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Decreto Executivo n.º 286/20

Regulamento Interno do Conselho Consultivo

legislação que contrarie o presente Decreto Executivo.

Instituição
Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente
Publicação
Diário da República I Série n.º 189 de 26 de Novembro de 2020
Data
26/11/2020
Área
Administrativo e Contratação Pública
Vigência
Em vigor
Fonte
Publicação oficial verificada
Artigos
0
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Em vigor: nenhum diploma da base o revoga.

Última conferência registada

21/10/2026 · Diário da República I Série n.º 189 de 26 de Novembro de 2020

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Índice

  1. Texto integral

Texto integral

Convindo aprovar as normas sobre a organização e funcionamento do Conselho Consultivo;

Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição da República de Angola, conjugado com o n.º 1 do Despacho Presidencial n.º 289/17, de 13 de Outubro, e com a alínea i) do n.º 1 do artigo 5.º do Estatuto Orgânico do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 162/20, de 8 de Junho, determino:

#### Artigo 1.º (Aprovação)

É aprovado o Regulamento Interno do Conselho Consultivo, anexo ao presente Decreto Executivo, que dele é parte integrante.

#### Artigo 2.º (Revogação)

É revogada toda a legislação que contrarie o presente Decreto Executivo.

#### Artigo 3.º (Dúvidas e Omissões)

As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Regulamento e demais estipulações nele contidas, não consignadas expressamente nos seus artigos, são resolvidas pelo Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente.

#### Artigo 4.º (Entrada em Vigor)

O presente Decreto Executivo entra em vigor na data da sua publicação.

Publique-se.

Luanda, aos 26 de Novembro de 2020.

O Ministro, Jomo Francisco Isabel de Carvalho Fortunato

## REGULAMENTO INTERNO DO CONSELHO CONSULTIVO

## CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

#### Artigo 1.º (Objecto)

O presente Regulamento estabelece as normas relativas à organização e funcionamento do Conselho Consultivo do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente.

#### Artigo 2.º (Natureza)

O Conselho Consultivo é o órgão de consulta do Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente encarregue de estudar, analisar e elaborar propostas e recomendações sobre a política do Executivo para os domínios da cultura, do turismo e do ambiente.

#### Artigo 3.º (Atribuições)

O Conselho Consultivo tem as seguintes atribuições:

a)

Apoiar o Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente na avaliação e supervisão da execução do programa de investimento público e dos programas de actividades do Ministério;

b)

Analisar a organização e o funcionamento dos serviços, órgãos superintendidos e empresas estratégicas do Sector, sugerindo medidas tendentes a sua melhoria e aperfeiçoamento;

c)

Propor as bases para elaboração de estratégias, planos de desenvolvimento, programas executivos, planos de investimentos e programação financeira no domínio da Cultura, Turismo e Ambiente;

d)

Analisar e emitir proposta sobre a estratégia da política cultural, turística e ambiental;

e)

Formular proposta para a melhoria da actividade dos sectores, áreas e serviços do Ministério;

f)

Auscultar os diversos intervenientes (público e privado) dos Sectores da Cultura, Turismo e Ambiente, sobre a implementação de políticas, programas e projectos de âmbito nacional inerentes ao seu pelouro;

g)

Apreciar e balancear o Plano Anual de Actividades do Departamento Ministerial no âmbito do Plano de Desenvolvimento, vigente;

h)

Pronunciar-se sobre as demais matérias que lhe sejam presente pelo Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente.

#### Artigo 4.º (Composição)

1.

O Conselho Consultivo é composto pelo Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente e integra os seguintes membros:

a)

Secretários de Estado;

b)

Directores dos Serviços Executivos Directos;

c)

Directores dos Serviços de Apoio Técnico;

d)

Directores dos Órgãos de Apoio Institucional;

e)

Directores dos Órgãos Superintendidos;

f)

Directores de Gabinetes Provinciais e/ou responsáveis locais pelo Sector da Cultura, Turismo e Ambiente;

g)

Representantes das Associações Profissionais de âmbito nacional;

h)

Presidentes e Secretários Gerais das Associações Culturais, Turísticas e Ambientais;

i)

Adidos Culturais das Missões Diplomáticas de Angola;

j)

Investigadores e Académicos;

k)

Entidades convidadas.

2.

O Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente pode, em função da matéria agendada, convidar para as reuniões do Conselho Consultivo entidades e técnicos, cuja colaboração considere importante para o estudo e análise dos documentos submetidos às sessões, ou individualidades de reconhecida competência e mérito, cujas ideias possam contribuir para o desenvolvimento do turismo no País.

## CAPÍTULO II ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO

#### Artigo 5.º (Presidência das Sessões)

O Titular do Departamento Ministerial ou, em sua substituição, um dos Secretários de Estado preside as sessões do Conselho Consultivo e coordena as questões em análise ao qual compete em especial:

a)

Proceder à abertura e ao encerramento do Conselho Consultivo;

b)

Aprovar a Agenda de Trabalho;

c)

Aprovar os temas submetidos à apreciação do Conselho Consultivo;

d)

Mandar proceder ao controlo das presenças e faltas;

e)

Dirigir as sessões;

f)

Submeter à aprovação as conclusões e recomendações do Conselho.

