctrica
Prog.De Aquis.E Revis.De Grupos Gerad.Diesel-Provincias
Prog.De Electrif. Rural-Des.De Peq. Centrais Hidroeléctricas
Prog.De Electrif. Rural-Des.E Utiliz. De Energias Renováveis
Prog.De Reab.E Dotação De Infraestrut.Do Ensino Superior
Prog.De Form.De Rec.Humanos P/A Ciên,Tecnol.E Inovação
Prog.De Implem.Do Sistem.Nac.De Ciência Tecnol.E Inovação
Prog.De Apoio A Prod.A gricola, Comercial E Exportações
Prog.De Apoio Ao Aum.Da Ofert.E Da Qual.Transp.Rodoviário
Programa De Divulg.E Promoção Do Potencial Turístico
Programa Nac.Integrado De Form.P/O Comércio E Serviços
Programa De Ordenamento Do Território E Urbanismo
OR PROGRAMA
Valor 7
505.161.419,00 0,06%
000.000,00 0,01%
000.000,00 0,00%
517.863.202,00 0,24%
275.275.000,00 0,16%
399.561.255,00 0,36%
082.540.000,00 0,13%
000.000,00 0,01%
270.588.235,00 0,03%
000.000,00 0,01%
200.000,00 0,00%
000.000,00 0,00%
418.000.000,00 0,04%
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,00%
347.252,00 0,02%
000.000,00 0,00%
600.648.882,00 0,07%
473.413.178,00 0,14%
767.187.140,00 0,10%
064.001.608,00 0,13%
449.663.669,00 0,21%
888.250.000,00 0,05%
691.775.000,00 0,07%
031.704.242,00 0,58%
067.733.804,00 0,03%
882.206.997,00 0,53%
000.000,00 0,00%
701.005.050,00 0,04%
833.062.864,00 0,07%
600.000,00 0,01%
000.000,00 0,00%
151.213.541,00 0,08%
000.000,00 0,00%
925.947.454,00 0,55%
497.373.507,00 0,21%
464.908,00 0,01%
573.264.811,00 0,06%
000.000,00 0,01%
562.659.579,00 0,12%
122.300.000,00 0,05%
980.000,00 0,01%
800.693.500,00 0,17%
819.502.045,00 0,53%
029.650,00 0,01%
800.000,00 0,01%
669.490.962,00 0,24%
RESUMO DA DESPES
Programa
Prog.A.Social E F.Prof. Crianças E Adol.Sit. Vulnerabilidade
Programa De Desenvolvim. Rural E Combate À Pobreza
Programa Nacional De Electricidade
Programa Integrado De Combate A Pobreza E Desenvolv.Ru
A POR PROGRAMA
Valor 7
620.942.023,00 0,24%
490.747.017,00 0,34%
400.000,00 0,02%
ral 40.788.517.913,00 1,03%
RESUMO DA DESPESA DO ÓRGÃ
Orgão do Governo / Programa
Total Geral:
Assembleia Nacional
Actividades Permanentes
Gabinete Do Vice-Presidente Da República
Actividades Permanentes
Secretaria De Estado Para O Ensino Superior
Actividades Permanentes
Presidência Da República
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Reestrut. E Modern. Das Forças De Def. E Seg.
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Programa De Desenvolvimento Habitacional
Tribunal Supremo
Actividades Permanentes
Tribunal De Contas
Actividades Permanentes
Programa De Capacitação Institucional
Gabinete Do Primeiro Ministro
Actividades Permanentes
Programa De Desenv. E Promoção Da Actividade Desportiva
Ministério Da Defesa Nacional
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Reestrut. E Modern. Das Forças De Def. E Seg.
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Programa Reab.E Cont.Das Infraest.Bás.De Telecomunicações
Ministério Do Interior
Actividades Permanentes
Programa De Reestrut. E Modern. Das Forças De Def. E Seg.
