Preâmbulo
Lei n.º 26/10
de 28 de Dezembro
O Orçamento Geral do Estado é o principal instrumento
da política económica e financeira que, expresso em termos
de valores, para um período de tempo definido, demonstra o
programa de operações do Executivo e as fontes de financiamento desse programa.
A Assembleia Nacional aprova, por mandato do povo, nos
termos das disposições combinadas da alínea e) do artigo 161º
e da alínea d) do n.º 2 do artigo 166., ambos da Constituição
da República de Angola, a seguinte lei:
LEI DO ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO
PARA O EXERCICIO ECONOMICO DE 2011
CAPÍTULO |
Constituição do Orçamento
Artigo 1.º#
Composição do Orçamento
A presente lei aprova a estimativa da receita e a fixação
da despesa do Orçamento Geral do Estado para o exercício
económico de 2011, doravante designado Orçamento Geral
do Estado/2011, para vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2011.
mbro de 2010 I Série — N.º 246
Preço deste número — Kz: 2 815,00
URAS O preço de cada linha publicada nos Diários
Ano | da República 1º e 2º séries é de Kz: 75,00 e para a
.. Kz: 40027500] 3º série Kz: 95,00, acrescido do respectivo
... Kz:23625000| imposto do selo, dependendo a publicação da
e. Kz: 12350000] 3ºsérie de depósito prévio a efectuar na Tesouraria
.. Kz: 9570000] dalImprensa Nacional — E.P.
O Orçamento Geral do Estado/2011 comporta receitas
estimadas em Kz: 4 172 417 663 145.00 (quatro triliões,
cento e setenta e dois biliões, quatrocentos e dezassete milhões,
seiscentos e sessenta e três mil, cento e quarenta e cinco
Kwanzas) e despesas fixadas em igual montante, para o
mesmo período.
O Orçamento Geral do Estado/2011 é integrado pelos
orçamentos dos Órgãos de Soberania, dos órgãos da Administração Central e Local do Estado, dos Institutos Públicos,
dos Serviços e Fundos Autónomos e pelos subsídios e transferências a realizar para as Empresas Públicas e as Instituições de Utilidade Pública.
O Executivo é autorizado, durante o exercício económico de 2011, a cobrar os impostos, as taxas e as contribuições previstos nos códigos e demais legislação em vigor.
As receitas provenientes de doações em espécie e de
bens e serviços, integram, obrigatoriamente, o Orçamento
Geral do Estado/2011.
Artigo 2.º#
Peças integrantes
Integram o Orçamento Geral do Estado/2011,0os quadros
orçamentais seguintes:
resumo da receita por natureza económica;
resumo da receita por fonte de recursos;
resumo da receita da unidade orçamental por natureza económica;
resumo da despesa por natureza económica;
resumo da despesa por função;
resumo da despesa por local;
£) resumo da despesa por programa;
resumo da despesa do órgão por função:
resumo da despesa do órgão por programa;
resumo das despesas de funcionamento do órgão por
unidade orçamental;
resumo do programa de investimentos públicos do
órgão por unidade orçamental;
[) distribuição do programa de investimentos públicos
pelo território nacional;
resumo da despesa do órgão por unidade orçamental por categoria económica; e
resumo da despesa do órgão por unidade orçamental e órgão dependente.
CAPÍTULO II
Ajustes Orçamentais
Artigo 3.º#
Regras básicas
Para a execução do Orçamento Geral do Estado/2011,
durante o exercício económico de 2011,0o Executivo é autorizado a:
fixar o limite anual de cabimentação da despesa
com os projectos de investimentos públicos, com
base na programação financeira;
fixar o limite trimestral de cabimentação da despesa, com base na previsão de receitas da programação financeira;
proceder aos ajustes, sempre que necessário, dos
valores inseridos nas peças constantes do artigo 2.º
da presente lei, com vista à plena execução das
regras orçamentais, mormente a unicidade e a
universalidade;
ajustar o orçamento para suplementar despesas
autorizadas quando ocorram variações de receitas, por alteração da taxa de câmbio utilizada;
ajustar o orçamento para suplementar despesas
necessárias para a utilização de desembolsos correspondentes a doações não previstas.
CAPÍTULO III
Operações de Crédito
Artigo 4.º#
Financiamentos
O Executivo é autorizado a contrair empréstimos e a
realizar outras operações de créditos no mercado interno e
externo, para fazer face às necessidades de financiamento
decorrentes dos investimentos públicos e da amortização da
dívida pública, previstos no Orçamento Geral do Estado/2011,
O Executivo é autorizado a emitir títulos do tesouro
nacional e a contrair empréstimos internos de instituições
financeiras, para socorrer as necessidades de tesouraria, de
acordo com os montantes a propor pelo Ministro das Finanças, a reembolsar durante o exercício fiscal.
Os encargos a assumir com os empréstimos referidos
no número anterior não podem ser mais gravosos do que os
praticados no mercado, em matéria de prazos, de taxas de
Juro e demais custos.
Artigo 5.º#
Gestão da dívida pública
O Executivo deve tomar as medidas adequadas à eficiente
gestão da dívida pública, ficando, para o efeito, autorizado a
adoptar medidas conducentes a:
conceder garantias do Estado a operadores económicos nacionais que desenvolvam projectos de
significativa importância para a implementação
dos objectivos constantes do Plano Nacional e do
Orçamento Geral do Estado/2011;
reforçar as dotações orçamentais, para amortização
do capital e juros, caso seja necessário;
pagar antecipadamente, total ou parcialmente, a
dívida já contraída, sempre que os benefícios o
justifiquem;
contratar novas operações destinadas ao pagamento
antecipado ou à transferência das responsabilidades da dívida, sempre que os benefícios o justifiquem;
renegociar as condições da dívida com garantias
reais, para possibilitar uma reprogramação do
serviço da dívida com prestações fixas e a rentabilização das garantias afectas.
CAPÍTULO IV
Consignação de Receitas
ARTIGO 6/º
(Reserva financeira estratégica petrolífera
para infra-estruturas de base)
Para garantir o financiamento de projectos de investimento em infra-estruturas de base, inscritos no Orçamento
Geral do Estado/2011, é criada a reserva financeira estratégica petrolífera para infra-estruturas de base.
Constituem fontes de financiamento da reserva referida no n.º 1 do presente artigo a receita resultante dos direitos patrimoniais do Estado nas concessões petrolíferas.
A gestão da reserva financeira estratégica para infra-
-estruturas de base compete ao Presidente da República,
enquanto titular do Poder Executivo.
Pela reserva financeira estratégica petrolífera para
infra-estruturas de base, podem ser pagos apenas os projectos de infra-estruturas de base que integram o programa de
investimentos públicos, devidamente inscritos no Orçamento
Geral do Estado/2011.
Artigo 7.º#
(Afectação às províncias de receitas fiscais referentes
à exploração petrolífera)
São afectadas à Província de Cabinda, para financiar o
Orçamento do Governo Provincial e das Administrações
Municipais para o exercício económico de 2011, as receitas
fiscais referentes à exploração petrolífera realizada no respectivo território, no valor de Kz: 12.929 .700.000 00 (doze
biliões, novecentos e vinte e nove milhões e setecentos mil
Kwanzas).
São afectadas à Província do Zaire, para financiar o
Orçamento do Governo Provincial e das Administrações
Municipais para o exercício económico de 2011, as receitas
fiscais referentes à exploração petrolífera realizada no respectivo território, no valor de Kz: 4.935.000.000,00 (quatro
biliões e novecentos e trinta e cinco milhões de Kwanzas).
As quotas financeiras das receitas fiscais referidas nos
n.º 1 e 2 do presente artigo são disponibilizadas de forma
duodecimal e assim inscritas nos respectivos planos de caixa,
pelo Ministério das Finanças.
CAPÍTULO V
Disciplina Orçamental
Artigo 8.º#
Execução orçamental
Os órgãos da Administração Central e Local do Estado,
incluindo os órgãos de soberania dependentes do Orçamento
Geral do Estado, devem observar, rigorosamente, os critérios
de gestão em vigor, por forma a que seja assegurada, cada
vez mais, a racional aplicação dos recursos públicos disponíveis.
Nenhuma despesa pode ser autorizada ou paga sem que
cumulativamente:
o factor gerador da obrigação de despesa respeite as
normas legais aplicáveis;
10 4439
a despesa disponha de inscrição orçamental, tenha
cabimento na programação financeira, esteja adequadamente classificada e satisfaça o princípio
da economia, de eficiência e de eficácia.
E vedada a realização de despesas, o início de obras, a
celebração de contratos administrativos ou a requisição de
bens sem prévia cabimentação, observando o limite para
cabimentação estabelecida na programação financeira ou em
montante que exceda o limite dos créditos orçamentais autorizados.
Não é permitida a aprovação de quaisquer regimes
remuneratórios indexados à moeda externa e deve ser salvaguardado o reajustamento do salário nominal, de forma a preservar o seu valor real.
Não é permitida a realização de despesas variáveis com
valores indexados à moeda extema.
Qualquer encargo em moeda externa apenas pode ser
assumido desde que o mesmo tenha como base, um contrato
resultante de concurso público internacional ou decisão do
Presidente da República, enquanto titular do Poder Executivo, celebrado com entidade não residente cambial.
Os fornecedores de bens ou os prestadores de serviços
devem exigir, dos respectivos ordenadores da despesa, a
competente via da nota de cabimentação da despesa.
O incumprimento do disposto nos n.º 2,3,4,5 e 6 do
presente artigo, não vincula o Estado à obrigação de pagamento.
A eventual necessidade de actualização do valor da despesa realizada é feita por aplicação da Unidade de Correcção
Fiscal (U. C. F.) que vigore no período em que se efectue o
pagamento.
A admissão de novos funcionários para a Administração Central e Local do Estado, deve ser feita, nos termos do
Decreto-Lei n.º 5/02, de 1 de Fevereiro, devendo ocorrer apenas no primeiro semestre.
As doações que sejam recebidas no decorrer do ano
fiscal, não previstas no Orçamento Geral do Estado/2011,
devem ser informadas ao Ministro das Finanças de modo a
que sejam incorporadas no orçamento, com vista a garantir o
princípio orçamental da universalidade.
A emissão de garantias a favor de terceiros, pelos Institutos Públicos, Serviços e Fundos Autónomos, carece de
prévia autorização do Ministro das Finanças, mediante parecer favorável do Ministro de Tutela.
As despesas especiais de segurança interna e externa
de protecção do Estado, constantes do Orçamento Geral do
Estado, estão sujeitas a um regime especial de execução e
controle orçamental, de acordo com o que venha a ser estabelecido pelo Executivo.
Os órgãos da Administração Central e Local do Estado
devem enviar, aos Ministérios das Finanças e do Planeamento, os elementos necessários à avaliação da execução das
despesas incluídas no Programa de Investimentos Públicos.
A inobservância do disposto nos números anteriores
faz incorrer os seus autores em responsabilidade política, disciplinar, civil e criminal, nos termos da lei.
Artigo 9.º#
Fiscalização preventiva
A fiscalização preventiva é exercida através do visto, da
sua recusa ou da declaração de conformidade.
As Unidades Orçamentais devem submeter, ao Tribunal de Contas, para efeitos de fiscalização preventiva, os contratos de qualquer natureza, de valor igual ou superior a
Kz: 91.000.000 00 (noventa e um milhões de Kwanzas).
Artigo 10.º#
Receitas petrolíferas
A receita tributária petrolífera que venha a ser amrrecadada em excesso sobre o preço médio de exportação do barril de petróleo bruto de USD 68,00 (sessenta e oito dólares)
em decorrência de um preço efectivo superior àquele é contabilizada em conta de Reserva do Tesouro Nacional.
O recurso aos fundos da Reserva do Tesouro Nacional,
constituídos nos termos do n.º 1 do presente artigo, por razões
justificadas, para a cobertura de despesas constantes do Orçamento Geral do Estado/2011, fica condicionado à autorização
expressa do Presidente da República, enquanto titular do
Poder Executivo.
Artigo 11.º#
Despesas e fundos especiais
Ficam sujeitos a um regime especial e de cobertura,
execução e prestação de contas as despesas especiais, afectas
aos órgãos de soberania e serviços públicos que realizam as
funções de segurança interna e externa do Estado, integrados
no Sistema Nacional de Segurança, em termos que assegure
o carácter reservado ou secreto destas funções e o interesse
público, com eficácia, prontidão e eficiência.
São inscritos no Orçamento Geral do Estado/2011 créditos orçamentais que permitam a criação de fundos financeiros especiais, a funcionarem como reserva estratégica do
Estado, para a execução das despesas referidas no n.º 1 do
presente artigo.
A forma de utilização e de prestação de contas dos
fundos financeiros especiais é regulamentada pelo Presidente
da República, enquanto titular do Poder Executivo.
Artigo 12.º#
Publicidade orçamental
O Ministério das Finanças deve dar publicidade, trimestralmente, do resultado da execução do Orçamento Geral
do Estado/2011, devendo para o efeito, regulamentar os respectivos modelos demonstrativos e a forma de divulgação
dos dados referentes aos órgãos da Administração Central e
Local do Estado, Institutos Públicos, Serviços e Fundos
Autónomos e Empresas Públicas.
As informações relativas a cada trimestre do exercício
económico devem ser publicadas no prazo máximo de
sessenta dias após o encerramento do trimestre.
Para atender ao disposto no n.º 1 do presente artigo os
Institutos Públicos, os Serviços e Fundos Autónomos e as
Empresas Públicas devem remeter, trimestralmente, ao
Ministério das Finanças, os elementos de avaliação periódica, à luz das instruções para a execução do Orçamento
Geral do Estado a aprovar pelo Executivo.
Artigo 13.º#
Prestação de contas
O Executivo deve apresentar, à Assembleia Nacional, o
balanço da execução do Orçamento Geral do Estado/2011,
nos termos do disposto nos artigos 58.º e 63.º, ambos da
Lei n.º 15/10, de 14 de Julho — Lei-Quadro do Orçamento
Geral do Estado, e uma informação sobre as alterações e
actualizações que efectue, nos termos do disposto nos artigos 3.º e 7º da presente lei.
CAPÍTULO VI
Disposições Finais e Transitórias
Artigo 14.º#
Revisão orçamental
Sob proposta fundamentada do Executivo, o Orçamento
Geral do Estado/2011, pode ser objecto de revisão e aprovação pela Assembleia Nacional.
Artigo 15.º#
Dúvidas e omissões
As dúvidas e as omissões que se suscitem da interpretação e aplicação da presente lei são resolvidas pela Assembleia Nacional.
Artigo 16.º#
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor a partir de 1 de Janeiro
de 2011.
Vista e aprovada pela Assembleia Nacional, em Luanda,
aos 14 de Dezembro de 2010.
O Presidente da Assembleia Nacional, António Paulo
Kassoma.
Promulgada aos 28 de Dezembro de 2010.
Publique-se.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS .
Relatório de Fundamentação:
Sumário Executivo:
O Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano de
2011 foi preparado num ambiente de recuperação dos efeitos
da crise financeira que se abateu sobre a economia mundial
em 2008/2009. Os indicadores continuam a mostrar que os
países têm alcançado taxas de crescimento modestas mas
estáveis. Com a Economia Nacional não tem sido diferente;
ao longo do primeiro semestre de 2010, os sectores apresentaram já sinais de recuperação da sua actividade económica,
embora tímidos, depois do conturbado ano de 2009. Apesar
dos constrangimentos — como o atraso nalguns pagamentos e
a contracção no crédito à economia — nota-se que os piores
momentos da crise ficaram ultrapassados. Assim, antecipa-
-se que em 2011 a economia nacional se desenvolva num
contexto totalmente diferente daqueles que foram os dois
últimos anos, onde se verificou:
Redução do valor dos activos nacionais — sobretudo
financeiros:
Redução das receitas petrolíferas e diamantíferas, como
consequência da redução dos respectivos preços de exportação, primeiro, e da consequente redução da produção, como
efeito de segunda ordem;
10 4441
Ressentimento dos sectores petrolífero e diamantífero
no seu nível de actividade, investimentos, rentabilidade e
emprego;
Pressão sobre as reservas cambiais do País face à redução do influxo de divisas;
Redução dos custos das importações, mas com apreciação cambial expressiva.
A presente proposta do OGE 2011 está sustentada
numa visão mais promissora da economia nacional, com a
tendência de reversão em relação ao exercício económico
anterior. Assim, a proposta comporta: (1) uma projecção da
receita petrolífera face ao comportamento do preço médio;
(ii) a fixação da despesa financiável tendente à prossecução
dos objectivos de crescimento de curto e médio prazos; e (iii)
a projecção das fontes e operações de financiamento, tendo
em conta o nível do défice apurado e um serviço da dívida
sustentável.
No âmbito do Quadro Geral de enquadramento da proposta orçamental, o Estado assume um papel mais activo
como coordenador do processo de desenvolvimento. Assim,
os principais objectivos prioritários para 2011 são os
seguintes:
Promover a unidade e a coesão nacional e a consolidação da democracia e suas instituições:
Garantir um ritmo elevado e sustentado de desenvolvimento económico, com estabilidade, transformação e diversificação das estruturas económicas:;
Melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento
humano dos angolanos:
Estimular o sector privado e o empresariado nacional; e
Reforçar a inserção competitiva de Angola no contexto internacional.
Assim, as projecções económicas apontam para um
crescimento real do PIB, a preços de mercado, de 7 6%, de
acordo com os pressupostos de melhoria no sector petrolífero
(preço médio do crude em US$ 68 e produção de 1,901 milhões barris/dia) e dos demais sectores produtivos internos.
O OGE 2011 foi ainda elaborado tendo em atenção as
várias políticas do Executivo, como as que visam a prossecução do crescimento económico e a manutenção da estabilidade, nos termos que se resume:
— Política macroeconómica: envolvendo as políticas de:
Rendimentos e Preços: a qual consiste em promover
o desenvolvimento sustentado, com uma distribuição mais equitativa da actividade económica
no território nacional e com o foco na expansão
das oportunidades de emprego. Assim, as medidas propostas são de combate às práticas de
monopólio e de outras práticas que tenham
reflexo na elevação de preços de bens e serviços,
em particular de alimentos da dieta básica da
população.
Fiscal: que terá por prioridade o melhor equilíbrio
e maior controlo das contas do Governo, com
vista à recuperação da capacidade de investimento do Estado. Do lado da melhoria das receitas do Estado, prevê-se a continuidade das acções
Já iniciadas em 2010 para a Reforma Tributária.
Monetária e Cambial: que, para além do grande
objectivo de contenção da inflação, as medidas
de política no âmbito monetário e cambial, visarão, igualmente — tendo em conta que o ano de
2011 será um ano de consolidação da retoma da
actividade económica — a criação de condições
para a retoma dos investimentos do sector privado.
— Políticas Sectoriais:
Política para o sector social: Com as políticas sociais
propostas, o Executivo pretende atingir uma vasta gama de
objectivos concorrentes para a redução da pobreza e a
melhoria das condições de vida das populações. Estes objectivos fazem parte da Estratégia de Combate à Pobreza, que no
momento está a ser implementada no contexto de diferentes
programas do Executivo. Enumera-se a seguir as acções mais
relevantes:
Educação: O Executivo considera que o conhecimento, a experiência, o grau de instrução, o
mérito e o talento devem ser a base do modelo
de desenvolvimento sustentável desejado, sendo
importante o papel do Estado, investindo e subsidiando a formação do capital humano do País.
Saúde: A Política Nacional de Saúde está consubstanciada na implementação de 4 orientações
estratégicas fundamentais: (1) a reestruturação do
Sistema Nacional de Saúde, (ii) a redução da
mortalidade materna, infantil e infanto-juvenil,
bem como da morbilidade e mortalidade por
doenças prioritárias do quadro nosológico nacional, (iii) a promoção e preservação de um contexto geral e de um ambiente propícios à saúde e
(iv) a capacitação dos indivíduos, das famílias e
das comunidades para a promoção e protecção da
saúde.
Juventude e Desportos: O papel que está reservado
à juventude e ao desporto é dos mais significativos. As iniciativas desenvolvidas pelo sector são
na verdade estratégias de integração na vida
social do País. A assistência à juventude e a promoção do desporto remetem à valorização dos
conceitos como a consciência política, o espírito
empreendedor, a sensibilidade social, o respeito
às regras, o espírito de vencedor e o esforço de
equipa.
Assistência e reinserção social: O desempenho da
reinserção social deverá concorrer para assegurar que a acção da Assistência contribua efectivamente para a redução da pobreza, promovendo
um conjunto de intervenções articuladas, integradas e direccionadas para a prevenção, mitigação e gestão do risco social e que promovam a
integração social das famílias e/ou pessoas mais
vulneráveis à exclusão, evitando assim maior
dependência do Estado.
Antigos combatentes e veteranos da pátria: As
acções neste domínio são no sentido de que a
sociedade, como um todo, possa ver traduzidos
os seus desejos de reconhecimento àqueles que
tiveram um papel de destaque na defesa dos
ideais democráticos. Para além da assistência aos
antigos combatentes, no que for necessário,
dever-se-á promover a reintegração.
Cultura: Do sector espera-se que incentive a
endogeneização de práticas, valores, atitudes e
princípios capazes de concorrer para a preservação, consolidação e promoção da identidade cultural do País, nas suas diversas formas. Esta
orientação, emanada do Plano Nacional, reflecte
a prática de um conceito fundamental, a Angolanidade. É de se destacar ainda que os valores culturais não são apenas uma expressão da soberania
nacional, mas exercem papel como factor de coesão, ingrediente de grande peso no processo de
desenvolvimento.
Política para a Economia Real: Os objectivos definidos para as áreas económicas decorrem dos objectivos gerais
definidos pelo Executivo e das propostas contidas no Plano
de Desenvolvimento 2009/2012:
Agricultura: O sector agro-pecuário é de fundamental importância para a vida económica e
social do País. Assim sendo, é urgente assegurar
a reabilitação da agricultura através da estabilização das populações no meio rural e a criação de
melhores condições de vida no campo. Tal
melhoria irá concorrer para aumentar a produção
e a produtividade da agricultura nacional, a promoção da auto-suficiência e da segurança alimentar, o desenvolvimento da agro-indústria e da
exportação dos produtos agrícolas.
Pescas: As pescas continuam a ser um sector
importante para a melhoria da qualidade de vida
do povo angolano, para o aumento da segurança,
estabilidade e bem-estar das populações e, por
conseguinte, para o combate à fome e a erradicação da pobreza extrema. A estratégia do Executivo para o sector assenta na definição de um
regime de exploração responsável no que respeita
aos recursos vivos aquáticos — tanto através da
captura como mediante o emprego de técnicas de
cultura — e na inovação tecnológica, conciliando
as limitações de ordem biológica e ecológica do
potencial produtivo das águas angolanas (marinhas e continentais).
Petróleo: O petróleo continua a ser o principal produto de exportação e a principal fonte de receitas
do país. À produção de petróleo assume carácter
estratégico, devendo garantir a geração de recursos financeiros necessários à reconstrução e
modernização do país. Entretanto, é necessário
agregar-se à exploração petrolífera o aproveitamento e exploração do gás que, face à crescente
procura mundial de recursos energéticos, constitui também um recurso estratégico.
Geologia e Minas: A exploração mineira deverá
contribuir para a sustentabilidade do desenvolvimento de Angola, partindo de uma estratégia
racional e responsável de apropriação dos recursos minerais, financiando parte da desenclavização da economia, com apoio à diversificação e
do surgimento de novas actividades valorizadoras dos recursos minerais e humanos do País.
Indústria Transformadora: As linhas mestras do
sector industrial em Angola assentam num
modelo centrado na implantação de indústrias
modernas e competitivas que valorizem o potencial de recursos do País, acrescentando sobre
estes um elevado valor, o que implica o estabelecimento de indústrias tanto para substituição de
importações como para a exportação. Esse processo está a ser feito através da recuperação e
desenvolvimento das actividades produtivas,
recuperação e criação de infra-estruturas materiais, reconstituição e ampliação do capital
humano, desenvolvimento tecnológico e enquadramento e reforço do sector privado e institucional do Estado.
10 4443
Comércio: A política comercial adoptada pelo Executivo tem como substrato a substituição das
importações e a promoção das exportações. Destaca-se a estruturação do mercado intemo de bens
e serviços, a racionalização de circuitos de distribuição e a promoção da formalização do
comércio informal e precário, e desenvolvimento
do comércio rural.
Energia: Neste sector continuarão a ser realizadas
acções que induzam o uso eficiente da energia,
bem como o recurso cada vez maior a fontes de
energia não poluentes e que não prejudiquem o
ambiente, nomeadamente a energia hidroeléctrica, a energia solar, a energia eólica e os biocombustíveis. Do lado da oferta, as acções do
Executivo estão direccionadas no sentido de
aumentar a oferta de energia eléctrica, para satisfazer as necessidades de consumo induzidas pelo
desenvolvimento económico e social do País.
Águas: No que se refere às águas, o Executivo vai
continuar a agir no sentido de proporcionar à
população o acesso à água potável nos centros
urbanos e nas áreas rurais, bem como o acesso à
água pela actividade económica. Esse aspecto,
associado à provisão do saneamento básico elevará as condições de vida da população, na
medida em que vai prevenir o surgimento e eventual propagação de epidemias transmissíveis pelo
limitado acesso à água potável e pelas precárias
condições de higiene, tais como a cólera.
Construção e habitação: O sector da construção é
importante na criação de postos de trabalho e no
combate ao desemprego. A política de Habitação
do Executivo visa a promoção do acesso à habitação, a articulação das políticas de habitação
com a qualificação do ambiente, a melhoria das
condições institucionais da Administração local
com vista a reposição e modernização dos serviços públicos. Para tal, será proposta a revisão e
actualização da legislação existente, além da
implementação de vários projectos de requalificação urbana.
Telecomunicações e tecnologias de informação:
Este sector tem a missão de garantir, com qualidade e a preços competitivos, o acesso e a troca
de informações entre os agentes económicos.
Está direccionado também para a melhoria da
qualidade de vida, na medida em que se possa
expandir, ainda mais, os serviços de telefonia e
de Internet (inclusão digital). Neste sentido o
objectivo básico do sector é o de garantir a disponibilidade, com eficácia e a custos baixos, de
todas as formas de trocas de informação entre os
agentes económicos, e a difusão das mais modernas tecnologias de informações.
Transportes: As expectativas quanto ao contributo
dos transportes referem-se a finalização de
algumas das principais ligações entre os centros
produtores e consumidores do País, além da
recuperação e expansão da capacidade das diversas
infra-estruturas que operam muito próximas do
nível máximo da capacidade, em especial, das
estruturas portuárias do País. A relevância dos
transportes é dada pelo seu profundo impacto
sobre a competitividade da economia como um
todo. Nesse sentido, o objectivo principal das
acções do Sector é dotar o país de uma rede de
transportes integrada e adequada ao desenvolvimento do mercado nacional e regional, facilitador do processo de desenvolvimento e potenciador das políticas de baseterritorial e populacional.
Hotelaria e turismo: O sector deverá ser accionado
em duas frentes. Na primeira, de carácter imediato, na condição de provedor de infra-estruturas
de suporte à actividade económica, em resultado
do facto do País ser importador líquido de mão-
-de-obra qualificada e apresentar problemas no
mercado habitacional. Na segunda, de carácter
menos imediato, na reestruturação eficiente dos
recursos que integram o património turístico
nacional, com orientação sustentável e ênfase na
geração de emprego e de rendimentos.