#### Artigo 6.º (Reuniões)

1.

O Conselho Consultivo reúne-se, em regra, 2 vezes por ano, devendo a primeira reunião ocorrer no primeiro trimestre de cada ano civil com o objectivo de proceder, dentre outras matérias, à apreciação das actividades programadas e a segunda reunião no último trimestre para apreciar e balancear o cumprimento do Plano Anual de Actividades e demais tarefas acometidas ao Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente.

2.

As sessões do Conselho Consultivo são convocadas pelo Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente ou a quem delegar, com a antecedência mínima de 15 dias, devendo a convocatória indicar o dia, o local e os assuntos a serem tratados.

3.

As reuniões do Conselho Consultivo são presenciais, podendo o Titular do Departamento Ministerial permitir a participação por via de meios telemáticos, desde que entenda que a fidedignidade, completude e confidencialidade da comunicação se encontre assegurada.

5.

De todas as reuniões do Conselho Consultivo é lavrada uma acta com o resumo das propostas e declarações apresentadas e das deliberações aprovada, podendo ser feita a remissão para documentos que ficam arquivados.

6.

Os projectos de acta são disponibilizados aos membros do Conselho Consultivo pelo Secretariado para contribuições, no prazo de 8 dias úteis após a realização da reunião. Após contribuições dos participantes na reunião, quanto ao teor da acta, a mesma é aprovada e assinada na reunião seguinte.

7.

Para todas e cada uma das reuniões do Conselho Consultivo é constituído uma pasta de arquivo, constituído no mínimo pelos seguintes documentos:

a)

Despacho do Titular do Departamento Ministerial a convocar a reunião;

b)

Convocatória e agenda;

c)

Todos os documentos apresentados aos membros do Conselho Consultivo, antes ou durante a reunião;

d)

Toda a correspondência trocada, por qualquer meio, com os membros do Conselho de Direcção;

e)

Acta da reunião;

f)

Comunicado final;

g)

Comunicado de imprensa ou outros documentos para divulgação.

#### Artigo 7.º (Organização do Conselho)

Para a realização do Conselho Consultivo é constituída uma Comissão Organizadora com as seguintes atribuições:

a)

Preparar as condições técnicas e financeiras necessárias para a realização do Conselho Consultivo;

b)

Preparar as condições relacionadas com a recepção e alojamento dos membros e convidados;

c)

Preparar o plano de comunicação do Conselho;

d)

Elaborar, dar tratamento e apresentar os temas a serem debatidos;

e)

Elaborar a proposta de orçamento do Conselho Consultivo e os relatórios de contas.

#### Artigo 8.º (Composição da Comissão Organizadora)

1.

A Comissão Organizadora é coordenada pelo Secretário de Estado indicado pelo Titular do Departamento Ministerial e integra os seguintes membros:

a)

Secretários de Estado;

b)

Director do Gabinete do Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente;

c)

Directores dos Gabinetes dos Secretários de Estado;

d)

Secretário Geral;

e)

Director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística;

f)

Director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa;

g)

Director do Gabinete de Tecnologias de Informação.

2.

O Director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa é o Porta-Voz do Conselho Consultivo, devendo interagir com os órgãos de Comunicação Social sobre o Desenvolvimento do Evento.

4.

A Comissão Organizadora é apoiada por uma Subcomissão Técnica e um Secretariado.

#### Artigo 9.º (Subcomissão Técnica)

A Subcomissão Técnica é o órgão de apoio à Comissão Organizadora e tem as seguintes atribuições:

a)

Preparar com antecedência o local da realização do Conselho Consultivo, assim como criar as condições técnicas e materiais para a sua realização;

b)

Prestar acolhimento e acomodação aos membros do Conselho Consultivo e convidados, no local do evento;

c)

Credenciar e distribuir o material de trabalho aos membros do Conselho Consultivo;

d)

Proceder ao registo dos membros do Conselho Consultivo, bem como o registo dos intervenientes ao debate ou outras intervenções;

e)

Supervisionar o cumprimento dos períodos de intervalos, procedendo à recolha dos membros para o local das sessões, sempre que esgotado o tempo determinado;

f)

Elaborar o comunicado e relatório final do Conselho Consultivo, bem como outros documentos destinados à Imprensa, se for caso disso.

#### Artigo 10.º (Composição da Subcomissão Técnica)

1.

A Subcomissão Técnica é coordenada pelo Secretário Geral e integra os seguintes membros:

a)

Director Nacional de Qualificação de Infra-Estruturas e Produtos Turísticos;

b)

Director Nacional de Cultura e Artes;

c)

Director Nacional do Ambiente e Acção Climática;

d)

Director Nacional de Avaliação de Impacte Ambiental;

e)

Director do Gabinete de Tecnologias de Informação;

f)

Chefe do Departamento de Relações Públicas e Expediente.

