Preâmbulo
Decreto presidencial n.º 197/10
de 10 de Setembro
Considerando que no âmbito da política de investimento
para o desenvolvimento económico e social do País, o Executivo da República de Angola está empenhado em promover
projectos de investimentos que visam a prossecução dos
objectivos económicos e sociais de interesse público, nomeadamente o aumento de infra-estruturas industriais, o aumento
do emprego e o fomento do empresariado angolano, em prol
do bem-estar das populações;
Tendo em vista a concretização do projecto de investimento privado denominado «PUMANGOL INDUSTRIAL»,
consubstanciado na concepção, construção e desenvolvimento
de uma central de tanques e respectivas infra-estruturas, destinadas ao armazenamento de produtos derivados de petróleo
a ser implementado na Província de Luanda, Município da
Ingombota, inserido no Regime Contratual da Lei n.º 11/03,
de 13 de Maio, Lei de Bases do Investimento Privado;
nbro de 2010 I Série — N.º 173
Preço deste número — Kz: 280,00
URAS O preço de cada linha publicada nos Diários
Ano | da República 1.º e 2.º séries é de Kz: 75,00 e para a
... Kz:400275,00] 3.º série Kz: 95,00, acrescido do respectivo
... Kz:2362950,00] imposto do selo, dependendo a publicação da
.. Kz:123500,00] 3ºsérie de depósito prévio a efectuar na Tesouraria
.. —Kz: 95700,00] dalImprensa Nacional— E. P.
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d)
do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º#
É aprovado o Projecto de Investimento «PUMANGOL INDUSTRIAL», no valor de
USD 46 250 000,00, sob o Regime Contratual, bem
como o contrato de investimento a ele anexo e do qual
faz parte integrante.
Artigo 2.º#
A ANIP — Agência Nacional para o Investimento Privado deve, nos termos do disposto no artigo 58.º da
Lei n.º 11/03, de 13 de Maio, Lei de Bases do Investimento
Privado, aprovar os aumentos de capital para os investimentos
e alargamento da actividade que o Projecto venha a necessitar,
no quadro do seu contínuo desenvolvimento.
Artigo 3.º#
O presente Decreto Presidencial entra em vigor
na data da sua publicação.
Publique-se.
Luanda, aos 18 de Agosto de 2010.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
CONTRATO DE INVESTIMENTO
O presente Contrato é celebrado entre:
º — A República de Angola, no presente instrumento
representada pela Agência Nacional de Investimento Privado,
doravante denominada « ANIP>», de acordo com os termos de
delegação de poderes estabelecidos no Artigo 33.1 da Lei de
Investimento Privado, aprovados pela Lei n.º 11/03, de 13 de
Maio, por sua vez no presente instrumento representada pelo
Coordenador para Comissão de Gestão, e;
º — COCHAN S. A., no presente instrumento denominada «Investidora Nacional» ou «Cochan», uma sociedade
constituída nos termos da legislação do Estado da República
de Angola, com sede no Município da Ingombota, Bairro
Ingombota, Rua Luis Mota Feo, Porta n.º 3, 2.º andar, Apartamento 5, Luanda, representada no presente instrumento por
Nahary Vieira Dias Cardoso David; e
º — PUMANGOL INDUSTRIAL HOLDINGS (BVI)
LTD., no presente instrumento denominada «<Investidora
Externa» ou «PIHB>»», não residente para fins cambiais, uma
sociedade constituída nos termos da legislação do Estado das
Ilhas Virgens Britânicas, com sede em 56 Administration
Drive, Wickhams Cay 1, Caixa Postal 3190, Road Town, Tortola, no presente instrumento representada por Nahary Vieira
Dias Cardoso David;
Sendo os supracitados conjuntamente denominados «<Partes» e individualmente «Parte» do Contrato; e a Investidora
Nacional e a Investidora Externa ou qualquer afiliada, individualmente denominadas <«<Investidora»» e conjuntamente
«Investidoras»;
Considerando que a PIHB é uma sociedade cujo capital social está dividido em 51% pertencente a sócios angolanos e
49% pertence ao grupo de empresas Puma Energy (doravante
denominado «Puma»), uma empresa multinacional de petróleo que possui mais de 30 subsidiárias operacionais localizadas em mais de 20 países pelo mundo todo e que gera emprego
para mais de 1200 pessoas;
Que a PIHB considera que é no melhor de seus interesses
e no interesse mais amplo da República da Angola desenvolver uma central de tanques (e respectivas infra-estruturas) destinada ao armazenamento de Produtos Refinados de Petróleo
(doravante denominado «<Projecto»»), em Luanda; De forma a
desenvolver e implementar o Projecto, a PIHB criou, através
da Cochan S.A. a Pumangol Industrial, Lda., uma sociedade
privada angolana limitada por quotas, registada sob o n.º 2572-
-09 e com sede na Rua Comandante Nzagi n.º 140, Bairro
Alvalade, Município da Maianga, Luanda, (doravante denominada «Sociedade» )) com a intenção de que o capital da
Sociedade seja dividido nos seguintes termos:
A Cochan dete uma quota representativa de 0.01% do
capital; e a PIHB dete uma quota representativa de 99,99% do
capital;
A Puma e a Cochan concordam que até ao momento em
que a participação da PIHB na Sociedade seja aprovada pela
ANIP, o capital integral da Sociedade será detido por:
í) Cochan, detendo uma quota representativa de
99% do capital da Sociedade em representação
fiduciária da PIHB; e
António Carlos Oliveira, cidadão angolano,
com domicílio no Município da Ingombota,
Bairro Maculusso, Rua Joaquim Capango,
Casa n.º 19, Zona 9, Luanda, detendo uma
quota representativa de 1% do capital da So-
ciedade em representação fiduciária da PIHB.