Subprog.Reab.Cont.E Equip.De Infraest..Dos Serv. Prisionais
Programa De Capacitação Institucional
Subprog.De Reab.Const.E Equip.Inf.Dos Serv.De Bombeiros
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Programa De Desenvolvimento Habitacional
Ministério Das Relações Exteriores
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
O POR PROGRAMA
Valor %
959.718.901.471,00 100,00%
666.360.471,00 0,47%
666.360.471,00 0,47%
368.118,00 0,02%
368.118,00 0,02%
004.642,00 0,02%
004.642,00 0,02%
485.425.237,00 1,45%
648. 164.437,00 1,10%
379.500,00 0,01%
377.881.300,00 0,34%
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,00%
353.497,00 0,02%
353.497,00 0,02%
552.975.581,00 0,04%
385.581,00 0,02%
590.000,00 0,02%
346.234.996,00 0,19%
303.834.996,00 0,06%
042.400.000,00 0,13%
356.799.634,00 8,44%
461.809.365,00 8,07%
000.000,00 0,00%
360.110.526,00 0,26%
000.000,00 0,01%
797.879.743,00 0,10%
484.212.644,00 4,96%
690.130.972,00 4,69%
440.250.480,00 0,19%
513.392,00 0,02%
397.317.800,00 0,04%
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,02%
000.000,00 0,01%
666.243.447,00 0,57%
621.243.447,00 0,57%
000.000,00 0,00%
RESUMO DA DESPESA DO ÓRGÃO P
Orgão do Governo / Programa
Ministério Da Justiça
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Reforma E Modernização Da Adm. Da Justiça
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Prog.De Reforma E Modernização Dos Registos E Notariado
Programa De Desenvolvimen. Da Marinha Mercante E Fluvial
Programa De Modernização Da Identificação Civil
Programa De Reab.Dos Serviços Da Justiça Nas Províncias
Ministério Da Administração Do Território
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Desenv. De Sist. De Apoio A Processos Eleitorais
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Programa Reab.E Cont.Das Infraest.Bás.De Telecomunicações
Ministério Do Planeamento
Actividades Permanentes
Prog.De Melhor.E Aum.Da Capacid. Dos Serv. Hospitalares
Programa De Desenv. Do Ensino Primário E Secundário
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Melhoria Da Assistência Social
Programa De Capacitação Institucional
Programa De Reab. Dos Sistemas Urbanos De Água E Saneamento
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Prog.De Apoio A Prod.Agricola, Comercial E Exportações
Prog.De Implem.Do Sistem .Nac.De Ciência Tecnol.E Inovação
Ministério Das Finanças
Actividades Permanentes
Programa De Prom., Fomento E Desenv. Da Activ. Económica
Programa De Capacitação Institucional
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Programa De Reforma E Moderniz. Da Gestão Fin. Pública
Programa De Melhoria Da Gestão Municipal
Ministério Da Agricultura E Desenvolvimento Rural E Pescas
Actividades Permanentes
Programa De Prom., Fomento E Desenv. Da Activ. Económica
OR PROGRAMA
Valor %
882.506.056,00 0,63%
673.800.738,00 0,27%
000.000,00 0,00%
023.000.000,00 0,03%
000.000,00 0,02%
473.413.178,00 0,14%
835.105.000,00 0,07%
767.187.140,00 0,10%
000.000,00 0,01%
873.673.028,00 0,40%
565.244.836,00 0,09%
000.000,00 0,00%
853.429.137,00 0,30%
716.613,00 0,01%
282.442,00 0,00%
814.932.301,00 0,50%
010.776.944,00 0,08%
651.307,00 0,02%
256.575.749,00 0,03%
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,00%
769.033,00 0,01%
000.000,00 0,01%
563.159.268,00 0,34%
000.000,00 0,01%
000.000,00 0,01%
207.032.659,00 3,84%
701.424.314,00 0,22%
653.248.831,00 3,20%
837.500,00 0,00%
820.935,00 0,02%
331.101.563,00 0,21%
694.599.516,00 0,19%
342.016.076,00 1,04%
625.141.764,00 0,19%
183.374,00 0,02%
RESUMO DA DESPESA DO ÓRGÃO
Orgão do Governo / Programa
