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Decreto Presidencial n.º 63/15

Decreto Presidencial n.º 63/15

09/03/2015Em vigor8 artigos

Instituição
Presidente da República
Publicação
Diário da República I Série n.º 31 de 9 de Março de 2015
Data
09/03/2015
Área
Administrativo e Contratação Pública
Vigência
Em vigor
Fonte
Publicação oficial verificada
Artigos
8
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Em vigor: nenhum diploma da base o revoga.

Última conferência registada

21/10/2026 · Diário da República I Série n.º 31 de 9 de Março de 2015

Efeitos registados: início por confirmar.

Consultar publicação conferida

Índice

  1. Preâmbulo
  2. Art. 1.ºAprovação
  3. Art. 2.ºRevogação
  4. Art. 3.ºDúvidas e omissões
  5. Art. 4.ºEntrada em vigor
  6. Art. 1.ºAprovação
  7. Art. 2.ºAumento de Investimento
  8. Art. 3.ºDúvidas e omissões
  9. Art. 4.ºEntrada em vigor

Preâmbulo

Decreto Presidencial n.º 63/15

de 9 de Março

Considerando o facto de Angola localizar-se numa zona

susceptível à ocorrência de fenómenos atmosféricos intensos,

como descargas atmosféricas, há necessidade de adoptar-se

medidas eficientes e eficazes que permitam a redução dos

riscos causados por este tipo de fenómenos;

Havendo necessidade de se aprovar a Norma Angolana

sobre a Protecção Contra Descargas Atmosféricas, instrumento

de carácter técnico que regula o uso, a instalação, inspecção

e a manutenção de sistemas contra descargas atmosféricas,

fazendo recurso às melhores práticas intemacionais, adaptadas

à realidade angolana;

O Presidente da República decreta, nos termos da alínea 1)

do artigo 120.º e do n.º 3 do artigo 125.º, ambos da Constituição

da República de Angola, o seguinte:

[arço de 2015 I Série — N.º 31

Preço deste número - Kz: 550,00

TURA O preço de cada linha publicada nos Diários

Ano | da República 1.º e 2.º série é de Kz: 75.00 e para

1.

Kz: 470615.00 [a 3º série Kz: 95.00, acrescido do respectivo

1.

.. Kz:277 900.00 | imposto do selo, dependendo a publicação da

1 Kz: 145 500.00 | 3.º série de depósito prévio a efectuar na tesouraria

1.

Kz: 115470.00 | da Imprensa Nacional - E. P.

Artigo 1.º#

Aprovação

É aprovada a Norma Angolana sobre a Protecção Contra

Descargas Atmosféricas, anexa ao presente Decreto Presidencial

e que dele é parte integrante.

Artigo 2.º#

Revogação

É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no

presente Diploma.

Artigo 3.º#

Dúvidas e omissões

As dúvidas e omissões suscitadas na interpretação e

aplicação do presente Decreto Presidencial são resolvidas

pelo Presidente da República.

Artigo 4.º#

Entrada em vigor

O presente Diploma entra em vigor na data da sua publicação.

Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos

29 de Outubro de 2014.

Publique-se.

Luanda, aos 31 de Dezembro de 2014.

O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.

NORMA ANGOLANA SOBRE PROTECÇÃO

CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

Preâmbulo

O Instituto de Normalização e Qualidade (TANORQ) foi

criado a 25 de Outubro de 1996, através do Decreton.º 31/96,

n.º 45,1 Série, e revogado pelo Decreto Executivo Conjunto

n.º 44/05, de 11 de Abril.

O Regulamento do Sistema Angolano da Qualidade

aprovado pelo Decreto n.º 83/02, de 6 de Dezembro, confere

ao IANORQ as atribuições de assegurar a efectivação dos

princípios básicos de credibilidade, abertura, aplicabilidade

e de gestão integrada pelos quais se rege o sistema de infra-

-estruturas institucionais para a qualidade em Angola.

No contexto da Normalização, o IANORQ é a instituição

responsável pela elaboração e promulgação das Normas

Angolanas, bem como pela revisão periódica das mesmas.

Compete-lhe também, em conjunto com outros organismos,

fomentar a adopção e aplicação das Normas Angolanas em

todo o território nacional.

As Normas Angolanas visam divulgar, aplicar e consolidar

metodologias e elementos técnicos de modo a harmonizar e

desenvolver as práticas da qualidade e de Sistemas de Gestão,

nas organizações angolanas produtoras de bens e serviços.

A elaboração da Norma Angolana orienta-se por princípios

fundamentais e procedimentos documentados, aplicados à

generalidade dos países. Os princípios são os do «Código

de Boas Práticas para Elaboração, Adopção e Aplicação de

Normas», Anexo 3 do Acordo sobre os Obstáculos Técnicos

ao Comércio da Organização Mundial do Comércio. Tais

procedimentos, embora variem de país para país, seguem em

linhas gerais as práticas adoptadas no quadro dos trabalhos da

Organização Internacional de Normalização (ISO).

Introdução

A presente Norma especifica, no estado actual do conhecimento e da tecnologia, os requisitos para conceber um projecto

para uma protecção satisfatória contra descargas atmosféricas,

das estruturas (tais como prédios, instalações, equipamentos,

entre outras) e áreas abertas (áreas de armazenamento, áreas de

lazer ou desportivas, entre outras) por sistemas de protecção

contra descargas atmosféricas e fornece as directivas sobre

os meios para realizar esta protecção.

Uma instalação de protecção contra descargas atmosféricas

concebida e construída de acordo com a presente Norma não

pode, como em tudo o que conceme a fenómenos naturais,

garantir a protecção absoluta de estruturas, pessoas ou objectos.

Contudo, a aplicação desta Norma deve reduzir significativamente o risco de danos causados por descargas atmosféricas

em estruturas ou áreas abertas protegidas.

As disposições descritas na presente Norma representam

as condições mínimas para garantir uma protecção estatisticamente eficaz.

A série de normas internacionais TEC 62305 não trata

da tecnologia de pára-raios com dispositivo de avanço da

ionização. Desta forma, a presente Norma Angolana (NA)

inclui também os requisitos de concepção de um pára-raios

com dispositivo de avanço da ionização, bem como as regras

de instalação de um sistema de protecção contra descargas

atmosféricas mediante este dispositivo.

Esta Norma faz referência à série de normas internacionais

IEC 62305 e utiliza, sempre que necessário, as disposições

nela referidas para a concepção e construção do sistema de

protecção contra descargas atmosféricas.

1.

Objectivo

A presente Norma Angolana (NA) fornece os requisitos

para protecção de uma estrutura contra danos físicos, através

de um Sistema de Protecção contra Descargas Atmosféricas

(SPDA), e para protecção contra lesões em seres vivos devido

a tensões de contacto e tensões de passo na vizinhança do

SPDA. Esta Norma fornece princípios gerais a serem aplicados

para protecção de estruturas contra descargas atmosféricas,

incluindo não apenas seres vivos mas também os serviços e

conteúdo, e aplica-se a:

Projecto, instalação, inspecção e manutenção de um

SDPA sem limitação de altura;

Estabelecimento de medidas de protecção contra lesões

a seres vivos devido ao contacto e tensões de passo.

A presente NA fornece, também, um procedimento de avaliação

de risco para uma estrutura devido a descargas atmosféricas.

Finalmente, a presente NA fomece igualmente informações

relativas às características dos sistemas de detecção avançada

de trovoadas assim como informações para avaliar os dados

relativos às descargas atmosféricas em tempo real e/ou dados

sobre a acumulação eléctrica de uma tempestade de modo a

colocar em prática medidas preventivas contra os perigos que

representam as descargas atmosféricas.

2.

Referências Normativas

Os documentos a seguir mencionados foram utilizados para

a elaboração da presente Norma e devem ser usados como

referência para a aplicação da mesma. Para referências não

datadas, aplica-se a última edição do documento referenciado

(incluindo as emendas).

NP4426:2013 - Protecção contra descargas atmosféricas. Sistemas com dispositivo de ionização não

radioactivo

NF C 17-102:2011 - Protection against Lightning Early

streamer emission lightning protection systems

Protecção contra descargas atmosféricas - Sistemas com

dispositivo de ionização não radioactivo

IEC 62305-1 Ed2.0: 2010 Protection against lightning

- Part 1: General principles

Protecção contra descargas atmosféricas - Parte 1:

Requisitos Gerais

IEC 62305-2 Ed2.0: 2010 Protection against lightning

- Part 2: Risk management

Protecção contra descargas atmosféricas - Parte 2:

Gestão do Risco

IEC 62305-3 Ed2.0: 2010 Protection against lightning

- Part 3: Ploysical damage to structures and life

hazard

Protecção contra descargas atmosféricas - Parte 3: Danos

fisicos a estructuras e riscos humanos

IEC 62305-4 Ed2.0: 2010 Protection against lightning - Part 4: Electrical and electronic systems

within structures

Protecção contra descargas atmosféricas - Parte 4:

Sistemas eléctricos e eléctronicos em estruturas

IEC 62561 Lightning protection system components

(LPSC)

Componentes do sistemas de protecção contra descargas atmosféricas

EN 50550:2011 Power frequency overvoltage protective device for household and similar applications

Dispositivos de protecção contra sobretensões para

casas e aplicações similares

IEC 61643-111 Low-voltage surge protective devices

- Part 11: Surge protective devices connected to

low-voltage power systems - Requirements and tests

Dispositivos de protecção contra as sobretensões

conectados às redes de distribuição de baixa tensão - Parte 11: Requisitos e ensaios

IEC 61643-12 Low-voltage surge protective devices

- Part 12: Surge protective devices connected to

Low-voltage power distribution systems - Selection and application principles

Dispositivos de protecção contra as sobretensões

conectados às redes de distribuição de baixa tensão - Parte 1 2: Selecção e princípios de aplicação

EN 50536:2011 Protection against lightning - Thunderstorm warning systems

Protecção contra descargas atmosféricas - Detectores

de Trovoada

SANS 10313:2010 Protection against lightning - Plnsical damage to structures and life hazard

Protecção contra descargas atmosféricas - Danos físicos

a estructuras e riscos humanos

3.

Termos e Definições

Para efeitos desta NA, aplicar-se-ão as seguintes definições:

3.

1. Acções preventivas

Acções de natureza temporária, tomadas com base na

informação preventiva e previstas nos planos de emergência

de cada actividade, serviço ou colectividade.

3.

2. Alarme

Informação indicando que o objecto está susceptível a ser

afectado por descargas atmosféricas e eventos relacionados.

3.

3. Anel de terra

Eléctrodo de terra formado por um circuito fechado,

podendo realizar-se debaixo da terra ou à superfície.

3.

4. Arco perigoso

Arco eléctrico causado por uma descarga atmosférica que

provoca danos físicos dentro da estrutura a proteger.

3.

5. Barra de ligação equipotencial

Também designado como barramento de equipotencial, é

utilizada para ligar os componentes naturais, condutores de

baixada, condutores de terras, bainhas, blindagens que protegem

os condutores e cabos de telecomunicações ou outro sistema

de protecção contra descargas atmosféricas.

3.

6. Caixa de medição de terra

Dispositivo concebido e colocado de modo a facilitar os

ensaios e medições eléctricas dos elementos do sistema de

protecção contra descargas atmosféricas.

NOTA — Este dispositivo pode chamar-se ligador amovível

ou Junta de controlo.

3.

7. Classe de SPDA

Número da classificação de um SPDA de acordo com o

nível de protecção (N,) para o qual está desenhado.

3.

8. Componente do risco (RX)

Risco parcial que depende da causa e do tipo de dano.

3.

9. Componente natural

Elemento condutor que faz parte da estrutura, não instalado

especificamente para a protecção de descargas atmosféricas,

mas que pode ser usado em conjunto com o SPDA ou, em

alguns casos, funcionar como uma ou mais partes do SPDA.

NOTA — Exemplos do uso deste termo incluem:

Dispositivo captor natural;

Condutor de baixada natural;

Eléctrodo de terra natural.

3.

10. Condutor de baixada

Parte do sistema externo de protecção contra descargas

atmosféricas que se destina a conduzir a corrente da descarga

atmosférica desde o dispositivo captor até ao sistema de terra.

3.

11. Corrente de choque A)

Corrente de pico Bico definida por uma carga Q e uma

energia específica W/R.

3.

12. Danos físicos

Danos que afectam a estrutura, conteúdo ou um serviço,

devido aos efeitos mecânicos, térmicos, químicos e explosivos

das descargas atmosféricas.

3.

13. Densidade de descargas atmosféricas N)

Número de descargas atmosféricas por km? por ano.

3.

14. Descarga ao solo (CG)

Descarga eléctrica de origem atmosférica entre a nuvem

e o solo, consistindo em um ou mais impactos.

3.

15. Descarga atmosférica

Descarga eléctrica produzida por uma trovoada. Esta

descarga poderá ocorrer no seio de uma nuvem, entre nuvens,

entre o ar e nuvens, entre a nuvem e o solo ou entre o solo

e a nuvem.

3.

16. Descarga entre nuvem ([C)

Descarga atmosférica que nunca atinge o solo, podendo ser

uma descargano interior da nuvem, entre nuvens ou nuvem-ar.

NOTA — Por extensão, o termo «interior da nuvem»

(IC) às vezes engloba o conjunto da descarga total da nuvem.

3.

17. Detectores de trovoada

Equipamento capaz de avaliar um ou mais parâmetros

associados com o mecanismo eléctrico da trovoada.

NOTA — Os detectores de trovoada poderão ser constituídos

por um detector simples ou uma rede de detectores interligados.

3.

18. Dispositivo captor

Parte do sistema externo do SPDA que utiliza elementos

metálicos, tais como pontas, PDI, malhas protectoras ou

condutores suspensos, destinados a interceptar os raios.

3.

19. Dispositivo de teste remoto do PDI

Componente que permite comprovar à distância o correcto

funcionamento do pára-raios após instalação.

3.

20. Distância de separação

Distância entre duas partes condutoras na qual nenhum

arco perigoso pode ocorrer.

3.

21. Eficácia do PDI (AT)

Diferença, em microssegundos, entre o tempo de emissão

do traçador ascendente de um dispositivo captor PDI e um

dispositivo captor de haste simples (PHS), medido em laboratório sob as condições definidas no presente documento.

Também identificado como ganho no tempo à iniciação do

traçador ascendente, ou simplesmente avanço à ionização.

3.

22. Eléctrodo de terra

Parte do sistema de terra responsável pelo contacto eléctrico

directamente com a terra, dispersando a corrente de descarga

para o solo.

3.

23. Elementos condutores externos

Elementos metálicos que entram ou saem da estrutura a

ser protegida, tais como canalizações, elementos de cabos

metálicos, condutas metálicas, entre outros, que podem

transportar uma parte da corrente de descarga.

3.

24. Equipotencialização

Interligação ao SPDA de elementos condutores externos,

através de ligação directa ou disruptor de equipotencialização,

para reduzir a diferença de potencial causada pela corrente

de descarga.

3.

25. Estrutura a proteger

Estrutura para a qual é necessária a protecção contra os efeitos

de descargas atmosféricas de acordo com a presente Norma.

NOTA — A estrutura a proteger pode fazer parte de uma

estrutura de maiores dimensões.

3.

26. Estruturas com risco de explosão

Estruturas contendo materiais explosivos sólidos ou zonas

perigosas, conforme determinado nas Normas IEC 60079-10-1

enaIEC 60079-10-2.

3.

27. Estruturas perigosas para o ambiente

Estruturas que possam estar na origem de emissões biológicas, químicas eradioactivas, no seguimento de um impacto

de descarga atmosférica, tais como locais com substâncias

químicas, p etroquímicas, nucleares, entre outros.

3.

28. Evento perigoso (LRE)

Descarga eléctrica numa estrutura ou na proximidade

de uma estrutura a proteger; ou numa linha ou perto de uma

linha ligada à estrutura a proteger e que poderá causar danos.

3.

29. Explosor de isolamento

Componente que isola as várias partes condutoras da

instalação, com uma distância de descarga.

NOTA — Em caso de descarga atmosférica, as partes da

instalação são temporariamente ligadas segundo a capacidade

de descarga.

3.

30. Falha de sistemas eléctricos e electrónicos

Danos p ermanentes nos sistemas eléctricos e electrónicos

devido a um CAED.

3.

31. Choque atmosférico electromagnético da descarga

atmosférica (CAED)

Efeitos electromagnéticos da corrente da descarga atmosférica.

NOTA — Compreende as sobretensões conduzidas, bem

como os efeitos do campo electromagnético.

3.

32. Instalações metálicas

Peças de metal na estrutura a ser protegida, que podem

formar um caminho para a corrente de descarga, tais como

condutas, escadas, guias para elevadores, ventilação, condutas

de aquecimento e ar condicionado, aço reforçado interconectado

ou peças metálicas estruturais.

3.

33. Lesões de seres vivos

Ferimentos ou lesões permanentes, incluindo resultantes em

morte, de pessoas ou animais, devido às tensões de contacto

e de passo causados por uma descarga atmosférica.

3.

34. Ligação equipotencial

Interligação ao SPDA, das partes condutoras separadas de

uma instalação por ligações directas ou através de protectores

de sobretensões, reduzindo as diferenças de potencial causadas

pela corrente de descarga atmosférica.

3.

35. Linha

Linha de potência ou de telecomunicação ligada a uma

estrutura a proteger.

3.

36. Medidor do campo eléctrico (FSM)

Dispositivo que monitoriza de forma contínua o campo

electrostático atmosférico associado às trovoadas (exemplo:

moinho de campo).

3.

37. Nível de aviso

Estado actual do alarme.

3.

38. Nível de protecção contra descargas atmosféricas (N,)

Valor associado ao conjunto de parâmetros da corrente

da descarga atmosférica, indicando a probabilidade de que

os valores de concepção máximo e mínimo associados não

serão ultrapassados se a descarga atmosférica aparecer de

uma forma natural.

NOTA — O nível de protecção contra descargas atmosféricas é utilizado para projectar as medidas de protecção;

depende do jogo de parâmetros adequados da corrente da

descarga atmosférica.

3.

39. Número de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas com impacto na proximidade de uma

estrutura (N,)

Número médio anual de eventos perigosos previsível,

devido a impacto de descargas atmosféricas na proximidade

de uma estrutura.

3.

40. Número de eventos perigosos causados por impacto

de descargas atmosféricas na proximidade de uma linha (N,)

Número médio anual de eventos perigosos previsível,

devido a impacto de descargas atmosféricas na proximidade

de uma linha.

3.

41. Número de eventos perigosos devido a descargas

atmosféricas com impacto sobre uma estrutura (N,)

Número médio anual de eventos perigosos previsível,

devido a impacto de descargas atmosféricas numa estrutura.

3.

42. Número de eventos perigosos devido a descargas

atmosféricas com impacto sobre uma linha (N,)

Número médio anual de eventos perigosos, previsíveis,

causados por descargas atmosféricas devido a impacto sobre

uma linha.

3.

43. Pára-raios com dispositivo de ionização (PDTI)

Pára-raios que, nas mesmas condições, gera um traçador

ascendente de inicialização mais rápido que um pára-raios

de ponta simples.

NOTA — Um pára-raios com dispositivo de ionização é

composto por uma ponta de captura, um dispositivo de ionização, um elemento de fixação e uma ligação aos condutores

de baixada.

3.

44. Pára-raios de haste simples (PHS) de referência

Haste metálica de forma geométrica definida na presente

Norma a fim de servir como referência.

3.

45. Perda (L)

Valor médio de perdas (pessoas e bens) resultantes de

umttipo específico de dano devido a um evento perigoso, em

relação ao valor (de pessoas e bens) do objecto a proteger.

3.

46. Ponto de impacto

Local onde uma descarga atmosférica entra em contacto

com a terra, estrutura ou sistema protecção contra descargas atmosféricas.

3.

47. Probabilidade de dano (P)

Probabilidade de um evento perigoso causar danos a, ou

dentro de, uma estrutura a proteger.

3.

48. Protectores coordenados

Conjunto de protectores de sobretensão, coordenados e

instalados correctamente para reduzir danos nos equipamentos

eléctricos e electrónicos de telecomunicações e de dados.

3.

49. Protector de sobretensões (SPD)

Dispositivo destinado a limitar as sobretensões transitórias

€ a escoar as correntes da descarga atmosférica. Inclui, pelo

menos, um componente não linear.

3.

50. Risco (R)

Valor da perda média anual, de pessoas e bens, devido a

descargas atmosféricas, em relação ao valor total de pessoas

e bens do objecto a proteger.

3.

51. Risco tolerável (R)

Valor máximo de risco que pode ser tolerado pela estrutura

a proteger.

3.

52. SPDA isolado

SPDA, no qual o seu dispositivo captor e respectivo

condutor de baixada estão posicionados de maneira a que o

caminho da corrente da descarga não entre em contacto com

a estrutura a proteger.

NOTA — Num SPDA isolado os arcos perigosos entre o

SPDA e a estrutura são evitados.

3.

53. SPDA não isolado

SPDA, no qual o seu dispositivo captor e respectivo

condutor de baixada estão posicionados de maneira a que o

caminho da corrente da descarga pode estar em contacto com

a estrutura a proteger.

3.

54. Sistema de aviso de trovoadas (TWS)

Sistema composto por detectores de trovoadas capazes de

monitorizar, na zona de monitorização, a actividade tempestuosa

e, mediante um sistema de processamento de dados, elaborar

um aviso válido relativo a eventos associados à trovoada para

um determinado objecto.

3.

55. Sistema de medidas de protecção contra CAED

(SMPT)

Instalação completa de medidas de protecção contra CAED

para os sistemas internos.

3.

56. Sistema de protecção contra descargas atmosféricas (SPDA)

Sistema completo usado para reduzir os danos físicos devido

às descargas atmosféricas numa estrutura, compreendendo

tanto os sistemas de protecção externos como os internos.

3.

57. Sistema de terra

Parte de um SPDA projectado para conduzir e dissipar a

corrente da descarga atmosférica no solo.

3.

58. Sistema externo de protecção contra descargas atmosféricas

Parte do sistema de protecção contra descargas atmosféricas

constituído por elementos captores, condutores de baixada e

sistemas de terra.

3.

59. Sistema interno

Compreende as instalações eléctricas e electrónicas dentro

de uma estrutura.

3.

60. Superfície de captura equivalente de uma estrutura

(A)

Superfície do solo plana sujeita ao mesmo número de

descargas atmosféricas que a estrutura a proteger.

3.

61. Tempo de resposta (LT)

Tempo que decorre entre o início do alarme e o instante

efectivo de aparição do primeiro evento associado à trovoada

sobre o objecto.

3.

62. Tensão nominal de impulso suportada (U )

Valor da tensão de impulso definido pelo fabricante, para

o equipamento ou parte dele, caracterizando a capacidade

específica do seu isolamento suportar a sobretensão.

NOTA — Para fins desta Norma, apenas se considera a

tensão suportada entre os condutores activos e a terra.

3.

63. Trovoada

Trovoada local produzida por uma nuvem cúmulo-nimbo

acompanhada de descargas atmosféricas e trovões.

3.

64. Zona de protecção contra descargas atmosféricas

(ZPDA)

Zona onde o ambiente electromagnético da descarga

atmosférica é definido.

NOTA — Às fronteiras de uma ZPDÁA não são necessariamente físicas (por exemplo, paredes, tecto, pavimento,

entre outros).

3.

65. Zona de uma estrutura (Z)

Parte de uma estrutura, cujas características são homogéneas e em que um conjunto de parâmetros são utilizados para

avaliar um componente de risco.

4.

Cálculo de Risco

4.

1. Explicação dos termos

4.

1.1. Danos e perdas

4.

1.1.1. Fonte dos danos

A corrente da descarga atmosférica é a principal fonte

dos danos. As seguintes origens são definidas pelo ponto de

impacto (ver Tabela 1):

SI: Impacto directo na estrutura;

S2: Impacto na vizinhança da estrutura;

S3: Impacto directo numa linha ligada à estrutura;

S4: Impacto na vizinhança de uma linha ligada à estrutura.

4.

1.1.2. Tipos de danos

Os danos causados pela descarga atmosférica dependem

das características dos objectos a proteger. Algumas das

características mais importantes são o tipo de construção, o

conteúdo e função, o tipo de serviço e as medidas de protecção existentes.

Para aplicações práticas da análise do risco, é aconselhável distinguir entre três tipos básicos de danos que podem

aparecer como consequências das descargas. Estes tipos são

os seguintes (ver Tabela 1):

DI: Danos em pessoas e animais;

D2: Danos físicos;

D3: Falha nos sistemas eléctricos e electrónicos.

Os danos na estrutura, causados pela descarga atmosférica

podem ser limitados a uma parte da estrutura ou podem estender-

-se a toda a estrutura. Pode envolver estruturas próximas ou

o ambiente (exemplo: emissões químicas ou radioactivas).

4.

1.1.3. Tipo de perdas

Cada tipo de dano, só ou associado a outros, pode provocar

perdas diferentes consecutivas nos objectos a proteger. O

tipo de perda que pode surgir depende das características do

próprio objecto e do seu conteúdo.

Os tipos de perdas a serem levados em consideração (ver

Tabela 1) são:

L1: perdas de vidas humanas;

L2: perdas de serviços públicos;

L3: perdas de bens culturais, antigos;

L4: perdas de valores económicos (estruturas e seus

conteúdos).