Assim sendo, as Partes nos termos das seguintes cláusulas,
livremente, em boa-fé e no melhor interesse recíproco, de
acordo com o Artigo 33.º da Lei n.º 11/03, de 13 de Maio, acordam o seguinte:
CLAUSULA 1º
(Definições)
Para fins deste Contrato:
Afiliada — significa uma entidade que tenha o controle,
ou que esteja sob o controle ou que esteja debaixo do mesmo
controlo de qualquer das Partes.
Contrato — significa o presente «Contrato de Investimento» e os seus Anexos.
Controlo — significa os poderes que uma pessoa tenha
para assegurar que os negócios da Sociedade sejam conduzidos de acordo com a vontade desta pessoa através da posse de
quotas, poder de voto, nesta ou em outra Sociedade afiliada ou
em virtude de poderes conferidos pelos estatutos ou qualquer
outro documento, regulamentando aquela ou outra Sociedade.
Credor — significa qualquer provedor de fundos de Fontes Externas para a Sociedade, seja ou não Parte do Contrato e
seja ou não angolano.
Sociedade — significa Pumangol Industrial, Lda., uma sociedade privada por quotas de responsabilidade limitada, constituída pelas Investidoras nos termos das leis da República de
Angola com registo comercial n.º 2572-09 e com sede na Rua
Comandante Nzagi n.º 140, Bairro Alvalade, Município da
Maianga, Luanda; e qualquer referência à Sociedade é entendida como sendo uma referência às Investidoras que actuam
por meio da Sociedade.
Montante de Dividendo — significa o montante declarado
pela Sociedade como Dividendo e passível de ser distribuído
a uma Investidora nos termos da Lei das Sociedades Comerciais Angolana (Lei n.º 1/04).
Data Efectiva — significa a data da assinatura do Contrato
pelas Partes.
Execução do Investimento — significa a conclusão da
construção da central de tanques.
Força maior — significa: (1) qualquer evento que não
possa ser razoavelmente evitado ou previsto pela Parte que
alega ter sido afectada por esse evento e, ressalvada essa definição, inclui, entre outros: caso fortuito, mudança na legislação
nacional ou internacional, guerra, incêndio, inundação, seca,
falha no abastecimento de energia, lock-out, greve ou outra
acção levada a cabo pelos funcionários tendo em vista um conflito ou no seguimento do mesmo; (ii) qualquer incapacidade,
decorrente de qualquer evento fora do controlo de alguma ou
de todas as Investidoras e da Sociedade, necessários à execução do Contrato.
Fundos de Fontes Externas — significa fundos providenciados por qualquer Credor, ou quaisquer pagamentos feitos
por conta da Sociedade por qualquer Credor, incluindo mas
não limitado a: 1) suprimento dos sócios como definido no artigo 269.º da Lei n.º 1/04, de 13 de Fevereiro; ii) juros acumulados (se existirem); e it) o reinvestimento na Sociedade
de quaisquer fundos capazes de serem transferidos para o exterior, proveniente de qualquer Investidora ou Afiliada.
Importação — significa qualquer uma ou mais importações para Angola de qualquer montante ou montantes dos
recursos ou maquinaria, equipamentos, acessórios e outros activos tangíveis ou intangíveis, seja directa ou indirectamente,
pela Investidora ou um Agente de Importação em seu nome,
sendo que esse montante ou montantes não deve ultrapassar
no total o Valor do Investimento Total conforme definido no
presente.
Importação de Fundos — significa: a) qualquer transferência de quaisquer Fundos para a Sociedade com origem na
Investidora Externa ou qualquer Afiliada; b) qualquer transferência para a Sociedade de Lucros Acumulados por parte de
uma Investidora ou qualquer Afiliada; e c) quaisquer reinvestimentos para a Sociedade de quaisquer Fundos susceptíveis de serem transferidos para o Exterior proveniente de
qualquer Investidora ou Afiliada.
Criação de Emprego — significa quaisquer empregos criados, relacionados com o Projecto, sejam ou não criados pela
Sociedade.
O 2289
Kwanza — significa a moeda corrente da República de
Angola.
Lei — significa a Lei de Investimento Privado, Lei
n.º 11/03, de 13 de Maio.