Além destas, dentro das políticas sectoriais, o Executivo ainda contempla as seguintes estratégias:
— Diversificação: A diversificação da economia, para
além de superar a dependência do sector mineral, constitui a
forma mais eficaz de viabilizar um processo sustentado de
desenvolvimento. É através da diversificação da estrutura
produtiva que se pode romper o círculo vicioso que inviabiliza os investimentos por falta de mercados e que limita os
mercados por falta de novos investimentos. Todavia, o Executivo considera que a diversificação progressiva da base
económica do País, incluindo não só o mercado interno como
as exportações, bem como a sua especialização produtiva,
não deve ser feita de modo expontâneo e difuso, mas sim com
base numa coordenação adequada entre os investimentos
públicos e os privados. À estratégia tem duas grandes vertentes: Substituição de importações e Promoção de Exportações:
— Investimento Privado: Os incentivos aos investimentos privados constituem os instrumentos do Estado para
induzir as decisões dos agentes privados no sentido da estratégia desejada pelo Executivo. Nesse sentido, há os incentivos já consagrados de natureza fiscal (isenções fiscais e
eventuais bonificações), financeira (crédito a taxas de juros
compatíveis com os retornos dos investimentos) e cambial
(assegurar as divisas necessárias aos investimentos). As
políticas de concessão desses incentivos estão a ser largamente utilizadas e deverão ser aprimoradas com base em critérios de maior selectividade e rigoroso acompanhamento e
avaliação dos seus resultados.
— Fomento Empresarial e Criação de Emprego: As políticas de fomento ao sector privado, nomeadamente ao
empresariado nacional, serão aperfeiçoadas em duas vertentes básicas: no apoio às pequenas e médias empresas e no
surgimento de grandes grupos empresariais nacionais. As medidas de fomento, de formação empresarial e de financiamento, assim como as «Parcerias Empresariais Público-
-Privadas» , devem ter em conta alguns critérios de selectividade e de desempenho para as empresas nacionais que
comprovadamente apresentam potencial de maior crescimento a médio e longo prazos.
No domínio Institucional:
Administração Pública: À administração pública,
em termos gerais, detém um papel de relevo para
o aumento da competitividade global da economia. A participação do Estado, enquanto parceiro
na criação de um ambiente favorável ao crescimento económico, exige que o funcionamento da
administração pública se faça de acordo com
determinados parâmetros de eficiência e eficácia.
Portanto, neste Sector há que se cuidar principalmente da modernização e uniformização dos
procedimentos de Gestão dos Recursos Humanos e da elevação da taxa de qualificação e de
especialização dos activos no mercado de trabalho.
Justiça: O direito de propriedade deve ser inviolável. O objectivo central é o de reformar e reforçar o sector legal e judicial angolano, nos planos
estrutural e instrumental, visando a construção de
uma sociedade baseada nos princípios de Boa
Governância, Legalidade e Justiça.
Administração do Território: O objectivo central
do desenvolvimento territorial no Plano Nacional está apoiado na valorização dos recursos de
cada Província, no âmbito de uma política activa
de integração do mercado nacional, tendo em
conta os valores da coesão, da eficiência, da competitividade territorial e da sustentabilidade, no
quadro de uma desconcentração territorial equilibrada da economia e da população, como
resultado dos projectos estruturantes, da distribuição dos investimentos produtivos no espaço e
de um sistema urbano fortemente articulado.
Segurança Social: Terá como objectivo básico
assegurar que a acção social do Estado contribua
activamente para a redução da pobreza, através
de um conjunto de acções articuladas, integradas
e direccionadas para a prevenção, mitigação e
gestão do risco social, que promovam a inclusão
social das famílias e/ou pessoas mais carenciadas e evitem o ciclo de dependência social.
Sistema Nacional de Estatística: Terá como objectivo fundamental aumentar a quantidade e a qualidade de dados e informações disponíveis sobre
a realidade socioeconómica de Angola, difundindo a importância do uso de estatísticas para o
planeamento e desenvolvimento do País.
Serviços Financeiros: O mercado financeiro é um
instrumento necessário ao desenvolvimento económico. Por isso, o país precisa de se dotar de
um sistema financeiro moderno, competitivo e
dinâmico que seja um contributo determinante
para o seu desenvolvimento económico e social,
estimulando a constituição e a captação da poupança e permitindo que Angola se transforme
numa praça financeira regional e internacional
forte.
— Política de Defesa e Segurança Nacional: A política
de Defesa e segurança nacional preconiza alcançar, no respeito pela legislação nacional e convenções internacionais,
os seguintes objectivos:
A salvaguarda da nação e da paz e a estabilidade e da
reconstrução e desenvolvimento do País contra
eventuais ameaças, riscos e vulnerabilidades
externas e internas; e
À contribuição para a preservação do sistema e
ordem internacional com vista a segurança e
desenvolvimento global.
— Poder Local e Descentralização Administrativa: O
reforço do poder local e descentralização administrativa continuará a ser um instrumento de destaque para o Executivo
que, desdobrados, deverão concretizar a melhoria da gestão
municipal e da delimitação das responsabilidades. Atenção
especial será dispensada às acções tendentes a melhoria da
Gestão Municipal, das cidades e ao desenvolvimento de
acções no domínio da formação, investigação e consultoria
nas áreas da Administração Local do Estado e do Poder
Local, Autoridades Tradicionais e Comunidades Tradicionais
— Política de Combate à Pobreza: O Programa Integrado
de Combate à Pobreza e Desenvolvimento Rural funciona
como um instrumento de intervenção do Executivo, desenhado para prover soluções de três problemas nacionais de
elevada complexidade e grande impacto sobre o processo de
10 4445
desenvolvimento social: a pobreza, a desnutrição e a baixa
produção e produtividade da agricultura. A estrutura do Programa está baseada nas áreas prioritárias de intervenção da
Estratégia de Combate à Pobreza e nas recomendações da
Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
(ENSAN).O principal avanço está na proposta de gestão e de
administração estratégica do Programa, que define duas formas de abordagem através da Formulação de Diagnósticos
Integrados de Demanda e de Oferta.
— Política do Gênero: À relevância da participação feminina, em todos os aspectos da vida nacional, é inquestionável.
Este processo de ocupação do espaço pela mulher pode ser
lento ou rápido, dependendo das características da sociedade.
Uma das principais tarefas do Ministério da Família e Promoção da Mulher é funcionar como acelerador desse processo, através dos incentivos à participação social e política
e de outras formas de empoderamento.
— Sectores Transversais:
Ambiente: Os desafios que se colocam ao processo
de reconstrução nacional e de crescimento económico do país vão a implicar a exploração
intensiva de recursos naturais, o que poderá
resultar em impactos negativos sobre o ambiente
e à qualidade de vida das populações. Para vencer estes desafios o Executivo vai adoptar instrumentos de gestão ambiental tendentes à
proporcionar a integração e a conciliação dos
aspectos ambientais.
Ciência e Tecnologia: A importância do Sector
deve-se ao seu papel estratégico, tanto para atender a necessidade de bem-estar económico da
população, como para melhorar a posição do país
no cenário internacional. Estão traçadas medidas
de política para que a ciência e tecnologia possam ocupar de facto o espaço que está reservado
no processo de desenvolvimento do País;
Ensino superior: À continuidade do crescimento
económico deverá sempre aumentar a procura
por profissionais de nível superior. Caberá ao
sector garantir a oferta dos serviços educacionais
de nível superior, evitando a escassez de capital
humano, mas assegurando sempre elevados
padrões.
Comunicação social: O Sector tem por missão promover o desenvolvimento sustentável, participativo e democrático, através da expansão e
melhoria das ««media», de forma independente e
responsável.
Sector Empresarial Público: O Sector Empresarial
Público (SEP) é responsável pela construção e
gestão de infra-estruturas públicas fundamentais
e pela prestação de serviços públicos essenciais,
para além de um conjunto diversificado de
outras funções de carácter instrumental, nos mais
diversos sectores e domínios e constitui um
importante instrumento de política económica e
social. O Executivo pretende concluir o diagnóstico das empresas públicas estratégicas, reflectindo sobre o modelo orgânico do seu
funcionamento e o modelo de gestão. Por outro
lado, será apresentado um programa de saneamento financeiro e reestruturação das empresas
públicas estratégicas e dos sectores que constituem reserva do Estado, com vista a melhorar a
monitorização do seu desempenho.
Formação Profissional: Dentre os sectores transversais, é talvez o mais importante a curto prazo,
pelos seus impactos sobre a competitividade das
empresas e sobre a qualidade de vida das famílias. O sector precisa estar presente para mitigar
a necessidade de contratação de expatriados, o
que consome divisas, e contornar a ineficiência
gerada a partir da baixa qualificação dos nacionais, fazendo-a aumentar.
O desempenho das Finanças do Estado que se projecta
para o ano de 2010 se consubstancia num superávite fiscal
global na óptima de compromisso de 9,2% do PIB (Kz: 678.0
mil milhões), como resultado de um nível de Receitas Fiscais equivalente a 44 4% do PIB e de Despesas Totais de
35,3% do PIB. Para a elaboração do OGE 2011, foram estabelecidos os seguintes pressupostos fundamentais:
o E
Inflação anual global (99) nerve eme O,
Produção Petrolífera anual (milhões de bai) 639
Preço médio fiscal do petróleo bruto (USB) 6800,
Produto Interno Bruto o
Valor Nominal (mil milhões de Kwanzas) 8.392,2
— Taxade crescimento real (ge) A” A”“ A]IP Io
Rose EA —,
ES METEEEr———>
Desta forma, se desenha um quadro de Fluxos Globais
do Orçamento Geral do Estado para 2011 no valor de
Kz: 4 172417 663 145,00 ,dos quais Kz: 812 622 764 358.00
se destinam ao Programa de Investimenos Públicos.
As Receitas Fiscais (exclui desembolsos de financiamentos e venda de activos) foram projectadas em cerca de
Kz: 3 404,9 mil milhões e Despesas Fiscais (exclui amorti-
zação da dívida e constituição de activos) fixadas em
Kz: 3 392,3 mil milhões, do que resulta num saldo fiscal global na óptica de compromisso positivo de Kz: 292,8 mil
milhões, equivalente a 3,5% do PIB.
Tendo em conta essas operações, as projecções indicam uma diminuição líquida do stock da dívida total do
Governo, equivalente a cerca de US$ 1.663,6 milhões, colocando o stock em cerca de US$ 32,5 mil milhões, equivalendo à 38,2% do PIB.
Os objectivos e prioridades do Executivo são, do
ponto de vista sectorial, executados através de grandes Programas Sectoriais que incluem as despesas de execução,
manutenção e de investimentos necessárias aos objectivos
pretendidos. O Orçamento Geral do Estado apresenta também a composição detalhada, por resumo da despesa por função e por Programa.
Evolução Recente:
1 Situação Actual e Perspectivas da Economia Mundial:
As economias mundiais se recuperam dos efeitos da
crise financeira que se abateu sobre a economia mundial em
2008/2009. De acordo com o FMI, está previsto um crescimento de 4,8% em 2010 e 4,2% em 2011 , baseados nos dados
mais actualizados do primeiro semestre de 2010, Entretanto,
os riscos de uma nova recessão aumentaram com a movimentação errática dos mercados financeiros, principalmente
no tocante ao risco de default dos títulos soberanos.
As instituições e os mercados ainda se encontram fragilizados e, portanto, o objectivo continua a ser o restabelecimento da estabilidade e da confiança nas políticas
governamentais sustentadas e nos mercados financeiros.
Neste prisma, o esforço centra-se na implementação de políticas fiscais credíveis, com medidas de reformas adequadas,
conducentes ao crescimento no médio prazo.
O risco soberano das economias avançadas, principalmente na Europa, aumentou, o que poderá não somente
prolongar, mas transformar a índole da crise: o aumento
rápido da dívida pública e a deterioração dos balanços fiscais poderá fazer retomar a crise do sistema bancário internacional, que se mantém frágil e muito dependente do
suporte governamental e dos bancos centrais. Portanto, a
agenda política dos países deverá incluir medidas para redução do risco soberano (redução da dívida pública) e passar a
mensagem de credibilidade, através de uma estratégia de estabilidade fiscal.
Em relação à inflação, em 2010, nos países de economia avançada espera-se uma taxa média de 1,4%, enquanto
que nos países emergentes e em desenvolvimento espera-se
uma taxa média de 6,3%. Para 2011, estes níveis seriam
menores para ambos: 1,3% e 5% respectivamente. À expectativa é que, devido aos elevados níveis de desemprego e de
capacidade acumulada, as taxas de inflação mundiais se mantenham baixas.
Finalmente, em relação às tendências para as taxas de
Juros, o FMI estima que se reduzam ainda mais dos níveis mantidos em 2009, tanto para a Reserva Federal Americana como
para o Banco Central Europeu. Para 2011 a tendência será a
manutenção destas taxas em níveis estáveis, entre 0,5% e 1%.
1.1 Produto Mundial:
Quadro 1: Comportamento do Produto Mundial,
2008-2010
(Taxas de Crescimento Reais, Percentagem)
NS TARTERTE
22009 200 20
ELSA DO RA
e a o voo CCD, DDS,
Economias avançadas 32 27 2,2
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Angola NO O 76
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[raca Ts oo o TRENS TERRA
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em
Outubro as suas estimativas de crescimento do produto mundial em 2010 para 4,8%, aproximadamente, mais 0,6 pontos
percentuais do que se preconizava em Abril de 2010, um sinal
inequívoco que o pacote de estímulos programado para este
ano foi, em certa medida, implementado satisfatóriamente:
as economias asiáticas recuperaram os seus níveis de trocas
internacionais anteriores à crise, enquanto que os Estados
Unidos tem visto o consumo e investimento aumentarem gradualmente ao longo do ano. Para 2011,a taxa de crescimento
mundial está projectada em 4,2%.
A Europa e o Japão têm demonstrado um nível de
recuperação mais lento e altamente dependente da procura
mundial. À crise dos mercados financeiros europeus, com
situação da dívida deteriorada em alguns países, concorreu
para que houvesse a depreciação do euro que, de alguma
forma, contribuiu para tornar a zona mais competitiva. Nas
economias emergentes e em desenvolvimento, os estímulos
à demanda têm surtido o seu resultado, continuando as economias do Brasil, China, Índia e Indonésia com taxas de crescimento que variam de 8 à 10%. A excepção ocorre nas
10 4447
economias emergentes da Europa e da Comunidade dos países independentes onde a recuperação tem sido mais lenta.
Em 2010, prevê-se que as economias avançadas cresçam em média 2,/%, enquanto se espera que as economias
emergentes e em desenvolvimento cresçam em média 7,1%.
Para 2011 , estas projecções situam-se em 2,2% e 6 4% , respectivamente. Na zona Euro e nos Estados Unidos esperase que o ano corrente termine com taxas de crescimento de
1,7% e 2,6%, respectivamente: para 2011 estima-se que a
Zona Euro cresça 1,1% e o Estados Unidos apenas 2,3%.
Para a África sub-sariana prevê-se uma taxa de crescimento
de 5% em 2010 e 5,5% em 2011.
O grande desafio para 2011 é a diminuição do
desemprego: estima-se que mais de 270 milhões de pessoas
estejam desempregadas no mundo, um aumento de 30
milhões em relação a 2007. Desta cifra, (75%) do aumento
ocorreu nos países desenvolvidos. Nos países emergentes a
recuperação económica tem também trazido a diminuição do
desemprego.
1.2 Comércio Internacional:
Os níveis de crescimento do produto mundial são em
grande parte devido ao aumento do comércio mundial. As
economias asiáticas, principalmente aquelas com grandes
investimentos na indústria manufactureira, são aquelas que
mais impulsionaram o aumento das trocas mundiais. Outra
grande variável foi a taxa de câmbio destas economias: na
sua maioria as economias asiáticas permaneceram com as
suas moedas subavaliadas (apesar da leve apreciação da
moeda chinesa em termos reais), o que também estimulou o
comércio.
Os ganhos nesta categoria têm sido conseguidos principalmente devido a elevada demanda dos países emergentes
e o baixo volume de stocks para algumas economias desenvolvidas. Entretanto, esta boa fase pode mudar devido a
mudanças climáticas que têm feito baixar a rentabilidade dos
campos, provocando ondas inesperadas de aumento nos preços, principalmente dos produtos agrícolas (como foi o caso
recente da farinha de trigo). Assim, os governos destes países podem inesperadamente ter de lidar com pressões de
aumento dos preços dos alimentos embora no curto prazo,
pelas previsões do FMI, não haja necessariamente o perigo de
uma elevação permanente destes preços.
Para o médio prazo, a expectativa é que os preços dos
produtos de base (commodities) aumentem, permanecendo
historicamente elevados, especialmente se o crescimento
mundial continuar a ser incentivado pela demanda nos países
emergentes. Este aumento é temido pela necessidade de
tempo em investimento e exploração dos recursos, antes da
sua colocação no mercado.
1.3 Preço do Petróleo Bruto:
Os preços do petróleo têm-se mantido no intervalo
dos US$ 80-USS$ 90 por barril, preços que emergiram no final
de 2009, embora com grande volatilidade durante o primeiro
semestre de 2010, reflectindo os receios sobre o mercado europeu. À demanda também se fortificou durante este
período situando-se, nalguns casos, muito acima do que foi
inicialmente projectado, reflectindo a recuperação da actividade económica global. Embora os países avançados sejam
aqueles que mais consomem, o aumento da demanda dos países emergentes tem sido predominante: só na China aumentou 14% no primeiro semestre deste ano.
A oferta também aumentou quase na mesma proporção da demanda, mas praticamente metade deste aumento é
proveniente de países fora da OPEC, influenciados pelo
aumento dos preços no mercado e manutenção de custos
estáveis no sector. Dentro da OPEC o que aumentou foi a
produção de gás natural, um produto que não está sujeito a
imposição de quotas da organização. A produção petrolífera
dentro desta organização sofreu incrementos marginais, apesar da capacidade ociosa presente nos grandes produtores,
visando manter os níveis de preços no intervalo actual.
À estimativa é que a demanda neste mercado continue
a subir, em paralelo com as perspectivas de expansão da
actividade produtiva global, principalmente nos países emergentes e em desenvolvimento. Embora se adivinhe alguma
pressão para elevação dos preços, os dados do mercado de
futuros sugere que esta pressão seja limitada porque a
demanda dos países desenvolvidos se manterá estável: estes
países têm conseguido alcançar níveis de eficiência no uso
deste recurso, apesar do aumento da sua actividade.
1.4 Inflação:
As expectativas para 2010 de desaceleração da inflação são passíveis de serem mantidas em 2011 devido aos elevados níveis de desemprego e de capacidade ociosa
acumulada. Espera se então que as taxas de inflação mundiais se mantenham baixas, havendo mesmo o risco de deflação, pelos seguintes motivos: 1) o consumo permanece
tímido devido ao elevado nível de desemprego; e ii) o sistema financeiro continua vulnerável, o que poderia aumentar
a pressão de baixa sobre os preços e salários.
Na maior parte das economias avançadas, a inflação
declinou menos do que era esperado. À melhoria na credibilidade da política monetária, acoplado com pouco crescimento
económico, podem ser alguns dos factores explicativos. Para
2010, nos países de economia avançada espera-se uma taxa
média de inflação de 1,4%. Para 2011 , estes níveis de 1,3%.
Nas economias emergentes e em desenvolvimento,
não se vislumbram aumentos sustentados da taxa de inflação.
A excepção ocorre em países como Índia e Brasil, que têm
sofrido pressões inflacionistas. Em 2010, nestes países,
espera-se uma média de 6,3% e para 2011 se adivinha uma
média de 5%.
1.5 Taxas de Juro:
As taxas de juro permanecem na sua tendência decrescente . Depois de se situar numa média de 1,1% em 2009, o
FMI estima que em 2010 se mantenham nos níveis actuais
de 025% a 0,6%, para a Reserva Federal Americana, e de 0,8%
para o Banco Central Europeu. Para 2011 a tendência será a
manutenção destas taxas em níveis estáveis, entre 0,5% e 1%.
2 Evolução Recente e Quadro Actual da Situação
Macroconómica e Financeira Interna:
À crise económica e financeira afectou o país através
da queda vertiginosa do preço do petróleo, uma consequência da redução da actividade global. Assim, pela primeira vez
desde 2003, o produto do sector petrolífero desacelerou no
seu crescimento, a balança de pagamentos e as contas fiscais
registaram défices, a moeda desvalorizou-se, as reservas
internacionais líquidas e o crédito interno líquido reduziram-
-se, e a inflação esteve acima dos níveis preconizados. Este
cenário veio pôr fim a um contexto internacional favorável
que permitiu o crescimento substancial das receitas de
exportação e fiscais, o aumento das reservas internacionais
líquidas e a manutenção do rácio dívida pública em relação
ao PIB num nível reduzido, próximo de 17 0%.
O primeiro trimestre de 2009 foi marcado por uma
redução considerável das receitas do Estado, que deram lugar
à uma crise de confiança e consequente ataque especulativo
sobre a taxa de câmbio. Enquanto o Governo tomava medidas de contenção fiscal, através de cortes na despesa pública,
o mercado financeiro nacional registou uma fuga em massa
dos activos financeiros denominados em kwanzas,em direcção de activos denominados em dólares, com impactos desfavoráveis sobre as Reservas Cambiais do País.
Actualmente, regista-se o incremento das reservas —
fruto, sobretudo, do aumento das exportações de petróleo,
associado à respectiva alta de preço deste produto no
mercado internacional para cerca de 80 dólares por barril - o
que tem possibilitado, dentre outros, a normalização do
funcinamento do mercado cambial, o que contribui para a
relativa estabilidade do Kwanza.
2.1 Sector Real:
Os reflexos da crise económica mundial em Angola,
em 2009, podem ser medidos pela contracção da procura e
pelo comportamento do preço médio do petróleo bruto, o que
levou o PIB petrolífero a decrescer, em termos reais, em
5,1%. Em compensação o desempenho do sector não petrolífero foi bastante positivo, alcançando um crescimento de
cerca de 8,3% ao ano. Assim,em 2009, o PIB global teve um
crescimento de 2,4%.
De 2008 a 2009,0o PIB a preços de mercado diminuiu
de Kz: 6. 316,2 mil milhões para Kz: 5. 988,7 mil milhões.
A produção petrolífera reduziu-se de 695,5 milhões de barris
em 2008 (1.906 milhões de barris/dia), para 693,6 milhões
de barris em 2009, (1.809 milhões de barris/dia).
Quadro 2 — Comportamento do Produto Nacional,
2009-2012
DIO SIE
ml 2010 201 2012. |
LL a a o DEE e o ota ss TER AAA
ESCADA 2 450 760 55
PRETAS SO 20 250. 19
— — PIB.não Petrolífera 8H 550 nao rn
DEAD AO 24 1
— — Construção o 238 080 280 1400
Produção Média de Petróleo (mil barris/dia) 1.809,00 1.857,90 1.901,00 2.133.60
x Produção Anual de Diamantes (mil quilates) 9.320 9.095 10.759 15.250
ASONACOTA NS a AAA 6 74 680 8)
S. Preço do Diane (quilo) 6 TAS oa INSS
ERRA AAA AMAS ii S0804S &EEOMAT —S9TASST
ESCADA 570 TASTE S39%30 TOO
Fonte: Mininério do Planeamento de Angola
O Sector não-Petrolífero contribuiu para a taxa de crescimento positiva da economia, tendo como sectores mais
dinâmicos a Agricultura, com uma taxa de crescimento real de
29% , a Energia, com 21,3%,e a Construção, com 23,8%. Os
Sectores das Pescas e o dos Serviços Mercantis registaram um
declínio da sua produção de 8 ,7% e de 1,5%, respectivamente.
De referir que a excepção da Agricultura, todos os sectores
reportaram taxas de crescimento menores do que em 2008.
Quadro 3 — Produto Interno Bruto, 2008-2010
(Taxa de Crescimento Reais, Percentagem)
" - 2010 | 2011 |
PIB à preços correntes de mercado (mil
milhões deli) 66 Sao TAS RSA
Taxa de crescimento real (preços do ano
anterim ção BRAS 6
— Sector petrolífero UR AT a
— Sector não-perrolífero 150 BRST IL
Composição (6) 1000 10060 51000 1000
— Agricultura, Pecuária e Pescas 68 ana 0 132
peSSEICDS 5 7 $t
Petróleo Bruto e Gás 579 45,6 47,9 42,1
| Doses ESC S DA
Tndústria trans formadora 49 n2 65 81
paaaddo 9 ao 8
— Bonsiração 5 6 6
— Serviços mercantis feno EE cr SR cmo o PGR
ESA 6 10. A. SS
Fonte: Minissório da Plansamento, PNR e ostimetives do GFRENMinistírin das Finanços
Para o ano de 2010, as estimativas indicam um crescimento real do PIB de 4,5% , com a contribuição positiva de
ambos Sectores: Petrolífero (2,7%) e Não Petrolífero (5,7%).
Este facto será resultado de um taxa de crescimento real
positiva do sector Petrolífero no PIB, já que o que sector não
10 4449
petrolífero registará taxas de crescimento inferior à de 2009.
Assim a contribuição do sector petrolífero no PIB aumentará
para 47 3% (de 45,6% em 2009), enquanto que o Sector Não
Petrolífero verá a sua contribuição no PIB diminuir de 54,4%
em 2009 para 52,7% em 2010.
Nessas circunstâncias, avalia-se que no ano de 2010
constitua um período de recuperação do sector petrolífero,
depois do período de crise que atravessou durante o anterior
exercício económico. Contudo, os sectores da Energia,
Indústria Transformadora e Agricultura serão os que a priori
mais impulsionarão a economia, com taxas de crescimento
de 10,4%, 15% e 16,5%; respectivamente. A produção
petrolífera total anual de 2010 está estimada em 678,1
milhões de barris, o que corresponde a uma produção média
diária de 1.857,9 milhões de barris/dia.
As projecções para 2011 indicam uma acentuada
melhoria das taxas reais de crescimento, excepto no caso do
sector petrolífero, já que se espera uma redução dos preços do
petróleo para aquele ano, estimada em aproximadamente
8,6%. Merecem particular destaque as projecções dos sectores de diamantes e da construção resultante das expressivas
reversões de tendências.
2.2 Inflação:
Quanto ao comportamento dos preços, após cinco
anos de queda contínua da inflação, seguida de uma elevação
em 2008, observou-se um novo crescimento de 0,8 pontos
percentuais na taxa de crescimento dos preços, em 2009.
A taxa de inflação anual acumulada, medida pelo
Índice de Preços ao Consumidor da Cidade de Luanda em
2009 foi de 13,99. É de referir que embora num ano mais turbulento, a maior parte da inflação verificada em Luanda durante 2009, assim como nos dois anos anteriores, teve como
origem problemas estruturais da economia nacional — transportes públicos e logística, no escoamento da produção agrícola principalmente.
Para 2011 o objectivo da inflação acumulada anual
foi estabalecido em 12%.
Quadro 4 — Evolução do Nível Geral de Preços
(IPC-Luanda)
NINE
Taxa de Inflação Dez Dez (86) Ro Amo MD
Índice de Preços (média emmal) RS amo CA
Volatilidade dos Pregos (CV 5) TRE
Fonte: INE e MINPLAN
Para 2010, estima-se uma taxa de inflação acumulada
de 13%. Até Agosto, este indicador situava-se em 8,3%.
Entretanto, a inflação homóloga passou de 13,2%, em
Dezembro de 2009, para 14,0%, em Agosto de 2010. Contudo, para 2011 (12%) e 2012 (11%) está prevista uma redução gradual das taxas de inflação.
Gráfico 1:
Comportamento das Taxas de Inflação Homóloga e Média
Dezembro 2007 Agosto 2010
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EEE toméloga = véda
Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística (INE).
2.3 Sector Monetário:
A execução da política monetária continuou assente
no princípio de esterilização da liquidez na economia, tendo
em conta a necessidade de manutenção da estabilidade dos
preços e o equilíbrio das contas externas do País. A implementação dessa política esteve assente na venda de divisas
por parte do Banco Nacional de Angola e na venda de títulos
do Banco Central (TBC).
Os demais instrumentos de política utilizados foram
o redesconto, cuja taxa se manteve em 30%, e as reservas
obrigatórias, cujo coeficiente foi reduzido em Junho de 30%
para 25%, no caso dos depósitos em moeda nacional, e para
15% no caso dos depósitos denominados em moeda estrangeira. A flexibilização da política monetária sinalizada através da redução do coeficiente de reservas obrigatórias e das
taxas de juro praticadas no mercado monetário foi determinada pela evolução favorável dos agregados monetários.