Tabela 1 — Fonte de danos, tipos de danos e tipos de

perdas de acordo com o ponto de impacto

= : e EL

| Ponto de impacto | Fonte do dano | Tipade AI RETA

em)

co:

Ss | D2 LIL213,14

D3 LI; 12,14

| ai Eli,

| s2 D3 LI? 1,14

| |

—

ES/ESE

| D3 LES Ta;

| " j S4 D3 LI, 12,14

| VamemES de explosão, hospitais ou outras estruturas onde falhas dos sistemas

Internos possam de imediato pôr em risco vidas humanas.

bh)

Só para propriedades onde se possam perder animais, Ú

4.

1.2. Risco e componentes de risco

4.

1.2.1. Risco

O risco «R> é o valor médio anual de perdas prováveis.

Deve avaliar-se o risco relevante para cada tipo de perda que

possa surgir numa estrutura ou num serviço. Os riscos a serem

avaliados numa estrutura podem ser os seguintes:

R1: risco de perda de vidas humanas (incluindo lesões

permanentes);

R2: risco de perda de serviços públicos;

R3: risco de perdas de bens culturais antigos;

R4: risco de perdas de valores económicos.

Para avaliar orisco, «R>», as componentes relacionadas do

risco (risco parcial dependendo da fonte e do tipo de perda)

devem ser definidas e calculadas.

Cada risco, «R», é a soma das componentes do risco.

Quando se calcula um risco, as componentes do risco podem

ser agrupadas de acordo com a fonte de dano e tipo de dano.

4.

1.2.2. Componentes do risco para uma estrutura

devido a impacto directo na estrutura

R,: componente relacionada com os danos provocados

em seres vivos, causados pelo contacto e tensões de passo

dentro de uma estrutura e nas zonas até três metros no exterior

do edifício. Podem ocorrer perdas do tipo L1 e, no caso de

as estruturas conterem explorações de gado, podem ocorrer

perdas do tipo 4 (perda de animais);

NOTA — Em estruturas especiais, as pessoas podem ser

postas em risco por impactos directos como, por exemplo,

nos andares mais altos de um parque de estacionamento ou

estádio. Nestes casos, podem ser considerados os princípios

desta Norma.

R,: Componentes relacionados com danos provocados

por arcos perigosos no interior da estrutura, provocando fogo

ou explosão, que podem, também, pôr em perigo o ambiente.

Nesta situação poderão ocorrer todo o tipo de perdas (L1,

L2, L3 eLA4).

R.: Componente relacionada com a falha de sistemas

internos causados por CAED. Perdas do tipo L2 podem ocorrer

em todos os casos, juntamente com L1 no caso de estruturas

com risco de explosão, hospitais ou outras estruturas onde

falhas nos sistemas internos possam de imediato pôr em

perigo vidas humanas.

4.

1.2.3. Componente do risco para uma estrutura em

que a descarga atmosférica cai na sua vizinhança

R,,: Componente relacionada com a falha de sistemas

internos, causados por CAED. Perdas do tipo L2 e L4 podem

ocorrer em todos os casos, juntamente com tipo L1 no caso de

estruturas comrisco de explosão, hospitais ou outras estruturas

onde falhas dos sistemas internos possam de imediato pôr em

perigo vidas humanas.

4.

1.2.4. Componentes do risco para uma estrutura em

que a descarga atmosférica caia sobre uma linha ligada

à estrutura

R,;: Componente relacionada com danos provocados em

seres vivos, causados por choques de contacto no interior

da estrutura. Perdas do tipo L1 e, no caso de propriedades

agrícolas, perdas do tipo L4 com possíveis perdas de animais.

R,: Componente relacionada com danos físicos (fogo ou

explosão provocados por arcos perigosos entre instalações

Tabela 2 — Componentes do risco a serem consi

==

ESTES Na E

or e ra

eo e | '

as

ao [e | e | '

a)

Apenas para estruturas com risco de explosão para hospitais com equipam

ponham em perigo imediato, vidas humanas.

b)

Apenas para propriedades onde possa ocorrer perda de animais.

externas e partes metálicas, geralmente no ponto de entrada da

linha na estrutura) devido à corrente de descarga transmitida

pelo ou ao longo das linhas de entrada. Podem ocorrer todos

os tipos de perdas (L1, L2, L3 e L4).

R ,: Componenterelacionada com falhas no sistema interno

causadas por sobretensões induzidas nas linhas de entrada e

transmitidas à estrutura. Perdas do tipo L2 e L4 podem ocorrer

em todos os casos, juntamente com tipo L1 de estruturas com

risco de explosão, hospitais ou outras estruturas onde a falha

dos sistemas intemos possam pôr, imediatamente, em perigo

vidas humanas.

NOTAS

1.

As linhas ater em conta para esta análise são apenas as

linhas que entram na estrutura.

2.

Descargas que atinjam directamente, ou que impactem

perto de tubagens, não são consideradas como fonte de dano,

baseando-se na ligação de tubos a uma barra de equip otencialidade. Se uma barra de ligação equipotencial não for fomecida,

também deve ser considerada uma ameaça.

4.

1.3. Composição dos componentes do risco relacionados com a estrutura

As componentes do risco a considerar para cada tipo de

perda na estrutura são apresentadas em seguida:

R1: Risco de perda de vidas humanas

R1 =R,, +TRj, TR +Ry ? TR, +R, + Rr, + R, ? (e)

%* Apenas para estruturas com risco de explosão para

hospitais com equipamentos eléctricos de salvamento de vida e outras estruturas onde falhas

no sistema interno ponham em perigo imediato,

vidas humanas.

R2: Risco de perdas de serviços públicos

R2 - R,, + RR, + R, + R,, + Rm + R,, (O

R3: Risco de perdas de bens culturais antigos

Ra: Ri o ds erdas de valores económicos 6)

R4 - RP + R;, + R., + Ryt RR, » + Ry, + Ry,F R7, )

?” Apenas para propriedades onde possa ocorrer perda

de animais

As componentes do risco correspondentes a cada tipo de

perda estão também combinadas na Tabela 2.

deradas para cada tipo de perda numa estrutura

Ss2 ligada à estrutura S3 ligada à estrutura S4

do |

ES ESET

EMEA

EMEA

KNESESP

entos eléctricos de salvamento de vida e outras estruturas onde falhas no sistema intemo

Para mais detalhes sobre os factores que influenciam as

componentes de risco consultar a Norma IEC 62305-2.

4.

2. Avaliação do risco

4.

2.1. Procedimento básico

Devem ser aplicados os seguintes procedimentos:

Identificação do objecto a proteger e das suas

características;

Identificação de todas as possíveis perdas que possam

ocorrer na estrutura, bem como dos correspondentes riscos relacionados R (R1 a R4);

Avaliação do risco R para cada tipo de perda (R1 a R4);

Avaliação da necessidade de protecção, pela comparação do risco RI, R2 e R3 para uma estrutura com

o risco tolerável RT;

Avaliação do custo efectivo da protecção, comparativamente com o custo total de perdas sem medidas de

protecção. Neste caso, a análise das comp onentes

dorisco R4 para a estrutura devem ser calculadas

com o intuito de avaliar estes custos.

4.

2.2. Estrutura a ser considerada para o cálculo do risco

As estruturas a considerar incluem:

A própria estrutura;

Instalações na estrutura;

Conteúdo da estrutura;

Pessoas na estrutura ou que estejam em zonas afastadas

no máximo de três metros no exterior da estrutura;

Vizinhança afectada pelos danos da estrutura.

A protecção não inclui linhas conectadas fora da estrutura.

NOTA: A estrutura considerada pode ser dividida em

várias zonas (ver ponto 4.3.7)

4.

2.3. Risco tolerável R,

A definição do valor tolerável do risco é da responsabil1-

dade da autoridade que tem a jurisdição da estrutura. Valores

representativos R,, toleráveis, onde as descargas atmosféricas

envolvem a perda de vidas humanas ou perdas de valores

sociais ou culturais, são apresentados na Tabela 3.

Tabela 3- Valores típicos de riscos toleráveis RT

Em princípio, para perdas de valor económico (L4), a via a

seguir é uma comparação do custo/benefício. Se os dados para

esta análise não estão disponíveis, podem ser usados valores

representativos do risco tolerável com R, = 10º.

4.

2.4. Procedimento específico para avaliar a necessidade de protecção

Os riscos seguintes devem ser considerados aquando

da avaliação da necessidade de protecção contra descargas atmosféricas:

Risco RI, R2 e R3.

Para cada risco a considerar, devem seguir-se as etapas seguintes:

Identificação dos componentes R, que compõem orisco;

Cálculo dos componentes identificadores do risco R,;

Cálculo do risco total R (ver 4.1.2);

Identificação do risco tolerável R,;

Comparação do risco R com o risco tolerável R..

SeR<R, a protecção contra descargas atmosféricas não

é necessária.

SeR>R, devem ser adoptadas medidas de protecção, de

modo a reduzir R para valores inferiores a R, para todos os

riscos aos quais o objecto esteja sujeito.

O procedimento para avaliar a necessidade de protecção

é dado na Figura 1.

NOTAS:

1.

Nos casos em que o risco não possa ser reduzido para

um nível tolerável, o dono da instalação deve ser informado,

ao mesmo tempo que o nível mais elevado de protecção deve

ser aplicado.

2.

Nos locais onde a protecção contra descargas atmosféricas

é exigida pelas autoridades com jurisdição das estruturas com

risco de explosão, devem ser adoptado, pelo menos, um SPDA

de nível II. Excepções à utilização de um SPDA de nível TI

podem ser permitidas quando tecnicamente justificadas e

autorizadas pelas entidades competentes e com Jurisdição

sobre a estrutura. Por exemplo, o uso de um SPDA de nível1 é

permitido em todos os casos, especialmente naqueles em que

o ambiente ou o conteúdo da estrutura é excepcionalmente

sensível aos efeitos das descargas atmosféricas. Além disso,

as autoridades competentes podem p ermitir a implementação

de um SPDA de nível III nos locais com fraca densidade de

descargas e/ou o com conteúdo das estruturas pouco sensível.

3.

Sempre que os danos numa estrutura causados por descargas atmosféricas possam envolver outras estruturas vizinhas

ou ambiente (exemplo: emissões químicas ou radioactivas),

as autoridades comp etentes podem exigir que sejam tomadas

medidas adicionais de protecção das estruturas ou medidas

apropriadas para essas zonas.

4.

2.5. Procedimento para avaliar o custo efectivo

da protecção

Além danecessidade de protecção contra descargas atmosféricas para uma estrutura, pode ser útil calcular os benefícios,

de modo a reduzir as perdas económicas LA.

A avaliação da comparação do risco R4 para uma estrutura

permite ao utilizador avaliar o custo das perdas económicas,

com e sem a adopção de medidas de protecção.

Para determinar o custo efectivo de uma protecção

é necessário:

Identificação das componentes do risco R,, que compõem o risco R4;

Cálculo da identificação dos componentes do risco

R, na ausência das novas/adicionais medidas de

protecção;

Cálculo do custo anual de perdas para cada componente dorisco R,;

Cálculo do custo anual C, das perdas totais na ausência

das medidas de protecção;

Adopção da selecção das medidas de protecção;

Cálculo das componentes do risco R,, que selecciona

as medidas de protecção presentes;

Cálculo anual do custo das perdas residuais devido a

cada componente do risco R,, na estrutura protegida;

Cálculo do custo total anual C,, das perdas residuais com

as medidas de protecção seleccionadas presentes;

Cálculo do custo anual C,,, das medidas de protecção

seleccionadas;

Comparação de custos.

Se C, <C,, + Cy, a protecção contra descargas atmosféricas pode não ser considerada rentável.

SeC =C,, + C,,, as medidas de protecção podem revelar-

-se economicamente benéficas ao longo da vida da estrutura.

estrutura à ser protegida

Para cada tipo de perdas, identificar e cealeular os componentes do risco

Ra. Re. Rc. Rm Ru, Rv., Rw. Rz

não

<>

EL

Instalado?

=

tomponentes de Risco

sum

oa

1.

se RA + RB, não é necessário um SPDA Completo; neste caso são suficientes

SPD(s) de acordo com a norma IEC 62305-3.

Figura 1 — Procedimento de decisão da necessidade de protecção e de seleção

das medidas de protecção

4.

2.6. Selecção das medidas de protecção

À grande parte das medidas de protecção adequadas deve

ser seleccionada pelo projectista, de acordo com a partilha de

cada componente do risco total, R, e em conformidade com

os aspectos técnicos e económicos das diferentes medidas

de protecção.

Devem identificar-se parâmetros e custos, de modo a

determinar a medida mais eficaz que permita reduzir orisco R.

Para cada tipo de perda, há um número de medidas de

protecção que, individualmente ou em combinação, levam à

condição R=R, À solução a ser adoptada deve ser seleccionada

tendo em atenção os aspectos técnicos e económicos. Um

procedimento simplificado para a selecção das medidas de

protecção é mostrado no fluxograma da Figura 1 para estruturas.

No entanto, o projectista tem de identificar as componentes

mais críticas do risco e reduzi-las, tendo também em conta

os aspectos económicos.

4,3. Análise dos componentes do risco para uma estrutura

Na Tabela 4 são apresentados os parâmetros relevantes

para avaliar as componentes do risco.

4.

3.1. Equação base

Cada componente dorisco R,, Rn, Ru Ri R» Ry R; E R,,

como descrito em 4.1, pode ser expresso pela seguinte relação:

RX=N xP, XxL, (5)

Em que,

N, — Número de eventos perigosos por ano (ver 4.4);

P, — Probabilidade de dano de uma estrutura (ver 4.5);

L, — Perda consequente (ver 4.6).

NOTAS:

1.

O número de eventos perigosos, N,, é influenciado pela

densidade de descargas ao solo N) e pelas características do

objecto a proteger, sua vizinhança e solo.

2.

À probabilidade de dano, P,, é influenciada pelas

características físicas do objecto a proteger e pelas medidas

de protecção existentes.

3.

A perda consequente, L,., é influenciada pela utilização

do objecto designado, a afluência de pessoas, o tipo de serviço

prestado ao público, o valor dos bens afectados pelos danos e

as medidas de protecção existentes para limitar a quantidade

de perdas.

Tabela 4 — Parâmetros relevantes para avaliação

dos componentes de risco

[mm | mare — [eme

E es 55

causar

[OR [ faemssseames | 6 |

causar

estrutura causar

Z

4.

3.2. Análise das componentes do risco devido a impactos

directos de descargas na estrutura (S1)

Para avaliar as componentes dos riscos relacionados com

os impactos directos na estrutura, aplica-se a seguinte relação:

Componente relacionada com danos em seres vivos

por choque eléctrico (D1):

RAN,xPxlL, (6)

Componente relacionada com danos físicos (D2):

RN, x P,XL, (7)

Componente relacionada com danos em sistemas

internos (D3):

R =N,xP.XL, (8)

4.

3.3. Análise das componentes dorisco devido a impacto

na vizinhança da estrutura (S2)

Para avaliar a componente relacionada com impacto na

vizinhança da estrutura, aplica-se a seguinte relação:

Componente relacionada com danos em sistemas

internos (D3):

R, - NX P, x Ly, (9)

4.

3.4. Análise das componentes dorisco devido a impacto

directo da descarga numa linha ligada à estrutura (S3)

Para avaliar as componentes do risco relacionadas com

impactos directos numa linha que entra na estrutura, aplica-se

a seguinte relação:

Componente relacionada com danos em seres vivos

por choque eléctrico (DI):

R,= (N,+N,)XxP, XL, (10)

Componente relacionada com sistemas internos (D2):

R,= (N+N,)XxP,XL, (11)

Componente relacionada com falhas em sistemas

internos (D3):

R,=(N, +N,)XxP,XL, (12)

NOTA: Na maioria dos casos, NDa é negligenciável.

Se a linha tiver mais de uma secção, os valores de R,,, R,,

e R,, são a soma de R,, (R, e R,, relativos a cada uma das

Tabela 5- Componentes de risco para di

SS s2

Impacto directo sobre uma | Impacto na vizis

estrutura da estrutur

Dl "

CONES

D2 -

D3

Falha de sistemas eléctri- R.=N,xP,xL, R,=N, xP,

cos e electrónicos

secções da linha. As secções a serem consideradas são aquelas

entre a estrutura e o primeiro nó de distribuição. No caso

de uma estrutura com mais de uma linha ligada e entrando

por caminhos diferentes, os cálculos devem ser feitos para

cada linha.

No caso de uma estrutura com mais do que uma linha

ligada com o mesmo caminho, os cálculos devem ser feitos

apenas para a linha com as piores características, isto é, para

a linha com o valores de N, e N, mais elevados e ligadas aos

sistemas internos com o valor mais baixo de U,,

4.

3.5. Análise do comportamento do risco para impacto

de descargas na vizinhança de uma linha ligada à estrutura (S4)

Para avaliar o comportamento do risco para impacto

na vizinhança de uma linha ligada à estrutura, é aplicada a

seguinte relação:

Componente relacionada com a falha em sistemas

internos (D3):

R,=N,xP,XxL, (13)

Caso a linha tenha mais de uma secção, o valor de R, é a

soma dos componentes de R, correspondentes a cada secção

da linha. As secções a serem consideradas são aquelas entre

a estrutura e o primeiro nó de distribuição. No caso de uma

estrutura com mais de uma linha ligada e entrando por caminhos diferentes, os cálculos devem ser feitos para cada linha.

No caso de uma estrutura com mais do que uma linha

ligada com o mesmo caminho, os cálculos devem ser feitos

apenas para a linha com as piores características, isto é, para

a linha com os valores de N, e N, mais elevados e ligadas aos

sistemas internos com o valor mais baixo de U,,

4.

3.6. Sumário das componentes do risco numa estrutura

As componentes do risco para uma estrutura são apresentadas, de forma sumária, na Tabela 5 de acordo com os

diferentes tipos de danos e origem dos mesmos.

erentes tipos de danos e fontes de danos

hança Impacto directo numa linha Impacto na vizinhança de

a ligada à estrutura uma linha ligada à estrutura

EX

ESTSNES

Caso a estrutura seja fraccionada em zonas Z,, de acordo

com 4.3.7, cada componente do risco tem de ser calculada para

cada uma das zonas Z,. Oriscototal, R, para uma estrutura é

a soma das componentes do risco relacionadas com as zonas

Z, que constituem essa estrutura.

4.

3.7. Fraccionamento da estrutura em zonas Z.,

Para analisar cada componente do risco, a estrutura pode

ser dividida em zonas Z,, sendo que cada uma delas deve

possuir características homogéneas. No entanto, uma estrutura

pode ser assumida como sendo uma só zona. As Zonas Z, são

definidas, principalmente, por:

Tipo de solo ou pavimento (componentes do risco

R,eRy))

Compartimentos à prova de fogo (componentes do

risco R, e R));

Blindagens (componentes do risco R. e R,,).

Outras zonas podem ser definidas, tendo em conta:

Posição dos sistemas internos (componentes do risco

R.eR)):

Medidas de protecção existentes ou previstas (todas

as componentes do risco);

Valores de perdas L,, (todas as componentes do risco).

O fraccionamento da estrutura em zonas Z, deve considerar

a possibilidade, ou não, de implementação das medidas de

protecção adequadas.

4.

3.8. Fraccionamento da linha em secções S,

Para analisar os componentes de risco devido a uma

descarga atmosférica na vizinhança de uma linha, a linha

deve ser dividida em secções S, . Contudo uma linha pode

ser considerada como sendo uma única secção:

Para todos os componentes de risco, secções SL são

definidas pelos:

Tipo de linha (aérea ou enterrada);

Factores que afectam a superfície equivalente (C,,

Cos Cr);

Características da linha (blindada, não blindada, tipo

de blindagem).

Se mais do que um valor ou parâmetro existir numa secção,

deve-se assumir o valor que der origem a um valor de risco

mais elevado

4.

3.9. Análise das comp onentes do risco numa estrutura

dividida em zonas Z.,

4.

3.9.1. Critério geral

Para avaliar as componentes do risco, bem como da

selecção dos parâmetros relacionados envolvidos, aplicam-se

as seguintes regras:

Parâmetros relacionados com o número de eventos

perigosos, N, devem ser avaliados de acordo com

o estipulado em 4.4;

Parâmetros relacionados com a probabilidade de danos,

P, devem ser avaliados em conformidade com o

estabelecido em 4.5.

Ainda:

Para componentes R, R;y R, R, R, e R,, apenas um

valor é fixado para cada zona e para cada parâmetro envolvido. Quando mais de um parâmetro for

aplicável, deve ser escolhido o mais alto.

Para componentes R. e Ri se mais de um sistema

interno estiver envolvido na zona os valores de

P. e P,, calculados da seguinte forma:

P.,=1-(1-P.)x(1-P.)x(1-P3) (14)

P,71-(1-P,)x(1-P,)x(1-P,) (15)

Em que,

P,., e P,,, são parâmetros relacionados com o sistema

interno i=1,2,3,...

Parâmetros relacionados com a quantidade de perdas

L, devem ser avaliados em conformidade com o

definido em 4.6.

A excepção para PC e PM, se existir na zona mais de um

valor de qualquer outro parâmetro, o valor do parâmetro do

risco que deve ser assumido, será o mais alto.

4.

3.9.2. Estrutura com apenas uma zona

Situação em que Z, é definida para toda a estrutura. O risco

R consiste na soma das componentes do risco R,, nesta zona.

Definir uma estrutura com uma só zona pode levar a

medidas de protecção mais dispendiosas, uma vez que cada

medida de protecção deve ser estendida a toda a estrutura.

4.

3.9.3. Estrutura multizona

Neste caso, a estrutura é dividida em múltiplas zonas Z,.

O risco para a estrutura é o somatório dos riscos relativos a

todas as zonas da estrutura. Em cada zona, o risco é a soma

de todas as componentes do risco relacionadas com essa zona.

Dividir uma estrutura em zonas, permite ao projectista ter

em consideração as características particulares de cada parte

da estrutura na avaliação das componentes do risco e, assim,

seleccionar as medidas de protecção adequadas zona a zona,

reduzindo o custo de todo o SPDA

4.

3.10. Análise do Custo-benefício para perdas económicas (L4)

Sempre que haja necessidade de determinar a protecção

para reduzir os riscos R1, R2 e R3, convém avaliar uma

Justificação económica para adoptar medidas de protecção

com a finalidade de reduzir orisco de perdas económicas R4.

Os parâmetros para os quais se deve realizar a avaliação

de risco R4, são definidos a partir de:

Toda a estrutura;

Uma parte da estrutura;

Uma instalação interna;

Uma parte da instalação interna;

Uma peça de equipamento;

Conteúdo da estrutura.

O custo das perdas, o custo das medidas de protecção e as

possíveis poupanças devem ser avaliadas. Se os dados para

esta análise não estão disponíveis, podem ser usados valores

representativos do risco tolerável com R =1 0X.

4.

4. Cálculo do número anual de eventos perigosos N

4.

4.1. Princípios gerais

A média anual de eventos perigosos, N, devido a descargas

atmosféricas que possam influenciar a estrutura a ser protegida,

depende da actividade de descargas atmosféricas na região

onde a estrutura está localizada e das características físicas

das estruturas.

Para calcular onúmero N, é geralmente aceitável multiplicar

a densidade de descargas no solo, N., pela superfície equivalente da estrutura, tendo em conta os factores de correcção

das características físicas das estruturas.

À densidade de descargas no solo, N; é o número de descargas atmosféricas por quilómetro quadrado e por ano. Este

valor encontra-se disponível através do mapa geral de Angola

e, de forma mais pormenorizada, nos mapas e tabelas de cada

província, que se encontram no Anexo À da presente Norma.

Os eventos que podem ser considerados como perigosos

para uma estrutura a ser protegida são:

Descargas que impactem na estrutura;

Descargas que impactem na vizinhança da estrutura

a proteger;

Descargas que impactem numa linha ligada à estrutura;

Descargas que impactem na vizinhança de uma linha

ligada à estrutura. Pode aplicar-se um método

simplificado nos casos em estruturas onde:

O risco de incêndio seja baixo ou ordinário;

O risco de incêndio seja alto, mas com baixo nível

de pânico;

Não exista risco de explosão;

Não existam riscos ambientais;

Não seja um hospital.

4.

4.2. Cálculo do número médio de eventos perigosos

devido a queda de descargas numa estrutura, N, e a uma

estrutura adjacente N,.

4.

4.2.1. Determinação da superfície equivalente À,

Para estruturas isoladas em solos planos, a superfície

equivalente, A,, é a superfície definida pela intersecção entre

a superfície do solo e uma linha recta com um declive de 1/3,

que passa a partir de partes superiores da estrutura a proteger,

tocando-a aí, e rodando em torno dela. A determinação do valor

de A,, pode ser feita gráfica ou matematicamente.

4.

4.2.1.1. Estrutura rectangular

Para uma estrutura rectangular com comprimento L, largura W

e altura H num solo plano, a superfície equivalente é igual a:

A, =LxW+2xGxHDDx(L+W+nxGxH (16)

Onde L, W e H são expressos em metros (ver Figura 2).

Para um cálculo com maior precisão, considera-se a altura

relativa da estrutura, em relação aos objectos ou ao solo,

dentro de uma distância de 3H da estrutura.

H | | | 7 13

:

b

CR

| i

Figura — 2 superficie equivalente À , numa estrutura isolada

4.