Produtos Refinados de Petróleo — significa diferentes
tipos de produtos que são refinados a partir do petróleo bruto,
como é o caso do gasóleo e fuelóleo leve.
Lucros Acumulados — significa lucros (determinados em
concordância com os princípios geralmente aceitas na República de Angola) gerados pela Sociedade e que sejam passíveis de ser distribuídos às Investidoras nos termos da Lei
Angolana.
Rendimentos — significa todas as quantias geradas por um
Investimento, nomeadamente, mas não exclusivamente, os lucros, juros, ganhos de capital, dividendos, royalties e taxas.
Aumento do Capital Social — significa os aumentos
efectuados por uma ou pelas duas Investidoras no capital da
Sociedade incluindo, mas não limitado a, prestações suplementares de capital.
Sócio — significa um detentor de qualquer quota ou participação ou qualquer outro interesse, sob qualquer denominação em qualquer sociedade.
Terceiros — significa qualquer pessoa (incluindo qualquer
pessoa singular, sociedade de capital privado, sociedade de
capital público, autoridade ou emanação de qualquer estado)
que não seja Parte do Contrato.
Valor do Investimento Total — significa um montante que
não exceda USD 46 250 000,00 conforme descrito adiante na
Cláusula 7.º do Contrato.
Outros termos escritos em letras maiúsculas e não definidos na presente cláusula têm os mesmos significados que por
Lei lhes sejam atribuídos.
CLÁUSULA 2º
(Natureza do Contrato)
O Contrato é de natureza administrativa e está sujeito às
leis aplicáveis (e todas as alterações das mesmas) vigentes na
República de Angola na Data Efectiva, em particular mas não
limitado a:
A Lei de Bases de Investimento Privado (Lei
n.º 11/03, 13 de Maio), que estabelece as bases
gerais do investimento a realizar na República
de Angola;
A Lei Sobre os Incentivos Fiscais e Aduaneiros
ao Investimento Privado (Lei n.º 17/03, de 25
de Julho), que regula os procedimentos, tipos
e modalidades de concessão de incentivos fiscais e aduaneiros no quadro da Lei de Bases do
Investimento Privado; e
A Lei das Sociedades Comerciais (Lei n.º 1/04,
de 13 de Fevereiro), que especifica as normas
que regem o regulamento das sociedades em
Angola.
O Contrato está subordinado a qualquer Acordo de
Investimento Bilateral ou Contrato de Cooperação celebrado
entre a República de Angola e o Estado de origem da Investidora Externa que esteja vigente ou possa entrar em vigor na
Data Efectiva ou posteriormente.
CLÁUSULA 3
(Objecto do Contrato)
O objecto do Contrato é:
Alteração do Capital Social e mudança da estrutura da
Sociedade.
Desenvolvimento de uma central de tanques (e respectivas infra-estruturas) destinada ao armazenamento de Produtos Refinados de Petróleo.
CLÁUSULA 4º
(Localização do Projecto e Regime Jurídico dos Bens da Investidora)
O Projecto é implementado, nas áreas descritas no Plano
de Localização (junto como Anexo 1), nomeadamente na Zona
de Desenvolvimento À nos termos do Artigo 5.º da Lei
n.º 17/03, de 25 de Julho (Lei de Incentivos Fiscais e Aduaneiros).
Os equipamentos, maquinaria, acessórios e outros bens
tangíveis ou intangíveis a serem construídos para a execução
do Projecto são propriedade da Sociedade de acordo com o
regime legal da propriedade privada (««regime da propriedade
privada»).
O parque de tanques e a infra-estrutura associada a serem
construídos de acordo com o Projecto são implantados no
terreno concedido à Sociedade tanto no regime do direito de
superfície como no regime de propriedade.
CLÁUSULA 5º
(Duração do Contrato)
O Contrato entra em vigor na Data Efectiva e permanece em vigor enquanto perdurar a operação de armazenamento na central de tanques levada a cabo pela Sociedade, ou
por um período de 30 anos, conforme o que for maior.
Na hipótese de o Contrato ter um prazo de vigência de
30 anos, este é automaticamente renovado por períodos iguais
e sucessivos a menos que essa renovação seja recusada por
alguma das Partes mediante um aviso prévio por escrito com
antecedência de pelo menos dois anos antes do final do prazo
inicial de 30 anos
Com efeito a contar da Data Efectiva, e em toda a extensão permitida por lei, os direitos das Investidoras estabelecidos pelo Contrato não podem ser suspensos, revogados ou
alterados, sem a prévia aceitação, por escrito, das Partes.