Entre Dezembro de 2009 e Agosto de 2010,0os Activos Internos Líquidos (AIL) do sector financeiro diminuíram
14 68%, contra uma expansão de 85,35% no período homólogo de 2009, influenciados pela diminuição do Crédito
Interno Líquido, mais propriamente o Crédito Líquido ao
Governo que decresceu 33,12%. Entretanto, o Crédito à Economia aumentou em 17 81%: o Stock de Crédito à Economia concedido pelo sistema bancário situou-se em cerca de
Kz: 1. 570,1 mil milhões. Desta fasquia, 93% (Kz: 1. 464,7
mil milhões) foram destinados ao Sector Privado.
No mesmo período, os Activos Externos Líquidos
(AEL) aumentaram em 29,72%, devido ao aumento da
Reservas Internacionais Líquidas (RIL) em 25,83%: de
US$ 12,6 mil milhões, em Dezembro de 2009, para
USS 15,7 mil milhões, no final de Agosto de 2010. A expansão das reservas internacionais líquidas explica-se também
pelo aumento dos fluxos financeiros externos, na sequência
da recuperação dos preços nos mercados internacionais de
petróleo e diamante. Esta recuperação, acoplada com as
políticas governamentais, permitiram extinguir a significativa procura especulativa por divisas manifestada pelos agentes económicos em 2009.
Os Meios de Pagamento (M3)' registaram um crescimento nominal acumulado de cerca de 4,96%. O M2 cresceu
cerca de 3,31%, derivado do aumento dos Depósitos a Prazo,
quer em Moeda Nacional (28,24%), como em Moeda
Estrangeira (19,26%), ao passo que o MI denotou uma contracção de 3,24%, devido à contracção das notas e moedas
em poder do público em 25,34%. Os depósitos a ordem
(74%) e a prazo (28,1%) em moeda nacional bem como os
depósitos a prazo em moeda externa (19,2%) sofreram
aumentos nestas magnitudes, o que também permite explicar o comportamento dos vários agregados monetários.
A base monetária, considerada a variável operacional
da política monetária, também registou uma redução de
6,53% durante o período. Tal decréscimo é maioritariamente
explicado pelo decréscimo das Notas e Moedas em circulação, apesar dos depósitos dos bancos comerciais no BNA
também terem decrescido em 1,07%, como resultado das
medidas adoptadas no âmbito da gestão da política monetária, em particular aquelas relativas ao coeficiente das reservas obrigatórias. Esta diminuição reflecte também a
diminuição dos níveis de liquidez no sistema bancário.
A desaceleração do ritmo de crescimento dos agregados monetários, observada desde o início do ano de 2010, a
estabilização da taxa de câmbio, bem como a manutenção
das reservas internacionais em patamares razoáveis, determinaram a flexibilização da política monetária no ano em
curso. Nesta perspectiva, a partir do dia 14 de Junho de 2010
o coeficiente de reservas obrigatórias aplicável à base de
incidência em moeda nacional foi reduzido de 30% para
25%. Paralelamente, o coeficiente de reservas obrigatórias
aplicável à base de incidência em moeda estrangeira foi reduzido de 30% para 15%.
24 Sector Fiscal:
Depois de um saldo fiscal gobal na óptica de compromisso equivalente a 8,85 do PIB em 2008, no exercício de
2009 as contas fiscais registaram um défice equivalente a
9,15 do PIB. As projecções para o ano de 2010 apontam para
um melhoria significativa de cerca de 18 pontos percentuais
em relação a 2009, devendo o saldo fiscal global ser de um
superávit equivalente a 9,2% do PIB. Esse resultado será consequência de um nível de Receitas Fiscais equivalentes a
44 4% do PIB e de Despesas Fiscais equivalentes a 35,3%
do PIB , o que corresponderá, respectivamente, a um aumento
de 12 pontos percentuais e a uma redução de 6,2 pontos precentuais, face a 2009.
Inclui, para além da moeda (notas, moedas metálicas
e depósitos a ordem) e da quase-moeda (depósitos a prazo),
outros instrumentos financeiros como sejam títulos, empréstimos e acordos de recompra.
2.5 Sector Externo:
De acordo com os dados preliminares, ter-se-á verificado uma melhoria da conta de bens, que passaria de
USS 5,1 mil milhões, no primeiro semestre de 2009, para
USS$ 19,1 mil milhões, em igual período de 2010. Este resultado terá sido influenciado pelo aumento das exportações na
ordem dos 58 06% e pela redução das importações na ordem
41,58%. De salientar, que o aumento das exportações está
associado ao crescimento combinado dos preços de petróleo
no mercado internacional e ao crescimento da produção de
petróleo bruto.
Quadro 5 — Comportamento da Balança de Pagamentos (2008-2010)
Fonte: Banco Nacional de Angola.
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Fonte: Banco Nacional de Angola.
S1. Projecta-se para 2010 um saldo da conta corrente da
Balança de Pagamentos deficitário em USD 0,6 mil milhões,
contudo melhorado em 92 08% comparativamente ao ano
anterior.
Quadro 5 — Comportamento da Taxa de Câmbio
(2007-2010)
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*Taxas de câmbio médias, entre compra e venda, calculadas no final do mês de Agosto de 2010.
Fonte: BNA
10 4451
A taxa de câmbio de referência registou uma depreciação acumulada de 0,69%, contra 3,51% no período
homólogo de 2009, situando-se no final de Agosto de 2010
em Kz: 90 02 por dólar norte-americano. No mercado informal a depreciação do Kwanza foi cerca de 1,81% que compara com 23,86% registados no mesmo período de 2009. À
cotação média neste segmento do mercado cambial foi de
Kz 98,58.
Opções Estratégicas de Política Económica:
1 Objectivos, Prioridades e Metas Nacionais:
O ano de 2009 foi marcado por muitas incertezas e
dificuldades, especialmente como reflexo da crise financeira
internacional. Em 2010, entretanto, a economia angolana tem
alcançado alguns resultados parciais que fazem acreditar
numa rápida e completa recuperação.
A abordagem adoptada para 2011 é feita na perspectiva de um período de franca retoma do desenvolvimento
económico, em que se espera alcançar taxas de crescimento
próximas das observadas nos últimos anos antes da crise.
Entretanto, espera-se também de que estas mesmas taxas
sejam obtidas a partir de uma outra realidade estrutural,
assente em bases sustentáveis.
Os princípios e directrizes de médio e longo prazo
continuam os mesmos, apoiados em orientações tradicionais,
visando a estabilidade macroeconómica, a melhoria das condições de vida da população, o aumento do emprego e rendimentos e a consecução das Reformas do Estado. Contudo,
deverão ser incorporadas às orientações tradicionais as lições
aprendidas com a crise intermacional. Neste sentido, o papel
do Estado deverá ser outro, actuando principalmente como
coordenador do processo de desenvolvimento.
2 Projecção de Desenvolvimento Sócio-Económico
Nacional:
Dentre os princípios gerais que nortearão as acções
governativa no ano de 2011, serão objecto de prioridade os
seguintes aspectos:
— Garantir a sustentabilidade do desenvolvimento, através
do uso racional dos recursos naturais e da melhoria da qualidade ambiental;
— Concretizar a diversificação da economia;
— Considerar como prioridade a criação de empregos;
— Criar condições de crescimento sustentado da produtividade;
— Construir um sistema de ensino equitativo de qualidade;
— Combate a doença:
— Assegurar a igualdade de género;
— Prosseguir uma política cultural activa;
— Desenvolver o sistema nacional de comunicação social;
— Assegurar um desporto acessível a todos; e
— Reformar e modernizar o Estado, a administração
pública e o sistema judicial e promover a desconcentração e
descentralização administrativa.
As prioridades acima apresentadas têm um considerável nível de abrangência e podem ser melhor especificadas
através do conjunto de objectivos a ser perseguido. Tais
objectivos funcionam definindo um foco para as acções que
devem concorrer para as prioridades. Os objectivos gerais
são os seguintes:
— Desenvolver iniciativas de fomento à coesão nacional
e de fortalecimento da democracia, preferencialmente pela
via do aperfeiçoamento e da consolidação das instituições.
— Prosseguir nas medidas que viabilizem um crescimento
económico sustentado, apoiado na trilogia estabilidade, tecnologia e diversificação.
— Promover o desenvolvimento humano dos angolanos
com especial atenção na melhoria da qualidade de vida e na
valorização do capital humano.
— Fomentar o desenvolvimento do sector privado nacional com ênfase na defesa da concorrência, no livre ingresso
e acesso aos mercados, na garantia do direito de propriedade
e medidas de apoio ao empresariado nacional.
— Propor e implementar políticas para os sectores agrícola
e industrial que sejam orientadas para a inserção de
Angola nos mercados internacionais e à melhoria da qualidade de vida e, consequentemente, da competitividade do
País.
— Aperfeiçoar as condições da assistência social através
de políticas de protecção ainda mais abrangentes, com ênfase
no incentivo ao sentimento de solidariedade nacional.
— Avançar nas tarefas de reabilitação e modernização dos
factores indispensáveis ao desenvolvimento sustentado, com
ênfase nas infra-estruturas físicas de apoio à produção, no
sistema financeiro e nos serviços públicos essenciais.
Cabe destacar que, para cada um dos objectivos acima
enunciados, são explicitadas, em linhas gerais, as ênfases a
serem adoptadas nas abordagens das estratégicas de acção
para que venham a ser desenvolvidas. É a partir destas abordagens que estão fundamentadas as propostas da política
macroeconómica, as acções de incentivos para a participação do sector privado e as medidas de melhorias para as áreas
social e institucional.
3 Política Macroeconómica:
As medidas de política económica consentâneas com
os objectivos de manutenção da estabilidade macroeconómica, reconstrução nacional e crescimento económico são as
seguintes:
3.1 Política de Emprego, Rendimentos e Preços:
A geração de empregos continua a ser um dos maiores desafios da economia angolana, que para ser enfrentado
precisa de um crescimento económico sustentado, que também contribui para completar o processo de reconstrução e
proporcionar melhores condições de vida à população.
Enquanto no médio e longo prazo o nível do emprego
depende das taxas esperadas de crescimento económico e do
volume de investimentos, sobretudo dos feitos na actividade
produtiva e no capital humano, no curto prazo, além da
influência das políticas monetárias e fiscal, é sensível a combinação de políticas de incentivos aos negócios e de
medidas para a facilitação de contratações dos trabalhadores.
Nesse sentido, o objectivo da política de desenvolvimento económico consiste em promover o desenvolvimento
sustentado, com uma distribuição mais equitativa da actividade económica no território nacional e com o foco na
expansão das oportunidades de emprego.
A manutenção do poder de compra dos rendimentos,
além da incorporação de eventuais ganhos de produtividade,
está associada a implementação de políticas monetária, fiscal
e cambial compatíveis com reajustes periódicos dos salários,
que irão depender também do funcionamento das estruturas
de mercado, sobretudo das imperfeições advindas de monopólios e oligopólios que tendem a gerar e a apropriar-se de
rendas não económicas.
Em 2011 serão monitorizadas e adoptadas medidas
de combate às práticas de monopólio e de abuso do poder
económico que tenham reflexo na elevação de preços de bens
e serviços, em particular de alimentos da dieta básica da
população. A abordagem se dará no sentido de se evitar que
haja prejuízos para os trabalhadores e consumidores sem, no
entanto, inibir o empreendedorismo e os investimentos privados no sector real da economia.
3.2 A Política Fiscal e a Execução do Orçamento:
Terá por prioridade o melhor equilíbrio e maior controlo das contas do Governo, com vista à recuperação da
capacidade de investimento do Estado. Para tanto, algumas
das medidas de maior prioridade são: (1) a regulamentação
dos subsídios às instituições de utilidade pública; (ii) a
implementação das rotinas para o processo de fiscalização
orçamental, financeira, patrimonial e operacional da Adminis- tração do Estado; e (iii) para a elaboração da Conta Geral
do Estado e a continuidade das acções de desconcentração
do processo de programação financeira para as unidades
provinciais e municipais.
No domínio Tributário, vai dar-se continuidade das
acções já iniciadas em 2010 para a Reforma Tributária, com
destaque para: (1) aprovação dos projectos do Código Geral
Tributário, do Imposto do Selo, do Imposto Geral sobre Vendas e Serviços, do Rendimento do Trabalho: (1i) Reforma do
Código do Imposto sobre as Sucessões, Doação e Sisa:; (iii)
racionalização e consolidação legislativa do Código do
Imposto Industrial: (iv) estudos para a revisão do Regime de
Infracções Tributárias, do Regime de Execução Fiscal, e para
a revisão das taxas e outros encargos parafiscais; (v) criação
de mecanismos de coordenação entre as Direcções Nacionais
dos Impostos e das Alfândegas, entre outras medidas.
Em resumo, os objectivos, prioridades e medidas preconizadas no domínio da Politica Fiscal e execução orçamental são os seguintes:
Objectivos: (1) Assegurar a consistência na implementação das Políticas e na Gestão Macroeconómica com base na monitorização dos instrumentos quantitativos de gestão da política
macroeconómica; (2) Assegurar a melhoria da
qualidade dos instrumentos de execução do
Orçamento Geral do Estado, designadamente a
Programação Financeira e o estabelecimento da
obrigatoriedade de apresentação pelos órgãos sectoriais da programação financeira anual e trimestral dos seus programas e projectos; (3) Assegurar
que toda despesa do Estado obedeça aos critérios
de Programação Financeira do Tesouro Nacional,
bem como garantir que o pagamento das subvenções, do fornecimento de combustível e de outros
serviços seja feito em moeda nacional, o que pressupõe a eliminação da janela da SONANGOL-
-E.P. para o pagamento de despesas do Estado,
fora do quadro orçamental.
Prioridades: (1) Implementação da Lei-Quadro do
Orçamento e do novo Modelo de Gestão da
Dívida Pública; (2) Melhoria dos procedimentos
de registo, análise e fiscalização dos gastos orçamentais e: (3) Continuidade do processo de desconcentração da programação financeira. Medidas de Programa Programa de Reforma e
Modernização da Gestão Financeira Pública:
Contempla os seguintes projectos: (1) Projecto de
Análise de Sustentabilidade da Dívida Pública e
de Elaboração da Estratégia de Endividamento
Público; (2) Projecto de Implementação da
Reforma Tributária; (3) Projecto de Implementação das rotinas para o processo de fiscalização
orçamental, financeira, patrimonial e operacional da Administração do Estado e para a elaboração da Conta Geral do Estado; (4) Projecto de
Desconcentração do Processamento de dados de
admissões e promoções no âmbito do Sistema
Integrado de Gestão Financeira, visando o processamento das remunerações; (5) Projecto de
Desconcentração do Processo de Programação
Financeira da Execução Orçamental do Estado
10 4453
para as Unidades Financeiras Provinciais e
Municipais.
Programa de Promoção, Fomento e Desenvolvimento
da Actividade Económica: Projecto de Revisão
do Regulamento da Concessão de Subsídios às
Instituições de Utilidade Pública;
3.3 A Política Monetária e Cambial:
Tendo em conta que o ano de 2011 será um ano de
consolidação da retoma da actividade económica num patamar que se avizinhe dos registados nos anos anteriores a
repercussão da crise económica e financeira internacional sobre a economia angolana, as medidas de política no
âmbito monetário e cambial, para além do grande objectivo
de contenção da inflação, visarão, igualmente, a criação de
condições para a retoma dos investimentos do sector privado.
Nesta perspectiva, o Banco Central irá adequar os
seus instrumentos de política no sentido de aprimorar a gestão da liquidez na economia, promover a redução das taxas de
Juro e fortalecer o sistema financeiro nacional.
Quadro 6: Taxas de Crescimento Monetário (% )
Do A A
Fonte: BNA
7O. Prevê-se que os meios de pagamentos representados
pelo agregado M2 registem um crescimento de 20,51% em
2011 e de 28,21% em 2012, o que estaria em linha com as
metas estabelecidas, quer para o sector real da economia,
quer para a inflação. O controlo da liquidez na economia, que
para além da adequação da taxa de redesconto e das reservas
obrigatórias aos objectivos preconizados, assentará essencialmente na emissão de papéis, de verá ser coadjuvado pelas
operações do mercado cambial que, no entanto, deverão
assegurar a sustentabilidade externa da economia e a manutenção do valor da moeda nacional em termos reais.
Assim, para além da expansão das reservas externas,
espera-se que a taxa de câmbio média anual se estabeleça em
patamares razoáveis que permitam o alcance dos objectivos
do programa do Executivo.
Objectivos: (1) Promover a estabilidade da moeda,
com a progressiva redução da inflação nos valores das metas fixadas; (2) Assegurar a liquidez
adequada ao crescimento real previsto; (3) Pro-
mover o equilíbrio dos mercados monetário e
cambial, bem como a estabilidade do sistema
financeiro nacional.
Medidas de Políticas:
No âmbito da Política Monetária: (1) Controlar a
variação da base monetária e dos meios de pagamento; (2) Operacionalização da estratégia de
colocação de títulos públicos no sentido de intervir rapidamente no mercado quando a evolução da
situação macroeconómica ou o mercado o exigir;
(3) Introdução das Operações de Mercado Aberto,
como principal instrumento de controlo da liquidez fina, nas intervenções periódicas do BNA no
mercado monetário; (4) Ajustamento das reservas
obrigatórias e da taxa de redesconto em função da
evolução do contexto macroeconómico.
No âmbito da Política Cambial: (/) Garantir a sustentabilidade externa da economia através do
alcance de um nível sustentado de reservas internacionais; (2) Adequar os procedimentos de
acesso aos leilões em função da adequação dos
instrumentos de política monetária e do contexto
macroeconómico; (3) Garantir a estabilidade da
moeda nacional; (4) Promover a redução gradual
do nível de dolarização da economia, até prevalecer apenas o Kwanza como a única unidade de
medida, reserva de valor e de intermediação das
trocas comerciais no mercado intemo;
No âmbito da Supervisão do Sistema Financeiro
Nacional: (/) Implementação da regulamentação
da Lei contra o Branqueamento de Capitais e
contra o Financiamento ao Terrorismo; (2) Definição de um calendário exequível de introdução
dos princípios prudenciais de Basileia; (3) Operacionalização da Central de Informação e Risco
de Crédito; (4) Aprovação e publicação da regulamentação sobre as instituições financeiras não
bancárias; (5) Preparação da Proposta de Lei
sobre Intervenção e Liquidação Extrajudicial das
instituições Financeiras; (6) Realização do FSAP
(Financial Sector Assessment Program) pelo
FMI/Banco Mundial.
34 Política Sectorial:
4.1 Política para o Sector Social:
4.1.1 Educação:
O Executivo considera que o conhecimento, a experiência, o grau de instrução, o mérito e o talento devem ser a
base do modelo de desenvolvimento sustentável desejado,
sendo importante o papel do Estado, investindo e subsidiando
a formação do capital humano do País.
No domínio da educação, subordinados aos objectivos
gerais de ensino de qualidade para todos e melhorias da rede
e da gestão escolar estão subordinados os objectivos específicos de: (1) Reduzir o analfabetismo de jovens e adultos no
contexto da luta contra a pobreza; (2) Assegurar a educação
pré-escolar, o ensino primário obrigatório e gratuito para
todos e a formação dos recursos qualificados; (3) Estimular
crescentes taxas de escolaridade em todos os níveis de
ensino, com redução de diferenciações de género, em particular no ensino básico; (4) Desenvolver o ensino técnico profissional, assegurado a sua articulação com ensino médio e
superior e com o sistema de formação profissional e (5)
Melhorar de forma substancial o desempenho, a eficácia e a
metodologia do sistema ensino e aprendizagem, visando uma
forte redução da repelência e abandono escolar.
Tendo em conta os objectivos assinalados o sector da
educação pretende, dentre outras, implementar as seguintes
medidas de política: (7) Alargamento do acesso e melhoria da
qualidade de ensino: (2) Reforço institucional do sector com
a utilização de novas tecnologias de informação; (3) Diversificação das fontes de financiamento de educação; (4)
Introdução do pagamento da propina e das bolsas internas no
ensino secundário; (5) Descentralização da gestão administrativa e financeira das instituições de ensino.
12 Saúde:
A Política Nacional de Saúde está consubstanciada na
implementação de 4 orientações estratégicas fundamentais:
(1) a reestruturação do Sistema Nacional de Saúde que priorize o acesso de toda a população aos cuidados primários de
saúde, (2) a redução da maternidade materna, infantil e
infanto-juvenil, bem como da morbilidade e mortalidade por
doenças prioritárias do quadro nosológico nacional, (3) a promoção e preservação de um contexto geral e de um ambiente
propícios à saúde e (4) a capacitação dos indivíduos, das
famílias e das comunidades para a promoção e protecção da
saúde.
Na busca por tais objectivos o sector da Saúde se propõe realizar os seguintes esforços de medidas: (7 ) Reestruturação do Sistema Nacional de Saúde que priorize o acesso de
toda a população aos cuidados primários de saúde; (2) Promoção e preservação de um contexto geral e um ambiente
propícios à saúde; (3) Capacitação de indivíduos, das famílias e das comunidades para a promoção e protecção da
saúde.
Assim, no âmbito do desenvolvimento sanitário o
Executivo espera caminhar no sentido da consecução dos
compromissos assumidos quer a nível nacional como internacional, tais como os Objectivos do Desenvolvimento do
Milénio (ODM).
4.1.3. Juventude e Desportos:
O papel que está reservado à Juventude e ao Desporto
é dos mais significativos. As iniciativas desenvolvidas pelo
sector, motivando a participação de forma saudável e assistida da população juvenil são, na verdade, estratégias de
integração na vida social do País. A assistência à juventude e
a promoção do desporto remetem à valorização de conceitos
chave como a consciência política, o espírito empreendedor,
a sensibilidade social, o respeito à regras, o espírito de vencedor e esforço em equipe.
Para que possa cumprir o seu papel a Juventude e
Desporto procurará atingir os objectivos de: (7) Investir nos
jovens enquanto protagonistas da modemização, da mudança
de mentalidades da reprodução social e da recuperação do
atraso estrutural do País: (2) Promover o desenvolvimento
da juventude angolana, mediante a plena integração e participação activa nos processos de transformação política,
social, económica e cultural do País, e a articulação e convergência das acções desenvolvidas pelo Estado e pelas organizações da sociedade civil, em particular as representativas
da juventude; (3) Potenciar múltiplas interacções que o Desporto estabelece, intrinsecamente, com os domínios sociais e
cultural, promovendo o reforço dos laços que tornam a estrutura do desenvolvimento de Angola coesa e sustentada.
Dentre as principais medidas consonantes com os
objectivos definidos pelo sector estão: (1 ) Revisão legislativa da Juventude e Desportos; (2) Estabelecimento do Cartão-Jovem para a proporcionar aos bons estudantes, com
dificuldades financeiras, vantagens e benefícios na aquisição
de bens e serviços; (3) Reforço das capacidades das Associações e Organizações Juvenis, através de acções de formação visando melhorar a gestão técnico-associativa (4)
Dotação de todas as províncias de equipamentos desportivos
e de lazer, em particular, de estádios e pavilhões multi-uso,
que tenham as condições exigidas pela organização das competições desportivas, que permitam a generalização da prática
desportiva.
4.1.4. Assistência e Reinserção Social:
O desempenho da Reinserção Social deverá concorrer para assegurar que a acção da Assistência contribua activamente para a redução da pobreza, promovendo um
conjunto de intervenções articuladas, integradas e direccionadas para a prevenção, mitigação e gestão do risco social e
10 4455
que promovam a integração social das famílias e/ou pessoas
mais carenciadas e vulneráveis à exclusão, evitando assim o
ciclo de dependência do Estado.
Esta forma de abordagem da questão supõe o alcance
dos objectivos que seguem: (7) Assegurar que a acção social
do Estado contribua activamente para a redução da pobreza,
através da promoção de um conjunto de acções articuladas,
integradas e direccionadas para a prevenção, mitigação e gestão do risco social; (2) Promover a integração social das pessoas mais carenciadas e em situação de risco, combatendo à
pobreza, proporcionando novos patamares de bem-estar e
assistindo os socialmente mais vulneráveis; (3) Dotar os grupos mais vulneráveis de competências técnicas que possibilitem o desenvolvimento de actividades produtivas geradoras
de rendimento para a sua auto-sustentabilidade; (4) Prevenir
e combater todas as formas de violência contra à criança: (5)
Desenvolver actividades de carácter educativo, formativo e
legislativo, estabelecendo mecanismos de integração multissectorial para mobilização da sociedade, visando a promoção dos direitos do cidadão, em particular da criança.
4.1.5 Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria:
Através das acções no quadro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria espera-se que a sociedade como
um todo possa ver traduzidos os seus desejos de reconhecimento àqueles que tiveram um papel de destaque na defesa
dos ideais democráticos. Para além da assistência aos antigos combatentes, dever-se-á promover a reintegração social
e produtiva dos mesmos.
Para o efeito se perspectiva promover, em regime
especial, o recenseamento, a assistência social, o apoio a reabilitação física, a superação cultural, a formação profissional
e a reinserção sócio-económica, em regime especial, dos
Antigos Combatentes, Deficientes de Guerra e de familiares
tombados ou perecidos. Neste sentido, serão desenvolvidas
acções visando: (/) Criar uma base de auto-sustentação,
autonomia económica, melhoria de condições de vida e combate a pobreza aos assistidos; (2) Proporcionar condições
organizacionais adequadas que visam garantir o normal funcionamento dos diversos serviços do Sector tanto a nível central, como local; (3) Avaliar o grau de cumprimento das
orientações e de implementação das medidas de política do
Sector a nível local.
4.1.6. Cultura:
Do domínio da cultura espera-se que se incentive a
endogeneização de práticas, valores, atitudes e princípios
capazes de concorrer para a preservação, consolidação e pro-
moção da identidade cultural do País nas suas formas multifacéticas. Esta orientação reflecte a prática de um conceito
fundamental, o de Angolanidade.
Assim sendo, em termos de objectivos dever-se-ão
alcançar os que se seguem: (1 ) Salvaguardar, preservar, proteger e valorizar o Património Histórico, natural e cultural;
(2) Dotar o sector da Cultura em toda a extensão nacional de
recursos humanos devidamente preparados; (3) Fomento das
indústrias culturais; (4) Criação de uma rede de Arquivos.
Entre as principais medidas do sector estão: (1 ) Criação de legislação que sustente a formação artística; (2)
Actualização do Qualificador das profissões da cultura; (3)
Materialização do programa «Livro na proximidade» (colocação de livros nas redes de supermercados, estações de correios, bombas de gasolina e nos supermercados); (4)
Implementação do Sistema Nacional de Casas de Cultura;
4.2. Política para a Economia Real:
1. Agricultura:
O sector agro-pecuário é de fundamental importância
para a vida económica e social do País. Assim sendo, é
urgente assegurar a reabilitação da agricultura através da
estabilização das populações no meio rural e a criação de
melhores condições de vida no campo. Tal melhoria irá concorrer para aumentar a produção e a produtividade da agricultura nacional, a promoção da auto-suficiência e da
segurança alimentar, o desenvolvimento da agro-indústria e
da exportação.
Assim sendo, a política agrária e do desenvolvimento
rural em Angola deverá gerar emprego, renda e oportunidades para a agricultura familiar e empresarial e proporcionar
a implementação do sistema de investigação agrária, apoiando-se nos seguintes objectivos: (1 ) Formular uma política
agrária; (2) Desenvolver capacidades em investigação agrária: (3) Garantir o acesso à terra e aos recursos naturais
produtivos: (4) Contribuir para a adequada implementação
da linha de crédito para apoio às associações, cooperativas,
pequenos e médios produtores; (5) Apoiar o relançamento da
actividade económica ligada ao sector agrário através da reabilitação de infra-estruturas de apoio a actividade produtiva
(6) Colaborar com outras estruturas governamentais na promoção do comércio no meio rural; (7) Promover o desenvolvimento integrado de fileiras estratégicas (cluters/agrónomos);
(8) Revitalizar e diversificar a economia rural: (9) Promover
e articular as parcerias público-privadas (PPP) para criar
sinergias para os programas e acções do sector.
Com o desenvolvimento dessas acções, o Executivo
tem como metas o alcance da autosuficiência alimentar dos
principais produtos de base e a geração de excedentes para a
agro-indústria e a exportação, assim como o aumento significativo do emprego directo e indirecto.
