Preâmbulo
Decreto Presidencial n.º 63/15
de 9 de Março
Considerando o facto de Angola localizar-se numa zona
susceptível à ocorrência de fenómenos atmosféricos intensos,
como descargas atmosféricas, há necessidade de adoptar-se
medidas eficientes e eficazes que permitam a redução dos
riscos causados por este tipo de fenómenos;
Havendo necessidade de se aprovar a Norma Angolana
sobre a Protecção Contra Descargas Atmosféricas, instrumento
de carácter técnico que regula o uso, a instalação, inspecção
e a manutenção de sistemas contra descargas atmosféricas,
fazendo recurso às melhores práticas intemacionais, adaptadas
à realidade angolana;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea 1)
do artigo 120.º e do n.º 3 do artigo 125.º, ambos da Constituição
da República de Angola, o seguinte:
[arço de 2015 I Série — N.º 31
Preço deste número - Kz: 550,00
TURA O preço de cada linha publicada nos Diários
Ano | da República 1.º e 2.º série é de Kz: 75.00 e para
Kz: 470615.00 [a 3º série Kz: 95.00, acrescido do respectivo
.. Kz:277 900.00 | imposto do selo, dependendo a publicação da
1 Kz: 145 500.00 | 3.º série de depósito prévio a efectuar na tesouraria
Kz: 115470.00 | da Imprensa Nacional - E. P.
Artigo 1.º#
Aprovação
É aprovada a Norma Angolana sobre a Protecção Contra
Descargas Atmosféricas, anexa ao presente Decreto Presidencial
e que dele é parte integrante.
Artigo 2.º#
Revogação
É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no
presente Diploma.
Artigo 3.º#
Dúvidas e omissões
As dúvidas e omissões suscitadas na interpretação e
aplicação do presente Decreto Presidencial são resolvidas
pelo Presidente da República.
Artigo 4.º#
Entrada em vigor
O presente Diploma entra em vigor na data da sua publicação.
Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos
29 de Outubro de 2014.
Publique-se.
Luanda, aos 31 de Dezembro de 2014.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
NORMA ANGOLANA SOBRE PROTECÇÃO
CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
Preâmbulo
O Instituto de Normalização e Qualidade (TANORQ) foi
criado a 25 de Outubro de 1996, através do Decreton.º 31/96,
n.º 45,1 Série, e revogado pelo Decreto Executivo Conjunto
n.º 44/05, de 11 de Abril.
O Regulamento do Sistema Angolano da Qualidade
aprovado pelo Decreto n.º 83/02, de 6 de Dezembro, confere
ao IANORQ as atribuições de assegurar a efectivação dos
princípios básicos de credibilidade, abertura, aplicabilidade
e de gestão integrada pelos quais se rege o sistema de infra-
-estruturas institucionais para a qualidade em Angola.
No contexto da Normalização, o IANORQ é a instituição
responsável pela elaboração e promulgação das Normas
Angolanas, bem como pela revisão periódica das mesmas.
Compete-lhe também, em conjunto com outros organismos,
fomentar a adopção e aplicação das Normas Angolanas em
todo o território nacional.
As Normas Angolanas visam divulgar, aplicar e consolidar
metodologias e elementos técnicos de modo a harmonizar e
desenvolver as práticas da qualidade e de Sistemas de Gestão,
nas organizações angolanas produtoras de bens e serviços.
A elaboração da Norma Angolana orienta-se por princípios
fundamentais e procedimentos documentados, aplicados à
generalidade dos países. Os princípios são os do «Código
de Boas Práticas para Elaboração, Adopção e Aplicação de
Normas», Anexo 3 do Acordo sobre os Obstáculos Técnicos
ao Comércio da Organização Mundial do Comércio. Tais
procedimentos, embora variem de país para país, seguem em
linhas gerais as práticas adoptadas no quadro dos trabalhos da
Organização Internacional de Normalização (ISO).
Introdução
A presente Norma especifica, no estado actual do conhecimento e da tecnologia, os requisitos para conceber um projecto
para uma protecção satisfatória contra descargas atmosféricas,
das estruturas (tais como prédios, instalações, equipamentos,
entre outras) e áreas abertas (áreas de armazenamento, áreas de
lazer ou desportivas, entre outras) por sistemas de protecção
contra descargas atmosféricas e fornece as directivas sobre
os meios para realizar esta protecção.
Uma instalação de protecção contra descargas atmosféricas
concebida e construída de acordo com a presente Norma não
pode, como em tudo o que conceme a fenómenos naturais,
garantir a protecção absoluta de estruturas, pessoas ou objectos.
Contudo, a aplicação desta Norma deve reduzir significativamente o risco de danos causados por descargas atmosféricas
em estruturas ou áreas abertas protegidas.
As disposições descritas na presente Norma representam
as condições mínimas para garantir uma protecção estatisticamente eficaz.
A série de normas internacionais TEC 62305 não trata
da tecnologia de pára-raios com dispositivo de avanço da
ionização. Desta forma, a presente Norma Angolana (NA)
inclui também os requisitos de concepção de um pára-raios
com dispositivo de avanço da ionização, bem como as regras
de instalação de um sistema de protecção contra descargas
atmosféricas mediante este dispositivo.
Esta Norma faz referência à série de normas internacionais
IEC 62305 e utiliza, sempre que necessário, as disposições
nela referidas para a concepção e construção do sistema de
protecção contra descargas atmosféricas.
Objectivo
A presente Norma Angolana (NA) fornece os requisitos
para protecção de uma estrutura contra danos físicos, através
de um Sistema de Protecção contra Descargas Atmosféricas
(SPDA), e para protecção contra lesões em seres vivos devido
a tensões de contacto e tensões de passo na vizinhança do
SPDA. Esta Norma fornece princípios gerais a serem aplicados
para protecção de estruturas contra descargas atmosféricas,
incluindo não apenas seres vivos mas também os serviços e
conteúdo, e aplica-se a:
Projecto, instalação, inspecção e manutenção de um
SDPA sem limitação de altura;
Estabelecimento de medidas de protecção contra lesões
a seres vivos devido ao contacto e tensões de passo.
A presente NA fornece, também, um procedimento de avaliação
de risco para uma estrutura devido a descargas atmosféricas.
Finalmente, a presente NA fomece igualmente informações
relativas às características dos sistemas de detecção avançada
de trovoadas assim como informações para avaliar os dados
relativos às descargas atmosféricas em tempo real e/ou dados
sobre a acumulação eléctrica de uma tempestade de modo a
colocar em prática medidas preventivas contra os perigos que
representam as descargas atmosféricas.
Referências Normativas
Os documentos a seguir mencionados foram utilizados para
a elaboração da presente Norma e devem ser usados como
referência para a aplicação da mesma. Para referências não
datadas, aplica-se a última edição do documento referenciado
(incluindo as emendas).
NP4426:2013 - Protecção contra descargas atmosféricas. Sistemas com dispositivo de ionização não
radioactivo
NF C 17-102:2011 - Protection against Lightning Early
streamer emission lightning protection systems
Protecção contra descargas atmosféricas - Sistemas com
dispositivo de ionização não radioactivo
IEC 62305-1 Ed2.0: 2010 Protection against lightning
- Part 1: General principles
Protecção contra descargas atmosféricas - Parte 1:
Requisitos Gerais
IEC 62305-2 Ed2.0: 2010 Protection against lightning
- Part 2: Risk management
Protecção contra descargas atmosféricas - Parte 2:
Gestão do Risco
IEC 62305-3 Ed2.0: 2010 Protection against lightning
- Part 3: Ploysical damage to structures and life
hazard
Protecção contra descargas atmosféricas - Parte 3: Danos
fisicos a estructuras e riscos humanos
IEC 62305-4 Ed2.0: 2010 Protection against lightning - Part 4: Electrical and electronic systems
within structures
Protecção contra descargas atmosféricas - Parte 4:
Sistemas eléctricos e eléctronicos em estruturas
IEC 62561 Lightning protection system components
(LPSC)
Componentes do sistemas de protecção contra descargas atmosféricas
EN 50550:2011 Power frequency overvoltage protective device for household and similar applications
Dispositivos de protecção contra sobretensões para
casas e aplicações similares
IEC 61643-111 Low-voltage surge protective devices
- Part 11: Surge protective devices connected to
low-voltage power systems - Requirements and tests
Dispositivos de protecção contra as sobretensões
conectados às redes de distribuição de baixa tensão - Parte 11: Requisitos e ensaios
IEC 61643-12 Low-voltage surge protective devices
- Part 12: Surge protective devices connected to
Low-voltage power distribution systems - Selection and application principles
Dispositivos de protecção contra as sobretensões
conectados às redes de distribuição de baixa tensão - Parte 1 2: Selecção e princípios de aplicação
EN 50536:2011 Protection against lightning - Thunderstorm warning systems
Protecção contra descargas atmosféricas - Detectores
de Trovoada
SANS 10313:2010 Protection against lightning - Plnsical damage to structures and life hazard
Protecção contra descargas atmosféricas - Danos físicos
a estructuras e riscos humanos
Termos e Definições
Para efeitos desta NA, aplicar-se-ão as seguintes definições:
1. Acções preventivas
Acções de natureza temporária, tomadas com base na
informação preventiva e previstas nos planos de emergência
de cada actividade, serviço ou colectividade.
2. Alarme
Informação indicando que o objecto está susceptível a ser
afectado por descargas atmosféricas e eventos relacionados.
3. Anel de terra
Eléctrodo de terra formado por um circuito fechado,
podendo realizar-se debaixo da terra ou à superfície.
4. Arco perigoso
Arco eléctrico causado por uma descarga atmosférica que
provoca danos físicos dentro da estrutura a proteger.
5. Barra de ligação equipotencial
Também designado como barramento de equipotencial, é
utilizada para ligar os componentes naturais, condutores de
baixada, condutores de terras, bainhas, blindagens que protegem
os condutores e cabos de telecomunicações ou outro sistema
de protecção contra descargas atmosféricas.
6. Caixa de medição de terra
Dispositivo concebido e colocado de modo a facilitar os
ensaios e medições eléctricas dos elementos do sistema de
protecção contra descargas atmosféricas.
NOTA — Este dispositivo pode chamar-se ligador amovível
ou Junta de controlo.
7. Classe de SPDA
Número da classificação de um SPDA de acordo com o
nível de protecção (N,) para o qual está desenhado.
8. Componente do risco (RX)
Risco parcial que depende da causa e do tipo de dano.
9. Componente natural
Elemento condutor que faz parte da estrutura, não instalado
especificamente para a protecção de descargas atmosféricas,
mas que pode ser usado em conjunto com o SPDA ou, em
alguns casos, funcionar como uma ou mais partes do SPDA.
NOTA — Exemplos do uso deste termo incluem:
Dispositivo captor natural;
Condutor de baixada natural;
Eléctrodo de terra natural.
10. Condutor de baixada
Parte do sistema externo de protecção contra descargas
atmosféricas que se destina a conduzir a corrente da descarga
atmosférica desde o dispositivo captor até ao sistema de terra.
11. Corrente de choque A)
Corrente de pico Bico definida por uma carga Q e uma
energia específica W/R.
12. Danos físicos
Danos que afectam a estrutura, conteúdo ou um serviço,
devido aos efeitos mecânicos, térmicos, químicos e explosivos
das descargas atmosféricas.
13. Densidade de descargas atmosféricas N)
Número de descargas atmosféricas por km? por ano.
14. Descarga ao solo (CG)
Descarga eléctrica de origem atmosférica entre a nuvem
e o solo, consistindo em um ou mais impactos.
15. Descarga atmosférica
Descarga eléctrica produzida por uma trovoada. Esta
descarga poderá ocorrer no seio de uma nuvem, entre nuvens,
entre o ar e nuvens, entre a nuvem e o solo ou entre o solo
e a nuvem.
16. Descarga entre nuvem ([C)
Descarga atmosférica que nunca atinge o solo, podendo ser
uma descargano interior da nuvem, entre nuvens ou nuvem-ar.
NOTA — Por extensão, o termo «interior da nuvem»
(IC) às vezes engloba o conjunto da descarga total da nuvem.
17. Detectores de trovoada
Equipamento capaz de avaliar um ou mais parâmetros
associados com o mecanismo eléctrico da trovoada.
NOTA — Os detectores de trovoada poderão ser constituídos
por um detector simples ou uma rede de detectores interligados.
18. Dispositivo captor
Parte do sistema externo do SPDA que utiliza elementos
metálicos, tais como pontas, PDI, malhas protectoras ou
condutores suspensos, destinados a interceptar os raios.
19. Dispositivo de teste remoto do PDI
Componente que permite comprovar à distância o correcto
funcionamento do pára-raios após instalação.
20. Distância de separação
Distância entre duas partes condutoras na qual nenhum
arco perigoso pode ocorrer.
21. Eficácia do PDI (AT)
Diferença, em microssegundos, entre o tempo de emissão
do traçador ascendente de um dispositivo captor PDI e um
dispositivo captor de haste simples (PHS), medido em laboratório sob as condições definidas no presente documento.
Também identificado como ganho no tempo à iniciação do
traçador ascendente, ou simplesmente avanço à ionização.
22. Eléctrodo de terra
Parte do sistema de terra responsável pelo contacto eléctrico
directamente com a terra, dispersando a corrente de descarga
para o solo.
23. Elementos condutores externos
Elementos metálicos que entram ou saem da estrutura a
ser protegida, tais como canalizações, elementos de cabos
metálicos, condutas metálicas, entre outros, que podem
transportar uma parte da corrente de descarga.
24. Equipotencialização
Interligação ao SPDA de elementos condutores externos,
através de ligação directa ou disruptor de equipotencialização,
para reduzir a diferença de potencial causada pela corrente
de descarga.
25. Estrutura a proteger
Estrutura para a qual é necessária a protecção contra os efeitos
de descargas atmosféricas de acordo com a presente Norma.
NOTA — A estrutura a proteger pode fazer parte de uma
estrutura de maiores dimensões.
26. Estruturas com risco de explosão
Estruturas contendo materiais explosivos sólidos ou zonas
perigosas, conforme determinado nas Normas IEC 60079-10-1
enaIEC 60079-10-2.
27. Estruturas perigosas para o ambiente
Estruturas que possam estar na origem de emissões biológicas, químicas eradioactivas, no seguimento de um impacto
de descarga atmosférica, tais como locais com substâncias
químicas, p etroquímicas, nucleares, entre outros.
28. Evento perigoso (LRE)
Descarga eléctrica numa estrutura ou na proximidade
de uma estrutura a proteger; ou numa linha ou perto de uma
linha ligada à estrutura a proteger e que poderá causar danos.
29. Explosor de isolamento
Componente que isola as várias partes condutoras da
instalação, com uma distância de descarga.
NOTA — Em caso de descarga atmosférica, as partes da
instalação são temporariamente ligadas segundo a capacidade
de descarga.
30. Falha de sistemas eléctricos e electrónicos
Danos p ermanentes nos sistemas eléctricos e electrónicos
devido a um CAED.
31. Choque atmosférico electromagnético da descarga
atmosférica (CAED)
Efeitos electromagnéticos da corrente da descarga atmosférica.
NOTA — Compreende as sobretensões conduzidas, bem
como os efeitos do campo electromagnético.
32. Instalações metálicas
Peças de metal na estrutura a ser protegida, que podem
formar um caminho para a corrente de descarga, tais como
condutas, escadas, guias para elevadores, ventilação, condutas
de aquecimento e ar condicionado, aço reforçado interconectado
ou peças metálicas estruturais.
33. Lesões de seres vivos
Ferimentos ou lesões permanentes, incluindo resultantes em
morte, de pessoas ou animais, devido às tensões de contacto
e de passo causados por uma descarga atmosférica.
34. Ligação equipotencial
Interligação ao SPDA, das partes condutoras separadas de
uma instalação por ligações directas ou através de protectores
de sobretensões, reduzindo as diferenças de potencial causadas
pela corrente de descarga atmosférica.
35. Linha
Linha de potência ou de telecomunicação ligada a uma
estrutura a proteger.
36. Medidor do campo eléctrico (FSM)
Dispositivo que monitoriza de forma contínua o campo
electrostático atmosférico associado às trovoadas (exemplo:
moinho de campo).
37. Nível de aviso
Estado actual do alarme.
38. Nível de protecção contra descargas atmosféricas (N,)
Valor associado ao conjunto de parâmetros da corrente
da descarga atmosférica, indicando a probabilidade de que
os valores de concepção máximo e mínimo associados não
serão ultrapassados se a descarga atmosférica aparecer de
uma forma natural.
NOTA — O nível de protecção contra descargas atmosféricas é utilizado para projectar as medidas de protecção;
depende do jogo de parâmetros adequados da corrente da
descarga atmosférica.
39. Número de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas com impacto na proximidade de uma
estrutura (N,)
Número médio anual de eventos perigosos previsível,
devido a impacto de descargas atmosféricas na proximidade
de uma estrutura.
40. Número de eventos perigosos causados por impacto
de descargas atmosféricas na proximidade de uma linha (N,)
Número médio anual de eventos perigosos previsível,
devido a impacto de descargas atmosféricas na proximidade
de uma linha.
41. Número de eventos perigosos devido a descargas
atmosféricas com impacto sobre uma estrutura (N,)
Número médio anual de eventos perigosos previsível,
devido a impacto de descargas atmosféricas numa estrutura.
42. Número de eventos perigosos devido a descargas
atmosféricas com impacto sobre uma linha (N,)
Número médio anual de eventos perigosos, previsíveis,
causados por descargas atmosféricas devido a impacto sobre
uma linha.
43. Pára-raios com dispositivo de ionização (PDTI)
Pára-raios que, nas mesmas condições, gera um traçador
ascendente de inicialização mais rápido que um pára-raios
de ponta simples.
NOTA — Um pára-raios com dispositivo de ionização é
composto por uma ponta de captura, um dispositivo de ionização, um elemento de fixação e uma ligação aos condutores
de baixada.
44. Pára-raios de haste simples (PHS) de referência
Haste metálica de forma geométrica definida na presente
Norma a fim de servir como referência.
45. Perda (L)
Valor médio de perdas (pessoas e bens) resultantes de
umttipo específico de dano devido a um evento perigoso, em
relação ao valor (de pessoas e bens) do objecto a proteger.
46. Ponto de impacto
Local onde uma descarga atmosférica entra em contacto
com a terra, estrutura ou sistema protecção contra descargas atmosféricas.
47. Probabilidade de dano (P)
Probabilidade de um evento perigoso causar danos a, ou
dentro de, uma estrutura a proteger.
48. Protectores coordenados
Conjunto de protectores de sobretensão, coordenados e
instalados correctamente para reduzir danos nos equipamentos
eléctricos e electrónicos de telecomunicações e de dados.
49. Protector de sobretensões (SPD)
Dispositivo destinado a limitar as sobretensões transitórias
€ a escoar as correntes da descarga atmosférica. Inclui, pelo
menos, um componente não linear.
50. Risco (R)
Valor da perda média anual, de pessoas e bens, devido a
descargas atmosféricas, em relação ao valor total de pessoas
e bens do objecto a proteger.
51. Risco tolerável (R)
Valor máximo de risco que pode ser tolerado pela estrutura
a proteger.
52. SPDA isolado
SPDA, no qual o seu dispositivo captor e respectivo
condutor de baixada estão posicionados de maneira a que o
caminho da corrente da descarga não entre em contacto com
a estrutura a proteger.
NOTA — Num SPDA isolado os arcos perigosos entre o
SPDA e a estrutura são evitados.
53. SPDA não isolado
SPDA, no qual o seu dispositivo captor e respectivo
condutor de baixada estão posicionados de maneira a que o
caminho da corrente da descarga pode estar em contacto com
a estrutura a proteger.
54. Sistema de aviso de trovoadas (TWS)
Sistema composto por detectores de trovoadas capazes de
monitorizar, na zona de monitorização, a actividade tempestuosa
e, mediante um sistema de processamento de dados, elaborar
um aviso válido relativo a eventos associados à trovoada para
um determinado objecto.
55. Sistema de medidas de protecção contra CAED
(SMPT)
Instalação completa de medidas de protecção contra CAED
para os sistemas internos.
56. Sistema de protecção contra descargas atmosféricas (SPDA)
Sistema completo usado para reduzir os danos físicos devido
às descargas atmosféricas numa estrutura, compreendendo
tanto os sistemas de protecção externos como os internos.
57. Sistema de terra
Parte de um SPDA projectado para conduzir e dissipar a
corrente da descarga atmosférica no solo.
58. Sistema externo de protecção contra descargas atmosféricas
Parte do sistema de protecção contra descargas atmosféricas
constituído por elementos captores, condutores de baixada e
sistemas de terra.
59. Sistema interno
Compreende as instalações eléctricas e electrónicas dentro
de uma estrutura.
60. Superfície de captura equivalente de uma estrutura
(A)
Superfície do solo plana sujeita ao mesmo número de
descargas atmosféricas que a estrutura a proteger.
61. Tempo de resposta (LT)
Tempo que decorre entre o início do alarme e o instante
efectivo de aparição do primeiro evento associado à trovoada
sobre o objecto.
62. Tensão nominal de impulso suportada (U )
Valor da tensão de impulso definido pelo fabricante, para
o equipamento ou parte dele, caracterizando a capacidade
específica do seu isolamento suportar a sobretensão.
NOTA — Para fins desta Norma, apenas se considera a
tensão suportada entre os condutores activos e a terra.
63. Trovoada
Trovoada local produzida por uma nuvem cúmulo-nimbo
acompanhada de descargas atmosféricas e trovões.
64. Zona de protecção contra descargas atmosféricas
(ZPDA)
Zona onde o ambiente electromagnético da descarga
atmosférica é definido.
NOTA — Às fronteiras de uma ZPDÁA não são necessariamente físicas (por exemplo, paredes, tecto, pavimento,
entre outros).
65. Zona de uma estrutura (Z)
Parte de uma estrutura, cujas características são homogéneas e em que um conjunto de parâmetros são utilizados para
avaliar um componente de risco.
Cálculo de Risco
1. Explicação dos termos
1.1. Danos e perdas
1.1.1. Fonte dos danos
A corrente da descarga atmosférica é a principal fonte
dos danos. As seguintes origens são definidas pelo ponto de
impacto (ver Tabela 1):
SI: Impacto directo na estrutura;
S2: Impacto na vizinhança da estrutura;
S3: Impacto directo numa linha ligada à estrutura;
S4: Impacto na vizinhança de uma linha ligada à estrutura.
1.1.2. Tipos de danos
Os danos causados pela descarga atmosférica dependem
das características dos objectos a proteger. Algumas das
características mais importantes são o tipo de construção, o
conteúdo e função, o tipo de serviço e as medidas de protecção existentes.
Para aplicações práticas da análise do risco, é aconselhável distinguir entre três tipos básicos de danos que podem
aparecer como consequências das descargas. Estes tipos são
os seguintes (ver Tabela 1):
DI: Danos em pessoas e animais;
D2: Danos físicos;
D3: Falha nos sistemas eléctricos e electrónicos.
Os danos na estrutura, causados pela descarga atmosférica
podem ser limitados a uma parte da estrutura ou podem estender-
-se a toda a estrutura. Pode envolver estruturas próximas ou
o ambiente (exemplo: emissões químicas ou radioactivas).
1.1.3. Tipo de perdas
Cada tipo de dano, só ou associado a outros, pode provocar
perdas diferentes consecutivas nos objectos a proteger. O
tipo de perda que pode surgir depende das características do
próprio objecto e do seu conteúdo.
Os tipos de perdas a serem levados em consideração (ver
Tabela 1) são:
L1: perdas de vidas humanas;
L2: perdas de serviços públicos;
L3: perdas de bens culturais, antigos;
L4: perdas de valores económicos (estruturas e seus
conteúdos).
Tabela 1 — Fonte de danos, tipos de danos e tipos de
perdas de acordo com o ponto de impacto
= : e EL
| Ponto de impacto | Fonte do dano | Tipade AI RETA
co:
Ss | D2 LIL213,14
D3 LI; 12,14
| ai Eli,
| s2 D3 LI? 1,14
| |
—
ES/ESE
| D3 LES Ta;
| " j S4 D3 LI, 12,14
| VamemES de explosão, hospitais ou outras estruturas onde falhas dos sistemas
Internos possam de imediato pôr em risco vidas humanas.
Só para propriedades onde se possam perder animais, Ú
1.2. Risco e componentes de risco
1.2.1. Risco
O risco «R> é o valor médio anual de perdas prováveis.
Deve avaliar-se o risco relevante para cada tipo de perda que
possa surgir numa estrutura ou num serviço. Os riscos a serem
avaliados numa estrutura podem ser os seguintes:
R1: risco de perda de vidas humanas (incluindo lesões
permanentes);
R2: risco de perda de serviços públicos;
R3: risco de perdas de bens culturais antigos;
R4: risco de perdas de valores económicos.
