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Decreto Executivo n.º 365/15

Regulamento Interno da Direcção Nacional da Criança

Decreto Executivo n.º 2/03, de 17 de Janeiro.

Instituição
Ministério da Assistência e Reinserção Social
Publicação
Diário da República I Série n.º 75 de 22 de Maio de 2015
Data
22/05/2015
Área
Administrativo e Contratação Pública
Vigência
Em vigor
Fonte
Publicação oficial verificada
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Em vigor: nenhum diploma da base o revoga.

Última conferência registada

21/10/2026 · Diário da República I Série n.º 75 de 22 de Maio de 2015

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Índice

  1. Preâmbulo
  2. ANEXO I
  3. ANEXO II

Preâmbulo

Considerando que o Decreto Presidencial n.º 174/14, de 24 de Julho, aprovou o Estatuto Orgânico do Ministério da Assistência e Reinserção Social;

Havendo necessidade de se definir a organização e o funcionamento dos diferentes órgãos e serviços que o integram;

Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição da República de Angola, e de acordo com o artigo 21.º do Estatuto Orgânico do Ministério da Assistência e Reinserção Social, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 174/14, de 24 de Julho, determino:

Assistência e Reinserção Social, anexo ao presente Decreto Executivo, de que é parte integrante.

É revogado o Decreto Executivo n.º 60/02, de 20 de Dezembro.

As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Decreto Executivo são resolvidas pelo Ministro da Assistência e Reinserção Social.

O presente Decreto Executivo entra em vigor na data da sua publicação.

Publique-se.

Luanda, aos 20 de Abril de 2015.

O Ministro, João Baptista Kussumua.

O presente Regulamento estabelece as normas de organização e funcionamento da Direcção Nacional da Criança do Ministério da Assistência e Reinserção Social.

A Direcção Nacional da Criança é o serviço executivo encarregue da formulação e definição de políticas de protecção e promoção dos direitos da criança.

A Direcção Nacional da Criança tem as seguintes atribuições:

a)

Propor a definição de políticas e estratégias a favor da criança;

b)

Assegurar a protecção dos direitos da criança;

c)

Promover alternativas de atendimento às crianças da primeira infância e adolescentes em situação de carência de recursos económicos;

d)

Desenvolver e coordenar acções de localização familiar e proceder à reintegração social das crianças separadas dos familiares;

e)

Colaborar nas acções de implementação da Lei do Julgado de Menores e estruturas afins, com realce na aplicação de medidas sócio-educativas de prevenção social e criminal em meio aberto ou fechado, destinadas aos menores em risco e em conflito com a lei e sua reinserção social;

g)

Reger e fiscalizar o funcionamento das instituições de atendimento à criança;

h)

Garantir o atendimento à criança e ao adolescente no meio rural, urbano e periurbano;

i)

Colaborar com o Departamento Ministerial encarregue da educação na implementação de programas, metodologias e normas para o desenvolvimento do trabalho pedagógico com crianças da primeira infância;

j)

Colaborar com o Departamento Ministerial encarregue da Saúde e outras instituições afins na aplicação de programas de cuidados primários de saúde e de atendimento às necessidades nutricionais da criança;

k)

Propor políticas de protecção e sócio-educativas destinadas às crianças e adolescentes em risco;

l)

Realizar estudos e documentar os factores que afectam o desenvolvimento harmonioso da criança e definir políticas para a sua prevenção;

m)

Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

A Direcção Nacional da Criança tem a seguinte estrutura orgânica:

a)

Direcção;

b)

Conselho Técnico;

c)

Departamento de Atendimento à Primeira Infância;

d)

Departamento de Atendimento à Criança em Risco;

e)

Departamento de Atendimento à Criança em Conflito com a Lei.

A Direcção Nacional da Criança é dirigida por um Director Nacional.