2.

A Subcomissão Técnica compreende um Secretariado para cada reunião.

#### Artigo 11.º (Composição do Secretariado)

O Secretariado da Subcomissão Organizadora é o órgão que tem a tarefa de proceder ao registo das sessões, bem como produzir o comunicado final, e tem a seguinte composição:

a)

Directores dos Gabinetes dos Secretários de Estado;

b)

Representante do Gabinete de Tecnologias de Informação;

c)

Representante do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa;

d)

Representante do Gabinete Jurídico;

e)

Representante do Gabinete de Intercâmbio;

f)

Representante do Gabinete de Recursos Humanos.

#### Artigo 12.º (Metodologia do Trabalho)

O Conselho Consultivo, dependendo dos assuntos a tratar, pode utilizar a seguinte metodologia de trabalho:

a)

Apresentação das recomendações do Conselho anterior e balanço do seu cumprimento;

b)

Apresentação dos temas em plenária;

c)

Apresentação dos temas em painéis, caso necessário;

d)

Apresentação e discussão aberta dos assuntos da Agenda de Trabalhos.

#### Artigo 13.º (Quórum)

1.

O quórum para a realização das sessões do Conselho Consultivo é de, pelo menos, metade dos membros.

2.

Caso se verifique que meia hora depois da hora marcada não esteja reunido o quórum indicado no número anterior, o Presidente do Conselho Consultivo pode decidir a realização da mesma com os membros presentes.

3.

O Conselho Consultivo aprova as suas recomendações e conclusões por maioria simples dos membros participantes na reunião.

#### Artigo 14.º (Plenária)

1.

A apresentação dos temas em plenárias tem durações variáveis, não superior a 15 minutos, devendo ser indicado o tempo para as perguntas e respostas, ou outras intervenções.

2.

Os temas são apresentados por responsáveis e/ou técnicos previamente indicados pelas respectivas áreas nos seguintes moldes:

a)

Apresentação resumida, com possível auxílio de meios informáticos, quadros, tabelas e gráficos que ilustrem a exposição;

b)

Objectividade e clareza na exposição.

3.

O conteúdo dos temas a apresentar constituem documentos do Conselho Consultivo e devem ser remetidos em formato digital à Subcomissão Técnica para sua apreciação e distribuição aos participantes, nos prazos fixados.

4.

Os documentos impressos a serem analisados pelo Conselho Consultivo devem estar disponíveis para entrega.

#### Artigo 15.º (Painéis)

1.

Antes do início dos trabalhos cada painel designa um Secretariado com dois integrantes, cuja função é a recolha de informações sobre as análises realizadas, salientando as dificuldades e propostas de soluções apontadas.

2.

Cada painel dispõe de um máximo de 3 horas para apresentação do seu trabalho, distribuído da seguinte forma:

a)

As duas horas são reservadas para as informações, orientações e debates;

b)

A hora restante é reservada para o Secretariado proceder à consolidação das questões fundamentais levantadas pelos participantes, visando a preparação das conclusões e recomendações a serem apresentadas à plenária.

3.

A apresentação dos temas compete a um ou mais técnicos indicados para o efeito, salvo nos casos em que a própria natureza do tema exija uma apresentação individualizada.

## CAPÍTULO III DISPOSIÇÕES FINAIS

#### Artigo 16.º (Recomendações e Conclusões)

As recomendações e conclusões do Conselho Consultivo podem ser comunicadas aos órgãos de comunicação.

#### Artigo 17.º (Actas)

1.

A preparação e elaboração das actas das reuniões do Conselho Consultivo são da responsabilidade do Secretariado.

2.

Após a realização da reunião do Conselho Consultivo é exarado em acta o resumo das propostas, que é distribuída a todos os membros no prazo de 15 dias após a realização para contribuições que seja aprovada assinada na reunião seguinte.

#### Artigo 18.º (Ausência e Impedimentos)

1.

As ausências e impedimentos do Conselho Consultivo devem ser justificados por escrito ao Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente, antes ou depois da realização da sessão.

2.

O prazo para interposição do requerimento de justificação de faltas é de 72 horas, contadas da data da realização da sessão, se outro prazo não for determinado.

#### Artigo 19.º (Poder Disciplinar)

O poder disciplinar é exercido pelo Titular do Departamento Ministerial da Cultura, Turismo e Ambiente, nos termos previstos pelo Decreto n.º 33/91, de 26 de Julho, sobe o Regime Disciplinar dos Funcionários e Agentes Administrativos.

#### Artigo 20.º (Relatório Final)

1.

Encerrado o Conselho Consultivo, é elaborado um relatório final a ser distribuído a todos os membros em formato físico e digital, no prazo de 15 dias após a sua realização.

2.

O relatório final é elaborado pelo Secretariado do Conselho Consultivo.

O Ministro, Jomo Francisco Isabel de Carvalho Fortunato.

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