Programa De Exp. Da Capacidade De Prod. De Energia Electrica
Programa De Fomento Da Actividade Produtiva
Programa De Combate Às Grandes Endemias
Prog.De Apoio A Prod.Agricola, Comercial E Exportações
Prog.De Gestão Dos Recurs. Pesqueiros E Sustentabilidade
Prog.De Reapet.Da Frota Pesq.E Recup Das Infraestruturas
Prog.Regul.Dos Usos E Funcionalidades Dos Ecosistemas
Programa De Apoio Ao Sector Privado
Programa De Apoio E Fomento Da Produção Animal
Programa De Construção E Reab.De Perimetros Irrigados
Programa De Desenvolvim. Rural E Combate À Pobreza
Programa De Desenvolvim.E Gestão Sust.Dos Rec.Florestais
Programa De Promoção De Pólos Agro-Industriais
Ministério Da Admin.Púb.Emprego E Segurança Social
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Melhoria Dos Serv. Públicos A Nível Municipal
Prog. De Melhoria Do Sist. Form. Téc. E Prof. E Do Emprego
Ministério Da Assistência E Reinserção Social
Actividades Permanentes
Programa De Melhoria Da Assistência Social
Programa Nacional De Desminagem
Prog.A .Social E F. Prof. Crianças E Adol.Sit. Vulnerabilidade
Ministério Das Obras Públicas
Actividades Permanentes
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Ministério Dos Petróleos
Actividades Permanentes
Programa De Prom., Fomento E Desenv. Da Activ. Económica
Ministério Da Comunicação Social
Actividades Permanentes
Programa De Melhoria Do Serviço Público De Comunic. Social
Programa De Capacitação Institucional
Prog. De Melhoria Do Sist. Form. Téc. E Prof. E Do Emprego
Ministério Do Comércio
Actividades Permanentes
POR PROGRAMA
Valor %
163.567.363,00 0,03%
837.064.822,00 0,07%
336.251,00 0,01%
452.377.500,00 0,16%
037.400.000,00 0,13%
270.588.235,00 0,03%
000.000,00 0,01%
000.000,00 0,00%
495.595.050,00 0,04%
600.000,00 0,01%
414.512.176,00 0,31%
000.000,00 0,00%
649.541,00 0,02%
387.922.282,00 2,03%
609.275.180,00 1,99%
626.014.702,00 0,04%
936.903,00 0,00%
695.497,00 0,00%
305.716.502,00 0,69%
860.414.533,00 0,07%
023.405.535,00 0,13%
956.323.419,00 0,28%
465.573.015,00 0,21%
343.779,00 0,01%
199,444.943,00 0,01%
898.836,00 0,00%
121.469.000,00 0,03%
598.351,00 0,01%
870.649,00 0,02%
512.952.005,00 0,24%
184.160.416,00 0,11%
946.738.982,00 0,12%
052.607,00 0,00%
000.000,00 0,01%
245.751.700,00 0,03%
951.700,00 0,02%
RESUMO DA DESPESA DO ÓRGÃ
Orgão do Governo / Programa
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa Reab. E Construção Das Infraest. Administrativas
Programa Nac.Integrado De Form.P/O Comércio E Serviços
Ministério Dos Transportes
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Capacitação Dos Rec. Humanos Da Adm. Pública
Subprograma De Capacitação Dos Recursos Humanos
Prog.De Apoio Ao Aum.Da Ofert.E Da Qual.Transp.Rodoviário
Prog.De Recostrução E Desenv.Dos Caminhos -De-Ferro
Prog.De Recup.E Moderniz .De Infraest.Aer.E Do Transp.Aéreo
Prog.De Recuperação E Moderniz. De Infraestrut.Portuárias
Programa De Desenvolvimen. Da Marinha Mercante E Fluvial
Programa De Reordenamento Dos Transportes Rodoviários
Ministério Da Hotelaria E Turismo
Actividades Permanentes
Programa De Divulg.E Promoção Do Potencial Turístico
Ministério Da Geologia E Minas E Da Indústria
Actividades Permanentes
Programa De Desenv. Do Ensino Primário E Secundário
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Prom., Fomento E Desenv. Da Activ. Económica
Programa De Capacitação Institucional
Programa De Fomento Da Actividade Produtiva
Prog. De Melhoria Do Sist. Form. Téc. E Prof. E Do Emprego
Programa De Administração E Gestão De Recursos Minerais
Programa De Apoio Ao Sector Privado