Para avaliar orisco, «R>», as componentes relacionadas do
risco (risco parcial dependendo da fonte e do tipo de perda)
devem ser definidas e calculadas.
Cada risco, «R», é a soma das componentes do risco.
Quando se calcula um risco, as componentes do risco podem
ser agrupadas de acordo com a fonte de dano e tipo de dano.
1.2.2. Componentes do risco para uma estrutura
devido a impacto directo na estrutura
R,: componente relacionada com os danos provocados
em seres vivos, causados pelo contacto e tensões de passo
dentro de uma estrutura e nas zonas até três metros no exterior
do edifício. Podem ocorrer perdas do tipo L1 e, no caso de
as estruturas conterem explorações de gado, podem ocorrer
perdas do tipo 4 (perda de animais);
NOTA — Em estruturas especiais, as pessoas podem ser
postas em risco por impactos directos como, por exemplo,
nos andares mais altos de um parque de estacionamento ou
estádio. Nestes casos, podem ser considerados os princípios
desta Norma.
R,: Componentes relacionados com danos provocados
por arcos perigosos no interior da estrutura, provocando fogo
ou explosão, que podem, também, pôr em perigo o ambiente.
Nesta situação poderão ocorrer todo o tipo de perdas (L1,
L2, L3 eLA4).
R.: Componente relacionada com a falha de sistemas
internos causados por CAED. Perdas do tipo L2 podem ocorrer
em todos os casos, juntamente com L1 no caso de estruturas
com risco de explosão, hospitais ou outras estruturas onde
falhas nos sistemas internos possam de imediato pôr em
perigo vidas humanas.
1.2.3. Componente do risco para uma estrutura em
que a descarga atmosférica cai na sua vizinhança
R,,: Componente relacionada com a falha de sistemas
internos, causados por CAED. Perdas do tipo L2 e L4 podem
ocorrer em todos os casos, juntamente com tipo L1 no caso de
estruturas comrisco de explosão, hospitais ou outras estruturas
onde falhas dos sistemas internos possam de imediato pôr em
perigo vidas humanas.
1.2.4. Componentes do risco para uma estrutura em
que a descarga atmosférica caia sobre uma linha ligada
à estrutura
R,;: Componente relacionada com danos provocados em
seres vivos, causados por choques de contacto no interior
da estrutura. Perdas do tipo L1 e, no caso de propriedades
agrícolas, perdas do tipo L4 com possíveis perdas de animais.
R,: Componente relacionada com danos físicos (fogo ou
explosão provocados por arcos perigosos entre instalações
Tabela 2 — Componentes do risco a serem consi
==
ESTES Na E
or e ra
eo e | '
as
ao [e | e | '
Apenas para estruturas com risco de explosão para hospitais com equipam
ponham em perigo imediato, vidas humanas.
Apenas para propriedades onde possa ocorrer perda de animais.
externas e partes metálicas, geralmente no ponto de entrada da
linha na estrutura) devido à corrente de descarga transmitida
pelo ou ao longo das linhas de entrada. Podem ocorrer todos
os tipos de perdas (L1, L2, L3 e L4).
R ,: Componenterelacionada com falhas no sistema interno
causadas por sobretensões induzidas nas linhas de entrada e
transmitidas à estrutura. Perdas do tipo L2 e L4 podem ocorrer
em todos os casos, juntamente com tipo L1 de estruturas com
risco de explosão, hospitais ou outras estruturas onde a falha
dos sistemas intemos possam pôr, imediatamente, em perigo
vidas humanas.
NOTAS
As linhas ater em conta para esta análise são apenas as
linhas que entram na estrutura.
Descargas que atinjam directamente, ou que impactem
perto de tubagens, não são consideradas como fonte de dano,
baseando-se na ligação de tubos a uma barra de equip otencialidade. Se uma barra de ligação equipotencial não for fomecida,
também deve ser considerada uma ameaça.
1.3. Composição dos componentes do risco relacionados com a estrutura
As componentes do risco a considerar para cada tipo de
perda na estrutura são apresentadas em seguida:
R1: Risco de perda de vidas humanas
R1 =R,, +TRj, TR +Ry ? TR, +R, + Rr, + R, ? (e)
%* Apenas para estruturas com risco de explosão para
hospitais com equipamentos eléctricos de salvamento de vida e outras estruturas onde falhas
no sistema interno ponham em perigo imediato,
vidas humanas.
R2: Risco de perdas de serviços públicos
R2 - R,, + RR, + R, + R,, + Rm + R,, (O
R3: Risco de perdas de bens culturais antigos
Ra: Ri o ds erdas de valores económicos 6)
R4 - RP + R;, + R., + Ryt RR, » + Ry, + Ry,F R7, )
?” Apenas para propriedades onde possa ocorrer perda
de animais
As componentes do risco correspondentes a cada tipo de
perda estão também combinadas na Tabela 2.
deradas para cada tipo de perda numa estrutura
Ss2 ligada à estrutura S3 ligada à estrutura S4
do |
ES ESET
EMEA
EMEA
KNESESP
entos eléctricos de salvamento de vida e outras estruturas onde falhas no sistema intemo
Para mais detalhes sobre os factores que influenciam as
componentes de risco consultar a Norma IEC 62305-2.
2. Avaliação do risco
2.1. Procedimento básico
Devem ser aplicados os seguintes procedimentos:
Identificação do objecto a proteger e das suas
características;
Identificação de todas as possíveis perdas que possam
ocorrer na estrutura, bem como dos correspondentes riscos relacionados R (R1 a R4);
Avaliação do risco R para cada tipo de perda (R1 a R4);
Avaliação da necessidade de protecção, pela comparação do risco RI, R2 e R3 para uma estrutura com
o risco tolerável RT;
Avaliação do custo efectivo da protecção, comparativamente com o custo total de perdas sem medidas de
protecção. Neste caso, a análise das comp onentes
dorisco R4 para a estrutura devem ser calculadas
com o intuito de avaliar estes custos.
2.2. Estrutura a ser considerada para o cálculo do risco
As estruturas a considerar incluem:
A própria estrutura;
Instalações na estrutura;
Conteúdo da estrutura;
Pessoas na estrutura ou que estejam em zonas afastadas
no máximo de três metros no exterior da estrutura;
Vizinhança afectada pelos danos da estrutura.
A protecção não inclui linhas conectadas fora da estrutura.
NOTA: A estrutura considerada pode ser dividida em
várias zonas (ver ponto 4.3.7)
2.3. Risco tolerável R,
A definição do valor tolerável do risco é da responsabil1-
dade da autoridade que tem a jurisdição da estrutura. Valores
representativos R,, toleráveis, onde as descargas atmosféricas
envolvem a perda de vidas humanas ou perdas de valores
sociais ou culturais, são apresentados na Tabela 3.
Tabela 3- Valores típicos de riscos toleráveis RT
Em princípio, para perdas de valor económico (L4), a via a
seguir é uma comparação do custo/benefício. Se os dados para
esta análise não estão disponíveis, podem ser usados valores
representativos do risco tolerável com R, = 10º.
2.4. Procedimento específico para avaliar a necessidade de protecção
Os riscos seguintes devem ser considerados aquando
da avaliação da necessidade de protecção contra descargas atmosféricas:
Risco RI, R2 e R3.
Para cada risco a considerar, devem seguir-se as etapas seguintes:
Identificação dos componentes R, que compõem orisco;
Cálculo dos componentes identificadores do risco R,;
Cálculo do risco total R (ver 4.1.2);
Identificação do risco tolerável R,;
Comparação do risco R com o risco tolerável R..
SeR<R, a protecção contra descargas atmosféricas não
é necessária.
SeR>R, devem ser adoptadas medidas de protecção, de
modo a reduzir R para valores inferiores a R, para todos os
riscos aos quais o objecto esteja sujeito.
O procedimento para avaliar a necessidade de protecção
é dado na Figura 1.
NOTAS:
Nos casos em que o risco não possa ser reduzido para
um nível tolerável, o dono da instalação deve ser informado,
ao mesmo tempo que o nível mais elevado de protecção deve
ser aplicado.
Nos locais onde a protecção contra descargas atmosféricas
é exigida pelas autoridades com jurisdição das estruturas com
risco de explosão, devem ser adoptado, pelo menos, um SPDA
de nível II. Excepções à utilização de um SPDA de nível TI
podem ser permitidas quando tecnicamente justificadas e
autorizadas pelas entidades competentes e com Jurisdição
sobre a estrutura. Por exemplo, o uso de um SPDA de nível1 é
permitido em todos os casos, especialmente naqueles em que
o ambiente ou o conteúdo da estrutura é excepcionalmente
sensível aos efeitos das descargas atmosféricas. Além disso,
as autoridades competentes podem p ermitir a implementação
de um SPDA de nível III nos locais com fraca densidade de
descargas e/ou o com conteúdo das estruturas pouco sensível.
Sempre que os danos numa estrutura causados por descargas atmosféricas possam envolver outras estruturas vizinhas
ou ambiente (exemplo: emissões químicas ou radioactivas),
as autoridades comp etentes podem exigir que sejam tomadas
medidas adicionais de protecção das estruturas ou medidas
apropriadas para essas zonas.
2.5. Procedimento para avaliar o custo efectivo
da protecção
Além danecessidade de protecção contra descargas atmosféricas para uma estrutura, pode ser útil calcular os benefícios,
de modo a reduzir as perdas económicas LA.
A avaliação da comparação do risco R4 para uma estrutura
permite ao utilizador avaliar o custo das perdas económicas,
com e sem a adopção de medidas de protecção.
Para determinar o custo efectivo de uma protecção
é necessário:
Identificação das componentes do risco R,, que compõem o risco R4;
Cálculo da identificação dos componentes do risco
R, na ausência das novas/adicionais medidas de
protecção;
Cálculo do custo anual de perdas para cada componente dorisco R,;
Cálculo do custo anual C, das perdas totais na ausência
das medidas de protecção;
Adopção da selecção das medidas de protecção;
Cálculo das componentes do risco R,, que selecciona
as medidas de protecção presentes;
Cálculo anual do custo das perdas residuais devido a
cada componente do risco R,, na estrutura protegida;
Cálculo do custo total anual C,, das perdas residuais com
as medidas de protecção seleccionadas presentes;
Cálculo do custo anual C,,, das medidas de protecção
seleccionadas;
Comparação de custos.
Se C, <C,, + Cy, a protecção contra descargas atmosféricas pode não ser considerada rentável.
SeC =C,, + C,,, as medidas de protecção podem revelar-
-se economicamente benéficas ao longo da vida da estrutura.
estrutura à ser protegida
Para cada tipo de perdas, identificar e cealeular os componentes do risco
Ra. Re. Rc. Rm Ru, Rv., Rw. Rz
não
<>
EL
Instalado?
=
tomponentes de Risco
sum
oa
se RA + RB, não é necessário um SPDA Completo; neste caso são suficientes
SPD(s) de acordo com a norma IEC 62305-3.
Figura 1 — Procedimento de decisão da necessidade de protecção e de seleção
das medidas de protecção
2.6. Selecção das medidas de protecção
À grande parte das medidas de protecção adequadas deve
ser seleccionada pelo projectista, de acordo com a partilha de
cada componente do risco total, R, e em conformidade com
os aspectos técnicos e económicos das diferentes medidas
de protecção.
Devem identificar-se parâmetros e custos, de modo a
determinar a medida mais eficaz que permita reduzir orisco R.
Para cada tipo de perda, há um número de medidas de
protecção que, individualmente ou em combinação, levam à
condição R=R, À solução a ser adoptada deve ser seleccionada
tendo em atenção os aspectos técnicos e económicos. Um
procedimento simplificado para a selecção das medidas de
protecção é mostrado no fluxograma da Figura 1 para estruturas.
No entanto, o projectista tem de identificar as componentes
mais críticas do risco e reduzi-las, tendo também em conta
os aspectos económicos.
4,3. Análise dos componentes do risco para uma estrutura
Na Tabela 4 são apresentados os parâmetros relevantes
para avaliar as componentes do risco.
3.1. Equação base
Cada componente dorisco R,, Rn, Ru Ri R» Ry R; E R,,
como descrito em 4.1, pode ser expresso pela seguinte relação:
RX=N xP, XxL, (5)
Em que,
N, — Número de eventos perigosos por ano (ver 4.4);
P, — Probabilidade de dano de uma estrutura (ver 4.5);
L, — Perda consequente (ver 4.6).
NOTAS:
O número de eventos perigosos, N,, é influenciado pela
densidade de descargas ao solo N) e pelas características do
objecto a proteger, sua vizinhança e solo.
À probabilidade de dano, P,, é influenciada pelas
características físicas do objecto a proteger e pelas medidas
de protecção existentes.
A perda consequente, L,., é influenciada pela utilização
do objecto designado, a afluência de pessoas, o tipo de serviço
prestado ao público, o valor dos bens afectados pelos danos e
as medidas de protecção existentes para limitar a quantidade
de perdas.
Tabela 4 — Parâmetros relevantes para avaliação
dos componentes de risco
[mm | mare — [eme
E es 55
causar
[OR [ faemssseames | 6 |
causar
estrutura causar
Z
3.2. Análise das componentes do risco devido a impactos
directos de descargas na estrutura (S1)
Para avaliar as componentes dos riscos relacionados com
os impactos directos na estrutura, aplica-se a seguinte relação:
Componente relacionada com danos em seres vivos
por choque eléctrico (D1):
RAN,xPxlL, (6)
Componente relacionada com danos físicos (D2):
RN, x P,XL, (7)
Componente relacionada com danos em sistemas
internos (D3):
R =N,xP.XL, (8)
3.3. Análise das componentes dorisco devido a impacto
na vizinhança da estrutura (S2)
Para avaliar a componente relacionada com impacto na
vizinhança da estrutura, aplica-se a seguinte relação:
Componente relacionada com danos em sistemas
internos (D3):
R, - NX P, x Ly, (9)
3.4. Análise das componentes dorisco devido a impacto
directo da descarga numa linha ligada à estrutura (S3)
Para avaliar as componentes do risco relacionadas com
impactos directos numa linha que entra na estrutura, aplica-se
a seguinte relação:
Componente relacionada com danos em seres vivos
por choque eléctrico (DI):
R,= (N,+N,)XxP, XL, (10)
Componente relacionada com sistemas internos (D2):
R,= (N+N,)XxP,XL, (11)
Componente relacionada com falhas em sistemas
internos (D3):
R,=(N, +N,)XxP,XL, (12)
NOTA: Na maioria dos casos, NDa é negligenciável.
Se a linha tiver mais de uma secção, os valores de R,,, R,,
e R,, são a soma de R,, (R, e R,, relativos a cada uma das
Tabela 5- Componentes de risco para di
SS s2
Impacto directo sobre uma | Impacto na vizis
estrutura da estrutur
Dl "
CONES
D2 -
D3
Falha de sistemas eléctri- R.=N,xP,xL, R,=N, xP,
cos e electrónicos
secções da linha. As secções a serem consideradas são aquelas
entre a estrutura e o primeiro nó de distribuição. No caso
de uma estrutura com mais de uma linha ligada e entrando
por caminhos diferentes, os cálculos devem ser feitos para
cada linha.
No caso de uma estrutura com mais do que uma linha
ligada com o mesmo caminho, os cálculos devem ser feitos
apenas para a linha com as piores características, isto é, para
a linha com o valores de N, e N, mais elevados e ligadas aos
sistemas internos com o valor mais baixo de U,,
3.5. Análise do comportamento do risco para impacto
de descargas na vizinhança de uma linha ligada à estrutura (S4)
Para avaliar o comportamento do risco para impacto
na vizinhança de uma linha ligada à estrutura, é aplicada a
seguinte relação:
Componente relacionada com a falha em sistemas
internos (D3):
R,=N,xP,XxL, (13)
Caso a linha tenha mais de uma secção, o valor de R, é a
soma dos componentes de R, correspondentes a cada secção
da linha. As secções a serem consideradas são aquelas entre
a estrutura e o primeiro nó de distribuição. No caso de uma
estrutura com mais de uma linha ligada e entrando por caminhos diferentes, os cálculos devem ser feitos para cada linha.
No caso de uma estrutura com mais do que uma linha
ligada com o mesmo caminho, os cálculos devem ser feitos
apenas para a linha com as piores características, isto é, para
a linha com os valores de N, e N, mais elevados e ligadas aos
sistemas internos com o valor mais baixo de U,,
3.6. Sumário das componentes do risco numa estrutura
As componentes do risco para uma estrutura são apresentadas, de forma sumária, na Tabela 5 de acordo com os
diferentes tipos de danos e origem dos mesmos.
erentes tipos de danos e fontes de danos
hança Impacto directo numa linha Impacto na vizinhança de
a ligada à estrutura uma linha ligada à estrutura
EX
ESTSNES
Caso a estrutura seja fraccionada em zonas Z,, de acordo
com 4.3.7, cada componente do risco tem de ser calculada para
cada uma das zonas Z,. Oriscototal, R, para uma estrutura é
a soma das componentes do risco relacionadas com as zonas
Z, que constituem essa estrutura.
3.7. Fraccionamento da estrutura em zonas Z.,
Para analisar cada componente do risco, a estrutura pode
ser dividida em zonas Z,, sendo que cada uma delas deve
possuir características homogéneas. No entanto, uma estrutura
pode ser assumida como sendo uma só zona. As Zonas Z, são
definidas, principalmente, por:
Tipo de solo ou pavimento (componentes do risco
R,eRy))
Compartimentos à prova de fogo (componentes do
risco R, e R));
Blindagens (componentes do risco R. e R,,).
Outras zonas podem ser definidas, tendo em conta:
Posição dos sistemas internos (componentes do risco
R.eR)):
Medidas de protecção existentes ou previstas (todas
as componentes do risco);
Valores de perdas L,, (todas as componentes do risco).
O fraccionamento da estrutura em zonas Z, deve considerar
a possibilidade, ou não, de implementação das medidas de
protecção adequadas.
3.8. Fraccionamento da linha em secções S,
Para analisar os componentes de risco devido a uma
descarga atmosférica na vizinhança de uma linha, a linha
deve ser dividida em secções S, . Contudo uma linha pode
ser considerada como sendo uma única secção:
Para todos os componentes de risco, secções SL são
definidas pelos:
Tipo de linha (aérea ou enterrada);
Factores que afectam a superfície equivalente (C,,
Cos Cr);
Características da linha (blindada, não blindada, tipo
de blindagem).
Se mais do que um valor ou parâmetro existir numa secção,
deve-se assumir o valor que der origem a um valor de risco
mais elevado
3.9. Análise das comp onentes do risco numa estrutura
dividida em zonas Z.,
3.9.1. Critério geral
Para avaliar as componentes do risco, bem como da
selecção dos parâmetros relacionados envolvidos, aplicam-se
as seguintes regras:
Parâmetros relacionados com o número de eventos
perigosos, N, devem ser avaliados de acordo com
o estipulado em 4.4;
Parâmetros relacionados com a probabilidade de danos,
P, devem ser avaliados em conformidade com o
estabelecido em 4.5.
Ainda:
Para componentes R, R;y R, R, R, e R,, apenas um
valor é fixado para cada zona e para cada parâmetro envolvido. Quando mais de um parâmetro for
aplicável, deve ser escolhido o mais alto.
Para componentes R. e Ri se mais de um sistema
interno estiver envolvido na zona os valores de
P. e P,, calculados da seguinte forma:
P.,=1-(1-P.)x(1-P.)x(1-P3) (14)
P,71-(1-P,)x(1-P,)x(1-P,) (15)
Em que,
P,., e P,,, são parâmetros relacionados com o sistema
interno i=1,2,3,...
Parâmetros relacionados com a quantidade de perdas
L, devem ser avaliados em conformidade com o
definido em 4.6.
A excepção para PC e PM, se existir na zona mais de um
valor de qualquer outro parâmetro, o valor do parâmetro do
risco que deve ser assumido, será o mais alto.
3.9.2. Estrutura com apenas uma zona
Situação em que Z, é definida para toda a estrutura. O risco
R consiste na soma das componentes do risco R,, nesta zona.
Definir uma estrutura com uma só zona pode levar a
medidas de protecção mais dispendiosas, uma vez que cada
medida de protecção deve ser estendida a toda a estrutura.
3.9.3. Estrutura multizona
Neste caso, a estrutura é dividida em múltiplas zonas Z,.
O risco para a estrutura é o somatório dos riscos relativos a
todas as zonas da estrutura. Em cada zona, o risco é a soma
de todas as componentes do risco relacionadas com essa zona.
Dividir uma estrutura em zonas, permite ao projectista ter
em consideração as características particulares de cada parte
da estrutura na avaliação das componentes do risco e, assim,
seleccionar as medidas de protecção adequadas zona a zona,
reduzindo o custo de todo o SPDA
3.10. Análise do Custo-benefício para perdas económicas (L4)
Sempre que haja necessidade de determinar a protecção
para reduzir os riscos R1, R2 e R3, convém avaliar uma
Justificação económica para adoptar medidas de protecção
com a finalidade de reduzir orisco de perdas económicas R4.
Os parâmetros para os quais se deve realizar a avaliação
de risco R4, são definidos a partir de:
Toda a estrutura;
Uma parte da estrutura;
Uma instalação interna;
Uma parte da instalação interna;
Uma peça de equipamento;
Conteúdo da estrutura.
O custo das perdas, o custo das medidas de protecção e as
possíveis poupanças devem ser avaliadas. Se os dados para
esta análise não estão disponíveis, podem ser usados valores
representativos do risco tolerável com R =1 0X.
4. Cálculo do número anual de eventos perigosos N
4.1. Princípios gerais
A média anual de eventos perigosos, N, devido a descargas
atmosféricas que possam influenciar a estrutura a ser protegida,
depende da actividade de descargas atmosféricas na região
onde a estrutura está localizada e das características físicas
das estruturas.
Para calcular onúmero N, é geralmente aceitável multiplicar
a densidade de descargas no solo, N., pela superfície equivalente da estrutura, tendo em conta os factores de correcção
das características físicas das estruturas.
À densidade de descargas no solo, N; é o número de descargas atmosféricas por quilómetro quadrado e por ano. Este
valor encontra-se disponível através do mapa geral de Angola
e, de forma mais pormenorizada, nos mapas e tabelas de cada
província, que se encontram no Anexo À da presente Norma.
Os eventos que podem ser considerados como perigosos
para uma estrutura a ser protegida são:
Descargas que impactem na estrutura;
Descargas que impactem na vizinhança da estrutura
a proteger;
Descargas que impactem numa linha ligada à estrutura;
Descargas que impactem na vizinhança de uma linha
ligada à estrutura. Pode aplicar-se um método
simplificado nos casos em estruturas onde:
O risco de incêndio seja baixo ou ordinário;
O risco de incêndio seja alto, mas com baixo nível
de pânico;
Não exista risco de explosão;
Não existam riscos ambientais;
Não seja um hospital.
4.2. Cálculo do número médio de eventos perigosos
devido a queda de descargas numa estrutura, N, e a uma
estrutura adjacente N,.
4.2.1. Determinação da superfície equivalente À,
Para estruturas isoladas em solos planos, a superfície
equivalente, A,, é a superfície definida pela intersecção entre
a superfície do solo e uma linha recta com um declive de 1/3,
que passa a partir de partes superiores da estrutura a proteger,
tocando-a aí, e rodando em torno dela. A determinação do valor
de A,, pode ser feita gráfica ou matematicamente.
4.2.1.1. Estrutura rectangular
Para uma estrutura rectangular com comprimento L, largura W
e altura H num solo plano, a superfície equivalente é igual a:
A, =LxW+2xGxHDDx(L+W+nxGxH (16)
Onde L, W e H são expressos em metros (ver Figura 2).
Para um cálculo com maior precisão, considera-se a altura
relativa da estrutura, em relação aos objectos ou ao solo,
dentro de uma distância de 3H da estrutura.
H | | | 7 13
:
b
CR
| i
Figura — 2 superficie equivalente À , numa estrutura isolada
4.2.1.2. Estrutura com configuração complexa
Sea estrutura tem uma configuração complexa, como proeminências elevadas no telhado (ver Figura 3), deve utilizar-se
um método gráfico para calcular A,, (ver Figura 4), uma vez
que as diferenças podem ser muito grandes se utilizarmos as
dimensões máximas (A, .) ou as mínimas (A, .).
Um valor aproximado aceitável da superfície equivalente
é o máximo entre A, e a superfície atribuída à proeminência
A, e pode ser calculado por:
AN =1xB3xH) (17)
Em que,
H, é altura da proeminência mais alta.