CLÁUSULA 6º
(Objectivos a Atingir pelo Projecto)
De acordo com a Lei n.º 17/03, de 25 de Julho (Lei sobre
Incentivos Fiscais e Aduaneiros ao investimento privado) e
Artigo 22.º da Lei n.º 11/03, de 13 de Maio, o Projecto tem os
seguintes objectivos adicionais a seguir:
estimular o crescimento económico de Angola;
aumentar o valor acrescentado e da capacidade de
armazenamento de Produtos Refinados de Petróleo;
estimular a criação de novos empregos para trabalhadores nacionais e melhorar as qualificações da
mão-de-obra Angolana;
facilitar o abastecimento eficiente para o mercado da
indústria petrolífera;
promover o desenvolvimento tecnológico:
modernização da infra-estrutura projectada para o
armazenamento de produtos petrolíferos:
£) contribuição para o desenvolvimento da Zona A.
CLÁUSULA 7º
(Montante do Investimento)
O valor global do investimento é de USD 46 250 000,00.
CLÁUSULA &*
(Operações de Investimento)
Para a implementação do Projecto a Investidora Externa
pretende adquirir na Sociedade, por meio da qual:
A Investidora Extema possa realizar um Investimento, de
acordo com o previsto nas alíneas a), b), 0), ), e), DD 8), h), 1),
, ke D, do Artigo 9.º da Lei n.º 11/03, de 13 de Maio.
A Investidora Nacional realiza um Investimento Nacional, de acordo com o previsto na alínea a) do Artigo 7.º da Lei
n.º 11/03, de 13 de Maio.
CLÁUSULA 9º
(Formas de Financiamento do Projecto de Investimento)
O Valor do Investimento previsto inicialmente é financiado
da seguinte forma:
Investimento Externo:
Fundos de Fontes Externas: O montante de
USD 100 000,0 é fornecido pela Investidora
Externa ou quaisquer Afiliada;
Fundos de Fontes Externas: O montante de
USD 46 090 000,00 é fornecido pela Investidora Extema ou quaisquer Afiliada.
Investimento Nacional:
Fundos de Fontes Internas: O montante de
USD 50 000,00 é fornecido pela Investidora
Nacional ou quaisquer Afiliada.
CLÁUSULA 10º
(Formas de Realização do Investimento)
O Valor de Investimento mencionado na Cláusula 7.º é
realizado da seguinte forma:
Investimento Nacional no valor de USD 50 000,00,
por aplicação de fundos dos sócios:
Investimento Externo de USD 46 200 000,00, que se
estima ser concretizado nos seguintes termos:
Importação dos Fundos de USD 14 100 000,00,
conforme descrito na Cláusula 10.º alinea a) da
Lei n.º 11/03, de 13 de Maio:
Importação de USD 32 200 000,00 de maquinaria, equipamentos, acessórios e outros activos tangíveis ou intangíveis seja directa ou
indirectamente, pela Sociedade ou por um
Agente de Importação conforme aplicável,
conforme descrito na alínea 10.º alinea c) da
Lei n.º 11/03, de 13 de Maio.
Para os fins do presente Contrato, é entendido como
Agente de Importação qualquer pessoa ou sociedade que
importe bens em nome e em benefício da Sociedade. Qualquer
importação via Agente de Importação (tal como mencionado
na cláusula 10.1 b), iii), pode ser comprovada mediante:
factura emitida pelo Agente de Importação respeitante à maquinaria, equipamento, acessórios e
outros bens tangíveis ou intangíveis;
conhecimento de embarque <«<bill of lading»; e
D/U assinado pelas autoridades aduaneiras.
O 22291
Ou por qualquer outra documentação aceitável, nos termos
do que possa vir a ser acordado entre a Sociedade e o Agente
de Importação.
CLÁUSULA 11º
(Programa de Implementação e Desenvolvimento do Projecto)
O valor global do investimento tem o programa de implementação e desenvolvimento do Projecto seguinte:
Até 2010: US$ 5 000 000,00;
2011: Até 2011: US$ 41 250 000,00.
CLÁUSULA 12º
(Impacto Económico e Social do Projecto)
O impacto económico e social do Projecto esperado é o
seguinte:
um estímulo ao crescimento económico de Angola;
um aumento do valor acrescentado e da capacidade
nacional de armazenamento de petróleo;
um aumento da eficiência no fomecimento do mercado Angolano de produtos de petróleo;
criação de novos empregos para trabalhadores nacionais e melhoria das qualificações da mão-de-
-obra Angolana;
promoção do desenvolvimento tecnológico.
CLÁUSULA 13º
(Concessão de Incentivos Fiscais e Aduaneiros)
De acordo com a Lei de Incentivos Fiscais e Aduaneiros
(Lei n.º 17/03, de 25 de Julho), são, pelo presente concedidos
os seguintes incentivos fiscais e aduaneiros:
a isenção do pagamento de imposto de sisa na aquisição de terrenos e imóveis a serem utilizados na
implementação do Projecto de Investimento, que
são solicitadas ao departamento fiscal competente;
a isenção do pagamento de direitos aduaneiros e
demais imposições aduaneiras (incluindo o imposto sobre o consumo), com excepção do imposto do selo e das taxas devidas pela prestação
de serviços, de importação de equipamentos, acessórios e peças sobressalentes para o início e o
desenvolvimento da operação de investimento, por
um período de 3 anos.