4.2.1.2. Estrutura com configuração complexa

Sea estrutura tem uma configuração complexa, como proeminências elevadas no telhado (ver Figura 3), deve utilizar-se

um método gráfico para calcular A,, (ver Figura 4), uma vez

que as diferenças podem ser muito grandes se utilizarmos as

dimensões máximas (A, .) ou as mínimas (A, .).

Um valor aproximado aceitável da superfície equivalente

é o máximo entre A, e a superfície atribuída à proeminência

A, e pode ser calculado por:

AN =1xB3xH) (17)

Em que,

H, é altura da proeminência mais alta.

Hp = Huax = 40

Huin = 25

L=70

" o

Figura 3 — Estrutura com configuração complexa

(POIAASIAÇDAÇA

| AIRES A VI

id VIA VAN VIANA NAS A

NANA VIAS DELIL)

em [EEE seraca anna com 17 tea Pêta 95)

da Proestinência com H =, = Mou, Fónmula (34)

PP “Superfície equcadeare caleulada graficamente

Figura 4 - Diferentes métodos para calcular a superfície equivalente para a

estrutura da figura 3

4.

4.2.1.3. Estrutura como parte de um edifício

Quando a estrutura, S, a proteger consistir apenas numa

parte de um edifício, B, as medidas da estrutura S, podem ser

consideradas para calcular A, caso sejam respeitadas todas

as condições seguintes (ver Figura 5):

A estrutura S é uma parte vertical separada do edifício B;

O edifício não apresenta risco de explosão;

À propagação do fogo entre a estrutura $ e as outras

partes do edifício B for evitada por meio de paredes com uma resistência ao fogo de 129 min (REI

120.

ou através de outras medidas de protecção

equivalentes;

À propagação de sobretensões ao longo das linhas

comuns, se existirem, for evitada por meios de

protectores de sobretensões instalados no ponto

de entrada destas linhas na estrutura ou através

de medidas de protecção equivalentes.

NOTA — Para definição e informação do REI ver Jornal

Oficial da União Europeia, 1994/28/02, n.C 62/63.

Quando estas condições não forem satisfeitas, devem ser

usadas as dimensões de todo o edifício B.

O É

fAg=>

| ES 4 |

Legenda:

T E edifício ou parte dese para o qui 6

| ó A pasado a feição co At

| ) | | a E | um [ES SEREI

S estrutum à ser consoderada pura a

| | rvalíação do risco (dimensões de 5 8 ser

utilizadas para o Cálenio do 44)

=) Decisão REI = 120

ET ESTO fes fee

á mas sas 28) 0º 9] oo; RR

Figura 5 - Estrutura a ser considerada para avaliação da superfície

equivalente À,

4.

4.2.2. Localização relativa da estrutura

À localização relativa da estrutura, consoante esteja rodeada

por outros objectos ou localizada num local exposto, será

considerada através do factor de localização C, (ver Tabela 6).

Uma avaliação mais precisa da influência de objectos

vizinhos pode ser obtida considerando uma altura relativa da

estrutura, relativamente aos objectos vizinhos ou ao solo, inferior

a uma distância de 3H a partir da estrutura e assumindo C ,=1.

Tabela 6- Factor de localização C,,

mais baixas :

ALAN

vizinhança

4,4.2.3. Número de eventos perigosos N, para uma estrutura

O número de eventos perigosos para uma estrutura, N,,

pode ser calculado pela seguinte expressão:

N,=N,xA,XxC,X 10 (18)

Em que,

N, Densidade de descargas ao solo (l'Km?/ano);

A, — Superfície equivalente de uma estrutura (m?)

(ver Figura 6);

CC, — Factor de localização da estrutura (ver Tabela 6).

4.

4.2.4. Número de eventos perigosos NDa para uma

estrutura adjacente

À média anual de eventos perigosos devido a impacto de

descargas atmosféricas numa estrutura ligada no fim de linha

N,, (ver 4.3.5) pode ser calculada através da seguinte expressão:

Nó, N, X Ap, X Cp, X Cx 10% (19)

Em que,

N, — Densidade de descargas ao solo (l'Km?/ano);

Ap, Superfície equivalente de uma estrutura adjacente (m2) (ver Figura 6);

Cn, — Factor de localização da estrutura adjacente

(ver Tabela 6);

C, — Factor do tipo da linha (ver Tabela 9).

4.

4.3. Cálculo do número médio de eventos perigosos

devido ao impacto de uma descarga perto da estrutura, N,,

O número médio de eventos perigosos devido ao impacto

de uma descarga perto da estrutura, N,,, pode ser calculado

com recurso à seguinte expressão:

Ny2N,x A, X 10 (20)

Em que,

N, — Densidade de descargas ao solo (l'Km*/ano);

A, ,— Superfície equivalente dos impactos de descargas

perto da estrutura (m?º);

À Superfície equivalente AM estende-se a uma linha

localizada a uma distância de 500 metros do perímetro da estrutura (ver Figura 6).

A, 72x 500 x (L+W)+0x 50 (2D

4.

4.4. Cálculo da média anual de eventos perigosos

devido a descargas que impactem sobre uma linha, N,

O número médio de eventos perigosos devido ao impacto

de descargas sobre a linha, N, pode ser calculado com recurso

à seguinte expressão:

N,AN,xA, xC xC,xC,x10% (22)

Em que,

N, — Número de sobretensões de amplitude não infe-

rior a 1k V (l'ano) na secção da linha;

N, — Densidade de descargas no solo (Vkmº?/ano);

A, — Superfície equivalente de descargas que impac-

tem na linha (mº) (ver Figura 6);

C, — Factor de instalação da linha (ver Tabela 7);

C, — Factor ambiental (ver Tabela 8);

C, — Factor do tipo da linha (ver Tabela 9).

A superfície equivalente de descargas na linha:

A, =40 xL, (23)

Em que,

L, — Comprimento da linha, em metros.

Quando o comprimento da linha é desconhecido, assume-

-se L, = 1000 metros.

Tabela 7 — Factor de instalação da linha C,

SS

SS Smam SS [om |

(subcapítulo 5.2 da IEC 62305- 4:2010)

Tabela 8 — Factor ambiental C.

ES EE

ES TE

umanccomedtiats [oo]

Tabela 9 — Factor do tipo da linha C,

[Baixe tesão ileomencações cu limas de dados — — | 1 |

4.

4.5. Cálculo da média anual de eventos perigosos

devido a descargas perto da linha, N,

Uma linha pode ser composta por diversas secções. Para

cada secção da linha, o valor de NI pode ser calculado por:

N,=N,x A, X C xC xC x105 CH)

Em que,

N, — Número de sobretensões de amplitude não infe-

rior a IkV (liano) na secção da linha;

N, — Densidade de descargas no solo (Vkmº?/ano);

A, — Superfície equivalente de descargas no solo perto

da linha (m ) (ver Figura 6);

C, — Factor de instalação da linha (ver Tabela 7);

C, — Factor ambiental (ver Tabela 8);

C, — Factor do tipo da linha (ver Tabela 9).

Com a superfície equivalente de descargas no solo perto

da linha:

A, =4000xL, (25)

Em que,

L, — Comprimento da linha, em metros. Quando o comprimento da linha é desconhecido, assume-se L, = 1000 metros.

2” ENE ENSS ASS Met

EE dom leon A AS

(&) e,

Figura 6 — Superfície equivalentes (A, A, A, À)

4.

5. Cálculo da probabilidade de dano para a estrutura, P.,

A probabilidade dada neste anexo é válida no caso de

as medidas de protecção estarem em conformidade com as

suas Normas.

Valores de probabilidades, P., menores que um podem

apenas ser seleccionados se a medida ou característica for

válida para toda a estrutura ou zona da estrutura (Z,) a ser

protegida e para todo o equipamento relevante.

4.

5.1. Probabilidade PÁ que uma descarga na estrutura

provoque danos em seres vivos por choque eléctrico

Os valores da probabilidade P, de choques em seres vivos,

por contacto ou tensões de passo devidos a descargas que

tombem sobre a estrutura, são apresentados na Tabela 10, em

função das medidas de protecção típicas.

P,=P,., XP; (26)

Em que,

P., — Depende das medidas adicionais de protecção

contra contactos ou tensões de passo, tais como

indicado na Tabela 10;

P, — Depende do nível de protecção para o qual o

SPDA foi dimensionado (ver Tabela 11).

Tabela 10 — Valores da probabilidade P,, que uma

descarga na estrutura cause choque a seres vivos devido

a contactos ou tensões de passo

[Gmmdéntmeno — ||

a e]

pelo menos, três milímetros poliestireno reticulado)

immanenTEA

estrutura for utilizada como condutor de baixada

Se forem tomadas mais de uma medida de protecção, o

valor de P,, é o produto dos valores correspondentes de P,.

NOTA — Quando a armadura metálica de reforço da estrutura for utilizada como condutor de baixada, ou quando forem

tomadas medidas de restrição, o valor de P,, é negligenciável.

4.

5.2. Probabilidade PB de uma descarga provoque

danos físicos numa estrutura

Considera-se um SPDA uma medida de protecção adequada

para reduzir P,.

Os valores de probabilidade, P,, de danos físicos devido

ao impacto numa estrutura, em função do nível de protecção,

são dados na Tabela 11.

Tabela 11 — Valores de P, com base nas medidas de

protecção existentes para reduzir os danos físicos

cmenamaten | EE | 5

Eee prenda PDA | [1

Estrutura protegida por SPDA om | o

TANTA

po — E

Ea O ea]

as O ooo |

Para definição dos Níveis I* e I** ver capítulo 6.3

NOTA — Podem ser usados valores de PB diferentes

dos apresentados na Tabela 11 se baseados em investigações

levando em conta os requisitos de dimensionamento e critérios

de interpretação definidos na Norma IEC 62305-1.

4.

5.3. Probabilidade PC de um impacto sobre uma

estrutura produzir falhas em sistemas internos

Considera-se um SPD coordenado como uma medida de

protecção adequada para reduzir PC

O valor da probabilidade, PC, de falhas nos sistemas

internos devido ao impacto de uma descarga atmosférica

numa estrutura é dado pela fórmula seguinte:

P.=P;X Cr CT)

Em que,

Ps; — Depende do sistema de protecção SPD e do

nível de protecção para os quais os SPD estão

desenhados (Tabela 12);

C,, — Factor dependente da blindagem, do isolamento

e da ligação à terra da linha (ver Tabela 13).

Tabela 12 — Designação do valor da probabilidade P.,,,

em função do SPD

[Fumo pa Some cando — LL

O E ET

oo | ea |

NOTAS:

1.

Uma protecção coordenada contra impulsos é apropriada

como medida de protecção para reduzir P. apenas no caso

das estruturas estejam protegidas por um SPDA ou caso as

estruturas tenham placas contínuas ou armadura de betão

armado agindo continuamente como SPDA natural para captar

a descarga atmosférica, e quando os requisitos da ligação e

terras e equipotencialidade são atendidos.

2.

Valores mais baixos de PSPD são possíveis caso os

SPD tenham melhores e superiores características, tais como

maior capacidade de corrente de impulso ou nível mais baixo

de protecção, entre outros, quando comparados com os

requisitos definidos para o SPDA de nível I nos locais mais

frágeis da instalação.

Tabela 13 — Valores de C,, e C,, dependentes da

blindagem, do isolamento e da ligação à terra da linha

Co Tam Te]

ee se

EX EO

ss ns

metálica do equipamento

— — eps

(sistemas isolados)

= — mese DO]

acordo com IEC 62305-4

NOTA — Para sistemas internos sem blindagem, C, ,=1.

4.

5.4. Probabilidade P,, de um impacto na proximidade

de uma estrutura provocar falhas nos sistemas internos

A probabilidade de falhas nos sistemas internos devido a

um impacto na proximidade de uma estrutura, P,,, depende

das medidas de protecção contra CAED adoptadas (SMPI).

Se nenhuma medida de protecção coordenada é tomada,

em conformidade os requisitos desta Norma, P,, =P,

Se forem adoptadas medidas de protecção coordenada, de

acordo com os requisitos desta Norma, o valor de P,, é dado por:

P - Psy x Pys (28)

Para as redes internas, onde os materiais não respondem

às Normas de produto aplicáveis em matéria de imunidade

CEM, deve considerar-se P,, = 1.

Os valores b do factor P,,, são obtidos a partir da

seguinte expressão:

Pys - K,, x K;, x K;; x K,)* (29)

Em que,

K,, — Leva em conta a eficácia da blindagem da

estrutura, do SPDA ou de outras blindagens no

limite ZPDA 0/1;

K,, — Leva em consideração a eficácia das blindagens

internas da estrutura no ZPDA X/Y (X>0, Y>1);

K,, — Leva em consideração as características da

cabelagem interna (ver Tabela 14);

K,, — Leva em conta a tensão de resistência aos choques das redes a proteger.

Numa ZPDA, a uma distância de segurança da blindagem

limite que seja, no mínimo, igual ao tamanho da malha w

(Mm), os factores K,, e K,, para o SPDA ou para as blindagens

podem ser avaliados através das seguintes equações:

K,=0,12xW, eK,=0,12xW,, (30)

Em que,

W,., é W,, - Tamanho, em metros, da malha da blindagem

espacial ou dos condutores de baixada ou ainda da distância

de separação entre as colunas metálicas da estrutura ou entre

as armaduras em betão que formem um SPDA natural.

Para blindagens metálicas contínuas de espessura não

inferior a 0,1 mm, K,, = K,,=10*.

Caso um anel de indução circule na proximidade do limite

de uma ZPDA, e se os condutores blindados estejam a uma

distância mais pequena que a distância de segurança, então os

valores de K,, e K,, serão mais elevados. Quando a distância

até à blindagem varia entre 0,1w e 0,2w, é conveniente duplicar

os valores de K,, e K,,.

Para uma cascata de ZPDA, o valor final K,, resulta do

produto dos valores correspondentes K,, de cada ZPDA.

NOTAS:

1.

Nos casos em que a malha de equipotencialização é

executada de acordo com a TEC62305-4, os valores de K,, e

K,, podem ser reduzidos para metade.

7 A Ano

2.

O valor máximo de K,, e K,, é limitado a 1.

Tabela 14 — Valor do factor K,, em função

da cabelagem interna

Tipo de cabelagem interna

Cabo não blindado - Não existe precaução na trajectória para evitar anéis 1)

Cabo não blindado - Existe precaução na trajectória para evitar anéis de 02

grande dimensão 2) '

Cabo não blindado - Existe precaução na trajectória para evitar anéis 3)

Cabo blindado com resistência de blindagem 4) S<RS<20N/km

Cabo blindado com resistência de blindagem 4) 1<RS<50/km 0,0002

Cabo blindado com resistência de blindagem 4) R

lt;10/km 0,0001

NOTAS

1.

Anéis com diferentes trajectórias em grandes edifícios

(área do anel da ordem de 50 m?).

2.

Anéis na mesma conduta ou anéis com diferentes trajectórias em pequenos edifícios (área do anel da ordem de 10m?).

3.

Anéis no mesmo cabo (área do anel de 0,5m?).

4.

Cabo com blindagem de resistência RS (SV/km) ligado à

ligação equip otencial e em suas duas extremidades e material

ligado à mesma ligação.

(o factor K,, deve ser avaliado como:

Ksa = Tv (€38)

Em que,

U,, Tensão nominal de impulso suportada, em kV, ou

tensão de contacto.

Se os equipamentos, numa rede interna, apresentarem níveis

diferentes de tensão de contacto, o factor K,, para o nível da

tensão de contacto a escolher deverá ser o valor mais baixo.

4.

5.5. Probabilidade P,, de um impacto sobre uma

linha provocar danos em seres vivos por choque eléctrico

O valor da probabilidade, P,,, de danos em seres vivos

devido a tensões de contacto provocados por impacto sobre

uma linha que entra numa estrutura depende das características

das blindagens da linha e da tensão de impulso suportada dos

sistemas internos ligados à linha, bem como das medidas de

protecção típicas, tais como restrições físicas, avisos escritos,

entre outros, e dos protectores de sobretensões (SPD) previstos

à entrada da linha.

NOTA — Não é necessário um sistema de protecção coordenado de acordo com IEC 62305-4 para reduzir o valor de

P,;; Neste caso, SPD conforme a IEC 62305-3 são suficientes.

O valor de P,, é dado pela seguinte expressão:

P,=Pr,X Pr XP, X Ci (32)

Em que,

P,, — Depende das medidas de protecção contra tensões

de contacto, tais como restrições físicas, avisos

escritos. Os valores de P,, são dados na Tabela 15;

P,; — Depende das equipotenciaizações conforme 6.8

e do nível de protecção para o qual os SPD estão

dimensionados. Os valores de P., são dados na

Tabela 16;

P, — É a probabilidade de falha dos sistemas internos

devido a uma descarga na linha ligada à estrutura,

dependendo das características da linha. Os valores

de P, ,, são dados na Tabela 17;

Cp — É o factor dependendo da blindagem, do isolamento e da ligação à terra da linha. Os valores

de C, ,, são dados na Tabela 13.

Tabela 15 — Valores da probabilidade P,,

meme — [1

A ET

Nr Era

NOTA — Se mais de uma medida de protecção for tomada,

o valor de PTU é o produto dos valores correspondentes.

Tabela 16 — Valores da probabilidade P, ,

tm

NOTA 1- Valores mais baixos de P,, são possíveis caso os SPD tenham melhores e superiores características, tais como maior capacidade de corrente de

impulso ou nível mais baixo de protecção, entre outros, quando comparados com os requisitos definidos para o SPDA de nível I nos locais mais frágeis

da instalação.

Tabela 17 — Valores da probabilidade P,,,

Tipo de linha Condições de alimentação, blindagem e ligação U, (KV)

NENTSENEENT

Linha aérea ou enterrada, sem blindagem ou blindada sem ligação

ao barramento do equipamento

nicações Linha aérea ou enterrada, blindada com liga- | 1<R<50Am | 09 | o8 | o6 | 03 | o |

ção ao barramento do equipamento RS . 2

Ram [06 [04 [02 [00 [om]

NOTA — Em áreas urbanas ou suburbanas, uma linha P., — É a probabilidade de falha dos sistemas internos

eléctrica de baixa tensão utiliza, tipicamente, cabos enterrados devido a uma descarga na linha ligada à estrutura,

sem blindagem, enquanto as linhas de telecomunicações usam dependendo das características da linha. Os valores

cabos enterrados blindados (com um mínimo de 20 conduto- " '

e : de PLD são dados na Tabela 17;

res, resistência de blindagem de 5 O/km e fio de cobre com of d dendo da blind do

diâmetro de 0,6 mm). Em áreas rurais, uma linha eléctrica Cp — E o factor pen endo da ” agem, do 150-

de baixa tensão utiliza cabos aéreos sem blindagem enquanto lamento e da ligação à terra da linha. Os valores

uma linha de telecomunicações utiliza cabos aéreos sem blin- de CLD são dados na Tabela 13.

dagem, com um diâmetro de fio de cobre de um milímetro. 4.5.7. Probabilidade P, de um impacto sobre uma linha

Uma linha eléctrica de alta tensão utilizatipicamenteumcabo — introduzir falhas nos serviços internos

blindado com resistência de blindagem entre 1e5MVkm. As Os valores da probabilidade PW que um impacto na linha

comissões nacionais podem desenvolver esta informação com : :

Doo : o Do que entra na estrutura provoque falhas nos sistemas internos

o objectivo de melhor satisfazer as condições nacionais das o Í a ,

linhas eléctricas e de telecomunicações. depende das características da blindagem, dos limites da tensão

4.

5.6. Probabilidade PV de um impacto sobre uma — de impulso dos sistemas internos ligados à linha e dosinterfaces

linha provocar danos físicos de isolamento ou do sistema coordenado de SPD.

O valor da probabilidade de danos físicos devido a um O valor de PW é dado pela equação:

impacto sobre uma linha que entra numa estrutura, P V, —

Pp 1 q . . - Py= Poppy xXx Pr xXx Cp GG)

depende das características das blindagens da linha, da tensão

a : : es Em que,

de resistência aos choques das redes internas ligadas à linha p " dem do si d ão (SPD

e dos protectores de sobretensões previstos. sen 7 Dependem do sistema de protecção (SPD) ver

NOTA — Não é necessário um sistema de protecção coor- Tabela 12) e no nível de protecção para os quais

denado de acordo com IEC 62305-4 para reduzir o valor de os SPD estão desenhados (ver Tabela 12);

Pv; Neste caso SPD conforme a IEC 62305-3 são suficientes. P, — É a probabilidade de falha dos sistemas internos

O valor de PV é dado pela seguinte expressão: devido a uma descarga na linha ligada à estrutura,

PAP XP XCn 63) dependendo das características da linha. Os valores

Em que, .

: o de PLD são dados na Tabela 17;

Pr, — Depende das equipotencializações conforme , ] :

6.

8 e do nível de protecção para o qual os SPD Cp — E o factor dependendo da blindagem, do isoestão dimensionados. Os valores de P ,, são dados lamento e da ligação à terra da linha. Os valores

na Tabela 16; de CLD são dados na Tabela 13.

4.

5.8. Probabilidade P, de um impacto na vizinhança

de uma linha introduzir falhas nos serviços internos

O valor de probabilidade de falhas nas redes internas em

consequência de falhas de impacto na proximidade de uma

linha que entra na estrutura, P,, depende das características,

das blindagens da linha e da tensão de resistência aos choques

das redes internas ligadas à linha, bem como das medidas de

protecção previstas.

O valor de P, é dado pela equação:

P, =P; XP,XC,, (35)

Em que,

P.,, — Dependem do sistema de protecção (SPD) (ver

Tabela 12) e no nível de protecção para os quais

os SPD estão desenhados (ver Tabela 12);

P,— É a probabilidade de falha dos sistemas internos devido a uma descarga na proximidade da

linha, dependendo das características da linha

e do equipamento. Os valores de PLI são dados

na Tabela 18;

Ch — É o factor dependendo da blindagem, do isolamento e da ligação à terra da linha. Os valores

de CLI são dados na Tabela 13.

Tabela 18 — Valores da probabilidade P,

oe SST

[mese | 1 [06 [o [e [o

[me demimameens [ 1 | 05 [02 [om] oo |

NOTA — Os valores mais precisos de PLI podem ser consultados na IEC/TR 620662002, para linhas eléctricas, e em ITU-T

Recomendação UIT K.46, para linhas de telecomunicações.

4.

6. Avaliação do montante das per das L, numa estrutura

4.

6.1. Montante relativo médio das perdas anuais

As perdas L, referentes à média relativa do montante

de um tipo particular de dano, do seu valor esperado e dos

efeitos consecutivos, podem ser devidos a um impacto de

descargas atmosféricas.

O seu valor depende:

Do número de pessoas, bem como do tempo durante

o qual elas ficam num local perigoso;

Do tipo e da importância dos serviços públicos;

Do valor dos bens afectados pelos danos.

As perdas L,, variam segundo o tipo de perda (L1,L2,L3

e 14) considerado e, para cada tipo de perda, segundo o tipo

de dano (D1, D2 e D3) na origem.

L1 — Perdas de vidas humanas, incluindo lesões permanentes: número de pessoas em risco;

L2 — Perdas de serviços públicos: número de utilizadores sem serviços;

L3 — Perdas de herança cultural: valor sócio-económico

da estrutura ou conteúdo em risco;

L4 — Perdas económicas: valores económicos da

estrutura, incluindo actividades, conteúdos ou

sistemas internos.

O valor LX deve ser determinado para cada uma das zonas

em que a estrutura se divide.

4.

6.2. Perda de vida humana, L1

O valor de L,, para cada zona pode ser determinado de

acordo com as equações (36) a (39), considerando que:

As perdas de vidas humanas estão ligadas às características da zona, sendo levadas em consideração

através do aumento dos factores (h,) e da diminuição dos factores r, r,., eT.

O valor máximo de perda na zona será reduzido pelo

rácio entre o número de pessoas na zona (n ) e o

número total de pessoas (n,) em toda a estrutura.

O tempo, em horas, por ano para o qual as pessoas estão

presentes na zona (t ), se for inferior ao total de

8760 horas por ano, irá também reduzir a perda.

Para DI:

1, = 22 x 3ã (36)

Ly = 2 x 2 G7)

Para D2:

Ly = 1, = TPIPSPET y 8. 68)

Para D3:

Le=Ly=by=L72LoX7EXTos (39)

Em que,

L, — Número médio de vítimas lesionadas por choque

eléctrico (D1) devido a um evento perigoso (ver

Tabela 19);

L, — Número médio de vítimas por danos físicos (D2)

devido a um evento perigoso (ver Tabela 19);

L, — Número médio de vítimas lesionadas por falha

de sistemas internos (D3) devido a um evento

perigoso (ver Tabela 19);

r, — Factor de redução de perdas de vidas humanas,

em função do tipo de solo ou piso (ver Tabela 20);

r, — Factor de redução de perdas devido a danos físicos,

em função das disposições tomadas para reduzir

orisco de explosão da estrutura (ver Tabela 21);

r, — Factor de redução de perdas devido a danos fisicos, em função do risco de incêndio ou do risco

de explosão da estrutura (ver Tabela 22);

h, — Factor de aumento de perdas devido a danos

físicos em presença de um perigo específico (ver

Tabela 23);

n, — Número de pessoas na zona que podem correr

riscos (vítimas);

n, — Número total presumido de pessoas na estrutura;

t, — Duração anual, em horas, da presença das pessoas

num local perigoso (na zona).