Compete ao Director:

a)

Dirigir, coordenar e controlar as actividades dos órgãos que compõem a Direcção;

b)

Responder pela actividade da Direcção perante o Ministro ou a quem este delegar;

c)

Representar a Direcção em todos os actos para os quais seja mandatado;

d)

Propor ao Ministro as medidas que julgar convenientes para a execução das actividades da sua competência;

e)

Velar pelo cumprimento da implementação dos projectos e planos superiormente aprovados, bem como todas as orientações superiores;

f)

Propor a nomeação dos titulares de cargos de chefia, técnicos e outros funcionários da Direcção, bem como as admissões, exonerações e mobilidade interna dos técnicos;

g)

Colaborar com o Gabinete de Recursos Humanos na realização de cursos e especializações para os quadros da Direcção;

h)

Elaborar e apresentar periodicamente programas e relatórios da actividade da Direcção;

i)

Submeter ao Ministro todos os assuntos que carecem de resolução superior;

k)

Exercer o poder disciplinar em relação aos funcionários que a si se subordinam, nos termos da legislação vigente;

l)

Apresentar superiormente o plano e o relatório anual de cumprimento das actividades da Direcção;

m)

Exercer as demais tarefas estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

Na ausência ou impedimento, o Director é substituído por um Chefe de Departamento por si indicado, sempre que possível, e autorizado pelo Ministro.

-

O Conselho Técnico é o órgão consultivo e de apoio ao Director Nacional da Criança para a planificação e coordenação de tarefas a desenvolver pela Direcção, avaliar o grau de cumprimento das tarefas planificadas e estabelecer as correcções necessárias, garantindo a uniformidade de princípios e objectivos que devem nortear as acções a desenvolver por cada um dos departamentos.

-

Ao Conselho Técnico compete:

a)

Analisar, discutir e decidir propostas adequadas ao melhor desempenho do trabalho da Direcção;

b)

Recomendar medidas relacionadas com a organização, funcionamento e disciplina da Direcção;

c)

Analisar projectos, planos e relatórios periódicos da actividade da Direcção;

d)

Avaliar o grau de cumprimento dos planos e programas de actividades periódicas dos departamentos;

e)

Discutir e propor as alterações necessárias às linhas de orientação para o eficaz e eficiente funcionamento da Direcção;

f)

Exercer as demais tarefas estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

O Conselho Técnico é convocado e presidido pelo Director e integra:

a)

Chefes de Departamento;

b)

Técnicos superiores.

-

Para além dos membros referenciados no n.º 3, podem participar nas reuniões do Conselho Técnico outras entidades e técnicos que forem expressamente convidados pelo Director.

-

O Conselho Técnico reúne-se ordinariamente, de três em três meses, e extraordinariamente sempre que convocado pelo Director.

O Departamento de Atendimento à Primeira Infância tem as seguintes atribuições:

a)

Aplicar as políticas de trabalho relativas ao estabelecimento de um sistema nacional de desenvolvimento e cuidados para a primeira infância;

b)

Elaborar projectos para o desenvolvimento da primeira infância;

c)

Avaliar, em colaboração com o Ministério da Educação e a Escola de Formação de Técnicos do Serviço Social, a aplicação de normas e currículos de educação e cuidados na primeira infância;

d)

Alargar e melhorar a qualidade de atendimento das crianças na primeira infância;

f)

Colaborar com o Ministério da Saúde nos programas de saúde e de nutrição das crianças da primeira infância;

g)

Elaborar com os serviços competentes do Ministério o quadro de necessidades e critérios de distribuição dos recursos financeiros e materiais destinados à primeira infância;

h)

Manter actualizados os dados estatísticos e informações referentes à área da primeira infância;

i)

Assegurar o acesso das crianças com deficiência aos serviços de atendimento à primeira infância e de intervenção precoce;

j)

Estudar mecanismos de alargamento da educação básica nas comunidades;

k)

Promover programas de sensibilização à sociedade sobre o desenvolvimento da primeira infância, através dos meios de comunicação social;

l)

Colaborar com a Direcção Nacional de Acção Social na criação de instituições de atendimento à primeira infância nos centros sociais;

m)

Controlar o cumprimento de normas e regulamentos nas instituições de primeira infância com carácter assistencial ou público;

n)

Exercer as demais tarefas estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

O Departamento de Atendimento à Primeira Infância é dirigido por um Chefe de Departamento.