4.2.2. Pescas:
As pescas continuam a ser um sector importante para
a melhoria da qualidade de vida do povo angolano, para o
aumento da segurança, estabilidade e bem-estar das populações e, por conseguinte, para o combate à fome e a erradicação da pobreza extrema.
A estratégia do Executivo para o sector assenta na
definição de um regime de exploração responsável no que
respeita aos recursos vivos aquáticos — tanto através da captura como mediante o emprego de técnicas de cultura — e na
inovação tecnológica, conciliando as limitações de ordem
biológica e ecológica do potencial produtivo das águas
angolanas (marinhas e continentais). Os principais objectivos relacionados com esta orientação são: (7) Contribuir para
a melhoria do bem-estar das populações através da minimização da fome e do aumento das oportunidades de emprego;
(2) Valorizar o capital humano e capacitar os serviços e unidades produtivas: (3) Melhorar a gestão dos recursos e
diversificar as técnicas e métodos de produção; (4) Operacionalizar os instrumentos de produção (frota e indústria)
através da harmonização das suas funcionalidades; (5) Gerir
de forma integrada as zonas costeiras e compatibilizar os seus
diferentes usos; (6) Incentivar a investigação científica, a inovação e a valorização do saber tradicional.
4.2.3. Petróleo:
O petróleo continua a ser o produto de exportação e a
principal fonte de receitas do País. A produção de petróleo
continua a assumir carácter estratégico, devendo garantir a
geração de recursos financeiros necessários à reconstrução e
modernização do País. Entretanto, é necessário agregar-se à
exploração petrolífera o aproveitamento e exploração do gás
que, face à crescente procura mundial de recursos energéticos, constitui também um recurso estratégico.
Assim, a acção do Executivo assenta no desenvolvimento da actividade petrolífera através do seguinte: (71 ) Controlar um ritmo de exploração de petróleo e gás natural que
considere a evolução das reservas técnicas (comprovadas e
prováveis), economicamente viáveis, as alterações da matriz
energética mundial e os respectivos preços (a médio e longo
prazos); (2) Implementação de uma Política de Redução da
Economia de Enclave, com base na Identificação de oportunidades de parcerias entre empresas angolanas e estrangeiras e nas oportunidades de melhorias para o mercado
angolano em geral, visando aumentar a participação de con-
teúdo local na indústria; (3) Implementação e monitorização
de um instrumento legal que impulsione o recrutamento,
integração, formação e desenvolvimento de pessoal angolano
na indústria petrolífera; (4) Assegurar a conclusão da implementação do Plano Director de Armazenagem; (5) Continuação do Projecto de Melhoramento da Rede de Distribuição, na sua componente de construção de postos de abastecimento com o objectivo de expandir e melhorar a rede de
distribuição em todo o território nacional.
4.2.4. Geologia e Minas:
A exploração mineira deverá contribuir para a sustentabilidade do desenvolvimento de Angola, partindo de
uma estratégia racional e responsável de apropriação dos
recursos minerais, financiando parte da desenclavização da
economia, com apoio à diversificação e do surgimento de
novas actividades valorizadoras dos recursos minerais e
humanos do País.
Pelo potencial de geração de emprego e rendimentos
em áreas mais afastadas dos grandes centros poderá, se bem
orientada, actuar como um instrumento de política para o
combate à pobreza, a melhoria da qualidade de vida e redução das assimetrias. É sob este enfoque que foram estabelecidos os objectivos: (1) Contribuir para a criação de novos
postos de trabalho e para a diversificação da economia
nacional, através da promoção do desenvolvimento do «<cluster»> dos recursos minerais; (2) Continuar os estudos tendentes a conhecer o potencial geológico-mineiro do País; (3)
Assegurar o aproveitamento de matérias-primas de origem
mineira, para o apoio a indústria transformadora, à construção civil e a actividade agrícola; (4) Implementar o Plano
Nacional de Geologia de modo faseado; (5) Formar e capacitar técnica e profissionalmente os quadros do sector; (6)
Diversificar da produção mineira, concentrada em diamantes, ferro, cobre, ouro e rochas ornamentais; (7) Assegurar o
reforço da base infra-estrutural geológico-mineira, como
suporte para o desenvolvimento de novos projectos de mineração.
4.2.5. Indústria Transformadora:
As linhas mestras do sector industrial em Angola
assentam num modelo centrado na implantação de indústrias
modernas e competitivas que valorizem o potencial de
recursos do País, estabelecimento de indústrias tanto para
substituição de importações como para a exportação. Esse
processo está a ser feito através da recuperação e desenvolvimento das actividades produtivas, recuperação e criação de
infra-estruturas materiais, reconstituição e ampliação do
capital humano, desenvolvimento tecnológico e enquadramento e reforço do sector privado e institucional do Estado.
10 4457
Este modelo, que corporiza a matriz da estratégia de
industrialização de Angola, está a ser materializado tendo
presente os seguintes objectivos: (7 ) Contribuir para a coordenação de estratégias económicas empresariais visando o
incremento da produtividade, da competitividade e do
emprego. (2) Proceder à reestruturação, regulamentação
jurídica e organização de processos de privatização de
empresas industriais detidas pelo Estado: (3) Aumentar a contribuição da indústria transformadora para o Produto
Interno Bruto; (4) Apoiar a substituição competitiva das
importações e fomentar as exportações; (5) Impulsionar o
sector da construção civil e obras públicas através do
aumento da produção da indústria de materiais de construção.
Para que os objectivos acima, dentre outros, possam
ser alcançados, são propostas diversas medidas de políticas,
com destaque para: (1 ) Estabelecer uma parceria estratégica
com o CINFOTEC para a formar operários, técnicos e gestores das empresas a serem criadas para o Programa Executivo do Sector da Indústria Transformadora 2009 — 2012;
(2) Continuação do processo de reabilitação e apetrechamento dos Centros de Formação adscritos ao Ministério da
Geologia e Minas e da Indústria; (3) Criação de sistemas de
gestão do cadastro industrial, estatística e informatização do
Ministério; (4) Definição da estratégia de desenvolvimento
da agro-indústria; (5) Reforço dos órgãos de aplicação do
Programa Executivo, nomeadamente, o Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA), o Instituto Angolano de Normalização e Qualidade (IANORQ) e o Instituto
Angolano de Propriedade Industrial (IAPI), como uma forma
mais ampla e adequada a todas as iniciativas do sector
industrial privado; (6) Criação de um Centro de Tecnologias
de Informação para o Sector Industrial (Viana).
4.2.6. Comércio:
A política comercial adoptada pelo Executivo tem
como substrato a substituição das importações e a promoção
das exportações. De um modo geral, importa destacar os
seguintes objectivos: (1) Aumentar as disponibilidades de
produtos essenciais (cabaz de bens de consumo básico), através do fomento do comércio rural; (2) Estabilizar os preços
de venda do cabaz de compras básico afim de minimizar o
risco na gestão do orçamento para as famílias de menores
rendimentos: (3) Assegurar a existência de reservas alimentares estratégicas e de segurança em níveis recomendados;
(4) Aumentar a importância relativa do comércio de produtos de origem nacional; (5) Criar uma rede comercial operativa e adequada às necessidades do mercado: (6) Reduzir para
níveis mais adequados, tendo em conta a eficiência do sistema económico, as situações de monopólios e oligopólios;
(7) Promover a criação de plataformas logísticas que sirvam
o duplo objectivo de articular o território e valorizar a posi-
ção geoestratégica de Angola; (8) Acompanhar e reforçar
a Cooperação Internacional (bilaterais e multilaterais): (9)
Assegurar a logística primária e secundária ao nível do Mercado Nacional e Internacional.
A concretização dos objectivos acima citados dependerá de um amplo conjunto de acções e medidas, com especial relevância para: (/) Adopção do Plano-Director para o
desenvolvimento do comércio em Angola tendo em vista a
estruturação das Plataformas e das Redes de logística, distribuição e estabelecimentos comerciais; (2) Criação de um sistema de incentivos fiscais que incida sobre as actividades
empresariais complementares e periféricas e abertura de
linhas de crédito direccionadas para o pequeno e médio
empresário do comércio com boas condições de acesso e
amortização; (3) Facilitação do acesso de mais comerciantes
nos domínios das técnicas de gestão, armazenagem, conservação, exposição e venda de bens, de modo a rentabilizar os
seus negócios. Adiciona-se a oferta de formação em negociação de acordos comerciais; (4) Além da regulamentação
das actividades comerciais, o MINCO pretende criar condições para assegurar a livre concorrência entre os operadores
do comércio, de tal forma que beneficie os consumidores.
4.2.7. Energia:
Neste sector continuarão a ser realizadas acções que
induzam o uso eficiente da energia bem como o recurso cada
vez maior a fontes de energia não poluentes e que não prejudiquem o ambiente, nomeadamente a energia hidroeléctrica,
a energia solar, a energia eólica e os biocombustíveis.
Do lado da oferta, as acções do Executivo estão
direccionadas para os objectivos de: (/) Aumentar a oferta
de energia eléctrica, para satisfazer as necessidades de consumo induzidas pelo desenvolvimento económico e social do
País; (2) Melhorar a continuidade e a qualidade do fornecimento de energia eléctrica; (3) Utilizar os recursos energéticos nacionais de forma racional e com protecção ambiental.
Especificamente, estes poderão ser alcançados para
cada um dos sistemas em operação, através das seguintes
acções e medidas:
Sistema Norte:
— Conclusão da reabilitação e desenvolvimento das
acções de construção de novas barragens e centrais hidroeléctricas (Aproveitamento Hidroeléctrico de Cambambe — Reabilitação da 1.º Central,
Alteamento e 2.º Central, Laúca e Caculo
Cabaça).
— Reabilitação dos Grupos Turbina a Gás do Cazenga.
— Acompanhar o desenvolvimento da construção da
Central a Ciclo combinado do Soyo e da rede de
transporte associado e promover as acções
necessárias à sua integração na Rede de Transporte.
— Conclusão da construção do sistema de transporte
para a integração do Uíge ao Sistema Norte e da
interligação Norte-Centro e desenvolvimento das
acções de construção do sistema de transporte
associado aos novos aproveitamentos hidroeléctricos incluindo o Aproveitamento Hidroeléctrico
das Mabubas em fase de construção em regime
de BOT e à integração do Zaire ao sistema Norte.
— Reabilitação e expansão das Redes Eléctricas de
Média Tensão, Baixa Tensão e de Iluminação
Pública de diversas áreas urbana, peri-urbanas e
rurais, incluindo o atendimento às urbanizações
que integram o Plano Nacional de Habitação.
Sistema Centro:
— Conclusão da reabilitação e desenvolvimento das
acções de construção de nova barragem e central
hidroeléctrica (Aproveitamento Hidroeléctrico de
Gove, Biópio e Cacombo).
— Conclusão da construção do sistema de transporte
AH Gove — Huambo — Kuito e desenvolvimento
das acções de construção do sistema de transporte Quileva — Huambo incluindo o Aproveitamento Hidroeléctrico do Lomaúm em fase de
construção em regime de BOT.
— Reabilitação e expansão das Redes Eléctricas de
Média Tensão, Baixa Tensão e de Iluminação
Pública de diversas áreas urbana, peri-urbanas e
Turais, incluindo o atendimento às urbanizações
que integram o Plano Nacional de Habitação.
Sistema Sul:
— Conclusão da reabilitação e desenvolvimento das
acções de construção de nova barragens e centrais hidroeléctricas (Aproveitamento Hidroeléctrico de Matala,
Jamba-Ya-Mina, Jamba-Ya-Oma e Baynes):
— Desenvolvimento das acções de construção do sistema de transporte associado aos novos aproveitamentos hidroeléctricos, incluindo a interligação
Centro-Sul.
— Reabilitação e expansão das Redes Eléctricas de
Média Tensão, Baixa Tensão e de Iluminação
Pública de diversas áreas urbana, peri-urbanas e
rurais, incluindo o atendimento às urbanizações
que integram o Plano Nacional de Habitação.
Sistemas Isolados:
— Conclusão da construção das novas centrais térmicas (GTG Cabinda, Kuito, Saurimo e Luena ) e
de novas mini-hidricas ( Luquixe II).
— Desenvolvimento das acções de construção de centrais mini-hídricas (a definir);
— Reabilitação e expansão das Redes Eléctricas de
Média Tensão, Baixa Tensão e de Iluminação
Pública de diversas áreas urbana, peri-urbanas e
rurais, incluindo o atendimento às urbanizações
que integram o Plano Nacional de Habitação.
— Fontes Renováveis de Energia.
— Promoção de projectos-piloto no domínio das fontes
de energia renováveis (Construção de aldeias
solares na Província do Huambo, Bié, Lunda-
-Norte, Zaire e Malanje).
— Desenvolvimento das acções de instalação de
parques eólicos nas províncias de Cabinda e
Huambo de (1 MW) e Namibe de 4 MW.
4.2.8. Águas:
No que se refere às águas, o Executivo vai continuar
agir no sentido de proporcionar à população o acesso a água
potável nos centros urbanos e nas áreas rurais, bem como o
acesso a água pela actividade económica. Esse aspecto,
associado à provisão do saneamento básico elevará as condições de vida da população, na medida em que vai prevenir
o surgimento e eventual propagação de epidemias transmissíveis pelo limitado acesso à água potável e pelas precárias
condições de higiene, tais como a cólera.
Os principais objectivos estabelecidos pelo sector,
para o período 2011-2012, são: (1) Assegurar um sistema
tarifário adequado aos custos de exploração dos operadores
e que proteja os grupos populacionais mais vulneráveis; (2)
Assegurar uma correcta gestão dos sistemas mediante a
racionalização das operações e da manutenção: (3) Abastecimento nas áreas periurbanas e rurais; (4) Assegurar a gestão integrada dos recursos hídricos e promover a criação de
estruturas adequadas de gestão de bacias prioritárias.
Assim sendo, as acções do Executivo deverão estar
centradas em: (7 ) Implementação das acções que constam
nos planos directores; (2) Instalação de pequenos sistemas e
pontos de água comunitários; (3) Continuação da inventariação dos Recursos Hídricos do País, superficiais e subterrâneos, traduzindo a sua gestão racional em Planos de
utilização integrada, a nível de cada bacia Hidrográfica: (4)
Adopção de medidas que permitam controlar melhor os efeitos naturais adversos, como as cheias e as secas; (5) Institucionalização do Instituto Regulador do Sector das Águas e
Saneamento.
4.2.9. Construção e Habitação:
Considerando a importância deste sector da construção no combate ao desemprego e na criação de postos de
trabalho, a política deste sector assenta nos objectivos de: (1)
Melhorar a circulação de pessoas e bens; (2) Contribuir para
o aumento da produção dos materiais de construção; (3)
10 4459
Melhorar as condições institucionais da Administração local
com vista a reposição e modernização dos serviços públicos.
Para tanto, as acções e medidas mais relevantes
definidas pelo sector são: (7) Garantir a implementação a Lei
de Bases sobre as Parcerias Público-Privadas; (2) Propor a
revisão do Decreto n.º 77/91,de 13 de Dezembro, que aprova
o Estatuto das Estradas Nacionais: (3) Propor a revisão do
Decreto n.º 21/92, de 9 de Setembro, que aprova o Plano
Rodoviário; (4) Propor a revisão do Decreto n.º 89/03, de
7 de Outubro, sobre as Portagens; (5) Revisão e actualização
do Regulamento da Actividade de Empreiteiros de Obras Públicas, Indústrias de Construção Civil e Fornecedores de
Obras, aprovado pelo Decreto n.º 9/91, de 23 de Março: (6)
Aprovação do Regulamento da Actividade dos Projectistas
de Obras Públicas; (7) Revisão e actualização do Regulamento da Comissão Nacional de Inscrição e Classificação
dos Empreiteiros de Obras Públicas, Industriais de Construção Civil e Fornecedores de Obras, aprovado pelo Decreto
Executivo n.º 2/94, de 4 de Março.
A política de Habitação do Executivo visa a promoção do acesso à habitação, a articulação das políticas de
habitação com a qualificação do ambiente urbano e a concertação da intervenção do Estado com outras entidades,
nomeadamente municípios e entidades privadas do sector
cooperativo e associativo através da criação de uma política
de habitação e de cidades.
Assim, em termos de habitação, os objectivos a prosseguir pelo Executivo são: (7) Garantir o direito de habitação
para todos; (2) Promover a qualificação do território, incentivando operações integradas de requalificação urbana, que
integra entre outras acções a regularização fundiária, habitação social, água, saneamento básico e energia eléctrica e
valorização ambiental; (3) Requalificar, reabilitar e valorizar os
centros urbanos e rurais, promovendo a fixação ordenada das
populações com vista a mitigação das assimetrias regionais.
4.2.10. Telecomunicações e Tecnologia de Informação:
As telecomunicações e as tecnologias de informação
representam as expressões mais disseminadas de inserção da
modernidade na vida económica e social do País, presentes
nos escritórios das grandes empresas, nos gabinetes dos
departamentos ministeriais e entre as famílias, tanto na
cidade como nos musseques. Estará direccionado também
para a melhoria da qualidade de vida, na medida em que se
possa expandir, ainda mais, os serviços de telefonia e de
internet (inclusão digital), tendo em vista o objectivo de
garantir a disponibilidade, com eficácia e a custos baixos, de
todas as formas de troca de informação entre os agentes
económicos, e a difusão das mais modernas tecnologias de
informação.
Para cada um dos segmentos sob a responsabilidade
do sector foram definidos os seguintes objectivos e respectivas acções e medidas:
Telecomunicações:
Objectivo: Assegurar a expansão das infra-estruturas
de suporte à oferta de serviços diversificados de
informação e comunicação, que devem estar disponíveis a sociedade como um todo, em todas as
regiões do País e com boa qualidade e preços.
Acções: (1) Implementação do Programa e Desenvolvimento Institucional, com o estabelecimento de
um novo modelo de gestão da rede básica e a
reestruturação da Angola Telecom; (2) Providenciar a conclusão da 1.º fase do Programa de
Desenvolvimento da Rede Básica e criar as condições necessárias para o arranque da 2 º fase; (3)
Incrementar a eficiência e incidência da participação do sector privado no subsector através
da criação de condições para a emissão de
licenças de prestação de serviço globais, aos
actuais operadores licenciados de telecomunicações, tornando-os operadores de comunicações
electrónicas.
Correios:
Objectivo: Realizar uma prestação universal dos serviços postais, promovendo a integração nacional
através de uma rede de estações multifuncionais
com serviços diversificados.
Acções: (1 ) Elaboração de um Estudo e Projecto para
a criação do Banco Postal; (2) Desenvolver estudos à rentabilização do Operador Postal Público;
(3) Elaboração e implementação de um programa
de desenvolvimento institucional que envolva novas formas de gestão e reestruturação
dos recursos humanos do operador público; (4)
Estudo à elaboração de uma política de marketing consistente, baseada em uma nova imagem
para o operador, novos negócios e ampliação de
S u a S
actividades.
Meteorologia e Geofísica:
Objectivo: Buscar uma adequação dos serviços do
sector à prestação de utilidade pública, colocando
ênfase nos aspectos operacionais, de economicidade de infra-estruturas e de redes de observação, em articulação com a investigação e o
desenvolvimento. Acções: (1) Reabilitação de
infra-estruturas de redes de observação meteorológica com cobertura, pelo menos, para todas as
capitais de províncias; (2) Reabilitação da rede
nacional de vigilância sísmica, objectivando a
cobertura de todas as áreas que sejam sensíveis
ao fenómeno natural; (3) Desenvolvimento
estratégico de uma política de recursos humanos
através da entrada em funcionamento do CRE-
FORMA (centro Nacional de Formação de
Quadros Especializados em Meteorologia e
Ambiente); (4) Reformulação do Estatuto Orgânico do INAMET, dotando-o de autonomia financeira e administrativa; (5) Elaboração de
planos para a sua reestruturação do INAMET no
médio e longo prazos.
Tecnologia da Informação:
Objectivo: Promover o desenvolvimento da sociedade
da informação, por meio do combate a exclusão
digital e a expansão dos projectos de governança
electrónica. Acções: (7) Prosseguir a promoção
a Sociedade de Informação através da elevação
do papel da CNTI e do FADCOM na massificação do uso das TIC nas escolas e nas comunidades; (2) Instalação de centros comunitários e
quiosques de acesso a internet na administração
local e central do Estado; (3) Reestruturação e
realização do IT-Forum.
4.2.11. Transportes:
As expectativas quanto aos contributos dos transportes referem-se a finalização de algumas das principais
ligações entre os centros produtores e consumidores do País,
além da recuperação e expansão da capacidade de diversas
infra-estruturas que operam muito próximas do nível máximo
de capacidade, em especial, das estruturas portuárias do País.
Para o período 2011-2012, os objectivos, em linhas
gerais, compatíveis com tais expectativas são: (7) Estabelecer um sistema de formação e capacitação de quadros dos
sectores de infra-estruturas e transportes, adequando competências e perfis profissionais às exigências dos sectores: (2)
Consolidar a reestruturação do sector aéreo, viabilizando as
operações das empresas do ramo, modernizando os aeroportos e instituindo a regulação aeronáutica nacional ao nível
dos melhores padrões internacionais; (3) Concluir o relançamento sustentado da actividade marítima, quer a nível internacional, quer a nível nacional, melhorando igualmente a
segurança marítima e a fiscalização ao longo da costa angolana; (4) Efectuar o relançamento gradual do transporte ferroviário; (5) Consolidar uma rede estruturada de transportes
públicos de passageiros.
Entre as acções e medidas mais importantes, visando
os objectivos mencionados estão: (1!) Criação do Instituto
Superior de Gestão, Logística e Transportes; (2) Criação de
condições de protecção e segurança do ambiente marítimos;
(3) Criação de parcerias da actividade da Secil no transporte
marítimo internacional; (4) Alterar o modelo institucional
dos Caminhos-de-ferro de Angola: (5) Apuramento de
Resultados por Actividades nas actuais empresas ferroviárias
de modo a permitir a criação de Empresas Gestoras das Infraestruturas; (6) Criar os meios necessários para a conservação
do património das empresas ferroviárias evitando ocupações
ilegais; (7) Periodizar ligação do CFB à República da Zâmbia; (8) Concluir o Programa de Refundação da TAAG: (9)
Estabelecer e implementar um programa de reordenamento
do sistema de transportes das Províncias através de Planos
Directores das Províncias e de um Plano Director Nacional
do Sistema de Transportes de Angola: (70) Estender a rede de
táxis a todo o País; (1!) Dinamizar a implantação dos Centros
de Inspecção de viaturas; (72) Adopção de medidas que conduzam à implementação do transporte intermodal (Melhorar
a mobilidade das pessoas a partir de terminais intermodais).
4.2.12. Hotelaria e Turismo:
No âmbito do Orçamento Geral do Estado 2011, o
sector continuará a ser accionado em duas frentes. Na primeira, de carácter imediato, na condição de provedor de
infra-estruturas de suporte a actividade económica, em
resultado do facto do País ser importador líquido de mão-de-
-obra qualificada e apresentar problemas a nível do mercado
habitacional. Na segunda, de carácter menos imediato, na
reestruturação eficiente dos recursos que integram o património turístico nacional, com orientação sustentável e harmoniosa e ênfase para a geração de emprego e de rendimento.
Portanto, os objectivos a serem perseguidos são: (1)
Definir planos territoriais e de ordenamento turístico específicos para cada província; (2) Actualizar e modernizar a
legislação vigente e criar legislação complementar; (3) Criação de um Plano Estratégico de Marketing e Promoção para
o sector; (4) Reorganizar a administração e informática
do Ministério: (5) Actualizar o Inventário e Cadastro dos
Recursos Turísticos: (6) Definir Zonas de Interesse Turístico;
(7) Promover Angola como Destino Turístico; (8) Criar áreas
de conservação transfronteiriças, abarcando ecossistemas críticos e preservando círculos de vida naturais.
As principais acções correspondentes aos objectivos
propostos são: (7) Elaboração do Plano Director do Turismo:
(2) Revisão, Actualização e Modernização do Quadro Legal
e Regulamentar: (3) Construção, Reabilitação e Apetrechamento de Escolas Técnico-Profissionais; (4) Implantação de
um sistema de certificação mediante atribuição de carteiras
profissionais; (5) Estabelecimento de calendário de férias e
de exposições nas províncias de forma rotativa, observando
as possibilidades de sinergia com outros eventos de grande
10 4461
potencial turístico; (6) Implantação de bureaux de informações de apoio aos visitantes e actividades turísticas em geral;
(7) Criação de Centrais de Logística.
4.3 Diversificação:
A diversificação da economia de Angola, para além
de superar a dependência do sector mineral, constitui a forma
mais eficaz de viabilizar um processo sustentado de desenvolvimento. É através de diversificação da estrutura produtiva que se pode romper o círculo vicioso que inviabiliza os
investimentos por falta de mercados e que limita os mercados
por falta de novos investimentos. Todavia, o Executivo considera que a diversificação progressiva da base económica
do País, incluindo não só o mercado interno como as exportações, bem como a sua especialização produtiva, não deve
ser feita de modo espontâneo e difuso, mas sim na base de
uma coordenação adequada entre os investimentos públicos
e os privados.
Os investimentos públicos criam as infra-estruturas
para a viabilidade e o aumento da eficiência dos investimentos privados, que constituem o motor das actividades produtivas propriamente ditas. Por outro lado, há também a considerar as ligações a montante e a jusante dos empreendimentos produtivos, que ajudam a viabilizar investimentos
complementares e a romper as limitações dos mercados, não
só de bens finais, como de bens intermediários e bens de
capital. Neste sentido, cabe de facto ao Estado o papel de
agente fomentador, regulador e coordenador do desenvolvimento económico e social, com uma função de liderança
numa estratégia concertada com a sociedade civil e o sector
empresarial. Esta estratégia será adequadamente formulada
como pressuposto para as políticas de desenvolvimento e
também para serem compatíveis com as políticas macroeconómicas de estabilidade financeira e dos preços.
A diversificação dará prioridade a sectores seleccionados com base em vantagens comparativas potenciais de
custos e competitivas de preços, ainda que temporariamente
necessitem de alguma protecção em relação aos concorrentes
importados. As políticas de fomento às actividades produtivas vão ainda dar prioridade às chamadas <<áreas de desenvolvimento», "compreendidas como clusters, pólos
agro-industriais, perímetros irrigados, pólos tecnológicos,
zonas de equilíbrio, zonas francas e zonas económicas especiais, e outros tipos de <«<«arranjos produtivos», nomeadamente na formação de cadeias e fileiras de produção. As
políticas de fomento vão dar atenção especialmente à formação de empresas e grupos empresariais nacionais, seja as pequenas e médias empresas, ou mesmo ao desenvolvimento
de grandes empresas angolanas. Também deve ser dada atenção aos grandes empreendimentos privados ou em forma de
«Parcerias Empresariais Público-Privadas», que sejam
estratégicos e/ou estruturantes, nomeadamente como
«empresas âncoras» das cadeias e fileiras produtivas.
4.3.1 Substituição das Importações:
A estratégia de diversificação virada ao mercado
interno é executada através de uma política racional de substituição de importações, dada a ainda elevada dependência
das importações para o consumo final, o consumo intermediário (matérias-primas e outros bens intermediários) e os
investimentos (bens de capital).
O Executivo já tem claramente estabelecido as suas
prioridades, que orientam as políticas para a economia real,
ou seja, as políticas industriais, agro-industriais e comerciais:
a segurança alimentar, o aumento da oferta de bens básicos
às populações, as indústrias de materiais de construção e a
implantação de indústrias estratégicas e estruturantes.
Os instrumentos que estão a ser utilizados para esses
objectivos são os próprios investimentos do Executivo, os
incentivos aos investimentos privados e as parcerias empresariais público-privadas. Estas acções terão continuidade
e serão sempre aperfeiçoadas, com destaque para os <«cclusters» , os pólos industriais e agro-industriais e as zonas económicas especiais.
