Preâmbulo
Decreto Presidencial n.º 220/13
de 23 de Dezembro
Considerando que as Tecnologias da Informação e
Comunicação, para além de serem um meio de progresso
científico e tecnológico, também são uma ferramenta para
aproximar os governantes dos cidadãos e da sociedade, e
para o desenvolvimento territorial, o que contribui para facilitar e estimular o processo da inovação social;
Tendo em conta que a informação tornou-se uma das
maiores riquezas das sociedades, e o acesso da população à
Sociedade da Informação (e em tudo o que isso implica, em
termos não só de infra-estruturas, mas também em termos de
competências electrónicas), tornou-se uma das prioridades
do Executivo de Angola;
Atendendo a necessidade de dotar o País de um con-
Junto de infra-estruturas, utilizando os mais variados meios
de difusão do conhecimento e aprendizagem existentes,
colocando ao dispor das populações o acesso facilitado ao
conhecimento gerado a um nível global;
Considerando que as Mediatecas, para além de depositários do conhecimento territorial, tornam-se «ferramentas»
muito valiosas para melhorar o desenvolvimento territorial
através da estimulação da criatividade, inovação social e
empresarial;
Atendendo a necessidade de salvaguardar os factores críticos de sucesso para implementação da respectiva
Rede, é necessário dispor de um Plano-Director da Rede de
Mediatecas de Angola, que se desenvolve tendo como base
referencial uma missão, visão e valores comuns baseado no
trabalho em Rede e no compartilhamento de recursos.
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d) do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da
Constituição da República de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º#
Aprovação
É aprovado o Plano-Director da Rede de Mediatecas de
Angola — REMA, anexo ao presente Decreto Presidencial e
que dele é parte integrante.
Artigo 2.º#
Revogação
É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no
presente Diploma.
Artigo 3.º#
Dúvidas e omissões
As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e
aplicação do presente Decreto Presidencial são resolvidas
pelo Presidente da República.
Artigo 4.º#
Entrada em vigor
O presente Diploma entra em vigor na data da sua
publicação.
Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda,
aos 25 de Setembro de 2013.
Publique-se.
Luanda, aos 12 de Novembro de 2013.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
MODELO CONCEPTUAL E ESTRATÉGICO
Conteúdos
Introdução
Conceito das Mediatecas
Missão, visão e valores
1. Missão
2. Visão
3. Valores
Objectivos estratégicos
Foco estratégico
Factores críticos de sucesso
1. Factores organizacionais
2. Factores operacionais
Desenvolvimento dos focos estratégicos
1. Educação
2. Empreendedorismo
3. Ciência e tecnologia
4. Cultura e arte
Comunidades da Mediateca
1. Sector público
2. Cidadãos
3. Comunidades educativa, académica e científica
4. Sector empresarial
5. Sociedade civil e empreendedores sociais
6. Outros centros similares
Catálogo de serviços
1. Informação e recepção
2. Biblioteca de meios
3. Produção e publicação
4. Formação
5. Apoio ao empreendedorismo social e empresarial
6. Acompanhamento tecnológico
7. Promoção e difusão
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Introdução infra-estruturas e infoestruturas, mas também em termos de
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)são — serviços e medidas de acompanhamento.
um meio de progresso científico e tecnológico, que permi- A Rede de Mediatecas de Angola (ReMA) é uma initem aproximar os governantes dos cidadãos e da sociedade, — Ciativa pessoal do Presidente da República de Angola, José
e promover o desenvolvimento territorial, contribuindo para Eduardo dos Santos, para promover o potencial tecnológico
facilitar e estimular o processo da inovação social. de Angola e aproveitar o seu conhecimento endógeno, atra-
A informação tornou-se uma das maiores riquezas da — YO da: " '
; ss. ; - Introdução das políticas de Sociedade da Informasociedade actual, e o acesso da população à Sociedade da - es
F PSA a ção e as TIC em todos os sectores sociais;
Informação (e em tudo o que isso implica, em termos não só : , : o
: ' "e. - Oferta de informação e conhecimento necessário
de infra-estruturas, mas também em termos de competências : : o
É E para o desenvolvimento socioeconómico através
electrónicas), tornou-se uma das prioridades dos governos : á :
do investimento no valor do capital humano;
em todo o mundo. oo , ; Moo
1 " " o - Ampliação do acesso à cultura através da utilização
Neste cenário, a educação e formação tradicional, suporte das TIC
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de informação tradicional (tais como livros ou enciclopé- :
di TicOE de É o í O presente documento aborda o desenvolvimento de
ias) e os espaços físicos de transmissão e armazenamento ES
) pas : Sa e — umMeodeloConceptuale EstratégicoparaaReMA, apresendo conhecimento (tais como universidades, bibliotecas, e até tando a missão, visão e válores da REMA é suas Mediatécas,
mesmo telecentros, em sua concepção original) passaram a — 6; objectivos estratégicos que se pretende alcançar.
ser insuficientes. De igual modo, aborda os focos estratégicos de desen-
Neste contexto, é necessário abordar outras fórmu- — volvimento, os factores críticos de sucesso, assim como os
las para os espaços de conhecimento, não só físicos, mas — serviços públicos que serão realizados pelas Mediatecas,
também digitais. De igual modo, pensar não apenas em . conforme sintetizado na figura seguinte.
É COCCEÔCºC——ÓvÔÔº»——— o
—m—— xs Espaço de conhecimento -—. Espaço de inovação social ”
Ferramenta para o desenvolvimento territorial:
pista * Acesso e geração de conhecimento.
9 Espaço multiagente, aberto à sociedad civil para cultivar a criatividade e inovação em todos os seus
oo ádha Co PCR - hole, O o ARCA ot ACC ADA AA —— EX PED Ao Á chio, dino
si)
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às * Aorientação para à comunidade e compromisso com o território.
Ef * Ademocratização do acesso ao conhecimento.
PT rio xa * A valororização do conhecimento endógeno.
Y *Aino ação. CAST THAIE PER ANTA ts ETs = A NC CTA TARIO IN A
— e TSAROS ob ioiss Ea a a SS ANOS A EN AS EEE NAS AEE
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= * Conseguir o acesso e participação plenos da sociedade angolana na Sociedade da Informação e do
o objetivos estratégico Conhecimento. ”
PESO ADO) | * Reforçar os sistemas educacionais de Angola UU
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= + Educação. Sociedade da informação e do conhecimento
* Empreendimiento. > o
Organizacionais + Operacionais
Fatores Críticos de * Modelo organizacional baseado no trabalho em * Sinergias e colaborações com os stakeholders do
ERREI NAO, rede e no compartilhamento de recursos. território
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USAR senvolvimen tod ein oestruturas adequada 5. * Serviçose. ividades centr, Mãos na comunidade. —
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O presente documento, focado na definição concep- Junto de actividades e responsabilidades em prol
tual da ReMÁ e das suas Mediatecas, é complementado da concretização da ReMA.
por dois documentos que, em virtude do seu âmbito mais DEETGNEI AS NTSC:
operacional, são estruturados em documentos individuais, Be Ne Cilnaneeentesento muaseveta seda fade
nomeadamente: od : : : 2
nais bibliotecas, incorporando as tecnologias da informação e
Modelo Funcional da ReMA, onde é apresentada a a digitalização da cultura existente. O conceito de Mediateca
sua estrutura organizacional, modelo operacio- — refere-se a um centro que abriga, organiza, classifica e disnal e recursos operacionais da REMA e das suas — ponibiliza aos utilizadores materiais e documentação
Mediatecas; electrónica em vários meios de visualização e consulta, ao
Plano de Implementação e Divulgação da Rede de — mesmo tempo que proporciona os dispositivos necessários
Mediatecas de Angola, onde estabelece um con- — para a utilização dos conteúdos em formato digital.
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Este conceito, de «Bibliotecas Digitais», propõe que a A «digitalização da cultura» existente, consequência
Mediateca deva cumprir três funções principais: da incorporação das TIC à cultura;
- Facilitar o acesso à informação em diferentes forma- E a criação de nova «cultura digital», consequência
tos e suportes (texto, áudio, vídeo e multimédia da geração de novas formas culturais específicas
em geral); das TIC.
- Fornecer as ferramentas (TIC) necessárias para se À informação e o conhecimento derivados de ambos os
aceder à informação; processos são elementos que devem ser levados em conta na
- Facilitar o processamento e transmissão de infor- — concepção, localização e implementação das Mediatecas de
mação com maior rapidez e escalabilidade, Angola. Assim, as Mediatecas através da Internet e das ferampliando as possibilidades de acesso à infor- — ramentas da Sociedade de Informação devem permitir que a
mação não disponível fisicamente (informação — cultura e o conhecimento universal cheguem ao público de
em Rede). modo directo e atractivo.
À incorporação das tecnologias da informação na socie- Esta confluência cria vários desafios derivados da prodade angolana está a introduzir mudanças sociais e culturais — liferação das informações e da dificuldade de recuperá-la
que vão além da digitalização do conhecimento existente, e geri-la: No entanto, a disponibilidade de conteúdos e
gerando processos de cooperação, co-criação, participação e — tecnologia (equipamentos e conectividade, ou seja, infrainovação social para além das fronteiras da gestão do conhe- — -estruturas) não garantem o acesso (nem ao conhecimento
cimento tradicional. através das tecnologias, nem às próprias tecnologias) ou o
À Sociedade da Informação e as TIC provocam 0 apa- — seu uso efectivo.
recimento de novas formas culturais específicas ou da Neste contexto, o desenvolvimento das Mediatecas de
chamada cultura digital. Ássim, a sociedade não é ape- — Angola terá uma particular atenção na promoção da partinas consumidora de conhecimento, mas também geradora — cipação da população activa, através da melhoria dos seus
dele, em escalas e com efeitos que eram até recentemente — níveis de adopção das tecnologias, promovendo a infoinimagináveis. -inclusão da população adulta.
Então, confluem no tempo dois processos até agora Por isso, as Mediatecas devem colocar a população no
paralelos: centro do processo, incentivando as capacidades dos indi-
víduos que através da utilização da tecnologia, e da sua
inserção em processos de digitalização da cultura e de criação de acesso à cultura digital, irão melhorar os aspectos
específicos do seu quotidiano (social ou laboral) e contribuirão para a transformação do seu ambiente e do seu
desenvolvimento.
Sob essa perspectiva, as Mediatecas são muito mais do
que serviços de acesso às infra-estruturas (físicas e/ou tecnológicas) ou às informações (digitais ou analógicas):
Por um lado, tornam-se Depositários de Conhecimento Territorial que colectam e geram não
só informações, mas também conhecimento,
com especial ênfase no acesso e compilação
do conhecimento endógeno, ao mesmo tempo
que proporcionam o acesso aos conhecimentos
EeXxÓgenos.
Por outro lado, tornam-se «ferramentas» muito valiosas para melhorar o desenvolvimento territorial
(através do estímulo da criatividade e inovação
social e empresarial), não só dentro da própria
estratégia da ReMA, mas também através da
exploração de sinergias com outros planos e
estratégias nacionais ou locais que podem ter
focos ou metas específicas, como o empreendedorismo, educação, cultura ou pesquisa, entre
outros.
Alinhado com este enfoque a Rede de Mediatecas
de Angola representam uma evolução do conceito de
Mediateca, incorporando novas funções às próprias de uma
Mediateca tradicional.
Neste contexto, a ReMA idealiza as suas Mediatecas
como instrumentos ao serviço do desenvolvimento socioeconómico, que:
- Facilite o acesso à informação em diversos formatos
e suportes digitais;
- Disponibilize os meios e recursos (tecnológicos,
humanos, documentários e espaços) que, de
outra maneira, por seu custo ou especificidade,
seriam de difícil acesso;
- Facilite a aprendizagem permanente e a capacitação
dos utilizadores, melhorando a qualificação da
população, promovendo o processo de formação
namodalidade de ensino à distância (e-Learning),
o acesso a conteúdos didácticos, assim como,
desenvolvendo acções específicas de aquisição
de competências digitais que favoreçam a plena
inclusão à Sociedade da Informação;
- Oferece apoio à pesquisa, gerando um ambiente de
conhecimento multidisciplinar e multiactivo que
permita a inclusão de sectores tradicionalmente
distantes da pesquisa, contribuindo para a 1dentificação e análise do conhecimento de Angola,
promovendo o espírito científico na comunidade
graças à disponibilização dos meios necessários
para a realização da pesquisa de documentos e
o acesso a fontes de informação especializadas;
- Constitua um ponto de encontro que facilita o
intercâmbio e geração compartilhada de conhecimento através de espaços físicos e virtuais;
- Promova a identificação e estruturação do
conhecimento endógeno não explícito para a
documentação e divulgação entre toda a população;
- Dinamize a produção de novos conhecimentos
endógenos através da participação e cocriação;
- Favoreça a criação artística e cultural digital, disponibilizando aos criadores locais as ferramentas e
espaços de produção, exposição e documentação
de suas obras, contribuindo, ao mesmo tempo,
o contacto da população tanto com as novas
produções artísticas e culturais bem como, com
as tradicionais, uma vez documentadas e digitalizadas.
Cada uma das Mediatecas que compõem a ReMA é
concebida como um espaço dinâmico e vivo, próximo das
necessidades da sociedade, que deve estar em constante
evolução e adaptação às tendências que surgem na actual
Sociedade da Informação. Deverão tornar-se espaços para a
criatividade e interacção, essenciais para uma sociedade inovadora, capaz de enfrentar os seus próprios desafios.
Assim, as Mediatecas promoverão actividades que
complementem as possibilidades de desenvolvimento socioeconómico através da integração dos seus utilizadores,
gerando dinamismo no país, mais do que a mera consulta de
livros, consumo bibliográfico ou acesso à Internet, convertendo-se em laços territoriais de Gestão do Conhecimento
que promovam a Inovação Social através de espaços abertos
ao debate e à inovação, como componente imprescindível do
desenvolvimento territorial.
Empresas, Universidades, Instituições Culturais, Centros
de Pesquisa, etc., e especialmente os cidadãos, são partes
vitais das actividades das Mediatecas, compartilhando pro-
Jectos, conteúdos e serviços, criando de forma conjunta e
contribuindo para a dinamização e desenvolvimento de seu
território.
CONCEITO
TRADICIONAL DE EVOLUÇÃO DO CONCEITO: NOVOS ELEMENTOS
MEDIATECA
(BIBLIOTECA DIGITAL)
ACESSO À | ! À
— —— — ronução
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Í CRIAÇÃO
RECURSOS festa: Q iguteçãão E
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e PA "ES, gal ”
CONCEITO MEDIATECA ReMA
Missão, Visão e Valores tunidade de criar um país mais competitivo através do seu
desenvolvimento económico e social:
1. Missão
A Rede de Mediatecas pretende fornecer ao País um
instrumento que contribua para o desenvolvimento territo- A liderança e o compromisso
rial (económico e social) através da melhoria do acesso e Um ambiente que necessita de pol aces A ENA
geração de conhecimento e um complemento de progres- FIgNaOsNaças Presidência da República de
são do potencial do capital humano angolano, envolvendo Angola
a totalidade de agentes do País (p.ex. sociedade civil, tecido DO RD
socioeconómico, empresas locais, governo, entre outros). A vontade política de O reconhecimento do valor do
O cumprimento desta missão implica o desenvolvimento ARS AA "o RE SÁNeo h AA
do capital humano através de uma melhor qualificação da diferentes sectores: política conhecimento exógeno, como
e Z PECA FR educação, negócios, cultura recurso chave para o socio |
população, graças às possibilidades de geração de Redes e nica Men et E EDRE ZA |
espaços de construção conjunta, com recurso às Tecnologias M— m a-—
de Informação e Comunicação.
Adicionalmente, a concretização da presente missão tan- 3.2. Visão
gibiliza-se, também, pelo desenvolvimento resultante do O progresso territorial depende da capacidade da sua
contributo na modernização das empresas, especialmente as — sociedade para se reinventar, dinamizar os seus agentespequenas e médias, no contexto da Sociedade da Informação — -chave e o seu conhecimento para descobrir o potencial
e o Conhecimento actual, aproveitando as possibilidades — territorial endógeno, e saber como articulá-los para criar
que oferecem as Tecnologias da Informação e Comunicação. — inovação social, ganhar uma melhor qualidade de vida e
Assim, a REMA constitui um instrumento central para o — aumentar a competitividade das empresas do País.
fortalecimento e apropriação da Sociedade da Informação e Para isso, o País deve ser visto como um espaço
de suas ferramentas, entendidas como elementos imprescin- — multiagente, aberto à sociedade civil para fortalecer o
díveis para a melhoria da competitividade do País. conhecimento, cultivar a criatividade e a inovação em todas
Angola está preparada para enfrentar este desafio, as áreas (política, social, educacional, científica, cultural e
reunindo as condições necessárias para aproveitar a opor: — económica).
Ássim, Angola concebe a Rede de Mediatecas como uma
Rede de Espaços que combinam não só as características
de espaços de conhecimento, enquanto facilita o acesso à
informação e à criação de conhecimento, mas também, as de
espaços de inovação social, enquanto promove e oferece as
actividades e espaços orientados à geração de novas propostas ou soluções para a sociedade angolana.
A ReMÁA pretende estabelecer-se como uma referência nacional e internacional, a partir de um conceito de
Mediateca que amplia o conceito tradicional, sem perder a
perspectiva da singularidade do seu país:
- Espaço de conhecimento — As Mediatecas da
ReMÁ assumem-se como Espaços de Conhecimento porque:
- Têm informações (base do conhecimento),
principalmente, mas não exclusivamente, em
formato digital;
- Promovem a documentação do conhecimento
endógeno não explícito;
- Estimulam a construção de novos conhecimentos, tanto interno (aprendizagem) como
extemo (novos conhecimentos, pesquisas,
teses...).
Pretende-se que a sociedade angolana se torne uma
Sociedade do Conhecimento que, por sua vez, gera uma economia baseada no conhecimento".
O trabalho das Mediatecas em torno do conheci-
mento desenvolve-se com diferentes acções necessárias
para: 1) o acesso e intercâmbio de dados que são processados
e sistematizados para constituir informação; 1) informação que se gere, se difunde e que agrega valor; 111) para se
transformar em conhecimento depois da apropriação, reutilização e produção pelas pessoas que utilizam as Mediatecas;
a valorização que se realiza através da aplicação desse
conhecimento.
1 enowiledge driver econorp: (KEDE): Economia em que a geração e exploração do
conhecimento desempenha um papel preponderante na criação de riqueza. Trata-se de
uma utilização mais eficaz de todos os tipos de conhecimento e criatividade emtodo o
tipo de actividade económica. http ./www.afbis. com analysis/knowledge htm
-Inovação de espaço (social) — Como espaços para
a inovação social, as Mediatecas são espaços
«multi-stakeholders» em que se fomenta a
colaboração entre a totalidade dos agentes que
participam na sua utilização, maximizando a
geração de Redes de conhecimento que: 1) possam
e saibam descobrir as potencialidades endógenas; 11) as comnplementem e articulem com
o conhecimento exógeno para inovar, criar ou
modificar os usos existentes, em favor da troca,
do avanço até territórios mais competitivos.
3. Valores
Os valores da Rede de Mediatecas de Angola (ReMA)
representam os princípios pelas quais a mesma pauta a sua
actividade, a relação com os seus parceiros e utilizadores e
a importância que tem para as comunidades locais angolanas em que cada uma das Mediatecas está instalada. Desta
forma, os valores da ReMA são:
Orientação e participação comunitária — As Mediatecas desenvolverão actividades orientadas para
o cumprimento da sua missão, ou seja, actuarão
como motores do desenvolvimento territorial,
contando com o desenvolvimento e participação
da comunidade, especialmente dos seus agentes
chave, para aumentar as possibilidades de êxito
e impacto;
Democratização do acesso ão conhecimento — Às
Mediatecas abrigarão dados, informação e
«conhecimento» em diversos meios, principalmente digitais, que disponibilizarão ao
povo angolano contribuindo para o seu desenvolvimento, através do acesso aos recursos
(instrumentos, ferramentas, formação, acompanhamento) que permitirão que a sociedade
angolana a explore e se aproprie desses conhecimentos;
Valorização do conhecimento endógeno — À ReMÁA
propõe colocar o conhecimento endógeno como
o eixo fundamental para a transformação das
condições sociais, económicas e institucionais
que permitam o crescimento e desenvolvimento
sócio-produtivo local. Isso envolve uma harmonização de todos os sectores sociais (público,
privado e sociedade civil) com a cidadania
e sabedoria popular para que juntos possam
construir novos espaços locais a partir das capacidades, recursos e riquezas de cada região;
Inovação — As Mediatecas fomentarão e possibilitarão a inovação social, educacional, científica,
artística e empresarial, sustentada pelas TIC.
os processos de inovação, a partir da sociedade
estão destinados a provocar mudanças, em
1 SÉRIE — N.º 246 — DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013 4107
termos de melhoria das condições de vida nos serviços em função das necessidades década
territórios em que cada Mediateca esteja locali- região em que se insere.
zada, atendendo às suas singularidades; ” 4 Objediivos Estratégicos
Adapiabilidade às necessidades e características Os objectivos estratégicos da ReMA representam os
do território — Enquanto a ReMA actuará sob — resultados de longo prazo que a mesma pretende atingir,
um Plano-Director único para toda a Rede, mas — sempre focado no desenvolvimento da sociedade angolana
preservará o espírito de intervenção do local — em geral e das comunidades locais em particular:
(capilaridade da estratégia.) adequando os seus
Objectivo SE
es Descrição
Estratégico |
Conseguir o acesso *º Democratizando o acesso à informação e ao conhecimento,
e participação da ampliando o acesso, uso e apropriação da Sociedade da Informação
sociedade entre a população angolana, a partir da:
angolana na e PRE SA
FAIA: o Ampliação das competências digitais da sociedade, empresas e
SOCciedar S O sociedade civil;
Informação e do 1 | o |
Conhecimento o Capilarização, a partir do local, das políticas governamentais
em matéria de Sociedade da Informação.
e Reunindo, preservando e difundindo a cultura e o conhecimento,
com ênfase especial no conhecimento endógeno;
|
º* Impulsionando o encontro, o intercâmbio e a cocriação de
conhecimento.
Fortalecer os | e Aumentando as possibilidades de acesso aos processos e aos
sistemas conteúdos educacionais e de formação;
Icacionais : :
” ais de «€ —Reforçando os processos de ensino e aprendizagem;
ngola
e Apoiando o sistema educacional em seu trabalho docente através
de recursos baseados nas Tecnologias da Informação e da
Comunicação.