Tabela 19 — Valores médios típicos para L,-, L, e L,

Tipo de danos Valor típico Tipo de estrutura

da perda

Risco de explosão

Hospital, hotel, escola, administração pública

D2 a

Sx10? "

Industrial, comercial

Liesfoes = |

Risco de explosão

D3

Falha de sistemas L, Cuidados intensivos e blocos de operações

internos

Outras partes de um hospital

NOTAS

1.

Os valores da Tabela 19 referem-se a uma ocupação

permanente de pessoas na estrutura.

2.

No caso de estruturas com risco de explosão, os valores

de LF e LO podem necessitar de uma avaliação mais detalhada,

considerando o tipo de estrutura, risco de explosão, o conceito

de zona perigosa e das medidas para lidar com esserisco.

Quando os danos numa estrutura provocados por descarga

atmosférica envolvem estruturas adjacentes ou ambiente (exemplo: emissões químicas ou radioactivas), deve ser levada em

conta uma perda adicional (L) para avaliar a perda total (L,):

Lr, =L, + Ls (40)

Em que:

: t

Le = Lhe Xe —E

E EFE 8760 (41)

Li, — Perda devido a danos físicos fora da estrutura;

t. — Tempo de presença de pessoas em locais perigosos

fora da estrutura.

NOTA — Se os valores de L., e t. forem desconhecidos,

assume-se L.=1.

Tabela 20 — Valores dos factores de reduçãor, em

função do tipo de solo ou do piso

; ; Resistência de contacto

Tipo de solo ou do piso 2

| Tmodesdoamdepos | Rettênias fentasto | x, |

Gravilha, moquette, tapis 10-100

Asfalto, linóleum, madeira

NOTAS:

1.

Valores medidos entre um eléctroco de 400cm? comprimido com uma força de

500 N a um ponto no infinito.

2.

Uma camada de material isolante. Ex: asfalto, de Scm de espessura (ou a camada

de gravilha com 15cm de espessura) geralmente reduzem o risco para um nível

tolerável.

Tabela 21 — Valores do factor de redução r, em

função das disposições tomadas para reduzir

as consequências do fogo

O mms Es

Sem disposições

Uma das disposições seguintes: extintores, instalações de extinção fixas ligadas manualmente, instalações manuais de alame, bocas-de-incêndio, com- | 0,5

partimentos estanques, vias de evacuação protegidas 1)

Uma das disposições seguintes: instalações de extinção fixas automáticas, 02

instalações de alame automáticas '

1.

Apenas se elas são protegidas contra sobretensões ou outros danos e se os bombeiros podem

intervir em menos de 10 minutos.

Se várias disposições são tomadas, o valor de rP deve

ser o mais pequeno dos valores individuais. Nas estruturas

apresentando risco de explosão, considera-se sempre r, = 1.

Tabela 22 — Valores do factor de reduçãor, em função

do risco de incêndio ou explosão da estrutura

Re O Recanto | 5 |

Zonas 0, 20 e explosivos sólidos |

Explosão Zona 1, 21 EX

.

meo ao

Explosto emmeêndio one [o

NOTAS:

1.

No caso de estruturas comrisco de explosão, o valor de

r, pode necessitar de uma avaliação mais detalhada.

2.

Pode estimar-se que as estruturas que apresentam elevado

risco de incêndio são estruturas em materiais combustíveis,

onde o telhado é de material combustível ou estruturas com

uma carga calorífica particular superior a 800 MJ/mº.

3.

Pode estimar-se que as estruturas que apresentam um

risco ordinário de incêndio são estruturas que têm uma carga

calorífica compreendida entre 800 MJ/mº? e 400 MJ/mº.

4.

Pode estimar-se que as estruturas que apresentam fraco

risco de incêndio são estruturas que têm uma carga calorífica

particular inferior a 400MJ/nY ou estruturas que não contêm,

a não ser ocasionalmente, materiais combustíveis.

5.

A carga calorífica específica é a relação entre a energia

do total da matéria combustível na estrutura e a superfície

total da estrutura.

Tabela 23 — Valores do factor h, aumentando

o montante relativo das perdas presença

de um perigo particular

rue OO]

de pessoas inferior a 100)

pts Eri Emcagemátacia) é

turais ou desportivos com um número de pessoas compreendido entre 100 | 5

e 1000)

as "

rais ou desportivos com um número de pessoas superior a 1000)

*valores baseados na norma NP4426: 2013

4.

6.3. Perdas inaceitáveis de serviços públicos, L2

O valor de L,, para cada zona pode ser determinado de

acordo com as equações (42) e (43), considerando que:

As perdas de serviços públicos são afectadas pelas

características da zona da estrutura, sendo levadas em consideração através da diminuição dos

factores r, er,

O valor máximo de perda devido a danos na zona será

reduzido pelo rácio entre o número de utilizadores atendidos nessa zona (n,) e o número total de

utilizadores (n,) em toda a estrutura.

Para D2;

Lg = Ly = PLS (42)

Para D3:

Le =Ly=Ly=L17=LXÉ (43)

Em que,

L, — Número médio de utilizadores não atendidos,

resultando de danos físicos (D2) devido a um

evento perigoso (ver Tabela 24);

L, — Número médio de utilizadores não atendidos,

resultando de falha dos sistemas internos (D3)

devido a um evento perigoso (ver Tabela 24);

r, — Factor deredução de perdas devido a danos fisicos,

em função das disposições tomadas para reduzir o

risco incêndio na estrutura (ver Tabela 21);

r, — Factor de redução de perdas devido a danos físicos,

em função do risco de incêndio ou da estrutura

(ver Tabela 22);

n, — Número de utilizadores atendidos pela zona;

n, — Número total presumido de pessoas atendidas

na estrutura.

Tabela 24 — Valores médios tipos de L, e L,

:

EPNNlnNe

D3 eléctrica

Falha de sistemas internos L,

cações

4.

6.4. Perda de herança cultural insubstituível, L3

O valor de L,, para cada zona pode ser determinado de

acordo com a equação (44), considerando que:

As perdas de herança cultural são afectadas pelas

características da zona da estrutura, sendo levadas em consideração através da diminuição dos

factores r,, er;

O valor máximo de perda devido a danos na zona será

reduzido pelo rácio entre o valor da zona (C ) e o

valor da estrutura (edifício e seu conteúdo) (C)).

Para D2:

is ” o” ” PELE 4

Em que,

L, — Valor médio de todos os bens danificados, resultando de danos físicos (D,) devido a um evento

perigoso (ver Tabela 25);

r, — Factor deredução de perdas devido a danos fisicos,

em função das disposições tomadas para reduzir

as consequências de um incêndio (ver Tabela 21);

r, — Factor de redução de perdas devido a danos físicos,

em função do risco de incêndio ou da estrutura

(ver Tabela 22);

C, — Valor da herança cultural na zona;

C, — Valor total do edifício e seu conteúdo (soma de

todas as zonas).

Tabela 25 — Valores médios tipos de L,,

viço

D2

ã Museus,

Danos físicos

4.

6.5. Perdas económicas, L4

O valor de L,, para cada zona pode ser determinado de

acordo com as equações (45) a (48), considerando que:

As perdas económicas são afectadas pelas características

da zona, sendo levadas em consideração através

do aumento dos factores (h,) e da diminuição dos

factores rr, er,

O valor máximo de perda na zona será reduzido pelo

rácio entre o valor relevante na zona e o valor

total da estrutura (C) (animais, edifício, conteúdo

e sistemas internos, incluindo actividades coirespondentes). O valor relevante da zona depende

do tipo de danos:

DI (lesões de animais devido a choques): C (apenas

valor dos animais);

D2 (danos físicos): C, + C, + C + C, (valor de

todos os bens);

D3 (falhas nos sistemas intemos): C. (apenas valor

dos sistemas internos e suas actividades).

Para DI:

1, = "222 (45)

fai ERA (46)

[a

Para D2:

fiesta areia tecto) (47)

Para D3:

Le=huw=lhy=L7=LoS (48)

Em que;

L, — Valor médio de todos os bens danificados por

choque eléctrico (DI) devido a um evento perigoso

(ver Tabela 26);

L, — Valor médio de todos os bens danificados por

danos físicos (D2) devido a um evento perigoso

(ver Tabela 26);

L, — Valor médio de todos os bens danificados por

falha de sistemas intemos (D3) devido a um evento

perigoso (ver Tabela 26);

r, — Factor de redução de perdas de animais, em função

do tipo de solo ou piso (ver Tabela 20);

r, — Factor de redução de perdas devido a danos físicos,

em função das disposições tomadas para reduzir

as consequências de um incêndio (ver Tabela 21);

r, — Factor de redução de perdas devido a danos fisicos, em função do risco de incêndio ou do risco

de explosão da estrutura (ver Tabela 22);

C, — Valor dos animais na zona;

C, — Valor do edifício relevante na zona;

C. — Valor do conteúdo na zona;

C — Valor dos sistemas internos incluindo o seu conteúdo e as actividades correspondentes;

C, — Valor total da estrutura (soma de todas as zonas

para animais, edifícios, sistemas internos incluindo

o seu conteúdo e as actividades correspondentes).

Os valores médios tipo de L., L., L, para todos os tipos

de estruturas a utilizar quando a determinação de C , C,, C.,

C eC, é difícil ou incerta, é dado na Tabela 26.

Tabela 26 — Valores médios típicos para L, L,e L,,

Valor

Tipo de danos típico da Tipo de estrutura

perda

DI

Todos os tipos onde apenas ani-

Lesões devido ao L mais estejam presentes

choque

E Risco de explosão

o. Hospital, industrial

05 Sp al, Industrial, museu,

, Ly *" | agricultura

Danos físicos ———

02 Hotel, escola, escritório, igreja,

Ú lazer, comercial

NDT

10º Hospital, industrial, escritório,

D3 hotel, comercial

E 103 Museu, agricultura, escola, igre-

Falha de sistemas & ja, lazer

Internos

ion fone

NOTA — No caso de estruturas com risco de explosão,

os valores de L, e L, podem necessitar de uma avaliação

mais detalhada, considerando o tipo de estrutura, risco de

explosão, o conceito de zona perigosa e das medidas para

lidar com esse risco.

Quando os danos numa estrutura provocados por descarga

atmosférica envolvem estruturas adjacentes ou ambiente (exemplo: emissões químicas ou radioactivas), deve ser levada em

conta uma perda adicional (L,.) para avaliar a perda total (L,):

Le = Li, +tL;, (49)

Em que:

Le= Lig X= &

Ct (50)

Li, — Perda devido a danos físicos fora da estrutura;

C, — Valor total de bens em locais perigosos fora da

estrutura.

NOTA — Se os valores de L,, ou C. forem desconhecidos,

assume-se L.=1.

4.

7. Estudos de caso

Ver Anexo E da Norma Internacional IEC62305-2

5.

Características dos Sistemas de Protecção Contra

Descargas Atmosféricas

5.

1. Princípios gerais

A necessidade de protecção é determinada por muitos

parâmetros, entre os quais se inclui a densidade de descargas

atmosféricas da zona em questão. Propõe-se um método

de análise de risco no Capítulo 4. A densidade de descarga

atmosférica é apresentada no Anexo A ou pelos dados locais,

incluindo, por exemplo, arede de detecção, mapas e estatísticas.

Outras considerações podem originar a adopção de medidas de protecção, devido a razões não estatísticas, tais como

regulamentos obrigatórios ou considerações pessoais, entre

outros, uma vez que alguns factores não podem ser avaliados:

o desejo de evitar risco de vida ou fomecer aos ocupantes de

um edifício uma certa segurança podem requerer a utilização

de uma protecção, mesmo que o nível derisco calculado seja

inferior ao nível tolerável.

O sistema externo de protecção contra descargas atmosféricas

é formado por dispositivos captores, condutores de baixada

e sistemas de terra. A protecção interna realiza-se mediante

conexões equipotenciais e protectores de sobretensões.

Esta Norma não abrange a utilização de pára-raios com

dispositivo de ionização radioactivo, visto que a utilização

destes não é permitida.

5.

2. Projecto de instalações de dispositivos captores

Em função do nível de protecção contra descargas atmosféricas

necessário, deve desenvolver-se um projecto para determinar o

posicionamento dos pára-raios, as trajectórias dos condutores

de baixada e a localização e o tipo de ligação à terra.

Devem ser tomadas em consideração as restrições de

arquitectura durante o projecto do sistema de protecção contra

descargas atmosféricas, o que pode originar uma redução

significativa da eficácia desse sistema.

Convém que essa concepção seja baseada nos dados

disponíveis, incluindo os seguintes:

Forma e inclinação dos telhados;

Material do telhado, paredes e da estrutura interna;

As partes metálicas do telhado e grandes elementos

metálicos externos, tais como: tubagens de gás,

equipamentos de ar-condicionado, escadas, antenas, depósitos de água, entre outros;

Caleiras e algerozes de águas pluviais;

Partes proeminentes da estrutura e o material que eles

compõem (condutor ou não);

As partes mais vulneráveis da estrutura: os pontos

estruturais considerados vulneráveis são: as partes

proeminentes, especialmente as torres, giruetas, os

objectos pontiagudos, chaminés, goteiras, cantos,

objectos de metal (extractores, de ar, sistemas de

limpeza de paredes, calhas, painéis fotovoltaicos,

varandins, entre outros), escadas, salas técnicas

sobre os terraços, entre outros;

A localização de condutas de metal (água, electricidade,

gás, entre outros) da estrutura;

Obstáculos próximos que possam afectar a trajectória

da corrente da descarga atmosférica, tais como

as linhas de alimentação eléctricas aéreas, cercas

metálicas, árvores, entre outros;

As características do ambiente pode ser particularmente

corrosivo (salgado, fábrica petroquímica ou de

cimento, entre outros);

Presença de materiais inflamáveis ou de equipamentos

sensíveis como computadores ou equipamentos

electrónicos, bens de elevado valor ou insubstituíveis, entre outros.

5.

3. Volume protegido por hastes simples e

Malhas Protectoras

5.

3.1. Princípios gerais

As características de um SPDA são determinadas pelas

características da estrutura a proteger e pelo nível de protecção considerado.

Numa protecção com hastes simples ou malhas, são

definidas quatro classes de SPDA (I a IV), conforme a

Tabela 27, correspondendo aos níveis de protecção definidos

pela IEC 62305-1.

Tabela 27 — Relação entre SPDA e classe de SPDA

EM

mm

Um SPDA externo está desenhado para interceptar um

impacto directo de uma descarga atmosférica na estrutura,

incluindo as descargas laterais, e conduzir a corrente de

descarga desde o ponto de impacto até ao solo. Um SPDA

externo também tem como finalidade dispersar esta corrente

pela terra sem causar danos mecânicos ou térmicos e arcos

perigosos que podem dar origem a fogos ou explosões.

A probabilidade de penetração de uma corrente de descarga

numa estrutura é consideravelmente reduzida pela utilização

de dispositivos captores bem dimensionados.

Os dispositivos captores podem ser compostos por qualquer

combinação dos seguintes elementos:

a)

Hastes simples (incluindo mastros de elevação);

bh)

Condutores suspensos;

c)

Condutores dispostos em malha.

Os captores instalados numa estrutura devem estar

posicionados nos cantos do edifício, elementos expostos e

extremidades (especialmente nos níveis mais elevados das

fachadas), de acordo com um ou mais dos seguintes métodos:

Os métodos aceitáveis usados para determinar o correcto

posicionamento dos dispositivos captores incluem:

Método do ângulo de protecção;

Método da malha;

Método da esfera rolante.

O método da esfera rolante é aplicável a todas as situações.

O método do ângulo de protecção é indicado para edifícios

com formas simples. O método da malha é mais indicado

quando existem superfícies planas a proteger.

Pode encontrar-se mais detalhe na Norma internacional

IEC 62305-3.

5.

3.2. Método do ângulo de protecção

À posição do dispositivo de captura é considerada adequada se a estrutura a ser protegida está toda situada dentro

do volume de protecção formado pelo sistema de captação.

Para a determinação do volume de protecção apenas são

consideradas as dimensões físicas das partes metálicas dos

dispositivos captores.

O volume protegido determinado por uma haste simples é

formado pela superfície de referência e a superfície gerada por

uma linha que, passando pelo vértice do eixo do dispositivo

captador, gira formando um ângulo D com ele.

Os valores dos ângulos de protecção são dados na Figura 9

em função da diferença de altura entre a ponta do dispositivo

captor e o plano horizontal considerado, h, para cada nível

de protecção.

A

— ..

Cc

B

EC 2649/10

Em que,

A — ponta de haste vertical;

B — plano de referência;

OC — Raio de área protegida;

h, — altura da haste acima do plano de referência da

área a ser protegida;

a — Angulo de protecção de acordo com a figura 9.

Figura 7- Volume protegido por uma haste simples

É -

hi 25º” KT, m |

sã. S ' |

*% | "

H

EC 26500

Em que,

h, — Altura fisica da haste do sistema captor;

a — Ângulo de protecção que corresponde à altura

h,, sendo a altura acima da superficie do telhado

a proteger;

H — Altura da superfície do telhado a proteger até ao

plano de referência;

h,—h+H;

a, — Ângulo de protecção O, corresponde à altura

h,, sendo esta a altura acima da superfície da

cobertura a a proteger, o ângulo de protecção O,

corresponde à altura h, =h, + H, sendo o solo o

plano de referência.

Figura 8 Volume protegido por uma haste simples

am | o -

Ss

o? — i : ã Niveide = |

PER io E protección

Li Bm — =

PRA ! "

2 PP) ——

o ER ao A

Figura 9 — Ángulo de Protecção consoante o Nível de Protecção do SPDA

Caso se disponha de um condutor suspenso unido por

hastes simples, o volume protegido é definido pela composição do volume protegido pelas hastes, tendo os seus vértices

no condutor. Um exemplo do volume protegido é dado pela

Figura 10.

A

N

/ O

Em que,

A — Ponta da haste vertical;

B — Plano de referência;

OC — Raio da área protegida;

h, — Altura da haste acima do plano de referência da

área a ser protegida;

0 — Ângulo de protecção de acordo com a figura 9

Figura 10 — Volume protegido por um condutor suspenso

5.

3.3. Método da Esfera Rolante

À aplicação deste método considera-se adequada se no

posicionamento dos dispositivos captores nenhum ponto da

estrutura a proteger entrar em contacto com o raio (r) da esfera

fictícia, cujo valor depende do nível de protecção (Tabela 28),

quando esta rola em volta da estrutura eno seu topo em todas

as direcções possíveis.

Tabela 28 — Raio da esfera rolante

(NPp) mm)

con = |

com |] |

Em todas as estruturas mais altas que o raio, r, da esfera,

podem ocorrer descargas laterais. Cada ponto lateral da

estrutura tocado pela esfera é um possível ponto de impacto.

Contudo, a probabilidade de descargas nas laterais é geralmente

negligenciável para estruturas com menos de 60 metros.

Para estruturas mais altas, a grande maioria das descargas

dá-se no seu topo, no perímetro da cobertura e nos cantos.

Ápenas uma pequena percentagem de todas as descargas terão

como ponto de impacto as laterais das estruturas.

Diversas observações mostram que a probabilidade de

descargas nas laterais de uma estrutura diminui rapidamente

com a altura em relação ao solo em edifícios altos. Portanto

deve-se instalar dispositivos de captura lateral nas partes

superiores de edifícios altos (tipicamente nos 20% superiores

emrelação à altura total do edifício). Neste caso o método da

esfera rolante será aplicado apenas para prever o posicionamento de dispositivos de captura na parte superior da estrutura.

EM | / À À Ez je "= |

Bo] EEE “e EE 7

Figura 11- Método da esfera rolante

5.

3.4. Método da malha de protecção

Com o propósito de proteger superfícies planas, considera-se

que o método da malha protege toda a superfície, dependendo

do cumprimento das seguintes condições:

Os dispositivos captores devem ser posicionados:

No perímetro da cobertura;

Nos beirados dos telhados;

Nas cumeeiras, caso o pendente do telhado seja

superior a 10%,

As dimensões da malha de condutor não excedem os

valores dados na Tabela 29;

A malha de condutor está construída de tal forma que

a corrente de descarga irá sempre dividir-se, pelo

menos, por dois condutores para encontrar o seu

caminho para os sistemas de terra;

Nenhuma instalação metálica deverá sobressair do

volume protegido pela malha;

Os condutores da malha seguem o caminho mais curto

e directo possível.

Tabela 29 — Dimensão da malha

or emo === |

5.

4. Volume protegido por pára-raios com dispositivo

de ionização (PDTI)

5.

4.1. Princípios gerais

Um pára-raios com dispositivo de ionização é composto

por uma ponta de captura, um dispositivo de ionização electrónico, um elemento de fixação e uma ligação aos condutores

de baixada.

À área protegida por um PDI é determinada em função da

sua eficácia, tal como definido em 5.4.2.

O PDI deverá ser preferencialmente instalado na parte

mais elevada da estrutura, ou seja, deve ser o ponto mais alto

da área a proteger.

Os pára-raios do tipo PDI devem possuir um meio de

verificação do seu funcionamento após a instalação, este

componente deve ser parte integrante do pára-raios e emitir

um sinal com informação sobre o estado do dispositivo de

ionização que compõe o pára-raios. Esta informação deve

ser transmitida a uma distância não inferior a 60 metros para

um dispositivo de teste remoto com capacidade de comunicação bidireccional.

5.

4.2. Eficácia do PDI

Um PDI é caracterizado pela sua eficácia avanço à ionização,

AT, determinada através do ensaio de avaliação (ver Anexo O).

O valor máximo de AT permitido é de 60 us, embora,

mesmo quando o valor dos resultados dos ensaios é superior

a 60 us, estes devem ser ignorados.

O modelo de protecção utilizado nesta Norma não pode

ser aplicado para PDI com valores de avanço à ionização

superiores a 60 us.

5.

4.3. Posicionamento do PDI

5.

4.3.1. Área protegida

À área protegida é delimitada por uma superfície de

revolução definida pelo raio de protecção correspondente às

duas diferentes alturas consideradas h e cujo eixo é o mesmo

do pára-raios (ver Figura 12).

R Ah

hi” me |

% oO 3 Ao RÁ de. à h;

| [ [A |

[ mm |

L = =

' Kkp Rp;

+ E—— E————,

ho H E E Nos 1

| 2 ; SE CS É

EISESESES) by

COLS

CIELO

== a

[o Um é canto | E | |

— | —= ) no | co | ou | ro

= | — so ss OE =.

A ( TS a os

Et IE IL)

==...

CILECICIEITA

ENZ=NSLICIL)

Em que,

h, — Altura da extermidada do pára-raios PDI relativamente ao plano horizolntal ao ponto mas alto

do objecto a proteger;

5.

4.3.2. Raio de protecção

O raio de protecção de um PDI está ligado à sua altura (h)

emrelação a superfície a proteger, ao seu tempo de avanço de

ionização e ao nível de protecção seleccionado (ver Capítulo 4).

Rp(h) = /2rh — RE + Ar + A) 51)

Parah>5me

Ru = ES (52)

Para 2msh<5m

Em que,

Rr (h) (m) > Raio de protecção de uma dada altura h;

h (m) > Altura da extremidade do PDI relativamente ao plano horizontal do

ponto mais alto do objecto a proteger;

r (m)= 20 m para a protecção de nível 1

r (m)= 30 m para a protecção de nível Il

r (m)=45 m para a protecção de nível II!

+ (m)= 60 m para à protecção de nível IV

A (m)= AT x 106.

À experiência no terreno mostra que À é igual à eficiência

obtida durante os ensaios de avaliação do PDI.

Para edifícios com uma altura superior a 60 metros, deverão

aplicar-se os requisitos mencionados em 6.2.

5.

4.3.3. Selecção e posicionamento do PDI

Para cada instalação de sistema de protecção contra

descargas atmosféricas, deve ser realizada uma análise do

risco para determinar o nível mínimo necessário de protecção

contra descargas atmosféricas.

NOTA — Um método de análise de risco é proposto no

Capítulo 4.

A localização do pára-raios é seleccionada de acordo com

5.

4.1€ 65.

Os diferentes raios de protecção R, necessários para proteger

a estrutura são determinados de acordo com as características

da estrutura.

À altura do PDI e a sua eficácia são determinadas de

acordo com os parágrafos anteriores utilizando as fórmulas

acima para o PDI seleccionado.

6.

Princípios de instalação

6.

1. Princípios gerais

Para cada instalação de SPDA deve ser realizada uma

análise do risco para determinar o nível mínimo necessário

de protecção contra descargas atmosféricas. O método de

protecção das estruturas deverá ser seleccionado de acordo

com o Capítulo 5.

Os diferentes raios de protecção RP necessários para

proteger a estrutura são determinados de acordo com as

características da estrutura.

6.

2. Protecção dos edifícios de grande altura (altura

superior a 60 metros)

Para os edifícios com mais de 60 metros, ou em qualquer ponto com mais de 120 metros de altura, é necessário

considerar uma protecção complementar, contra impacto de

descargas atmosféricas directas, para os 20% superiores da

altura da estrutura.

Devem, também, ser instalados, pelo menos, quatro

condutores de baixada, distribuídos ao longo do perímetro,

preferencialmente em cada canto do edifício, interligados de

forma adequada por um condutor de cintura.

Geralmente, o risco associado a descargas atmosféricas

laterais é baixo, devido à reduzida probabilidade de ocorrer uma

descarga lateral sobre uma estrutura elevada, em comparação

ao conjunto de descargas atmosféricas sobre a mesma estrutura,

e ainda porque os parâmetros dessas descargas atmosféricas

são muito inferiores aos das descargas no topo da estrutura.