Hp = Huax = 40
Huin = 25
L=70
" o
Figura 3 — Estrutura com configuração complexa
(POIAASIAÇDAÇA
| AIRES A VI
id VIA VAN VIANA NAS A
NANA VIAS DELIL)
em [EEE seraca anna com 17 tea Pêta 95)
da Proestinência com H =, = Mou, Fónmula (34)
PP “Superfície equcadeare caleulada graficamente
Figura 4 - Diferentes métodos para calcular a superfície equivalente para a
estrutura da figura 3
4.2.1.3. Estrutura como parte de um edifício
Quando a estrutura, S, a proteger consistir apenas numa
parte de um edifício, B, as medidas da estrutura S, podem ser
consideradas para calcular A, caso sejam respeitadas todas
as condições seguintes (ver Figura 5):
A estrutura S é uma parte vertical separada do edifício B;
O edifício não apresenta risco de explosão;
À propagação do fogo entre a estrutura $ e as outras
partes do edifício B for evitada por meio de paredes com uma resistência ao fogo de 129 min (REI
ou através de outras medidas de protecção
equivalentes;
À propagação de sobretensões ao longo das linhas
comuns, se existirem, for evitada por meios de
protectores de sobretensões instalados no ponto
de entrada destas linhas na estrutura ou através
de medidas de protecção equivalentes.
NOTA — Para definição e informação do REI ver Jornal
Oficial da União Europeia, 1994/28/02, n.C 62/63.
Quando estas condições não forem satisfeitas, devem ser
usadas as dimensões de todo o edifício B.
O É
fAg=>
| ES 4 |
Legenda:
T E edifício ou parte dese para o qui 6
| ó A pasado a feição co At
| ) | | a E | um [ES SEREI
S estrutum à ser consoderada pura a
| | rvalíação do risco (dimensões de 5 8 ser
utilizadas para o Cálenio do 44)
=) Decisão REI = 120
ET ESTO fes fee
á mas sas 28) 0º 9] oo; RR
Figura 5 - Estrutura a ser considerada para avaliação da superfície
equivalente À,
4.2.2. Localização relativa da estrutura
À localização relativa da estrutura, consoante esteja rodeada
por outros objectos ou localizada num local exposto, será
considerada através do factor de localização C, (ver Tabela 6).
Uma avaliação mais precisa da influência de objectos
vizinhos pode ser obtida considerando uma altura relativa da
estrutura, relativamente aos objectos vizinhos ou ao solo, inferior
a uma distância de 3H a partir da estrutura e assumindo C ,=1.
Tabela 6- Factor de localização C,,
mais baixas :
ALAN
vizinhança
4,4.2.3. Número de eventos perigosos N, para uma estrutura
O número de eventos perigosos para uma estrutura, N,,
pode ser calculado pela seguinte expressão:
N,=N,xA,XxC,X 10 (18)
Em que,
N, Densidade de descargas ao solo (l'Km?/ano);
A, — Superfície equivalente de uma estrutura (m?)
(ver Figura 6);
CC, — Factor de localização da estrutura (ver Tabela 6).
4.2.4. Número de eventos perigosos NDa para uma
estrutura adjacente
À média anual de eventos perigosos devido a impacto de
descargas atmosféricas numa estrutura ligada no fim de linha
N,, (ver 4.3.5) pode ser calculada através da seguinte expressão:
Nó, N, X Ap, X Cp, X Cx 10% (19)
Em que,
N, — Densidade de descargas ao solo (l'Km?/ano);
Ap, Superfície equivalente de uma estrutura adjacente (m2) (ver Figura 6);
Cn, — Factor de localização da estrutura adjacente
(ver Tabela 6);
C, — Factor do tipo da linha (ver Tabela 9).
4.3. Cálculo do número médio de eventos perigosos
devido ao impacto de uma descarga perto da estrutura, N,,
O número médio de eventos perigosos devido ao impacto
de uma descarga perto da estrutura, N,,, pode ser calculado
com recurso à seguinte expressão:
Ny2N,x A, X 10 (20)
Em que,
N, — Densidade de descargas ao solo (l'Km*/ano);
A, ,— Superfície equivalente dos impactos de descargas
perto da estrutura (m?º);
À Superfície equivalente AM estende-se a uma linha
localizada a uma distância de 500 metros do perímetro da estrutura (ver Figura 6).
A, 72x 500 x (L+W)+0x 50 (2D
4.4. Cálculo da média anual de eventos perigosos
devido a descargas que impactem sobre uma linha, N,
O número médio de eventos perigosos devido ao impacto
de descargas sobre a linha, N, pode ser calculado com recurso
à seguinte expressão:
N,AN,xA, xC xC,xC,x10% (22)
Em que,
N, — Número de sobretensões de amplitude não infe-
rior a 1k V (l'ano) na secção da linha;
N, — Densidade de descargas no solo (Vkmº?/ano);
A, — Superfície equivalente de descargas que impac-
tem na linha (mº) (ver Figura 6);
C, — Factor de instalação da linha (ver Tabela 7);
C, — Factor ambiental (ver Tabela 8);
C, — Factor do tipo da linha (ver Tabela 9).
A superfície equivalente de descargas na linha:
A, =40 xL, (23)
Em que,
L, — Comprimento da linha, em metros.
Quando o comprimento da linha é desconhecido, assume-
-se L, = 1000 metros.
Tabela 7 — Factor de instalação da linha C,
SS
SS Smam SS [om |
(subcapítulo 5.2 da IEC 62305- 4:2010)
Tabela 8 — Factor ambiental C.
ES EE
ES TE
umanccomedtiats [oo]
Tabela 9 — Factor do tipo da linha C,
[Baixe tesão ileomencações cu limas de dados — — | 1 |
4.5. Cálculo da média anual de eventos perigosos
devido a descargas perto da linha, N,
Uma linha pode ser composta por diversas secções. Para
cada secção da linha, o valor de NI pode ser calculado por:
N,=N,x A, X C xC xC x105 CH)
Em que,
N, — Número de sobretensões de amplitude não infe-
rior a IkV (liano) na secção da linha;
N, — Densidade de descargas no solo (Vkmº?/ano);
A, — Superfície equivalente de descargas no solo perto
da linha (m ) (ver Figura 6);
C, — Factor de instalação da linha (ver Tabela 7);
C, — Factor ambiental (ver Tabela 8);
C, — Factor do tipo da linha (ver Tabela 9).
Com a superfície equivalente de descargas no solo perto
da linha:
A, =4000xL, (25)
Em que,
L, — Comprimento da linha, em metros. Quando o comprimento da linha é desconhecido, assume-se L, = 1000 metros.
2” ENE ENSS ASS Met
EE dom leon A AS
(&) e,
Figura 6 — Superfície equivalentes (A, A, A, À)
5. Cálculo da probabilidade de dano para a estrutura, P.,
A probabilidade dada neste anexo é válida no caso de
as medidas de protecção estarem em conformidade com as
suas Normas.
Valores de probabilidades, P., menores que um podem
apenas ser seleccionados se a medida ou característica for
válida para toda a estrutura ou zona da estrutura (Z,) a ser
protegida e para todo o equipamento relevante.
5.1. Probabilidade PÁ que uma descarga na estrutura
provoque danos em seres vivos por choque eléctrico
Os valores da probabilidade P, de choques em seres vivos,
por contacto ou tensões de passo devidos a descargas que
tombem sobre a estrutura, são apresentados na Tabela 10, em
função das medidas de protecção típicas.
P,=P,., XP; (26)
Em que,
P., — Depende das medidas adicionais de protecção
contra contactos ou tensões de passo, tais como
indicado na Tabela 10;
P, — Depende do nível de protecção para o qual o
SPDA foi dimensionado (ver Tabela 11).
Tabela 10 — Valores da probabilidade P,, que uma
descarga na estrutura cause choque a seres vivos devido
a contactos ou tensões de passo
[Gmmdéntmeno — ||
a e]
pelo menos, três milímetros poliestireno reticulado)
immanenTEA
estrutura for utilizada como condutor de baixada
Se forem tomadas mais de uma medida de protecção, o
valor de P,, é o produto dos valores correspondentes de P,.
NOTA — Quando a armadura metálica de reforço da estrutura for utilizada como condutor de baixada, ou quando forem
tomadas medidas de restrição, o valor de P,, é negligenciável.
5.2. Probabilidade PB de uma descarga provoque
danos físicos numa estrutura
Considera-se um SPDA uma medida de protecção adequada
para reduzir P,.
Os valores de probabilidade, P,, de danos físicos devido
ao impacto numa estrutura, em função do nível de protecção,
são dados na Tabela 11.
Tabela 11 — Valores de P, com base nas medidas de
protecção existentes para reduzir os danos físicos
cmenamaten | EE | 5
Eee prenda PDA | [1
Estrutura protegida por SPDA om | o
TANTA
po — E
Ea O ea]
as O ooo |
Para definição dos Níveis I* e I** ver capítulo 6.3
NOTA — Podem ser usados valores de PB diferentes
dos apresentados na Tabela 11 se baseados em investigações
levando em conta os requisitos de dimensionamento e critérios
de interpretação definidos na Norma IEC 62305-1.
5.3. Probabilidade PC de um impacto sobre uma
estrutura produzir falhas em sistemas internos
Considera-se um SPD coordenado como uma medida de
protecção adequada para reduzir PC
O valor da probabilidade, PC, de falhas nos sistemas
internos devido ao impacto de uma descarga atmosférica
numa estrutura é dado pela fórmula seguinte:
P.=P;X Cr CT)
Em que,
Ps; — Depende do sistema de protecção SPD e do
nível de protecção para os quais os SPD estão
desenhados (Tabela 12);
C,, — Factor dependente da blindagem, do isolamento
e da ligação à terra da linha (ver Tabela 13).
Tabela 12 — Designação do valor da probabilidade P.,,,
em função do SPD
[Fumo pa Some cando — LL
O E ET
oo | ea |
NOTAS:
Uma protecção coordenada contra impulsos é apropriada
como medida de protecção para reduzir P. apenas no caso
das estruturas estejam protegidas por um SPDA ou caso as
estruturas tenham placas contínuas ou armadura de betão
armado agindo continuamente como SPDA natural para captar
a descarga atmosférica, e quando os requisitos da ligação e
terras e equipotencialidade são atendidos.
Valores mais baixos de PSPD são possíveis caso os
SPD tenham melhores e superiores características, tais como
maior capacidade de corrente de impulso ou nível mais baixo
de protecção, entre outros, quando comparados com os
requisitos definidos para o SPDA de nível I nos locais mais
frágeis da instalação.
Tabela 13 — Valores de C,, e C,, dependentes da
blindagem, do isolamento e da ligação à terra da linha
Co Tam Te]
ee se
EX EO
ss ns
metálica do equipamento
— — eps
(sistemas isolados)
= — mese DO]
acordo com IEC 62305-4
NOTA — Para sistemas internos sem blindagem, C, ,=1.
5.4. Probabilidade P,, de um impacto na proximidade
de uma estrutura provocar falhas nos sistemas internos
A probabilidade de falhas nos sistemas internos devido a
um impacto na proximidade de uma estrutura, P,,, depende
das medidas de protecção contra CAED adoptadas (SMPI).
Se nenhuma medida de protecção coordenada é tomada,
em conformidade os requisitos desta Norma, P,, =P,
Se forem adoptadas medidas de protecção coordenada, de
acordo com os requisitos desta Norma, o valor de P,, é dado por:
P - Psy x Pys (28)
Para as redes internas, onde os materiais não respondem
às Normas de produto aplicáveis em matéria de imunidade
CEM, deve considerar-se P,, = 1.
Os valores b do factor P,,, são obtidos a partir da
seguinte expressão:
Pys - K,, x K;, x K;; x K,)* (29)
Em que,
K,, — Leva em conta a eficácia da blindagem da
estrutura, do SPDA ou de outras blindagens no
limite ZPDA 0/1;
K,, — Leva em consideração a eficácia das blindagens
internas da estrutura no ZPDA X/Y (X>0, Y>1);
K,, — Leva em consideração as características da
cabelagem interna (ver Tabela 14);
K,, — Leva em conta a tensão de resistência aos choques das redes a proteger.
Numa ZPDA, a uma distância de segurança da blindagem
limite que seja, no mínimo, igual ao tamanho da malha w
(Mm), os factores K,, e K,, para o SPDA ou para as blindagens
podem ser avaliados através das seguintes equações:
K,=0,12xW, eK,=0,12xW,, (30)
Em que,
W,., é W,, - Tamanho, em metros, da malha da blindagem
espacial ou dos condutores de baixada ou ainda da distância
de separação entre as colunas metálicas da estrutura ou entre
as armaduras em betão que formem um SPDA natural.
Para blindagens metálicas contínuas de espessura não
inferior a 0,1 mm, K,, = K,,=10*.
Caso um anel de indução circule na proximidade do limite
de uma ZPDA, e se os condutores blindados estejam a uma
distância mais pequena que a distância de segurança, então os
valores de K,, e K,, serão mais elevados. Quando a distância
até à blindagem varia entre 0,1w e 0,2w, é conveniente duplicar
os valores de K,, e K,,.
Para uma cascata de ZPDA, o valor final K,, resulta do
produto dos valores correspondentes K,, de cada ZPDA.
NOTAS:
Nos casos em que a malha de equipotencialização é
executada de acordo com a TEC62305-4, os valores de K,, e
K,, podem ser reduzidos para metade.
7 A Ano
O valor máximo de K,, e K,, é limitado a 1.
Tabela 14 — Valor do factor K,, em função
da cabelagem interna
Tipo de cabelagem interna
Cabo não blindado - Não existe precaução na trajectória para evitar anéis 1)
Cabo não blindado - Existe precaução na trajectória para evitar anéis de 02
grande dimensão 2) '
Cabo não blindado - Existe precaução na trajectória para evitar anéis 3)
Cabo blindado com resistência de blindagem 4) S<RS<20N/km
Cabo blindado com resistência de blindagem 4) 1<RS<50/km 0,0002
Cabo blindado com resistência de blindagem 4) R
NOTAS
Anéis com diferentes trajectórias em grandes edifícios
(área do anel da ordem de 50 m?).
Anéis na mesma conduta ou anéis com diferentes trajectórias em pequenos edifícios (área do anel da ordem de 10m?).
Anéis no mesmo cabo (área do anel de 0,5m?).
Cabo com blindagem de resistência RS (SV/km) ligado à
ligação equip otencial e em suas duas extremidades e material
ligado à mesma ligação.
(o factor K,, deve ser avaliado como:
Ksa = Tv (€38)
Em que,
U,, Tensão nominal de impulso suportada, em kV, ou
tensão de contacto.
Se os equipamentos, numa rede interna, apresentarem níveis
diferentes de tensão de contacto, o factor K,, para o nível da
tensão de contacto a escolher deverá ser o valor mais baixo.
5.5. Probabilidade P,, de um impacto sobre uma
linha provocar danos em seres vivos por choque eléctrico
O valor da probabilidade, P,,, de danos em seres vivos
devido a tensões de contacto provocados por impacto sobre
uma linha que entra numa estrutura depende das características
das blindagens da linha e da tensão de impulso suportada dos
sistemas internos ligados à linha, bem como das medidas de
protecção típicas, tais como restrições físicas, avisos escritos,
entre outros, e dos protectores de sobretensões (SPD) previstos
à entrada da linha.
NOTA — Não é necessário um sistema de protecção coordenado de acordo com IEC 62305-4 para reduzir o valor de
P,;; Neste caso, SPD conforme a IEC 62305-3 são suficientes.
O valor de P,, é dado pela seguinte expressão:
P,=Pr,X Pr XP, X Ci (32)
Em que,
P,, — Depende das medidas de protecção contra tensões
de contacto, tais como restrições físicas, avisos
escritos. Os valores de P,, são dados na Tabela 15;
P,; — Depende das equipotenciaizações conforme 6.8
e do nível de protecção para o qual os SPD estão
dimensionados. Os valores de P., são dados na
Tabela 16;
P, — É a probabilidade de falha dos sistemas internos
devido a uma descarga na linha ligada à estrutura,
dependendo das características da linha. Os valores
de P, ,, são dados na Tabela 17;
Cp — É o factor dependendo da blindagem, do isolamento e da ligação à terra da linha. Os valores
de C, ,, são dados na Tabela 13.
Tabela 15 — Valores da probabilidade P,,
meme — [1
A ET
Nr Era
NOTA — Se mais de uma medida de protecção for tomada,
o valor de PTU é o produto dos valores correspondentes.
Tabela 16 — Valores da probabilidade P, ,
tm
NOTA 1- Valores mais baixos de P,, são possíveis caso os SPD tenham melhores e superiores características, tais como maior capacidade de corrente de
impulso ou nível mais baixo de protecção, entre outros, quando comparados com os requisitos definidos para o SPDA de nível I nos locais mais frágeis
da instalação.
Tabela 17 — Valores da probabilidade P,,,
Tipo de linha Condições de alimentação, blindagem e ligação U, (KV)
NENTSENEENT
Linha aérea ou enterrada, sem blindagem ou blindada sem ligação
ao barramento do equipamento
nicações Linha aérea ou enterrada, blindada com liga- | 1<R<50Am | 09 | o8 | o6 | 03 | o |
ção ao barramento do equipamento RS . 2
Ram [06 [04 [02 [00 [om]
NOTA — Em áreas urbanas ou suburbanas, uma linha P., — É a probabilidade de falha dos sistemas internos
eléctrica de baixa tensão utiliza, tipicamente, cabos enterrados devido a uma descarga na linha ligada à estrutura,
sem blindagem, enquanto as linhas de telecomunicações usam dependendo das características da linha. Os valores
cabos enterrados blindados (com um mínimo de 20 conduto- " '
e : de PLD são dados na Tabela 17;
res, resistência de blindagem de 5 O/km e fio de cobre com of d dendo da blind do
diâmetro de 0,6 mm). Em áreas rurais, uma linha eléctrica Cp — E o factor pen endo da ” agem, do 150-
de baixa tensão utiliza cabos aéreos sem blindagem enquanto lamento e da ligação à terra da linha. Os valores
uma linha de telecomunicações utiliza cabos aéreos sem blin- de CLD são dados na Tabela 13.
dagem, com um diâmetro de fio de cobre de um milímetro. 4.5.7. Probabilidade P, de um impacto sobre uma linha
Uma linha eléctrica de alta tensão utilizatipicamenteumcabo — introduzir falhas nos serviços internos
blindado com resistência de blindagem entre 1e5MVkm. As Os valores da probabilidade PW que um impacto na linha
comissões nacionais podem desenvolver esta informação com : :
Doo : o Do que entra na estrutura provoque falhas nos sistemas internos
o objectivo de melhor satisfazer as condições nacionais das o Í a ,
linhas eléctricas e de telecomunicações. depende das características da blindagem, dos limites da tensão
5.6. Probabilidade PV de um impacto sobre uma — de impulso dos sistemas internos ligados à linha e dosinterfaces
linha provocar danos físicos de isolamento ou do sistema coordenado de SPD.
O valor da probabilidade de danos físicos devido a um O valor de PW é dado pela equação:
impacto sobre uma linha que entra numa estrutura, P V, —
Pp 1 q . . - Py= Poppy xXx Pr xXx Cp GG)
depende das características das blindagens da linha, da tensão
a : : es Em que,
de resistência aos choques das redes internas ligadas à linha p " dem do si d ão (SPD
e dos protectores de sobretensões previstos. sen 7 Dependem do sistema de protecção (SPD) ver
NOTA — Não é necessário um sistema de protecção coor- Tabela 12) e no nível de protecção para os quais
denado de acordo com IEC 62305-4 para reduzir o valor de os SPD estão desenhados (ver Tabela 12);
Pv; Neste caso SPD conforme a IEC 62305-3 são suficientes. P, — É a probabilidade de falha dos sistemas internos
O valor de PV é dado pela seguinte expressão: devido a uma descarga na linha ligada à estrutura,
PAP XP XCn 63) dependendo das características da linha. Os valores
Em que, .
: o de PLD são dados na Tabela 17;
Pr, — Depende das equipotencializações conforme , ] :
8 e do nível de protecção para o qual os SPD Cp — E o factor dependendo da blindagem, do isoestão dimensionados. Os valores de P ,, são dados lamento e da ligação à terra da linha. Os valores
na Tabela 16; de CLD são dados na Tabela 13.
5.8. Probabilidade P, de um impacto na vizinhança
de uma linha introduzir falhas nos serviços internos
O valor de probabilidade de falhas nas redes internas em
consequência de falhas de impacto na proximidade de uma
linha que entra na estrutura, P,, depende das características,
das blindagens da linha e da tensão de resistência aos choques
das redes internas ligadas à linha, bem como das medidas de
protecção previstas.
O valor de P, é dado pela equação:
P, =P; XP,XC,, (35)
Em que,
P.,, — Dependem do sistema de protecção (SPD) (ver
Tabela 12) e no nível de protecção para os quais
os SPD estão desenhados (ver Tabela 12);
P,— É a probabilidade de falha dos sistemas internos devido a uma descarga na proximidade da
linha, dependendo das características da linha
e do equipamento. Os valores de PLI são dados
na Tabela 18;
Ch — É o factor dependendo da blindagem, do isolamento e da ligação à terra da linha. Os valores
de CLI são dados na Tabela 13.
Tabela 18 — Valores da probabilidade P,
oe SST
[mese | 1 [06 [o [e [o
[me demimameens [ 1 | 05 [02 [om] oo |
NOTA — Os valores mais precisos de PLI podem ser consultados na IEC/TR 620662002, para linhas eléctricas, e em ITU-T
Recomendação UIT K.46, para linhas de telecomunicações.
6. Avaliação do montante das per das L, numa estrutura
6.1. Montante relativo médio das perdas anuais
As perdas L, referentes à média relativa do montante
de um tipo particular de dano, do seu valor esperado e dos
efeitos consecutivos, podem ser devidos a um impacto de
descargas atmosféricas.
O seu valor depende:
Do número de pessoas, bem como do tempo durante
o qual elas ficam num local perigoso;
Do tipo e da importância dos serviços públicos;
Do valor dos bens afectados pelos danos.
As perdas L,, variam segundo o tipo de perda (L1,L2,L3
e 14) considerado e, para cada tipo de perda, segundo o tipo
de dano (D1, D2 e D3) na origem.
L1 — Perdas de vidas humanas, incluindo lesões permanentes: número de pessoas em risco;
L2 — Perdas de serviços públicos: número de utilizadores sem serviços;
L3 — Perdas de herança cultural: valor sócio-económico
da estrutura ou conteúdo em risco;
L4 — Perdas económicas: valores económicos da
estrutura, incluindo actividades, conteúdos ou
sistemas internos.
O valor LX deve ser determinado para cada uma das zonas
em que a estrutura se divide.
6.2. Perda de vida humana, L1
O valor de L,, para cada zona pode ser determinado de
acordo com as equações (36) a (39), considerando que:
As perdas de vidas humanas estão ligadas às características da zona, sendo levadas em consideração
através do aumento dos factores (h,) e da diminuição dos factores r, r,., eT.
O valor máximo de perda na zona será reduzido pelo
rácio entre o número de pessoas na zona (n ) e o
número total de pessoas (n,) em toda a estrutura.
O tempo, em horas, por ano para o qual as pessoas estão
presentes na zona (t ), se for inferior ao total de
8760 horas por ano, irá também reduzir a perda.
Para DI:
1, = 22 x 3ã (36)
Ly = 2 x 2 G7)
Para D2:
Ly = 1, = TPIPSPET y 8. 68)
Para D3:
Le=Ly=by=L72LoX7EXTos (39)
Em que,
L, — Número médio de vítimas lesionadas por choque
eléctrico (D1) devido a um evento perigoso (ver
Tabela 19);
L, — Número médio de vítimas por danos físicos (D2)
devido a um evento perigoso (ver Tabela 19);
L, — Número médio de vítimas lesionadas por falha
de sistemas internos (D3) devido a um evento
perigoso (ver Tabela 19);
r, — Factor de redução de perdas de vidas humanas,
em função do tipo de solo ou piso (ver Tabela 20);
r, — Factor de redução de perdas devido a danos físicos,
em função das disposições tomadas para reduzir
orisco de explosão da estrutura (ver Tabela 21);
r, — Factor de redução de perdas devido a danos fisicos, em função do risco de incêndio ou do risco
de explosão da estrutura (ver Tabela 22);
h, — Factor de aumento de perdas devido a danos
físicos em presença de um perigo específico (ver
Tabela 23);
n, — Número de pessoas na zona que podem correr
riscos (vítimas);
n, — Número total presumido de pessoas na estrutura;
t, — Duração anual, em horas, da presença das pessoas
num local perigoso (na zona).
Tabela 19 — Valores médios típicos para L,-, L, e L,
Tipo de danos Valor típico Tipo de estrutura
da perda
Risco de explosão
Hospital, hotel, escola, administração pública
D2 a
Sx10? "
Industrial, comercial
Liesfoes = |
Risco de explosão
D3
Falha de sistemas L, Cuidados intensivos e blocos de operações
internos
Outras partes de um hospital
NOTAS
Os valores da Tabela 19 referem-se a uma ocupação
permanente de pessoas na estrutura.