Contribuir para o * Apoiando o empreendedorismo e a melhoria da competitividade
desenvolvimento empresarial, especialmente das micro, pequenas e médias
económico e social empresas;
de Angola VESI :
* “Melhorando o acesso ao emprego e a competitividade do capital
humano angolano;
e —Favorecendo as iniciativas de inovação social, como instrumento
para a melhoria da qualidade de vida;
* Propiciando uma maior visibilidade e projecção internacional de
Angola, que permitam atrair talentos e recursos internacionais que
podem contribuir para o desenvolvimento socioeconómico de
Angola, assim como, reter o talento próprio.
Foco Estratégico
Considerando o conceito de Mediateca, o seu contexto de
implantação para a realização dos objectivos estratégicos, a
ReMA centrará sua atenção nos seguintes focos estratégicos:
Educação — acesso aos recursos e conteúdos educacionais, ciente de que o acesso universal à
educação de qualidade é a chave para um desenvolvimento social e económico sustentável.
A ReMÁ constituirá uma oportunidade estratégica para melhorar a qualidade da educação,
assim como facilitará o debate sobre políticas,
intercâmbio de conhecimentos e criação de
capacidades;
Empreendedorismo — apoio às actividades empresariais e à promoção da competitividade
empresarial através da utilização das TIC e do
acesso aos conhecimentos endógenos e exógenos
altamente especializados (fontes científicas/técnicas e académicas). A partir da REMA será dado
o apoio ao empreendedorismo, promovendo a
competitividade empresarial e contribuindo para
a melhoria do acesso ao emprego por parte do
capital humano;
Ciência e Tecnologia — aceder e gerar conhecimento, assim como documentar o conhecimento
endógeno. À informação científica é um recurso
importante para a inovação e o desenvolvimento socioeconómico. Portanto, a ReMA
potencializará o fluxo global do conhecimento
e promoverá a geração de novos conhecimentos
apoiando o acesso livre à informação científica e técnica. Ao mesmo tempo, promoverá a
documentação do conhecimento endógeno não
explícito, a fim de preservar a memória cultural
e promover a integração desses conhecimentos
nas estratégias de inovação e desenvolvimento
socioeconómico;
Cultura e arte — criação, preservação e divulgação
da produção artística e cultural endógena. À
ReMÁ entende a importância do património
cultural, não como a manifestação cultural
por si só, mas pela riqueza de conhecimentos
e habilidades que se transmite através de uma
geração a outra. o valor social e económico
desta transferência de conhecimento é relevante
para os grupos minoritários e com os principais
grupos sociais de Angola. Portanto, a ReMA
abrigará conhecimento sobre tradições orais,
artes cénicas, práticas sociais, rituais e actos
festivos, conhecimentos e práticas relacionadas
com a natura e o universo ou o conhecimento e
o artesanato tradicional. Serão promovidas tanto
a materialização da cultura intangível como a
divulgação das novas formas culturais e as artes
digitais.
Factores Críticos de Sucesso
Os factores críticos de sucesso da ReEMA, pontos-chave
que definem o sucesso ou fracasso do planeamento estra-
tégico, estão divididos em factores críticos de sucesso
organizacionais e factores críticos de sucesso operacionais.
Para que a ReMÁ atinja plenamente o êxito e o impacto
desejado junto da sociedade angolana é necessário que a
interligação entre estes factores críticos de sucesso não seja
quebrada.
Organizacionais | Operacionais )
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1. Factores Organizacionais
Os factores organizacionais fundamentais para o sucesso
da ReMA são:
A. Modelo organizativo baseado no trabalho em
Rede e na partilha de recursos
Cada Mediateca deve ter autonomia e singularidade, já
que deve corresponder às características territoriais, mas por
sua vez, devem estar conectadas entre si, compartilhando
OS Seus recursos, experiências e conhecimento acumulado,
ligando os territórios e as experiências individuais e colectivas. Devem ser concebidas e geridas como uma verdadeira
Rede que trabalha conjuntamente sob os princípios e metodologias em comum com a finalidade de alcançar metas
globais para Angola.
O trabalho em Rede promoverá a aprendizagem colaborativa, aumentando a eficácia e a eficiência das acções, assim
como, o aproveitamento e partilha de recursos, gerando uma
identidade corporativa e o sentimento de pertença e apropriação por todos os seus membros.
Para tal, deve-se estabelecer um modelo organizacional
que defina os procedimentos e processos homogéneos baseados no trabalho em Rede das diferentes Mediatecas, sob a
orientação e direcção de uma equipa coordenada para a totalidade das Mediatecas.
Este modelo deverá estar aberto a uma adaptação ao País
e ser orientado para a gestão do conhecimento dentro da
organização.
B. Desenvolvimento de infoestruturas adequadas
A ReMA deve contar com infoestruturas adequadas que
permitam o fluxo da informação, a gestão do conhecimento
e o compartilhar das informações.
C. Qualificação e motivação do capital humano a construção de conhecimento e inovação necessários para o
A ReMA deve contar com um capital humano que inte- == desenvolvimento socioeconómico.
riorize a cultura organizativa e estratégica da Rede. Por outro lado, a ReMA não deve ser alheia ao que ocorre
Estabelecer planos de formação, sensibilização, moti- — no exterior. Por isso, dever-se-á estender a sua influência
vação e mecanismos de desenvolvimento de uma carreira — a outros territórios, ao mesmo tempo que serão estabeleprofissional do pessoal responsável por iniciar e desenvolver cidas parcerias com agentes exógenos para o seu próprio
as actividades das Mediatecas implicará maiores possibilida- — crescimento.
des de conduzir a um óptimo nível de êxito nesta iniciativa. E. Serviços e actividades centrados na comunidade
Ás actividades a desenvolver em cada uma das
2. Factores Operacionais Mediatecas deverão ser planeadas a partir da realidade con-
Os factores operacionais fundamentais para o sucesso da — creta em que serão executadas, respondendo às necessidades
ReMA são: e interesses de cada país e grupos-alvo.
D. Sinergias e colaboração com os stakeholders no A existência de um catálogo de serviços comum que conterritório sidere a realidade territorial de cada Mediateca.
O estabelecimento de sinergias e parcerias formais com F. Espaços para o encontro e
os stakeholders de cada um dos territórios nas diferentes O encontro entre os diversos agentes e disciplinas e
áreas geográficas (local, regional e nacional) constituem um fundamental para criar um ambiente de interc âmb 16 €
componente chave no sucesso da ReMA, pois são agentes poucipação que, devidamente dinamizado, conduzirá a promotores, impulsionadores, conhecedores do território e com cessos de Inovação social.
capacidade de mobilizar e obter uma resposta da população 7. Desenvolvimento dos Focos Estratégicos
nos diferentes subgrupos. " | À actuação da ReMA relativamente aos seus focos estra-
. cooperação com os stakeholders permitirá expandir º tégicostoma como ponto de partida a análise da influência
alcance e o impacto da iniciativa, criando um espaço dinã-— que estes podem ter no cumprimento da missão e dos objecmico, participativo e conhecimento multidisciplinar. tivos estratégicos da ReMA.
A ReMA trabalhará com os agentes motores locais de O presente capítulo estabelece as linhas de actuação, que
forma colaborativa, participando das Redes de conheci- guiama intervenção da ReEMA em cada um dos focos estramento já estabelecidas e gerando novas Redes que permitam — tégicos, conforme a seguinte tabela.
Foco Estratégico Linhas de Actuação
* Apoio ao sistema educativo como instrumento de melhoria da
qualidade;
Educação * Reforço do sistema educativo, com base na aprendizagem ao
longo de toda a vida;
* Inovação social na educação.
e Culturadeempreendedorismo;
Empreendedorismo * Empreendedorismo social e empresarial;
* Competitividade empresarial baseada na inovação.
* Culturae espírito científico;
e Fortalecimento dos sistemas de ciência, tecnologia e inovação;
Ciência e Tecnologia
e Protecção do conhecimento científico e tecnológico endógeno;
e Fomento da investigação documental.
* Empreendimento cultural e economia da cultura;
* Conservação do Património Cultural;
Cultura e Arte
e Sensibilização e difusão cultural;
* Incentivo àcriação cultural.
1. Educação ocupacional e no ensino superior, bem como na alfabetiza-
A educação é um elemento fundamental para a erra- — ção de jovens e adultos.
dicação da pobreza e para o desenvolvimento humano e Desta forma, a ReMÁ promove o direito a uma educação
económico sustentável. O exercício efectivo do direito à — básica, inclusiva, gratuita e de qualidade, através do fortaleeducação amplia as oportunidades da população de melho- — cimento e da complementaridade com os sistemas públicos
rar a sua qualidade de vida. À ReMAÁ abordará a educação e — de educação e das organizações educativas da sociedade
a formação básica a partir da sua acção mais ampla, facili- - civil, com maior incidência nos grupos com crianças índitando o acesso aos conhecimentos mínimos indispensáveis — ces educativos.
para o desenvolvimento da pessoa na sociedade. Por isso, O desenvolvimento de actividades é abordado em torno
este foco centra-se tanto na educação primária e secundária — de 3 linhas de actuação, com actividades próprias, sinteti-
(infantil e juvenil), como na formação técnico-profissional é — zado na seguinte tabela:
Linha de Actuação Actividades
Apoio do sistema e Apoiare incentivar acções de formação e capacitação destinadas a
educativo como melhorar a qualificação e formação dos professores. Dar-se-á
instrumento de prioridade aos formadores no activo, para incidir na continuidade
melhoria da do processo e criar processos multiplicadores na perspectiva da
Qualidade actualização contínua de conhecimentos;
e Apoiaros futuros professores no seu processo de capacitação inicial
para o posterior desenvolvimento do seu trabalho docente;
e Apoiar os professores e responsáveis pelos centros educativos na
implementação de instrumentos e meios de acesso à informação;
e Estimulare promover o estabelecimento de programas de formação
especificos nas diferentes realidades geográficas que facilitem a
descentralização dos processos formativos;
e Potenciar a integração das TIC nas programações didácticas
desenvolvidas pelos professores para os seus alunos, que propicie a
“normalização” das ferramentas tecnológicas nas gerações futuras;
* Desenvolver materiais didácticos, metodologias e sistemas de
investigação para gerar novos conhecimentos, capacidades e
atitudes por parte dos professores em relação aos 4 focos
estratégicos definidos pela ReMA;
*e Facilitar a realização de investigações sociais no âmbito educativo
de forma colaborativa.
Reforço do *e Propor experiências educativas avançadas, permitindo que
Sistema Educativo estudantes e professores participem em comunidades de
a partir da óptica aprendizagem, de forma remota, nos tempos e lugares adequados
da aprendizagem às necessidades dos alunos;
ao longo de toda a e Utilizaras TIC para apoiar processos de aprendizagem colaborativa,
vida entendida como o processo de aprendizagem que põe a tónica nos
esforços cooperativos ou de grupo entre os professores e os
estudantes;
* Potenciar a leitura como instrumento básico de acesso ao
conhecimento e elemento imprescindível na aquisição de
aprendizagens formais e informais no sistema educativo;
º Facilitara alfabetização (tradicional e digital) de pessoas afastadas
do sistema educativo formal (principalmente devido à idade),
através de acções adequadas às suas possibilidades de acesso no
que diz respeito a horários, localização geográfica, etc;
* Contribuir para atenuar os factores geradores da desigualdade no
acesso e permanência nos sistemas de educação formal ou na
aquisição dos conhecimentos considerados imprescindíveis
(competências básicas) para melhorar a formação da população
através do envolvimento da comunidade local;
e Apoiara melhoria do rendimento escolar através da utilização de
conteúdos que facilitem a aquisição de conhecimentos por parte
dos alunos com maiores possibilidades de abandono escolar,
especialmente através de conteúdos adaptados às suas
necessidades específicas, aos seus conhecimentos e à realidade
social, cultural e tecnológica que os rodeia;
* — Proporcionar sistemas e ambientes alternativos para o ensino e a
aprendizagem baseados nas TIC, evitando as restrições impostas
pelo tempo e pelo espaço no ensino presencial.
Inovação Social na e Potenciar e facilitar novas formas de aprendizagem que
Educação contemplem a criatividade como elemento imprescindível e
faciltem a sua inserção, a partir da escola, num mundo em
mutação;
* Incentivar, através da educação, uma consciencialização do valor
positivo da diversidade cultural;
* —Fortaleceraimplementação de programas de educação criativa que
contribuam para a modificação dos processos de ensino e
aprendizagem tradicionais, aumentando a motivação pelo estudo
dos jovens e crianças;
* Apoiara elaboração de programas educativos que tomem como
ponto de partida à compreensão da realidade cultural actual,
desenvolvidos a partir das TIC;
* — Facilitaracompreensão e possibilitar o acesso e domínio das novas
linguagens e, em especial, da linguagem audiovisual;
*e Dar visibilidade ao valor da actividade lúdica na aprendizagem,
potenciando uma visão mais próxima da realidade quotidiana das
pessoas (principalmente crianças e jovens), facilitando uma oferta
de formação no lazer criativo e educativo;
e Formar docentes com aptidões e formas de entender o trabalho
pedagógico de acordo com o desenvolvimento cultural imposto
pelos novos tempos, potenciando a sua participação nas principais
transformações.
2. Empreendedorismo
A criação de emprego e o acesso aos activos produtivos geram desenvolvimento económico, e permitem um
processo continuado de expansão das oportunidades de proegresso territorial. Para incentivar esse processo, é necessário
potenciar o tecido produtivo e empresarial de Angola, tornando-o mais inclusivo, sólido e competitivo.
A ReMA aborda o processo de apoio ao empreendedorismo e à consolidação empresarial, partindo da noção
de que as empresas são o motor do dinamismo e a criação
de riqueza nas economias modernas. Por isso, propõe-se
acções orientadas para apoiar e fomentar um crescimento
económico inclusivo, equitativo, sustentável e que respeite
o ambiente, sustentado na criação de tecido económico,
empresarial e associativo em todo o território.
Assim, a criação e a consolidação empresarial é um dos
principais eixos deste foco, sendo as micro, pequenas e
médias empresas as protagonistas, atendendo ao seu potencial como suporte importante do futuro tecido económico
angolano. À sua disposição serão colocados serviços de
apoio ao início da actividade empresarial, com especial destaque para aquelas que, para além do benefício económico,
contemplarem também o benefício social.
Neste sentido, considera-se fundamental apoiar as
ligações entre os centros de ensino formal e o mundo
empresarial, incentivando a inclusão no currículo oficial
do fomento da capacidade empreendedora e do desenvol-
vimento de competências e capacidades específicas de uma
cultura empresarial socialmente responsável.
A ReMA prestará especial atenção aos empreendedores
que, para além do benefício económico, se orientem para a
realização de mudanças na qualidade de vida da população.
Para isso, incorpora uma linha de acesso às TIC, principalmente para a micro, pequena e média empresa (comércio e
informação de mercados), que permitam aumentar a sua produtividade e competitividade.
Deve ter-se em conta que entre os agentes do território, em matéria económica, se encontram agrupamentos e/
ou associações profissionais ou sectoriais, que possuem um
vasto potencial para o desenvolvimento económico do território a partir da união de esforços empresariais. Por isso,
a ReMA inclui estes agrupamentos como potenciais nós
secundários, mas também como forma de empreendimento
económico a que deve prestar apoio.
Desta forma, a REMA propõe um conjunto de actividades, associadas a este foco, que procure o acesso aos bens
€ Serviços necessários para fomentar a iniciativa empresarial e empreendedora de Angola, em especial a promoção da
micro e pequena empresa e das atitudes empreendedoras na
população.
Assim, a ReMA orientará a sua actividade, no que conceme ao empreendimento e promoção económica, pelas
seguintes linhas de actuação e actividades:
Linha de Actuação Actividades
Cultura e Estimular o espírito empreendedor e a capacidade de iniciativa
Empreendedora empresarial, social e cultural através da valorização e
reconhecimento das capacidades empreendedoras e da sua
utilização para a sua materialização em planos de
empreendedorismo social e económico;
* —Envolvera comunidade educativa (alunos, professores e direcção,
mães e pais) e outras estruturas sociais, tais como associações, no
fomento da cultura empreendedora, através da sua interacção com
as estruturas públicas de apoio ao empreendimento;
e Promover a inovação como parte da cultura criada no contexto
universitário;
e Divulgar, sensibilizará e motivará o conjunto da sociedade angolana
para a actividade empreendedora nas suas dimensões empresarial e
social.
Empreendimento e Reforçar o apoio no desenvolvimento de projectos
social e empreendedores, — evidenciando o valor do autoemprego e
empresarial aumentando as possibilidades de consolidação dos seus projectos
empresariais;
e Facilitaro encontro e o intercâmbio de informações e experiências
entre empreendedores e trabalhadores independentes.
Competitividade e — Contribuir para acelerar o processo de maturidade digital para a
empresarial melhoria da competitividade como base para a criação de
baseada na capacidade inovadora no tecido empresarial angolano;
inovação 7 aà ão
ç * Assegurar à redução do fosso digital, facilitando a completa
absorção e utilização das TIC por parte das empresas através da
informação, formação e apoio na introdução de soluções TIC;
* Favorecer à incorporação de processos criativos no tecido
empresarial! para a melhoria da sua competitividade e
produtividade, e como complemento aos seus processos de
transformação como tecido empresarial inovador;
e Reforçar oO apoio à consolidação das empresas jovens, para
aumentar a sua competitividade e, dessa forma, ajudá-las a manterse no mercado, crescendo, gerando mais emprego e riqueza e
conseguindo reduzir os índices de mortalidade empresarial;
*e Fomentar o intercâmbio de experiências e a visibilidade de
propostas empresariais inovadoras em todo o território.
3. Ciência e Tecnologia O apoio da ReMÁ à criação de capacidades para a investi-
A ciência e a tecnologia, juntamente com a inovação, gaçãomaterializa-se na disponibilização de infra-estruturas,
têm um papel fundamental no crescimento económico. Mas, — bibliotecas e equipamentos para a investigação mas, sobrepara além disso, quando geradas, transferidas e aplicadas tudo, de dados, informação, conhecimento e infoestruturas
adequadamente, possuem um elevado potencial para a luta — qe facilitem o processo de investigação, especialmente
contra a pobreza, para a satisfação de necessidades e-para-o quando este se desenvolve de forma colaborativa. À existêndesenvolvimento humano. : e. o
: cia de recursos humanos com formação é um dos requisitos
A ReMA pretende favorecer os processos de criação, : . o
o ae ' o para o desenvolvimento científico e tecnológico.
domínio e utilização do conhecimento científico e tecno- 1 do
s de ” , : Além disso, a REMA contribuirá para fomentar a geralógico para melhorar as condições de vida, o crescimento : : | :
” . À : ção, difusão e transferência de conhecimentos científicos e
económico e a equidade social. Para isso, contempla tanto
o fortalecimento:das: capacidades endógenas para a investi- de tecnologias para abordar problemas do desenvolvimento
gação e a inovação, em paralelo com as políticas nacionais territorial, social e económico.
de ciência e tecnologia, bem como a valorização dos saberes O facto de a REMA abordar a ciência e a tecnologia como
locais e a transferência, através de múltiplas vias, de conhe- = um dos seus focos estratégicos representa um importante
cimentos científicos e tecnologias para a sua incorporação — estímulo para a participação de universidades e instituições
no tecido social e produtivo. de investigação.
Linha de Actuação Actividades
Cultura e espírito *e Melhorar o diálogo ciência-tecnologia-sociedade, promovendo
científico espaços de encontro e acções de fomento da participação dos
cidadãos;
e Consolidar a imagem pública da ciência e da tecnologia como
actividades geradoras de riqueza, desenvolvimento e qualidade de
vida;
* —Aumentaras vocações científicas entre os mais jovens, promovendo
e estimulando as funções de docência no ensino da ciência e da
tecnologia;
e Contribuir para projectar internacionalmente a ciência angolana
como geradora de ideias e oportunidades;
* Apoiar as instituições envolvidas no desenvolvimento da cultura
científica e tecnológica, através do apoio à museus e centros
divulgativos da ciência;
* —Fomentara comunicação científica pública por parte dos agentes de
execução do Sistema Angolano de Ciência e Tecnologia;
e Aproximar os cidadãos dos processos, métodos e resultados da
comunidade científica.
Fortalecimento *º Recolher as referências das principais publicações científicas de
dos sistemas de qualquer disciplina do conhecimento, estabelecendo o serviço com
ciência, tecnologia base nas necessidades da comunidade científica e assegurando a
e inovação responsabilidade de utilização dessa fonte de conhecimento;
* Fortalecer as instituições do âmbito cientíifico-tecnológico, através
do apoio à formação de profissionais da investigação, dotando-as de
infoestruturas que facilitem a aquisição ou consolidação de
capacidades para a investigação;
e Fomentara interacção entre diferentes disciplinas, bem como entre
o mundo académico e o tecido empresarial e a própria população.
Protecção do e Favorecer os processos de domínio e utilização do conhecimento
conhecimento endógeno científico e tecnológico para melhorar as condições de
científico e vida, o crescimento económico e a equidade social;
ENO e Contribuir para a geração e aplicação de conhecimentos científicos e
ERHOgOno tecnológicos em temas críticos para o desenvolvimento territorial;
e Facilitaro desenvolvimento apropriado da tecnologia e da ciência,
de acordo com as necessidades locais;
e Contribuir para integrar harmoniosamente o desenvolvimento
económico, social e científico num quadro de desenvolvimento
sustentável, a partir da combinação de conhecimentos locais e
ciência para a adequação dos recursos e desenvolvimentos futuros
às necessidades do território;
e Proteger o património cientifico-cultural endógeno, tanto
tradicional como novo.
Fomento da e Potenciar a integração das TIC para a investigação documental na
investigação formação inicial e contínua dos investigadores;
documental € Incentivar o trabalho em rede entre as diferentes comunidades da
investigação documental, assim como, na fase correspondente de
outras investigações;
e Facilitarointercâmbio de dados, informações e conhecimento entre
os investigadores documentais de Angola;
e Propicionar o conhecimento e a aplicação dos processos próprios da
investigação documental entre as crianças como estratégia de
procura de informação e elaboração de documentos (trabalhos de
aula, produções próprias, etc.).