+

Ile

Mt le

Rp (20%H)

H

Figura 13 — Protecções complementares contra impacto direitos para os 20%

mais elevado das estrutura dos edifiício com uma altura superior a 60 metros

6.

3. Protecção dos edifícios para os níveis de protecção

I+reI++

Nível de protecção H-: O SPDA, para um nível de protecção 1

é igualmente ligado à estrutura de metal ou às armaduras

metálicas do betão utilizadas como condutores para baixada

naturais, além dos condutores de baixada específicos e dos

condutores de baixada naturais incluídos no SPDA, de acordo

com 6.6. As ligações aos condutores de baixada naturais devem

ser feitas ao nível do telhado e do solo. Se os condutores

de baixada não estão interligados ao nível do telhado, um

condutor de cintura localizado logo abaixo pode ser utilizado

para satisfazer estes requisitos. Os condutores de baixada

devem ser interligados ao nível do solo pela malha de terra

ou a através de um condutor dedicado.

Na ausência de condutor de baixada natural, ou se um dos

requisitos anteriores não puder ser satisfeito, o nível 1 + não

pode ser considerado.

Nível de protecção I ++: a cobertura deve beneficiar de

uma protecção de nível 1 + com recurso a um dispositivo

captor onde o raio de acção é reduzido a 40% relativamente

aos valores dados em O, de modo a atingir uma protecção

completa dos equipamentos presentes na cobertura contra os

impactos directos das descargas atmosféricas.

6.

4. Materiais e dimensões

Os materiais e dimensões utilizados nos diferentes métodos

de protecção contra descargas atmosféricas são apresentados

na Tabela 30.

Tabela 30 — Materiais e dimensões para hastes simples

e malha protectora

Cobre electrolítih | Recomendado pela sua boa

com ou estanha- | condutividade eléctrica e

do (1) Sua resistência a corrosão.

NOTAS

e eléctricas (condutividade, permeabilidade, resistência à corrosão, entre outros).

2.

Dado o carácter de impulso da corrente do raio, o condutor plano é preferível ao

redondo, já que oferece uma maior superfície exterior para uma secção exterior.

3.

Usado em pontas de captura para Gaiolas de Faradey.

4.

Usado em hastes simples.

6.

5. Instalação

As pontas dos dispositivos captores, quer sejam eles

haste simples ou PDI, devem ser instaladas, no mínimo, dois

metros acima da área que está a proteger, incluindo antenas,

aparelhos de ar condicionado, telhados, cisternas ou outros

elementos. Ao conceber um SPDA, deve ter-se em conta os

pontos arquitecturais apropriados para posicionar o pára-raios,

tais como espaços sobre os terraços, cumeeiras e chaminés

metálicas ou de alvenaria.

Quando se encontram a proteger áreas abertas, como

campos de desportos, golfe, natação, campismo, entre outros,

os dispositivos captores devem ser do tipo PDI e instalados em

estruturas específicas, tais como torres, postes de iluminação

ou outra estrutura similar, de modo a que o PDI possa cobrir

toda a área a proteger. Opcionalmente, pode ser colocado

numa torre auto-suportada.

Quando forem utilizados cabos de espias, estes devem

ligar-se aos condutores de baixada no ponto de fixação ao

solo, recorrendo a condutores que se encontrem de acordo

com o estabelecido em 6.8.

No caso de malha de protecção, as dimensões da malha

devem reger-se pelo referido em 5.3.4.

6.

6. Condutores de baixada

6.

6.1. Princípios gerais

Os condutores de baixada têm como função conduzir a

corrente da descarga atmosférica desde o pára-raios até ao

sistema de terras, sendo preferencialmente instalados no

exterior da estrutura.

Os condutores de baixada devem ser fixos aos dispositivos captores por meio de um sistema de fixação que deve

compreender um elemento de adaptação mecânica, de modo

a assegurar um contacto eléctrico permanente.

Se um condutor de baixada não for de cobre e se for

instalado numa parede de material combustível, uma das

seguintes condições deve ser cumprida para evitar o aumento

de temperaturas perigosas:

Separação de, pelo menos, 0,10m;

Condutor com secção transversal de, pelo menos,

1 00minm?.

Duas trajectórias de condutor de baixada são consideradas

independentes se estiverem separadas, no mínimo, dois metros.

De modo a gerir problemas de ordem prática que possam

encontrar-se, aceita-se que a trajectória seja idêntica sobre

um comprimento equivalente a 5% do comprimento total do

condutor de baixada mais curto.

6.

6.2. Número de condutores de baixada

Para um SPDA não isolado, a cada pára-raios devem ligar-se,

pelo menos, dois condutores de baixada. De modo a melhor

distribuir a corrente, as duas trajectórias para a terra devem

estar localizadas em alçados diferentes sempre que tal for

viável tecnicamente. Um dos dois condutores de baixada deve

ser específico e estar em conformidade com o estabelecido em

6.

6.6, visto que os componentes naturais podem ser alterados

ou retirados, independentemente de pertencerem aum SPDA.

Se vários pára-raios forem instalados no mesmo edifício,

pode compartilhar-se condutores de baixada, não sendo

necessário dois condutores de baixada para cada pára-raios,

embora seja necessário, pelo menos, um condutor de baixada

específico por cada pára-raios.

Refira-se que apenas é possível utilizar um condutor

de baixada por cada pára-raios se a distância de separação

calculada para o sistema completo o permitir. Esta distância

permite calcular o número de condutores de baixada que

são necessários e a possibilidade de mutualização destes. O

aumento de condutores de baixada específicos possibilita uma

redução da distância de separação.

Se o SPDA for isolado, é necessário, pelo menos, um

condutor de baixada por cada pára-raios.

Relativamente a postes, mastros, chaminés e outras

estruturas metálicas:

Se a estrutura de aço satisfaz os requisitos de componentes naturais, pode ser utilizada como o primeiro

condutor de baixada;

Sea estrutura é isolada pode ser usada como condutor

de baixada única necessária. Assim, mais nenhum

condutor de baixada específico complementar é

necessário;

Se a estrutura não é isolada, pode considerar-se que

substitui os dois condutores de baixada necessários

quando a sua secção for maior ou igual a 100mm”*.

Se a secção está entre 50mm? e 100mm”, é necessário um segundo condutor de baixada específico.

Uma estrutura que não satisfaz aos requisitos relativos

aos componentes naturais, não p ode ser usada como condutor

de baixada. Portanto, um ou dois condutor(es) de baixada

específico(s) é/são necessário(s). Os componentes naturais

devem ter uma impedância baixa e permanente, podendo ser

necessário adicionar um condutor de baixada específico para

obter essa impedância baixa.

No caso das malhas de protecção, e para reduzir a probabilidade de danos causados pela corrente de descargas, os

condutores de baixada devem ser dispostos de uma forma a

que desde o ponto de impacto até à terra:

a)

Existam vários caminhos paralelos;

b)

O comprimento dos caminhos seja o mais curto

possível;

c)

As ligações equipotenciais às partes condutoras da

estrutura sejam feitas conforme o definido em 6.8.

A distribuição dos condutores de baixada deverá ser feita

à volta do perímetro da estrutura a proteger e sujeita aos

condicionamentos da arquitectura do edifício.

No caso das malhas de protecção, os condutores de baixada

repartem-se ao longo do perímetro do espaço a proteger, de

forma a que a sua separação média não exceda o indicado na

Tabela 31, em função do nível de protecção.

Tabela 31 — Distância entre baixadas em sistemas

de protecção com malhas

6.

6.3. Trajectória

O condutor de baixada deve ser instalado de forma a garantir que a sua trajectória será a mais curta e directa possível.

Deverá ainda ser o mais direita possível para evitar ângulos

agudos e secções ascendentes.

Às curvas que se façam na baixada deverão ter um raio

de curvatura de, pelo menos, 20 centímetros. Os condutores

de baixada devem utilizar curvas formadas lateralmente,

quando possível.

Os condutores de baixada não devem caminhar ao longo

das canalizações eléctricas e deve evitar-se que as atravessem.

As trajectórias também devem evitar parapeitos e cornijas e,

apesar de deverem ser omais directas possível, pode aumentar-

-se a sua altura, até 40 centímetros, de modo a passar por cima

de um parapeito com inclinação até 45.º, como indicado no

caso e) da Figura 14. Em alternativa, calculando a distância

de separação de acordo com 6.9, com 1 =I1 +12 +13 (Figura

15.

, pode determinar-se o raio de curvatura mínimo.

No caso OD) da Figura 14, d> 75 verifica-se sempre, desde

que d >, qualquer que seja o comprimento 1.

De "

ASTRA o !

CC " DA FE

+ e - ,

Figura 14- Percursos de baixadas

[

À ssicosth

Em que,

| — Comprimento da curvatura, em metros;

d— Largura da curvatura, em metros. Se d >1/20 evita-

-se orisco de ruptura do dieléctrico.

Figura 15 — Formas de curvatura dos condutores de baixada

À distância entre condutores de baixada e entre os eventuais condutores de cintura correlaciona-se com a distância

de separação. Os condutores devem ser fixados com três

fixações por metro, sendo que estas deverão ser adaptadas aos

suportes e deve garantir-se que a sua instalação não altera a

estanquicidade da estrutura. Refira-se que as fixações devem

permitir uma eventual expansão térmica dos condutores e

devem evitar-se fixações por perfuração sistemática.

Todos os condutores deverão estar ligados entre si usando

clipes de natureza idêntica, através de rebites, soldadura ou

várias soldaduras. Os condutores de baixada devem ser protegidos contra choques mecânicos, através de tubos ou calhas

de protecção (com um rasco longitudinal, se metálico) até uma

altura mínima de dois metros a partir do solo.

6.

6.4. Trajectória interior

Nas situações em que não é possível instalar um condutor

de baixada no exterior da estrutura, pode instalar-seno interior,

em parte ou na totalidade da altura da estrutura, dentro de

uma conduta específica para esta finalidade, não inflamável

e isolante e mantendo três fixações por metro.

À distância de separação é calculada também para condutores

de baixada interiores para determinar o nível de isolamento

necessário da conduta específica.

O dono da instalação deve ser informado das dificuldades criadas para a verificação e manutenção de condutores

de baixada e os correspondentes riscos de sobretensões no

interior do edifício.

Nos períodos de tempestade não deve ser permitido acesso

à conduta. Devem ser tomadas medidas de protecção da mesma

forma que é feito para condutores de baixada exteriores, de

acordo com o estabelecido no Anexo B, incluindo ligações

equipotenciais dos pisos com o condutor de baixada.

6.

6.5. Revestimento exterior

Quando um edifício tem um revestimento exterior feito de

metal, pedra ou vidro, ou quando uma parte do revestimento

da frente é fixa, pode instalar-se o condutor de baixada

sobre a parede de betão ou sobre a estrutura principal sob

o revestimento. Nessas situações, as partes condutoras do

revestimento deverão ser ligadas ao condutor de baixada na

sua parte superior e inferior.

Se o condutor de baixada não for de cobre, deve instalar-se

a mais de 10 centímetros por detrás do material inflamável

do revestimento, nos casos em que a superfície da secção

transversal é inferior a 100 mmº?. Para uma área transversal

igual ou superior a 100 mmº?, não é recomendado para manter uma distância precisa entre o condutor de baixada e o

material isolante.

NOTA — Os mesmos requisitos também são aplicáveis

a todos os materiais inflamáveis, mesmo na cobertura, como

é exemplo a palha.

6.

6.6. Materiais e dimensões

Os condutores de baixada podem ser planos ou redondos

maciços. À secção mínima deve ser de 50 mm? e encontra-se

definida na Tabela 32.

Podem ser considerados condutores planos entrançados em

caso de instalações móveis, tais como, nomeadamente, gruas.

Tabela 32 — Materiais e dimensões

dos condutores de baixada

Cobre decrolíco no | Reeendado pensua tes

ou estanhado (1) a Trança plana

resistência a corrosão.

Atoinoxiives — | Recomendado emescts

ameno

1.

Recomenda-se o cobre estanhado devido às suas propriedades físicas, mecânicas

e eléctricas (condutividade, permeabilidade, resistência à corrosão, entre outros).

2.

Dado o carácter de impulso da corrente do raio, o condutor plano é preferível ao

redondo, já que oferece uma maior superfície exterior para uma secção exterior.

3.

Não se admite o uso de quaisquer tipos de cabos isolados, sejam estes coaxiais ou

não, como condutores de baixada, nem o uso de tubos ou revestimentos isolantes,

revestindo as baixadas.

4.

Osrequisitos de fabrico dos materiais a utilizar encontram-se definidos na Norma

IEC 62561-2.

6.

6.7. Caixa de medição de terra

Cada condutor de baixada deve ser provido de uma caixa

de medição de terra (ligador amovível ou união de controlo),

que permita desconectar a ligação à terra doresto da instalação,

a fim de se efectuarem medições, e deve estar identificada

com o símbolo.

O ligador de terra deve ser concebido em material de

baixa impedância, de ligação por pressão ou esmagamento

e de secção não inferior a vinte vezes a secção do condutor.

Geralmente as caixas de medição de terra devem intercalar-se

nas baixadas a dois metros de altura do solo. Para as instalações

sobre paredes metálicas, onde não estão previstas baixadas

específicas, as caixas de medição de terra intercalam-se entre

cada uma das ligações à terra e o elemento metálico do edifício

ao qual estão unidas; devem ser instaladas no interior de uma

caixa de visita sobre a qual deve estar inscrito o símbolo.

6.

6.8. Contador de descargas atmosféricas

Nos casos em que a instalação se encontra equipada com

um contador de descargas atmosféricas, deve instalar-se o

contador de descargas no condutor de baixada mais directo e,

preferencialmente, pouco acima da caixa de medição de terra.

O contador de descargas atmosféricas deve estar de acordo

com a Norma IEC 62561-6.

6.

6.9. Componentes naturais

Existem alguns componentes naturais condutores que

podem substituir, na sua totalidade ou em parte, um condutor

de baixada.

6.

6.9.1. Componentes naturais que podem substituir a

totalidade ou parte de um condutor de baixada

As armaduras de aço externas interligadas (estruturas

metálicas) podem ser usadas, geralmente, como condutores

de baixada, desde que sejam condutoras e tenham uma resistência até 0,01 OQ. Nestas situações, conecta-se os pára-raios

directamente à armadura metálica e a parte mais baixa deve

ser ligada à terra.

A utilização de um condutor de baixada natural deve estar

de acordo com os requisitos de equipotencialidade definidos

nesta Norma, em 6.7.

6.

6.9.2. Componentes naturais que podem ser utilizados

para completar condutor(es) de baixada

De modo a completar o SPDA, podem usar-se os seguintes

itens para ligar ao sistema de protecção:

a)

Armaduras de aço interligadas que ofereçam continuidade eléctrica, tais como:

Estruturas internas metálicas, estruturas metálicas

do betão armado e estruturas metálicas dentro

das paredes, desde que existam terminais específicos para este fim na parte superior e inferior;

Estruturas metálicas externas que não corram a

altura total da estrutura.

NOTA — Caso se utilize betão pré-formado, deve ter-se

atenção ao risco de efeitos mecânicos causados pela corrente

das descargas atmosféricas que atravessa o SPDA.

b)

Telas de metal que cubram a área a ser protegida,

desde que:

A continuidade eléctrica entre as diversas partes

seja durável;

Não sejam revestidas com material isolante.

NOTA — Uma fina camada de tinta protectora, um

milímetro de betão ou 0,5 milímetros de PVC não são consideradas isolamento.

c)

Canalizações metálicas, quando têm uma espessura

de, no mínimo, dois milímetros.

6.

7. Ligação equipotencial das partes metálicas

Os elementos interiores do SPDA devem evitar o aparecimento de arcos perigosos na estrutura a proteger, devido à

passagem da corrente da descarga atmosférica em elementos

externos ao SPDA ou nas outras partes condutoras da estrutura.

Os arcos perigosos podem ocorrer entre os elementos externos

ao SPDA e outros componentes, tais como:

Instalações metálicas;

Sistemas internos;

As partes condutoras externas e as linhas entrando na

estrutura.

Podem evitar-se arcos perigosos recorrendo a uma ligação equipotencial, de acordo com o estabelecido em 6.8, ou

isolamento eléctrico entre os elementos, em conformidade

com o estipulado em 6.9.

6.

8. Ligação equipotencial da descarga atmosférica

6.

8.1. Princípios gerais

A equipotencialidade efectua-se através da interligação do

SPDA com as instalações metálicas, os sistemas internos ou os

elementos externos condutores e as linhas ligadas à estrutura.

Quando se realiza uma ligação equipotencial de descargas

atmosféricas para a instalação interior de uma protecção,

parte da corrente da descarga atmosférica pode fluir para o

interior, pelo que isso deverá ser tido em conta. Os meios de

interligação podem ser os condutores de equipotencialidade,

senão se obtiver uma continuidade natural, ou os protectores

de sobretensões, quando a equipotencialidade não for viável.

A sua realização é importante e deve ser coordenada com

o operador da rede de comunicação, o distribuidor de energia

eléctrica e outros operadores ou autoridades em causa, de

modo a evitar potenciais requisitos conflituosos.

Os protectores de sobretensões devem ser instalados de

uma forma que garanta que possam ser verificados.

NOTA — Se um SPDA for instalado, as partes metálicas

no exterior da estrutura a proteger podem ser afectadas, pelo

que tal deve ser tomado em conta aquando da concepção.

Ligações equipotenciais das partes metálicas externas podem,

igualmente, ser necessárias.

6.

8.2. Ligação equipotencial de descargas atmosféricas

entre as instalações metálicas

No caso de um SPDA, exterior isolado, a ligação deve

ser realizada apenas ao nível do solo. Se for um SPDA,

exterior não isolado, as ligações equipotenciais realizam-se

nos seguintes locais:

a)

No subsolo ou aproximadamente ao nível do solo.

Os condutores de equipotencialidade devem ser

ligados a uma barra de equipotencialidade fabricada e disposta de modo a permitir o acesso fácil

para a verificação. A barra de equipotencialidade

deve estar ligada à principal caixa de medição de

terra. Em grandes estruturas, geralmente de comprimento superior a 20 metros, podem instalar-se

várias barras desde que estas sejam interligadas;

b)

Onde os requisitos de isolamento não forem cumpridos, conforme estabelecido em 6.9.

As ligações equipotenciais devem, também, ser o mais

directas e rectas possível.

NOTA — Quando a ligação equipotencial for ligada a uma

parte condutora da estrutura, parte da corrente da descarga

atmosférica pode fluir na estrutura, pelo que esses efeitos

devem tomar-se em consideração.

Os valores mínimos das secções de ligação equipotencial

entre as barras e a terra são apresentadas na Tabela 33 e os

valores mínimos das secções de ligação equipotencial entre as

instalações metálicas e as barras são apresentados na Tabela 34.

Tabela 33 — Dimensões mínimas dos condutores

ligados a diferentes barras de equipotencialidade

ou entre as barras de equipotencialidade e a terra

Tabela 34 — Dimensões mínimas dos condutores de

ligação entre os elementos metálicos internos e a caixa

de medição de terra principal

e es

A ligação pode ser obtida através de um explosor de

equipotencialidade, de acordo com a Norma IEC 62561-3.

6.

8.3. Equipotencialidade de descargas atmosféricas

para elementos condutores externos

Para elementos condutores exteriores, a equipotencialidade

da descarga atmosférica deve ser estabelecida tão próximo

quanto possível do ponto de entrada na estrutura a proteger. Os

condutores de equipotencialidade devem suportar a passagem

de parte da corrente da descarga atmosférica.

A ligação pode ser obtida através de um explosor de

equipotencialidade, de acordo com a IEC 62561-3.

6.

8.4. Equipotencialidade de descargas atmosféricas

para sistemas internos

A ligação de equipotencialidade da descarga atmosférica

tem que estar em conformidade com o estabelecido em

6.

8.2 a) e 6.8.2 Db).

Caso os condutores dos sistemas internos ligados ao exterior

sejam blindados ou instalados em condutas metálicas, pode ser

suficiente ligar a terra às blindagens ou condutas metálicas.

Caso não sejam blindados nem se encontrem em condutas

metálicas, os condutores dessas linhas devem ser ligados à

terra através de um protector de sobretensões.

No esquema TN, os condutores PE ou PEN devem ser

ligados ao SPDA directamente ou, em alternativa, por um

protector de sobretensões. Os condutores de ligação equipotencial e os protectores de sobretensões devem estar de acordo

com o definido em 6.8.2.

Se a protecção dos sistemas internos contra tensão de

contacto for necessária, deve utilizar-se a protecção através

de protectores de sobretensões coordenados conforme os

requisitos desta Norma.

6.

8.5. Equipotencialidade de descaídas atmosféricas

para linhas ligadas à estrutura a proteger

Deve efectuar-se uma equipotencialidade da descarga

atmosférica para linhas ligadas à estrutura a ser protegida em

conformidade com o definido em 6.8.3.

Os condutores de cada linha devem estar ligados à terra

directamente ou por protectores de sobretensões. No esquema

TN, os condutores PE ou PEN devem ser ligados à barra equipotencial directamente ou por um protector de sobretensões.

Quando os condutores são blindados ou instalados em

condutas metálicas, as suas blindagens ou condutas devem

ser ligadas à terra.

As equipotencialidades de descargas atmosféricas das

blindagens e condutas devem ser feitas perto do seu ponto de

entrada na estrutura. Os condutores de ligação e os protectores

de sobretensões devem ter as características estabelecidas

em 6.8.3.

Quando é necessária a protecção contra sobretensões de

origem atmosférica dos sistemas internos ligados a linhas que

entram na estrutura, essa protecção deve ser assegurada por

protectores de sobretensões coordenados, de acordo com os

requisitos desta Norma.

6.

9. Distância de separação

O isolamento eléctrico entre o dispositivo de captura ou

os condutores de baixada e partes metálicas da estrutura,

instalações metálicas e sistemas de interior pode ser realizado

por uma distância de separação, s, entre as partes. A equação

geral para o cálculo da distância de separação, em metros, é

a seguinte:

s= "=, k. x 1 (53)

km

Em que,

k. - Depende do nível de protecção escolhido, de acordo

com a Tabela 35;

k,, - Depende do material de isolamento eléctrico, de

acordo com a Tabela 36;

k, - Depende da corrente da descarga atmosférica que

flui nos condutores de baixada e da terra, de acordo

com a Tabela 37;

1 - Comprimento, em metros, ao longo dos dispositivos

de captura e condutores de baixada entre o ponto

onde a distância de separação é considerada e o

ponto de ligação equipotencial mais próximo.

NOTÁ — O comprimento, 1, ao longo do dispositivo de

captura pode ser ignorado para as estruturas com telhado

metálico contínuo, servindo como dispositivo de captura natural.

t

a U

ii s * Limite de aproximeção

1 dos elementos

1 metálicos

E/S

PEA |

h é

UÚ

!,

' U

ze ,

p Í P tr

U

o A A ace

Figura 16 — Distância de separação em função do comprimento considerado

e aumento da diferença de potencial em função da distância ao ponto de equipo

tencialidade mais proximo (P).

Tabela 35 — Valores do coeficiente k,

om o = e |

Tabela 36 — Valores do coeficiente k,

Ea OR]

ot a)

Betão, tijolos, madeira

NOTAS:

1.

Se diversos materiais isolantes estão em série, uma boa prática é escolher o menor valor de K.

2.

Se não usados outros materiais isolantes, o fabricante deve fornecer

conselhos sobre a construção e o valor do K,.

Em estruturas de betão armado com armaduras metálicas

interligadas, a distância separação não é necessária.

Tabela 37 — Valores do coeficiente k.

ese memenenenn — [E

o esmeneemE — [|

ro |

temas de terra Tipo B e Tipo A, desde que a diferença de resistência de

terra aos eléctrodos vizinhos não seja superior a dois. Caso a diferença

entre elécirodos de terra simples seja superior a dois, assume-se K, =].

7.

Sistemas de terras

7.

1. Princípios gerais

Todos os sistemas de terras da mesma estrutura devem

ser interligados. Um sistema de terras deve ser instalado para

cada condutor de baixada, na base, com um mínimo de dois

eléctrodos por sistema de terra.

Tendo em conta a natureza impulsional das correntes

da descarga atmosférica, e com o intuito de aumentar a

sua dissipação na terra, e consequente redução do risco de

sobretensões perigosas no interior do volume a ser protegido,

deve considerar-se a dimensão, a forma e a resistência do

sistema de terras.

Uma determinada área de contacto com o solo deve ser

assegurada, de modo a facilitar a dispersão das correntes da

descarga atmosférica durante um tempo curto.

O valor da resistência da terra, medido utilizando equipamento

convencional, deve ser tão baixo quanto possível (inferior a

10 62). Essa resistência deve ser medida na saída do condutor

terra, isolado de qualquer outro componente condutor.

Devem evitar-se sistemas constituídos por um único eléctrodo, horizontal ou vertical extremamente longo (superior a

20 metros), de modo a minimizar, tanto quanto possível, os

valores de impedância ou indutância.

Não existe vantagem em utilizar um único eléctrodo vertical

atingindo uma camada profunda de solo húmida, excepto

quando a resistividade de superfície é particularmente elevada

e existe uma camada de alta condutividade mais abaixo.