No caso de estruturas com risco de explosão, os valores
de LF e LO podem necessitar de uma avaliação mais detalhada,
considerando o tipo de estrutura, risco de explosão, o conceito
de zona perigosa e das medidas para lidar com esserisco.
Quando os danos numa estrutura provocados por descarga
atmosférica envolvem estruturas adjacentes ou ambiente (exemplo: emissões químicas ou radioactivas), deve ser levada em
conta uma perda adicional (L) para avaliar a perda total (L,):
Lr, =L, + Ls (40)
Em que:
: t
Le = Lhe Xe —E
E EFE 8760 (41)
Li, — Perda devido a danos físicos fora da estrutura;
t. — Tempo de presença de pessoas em locais perigosos
fora da estrutura.
NOTA — Se os valores de L., e t. forem desconhecidos,
assume-se L.=1.
Tabela 20 — Valores dos factores de reduçãor, em
função do tipo de solo ou do piso
; ; Resistência de contacto
Tipo de solo ou do piso 2
| Tmodesdoamdepos | Rettênias fentasto | x, |
Gravilha, moquette, tapis 10-100
Asfalto, linóleum, madeira
NOTAS:
Valores medidos entre um eléctroco de 400cm? comprimido com uma força de
500 N a um ponto no infinito.
Uma camada de material isolante. Ex: asfalto, de Scm de espessura (ou a camada
de gravilha com 15cm de espessura) geralmente reduzem o risco para um nível
tolerável.
Tabela 21 — Valores do factor de redução r, em
função das disposições tomadas para reduzir
as consequências do fogo
O mms Es
Sem disposições
Uma das disposições seguintes: extintores, instalações de extinção fixas ligadas manualmente, instalações manuais de alame, bocas-de-incêndio, com- | 0,5
partimentos estanques, vias de evacuação protegidas 1)
Uma das disposições seguintes: instalações de extinção fixas automáticas, 02
instalações de alame automáticas '
Apenas se elas são protegidas contra sobretensões ou outros danos e se os bombeiros podem
intervir em menos de 10 minutos.
Se várias disposições são tomadas, o valor de rP deve
ser o mais pequeno dos valores individuais. Nas estruturas
apresentando risco de explosão, considera-se sempre r, = 1.
Tabela 22 — Valores do factor de reduçãor, em função
do risco de incêndio ou explosão da estrutura
Re O Recanto | 5 |
Zonas 0, 20 e explosivos sólidos |
Explosão Zona 1, 21 EX
.
meo ao
Explosto emmeêndio one [o
NOTAS:
No caso de estruturas comrisco de explosão, o valor de
r, pode necessitar de uma avaliação mais detalhada.
Pode estimar-se que as estruturas que apresentam elevado
risco de incêndio são estruturas em materiais combustíveis,
onde o telhado é de material combustível ou estruturas com
uma carga calorífica particular superior a 800 MJ/mº.
Pode estimar-se que as estruturas que apresentam um
risco ordinário de incêndio são estruturas que têm uma carga
calorífica compreendida entre 800 MJ/mº? e 400 MJ/mº.
Pode estimar-se que as estruturas que apresentam fraco
risco de incêndio são estruturas que têm uma carga calorífica
particular inferior a 400MJ/nY ou estruturas que não contêm,
a não ser ocasionalmente, materiais combustíveis.
A carga calorífica específica é a relação entre a energia
do total da matéria combustível na estrutura e a superfície
total da estrutura.
Tabela 23 — Valores do factor h, aumentando
o montante relativo das perdas presença
de um perigo particular
rue OO]
de pessoas inferior a 100)
pts Eri Emcagemátacia) é
turais ou desportivos com um número de pessoas compreendido entre 100 | 5
e 1000)
as "
rais ou desportivos com um número de pessoas superior a 1000)
*valores baseados na norma NP4426: 2013
6.3. Perdas inaceitáveis de serviços públicos, L2
O valor de L,, para cada zona pode ser determinado de
acordo com as equações (42) e (43), considerando que:
As perdas de serviços públicos são afectadas pelas
características da zona da estrutura, sendo levadas em consideração através da diminuição dos
factores r, er,
O valor máximo de perda devido a danos na zona será
reduzido pelo rácio entre o número de utilizadores atendidos nessa zona (n,) e o número total de
utilizadores (n,) em toda a estrutura.
Para D2;
Lg = Ly = PLS (42)
Para D3:
Le =Ly=Ly=L17=LXÉ (43)
Em que,
L, — Número médio de utilizadores não atendidos,
resultando de danos físicos (D2) devido a um
evento perigoso (ver Tabela 24);
L, — Número médio de utilizadores não atendidos,
resultando de falha dos sistemas internos (D3)
devido a um evento perigoso (ver Tabela 24);
r, — Factor deredução de perdas devido a danos fisicos,
em função das disposições tomadas para reduzir o
risco incêndio na estrutura (ver Tabela 21);
r, — Factor de redução de perdas devido a danos físicos,
em função do risco de incêndio ou da estrutura
(ver Tabela 22);
n, — Número de utilizadores atendidos pela zona;
n, — Número total presumido de pessoas atendidas
na estrutura.
Tabela 24 — Valores médios tipos de L, e L,
:
EPNNlnNe
D3 eléctrica
Falha de sistemas internos L,
cações
6.4. Perda de herança cultural insubstituível, L3
O valor de L,, para cada zona pode ser determinado de
acordo com a equação (44), considerando que:
As perdas de herança cultural são afectadas pelas
características da zona da estrutura, sendo levadas em consideração através da diminuição dos
factores r,, er;
O valor máximo de perda devido a danos na zona será
reduzido pelo rácio entre o valor da zona (C ) e o
valor da estrutura (edifício e seu conteúdo) (C)).
Para D2:
is ” o” ” PELE 4
Em que,
L, — Valor médio de todos os bens danificados, resultando de danos físicos (D,) devido a um evento
perigoso (ver Tabela 25);
r, — Factor deredução de perdas devido a danos fisicos,
em função das disposições tomadas para reduzir
as consequências de um incêndio (ver Tabela 21);
r, — Factor de redução de perdas devido a danos físicos,
em função do risco de incêndio ou da estrutura
(ver Tabela 22);
C, — Valor da herança cultural na zona;
C, — Valor total do edifício e seu conteúdo (soma de
todas as zonas).
Tabela 25 — Valores médios tipos de L,,
viço
D2
ã Museus,
Danos físicos
6.5. Perdas económicas, L4
O valor de L,, para cada zona pode ser determinado de
acordo com as equações (45) a (48), considerando que:
As perdas económicas são afectadas pelas características
da zona, sendo levadas em consideração através
do aumento dos factores (h,) e da diminuição dos
factores rr, er,
O valor máximo de perda na zona será reduzido pelo
rácio entre o valor relevante na zona e o valor
total da estrutura (C) (animais, edifício, conteúdo
e sistemas internos, incluindo actividades coirespondentes). O valor relevante da zona depende
do tipo de danos:
DI (lesões de animais devido a choques): C (apenas
valor dos animais);
D2 (danos físicos): C, + C, + C + C, (valor de
todos os bens);
D3 (falhas nos sistemas intemos): C. (apenas valor
dos sistemas internos e suas actividades).
Para DI:
1, = "222 (45)
fai ERA (46)
[a
Para D2:
fiesta areia tecto) (47)
Para D3:
Le=huw=lhy=L7=LoS (48)
Em que;
L, — Valor médio de todos os bens danificados por
choque eléctrico (DI) devido a um evento perigoso
(ver Tabela 26);
L, — Valor médio de todos os bens danificados por
danos físicos (D2) devido a um evento perigoso
(ver Tabela 26);
L, — Valor médio de todos os bens danificados por
falha de sistemas intemos (D3) devido a um evento
perigoso (ver Tabela 26);
r, — Factor de redução de perdas de animais, em função
do tipo de solo ou piso (ver Tabela 20);
r, — Factor de redução de perdas devido a danos físicos,
em função das disposições tomadas para reduzir
as consequências de um incêndio (ver Tabela 21);
r, — Factor de redução de perdas devido a danos fisicos, em função do risco de incêndio ou do risco
de explosão da estrutura (ver Tabela 22);
C, — Valor dos animais na zona;
C, — Valor do edifício relevante na zona;
C. — Valor do conteúdo na zona;
C — Valor dos sistemas internos incluindo o seu conteúdo e as actividades correspondentes;
C, — Valor total da estrutura (soma de todas as zonas
para animais, edifícios, sistemas internos incluindo
o seu conteúdo e as actividades correspondentes).
Os valores médios tipo de L., L., L, para todos os tipos
de estruturas a utilizar quando a determinação de C , C,, C.,
C eC, é difícil ou incerta, é dado na Tabela 26.
Tabela 26 — Valores médios típicos para L, L,e L,,
Valor
Tipo de danos típico da Tipo de estrutura
perda
DI
Todos os tipos onde apenas ani-
Lesões devido ao L mais estejam presentes
choque
E Risco de explosão
o. Hospital, industrial
05 Sp al, Industrial, museu,
, Ly *" | agricultura
Danos físicos ———
02 Hotel, escola, escritório, igreja,
Ú lazer, comercial
NDT
10º Hospital, industrial, escritório,
D3 hotel, comercial
E 103 Museu, agricultura, escola, igre-
Falha de sistemas & ja, lazer
Internos
ion fone
NOTA — No caso de estruturas com risco de explosão,
os valores de L, e L, podem necessitar de uma avaliação
mais detalhada, considerando o tipo de estrutura, risco de
explosão, o conceito de zona perigosa e das medidas para
lidar com esse risco.
Quando os danos numa estrutura provocados por descarga
atmosférica envolvem estruturas adjacentes ou ambiente (exemplo: emissões químicas ou radioactivas), deve ser levada em
conta uma perda adicional (L,.) para avaliar a perda total (L,):
Le = Li, +tL;, (49)
Em que:
Le= Lig X= &
Ct (50)
Li, — Perda devido a danos físicos fora da estrutura;
C, — Valor total de bens em locais perigosos fora da
estrutura.
NOTA — Se os valores de L,, ou C. forem desconhecidos,
assume-se L.=1.
7. Estudos de caso
Ver Anexo E da Norma Internacional IEC62305-2
Características dos Sistemas de Protecção Contra
Descargas Atmosféricas
1. Princípios gerais
A necessidade de protecção é determinada por muitos
parâmetros, entre os quais se inclui a densidade de descargas
atmosféricas da zona em questão. Propõe-se um método
de análise de risco no Capítulo 4. A densidade de descarga
atmosférica é apresentada no Anexo A ou pelos dados locais,
incluindo, por exemplo, arede de detecção, mapas e estatísticas.
Outras considerações podem originar a adopção de medidas de protecção, devido a razões não estatísticas, tais como
regulamentos obrigatórios ou considerações pessoais, entre
outros, uma vez que alguns factores não podem ser avaliados:
o desejo de evitar risco de vida ou fomecer aos ocupantes de
um edifício uma certa segurança podem requerer a utilização
de uma protecção, mesmo que o nível derisco calculado seja
inferior ao nível tolerável.
O sistema externo de protecção contra descargas atmosféricas
é formado por dispositivos captores, condutores de baixada
e sistemas de terra. A protecção interna realiza-se mediante
conexões equipotenciais e protectores de sobretensões.
Esta Norma não abrange a utilização de pára-raios com
dispositivo de ionização radioactivo, visto que a utilização
destes não é permitida.
2. Projecto de instalações de dispositivos captores
Em função do nível de protecção contra descargas atmosféricas
necessário, deve desenvolver-se um projecto para determinar o
posicionamento dos pára-raios, as trajectórias dos condutores
de baixada e a localização e o tipo de ligação à terra.
Devem ser tomadas em consideração as restrições de
arquitectura durante o projecto do sistema de protecção contra
descargas atmosféricas, o que pode originar uma redução
significativa da eficácia desse sistema.
Convém que essa concepção seja baseada nos dados
disponíveis, incluindo os seguintes:
Forma e inclinação dos telhados;
Material do telhado, paredes e da estrutura interna;
As partes metálicas do telhado e grandes elementos
metálicos externos, tais como: tubagens de gás,
equipamentos de ar-condicionado, escadas, antenas, depósitos de água, entre outros;
Caleiras e algerozes de águas pluviais;
Partes proeminentes da estrutura e o material que eles
compõem (condutor ou não);
As partes mais vulneráveis da estrutura: os pontos
estruturais considerados vulneráveis são: as partes
proeminentes, especialmente as torres, giruetas, os
objectos pontiagudos, chaminés, goteiras, cantos,
objectos de metal (extractores, de ar, sistemas de
limpeza de paredes, calhas, painéis fotovoltaicos,
varandins, entre outros), escadas, salas técnicas
sobre os terraços, entre outros;
A localização de condutas de metal (água, electricidade,
gás, entre outros) da estrutura;
Obstáculos próximos que possam afectar a trajectória
da corrente da descarga atmosférica, tais como
as linhas de alimentação eléctricas aéreas, cercas
metálicas, árvores, entre outros;
As características do ambiente pode ser particularmente
corrosivo (salgado, fábrica petroquímica ou de
cimento, entre outros);
Presença de materiais inflamáveis ou de equipamentos
sensíveis como computadores ou equipamentos
electrónicos, bens de elevado valor ou insubstituíveis, entre outros.
3. Volume protegido por hastes simples e
Malhas Protectoras
3.1. Princípios gerais
As características de um SPDA são determinadas pelas
características da estrutura a proteger e pelo nível de protecção considerado.
Numa protecção com hastes simples ou malhas, são
definidas quatro classes de SPDA (I a IV), conforme a
Tabela 27, correspondendo aos níveis de protecção definidos
pela IEC 62305-1.
Tabela 27 — Relação entre SPDA e classe de SPDA
EM
mm
Um SPDA externo está desenhado para interceptar um
impacto directo de uma descarga atmosférica na estrutura,
incluindo as descargas laterais, e conduzir a corrente de
descarga desde o ponto de impacto até ao solo. Um SPDA
externo também tem como finalidade dispersar esta corrente
pela terra sem causar danos mecânicos ou térmicos e arcos
perigosos que podem dar origem a fogos ou explosões.
A probabilidade de penetração de uma corrente de descarga
numa estrutura é consideravelmente reduzida pela utilização
de dispositivos captores bem dimensionados.
Os dispositivos captores podem ser compostos por qualquer
combinação dos seguintes elementos:
Hastes simples (incluindo mastros de elevação);
Condutores suspensos;
Condutores dispostos em malha.
Os captores instalados numa estrutura devem estar
posicionados nos cantos do edifício, elementos expostos e
extremidades (especialmente nos níveis mais elevados das
fachadas), de acordo com um ou mais dos seguintes métodos:
Os métodos aceitáveis usados para determinar o correcto
posicionamento dos dispositivos captores incluem:
Método do ângulo de protecção;
Método da malha;
Método da esfera rolante.
O método da esfera rolante é aplicável a todas as situações.
O método do ângulo de protecção é indicado para edifícios
com formas simples. O método da malha é mais indicado
quando existem superfícies planas a proteger.
Pode encontrar-se mais detalhe na Norma internacional
IEC 62305-3.
3.2. Método do ângulo de protecção
À posição do dispositivo de captura é considerada adequada se a estrutura a ser protegida está toda situada dentro
do volume de protecção formado pelo sistema de captação.
Para a determinação do volume de protecção apenas são
consideradas as dimensões físicas das partes metálicas dos
dispositivos captores.
O volume protegido determinado por uma haste simples é
formado pela superfície de referência e a superfície gerada por
uma linha que, passando pelo vértice do eixo do dispositivo
captador, gira formando um ângulo D com ele.
Os valores dos ângulos de protecção são dados na Figura 9
em função da diferença de altura entre a ponta do dispositivo
captor e o plano horizontal considerado, h, para cada nível
de protecção.
A
— ..
Cc
B
EC 2649/10
Em que,
A — ponta de haste vertical;
B — plano de referência;
OC — Raio de área protegida;
h, — altura da haste acima do plano de referência da
área a ser protegida;
a — Angulo de protecção de acordo com a figura 9.
Figura 7- Volume protegido por uma haste simples
É -
hi 25º” KT, m |
sã. S ' |
*% | "
H
EC 26500
Em que,
h, — Altura fisica da haste do sistema captor;
a — Ângulo de protecção que corresponde à altura
h,, sendo a altura acima da superficie do telhado
a proteger;
H — Altura da superfície do telhado a proteger até ao
plano de referência;
h,—h+H;
a, — Ângulo de protecção O, corresponde à altura
h,, sendo esta a altura acima da superfície da
cobertura a a proteger, o ângulo de protecção O,
corresponde à altura h, =h, + H, sendo o solo o
plano de referência.
Figura 8 Volume protegido por uma haste simples
am | o -
Ss
o? — i : ã Niveide = |
PER io E protección
Li Bm — =
PRA ! "
2 PP) ——
o ER ao A
Figura 9 — Ángulo de Protecção consoante o Nível de Protecção do SPDA
Caso se disponha de um condutor suspenso unido por
hastes simples, o volume protegido é definido pela composição do volume protegido pelas hastes, tendo os seus vértices
no condutor. Um exemplo do volume protegido é dado pela
Figura 10.
A
N
/ O
Em que,
A — Ponta da haste vertical;
B — Plano de referência;
OC — Raio da área protegida;
h, — Altura da haste acima do plano de referência da
área a ser protegida;
0 — Ângulo de protecção de acordo com a figura 9
Figura 10 — Volume protegido por um condutor suspenso
3.3. Método da Esfera Rolante
À aplicação deste método considera-se adequada se no
posicionamento dos dispositivos captores nenhum ponto da
estrutura a proteger entrar em contacto com o raio (r) da esfera
fictícia, cujo valor depende do nível de protecção (Tabela 28),
quando esta rola em volta da estrutura eno seu topo em todas
as direcções possíveis.
Tabela 28 — Raio da esfera rolante
(NPp) mm)
con = |
com |] |
Em todas as estruturas mais altas que o raio, r, da esfera,
podem ocorrer descargas laterais. Cada ponto lateral da
estrutura tocado pela esfera é um possível ponto de impacto.
Contudo, a probabilidade de descargas nas laterais é geralmente
negligenciável para estruturas com menos de 60 metros.
Para estruturas mais altas, a grande maioria das descargas
dá-se no seu topo, no perímetro da cobertura e nos cantos.
Ápenas uma pequena percentagem de todas as descargas terão
como ponto de impacto as laterais das estruturas.
Diversas observações mostram que a probabilidade de
descargas nas laterais de uma estrutura diminui rapidamente
com a altura em relação ao solo em edifícios altos. Portanto
deve-se instalar dispositivos de captura lateral nas partes
superiores de edifícios altos (tipicamente nos 20% superiores
emrelação à altura total do edifício). Neste caso o método da
esfera rolante será aplicado apenas para prever o posicionamento de dispositivos de captura na parte superior da estrutura.
EM | / À À Ez je "= |
Bo] EEE “e EE 7
Figura 11- Método da esfera rolante
3.4. Método da malha de protecção
Com o propósito de proteger superfícies planas, considera-se
que o método da malha protege toda a superfície, dependendo
do cumprimento das seguintes condições:
Os dispositivos captores devem ser posicionados:
No perímetro da cobertura;
Nos beirados dos telhados;
Nas cumeeiras, caso o pendente do telhado seja
superior a 10%,
As dimensões da malha de condutor não excedem os
valores dados na Tabela 29;
A malha de condutor está construída de tal forma que
a corrente de descarga irá sempre dividir-se, pelo
menos, por dois condutores para encontrar o seu
caminho para os sistemas de terra;
Nenhuma instalação metálica deverá sobressair do
volume protegido pela malha;
Os condutores da malha seguem o caminho mais curto
e directo possível.
Tabela 29 — Dimensão da malha
or emo === |
4. Volume protegido por pára-raios com dispositivo
de ionização (PDTI)
4.1. Princípios gerais
Um pára-raios com dispositivo de ionização é composto
por uma ponta de captura, um dispositivo de ionização electrónico, um elemento de fixação e uma ligação aos condutores
de baixada.
À área protegida por um PDI é determinada em função da
sua eficácia, tal como definido em 5.4.2.
O PDI deverá ser preferencialmente instalado na parte
mais elevada da estrutura, ou seja, deve ser o ponto mais alto
da área a proteger.
Os pára-raios do tipo PDI devem possuir um meio de
verificação do seu funcionamento após a instalação, este
componente deve ser parte integrante do pára-raios e emitir
um sinal com informação sobre o estado do dispositivo de
ionização que compõe o pára-raios. Esta informação deve
ser transmitida a uma distância não inferior a 60 metros para
um dispositivo de teste remoto com capacidade de comunicação bidireccional.
4.2. Eficácia do PDI
Um PDI é caracterizado pela sua eficácia avanço à ionização,
AT, determinada através do ensaio de avaliação (ver Anexo O).
O valor máximo de AT permitido é de 60 us, embora,
mesmo quando o valor dos resultados dos ensaios é superior
a 60 us, estes devem ser ignorados.
O modelo de protecção utilizado nesta Norma não pode
ser aplicado para PDI com valores de avanço à ionização
superiores a 60 us.
4.3. Posicionamento do PDI
4.3.1. Área protegida
À área protegida é delimitada por uma superfície de
revolução definida pelo raio de protecção correspondente às
duas diferentes alturas consideradas h e cujo eixo é o mesmo
do pára-raios (ver Figura 12).
R Ah
hi” me |
% oO 3 Ao RÁ de. à h;
| [ [A |
[ mm |
L = =
' Kkp Rp;
+ E—— E————,
ho H E E Nos 1
| 2 ; SE CS É
EISESESES) by
COLS
CIELO
== a
[o Um é canto | E | |
— | —= ) no | co | ou | ro
= | — so ss OE =.
A ( TS a os
Et IE IL)
==...
CILECICIEITA
ENZ=NSLICIL)
Em que,
h, — Altura da extermidada do pára-raios PDI relativamente ao plano horizolntal ao ponto mas alto
do objecto a proteger;
4.3.2. Raio de protecção
O raio de protecção de um PDI está ligado à sua altura (h)
emrelação a superfície a proteger, ao seu tempo de avanço de
ionização e ao nível de protecção seleccionado (ver Capítulo 4).
Rp(h) = /2rh — RE + Ar + A) 51)
Parah>5me
Ru = ES (52)
Para 2msh<5m
Em que,
Rr (h) (m) > Raio de protecção de uma dada altura h;
h (m) > Altura da extremidade do PDI relativamente ao plano horizontal do
ponto mais alto do objecto a proteger;
r (m)= 20 m para a protecção de nível 1
r (m)= 30 m para a protecção de nível Il
r (m)=45 m para a protecção de nível II!
+ (m)= 60 m para à protecção de nível IV
A (m)= AT x 106.
À experiência no terreno mostra que À é igual à eficiência
obtida durante os ensaios de avaliação do PDI.
Para edifícios com uma altura superior a 60 metros, deverão
aplicar-se os requisitos mencionados em 6.2.
4.3.3. Selecção e posicionamento do PDI
Para cada instalação de sistema de protecção contra
descargas atmosféricas, deve ser realizada uma análise do
risco para determinar o nível mínimo necessário de protecção
contra descargas atmosféricas.
NOTA — Um método de análise de risco é proposto no
Capítulo 4.
A localização do pára-raios é seleccionada de acordo com
4.1€ 65.
Os diferentes raios de protecção R, necessários para proteger
a estrutura são determinados de acordo com as características
da estrutura.
À altura do PDI e a sua eficácia são determinadas de
acordo com os parágrafos anteriores utilizando as fórmulas
acima para o PDI seleccionado.
Princípios de instalação
1. Princípios gerais
Para cada instalação de SPDA deve ser realizada uma
análise do risco para determinar o nível mínimo necessário
de protecção contra descargas atmosféricas. O método de
protecção das estruturas deverá ser seleccionado de acordo
com o Capítulo 5.
Os diferentes raios de protecção RP necessários para
proteger a estrutura são determinados de acordo com as
características da estrutura.
2. Protecção dos edifícios de grande altura (altura
superior a 60 metros)
Para os edifícios com mais de 60 metros, ou em qualquer ponto com mais de 120 metros de altura, é necessário
considerar uma protecção complementar, contra impacto de
descargas atmosféricas directas, para os 20% superiores da
altura da estrutura.
Devem, também, ser instalados, pelo menos, quatro
condutores de baixada, distribuídos ao longo do perímetro,
preferencialmente em cada canto do edifício, interligados de
forma adequada por um condutor de cintura.
Geralmente, o risco associado a descargas atmosféricas
laterais é baixo, devido à reduzida probabilidade de ocorrer uma
descarga lateral sobre uma estrutura elevada, em comparação
ao conjunto de descargas atmosféricas sobre a mesma estrutura,
e ainda porque os parâmetros dessas descargas atmosféricas
são muito inferiores aos das descargas no topo da estrutura.