4. Cultura e Arte enfoque multicultural nas suas acções e a multiplicidade do
Recentemente, a cultura assumiu o papel que lhe per- — impacto através da sua organização em Rede.
tence face à economia e ao desenvolvimento. A UNESCO A ReMAÁ assume o compromisso e a responsabilidade de
reconhece que as iniciativas económicas e financeiras, bem — facilitar o livre acesso à cultura e ao conhecimento por parte
como as reformas sociais, têm mais possibilidades de êxito — detodaa população angolana. Livre acesso com o objectivo
se, simultaneamente, tiver em conta a perspectiva cultural de evitar qualquer tipo de exclusão social.
para satisfazer as aspirações da sociedade. : O foco estratégico «Cultura e arte» da ReMÁ deve reflec-
À cultura adquire principal importância como indutora de —
desenvolvimento territorial e coesão social, principalmente ur e mostrar os bons resultados da cultura angolana, tanto no
S-ARIODLAS-CSA HIVERIANAS EMENLÁNEA NELAS impacto e na melhoria disada social, como no valor econó-
comunidades minoritárias, nos processos de igualdade de mico que se obtêm a partir da mesma.
género e perante problemáticas relacionadas com comuni- Assim, as linhas de acção propostas na REMA pretendem
dades urbanas e rurais marginalizadas. proteger e promover a diversidade das expressões culturais
Em torno da cultura, é necessário procurar sinergias e — para preservar a memória colectiva, a identidade cultural, as
colaborações que fomentem pluralidade e diversidade como — línguas, as formas de expressão, as culturas relegadas, etc,
forma de vida democrática. Para isso, a ReEMÁ garantiráum — nomeadamente:
Empreendimento e —Estimularacriação de empregos culturais, assim como, a procura de
cultural e uma criatividade produtiva, favorecendo a sua ligação à outros
economia da sectores produtivos e de serviços;
cultura ' a. r
e Apolaras pequenas e médias empresas e a produção cultural local,
fomentando a sua presença, circulação e à comercialização dos seus
produtos culturais nos mercados nacionais e internacionais através
das Tecnologias de Informação e Comunicação;
e Incentivar o trabalho em rede entre as diferentes comunidades nos
âmbitos da cultura facilitando o intercâmbio de dados, informação e
conhecimento;
e Fomentar processos de criação de empresas culturais próprias,
como alternativa ao emprego por conta de outrem;
e Oferecer estímulos aos artistas, criadores independentes,
especialmente aos jovens, em projectos que possam criar
autoemprego,
* Proporcionar apoio à protecção da propriedade intelectual, tanto
individual como coletiva, através da disponibilização de informação
e conhecimento.
Conservação do se Apoiar as tarefas de identificação, inventariação e estudo dos
Património elementos patrimoniais, procurando a utilização e os contributos
Cultural culturais que eles possam gerar na sociedade;
* Potenciar a participação directa dos cidadãos e das comunidades
locais nos programas de conservação do património e da memória
colectiva;
* Fomentar o respeito e a protecção dos sistemas de conhecimento
tradicionais, especialmente os das populações autóctones,
reconhecendo e explicitando a contribuição dos conhecimentos
tradicionais para a protecção do ambiente;
e Favorecer O estabelecimento de sinergias entre a ciência e OS
conhecimentos locais;
* Apoiara preservação dos bens patrimoniais do século XX (filmes,
cassetes áudio, discos duros, cassetes de vídeo, etc.) assim como, os
criados desde então.
Sensibilização e * Promover o acesso às fontes culturais, independentemente do seu
difusão cultural tipo e origem, fomentando a utilização dos meios disponíveis e a
criação de alguns novos em função do contexto;
e Produzir e difundir conteúdos nos meios de comunicação e nas
redes locais, regionais e nacionais de informação;
e Produzir e fomentar a criação de processos de edição digital de
materiais que fomentem e ajudem a leitura, em particular a
literatura local, nos diferentes formatos digitais em que esta possa
ser apresentada;
e Promover a criação e o fortalecimento de organizações culturais
locais;
*e Promover das expressões e feiras culturais de todos os grupos,
especialmente daqueles que têm mais dificuldade de difusão,
divulgação e participação;
* —Promover os processos de comunicação comunitários;
* Promover a produção, difusão e distribuição cinematográfica e
audiovisual em todos os géneros e formatos;
* —Fomentara coprodução a nível interterritorial.
Comunidades da Mediateca
Geralmente, num Modelo Conceptual e Estratégico, esta
epígrafe costuma receber a denominação «destinatários». No
entanto, a proposta conceptual da REMA não aborda a sua
acção de um ponto de vista unidireccional, em que a actividade é concebida, gerada e executada das Mediatecas para
os utilizadores, fazendo, em vez disso, uma abordagem bidireccional das actividades em interligação com a sociedade:
ao mesmo tempo que oferece informação e conhecimento
aos utilizadores, recebe informação e conhecimento dos
mesmos.
É por essa razão que se propõe que otítulo desta epígrafe
contenha a denominação «comunidade», aludindo assim à
sua condição de «qualidade de comum e próprio de todos».
Este termo aprofunda o objectivo de uma construção con-
Junta com a sociedade na qual pretende contribuir para o seu
desenvolvimento territorial. Em resumo, o presente Plano-
Director não realiza, neste ponto, a tradicional pergunta
«Para quem?», abordando em vez disso uma questão diferente através da pergunta «Com quem?».
A resposta a esta questão, face à meta proposta, é clara: a
ReMA inter-relaciona-se com toda a população. Cada indivíduo e grupo participam na Mediateca, enriquecendo-se e
enriquecendo-a. Cada indivíduo e cada grupo participam
nos processos de des envolvimento territorial, adoptando um
papel activo com a sua contribuição (mais ou menos consciente) para a melhoria do capital humano, para o aumento
da produção cultural e artística, etc.
Embora seja necessário dividir o conjunto da população em grupos por uma questão operacional, deve ter-se
em conta que o esquema de trabalho em Rede da ReEMA
se repete na relação com cada grupo que interage com a
Mediateca e com outros grupos, ramificando-se e, portanto,
criando novas comunidades ou sub-comunidades.
A Comunidade da ReMA articula-se a partir das
comunidades detalhadas em seguida, tendo em conta o contributo que recebe da sua participação e envolvimento nas
Mediatecas:
- Sector público;
- Cidadãos;
- Comunidade educativa, académica e científica;
- Sector empresarial;
- Sociedade civil;
- Outros centros similares.
A ReMA concebe a relação com estes grupos num duplo
sentido:
- Como sujeitos individuais, que beneficiam das
actuações, genéricas ou específicas que a partir
das diferentes Mediatecas ou da própria Rede,
se destinam a melhorar diferentes aspectos da
sua actividade, tais como: acesso à informação,
estabelecimento de novas relações, desenvolvimento e produção de materiais divulgativos,
etc.:
- Como agentes-chave do território que, por um lado,
proporcionam informação e assessoria para a
concepção estratégica e operacional da própria
actividade da ReMA em torno do trabalho nos
diferentes focos estratégicos que lhes são aplicáveis; e, por outro lado, ramificam o impacto das
acções da ReMA na população em que têm uma
certa capacidade de influência.
1. Sector Público
O estabelecimento da ReEMA como iniciativa governamental demonstra que o sector público pode exercer um
papel de maior protagonismo, que inclua a criação de mecanismos eficazes de boa governação e espaços públicos para
o desenvolvimento do conhecimento, a formulação de políticas orientadas para a aceleração do conhecimento e uma
utilização mais marcada do mesmo no sector público.
O conceito do desenvolvimento do conhecimento como
elemento importante da governação não é novo. A globalização, o valor económico das ideias, as cadeias de produção
mundiais, a demografia da juventude e o rápido desenvolvimento, nos últimos tempos, da ciência e da tecnologia, em
particular da tecnologia da informação e das comunicações,
influenciam a criação de uma sociedade mais complexa e
imprevisível. Isto tem influência na capacidade do sector
público de estabelecer políticas de desenvolvimento em
consonância com a sociedade actual e de oferecer os serviços mais adequados face às novas necessidades decorrentes
deste contexto.
O Sector público como agente-chave do território, gerador de políticas públicas para o desenvolvimento territorial,
participará na ReMA a todos os seus níveis: local, provincial e nacional, dada a sua capacidade para o aproveitamento
das vantagens dos avanços em matéria de conhecimento,
inovação e tecnologia, assim como pela sua capacidade de
estabelecer políticas e condições que criem um ambiente
propício para o desenvolvimento da sociedade.
A posição da ReMA em contacto directo com a sociedade angolana e as suas colaborações com os agentes-chave
do território proporcionam-lhe a possibilidade de compilar informação e realizar estudos cujos resultados serão de
grande valor para a concepção de novas políticas ou para a
alteração das existentes, identificando necessidades, tendências e inovações geradas por todos os sectores da sociedade
de Angola que participem na comunidade da ReMA.
A ReMA apoiará as diferentes Administrações Públicas
na difusão, estabelecimento e consolidação de políticas culturais, educativas, sociais, artísticas, empresariais, sobre
ciência e tecnologia ou inovação, etc.
Adicionalmente, poderá facilitar informação, em forma
de feedback, recolhida da própria população, constituindo
um importante elemento para a posterior tomada de decisões.
Por conseguinte, a ReMÁ apoiará a aplicação de estratégias, políticas, programas e alianças, por parte do sector
público, através da criação e do intercâmbio de conhecimentos em função de propósitos determinados. Para isso,
estabelecerá diversas acções, entre as quais se destaca a
elaboração de relatórios específicos, a partir dos dados
estatísticos disponíveis, que facilitem aos responsáveis
pelas políticas a tomada de decisões sobre os seus planos e
estratégias.
Mas, para além disso, a ReEMA estabelece uma série de
prioridades de interligação em função do âmbito geográfico
de influência do sector público:
-Anivelnacional, a ReMÁ constitui uma oportunidade
para o Govemo de Angola no que diz respeito
à sua possível utilização como instrumento de
difusão das políticas de desenvolvimento a nível
local e de forma descentralizada, convertendo-
-se numa ferramenta para a consolidação da sua
estratégia educativa, cultural, de apoio ao empreendimento, de inovação e/ou de Sociedade da
Informação, por exemplo. Para isso, como instrumento governamental, a ReMÁ executará as
suas linhas de acção em paralelo com as políticas
de desenvolvimento territorial desenvolvidas
pelo Governo de Angola, especialmente no que
diz respeito aos focos estratégicos estabelecidos.
Da mesma forma, disponibilizará ao desenvolvimento de políticas públicas focalizadas na área
de actividades da ReMA, todas as infra-estruturas erecursos da Rede de Mediatecas.
- À nível provincial e local, as Mediatecas proporcionarão aos respectivos governos, a oportunidade
de modemizar os seus serviços de uma perspectiva de inovação social, ou seja, possibilitando
uma maior orientação da sua actividade para o
serviço da população, promovendo o acesso aos
serviços públicos e incentivando a comunicação
e participação dos cidadãos nos processos de
tomada de decisões.
2. Cidadãos
À componente central do desenvolvimento territorial é a
participação dos cidadãos nos processos económicos, políticos, culturais ou administrativos. À elevada participação dos
cidadãos é uma condição imprescindível para o desenvolvimento das componentes do desenvolvimento territorial.
Tendo esta concepção em mente, o cidadão é um agente-
-chave para o desenvolvimento de Angola.
Neste processo, o envolvimento dos cidadãos é decisivo, pois é ele que focaliza como horizonte a procura de um
desenvolvimento territorial sustentável nos planos econó-
mico, humano, social, cultural e ambiental. Mas, para isso, é
necessário criar cidadãos activos emobilizados para a obtenção de territórios com qualidade de vida, onde seja possível
articular a lógica do mercado e a política pública orientadas
para o processo de transformação territorial. Isto consegue-
-se através da educação, da democratização da informação e
da comunicação e da modernização das estruturas postas ao
seu serviço.
Ássim, cada uma das Mediatecas2º é um modelo de
democratização da cultura e do conhecimento ao serviço da
população angolana, que aumenta e fomenta as suas possibilidades de acesso à informação e ao conhecimento, tanto
através do seu próprio espaço físico, como das suas infoestruturas e das actividades formativas, divulgativas, entre
outros, que desenvolve.
As Mediatecas disponibilizam recursos que facilitam
um intercâmbio de informação e conhecimento, de experiências e saberes, tanto na sua própria comunidade como
noutras comunidades e agentes territoriais, de tal modo
que, através da participação nas actividades desenvolvidas
pelas Mediatecas, estabelecem-se relações e colaborações
orientadas para a construção conjunta de um novo conhecimento, para a participação em processos de inovação social
ou, inclusive, para o aumento e manutenção da sua Rede de
contactos.
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A ReMAÁ contribuirá também para a melhoria da empregabilidade dos cidadãos, investindo em acções para aumentar
as suas capacidades de aprendizagem e inovação, que estão
na base da melhoria da produtividade e competitividade e,
consequentemente, do desenvolvimento sustentável de um
território.
Em resumo, a relação entre a ReMÁ e os cidadãos
materializa-se:
- Facilitando a participação dos cidadãos na Sociedade da Informação;
- Aferindo as necessidades dos cidadãos para as transmitir a responsáveis pela formulação de políticas
públicas;
?Deve ter-se em conta que, como se verá mais à frente, as mediatecas terão uma localização fixa, estática, mas, além disso, a ReMAÁ contará com Mediatecas móveis que
se deslocarão pelo território.
- Envolvendo cada indivíduo na construção do
conhecimento endógeno e na preservação do
património cultural;
- Permitindo aumentar as possibilidades de qualificação e, consequentemente, de melhoria da
empregabilidade do capital humano angolano;
- Pondo ao seu alcance a produção cultural (artística, literária, cinematográfica, artesanal, etc.),
proporcionando-lhes acesso através de meios
digitais como instrumentos para a construção da
identidade cultural;
- Democratizando o acesso ao conhecimento e aos
recursos da ReMA, aproximando a cultura e o
conhecimento daqueles locais mais afastados ou
com maiores necessidades através das Mediatecas móveis;
- Sensibilizando para a importância do envolvimento
e da participação dos cidadãos nos processos de
tomada de decisões;
- Possibilitando o desenvolvimento de cidadãos criativos, imaginativos, inovadores, que proponham
soluções adequadas à sua própria problemática;
- Criando espaços participativos para a troca de
conhecimentos.
A interligação entre a ReEMA e os cidadãos será definida,
em grande medida, de acordo com os grupos que a compõem, tanto com respeito às suas características diferenciais,
como à sua idade ou em função da zona urbana ou rural em
que habitam.
2.1. População Infantil e Juventude
Se atendermos à idade, merecem especial consideração a
população infantil e a juventude pelo seu papel fundamental
no desenvolvimento futuro do País e na manutenção e sustentabilidade de iniciativas como a ReEMA, que devem viver,
nesta etapa vital, como uma boa prática a repetir (com as
adaptações necessárias) com as futuras gerações.
A relação da ReMA com a população infantil será
estabelecida, principalmente, com o intuito de oferecer
actividades orientadas para a aprendizagem, assim como
recursos que permitam a todas as crianças angolanas forjar
um pensamento crítico e utilizar eficazmente a informação
em qualquer formato e meio de comunicação. Por isso, a
ReMaA propõe-se a:
- Fomentar nas crianças o hábito e o prazer da leitura,
da aprendizagem e da utilização das Mediatecas
e outros centros afins ao longo da vida;
- Oferecer oportunidades para realizar experiências
de criação e utilização de informação, com o
intuito de adquirir conhecimentos, compreender
e desenvolver a imaginação e divertir-se;
- Prestar apoio à população infantil angolana na
aquisição e aplicação de capacidades que
permitam avaliar e utilizar a informação, independentemente do seu suporte, formato ou meio
de difusão, tendo em conta a sensibilidade às
formas de comunicação que existam na comunidade;
- Facilitar o acesso aos recursos e possibilidades
locais, regionais, nacionais e mundiais para que
a infância angolana tenha contacto com ideias,
experiências e opiniões variadas que contribuam
para enriquecer a sua visão e percepção do
mundo;
- Organizar actividades que estimulem o interesse
infantil nos planos cultural e social;
- Potenciar a sua imaginação e criatividade, aplicando-
-as à resolução de problemas do seu quotidiano.
Para a juventude, a ReEMA estabelece-se como um centro
de recursos e formação, onde poderão aceder ao conhecimento e iniciar-se em actividades participativas que motivem
a iniciação na vida adulta.
Além disso, a Mediateca, vista como ponto de encontro
entre e com os jovens, adquire especial importância uma vez
que, a partir da mesma, estes podem relacionar-se livremente
com jovens de outros municípios, províncias e nações, facilitando o intercâmbio de experiências e conhecimentos que
ampliam a percepção cultural da juventude. Para além disso,
a ReMA propiciará o encontro com outras comunidades que
desenvolvem serviços e actividades para este grupo, permitindo que a juventude exponha as suas opiniões e realize as
suas propostas na primeira pessoa.
Ao mesmo tempo, a Mediateca será vista pela juventude
como um centro de lazer alternativo, onde se desenvolvem
actividades culturais que partem de uma abordagem próxima dos seus modos de relação e comunicação, tomando
como ponto de partida os seus interesses e motivações.
Deste modo, as Mediatecas contribuirão para a prevenção
de condutas de risco associadas ao lazer.
É necessário considerar o papel que as associações de
Jovens têm na realização de uma planificação ajustada aos
interesses e necessidades Juvenis, por isso, a ReMA deve
identificá-las e estabelecer colaborações com as mesmas
(incentivar a sua «conversão» em nós secundários) para que,
em conjunto, se estabeleça uma oferta de serviços e actividades que:
- Sensibilize a população juvenil para o papel real que
esta desempenha no desenvolvimento territorial
e promova o seu envolvimento no mesmo;
- Aumente o interesse da juventude pela ciência epela
tecnologia através de actividades específicas que
lhes mostrem, por exemplo, as possibilidades de
aplicação aos seus problemas;
- Proporcione oportunidades para aumentar a sua
qualificação e formação profissional através de
uma oferta formativa concreta;
- Premeie a sua capacidade inovadora, a sua criatividade e imaginação ao serviço da população
global de que fazem parte.
2.2. População Adulta e População Rural
À população adulta deverá encontrar na ReMÁ a motivação necessária para modificar a distribuição das suas
actividades quotidianas. É necessário que, a partir das
Mediatecas, se faça uma oferta de actividades e serviços
ajustados aos actuais interesses e necessidades de informação e conhecimento mas que, ao mesmo tempo, incentive o
aumento desse interesse.
Dois grupos adultos merecem especial atenção por parte
da ReMA: os antigos combatentes e veteranos de guerra e
as mulheres.
Relativamente aos primeiros, a ReMÁ trabalhará em
paralelo com o respectivo Ministério, agindo como centro
de formação que põe ao seu serviço acções formativas que
se destinam a melhorar a sua empregabilidade e aumentar
as suas possibilidades de inserção no mercado de trabalho.
Ágirá, ao mesmo tempo, como centro de encontro, que possibilita o acesso ao conhecimento, à informação e às pessoas
e entidades de apoio a este grupo. Por isso, as associações e
agrupamentos de antigos combatentes e veteranos de guerra
devem ser considerados um importante agente territorial na
actividade da ReMAÁA.
Quanto às mulheres, a ReMA incentivará a sua promoção em todos os sectores da vida económica, científica,
profissional, cultural e social, em paralelo com as políticas estratégicas provenientes do Ministério da Família e
Promoção da Mulher.
A ReMA, como instrumento difusor da cultura, em todas
as suas manifestações, tem de prestar atenção, relativamente
a este grupo, às diferenças de alfabetização existentes em
função do sexo. Por isso, desenvolverá acções especificamente com mulheres, de forma a colocar à sua disposição os
meios e recursos para aumentar a sua qualificação e as suas
possibilidades de desenvolvimento pessoal.
No entanto, com a intenção de envolver as mulheres em
actividades culturais, é conveniente realizar uma abordagem
conjunta de acções para elas e para os seus filhos crianças.
Deste modo, aumenta-se as suas possibilidades de participação e envolvimento nas acções planeadas, dado que as
suas famílias participam simultaneamente nas actividades
da Mediateca.
Tal como com os outros grupos, deverá prestar-se especial atenção às associações de mulheres ou de promoção da
mulher que existam no território (especialmente no meio
rural), susceptíveis de colaborar com a ReMÁ como nós
secundários, servindo de mediadores entre as Mediatecas e
as mulheres.
O meio condicionará, em grande medida, as possibilidades de intervenção das Mediatecas, devendo ser
considerados, desde a sua abordagem inicial, aspectos como
as diferenças nos ritmos de trabalho, a disponibilidade de
serviços e infra-estruturas, etc.
Por isso, a ReMÁ incorporará Mediatecas de proximidade (Mediatecas móveis) que constituirão um instrumento
fundamental para envolver toda a população na Rede de
Mediatecas. Através delas, proporcionar-se-ão serviços e
executar-se-ão actividades no meio rural, programadas tendo
em conta as características específicas de cada município e,
consequentemente, as suas necessidades e problemáticas
concretas. Um exemplo disso é a sua actividade produtiva:
uma zona com elevada actividade pecuária ou agrícola possuirá determinadas limitações horárias, por exemplo, que
exigem uma programação de acordo com a sua disponibilidade para participar nas actividades disponíveis.
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Assim, facilitando o acesso à informação e ao conhecimento da população no meio rural, e ampliando as suas
possibilidades de capacitação (através da formação em
modalidade de teleformação ou em planificações específicas), aumentam-se as suas possibilidades de ser parte activa
no seu próprio desenvolvimento, reduzindo-se o seu papel
de meros observadores.
Neste sentido, é importante assinalar que a histórica
ausência de serviços culturais nas zonas rurais implica
um elevado desconhecimento das potencialidades e oportunidades que projectos como a ReMÁ lhes poderão
oferecer e, como tal, a inexistência de necessidade. Por isso,
é imprescindível o contacto e a colaboração com os líderes comunitários, como referências de opinião e decisão
no meio rural, que permitem não só a difusão das acções
desenvolvidas pela ReEMÁA como o reconhecimento da sua
utilidade, acções necessárias para o envolvimento da população. Ao mesmo tempo, a população rural constitui, para a
ReMÁ, uma importante fonte de conhecimento endógeno,
de informação sobre a tradição cultural e artística para cuja
preservação se orientam as Mediatecas.
A ReMA colocará assim à disposição da população rural:
- A informação e o conhecimento albergados na sua
biblioteca de meios, de acordo com as necessidades dos territórios;
- Uma oferta formativa orientada para o aumento da
sua capacitação;
- Demonstrações sobre a aplicação de determinadas
tecnologias à sua actividade quotidiana;
- Uma ocasião para reter o talento na zona rural, proporcionando oportunidades para o teletrabalho e
evitando a mudança para áreas urbanas;
- Oportunidades para o estabelecimento de relações e
colaborações mediadas pelas TIC;
- O acesso à produção cultural e artística através, por
exemplo, da emissão de documentários, cinema
ou programas radiofónicos.
3. Comunidades Educativa, Académica e Científica
As possibilidades, recursos, infoestruturas, actividades,
etc., que as Mediatecas põem à disposição das comunidades educativa (níveis básicos de ensino), académica (níveis
superiores de educação) e científica fazem da ReMA uma
oportunidade de valor incalculável na participação em
Redes existentes ou gerar novas alianças e colaborações que
lhes permitam aceder e construir conhecimento para o seu
âmbito de estudo ou actuação.
A própria concepção da ReMA como Rede colaborativa
proporciona a este grupo o meio para o desenvolvimento
de investigação multidisciplinar, especialmente no âmbito
social, aliando ciências sociais e tecnologia.