Ministério Da Juventude E Desportos
Actividades Permanentes
Programa De Desenv. E Promoção Da Actividade Desportiva
Programa De Capacitação Institucional
Programa Angola Jovem
Ministério Da Saúde
Actividades Permanentes
Prog.De Melhor.E Aum.Da Capacid. Dos Serv. Hospitalares
Programa De Melhoria Da Qual. E Equidade Dos Serv. De Saúd
O POR PROGRAMA
Valor %
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,00%
800.000,00 0,01%
524.867.504,00 1,30%
548.816.394,00 0,09%
,187.400.000,00 0,11%
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,00%
514.392.984,00 0,19%
399.561.255,00 0,36%
163.663.669,00 0,21%
275.275.000,00 0,16%
682.758.202,00 0,17%
000.000,00 0,02%
251.565,00 0,02%
221.915,00 0,02%
029.650,00 0,01%
012.241.967,00 0,40%
209.130.739,00 0,03%
132.917.373,00 0,33%
250.000,00 0,01%
608.066,00 0,01%
673.289,00 0,00%
000.000,00 0,00%
662.500,00 0,01%
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,02%
583.458.724,00 0,07%
452.184.566,00 0,04%
229.158,00 0,02%
545.000,00 0,00%
500.000,00 0,01%
103.240.385,00 1,29%
383.031.110,00 0,54%
280.518.203,00 0,34%
e 4,401.398.833,00 0,11%
RESUMO DA DESPESA DO ÓRGÃO P
Orgão do Governo / Programa
Programa De Capacitação Dos Rec. Humanos Da Adm. Pública
Programa De Capacitação Institucional
Programa De Combate Às Grandes Endemias
Programa De Luta Contra O Vih/Sida
Programa De Melhoria Da Saúde Materno-Infantil
Ministério Do Ensino Superior E Ciência E Tecnologia
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Fomento Da Actividade Produtiva
Prog.De Bols.De Estudo De Ap.Est.Do E.Sup.E Investigadores
Prog.De Implem.Do Sist.Nac.De Ciência E Tecnol.E Inovação
Prog.De Implem.Do Sistem .Nac.De Ciência Tecnol.E Inovação
Prog.De Reab.E Dotação De Infraestrut. Do Ensino Superior
Programa De Melhoria Do Ensino Supérior Público
Programa De Promoção Do Ensino À Distância
Minist. Das Telecomunicações E Tecnologias De Informação
Actividades Permanentes
Programa De Fortalecimento Da Estrutura Organiz. Do Estado
Programa De Capacitação Dos Rec. Humanos Da Adm. Pública
Programa Reab.E Cont.Das Infraest.Bás.De Telecomunicações
Prog. De Melhoria Do Sist. Form. Téc. E Prof. E Do Emprego
Prog.De Form.De Rec.Humanos P/A Ciên, Tecnol.E Inovação
Prog.De Implem.Do Sist.Nac.De Ciência E Tecnol.E Inovação
Prog.De Implem.Do Sistem .Nac.De Ciência Tecnol.E Inovação
Prog.De Reab.E Dotação De Infraestrut. Do Ensino Superior
Ministério Dos Antig.Comb.E V.Da Pátria
Actividades Permanentes
Programa De Desenvolvimento Habitacional
Ministério Da Energia E Das Aguas
Actividades Permanentes
Programa De Prom., Fomento E Desenv. Da Activ. Económica
Programa De Exp. Da Capacidade De Prod. De Energia Electrica
Programa De Capacitação Institucional
Programa De Reab. Dos Sistemas Urbanos De Água E Saneamento
Programa Água Para Todos
Prog. De Melhoria Do Sist. Form. Téc. E Prof. E Do Emprego
OR PROGRAMA
Valor %
744.418,00 0,00%
427.180.112,00 0,04%
447.836.679,00 0,19%
377.434.091,00 0,06%
096.939,00 0,02%
496.896.298,00 0,59%
317.240.616,00 0,44%
046.058,00 0,00%
628.016,00 0,00%
064.001.608,00 0,13%
000.000,00 0,00%
980.000,00 0,00%
000.000,00 0,01%
000.000,00 0,02%
000.000,00 0,00%
021.591.669,00 0,73%
602.324.648,00 0,04%
619.803.802,00 0,14%
480.000,00 0,01%
859.247.501,00 0,45%
973.538,00 0,00%
122.300.000,00 0,05%
200.000,00 0,00%
000.000,00 0,01%
262.180,00 0,02%
803.260,00 0,02%
803.260,00 0,01%
000.000,00 0,01%
134.768.757,00 2,35%
510.580.411,00 0,04%
220.542,00 0,00%
064.082.941,00 0,10%
521.141.917,00 0,04%
059.341.465,00 0,71%
520.000.000,00 0,09%
681.740,00 0,00%