+
Ile
Mt le
Rp (20%H)
H
Figura 13 — Protecções complementares contra impacto direitos para os 20%
mais elevado das estrutura dos edifiício com uma altura superior a 60 metros
3. Protecção dos edifícios para os níveis de protecção
I+reI++
Nível de protecção H-: O SPDA, para um nível de protecção 1
é igualmente ligado à estrutura de metal ou às armaduras
metálicas do betão utilizadas como condutores para baixada
naturais, além dos condutores de baixada específicos e dos
condutores de baixada naturais incluídos no SPDA, de acordo
com 6.6. As ligações aos condutores de baixada naturais devem
ser feitas ao nível do telhado e do solo. Se os condutores
de baixada não estão interligados ao nível do telhado, um
condutor de cintura localizado logo abaixo pode ser utilizado
para satisfazer estes requisitos. Os condutores de baixada
devem ser interligados ao nível do solo pela malha de terra
ou a através de um condutor dedicado.
Na ausência de condutor de baixada natural, ou se um dos
requisitos anteriores não puder ser satisfeito, o nível 1 + não
pode ser considerado.
Nível de protecção I ++: a cobertura deve beneficiar de
uma protecção de nível 1 + com recurso a um dispositivo
captor onde o raio de acção é reduzido a 40% relativamente
aos valores dados em O, de modo a atingir uma protecção
completa dos equipamentos presentes na cobertura contra os
impactos directos das descargas atmosféricas.
4. Materiais e dimensões
Os materiais e dimensões utilizados nos diferentes métodos
de protecção contra descargas atmosféricas são apresentados
na Tabela 30.
Tabela 30 — Materiais e dimensões para hastes simples
e malha protectora
Cobre electrolítih | Recomendado pela sua boa
com ou estanha- | condutividade eléctrica e
do (1) Sua resistência a corrosão.
NOTAS
e eléctricas (condutividade, permeabilidade, resistência à corrosão, entre outros).
Dado o carácter de impulso da corrente do raio, o condutor plano é preferível ao
redondo, já que oferece uma maior superfície exterior para uma secção exterior.
Usado em pontas de captura para Gaiolas de Faradey.
Usado em hastes simples.
5. Instalação
As pontas dos dispositivos captores, quer sejam eles
haste simples ou PDI, devem ser instaladas, no mínimo, dois
metros acima da área que está a proteger, incluindo antenas,
aparelhos de ar condicionado, telhados, cisternas ou outros
elementos. Ao conceber um SPDA, deve ter-se em conta os
pontos arquitecturais apropriados para posicionar o pára-raios,
tais como espaços sobre os terraços, cumeeiras e chaminés
metálicas ou de alvenaria.
Quando se encontram a proteger áreas abertas, como
campos de desportos, golfe, natação, campismo, entre outros,
os dispositivos captores devem ser do tipo PDI e instalados em
estruturas específicas, tais como torres, postes de iluminação
ou outra estrutura similar, de modo a que o PDI possa cobrir
toda a área a proteger. Opcionalmente, pode ser colocado
numa torre auto-suportada.
Quando forem utilizados cabos de espias, estes devem
ligar-se aos condutores de baixada no ponto de fixação ao
solo, recorrendo a condutores que se encontrem de acordo
com o estabelecido em 6.8.
No caso de malha de protecção, as dimensões da malha
devem reger-se pelo referido em 5.3.4.
6. Condutores de baixada
6.1. Princípios gerais
Os condutores de baixada têm como função conduzir a
corrente da descarga atmosférica desde o pára-raios até ao
sistema de terras, sendo preferencialmente instalados no
exterior da estrutura.
Os condutores de baixada devem ser fixos aos dispositivos captores por meio de um sistema de fixação que deve
compreender um elemento de adaptação mecânica, de modo
a assegurar um contacto eléctrico permanente.
Se um condutor de baixada não for de cobre e se for
instalado numa parede de material combustível, uma das
seguintes condições deve ser cumprida para evitar o aumento
de temperaturas perigosas:
Separação de, pelo menos, 0,10m;
Condutor com secção transversal de, pelo menos,
1 00minm?.
Duas trajectórias de condutor de baixada são consideradas
independentes se estiverem separadas, no mínimo, dois metros.
De modo a gerir problemas de ordem prática que possam
encontrar-se, aceita-se que a trajectória seja idêntica sobre
um comprimento equivalente a 5% do comprimento total do
condutor de baixada mais curto.
6.2. Número de condutores de baixada
Para um SPDA não isolado, a cada pára-raios devem ligar-se,
pelo menos, dois condutores de baixada. De modo a melhor
distribuir a corrente, as duas trajectórias para a terra devem
estar localizadas em alçados diferentes sempre que tal for
viável tecnicamente. Um dos dois condutores de baixada deve
ser específico e estar em conformidade com o estabelecido em
6.6, visto que os componentes naturais podem ser alterados
ou retirados, independentemente de pertencerem aum SPDA.
Se vários pára-raios forem instalados no mesmo edifício,
pode compartilhar-se condutores de baixada, não sendo
necessário dois condutores de baixada para cada pára-raios,
embora seja necessário, pelo menos, um condutor de baixada
específico por cada pára-raios.
Refira-se que apenas é possível utilizar um condutor
de baixada por cada pára-raios se a distância de separação
calculada para o sistema completo o permitir. Esta distância
permite calcular o número de condutores de baixada que
são necessários e a possibilidade de mutualização destes. O
aumento de condutores de baixada específicos possibilita uma
redução da distância de separação.
Se o SPDA for isolado, é necessário, pelo menos, um
condutor de baixada por cada pára-raios.
Relativamente a postes, mastros, chaminés e outras
estruturas metálicas:
Se a estrutura de aço satisfaz os requisitos de componentes naturais, pode ser utilizada como o primeiro
condutor de baixada;
Sea estrutura é isolada pode ser usada como condutor
de baixada única necessária. Assim, mais nenhum
condutor de baixada específico complementar é
necessário;
Se a estrutura não é isolada, pode considerar-se que
substitui os dois condutores de baixada necessários
quando a sua secção for maior ou igual a 100mm”*.
Se a secção está entre 50mm? e 100mm”, é necessário um segundo condutor de baixada específico.
Uma estrutura que não satisfaz aos requisitos relativos
aos componentes naturais, não p ode ser usada como condutor
de baixada. Portanto, um ou dois condutor(es) de baixada
específico(s) é/são necessário(s). Os componentes naturais
devem ter uma impedância baixa e permanente, podendo ser
necessário adicionar um condutor de baixada específico para
obter essa impedância baixa.
No caso das malhas de protecção, e para reduzir a probabilidade de danos causados pela corrente de descargas, os
condutores de baixada devem ser dispostos de uma forma a
que desde o ponto de impacto até à terra:
Existam vários caminhos paralelos;
O comprimento dos caminhos seja o mais curto
possível;
As ligações equipotenciais às partes condutoras da
estrutura sejam feitas conforme o definido em 6.8.
A distribuição dos condutores de baixada deverá ser feita
à volta do perímetro da estrutura a proteger e sujeita aos
condicionamentos da arquitectura do edifício.
No caso das malhas de protecção, os condutores de baixada
repartem-se ao longo do perímetro do espaço a proteger, de
forma a que a sua separação média não exceda o indicado na
Tabela 31, em função do nível de protecção.
Tabela 31 — Distância entre baixadas em sistemas
de protecção com malhas
6.3. Trajectória
O condutor de baixada deve ser instalado de forma a garantir que a sua trajectória será a mais curta e directa possível.
Deverá ainda ser o mais direita possível para evitar ângulos
agudos e secções ascendentes.
Às curvas que se façam na baixada deverão ter um raio
de curvatura de, pelo menos, 20 centímetros. Os condutores
de baixada devem utilizar curvas formadas lateralmente,
quando possível.
Os condutores de baixada não devem caminhar ao longo
das canalizações eléctricas e deve evitar-se que as atravessem.
As trajectórias também devem evitar parapeitos e cornijas e,
apesar de deverem ser omais directas possível, pode aumentar-
-se a sua altura, até 40 centímetros, de modo a passar por cima
de um parapeito com inclinação até 45.º, como indicado no
caso e) da Figura 14. Em alternativa, calculando a distância
de separação de acordo com 6.9, com 1 =I1 +12 +13 (Figura
, pode determinar-se o raio de curvatura mínimo.
No caso OD) da Figura 14, d> 75 verifica-se sempre, desde
que d >, qualquer que seja o comprimento 1.
De "
ASTRA o !
CC " DA FE
+ e - ,
Figura 14- Percursos de baixadas
[
À ssicosth
Em que,
| — Comprimento da curvatura, em metros;
d— Largura da curvatura, em metros. Se d >1/20 evita-
-se orisco de ruptura do dieléctrico.
Figura 15 — Formas de curvatura dos condutores de baixada
À distância entre condutores de baixada e entre os eventuais condutores de cintura correlaciona-se com a distância
de separação. Os condutores devem ser fixados com três
fixações por metro, sendo que estas deverão ser adaptadas aos
suportes e deve garantir-se que a sua instalação não altera a
estanquicidade da estrutura. Refira-se que as fixações devem
permitir uma eventual expansão térmica dos condutores e
devem evitar-se fixações por perfuração sistemática.
Todos os condutores deverão estar ligados entre si usando
clipes de natureza idêntica, através de rebites, soldadura ou
várias soldaduras. Os condutores de baixada devem ser protegidos contra choques mecânicos, através de tubos ou calhas
de protecção (com um rasco longitudinal, se metálico) até uma
altura mínima de dois metros a partir do solo.
6.4. Trajectória interior
Nas situações em que não é possível instalar um condutor
de baixada no exterior da estrutura, pode instalar-seno interior,
em parte ou na totalidade da altura da estrutura, dentro de
uma conduta específica para esta finalidade, não inflamável
e isolante e mantendo três fixações por metro.
À distância de separação é calculada também para condutores
de baixada interiores para determinar o nível de isolamento
necessário da conduta específica.
O dono da instalação deve ser informado das dificuldades criadas para a verificação e manutenção de condutores
de baixada e os correspondentes riscos de sobretensões no
interior do edifício.
Nos períodos de tempestade não deve ser permitido acesso
à conduta. Devem ser tomadas medidas de protecção da mesma
forma que é feito para condutores de baixada exteriores, de
acordo com o estabelecido no Anexo B, incluindo ligações
equipotenciais dos pisos com o condutor de baixada.
6.5. Revestimento exterior
Quando um edifício tem um revestimento exterior feito de
metal, pedra ou vidro, ou quando uma parte do revestimento
da frente é fixa, pode instalar-se o condutor de baixada
sobre a parede de betão ou sobre a estrutura principal sob
o revestimento. Nessas situações, as partes condutoras do
revestimento deverão ser ligadas ao condutor de baixada na
sua parte superior e inferior.
Se o condutor de baixada não for de cobre, deve instalar-se
a mais de 10 centímetros por detrás do material inflamável
do revestimento, nos casos em que a superfície da secção
transversal é inferior a 100 mmº?. Para uma área transversal
igual ou superior a 100 mmº?, não é recomendado para manter uma distância precisa entre o condutor de baixada e o
material isolante.
NOTA — Os mesmos requisitos também são aplicáveis
a todos os materiais inflamáveis, mesmo na cobertura, como
é exemplo a palha.
6.6. Materiais e dimensões
Os condutores de baixada podem ser planos ou redondos
maciços. À secção mínima deve ser de 50 mm? e encontra-se
definida na Tabela 32.
Podem ser considerados condutores planos entrançados em
caso de instalações móveis, tais como, nomeadamente, gruas.
Tabela 32 — Materiais e dimensões
dos condutores de baixada
Cobre decrolíco no | Reeendado pensua tes
ou estanhado (1) a Trança plana
resistência a corrosão.
Atoinoxiives — | Recomendado emescts
ameno
Recomenda-se o cobre estanhado devido às suas propriedades físicas, mecânicas
e eléctricas (condutividade, permeabilidade, resistência à corrosão, entre outros).
Dado o carácter de impulso da corrente do raio, o condutor plano é preferível ao
redondo, já que oferece uma maior superfície exterior para uma secção exterior.
Não se admite o uso de quaisquer tipos de cabos isolados, sejam estes coaxiais ou
não, como condutores de baixada, nem o uso de tubos ou revestimentos isolantes,
revestindo as baixadas.
Osrequisitos de fabrico dos materiais a utilizar encontram-se definidos na Norma
IEC 62561-2.
6.7. Caixa de medição de terra
Cada condutor de baixada deve ser provido de uma caixa
de medição de terra (ligador amovível ou união de controlo),
que permita desconectar a ligação à terra doresto da instalação,
a fim de se efectuarem medições, e deve estar identificada
com o símbolo.
O ligador de terra deve ser concebido em material de
baixa impedância, de ligação por pressão ou esmagamento
e de secção não inferior a vinte vezes a secção do condutor.
Geralmente as caixas de medição de terra devem intercalar-se
nas baixadas a dois metros de altura do solo. Para as instalações
sobre paredes metálicas, onde não estão previstas baixadas
específicas, as caixas de medição de terra intercalam-se entre
cada uma das ligações à terra e o elemento metálico do edifício
ao qual estão unidas; devem ser instaladas no interior de uma
caixa de visita sobre a qual deve estar inscrito o símbolo.
6.8. Contador de descargas atmosféricas
Nos casos em que a instalação se encontra equipada com
um contador de descargas atmosféricas, deve instalar-se o
contador de descargas no condutor de baixada mais directo e,
preferencialmente, pouco acima da caixa de medição de terra.
O contador de descargas atmosféricas deve estar de acordo
com a Norma IEC 62561-6.
6.9. Componentes naturais
Existem alguns componentes naturais condutores que
podem substituir, na sua totalidade ou em parte, um condutor
de baixada.
6.9.1. Componentes naturais que podem substituir a
totalidade ou parte de um condutor de baixada
As armaduras de aço externas interligadas (estruturas
metálicas) podem ser usadas, geralmente, como condutores
de baixada, desde que sejam condutoras e tenham uma resistência até 0,01 OQ. Nestas situações, conecta-se os pára-raios
directamente à armadura metálica e a parte mais baixa deve
ser ligada à terra.
A utilização de um condutor de baixada natural deve estar
de acordo com os requisitos de equipotencialidade definidos
nesta Norma, em 6.7.
6.9.2. Componentes naturais que podem ser utilizados
para completar condutor(es) de baixada
De modo a completar o SPDA, podem usar-se os seguintes
itens para ligar ao sistema de protecção:
Armaduras de aço interligadas que ofereçam continuidade eléctrica, tais como:
Estruturas internas metálicas, estruturas metálicas
do betão armado e estruturas metálicas dentro
das paredes, desde que existam terminais específicos para este fim na parte superior e inferior;
Estruturas metálicas externas que não corram a
altura total da estrutura.
NOTA — Caso se utilize betão pré-formado, deve ter-se
atenção ao risco de efeitos mecânicos causados pela corrente
das descargas atmosféricas que atravessa o SPDA.
Telas de metal que cubram a área a ser protegida,
desde que:
A continuidade eléctrica entre as diversas partes
seja durável;
Não sejam revestidas com material isolante.
NOTA — Uma fina camada de tinta protectora, um
milímetro de betão ou 0,5 milímetros de PVC não são consideradas isolamento.
Canalizações metálicas, quando têm uma espessura
de, no mínimo, dois milímetros.
7. Ligação equipotencial das partes metálicas
Os elementos interiores do SPDA devem evitar o aparecimento de arcos perigosos na estrutura a proteger, devido à
passagem da corrente da descarga atmosférica em elementos
externos ao SPDA ou nas outras partes condutoras da estrutura.
Os arcos perigosos podem ocorrer entre os elementos externos
ao SPDA e outros componentes, tais como:
Instalações metálicas;
Sistemas internos;
As partes condutoras externas e as linhas entrando na
estrutura.
Podem evitar-se arcos perigosos recorrendo a uma ligação equipotencial, de acordo com o estabelecido em 6.8, ou
isolamento eléctrico entre os elementos, em conformidade
com o estipulado em 6.9.
8. Ligação equipotencial da descarga atmosférica
8.1. Princípios gerais
A equipotencialidade efectua-se através da interligação do
SPDA com as instalações metálicas, os sistemas internos ou os
elementos externos condutores e as linhas ligadas à estrutura.
Quando se realiza uma ligação equipotencial de descargas
atmosféricas para a instalação interior de uma protecção,
parte da corrente da descarga atmosférica pode fluir para o
interior, pelo que isso deverá ser tido em conta. Os meios de
interligação podem ser os condutores de equipotencialidade,
senão se obtiver uma continuidade natural, ou os protectores
de sobretensões, quando a equipotencialidade não for viável.
A sua realização é importante e deve ser coordenada com
o operador da rede de comunicação, o distribuidor de energia
eléctrica e outros operadores ou autoridades em causa, de
modo a evitar potenciais requisitos conflituosos.
Os protectores de sobretensões devem ser instalados de
uma forma que garanta que possam ser verificados.
NOTA — Se um SPDA for instalado, as partes metálicas
no exterior da estrutura a proteger podem ser afectadas, pelo
que tal deve ser tomado em conta aquando da concepção.
Ligações equipotenciais das partes metálicas externas podem,
igualmente, ser necessárias.
8.2. Ligação equipotencial de descargas atmosféricas
entre as instalações metálicas
No caso de um SPDA, exterior isolado, a ligação deve
ser realizada apenas ao nível do solo. Se for um SPDA,
exterior não isolado, as ligações equipotenciais realizam-se
nos seguintes locais:
No subsolo ou aproximadamente ao nível do solo.
Os condutores de equipotencialidade devem ser
ligados a uma barra de equipotencialidade fabricada e disposta de modo a permitir o acesso fácil
para a verificação. A barra de equipotencialidade
deve estar ligada à principal caixa de medição de
terra. Em grandes estruturas, geralmente de comprimento superior a 20 metros, podem instalar-se
várias barras desde que estas sejam interligadas;
Onde os requisitos de isolamento não forem cumpridos, conforme estabelecido em 6.9.
As ligações equipotenciais devem, também, ser o mais
directas e rectas possível.
NOTA — Quando a ligação equipotencial for ligada a uma
parte condutora da estrutura, parte da corrente da descarga
atmosférica pode fluir na estrutura, pelo que esses efeitos
devem tomar-se em consideração.
Os valores mínimos das secções de ligação equipotencial
entre as barras e a terra são apresentadas na Tabela 33 e os
valores mínimos das secções de ligação equipotencial entre as
instalações metálicas e as barras são apresentados na Tabela 34.
Tabela 33 — Dimensões mínimas dos condutores
ligados a diferentes barras de equipotencialidade
ou entre as barras de equipotencialidade e a terra
Tabela 34 — Dimensões mínimas dos condutores de
ligação entre os elementos metálicos internos e a caixa
de medição de terra principal
e es
A ligação pode ser obtida através de um explosor de
equipotencialidade, de acordo com a Norma IEC 62561-3.
8.3. Equipotencialidade de descargas atmosféricas
para elementos condutores externos
Para elementos condutores exteriores, a equipotencialidade
da descarga atmosférica deve ser estabelecida tão próximo
quanto possível do ponto de entrada na estrutura a proteger. Os
condutores de equipotencialidade devem suportar a passagem
de parte da corrente da descarga atmosférica.
A ligação pode ser obtida através de um explosor de
equipotencialidade, de acordo com a IEC 62561-3.
8.4. Equipotencialidade de descargas atmosféricas
para sistemas internos
A ligação de equipotencialidade da descarga atmosférica
tem que estar em conformidade com o estabelecido em
8.2 a) e 6.8.2 Db).
Caso os condutores dos sistemas internos ligados ao exterior
sejam blindados ou instalados em condutas metálicas, pode ser
suficiente ligar a terra às blindagens ou condutas metálicas.
Caso não sejam blindados nem se encontrem em condutas
metálicas, os condutores dessas linhas devem ser ligados à
terra através de um protector de sobretensões.
No esquema TN, os condutores PE ou PEN devem ser
ligados ao SPDA directamente ou, em alternativa, por um
protector de sobretensões. Os condutores de ligação equipotencial e os protectores de sobretensões devem estar de acordo
com o definido em 6.8.2.
Se a protecção dos sistemas internos contra tensão de
contacto for necessária, deve utilizar-se a protecção através
de protectores de sobretensões coordenados conforme os
requisitos desta Norma.
8.5. Equipotencialidade de descaídas atmosféricas
para linhas ligadas à estrutura a proteger
Deve efectuar-se uma equipotencialidade da descarga
atmosférica para linhas ligadas à estrutura a ser protegida em
conformidade com o definido em 6.8.3.
Os condutores de cada linha devem estar ligados à terra
directamente ou por protectores de sobretensões. No esquema
TN, os condutores PE ou PEN devem ser ligados à barra equipotencial directamente ou por um protector de sobretensões.
Quando os condutores são blindados ou instalados em
condutas metálicas, as suas blindagens ou condutas devem
ser ligadas à terra.
As equipotencialidades de descargas atmosféricas das
blindagens e condutas devem ser feitas perto do seu ponto de
entrada na estrutura. Os condutores de ligação e os protectores
de sobretensões devem ter as características estabelecidas
em 6.8.3.
Quando é necessária a protecção contra sobretensões de
origem atmosférica dos sistemas internos ligados a linhas que
entram na estrutura, essa protecção deve ser assegurada por
protectores de sobretensões coordenados, de acordo com os
requisitos desta Norma.
9. Distância de separação
O isolamento eléctrico entre o dispositivo de captura ou
os condutores de baixada e partes metálicas da estrutura,
instalações metálicas e sistemas de interior pode ser realizado
por uma distância de separação, s, entre as partes. A equação
geral para o cálculo da distância de separação, em metros, é
a seguinte:
s= "=, k. x 1 (53)
km
Em que,
k. - Depende do nível de protecção escolhido, de acordo
com a Tabela 35;
k,, - Depende do material de isolamento eléctrico, de
acordo com a Tabela 36;
k, - Depende da corrente da descarga atmosférica que
flui nos condutores de baixada e da terra, de acordo
com a Tabela 37;
1 - Comprimento, em metros, ao longo dos dispositivos
de captura e condutores de baixada entre o ponto
onde a distância de separação é considerada e o
ponto de ligação equipotencial mais próximo.
NOTÁ — O comprimento, 1, ao longo do dispositivo de
captura pode ser ignorado para as estruturas com telhado
metálico contínuo, servindo como dispositivo de captura natural.
t
a U
ii s * Limite de aproximeção
1 dos elementos
1 metálicos
E/S
PEA |
h é
UÚ
!,
' U
ze ,
p Í P tr
U
o A A ace
Figura 16 — Distância de separação em função do comprimento considerado
e aumento da diferença de potencial em função da distância ao ponto de equipo
tencialidade mais proximo (P).
Tabela 35 — Valores do coeficiente k,
om o = e |
Tabela 36 — Valores do coeficiente k,
Ea OR]
ot a)
Betão, tijolos, madeira
NOTAS:
Se diversos materiais isolantes estão em série, uma boa prática é escolher o menor valor de K.
Se não usados outros materiais isolantes, o fabricante deve fornecer
conselhos sobre a construção e o valor do K,.
Em estruturas de betão armado com armaduras metálicas
interligadas, a distância separação não é necessária.
Tabela 37 — Valores do coeficiente k.
ese memenenenn — [E
o esmeneemE — [|
ro |
temas de terra Tipo B e Tipo A, desde que a diferença de resistência de
terra aos eléctrodos vizinhos não seja superior a dois. Caso a diferença
entre elécirodos de terra simples seja superior a dois, assume-se K, =].
Sistemas de terras
1. Princípios gerais
Todos os sistemas de terras da mesma estrutura devem
ser interligados. Um sistema de terras deve ser instalado para
cada condutor de baixada, na base, com um mínimo de dois
eléctrodos por sistema de terra.
Tendo em conta a natureza impulsional das correntes
da descarga atmosférica, e com o intuito de aumentar a
sua dissipação na terra, e consequente redução do risco de
sobretensões perigosas no interior do volume a ser protegido,
deve considerar-se a dimensão, a forma e a resistência do
sistema de terras.
Uma determinada área de contacto com o solo deve ser
assegurada, de modo a facilitar a dispersão das correntes da
descarga atmosférica durante um tempo curto.
O valor da resistência da terra, medido utilizando equipamento
convencional, deve ser tão baixo quanto possível (inferior a
10 62). Essa resistência deve ser medida na saída do condutor
terra, isolado de qualquer outro componente condutor.
Devem evitar-se sistemas constituídos por um único eléctrodo, horizontal ou vertical extremamente longo (superior a
20 metros), de modo a minimizar, tanto quanto possível, os
valores de impedância ou indutância.