CLÁUSULA 14º
(Força de Trabalho e Plano de Formação)
O Projecto proporciona a seguinte criação de Emprego,
sendo que:
as normas do Decreto n.º 5/95, de 7 de Abril, reguladas pelo Decreto n.º 6/01, de 19 de Janeiro, sobre o emprego de trabalhadores estrangeiros não
residentes e nacionais qualificados serão cumpridas:
espera-se que 77 novos empregos sejam criados durante a fase de investimento (72 para trabalhadores nacionais e 5 para estrangeiros);
espera-se que a formação da mão-de-obra esteja em
conformidade com o plano de formação conforme
anexado ao Contrato (Anexo 3);
a Sociedade celebra contratos de seguro de trabalho,
cumpre com as suas obrigações sociais e coopera
com o Instituto Nacional do Emprego e Formação
Profissional (INEFOP) durante o processo de
recrutamento, selecção e formação profissional
das pessoas empregues pela Sociedade.
CLÁUSULA 15º
(Impacte Ambiental)
A implementação do projecto é conforme às normas relativas à protecção ambiental, as quais consistem em medidas
que permitirão a minimização do impacto negativo sobre o
ambiente, em conformidade com os regulamentos nacionais
e internacionais da legislação em vigor nomeadamente a Lei
n.º 5/98, de 19 de Julho, Decreto n.º 51/04, de 23 de Julho,
Decreto n.º 59/07, de 13 de Julho e Decreto n.º 1/10, de 13 de
Janeiro, Lei de Bases do Ambiente, Lei de Avaliação de
Impacte Ambiental, Lei do Licenciamento Ambiental.
CLÁUSULA 16º
(Apoio Institucional do Estado)
As seguintes instituições públicas Angolanas apoiam as
Investidoras e a Sociedade na implementação do Projecto nos
termos seguintes:
Ministério dos Petróleos, como órgão supervisor,
para conceder todas as autorizações, aprovações e
licenças que possam ser necessárias à implementação bem-sucedida do Projecto, incluindo, mas
não limitado aos requisitos para a operação da de
venda, armazenamento e transporte de Produtos
Refinados de Petróleo:
Ministério do Urbanismo e Construção, como órgão
associado, para conceder todas as autorizações,
aprovações e licenças que possam ser necessárias,
incluindo, mas não limitado aos requisitos para a
construção do parque de tanques e infra-estrutura
associada previstas no Projecto, incluíndo a construção de acessos rodoviários, instalações de armazenamento e outras obras públicas conforme
necessário à implementação bem-sucedida do Projecto;
Governos Provinciais de todas as áreas de Angola
nas quais o Projecto se venha a desenvolver, para:
í) conceder concessões sobre o solo conforme
sejam necessárias à implantação do parque de
tanques e infra-estrutura associada; ii) emitir licenças de construção; iii) celebrar quaisquer contratos de arrendamento de construção consoante
sejam necessários e iv) apoiar na aquisição dos
títulos dos terrenos.
Ministério da Administração Pública, Emprego e
Segurança Social, para apoiar o programa de formação previsto no Projecto e para contribuir na
realização da formação profissional, assim como
para prestar à Sociedade assistência com a aplicação da Lei Geral do Trabalho e do Sistema de
Segurança Social em Angola;
Ministério do Comércio, para fornecer apoio ao
licenciamento que venha a ser necessário, dentro
do contexto do Projecto;
À) Ministério do Ambiente, para facilitar a avaliação e a
aprovação dos estudos de impacto ambiental e a
integração dos planos de urbanismo do Projecto;
£) Ministério da Energia, para apoiar o abastecimento
de energia eléctrica em alta e média voltagem na
medida necessária para corresponder às exigências da Sociedade durante a construção da central
de tanques previstas no Projecto; e para emitir
todas as autorizações, aprovações e licenças
necessárias para as infra-estruturas e instalações
eléctricas previstas no Projecto.
AANIP concede apoio institucional sempre que alguma
Investidora da Sociedade pretender recorrer a qualquer autoridade ou instituição pública em Angola cuja intervenção seja
considerada útil para a implementação e a gestão do Projecto.
CLÁUSULA 17º
(Direitos e Garantias)
Depois de implementado o investimento externo e
mediante prova da sua execução, a Investidora beneficia dos
direitos e garantias seguintes:
DIREITOS
A qualquer momento:
Celebrar contratos para obter Capital através de Fundos de Fontes Extemas:;
Assinar e cumprir quaisquer contratos conforme
referido no item <a> acima por meio de qualquer
número de importações de recursos do exterior; e
de igual modo transferir para o exterior montantes
conforme necessário para cumprir as condições de
reembolso de quaisquer somas, incluindo, quaisquer juros devidos, nos termos da lei vigente.