O Departamento de Atendimento à Criança em Risco tem as seguintes atribuições:

a)

Avaliar a execução de programas e projectos de aplicação das normas organizativas e regulamentos para as crianças em risco;

b)

Orientar e avaliar as acções que visam a protecção sócio-educativa das crianças em risco;

c)

Analisar e programar, com os outros organismos, acções de ajuda às crianças com problemas sócio-económicos;

d)

Apoiar e controlar as instituições integradas no sistema assistencial, que visam a protecção e educação das crianças separadas de seus familiares;

e)

Definir critérios e princípios de organização psico-pegagógica com relação a vida das crianças separadas dos seus familiares;

f)

Implementar alternativas de atendimento às crianças e adolescentes na comunidade;

g)

Desenvolver acções de protecção social da criança trabalhadora;

h)

Expandir a assistência e as actividades de desenvolvimento com a intervenção da comunidade para as crianças em situação de risco, com deficiência e traumatizadas;

i)

Definir mecanismos para a diminuição do abuso ou negligência e maus tratos de crianças;

j)

Colaborar com a Direcção Nacional de Integração Social da Pessoa com Deficiência na elaboração de programas de sensibilização junto das comunidades para a aceitação e integração das crianças com deficiência;

k)

Exercer as demais tarefas estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

O Departamento de Atendimento à Criança em Risco é dirigido por um Chefe de Departamento.

atribuições:

a)

Assegurar o tratamento dos menores sujeitos a medidas de prevenção criminal aplicadas pelo Julgado de Menores;

b)

Cooperar e colaborar no funcionamento da Comissão Tutelar de Menores nos autos que requeiram encaminhamento ao Julgado de Menores ou na fase de reintegração sócio-familiar;

c)

Fomentar a concretização da justiça juvenil em colaboração com os serviços sociais do Julgado de Menores e os Centros de Observação;

d)

Promover, garantir e colaborar no funcionamento dos centros sociais de referência, prevenção, reeducação e internamento;

e)

Promover acções de pesquisa e estudo dos índices da delinquência juvenil e propor medidas preventivas;

f)

Colaborar com os órgãos afins nos programas de educação e ensino e de formação profissional;

g)

Elaborar relatórios de desenvolvimento sócio-educativo dos menores internados, propondo ao Julgado de Menores novas medidas;

h)

Propor medidas de reintegração social das crianças em conflito com a lei;

i)

Exercer outras tarefas estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

O Departamento de Atendimento à Criança em Conflito com a Lei é dirigido por Chefe de Departamento.

-

O Chefe de Departamento programa, organiza, dirige, coordena toda a actividade do Departamento, de acordo com a legislação em vigor e com as directrizes do Director Nacional, tendo em vista o bom desempenho das atribuições a si atribuídas.

-

Para o efeito do disposto no número anterior, compete ao Chefe de Departamento:

a)

Assegurar a execução das tarefas do Departamento;

b)

Controlar, dirigir e coordenar todas as actividades dos técnicos que a si se subordinam;

c)

Despachar com o Director sobre matérias da respectiva área;

d)

Coordenar as actividades e manter a disciplina necessária na respectiva área;

e)

Elaborar, periodicamente, os planos de actividade e respectivos relatórios do seu cumprimento;

f)

Exercer as demais tarefas estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

Na ausência ou impedimento, o Chefe de Departamento deve propor superiormente, sempre que possível, o seu substituto.

Os quadros de pessoal do regime geral e especial e o organigrama da Direcção Nacional da Criança são os constantes dos mapas Anexos I, II e III ao presente Regulamento, do qual são partes integrantes.

Secretariado com as seguintes atribuições:

a)

Executar a actividade administrativa sobre o registo e distribuição do expediente da Direcção;

b)

Colaborar com as demais áreas na realização das actividades administrativas para o bom funcionamento da Direcção;

c)

Organizar a documentação, correspondência e processos recepcionados pela Direcção;

d)

Assegurar o funcionamento da Direcção com material de consumo corrente;

e)

Encaminhar as visitas e secretariar as reuniões da Direcção;

f)

Participar no controlo da assiduidade dos funcionários e elaborar a efectividade do pessoal da Direcção;

g)

Velar pelo serviço de arquivo, registo, informação e outros elementos da actividade da Direcção;

h)

Elaborar o plano de férias dos funcionários afectos à Direcção;

i)

Exercer as demais tarefas estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

O Secretariado é coordenado por um técnico indicado pelo Director Nacional da Criança.

O Ministro, João Baptista Kussumua.

ANEXO I

Quadro de Pessoal a que se Refere o

ANEXO II

Quadro de Pessoal do Regime Especial a que se Refere o

O Ministro, João Baptista Kussumua.

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