Não existe vantagem em utilizar um único eléctrodo vertical
atingindo uma camada profunda de solo húmida, excepto
quando a resistividade de superfície é particularmente elevada
e existe uma camada de alta condutividade mais abaixo.
No entanto, este tipo de sistemas de terras perfurados tem
uma onda de alta impedância quando a profundidade ultrapassa
os 20 metros e, assim, deve usar-se um número elevado de
hastes verticais ou horizontais, perfeitamente interligadas do
ponto de vista eléctrico.
Salvo impossibilidade real, os sistemas de terra deverão ser
sempre dirigidos para o exterior da estrutura a ser protegida.
NOTA — Para evitar tensões de passo, deve ser consultado
o Anexo B.
2. Tipos de sistemas de terras
As dimensões do sistema de terras dependem da resistividade
do solo onde serão instalados esses sistemas, sendo que essa
resistividade pode variar bastante em função do material do
solo (argila, areia, rocha, entre outros).
À resistividade pode ser medida através de um método
adaptado com um instrumento de medida de terra ou, alternativamente, podem consultar-se os valores da Tabela 38.
Para cada condutor de baixada, os sistemas de terras
podem compreender:
Tipo À: Sistema de terra específico, dividido em A1 e A2:
Al - Os condutores da mesma natureza e secção que os
condutores de baixada, à excepção do alumínio, dispostos sob
a forma de pata de galo de grandes dimensões e enterrados a
uma profundidade mínima de 50 centímetros.
Exemplo: três condutores de sete a oito metros de comprimento, enterrados na horizontal, a uma profundidade mínima
de 50 centímetros.
A2- Conjunto composto de vários eléctrodos verticais, de
comprimento total mínimo de seis metros a uma profundidade
mínima de 50 centímetros:
Dispostos em linha ou triângulo e separados uns dos
outros por uma distância, no mínimo, igual ao
comprimento enterrado;
Interligados por um condutor enterrado idêntico ao
condutor de baixada ou às características compatíveis com este último.
NOTA — À disposição de terra em anel
Esta disposição compreende um anel exterior à estrutura
em contacto com o solo, num comprimento de, pelo menos,
80% do anel e um sistema de terras das fundações, com a
condição que ele seja constituído por um condutor de S0 mmº.
Cada condutor de baixada deverá ser, também, ligado a, no
mínimo, um eléctrodo horizontal de, pelo menos, quatro metros
de comprimento ou a um eléctrodo vertical de comprimento
mínimo de dois metros.
Tabela 38 — Resistividades típicas do solo
seo] ABmannidadesacimade 30 |
O E
oco
| : |? |
| 1 | |
| é. |
| OR TA É fes |
|, 2E seo |
Pa ' [ CE |
| 1- Liendor amovível (caixa medição terra) |
| 2 - Ligação desconectável |
Em que,
D — Condutor de Baixada;
B — Anel ao nivel das fundações do edificio;
P — Ligação à terra do SPDA.
Figura 17 — Esquema de tipo de sistema de terra À1 e Á2
3. Disposições complementares
Nos casos em que a resistividade elevada do solo impedir
obter uma resistência do sistema de terras inferior a 10 &
com as medidas normalizadas anteriores, pode recorrer-se
às seguintes disposições complementares:
Adicionar um eléctrodo na disposição de pata de galo,
ou ligação destes últimos aos eléctrodos existentes;
Adicionar ummaterial natural não corrosivo de menor resistividade em redor dos condutores de ligação à terra;
Aplicação de enriquecedor de terra conforme a IEC 62561.
Quando a aplicação de todas essas medidas acima não
permitir obter um valor da resistência inferior a 10 O, pode
considerar-se que o sistema de terra do tipo À garante o
escoamento da corrente da descarga atmosférica, desde que
ela compreenda um comprimento total de eléctrodo enterrado
de, no mínimo, 160 metros, para o nível de protecção 1, ou
100 metros, para os níveis de Protecção II, III e IV.
Cada elemento vertical ou horizontal não deverá ultrapassar
20 metros de comprimento, para qualquer dos casos.
O comprimento necessário pode ser uma combinação de
eléctrodos horizontais (comprimento acumulado L1) e verticais
(comprimento acumulado L2) com o requisito seguinte:
160 metros (ou 100 metros, dependendo do nível de
protecção) < L1 +2xL2
Para um sistema de terras do tipo B, quando o valor de
10 2 não pode ser obtido, o comprimento acumulado de n
eléctrodos suplementares deverá ser de:
160 metros para um nível de protecção I (ou 100 metros,
dependendo do nível de protecção) para um eléctrodo horizontal;
80 metros para o nível de protecção 1, ou SO metros
para os outros níveis de protecção, para eléctrodos verticais;
Uma combinação semelhante à anterior para um sistema de terras tipo À.
4. Equipotencialidade dos sistemas de terras
Quando o edifício ou o volume a proteger tem um sistema
de terras de fundações para a instalação eléctrica, os sistemas
de terras do SPDA devem ser ligados a este através de um
condutor Normalizado, de acordo com a Norma IEC 62561-2.
Para novas construções, esta medida deve ser considerada
desde a etapa inicial da concepção. À interligação ao circuito
de ligação à terra das fundações deve ser executada ao longo
de cada condutor de baixada, através de um dispositivo
desconectável, de preferência numa caixa de visita onde se
encontre o símbolo de terra.
Nos edificios e instalações existentes, devem efectuar-se as
interligações nas partes enterradas, preferencialmente, e deve
ser possível uma desconexão para as verificações. Quando as
interligações são feitas no interior do edifício, recomenda-se
que a trajectória do condutor evite induções ao nível dos cabos
e dos materiais vizinhos.
Quando existem várias estruturas incluídas no volume a
proteger, o sistema de terras do SPDA deve ser ligado à rede
de equipotencialidade existente, que se encontra enterrada, e
que interliga todas as estruturas.
5. Condições de proximidade
Os componentes do sistema de terras do SPDA devem
estar, no mínimo, a dois metros de qualquer ligação eléctrica
enterrada, caso as canalizações não estiverem ligadas, do ponto
de vista eléctrico, à equipotencialização principal da estrutura.
Para os solos onde a resistividade é superior a 500 Q xm, a
distância mínima passa a ser de cinco metros.
6. Materiais e dimensões
Os materiais e dimensões a considerar para os sistemas
de terras são apresentados na Tabela 39.
Tabela 39 — Materiais e dimensões
dos condutores de terra
Eléctrodos de Terra
[mea | meme [Bm
Plano 30 x 2 mm
Redondo O8 mm
Cabo multifilar 50 murº, a)
Grelha em fio de secção minima
Recomendado pela 10mm?
Cobre electrolítico sua boa condutividade : , "
nu ou estanhado 1) eléctrica e sua boa — | Piquete maciço O 14 mm, L=2m
resistência à corrosão Piquete tubular O 25 exterior,
Trança plana 30 x 3,5 mm
Placa 500 x 500 x 2 mm
Aço cobreado * ; ; —
2500) RN Piquete maciço 0 14 mm, L=2m
Plano 30 x 2 mm
Redondo O 10 mm
Aço inox 18/10, Recomendado em
304 Nes certos ambientes cor- — | Piquete maciço O 14 mm, L=2m
rosivos
Piquete tubular O 25 exterior,
Plano 30 x 3,5 mm
Reservado para insta- Redondo O 10 mm
Aço galvanizado a lações provisórias e de
ço 8 curta duração devido — | Piquete maciço O 19 mm, L=2m
quente (50()) : e ARio a
à sua má resistência à
corrosão Piquete tubular O 21 exterior,
Diâmetro minimo de 1 mm para cada fio do condutor multifilar,
Tendo em conta as propriedades fisicas, mecânicas e eléctricas (condutividade,
maleabilidade, resistência à corrosão, entre outras), recomenda-se o cobre estanhado.
Disposições particulares
1. Antenas
A existência de uma antena sobre o telhado de um edifício
aumenta os riscos de impacto de raios e pode converter-seno
primeiro elemento susceptível de receber a descarga.
O mastro de suporte da antena deve ser ligado directamente
ou via explosor de isolamento conforme a IEC 62561-3 ao
sistema de protecção contra descargas atmosféricas, com ajuda
de um condutor adequado, a menos que a antena se encontre
no exterior da zona a proteger ou sobre um outro telhado ou
a uma distância do SPDA superior à distância de separação.
O cabo coaxial deverá então ser protegido por meio de um
protector de sobretensões.
Um mastro de suporte comum (ao pára-raios e à antena)
pode ser utilizado nas condições seguintes:
O pára-raios é fixo na extremidade do mastro;
A ponta do pára-raios encontra-se, pelo menos, dois
metros acima da antena mais próxima;
O condutor de baixada é fixo directamente sobre o
pára-raios com ajuda de um ligador;
O cabo coaxial da antena está no interior do mastro
da antena.
Nocaso de uma torre triangular, é preferível fazer o caminho
do cabo coaxial no interior de um tubo metálico.
2. Telhados de palha, colmo ou metálicos
Nestes casos, a opção é a protecção mediante um pára-
-raios instalado num mastro autónomo a partir do solo e a
uma distância não inferior a um metro em relação a estruturas
em redor. A altura do conjunto deverá garantir um raio de
acção suficiente para abranger a estrutura conforme o nível
pretendido. Sempre que se verifique a presença de materiais
condutores na construção deste tipo de telhados ou coberturas,
estes devem garantir uma distância de segurança mínima em
relação ao SPDA. Caso não aconteça, deve ser prevista a
ligação dos materiais condutores à terra.
3. Chaminés de fábricas
Pela sua elevada altura e ionização que produzem os fumos
€ OS gases quentes, as chaminés das fábricas são pontos de
impacto preferenciais da descarga.
A parte mais alta da chaminé deve estar munida de um
pára-raios, preferencialmente de material resistente a ambiente
corrosivo e à temperatura dos resíduos e instalado do lado dos
ventos dominantes.
Dispor-se-ão duas baixadas igualmente distanciadas,
ficando uma delas exposta do lado dos ventos dominantes.
4. Zonas abertas, áreas de ócio ou desportivas
O presente subcapítulo refere-se a terrenos de desporto,
parques de campismo, parques de caravanas, piscinas, hipódromos, circuitos automobilísticos, parques de atracções,
entre outros.
O sistema de pára-raios a utilizar deverá ser do tipo PDI e
estes devem instalar-se sobre mastros das bandeiras, postes de
iluminação, pilares, mastros autónomos ou outras estruturas
existentes. O seu número e a sua instalação cumprirão com
as disposições desta Norma.
Estas medidas podem ser complementadas com dispositivos de aviso de trovoadas, de acordo com o Capítulo 10
desta Norma.
5. Árvores
Certas árvores isoladas constituem potenciais pontos de
impacto preferenciais de descargas atmosféricas, devido à
sua altura e à sua forma.
Nos lugares onde exista risco para a segurança da vizinhança, como, por exemplo, na proximidade de um edifício,
ou quando a árvore seja de interesse estético ou histórico,
pode proteger-se a árvore de forma efectiva instalando um
pára-raios no ponto mais elevado da mesma conforme as
disposições desta Norma.
Para facilitar a instalação da baixada, não prejudicar o
crescimento da árvore e danificá-la o menos possível, o condutor de baixada deve ser fixo de forma flexível por meios
de fixação adaptados ao longo do tronco da árvore por um
traçado o mais directo possível.
6. Edifícios religiosos
Os sinos, as torres, os minaretes e as cruzes são susceptíveis
de serem atingidos pelas descargas atmosféricas, devido à
sua proeminência.
Para este tipo de edifício, o SPDA deve compreender
um primeiro condutor de baixada, com trajectória directa ao
longo da torre principal.
Quando a altura do ponto culminante do edifício é superior
a 40 metros, recomenda-se que o segundo condutor de baixada
siga o cume do corpo principal do edifício.
Quando existe um elemento proeminente não metálico na
extremidade do corpo principal do edifício, como uma cruz,
uma estátua não metálica, entre outros, estes objectos deverão
ser dotados de um dispositivo de captura.
Todos os sistemas de terras do SPDA e o sistema de terras
eléctrico deverão ser interligados.
Certos edifícios dispõem de sinos eléctricos. À sua alimentação eléctrica pode ser protegida contra sobretensões
através de protectores de sobretensões, conforme as Normas
IEC 61643-11 e IEC 61643-112.
AA
PF
A
mn s
| | |
| |
' Figura 18 - Edifícios religiosos
7. Edifícios com substâncias perigosas ou explosivas
Os depósitos que contenham fluídos inflamáveis deverão
ser ligados à terra. Caso esta ligação não ofereça protecção
adequada contra as descargas atmosféricas, torna-se necessário
efectuar um estudo aprofundado.
Os PDI devem ser instalados no exterior das zonas com risco
de explosão, a um nível mais elevado do que as instalações a
proteger. Na medida do possível, a trajectória dos condutores
de baixada deve situar-se no exterior das zonas com risco de
explosão. Caso não seja possível, deve considerar-se uma
atenção particular sobre as medidas a tomar, de maneira a
evitar a formação de arcos. Os sistemas de terra deverão ser
orientados para o lado oposto das zonas de armazenamento.
8. Áreas periurbanas
Nestes casos, a opção é a protecção mediante um PDI
instalado num mastro autónomo a partir do solo e que a altura
deste garanta os raios de acção segundo o nível pretendido
e de forma a proteger as estruturas que se situam em redor.
Esta medida deve ser complementada com dispositivos de
aviso de trovoadas, de acordo com o Capítulo 10 desta Norma.
9, Protecção contra sobretensões
1. Princípios gerais
À protecção contra os feitos electromagnéticos da corrente
da descarga atmosférica (CAED) é baseada no conceito de
zonas de protecção (ZPDA). À zona que contém sistemas a
serem protegidos deve ser dividida em várias ZPDA. À estas
zonas é, em teoria, atribuída parte do espaço onde a gravidade
de efeitos dos efeitos electromagnéticos da corrente da descarga
atmosférica (CAED) são compatíveis com o nível suportado
pelos sistemas internos neles englobados. Sucessivamente são
caracterizadas outras zonas com diferenças significativas da
gravidade dos CAED. À fronteira de uma ZPDA é definida
pelas medidas de protecção aplicadas.
A falha permanente dos sistemas eléctricos e electrónicos
devido aos CAED pode ser causada por:
Ondas de impulsos transmitidas aos equipamentos
pelos cabos a estes ligados através de condução
ou indução;
Efeitos de radiação de campos electromagnéticos que
incidem directamente no equipamento.
Para protecção contra os efeitos de radiação de campos
electromagnéticos que incidem directamente no equipamento,
deve ser utilizado um sistema de medidas de protecção contra
CAED (SMPYI) consistindo em escudos espaciais e/ou linhas
blindadas, combinadas com protecções exteriores blindadas
dos equipamentos.
Para protecção contra os efeitos de ondas de impulsos
conduzidas ou induzidas em cabos de alimentação dos
equipamentos, deve-se fazer uma protecção SMPI através
de SPD coordenados.
As falhas devido à radiação de campos electromagnéticos
que incidem directamente no equipamento são negligenciáveis
desde que o equipamento cumpra com as emissões de radio
frequência previstas nas Normas EMC.
No geral, os equipamentos têm que cumprir com as regulamentações EMC, portanto as medidas do SMPI consistindo
em sistemas SPD coordenados são normalmente consideradas
suficientes para proteger estes equipamentos contra os efeitos
de CAED.
2. Selecção de SPD
As linhas de serviço que entram ou saem da estrutura
(abastecimento eléctrico, telefónico, televisão, entre outros)
devem proteger-se com protectores de sobretensões adequadas.
A selecção dos valores apropriados, LI, LoL, e U,, de
um SPD depende de muitos e complexos parâmetros.
É importante ter em conta que o risco de danos nos serviços
internos dentro de uma estrutura devido a um pico de energia
dos efeitos induzidos por acoplamento nas linhas de energia
de telecomunicações dados (S4) ou dos efeitos de CAED
devido a descargas na vizinhança da estrutura (S2), podem
muitas vezes serem superiores aos causados pelo efeito de
picos originados por descargas directas na estrutura em si
(S1) ou nas linhas (S3).
Muitos edifícios não necessitam de protecção contra
descargas atmosféricas directas na estrutura ou nas linhas.
Assim, a utilização de SPD com Classe I não é necessária,
sendo então mais apropriado um sistema de SPD de Classe TI
correctamente dimensionado.
Em geral, a abordagem deve ser o uso de um SPD Classe1
sempre que correntes de descargas directas estão envolvidas
(S1/S3) e SPD de Classe IL/III para efeitos induzidos (S2/S4)
Sempre que se analisa tais complexidades, deve ter-se em
conta que o aspecto mais importante na selecção de um SPD
é o seu limite de tensão durante o evento de surto e a energia
por ele suportada Expo Liso L) (ver NOTA 1 da Tabela 16).
À corrente nominal esperada (1), um SPD com um limite
de tensão inferior à tensão suportada pelo equipamento, vai
garantir a protecção do equipamento, especialmente quando
se consideram factores externos, os quais podem criar tensões adicionais (queda de tensão nos terminais, fenómenos
de oscilações e induções). Ao contrário um SPD com uma
energia suportada superior àquela do local da instalação, pode
resultar apenas no funcionamento mais duradouro do SPD.
Contudo, um SPD com uma tensão limitada inferior pode ser
mais susceptível a possíveis danos de sobretensões transitórias
se instalados em sistemas mal regulados.
A redução das sobretensões de entrada a valores inferiores
aos indicados em cada equipamento consegue-se com uma
estratégia de protecção em cascata que integra três níveis de
protecção: alta, média e fina, conseguindo, desta forma, um
nível de tensão residual não perigoso para os equipamentos e
uma capacidade de derivação de energia que prolonga a vida
e eficiência dos dispositivos de protecção.
Os critérios de selecção destes protectores são os seguintes:
Averiguar as características da linha para saber a
tensão máxima de funcionamento em continua
e/ou em alternada entre cada um dos condutores.
Seleccionar os protectores tais que:
U,.> Tensão máxima de funcionamento da linha;
Seleccionar o tipo de protector e sua corrente máxima
segundo os efeitos que deva suportar.
Tabela 40 — Tipos de protectores de sobretensões
Seleccionar a tensão residual do protector segundo
a tensão de impulso que os equipamentos possam
suportar.
Tabela 41 — Categoria dos equipamentos (Níveis
suportados nas instalações eléctricas 230/400 V)
EXE has oca
tensão (Categoria de Nível supartado Equipamento típico
impulso suportado)
RNEIO
15kV sobretensões. Exemplo: computadores, equipamentos electrónicos
muito sensíveis.
oo] EE
2,5kV ferramentas portáteis e outros
equipamentos similares.
ENRICO
4,0 kV tos. Exemplo: motores, bombas,
compressores.
oo] e jeseee
IV 6,0 kV ligam na origem ou muito próximo
da origem da instalação.
O objectivo a conseguir que a actuação do dispositivo
de protecção reduza a sobretensão transitória a um valor de
tensão inferior à suportada pelo equipamento protegido (de
acordo com a categoria dos equipamentos segundo o definido
na Tabela 41). Para alcançar este objectivo pode ser necessário
utilizar mais um dispositivo de protecção.
3. SPD coordenado
Os equipamentos estão protegidos se a sua tensão nominal
de impulso suportada, U,,, aos seus terminais é maior do
que o aumento de sobretensão entre os condutores activos
e o condutor de terra. Caso assim não aconteça, deve ser
instalado um SPD.
O SPD irá proteger o equipamento se o seu nível de
protecção de eficaz tensão U,,, (nível de protecção UP obtido
quando a corrente nominal de descarga (1) flui em conjunto
com a queda de tensão induzida []U dos condutores ligados) é
menor do que U,, De notar que se a corrente de descarga que
ocorre no ponto de instalação do SPD excede a 1 do SPD, o
nível de protecção U, será maior, e U,, pode exceder o nível
de U , suportado pelo equipamento. Neste caso, o equipamento
não está protegido. Segue-se que a corrente nominal 1, do SPD
deve ser seleccionada para ser igual, ou maior, ao da corrente
de descarga que se pode esperar neste ponto da instalação.
À avaliação das correntes de descargas esperadas nos
diversos pontos da instalação é baseada no nível de protecção
utlizado no Capítulo 4 desta Norma. Uma análise completa da
distribuição da corrente é necessária quando se considera S1.
Os valores da probabilidade P., em função do nível de
protecção são dados na Tabela 12 do Capítulo 4 desta Norma.
Finalmente a importância de instalar um SPD nas linhas
eléctricas e nas linhas de dados e telecomunicações é essencial
para a obtenção de um sistema de SPD coordenado.
Para garantir a coordenação adequada entre dispositivos
deve seguir-se as recomendações do fabricante. À Figura 19
mostra um exemplo de instalação para linhas de abastecimento eléctrico.
j Instntação immerior pisa
—
— fam)
= | =
Ê
Figura 19 — Exemplo de instalação que inclui os três tipo de despositivo
de protecção contra sobretensões
Informações adicionais podem ser encontradas no IEC
61643-12 eIEC 60364-5. 53 que lidam com protecção contra
sobretensões e as consequências no caso de uma falha do SPD.
Protecção preventiva
1. Princípios gerais
O objectivo da protecção preventiva é reduzir o risco de
danos devido a descargas atmosféricas, detectando-as e tomando
medidas imediatas que reduzem a exposição à ameaça e/ou que
ponham fora de serviço as linhas portadoras de sobretensões
transitórias ao interior da estrutura.
No decurso das últimas décadas, os sistemas técnicos e os
sistemas destinados à monitorização em temporeal da actividade
atmosférica e dos raios, foram objecto de um desenvolvimento
extraordinário. Estes sistemas podem fornecer, em tempo
real, informações valiosas e de alta qualidade, caso sejam
coordenados com plano de acção detalhado.
Ainda que estas informações permitam ao utilizador adoptar medidas preventivas temporárias antecipadamente, deve
notar-se que todas as medidas a tomar com basena informação
monitorizada, são da inteira responsabilidade do utilizador
do sistema de acordo com os regulamentos apropriados. À
eficácia depende fundamentalmente da situação de risco
considerado e das decisões previamente planificadas. Este
capítulo apresenta uma lista de possíveis acções que têm, não
obstante, uma natureza meramente informativa.
Deve-se realçar que as descargas atmosféricas, sendo
um fenómeno natural, são alvo de uma incerteza de natureza
estatística. Significa isto que não é possível obter informações
100% precisas quanto ao local onde vai cair oraio ou quando
vai atingir o solo.
O presente capítulo fornece informações sobre as características dos sistemas de detecção de trovoadas, bem como
informação para a avaliação da utilidade dos dados relativos
às descargas atmosféricas em tempo real e/ou dos dados sobre
a electrificação de uma trovoada, com o fim de implementar
medidas preventivas contra orisco de descargas atmosféricas.
Este capítulo fornece, também, os requisitos básicos dos
captores e das redes que recolhem informação exacta dos
dados relevantes, dando informações em tempo real sobre a
evolução das descargas e o seu alcance. Descreve a aplicação
dos dados recolhidos por estes captores e redes sob a forma
de alertas e dados históricos.
É aplicado à utilização de informações fornecidas pelos
sistemas de aviso de trovoada (que são sistemas ou equipamentos que fornecem informações em tempo real) sobre a
actividade eléctrica atmosférica, para fins de monitorização
como meio de prevenção.
Existem muitos tipos de detectores de trovoadas e de raios,
porém deve usar-se, do ponto de vista de segurança contra
o risco causado pela acção do raio, equipamentos capazes
de detectar a trovoada em todas as suas fases, no lugar em
que se encontra a estrutura (detecção local) e em temporeal.
Devem ser, portanto, detectores capazes de medir o campo
electroestático local.
2. Fases da trovoada e fenómenos detectáveis
pelo alarme
2.1. Introdução
Podem identificar-se quatro estágios distintos durante o
ciclo de vida de uma trovoada, consoante os fenómenos detectáveis: fase inicial, fase de crescimento, fase de maturidade
e fase de dissipação.
2.2. Fase 1- Fase inicial (fase Cumulus)
Fase de electrificação da nuvem, mediante a separação das
cargas eléctricas no interior da nuvem. Ás cargas distribuem-se
em regiões da nuvem e produzem um campo electrostático
mensurável ao nível do solo. Considera-se o primeiro fenómeno
detectável precursor de uma trovoada.
NOTA — Campos electrostáticos poderão produzir potenciais
perigos, tais como descargas electrostáticas (ESD), mesmo
quando não existe actividade de trovoada.
2.3. Fase 2 - Fase de crescimento
Esta fase, por vezes também chamada de fase de desenvolvimento, é caracterizada pela ocorrência de descargas no
interior da nuvem (IC) ou entre a nuvem e o solo (CG). À
primeira descarga no interior da nuvem aparece depois de um
certo desenvolvimento das regiões de carga na nuvem. No
entanto, em algumas situações, não é claro o tempo decorrido
entre a primeira descarga IC e a primeira descarga CG.