No entanto, este tipo de sistemas de terras perfurados tem

uma onda de alta impedância quando a profundidade ultrapassa

os 20 metros e, assim, deve usar-se um número elevado de

hastes verticais ou horizontais, perfeitamente interligadas do

ponto de vista eléctrico.

Salvo impossibilidade real, os sistemas de terra deverão ser

sempre dirigidos para o exterior da estrutura a ser protegida.

NOTA — Para evitar tensões de passo, deve ser consultado

o Anexo B.

7.

2. Tipos de sistemas de terras

As dimensões do sistema de terras dependem da resistividade

do solo onde serão instalados esses sistemas, sendo que essa

resistividade pode variar bastante em função do material do

solo (argila, areia, rocha, entre outros).

À resistividade pode ser medida através de um método

adaptado com um instrumento de medida de terra ou, alternativamente, podem consultar-se os valores da Tabela 38.

Para cada condutor de baixada, os sistemas de terras

podem compreender:

Tipo À: Sistema de terra específico, dividido em A1 e A2:

Al - Os condutores da mesma natureza e secção que os

condutores de baixada, à excepção do alumínio, dispostos sob

a forma de pata de galo de grandes dimensões e enterrados a

uma profundidade mínima de 50 centímetros.

Exemplo: três condutores de sete a oito metros de comprimento, enterrados na horizontal, a uma profundidade mínima

de 50 centímetros.

A2- Conjunto composto de vários eléctrodos verticais, de

comprimento total mínimo de seis metros a uma profundidade

mínima de 50 centímetros:

Dispostos em linha ou triângulo e separados uns dos

outros por uma distância, no mínimo, igual ao

comprimento enterrado;

Interligados por um condutor enterrado idêntico ao

condutor de baixada ou às características compatíveis com este último.

NOTA — À disposição de terra em anel

Esta disposição compreende um anel exterior à estrutura

em contacto com o solo, num comprimento de, pelo menos,

80% do anel e um sistema de terras das fundações, com a

condição que ele seja constituído por um condutor de S0 mmº.

Cada condutor de baixada deverá ser, também, ligado a, no

mínimo, um eléctrodo horizontal de, pelo menos, quatro metros

de comprimento ou a um eléctrodo vertical de comprimento

mínimo de dois metros.

Tabela 38 — Resistividades típicas do solo

seo] ABmannidadesacimade 30 |

O E

oco

| : |? |

| 1 | |

| é. |

| OR TA É fes |

|, 2E seo |

Pa ' [ CE |

| 1- Liendor amovível (caixa medição terra) |

| 2 - Ligação desconectável |

Em que,

D — Condutor de Baixada;

B — Anel ao nivel das fundações do edificio;

P — Ligação à terra do SPDA.

Figura 17 — Esquema de tipo de sistema de terra À1 e Á2

7.

3. Disposições complementares

Nos casos em que a resistividade elevada do solo impedir

obter uma resistência do sistema de terras inferior a 10 &

com as medidas normalizadas anteriores, pode recorrer-se

às seguintes disposições complementares:

Adicionar um eléctrodo na disposição de pata de galo,

ou ligação destes últimos aos eléctrodos existentes;

Adicionar ummaterial natural não corrosivo de menor resistividade em redor dos condutores de ligação à terra;

Aplicação de enriquecedor de terra conforme a IEC 62561.

Quando a aplicação de todas essas medidas acima não

permitir obter um valor da resistência inferior a 10 O, pode

considerar-se que o sistema de terra do tipo À garante o

escoamento da corrente da descarga atmosférica, desde que

ela compreenda um comprimento total de eléctrodo enterrado

de, no mínimo, 160 metros, para o nível de protecção 1, ou

100 metros, para os níveis de Protecção II, III e IV.

Cada elemento vertical ou horizontal não deverá ultrapassar

20 metros de comprimento, para qualquer dos casos.

O comprimento necessário pode ser uma combinação de

eléctrodos horizontais (comprimento acumulado L1) e verticais

(comprimento acumulado L2) com o requisito seguinte:

160 metros (ou 100 metros, dependendo do nível de

protecção) < L1 +2xL2

Para um sistema de terras do tipo B, quando o valor de

10 2 não pode ser obtido, o comprimento acumulado de n

eléctrodos suplementares deverá ser de:

160 metros para um nível de protecção I (ou 100 metros,

dependendo do nível de protecção) para um eléctrodo horizontal;

80 metros para o nível de protecção 1, ou SO metros

para os outros níveis de protecção, para eléctrodos verticais;

Uma combinação semelhante à anterior para um sistema de terras tipo À.

7.

4. Equipotencialidade dos sistemas de terras

Quando o edifício ou o volume a proteger tem um sistema

de terras de fundações para a instalação eléctrica, os sistemas

de terras do SPDA devem ser ligados a este através de um

condutor Normalizado, de acordo com a Norma IEC 62561-2.

Para novas construções, esta medida deve ser considerada

desde a etapa inicial da concepção. À interligação ao circuito

de ligação à terra das fundações deve ser executada ao longo

de cada condutor de baixada, através de um dispositivo

desconectável, de preferência numa caixa de visita onde se

encontre o símbolo de terra.

Nos edificios e instalações existentes, devem efectuar-se as

interligações nas partes enterradas, preferencialmente, e deve

ser possível uma desconexão para as verificações. Quando as

interligações são feitas no interior do edifício, recomenda-se

que a trajectória do condutor evite induções ao nível dos cabos

e dos materiais vizinhos.

Quando existem várias estruturas incluídas no volume a

proteger, o sistema de terras do SPDA deve ser ligado à rede

de equipotencialidade existente, que se encontra enterrada, e

que interliga todas as estruturas.

7.

5. Condições de proximidade

Os componentes do sistema de terras do SPDA devem

estar, no mínimo, a dois metros de qualquer ligação eléctrica

enterrada, caso as canalizações não estiverem ligadas, do ponto

de vista eléctrico, à equipotencialização principal da estrutura.

Para os solos onde a resistividade é superior a 500 Q xm, a

distância mínima passa a ser de cinco metros.

7.

6. Materiais e dimensões

Os materiais e dimensões a considerar para os sistemas

de terras são apresentados na Tabela 39.

Tabela 39 — Materiais e dimensões

dos condutores de terra

Eléctrodos de Terra

[mea | meme [Bm

Plano 30 x 2 mm

Redondo O8 mm

Cabo multifilar 50 murº, a)

Grelha em fio de secção minima

Recomendado pela 10mm?

Cobre electrolítico sua boa condutividade : , "

nu ou estanhado 1) eléctrica e sua boa — | Piquete maciço O 14 mm, L=2m

resistência à corrosão Piquete tubular O 25 exterior,

Trança plana 30 x 3,5 mm

Placa 500 x 500 x 2 mm

Aço cobreado * ; ; —

2500) RN Piquete maciço 0 14 mm, L=2m

Plano 30 x 2 mm

Redondo O 10 mm

Aço inox 18/10, Recomendado em

304 Nes certos ambientes cor- — | Piquete maciço O 14 mm, L=2m

rosivos

Piquete tubular O 25 exterior,

Plano 30 x 3,5 mm

Reservado para insta- Redondo O 10 mm

Aço galvanizado a lações provisórias e de

ço 8 curta duração devido — | Piquete maciço O 19 mm, L=2m

quente (50()) : e ARio a

à sua má resistência à

corrosão Piquete tubular O 21 exterior,

a)

Diâmetro minimo de 1 mm para cada fio do condutor multifilar,

1.

Tendo em conta as propriedades fisicas, mecânicas e eléctricas (condutividade,

maleabilidade, resistência à corrosão, entre outras), recomenda-se o cobre estanhado.

8.

Disposições particulares

8.

1. Antenas

A existência de uma antena sobre o telhado de um edifício

aumenta os riscos de impacto de raios e pode converter-seno

primeiro elemento susceptível de receber a descarga.

O mastro de suporte da antena deve ser ligado directamente

ou via explosor de isolamento conforme a IEC 62561-3 ao

sistema de protecção contra descargas atmosféricas, com ajuda

de um condutor adequado, a menos que a antena se encontre

no exterior da zona a proteger ou sobre um outro telhado ou

a uma distância do SPDA superior à distância de separação.

O cabo coaxial deverá então ser protegido por meio de um

protector de sobretensões.

Um mastro de suporte comum (ao pára-raios e à antena)

pode ser utilizado nas condições seguintes:

O pára-raios é fixo na extremidade do mastro;

A ponta do pára-raios encontra-se, pelo menos, dois

metros acima da antena mais próxima;

O condutor de baixada é fixo directamente sobre o

pára-raios com ajuda de um ligador;

O cabo coaxial da antena está no interior do mastro

da antena.

Nocaso de uma torre triangular, é preferível fazer o caminho

do cabo coaxial no interior de um tubo metálico.

8.

2. Telhados de palha, colmo ou metálicos

Nestes casos, a opção é a protecção mediante um pára-

-raios instalado num mastro autónomo a partir do solo e a

uma distância não inferior a um metro em relação a estruturas

em redor. A altura do conjunto deverá garantir um raio de

acção suficiente para abranger a estrutura conforme o nível

pretendido. Sempre que se verifique a presença de materiais

condutores na construção deste tipo de telhados ou coberturas,

estes devem garantir uma distância de segurança mínima em

relação ao SPDA. Caso não aconteça, deve ser prevista a

ligação dos materiais condutores à terra.

8.

3. Chaminés de fábricas

Pela sua elevada altura e ionização que produzem os fumos

€ OS gases quentes, as chaminés das fábricas são pontos de

impacto preferenciais da descarga.

A parte mais alta da chaminé deve estar munida de um

pára-raios, preferencialmente de material resistente a ambiente

corrosivo e à temperatura dos resíduos e instalado do lado dos

ventos dominantes.

Dispor-se-ão duas baixadas igualmente distanciadas,

ficando uma delas exposta do lado dos ventos dominantes.

8.

4. Zonas abertas, áreas de ócio ou desportivas

O presente subcapítulo refere-se a terrenos de desporto,

parques de campismo, parques de caravanas, piscinas, hipódromos, circuitos automobilísticos, parques de atracções,

entre outros.

O sistema de pára-raios a utilizar deverá ser do tipo PDI e

estes devem instalar-se sobre mastros das bandeiras, postes de

iluminação, pilares, mastros autónomos ou outras estruturas

existentes. O seu número e a sua instalação cumprirão com

as disposições desta Norma.

Estas medidas podem ser complementadas com dispositivos de aviso de trovoadas, de acordo com o Capítulo 10

desta Norma.

8.

5. Árvores

Certas árvores isoladas constituem potenciais pontos de

impacto preferenciais de descargas atmosféricas, devido à

sua altura e à sua forma.

Nos lugares onde exista risco para a segurança da vizinhança, como, por exemplo, na proximidade de um edifício,

ou quando a árvore seja de interesse estético ou histórico,

pode proteger-se a árvore de forma efectiva instalando um

pára-raios no ponto mais elevado da mesma conforme as

disposições desta Norma.

Para facilitar a instalação da baixada, não prejudicar o

crescimento da árvore e danificá-la o menos possível, o condutor de baixada deve ser fixo de forma flexível por meios

de fixação adaptados ao longo do tronco da árvore por um

traçado o mais directo possível.

8.

6. Edifícios religiosos

Os sinos, as torres, os minaretes e as cruzes são susceptíveis

de serem atingidos pelas descargas atmosféricas, devido à

sua proeminência.

Para este tipo de edifício, o SPDA deve compreender

um primeiro condutor de baixada, com trajectória directa ao

longo da torre principal.

Quando a altura do ponto culminante do edifício é superior

a 40 metros, recomenda-se que o segundo condutor de baixada

siga o cume do corpo principal do edifício.

Quando existe um elemento proeminente não metálico na

extremidade do corpo principal do edifício, como uma cruz,

uma estátua não metálica, entre outros, estes objectos deverão

ser dotados de um dispositivo de captura.

Todos os sistemas de terras do SPDA e o sistema de terras

eléctrico deverão ser interligados.

Certos edifícios dispõem de sinos eléctricos. À sua alimentação eléctrica pode ser protegida contra sobretensões

através de protectores de sobretensões, conforme as Normas

IEC 61643-11 e IEC 61643-112.

AA

PF

A

mn s

| | |

| |

' Figura 18 - Edifícios religiosos

8.

7. Edifícios com substâncias perigosas ou explosivas

Os depósitos que contenham fluídos inflamáveis deverão

ser ligados à terra. Caso esta ligação não ofereça protecção

adequada contra as descargas atmosféricas, torna-se necessário

efectuar um estudo aprofundado.

Os PDI devem ser instalados no exterior das zonas com risco

de explosão, a um nível mais elevado do que as instalações a

proteger. Na medida do possível, a trajectória dos condutores

de baixada deve situar-se no exterior das zonas com risco de

explosão. Caso não seja possível, deve considerar-se uma

atenção particular sobre as medidas a tomar, de maneira a

evitar a formação de arcos. Os sistemas de terra deverão ser

orientados para o lado oposto das zonas de armazenamento.

8.

8. Áreas periurbanas

Nestes casos, a opção é a protecção mediante um PDI

instalado num mastro autónomo a partir do solo e que a altura

deste garanta os raios de acção segundo o nível pretendido

e de forma a proteger as estruturas que se situam em redor.

Esta medida deve ser complementada com dispositivos de

aviso de trovoadas, de acordo com o Capítulo 10 desta Norma.

9, Protecção contra sobretensões

9.

1. Princípios gerais

À protecção contra os feitos electromagnéticos da corrente

da descarga atmosférica (CAED) é baseada no conceito de

zonas de protecção (ZPDA). À zona que contém sistemas a

serem protegidos deve ser dividida em várias ZPDA. À estas

zonas é, em teoria, atribuída parte do espaço onde a gravidade

de efeitos dos efeitos electromagnéticos da corrente da descarga

atmosférica (CAED) são compatíveis com o nível suportado

pelos sistemas internos neles englobados. Sucessivamente são

caracterizadas outras zonas com diferenças significativas da

gravidade dos CAED. À fronteira de uma ZPDA é definida

pelas medidas de protecção aplicadas.

A falha permanente dos sistemas eléctricos e electrónicos

devido aos CAED pode ser causada por:

Ondas de impulsos transmitidas aos equipamentos

pelos cabos a estes ligados através de condução

ou indução;

Efeitos de radiação de campos electromagnéticos que

incidem directamente no equipamento.

Para protecção contra os efeitos de radiação de campos

electromagnéticos que incidem directamente no equipamento,

deve ser utilizado um sistema de medidas de protecção contra

CAED (SMPYI) consistindo em escudos espaciais e/ou linhas

blindadas, combinadas com protecções exteriores blindadas

dos equipamentos.

Para protecção contra os efeitos de ondas de impulsos

conduzidas ou induzidas em cabos de alimentação dos

equipamentos, deve-se fazer uma protecção SMPI através

de SPD coordenados.

As falhas devido à radiação de campos electromagnéticos

que incidem directamente no equipamento são negligenciáveis

desde que o equipamento cumpra com as emissões de radio

frequência previstas nas Normas EMC.

No geral, os equipamentos têm que cumprir com as regulamentações EMC, portanto as medidas do SMPI consistindo

em sistemas SPD coordenados são normalmente consideradas

suficientes para proteger estes equipamentos contra os efeitos

de CAED.

9.

2. Selecção de SPD

As linhas de serviço que entram ou saem da estrutura

(abastecimento eléctrico, telefónico, televisão, entre outros)

devem proteger-se com protectores de sobretensões adequadas.

A selecção dos valores apropriados, LI, LoL, e U,, de

um SPD depende de muitos e complexos parâmetros.

É importante ter em conta que o risco de danos nos serviços

internos dentro de uma estrutura devido a um pico de energia

dos efeitos induzidos por acoplamento nas linhas de energia

de telecomunicações dados (S4) ou dos efeitos de CAED

devido a descargas na vizinhança da estrutura (S2), podem

muitas vezes serem superiores aos causados pelo efeito de

picos originados por descargas directas na estrutura em si

(S1) ou nas linhas (S3).

Muitos edifícios não necessitam de protecção contra

descargas atmosféricas directas na estrutura ou nas linhas.

Assim, a utilização de SPD com Classe I não é necessária,

sendo então mais apropriado um sistema de SPD de Classe TI

correctamente dimensionado.

Em geral, a abordagem deve ser o uso de um SPD Classe1

sempre que correntes de descargas directas estão envolvidas

(S1/S3) e SPD de Classe IL/III para efeitos induzidos (S2/S4)

Sempre que se analisa tais complexidades, deve ter-se em

conta que o aspecto mais importante na selecção de um SPD

é o seu limite de tensão durante o evento de surto e a energia

por ele suportada Expo Liso L) (ver NOTA 1 da Tabela 16).

À corrente nominal esperada (1), um SPD com um limite

de tensão inferior à tensão suportada pelo equipamento, vai

garantir a protecção do equipamento, especialmente quando

se consideram factores externos, os quais podem criar tensões adicionais (queda de tensão nos terminais, fenómenos

de oscilações e induções). Ao contrário um SPD com uma

energia suportada superior àquela do local da instalação, pode

resultar apenas no funcionamento mais duradouro do SPD.

Contudo, um SPD com uma tensão limitada inferior pode ser

mais susceptível a possíveis danos de sobretensões transitórias

se instalados em sistemas mal regulados.

A redução das sobretensões de entrada a valores inferiores

aos indicados em cada equipamento consegue-se com uma

estratégia de protecção em cascata que integra três níveis de

protecção: alta, média e fina, conseguindo, desta forma, um

nível de tensão residual não perigoso para os equipamentos e

uma capacidade de derivação de energia que prolonga a vida

e eficiência dos dispositivos de protecção.

Os critérios de selecção destes protectores são os seguintes:

a)

Averiguar as características da linha para saber a

tensão máxima de funcionamento em continua

e/ou em alternada entre cada um dos condutores.

Seleccionar os protectores tais que:

U,.> Tensão máxima de funcionamento da linha;

b)

Seleccionar o tipo de protector e sua corrente máxima

segundo os efeitos que deva suportar.

Tabela 40 — Tipos de protectores de sobretensões

c)

Seleccionar a tensão residual do protector segundo

a tensão de impulso que os equipamentos possam

suportar.

Tabela 41 — Categoria dos equipamentos (Níveis

suportados nas instalações eléctricas 230/400 V)

EXE has oca

tensão (Categoria de Nível supartado Equipamento típico

impulso suportado)

RNEIO

15kV sobretensões. Exemplo: computadores, equipamentos electrónicos

muito sensíveis.

oo] EE

2,5kV ferramentas portáteis e outros

equipamentos similares.

ENRICO

4,0 kV tos. Exemplo: motores, bombas,

compressores.

oo] e jeseee

IV 6,0 kV ligam na origem ou muito próximo

da origem da instalação.

O objectivo a conseguir que a actuação do dispositivo

de protecção reduza a sobretensão transitória a um valor de

tensão inferior à suportada pelo equipamento protegido (de

acordo com a categoria dos equipamentos segundo o definido

na Tabela 41). Para alcançar este objectivo pode ser necessário

utilizar mais um dispositivo de protecção.

9.

3. SPD coordenado

Os equipamentos estão protegidos se a sua tensão nominal

de impulso suportada, U,,, aos seus terminais é maior do

que o aumento de sobretensão entre os condutores activos

e o condutor de terra. Caso assim não aconteça, deve ser

instalado um SPD.

O SPD irá proteger o equipamento se o seu nível de

protecção de eficaz tensão U,,, (nível de protecção UP obtido

quando a corrente nominal de descarga (1) flui em conjunto

com a queda de tensão induzida []U dos condutores ligados) é

menor do que U,, De notar que se a corrente de descarga que

ocorre no ponto de instalação do SPD excede a 1 do SPD, o

nível de protecção U, será maior, e U,, pode exceder o nível

de U , suportado pelo equipamento. Neste caso, o equipamento

não está protegido. Segue-se que a corrente nominal 1, do SPD

deve ser seleccionada para ser igual, ou maior, ao da corrente

de descarga que se pode esperar neste ponto da instalação.

À avaliação das correntes de descargas esperadas nos

diversos pontos da instalação é baseada no nível de protecção

utlizado no Capítulo 4 desta Norma. Uma análise completa da

distribuição da corrente é necessária quando se considera S1.

Os valores da probabilidade P., em função do nível de

protecção são dados na Tabela 12 do Capítulo 4 desta Norma.

Finalmente a importância de instalar um SPD nas linhas

eléctricas e nas linhas de dados e telecomunicações é essencial

para a obtenção de um sistema de SPD coordenado.

Para garantir a coordenação adequada entre dispositivos

deve seguir-se as recomendações do fabricante. À Figura 19

mostra um exemplo de instalação para linhas de abastecimento eléctrico.

j Instntação immerior pisa

—

— fam)

= | =

Ê

Figura 19 — Exemplo de instalação que inclui os três tipo de despositivo

de protecção contra sobretensões

Informações adicionais podem ser encontradas no IEC

61643-12 eIEC 60364-5. 53 que lidam com protecção contra

sobretensões e as consequências no caso de uma falha do SPD.

10.

Protecção preventiva

10.

1. Princípios gerais

O objectivo da protecção preventiva é reduzir o risco de

danos devido a descargas atmosféricas, detectando-as e tomando

medidas imediatas que reduzem a exposição à ameaça e/ou que

ponham fora de serviço as linhas portadoras de sobretensões

transitórias ao interior da estrutura.

No decurso das últimas décadas, os sistemas técnicos e os

sistemas destinados à monitorização em temporeal da actividade

atmosférica e dos raios, foram objecto de um desenvolvimento

extraordinário. Estes sistemas podem fornecer, em tempo

real, informações valiosas e de alta qualidade, caso sejam

coordenados com plano de acção detalhado.

Ainda que estas informações permitam ao utilizador adoptar medidas preventivas temporárias antecipadamente, deve

notar-se que todas as medidas a tomar com basena informação

monitorizada, são da inteira responsabilidade do utilizador

do sistema de acordo com os regulamentos apropriados. À

eficácia depende fundamentalmente da situação de risco

considerado e das decisões previamente planificadas. Este

capítulo apresenta uma lista de possíveis acções que têm, não

obstante, uma natureza meramente informativa.

Deve-se realçar que as descargas atmosféricas, sendo

um fenómeno natural, são alvo de uma incerteza de natureza

estatística. Significa isto que não é possível obter informações

100% precisas quanto ao local onde vai cair oraio ou quando

vai atingir o solo.

O presente capítulo fornece informações sobre as características dos sistemas de detecção de trovoadas, bem como

informação para a avaliação da utilidade dos dados relativos

às descargas atmosféricas em tempo real e/ou dos dados sobre

a electrificação de uma trovoada, com o fim de implementar

medidas preventivas contra orisco de descargas atmosféricas.

Este capítulo fornece, também, os requisitos básicos dos

captores e das redes que recolhem informação exacta dos

dados relevantes, dando informações em tempo real sobre a

evolução das descargas e o seu alcance. Descreve a aplicação

dos dados recolhidos por estes captores e redes sob a forma

de alertas e dados históricos.

É aplicado à utilização de informações fornecidas pelos

sistemas de aviso de trovoada (que são sistemas ou equipamentos que fornecem informações em tempo real) sobre a

actividade eléctrica atmosférica, para fins de monitorização

como meio de prevenção.

Existem muitos tipos de detectores de trovoadas e de raios,

porém deve usar-se, do ponto de vista de segurança contra

o risco causado pela acção do raio, equipamentos capazes

de detectar a trovoada em todas as suas fases, no lugar em

que se encontra a estrutura (detecção local) e em temporeal.

Devem ser, portanto, detectores capazes de medir o campo

electroestático local.

10.

2. Fases da trovoada e fenómenos detectáveis

pelo alarme

10.

2.1. Introdução

Podem identificar-se quatro estágios distintos durante o

ciclo de vida de uma trovoada, consoante os fenómenos detectáveis: fase inicial, fase de crescimento, fase de maturidade

e fase de dissipação.

10.

2.2. Fase 1- Fase inicial (fase Cumulus)

Fase de electrificação da nuvem, mediante a separação das

cargas eléctricas no interior da nuvem. Ás cargas distribuem-se

em regiões da nuvem e produzem um campo electrostático

mensurável ao nível do solo. Considera-se o primeiro fenómeno

detectável precursor de uma trovoada.

NOTA — Campos electrostáticos poderão produzir potenciais

perigos, tais como descargas electrostáticas (ESD), mesmo

quando não existe actividade de trovoada.

10.

2.3. Fase 2 - Fase de crescimento

Esta fase, por vezes também chamada de fase de desenvolvimento, é caracterizada pela ocorrência de descargas no

interior da nuvem (IC) ou entre a nuvem e o solo (CG). À

primeira descarga no interior da nuvem aparece depois de um

certo desenvolvimento das regiões de carga na nuvem. No

entanto, em algumas situações, não é claro o tempo decorrido

entre a primeira descarga IC e a primeira descarga CG.

NOTA — As descargas IC representam, normalmente, a

maior parte da actividade total das descargas atmosféricas

produzida por uma trovoada. Observa-se uma variação

significativa na relação IC/CG para trovoadas individuais.

10.

2.4. Fase 3 - Fase de maturidade

Esta fase caracteriza-se pela presença tanto de descargas

CG como de IC.

10.

2.5. Fase 4 - Fase de dissipação

Esta fase caracteriza-se pela queda das taxas tanto das

IC como das CG, assim como da diminuição dos valores do

campo electrostático até ao valor médio atmosférico.