Na relação da ReEMA com as comunidades académica e
científica, observam-se diversos grupos susceptíveis de ser
considerados membros da Rede:
Centros educativos (primária e secundária): a ReMA
colaborará com os centros educativos, através dos seus
gestores e docentes, de modo a apoiar os alunos no desenvolvimento das suas competências e acesso a informação.
Para o efeito a Rema:
- Estabelecerá relações bidireccionais com os gestores dos centros educativos para a melhoria dos
processos educativos, pondo à sua disposição
conhecimentos e recursos orientados para facilitar a gestão desses centros;
- Formará os professores na incorporação de metodologias que estejam de acordo com a Sociedade
da Informação actual;
- Proporcionará recursos materiais, didácticos e
divulgativos em torno dos seus diferentes focos
de actuação aplicáveis à actividade docente nos
diferentes níveis educativos;
- Possibilitará o encontro e o intercâmbio de informação e conhecimentos entre os professores;
- Prestará apoio aos estudantes no acesso ao conhecimento através do seu fundo documental;
- Aumentará as possibilidades dos alunos em aceder à
cultura e ao conhecimento;
- Possibilitará a participação da população em processos formativos não formais mediados pelas TIC;
- Disponibilizará recursos informacionais (tecnologias e documentação) que facilitem a aquisição
das aprendizagens oportunas em função dos
conteúdos curriculares em cada etapa educativa;
- Conceberá e implementará acções lúdico-didácticas
complementares aos objectivos educativos.
Universidades: enquanto contexto por excelência da
investigação e do desenvolvimento de inovações, e na qualidade de responsáveis pela formação dos futuros profissionais
que se transformarão em agentes, peritos, especialistas e/ou
gestores do desenvolvimento de uma forma mais ou menos
consciente, a ReEMA colaborará com as universidades:
- Incentivando o encontro e a troca de informações
com profissionais do mesmo âmbito de conhecimento noutros contextos;
- Dando visibilidade à actividade investigadora
desenvolvida no âmbito universitário, publicitando-a através dos seus meios e publicando os
seus resultados;
- Participando nos processos de investigação, especialmente na recolha de dados;
- Favorecendo o acesso a estudos universitários a partir do contexto local através da disponibilização
das ferramentas TIC que permitem o trabalho
remoto.
Comunidade científica: devido à repercussão da sua
actividade no desenvolvimento económico, tecnológico, humano, etc., a comunidade científica
será apoiada pela ReMA através da:
- Disponibilização de dados e informação (fundamentalmente bibliográfica) necessária para as
primeiras fases da actividade científica;
- Cedência e utilização de recursos tecnológicos orientados para o estabelecimento de comunicações,
intercâmbios de informação e conhecimento
com as comunidades científicas de outros territórios;
- Apoio à difusão e visibilidade dos resultados da
actividade científica.
4. Sector Empresarial
A ReMA representa para o sector privado angolano uma
oportunidade de elevado valor acrescentado, uma vez que
as Mediatecas facilitarão o acesso à informação útil relati-
vamente a mercados, tendências, aplicações tecnológicas
de nova geração, ferramentas e modelos de gestão, etc.
Mas, além disso, as Mediatecas da ReMA facilitam a incorporação da inovação e das Tecnologias de Informação e
Comunicação nos seus processos produtivos ou de gestão
através de serviços e acções de apoio ao sector empresarial.
Da mesma forma, o sector empresarial constitui uma
importante fonte de informação e conhecimento de valor
incalculável no estabelecimento de políticas e estratégias
para a promoção empresarial e o desenvolvimento económico, assim como para o estabelecimento de estratégias
de gestão do capital humano e criação de novos perfis
profissionais.
A relação da REeEMA com o sector privado será estabelecida em função da natureza de cada entidade: organização
empresarial, empreendedores, associações empresariais ou
outras entidades de promoção económica e empresarial.
A ReMaA relacionar-se-á com as organizações empresariais ou instituições que se dediquem a actividades ou
prossecução de fins económicos ou comerciais. Para isso,
oferecerá recursos e serviços que facilitem a criação e
consolidação das empresas, prestando especial atenção a
microempresas ou a empresas individuais, cooperativas ou
outras organizações de economia social e a empresas locais.
A relação com as empresas basear-se-á em:
- Facilitar a sua incorporação na Sociedade do
Conhecimento e da Informação, aproveitando
as oportunidades oferecidas pelos recursos da
Mediateca para melhorar a sua competitividade;
- Apoiar os seus processos de inovação (nos âmbitos
organizacionais e comerciais) através da incorporação e intensificação da utilização das TIC;
- Facilitar o contacto e intercâmbio de experiências entre a comunidade empresarial e outras
comunidades (por exemplo, a comunidade
investigadora e/ou científica ou a comunidade
educativa);
- Possibilitar o encontro entre empresas do mesmo
sector onde outros sectores para estabelecer
colaborações que aumentem o valor dos serviços
e produtos desenvolvidos, favorecendo o trabalho colaborativo e, especialmente, a criação de
associações empresariais;
- Valorizar a actividade económica local e a obtenção
de maior reconhecimento através da criação de
acções de visibilidade;
- Facilitar a capacitação através da formação e orientação para o desenvolvimento do capital humano
dessas empresas, atendendo às necessidades
detectadas pelo sector empresarial angolano;
- Promover e facilitar o envolvimento e a participação na abordagem de políticas públicas através
do incentivo e da intermediação em Alianças
Público-Privadas ou intervenções pontuais;
- Potenciar o crescimento do tecido empresarial
através da assessoria e tutoria nos processos de
empreendedorismo, oferecendo as instalações e
recursos necessários para a implementação do
projecto empresarial, permitindo, além disso, o
encontro entre empreendedores, com o intuito
de criar comunidades de coworking.
A ReMA dará especial ênfase na sua relação com as
associações empresariais, uma vez que estas constituem um
agente essencial para as empresas, permitindo difundir as
acções entre as suas empresas associadas e obter, assim, um
maior impacto da acção da ReMA no sector empresarial.
Por último, a ReMA relaciona-se com outras entidades de promoção económica e empresarial afins, tais como
centros de empresa, escolas especializadas em economia,
comércio ou empreendimento, Câmaras de Comércio, etc.,
complementando os seus serviços, oferecendo colaboração
nas suas acções, tais como a incorporação de formação destas entidades na oferta formativa da ReMA, ou oferecendo
espaços e infra-estruturas para a implementação de acções
próprias das empresas.
Além disso, a ReMA colaborará activamente com o
sector privado para a criação das capacidades e aptidões próprias da cultura empreendedora e empresarial desde tenra
idade.
A relação entre a ReMA e o sector privado não se restringe, inicialmente, a nenhum sector produtivo, embora
estabeleça como foco prioritário a atenção às empresas mais
pequenas, colocando a tónica nas micro, pequenas e médias
empresas.
Quanto aos sectores económicos, deve ter-se em conta
a prioridade de estabelecer sinergias com as actividades
económicas relacionadas com os objectivos e serviços da
ReMA. Assim, terão especial consideração à indústria editorial, a produção de conteúdos audiovisuais, as empresas de
formação, o sector TIC e aquelas destinadas à prestação de
serviços à comunidade.
5. Sociedade Civil e Empreendedores Sociais
Através do fundo documental da Mediateca, as organizações civis possuem uma oportunidade de aprendizagem
para a abordagem e implementação de projectos e serviços
inovadores que representem um benefício para a população
a que se destinam.
A ReMA representa, assim, para as iniciativas privadas de utilidade pública e para os empreendedores sociais,
uma oportunidade de melhorar a sua competitividade, facultando-lhes informação, conhecimento, recursos e meios que
facilitem a sua acção e proporcionem visibilidade aos seus
projectos e às suas actividades.
As Mediatecas são, sem dúvida, ambientes e espaços
participativos em que as organizações sociais podem fazer
networking e, ao mesmo tempo, colaborar com outras organizações através de acções de coworking, que aumentem as
possibilidades de êxito dos seus processos de dinamização
do território.
Entre estas organizações, a ReMA dará especial ênfase
àquelas cujo âmbito de intervenção seja o local ou provincial, quer em organizações já estabelecidas como nos
próprios processos de empreendedorismo social, que orientem a sua actividade para o desenvolvimento territorial nas
suas diferentes componentes, enquanto agentes-chave do
território específico onde se localiza cada Mediateca. Este
apoio concretiza-se em:
- Assessoria e orientação, tanto na realização de
trâmites necessários para a constituição de uma
organização social, como no desenvolvimento
de uma ideia inovadora na forma de enfrentar os
problemas sociais de cada território;
- Criação de espaços de encontro com pessoas,
organizações e entidades possíveis fontes de
financiamento;
- Disponibilização de infra-estruturas e recursos que
favoreçam o trabalho colaborativo com outras
organizações similares;
- Aumento das possibilidades de acesso a informações (documentos, estudos...) que sirvam de
base para o seu planeamento estratégico é futura
actividade;
- Acompanhamento no seu aproveitamento das
oportunidades da Sociedade da Informação e
do Conhecimento relativamente à aplicação das
TIC aos seus processos organizacionais, às suas
comunicações e à sua visibilidade.
Da mesma forma, a ReEMA procurará estabelecer sinergias e colaborações com as organizações com um âmbito de
intervenção nacional ou internacional que operem na área de
influência de cada Mediateca:
- Apoiando-as na visibilidade da sua actividade e
contribuindo para uma melhor e maior prestação
de serviços em torno da informação e do conhecimento;
- Propiciando o encontro e a troca de boas práticas
que incorporem as TIC como elemento de inovação nos processos, serviços e actividades da
organização;
- Pondo à sua disposição recursos e infra-estruturas
que lhes permitam desenvolver as suas actividades quando estas coincidirem com os objectivos
estratégicos da ReMA;
- Facilitando a comunicação com a sede central da
organização através da utilização dos recursos
da Mediateca, assim como com aquelas pessoas
que, pela sua ligação pessoal, representem um
importante apoio para a continuidade do trabalho desenvolvido no território angolano.
Quanto à sua área de actividades, a ReMA dará atenção prioritária às associações e empreendedores sociais
cuja actividade esteja relacionada com os focos de actuação da ReMA e das suas comunidades. Assim, terão lugar
na ReMA:
- As organizações sociais que centram a sua actividade na redução de desigualdades ou na
melhoria das condições de vida da população,
pelo valor acrescentado no desenvolvimento
individual e colectivo das pessoas a que dirigem
a sua actividade;
- Os agrupamentos em torno da promoção e difusão
da cultura e da arte de Angola, pelas potenciais
oportunidades de intercâmbio de informação e
conhecimento e de desenvolvimento de acções
conjuntas num quadro de colaboração em torno
da difusão, promoção e preservação cultural;
- As associações juvenis incentivadas por jovens ou
destinadas aos mesmos;
- Os agrupamentos que se destinam a promover o
desenvolvimento rural através de projectos e
acções de incentivo à economia local, à capacitação da população e à melhoria das condições
de vida no meio rural.
Estes agrupamentos representarão para a ReMA uma
importante fonte de informação e contactos para o cumprimento das suas funções relacionadas mas, para eles, a REMA
constituirá uma oportunidade de materializar projectos e
actuações, dispondo de recursos materiais, infra-estruturas,
pessoal e infoestruturas que facilitem a sua tarefa e que, de
outra forma, seriam de difícil acesso.
6. Outros Centros Similares
A ReMA traduz-se numa oportunidade de criar novas
Redes de conhecimento e inovação social ou de ampliar as
existentes uma vez que, tanto por si mesma como através
da colaboração e participação com os agentes-chave territoriais, dá visibilidade e incorpora o conhecimento endógeno
angolano como um elemento importante da cultura globalizada. Entre outros motivos, devido à sua capacidade de
documentar e sistematizar o conhecimento em torno da cultura, das manifestações artísticas, da produção científica,
etc., de Angola.
A ReMA observará a actividade de outros centros afins:
Mediatecas, bibliotecas, centros de conhecimento, centros
de inovação social, etc., no contexto de um mundo globalizado, identificando as possibilidades de colaboração e
transferência mútua de conhecimentos e actividades mas,
sobretudo, desenvolvendo actividades que:
- Facilitem a detecção de boas práticas susceptíveis
de adaptação para o contexto angolano;
- Permitam o encontro e o intercâmbio de profissionais no âmbito de actuação da ReMA;
- Possibilitem o estabelecimento de colaborações
estáveis com centros de características similares;
- Facilitem o cumprimento de normas o mais internacionais possíveis para a transmissão de
informação.
A ReMA orienta-se, portanto, para o cumprimento da
sua visão: converter-se numa referência, no hemisfério sul,
que propõe modelos de intercâmbios de recursos, informação e conhecimento susceptíveis de serem transferidos para
outros contextos.
Catálogo de Serviços
Tendo em linha de conta os focos de actuação anteriormente apresentados, e a necessidade de estabelecer uma
linha comum de actuação de cada Mediateca, o presente
capítulo estabelece o catálogo de serviços a serem desenvolvidos pela ReEMA.
As acções propostas foram agrupadas em função da tipologia de acção e das suas características comuns, tendo-se
obtido um catálogo de serviços delimitado que permite instrumentalizar as acções de forma ordenada, associando-lhes
procedimentos comuns de gestão em função do tipo de actividade em questão. Assim, a partir do mesmo serviço (ou
combinando vários) é possível instrumentalizar acções que
abrangem diferentes âmbitos de trabalho (os focos e as suas
linhas de acção) e/ou que podem ser dirigidos a vários grupos (as comunidades).
Neste contexto, a definição do catálogo de serviços teve
em conta um conjunto de características:
Homogéneo no que diz respeito à actividade, filosofia,
modelo organizativo, etc., na totalidade das Mediatecas que
compõem a ReMA;
Alinhado com as políticas estratégicas em matéria de
desenvolvimento social e económico, cultural, artístico,
educativo e da Sociedade da Informação, principalmente no
território local e nacional;
Pertinente quanto às ferramentas e actuações abordadas
como Rede;
Internamente coerente, ou seja, respondendo aos focos
estratégicos, às linhas de acção definidas para os mesmos e
às características das comunidades com que terá detrabalhar;
Eficiente numa gestão orientada para os resultados (o
cumprimento dos objectivos), tendo presente os princípios
de reutilização e economia de meios e recursos;
Orientado segundo os valores e objectivos da ReMA;
Adaptável às características e circunstâncias diferenciais dos territórios (províncias e municípios) em que cada
Mediateca se localiza (situação geográfica, distribuição
populacional, recursos territoriais...), bem como aos grupos
implicados no desenvolvimento dos serviços e actividades.
Com as características anteriores estabeleceram-se
diversos serviços diferenciados e interligados que, de forma
conjunta:
- Permitirão à população o acesso à informação e
ao conhecimento disponível, tanto na própria
Mediateca (infra-estruturas), como noutros
espaços, através das infoestruturas existentes na
mesma;
- Proporcionarão a capacitação necessária para a
correcta utilização das ferramentas de acesso à
informação e ao conhecimento na actual sociedade digital;
- Contribuirão para a sistematização e difusão do
conhecimento —endógeno pré-existente, ao
mesmo tempo que incentivam a criação de novo
conhecimento na comunidade de que fazem
parte;
- Facilitarão espaços e recursos para o encontro, o
intercâmbio e a cocriação entre os seus participantes;
- Reforçarão o trabalho dos sistemas educativos, proporcionando recursos, informação e formação
aos profissionais do sector, ao mesmo tempo que
servem de apoio aos estudantes na sua aprendizagem;
- Fornecerão recursos, apoio e suporte aos processos de empreendimento (tanto social como
empresarial) como elemento fundamental do
desenvolvimento territorial;
- Contribuirão para a melhoria da competitividade das
empresas e organizações sociais do seu território
a partir das oportunidades oferecidas pelas TIC;
- Facilitarão infoestruturas para o acesso e aproveitamento de oportunidades de informação e
capacitação para a melhoria da empregabilidade
e o aumento de competências do capital humano;
- Disporão meios, recursos e espaços para o desenvolvimento de actividades de inovação social em
torno das problemáticas próprias dos territórios.
E, fundamentalmente, permitirão instrumentalizar as
linhas de acção definidas, que dão resposta a todas estas
questões. Deste modo, os serviços são:
- Informação e Recepção;
- Biblioteca de Meios;
- Produção e Publicação;
- Formação;
- Acompanhamento Tecnológico;
- Apoio ao Empreendedorismo Social e Empresarial.
1. Informação e Recepção
Na tabela abaixo apresenta-se o objectivo, funções,
forma de interagir com os utilizadores das Mediatecas e a
descrição do serviço de «Informação e Recepção»:
Objectivo Informar a população utente da mediateca dos serviços, recursos e
actividades disponíveis, facilitando o acesso e a utilização desses recursos,
atendendo àos seus pedidos, sugestões e reclamações de forma adequada.
Funções e —Pontode informação geral acerca dos serviços e actividades;
e Orientação sobre os serviços e/ou actividades em função da
necessidade do utente;
«€ Caixade sugestões, pedidos e reclamações;
e Registo de utentes como membros da comunidade da mediateca
(emissão do cartão de utente);
e Controlode acesso físico;
* Reservae controlo da utilização de salas e recursos (empréstimo,
cedência, aluguer ou utilização interna (reservas internas));
* Pontos de acesso à Internet: consulta, impressão, arquivo,
digitalização, etc.;
e Acesso wi-fi.
Jadigíideledde Bea A partir do serviço de Informação e Recepção proporcionar-se-á à
Utilizadores população utente informação concreta e útili/ bem como os apoios
necessários para que efectue um aproveitamento óptimo dos serviços
públicos oferecidos por cada mediateca.
Descrição do * Informação sobre infra-estruturas, serviços, actividades e recursos
Serviço disponíveis nos prazos acordados;
e Explicações acerca das formas de acesso e utilização dos serviços e
actividades de uma mediateca em particular e da Rede de
Mediatecas de forma global;
e Informação sobre as modalidades de utilização e restrição de
acesso, bem como acerca dos diversos processos de tramitação;
+ Informação, em colaboração com terceiros, sobre actividades
externas;
* Informação sobre as normas de utilização dos serviços e instalações
da mediateca;
* orientação individualizada em função das necessidades
manifestadas pelo utente. A partir deste serviço, e atendendo à
utilização ou necessidade requerida, cada utente será orientado
para os serviços pertinentes. Nesta orientação incluir-se-á
informação acerca da utilização desses serviços, assim como,
recomendações sobre outras actividades relacionadas com os seus
interesses. Também se oferecerá orientação e apoio no acesso e
utilização dos serviços e recursos de acesso livre, tais como as
cabinas de acesso à Internet, a ligação wi-fi ou o sistema de consulta
dos fundos documentais;
Descrição do :
Serviço e A população utente poderá fazer uso das salas e recursos da
mediateca, quando estes não estiverem requisitados;
e Pontos de acesso à Internet, concebidos principalmente como
instrumentos de consulta dos serviços e actividades da mediateca,
do seu fundo documental, do correio electrónico. redes sociais e
navegação livre pela Internet, assim como, a participação na Web.
Trata-se, exclusivamente, de pontos de acesso que não possuirão
outros periféricos de entrada de dados (CD/DVD, USB, scanner...)
nem de saída (impressoras ou gravadores de CD/DVD);
e Adicionalmente, as mediatecas ampliarão as possibilidades de
acesso à Internet através dos seus próprios dispositivos, graças à
disponibilização de uma ligação wi-fi, que alcançará todo o espaço
físico da mediateca.
2. Biblioteca de Meios
Na tabela abaixo apresenta-se o objectivo, funções, forma de interagir com os utilizadores das Mediatecas e a descrição
do serviço de «Biblioteca de Meios»:
Objectivo Armazenar, organizar, classificar e colocar à disposição dos utentes um
fundo documental composto por materiais e documentação diversa,
principalmente em formatos eletrónicos, embora complementada com
suportes tradicionais (papel), proporcionando igualmente os dispositivos
necessários para o acesso e a consulta da documentação.
Funções s Gestãodofundo documental;
e Acesso ao fundo documental (informação e conhecimento
endógeno e exógeno) presencial (salas) e remoto (mediateca
virtual);
e Conservação do património cultural endógeno, através da
digitalização e catalogação do acervo que o compõe;
* Consultaeempréstimo do fundo documental e interbibliotecário;
* Acordos com outros centros afins para o intercâmbio e/ou
empréstimo interbibliotecário;
* Empréstimo de dispositivos tecnológicos de consulta do fundo
documental;
* Informação bibliográfica;
e — Assessoria, acompanhamento e formação na utilização dos serviços;
* Reprodução de documentos.
IndigIide lena Neca Disponibilizar o acesso à informação e ao conhecimento disponível no
Utilizadores fundo documental da ReMA, tanto de forma presencial como remota,
assim como a outros fundos documentais.
O serviço da Biblioteca de Meios será prestado diferenciadamente, em
função do tipo de utente (membro básico ou membro investigador), com o
único objectivo de facilitar O acesso aos fundos a qualquer pessoa que
precise de os consultar, seja porque está a realizar uma investigação, ou
porque está a fazer um trabalho ligado à sua actividade profissional ou, em
última instância, porque precisa de fazer uma determinada consulta.
* Membro básico - Esta categoria permitirá o acesso às salas de
leitura da Mediateca para a consulta do seu fundo documental,
excepto àquele cuja consulta ou utilização se encontre restrita por
razões de segurança ou conservação. Terá acesso ao empréstimo e
à utilização dos dispositivos necessários para a sua consulta;
* “Membro investigador - O cartão de investigador permitirá o acesso
a todos os fundos da Mediateca (incluindo aqueles que estão
restritos ao membro básico) e o empréstimo.
Deverá ter-se em conta que certos elementos do fundo documental não
serão susceptíveis de empréstimo, podendo o membro investigador obter
cópias específicas para a consulta fora das instalações da mediateca.
Serão considerados investigadores os membros de agentes territoriais
chave como instituições educativas, académicas, culturais e de centros de
- investigação, assim como os autores literários, artísticos, editores,
nteracção com os E. e. = E '
tilizadores bibliotecários, arquivistas, conservadores de museus, profissionais do
sector do livro e da edição de obras culturais, doutores, licenciados,
universitários e qualquer outra situação profissional análoga relativamente
à qual, após pedido do interessado, a Unidade Técnica da ReMA assim o
determine.
As pessoas que não estão compreendidas em nenhuma das categorias
enumeradas anteriormente, mas que se encontrem a fazer algum trabalho
de investigação, poderão ser autorizadas como membros investigadores
através da emissão, a seu favor, do cartão correspondente, após pedido do
interessado.