4.3.2 Promoção das Exportações:
A outra grande vertente da estratégia de diversificação é pela via da promoção das exportações. Para além de
produzir as divisas necessárias para as importações de bens
e serviços em geral, as exportações de bens e serviços criam
empregos e rendimentos, e contribuem também para o alargamento dos mercados internos. Na realidade actual do processo de globalização, há que se ter também uma estratégia
clara para a promoção das exportações, que se apoie nas vantagens comparativas de custos, e nas vantagens competitivas
de preços e qualidade de alguns sectores produtivos diante
dos desafios da forte concorrência na economia mundial.
A liderança do Estado também é fundamental ao seleccionar os sectores e incentivar grandes projectos que atendam a
esses requisitos.
As principais acções correspondentes aos objectivos
propostos são: (71 ) Elaboração de um Estudo sobre a Diversificação Económica em Angola; (2) Elaboração de um
Modelo sobre as Vantagens Comparativas e Competitivas,
para apoio à decisão na política de Substituição de Importação e Promoção de Exportações (3) Assegurar a execução de
Programa de Crédito pelo BDA e pela Banca privada que
suporte os projectos Estratégicos Estruturantes e de Alavancagem do Sector Produtivo.
4 4 Incentivo ao Investimento Privado:
Os incentivos aos investimentos privados constituem
os instrumentos do Estado para induzir as decisões dos agen-
tes privados no sentido da estratégia desejada pelo Executivo. Os mecanismos automáticos providos pelos mercados são insuficientes. São necessários mecanismos complementares que rompam a inércia do <«<status quo» e possam
mesmo superar as barreiras iniciais de custos e de riscos
associados aos investimentos.
Nesse sentido, há os incentivos já consagrados de
natureza fiscal (isenções fiscais e eventuais bonificações),
financeira (crédito a taxas de juros compatíveis com os
retornos dos investimentos) e cambial (assegurar as divisas
necessárias aos investimentos). As políticas de concessões
desses incentivos estão a ser largamente utilizadas, e deverão
ser aprimoradas com base em critérios de maior selectividade
e rigoroso acompanhamento e avaliação dos seus resultados,
inclusive ao nível dos projectos específicos e dos critérios de
desempenho.
Assim, será aperfeiçoada e melhor focada a utilização desses instrumentos, nomeadamente nos financiamentos
de longo prazo aos investimentos privados e no aperfeiçoamento das garantias aos beneficiários (para além e em substituição das garantias patrimoniais tradicionais).
No aperfeiçoamento desses instrumentos vai ser
levado em conta a situação especial dos projectos a serem
seleccionados para as áreas de concentração de actividades
produtivas industriais, agrícolas e agro-industriais, através
dos pólos e zonas económicas especiais, onde são também
concedidos estímulos especiais na forma de acesso a terrenos, infra-estruturas e demais complementaridades aos
investimentos privados.
As principais acções correspondentes aos objectivos
propostos são: (1 ) Conclusão do Processo de Reestruturação
da ANIP:; (2) Revisão da Lei de Bases do Investimento Privado: (3) Revisão da Lei dos Incentivos Fiscais e Aduaneiros:;
(4) Elaboração da Lei-Quadro das Áreas de Desenvolvimento; (5) Elaboração do Programa de Médio Prazo para a
Institucionalização das Áreas de Desenvolvimento.
4.3. Fomento Empresarial e Criação de Emprego:
As políticas de fomento ao sector privado, nomeadamente ao empresariado nacional, vão ser aperfeiçoadas em
duas vertentes básicas: no apoio às pequenas e médias
empresas e no surgimento de grandes grupos empresariais
nacionais. No desenvolvimento e no fortalecimento das
pequenas e médias empresas, para além do seu contributo à
produção, assume grande importância a criação de empregos
dignos e produtivos, nomeadamente nas actividades de substituição de importações de bens e serviços básicos às populações. Uma atenção especial vai ser dada à formação dos
recursos humanos, à melhoria na capacidade de gestão
empresarial e à incorporação de tecnologias eficientes. É especialmente importante ter em conta as políticas de inserção
das empresas angolanas nas <«<áreas de desenvolvimento» e
nas cadeias produtivas onde haja a presença dominante de
“empresas âncora” estrangeiras, no sentido de se ter critérios
de “angolanização”, à semelhança dos modelos já comprovadamente bem sucedidos nos sectores petrolífero e diamantífero.
No que toca às políticas de estímulo ao surgimento
de grandes empresas privadas angolanas, dar-se-á atenção
especial aos dispositivos previstos na Lei do Fomento do
Empresariado Privado Angolano, no sentido de sua efectiva
implementação. As medidas de fomento, de formação
empresarial e de financiamento, assim como as “Parcerias
Empresariais Público-Privadas”, vão ter em conta alguns critérios de selectividade e de desempenho para as empresas
nacionais que comprovadamente apresentam potencial de
maior crescimento a médio e longo prazo.
No que toca ainda à criação de novos postos de trabalho, tem que se dar atenção especial aos “pólos de equilíbrio”, localizados nas regiões mais desfavorecidas e nas áreas
afastadas das grandes centralidades. Para além das funções de
auto-abastecimento, esses “pólos” vão ser criadores de
empregos de forma a manter as populações, com trabalho
digno, nas suas respectivas regiões de origem, evitando as
migrações para os grandes centros, motivadas por falta de
emprego local.
As principais acções correspondentes aos objectivos
propostos são: (7 ) Criar o Instituto de Fomento Empresarial
(IFE); (2) Revisão da Lei do Fomento do Empresariado Privado Angolano; (3) Definição do Modelo de Formação e
Capacitação Empresarial, especialmentenos aspectos relacionados com a Elaboração de Projectos; (4) Conclusão do
Processo Legislativo e Regulamentar das Parcerias Público-
-Privadas (PPP) (5) Estudo do Modelo de Garantias Financeiras ao Investimento no âmbito dos Projectos Estratégicos
e Estruturantes e das Parcerias Público-Privadas (6) Definição dos Critérios do Sistema de Bonificação aos Investimentos do Empresariado Privado.
4.5 Sectores Institucionais:
4.5.1 Administração Pública:
A Administração Pública, em termos gerais, detém
um papel institucional, para o aumento da competitividade
global da economia angolana. A participação do Estado,
enquanto parceiro na criação de um ambiente favorável ao
crescimento económico, é inquestionável, de onde exige, que
o funcionamento da administração pública se faça de acordo
com determinados parâmetros de eficiência e eficácia.
Os objectivos são: (1) Modernizar e uniformizar os
procedimentos de Gestão dos Recursos Humanos. Contribuir
10 4463
para a geração de empregos nos sectores primário, secundário e terciário da economia; (2) Elevar a taxa de qualificação
e de especialização dos activos no mercado de trabalho; (3)
Diversificar e alargar a rede de formação profissional em
conformidade com as capacidades e perspectivas da economia e do mercado de trabalho.
4.5.2 Justiça:
O direito de propriedade deve ser inviolável. Ao passar à sociedade a ideia de uma instituição que seja efectiva
guardiã destes princípios a Justiça estará cumprindo a sua
missão. A Justiça também precisa estar preocupada com
questões operacionais, para que a disposição de fazer cumprir
a lei seja material, crível aos cidadãos.
O objectivo central de reformar e reforçar o sector
legal e judicial angolano, nos planos estrutural e instrumental, visando a construção de uma sociedade baseada nos princípios de Boa Governância, Legalidade e Justiça se traduz na
necessidade de: (7) Implementar um sistema e uma organização mais forte no combate às diferentes formas de criminalidade; (2) Melhorar as condições de funcionamento dos
tribunais, com a implementação dos programas de reforma
da justiça e do direito, da informatização dos tribunais; (3)
Promover a capacitação institucional, utilizando as capacidades do Instituto Nacional de Estudos Judiciários (INEJ) e
outras instituições de formação nacionais e estrangeiras de
referência; (4) Assegurar aos cidadãos o acesso a serviços
legais, com a expansão destes serviços a todas as localidades
do País, com campanhas de sensibilização em vários domínios da justiça.
4.5.3 Administração do Território:
0 objectivo principal de desenvolvimento territorial,
para o biénio 2011-2012, estará apoiado na melhor valorização dos recursos de cada província, no âmbito de uma política activa de integração do mercado nacional, tendo em
conta os valores da coesão, da eficiência, da competitividade
territorial e da sustentabilidade, no quadro de uma desconcentração territorial equilibrada da economia e da população,
como resultado dos projectos estruturantes, da distribuição
dos investimentos produtivos no espaço e de um sistema
urbano fortemente articulado.
Para que este quadro de prosperidade sustentável, a
nível provincial, possa se verificar na prática devem ser
implementadas acções no sentido de: (7) Divulgar as disposições constitucionais sobre a Desconcentração e Descentralização administrativas; (2) Elaborar o Estatuto do Admi-
nistrador e do Pessoal da Administração Municipal; (3) Elaborar e aprovar o Regime Jurídico das empresas Locais: (4)
Elaborar e aprovar a regulamentação das parcerias público-
-privadas; (5) Rever o diploma legal sobre a geminação de cidades e Municípios; (6) Rever a lei sobre as transgressões
administrativas; (7) Elaborar a proposta da lei sobre a divisão
política-administrativa.
54 Segurança Social:
À missão da Segurança Social está entre as mais
importantes, consistindo na assistência aos trabalhadores que,
por razões transitórias ou permanentes, estejam desprovidos
de capacidade laboral. A falta ou a insuficiência de rendimentos por maternidade, por acidentes de trabalho, por doenças profissionais, velhice e morte devem ser contornadas pela
Segurança Social. Ter a certeza de que, na eventualidade de
algum destes sinistros, as prestações sociais irão assegurar
os meios para a subsistência é algo indispensável à tranquilidade dos trabalhadores e de suas famílias.
Para o biénio 2011-2012, os objectivos a alcançar
são: (1) Proteger os trabalhadores e as respectivas famílias
nas situações de falta de capacidade de rendimento, maternidade, acidente de trabalho, doenças profissionais, velhice e
morte; (2) Compensar o aumento dos encargos pelas rendas
de casa; (3) Assegurar os meios de subsistência aos segurados através da atribuição de prestações sociais.
4.5.5 Sistema Nacional de Estatística:
Apesar de incluído no domínio institucional, o Instituto Nacional de Estatística (INE) poderia ser considerado
também como transversal pela enorme gama de informações
e de dados que pode gerar visando o funcionamento dos
demais sectores. Para os agentes privados provê diversas
informações indispensáveis às decisões empresariais. Aos sectores económicos e sociais orienta no sentido da intensidade de
suas intervenções e também na precisão dos seus diagnósticos.
Assim sendo, o objectivo geral a alcançar consiste
em assegurar que a acção social do Estado contribua activamente para a redução da pobreza, através da promoção de um
conjunto de acções articuladas, integradas e direccionadas
para a prevenção, mitigação e gestão do risco social, que promovam a inclusão social das famílias e/ou pessoas mais
carenciadas e evitem o ciclo de dependência social.
4.5.6 Serviços Financeiros:
O mercado financeiro é uma ferramenta para o
desenvolvimento económico. Por isso, o País precisa de se
dotar de um sistema financeiro moderno, competitivo e
dinâmico, sendo capaz de produzir estímulos à constituição
e a captação da poupança e permitindo que Angola se transforme numa praça financeira regional forte. O aspecto mais
importantes de um sistema financeiro sólido está garantia de
oferta abundante e barata de um dos mais relevantes factores
de produção, o crédito.
Para que o sistema financeiro possa futuramente
alcançar o nível de desenvolvimento que dele se espera são
necessárias, para os próximos dois anos, acções no sentido
de: (1) Promover a harmonização das transacções e pagamentos do Estado; (2) Apoiar a criação de instituições especializadas na prestação de Compensação, Liquidação e
Custódia de valores mobiliários: (3) Reestruturar os Bancos
Comerciais de propriedade do Estado; (4) Desenvolver e
difundir o micro-crédito; (5) Desenvolver o mercado de
título da Dívida Pública.
5 Política de Defesa e Segurança Nacional:
149, A política de segurança nacional preconiza alcançar,
no respeito pela legislação nacional e convenções internacionais os seguintes objectivos:
A salvaguarda da nação e da paz e a estabilidade e
da reconstrução e desenvolvimento do País contra eventuais ameaças, riscos e vulnerabilidades
externas e internas; e
À contribuição para a preservação do sistema e
ordem internacional com vista à segurança e
desenvolvimento global.
5.1 Defesa Nacional:
No domínio da defesa nacional preconizam-se as
seguintes medidas:
i, Desenvolvimento do sistema de defesa nacional no
sentido da promoção e coordenação da actuação
dos órgãos civis e militares que importam a
defesa do País:
Restabelecimento das FAA, através da sua reestruturação e reapetrechamento técnico-material com
vista ao cumprimento das suas missões de defesa
militar, de interesse público e de cooperação com
O exterior; e
Reformulação e/ou revisão e promoção da adopção da arquitectura legal do sector da defesa
nacional e das FAA;
Protecção Interior.
No domínio da protecção interior estão preconizadas
as seguintes medidas:
Desenvolvimento do sistema de protecção interior,
provendo a dinamização do funcionamento e
operacionalidade das suas estruturas integrantes:
Condução do esforço de protecção e asseguramento
policial do País no sentido do controlo da situação pública e redução dos níveis de criminalidade, controlo das fronteiras e limitação dos
intrusos e ilegais e da prevenção e fiscalização
da segurança rodoviária e diminuição da sinistralidade:
Desenvolvimento da situação do serviço de
migração e estrangeiros; e
Desenvolvimento do funcionamento dos serviços
penitenciários;
Desenvolvimento da actuação do serviço de protecção civil e bombeiros.
5.2 Preservação da Segurança de Estado:
Neste domínio, o Executivo estabelece as seguintes
medidas:
Desenvolvimento do sistema de prevenção de segurança de Estado no sentido de assegurar os estudos prospectivos que facilitem o planeamento a
curto, médio e longo prazo e contribuam para a
efeciência da actuação do poder político:
Formação de pessoal e apetrechamento técnico-
-material;
Desenvolvimento das relações de cooperação com
os serviços homólogos de países amigos e vizinhos e de interesse; e
Promoção da adequação e/ou revisão da arquitectura ilegal que regem os serviços de inteligência
e de segurança de Estado.
5.3 Pacificação do País:
No domínio da pacificação do País estabelecem-se
as seguintes medidas:
Prossecução da conclusão do processo de pacificação do País através da continuidade da conclusão do processo de paz e reconciliação na
Província de Cabinda e da consolidação do processo de reintegração dos desmobilizados; e
Consolidação do processo de reintegração dos desmobilizados mediante desenvolvimento do programa geral de reinserção socio profissional dos
desmobilizados com a implementação desconcentrada pelas províncias, municípios e comunas.
6 Poder Local e Descentralização Administrativa:
O reforço do poder local e descentralização administrativa continuará a ser um instrumento de destaque para o
Executivo que, desdobrados, deverão concretizar a melhoria
da gestãomunicipal e da delimitação das responsabilidades.
6.1 Gestão Municipal:
Atenção especial será dispensada às acções tendentes à melhoria da Gestão Municipal e das cidades e ao
desenvolvimento de acções no domínio da formação, investigação e consultoria nas áreas da Administração Local do
Estado e do Poder Local, Autoridades Tradicionais e Comu-
10 4465
nidades Tradicionais com ênfase na: (/ ) Implementação de
medidas e reformas concernentes à desconcentração e descentralização administrativas; (2) Normalização da Administração do Estado; (3) Valorização dos recursos humanos da
Administração Local do Estado.
6.2 Delimitação das Responsabilidades:
A Divisão Política Administrativa, a classificação
dos aglomerados populacionais, as Autarquias Locais, os processos eleitorais e o Estatuto das Autoridades Tradicionais
constituem as prioridades do sector.
7 Política de Combate à Pobreza:
O Programa Integrado de Combate à Pobreza e
Desenvolvimento Rural figura como uma das principais ferramentas de acção do Programa de Governação, tendo em
vista à consecução dos objectivos gerais.
O Programa Integrado de Combate à Pobreza e
Desenvolvimento Rural funciona como um instrumento de
intervenção do Executivo, desenhado para prover soluções
de três problemas nacionais, interdependentes, de elevada
complexidade e alto impacto sobre a qualidade de vida da
população e o desenvolvimento nacional: a pobreza, a desnutrição e a baixa produção e produtividade da agricultura.
A estrutura do Programa está baseada nas áreas prioritárias de intervenção da Estratégia de Combate à Pobreza e
nas recomendações da Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSAN). A partir destes dois grandes
focos são definidos seis eixos estratégicos, apresentados no
diagrama a seguir:
— Saúde básica e preventiva;
— Acesso aos serviços públicos essenciais;
— Solidariedade e mobilização social;
— Alfabetização, Ensino Primário e Professional;
— Acesso à alimentação e oportunidades no meio rural; e
— Empreendedores e crédito rural.
O Programa Integrado apresenta muitas virtudes no
tocante à sua arquitectura estratégica que é, sobretudo, motivadora das sinergias entre os diferentes domínios e incentivadora da participação de todos os agentes económicos, não
apenas dos envolvidos na sua execução, mas também dos
seus beneficiários directos e indirectos. O principal avanço
está na proposta de gestão e de administração estratégica do
Programa, que define duas formas de abordagem pelos lados
da oferta e da demanda pelas intervenções:
7.1. Formulação de Diagnósticos Integrados
(Demanda):
A ideia da formulação de Diagnósticos Integrados
refere-se, basicamente, à perspectiva de se proceder a uma
compatibilização territorial entre as acções sectoriais de iniciativa do Executivo Central e as intervenções locais que
estão propostas pelo poder local. Com este trabalho espera-
-se garantir o máximo de eficiência e de eficácia nas acções
dos diferentes níveis de governação.
Uma das principais fontes de informação para os
diagnósticos consiste na actualização do trabalho desenvolvido por ocasião dos «Diagnósticos Rurais Participativos».
Um dos aspectos mais importantes da opção por esta ferramenta é que se encontra em perfeita sintonia com o trabalho
que já vem sendo desenvolvido, no âmbito dos Programas
Municipais de Combate à Pobreza, no sentido da maior
recolha possível de subsídios que possam adequar, orientar e
harmonizar as acções.
As necessidades de intervenção, identificadas nos
municípios, deverão ser enquadradas nos eixos do Programa
Integrado como parte da estratégia para garantir uma actuação eficiente dos sectores para a solução dos problemas. O
enquadramento tende a melhorar a qualidade do diagnóstico
porque irá considerar a interactividade das acções sectoriais.
7.2 Formulação de Projectos Integrados (Oferta):
O grande diferencial do Programa Integrado de
Combate à Pobreza está na capacidade que tem, pela sua própria concepção, de extrair o máximo de eficiência das acções
dos diferentes Departamentos Ministeriais e Administrações
Locais colocadas a serviço do crescimento endógeno, contemplando a competitividade e a redução das assimetrias. O
Combate à Pobreza surge como uma consequência óbvia
deste arranjo e das acções de cunho social, sobretudo as de
assistência às pessoas carentes.
O instrumento capaz de viabilizar, na prática, o crescimento endógeno é o dos Projectos Integrados. À concepção destes projectos parte dos diagnósticos participativos e
define as acções a serem desenvolvidas por cada interveniente
(Ministérios, Administrações, Sector Privados) em dada localidade (Município). Ou seja, estes projectos representam a
menor unidade de planeamento, sobre a qual deverão ser aplicados os procedimentos de integração e coordenação dos
esforços.
Assim sendo, será possível desenhar, com maior precisão, projectos multissectoriais de intervenção municipal
que tenham, simultaneamente, duas características fundamentais: Que sejam compatíveis com os programas sectoriais já em curso e que estejam também em perfeita sintonia
com os diagnósticos municipais.
À seguir são apresentados os programas que deverão
concorrer para cada um dos eixos estratégicos do Programa
de Combate à Pobreza e Desenvolvimento Rural.
Quadro 7
Eixos Subprogramas Descrição Sumária do Conteúdo
E] — Acesso à Desenvolvimento — | Acesso à merenda escolar pelos alonos das
alimentação e a | Rural; Segurança — escolas primárias públicas e de instimições
upurtunidades — Alimentar educacionais credenciadas pelo Executivo;
no meio rural promoção da produção de alimentos; promoção
da compra e venda da produção agrícola
excedente; promoção da concepção e à
implantaçããô — de experiências = de
desenvolvimento — local; promoção do
desenvolvimento sócio-económico da mulher,
apoio a oportunidades de emprego na campo. —
112 — Alfabetização, | Desenvolvimento — ) Contribui para a redução do analfabetismo da
Ensino Rural. mulher rural e da periferia; amplia o acesso da
Primário é criança do meio rural e da periferia ao ensino
Profissional primário, promove à expansão das
oportunidades de formação profissional e
lécnica.
E3 —- Saúde Básica e | Desenvolvimento — Contribui para a redução das taxas de
Preventiva Rural. mortalidade materna e infantil e para a melhoria
da assistência à saúde primária nos
= comunidades rurais.
Ed — Acesso à Água para Todos; — | Promove o acesso à água apropriada para beber;
Serviços Luz para Todos; providencia a instalação de sistemas
Públicos Desenvolvimento — | comunitários de nbastecimento de água e
Essenciais Rural. perfuração de poços; apoia a instalação de
fossas sépticas e sistema comunitário de
tratamento de esgotos e redes locais de
Saneamento; promove O acesso à energia
eléctrica pela população do meio rural;
promove a construção residências sociais c à
implantação de infra-estruturas sociais e
produtivas.
E5- Desenvolvimento — Promove acções formativas para capacitar a
Emprecndedori | Rural Integrado. mulher para o desenvolvimento de pequenos
smo e Crédito — | Crédito Agrícola negócios; promove a difusão e o acesso ao
Rural crédito agrícola de empos solidários,
associações ou cooperativas de pequenos
odutores.
E6 - Solidariedade e | Desenvolvimento — | Promove a implantação de grupos solidários e
Mobilização — Rural, Crédito organizações comunitárias, de carácter social e
Social Agrícola produtiva; apoia o florescimento de iniciativas
de solidariedade a populações em situação de
tisco e pobreza; cria mecanismos para o
engajamento de scetoros em acções que
contribuam para os objectivos do Programa,
8 Política de Género:
8.1 Família e Promoção da Mulher:
A relevância da participação feminina, em todos os
aspectos da vida nas sociedades modernas, é inquestionável
face à contribuição que delas se espera para o processo de
desenvolvimento. Este processo de ocupação dos espaços
pela mulher pode ser lento ou rápido, dependendo das características da sociedade. Uma das principais tarefas da Família e Promoção da Mulher é funcionar como um acelerador
deste processo, através dos incentivos à participação social e
política e de outras formas de emponderamento. Também,
ocupa-se das questões que envolvem a célula de organização
da sociedade: a família.
Os objectivos, as acções e medidas de políticas
assim direccionadas são apresentados a seguir.
Quadro 8
| - Criar ou facilitar à criação de mecanismos voltados para as condições económicas,
sociais, culturais e políticas que possibilitam o desenvolvimento da famílis em sua
ORA no nuclear ma sociedade, com respeito à sua identidade, unidade, eulunonma é
Qua valores tradicionais.
- Criar va facilicar à eriação de mecanismmias para à promoção dos direitos buznanns das
mulheres e a igualdade de oportunidades e benefícios entre mulheres & homens em
Angola.
* Refoiçar a capacidade institucional do Ministério, do Conselho Nacional de Família,
do Conselho de Coordenação Multisectorial em Género,
* Promover o empoderamento e auto-estima de cada membro da família, apoiando à
geração de recursos económicos,
oa Promover a disponibilidade de serviços sociais diferenciados às famílias e seos
membros. sobrecudo paro as famílias mais vulneráveis (VIE/Sida e portadores de
EsteCÍFICOS e.
Jefciêncas).
- Reforçar os consis de influência na formulação de políticas, de programes e da
legislação. lendo em conta é transversalidede das yuesiões de énem.
* — Promaver uma ampla conscientização pera us dineles políbeins, ecunómicos, jurídivos
E sociis das nulheres adultas e jovens. « em partícaler, das residentes nas óneas rursis.
- Realização de estmãos sobre & participação da mulher na polícica, em especial, nos
processos de lormala de decisões públicas.
- Reforço da enpacidade técnica do pesso] de anoio e de acompanhamento às vícimas de
REA rwiulência.
da aaRSE Melhoramento dos mecenismos de capacitação da mulher, desde « alfabecização até é
Poríica qualificaçõe profissinae! e empresarial.
- Formulação e regulamentoção de dispositivos legais voltados para 4 bammonia das
famílias,
- Implementar acções que funcionem como formo de estímulo ao associntivismo
comunitário,
9 Sectores Transversais:
9.1 Ambiente:
Os desafios que se colocam ao processo de reconstrução nacional e de crescimento económico do País vão
implicar a exploração intensiva de recursos naturais, o que
poderá resultar em impactos negativos sobre o ambiente e à
qualidade de vida das populações. Isto poderá resultar na
perda da diversidade biológica e na degradação de ecossistemas naturais e construídos.
Para vencer estes desafios o Executivo vai adoptar
instrumentos de gestão ambiental tendentes à proporcionar a
integração e a conciliação dos aspectos ambientais dentre os
quais destacam-se as medidas: (7) Produção de legislação
adequada e instrumentos programáticos de gestão; (2) Instituição da cobrança de taxas ambientais e de um sistema de
multas: (3) Regulamentação dos mecanismos para a emissão
de licenças ambientais; (4) Realização de acções de fomento
às parcerias com o sector privado; (5) Institucionalização dos
órgãos participativos provinciais; (6) Implementar a Política
Nacional do Ambiente.
9.2 Ciência e Tecnologia:
A importância da ciência e da tecnologia deve-se ao
seu valor estratégico tanto para atender a necessidade mais
significativa do bem-estar socioeconómico da população,
como para melhorar a posição do País no cenário internacional. Em ambos aspectos, esta dualidade amplia as condições
de controlo do processo de desenvolvimento nacional.
Para que a ciência e tecnologia possa ocupar de facto
o espaço que está reservado no processo de desenvolvimento
10 4467
estão propostas, para o biénio 2011-2012, as medidas de: (7 )
Criação de um mecanismo de coordenação de C&T; (2)
Aprovação da carreira de investigação científica; (3) Criação
do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECIT); (4) Promoção de conferências,
workshops, mesas-redondas e feiras; (5) Aprovação da Lei
de Base da Ciência e Tecnologia; (6) Aprovação do Estatuto
do Conselho Superior de Ciência e Tecnologia, (7) Instituição dos prémios de ciência e inovação.
9.3 Ensino Superior:
À formação integral é fundamental para a melhoria
da qualidade de vida e para o desenvolvimento humano dos
angolanos. Na prática, a continuidade do crescimento económico deverá provocar um aumento da procura por profissionais de nível superior.
Para garantir a oferta de serviços educacionais de
nível superior, evitando a escassez de capital humano, o
sector está a propor acções para: (1) Garantir as condições
para o melhor funcionamento das seis novas Universidades
Públicas, dos Institutos e Escolas Superiores criadas, bem
como das IES autonomizadas antes pertencentes a UAN; (2)
Continuar o processo de redimensionamento da Universidade
Agostinho Neto ao âmbito da região académica em que ela se
insere; (3) Construir/reabilitar e equipar infra — estruturas
académicas e sociais para as novas instituições de ensino, das
sete (7) regiões académicas; (4) Continuar a adequação, a
actualização e o reforço da legislação sobre o ensino superior;
(5) Reavaliar as condições para o arranque e funcionamento
do Campus da Universidade Agostinho Neto; (6) Privilegiar
e assegurar as acções referentes aos compromissos políticos,
reflectidas no Programa de Investimento Público para o sector, e nas Bolsas de Estudo internas e externas em áreas de
formação prioritárias, sem comprometer a estratégia a adoptar para colmatar o défice existente em várias áreas do saber;
(7) Elaborar um Plano de Desenvolvimento Institucional para
o Sector do Ensino Superior para definir, a partir de 2010, as
suas necessidades locais e regionais em termos da sua
expansão, cursos a criar, corpo docente a formar, efectivos a
matricular, meios de ensino adequados, bem como as perspectivas de desenvolvimento nacional que deverão ser levadas a aprovação nas respectivas conferências regionais.