NOTA — As descargas IC representam, normalmente, a
maior parte da actividade total das descargas atmosféricas
produzida por uma trovoada. Observa-se uma variação
significativa na relação IC/CG para trovoadas individuais.
2.4. Fase 3 - Fase de maturidade
Esta fase caracteriza-se pela presença tanto de descargas
CG como de IC.
2.5. Fase 4 - Fase de dissipação
Esta fase caracteriza-se pela queda das taxas tanto das
IC como das CG, assim como da diminuição dos valores do
campo electrostático até ao valor médio atmosférico.
3. Instalação e manutenção
Todos os detectores de trovoadas deve ser instalados em
conformidade com as instruções do fabricante e nas melhores
condições possíveis de forma a assegurar o menor número
de interrupções produzidas pelo seu ambiente. É por isso
recomendável fazer um estudo prévio da localização proposta
para adaptar os captores do sistema às condições específicas
do local.
A instalação de detectores de trovoadas está sujeita à
influência de múltiplos factores, pelo que qualquer nova
instalação poderá necessitar de um período prévio de ajuste
até que se considere o seu funcionamento a um nível óptimo.
Este ajuste deve ser realizado pelo fabricante do sistema ou
por um técnico por este autorizado.
É indispensável a manutenção dos sistemas integrados
num TWS, incluindo a produção do alarme. A precisão
da informação que um TYS fornece é determinada pelas
condições físicas dos seus captores, pelo seu meio ambiente
(exemplos: crescimento de vegetação, edifícios, torres, entre
outros), e pelas ligações das comunicações entre os captores
e o TWS, assim como entre o TWS e os utilizadores finais.
Por isso, considera-se necessário levar a cabo manutenções
anuais ou, inclusive, em períodos mais curtos, de acordo com
as recomendações do fabricante.
Todas estas instalações e recomendações de manutenção
são, realmente, um factor-chave para o bom funcionamento
do sistema de aviso.
4. Guia de aplicação dos sistemas de aviso de trovoadas
4.1. Princípios gerais
Em termos gerais, a utilização de um TWS é útil para
prevenir oureduzir a perda de vidas, danos em bens/serviços ou
propriedades (com as perdas económicas associadas) eriscos
ambientais. A avaliação do risco para aplicação de TWS tem
de considerar uma ampla gama de situações. Em termos gerais,
um TWS pretende reduzir riscos devidos a LRE por meio
de medidas preventivas antecipadas que permitam reduzir o
tempo de exposição à ameaça. Mais especificamente, um TWS
não é capaz de substituir ou fazer as vezes de um SPDA nem
transitórios associados e considerados na Norma EN 62305.
Os TWS proporcionam, em temporeal, informação sobre
a actividade eléctrica atmosférica, pelo que os dados estatísticos relacionados com as trovoadas podem não ter relação
directa com a valorização da conveniência da previsão. Assim
a conveniência da implantação em determinada zona dos
procedimentos de salvaguarda depende das características da
actividade realizada, da zona pública exposta às trovoadas, da
presença humana e da possibilidade de tomar acções preventivas
como consequência da informação proporcionada pelos TWS.
4.2. Procedimento
4.2.1. Generalidades
A avaliação da capacidade de aviso de um TWS inclui
três etapas:
Identificação de situações perigosas;
Determinação do tipo de perda;
Controlo do risco: opções para reduzir orisco (selecção, implementação e seguimento das medidas
apropriadas para o controlo e a redução do risco).
A presente Norma não indica quaisquer detalhes sobre acções
preventivas, sendo apresentados alguns exemplos em 10.6.
4.2.2. Etapa 1 - Identificação de situações perigosas
A primeira etapa consiste em identificar uma ou mais
situações perigosas segundo as diferentes possibilidades da
Tabela 42. Caso uma situação não esteja incluída no quadro,
selecciona-se «Outras situações».
Tabela 42 — Identificação de situações perigosas
= EEssERETET
contra descargas atmosféricas (de acordo cam a presente Nonna ou outras
1 nommas intemacionais); actividades no exterior, desportos (futebol,
golfe, entre outros), competições, eventos com muito público, quintas,
agro-pecuária ou actividades de pesca, praias, zonas de lazer.
trolo industrial, sistemas de emergência, de alarme e de segurança.
tivos, materiais tóxicos e explosivos).
HE
5 mento devem ser garantidos (telecomunicações, produção de energia,
transporte e distribuição, serviços de segurança e emergência).
| ira mete met
das, teleféricos.
local de trabalho devido às trovoadas).
U fsesemiestenma
fogos florestais, entre outros.
| aetetemama:
público.
4.2.3. Etapa 2 - Determinação do tipo de perda
Para cada situação seleccionada na Tabela 42, avaliar
as diferentes perdas relativas a pessoas (Tabela 43), bens
(Tabela 44), serviços (Tabela 45) e ambiente (Tabela 46) para
determinar o grau de importância (1, II, IT ou O).
Tabela 43 — Perda relativa a pessoas
O E ETTA
NT NS
Es DE
[pmameements o
[o Netmamenees — [e
Tabela 44 — Perda relativa a bens
[sa enem
E NS
remaemestenent o
damn mo
[O semes—
Tabela 45 — Perda relativa a serviços
[sa amemenãs
remamment E
[temem — [o
ementas mo
O E
Tabela 46 — Perda relativa ao ambiente
O E TT
E Ç NS
E TT DS
E DS
O O DS
4.2.4. Etapa 3-Controlo do risco
Determinar se a informação dada por um TWS facilita
a execução de acções preventivas, de modo a eliminar ou
reduzir o risco. Em caso negativo, o TWS não é necessário,
independentemente do tipo de dano. Se positivo, cada situação
(seleccionada na Tabela 42) e tipo de perda (seleccionada
nas Tabelas 43 a 46) determina o TWS adequado, através da
Tabela 47. No caso de várias soluções diferentes, a solução
final será dada pela escolha da solução mais segura.
Tabela 46 — Controlo do risco
O RS EC
O E ET
A O EE
E ECT
5. Técnicas de detecção de trovoada
5.1. Princípios gerais
No presente subcapítulo explica-se a classificação das
técnicas de detecção de trovoadas. Além disso, descrevem-se
os métodos técnicos empregados na detecção de trovoadas
e proporciona-se um guia para escolher o tipo correcto de
detector e/ou sistema de detecção mais adequado para satisfazer
a necessidade de informação sobre as trovoadas.
5.2. Técnicas de detecção e parâmetros para classificar um captor
5.2.1. Princípios gerais
Os detectores de trovoadas são classificados em relação
com as fases das trovoadas, em função do fenómeno detectável.
No entanto, um detector de trovoadas pode detectar um ou
mais fenómenos. Neste subcapítulo encontra-se uma descrição
e uma breve explicação da categoria de detector a utilizar.
5.2.2. Categoria I
O objectivo dos detectores de categoria I é detectar o
primeiro sinal de uma trovoada (Fase 1), útil para um aviso
precoce e para que possam tomar-se acções preventivas antes
do aparecimento de uma descarga, entre nuvens ou entre
nuvens e solo, e durante todo o tempo em que exista risco de
descargas atmosféricas. A detecção leva-se a cabo pela medida
do campo electrostático produzido pela trovoada.
A electrificação de uma trovoada ou a sua presença produz
uma alteração no campo electrostático atmosférico médio. Ao
nível do solo, e nas condições atmosféricas médias, o campo
electrostático atmosférico tem um valor positivo de 100 a
150 V/m (convenção de sinal da electricidade atmosférica)
numa superfície plana, quando a atmosfera acima da terra está
carregada positivamente. Por baixo de uma nuvem electrificada
de trovoada, o campo eléctrico ao nível do solo pode alcançar
vários quilovolts por metro. Normalmente, o campo eléctrico
ao nível do solo está protegido do campo eléctrico produzido
pela nuvem através da presença de capas protectoras, pelo que
o campo eléctrico situa-se abaixo de 10 kV/m.
Para efeitos de detecção, um captor de campo eléctrico
deverá ter uma resolução mínima de 200 V/m e ser capaz de
medir um campo eléctrico de, pelo menos, + 20 kV/m. As
variações do campo electrostático durante a fase inicial são
relativamente lentas, pelo que é suficiente o registo de uma
amostragem do campo a cada segundo. Se para aplicação do
captor é necessário informação sobre as variações do campo,
recomenda-se uma velocidade amostragem mínima de uma
amostra por segundo.
O dispositivo detector deverá proporcionar informação sobre
o nível do campo eléctrico. Alguns dispositivos podem também
fornecer informação sobre a evolução do campo no tempo.
Os detectores de categoria I são capazes de detectar a
presença, ou não, de uma nuvem electrificada. No entanto, não
é claro o limite do campo eléctrico que define o nível deste
eno qual se desencadeia a primeira descarga atmosférica. À
zona monitorizada está fortemente limitada pelo rápido decrescimento do campo eléctrico com a distância. É conveniente,
portanto, que a medida do campo electrostático tenha um
alcance máximo de 20 quilómetros a partir do limite de cada
região de carga. Uma vez que depende da tipologia do terreno
na sua vizinhança, ele é utilizado como um detector local.
Em qualquer caso, o fabricante ou o fornecedor do serviço
deverão fornecer informação sobre os níveis e métodos de
aviso, visto que estes níveis, quando a medida é efectuada
pelo incremento do campo local, dependem das condições
do local da instalação.
5.3. Técnicas de localização
5.3.1. Princípios gerais
Os detectores de trovoada poderão ser divididos, de acordo
com a sua aplicação, em dois tipos de técnicas de localização.
Para determinar onde uma descarga cai, é necessário um sistema de localização com vários captores. Quando desejamos
somente informações sobre a actividade geral da trovoada e/
ou uma distância de alcance e direcção de uma trovoada em
geral, um detector com apenas um captor poderá ser suficiente.
5.3.2. Técnica com captor único
Atécnica com captor único por medidas do campo eléctrico
(FSM) consiste no aumento do campo eléctrico durante a
criação de uma trovoada, que pode ser utilizado para fornecer
um aviso de uma actividade de trovoada próxima. A variação
rápida do campo eléctrico produzido durante um impacto de
descargas atmosférica é utilizada para determinar os impactos
de descargas atmosféricas reais.
Estes captores são úteis para um aviso precoce ao nível
local, antes que a trovoada apareça e durante a totalidade do
ciclo de vida da trovoada.
5.4. Avaliação dos detectores de trovoada
Para que um sistema de aviso seja preciso e eficaz, é
importante que os detectores de trovoada utilizados para
elaborar o aviso tenham um certo grau de desempenho.
Vários métodos podem ser utilizados para verificar as suas
características, tais como:
Cálculos teóricos baseados no sistema de configuração
e técnica de detecção;
Ensaios laboratoriais;
Comparações entre diferentes sistemas;
Validação exp erimental, com torres equipadas, de instrumentos ou de gravadores vídeo ou de imagens
com hora e data registada;
Validação in-situ.
5.5. Escolha de um sistema de detecção de trovoadas
De acordo com a avaliação do risco e com as acções preventivas descritas em 10.6, podem escolher-se os detectores
de trovoada para realizar um TWS. Dependendo da aplicação
do aviso e da disponibilidade das informações relativas à
trovoada, podem ser convenientes certas técnicas de detecção.
A decisão final necessita de uma análise aprofundada das
necessidades de aviso (tempo de resposta necessário, defeito
de aviso, relação de falsos alarmes aceitável), do orçamento
dedicado e do que cada técnica pode fornecer.
6. Catálogo das acções preventivas recomendadas
que são possíveis executar
Acções preventivas resultantes do conhecimento do perigo
das descargas atmosféricas e/ou da electrização das trovoadas
dependem muito da situação de risco correspondente. Assim,
essas acções deverão ser avaliadas e aplicadas no plano de
acção detalhado.
Existe uma grande variedade de situações e de instalações
podendo necessitar da implantação de um sistema de detecção
de trovoadas. Assim, as acções executadas após uma análise
resultante do fomecimento das informações preventivas por
esse sistema devem ser definidas de forma específica para o
utilizador final ou pelo autor específico para esta implantação.
Para esse efeito, deve ter-se em conta os planos de segurança
e urgência, bem como as modificações técnicas possíveis de
efectuar nos processamentos e sistemas.
Deve ter-se consciência que as decisões relativas às
acções preventivas podem necessitar de acções (automáticas,
manuais, acústicas, entre outras) sobre os sistemas e seus
próprios processamentos.
Para dar linhas directivas sobre acções preventivas possíveis, certos exemplos de directivas podem ser implantadas
pelas informações preventivas fornecidas pelo sistema de
detecção. As acções têm um nível lógico dependente da
gravidade da trovoada, que determina o nível de activação
atingido pelo sistema.
Nível sem alerta:
Sistema a funcionar normalmente.
Nível 1 - Alerta:
Acções preventivas primárias, consistindo em painéis
de informação, tais como mensagens à distância,
acústicas ou visuais, entre outras;
Sistemas de alimentação auxiliares podem ser activados.
Nível 2 - Emergência:
Acções preventivas secundárias;
Sistemas de alimentação auxiliares activados;
Sistemas críticos e sensíveis desconectados;
Evacuação de zonas expostas para estruturas metálicas
exteriores nas zonas seguras e na proximidade de
pára-raios.
Nível 3 - Risco máximo
Tabela 47 — Acções preventivas possíveis
Fase da Nível de Acções a Acções preventivas possíveis
trovoada activação executar
0 - Equilíbrio | semaleta | >| Sistema a trabalhar normalmente
Acções Aviso das pessoas responsáveis
1 Ú ços pelas instalações e actividades de
1 - Inicial Alerta preventivas |". ; os :
PRA risco; Possível activação dos sisteprimárias es id
mas de energia auxiliares.
Activação dos sistemas de energia
auxiliares;
Acções
II - Crescimento | Emergência | preventivas | Desconexão de sistemas sensíveis;
secundárias | Evacuação das zonas expostas para
estruturas metálicas exteriores e na
proximidade de pára-raios.
III - Madura ass Do Sistema pronto para o impacto
maxuno
Aviso das pessoas responsáveis
" pelas instalações e actividades de
Acções risco;
IV - Dissipação Alerta preventivas Ú
prunarias Possível activação dos sistemas de
energia auxiliares.
Sítemade || DO. Sistema de
. deteção
Deteção 1 2
Muit-sistema de deteção Sistema simples de deteção
Informação preventiva
|
Centode Conto |
<=
Ações |
preventivas Nível de alarme 1
sul
Acções preventivas Nível de alarme 2
secundárias
r
Risco máximo Nível de alarme 3
Figura 20 — Acções preventivas possíveis
Verificação e manutenção
1. Ordem das verificações
Às fases das verificações são as seguintes:
Inicialmente, com conclusão da instalação do SPDA;
Periodicamente, de acordo com critérios estabelecidos e
apresentados na Tabela 49;
Sempre que a estrutura protegida for modificada, reparada
ou quando a estrutura for atingida por uma descarga atmosférica.
Tabela 48 — Periodicidade de verificação relativa
ao a nível de protecção
Nível de pro- Verificação Verificação VEIO aros aa leia
S :; completa dos sistemas críticos
tecção visual (ano)
(ano) (ano)
LC Pr ee Do
E E O OS US
NOTAS:
Para as estruturas com risco de explosão, sugere-se uma
verificação completa todos os seis meses. Uma verificação
completa deverá ser efectuada uma vez por ano. Uma excepção
aceitável ao ensaio anual pode ser um ciclo de 14 a 15 meses
quando se considerar vantajoso efectuar as medidas de valores
de terra em diversas estações.
Os impactos de descargas atmosféricas podem ser
registados pelo contador de descargas instalado num dos
condutores de baixada.
Se as autoridades nacionais ou institutos impõem
verificações periódicas das instalações eléctricas de uma
estrutura, é recomendável verificar, simultaneamente, as
medidas de protecção interior, inclusive a equipotencialidade
das descargas atmosféricas.
4, As instalações antigas deverão ser ligadas a um nível
de protecção e os ciclos de verificação deverão respeitar as
especificações locais ou todas as outras especificações de
verificação tais como legislação de construção, regulamentos
técnicos, instruções, higiene e segurança no trabalho.
Um sistema particular pode ser definido por regulamentação ou pelo utilizador.
2. Relatório de verificação
Cada verificação periódica deverá ser reportada detalhadamente, fazendo referência ao estado de todos os resultados
da verificação e das medidas correctivas a tomar.
Para tal, aquando de cada verificação, deverá ser preenchido, pelo técnico que efectua a verificação, um relatório
de verificação e manutenção, cujo modelo é definido pelas
entidades competentes.
3. Verificação inicial
À verificação inicial é efectuada após o fim dos trabalhos
de instalação de um SPDA. Tem como objectivo assegurar
que a totalidade da instalação do SPDA se encontra de acordo
com o estabelecido na presente Norma. Ássim, esta verificação
inicial tem em conta, no mínimo, os seguintes pontos:
O pára-raios encontra-se, no mínimo, dois metros acima
de todo o objecto situado na estrutura a proteger;
O SPDA tem as características indicadas no dossier
de execução;
O número de condutores de baixada;
A conformidade dos componentes do SPDA com a
presente Norma, ou normas da série IEC 62561-3,
EN 61643, por marcação ou declaração ou por
documentação;
A trajectória, localização e continuidade dos condutores de baixada;
A fixação dos diferentes componentes;
As distâncias de separação e/ou ligações equipotenciais;
À resistência dos sistemas de terra;
A equipotencialidade do sistema de terra do SPDA
com o edifício.
Em todos os casos, quando um condutor é parcial ou
totalmente integrado, a sua continuidade eléctrica deverá
ser verificada.
4. Verificação visual
Deverá proceder-se a uma inspecção visual de modo
a garantir que:
Nenhum dano relativo a descarga atmosférica érelevado;
A integralidade do SPDA não é modificada;
Nenhuma extensão ou modificação da estrutura a
proteger requer medidas especiais de protecção
contra descargas atmosféricas;
À continuidade eléctrica dos condutores visíveis é
correcta;
Todas as fixações dos componentes e todas as protecções mecânicas estão em bom estado;
Nenhuma peça foi deteriorada por corrosão;
À distância de separação é respeitada, o número de
ligações equipotenciais é suficiente e o seu estado
é correcto;
O indicador de fim de vida dos dispositivos de protecção de sobretensões;
Os resultados das operações de manutenção são controlados e conformes (ver 11.6.).
5. Verificação completa
Uma verificação completa compreende não apenas as
inspecções visuais como também um conjunto de medidas
complementares que devem ser verificadas, sendo apresentadas em seguida:
À continuidade eléctrica dos condutores integrados;
Os valores da resistência do sistema de terras, devendo
ser analisadas todas as variações superiores a 50%
em relação ao valor inicial;
O correcto funcionamento do PDI segundo a metodologia fornecida pelo fabricante.
NOTA — Uma medida do valor da resistência da terra em
alta frequência é possível aquando da realização do sistema
de terra ou na fase de manutenção, de modo a verificar a
coerência entre o sistema de terras e a necessidade.
6. Manutenção
Recomenda-se que, assim que possível, se corrijam que
todos os defeitos constatados no SPDA aquando de uma
verificação, de modo a manter a eficácia máxima.
As instruções e manutenções dos componentes e dos
dispositivos de protecção devem ser aplicadas conforme as
instruções dos manuais do fabricante.
ANEXO À (Normativo) - Mapas e Tabelas
de Ocorrência de Descargas Atmosféricas
Considerações Gerais
A distribuição global de ocorrências foi obtida através das
observações combinadas dos instrumentos da NASA OTD
e LIS entre Ábril 1995 e Dezembro 2012. À base de dados
incluí os dados High Resolution Full Climatoly (HRFC) com
uma resolução de 0,5 graus.
Foi aplicado um factor de 0,25 aos dados HRFC por forma
a obter a densidade de descargas (nuvem-solo) apresentada
nos mapas seguintes:
A. 1 — Mapa Atual de descarga Atmosféricas - Ángola
+ "
e / NR
| A O) $ |
1% ) o E il SO
| E Eh, E.
ão - ver ot e ' * a :
Esseta 16000000 5
Legenda
A
s Gomorra
— rem
Densidade de descargas (Ng Anual)
drecanges tmTenmo
| O e
Figura À.1 — Densidade de descargas anual em Angola
A. 2- Província de Cabinba
- ”
Legenda ES á
BB ceWITAd
Sesseesuricas
” Sesecnses
[— Pravireia
[DX muco
Densidade dé descargas (Ng Anual)
descargas kom'fano
LILI NI
2 a 4 5 6 7T LL) » ” >to
Figura À.1 — Densidade de descargas anual em Cabinda
Tabela A.1 — Valores de densidade de descargas
(descargas.kmº/ano) por sede de comuna
para a Província de Cabinda
EE E
A. 3 — Província do Zaire
N
$ À e.
Ei
o
)
=,
Ses UIGE
BENGO — |
Úsgenda O uunbãia
e Cenoposreia
o Selosmesiso
=
Densidade de descargas (Ng Anual)
descargas mano
LA E NS
Figura À.1 — Densidade de descargas anual no Zaire
Tabela A.2 — Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a
Frovíncia do Zaire
Moanza Conto
Madimba 7,26
E ET
ES ET
EE Er
ET EN
EE EN
ES E
A.4 — Província do Uige
1 | N
ZAIRE
BENGO
MALANJE
KWANZA NORTE ;
qu —E——*
E Cseipoinca
oO Selesmuncico
FER EST
Figura À.4 — Densidade de descargas anual no Uige
Tabela A.3 — Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província do Uige.
ES E
ES E
EE E
EST EC
EE E
ESSO E
A.S — Província do Bengo
N
ZAIRE
Ambrz
EN
LJ)
Caxito
= EE
; KWANZANORTE
LUANDA
Legenda Escada 111.200 100 à
” Comçpona
O Roemundoo
. Bedco comuna
[LL] provincia
[DD maço
Densidade de descargas (No Anual)
descargas km'tano
A
ss 2? 2 yu 5 s 7 UU Ud 0 >”
Figura À.5— Densidade de descargas anual do Bengo
Tabela A.4 — Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para
a Província do Bengo
Localidade
Barra do Dande o ae — |
rei o — |
Bula Atumba
Cage-Mazumbo
euiieo = [as |
Pango Aluquém
A.6 — Província de Luanda
E o N
emaofé E Cacuia * pos ' E
Sc oaniaço KWANZA NORTE
fee tãão
MA
CE
KT st
É ae
ea
[DD munição
FARO MA SEA
Figura À.6 — Densidade de descargas anual em Luanda
Tabela A.5 — Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província de Luanda
meo o [Oo
Cazenga 0,97
E E
A.7 — Província do Cuanza-Norte
S di N
| —ulee À.
BENGO
LUANDA |
MALANJE
| KIWANZABUA o SA
” ———
É maes
EE
[L—] renato
REEAO ooo
Figura À.7 — Densidade de descargas anual no Cuanza-Norte
Tabela A.6 — Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província do Cuanza-Norte
O E
ÀA.8 — Província do Cuanza-Sul
) N
KWANZANORTE O A À
BENGO )
ça
Su
S BIÉ
U 5
HUAMBO
BENGUELA F
Legenda E "
E Comin
o Ssosunseoo
EX e
[E] muncicio
Densidade de descargas (Ng Anuai)
Gescargos keniano
CIT TMN
Lã) 2 1 LJ s e Tr s HU " >10
Figura À.8— Densidade de descargas anual no Cuanza-Sul
Tabela A.7 — Valores de densidade de descargas
(descar gas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província do Cuanza-Sul.
ES E
Mussende se rot
EC EN
A.9 — Província de Malanje
” : &
ss DL
KWANZA NORTE
LUNDA NORTE
lama
KWANZA SUL NE
F LUNDA SUL
; BlÉ :
tegena CMNT TO
E cor
O Secnmniágo
ilena
[)] recicivo
Densidade de descargas (Ng Anual)
descargas teiano
Figura À.º — Densidade de descargas anual em Malanje
Tabela 4.8 - Valores de densidade de descargas
(descar gas .km?/ano) por sede de comuna para a
Província de Malanje
[came [6
EE Er
ES E
EE Er
Mucicamems — | 6
ES E
ET E
Mem 1 e
(camesnene [6
ESPE E
Cunda diá Baze 4,91
ESSES EN
A.10 — Província da Lunda-Norte
"
mo À
VP
) = Í ) ( |
.. a q
à EcaA
Eles
[ —) masaiço
PSA ES
Figura À.10 — Densidade de descargas anual na Lunda-Norte
Tabela 4.9 - Valores de densidade de descargas
(descargas.kmº?/ano) por sede de comuna para a
Província da Lunda-Norte
EE E
Cuango 5,83
ÁA.11 — Província da Lunda-Sul
N
À
LUNDA NORTE
o MALAN
É E
é MOXICO
E —>
" css
e seno
nes
[—) municçio
Densidade de descargas (Ng Anuaf)
GoBCargas km'iamo
[E A
Figura Al — Densidade de descargas anual na Lunda-Sul
Tabela A.10 - Valores de densidade de descargas
(descar gas .km?/ano) por sede de comuna para a
Província da Lunda-Sul
Lembo BK
Mueonda ss
[esto o io
Leueimbi oo
A.12 — Província do Moxico
N
á k LUNDA SUL á
Iê
| KUANDO KUBANGO '
... ——
O esa
fu
[DD maio
PERSA
Figura À.12 — Densidade de descargas anual no Moxico
Tabela A.11 - Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província do Moxico
ES E
Lumbala Caquengue 5,43
Musse o [| RT
A.13 — Província do Bié
ro n N
urriadoóctos — LUNDA su À
| MALANJE | .