Descrição do e Fundo Bibliográfico Angolano: Catálogo de artigos especializados,
Serviço revistas e livros sobre qualquer tema relacionado com Angola e o
seu conhecimento endógeno, principalmente em formato digital;
*º Fundo Bibliográfico Geral: Catálogo de artigos especializados,
revistas e livros sobre qualquer conhecimento exógeno relacionado
com os 4 focos da ReEMA: Empreendimento, Educação, Cultura e
Arte e Ciência e Tecnologia;
* Fundo Educativo: Catalogação de materiais educativos,
principalmente em formato digital;
* Documentos etno-históricos: Transcrição e catalogação de
documentos de séculos anteriores, que forneçam informação social,
cultural, económica artística, etc.;
*e Conteúdos disponíveis na Internet: Localização, comentário e
ligação directa a espaços web com informação sobre o
conhecimento endógeno de Angola;
* Consulta do fundo documental - As mediatecas possuirão um
catálogo completo dos fundos documentais, que poderá ser
consultado de forma presencial, na própria mediateca, e de forma
remota, através do seu espaço web;
* Determinados conteúdos e recursos, tanto em formato textual,
como visual, sonoro ou audiovisual, serão postos à disposição das
comunidades da mediateca através de uma secção específica no seu
espaço web: a mediateca virtual. Trata-se, em resumo, de
acrescentar às formas de acesso às mediatecas físicas (estáticas ou
itinerantes) as possibilidades do ambiente virtual;
* Assessoria e acompanhamento na procura e localização de
informação com diferentes níveis de especialização Ou
complementaridade (localização de informação adicional através da
Internet ou noutras instituições). Esta assessoria também será
realizada sobre o próprio serviço da Biblioteca de Meios, guiando o
Ns utente para que este conheça os múltiplos recursos de que dispõe e
Descrição do : : “
Serviço possa tirar o melhor partido dos mesmos. De facto, será elaborado
um programa de formação de utentes para facilitar O acesso às
colecções tanto da mediateca como de outras instituições;
* — Possibilidade de reproduzir documentos e/ou arquivos digitais com
o objectivo de facilitar o acesso e a difusão da informação e dos
conteúdos dos fundos documentais que possui. Trata-se de um
serviço regulado pela legislação em matéria de direitos de autor e
sujeito à obrigação de garantir a adequada conservação dos fundos
bibliográficos e documentais guardados na instituição.
1 SÉRIE — N.º 246 — DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013 4131
9,3. Produção e Publicação
Na tabela abaixo apresenta-se o objectivo, funções, forma de interagir com os utilizadores das Mediatecas e a descrição
do serviço de «Produção e Publicação»:
Objectivo A publicação e produção de conteúdos digitais (científicos, docentes,
técnicos e culturais), com especial, mas não exclusiva, atenção aos
conteúdos elaborados a partir dos diferentes serviços das mediatecas da
ReMA.
Funções * Concepção e adaptação de conteúdos ao formato digital para sua
incorporação no fundo documental da mediateca;
* Publicação e produção de conteúdos digitais, textuais, sonoros,
visuais e audiovisuais;
* “Desenvolvimento de conteúdos digitais por parte dos utentes,
recebendo apoio e assessoria;
*º Digitalização de obras: adaptação de conteúdos;
e Edição Digital e Publicação Eletrónica: reprodução, tratamento de
imagens;
«€ Informação e assessoria em matéria de propriedade intelectual:
licenças de publicação, gestão de ISBN, etc.;
* Gestãodas publicações realizadas pela mediateca.
Isle: Bd EIA Os membros da Comunidade da ReMA poderão aceder a esse serviço e aos
Utilizadores meios e recursos que esta possui, recebendo apoio e assessoria durante a
produção e realização de materiais audiovisuais de género informativo,
didáctico, documental, divulgativo ou promocional.
Descrição do * Concepção e adaptação de conteúdos ao formato digital,
Serviço independentemente da forma do seu conteúdo original. Será dada
prioridade à edição, produção e publicação dos seguintes tipos de
obras:
o Documentação para a preservação da cultura angolana, que
consiste na digitalização de obras existentes (em formatos não
digitais) de interesse cultural e documentação do
conhecimento endógeno;
o Documentação académica e/ou científica, ou seja, materiais
didácticos, teses de doutoramento, actas de congressos,
seminários e reuniões científicas, monografias, revistas e/ou
artigos científicos, palestras, comunicações e apresentações.
* A partir da Unidade de Digitalização, o utente poderá digitalizar
documentos, fotografias a preto e branco ou a cores, planos,
diapositivos, posters, etc., entregando-se os resultados no formato
mais conveniente para o utente (TIF, JPEG, BMP, PDF, etc.). Além
disso, a partir desta unidade será possível realizar digitalizações
certificadas que permitam converter documentos em papel para
formato digital, assegurando que a imagem é fiel e íntegra, e que o
resultado da digitalização não pode ser modificado, conservando o
seu valor original de acordo com os procedimentos e instrumentos
estabelecidos pela legislação existente em matéria de assinatura
eletrónica. Este serviço é especialmente útil para conservar
documentação legal ou relevante do utente: certidões de
. nascimento, certificados académicos, facturas, contractos, actos
Descrição do constitutivos, etc.;
Serviço
e Apoio no tratamento dos seus documentos digitalizados, edição,
indexação, publicação na Internet, bases de dados, introdução de
dados, OCR, conversão de formatos, etc.;
*º "Unidade de Produção e Edição Audiovisual - A Unidade de Produção
oferecerá apoio e acesso a recursos para planificação, produção e
pós-produção de audiovisuais corporativos e institucionais de
carácter informativo, promocional, cultural, científico, socializador
e/ou educativo;
* Unidade de Publicação Digital - O utente que aceder à Unidade de
Publicação Digital obterá apoio na concepção, maquetização e
edição de todo o tipo de publicações: revistas corporativas, coleções
de livros, mas também catálogos editoriais e capas;
* Produção de textos e imagens em formato papel em colaboração
com empresas do território que se dediquem a trabalhos de
imprensa. No entanto, o trabalho do serviço de Produção e
Publicação termina na elaboração das artes finais.
4. Formação
Na tabela abaixo apresenta-se o objectivo, funções, forma de interagir com os utilizadores das Mediatecas e a descrição
do serviço de «Formação»:
Objectivo Desenvolver acções formativas concebidas em torno da aprendizagem, da
capacitação, da aquisição de saberes, capacidades e competências
organizadas em relação à utilização da mediateca e dos recursos de
informação, mas também aos focos de actuação em que a ReMA centra a
sua atenção para atingir os seus objectivos estratégicos.
Funções *º Desenvolvimento de acções formativas (presenciais, teleformação
ou mistas);
*º Colocação à disposição da população de materiais didácticos
dirigidos ao autoconsumo (autoformação);
e Apoio e acompanhamento dos alunos que participarem em
processos de formação na modalidade de e-learning;
* Certificação de conhecimentos, através de convénios com
instituições educativas;
e Certificação (própria) de conhecimentos relacionados com a
utilização das TIC (e-Competências);
*e Assessoria e formação específicas para centros educativos e
professores (TIC e Educação).
Inline Nd NI A população acederá a acções formativas que combinarão métodos
Utilizadores afirmativos e activos que aumentarão as possibilidades de sucesso e, por
conseguinte, possibilitarão a aprendizagem da população angolana. Assim,
harmonizar-se-á o tratamento expositivo do conhecimento objecto da
formação (de carácter conceptual e procedimental) com o incentivo à troca
de experiências e pontos de vista entre o grupo de participantes, através
de metodologias participativas que fomentem o debate (quando aplicável)
e permitam tanto a aplicação imediata dos conhecimentos adquiridos
como a generalização (transferência) futura para outros aspectos da sua
actividade diária.
Descrição do e A ReMA conceberá, planificará, realizará e avaliará acções de
Serviço formação relacionadas com todos os focos de actuação refletidos
no plano de formação geral e nos planos individuais de cada
mediateca. Estas acções de formação terão diferentes formatos em
função da profundidade exigida nos conhecimentos, da sua
duração, da metodologia de realização (e até da modalidade) ou da
comunidade a que se destinam;
* Sessões ou Jornadas formativas centradas na demonstração de um
conhecimento ou capacidade concreta. Por exemplo, Jornada
formativa Direitos de Autor (Foco “Cultura e Arte”);
e Workshops práticos que, de forma prática (com contributos
teóricos) estejam vocacionados para que os formandos adquiram os
conhecimentos ou capacidades (saberes, capacidades «e/ou
competências) relacionados com uma acção concreta em cada um
dos âmbitos de conhecimento abordados a partir da ReMA. Por
exemplo, Workshop de Criatividade e Inovação na Educação (Foco
“Educação”);
* Cursos que proporcionem a possibilidade de adquirir
conhecimentos, capacidades, competências e, até, de modificar
valores ou atitudes em torno de um conteúdo concreto tratado com
mais profundidade do que no caso dos workshops práticos. À sua
realização combinará métodos expositivos (teóricos) com métodos
activos (de execução prática) abordados de forma equilibrada. Por
exemplo, Curso de formação dos professores, ensino primário e
secundário, sobre métodos pedagógicos que suscitem a curiosidade
Descrição do e a criatividade, características de todas as crianças (Foco “Ciência e
Serviço Tecnologia”);
* Seminários, ou seja, reuniões orientadas para o estudo profundo de
um determinado conteúdo em que profissionais do âmbito
correspondente constroem o conhecimento de forma colaborativa.
Destinam-se a facilitar processos de aquisição ou reciclagem de
conhecimentos relacionados com a qualificação profissional nos
âmbitos de actuação das mediatecas. Por exemplo, Seminário
Gestão Cultural para futuros profissionais do âmbito cultural (Foco
“Cultura e Arte”);
e Conferências em que uma pessoa especializada no conteúdo a
tratar faz uma exposição para todos os assistentes que, depois de
terminada essa exposição, podem fazer perguntas concretas. Por
exemplo, As TIC na melhoria da actividade empresarial (Foco
“Empreendimento - Promoção Económica”);
* Processos de autoformação, pondo à disposição da população
materiais didácticos destinados ao autoconsumo (produzidos pela
própria mediateca em colaboração com o serviço de Produção e
Publicações ou adquiridos através do serviço de Biblioteca de
Meios) e recursos documentais, técnicos e humanos, que servirão
de apoio na aquisição de aprendizagens;
* Apoio e acompanhamento aos alunos que participarem em
processos de formação na modalidade e-learning, tanto os
realizados pela própria rede ReEMA como os executados por outras
entidades. Assim, receberão ajuda na navegação pelo campus
virtual, nas ferramentas de comunicação com a equipa de tutoria ou
outros participantes na formação, na descarga e armazenamento
dos conteúdos da formação, etc. Em resumo, a partir das
mediatecas, contribuir-se-á para minimizar os riscos de fracasso
derivados do isolamento do aluno em situações de e-learning,
favorecendo a sua permanência no curso e um maior
aproveitamento dos ambientes virtuais de aprendizagem;
e Certifiação de conhecimentos, graças ao estabelecimento de
sinergias e acordos com organizações educativas que permitam a
preparação e realização de exames oficiais conducentes à obtenção
de um título ou certificação oficial. Especificamente, em relação às
Tecnologias de Informação e Comunicação, as mediatecas formarão
e certificarão oficialmente os conhecimentos adquiridos na
utilização destas ferramentas (certificação de e-Competências);
* Assessoria para o estabelecimento e manutenção de mediatecas
escolares destinada especificamente às equipas de gestão de
centros educativos e aos próprios professores;
* Formação relativa às oportunidades oferecidas pelas TIC como
recurso didáctico e meio de acesso ao conhecimento ou à processos
formativos de actualização profissional; como instrumento para o
. intercâmbio e a criação de novos recursos;
Descrição do
Serviço * “Formação para a elaboração de materiais didáticos;
* Formação e apoio na utilização dos recursos tecnológicos
especificamente no âmbito educativo;
*e Relativamente ao foco “Cultura e Arte”, a partir da linha
Sensibilização e difusão cultural, planear-se-ão periodicamente
narrações de histórias, com o objectivo de fomentar o interesse
pela leitura desde cedo, dando prioridade aos contos tradicionais da
cultura angolana;
e Apartir da linha Inovação Social na Educação, enquadrada no foco
“Educação”, fomentar-se-á a criatividade na infância através de
actividades lúdicas que impliquem a aplicação da imaginação na
procura de soluções relacionadas com o acesso e a consulta de
informação;
e Por último, o foco “Empreendimento - Promoção Económica”,
através da actividade da sua linha Cultura empreendedora,
abordará a colaboração com os centros escolares para O
desenvolvimento de um programa lúdico-didático, desenvolvido
durante um ano escolar, em que os alunos se aproximam do mundo
dos projectos empreendedores que têm de conceber e executar.
9,5. Apoio ao Empreendedorismo Social e Empresarial
Na tabela abaixo apresenta-se o objectivo, funções, forma de interagir com os utilizadores das Mediatecas e a descrição
do serviço de «Apoio ao Empreendedorismo Social e Empresarial»:
Objectivo Proporcionar informação, formação e assessoria no que diz respeito à
cultura empreendedora e ao empreendedorismo propriamente dito. A
ReMA assume, assim, o apoio ao empreendedorismo como mais uma das
suas responsabilidades. Não se trata apenas, ou pelo menos não de forma
exclusiva, de prestar apoios na criação de organizações empresariais ou
sociais, mas de apoiar a concretização de novos projectos ou produtos que
proponham uma ideia inovadora, pondo a criatividade ao serviço da
definição e execução de iniciativas, especialmente daquelas que tenham
impacto social.
Funções e Disponibilização de informação, formação e assessoria (presencial e
remota) no que diz respeito à cultura empreendedora e ao
empreendimento e acções divulgativas de promoção da cultura
empreendedora;
e Disposição de infra-estruturas, infoestruturas e outros recursos.
dude ds ao Partindo da noção de que o desenvolvimento de um território requer,
Utilizadores entre outras condições, uma população com atitude empreendedora e
capacidade para empreender, ou seja, para criar algo novo ou dar uma
utilização diferente a algo existente, as mediatecas oferecerão acções que
se destinam, por um lado, a fomentar a cultura empreendedora e, por
outro lado, a proporcionar apoio concreto na criação e materialização de
uma ideia empreendedora.
Descrição do e Disponibilizar um espaço específico destinado à criação e
Serviço consolidação de comunidades de coworking, que permitam a
implementação de projectos inovadores empresariais ou sociais de
forma colaborativa, partilhando recursos e espaços (infra-estruturas
e infoestruturas) de forma a reduzir os custos associados à
implementação de um projecto empreendedor;
* Desenvolvimento de Networking Days, Feiras, Congressos e outros
eventos temáticos, em colaboração com o serviço “Promoção e
Difusão”, facilitam aos empreendedores o estabelecimento de
contactos tanto entre os próprios empreendedores como com
outras empresas ou organizações ou, inclusive, com entidades e
organismos com capacidade para apoiar o financiamento dos seus
projectos.
9,6. Acompanhamento Tecnológico
Na tabela abaixo apresenta-se o objectivo, funções, forma de interagir com os utilizadores das Mediatecas e a descrição
do serviço de «Acompanhamento Tecnológico»:
Objectivos Incorporação das TIC nestas organizações, ajudando-as a ordenar e planear
os seus processos de desenvolvimento e crescimento tecnológico, desde os
estádios mais iniciais, com base em quatro elementos chave:
sensibilização, capacitação (desenvolvimento de e-competências),
assessoria e acompanhamento individualizado e seguimento activo do seu
processo de adaptação, entendido como um ciclo completo de
acompanhamento.
Funções * Dinamização local, em colaboração com os agentes empresariais e
sociais do território e sensibilização e divulgação tecnológica;
* Capacitação orientada para o desenvolvimento de e-competências
(competências na utilização das TIC no âmbito empresarial) e
diagnóstico, “assessoria e acompanhamento tecnológico
personalizado para a incorporação intensiva das TIC nos processos
de actividade;
* Desenvolvimento e adaptação de conteúdos de divulgação e
fomento da cultura inovadora.
filísgíse:loRe NIB Este processo deve ser abordado de uma perspetiva local, promovendo o
Utilizadores fortalecimento dos sectores produtivos e âmbitos de actuação que se
repercutam significativamente no desenvolvimento económico de cada
zona, constituindo elementos descentralizadores dos serviços de incentivo
das TIC, actuando como elementos de contacto direto com o tecido
empresarial de cada território.
Descrição do * Sensibilização e divulgação tecnológica. Realização de palestras,
Serviço jornadas, conferências, divulgação em meios de comunicação social,
produção de materiais divulgativos/didácticos, destinados a dar
visibilidade à utilidade das TIC na sua aplicação aos contextos
empresarial e institucional, e que deverão mostrar, na medida do
possível, experiências de sucesso e boas prácticas exemplificativas.
* Formação orientada para o desenvolvimento de e-competências
que consista na organização de diferentes acções formativas, em
colaboração com o serviço de formação, que dêem resposta aos
pedidos de conhecimentos relacionados com o processo de
incorporação das tecnologias na organização.
7. Promoção e Difusão
Na tabela abaixo apresenta-se o objectivo, funções, forma de interagir com os utilizadores das Mediatecas e a descrição
do serviço de «Promoção e Difusão»:
Objectivos Realização de sessões programadas e concebidas, tendo em conta as
necessidades e inquietudes das diferentes comunidades e grupos que as
compõem, entre eles e de forma essencial, os provenientes do âmbito
educativo, cuja execução será realizada em colaboração com o Serviço de
Formação.
Funções * Promoção e difusão dos serviços e actividades da mediateca;
e Visitasguiadasàmediateca;
* Organização de eventos (congressos e jornadas; exposições, feiras e
projecções; feiras temáticas; actividades de dinamização; etc.);
e Gestãodasmediatecas móveis e da difusão associada;
* Gestãodarelaçãocom os agentes territoriais;
e Projecção internacional de Angola.
Ice: Kd NI Este serviço oferecerá, além disso, sessões informativas e visitas guiadas à
Utilizadores mediateca, que se destinam tanto ao utente real como potencial.
Descrição do * Revista digital que incluirá conteúdos informativos acerca da
Serviço planificação de actividades da mediateca, incluindo artigos de
divulgação e entrevistas relacionadas com os focos de interesse da
ReMA. Esta revista será complementada com uma edição em papel,
resumida, para facilitar o seu acesso à população que não tem
possibilidade de ligação à Internet. Será susceptível de publicação
em papel, estando à disposição da população utente nos espaços
associados ao serviço “Biblioteca de meios”;
e Conteúdos web. O serviço oferecerá informação actualizada de cada
mediateca através do espaço web e dos canais digitais associados,
incluindo tanto a planificação de actividades como a promoção de
outros conteúdos digitais concebidos expressamente para o seu
acesso através da Internet;
* Outros conteúdos desenvolvidos por este serviço serão guias de
catálogos, folhetos informativos, guias temáticos de recursos
bibliográficos e boletins de novidades;
* Apoio na celebração dessas acções. Este apoio será materializado
pelo acompanhamento em todas as fases do processo organizativo
do evento público ou acção a desenvolver: concepção, planificação
e produção;
* Elaboração do conteúdo das campanhas de promoção e difusão
desenvolvidas a partir das mediatecas móveis, de acordo com os
interesses e necessidades de cada território. Dever-se-á ter em
conta as necessidades específicas de cada um dos municípios que
compõem o itinerário de cada mediateca móvel, já que estes
Descrição do exigirão tanto a realização de adaptações como o desenvolvimento
Serviço de acções concretas que serão determinadas, em cada caso, pelos
meios e agentes de comunicação disponíveis em cada território;
*e “Desenvolvimento de acções de divulgação relacionadas com os
focos de actuação da rede ReMA, em colaboração com outros
agentes, ou desenvolvidas directamente pela ReMA, assim como,
qualquer outra acção que potencie a divulgação do conhecimento
endógeno, qualquer que seja a sua disciplina;
e Realização de acções destinadas à promoção de diferentes sectores
e âmbitos de actuação, facilitando assim tanto a realização de
networking com o consequente estabelecimento de sinergias e
acções de colaboração conducente a um aumento da sua
competitividade.
Plano-Director da Rede de Mediatecas de Angola 1. Introdução
À Rede de Mediatecas de Angola (ReMÁA) é uma inícia-
MODELO FUNCIONAL tiva do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos
Conteúdos Santos, para promover o potencial tecnológico de Angola e
Introdução aproveitar o seu conhecimento endógeno, através da:
Estrutura organizacional - Introdução das políticas de Sociedade da Informa-
1.A Rede de Mediatecas, uma Rede interorganizacional ção e as TIC em todos os sectores sociais;
2. Modelo organizacional - Oferta de informação e conhecimento necessário
3. Recursos Humanos para o desenvolvimento socioeconómico através
Modelo operacional do investimento no valor do capital humano;
1. Gestão dos recursos, serviços e actividades - Ampliação do acesso à cultura através da utilização
2. Gestão dos RH das TIC. Í
Gestão e manutenção de infra-estruturas e O presente documento aborda o desenvolvimento do
: Modelo Funcional para a ReMA, apresentando a sua estruequipamentos Doo :
. o SN tura organizacional, o seu modelo operacional e os recursos
4. Gestão do aluguer, cedência e utilização dos recursos . oo :
: : operacionais sobre os quais vai trabalhar (infra-estrutura e
5. Gestão do inventário documental infoestrutura).
6. Gestão das utilizações e dos utilizadores Pode-se afirmar que este documento foca-se na estrutu-
7. Gestão de serviços e actividades ração e organização da actividade da ReMA, do seu modo
8. Controlo e Avaliação da REMA de funcionar e operar e dos serviços que irá prestar aos seus
9. Financiamento e modelo de sustentabilidade utentes.
Recursos operacionais O presente documento, focado no Modelo Funcional da
1. Configuração dos espaços físicos e suas ReMA e das suas Mediatecas, é complementado por dois
infra-estruturas documentos que, em virtude do seu âmbito, são estruturados
4,2. Infoestruturas em documentos individuais, nomeadamente:
Modelo Conceptual e Estratégico da ReMA, onde é
apresentada a estratégia da ReEMA e das suas Mediatecas;
Plano de Implementação e Divulgação da Rede de
Mediatecas de Angola, onde se estabelece um conjunto de
actividades e responsabilidades em prole da concretização
da ReMA.
Estrutura Organizacional
1. A Rede de Mediatecas, uma rede interorganizacional
A estrutura organizacional da ReMA foi concebida considerando as suas 6 Mediatecas, localizadas em 6 províncias
de Angola e constituindo uma única Rede. Ou seja, uma
Rede cujos componentes principais se encontram geograficamente dispersos, em territórios diferentes exigindo uma
adaptação ao contexto socioeconómico e geográfico em
que estão inseridos. Uma Rede que se desenvolve no século
XXI, ou seja, em pleno desenvolvimento da Sociedade da
Informação e do Conhecimento, servindo-se dos instrumentos (as Tecnologias de Informação e Comunicação) e dos
serviços que esta sociedade coloca à sua disposição. Assim,
a estrutura organizacional da Rede de Mediatecas deverá ser
bastante flexível em termos funcionais e estruturais.