9.4 Comunicação Social:
A Comunicação Social, por definição, tem a missão
de promover o desenvolvimento sustentável, participativo e
democrático, através da expansão e melhoria das media, de
forma independente e responsável.
Sendo o mais transversal dos sectores, para que a
sua contribuição, seja sentida no desenvolvimento educacio-
nal, informativo, ético, cultural e cívico da sociedade estão
prevista medidas no sentido de: (7) Fortalecer o Sistema
Nacional de Comunicação Social, visando aumentar a sua
credibilidade; (2) Alargar a cobertura do território nacional
pelos meios, públicos e privados, de comunicação social; (3)
Promover o apetrechamento humano, tecnológico e material
dos <««media» e apoiar a reestruturação e modernização das
empresas do sector de comunicação social; (4) Estimular o
surgimento e consolidação do sector privado da Comunicação Social.
9.5 Sector Empresarial Público:
O Sector Empresarial Público (SEP) é responsável
pela construção e gestão de infra-estruturas públicas fundamentais e pela prestação de serviços públicos essenciais, para
além de um conjunto diversificado de outras funções de
carácter instrumental, nos mais diversos sectores e domínios
e constitui um importante instrumento de política económica
e social.
Neste sentido, o Executivo vai adoptar medidas
pontuais aplicáveis às empresas seleccionadas no sentido de
melhorar o seu desempenho e acompanhamento, além de
reformular o mecanismo de fiscalização das empresas públicas através dos Conselhos Fiscais. Assim, as principais
acções irão concorrer para: (1) Reordenar a posição do
Estado na Economia; (2) Assegurar a reestruturação económica do Sector Público: (3) Dinamizar o investimento nas
actividades mais relevantes para a Economia; (4) Contribuir
para a reestruturação económica do Sector Privado: (5)
Contribuir para o fortalecimento do mercado de capitais.
9.6 Formação Profissional:
Dentre os transversais, a Formação Profissional é
aquela que tem a maior importância de curto prazo tanto para
o País como um todo, quanto para os cidadãos, as empresas
e as famílias em particular. O crescimento acelerado cria,
constantemente, a necessidade de pessoal com bom nível técnico para actuar nos diferentes sectores da economia.
Para mitigar a contratação da mão-de-obra de expatriados, aumentar a competitividade das empresas e para
aumentar a qualidade de vida das famílias, pela via do
aumento do rendimento, o sector deverá realizar esforços no
sentido de: (7 ) Qualificar e fortalecer o Estado, melhorar de
maneira contínua a sua capacidade executiva e a prestação
de serviços adequados aos cidadãos; (2) Valorizar os recursos
humanos da administração pública. (3) Promover o emprego
para os jovens; (4) Combater o desemprego de longa duração
que incide, principalmente, sobre os adultos: (5) Apoiar a
aprendizagem e a formação permanente; (6) Promover a
igualdade de género no acesso às oportunidades de emprego.
Desempenho das Finanças do Estado:
1 Anos de 2008 e 2009:
1.1 Receita e Despesa por Natureza Económica e
Financiamento:
Estima-se que em 2009, a Receita do Estado totalizou Kz: 1 847,9 mil milhões, equivalente a 32 4% do PIB, o
que correspondeu a uma redução 18,1 pontos percentuais do
PIB relativamente a 2008. A Despesa do Estado perfez
Kz: 2 3634 mil milhões, valor que representou 41,5% do
PIB, assinalando, desta forma, uma diminuição de 0,1 ponto
percentual do PIB em relação a 2008. O Saldo Global na
óptica do compromisso, pela primeira vez em mais de 5 anos,
registou um deficit equivalente a 9,1% do PIB, o que se traduziu numa redução de 17,9 pontos percentuais relativamente
a 2008.
Apesar de em 2009 se terem registado cortes nos
níveis de Despesa, nota-se claramente que a diminuição na
Receita foi superior à redução da Despesa, o que afectou consideravelmente o Saldo Orçamental. É também notável o
melhor desempenho da receita Não-Petrolífera, com um
aumento de 15%; mas é ainda a receita Petrolífera aquela que
mais contribui para a execução orçamental, com um peso
acima de 60%. No lado da Despesa, assinala-se que embora
houvesse uma redução das despesas correntes em bens e serviços e na Aquisição Líquida de Activos não-Financeiros
(Despesas de Capital), a despesa em Juros aumentou em
38 45%, tendo o pagamento de Juros internos aumentado
33,3%.
Dado o resultado fiscal e tendo em conta as operações financeiras realizadas, o stock da dívida externa do
Estado passou de cerca de USD7,47 mil milhões (8,8% do
PIB), em Dezembro de 2008, para cerca de USD 10,14 mil
milhões (14,11% do PIB), em Dezembro de 2009.
Deste modo, resultou que o Saldo Global negativo
na óptica de compromisso de Kz: 515,5 mil milhões. Considerando a acumulação de atrasados da ordem dos Kz: 266,9
mil milhões, equivalente a 4,7% do PIB, o Saldo Global na
óptica de Caixa resulta num deficit de cerca de Kz: 248,5 mil
milhões, equivalente a -4,4% do PIB.
Quadro 9: Balanço Fiscal 2008-2010
200s Z0UY 20LU ZUUS ZUIU
bl bol) a | oa |]
Cód. PF Exec. Exec. Revisto Exec. revisto Dj
1 Receitas | sos 324 427) dg)
11 Impostos | 482) 299) 406 41,9
L11 Petrolíferos | 26019f 116438) 23169) 25255) aos 205) 322) 3a
LIL] Dos quais: Direitos da concessionária | 15s04al 7736) 164872) 16679) 2360 136 229) = 225
LIS Não petrolíferos | asB3l 53900 6043) Cc smel| 73 os sad 78
1 Impostos sobre rendimentos, lueros ce ganhos de capital aa aa al 315|
1.2.2 Impostos sobre folha de s alários e força de trabalho Doo oo oo oo | oo oo oo oo
L123 postos sobre propriedades 1 oo em al oo
1124 Trrpostos sobre hens e serviços o ao ao 22 à)
112,5 Impostos sobre transacções e comércio internacional ama 1663] 1369 456 | asso ago 19 3
L126 Outros rmpostos eso ss] sus] as
12 Contribuições sociais | o34l ss7) sos 74a4l| as as aa 16
13 Doações 1 oo oo oo o
14 Outras receitas | os ao) oo 4)
AD— — —. —rn— | —n—A — —— —
2 Despesa Total | 2.653,8) 23634) 29887) 26127) 416) 4155 415) 353
21 Despesas correntes | 1761,2] 16201) 22998) 19945] | 276 284) 319) 269
211 Remuneração dos empregados | 85 16) 120) 108
2111 Vencimentos | 520 6346) 83 ea | sr ana] aaa os)
2112 Contribuições sociais | 209 256) 492 359| 03 o4 07 os
212 Bens e serviços | 85 67 ao qa
215 Juros eso] sou o auss| uso
2132 Internos 60,2 90,3 79,8 482 1,6) 11 o7
214 Transferências correntes | 5852 4466) 5666 seis | 920 78 o 79 76
2141 Subsídios o 63 62 63
2142 Doações No O O o O
2143 Prestações sociais | aisofo 7aol aosa cos | ag as aa à
2144 Outras despesas | 248 0163 196 cc 0a32| o 03 03) oz
Aquisição de activos não financeiros | 140) 131) 96 83)
221 PIP O E E IS: À O O Rr YS AY]
222 Outras EN O ro ar Yo o o o
c——— E lo Ji] 2a
— CRS Era neo oa
Saldo corrente 1.456 775 22,8 4,0) 108 17
E O TM RO A RP O O
Saldo global sem doações | ssa csi68) s6o0l 6756 ss col 012) 9a
Saldo global (compromisso) | 563,6) 5155) 865 6780/| s8 col 12) 92)
EH RO RR FS à IO IS AS
3 Variação de atras ados | 3443) 2669) 2480) 4160] 54) a7 34 56)
31 Internos | 33213 30340 2a8ol caso | 52 sa xa 56
32 Externos | a22l 364] oo oo| o2 es oo oo
O A A O 3 A LS O
Saldo global (caixa | 907,9) 2465) 1615) 2620 42) 44 c22) as
E O E A À RS O OS
4 Financiamento líquido | 9079 2485) 1615) cn6n0l| 142) 44 022) 18
41 Financiamento interno (líquido) | as2l 20) oo 46
411 Bancos | 8485] 6220) Cc a80 0 37 38 189 260 11
412 Outros | 661] 5108 1877 casal | | cn] é so 26 |
42 Financiamento externo (líquido) | anal anal sao cazg| os 24 23 22
1 Activos oo oo oo oo no so 20 oo
2 Fassivos ouso 2a 23 22
1 préstimos Kquidos recebidos | os 24 23 225)
11 Desembolsos | 1966 2257 (2582 o
11 Empréstimos financeiros eo as ooo eo| oo os oo à
11: Linhas de crédito | 1946 1932) 2485) 9o9mo| 310 34 350 16
11: Projectos EN O O .— .— .— .— .—
11 Outros eo eos oo oo| oo oo oo oo
12 Amortizações | 1532] cera] cool cal] cal caso 8 1
4222 Outras contas a pagar eo a oo oo eo oo oo
42221 Atrasados de financiamentos 1 oo oo oo oo| oo oo oo oo
42222 Outros valores E A o SS A O A !
EM O O IE O IT RO A
Memo
Inflação (9%) 132 14,0 130 15,0
Taxa de câmbio média (Kz/USS) 75,06 79,29 93.00 92.00
Exportação de Petróleo Bruto (milhões de barris) 693,6 44,7 690,5 657,0
Preço médio fiscal de exportação do petróleo bruto (USS/barr 93,94 56,96 65,32 TA AO
Brent (spol) 96,94 57.02
PIB (mil nulhões de kwanzas) 6373,7 56950 72035 74041
Não petrolífero 27482 32104 41217 40771
As projecções para 2010 apontam para um superávit
fiscal global na óptica de compromisso de 9,2% do PIB
(Kz: 678 2 mil milhões), como resultado de um nível de
Receitas Fiscais equivalente a 44,4% do PIB e de Despesas
Totais de 35,3% do PIB. Com isso, dadas as operações
financeiras projectadas, o stock da dívida externa do Estado
deverá elevar-se para cerca de US$ 15,675 mil milhões,
representando o equivalente a cerca de 20,2% do PIB.
1.2 Despesa por Função
Relativamente à estrutura da Despesa por Função,
nos anos de 2008 e 2009 a Despesa Social constituiu a
rubrica mais importante com, respectivamente, 28,8% e
31,6% da Despesa total. Em 2010, antevê-se que a Despesa
Social permaneça a mais elevada com 30,5% da Despesa
total, embora com uma diminuição de 1,1 ponto percentual
em relação ao ano anterior.
Gráfico 2: Composição da Despesa por Função,
2008-2010
E
mm
“o
nm
no
|
"aa TE] mesa | trinco Teto |
Onda Pública
DIR 43 182 284 ns 108
2009 161 159 6 Er) 138
BO us 19% ns 167 8
2200 829 E 2011)
Fonte: Ministério das Finanças:
As projecções apontam para que, em 2010, se
observe um crescimento das despesas com Defesa e com
Segurança e Ordem Pública e os Encargos Financeiros, em
detrimento das despesas com o Sector Económico e Administração.
2 Política Orçamental e Orçamento Geral do Estado
de 2011:
2.1 Enquadramento Geral:
O Quadro Macroeconómico da proposta orçamental para o ano de 2011 é o seguinte:
Quadro 10
Pressupostos
NET
Inflação anual global (0) aeee DO o O
Produção Petrolífera anual (milhões de barris) 6957. 6939
Preço médio fiscal do petróleo bruto (US$) 65,32. 6800
Produto Interno BM en ço,
Valor Nominal (mil milhões de Kwanzas) 7,203,5 8.392,2
Taxa de crescimento real (56) 67 76
[2 EA A CO e
2 Setor não petrotífero O “““G2 “4
As projecções para 2011 indicam um crescimento do
PIB Global real de 7,6%, sendo de 2,3% para o sector petrolífero e de 11,2% para o sector não petrolífero. Prevê-se que
a produção diária média estimada de petróleo para 2011
deverá situar-se nos 1.901.0 milhões de barris. Face ao
comportamento recente do preço do crude no mercado internacional, conforme previsões do Fundo Monetário Internacional, prevê-se que o preço médio do petróleo da rama
angolana se fixe nos USD 71,50. Por conservadorismo, o
preço médio do barril foi fixado em USD 68 00 para efeitos
fiscais.
A inflação acumulada no primeiro semestre de 2010
foi de 5,98% (homóloga de 13,74%). Para 2011, 0 Executivo
tem como objectivo trazer a inflação para 12% (vide quadro 4).
Quadro 11
Projecções e Programação do Produto
Fr)
sí í anonel cozes
A: Taxas de Crescimento (B5) ro een envicnunaes mes enveemesmemzeneees
PIB 4,50 7,60
ce PIB PetrÓIRO AM 230
ea AE EEE Sa ao RCC A
RELA oO BS
en OMBRO a 1080 280
Produção Média de Petróleo (mil barris/dia) 1.857,90 1.901,00
Produção Anual de Diamantes (mil quilate) — 9,098 — 10,759
Preço do Petróleo SSB Rag BO
SPrecodo Diamante quite) | 143 983
PIB a proços correntes (milhóes de US$) — == 809049 — 85,0097
PIB a preços correntes (mil milhões de Ka) — = 7.445,70 — 839220
Fonte: Ministério do Planeamento.
A programação para 2011 indica uma acentuada
melhoria das taxas reais de crescimento, excepto no caso do
sector petrolífero, já que se espera uma redução dos preços do
petróleo para aquele ano, estimada em aproximadamente
8,6%. Merecem particular destaque as projecções dos sectores de diamantes e da construção resultante das expressivas
reversões de tendências. Para 2012, as projecções apontam
para um crescimento ainda mais acelerado, de 15,5% para o
PIB, o que significa um retorno as taxas de crescimento
observadas antes da crise.
2.2 Política e Medidas de Política Orçamental:
A publicação da Lei n.º 15/10, de 14 de Julho (Lei
Quadro do Orçamento Geral do Estado), revogando a Lei
n.º 9/97, de 17 de Outubro, dá ênfase ao reforço do compromisso do Estado com as boas práticas de gestão fiscal,
garantindo a estabilidade e o crescimento sustentável da economia.
No que tange a elaboração do OGE, do que estabelece a nova lei-quadro do OGE, é de destacar o seguinte:
— Constituem receitas orçamentais, todas as receitas
públicas, cuja titularidade é o Estado ou a Autarquia, bem como dos órgãos que deles dependem,
inclusive as relativas a serviços e fundos autónomos, doações e operações de crédito e devem
constar integralmente, sem qualquer dedução, no
correspondente orçamento;
— Os programas Projectos ou actividades não podem
ser criados no decurso da execução do orçamento
(esta disposição obriga a que haja maior rigor na
elaboração dos respectivos orçamentos pelas unidades orçamentais, já que, de contrário, a inscrição apenas será possível por crédito adicional
aprovado pela Assembleia Nacional);
— As propostas orçamentais preliminares elaboradas
pelas Unidades Orçamentais e Órgãos Dependentes a elas subordinadas são da responsabilidade dos Órgãos do Executivo e Governos
Provinciais:
— O Órgão Central responsável pelo Orçamento Geral
do Estado consolida as propostas apresentadas
pelas Unidades Orçamentais e após avaliação
preliminar, remete a proposta consolidada ao Presidente da República;
— As propostas dos Órgãos de soberania que integram
o Orçamento Geral do Estado, devem ser discu-
10 4471
tidas entre o Titular do Órgão e o Poder Executivo; e
É vedada a admissão ou contratação de pessoal a qualquer título, sem o devido planeamento de efectivos e previsão da respectiva dotação orçamental,
exceptuando-se a reposição decorrente de aposentação ou falecimento de funcionários públicos dos sectores da educação, saúde e assistência
social.
A plena aplicação dessas disposições ao longo do
ano fiscal de 2011 será, pois, um dos aspectos nos quais se
centrarão a gestão financeira pública.
2.3 Metodologia para a Elaboração do OGE
O Orçamento Geral do Estado para o ano de 2011 foi
elaborado nos termos da Lei n.º 15/10, de 14 de Julho,
Lei-Quadro do OGE, do Decreto Presidencial n.º 31/10, de
12 de Abril, do Regulamento do Processo de Preparação,
Execução e Acompanhamento do Programa de Investimentos
Públicos e do Decreto-Lei n.º 5/02, de 1 de Fevereiro, Sobre
as Condições e Procedimentos de Elaboração e Gestão dos
Quadros de Pessoal da Administração Pública.
Os projectos de investimentos públicos com desembolsos previstos no OGE 2011 constam do Programa de
Investimentos Públicos que foi preparado e orientado para as
seguintes questões:
— Conclusão dos investimentos em curso e garantia
dos recursos para pôr a funcionar os empreendimentos concluídos;
— Assegurar recursos financeiros e humanos para a
manutenção dos respectivos empreendimentos
(em particular Saúde, Educação e Assistência e
Reinserção Social); e
— Realizar uma política selectiva de investimentos
novos, ditada por necessidades inadiáveis, recorrendo a financiamento de longo prazo, em condições favoráveis, até que se criem novas fontes
de receitas.
A observância rigorosa dessa orientação vai permitir a melhoria da eficiência e eficácia da despesa pública.
1. Os Fluxos Globais do Orçamento Geral do Estado 2011
Quadro 12: Balanço Fiscal Macroeconómico 2010-2011
2010 2011
PAE TRAB A
Cód. PF Revisto OGEF
Err Aee
1 mpostos 2.170,9 2.921 3.235,9 32, 40 38,6
Petrolíferos | 217 322 305
L111 Dos quais: Direitos da concessionária 969,71] 15472 1.650,3/ o MS MA
LI2 Não petrolíferos | 106 84 81
1 mpostos sobre rendimentos, lucros e ganhos de capital | 2u2 2158 2693
2 mpostos sobre folha de salários e força de trabalho oo oo oo go a — EO
112,3 postos sobre propriedades Doado ado 6a ol Oi Pg]
4 Impostos sobre bens e serviços DD 2es 166 1637 E MS RES
112,5 Impostos sobre transacções e comércio intemacional 19 16
L126 Cutros impostos | sB7o 813 1032 14
12 — Contribuiçõessociais RR MS
13 cações oa os 30 oo) oo oo
14 ——Outrasreceitas | eos o 1a
— 2 Despesa total
1 Despesas correntes | 17332] 2299,8) 2289 257) 319) 273
211 Kenureração dos empregados |O 8666) BGG5) 339
Vencimentos
2 Contribuições sociais 47 age ss | e6 o os
212 Bens é serviços NS 7 NT NE
213 Juros aa as 9
2131 Kxemos ENE Nr TS À O ar ar)
2132 Intemos Lo asa] cmo
210 Transferências comentes
2141 Subsídios No ro
2142 Deações NT O O o TO A
3 Prestações sociais
2144 Outras despesas
2. Aquisição de pefivos não fimanociros | 7asa BRO] n227 | ant 96 sa
221 PIP o 7a62| ésse srt | ano os os
22 Outras O o o o O OO
NA LS A | SS SO SS
Saldo corrente sem desções | ssa8o 77a9| agins | &2) 108 à13,|
Saldo corrente | 5533) 7754] 14155) | 82 108 133
Saldo global sem doações | 1936 sol 2898 | 29) 12 ss
Saldo global (compromisso) | 1932) 865) ana | 29) as as
E MN A O
3 Variação de atrasados IES] 2ABO TA o a6 34 10
3 Intemos EE) B/ RES 2 E —
2 Fxtemos O o o
FPA A SS] fl) E] (A [A
Saleo glotel (caio) | 2988) 1615) 2nsa
EA SA EA 2) AA A EA
4 Financiamento líquido | 2988 161,5) ccosal | 44 23) 2a
41 Finuncimmnento interno (Tíquido) ENTE) E STS] A e O E A]
411 Buneos ENT NT NE o ee —=T
412 Dutros
42 Finuncimnento externo (Tíoquido) | 3150] 1632] axo | a7 23 6
21 Aertivos E A To A o ET O AT:
22 Passivos | 3150 1632) = asso
4221 npréstimos líquidos recebidos NETO EO OS E É) O
42211 Desembolsos ST SS TS o o
42211 Empréstimos financeiros 12056 oo oo | 6 oo eoq
42211 Linhas de crédito | 3758 2485) 4821
42211 Projectos asas as og
42211 Outros EEN ar o o ro ar a
42212 Amorizações o 760] eso cane | 26 ago 12
222 Outras contas à pagar oo oo oo D ea oo oo
42221 Airasados de financiamentos EEN Nr ss o — — .—.
42222 Outros valores RN NO O A ME
Nm o a 5) o a
Saldo Frimário Não Petrolífero(% do PIB Não Petrolífero) -26,2
Saldo Não Peirolífero -41,0
Memo
Inflação (%) 13 13 12
Exportação da Petróleo Bruto (milhões de barris) 690,47 693,5
Preço médio fiscal de exportação do petróleo bruto (US$ barril) 58 65,32 58
Brent (spot)
PIB (mil milhões de kwanzas) 6.741,04 7.203,50 8.392,20
Não petrolífero 4.121,72 4.121,72 4.845,10
199, O OGE 2011 tem Receitas Fiscais (exclui desembolsos de financiamentos e venda de activos) previstas em
cerca de Kz: 3.404,9 mil milhões e Despesas Fiscais (exclui
amortização da dívida e constituição de activos) fixadas em
Kz: 3 112,1 mil milhões, do que resulta um excedente
fiscal na ópitca de compromisso de Kz: 292,8 mil milhões
(USD 2.966.,6 milhões), equivalente a 3,5% do PIB.
Do superavit assim calculado resultarão as seguintes
operações financeiras activas brutas:
Desembolsos de financiamentos internos:
Kz: 278.6 mil milhões (USD 2.823,2 milhões):
Desembolsos de financiamentos externos:
Kz: 480,7 mil milhões (USD 4.929 7 milhões):
Amortização de empréstimos concedidos:
Kz: 0,007 mil milhões (USD 0.081 milhões); e
Venda de activos: Kz: 2,3 mil milhões (USD 23,6
milhões).
Entretanto, as operações financeiras passivas brutas
consideradas são as seguintes:
Amortização da dívida interna: Kz: 1 002,5 mil
milhões (US$ 10.156,8 milhões), dos quais cerca
de Kz: 207.6 mil milhões (US$ 2.102,9 milhões
constituem-se em atrasados internos);
Amortização da dívida externa: Kz: 97.6 mil
milhões (US$ 989 17 milhões): e
Outras aplicações financeiras: Kz: 57,8 mil
milhões (US$ 586,3 milhões).
Em aquisição de activos não financeiros Kz: 973,4
mil milhões (US$ 9.862,2 milhões) estão incluídos os pro-
Jectos consignados aos recursos do Fundo de Reserva Petrolífera para Infraestruturas Básicas.
Tendo em conta essas operações, a programação
indica uma diminuição líquida do stock da dívida total do
Governo, equivalente a cerca de US$ 1.663 .,6 milhões, colocando o stock em cerca de US$ 32,5 mil milhões, equivalendo à 38,2% do PIB.
2.1.1. Despesas Funcionais:
A distribuição da despesa pelas várias funções do
Estado na presente proposta de revisão orçamental configura-
-se conforme a tabela abaixo:
Gráfico 3-Estrutura Funcional da Despesa
H Mme[— re ——" TT
: MC — FP—A =— —.—
Fonte: Ministério das Finanças
10 4473
Nota-se que a despesa no sector social permanece
elevada e beneficia de incremento em comparação à 2010.
As despesas no sector económico, encargos administrativos
e Defesa Segurança e Ordem Pública tendem a reduzir-se.
2.1.2. Fluxos de Origens e Aplicações de Recursos:
Em termos dos Fluxos de Origem e Aplicação dos
Recursos, o OGE 2010 — Revisto apresenta um montante
global de Kz: 4.174 4 mil milhões (USD 43.273 ,7 milhões),
conforme ilustra o Quadro 13. Ver anexo na pág 4475
Programas Sectoriais:
Em 2011, os objectivos e prioridades do Executivo
são, do ponto de vista sectorial, executados através de grandes Programas Sectoriais que incluem as despesas de execução, manutenção e de investimentos necessárias aos
objectivos pretendidos. O Orçamento Geral do Estado apresenta a seguir a composição detalhada, por resumo da despesa por função e por Programa.
1 Sectores Sociais:
1.1 Educação:
Descrição K: % do OGE
TOTAL 341.169,176.178,00 8,2
8 Ensino Primário E Pré-Primário 233.193.035.447,00 5,6
11 Ensino Secundário 39.469 801.746,00 0,9
2 Ensino Superior 39.083.384.596,00 0,9
Ensino Não Definido Por Níveis 2.698.831.425,00 0,1
Serviços Subsidiários À Educação 26.622.872.934,00 0,6
1.2 Saúde:
Os Programas atendem as principais prioridades do
Sector, como as melhorias nos serviços hospitalares, serviços de saúde, combate às grandes endemias, saúde materno-
-infantil e luta contra o VIH/Sida.
Descrição Kz %do OGE
TOTAL 209,431.229.725,00 5,0
o Pdtos, Avar. E Equiptos Médicos 14.087.042 471,00 0,3
3 Serviços De Saúde Ambulatórios 16.976,48 084,00 094
É Serviços Hospitalares 137.047.442, 124,00 3,3
Serviços de Saúde Pública 22.034.006.267,00 0,5
— Serviços DeSaúdeNãoEspeciicados —=B19.286.204759,00 = 05
1.3 Protecção Social:
A promoção da protecção social, nas áreas da habitação, família e infância, entre outras, constituem as prioridades do Executivo.
o 2 1 “GP escrição HR da OGE
TOTAL 547.988.624.790,00 BI
Doença E Incapacidade 1.069.645 .245,00 0,0
É Velhice 115/256.085.241,00 28
$ Sobrevivência 34.858,419.470.00 DE
Á Familia É Infância 12.901.651.619.00 03
á Ilabitação 19.917.794,00 no
: Investigação E Desenvol. Em Protecção
É Social 6.639.454,00 0.0
Serviços De Protecção Social Não 5,2
Especificados 383.696.262.767.00
1.4 Recreação, Cultura e Religião:
As prioridades do Executivo são o reforço do apoio
às actividades de recreação, da cultura e da religião.
Descrição Kz % do OGE
& TOTAL 53.680. 786.943,00 13
ii Serviços Recreativos E
3 Desportivos 8.362.434.662,00 0,2
Serviços Culturais 6.538.301.990,00 0,2
E Serviços De Difusão E
ã Publicação : 36.191 629.833,00 09
5 Serv.Religiosos E Outros Serv. À
é Comunidade 1.579.491.383,00 oo
- Tnvestizaç. Desenv. Recreação, Cultura E
| Religião 276.919.500,00 0.0
* Assunt.E Serv, Rec.Cultura E Relig.Não
= Especif, 732.009.575,00 00
1.5 Habitação e Serviços Comunitários:
O Executivo continua a prestar grande atenção a
melhoria das condições de vida da população, através do
desenvolvimento de acções nas áreas da habitação e serviços
comunitários.
Descrição K: %do OGE-
Hd TOTAL 191.040).624.312,00 46
Er HS Desenvolvimento Habitacional 71.81D.049.775,00 LL?
Desenvolvimento Comunitário 27.139.986.847,00 a7
- j Abastecimento De Água 91.363.330.009,00 22
ã Tluminação Das Vias Públicas TN4.362.031,00 oo
= E Habitação, Serv, Comunitários Não
Esnecificados 72.893,750,00 Oo
1.6 Protecção Ambiental:
A protecção ambiental através da melhoria da gestão
dos resíduos, das águas residuais e a investigação e desenvolvimento em protecção ambiental, constituem prioridades
do Executivo.