As Investidoras podem propor à ANIP quaisquer modificações à implementação do Projecto, incluindo, mas não
limitado a, revisões do âmbito, duração, localização e viabilidade do Projecto, conforme descrito no presente Contrato, aos
montantes a serem investidos e ao calendário proposto no
mesmo, e aos métodos pelos quais os investimentos podem ser
realizados, em decorrência de qualquer acto ou omissão por
qualquer Parte ou Terceiros, incluindo qualquer autoridade pública da República da Angola, que atrase ou impeça o cumprimento de quaisquer obrigações decorrentes do Contrato,
incluindo, mas não limitado ao atraso na emissão, ou não emissão, de qualquer licença, permissão, autorização, aprovação
ou outro consentimento necessário que deva ser concedido à
Sociedade e/ou Investidoras com vista ao prosseguimento de
qualquer parte do Projecto.
Quaisquer modificações feitas nos termos do subparágrafo
anterior serão formalizadas por meio de uma alteração formal
por escrito do Contrato e estão sujeitas à aprovação das Partes.
GARANTIAS
Não obstante as garantias e protecção do investimento
definidas nos artigos 14.º e 15.º da Lei, o Estado agindo através da ANIP reconhece o seguinte:
o Contrato foi estabelecido de acordo com circunstâncias e condições económicas, técnicas, operacionais e de segurança existentes em Angola na
Data Efectiva: e
se, após a Data Efectiva, uma mudança de lei ocorrer em Angola, ou uma nova legislação for promulgada ou medidas administrativas forem
adoptadas, qualquer uma delas tendo um impacto
negativo nas circunstâncias segundo as quais as
Investidoras decidiram implementar o Projecto, ou
que afectem as obrigações, direitos ou benefícios
das Investidoras conforme previsto neste Contrato
ou na Lei, as Investidoras podem, a seu critério: i)
negociar as alterações ao presente contrato de investimento conforme seja necessário ao restabelecimento do equilíbrio original existente entre
as Partes antes da alteração da lei ou; ii) resolver
o presente contrato de investimento.
O 2293
Se uma alteração ao Contrato não for acordada pelas
Partes após quaisquer negociações nos termos da Cláusula 17.5
(b) 1) as Investidoras podem optar por resolver este contrato
de investimento sem que estejam sujeitas a qualquer penali-
zação e estão autorizadas a repatriar todos os Fundos investidos no Projecto.
CLÁUSULA 18º
(Infracções e Sanções)
Os seguintes actos podem, caso ocorram na ou após a
Data Efectiva constituir uma infracção pelas Investidoras e/ou
pela Sociedade nos termos da Lei:
o uso de contribuições estrangeiras para fins diferentes daqueles devidamente autorizados:
a não realização do Projecto nos termos estabelecidos pelo presente contrato ou a autorização do
investimento, salvo se a não conformidade com os
termos mencionados for devida a razões alheias à
vontade das Investidoras;
a prática dos actos de comércio fora do âmbito autorizado;
a prática de facturação que permita a saída indevida
de capitais ou não respeite os deveres legais aos
quais a Sociedade ou associação esteja sujeita, em
particular aqueles de natureza fiscal;
a não realização da formação ou não substituição de
trabalhadores expatriados por trabalhadores nacionais nas condições e termos definidos, salvo se
a não conformidade com os termos mencionados
for devida a razões alheias à vontade das Investidoras;
) a sobrefacturação da maquinaria e dos equipamentos
importados no âmbito do Projecto de investimento.
Sem prejuízo de outra penalização especialmente estabelecida pela Lei, estará sujeita a aplicação das seguintes penalizações:
Multa, equivalentes em Kzs. de USD 1000,00 a
USD 100 000,00, com o mínimo e máximo acrescido do triplo no caso de infracções repetidas:
Perda dos benefícios fiscais e incentivos concedidos:
Revogação da autorização de investimento.
Incumprimento da execução do Projecto dentro dos
limites estabelecidos na Autorização ou quaisquer prorrogações serão punidas com a pena estabelecida na alínea c9 do
número anterior.
CLÁUSULA 19º
(Acompanhamento do Projecto de Investimento)
Não obstante a fiscalização ministerial do sector e o controlo pelas entidades competentes, a ANIP será responsável
pelo controlo da execução do Contrato.
A ANIP pode visitar as instalações a fim de verificar a
execução do Projecto sempre que considerar necessário,
mediante o envio da devida notificação prévia com 10 dias
úteis de antecedência para a Sociedade e Investidoras.
As Investidoras fornecerão anualmente todas as informações sobre o desenvolvimento e os resultados do Projecto
de Investimento ao preencher um questionário entregue pela
ANIP para este fim, sem prejuízo de outras informações de
comprovação legal, económica e financeira que demonstrem a
evolução da execução do Projecto.
As Investidoras fornecem, em tempo útil, conforme
solicitado pelas autoridades competentes do Estado, prova
suficiente do cumprimento dos objectivos e das obrigações
decorrentes do Contrato.
Os pressupostos para a concessão de incentivos são
monitorizados pela ANIP e por outros órgãos públicos competentes na medida permitida nos termos da lei aplicável.