Partindo do modelo conceptual, e considerando os condicionantes assinalados, propõe-se uma Rede integrada como
estrutura organizacional, o que permitirá dar uma atenção
adequada aos objectivos estratégicos e focos de actuação
definidos. Ou seja, a REMA organizar-se-á como um sistema
de Rede integrada constituída por dois níveis diferentes de
nós ligados entre si, entendidos conceptualmente como pontos-chave na realização dos objectivos da Rede:
Nós primários (nível horizontal): as Mediatecas;
Nós secundários (nível vertical): os agentes-chave do território. Introdução das políticas de Sociedade da Informação
e as TIC em todos os sectores sociais.
A constituição de uma Rede com ambos os níveis
aumenta o alcance, quanto ao número e à diversidade de
população, das acções levadas a cabo pela Rede.
1.1. As Mediatecas como nós primários da ReEMA
A ReMA desenvolverá uma estratégia de actuação homogénea em todas as Mediatecas, estratégia essa que tem de
ser, necessariamente, susceptível de adaptação às próprias
de cada território. Por isso, articulará a sua actividade sobre
os seus nós primários, aproveitando a autonomia de cada
Mediateca e as possibilidades específicas de estabelecimento
de relações com o seu meio de actuação (agentes-chave do
território e população), isto é, a potencialidade de gerar nós
secundários no território em que desenvolve a sua actividade
(o município e a província).
De forma operativa, e com o objectivo de prestar um
serviço homogéneo à totalidade da população, independentemente da sua situação geográfica, o nível horizontal
da Rede, os nós primários, irá interligar-se de forma activa,
interdependente e coordenada, em torno dos serviços, actividades e processos associados. Ao mesmo tempo, serão
partilhados recursos, competências, saberes, objectivos e
formas de acção, com a aplicação de princípios de economia
e sustentabilidade da Rede.
Desta forma, facilitar-se-á o intercâmbio de recursos e
complementaridades no que diz respeito às actividades e serviços oque deverá ter lugar entre os nós primários e os nós
secundários. Por seu lado, o intercâmbio de conhecimento
incluirá aspectos relacionados com a definição estratégica,
a planificação, o estabelecimento de processos, a aplicação de saberes técnicos, a concepção e o desenvolvimento
de políticas e colaborações, etc. Tratar-se-á, em resumo,
de benefícios que se concretizam nos apoios estratégicos,
voluntários ou políticos.
Cada nó primário possuirá o seu próprio território de
influência, determinado pela sua localização física, que
diferirá do resto das Mediatecas. É neste meio que deverá
centrar parte dos seus esforços para estabelecer ligações
com os agentes-chave, que passarão a constituir nós secundários, aproveitando a proximidade proporcionada pela sua
localização no território. Tratar-se-á, em resumo, de identificar quais são os agentes-chave do território relacionados
directa ou indirectamente com o desenvolvimento territorial
e, especificamente, com os diferentes âmbitos (educação,
cultura e arte, ciência e tecnologia, empreendimento, sociedade da informação e do conhecimento e inovação social)
em que a ReMA focalizará a sua actuação. ou seja, localizar
e entrar em contacto com entidades que tenham objectivos
afins aos da ReMA e que desenvolvam acções que possam
ser consideradas complementares ou, em sentido inverso,
que possam complementar.
Depois dessa identificação será necessário propiciar a
cooperação, o envolvimento desses agentes na actividade da
Mediateca como membros da Rede, através da explicitação
das possibilidades de sinergias, de complementaridade e da
existência de metas comuns, para, posteriormente, estabelecer o alcance da colaboração e definir qual vai a ser o tipo de
intercâmbio e relação entre ambas as organizações.
Em resumo, os serviços e actividades desenvolvidos
pela ReMA através dos seus nós primários serão dirigidos à
população de cada território particular. População entendida
tanto a partir da sua configuração individual e anónima (os
cidadãos), como da sua aglomeração em grupos com características próprias e específicas (âmbito empresarial, sector
económico, riscos de exclusão, sociedade civil, comunidades científica, académica ou artística, etc.).
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As acções deverão ser, conforme o modelo proposto,
desenvolvidas de forma coordenada, e por vezes de forma
simultânea, entre diferentes nós, aproveitando as vantagens
oferecidas pela interligação da Rede no que diz respeito à
capacidade de obter consensos e homogeneizar a prestação
dos serviços em todos os nós com um objectivo comum,
permitindo também e simultaneamente detectar desvios,
sobreposições ou incompatibilidades, permitindo reconduzir a acção de cada nó e, por extensão, da própria Rede, a
partir da retroalimentação inerente ao trabalho colaborativo
com os nós secundários.
1.2. Os nós secundários: os agentes chave
À articulação da Rede num nível vertical pressupõe que
os nós primários estejam interligados com o meio socioeconómico e político local, gerando colaborações e conseguindo
a implicação activa na Rede por parte dos agentes-chave
territoriais, como mais um membro. Esta implicação materializar-se-á na integração destes agentes na Rede sob a
consideração de nós secundários, cuja interligação, com a
Rede, se traduz na sua participação real e efectiva em certas actividades ou áreas de actuação da ReMA, na obtenção
de benefício ou reciprocidade nas suas próprias actividades
e na distribuição do impacto da ReMÁ no meio concreto em
que cada nó secundário tem capacidade de actuação ou de
influência.
Desta forma, repete-se a estratégia de articulação do
nível horizontal, uma vez que cada nó secundário terá a sua
própria área de influência com capacidade para constituir
uma ligação com outros agentes e, inclusivamente, com os
cidadãos, incentivando a acção da Rede ao mesmo tempo
que promove o seu crescimento orgânico.
Apesar da dificuldade que implicará a articulação da
Rede em dois níveis, é imprescindível que o nível horizontal seja complementado com o vertical, já que é neste último
que será possível estabelecer e aproveitar sinergias e complementaridades com outras entidades locais.
Embora estes nós secundários vão estar localizados,
geralmente, no próprio contexto territorial dos nós primários, não se deve afastar a possibilidade de ampliar os nós a
agentes-chave de outros contextos territoriais que, pela sua
complementaridade com a ReEMA, possam aumentar as suas
opções de concretização dos objectivos propostos.
Operacionalmente, a Rede estabelecerá um fluxo de
comunicações em que cada Mediateca, constituindo um nó
primário da Rede, comunicará directamente com o resto dos
nós primários e com os secundários localizados (física ou
conceptualmente) na sua área de influência.
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ba FDP :
€ ARA:
primário VW
JP *.
Cada nó primário centrar-se-á, em relação aos outros nós
primários, notrabalho colaborativo ena partilha de recursos.
Ássim, cada um deles coordenar-se-á (de forma directa ou
mediada através de estruturas funcionais - coordenação, por
exemplo) e cooperará com os restantes nós primários para
desenvolver a sua actividade para a concretização dos objectivos globais, mantendo uma identidade própria (integrada
na identidade global da ReEMÁA) e autonomia no seu próprio
contexto de influência. Relativamente aos nós secundários,
na cooperação e benefício mútuo orientado para o desenvolvimento territorial dos municípios e províncias nos
diferentes âmbitos de actividade dos agentes-chave, ou
seja, unir-se-ão esforços conducentes ao êxito da missão da
ReMAÁA. Neste contexto de colaboração mútua, os nós secundários mantêm, evidentemente, a sua identidade corporativa,
a sua independência e a sua autonomia, reforçando-se pela
colaboração mútua.
Como organização em Rede, a ReMÁ adquire a
capacidade de assumir o seu crescimento, enfrentando
adaptativamente as situações complexas que gera sem negligenciar os requisitos e exigências derivadas da própria
organização. Esta capacidade será determinada, em grande
medida, pelas possibilidades de actuar com economicidade,
de forma a obter melhores resultados com menos esforço,
nomeadamente na difusão dos serviços e actividades das
Mediatecas, pela disposição de infoestruturas que facilitem
o intercâmbio de informação e pela agilidade nas comunicações, pela independência dos nós primários para incorporar,
ágil e eficazmente, novos nós secundários ou pela capacidade de modificar as relações com os existentes.
Dever-se-á ter em conta que a definição do sistema em
Rede da ReMA foi concebida como um instrumento para
atingir as metas e objectivos propostos, e não como um fim
em si mesma. Assim, a estrutura organizacional da ReMA
servirá de base para o funcionamento simultâneo, coordenado, equilibrado e integrado das suas Mediatecas (que
formam, por si mesmas, uma Rede horizontal) mas, além
disso, servirá para estabelecer alianças com outras organizações que actuam de forma complementar na cadeia do valor
para o desenvolvimento territorial (dando forma ao segundo
nível, Rede vertical), permitindo estabelecer as diversas
relações inter-organizacionais entre os diferentes elementos
que a constituem.
Por isso, a estrutura organizacional da ReMA é constituída por dois níveis essenciais:
Horizontal — estruturado em tomo dos nós primários:
as Mediatecas;
Vertical — estruturado em torno dos nós secundários
através do envolvimento directo de instituições académicas,
entidades sem fins lucrativos, empresas, Governo, etc.
O sistema de Rede integrada da ReMAÁ vai crescendo
à medida que se incorporam nós secundários ou se criam
novos nós primários que, por sua vez, envolvem outros
agentes chave.
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À comunicação e o funcionamento das estruturas em
Rede são, provavelmente, mais complexos do que noutras
estruturas, uma vez que se dirigem a múltiplas organizações
(com diferentes características, disponibilidade e formas
de organizar as tarefas) que trabalham conjuntamente para
produzir bens ou prestar serviços. Mas, ao mesmo tempo,
oferecem múltiplas oportunidades para desenvolver com
maior eficácia e qualidade iniciativas de alto impacto como
a ReMA.
Dever-se-á ter em conta que o seu estabelecimento como
Rede é um processo que exige tempo, esforço e dedicação
por parte da ReMA, ao mesmo tempo que pressuporá a definição de processos de colaboração e intercâmbio. Ou seja, a
configuração da ReMAÁ irá se compor à medida que a própria Rede for sendo tecida, para além de se constituir uma
construção estática e permanente, prefixado, estabelecer-se-
-á como uma instância dinâmica e em constante adaptação.
Reconhecer a importância destes processos significará assumir que a configuração da Rede é uma questão de tempo
que, longe de ter fim, se encontra em constante crescimento.
Na verdade, esta situação implicará o desafio de estabelecer
um âmbito de trabalho que regule essas interacções e operações entre os nós da Rede (nos dois níveis), assim como um
modelo de gestão operacional que possibilite a flexibilidade
e adaptação necessárias à futura expansão da Rede.
Mas a ReMÁA assume o desafio, já que o potencial de
uma Rede deste tipo é muito elevado e lança as bases para a
sua realização com o cumprimento das seguintes condições
(consideradas fundamentais para o sucesso de uma Rede):
Estabelecer relações baseadas na comunicação multidireccional (entre todos os elementos e em todas as direcções),
permanente, transparente e ágil. Dever-se-á ter em conta
que, embora a comunicação entre alguns dos nós da REMA
possa ser mais frequente - seja por opção das próprias
organizações, ora por necessidades funcionais da tarefa a
desenvolver ou pelo conteúdo sobre o qual se trabalha -,
isso não deverá traduzir-se no estabelecimento de grupos
ou unidades estanques. À constituição de grupos invariáveis
implicará limitações nas possibilidades tanto de enriquecimento com novos contributos (de novos membros) como
de interacção e complementaridade entre organizações pertencentes a diferentes grupos. Assim, a partir do modelo
organizacional proposto pela ReMÁ, considera-se positiva a variabilidade dos fluxos de comunicação consoante
as necessidades abordadas em cada momento determinado;
Promover o intercâmbio de conhecimentos, experiências,
recursos, contactos e influências e organizar-se, estrutural e
operacionalmente, em torno do mesmo. Embora a REMA
incentive o intercâmbio recíproco, como fundamental para
conseguir o equilíbrio das relações da Rede (tanto no nível
vertical como no horizontal), não o fará de forma exclusiva.
ou seja, o intercâmbio entre nós, que deverá ter como base
a identificação das possíveis complementaridades a partir
das características de cada nó, poderá ser abordado de forma
recíproca, ou também materializar-se através de outros tipos
de intercâmbio, como por exemplo a colocação à disposição de conhecimentos e recursos por parte da ReEMÁ ou dos
agentes-chave do território ou o trabalho conjunto;
Motivar a cooperação entre nós. Tanto o estabelecimento
das relações descritas como o intercâmbio são elementos
que possibilitarão o desenvolvimento de acções conjuntas,
ou seja, em cooperação, que implicará não só o benefício
mútuo de cada um dos nós, mas que também permitirá uma
actuação com maior incidência na realidade sobre a qual se
intervirá. ou seja, ao mesmo tempo que se aumentarão as
possibilidades de êxito na concretização dos objectivos particulares da acção, contribuir-se-á para a concretização do
fim partilhado: o desenvolvimento territorial;
Orientar para o benefício mútuo. A participação e o
envolvimento de diferentes organizações (nível vertical) no
modelo proposto pela ReMA, a sua participação activa e o
trabalho em Rede apoiar-se-ão no benefício mútuo como
princípio que regerá o estabelecimento de relações e colaborações. Embora seja necessário identificar claramente qual o
benefício que as organizações obterão da sua participação na
Rede, assim como os contributos que a ReEMA poderá receber, será fundamental a existência de uma meta comum que
oriente a sua acção conjunta (o desenvolvimento territorial
em qualquer um dos seus componentes). Dever-se-á ter em
conta que o alinhamento ideológico poderá condicionar o
estabelecimento de relações e, por conseguinte, a incorporação de novos nós na Rede; por isso, será importante colocar
a tónica nos aspectos comuns entre os nós primários e os
secundários, mostrando uma atitude positiva (de ambas as
partes) para aprender da divergência. Trata-se, em resumo,
de propiciar o consenso nas actuações conjuntas durante a
cooperação, a relação e o intercâmbio entre os diferentes
níveis da Rede.
Adaptar à mudança. É importante ter em conta que um
determinado contexto mutável, em desenvolvimento, possui
necessidades intrínsecas diferenciais, e que a diferente natureza das possíveis relações com o meio exigem da ReMA,
assim como, de cada um dos seus nós, uma grande capacidade de adaptabilidade e flexibilidade ao meio, sendo capaz
de se reconfigurar, de modificar a composição dos nós ou
a orientação das acções para dar uma resposta adaptada às
necessidades concretas do território em que se desenvolve
a acção conjunta. O modelo organizacional proposto, assim
como os serviços abordados, e até a planificação, aberta e
periódica, de actividades são exemplos da capacidade de
adaptabilidade da ReMA.
2. Modelo Organizacional
Um modelo organizacional baseado no trabalho em
Rede e na partilha de recursos (um dos factores críticos do
êxito da ReMA), ao mesmo tempo que apresenta vantagens,
como a possibilidade de conjugar objectivos de eficiência e
flexibilidade, a de favorecer a iniciativa individual de cada
um dos seus nós, a de potenciar as comunicações entre os
nós e a de facilitar a extensão das relações para o exterior,
também apresenta alguns inconvenientes, como seja o seu
tamanho excessivo e a consequente complexidade da gestão
ou o aparecimento de conflitos de colaboração ou, simplesmente, uma prestação de serviços heterogénea que desvirtue
a identidade corporativa da ReMA.
Minimizar a influência destes riscos exigirá pôr em
Jogo ferramentas que permitam uma gestão correcta e eficiente de todas as Mediatecas. Do ponto de vista do presente
Plano-Director, esta gestão passará pela criação do serviço
público específico (a Unidade Técnica de Gestão da Rede de
Mediatecas de Angola) que irá gerir as Mediatecas, assim
como pelo estabelecimento de medidas e instrumentos de
coordenação, através de estruturas que impliquem uma
certa hierarquia (relativamente à tomada de decisões) para
a estrutura em Rede horizontal das Mediatecas. O modelo
de gestão da ReMA definir-se-á, tendo em conta as características das estruturas hierárquicas relativamente aos
processos de tomada de decisão associada à assumpção de
responsabilidades.
Assim, dever-se-á contemplar a definição de procedimentos e processos que garantam uma prestação de serviços
homogénea em todo o território angolano, e que possam
ser adaptados às diferentes características dos municípios
ou províncias em que estão inseridos. Esta possibilidade
de adaptação deverá ser entendida como a oportunidade de
criar uma identidade própria de cada Mediateca, alinhada
com a identidade corporativa da ReMA, no quadro da existência de critérios de uniformidade para a gestão técnica e
administrativa de toda a Rede que venha a garantir o controlo e a qualidade dos serviços e actividades.
Tratar-se-á de critérios que têm de ser explicitados
relativamente:
- Ao regulamento e procedimentos de gestão técnico-
-administrativa e aos mecanismos de coordenação e tomada
de decisões;
- A uma regulação da difusão do projecto;
- Aos requisitos dos recursos humanos;
- Aos mecanismos e procedimentos de seguimento e
avaliação;
- Aos procedimentos para a prestação dos serviços;
- A qualquer outro aspecto necessário para uma correcta
gestão e coordenação dos projectos.
2.1. Criação da Unidade Técnica de Gestão da
ReMA
A gestão pública da ReEMA deverá ser realizada através
de uma administração eficiente e eficaz, ou seja, uma administração que satisfaça as necessidades reais da sociedade
angolana ao menor custo possível, favorecendo para isso a
introdução de mecanismos de competitividade e gestão eficiente. Tudo isso amparado por sistemas de controlo que
outorguem uma plena transparência dos processos, planos
e resultados.
A Unidade Técnica de Gestão da Rede da Mediatecas
estabeleceu-se por Decreto Presidencial n.º 192/12, de 27 de
Agosto, atendendo à necessidade de dotar o País de um con-
Junto de infra-estruturas, utilizado os mais variados meios
de difusão do conhecimento e aprendizagem existentes,
colocando ao dispor das populações o acesso facilitado ao
conhecimento gerado a um nível global.
A Unidade Técnica de Gestão da ReMA é um serviço
público especializado, integrado na administração directa
do Estado, dotado de autonomia administrativa e financeira.
A tutela e superintendência sobre o referido órgão
depende do Tutelar do Poder Executivo, que por sua vez
delega poderes ao Secretário de Estado para as Tecnologias
de Informação.
A Unidade Técnica de Gestão da Rede das Mediatecas
de Angola rege-se pelo estatuto orgânico e pelo regime jurídico da administração pública.
A Unidade Técnica está sujeita às normas de contabilidade pública, sem prejuízo dos actos de gestão privada ao
abrigo da legislação própria.
Pode, mediante autorização do órgão tutelar, realizar
parcerias com entidades públicas e privadas, com a finalidade de melhor implementar acções e projectos a seu cargo,
se tal for considerado benéfico para a prossecução das suas
actividades.
Tem por finalidade o desenvolvimento de organismos e
serviços sob a forma de sistema, no âmbito das políticas e
estratégias de desenvolvimento da sociedade, do conhecimento e promoção da inclusão digital.
O Decreto Presidencial n.º 192/12, de 27 de Agosto, que
define e regula a criação da Unidade Técnica de Gestão da
Rede de Mediatecas de Angola, estabelece um conjunto de
atribuições:
Promover a inclusão digital mediante a disponibilização de centros de acesso à informação e ao
conhecimento;
Estimular a pesquisa científica e tecnológica, bem
como o intercâmbio de informação e de experiências nas comunidades;
Implementar políticas para evitar estado de 1solamento social, das pessoas, em especial das
crianças e jovens;
Promover programas de combate ao abandono
escolar, através do apoio de actividades extracurriculares, da ocupação dos tempos livres de
crianças e jovens;
Fomentar métodos inovadores para proporcionar
o acesso à sociedade da informação a todos os
cidadãos, em especial àqueles com necessidades
especiais, através de novas aplicações, conteúdos e serviços;
JS Desenvolver políticas de incentivo à info-inclusão
de pessoas com necessidades especiais ou em
risco de exclusão social na sociedade da Informação e do conhecimento;
£g) Desenvolver outras actividades decorrentes do
seu estatuto orgânico, da lei ou de determinação
superior do órgão de direcção;
Difundir informação técnica, pedagógica, didáctica
e científica, de suporte a diversas actividades,
tais como ensino, a aprendizagem e a pesquisa;
Efectuar a gestão tecnológica, técnica, administrativa e financeira das Mediatecas públicas, sem
prejuízo da existência de estruturas de direcção
a si subordinadas.
A estrutura organizacional definida apresenta as seguintes vantagens:
- A existência de uma unidade flexível e especializada pode permitir uma melhor focalização dos
objectivos a alcançar e a dedicação exclusiva da
direcção e de todos os seus recursos para a sua
realização;
- A criação de um instrumento de colaboração com
outras unidades públicas e agentes privados
pode implicar um maior grau de compromisso e
um controlo e seguimento melhor e mais transparente das actuações;
- A redução de custos, principalmente de estrutura,
mas também de gestão, dado que as grandes
dimensões e a dispersão territorial da Rede de
Mediatecas de Angola permitem as economias
de escala e o aproveitamento de sinergias com
os agentes-chave do território;
- A planificação estratégica e uma actuação corporativa coordenada em âmbitos comuns a todas
as entidades facilita a tomada de decisões como
erupo corporativo.
O modelo proposto é baseado na descentralização territorial da administração pública, porque embora seja uma
unidade de âmbito nacional, baseada em Luanda, irá criar
serviços locais descentralizados para melhor prossecução
das suas atribuições.
Em geral, a actividade dos órgãos de gestão, responsáveis e funcionários ou trabalhadores da Unidade Técnica de
Gestão da ReMA, orientam-se pelos seguintes princípios:
Legalidade;
Imparcialidade e neutralidade;
Responsabilidade pública;
Prossecução do interesse público;
Responsabilidade;
) Cortesia e urbanidade;
Reserva e discrição;
Poupança;
Lealdade às instituições e entidades públicas e aos
superiores interesses do Estado.
Os órgãos de gestão, responsáveis e funcionários ou
trabalhadores da Unidade Técnica e das Mediatecas ficam
igualmente sujeitos aos valores, princípios e regras de pautas deontológicas do serviço público.
Podem ser aprovados códigos de conduta específicos
para a Unidade Técnica de Gestão da Rede de Mediatecas,
bem como para as próprias Mediatecas.
2.2. Organigrama
A definição do organigrama determina não só os processos de actividade dentro de cada Mediateca, bem como de
toda a Rede e aos agentes com que colabora. Além disso,
dela dependerá, em grande medida, o modelo de prestação
de serviços escolhido.
O organigrama da ReMA permite visualizar todos os elementos de autoridade, os diferentes níveis de hierarquia, e a
relação entre eles.