10.

3. Instalação e manutenção

Todos os detectores de trovoadas deve ser instalados em

conformidade com as instruções do fabricante e nas melhores

condições possíveis de forma a assegurar o menor número

de interrupções produzidas pelo seu ambiente. É por isso

recomendável fazer um estudo prévio da localização proposta

para adaptar os captores do sistema às condições específicas

do local.

A instalação de detectores de trovoadas está sujeita à

influência de múltiplos factores, pelo que qualquer nova

instalação poderá necessitar de um período prévio de ajuste

até que se considere o seu funcionamento a um nível óptimo.

Este ajuste deve ser realizado pelo fabricante do sistema ou

por um técnico por este autorizado.

É indispensável a manutenção dos sistemas integrados

num TWS, incluindo a produção do alarme. A precisão

da informação que um TYS fornece é determinada pelas

condições físicas dos seus captores, pelo seu meio ambiente

(exemplos: crescimento de vegetação, edifícios, torres, entre

outros), e pelas ligações das comunicações entre os captores

e o TWS, assim como entre o TWS e os utilizadores finais.

Por isso, considera-se necessário levar a cabo manutenções

anuais ou, inclusive, em períodos mais curtos, de acordo com

as recomendações do fabricante.

Todas estas instalações e recomendações de manutenção

são, realmente, um factor-chave para o bom funcionamento

do sistema de aviso.

10.

4. Guia de aplicação dos sistemas de aviso de trovoadas

10.

4.1. Princípios gerais

Em termos gerais, a utilização de um TWS é útil para

prevenir oureduzir a perda de vidas, danos em bens/serviços ou

propriedades (com as perdas económicas associadas) eriscos

ambientais. A avaliação do risco para aplicação de TWS tem

de considerar uma ampla gama de situações. Em termos gerais,

um TWS pretende reduzir riscos devidos a LRE por meio

de medidas preventivas antecipadas que permitam reduzir o

tempo de exposição à ameaça. Mais especificamente, um TWS

não é capaz de substituir ou fazer as vezes de um SPDA nem

transitórios associados e considerados na Norma EN 62305.

Os TWS proporcionam, em temporeal, informação sobre

a actividade eléctrica atmosférica, pelo que os dados estatísticos relacionados com as trovoadas podem não ter relação

directa com a valorização da conveniência da previsão. Assim

a conveniência da implantação em determinada zona dos

procedimentos de salvaguarda depende das características da

actividade realizada, da zona pública exposta às trovoadas, da

presença humana e da possibilidade de tomar acções preventivas

como consequência da informação proporcionada pelos TWS.

10.

4.2. Procedimento

10.

4.2.1. Generalidades

A avaliação da capacidade de aviso de um TWS inclui

três etapas:

a)

Identificação de situações perigosas;

b)

Determinação do tipo de perda;

c)

Controlo do risco: opções para reduzir orisco (selecção, implementação e seguimento das medidas

apropriadas para o controlo e a redução do risco).

A presente Norma não indica quaisquer detalhes sobre acções

preventivas, sendo apresentados alguns exemplos em 10.6.

10.

4.2.2. Etapa 1 - Identificação de situações perigosas

A primeira etapa consiste em identificar uma ou mais

situações perigosas segundo as diferentes possibilidades da

Tabela 42. Caso uma situação não esteja incluída no quadro,

selecciona-se «Outras situações».

Tabela 42 — Identificação de situações perigosas

= EEssERETET

contra descargas atmosféricas (de acordo cam a presente Nonna ou outras

1 nommas intemacionais); actividades no exterior, desportos (futebol,

golfe, entre outros), competições, eventos com muito público, quintas,

agro-pecuária ou actividades de pesca, praias, zonas de lazer.

trolo industrial, sistemas de emergência, de alarme e de segurança.

tivos, materiais tóxicos e explosivos).

HE

5 mento devem ser garantidos (telecomunicações, produção de energia,

transporte e distribuição, serviços de segurança e emergência).

| ira mete met

das, teleféricos.

local de trabalho devido às trovoadas).

U fsesemiestenma

fogos florestais, entre outros.

| aetetemama:

público.

10.

4.2.3. Etapa 2 - Determinação do tipo de perda

Para cada situação seleccionada na Tabela 42, avaliar

as diferentes perdas relativas a pessoas (Tabela 43), bens

(Tabela 44), serviços (Tabela 45) e ambiente (Tabela 46) para

determinar o grau de importância (1, II, IT ou O).

Tabela 43 — Perda relativa a pessoas

O E ETTA

NT NS

Es DE

[pmameements o

[o Netmamenees — [e

Tabela 44 — Perda relativa a bens

[sa enem

E NS

remaemestenent o

damn mo

[O semes—

Tabela 45 — Perda relativa a serviços

[sa amemenãs

remamment E

[temem — [o

ementas mo

O E

Tabela 46 — Perda relativa ao ambiente

O E TT

E Ç NS

E TT DS

E DS

O O DS

10.

4.2.4. Etapa 3-Controlo do risco

Determinar se a informação dada por um TWS facilita

a execução de acções preventivas, de modo a eliminar ou

reduzir o risco. Em caso negativo, o TWS não é necessário,

independentemente do tipo de dano. Se positivo, cada situação

(seleccionada na Tabela 42) e tipo de perda (seleccionada

nas Tabelas 43 a 46) determina o TWS adequado, através da

Tabela 47. No caso de várias soluções diferentes, a solução

final será dada pela escolha da solução mais segura.

Tabela 46 — Controlo do risco

O RS EC

O E ET

A O EE

E ECT

10.

5. Técnicas de detecção de trovoada

10.

5.1. Princípios gerais

No presente subcapítulo explica-se a classificação das

técnicas de detecção de trovoadas. Além disso, descrevem-se

os métodos técnicos empregados na detecção de trovoadas

e proporciona-se um guia para escolher o tipo correcto de

detector e/ou sistema de detecção mais adequado para satisfazer

a necessidade de informação sobre as trovoadas.

10.

5.2. Técnicas de detecção e parâmetros para classificar um captor

10.

5.2.1. Princípios gerais

Os detectores de trovoadas são classificados em relação

com as fases das trovoadas, em função do fenómeno detectável.

No entanto, um detector de trovoadas pode detectar um ou

mais fenómenos. Neste subcapítulo encontra-se uma descrição

e uma breve explicação da categoria de detector a utilizar.

10.

5.2.2. Categoria I

O objectivo dos detectores de categoria I é detectar o

primeiro sinal de uma trovoada (Fase 1), útil para um aviso

precoce e para que possam tomar-se acções preventivas antes

do aparecimento de uma descarga, entre nuvens ou entre

nuvens e solo, e durante todo o tempo em que exista risco de

descargas atmosféricas. A detecção leva-se a cabo pela medida

do campo electrostático produzido pela trovoada.

A electrificação de uma trovoada ou a sua presença produz

uma alteração no campo electrostático atmosférico médio. Ao

nível do solo, e nas condições atmosféricas médias, o campo

electrostático atmosférico tem um valor positivo de 100 a

150 V/m (convenção de sinal da electricidade atmosférica)

numa superfície plana, quando a atmosfera acima da terra está

carregada positivamente. Por baixo de uma nuvem electrificada

de trovoada, o campo eléctrico ao nível do solo pode alcançar

vários quilovolts por metro. Normalmente, o campo eléctrico

ao nível do solo está protegido do campo eléctrico produzido

pela nuvem através da presença de capas protectoras, pelo que

o campo eléctrico situa-se abaixo de 10 kV/m.

Para efeitos de detecção, um captor de campo eléctrico

deverá ter uma resolução mínima de 200 V/m e ser capaz de

medir um campo eléctrico de, pelo menos, + 20 kV/m. As

variações do campo electrostático durante a fase inicial são

relativamente lentas, pelo que é suficiente o registo de uma

amostragem do campo a cada segundo. Se para aplicação do

captor é necessário informação sobre as variações do campo,

recomenda-se uma velocidade amostragem mínima de uma

amostra por segundo.

O dispositivo detector deverá proporcionar informação sobre

o nível do campo eléctrico. Alguns dispositivos podem também

fornecer informação sobre a evolução do campo no tempo.

Os detectores de categoria I são capazes de detectar a

presença, ou não, de uma nuvem electrificada. No entanto, não

é claro o limite do campo eléctrico que define o nível deste

eno qual se desencadeia a primeira descarga atmosférica. À

zona monitorizada está fortemente limitada pelo rápido decrescimento do campo eléctrico com a distância. É conveniente,

portanto, que a medida do campo electrostático tenha um

alcance máximo de 20 quilómetros a partir do limite de cada

região de carga. Uma vez que depende da tipologia do terreno

na sua vizinhança, ele é utilizado como um detector local.

Em qualquer caso, o fabricante ou o fornecedor do serviço

deverão fornecer informação sobre os níveis e métodos de

aviso, visto que estes níveis, quando a medida é efectuada

pelo incremento do campo local, dependem das condições

do local da instalação.

10.

5.3. Técnicas de localização

10.

5.3.1. Princípios gerais

Os detectores de trovoada poderão ser divididos, de acordo

com a sua aplicação, em dois tipos de técnicas de localização.

Para determinar onde uma descarga cai, é necessário um sistema de localização com vários captores. Quando desejamos

somente informações sobre a actividade geral da trovoada e/

ou uma distância de alcance e direcção de uma trovoada em

geral, um detector com apenas um captor poderá ser suficiente.

10.

5.3.2. Técnica com captor único

Atécnica com captor único por medidas do campo eléctrico

(FSM) consiste no aumento do campo eléctrico durante a

criação de uma trovoada, que pode ser utilizado para fornecer

um aviso de uma actividade de trovoada próxima. A variação

rápida do campo eléctrico produzido durante um impacto de

descargas atmosférica é utilizada para determinar os impactos

de descargas atmosféricas reais.

Estes captores são úteis para um aviso precoce ao nível

local, antes que a trovoada apareça e durante a totalidade do

ciclo de vida da trovoada.

10.

5.4. Avaliação dos detectores de trovoada

Para que um sistema de aviso seja preciso e eficaz, é

importante que os detectores de trovoada utilizados para

elaborar o aviso tenham um certo grau de desempenho.

Vários métodos podem ser utilizados para verificar as suas

características, tais como:

Cálculos teóricos baseados no sistema de configuração

e técnica de detecção;

Ensaios laboratoriais;

Comparações entre diferentes sistemas;

Validação exp erimental, com torres equipadas, de instrumentos ou de gravadores vídeo ou de imagens

com hora e data registada;

Validação in-situ.

10.

5.5. Escolha de um sistema de detecção de trovoadas

De acordo com a avaliação do risco e com as acções preventivas descritas em 10.6, podem escolher-se os detectores

de trovoada para realizar um TWS. Dependendo da aplicação

do aviso e da disponibilidade das informações relativas à

trovoada, podem ser convenientes certas técnicas de detecção.

A decisão final necessita de uma análise aprofundada das

necessidades de aviso (tempo de resposta necessário, defeito

de aviso, relação de falsos alarmes aceitável), do orçamento

dedicado e do que cada técnica pode fornecer.

10.

6. Catálogo das acções preventivas recomendadas

que são possíveis executar

Acções preventivas resultantes do conhecimento do perigo

das descargas atmosféricas e/ou da electrização das trovoadas

dependem muito da situação de risco correspondente. Assim,

essas acções deverão ser avaliadas e aplicadas no plano de

acção detalhado.

Existe uma grande variedade de situações e de instalações

podendo necessitar da implantação de um sistema de detecção

de trovoadas. Assim, as acções executadas após uma análise

resultante do fomecimento das informações preventivas por

esse sistema devem ser definidas de forma específica para o

utilizador final ou pelo autor específico para esta implantação.

Para esse efeito, deve ter-se em conta os planos de segurança

e urgência, bem como as modificações técnicas possíveis de

efectuar nos processamentos e sistemas.

Deve ter-se consciência que as decisões relativas às

acções preventivas podem necessitar de acções (automáticas,

manuais, acústicas, entre outras) sobre os sistemas e seus

próprios processamentos.

Para dar linhas directivas sobre acções preventivas possíveis, certos exemplos de directivas podem ser implantadas

pelas informações preventivas fornecidas pelo sistema de

detecção. As acções têm um nível lógico dependente da

gravidade da trovoada, que determina o nível de activação

atingido pelo sistema.

Nível sem alerta:

Sistema a funcionar normalmente.

Nível 1 - Alerta:

Acções preventivas primárias, consistindo em painéis

de informação, tais como mensagens à distância,

acústicas ou visuais, entre outras;

Sistemas de alimentação auxiliares podem ser activados.

Nível 2 - Emergência:

Acções preventivas secundárias;

Sistemas de alimentação auxiliares activados;

Sistemas críticos e sensíveis desconectados;

Evacuação de zonas expostas para estruturas metálicas

exteriores nas zonas seguras e na proximidade de

pára-raios.

Nível 3 - Risco máximo

Tabela 47 — Acções preventivas possíveis

Fase da Nível de Acções a Acções preventivas possíveis

trovoada activação executar

0 - Equilíbrio | semaleta | >| Sistema a trabalhar normalmente

Acções Aviso das pessoas responsáveis

1 Ú ços pelas instalações e actividades de

1 - Inicial Alerta preventivas |". ; os :

PRA risco; Possível activação dos sisteprimárias es id

mas de energia auxiliares.

Activação dos sistemas de energia

auxiliares;

Acções

II - Crescimento | Emergência | preventivas | Desconexão de sistemas sensíveis;

secundárias | Evacuação das zonas expostas para

estruturas metálicas exteriores e na

proximidade de pára-raios.

III - Madura ass Do Sistema pronto para o impacto

maxuno

Aviso das pessoas responsáveis

" pelas instalações e actividades de

Acções risco;

IV - Dissipação Alerta preventivas Ú

prunarias Possível activação dos sistemas de

energia auxiliares.

Sítemade || DO. Sistema de

. deteção

Deteção 1 2

Muit-sistema de deteção Sistema simples de deteção

Informação preventiva

|

Centode Conto |

<=

Ações |

preventivas Nível de alarme 1

sul

Acções preventivas Nível de alarme 2

secundárias

r

Risco máximo Nível de alarme 3

Figura 20 — Acções preventivas possíveis

11.

Verificação e manutenção

11.

1. Ordem das verificações

Às fases das verificações são as seguintes:

Inicialmente, com conclusão da instalação do SPDA;

Periodicamente, de acordo com critérios estabelecidos e

apresentados na Tabela 49;

Sempre que a estrutura protegida for modificada, reparada

ou quando a estrutura for atingida por uma descarga atmosférica.

Tabela 48 — Periodicidade de verificação relativa

ao a nível de protecção

Nível de pro- Verificação Verificação VEIO aros aa leia

S :; completa dos sistemas críticos

tecção visual (ano)

(ano) (ano)

LC Pr ee Do

E E O OS US

NOTAS:

1.

Para as estruturas com risco de explosão, sugere-se uma

verificação completa todos os seis meses. Uma verificação

completa deverá ser efectuada uma vez por ano. Uma excepção

aceitável ao ensaio anual pode ser um ciclo de 14 a 15 meses

quando se considerar vantajoso efectuar as medidas de valores

de terra em diversas estações.

2.

Os impactos de descargas atmosféricas podem ser

registados pelo contador de descargas instalado num dos

condutores de baixada.

3.

Se as autoridades nacionais ou institutos impõem

verificações periódicas das instalações eléctricas de uma

estrutura, é recomendável verificar, simultaneamente, as

medidas de protecção interior, inclusive a equipotencialidade

das descargas atmosféricas.

4, As instalações antigas deverão ser ligadas a um nível

de protecção e os ciclos de verificação deverão respeitar as

especificações locais ou todas as outras especificações de

verificação tais como legislação de construção, regulamentos

técnicos, instruções, higiene e segurança no trabalho.

5.

Um sistema particular pode ser definido por regulamentação ou pelo utilizador.

11.

2. Relatório de verificação

Cada verificação periódica deverá ser reportada detalhadamente, fazendo referência ao estado de todos os resultados

da verificação e das medidas correctivas a tomar.

Para tal, aquando de cada verificação, deverá ser preenchido, pelo técnico que efectua a verificação, um relatório

de verificação e manutenção, cujo modelo é definido pelas

entidades competentes.

11.

3. Verificação inicial

À verificação inicial é efectuada após o fim dos trabalhos

de instalação de um SPDA. Tem como objectivo assegurar

que a totalidade da instalação do SPDA se encontra de acordo

com o estabelecido na presente Norma. Ássim, esta verificação

inicial tem em conta, no mínimo, os seguintes pontos:

O pára-raios encontra-se, no mínimo, dois metros acima

de todo o objecto situado na estrutura a proteger;

O SPDA tem as características indicadas no dossier

de execução;

O número de condutores de baixada;

A conformidade dos componentes do SPDA com a

presente Norma, ou normas da série IEC 62561-3,

EN 61643, por marcação ou declaração ou por

documentação;

A trajectória, localização e continuidade dos condutores de baixada;

A fixação dos diferentes componentes;

As distâncias de separação e/ou ligações equipotenciais;

À resistência dos sistemas de terra;

A equipotencialidade do sistema de terra do SPDA

com o edifício.

Em todos os casos, quando um condutor é parcial ou

totalmente integrado, a sua continuidade eléctrica deverá

ser verificada.

11.

4. Verificação visual

Deverá proceder-se a uma inspecção visual de modo

a garantir que:

Nenhum dano relativo a descarga atmosférica érelevado;

A integralidade do SPDA não é modificada;

Nenhuma extensão ou modificação da estrutura a

proteger requer medidas especiais de protecção

contra descargas atmosféricas;

À continuidade eléctrica dos condutores visíveis é

correcta;

Todas as fixações dos componentes e todas as protecções mecânicas estão em bom estado;

Nenhuma peça foi deteriorada por corrosão;

À distância de separação é respeitada, o número de

ligações equipotenciais é suficiente e o seu estado

é correcto;

O indicador de fim de vida dos dispositivos de protecção de sobretensões;

Os resultados das operações de manutenção são controlados e conformes (ver 11.6.).

11.

5. Verificação completa

Uma verificação completa compreende não apenas as

inspecções visuais como também um conjunto de medidas

complementares que devem ser verificadas, sendo apresentadas em seguida:

À continuidade eléctrica dos condutores integrados;

Os valores da resistência do sistema de terras, devendo

ser analisadas todas as variações superiores a 50%

em relação ao valor inicial;

O correcto funcionamento do PDI segundo a metodologia fornecida pelo fabricante.

NOTA — Uma medida do valor da resistência da terra em

alta frequência é possível aquando da realização do sistema

de terra ou na fase de manutenção, de modo a verificar a

coerência entre o sistema de terras e a necessidade.

11.

6. Manutenção

Recomenda-se que, assim que possível, se corrijam que

todos os defeitos constatados no SPDA aquando de uma

verificação, de modo a manter a eficácia máxima.

As instruções e manutenções dos componentes e dos

dispositivos de protecção devem ser aplicadas conforme as

instruções dos manuais do fabricante.

ANEXO À (Normativo) - Mapas e Tabelas

de Ocorrência de Descargas Atmosféricas

Considerações Gerais

A distribuição global de ocorrências foi obtida através das

observações combinadas dos instrumentos da NASA OTD

e LIS entre Ábril 1995 e Dezembro 2012. À base de dados

incluí os dados High Resolution Full Climatoly (HRFC) com

uma resolução de 0,5 graus.

Foi aplicado um factor de 0,25 aos dados HRFC por forma

a obter a densidade de descargas (nuvem-solo) apresentada

nos mapas seguintes:

A. 1 — Mapa Atual de descarga Atmosféricas - Ángola

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Densidade de descargas (Ng Anual)

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A. 2- Província de Cabinba

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Densidade dé descargas (Ng Anual)

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Figura À.1 — Densidade de descargas anual em Cabinda

Tabela A.1 — Valores de densidade de descargas

(descargas.kmº/ano) por sede de comuna

para a Província de Cabinda

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A. 3 — Província do Zaire

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Densidade de descargas (Ng Anual)

descargas mano

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Figura À.1 — Densidade de descargas anual no Zaire

Tabela A.2 — Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a

Frovíncia do Zaire

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Madimba 7,26

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Figura À.4 — Densidade de descargas anual no Uige

Tabela A.3 — Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província do Uige.

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A.S — Província do Bengo

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Densidade de descargas (No Anual)

descargas km'tano

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Figura À.5— Densidade de descargas anual do Bengo

Tabela A.4 — Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para

a Província do Bengo

Localidade

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A.6 — Província de Luanda

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Figura À.6 — Densidade de descargas anual em Luanda

Tabela A.5 — Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província de Luanda

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Cazenga 0,97

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A.7 — Província do Cuanza-Norte

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Figura À.7 — Densidade de descargas anual no Cuanza-Norte

Tabela A.6 — Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província do Cuanza-Norte

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Densidade de descargas (Ng Anuai)

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Figura À.8— Densidade de descargas anual no Cuanza-Sul

Tabela A.7 — Valores de densidade de descargas

(descar gas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província do Cuanza-Sul.

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Densidade de descargas (Ng Anual)

descargas teiano

Figura À.º — Densidade de descargas anual em Malanje

Tabela 4.8 - Valores de densidade de descargas

(descar gas .km?/ano) por sede de comuna para a

Província de Malanje

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A.10 — Província da Lunda-Norte

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Figura À.10 — Densidade de descargas anual na Lunda-Norte

Tabela 4.9 - Valores de densidade de descargas

(descargas.kmº?/ano) por sede de comuna para a

Província da Lunda-Norte

EE E

Cuango 5,83

ÁA.11 — Província da Lunda-Sul

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Densidade de descargas (Ng Anuaf)

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Figura Al — Densidade de descargas anual na Lunda-Sul

Tabela A.10 - Valores de densidade de descargas

(descar gas .km?/ano) por sede de comuna para a

Província da Lunda-Sul

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A.12 — Província do Moxico

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Figura À.12 — Densidade de descargas anual no Moxico

Tabela A.11 - Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província do Moxico

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Lumbala Caquengue 5,43

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A.13 — Província do Bié

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Figura À.13 — Densidade de descargas anual do Bié

Tabela A.12 - Valores de densidade de descargas

(descar gas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província do Bié

Muinha 5,10

A.14 — Província do Huambo

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Figura À.14 — Densidade de descargas anual no Huambo

Tabela A.13- Valores de densidade de descargas

(descar gas .km? ano) por sede de comuna para a

Província do Huambo

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A.15— Província de Benguela

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Densidade de descargas (Ng Anuaf)

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Figura À.15 — Densidade de descargas anual em Benguela

Tabela A.14 - Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província de Benguela

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A.16 — Província do Namibe

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Densidade de descargas (Ng Anual)

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Figura À.16 — Densidade de descargas anual no Namibe

Tabela A.15 - Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província do Namibe

A.17 — Província da Huíla

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Figura À.17 — Densidade de descargas anual na Huíla

Tabela A.16 - Valores de densidade de descargas

(descargas .km?/ano) por sede de comuna para a

Frovíncia da Huíla

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A.18 — Província do Cunene

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Figura À.18 — Densidade de descargas anual no Cunene

Tabela A.17 - Valores de densidade de descargas

(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província do Cunene

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A.19 — Província do Cuando Cubango

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Figura À.19 — Densidade de descargas anual em Cuando Cubango

Tabela A.18- Valores de densidade de descargas

(descar gas.km?/ano) por sede de comuna para a

Província do Cuando Cubango

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TES E

Luengue 2,64

EO E

ANEXO B (Normativo) - Protecção das Pessoas

Contra Contactos Eléctricos Provocados por Descargas

Atmosféricas

B.1. Medidas de protecção contra as lesões de seres

humanos em razão das tensões de contacto e de passo

B.1.1. Medidas de protecção contra as tensões de contacto

No exterior da estrutura, na proximidade dos condutores

de baixada, em condições particulares, a tensão de contacto

pode ser perigosa mesmo se o SPDA exterior com dispositivo

de ionização foi concebido e instalado conforme os requisitos

abaixo indicados.

Os riscos para as pessoas podem ser considerados como

negligenciáveis se as condições seguintes são satisfeitas:

A probabilidade para que as pessoas se aproximem e a

duração da sua presença no exterior da estrutura

e na proximidade dos condutores de baixada é

muito fraca;

Os condutores naturais de baixada são constituídos por,

pelo menos, dez pilares da estrutura metálica da

estrutura ou de vários pontos em aço interligados,

assegurando a sua continuidade eléctrica;

A resistência de contacto da camada de área do solo,

até três metros dos condutores de baixada, não é

inferior a 100 k|].

NOTA: Uma camada em material isolante, como por

exemplo uma camada de asfalto de cinco centímetros ou uma

camada de gravilha de 15 centímetros, reduz os riscos a um

nível tolerável.

Se nenhuma destas condições é satisfeita, devem tomar-se

medidas de protecção contra as lesões de seres vivos em razão

das tensões de contacto tais que:

O isolamento dos condutores de baixada é assegurado

para 100 k V, sob uma impulsão de choque 1,2/50 []s,

por exemplo, para uma espessura mínima de três

milímetros em polietileno reticulado;

Restrições físicas e/ou cartazes de aviso a fim de minimizar a probabilidade de tocar os condutores de

baixada.