CLÁUSULA 20"
(Resolução de Litígios e Legislação Aplicável)
Para a resolução de litígios decorrentes da interpretação
ou da execução do Contrato, as Partes irão, através de diálogo
e de boa-fé, por meio de um acordo amigável, tentar chegar a
uma solução justa e adequada.
Caso não seja possível chegar a uma solução amigável,
conforme previsto no parágrafo anterior, cada Parte pode,
a todo momento, recorrer à arbitragem nos termos da Lei
n.º 16/03, de 25 de Julho.
O Tribunal Arbitral é composto por três árbitros, sendo
que cada Parte deve nomear um árbitro. O terceiro árbitro é
nomeado por acordo entre ambos os árbitros, e preside ao tribunal arbitral.
Não havendo acordo quanto à escolha do terceiro árbitro, este é nomeado de acordo com as regras da UNCITRAL.
A sede do Tribunal Arbitral é em Luanda, em local a ser
escolhido pelo Presidente, de acordo com as normas da
UNCITRAL sendo aplicável a legislação substantiva angolana.
O presente contrato é regido pela legislação angolana.
CLÁUSULA 21º
(Força Maior)
Cada uma das Partes está totalmente isenta das obrigações contratuais decorrentes deste documento sempre, e na
medida em que essa conformidade com as obrigações for
impedida por um evento de Força Maior.
A Parte lesada deve notificar cada uma das restantes Partes da Força Maior até oito dias úteis após a sua ocorrência.
Se o evento de Força Maior não tiver cessado em três meses,
a Parte lesada tem o direito de resolver este contrato de investimento sem que esteja sujeita a qualquer penalização.
CLÁUSULA 22º
(Confidencialidade)
As Partes concordam em manter confidenciais todas as
informações e quaisquer documentos decorrentes da negociação, assinatura, execução e resolução do Contrato, incluindo,
mas não limitado a quaisquer acordos, cartas, contratos, notificações, documentos anexos e quaisquer outros elementos
auxiliares relacionados com qualquer Parte do Contrato.
Quaisquer informações e documentos que por exigência legal, judicial ou contratual devam ser fornecidos ou apresentados pela ANIP a qualquer pessoa, incluindo qualquer
entidade pública, que não seja Parte do Contrato, para o cumprimento de qualquer outro dever legal, estarão sujeitas às mesmas exigências de manutenção da confidencialidade.
CLÁUSULA 23º
(Língua e Exemplares)
O presente contrato é escrito em língua portuguesa em
três originais, de igual teor e eficácia jurídica, ficando um deles
com a ANIP e os outros para cada Investidora e para a Sociedade, todos os originais tendo o mesmo valor.
As Partes concordam que todos os documentos contratuais, descritos na Cláusula 25.º, bem como toda a documentação auxiliar trocada ou a ser trocada entre as Partes, estarão
redigidos em língua portuguesa.
No caso de uma das Partes produzir ou invocar qualquer
documento em língua estrangeira, o mesmo tem de ser traduzido para a língua portuguesa. Não obstante, em caso de litígio
ou dúvida, o documento original deve prevalecer sobre a tradução.
CLÁUSULA 24
(Documentos Contratuais)
O presente Contrato constitui o acordo integral entre as
Partes no que ao seu objecto diz respeito. Todos os acordos,
discussões, representações e convenções prévias são incorporadas no presente Contrato. Não há garantias, declarações ou
acordos, expressos ou implícitos, entre as Partes, salvo aqueles expressamente definidos no Contrato. Quaisquer alterações
ou modificações ao Contrato devem ser feitas por escrito e
assinadas por todas as Partes antes de entrarem em vigor.
No caso de litígio e/ou diferença nas interpretações entre
as Partes, o Contrato não de ve ser interpretado e/ou invocado
separadamente entre as Partes e/ou perante terceiros.
No caso de contradições entre o conteúdo do Contrato e
o CRIP, o Contrato prevalece.
No caso de imprecisão no CRIP, a ANIP emite um novo
CRIP.
CLÁUSULA 25:
(Notificações)
Todas as notificações a serem efectuadas nos termos do
Contrato, são válidas somente se efectuadas por escrito e para
os seguintes endereços:
Estado, representado pela ANIP:
Endereço: Rua Cerqueira Lukoki, n.º 25, 9.º andar.
Edifício do Ministério da Indústria, número de telefone:
391434 /331252, Fax: 39 33 81.
As Investidoras:
Endereço: c/o Pumangol Industrial, Lda.
Edifício Caravela, Rua Dr. Agostinho Neto, Lote 1, Bairro
Praia do Bispo, Município da Ingombota, Luanda.
N.º de telefone: +244 222 399 386
E-mail: Nahary.Cardoso &trafigura.com.
Quaisquer mudanças nos endereços supracitados devem
ser notificadas, por escrito, às Partes do Contrato, com pelo
menos três dias de antecedência a contar da data da mudança.
As notificações nos termos do Contrato devem ser feitas
por carta ou fax e consideram-se efectuadas no dia da entrega,
ou no dia útil seguinte, em caso de o dia da entrega não ser um
dia útil.