Assim, a Unidade Técnica da Rede das Mediatecas de
Angola possui os seguintes órgãos:
Órgão Executivo: Director Geral — Responsável pela - Departamento de Tecnologias de Informação e
gestão e supervisão de toda a actividade da Unidade Técnica Comunicação, Infraestruturas e Sistemas de
de Gestão da Rede de Mediatecas, bom como das próprias Redes; 1a :
: - Departamento de Pessoal, Administração e Finanças
Mediatecas. ; o
' , e Serviços Gerais;
Orgão de apoio consultivo: Conselho Técnico — E - Gabinete de Apoio ao Director Geral.
o órgão colegial, de funcionamento permanente, ao qual O modelo organizacional proposto para a fase inicial do
compete monitorizar a execução dos programas, medi- projecto da ReMA tem em linha de conta que a Unidade
das, actividades e tarefas de carácter técnico e tecnológico Técnica de Gestão da ReMA deverá ser UA estrutura orgad to Di los óreãos de direccão d nizacional em Rede complexa e susceptível de ampliação.
aprova 58 pelo DIeaóe cspelos ougaos Te Wrecças das Deste modo, as estruturas propostas são orgânicas e fle-
Mediatecas. xíveis, podendo ser adaptadas a futuras necessidades que
Serviços de apoio operacional: derivem do crescimento da Rede ReMA.
[E< ALAS, .. —— y
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e Cb DIRECTOR GERAL |
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fe Órgão Consultivo | GABINETE DE APOIO
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orçda Comunicação e Secção de Protocolo |
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Serviços da apoio instrumental | Í
Quanto ao modelo organizacional proposto para a fase de funcionamento do projecto da ReMÁ tem em linha de conta
que a Unidade Técnica de Gestão da ReMA deverá ser também uma estrutura flexível como uma gestão central ao nível do
Comité de Direcção Técnica (topo) e uma gestão própria por Mediateca, com um responsável máximo por cada Mediateca,
conforme apresentado na figura abaixo.
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Administração Humanos Recursos T—— Comunicação race e
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Coordenador da Secção osnianedor de Secção Coordenador da Secção Gata ame
Biblioteca de Meios de Formação Promoção «e Produção Orientação e Assessoria
Auxilio de Secção — Técnico Promotora |
Biblloteca da Meios | Dinamizador y
Técnico Orlantador para a |
Técnica de Informação e Empreendimento
| Receção 1
| ra: Técnico Assesor TIC |
Produção
N Técnico Dinamizador da É
Maedisteca Móvel
LE A Ro A ve, vie DOTE RENTE
2.3. Definição de funções - Assegurar as condições do exercício do controlo
no . financeiro e orçamental das actividades da uni-
Orgão Executivo
dade.
sita] q : Órgão do apoio consultivo
O Director Geral é o responsável máximo pela gestão
da ReMAÁA, cabendo-lhe supervisionar toda a actividade da Conselho Técnico:
Unidade Técnica de Gestão e das Mediatecas, respondendo O Conselho Técnico é o órgão colegial, de funcionapor todos os seus actos. É nomeado, por delegação de com- — mento permanente, ao qual compete monitorizar a execução
petências, pelo Secretário de Estado para as Tecnologias de dos programas, medidas, actividades e tarefas de carác-
Informação. ter técnico e tecnológico aprovados pelo Director e pelos
As suas principais funções (de acordo com o Decreto — Órgãos de direcção das Mediatecas.
Presidencial n.º 192/12) são: O Conselho Técnico tem a seguinte composição:
- Exercer os poderes de gestão nos termos da lei, do - Coordenador do Programa ReMA, preside ao Con-
Estatuto Orgânico e dos regulamentos; selho Técnico;
- Aprovar o plano anual de actividades, bem como - Representante do Presidente da República;
a proposta de orçamento e demais instrumentos - Representante do Vice-Presidente da República;
de gestão previsional, antes da remessa ao órgão - Representante dos seguintes Ministérios:
da tutela; - Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de
- Remeter os projectos de regulamentos internos à Informação;
tutela para aprovação; - Ministério da Educação;
- Ministério da Ciência e Tecnologia;
- Ministério da Educação;
- Ministério das Finanças;
- Ministério da Construção.
- Director Geral da Unidade Técnica de Gestão;
- Directores das Mediatecas;
- Três especialistas nos domínios das Tecnologias de
Informação e Comunicação e da biblioteconomia, indigitados pela tutela.
Funções:
- Definir o plano estratégico da ReEMA;
- Definir os planos operacionais e de acção anuais,
tanto para o conjunto da Rede como para cada
Mediateca;
- Elaborar e aprovar os procedimentos operacionais
das Mediatecas, estabelecendo um quadro de
relações de cooperação e participação;
- Assessorar e acompanhar o órgão da tutela na
tomada de decisões;
- Definir o catálogo de serviços e actuações a desenvolver na totalidade das Mediatecas;
- Realizar o necessário controlo, seguimento é avaliação das actividades das Mediatecas.
Modelo de funcionamento:
Reúne-se ordinariamente duas vezes por mês e extraordinariamente sempre que convocado pelo seu presidente ou
por orientação da tutela.
Serviços de apoio operacional
Departamento de Tecnologias de Informação e
Comunicação, Infra-estruturas e Sistemas de Redes:
Será responsável pela gestão e execução dos procedimentos de gestão de recursos materiais (corpóreos e
incorpóreos) e supervisão do seu cumprimento. As suas
principais funções são:
- Elaborar e gerir o programa anual de manutenção
preventiva e correctiva das infra-estruturas e
infoestruturas;
- Supervisionar as infra-estruturas e infoestruturas
para detectar necessidades de manutenção
preventiva, correctiva ou adaptativa. Realizar
serviços de apoio e gestão de incidências;
- Definir os critérios e prioridades de atribuição de
recursos para o correcto desempenho das tarefas de manutenção preventiva e correctiva das
instalações e recursos materiais, assim como a
contratação da obra pública necessária para o
fortalecimento e desenvolvimento das instalações físicas dos imóveis;
- Gerir o inventário de recursos, incluindo a sua
identificação e o controlo da sua localização e
utilização;
- Gerir os serviços de acondicionamento dos espaços
com o equipamento e tecnologia (hardware e
software) adequada para desenvolver as actividades atribuídas a cada um deles;
- Gerir e supervisionar os serviços de manutenção das
Mediatecas móveis;
- Supervisionar os trabalhos realizados pelos empreiteiros, verificando se os serviços prestados
correspondem às condições estipuladas nos
contratos e às especificações exigidas, e instrumentalização do encerramento no âmbito
administrativo das obras contratadas;
- Participar na formulação do plano de distribuição
anual do orçamento para despesas correntes
associadas a infra-estruturas e infoestruturas.
Departamento de Pessoal, Administração e Finanças
e Serviços Gerais:
Área responsável pela Direcção dos Serviços Gerais de
Suporte, especificamente, os relacionados com a gestão económica, a gestão de recursos (humanos e materiais) e os
serviços gerais. Da mesma forma, exercerá funções de apoio
ao Director Geral, nos âmbitos da sua competência. Entre as
suas responsabilidades destacam-se as seguintes:
Âmbito financeiro:
- Controlar, planificar e controlar o orçamento;
- Garantir a contabilidade geral da Unidade Técnica
de Gestão da ReMA e das respectivas Mediatecas, garantindo os pagamentos (previamente
autorizados) e dispondo das contas correntes e
de crédito em nome da ReMA, de acordo com o
estabelecido nos estatutos;
- Gerir a tesouraria, arquivar a documentação contabilística, supervisionar a contabilidade e a
realização dos actos necessários para garantir o
correcto andamento económico da Rede;
- Optimizar política fiscal;
- Elaborar os relatórios e registos contabilísticos;
- Contratar os serviços de auditoria e de controlo
externo.
Âmbito le gal:
- Garantir a revisão legal de acordos, convénios e
contratos;
- Registar a entrada e saída de documentação oficial.
Gestão de recursos:
- Garantir o Inventário Geral e do Património da Unidade Técnica de Gestão da ReMA;
- Gerir os recursos, tanto materiais como humanos e
económicos;
- Gerir e contratar os serviços gerais, tais como
electricidade, fornecimento de energia de emer-
gência ininterrupta, telefone e internet, limpeza,
segurança, Jardinagem, manutenções, etc.;
- Elaborar e gerir os orçamentos de investimento;
- Implementar e controlar o cumprimento dos procedimentos de gestão interna e, especificamente,
os relacionados com a gestão orçamental, gestão
de recursos (humanos e materiais), gestão de
compras e gestão administrativa e documental.
Gabinete de Apoio ao Director Geral:
O Director Geral no exercício das suas funções é apoiado
administrativamente por um Gabinete dirigido por um Chefe
de Departamento, que integra as seguintes secções:
Secção de Comunicação e Divulgação. Será responsável por definir a estratégia de comunicação
da Unidade Técnica de Gestão da ReMA e das
Mediatecas. Entre as suas funções, destacam-se
as seguintes:
- Participar no desenvolvimento de procedimentos
de gestão da comunicação e supervisão do seu
cumprimento;
- Conceber o plano anual de comunicação e divulgação;
- Fortalecer as ligações entre os membros da comunidade da ReMA e os meios externos, através da
difusão de informação destinada aos meios de
comunicação próprios e externos, assegurando
que os conteúdos estejam de acordo com os
objectivos e políticas da REMA;
- Coordenar a recepção de informação necessária
para a edição e difusão de publicações de carácter institucional quando necessário;
- Elaborar notícias, conteúdos, reportagens e comunicados de imprensa dirigidos à comunidade da
ReMA ou ao meio extemo;
- Editar os meios escritos oficiais da ReMA, tanto nas
suas versões impressas como electrónicas, assim
como administrar outros meios de comunicação
que lhes sejam atribuídos;
- Manter os conteúdos gerais do site da REMA (www.
Mediatecas.ao) e outros canais de comunicação
digital;
- Coordenar e apoiar as acções de comunicação específicas de cada Mediateca;
- Supervisionar os fornecedores de serviços externos,
se aplicável (agências de comunicação, organização de eventos, etc.).
Secção de Protocolo e Intercâmbio. Será responsável pela supervisão das relações institucionais
de alto nível, apoiando o Director Geral nesta
função. Entre as suas funções destacam-se as
seguintes:
- Desenvolver planos, programas e procedimentos
destinados a fortalecer as relações da ReMA
com a comunidade, empresas, organismos públicos e privados e outras instituições de educação
superior no âmbito local, regional, nacional e
internacional;
- Estabelecer ligações e relações de alianças estratégicas entre organizações do Governo a todos os
seus níveis, assim como com todos os níveis da
sociedade;
- Promover o estabelecimento de convénios a nível
institucional com organizações públicas e privadas no âmbito local, nacional e internacional;
- Assessorar o Director Geral relativamente às relações institucionais com os agentes-chave do
território relacionados com os objectivos estratégicos da ReMA;
- Assessorar os Directores das Mediatecas e o pessoal
envolvido nas actividades de comunicação e/
ou difusão nos assuntos da sua competência,
coordenando e supervisionando as acções de
comunicação, assim como estabelecer e autorizar a abertura dos canais de comunicação
necessários (página web, Redes sociais, comunicação em meios, mailines, etc.);
- Informar o Director Geral dos principais eventos
locais, regionais, nacionais e internacionais que
estejam relacionados, directa ou indirectamente,
com a ReMA, avaliando a pertinência da participação dos mesmos;
- Informar, o Director Geral e os Directores de cada
Mediateca, dos compromissos assumidos pela
ReMA em convénios nacionais e internacionais
e zelar pelo seu cumprimento;
- Coordenar e realizar actividades de ligação com
entidades públicas e privadas;
- Liderar as actividades da representação do REMA
perante organismos nacionais e internacionais a
pedido do Director Geral.
Mediatecas:
Serão responsáveis pela gestão da actividade dentro do
seu âmbito territorial. São geridas e representadas por cada
Director de Mediateca.
Dependem da Direcção Geral no seu conjunto. A definição das suas funções e perfil será desenvolvida na Secção de
Recursos Humanos do presente Plano-Director.
Cada Mediateca disporá de um conjunto de secções que
se destinam à gestão dos seus serviços e actividades desenvolvidas no seu território de implantação com uma estrutura
que se repetirá em cada uma delas.
Foram definidas 4 secções:
- Biblioteca de Meios. Responsável pela gestão do
fundo documental: aquisição, catalogação, conservação, arquivo e funções relativas a facilitar
o acesso ao fundo. Além disso, é responsável por
desenvolver as acções de conservação do património endógeno através da sua documentação;
- Formação. Responsável pela gestão e desenvolvimento de programas de formação especializada
dirigidos aos membros da Comunidade da
ReMA, potenciando a evolução profissional e o
desenvolvimento pessoal de todos e de cada um
dos alunos;
- Promoção e Produção. Responsável pela execução
do Plano de Meios específico do território e pela
gestão dos Serviços de Informação e Recepção,
Promoção e Difusão e Produção e Publicação. Além disso, é responsável por identificar
entidades, iniciar as comunicações e gerir a
formalização de acordos com outras entidades
que manifestem interesse no estabelecimento de
sinergias e complementaridades com a actividade da ReMA no território;
- Orientação e Assessoria. Responsável por pôr
em prática as metodologias de orientação e
assessoria no âmbito social e empresarial. É
responsável pela gestão de recursos e pela programação da actividade dos serviços orientação
para o Empreendedorismo e Acompanhamento
Tecnológico.
Estas secções dependem directamente do Director da
Mediateca, e todas elas trabalharão de forma coordenada,
tanto no âmbito da própria Mediateca, como com os seus
homónimos de outras Mediatecas.
Focal Points:
O Focal Point está orientado para proporcionar informação e assessoria ao Conselho Técnico da ReMA nos pontos
de vista político, académico, empresarial, profissional e
social, no âmbito de propostas ou modificação de estratégias
e acções para o cumprimento dos objectivos estratégicos da
ReMA relativamente aos diferentes focos de actuação.
Funções:
- Assessorar os órgãos de gestão da ReMA no estabelecimento das directrizes estratégicas para levar
a cabo os programas operacionais da organização;
- Colaborar no estabelecimento de colaborações e
sinergias com agentes territoriais de elevado
compromisso com o desenvolvimento territorial;
- Identificar as comunidades susceptíveis de acções
concretas e específicas.
Composição:
Para facilitar a recolha de informação e a elaboração
de directrizes, o Focal Point será configurado em torno de
uma Comissão Avaliadora Permanente e quatro Comissões
Focais:
Comissão Avaliadora Permanente:
- Director Geral;
- Chefe do Gabinete de Apoio ao Director Geral;
- Porta-vozes das Comissões de Trabalho Focais.
Comissões de Trabalho Focais:
- Director Geral;
- Directores de Mediateca;
- Especialistas teóricos e práticos nos vários focos
de actividade da ReMA provenientes do sector
público, privado, sector terciário, etc.. Podem
variar ao longo do tempo.
Modelo de Funcionamento:
Reunir-se-ão de forma presencial pelo menos 2 vezes
por ano. Poderão realizar comunicações prévias às reuniões
através de uma lista de distribuição baseada no correio electrónico, contando com um espaço web próprio, de acesso
restrito, no qual se reflectirá a totalidade da informação compilada e transmitida (em torno dos acordos realizados durante
as reuniões) durante o tempo decorrido entre reuniões.
As directrizes ou recomendações surgidas em cada
comissão serão adoptadas por unanimidade e passadas à
Comissão Avaliadora Permanente, que identificará as futuras directrizes estratégicas da ReMA e poderá propor a
incorporação de novas acções no seu Plano Operacional
Anual ou no seu Plano Estratégico, se for necessário pela
sua relevância.
As recomendações das Comissões de Trabalho e da
Comissão Avaliadora Permanente, na sua qualidade de
órgãos consultivos, não serão vinculativas para nenhum dos
órgãos de gestão da ReMA.
Grupos de Trabalho:
A ReMA organizará Grupos de Trabalho a partir da sua
concepção como espaço de diálogo entre as diferentes comunidades (instituições públicas e privadas, sociedade civil,
sector académico e científico e cidadãos), com o objectivo
de contribuir para a consolidação e construção de políticas públicas a nível local, regional e nacional, com especial
incidência nas potencialidades dos seus diferentes focos de
actuação sobre o desenvolvimento, e na importância da participação e presença dos cidadãos.
Estes grupos, além de representar uma importante fonte
de informação, contribuirão para gerar uma percepção positiva por parte da população sobre a qual têm influência,
recolhendo e valorizando as relações de participação que
têm lugar nas Mediatecas, assim como os fluxos de actividade gerados neste ambiente colaborativo.
Estes grupos extraem informação do território, pelo que
existirá um ou vários grupos de trabalho por cada Mediateca.
Funções: 2.3. Recursos Humanos
- Identificar as necessidades do território, que possam Nesteponto detalham-se os recursos humanos (doravante
ser resolvidas através de acções específicas a — RHD necessários para o funcionamento da ReMAÁ e de cada
partir da Mediateca; uma das suas Mediatecas, especificando o perfil profissional
- Propor actividades ou serviços que contribuam para — recomendado tanto ao nível da Mediateca como ao nível da
o desenvolvimento económico e social do terrir — Rede. Trata-se de uma proposta em que os diferentes postos
tório em que está implantada a Mediateca; e funções são susceptíveis de ampliação, modificação, agru-
- Estabelecer sinergias e complementaridades com — pamento ou eliminação em função de diferentes variáveis,
outras entidades do território; como o catálogo de serviços e actividades a implementar ou
- Avaliar a acção de ReMA no território. o tamanho da Mediateca.
Os perfis profissionais que se expõem em seguida são
Composição: desenvolvidos considerando uma definição de «postos-tip o»,
- Director da Mediateca, caracterizados, no que diz respeito às capacidades necessá-
- Pessoal designado pelo Director da Mediateca ? rias, para o cumprimento das funções genéricas próprias dos
- Grupos de interesse que, colectivamente, constituem — mesmos. Isto permitirá uma gestão de RH equitativa, oriena «sociedade civil organizada» e que se encon- — tada para proporcionar um tratamento homogéneo a postos
tram representados na Comunidade da ReMA. que são similares entre si, ao mesmo tempo que flexível,
Modelode Funcionamento: uma vez que os agrupamentos são definidos de forma ampla.
Serão escolhidos vários representantes da sociedade civil As capacidades destes «postos-tipo» foram seleccionae empresarial presentes no território, com base na sua pro- — das, aplicando critérios de pertinência (que sejam aplicáveis,
actividade e compromisso com a actividade da REMA, bem — em termos gerais, a todos os postos da ReMA), relevâncomo pela sua capacidade de propor propostas ou identif- — cia (que definam características importantes dos postos da
car soluções. ReMÁ), generalidade (que sejam susceptíveis de se dar em
As reuniões terão uma frequência trimestral, e poderão — todos os postos) e variabilidade (que os diferentes postos
ser de carácter virtual. No entanto, sempre que possível, exijam essa capacidade em graus diferentes).
deverá tender-se para a celebração de, pelo menos, uma reu- Também inclui uma breve descrição de perfis quanto à
nião presencial anual. descrição de funções e tarefas concretas do posto no quetoca
Além disso, estes grupos disporão de um espaço virtual — à organização na fase inicial da REMA. No entanto, é de refepara expor recomendações ou identificar necessidades de — rir que esta descrição de perfis também se adequa, em boa
forma remota. parte, aos perfis necessários para a fase de funcionamento.
Comité de Direção Técnica
Diretor(a) de Gestão Interna | Diretor(a) de Planificação Estratégica patenteou
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Rescisão, |
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| Biblioteca de Meios — SerFormação Promoção e Produção Orientação e Assessoria
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CONSELHO TÉCNICO |
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& Divulgação e Intercâmbio |
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CHEFE DE |
CHEFE DE DIRECTOR DE ME OIATECA
ANO TECNOLOGIAS OL OLPANRTAMENTO DE PESSOAL, |
Estão mas pelo pt a e ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS E SERVIÇOS
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PESSOAL TÉCNICO DE PESSOAL
ossos | | sowtsttáivo | | resoacaoear | | : z Í |
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Serviços da apoio instrumental : : |
3.1. Funções gerais associadas aos vários níveis or- - Dirigir a implementação e o desenvolvimento
ganizacionais da actividade (cada um no âmbito das suas
Propõe-se um agrupamento de postos em cinco níveis: competências), e monitorizar e avaliar os seus
- Director Geral da ReMÁ: a sua responsabilidade resultados;
estabelece-se-ao nível de-toda a Rede: - Atribuir as responsabilidades executivas;
Trata-se do responsável máximo pela implementação das - Autorizar os investimentos e a contratação de RH,
estratégias e objectivos da Rede de Mediatecas em depen- de acordo com o Plano Operacional e Econódência directa com a Tutela. mico aprovado,
- Aprovar as planificações de actividade.
Funções: - Chefes de Departamento e Chefe de Gabinete:
- Definir as estratégias e políticas encaminhadas para À abrangência das suas responsabilidades estende-se por
a criação, desenvolvimento e gestão da Rede, toda a Rede. Encarregam-se de gerir e executar a actividade
para a sua aprovação por parte da Tutela; no seu âmbito de responsabilidade, reportando directamente
- Realizar a tomada de decisões operativas, de acordo — ao Director Geral.
som o Plano Estratégico: Operacional e Econó- Funções:
Pça aprovado pelo Orgão de Tutela; - Planear e gerir a actividade do departamentoígabi-
- Informar ao Orgão de Tutela (sobre o desenvolvi- nete em termos de custo, prazos e recursos em
mento da actividade da Rede e sua evolução; geral;
- Manter as relações institucionais e funções de repre- - Propor, com base na sua experiência, medidas que
sentação; permitam uma melhor gestão dos recursos e
- Formalizar alianças com colaboradores, tanto do actividades da Rede;
sector público como privado, em qualquer um - Colaborar com os Directores das Mediatecas na
dos focos de actuação da ReMA; planificação e desenvolvimento dos serviços e
actividades, e especialmente no que diz respeito
à gestão dos recursos (de todo o tipo) e estratégias necessárias para o desenvolvimento da
actividade;
- Participar na concepção dos processos, critérios,
guias, ferramentas, indicadores e procedimentos
que rejam e orientem a actividade da ReMA.
Director da Mediateca
Os Directores das Mediatecas encarregam-se da gestão
da actividade dentro de cada uma da Mediatecas, reportando directamente ao Director Geral e aos Chefes de
Departamento. São os responsáveis máximos pelo controlo,
execução de medidas e atribuição de recursos para os serviços e actividades das Mediatecas em que desenvolvem
o seu trabalho, assim como pelo planeamento e controlo
orçamental.
Neste grupo dar-se-á primazia aos conhecimentos técnicos de gestão, assim como ao conhecimento do meio
socioeconómico em que se desenvolve a Mediateca.