B.1.2. Medidas de protecção contra as tensões de passo

No exterior da estrutura, na proximidade dos condutores

de baixada, em condições particulares, a tensão de passo pode

ser perigosa mesmo se o SPDA foi concebido e instalado

conforme as regras do presente documento.

Os riscos para as pessoas podem ser considerados

como negligenciáveis se as condições seguintes

são satisfeitas:

A probabilidade para que as pessoas se aproximem e a

duração da sua presença no exterior da estrutura

e na proximidade dos condutores de baixada é

muito fraca;

Os condutores naturais de baixada são constituídos por,

pelo menos, dez pilares da estrutura metálica da

estrutura ou de vários pontos em aço interligados,

assegurando a sua continuidade eléctrica;

A resistência de contacto da camada de área do solo,

até três metros dos condutores de baixada, não é

inferior a 100 k||.

NOTA: Uma camada em material isolante, como por

exemplo uma camada de asfalto de cinco centímetros ou uma

camada de gravilha de quinze centímetros, reduz os riscos a

um nível tolerável.

Se nenhuma destas condições for satisfeita, devem tomar-

-se medidas de protecção contra as lesões de seres vivos em

razão das tensões de passo tais que:

Equipotencialidade por meio de uma rede de terra

em malha;

Restrições físicas e/ou cartazes de aviso a fim de minimizar a probabilidade de tocar os condutores de

baixada, até três metros.

ANEXO C (Normativo) - PDI:

Procedimentos de Ensaios e Requisitos

C. 1. Condições de funcionamento

C.1.1. Condições Normais

As condições Normais de funcionamento são apresentadas

em seguida:

Temperatura de funcionamento de -20ºC a 60ºC;

Velocidade do vento inferior a 122 km/h.

C.1.2. Condições anormais

As condições anormais de funcionamento são apresentadas

em seguida:

Temperatura de funcionamento inferior a -20ºC ou

superior a 60ºC;

Velocidade do vento superior a 122 km/h;

Neve e gelo;

Local com atmosfera fortemente poluída.

C.2. Requisitos

C.2.1. Requisitos gerais

C.2.1.1. Identificação e documentação

O PDI é identificado pelas seguintes informações indicadas

no produto (marcação):

Nome, logo ou marca comercial do fabricante;

Referência do produto;

Eficácia de avanço à ionização: AT (em us);

Número de série.

C.2.1.2. Marcação

A marcação deve ser realizada de maneira legível e

indelével. Ela deve mencionar, pelo menos, o nome, logotipo

ou marca comercial do fabricante, a referência do produto

e o número de série. A marcação deve ser verificada pelos

ensaios de C.2.6.2.

C.2.2. Requisitos ao avanço de ionização

O avanço à ionização do PDI (AT) deve ser determinado

em conformidade com as modalidades definidas em C.3.5.

Ela deve ser compreendida entre 10 us e 60 us. Se o

resultado de AT é inferior a 10 us, então o pára-raios não é

considerado como um PDI. Caso o resultado de 9T seja superior a 60 us, então todos os cálculos terão de ser efectuados

considerando AT = 60 us.

C.2.3. Requisitos Eléctricos

O PDI deve suportar um impacto de descarga atmosférica

de 100 kA (onda 10/350). Isto é certificado pelos ensaios

definidos em C.3.5.

C.2.4. Requisitos mecânicos

As partes do PDI pelas quais transita a corrente da descarga

atmosférica devem ter uma secção em conformidade com a

Norma EN 50164-2 (eventualmente os protectores utilizados

para a concepção do PDI são submetidos a ensaios durante

os ensaios de resistência da corrente e não são associados às

requisitos mecânicos).

As partes do PDI que devam captar a descarga atmosférica

devemter características dimensionais de acordo com a Tabela

C.] apresentado em seguida:

Tabela C.1 — Material, configuração e secção mínima

do corpo da parte do ponto de impacto

Mena [omones| PRP [|

Cobre, alumínio, liga

1.

, aço inoxidável

(Nota 2)

NOTA 1: O revestimento deve ser liso e contínuo, não

devendo comportar nenhuma mancha de fluxo. A espessura

minima é de 50 ?m.

NOTA 2: Cromo 16 %, níquel 8 %, carbono 0,07 %.

C.2.5. Requisitos ambientais

C.2.5.1. Condições ambientais

O PDI deve suportar as contrariedades ambientais, tais como

nebulosidade salina e atmosfera sulfurosa, características da

poluição junto ao mar e da poluição industrial. Isto é verificado

pelos ensaios de pré-condicionamento descritos em C.3.

C.2.6. Compatibilidade electromagnética

C.2.6.1. Imunidade electromagnética

Os PDI que não comportem nenhum sistema electrónico

ou nos quais todos os componentes são passivos, tais como

diodos, resistências, condensadores, indutâncias, varistâncias

e outros componentes de protecção, não são sensíveis aos

campos electromagnéticos dos ambientes industriais. Em

consequência, nenhum ensaio de imunidade é requerido.

Os outros PDI devem ser objecto de ensaios. Estes PDI

devem estar em conformidade com a Norma de Imunidade

Ambiental Industrial EN 61 000-6-2 para os ensaios aplicáveis.

O funcionamento do dispositivo de ionização e do dispositivo

de ensaio eventualmente integrado no PDI não deve ser perturbado aquando do ensaio. Isto é verificado pela ausência

de faísca detectada visualmente.

C.2.6.2. Emissão electromagnética

Para os PDI que não incorporem nenhum sistema electrónico, ou para os que todos os componentes são passivos,

tais como diodos, resistências, condensadores, indutâncias,

varistâncias e outros componentes de protecção, não gerando

nenhum sinal na ausência de condições de trovoada nenhum

ensaio de emissão é requerido.

Os PDI incorporando circuitos electrónicos devem estar

conformes à Norma de Emissão para o Ambiente Residencial

EN 61000-6-3.

Para os PDI que respondem a estas condições, mas que

comportem módulos de rádio, o conjunto dos requisitos

descritos na Directiva RTTE 1999/5/CE deve ser satisfeito.

C.3. Ensaios de tipo

Os ensaios devem ser realizados numa amostra, de acordo

como estabelecido no organograma apresentado na Figura C.1.

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Figura C.1 - Desenvolvimento dos ensaios

C.3.1. Ensaios gerais

C.3.1.1. Informação, documentação e identificação

A verificação da identificação e das marcações deve ser

feita reportando-se aos requisitos de C.2.1.2. A conformidade

é verificada por verificação visual.

C.3.1.2. Marcação

Um ensaio deve ser efectuado sobre todos os tipos de

marcação, exceptuando os que são feitos por pressão, moldagem ou gravação.

O ensaio é efectuado friccionando a marcação à mão,

durante 15 segundos, com um esfregão de algodão embebido

em água e, durante 15 segundos novamente, com um esfregão

de algodão embebido em hexano alifáticos.

NOTA: O hexano é definido por aromáticos alifáticos

máximos a um de 0,1% em volume, um valor de 29 kauributanol, uma temperatura inicial de ebulição de cerca de 65 ºC, a

um ponto de ebulição final de cerca 69 ºC e massa volúmica

de 0,68 g/cnº.

Após este ensaio, a marcação deve ser visível.

C.3.2. Características dimensionais

À verificação das características dimensionais, com as

suas tolerâncias, é realizada sobre a base dos planos e dos

dados do fabricante:

Determinação da parte captora;

Cálculo da secção do corpo da parte captora;

Cálculo da secção das partes nas quais a corrente deve

transitar.

C.3.3. Condicionamentos ambientais

C.3.3.1. Tratamento em ambiente salino

Ensaio de ambiente salino segundo a EN 60068-2-52,

excepto para Secções 7, 10 e 11, onde não é aplicável.

O ensaio realiza-se com uma severidade de nível 2.

C.3.3.2. Tratamento sob atmosfera sulfurosa húmida

Ensaio em atmosfera sulfurosa húmida segundo a Norma

ENISO 6988, com sete ciclos e uma concentração de dióxido

de enxofre de 667 ppm (em volume).

Cada ciclo dura vinte e quatro horas e consiste num

período de aquecimento de oito horas, a uma temperatura de

40 ºC + 3 ºC em atmosfera húmida saturada, seguida de um

período de repouso de 16 horas. Após este período de repouso

a atmosfera sulfurosa húmida é renovada.

C.3.4. Ensaios de resistência à corrente

Após o pré-condicionamento ambiental e sem limpeza da

amostra, submete-se o PDI aos seguintes ensaios.

Ensaio de corrente de choque Ly

A impulsão de ensaio 1. , é definida por 1 .., Q e W/R.

Uma impulsão unipolar de corrente deve respeitar os parâmetros em 10 ms.

Uma forma de onda típica, podendo realizar estes parâmetros é a onda 10/350. A relação entre I.,, Q e W/R é dada

pelas fórmulas:

Q(AD=0,5x1,,,(kEA) (C.D

T (2) QUA (Cc)

As tolerâncias sobre o valor crista da corrente Icrista, a

carga Q e a energia específica, W/R, são:

Lesista + 10%,

Q + 20%;

W/R + 35%,

À amostra deve ser submetida três vezes a uma corrente

de ensaio apresentada na Tabela C.2. O intervalo de tempo

entre cada ensaio deve permitir à amostra arrefecer à temperatura ambiente.

Tabela C.2 — Valor da corrente Lo

WR (0/2)

o TS Sm

Declaração de ensaio:

À amostra passou o ensaio se os registos tensão/corrente

e a inspecção visual não revelarem nenhuma indicação de

deterioração ou de perfuração da amostra, à excepção das

partes escoando a corrente de descargas atmosféricas onde

traços de ionização e uma fusão superficial na superfície

podem aparecer.

C.3.5. Ensaios do avanço de ionização

À norma de referência para os procedimentos de ensaios é a

EN 61180-1. O PDI deve ser instalado e ligado electricamente

conforme as instruções do fabricante. Aquando dos ensaios,

nenhuma manutenção ou desmontagem do PDI é admissível.

Deverá observar-se que boas técnicas de ensaios são

necessárias para os ensaios de contactos e para as medidas,

de modo a assegurar-se que os valores correctos de ensaios

são registados.

C.3.5.1.1 Caracterização do pára-raios de haste simples

de referência

O pára-raios de haste simples (PHS) de referência deve

respeitar as cotas indicadas no esquema que se segue:

NM esa O Cone (3 28 mm na base,

ponta de raio de curvatura 1 mm

O DS28mm

| É

&

-

de contacto mínimo = 400 cm”

Legenda:

d>1m

Figura C2. — Pára-raios de haste simples (PHS)

C.3.5.1.2. Dimensões da montagem de ensaios

As dimensões da montagem de ensaios são as seguintes:

A altura dos pára-raios (h) é superior ou igual a um

metro. A diferença de altura entre as duas pontas

deve ser inferior a 1%,

A distância plateau superior/solo (ED deve ser superior

a dois metros. A relação l/H deve ser compreendida entre 0,25 e 0,5;

O plateau superior tem a distância prato/solo (H) como

a mais pequena dimensão horizontal;

A ponta de diâmetro 28 milímetros, suporte dos pára-

-raios, assenta sobre um suporte quadrado de

lado 0,2 metros.

As figuras seguintes apresentam duas configurações de

ensaios correspondentes, respectivamente, ao ensaio do PHS

de referência (definido na Figura C.2) e ao ensaio do PDI:

biada R

Figura C.3 - Montagem experimental do PHS

Plateau

d

H

h

PDA

Figura C.4 - Montagem experimental do PDI

C.3.5.2. Condições experimentais

A eficácia de um PDI é avaliada comparando em laboratório

de alta tensão o instante de impacto do traçador ascendente

que emite, com aquele que é emitido pelo PHS.

Para isto o PHS e o PDI são avaliados um após outro nas

mesmas condições eléctricas, geométricas e climáticas aquando

dos ensaios em laboratório simulando as condições naturais de

início da descarga de captura (traçador positivo ascendente).

C.3.5.2.1. Simulação do campo no solo

O campo natural no solo existente antes de um impacto de

descargas atmosféricas tem consequências sobre as condições

de formação do efeito corona e das cargas espaciais existentes.

E assim, por consequência, recomendável simulá-lo, aplicando

uma tensão contínua negativa que crie campos eléctricos entre

os plateaus e o solo compreendidos entre -20 k V/m e -25 k VVm.

C.3.5.2.2. Simulação do campo impulsional

O campo impulsional pode ser simulado por um choque

de manobra negativa com um tempo de subida compreendido

entre 100 []s e 1000 []s. A pendente da forma de onda, aquando

da iniciação da ascensão, deverá estar compreendida entre

2x 10º V/im/s e 2x 10º V/m/s. Uma forma de onda tipo é de

250/2500 conforme a EN 60060-1 (só a tolerância em avanço

é importante).

C.3.5.2.3.1. Grandezas a controlar - Medidas a efectuar

Os parâmetros eléctricos a controlar e a registar são a forma

e a amplitude das tensões aplicadas (calibração do campo

ambiental, onda de tensões impulsional, corrente associada)

para a PHS e o PDI.

Para isto, as regulações que devem ser efectuadas são:

A tensão de polarização contínua;

A onda impulsional que provoca o impacto sobre o

pára-raios de haste simples: a tensão a aplicar é

determinada por um procedimento «up and dowr>

simplificado de maneira a obter o valor U100 com

uma precisão final de 1%,

C.3.5.2.3.2. Condições geométricas

A distância deve ser estritamente a mesma (+/- um milímetro)

em cada configuração de ensaio; ela deve ser controlada antes

de cada configuração (ver as Figuras C.3 e C.4).

C.3.5.2.3.3. Parâmetros climáticos

As condições climáticas (pressão, temp eratura, humidade

relativa) devem ser controladas no início, ao meio dos ensaios

de cada série e no fim dos ensaios para a configuração de ensaio.

Para que as configurações de ensaios do PHS e do PDI

sejam consideradas como idênticas (mesma tensão U100), as

variações dos parâmetros climáticos devem respeitar os valores

definidos na Tabela C.3. Se não, é recomendável remedir a

tensão U1 00 antes da configuração seguinte.

Tabela C.3 — Variação dos parâmetros climáticos

aquando dos ensaios

ensaios

Os valores são anotados no relatório de ensaio, mas não

conduzem a correcções. C.3.5.2.3.4-Número de choques

por configuração

Para cada configuração, os 50 primeiros contactos válidos

serão registados. (Exemplo de choquenão válido: pré-ionização

do gerador). O tempo de relaxação entre choques deve ser

de dois minutos. Este valor deverá ser mantido ao longo

dos ensaios.

C.3.5.2.3.5. Medida de avanço de ionização do PDI

O critério retido para a avaliação da eficácia de um PDI

é a sua capacidade para captar um traçador ascendente antes

do PHS instalado nas mesmas condições, de forma repetitiva.

Medir para cada choque válido sobre o PHS, depois sobre o

PDI, o valor T do instante de captura do traçador ascendente.

O tempo T é medido entre o ponto de intersecção do eixo

dos tempos com a curva de tensão impulsional e o tempo

correspondente à variação brusca da pendente da tensão

impulsional correspondente a uma captura.

À partir das medidas dos instantes de captura dos traçadores

ascendentes de um PHS e de um PDI, calcular os instantes

médios de captura Tmoy',,, Tmoy',,, a partir dos choques

válidos, respeitando os parâmetros.

Da mesma forma as falhas-tipo das duas distribuições são

calculadas ([]; E [lhya):

C.3.5.2.4. Determinação do avanço de ionização do PDI

O avanço de ionização é determinado em relação a uma

onda de referência, definida por um tempo de subida T, =

650 []s e a forma definida para a Figura C.5.

Deduzir a estes campos E, à média da forma de onda

de referência, os instantes de captura traduzidos à curva de

referência T,,, e T,,, servem ao cálculo do avanço da captura

ou ionização []T ([|s) = Tu; - Topa

t (ps)

D 100 200 300 400 500 8€00 700 800 OCO ft0M0

2,00

EE A EA

5,10 |

na E EE EO

em EE EE

na ERES EEE

É aa EAST EO

ENE:

20 V |

an EEN EEE

ea ENE eo

|

am EEE ECA

TESE

Figura C.5- Onda de referência experimental

Sobre a forma da onda de referência, à qual o valor dos

campos E,, é fixado ao valor do campo máximo experimental

Ent sobrepor a curva experimental.

Tmoy'PDI e Tmoy'PHS são ligados aos campos E à média

da curva experimental. Deduzir esses campos E, ao meio da

forma da onda de referência, os instantes de ionização levados

de volta para a curva de referência e T,., T,, utilizada para

calcular a eficiência [IT ([|ls) =T 1; - Tyr

= t

em T ks AI, (es)

FT

| | | —— Onda de referência

À |

| |

| | | | —— Onda de medida

EX |

Vi] |

| | [| |

VW

Vi | |

| |

A. |

EN

e)

|

>= | |

É À |

À |

HA | |

| À |

VERA |

| | |

| |

E | > |

Em e . ' 3

Evo — = =

Figura C.6. — Princípio da correcção gráfica

C.3.5.2.5. Validação do efeito PDI

Os valores médios T,,, e T,,, e as falhas-tipo [],, E [Jus

são calculados. O pára-raios submetido aos ensaios é um PDI

caso sejam satisfeitas as seguintes condições:

Tia = Togo

UisãE 0,8] pus

Tia Tis210 [a

C.4. Estrutura e conteúdo do relatório de ensaio

O objectivo da presente instrução consiste em fornecer os

requisitos gerais a propósito dos relatórios sobre os ensaios de

laboratório. O presente documento tem por objectivo promover

os procedimentos dos relatórios claros e completos destinados

aos laboratórios que submetem os relatórios de ensaios.

Os resultados de cada ensaio feitos pelo laboratório devem

ser relatados com precisão, clareza, sem ambiguidades e de

maneira objectiva, conforme as instruções dos métodos de

ensaios. Os resultados devem ser relatados sob a forma de

umrelatório de ensaios e devem incluir todas as informações

necessárias para a interpretação dos resultados dos ensaios e

todas as informações requeridas pelo método utilizado.

Uma atenção particular deve ser dada à constituição do

relatório, em particular no que concerne à apresentação dos

dados de ensaio e à facilidade de assimilação pelo leitor.

O formato deve ser série e particularmente concebido para

cada tipo de ensaio levado a cabo mas os títulos devem ser

normalizados como indicado no presente documento.

A estrutura de cada relatório deve, pelo menos, incluir

o seguinte:

Identificação do relatório;

Título ou matéria do relatório;

Nome, morada e número de telefone do laboratório

responsável dos ensaios;

Nome, morada e número de telefone do laboratório

auxiliar onde os ensaios foram levados a cabo com

sucesso se ele for diferente da empresa afectada

à execução dos ensaios;

Número de identificação único (ou número de série)

do relatório de ensaio;

Nome e morada do vendedor/fabricante;

O relatório deve ser paginado e o número total de

páginas indicado;

Data de publicação do relatório;

Data(s) de execução do/dos ensaio(s);

Assinatura e título ou identificação equivalente da(s)

pessoa(s) autorizada(s) a validar, em nome do

laboratório de ensaios, o conteúdo do relatório;

Assinatura e título da/das pessoa(s) responsável(eis)

dos ensaios;

Descrição da amostra;

Descrição detalhada e identificação não ambígua da

amostra de ensaio e/ou do conjunto do ensaio;

Caracterização e condição da amostra de ensaio e/ou

do conjunto do ensaio;

Fotografias, esquemas ou toda outra documentação

visual;

Normas e referências;

Identificação da norma de ensaio utilizada e data de

publicação da norma;

Outra documentação pertinente com a data de

documentação;

Procedimento de ensaio;

Descrição do procedimento de ensaio;

Justificação de todas as falhas, adições ou exclusões

em relação à norma referenciada;

Toda a outra informação pertinente para um ensaio

específico, como por exemplo, as condições

ambientais;

Configuração do conjunto de ensaio;

Localização do dispositivo na zona de ensaio e técnicas de medida;

Equipamento de ensaio, descrição;

Descrição do equipamento utilizado para cada ensaio

levado a cabo com sucesso, como por exemplo

o gerador;

Descrição dos instrumentos de medida;

Características e data de aferição de todos os instrumentos utilizados para medir os valores especificados na Norma;

Resultados e parâmetros tidos em conta;

Osresultados medidos, observados ou deduzidos devem

ser claramente identificados.

NOTA — O que aqui se precede deve ser apresentado sob

a forma de tabela, de gráficos, de esquemas, de fotografias ou

outros documentos de observação visual apropriados.

Instrução de sucesso/insucesso identificando a parte

do ensaio para a qual a amostra falhou e uma

descrição da falha. Ela deve ser ilustrada por

esquemas, fotografias ou todos outros documentos

de observações visuais apropriados.

C.5. Reparação e manutenção dos PDI

A fim de verificar o bom funcionamento dos PDI, o

fabricante deve descrever nas instruções de verificação e

de manutenção os dispositivos a prever para a reparação e a

manutenção do seu produto.

Estas instruções devem conter, no mínimo, as informações seguintes:

A operação, ou as operações, a realizar aquando da

verificação visual do SPDA;

A operação, ou as operações, a realizar aquando da

verificação completa do SPDA;

Os equipamentos de ensaio que possam ser necessários

para proceder à verificação do produto;

Os critérios de bom funcionamento do produto;

As acções a seguir em caso de mau funcionamento

do produto.

Assim, se o PDI necessita de uma manutenção periódica

particular, como por exemplo a substituição de um acumulador,

as indicações fornecidas com o produto devem especificá-lo.

O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.

Decreto Presidencial n.º 64/15

de 9 de Março

Considerando que no âmbito dos esforços para o desenvolvimento do País, o Governo da República de Angola está

empenhado em promover projectos de investimentos que

visam a prossecução de objectivos económicos e sociais de

interesse público, nomeadamente a melhoria do bem-estar das

populações, o aumento do emprego, bem como o fomento do

empresariado angolano;

Tendo em conta que a investidora interna «-DIFERREIRA

— Comércio Geral, Importação e Exportação, Limitada»,

pretende implementar um projecto de investimento privado

que consiste na construção de 3.500 habitações sociais do

projecto denominado «Vila Azul» localizado nas Províncias

de Luanda, Cabinda, Kwanza-Sul e Malanje;

O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d)

do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição

da República de Angola, o seguinte:

Artigo 1.º#

Aprovação

É aprovado sob o regime contratual, o projecto de investimento «DIFERREIRA — Comércio Geral, Importação e

Exportação, Limitada», no valor de USD 221.256.000,00

(duzentos e vinte e um milhões e duzentos e cinquenta e

seis mil dólares norte-americanos), bem como o Contrato

de Investimento anexo ao presente Diploma e que dele é

parte integrante.

Artigo 2.º#

Aumento de Investimento

AANIP — A gência Nacional para o Investimento Privado

pode, nos termos do disposto no artigo 78.º da Lei n.º 20/11, de

20 de Maio (Lei do Investimento Privado), aprovar o aumento

de investimento e alargamento da actividade que o projecto

venha a necessitar no quadro do seu contínuo desenvolvimento.

Artigo 3.º#

Dúvidas e omissões

As dúvidas e omissões que se suscitarem da interpretação e

aplicação do presente Diploma são resolvidas pelo Presidente

da República.

Artigo 4.º#

Entrada em vigor

O presente Diploma entra em vigor na data da sua publicação.

Publique-se.

Luanda, aos 4 de Março de 2015.

O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.

CONTRATO DE INVESTIMENTO PRIVADO

Entre:

O Estado da República de Angola, Representado pela

Agência Nacional para o Investimento Privado, com sede em

Luanda, na Rua Cerqueira Lukoki, n.º 25, 9.º andar, Edifício

do Ministério da Indústria, neste acto representada por Maria

Luísa Perdigão Abrantes, na qualidade de Presidente do

Conselho de Administração, com poderes legais e estatutários

para o acto (doravante designados por «Estado» e «ANIP»,

respectivamente); e

«DIFERREIRA — Comércio Geral, Importação e Exportação,

Limitada», pessoa colectiva de direito angolano, entidade

residente cambial, investidor Interno, com sede social na

Rua Doutor Tomé Agostinho das Neves, n.º 28, rés-do-chão,

Luanda, com o NIF 5417024465, matriculada na Conservatória

do Registo Comercial de Luanda sob o n.º 759-08/080513,

neste acto representada por Nelson Prata, na qualidade de

procurador, com poderes para o acto (doravante designada

por Investidor Interno).

Considerando que:

a)

O Investidor Interno pretende implementar um pro-

Jecto de investimento privado para a construção

de 3.500 habitações sociais do projecto denominado «Vila Azul», nas Províncias de Cabinda,

Kwanza-Sul e Malanje, projecto que vai permitir

aumentar a oferta de habitações sociais condienas

e a substancial melhoria do saneamento básico da

população daquelas províncias;

b)

O Investidor Interno declara-se conhecedor e consciente dos princípios que norteiam a actual política

do investimento privado em Angola, designadamente, os contidos na Lei n.º 20/11, de 20 de Maio

(Lei do Investimento Privado), que se compromete

a cumprir e a respeitar na íntegra.

É, nos termos do artigo 53.º da Lei do Investimento

Privado, celebrado livremente e de boa-fé o presente Contrato

de Investimento Privado, que se rege pelo disposto nas

seguintes cláusulas:

CLÁUSULA 1.º

(Natureza e objecto do Contrato)

1.

O presente Contrato tem natureza administrativa.

2.

O Contrato de Investimento tem por objecto a construção

de 3500 habitações sociais.

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