Deserição Kz % do OGE
ã TOTAL 31.233.428,964,00 07
| estão De Residuos 834.069,82] h
F Gestão De Resi 19,834.069.821,00 05
É Gestão De Aguas Residuais 3.548.170.475,00 [RA
i Frotecção Da Bicdiversicade E Da
Paisagem 6.980.586. 135,00 02
$ Tnvestig.E Desenvolvim, Em Protecção
3 Ambiente 729.768.910,00 os
7? Serviços De Protecção Ambiental Não
A Especificados 140,833.623,00 [x
2 Assuntos Económicos:
As prioridades do sector da agricultura e pescas estão
reflectidas em 14 grandes programas, com destaque para o
desenvolvimento rural e combate à pobreza, o apoio à produção agrícola comercial, a implantação de pólos e projectos
agro-industriais, gestão dos recursos pesqueiros, o fomento das
actividades produtivas e o fortalecimento dos ecossistemas.
À nível do sector da Indústria e Geologia e Minas
destacam-se as actividades de desenvolvimento do ensino,
do apoio ao sector privado, dos sistemas de formação
técnico-profissional, do fomento e desenvolvimento e da
estrutura organizacional do Estado.
No comércio destacam as acções de regulação,
supervisão e fiscalização do comércio, bem como enfatiza-
-se as prioridades de formação e das estruturas organizativas
do Estado.
A nível da energia, os programas prioritários dizem
respeito aos investimentos para a recuperação das redes de
transporte e distribuição de energia, à reabilitação dos sistemas urbanos de água e saneamento, aos programas de
expansão da capacidade de produção de energia eléctrica, ao
Programa À gua para Todos e ao desenvolvimento de pequenas centrais hidroeléctricas em apoio ao desenvolvimento
agro-industrial.
As principais prioridades do sector de transportes
englobam a reconstrução e desenvolvimento dos caminhos-
-de-ferro, a recuperação e modernização de infra-estruturas
portuárias, o desenvolvimento da marinha mercante e fluvial,
o apoio ao aumento da oferta e da qualidade do transporte
rodoviário, e a recuperação e modernização de infra-estruturas aéreas e do transporte aéreo.
Descrição Kz % do OGE
TOTAL 490,405.525.009,00 18
Assuntos Económicos Gerais,
8 Comerciais E Laborais 49.035.818.200,00 12
-: Agricultura, Silvicultura, Pesca E
': Caça 59,797.421.202,00 14
5 Combustíveis E Energia 106.206.329.134,00 25
fe Indústria Extractiva, Transformadora
8 E Construção 7.234.084,430,00 092
=| Transportes 229. 718.571.291,00 da
3 Comunicações 22.293,700.617,00 os
< Outas Actividades Económicas 15:T23.979.771,00 04
Assuntos Económicos Não
Especificados 224.349.749 00) 0,0
Gráfico 4 - Estrutura da Despesa
Despesa Geral
IV ooóÔ————Oà>DOà»DLDDDo
E Educação
IM o —
EL T+ eee EEE BSaúde
0 mm E Protecção Social
200 ? Eiccraação, Cultura E Re igião
É RS — sei | Habitação E Serviços Comunitários
100 DP—
o E ratecção Ambiental
oo E Defesa
Gráfico 5 - Despesas por Programa
500 90,990 VII, OC-<—"" "OO mm ——
er
E Progreme De Velcr eeção Do Petrimónic
300:900.900 JU0 Ju st ice Cu curel
W*rograma De Geodeso £ Cartografia
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/OACOANCONCONE JO Merogrema De Moderação Da Ientékação
The
MM ProgNs Fel De Estude De Ap=EeDn
FSupF hear gadoras
csoras
SCOIIOALO IO 91 —
Mrrograma Integrado Da Combata & Fobreza
EDesonvelu. Fura
Hi Proglines.De Habitação, Uehanfamo
San 3iscoE é mbicrte
TARIGAMONRAR | O orogtáeltF Anm da Oferta SereSne Riscos
AsFoJulações
T MW“rograma integrado Da Nie hana Los
Bervcossazeis
1000200020 020,00 - EE—— EA De Estruba cão Dos
orograra Integrado Us Reformas £
Cavacicaçõo Insstwciond
e Progreme Integrado De Ne ançam De
am fel dede Counómmica
1 SÉRIE — Nº 246 — DE 28 DE DEZEMBRO DE 2010 4475
Quadro 13:
2.1.2. Fluxos de Origens e Aplicações de Recursos
DESIGNAÇÃO 2009 2010 2010 2011
ec. OGE Revisto OGE Prog. DGE
I ORIGENS (1.1+1.241.341 441.5) 4:261.166.570.707,06] 3.959.729.901471,00] 3.502.950.924.252,53 | 4.172.417.663.145,00
LI
LIL
LILIA
LI12 538.962.043.541,82] — 604.339710844,00) — 574206.20445493] 676.031.247.206.00
L12
L13 1322197 318,17 493,437.022,00 2.406.772.845,69 2.957.224.020,00
LA
12 — Amortização de empréstimos concegidos UP 760000 ——=—==o| 5 760000000
14 1.536.123.849 433,56] — 509.628.249.602,00] 198.966.755.454,61] 765217.062.853,00
L41
1411 TSABTITBOOA3,11| — 2514TI57090TOO| — 100.000.000.000.00] — 278.651.432.897,00
1412 | Outros Gineleiatrasados) o ssa BB so ox
142 225653.626.786,87] — -258.150.678695,00) 98GG6TSSASAG1| d86.565.629.956,00
1421 | Empréstimos fmanceiros | sam oo oo 1970010995000
1423 | Outros Gnchipendão eresscalonamento) | sssansiaro amb am
15 8T6.710.186.662,05] — 372.000.000.000,00/ 1287281341, 57
E [APLICAÇÕES (2.142,242.342.4+2.542.642.742.8) d.298.953.563.793,19]| 3.959,729.901.471,00] 3.502.950.924.252,53 | 4.172.417.663.145,00
211 634632675.377,83| — 817329.366.172,00] — T6413L565T6LT7| — 870.101.747.836,00
23 166.446.362.208,69] = 138.773.356.331,00] — 107.995.746.996,00] — 72.435.733.971,00
232 90.289 825.432,48 79.7190.092.838,00 48248.634.055,52] — 33218.319.596,00
241 [Subsídios =| 3563074050307 — 443675530577,00) — 465531408.73425] — 383.369.633.081,00
22 53 O O AÇO
243 4005966687] — 10325326377L00 — TOGOUT6AS96A35| — 124287752.097,00
244 tas AGORSORIOSOI 1964836870 > 1315L60L33349| — 39289.007.204/0
25 — lAquisiçãode activos não financeiros (inclui Investimentos) | 743.274.53444455| G88.947.929438,00] G617.849.152.056,68] 822.694.189.504,00
26 630.299.055.587,03] — 179.907 214475,00] — 33371456.248,02] 57.872.707.366,00
RESUMO DA RECEITA POR
Natureza
Total Geral:
Receitas Correntes
Receita Tributária
Impostos
Impostos Sobre Rendimentos
Impostos Sobre Rendimentos De Pessoas Singulares
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp. Sobre Rend. Capitais Individuais
Imp. Sobre Rend. De Pessoas Colectivas
Imp.Sobre Rendimento Indust. Petrolíferas
Imposto Industrial
Imp. Sobre Rend. Cap. Pessoas Colectivas
Imp. Industrial (Diamantes)
Imp. Sobre Transação Do Petróleo
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Impostos Sobre O Património
Imposto Predial Urbano
Imposto Sobre Sucessões Doações
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Impostos Sobre À Produção
Imp. Sobre Prod. Indústria Petrolífera
Imp. Sobre Prod. De Diamantes
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Imposto Sobre O Consumo
Imp.Sobre O Consumo De Alcool! Industrial
Imp. Sobre O Consumo De Derivados Do Petróleo
Imp. Sobre Consumo De Gases Liquefeitos
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp.Sobre Consumo Serv .Hotel. E Similares
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imposto Sobre Comercio Externo
Imposto Sobre À Exportação
Imposto Sobre À Importação
Impostos Diversos
Imposto De Selo
Imposto De Farolagem
Imposto De Tonelagem
Bilhetes De Ingresso Em Espectáculos
Taxas
Taxas De Serviços Aduaneiros
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Taxa Estatística
NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
401.184.099.883,00 81,52%
706.290.740.239,00 40,89 %
539 .043.498.657,00 36,89%
007 .044.77 1.486,00 24,14%
879.239.042,00 2,63%
220.346.667,00 2,40%
170.725.931,00 0,08%
488.166.444,00 0,16%
165.532.444,00 21,50%
584.480.000,00 13,44%
071.578.891,00 1,44%
T47.147.672,00 0,02%
224.293.960,00 0,15%
096.940.000,00 4,36%
441.091.921,00 2,10%
425.315.595,00 0,15%
706.871.582,00 0,09%
311.511,00 0,00%
584.132.502,00 0,06%
834.445.132,00 4,12%
869.380.000,00 4,00%
807.070.216,00 0,12%
994.916,00 0,00%
733.514.153,00 3,92%
155.488,00 0,00%
959.348.090,00 0,24%
282.315,00 0,00%
589.636.791,00 0,33%
186.562.888,00 0,15%
713.331.856,00 0,21%
456.476.175,00 0,08%
572.639.671,00 0,11%
354.145.451,00 2,79%
935.428,00 0,02%
047.419.998,00 2,18%
839.762,00 0,00%
027.580.236,00 2,18%
958.032.293,00 2,37%
921.650.024,00 2,35%
T771.650.416,00 0,02%
744.199,00 0,01%
987.654,00 0,00%
177.146.014,00 2,19%
830.010.081,00 0,86%
687.570.867,00 0,11%
010.754.811,00 0,10%
RESUMO DA RECEITA POR
Natureza
Custas
Custas De Execuções Fiscais
Taxas De Transações
Taxa De Transação De Diamantes
Taxas Diversas
Taxa De Superfície
Taxa De Juventude
Emolumentos
Emolumentos Das Pescas
Emolumentos Consulares
Emolumentos E Taxas Diversas
Contribuições
Contribuições Sociais
Contribuição Fundo Financiamento Segurança Social
Contribuição Dos Trabalhadores -Ffss
Contribuição Entidade Empregadora-Ffss
Contribuições Ao Fundo De Des.De Recursos Humanos
Contribuições Economicas
Contribuição Fundo Desenvolvimento Mineiro
Outras Receitas Tributarias
Receita Patrimonial
Rendimentos Imobiliarios
Rendas De Casa
Outros Rendimentos Imobiliarios
Rendimentos De Participações
Dividendos
Rendimentos De Recursos Naturais
Rendimentos Do Petroleo
Rendimentos Das Concessões De Petroleo
Taxa De Superfície (Petróleo)
Rendimentos Dos Diamantes
Rendas De Superfícies De Diamantes
Rendimentos Das Pescas
Outros Rendimentos Das Pescas
Rendimentos De Outros Recursos Naturais
Outras Receitas Patrimoniais
Receita De Serviços
Receita De Serviços Comerciais
Receita Serv.Cons.Registo Notariado
Receitas Diversas Serviços Fiscais
Receita De Serviços Comunitarios
Receita De Serviços Diversos
Receita De Transferências Correntes
Transferências De Pessoas E Famílias
Doações E Ajudas De Pessoas E Famílias (Correntes)
Receitas Correntes Diversas
Multas E Outras Penalidades
NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
300.629,00 0,00%
300.629,00 0,00%
023.360.264,00 0,14%
017.288,00 0,00%
009.958.213,00 0,14%
384.763,00 0,00%
724.674,00 0,01%
174.424.688,00 0,96%
873.710,00 0,00%
871.291,00 0,02%
475.679.687,00 0,95%
500.497.798,00 1,76%
474.175.024,00 1,76%
908.876.479,00 1,75%
338.876.479,00 0,32%
570.000.000,00 1,43%
298.545,00 0,01%
322.774,00 0,00%
322.774,00 0,00%
569.597.770,00 0,06%
666.546.745.541,00 39,94%
233.637,00 0,01%
668.837,00 0,01%
564.800,00 0,00%
119.462.771,00 0,36%
119.462.771,00 0,36%
650.751.478.776,00 39,56%
650.525.550.000,00 39,56%
650.324.950.000,00 39,55%
600.000,00 0,00%
384.763,00 0,00%
384.763,00 0,00%
544.013,00 0,01%
980.512,00 0,01%
563.501,00 0,00%
570.357,00 0,01%
400.434.765,00 0,18%
267.745,00 0,00%
673.653,00 0,02%
645.303,00 0,00%
556.512.043,00 0,04%
891.336.021,00 0,12%
774.020,00 0,00%
774.020,00 0,00%
774.020,00 0,00%
821.405.318,00 0,50%
162.892.450,00 0,29%
RESUMO DA RECEITA POR
Natureza
Juros De Mora
Multas Fiscais
Multas Sobre Dividas
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Multas De Transito
Multas De Concessões
Multas De Actividades Pesqueiras
Outras Multas E Penalidades
Indemnizações E Restituições
Lotarias E Sorteios Diversos
Juros, Comissões E Bonificações
Juros Diversos
Outras Receitas Correntes
Adicional De 10% Sobre Multas
Vendas Diversas On Eventuais
Diversas Receitas Correntes
Receitas De Capital
Alienações
Alienação De Participações
Alienação De Bens
Alienação De Imoveis
Alienação De Habitações
Alienação De Equipamentos
Alienação De Empresas
Alienação De Bens Diversos
Receita De Financiamentos
Financiamentos Internos
Financiamentos Internos Da Economia
Financiamentos Externos
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Financiamento Externo Consignado A Uo
Amortização Financiamentos Internos Concedidos
Amortização Emprestimos Internos Concedidos
Receita De Transferencia De Capital
Transferencia Do Governo
Doações E Ajudas Do Governo(Cap)
NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
082.821.760,00 0,05%
717.103.558,00 0,04%
367.646,00 0,00%
421.837.140,00 0,15%
122.078,00 0,02%
500.241,00 0,00%
500.241,00 0,00%
132.140.027,00 0,03%
086.948.135,00 0,03%
715.001,00 0,00%
668.570.764,00 0,09%
668.570.764,00 0,09%
894.278.968,00 0,09%
149.891,00 0,01%
907.174,00 0,00%
402.221.903,00 0,08%
T771.233.563.262,00 18,48%
176.450.409,00 0,08%
175.000,00 0,00%
175.275.409,00 0,08%
857.878.667,00 0,04%
857.878.667,00 0,04%
591.845,00 0,00%
983.497,00 0,01%
821.400,00 0,02%
224.662.853,00 18,34%
651.432.897,00 6,68%
651.432.897,00 6,68%
565.629.956,00 11,66%
077.218.721,00 11,55%
488.411.235,00 0,11%
600.000,00 0,00%
600.000,00 0,00%
832.450.000,00 0,07%
832.450.000,00 0,07%
832.450.000,00 0,07%
RESUMO DA RECEITA PO
Fonte de Recurso
Total Geral:
Doações
Financiamentos Externos
Financiamentos Internos
Recursos Consignados
Recursos Consignados - Local
Recursos Ordinários Do Tesouro
Recursos Próprios
R FONTE DE RECURSO
Valor 7)
172.417.663.145,00 100,00 %
957.224.020,00 0,07%
565.629.956,00 11,66%
651.432.897,00 6,68%
337.456,00 0,02%
920.060.313,00 4,96%
085.174.726.630,00 73,94%
493.251.873,00 2,67%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Assembleia Nacional
Receita De Serviços Diversos
Ministério Do Interior
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Gabinete De Reconstrução Nacional
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Agência Nacional De Investimento Privado
Receita De Serviços Diversos
Delegação Provincial De Finanças Da Huila
Imposto De Selo
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Alienação De Habitações
Diversas Receitas Correntes
Juros De Mora
Receita De Serviços Diversos
Multas Fiscais
Emolumentos E Taxas Diversas
Imp. Sobre Rend. Cap. Pessoas Colectivas
Vendas Diversas Ou Eventuais
Outras Receitas Tributarias
Indemnizações E Restituições
Outras Multas E Penalidades
Multas Sobre Dividas
Custas De Execuções Fiscais
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Multas De Transito
Rendas De Casa
Alienação De Bens Diversos
Juros Diversos
Taxa De Juventude
Receita De Serviços Comerciais
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Delegação Provincial De Finanças Da Lunda-Norte
Multas Sobre Dividas
Alienação De Habitações
Imposto Sobre A Importação
Alienação De Bens Diversos
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Outras Receitas Tributarias
Rendas De Casa
Custas De Execuções Fiscais
Multas De Transito
Receita De Serviços Diversos
Multas Fiscais
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Receita De Serviços Comerciais
Imposto De Selo
Emolumentos E Taxas Diversas
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,00%
294.000,00 0,01%
294.000,00 0,01%
994.562.269,00 0,55%
994.562.269,00 0,55%
000.002,00 0,00%
000.002,00 0,00%
919.723.560,00 0,05%
991.494,00 0,02%
231.706,00 0,02%
066.780,00 0,00%
484.623,00 0,00%
247,00 0,00%
152.648,00 0,00%
532.509,00 0,00%
654.622,00 0,00%
753.627,00 0,00%
521.798,00 0,00%
874.652,00 0,00%
812.973,00 0,00%
945.209,00 0,00%
953,00 0,00%
607.973,00 0,00%
360.245,00 0,00%
986.883,00 0,00%
006,00 0,00%
320.817,00 0,00%
380.167,00 0,00%
614,00 0,00%
854,00 0,00%
353.160,00 0,00%
008.519,00 0,01%
016.304,00 0,00%
201.600,00 0,00%
118.198,00 0,00%
400,00 0,00%
706.878,00 0,00%
874.587,00 0,00%
893.100,00 0,00%
774,00 0,00%
994.554,00 0,00%
059,00 0,00%
713,00 0,00%
637.500,00 0,00%
854,00 0,00%
235.271,00 0,00%
026.867,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Juros De Mora
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Outras Multas E Penalidades
Indemnizações E Restituições
Delegação Provincial De Finanças Da Lunda-Sul
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Bilhetes De Ingresso Em Espectáculos
Juros De Mora
Imposto De Selo
Imposto Sobre A Importação
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Taxas De Serviços Aduaneiros
Emolumentos E Taxas Diversas
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Receita De Serviços Diversos
Indemnizações E Restituições
Multas De Transito
Receita De Serviços Comerciais
Outras Receitas Tributarias
Alienação De Bens Diversos
Rendas De Casa
Alienação De Habitações
Custas De Execuções Fiscais
Multas Fiscais
Juros Diversos
Outras Multas E Penalidades
Delegação Provincial De Finanças De Benguela
Custas De Execuções Fiscais
Taxa De Juventude
Emolumentos Das Pescas
Multas De Transito
Vendas Diversas Ou Eventuais
Rendas De Casa
Alienação De Habitações
Multas Fiscais
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Outras Multas E Penalidades
Indemnizações E Restituições
Imposto De Selo
Imposto Sobre À Exportação
Outras Receitas Tributarias
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Juros Diversos
Receita De Serviços Diversos
Alienação De Bens Diversos
Imposto De Farolagem
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
940,00 0,00%
440,00 0,00%
554.210,00 0,01%
787.952,00 0,00%
315.318,00 0,00%
330.112,00 0,02%
285.830,00 0,01%
150,00 0,00%
224,00 0,00%
387.549,00 0,00%
000,00 0,00%
652.165,00 0,00%
000,00 0,00%
750.530,00 0,00%
632.915,00 0,00%
406.193,00 0,00%
885.079,00 0,00%
672.029,00 0,00%
874,00 0,00%
745.987,00 0,00%
464.118,00 0,00%
658,00 0,00%
890.342,00 0,00%
510,00 0,00%
179.156,00 0,00%
799,00 0,00%
730.004,00 0,00%
519.735.505,00 0,78%
444,00 0,00%
257.571,00 0,00%
213,00 0,00%
600.106,00 0,00%
079,00 0,00%
524.163,00 0,00%
045.022,00 0,01%
589.243,00 0,00%
360.245,00 0,00%
160.568,00 0,00%
446.644,00 0,01%
849.456.570,00 0,19%
854.712,00 0,00%
828.652,00 0,00%
066.271,00 0,00%
101.000.000,00 0,24%
138.290,00 0,00%
548.726,00 0,00%
868.793,00 0,00%
891.934,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Imp. Sobre Rend. Cap. Pessoas Colectivas
Receita De Serviços Comerciais
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Diversas Receitas Correntes
Imp. Sobre Rend. Capitais Individuais
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Juros De Mora
Imposto Sobre A Importação
Taxa Estatística
Emolumentos E Taxas Diversas
Taxas De Serviços Aduaneiros
Multas Sobre Dividas
Delegação Provincial De Finanças De Cabinda
Taxas De Serviços Aduaneiros
Multas Sobre Dividas
Multas Fiscais
Juros De Mora
Emolumentos E Taxas Diversas
Custas De Execuções Fiscais
Outras Receitas Tributarias
Alienação De Habitações
Imposto De Farolagem
Imposto Sobre À Exportação
Rendas De Casa
Imp.Sobre O Consumo De Alcool! Industrial
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imposto De Tonelagem
Imposto De Selo
Multas De Transito
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Diversas Receitas Correntes
Imposto Sobre A Importação
Taxa De Juventude
Taxa Estatística
Outras Multas E Penalidades
Vendas Diversas Ou Eventuais
Receita De Serviços Comerciais
Alienação De Bens Diversos
Receita De Serviços Diversos
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Indemnizações E Restituições
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Delegação Provincial De Finanças De Luanda
Imposto De Selo
Juros Diversos
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
954.159,00 0,02%
142.315,00 0,00%
874.985,00 0,00%
580.115,00 0,01%
298.852,00 0,00%
976.106,00 0,00%
030.611,00 0,00%
739.694,00 0,00%
255.394.430,00 0,25%
004.796,00 0,00%
396.729,00 0,00%
643.326.316,00 0,04%
048.151,00 0,00%
826.043.237,00 0,67%
110.468.242,00 0,03%
789.103,00 0,00%
051.969,00 0,01%
659.486,00 0,01%
211.721.445,00 0,03%
415.498,00 0,00%
828.652,00 0,00%
580,00 0,00%
377.450,00 0,00%
873,00 0,00%
589.874,00 0,00%
056,00 0,00%
899.000.000,00 0,09%
863.704,00 0,00%
835.945.739,00 0,33%
164.226,00 0,01%
136.143,00 0,00%
233.320,00 0,00%
811.073.562,00 0,09%
952.714,00 0,00%
451.852,00 0,02%
055.594,00 0,00%
724.585,00 0,00%
874,00 0,00%
920,00 0,00%
231.119,00 0,00%
874.254,00 0,00%
521,00 0,00%
874.613,00 0,01%
829.927,00 0,00%
876.342,00 0,02%
767.959.302,00 8,79%
546.817.512,00 131%
883.083,00 0,01%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Vendas Diversas Ou Eventuais
Onutras Multas E Penalidades
Multas Sobre Dividas
Rendas De Casa
Imposto Sobre À Exportação
Imposto De Tonelagem
Alienação De Participações
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Receitas Diversas Serviços Fiscais
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Taxas De Serviços Aduaneiros
Taxa De Juventude
Juros De Mora
Custas De Execuções Fiscais
Emolumentos E Taxas Diversas
Taxa Estatística
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Imposto Sobre A Importação
Imposto De Farolagem
Receita De Serviços Comerciais
Diversas Receitas Correntes
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Bilhetes De Ingresso Em Espectáculos
Imposto Industrial
Imp. Sobre Rend. Cap. Pessoas Colectivas
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Receita De Serviços Diversos
Lotarias E Sorteios Diversos
Alienação De Habitações
Multas Fiscais
Multas De Transito
Imp. Sobre Rend. Capitais Individuais
Alienação De Equipamentos
Alienação De Empresas
Alienação De Bens Diversos
Imp.Sobre O Consumo De Alcool! Industrial
Indemnizações E Restituições
Contribuição Fundo Desenvolvimento Mineiro
Onutras Receitas Tributarias
Delegação Provincial De Finanças De Malanje
Receita De Serviços Diversos
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Alienação De Bens Diversos
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Onutras Multas E Penalidades
Multas Fiscais
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
746.445,00 0,00%
326.232,00 0,02%
827.552,00 0,00%
745.491,00 0,00%
565.356,00 0,00%
287.537,00 0,00%
175.000,00 0,00%
449.649,00 0,00%
751.949,00 0,00%
580.529,00 0,01%
635.138.957,00 0,69%
582.206,00 0,00%
572.488.037,00 0,04%
084.205,00 0,00%
355.103.144,00 0,27%
696.692.081,00 0,06%
034.765.033,00 0,10%
186.336.569,00 1,54%
333.956,00 0,01%
764.305,00 0,00%
191.494.393,00 0,05%
048.727.184,00 0,10%
660.949,00 0,00%
272.032.559,00 0,51%
140.654,00 0,01%
047.209.386,00 1,87%
249.695.187,00 1,83%
225.053.189,00 0,05%
715.001,00 0,00%
373.305.518,00 0,03%
140.241.655,00 0,03%
748.078,00 0,00%
443.190.338,00 0,15%
351.252,00 0,00%
572.918,00 0,01%
939.664,00 0,01%
119.017,00 0,00%
123.363,00 0,00%
322.774,00 0,00%
290.871.395,00 0,05%
826.603,00 0,02%
065,00 0,00%
777.362,00 0,00%
000,00 0,00%
138.340,00 0,00%
456.745,00 0,01%
369.930,00 0,00%
407.372,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Emolumentos E Taxas Diversas
Rendas De Casa
Receita De Serviços Comerciais
Diversas Receitas Correntes
Multas De Transito
Imposto De Selo
Alienação De Habitações
Outras Receitas Tributarias
Juros De Mora
Delegação Provincial De Finanças Do Bengo
Custas De Execuções Fiscais
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Alienação De Bens Diversos
Diversas Receitas Correntes
Juros Diversos
Receita De Serviços Diversos
Outras Receitas Tributarias
Juros De Mora
Outras Multas E Penalidades
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Multas De Transito
Receita De Serviços Comerciais
Emolumentos E Taxas Diversas
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Multas Fiscais
Imposto De Selo
Rendas De Casa
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Alienação De Habitações
Indemnizações E Restituições
Delegação Provincial De Finanças Do Bié
Alienação De Bens Diversos
Outras Multas E Penalidades
Indemnizações E Restituições
Diversas Receitas Correntes
Receita De Serviços Diversos
Juros De Mora
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Imposto De Selo
Emolumentos E Taxas Diversas
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Multas Sobre Dividas
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Multas Fiscais
Receita De Serviços Comerciais
Rendas De Casa
Alienação De Habitações
Multas De Transito
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
377.669,00 0,00%
401.379,00 0,00%
987,00 0,00%
825.508,00 0,00%
309.653,00 0,00%
945.026,00 0,00%
797.127,00 0,00%
897.521,00 0,00%
919,00 0,00%
412.432,00 0,02%
785,00 0,00%
940.250,00 0,01%
637.936,00 0,00%
148,00 0,00%
839,00 0,00%
000,00 0,00%
874.521,00 0,00%
954,00 0,00%
420,00 0,00%
568.000,00 0,00%
432.168,00 0,00%
987,00 0,00%
232.756,00 0,00%
895.907,00 0,00%
040.945,00 0,00%
765.111,00 0,00%
300,00 0,00%
254.114,00 0,00%
867.946,00 0,00%
345,00 0,00%
875.062,00 0,02%
575.800,00 0,00%
464.812,00 0,00%
175.825,00 0,00%
197.997,00 0,00%
917,00 0,00%
590,00 0,00%
347.705,00 0,00%
155.569,00 0,00%
127.327,00 0,00%
163.893,00 0,00%
187,00 0,00%
554.210,00 0,01%
518,00 0,00%
241,00 0,00%
001.722,00 0,00%
243.259,00 0,00%
168.729,00 0,00%
1 SÉRIE — N.º 246 — DE 28 DE DEZEMBRO DE 2010
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Outras Receitas Tributarias
Custas De Execuções Fiscais
Delegação Provincial De Finanças Do Huambo
Multas Sobre Dividas
Receita De Serviços Comerciais
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Emolumentos E Taxas Diversas
Alienação De Bens Diversos
Rendas De Casa
Juros De Mora
Outras Receitas Tributarias
Imposto De Selo
Multas Fiscais
Multas De Transito
Custas De Execuções Fiscais
Indemnizações E Restituições
Outras Multas E Penalidades
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Receita De Serviços Diversos
Juros Diversos
Alienação De Habitações
Delegação Provincial De Finanças Do K.Kubango
Diversas Receitas Correntes
Alienação De Habitações
Alienação De Bens Diversos
Taxa De Juventude
Vendas Diversas Ou Eventuais
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Indemnizações E Restituições
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Rendas De Casa
Receita De Serviços Diversos
Taxas De Serviços Aduaneiros
Custas De Execuções Fiscais
Emolumentos E Taxas Diversas
Juros Diversos
Receita De Serviços Comerciais
Juros De Mora
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Imposto De Selo
Alienação De Empresas
Outras Multas E Penalidades
Multas Fiscais