Funções:
- Executar as políticas e medidas definidas pelo
Director Geral;
- Definir, sob a supervisão da Direcção, as linhas
mestras de actuação na sua Mediateca;
- Reportar ao Director Geral sobre o desenvolvimento
da actividade da Mediateca e a sua Jevolução é
participar, se aplicável, na tomada de decisões
relativas à Mediateca;
- Executar, gerir os recursos é controlar os projectos
pertencentes à sua Mediateca, identificando, se
aplicável, as necessidades associadas;
- Realizar estimativas e propostas técnicas e económicas relativas à actividade gerida;
- Representar institucionalmente a ReMA, no seu
âmbito geográfico de actuação;
- Assegurar a correcta interacção com as comunidades da sua Mediateca;
- Assegurar a gestão do conhecimento e o correcto
desenvolvimento dos seus colaboradores;
- Autorizar as despesas associadas à gestão da sua
Mediateca, excepto aquelas que, pela sua
dimensão ou aplicação global, tenham de ser
autorizadas directamente pelo Director Geral ou
pela figura em que este delegue;
- Participar, no processo de selecção do pessoal associado à sua Mediateca.
Pessoal Técnico
Especialistas que reúnem os conhecimentos e técnicas
necessárias para desenvolver um ou vários processos de
actividade da ReMA, actuando sob a supervisão do respectivo responsável superior (Chefe de Departamento/Gabinete
ou Director de Mediateca).
Implica uma certa responsabilidade sobre resultados de
procedimentos e tarefas individuais, submetendo-se a objectivos e métodos específicos.
Funções:
- Gerir as actividades atribuídas pelo seu responsável
superior;
- Participar na resolução de assuntos técnicos próprios da sua especialidade;
- Tramitar, seguir e verificar o cumprimento do regulamento que lhe seja aplicável no desempenho
da sua actividade;
- Propor e planear acções com as quais se pretenda
melhorar algum aspecto da Mediateca, assim
como aumentar a qualidade do trabalho e a
satisfação, tanto dos utentes como de outros
participantes na actividade da ReMA, incluindo
o pessoal de outras secções.
Pessoal administrativo
Encarregues pela execução de tarefas de administração
ou técnicas que contribuem, em tempo e forma, para o correcto desenvolvimento da actividade.
Funções:
- Gerir documentos e procedimentos administrativos
e internos;
- Tramitar correspondência e outras ferramentas de
comunicação;
- Atender ao público em geral e aos membros das
comunidades da ReMA, quando for o caso;
- Resolver os problemas e incidências era conformidade com o seu nível de responsabilidade;
- Informar o seu responsável intermédio sobre tudo o
que diga respeito às suas tarefas e actividades,
na medida das suas próprias competências;
- Trabalhar em tarefas de apoio ao pessoal técnico.
3.2. Capacidades directivas, técnicas/organizacionais e pessoais associadas aos vários níveis or ganizacionais
Aqueles que desenvolvem as suas funções nos níveis de
Director Geral, Chefe de Departamento/Gabinete e Director
de Mediateca devem possuir as seguintes Capacidades
Directivas:
Capacidade para se alinhar com os interesses gerais da ReMA em
detrimento dos interesses particulares das áreas ou secções, assumindo e
transmitindo aos seus colaboradores as decisões da Direcção.
Para isso:
* —Devem conceberaReMA de uma perspectiva ampla que contribua
. - para a concretização dos objectivos estratégicos no seu âmbito de
Orientação para 2 responsabilidade;
missão (Visão : g é
estratégica) º pevém actuar, alinhando os interesses da sua área com os
objectivos globais da ReEMA;
* Devem fomentar e projectar o seu compromisso com os valores e
o sentido de pertença e identificação dos seus colaboradores com
o projecto global da ReMA;
* Devem ter capacidade de negociação com os sectores público e
privado para alcançar o seu envolvimento e conseguir acordos de
colaboração com a ReMA.
Capacidade para gerir pessoas de forma adequada, ajudando-as a
amadurecer laboral e profissionalmente, dando prioridade aos interesses
da ReMA face a interesses particulares.
Direcção / | Para isso, deverão reunir as seguintes capacidades:
desenvolvimento
de pessoas *e Liderar as actividades sob à sua responsabilidade, motivando o
pessoal a seu cargo;
e Comunicação eempatia;
*e Escutaactiva.
* Capacidade para adoptar comportamentos e posicionamentos
próprios de um gestor, assumindo as responsabilidades que lhe
são conferidas, em conformidade com a sua posição hierárquica
na ReMA.
EITA DENNIARO Para isso, deverão:
papel de ,
* —Actuar da forma que se espera de um responsável em cada
comando/saber situação, tanto no âmbito interno como externo;
estar SU ELA x se
« Tomardecisõescom critério, assumindo a sua responsabilidade;
« Pensamento crítico;
* Tolerância;
e Valorizar positivamente os comentários acerca do seu
desempenho, mesmo quando estes são desfavoráveis.
Em seguida, desenvolvem-se as capacidades-tipo que todos os RH devem possuir, com diferentes níveis de desempenho
em função do grupo profissional ou tarefa concreta atribuída dentro da ReMA. Essas capacidades podem ser classificadas
como «Capacidades técnicas e Operacionais» e «Capacidades Pessoais».
Referem-se à qualificação profissional que os RH devem possuir
relativamente a:
* Conhecimentos e capacidades técnicas: domínio dos conteúdos
técnicos e/ou de gestão necessários para o desenvolvimento da
actividade que lhes foi atribuída;
* Análisee solução de problemas: capacidade de se antecipar à
identificação de possíveis problemas, analisar as suas causas e
propor soluções alternativas para poder resolvê-los no prazo
necessário nos âmbitos técnicos e/ou de gestão em função do seu
nível de responsabilidade;
*e Desenvolvimento e carga de trabalho: capacidade para absorver o
seu nível de carga de trabalho sem que isso afecte a qualidade do
trabalho realizado;
EE sEAE ENE * Capacidade de gestão: capacidade para gerir a actividade de forma
es metódica, estruturada e definindo prazos realistas para atingir os
tecnicas e E :
Na objectivos fixados;
operacionais + Soa :
* Inovação e criatividade: capacidade para procurar e propor
soluções novas e inovadoras, de serviços ou actividades que
persigam a excelência e o desenvolvimento territorial e dêem
valor à ReMA garantindo a resposta a problemas existentes;
e — Outros conhecimentos:
o Inglês: os diferentes perfis exigirão a possibilidade de
comunicar (falar e escrever) ou aceder a informação
neste idioma, com diferentes níveis em função das
responsabilidades e características do posto;
o Utilização de ferramentas tecnológicas: conhecimentos
informáticos suficientes para manusear as aplicações e
equipamentos específicos no seu âmbito de actividade.
Todos os recursos humanos deverão possuir
conhecimentos suficientes para realizar uma utilização
razoável de aplicações informáticas de escritório (Word,
Excel, etc.) e de Internet.
3.3. Perfis: Director Geral Da mesma forma, é o responsável máximo pela capta-
Director Geral da ReMÁ ção, criação e sustentabilidade da actividade, para além de
Descrição do posto fazer a ligação com o sector público e privado.
O Director Geral da ReEMA será o responsável executivo Será o responsável máximo pela concepção, planificação
máximo da organização. As suas funções estarão emrelação — € controlo dos serviços e actividades prestados pela Rede de
directa com a Direcção Estratégica da mesma, assumindo — Mediatecas.
para isso a direcção de actividades e dos recursos da Rede. Entre as suas responsabilidades destacam-se as seguintes:
Estratégicas:
- Transmitir directrizes estratégicas aos Chefes de
Departamento/Gabinete e Directores das Mediatecas;
- Identificar cenários adequados conforme a evolução
do ambiente mutável da REMA;
- Conceber políticas e estratégias de desenvolvimento
e exploração dos serviços;
- Identificar, conceber e implementar novos serviços
e desenvolver os existentes;
- Identificar soluções orientadas para obter um maior
aumento da produtividade e qualidade das actividades e serviços das Mediatecas em consonância
com os desafios do território;
- Identificar e seguir possíveis fontes de financiamento;
- Identificar oportunidades de alianças com terceiros.
Operacionais:
- Conceber, planear, acompanhar e controlar os Planos Operacionais Anuais da ReMA e de cada
Mediateca com o intuito de assegurar os resultados desejados;
- Aprovar à proposta de configuração de equipamentos e planificação de actividades proposta pelos
Directores das Mediatecas;
- Elaborar o programa anual de trabalho e participar
na formulação do orçamento atribuído a serviços
e actividades;
- Aprovar a distribuição de orçamento por projectos,
actividades e serviços;
- Planear os projectos de investimento a curto, médio
e longo prazos;
- Supervisionar a prestação dos serviços e a execução
dás actividades;
- Estabelecer os objectivos de execução e supervisionar o seu cumprimento;
- Realizar o Controlo Orçamental das Mediatecas,
bem como a correcta gestão dos seus recursos;
- Estabelecer e manter programas de avaliação de
desempenho dos serviços;
- Coordenar a produção de informação destinada a
subsidiar as acções de Direcção relacionadas
com a planificação e o controlo da produtividade
e da qualidade.
- Implementar e controlar o cumprimento dos
procedimentos de gestão dos serviços e das actividades, e especificamente os relacionados com
a sua planificação e o controlo de beneficiários;
- Representar a ReMA perante os responsáveis políticos, outros organismos tutelados e instituições
públicas e privadas relacionadas com a actividade da ReMA.
3.4. Perfis de Departamento de Pessoal, Administração e Finanças e Serviços Gerais
Chefe de Departamento de Pessoal, Administração e
Finanças e Serviços Gerais
Descrição do posto
Em relação à Administração e Finanças:
- Participação no desenvolvimento de procedimentos
administrativos e supervisão do seu cumprimento;
- Elaboração das demonstrações contabilísticas e
financeiras, sendo especialmente importante
a conformidade com as Normas Contabilísticas Internacionais e a legislação em vigor em
Angola;
- Verificação da disponibilidade orçamental para a
realização de investimentos e despesas;
- Controlo económico e justificação administrativa de
projectos;
- Coordenação do pessoal administrativo das Mediatecas;
- Recepção, controlo, classificação e distribuição da
correspondência e da documentação.
Em relação ao Pessoal:
- Participação na abordagem de políticas, estratégias
e procedimentos de gestão dos recursos humanos da ReMA e supervisão do seu cumprimento;
- Identificação de necessidades em matéria de RH
(necessidade de incorporação de RH, necessidades formativas, etc.) em colaboração com os
responsáveis das várias áreas;
- Gestão dos processos de selecção e incorporação de
pessoal, incluindo o anúncio de vagas, a avaliação dos candidatos, a negociação de condições,
a celebração do contrato e o processo de acolhimento;
- Estabelecimento das medidas de segurança e prevenção de riscos adequadas, que protejam a
integridade dos trabalhadores;
- Concepção e gestão do plano de formação interna;
- Elaboração de memórias e relatórios relacionados
com a gestão de RH;
- Negociação com os fornecedores dos serviços
associados aos recursos humanos, como: seguro
médico, seguro de vida, seguro de acidentes,
formação e outros benefícios sociais;
- Elaboração do plano de férias. Controlo de ausências e licenças;
- Escuta das questões dos trabalhadores e resolução
de conflitos laborais;
- Participação em processos de avaliação do
desempenho e da produtividade do pessoal,
conjuntamente com os responsáveis superiores;
- Aplicação das medidas disciplinares em vigor, se
aplicável;
- Distribuição das políticas e procedimentos, novos
ou revistos, de recursos humanos entre todos os
empregados e responsáveis através de boletins,
memorandos e/ou contacto pessoal;
- Participação na formulação do plano de distribuição
anual do orçamento para despesa corrente de
recursos humanos;
- Gestão dos Serviços Gerais;
- Controlo de caixa;
- Elaboração de relatórios económico-orçamentais, a
partir de várias perspectivas (agregados, etc.);
- Gestão e contratação de serviços, tais como: electr1-
cidade, fornecimento de energia de emergência
ininterrupta, telefone e internet, limpeza, segurança, jardinagem, manutenções, entre outros.
Pessoal Administrativo de Departamento de Pessoal,
Administração e Finanças e Serviços Gerais
Descrição do posto
- Elaboração e tratamento de correspondência e documentação;
- Registo contabilístico;
- Elaboração de processos de facturação, tanto de
despesas como de receitas;
- Gestão orçamental;
- Gestão de compras e fornecedores;
- Gestão de salários e seguros sociais;
- Facturação de serviços;
- Gestão da tesouraria e financiamento;
- Gestão bancária;
- Liquidação de impostos;
- Gestão do registo de entrada/saída.
3.5. Perfis de Departamento de TIC, Infra-estruturas e Sistemas
Chefe de Departamento de Tecnologias de Informação e Comunicação, Infra-estruturas e Sistemas de
Redes
Descrição do posto
- Participação no desenvolvimento de procedimentos
de gestão de recursos TIC (corpóreos e incorpóreos) e supervisão do seu cumprimento;
- Elaboração e gestão do programa anual de manutenção preventiva e correctiva das infra-estruturas e
infoestruturas;
- Supervisão das infra-estruturas e infoestruturas para
detectar necessidades de manutenção preventiva,
correctiva ou adaptativa. Gestão de incidências;
- Definição de critérios e prioridades de atribuição
de recursos para o correcto desempenho das
tarefas de manutenção preventiva e correctiva
das instalações e recursos materiais, assim como
a contratação da obra pública necessária para o
fortalecimento e desenvolvimento das instalações físicas dos imóveis;
- Verificação de que a contratação da obra pública,
e os serviços relacionados com a mesma, se
realizam com estrita observância do disposto na
legislação em vigor;
- Supervisão dos serviços de manutenção das Mediatecas móveis;
- Instrumentalização dos encerramentos administrativos das obras contratadas;
- Participação na formulação do plano de distribuição
anual do orçamento para despesa corrente associada a infra-estruturas e infoestruturas;
- Elaboração e gestão de orçamentos de investimento;
- Identificação de necessidades de hardware, e
software necessários para o desempenho das
actividades das diferentes Mediatecas;
- Concepção da política de segurança e recuperação
de informação. Planificação e realização de
cópias de segurança da informação;
- Administração das políticas de utilização das infoestruturas, bem como das contas de utilizador,
estabelecendo diferentes perfis e privilégios de
acesso. Configuração das políticas de segurança
para os utilizadores, estabelecendo as limitações
oportunas a conteúdos ilícitos ou não desejados;
- Coordenação dos técnicos administradores de sistemas informáticos distribuídos pelas diferentes
Mediatecas. Suporte técnico aos mesmos;
- Supervisão de fornecedores de serviços externos,
se aplicável (desenvolvimentos, manutenções,
etc.);
- Contratação dos serviços de acondicionamento dos
espaços com o equipamento e tecnologia (hardware e software) adequada para desenvolver as
actividades atribuídas a cada um deles.
Pessoal Técnico de Tecnologias de Informação e
Comunicação, Infra-estruturas e Sistemas de Redes
Descrição do posto
- Gestão do inventário de recursos, incluindo a sua
identificação e o controlo da sua localização e
utilização;
- Instalação e actualização do equipamento informático e do software da ReMA;
- Manutenção preventiva e correctiva dos servidores
ou outros sistemas informáticos, incluindo os
periféricos;
- Monitorização do rendimento dos sistemas, bem
como da comunicação de Rede;
- Programação especializada nos sistemas de gestão
relacionados com a actividade das Mediatecas;
- Parametrização de aplicações;
- Administração das bases de dados da ReMA
(incluindo a Mediateca virtual);
- Monitorização e manutenção técnica do site da
Mediateca;
- Gestão de incidências relacionadas com os serviços
informáticos.
3.6. Perfis de Gabinete de Apoio ao Director Geral
Chefe de Gabinete de Apoio ao Director Geral
Descrição do posto
Será responsável por definir a estratégia de comunicação
da Rede, bem como por gerir as relações institucionais de
alto nível, apoiando o Director Geral nesta função. Entre as
suas funções, destacam-se as seguintes:
Estratégia de comunicação:
- Desenvolver planos, programas e procedimentos destinados a fortalecer as relações da REMA com a comunidade,
empresas, organismos públicos e privados e outras instituições de educação superior no âmbito local, regional,
nacional e internacional;
- Estabelecer ligações e relações de alianças estratégicas entre organizações do Governo a todos os
seus níveis, assim como com todos os níveis da
sociedade;
- Promover o estabelecimento de convénios a nível
institucional com organizações públicas e privadas no âmbito local, nacional e internacional;
- Apoiar o Director Geral relativamente às relações
institucionais com os agentes-chave do território
relacionados com os objectivos estratégicos da
ReMA;
- Apoiar os Gerentes das Mediatecas e o pessoal
envolvido em actividades de comunicação e/
ou difusão nos assuntos da sua competência,
coordenando e supervisionando as acções de
comunicação, assim como estabelecendo e autorizando a abertura dos canais de comunicação
oportunos (página web, Redes sociais, comunicação em meios, mailings, etc.);
- Informar o Director Geral dos principais eventos
locais, regionais, nacionais e internacionais que
estejam relacionados, directa ou indirectamente,
com a ReMA, avaliando a pertinência da participação dos mesmos.
Operacional:
- Informar, o Director Geral e os Directores de cada
Mediateca, dos compromissos originados para a
ReMA em convénios nacionais e internacionais
e zelar pelo seu oportuno cumprimento;
- Coordenar e realizar actividades de ligação com
entidades públicas e privadas;
- Representar a ReMA perante organismos nacionais
e internacionais a pedido do Director Geral;
- Coordenar, integrar, conceber e gerir estratégias de
comunicação, assim como executar as mesmas
através de um Plano de Comunicação e Divulgação,
- Estabelecer canais de comunicação efectivos entre a
instituição e a comunidade;
- Procurar e captar fundos públicos e/ou privados.
Difusão:
- Fomentar a imagem da instituição, através de uma
ampla difusão dos programas e dos projectos
que desenvolve;
- Difundir as acções da ReMA, através dos meios
massivos de comunicação e meios alternativos;
- Fazer a Direcção editorial de publicações ou apresentações de carácter institucional através de
qualquer meio de comunicação;
- Coordenar e realizar eventos promocionais;
- Implementar e controlar o cumprimento dos procedimentos de comunicação e representação
institucional.
Pessoal Técnico da Secção de Comunicação e Divulgação
Descrição do posto
- Participação no desenvolvimento de procedimentos
de gestão da comunicação e supervisão do seu
cumprimento;
- Concepção do plano anual de comunicação e divulgação,
- Fortalecimento das ligações entre os membros da
comunidade da ReMA e, os meios externos,
através da difusão de informação destinada aos
meios de comunicação próprios e externos, asseegurando que os conteúdos estão de acordo com
os objectivos e políticas da REMA;
- Coordenação da recepção de informação necessária
para a edição e difusão de publicações de carácter institucional quando necessário;
- Elaboração de notícias, conteúdos, reportagens e
comunicados de imprensa dirigidos à comunidade da ReMA ou ao meio externo;
- Edição de meios escritos oficiais da ReMA, tanto
nas suas versões impressas como electrónicas,
assim como, a administração de outros meios de
comunicação que lhes sejam atribuídos;
- Manutenção de conteúdos gerais do site da Rede
de Mediatecas e outros canais de comunicação
digital;
- Coordenação e suporte das acções de comunicação
específicas de cada Mediateca;
- Contratação e supervisão de fornecedores de
serviços externos, se aplicável (agências de
comunicação, organização de eventos, etc.).
Pessoal Técnico da Secção de Protocolo e Intercâmbio
Descrição do posto
- Participação no desenvolvimento dos procedimentos de organização de eventos e supervisão do
seu cumprimento;
- Estabelecimento de ligações entre os membros da
comunidade da ReMA (especialmente autores,
artistas, museus e outras entidades culturais
públicas e privadas, centros de documentação,
bibliotecas, salas de exposições, conservatórios
de música, coleccionistas privados, etc.) para o
desenvolvimento de colaborações formais em
torno da cedência de obras para a realização de
EeXposições;
- Organização e coordenação logística de departamentos e Mediatecas, relacionada com eventos
e exposições gerais da Rede;
- Informação ao Director de Comunicação e Relações
Internacionais dos principais eventos locais,
regionais, nacionais e internacionais, que este-
Jam relacionados, directa ou indirectamente,
com a ReMA, avaliando a pertinência da partic1-
pação nos mesmos;
- Colaboração na organização das acções em que a
ReMA esteja envolvida, oferecendo assessoria
às Mediatecas em tudo o que estiver relacionado
com a organização de exposições, actos institucionais ou outros eventos;
- Organização das exposições, exibições e mostras
artísticas.
3.7. Perfis: Director de Mediateca
Director da Mediateca
Descrição do posto
Será responsável pela gestão da actividade das
Mediatecas do seu âmbito territorial.
Entre as suas funções destacam-se, para além das já
mencionadas anteriormente:
- Planificação, organização e gestão dos processos
técnicos e serviços prestados pela Mediateca;
- Planificação das instalações e equipamentos;
- Planificação, organização e supervisão das actividades realizadas pelo pessoal adstrito à Mediateca,
definindo responsabilidades e supervisionando a
sua execução;
- Gestão das rubricas consignadas nos respectivos
orçamentos ao aumento e renovação de fundos
documentais, equipamentos e outros materiais e
actividades de promoção e colaboração;
- Apresentação do Plano de Objectivos, do Plano
Operacional e da Memória Anual da Mediateca;
- Representação da Mediateca perante os responsáveis municipais, outros organismos tutelados
(bibliotecas, centros de investigação, museus,
universidades, etc.) e outras instituições públicas
e privadas relacionadas com a sua actividade;
- Submissão ao Director Geral da ReMA das necessidades de recursos humanos, económicas,
materiais e tecnológicas da Mediateca;
- Estabelecimento de relações e convénios de colaboração entre a Mediateca e outros agentes sociais.
Funções associadas com a qualidade do serviço:
- Coordenação do desenvolvimento de metodologias
e procedimentos de trabalho para a implementação e desenvolvimento das actividades e
SEIVIÇOS;
- Coordenação do processo de controlo, avaliando
mensalmente as metas estabelecidas nos planos
operacionais;
- Avaliação anual dos planos operacionais, com base
nas metas estabelecidas;
- Coordenação de grupos internos de trabalho, com
o intuito de rever e analisar a informação compilada nos processos de avaliação e controlo.
Desenvolvimento de círculos de melhoria continua;
- Coordenar a produção de informação relacionada
com a planificação e o controlo da produtividade
e da qualidade;
- Avaliação da satisfação de utilizadores e colaboradores, através de sistemas de amostragem e
outras técnicas de recolha de informação;
- Elaboração do relatório de resultados e de avaliação
da actividade da ReMA.