O 2295
CLÁUSULA 26:
(Anexos)
Os seguintes Anexos são parte integrante deste Contrato e
estão anexados nas páginas seguintes:
Plano de Localização para as primeiras 32 estações
de serviço, como Anexo |;
Plano de recrutamento e formação, como Anexo 2;
Plano de Angolanização, como Anexo 3; e
Lista de Equipamentos, como Anexo 4.
Assinatura na página seguinte.
SIGNATÁRIOS
As Partes, representadas pelas pessoas devidamente autorizadas e nomeadas neste instrumento, concordam em estar
obrigadas pelos termos do presente Contrato.
Assinado em de de 2010.
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ANEXO |
Plano de Localização
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ANEXO 2
Plano de Recrutamento e Formação
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Decreto presidencial n.º 198/10
de 10 de Setembro
Considerando que no âmbito da política de investimento
para o desenvolvimento económico e social do País, o Executivo da República de Angola está empenhado em promover
projectos de investimentos que visam a prossecução dos
objectivos económicos e sociais de interesse público, nomeadamente, o aumento de infra-estruturas, o aumento do emprego
e o fomento do empresariado angolano, em prol do bem-estar
das populações;
Tendo em vista a concretização do projecto de investimento privado denominado «PUMANGOL», consubstanciado
na concepção, construção e desenvolvimento de infra-estrutura associada a uma rede de 200 postos de distribuição e
revenda de combustíveis, em todo o território nacional, a ser
implementado no território nacional, inserido no Regime Contratual da Lei n.º 11/03, de 13 de Maio, Lei de Bases do
Investimento Privado;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d)
do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º#
É aprovado o projecto de investimento
«PUMANGOL» no valor de USD 436 400 000,00, sob o
Regime Contratual, bem como o contrato de investimento a
ele anexo e do qual é parte integrante:
Artigo 2.º#
A ANIP — Agência Nacional para o Investimento Privado deve, nos termos do disposto no artigo 58.º da
Lei n.º 11/03, de 13 de Maio, Lei de Bases do Investimento
Privado, aprovar os aumentos de capital para os investimentos
e alargamento da actividade que o Projecto venha a necessitar,
no quadro do seu contínuo desenvolvimento.
Artigo 3.º#
O presente decreto presidencial entra em
vigor na data da sua publicação.
Luanda, aos 2 de Agosto de 2010.
Publique-se.
Luanda, aos 18 de Agosto de 2010.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
O 2299
CONTRATO DE INVESTIMENTO
O presente contrato é celebrado entre:
º — A República de Angola, no presente instrumento
representada pela Agência Nacional de Investimento Privado,
doravante denominada « ANIP», de acordo com os termos de
delegação de poderes estabelecidos no artigo 33.1 da Lei de
Investimento Privado, aprovados pela Lei n.º 11/03, de 13 de
Maio, por sua vez no presente instrumento representada pelo
Coordenador para Comissão de Gestão, e;
º — COCHAN S. A,, no presente instrumento denominada «Investidora Nacional» ou «Cochan», uma sociedade
constituída nos termos da legislação do Estado da República de
Angola, com sede no Município da Ingombota, Bairro
Ingombota, Rua Luís Mota Fêo, Porta n.º 3, 2.º andar, Apartamento 5, Luanda, representada no presente instrumento pela
Nahary Vieira Dias Cardoso David; e
º — PUMANGOL HOLDINGS (B VI) LTD., no presente
instrumento denominada «Investidora Externa» ou «PHB»,
não residente para fins cambiais, uma sociedade constituída
nos termos da legislação do Estado das Ilhas Virgens Britânicas, com sede em 56 Administration Drive, Wickhams Cay |,
Caixa Postal 3190, Road Town, Tortola, no presente instrumento representada pela Nahary Vieira Dias Cardoso David;
Sendo os supracitados conjuntamente denominados «Partes» e individualmente «Parte» do Contrato; e a Investidora
Nacional e a Investidora Externa ou qualquer Afiliada, individualmente denominadas «Investidora» e conjuntamente
«Investidoras»;
Considerando:
Que a PHB é uma sociedade cujo capital social está dividido em 51% pertencente a sócios angolanos e 49% pertence
ao grupo de empresas Puma Energy (doravante denominado
«Puma» ), uma empresa multinacional de petróleo que possui
mais de 30 subsidiárias operacionais localizadas em mais de
20 países pelo mundo todo e que gera emprego para mais de
1 200 pessoas:
Que a PHB considera que é no melhor de seus interesses e
no interesse mais amplo da República da Angola desenvolver
conjuntamente uma rede de estações de serviço de revenda de
combustíveis e infra-estrutura associada por todo o território
angolano (doravante denominado «Projecto»);
De forma a desenvolver e implementar o Projecto, a PHB
criou, através da Cochan S. A. a Pumangol, Limitada, uma
sociedade privada angolana limitada por quotas, registada sob