Outras Receitas Tributarias
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Multas De Transito
Multas Sobre Dividas
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
874.541,00 0,00%
220,00 0,00%
392.377.862,00 0,03%
000.465,00 0,00%
541,00 0,00%
380.245,00 0,00%
991.516,00 0,00%
324.584,00 0,00%
215.632,00 0,00%
118.245,00 0,00%
987.451,00 0,00%
706.668,00 0,01%
314.480,00 0,00%
312.310,00 0,00%
166.661,00 0,00%
676.744,00 0,00%
181.279,00 0,00%
832.358,00 0,01%
271.250,00 0,00%
061.240,00 0,00%
655,00 0,00%
997.538,00 0,00%
T767.114.382,00 0,02%
086.799,00 0,00%
938.017,00 0,00%
300,00 0,00%
875,00 0,00%
100,00 0,00%
217.442,00 0,00%
068.818,00 0,00%
606.547,00 0,01%
375,00 0,00%
560.153,00 0,00%
741.566,00 0,00%
291,00 0,00%
563,00 0,00%
641,00 0,00%
587,00 0,00%
324,00 0,00%
810.966,00 0,00%
252.588,00 0,00%
000,00 0,00%
878.512,00 0,00%
713.516,00 0,00%
854.784,00 0,00%
496.877,00 0,00%
012.637,00 0,00%
104,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Delegação Provincial De Finanças Do Kunene
Outras Multas E Penalidades
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Rendas De Casa
Imposto De Selo
Outras Receitas Tributarias
Imposto Sobre A Importação
Imp. Sobre Rend. Cap. Pessoas Colectivas
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Diversas Receitas Correntes
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Custas De Execuções Fiscais
Imposto Sobre À Exportação
Alienação De Bens Diversos
Imp.Sobre O Consumo De Alcool! Industrial
Receita De Serviços Diversos
Multas Fiscais
Multas Sobre Dividas
Taxas De Serviços Aduaneiros
Receita De Serviços Comerciais
Vendas Diversas Ou Eventuais
Indemnizações E Restituições
Multas De Transito
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Emolumentos E Taxas Diversas
Taxa De Juventude
Alienação De Habitações
Juros De Mora
Taxa Estatística
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Juros Diversos
Delegação Provincial De Finanças Do Kwanza-Norte
Imposto De Selo
Multas Fiscais
Receitas Diversas Serviços Fiscais
Multas De Transito
Alienação De Bens Diversos
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Multas Sobre Dividas
Alienação De Habitações
Indemnizações E Restituições
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Juros De Mora
Rendas De Casa
Emolumentos E Taxas Diversas
Receita De Serviços Diversos
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
635.285.608,00 0,59%
119.753,00 0,00%
530.224,00 0,01%
199,00 0,00%
541.236,00 0,00%
159.262.467,00 0,12%
874.985,00 0,00%
820.475.209,00 0,21%
668,00 0,00%
000.100.230,00 0,17%
727.016,00 0,00%
890.534,00 0,00%
789,00 0,00%
521,00 0,00%
005,00 0,00%
074,00 0,00%
511.463,00 0,00%
687.819,00 0,00%
076,00 0,00%
414.558.560,00 0,06%
895,00 0,00%
926.869,00 0,00%
074.300,00 0,00%
453.573,00 0,00%
984.832,00 0,00%
086.251,00 0,00%
749.713,00 0,00%
157.659,00 0,00%
078.781,00 0,00%
857.541,00 0,00%
183.840,00 0,00%
526,00 0,00%
703.953,00 0,02%
603.831,00 0,00%
329.715,00 0,00%
354,00 0,00%
825.960,00 0,00%
335,00 0,00%
872.911,00 0,00%
774,00 0,00%
907.291,00 0,00%
163.770,00 0,00%
008.572,00 0,01%
559,00 0,00%
013,00 0,00%
987.918,00 0,00%
811.649,00 0,00%
505.945,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Onutras Multas E Penalidades
Custas De Execuções Fiscais
Onutras Receitas Tributarias
Receita De Serviços Comerciais
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Diversas Receitas Correntes
Delegação Provincial De Finanças Do Kwanza-Sul
Imposto De Farolagem
Indemnizações E Restituições
Multas Sobre Dividas
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Juros De Mora
Onutras Receitas Tributarias
Custas De Execuções Fiscais
Imposto De Selo
Emolumentos E Taxas Diversas
Multas Fiscais
Receita De Serviços Diversos
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Imp. Sobre Rend. Cap. Pessoas Colectivas
Taxas De Serviços Aduaneiros
Multas De Transito
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Imposto Sobre À Exportação
Bilhetes De Ingresso Em Espectáculos
Onutras Multas E Penalidades
Alienação De Empresas
Alienação De Equipamentos
Imposto Sobre A Importação
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Alienação De Habitações
Juros Diversos
Rendas De Casa
Receita De Serviços Comerciais
Alienação De Bens Diversos
Delegação Provincial De Finanças Do Moxico
Receita De Serviços Comerciais
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Multas Sobre Dividas
Onutras Receitas Tributarias
Imposto De Selo
Alienação De Habitações
Juros De Mora
Custas De Execuções Fiscais
Indemnizações E Restituições
Taxas De Serviços Aduaneiros
Bilhetes De Ingresso Em Espectáculos
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
663.853,00 0,00%
189,00 0,00%
859.874,00 0,00%
673,00 0,00%
991.885,00 0,00%
882,00 0,00%
208.205.216,00 0,03%
184,00 0,00%
605.694,00 0,00%
252.847,00 0,00%
218.183,00 0,00%
154.023,00 0,00%
658.974,00 0,00%
048.742,00 0,00%
567.278,00 0,01%
895.050,00 0,00%
185.701,00 0,00%
901.723,00 0,00%
085.624,00 0,00%
908,00 0,00%
150,00 0,00%
734.700,00 0,00%
260.099,00 0,00%
985,00 0,00%
626,00 0,00%
225.306,00 0,00%
579,00 0,00%
593,00 0,00%
041.893,00 0,00%
658,00 0,00%
045.154,00 0,01%
099.218,00 0,00%
454.516,00 0,00%
672.309,00 0,00%
692,00 0,00%
499.807,00 0,00%
170.978,00 0,01%
587,00 0,00%
717.795,00 0,00%
617.936,00 0,00%
854.125,00 0,00%
915.989,00 0,00%
956.038,00 0,00%
166.075,00 0,00%
636,00 0,00%
308.062,00 0,00%
426,00 0,00%
929,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Outras Multas E Penalidades
Multas De Transito
Emolumentos E Taxas Diversas
Diversas Receitas Correntes
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Rendas De Casa
Delegação Provincial De Finanças Do Namibe
Indemnizações E Restituições
Imposto De Selo
Imposto De Farolagem
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Emolumentos E Taxas Diversas
Emolumentos Das Pescas
Custas De Execuções Fiscais
Taxas De Serviços Aduaneiros
Vendas Diversas Ou Eventuais
Multas Sobre Dividas
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Multas De Transito
Juros De Mora
Diversas Receitas Correntes
Outras Multas E Penalidades
Receita De Serviços Comerciais
Multas De Actividades Pesqueiras
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Rendas De Casa
Outras Receitas Tributarias
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Taxa De Juventude
Imposto Sobre À Exportação
Alienação De Bens Diversos
Receita De Serviços Diversos
Multas Fiscais
Juros Diversos
Alienação De Habitações
Delegação Provincial De Finanças Do Uige
Multas De Transito
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Alienação De Habitações
Imp. Sobre Rend. Cap. Pessoas Colectivas
Rendas De Casa
Multas Sobre Dividas
Custas De Execuções Fiscais
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Outras Receitas Tributarias
Multas Fiscais
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
564.155,00 0,00%
071.701,00 0,00%
922.697,00 0,00%
955,00 0,00%
328.030,00 0,00%
471.855,00 0,01%
987,00 0,00%
153.524.629,00 0,05%
340.714,00 0,00%
799.019,00 0,01%
259.858,00 0,00%
623.254,00 0,00%
718.674,00 0,00%
780.497,00 0,00%
657.401,00 0,00%
041.255,00 0,02%
440,00 0,00%
538.582,00 0,00%
486.144,00 0,00%
000.718,00 0,00%
342.144,00 0,00%
168,00 0,00%
469,00 0,00%
965,00 0,00%
500.241,00 0,00%
827.394,00 0,01%
291,00 0,00%
325.984,00 0,00%
987.541,00 0,00%
186.512,00 0,00%
999.282,00 0,00%
256,00 0,00%
106.377,00 0,00%
258.718,00 0,00%
591.051,00 0,00%
835.803,00 0,00%
834.877,00 0,00%
268.119,00 0,02%
687,00 0,00%
978.412,00 0,00%
046.394,00 0,00%
500,00 0,00%
587.452,00 0,00%
020,00 0,00%
427,00 0,00%
554.210,00 0,01%
974.874,00 0,00%
148.716,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Alienação De Bens Diversos
Juros De Mora
Receita De Serviços Diversos
Emolumentos E Taxas Diversas
Receita De Serviços Comerciais
Delegação Provincial De Finanças Do Zaire
Imposto Sobre À Exportação
Multas De Transito
Imposto Sobre A Importação
Alienação De Habitações
Rendas De Casa
Receita De Serviços Diversos
Multas E Outras Penalidades Aduaneiras
Outras Receitas Tributarias
Juros De Mora
Multas Sobre Dividas
Imposto De Tonelagem
Imp. Sobre Produção De Produtos Diversos
Imp.Sobre O Consumo De Alcool! Industrial
Taxa De Juventude
Imposto De Selo
Alienação De Bens Diversos
Imp. Industrial (Lei 07/97)
Receita De Serviços Comerciais
Receita Serv. Cons.Registo Notariado
Vendas Diversas Ou Eventuais
Taxa Estatística
Outras Multas E Penalidades
Multas Fiscais
Taxas De Serviços Aduaneiros
Indemnizações E Restituições
Custas De Execuções Fiscais
Imposto De Farolagem
Diversas Receitas Correntes
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Emolumentos E Taxas Diversas
Fundo De Apoio A Juventude E Ao Desporto
Receita De Serviços Diversos
Taxas Diversas
Fundo De Apoio Ao Desenvolv.Da Indústria Pesqueira
Outros Rendimentos Das Pescas
Fundo De Desenvolvimento A grário
Amortização Emprestimos Internos Concedidos
Fundo De Desenvolvimento Do Café De Angola
Outros Rendimentos Imobiliarios
Fundo Rodoviário
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Governo Provincial Da Huila
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
731.145,00 0,00%
367,00 0,00%
178.481,00 0,00%
446.444,00 0,00%
990,00 0,00%
273.438.758,00 0,53%
059,00 0,00%
094.366,00 0,00%
901.122.375,00 0,09%
671.461,00 0,00%
287.451,00 0,00%
543.747,00 0,00%
987.453,00 0,02%
874.654,00 0,00%
437.478,00 0,00%
602.592,00 0,00%
592.958,00 0,00%
233.873,00 0,00%
341,00 0,00%
707.699,00 0,00%
050.842.343,00 0,34%
229.874,00 0,00%
528.542,00 0,01%
854,00 0,00%
654.874,00 0,00%
599.898,00 0,00%
748.541,00 0,01%
313.079,00 0,00%
844.480,00 0,00%
136.706.609,00 0,03%
643.559,00 0,00%
567.084,00 0,00%
520.522,00 0,00%
658.122,00 0,00%
098.987,00 0,00%
150.883,00 0,02%
382.415,00 0,01%
970.654,00 0,00%
411.761,00 0,01%
980.512,00 0,01%
980.512,00 0,01%
600.000,00 0,00%
600.000,00 0,00%
564.800,00 0,00%
564.800,00 0,00%
119.274,00 0,00%
119.274,00 0,00%
321.285.570,00 0,10%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imposto Sobre Sucessões Doações
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imposto Predial Urbano
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Receita De Serviços Comunitarios
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imposto Industrial
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Governo Provincial Da Lunda-Norte
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Receita De Serviços Comunitarios
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imposto Predial Urbano
Imposto Industrial
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Governo Provincial Da Lunda-Sul
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imposto Industrial
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Receita De Serviços Comunitarios
Imposto Predial Urbano
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Governo Provincial De Benguela
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imposto Predial Urbano
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Receita De Serviços Comunitarios
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imposto Industrial
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
841.986,00 0,00%
605.983,00 0,00%
451.676.449,00 0,03%
884.736,00 0,00%
248.381,00 0,00%
652.114,00 0,01%
291.261,00 0,00%
600.585,00 0,00%
937.402,00 0,00%
874.569,00 0,00%
332.315,00 0,01%
448.428,00 0,01%
026.437.160,00 0,02%
454.201,00 0,01%
680.266,00 0,01%
462.828,00 0,01%
625,00 0,00%
253.654,00 0,00%
367,00 0,00%
452.210,00 0,00%
537.828,00 0,00%
034.502,00 0,00%
252,00 0,00%
816.801,00 0,02%
204.592,00 0,00%
986,00 0,00%
469.408,00 0,00%
569.173,00 0,00%
713.943,00 0,00%
805.121,00 0,00%
292.684,00 0,00%
857.465,00 0,02%
654.789,00 0,00%
630.032,00 0,00%
608,00 0,00%
511.318.390,00 0,23%
736.800,00 0,01%
998.686,00 0,00%
360.245,00 0,00%
877.715,00 0,01%
801.965.444,00 0,07%
987.458,00 0,01%
539.712,00 0,00%
337.365,00 0,01%
704.098,00 0,00%
161.593,00 0,01%
397.445.537,00 0,03%
430.703.145,00 0,03%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imposto Sobre Sucessões Doações
Adicional De 10% Sobre Multas
Governo Provincial De Cabinda
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imposto Sobre Sucessões Doações
Imposto Predial Urbano
Imposto Industrial
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Receita De Serviços Comunitarios
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Governo Provincial De Luanda
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Taxas Diversas
Receita De Serviços Comunitarios
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imposto Predial Urbano
Imposto Industrial
Imposto Sobre Sucessões Doações
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Receita De Serviços Diversos
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Governo Provincial De Malanje
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Receita De Serviços Comunitarios
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imposto Industrial
Imposto Predial Urbano
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
338.030,00 0,02%
849.427,00 0,01%
355.790,00 0,00%
957.345,00 0,00%
484.783.660,00 0,20%
755.707,00 0,01%
372.383,00 0,01%
092.121.680,00 0,15%
583,00 0,00%
257.983,00 0,00%
834.304,00 0,01%
829.945,00 0,00%
897.452,00 0,00%
563.610,00 0,00%
243.590,00 0,01%
003.273,00 0,00%
675.679,00 0,01%
393.277,00 0,00%
501.240,00 0,00%
928.954,00 0,00%
476.505.590,00 3,87%
387.903,00 0,01%
879.042.781,00 0,07%
260.403.412,00 0,10%
722.540,00 0,02%
081.341,00 0,01%
909.224.686,00 0,26%
947.106.255,00 0,19%
828.573.686,00 0,16%
534.613.214,00 0,08%
703.360.250,00 0,81%
634.813,00 0,00%
540.348.302,00 1,83%
598.597.670,00 0,09%
405.833,00 0,01%
035.653.993,00 0,05%
059.536.016,00 0,05%
TTT.642.679,00 0,02%
755.170.216,00 0,11%
454.601,00 0,01%
125,00 0,00%
501.588,00 0,00%
168.707,00 0,01%
558,00 0,00%
236.854,00 0,00%
984.979,00 0,00%
555.966,00 0,00%
584.054,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Governo Provincial Do Bengo
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imposto Sobre Sucessões Doações
Receita De Serviços Comunitarios
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Adicional De 10% Sobre Multas
Imposto Predial Urbano
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Imposto Industrial
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Receita De Serviços Diversos
Governo Provincial Do Bié
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imposto Industrial
Adicional De 10% Sobre Multas
Imposto Predial Urbano
Receita De Serviços Comunitarios
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Governo Provincial Do Huambo
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Receita De Serviços Comunitarios
Imposto Predial Urbano
Imposto Sobre Sucessões Doações
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imposto Industrial
Adicional De 10% Sobre Multas
Governo Provincial Do Kuando-Kubango
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Receita De Serviços Comunitarios
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imposto Industrial
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
009.891,00 0,00%
641.879,00 0,00%
742.580.653,00 0,04%
291.936,00 0,00%
331,00 0,00%
993.367,00 0,02%
730,00 0,00%
491,00 0,00%
854.125,00 0,00%
225.580,00 0,00%
459.807,00 0,00%
554.030,00 0,00%
265.706,00 0,01%
389.054,00 0,00%
366.496,00 0,01%
000.000,00 0,00%
286.156,00 0,01%
997,00 0,00%
065,00 0,00%
222.510,00 0,00%
421.435,00 0,00%
592.399,00 0,00%
236,00 0,00%
722.479,00 0,00%
569.874,00 0,00%
816.161,00 0,01%
599.495.531,00 0,06%
387.002,00 0,00%
631.942,00 0,00%
365.921,00 0,00%
856.986,00 0,00%
816.994,00 0,01%
745.874,00 0,01%
754.125,00 0,00%
097.633,00 0,00%
111.709.079,00 0,03%
411.095,00 0,00%
509.531,00 0,00%
165.318,00 0,01%
044.031,00 0,00%
774.451,00 0,01%
807.090,00 0,00%
638,00 0,00%
541.365,00 0,00%
368.971,00 0,00%
029.068,00 0,00%
224.383,00 0,00%
153,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imposto Predial Urbano
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Governo Provincial Do Kunene
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imposto Predial Urbano
Imposto Industrial
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Receita De Serviços Comunitarios
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Adicional De 10% Sobre Multas
Governo Provincial Do Kwanza-Norte
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Adicional De 10% Sobre Multas
Taxa De Circulação De Veículo Automovel
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Receita De Serviços Comunitarios
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imposto Industrial
Imposto Predial Urbano
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Governo Provincial Do Kwanza-Sul
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imposto Predial Urbano
Imposto Industrial
Imposto Sobre Sucessões Doações
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Receita De Serviços Comunitarios
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
741.561,00 0,01%
810.966,00 0,00%
751,00 0,00%
326.934,00 0,00%
799.128,00 0,00%
443,00 0,00%
483.624.189,00 0,04%
388.069,00 0,01%
510.078,00 0,00%
452.210,00 0,00%
863.146,00 0,00%
857,00 0,00%
782,00 0,00%
846.825,00 0,00%
545.896,00 0,00%
376.353,00 0,01%
987.452,00 0,00%
174.011,00 0,01%
734.376,00 0,00%
464.134,00 0,00%
148.227.018,00 0,03%
089.562,00 0,01%
236.951,00 0,00%
391.885,00 0,00%
589.654,00 0,00%
210.680,00 0,00%
072.101,00 0,00%
125.365,00 0,00%
042.016,00 0,01%
477.313,00 0,00%
961.226,00 0,00%
498.783,00 0,00%
031,00 0,00%
045.451,00 0,00%
026.892.821,00 0,05%
094,00 0,00%
229.666,00 0,00%
847.839,00 0,02%
846.786,00 0,00%
939,00 0,00%
976.543,00 0,00%
342.298,00 0,00%
106.636,00 0,02%
449.467,00 0,00%
823.324,00 0,00%
365.478,00 0,00%
645.264,00 0,00%
559.378,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Governo Provincial Do Moxico
Receita De Serviços Comunitarios
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imposto Industrial
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imposto Predial Urbano
Governo Provincial Do Namibe
Imposto Industrial
Imposto Sobre Sucessões Doações
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imposto Predial Urbano
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Receita De Serviços Comunitarios
Governo Provincial Do Uige
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imposto Industrial
Receita De Serviços Comunitarios
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imposto Predial Urbano
Governo Provincial Do Zaire
Imposto Sobre Sucessões Doações
Adicional De 10% Sobre Multas
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Imp. Sobre Consumo De Bebidas Alcoólicas
Imposto Industrial
Imp Sobre Rend. Trab. P/ Conta Própria
Imp. Sobre Trans.Imob.Tit. Oneroso (Sisa)
Imp.Sobre Consumo Serv. Agua E Energia
Imp.Sobre Consumo Serv Hotel. E Similares
Imp. Sobre Consumo De Cerveja Nacional
Receita De Serviços Comunitarios
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
087.109,00 0,00%
477.222,00 0,01%
874.985,00 0,00%
141.776,00 0,00%
272.728,00 0,01%
411.989,00 0,00%
614.360,00 0,00%
512.988,00 0,00%
893,00 0,00%
952,00 0,00%
824.551,00 0,00%
443.438.562,00 0,08%
713.558,00 0,01%
211,00 0,00%
568.600,00 0,01%
519.404,00 0,00%
367.628,00 0,00%
931.314,00 0,00%
770.644,00 0,00%
673.539,00 0,00%
605.647,00 0,00%
985.395,00 0,00%
418.442,00 0,00%
493,00 0,00%
384.083.722,00 0,06%
478.965,00 0,00%
303.654,00 0,02%
741,00 0,00%
166.419,00 0,00%
926.753,00 0,00%
874.589,00 0,00%
421,00 0,00%
621.181,00 0,00%
972.236,00 0,02%
904.917,00 0,00%
789.397,00 0,00%
295.188.199,00 0,29%
142,00 0,00%
622.846,00 0,00%
235.380.736,00 0,15%
943.742,00 0,01%
665.848,00 0,01%
026.978,00 0,00%
789.580,00 0,00%
962.020,00 0,00%
298.491,00 0,00%
567.451,00 0,01%
107.854,00 0,00%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Imp.Sobre Consumo Produtos Diversos
Imp.Sobre Consumo De Cerveja Importada
Imp.Sobre Consumo Serv. Telecomunicações
Imposto Predial Urbano
Laboratório De Engenharia De Angolk
Diversas Receitas Correntes
Ministério Da Adm.Pública, Emp. E Segurança Social
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Diversas Receitas Correntes
Ministério Da Administração Do Território
Taxas Diversas
Ministério Da Agricultura E Desenvolvimento Rural E Pescas
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Receita De Serviços Comerciais
Vendas Diversas Ou Eventuais
Rendas De Casa
Taxas Diversas
Rendimentos De Outros Recursos Naturais
Outras Multas E Penalidades
Receita De Serviços Diversos
Ministério Da Assistência E Reinserção Social
Doações E Ajudas Do Governo(Cap)
Ministério Da Comunicação Social
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Da Cultura
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Da Educação
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Da Energia E Das Águas
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Doações E Ajudas Do Governo(Cap)
Ministério Da Geologia E Minas E Da Indústria
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Da Saúde
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Das Relações Exteriores
Doações E Ajudas Do Governo(Cap)
Ministério Das Telecomunicações E Tecnol.De Informação
Doações E Ajudas Do Governo(Cap)
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Do Ambiente
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Do Comércio
Outras Multas E Penalidades
Receita De Serviços Diversos
Ministério Do Planeamento
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
564.569.825,00 0,11%
309.063,00 0,00%
205.345,00 0,00%
324.278,00 0,00%
000.002,00 0,00%
000.002,00 0,00%
290.725.597,00 0,03%
277.916.000,00 0,03%
809.597,00 0,00%
270.600.000,00 0,03%
270.600.000,00 0,03%
603.447.345,00 0,64%
539.266.814,00 0,64%
000.000,00 0,00%
596.003,00 0,00%
240.000,00 0,00%
108.087,00 0,00%
563.501,00 0,00%
461.501,00 0,00%
211.439,00 0,00%
800.000,00 0,00%
800.000,00 0,00%
456.873.000,00 0,03%
456.873.000,00 0,03%
141.975.000,00 0,03%
141.975.000,00 0,03%
420.427,00 0,01%
420.427,00 0,01%
688.693.767,00 1,98%
655.543.767,00 1,98%
150.000,00 0,00%
771.750.000,00 0,04%
771.750.000,00 0,04%
376.831.253,00 0,13%
376.831.253,00 0,13%
500.000,00 0,00%
500.000,00 0,00%
859.018.790,00 0,31%
225.000.000,00 0,03%
634.018.790,00 0,28%
900.000,00 0,00%
900.000,00 0,00%
909.701,00 0,00%
059.701,00 0,00%
850.000,00 0,00%
864.646.975,00 0,12%
RESUMO DA RECEITA DA UNIDADE ORÇ
Unidade Orçamental
Total Geral:
Financiamento Externo Consignado A Uo
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Do Urbanismo E Da Construção
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Ministério Dos Transportes
Diversas Receitas Correntes
Doações E Ajudas Do Governo(Cap)
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Outras Multas E Penalidades
Imposto De Farolagem
Taxas Diversas
Receita De Serviços Diversos
Emolumentos E Taxas Diversas
Operações Centrais Do Tesouro
Outras Receitas Patrimoniais
Contribuições Ao Fundo De Des.De Recursos Humanos
Rendas De Superficies De Diamantes
Taxa De Superfície
Taxa De Transação De Diamantes
Imp. Sobre Prod. Indústria Petrolífera
Financiamento Externo P/ Linha De Crédito
Imp. Sobre Transação Do Petróleo
Imp. Sobre O Consumo De Derivados Do Petróleo
Imp. Industrial (Diamantes)
Imp.Sobre Rendimento Indust. Petrolíferas
Financiamentos Internos Da Economia
Taxa De Superfície (Petróleo)
Imp. Sobre Prod. De Diamantes
Imp. Sobre Consumo De Gases Liquefeitos
Dividendos
Rendimentos Das Concessões De Petroleo
Serviço Nacional Das Alfândegas
Emolumentos E Taxas Diversas
Tribunal De Contas
Emolumentos E Taxas Diversas
Hospital De Especialidade Multiperfil
Diversas Receitas Correntes
Fundo De Apoio Social
Doações E Ajudas De Pessoas E Famílias (Correntes)
Financiamento Externo Consignado A Uo
Missões Diplomáticas, Consulares E Rep. Comerciais
Juros De Mora
Imp. Sobre Rend. Trab. P/ Conta Outrem
Emolumentos Consulares
Juros Diversos
Emolumentos E Taxas Diversas
Alienação De Bens Diversos
AMENTAL POR NATUREZA ECONÓMICA
Valor /)
172.417.663.145,00 100,00 %
708.394.125,00 0,09%
156.252.850,00 0,03%
194.510.135,00 1,92%
194.510.135,00 1,92%
017.654.688,00 0,77%
885.000,00 0,00%
500.000.000,00 0,04%
695.406.510,00 0,57%
711.698,00 0,00%
721.512,00 0,01%
916.655.236,00 0,07%
769.970,00 0,00%
463.504.762,00 0,08%
072.911.154.260,00 73,65%
828.652,00 0,00%
298.545,00 0,01%
384.763,00 0,00%
384.763,00 0,00%
017.288,00 0,00%
869.380.000,00 4,00%
440.000.000,00 473%
096.940.000,00 4,36%
959.348.090,00 0,24%
224.293.960,00 0,15%
584.480.000,00 13,44%
651.432.897,00 6,68%
600.000,00 0,00%
807.070.216,00 0,12%
282.315,00 0,00%
119.462.771,00 0,36%
650.324.950.000,00 39,55%
908.021.599,00 0,50%
908.021.599,00 0,50%
000.000,00 0,00%
000.000,00 0,00%
037.521,00 0,02%
037.521,00 0,02%
791.130,00 0,02%
774.020,00 0,00%
017.110,00 0,02%
481.782,00 0,02%
889.719,00 0,00%
651.987,00 0,00%
871.291,00 0,02%
750,00 0,00%
044.510,00 0,00%
525,00 0,00%