HUAMBO
MOXICO
| KUANDO KUBANGO À
Legenaa E..——"*
CE neon
é ao
Ea
[) musivo
PR
Figura À.13 — Densidade de descargas anual do Bié
Tabela A.12 - Valores de densidade de descargas
(descar gas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província do Bié
Muinha 5,10
A.14 — Província do Huambo
N
À
KWANZA SUL
BENGUELA
BIÉ
—— IEA |
U cepa
O somEDO
E
[E mricisoo
Dic So ARTES AAAAA
Figura À.14 — Densidade de descargas anual no Huambo
Tabela A.13- Valores de densidade de descargas
(descar gas .km? ano) por sede de comuna para a
Província do Huambo
ESC ET
EE ENT
EP ETTA
ET ET
EO ETTA
seno = | a |
A.15— Província de Benguela
] | N
KWANZA SUL À
ár /
NÃ ASSINA
NX f HUAMBO
“Senta Grando. ão = r
SNS
Ve
FA
f :
— —
NAMIBE HUÍLA
Legenda —— 1700 -
CE Gotan
o sesmisoo
e Secoscimens
LEZ Província
[LL venia
Densidade de descargas (Ng Anuaf)
Gescargas km*lano
.“ 2 E “ 5 8 TF E * >to
Figura À.15 — Densidade de descargas anual em Benguela
Tabela A.14 - Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província de Benguela
EO ET
EO E
ET ET
ES ET
EX ET
ESC ET
EO E
E EN
Wiyangombe 6,19
ESSO E
A.16 — Província do Namibe
E " N
TAS BENGUELA A
) D : À j À
/ Penato 6 Ai
ereta bN
; ET S HUÍLA e
en o PEA ;
— /NaMBE 2
j |
Tomba =) “= ) Som
” 25 RD ad 7
q De
N CUNENE
e »
oe Tao
Legend ETTA
E Citulpainoa
E Ssomeideo
em
[) terecipo
Densidade de descargas (Ng Anual)
descargas ixilano
| MR E
o 2 1 D 5 * 7 ' s 10 2%
Figura À.16 — Densidade de descargas anual no Namibe
Tabela A.15 - Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província do Namibe
A.17 — Província da Huíla
” | ” Y "”
) HUAMBO À À
o
NAMIBE
; o. “
. ;
BO
. >
te A
e. E) /
| TT CUNENE
e. : — SE w
Legenda Ercse: 12 196 000
mm Cemponsta
O Sedesmunicoo
* Bumesama
[LL prosnaa
[LL vusiario
Densidade de descargas (No Anual)
Gescargon km ano
| A RR A een
Há 3 “ s 6 t LL o 16 e
Figura À.17 — Densidade de descargas anual na Huíla
Tabela A.16 - Valores de densidade de descargas
(descargas .km?/ano) por sede de comuna para a
Frovíncia da Huíla
ES E
A.18 — Província do Cunene
DE senouema me, Í BIÉ À
names ) | SORA S
J : KUBANGO
Á paes 2X
S$ ; DE , =
nar RE Sil EI
o So "Em |
el as po Ea E)
Gas ——=
e ao
aeee |
Aa MANDA
Figura À.18 — Densidade de descargas anual no Cunene
Tabela A.17 - Valores de densidade de descargas
(descargas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província do Cunene
EO EN
CEO E
ESTES EN
EX E
A.19 — Província do Cuando Cubango
: - N
t BIÊ / á Ã
| í
HUÍLA
Y
a e :
eo ce | "
mas —S——
EA
=.
usas
a
Figura À.19 — Densidade de descargas anual em Cuando Cubango
Tabela A.18- Valores de densidade de descargas
(descar gas.km?/ano) por sede de comuna para a
Província do Cuando Cubango
TES E
TES E
Luengue 2,64
EO E
ANEXO B (Normativo) - Protecção das Pessoas
Contra Contactos Eléctricos Provocados por Descargas
Atmosféricas
B.1. Medidas de protecção contra as lesões de seres
humanos em razão das tensões de contacto e de passo
B.1.1. Medidas de protecção contra as tensões de contacto
No exterior da estrutura, na proximidade dos condutores
de baixada, em condições particulares, a tensão de contacto
pode ser perigosa mesmo se o SPDA exterior com dispositivo
de ionização foi concebido e instalado conforme os requisitos
abaixo indicados.
Os riscos para as pessoas podem ser considerados como
negligenciáveis se as condições seguintes são satisfeitas:
A probabilidade para que as pessoas se aproximem e a
duração da sua presença no exterior da estrutura
e na proximidade dos condutores de baixada é
muito fraca;
Os condutores naturais de baixada são constituídos por,
pelo menos, dez pilares da estrutura metálica da
estrutura ou de vários pontos em aço interligados,
assegurando a sua continuidade eléctrica;
A resistência de contacto da camada de área do solo,
até três metros dos condutores de baixada, não é
inferior a 100 k|].
NOTA: Uma camada em material isolante, como por
exemplo uma camada de asfalto de cinco centímetros ou uma
camada de gravilha de 15 centímetros, reduz os riscos a um
nível tolerável.
Se nenhuma destas condições é satisfeita, devem tomar-se
medidas de protecção contra as lesões de seres vivos em razão
das tensões de contacto tais que:
O isolamento dos condutores de baixada é assegurado
para 100 k V, sob uma impulsão de choque 1,2/50 []s,
por exemplo, para uma espessura mínima de três
milímetros em polietileno reticulado;
Restrições físicas e/ou cartazes de aviso a fim de minimizar a probabilidade de tocar os condutores de
baixada.
B.1.2. Medidas de protecção contra as tensões de passo
No exterior da estrutura, na proximidade dos condutores
de baixada, em condições particulares, a tensão de passo pode
ser perigosa mesmo se o SPDA foi concebido e instalado
conforme as regras do presente documento.
Os riscos para as pessoas podem ser considerados
como negligenciáveis se as condições seguintes
são satisfeitas:
A probabilidade para que as pessoas se aproximem e a
duração da sua presença no exterior da estrutura
e na proximidade dos condutores de baixada é
muito fraca;
Os condutores naturais de baixada são constituídos por,
pelo menos, dez pilares da estrutura metálica da
estrutura ou de vários pontos em aço interligados,
assegurando a sua continuidade eléctrica;
A resistência de contacto da camada de área do solo,
até três metros dos condutores de baixada, não é
inferior a 100 k||.
NOTA: Uma camada em material isolante, como por
exemplo uma camada de asfalto de cinco centímetros ou uma
camada de gravilha de quinze centímetros, reduz os riscos a
um nível tolerável.
Se nenhuma destas condições for satisfeita, devem tomar-
-se medidas de protecção contra as lesões de seres vivos em
razão das tensões de passo tais que:
Equipotencialidade por meio de uma rede de terra
em malha;
Restrições físicas e/ou cartazes de aviso a fim de minimizar a probabilidade de tocar os condutores de
baixada, até três metros.
ANEXO C (Normativo) - PDI:
Procedimentos de Ensaios e Requisitos
C. 1. Condições de funcionamento
C.1.1. Condições Normais
As condições Normais de funcionamento são apresentadas
em seguida:
Temperatura de funcionamento de -20ºC a 60ºC;
Velocidade do vento inferior a 122 km/h.
C.1.2. Condições anormais
As condições anormais de funcionamento são apresentadas
em seguida:
Temperatura de funcionamento inferior a -20ºC ou
superior a 60ºC;
Velocidade do vento superior a 122 km/h;
Neve e gelo;
Local com atmosfera fortemente poluída.
C.2. Requisitos
C.2.1. Requisitos gerais
C.2.1.1. Identificação e documentação
O PDI é identificado pelas seguintes informações indicadas
no produto (marcação):
Nome, logo ou marca comercial do fabricante;
Referência do produto;
Eficácia de avanço à ionização: AT (em us);
Número de série.
C.2.1.2. Marcação
A marcação deve ser realizada de maneira legível e
indelével. Ela deve mencionar, pelo menos, o nome, logotipo
ou marca comercial do fabricante, a referência do produto
e o número de série. A marcação deve ser verificada pelos
ensaios de C.2.6.2.
C.2.2. Requisitos ao avanço de ionização
O avanço à ionização do PDI (AT) deve ser determinado
em conformidade com as modalidades definidas em C.3.5.
Ela deve ser compreendida entre 10 us e 60 us. Se o
resultado de AT é inferior a 10 us, então o pára-raios não é
considerado como um PDI. Caso o resultado de 9T seja superior a 60 us, então todos os cálculos terão de ser efectuados
considerando AT = 60 us.
C.2.3. Requisitos Eléctricos
O PDI deve suportar um impacto de descarga atmosférica
de 100 kA (onda 10/350). Isto é certificado pelos ensaios
definidos em C.3.5.
C.2.4. Requisitos mecânicos
As partes do PDI pelas quais transita a corrente da descarga
atmosférica devem ter uma secção em conformidade com a
Norma EN 50164-2 (eventualmente os protectores utilizados
para a concepção do PDI são submetidos a ensaios durante
os ensaios de resistência da corrente e não são associados às
requisitos mecânicos).
As partes do PDI que devam captar a descarga atmosférica
devemter características dimensionais de acordo com a Tabela
C.] apresentado em seguida:
Tabela C.1 — Material, configuração e secção mínima
do corpo da parte do ponto de impacto
Mena [omones| PRP [|
Cobre, alumínio, liga
, aço inoxidável
(Nota 2)
NOTA 1: O revestimento deve ser liso e contínuo, não
devendo comportar nenhuma mancha de fluxo. A espessura
minima é de 50 ?m.
NOTA 2: Cromo 16 %, níquel 8 %, carbono 0,07 %.
C.2.5. Requisitos ambientais
C.2.5.1. Condições ambientais
O PDI deve suportar as contrariedades ambientais, tais como
nebulosidade salina e atmosfera sulfurosa, características da
poluição junto ao mar e da poluição industrial. Isto é verificado
pelos ensaios de pré-condicionamento descritos em C.3.
C.2.6. Compatibilidade electromagnética
C.2.6.1. Imunidade electromagnética
Os PDI que não comportem nenhum sistema electrónico
ou nos quais todos os componentes são passivos, tais como
diodos, resistências, condensadores, indutâncias, varistâncias
e outros componentes de protecção, não são sensíveis aos
campos electromagnéticos dos ambientes industriais. Em
consequência, nenhum ensaio de imunidade é requerido.
Os outros PDI devem ser objecto de ensaios. Estes PDI
devem estar em conformidade com a Norma de Imunidade
Ambiental Industrial EN 61 000-6-2 para os ensaios aplicáveis.
O funcionamento do dispositivo de ionização e do dispositivo
de ensaio eventualmente integrado no PDI não deve ser perturbado aquando do ensaio. Isto é verificado pela ausência
de faísca detectada visualmente.
C.2.6.2. Emissão electromagnética
Para os PDI que não incorporem nenhum sistema electrónico, ou para os que todos os componentes são passivos,
tais como diodos, resistências, condensadores, indutâncias,
varistâncias e outros componentes de protecção, não gerando
nenhum sinal na ausência de condições de trovoada nenhum
ensaio de emissão é requerido.
Os PDI incorporando circuitos electrónicos devem estar
conformes à Norma de Emissão para o Ambiente Residencial
EN 61000-6-3.
Para os PDI que respondem a estas condições, mas que
comportem módulos de rádio, o conjunto dos requisitos
descritos na Directiva RTTE 1999/5/CE deve ser satisfeito.
C.3. Ensaios de tipo
Os ensaios devem ser realizados numa amostra, de acordo
como estabelecido no organograma apresentado na Figura C.1.
poses Eoceecee ee eecene—ea—
[e ess
| |
i i
H H
| a i
j ij
duo oo o ca o o ao e o o ao oo o mia -m— —— —=— —.= —=—-= —=——..—-—.—.
AO.
TENRA o :
é SODA... ço o sema e. SN
CI DA ao AR A RE SAO MERAS a O as RSA
É qusios acbísntais Tratamento de HA
1 mebulosidade sala H
' '
=—
! Í
; O ENO ss ssa Scr A
a fa
Po
HA no. choques 1
É a] AN A Sp me tn AR Sofa sra Bea aa
Fo cata raça meio recado
=
1, rontração :
| Í
H
i emas | i
' ambientais 1,
Í |
| iscas |
é A as sa aa e AA.
Figura C.1 - Desenvolvimento dos ensaios
C.3.1. Ensaios gerais
C.3.1.1. Informação, documentação e identificação
A verificação da identificação e das marcações deve ser
feita reportando-se aos requisitos de C.2.1.2. A conformidade
é verificada por verificação visual.
C.3.1.2. Marcação
Um ensaio deve ser efectuado sobre todos os tipos de
marcação, exceptuando os que são feitos por pressão, moldagem ou gravação.
O ensaio é efectuado friccionando a marcação à mão,
durante 15 segundos, com um esfregão de algodão embebido
em água e, durante 15 segundos novamente, com um esfregão
de algodão embebido em hexano alifáticos.
NOTA: O hexano é definido por aromáticos alifáticos
máximos a um de 0,1% em volume, um valor de 29 kauributanol, uma temperatura inicial de ebulição de cerca de 65 ºC, a
um ponto de ebulição final de cerca 69 ºC e massa volúmica
de 0,68 g/cnº.
Após este ensaio, a marcação deve ser visível.
C.3.2. Características dimensionais
À verificação das características dimensionais, com as
suas tolerâncias, é realizada sobre a base dos planos e dos
dados do fabricante:
Determinação da parte captora;
Cálculo da secção do corpo da parte captora;
Cálculo da secção das partes nas quais a corrente deve
transitar.
C.3.3. Condicionamentos ambientais
C.3.3.1. Tratamento em ambiente salino
Ensaio de ambiente salino segundo a EN 60068-2-52,
excepto para Secções 7, 10 e 11, onde não é aplicável.
O ensaio realiza-se com uma severidade de nível 2.
C.3.3.2. Tratamento sob atmosfera sulfurosa húmida
Ensaio em atmosfera sulfurosa húmida segundo a Norma
ENISO 6988, com sete ciclos e uma concentração de dióxido
de enxofre de 667 ppm (em volume).
Cada ciclo dura vinte e quatro horas e consiste num
período de aquecimento de oito horas, a uma temperatura de
40 ºC + 3 ºC em atmosfera húmida saturada, seguida de um
período de repouso de 16 horas. Após este período de repouso
a atmosfera sulfurosa húmida é renovada.
C.3.4. Ensaios de resistência à corrente
Após o pré-condicionamento ambiental e sem limpeza da
amostra, submete-se o PDI aos seguintes ensaios.
Ensaio de corrente de choque Ly
A impulsão de ensaio 1. , é definida por 1 .., Q e W/R.
Uma impulsão unipolar de corrente deve respeitar os parâmetros em 10 ms.
Uma forma de onda típica, podendo realizar estes parâmetros é a onda 10/350. A relação entre I.,, Q e W/R é dada
pelas fórmulas:
Q(AD=0,5x1,,,(kEA) (C.D
T (2) QUA (Cc)
As tolerâncias sobre o valor crista da corrente Icrista, a
carga Q e a energia específica, W/R, são:
Lesista + 10%,
Q + 20%;
W/R + 35%,
À amostra deve ser submetida três vezes a uma corrente
de ensaio apresentada na Tabela C.2. O intervalo de tempo
entre cada ensaio deve permitir à amostra arrefecer à temperatura ambiente.
Tabela C.2 — Valor da corrente Lo
WR (0/2)
o TS Sm
Declaração de ensaio:
À amostra passou o ensaio se os registos tensão/corrente
e a inspecção visual não revelarem nenhuma indicação de
deterioração ou de perfuração da amostra, à excepção das
partes escoando a corrente de descargas atmosféricas onde
traços de ionização e uma fusão superficial na superfície
podem aparecer.
C.3.5. Ensaios do avanço de ionização
À norma de referência para os procedimentos de ensaios é a
EN 61180-1. O PDI deve ser instalado e ligado electricamente
conforme as instruções do fabricante. Aquando dos ensaios,
nenhuma manutenção ou desmontagem do PDI é admissível.
Deverá observar-se que boas técnicas de ensaios são
necessárias para os ensaios de contactos e para as medidas,
de modo a assegurar-se que os valores correctos de ensaios
são registados.
C.3.5.1.1 Caracterização do pára-raios de haste simples
de referência
O pára-raios de haste simples (PHS) de referência deve
respeitar as cotas indicadas no esquema que se segue:
NM esa O Cone (3 28 mm na base,
ponta de raio de curvatura 1 mm
O DS28mm
| É
&
-
de contacto mínimo = 400 cm”
Legenda:
d>1m
Figura C2. — Pára-raios de haste simples (PHS)
C.3.5.1.2. Dimensões da montagem de ensaios
As dimensões da montagem de ensaios são as seguintes:
A altura dos pára-raios (h) é superior ou igual a um
metro. A diferença de altura entre as duas pontas
deve ser inferior a 1%,
A distância plateau superior/solo (ED deve ser superior
a dois metros. A relação l/H deve ser compreendida entre 0,25 e 0,5;
O plateau superior tem a distância prato/solo (H) como
a mais pequena dimensão horizontal;
A ponta de diâmetro 28 milímetros, suporte dos pára-
-raios, assenta sobre um suporte quadrado de
lado 0,2 metros.
As figuras seguintes apresentam duas configurações de
ensaios correspondentes, respectivamente, ao ensaio do PHS
de referência (definido na Figura C.2) e ao ensaio do PDI:
biada R
Figura C.3 - Montagem experimental do PHS
Plateau
d
H
h
PDA
Figura C.4 - Montagem experimental do PDI
C.3.5.2. Condições experimentais
A eficácia de um PDI é avaliada comparando em laboratório
de alta tensão o instante de impacto do traçador ascendente
que emite, com aquele que é emitido pelo PHS.
Para isto o PHS e o PDI são avaliados um após outro nas
mesmas condições eléctricas, geométricas e climáticas aquando
dos ensaios em laboratório simulando as condições naturais de
início da descarga de captura (traçador positivo ascendente).
C.3.5.2.1. Simulação do campo no solo
O campo natural no solo existente antes de um impacto de
descargas atmosféricas tem consequências sobre as condições
de formação do efeito corona e das cargas espaciais existentes.
E assim, por consequência, recomendável simulá-lo, aplicando
uma tensão contínua negativa que crie campos eléctricos entre
os plateaus e o solo compreendidos entre -20 k V/m e -25 k VVm.
C.3.5.2.2. Simulação do campo impulsional
O campo impulsional pode ser simulado por um choque
de manobra negativa com um tempo de subida compreendido
entre 100 []s e 1000 []s. A pendente da forma de onda, aquando
da iniciação da ascensão, deverá estar compreendida entre
2x 10º V/im/s e 2x 10º V/m/s. Uma forma de onda tipo é de
250/2500 conforme a EN 60060-1 (só a tolerância em avanço
é importante).
C.3.5.2.3.1. Grandezas a controlar - Medidas a efectuar
Os parâmetros eléctricos a controlar e a registar são a forma
e a amplitude das tensões aplicadas (calibração do campo
ambiental, onda de tensões impulsional, corrente associada)
para a PHS e o PDI.
Para isto, as regulações que devem ser efectuadas são:
A tensão de polarização contínua;
A onda impulsional que provoca o impacto sobre o
pára-raios de haste simples: a tensão a aplicar é
determinada por um procedimento «up and dowr>
simplificado de maneira a obter o valor U100 com
uma precisão final de 1%,
C.3.5.2.3.2. Condições geométricas
A distância deve ser estritamente a mesma (+/- um milímetro)
em cada configuração de ensaio; ela deve ser controlada antes
de cada configuração (ver as Figuras C.3 e C.4).
C.3.5.2.3.3. Parâmetros climáticos
As condições climáticas (pressão, temp eratura, humidade
relativa) devem ser controladas no início, ao meio dos ensaios
de cada série e no fim dos ensaios para a configuração de ensaio.
Para que as configurações de ensaios do PHS e do PDI
sejam consideradas como idênticas (mesma tensão U100), as
variações dos parâmetros climáticos devem respeitar os valores
definidos na Tabela C.3. Se não, é recomendável remedir a
tensão U1 00 antes da configuração seguinte.
Tabela C.3 — Variação dos parâmetros climáticos
aquando dos ensaios
ensaios
Os valores são anotados no relatório de ensaio, mas não
conduzem a correcções. C.3.5.2.3.4-Número de choques
por configuração
Para cada configuração, os 50 primeiros contactos válidos
serão registados. (Exemplo de choquenão válido: pré-ionização
do gerador). O tempo de relaxação entre choques deve ser
de dois minutos. Este valor deverá ser mantido ao longo
dos ensaios.
C.3.5.2.3.5. Medida de avanço de ionização do PDI
O critério retido para a avaliação da eficácia de um PDI
é a sua capacidade para captar um traçador ascendente antes
do PHS instalado nas mesmas condições, de forma repetitiva.
Medir para cada choque válido sobre o PHS, depois sobre o
PDI, o valor T do instante de captura do traçador ascendente.
O tempo T é medido entre o ponto de intersecção do eixo
dos tempos com a curva de tensão impulsional e o tempo
correspondente à variação brusca da pendente da tensão
impulsional correspondente a uma captura.
À partir das medidas dos instantes de captura dos traçadores
ascendentes de um PHS e de um PDI, calcular os instantes
médios de captura Tmoy',,, Tmoy',,, a partir dos choques
válidos, respeitando os parâmetros.
Da mesma forma as falhas-tipo das duas distribuições são
calculadas ([]; E [lhya):
C.3.5.2.4. Determinação do avanço de ionização do PDI
O avanço de ionização é determinado em relação a uma
onda de referência, definida por um tempo de subida T, =
650 []s e a forma definida para a Figura C.5.
Deduzir a estes campos E, à média da forma de onda
de referência, os instantes de captura traduzidos à curva de
referência T,,, e T,,, servem ao cálculo do avanço da captura
ou ionização []T ([|s) = Tu; - Topa
t (ps)
D 100 200 300 400 500 8€00 700 800 OCO ft0M0
2,00
EE A EA
5,10 |
na E EE EO
em EE EE
na ERES EEE
É aa EAST EO
ENE:
20 V |
an EEN EEE
ea ENE eo
|
am EEE ECA
TESE
Figura C.5- Onda de referência experimental
Sobre a forma da onda de referência, à qual o valor dos
campos E,, é fixado ao valor do campo máximo experimental
Ent sobrepor a curva experimental.
Tmoy'PDI e Tmoy'PHS são ligados aos campos E à média
da curva experimental. Deduzir esses campos E, ao meio da
forma da onda de referência, os instantes de ionização levados
de volta para a curva de referência e T,., T,, utilizada para
calcular a eficiência [IT ([|ls) =T 1; - Tyr
= t
em T ks AI, (es)
FT
| | | —— Onda de referência
À |
| |
| | | | —— Onda de medida
EX |
Vi] |
| | [| |
VW
Vi | |
| |
A. |
EN
|
>= | |
É À |
À |
HA | |
| À |
VERA |
| | |
| |
E | > |
Em e . ' 3
Evo — = =
Figura C.6. — Princípio da correcção gráfica
C.3.5.2.5. Validação do efeito PDI
Os valores médios T,,, e T,,, e as falhas-tipo [],, E [Jus
são calculados. O pára-raios submetido aos ensaios é um PDI
caso sejam satisfeitas as seguintes condições:
Tia = Togo
UisãE 0,8] pus
Tia Tis210 [a
C.4. Estrutura e conteúdo do relatório de ensaio
O objectivo da presente instrução consiste em fornecer os
requisitos gerais a propósito dos relatórios sobre os ensaios de
laboratório. O presente documento tem por objectivo promover
os procedimentos dos relatórios claros e completos destinados
aos laboratórios que submetem os relatórios de ensaios.
Os resultados de cada ensaio feitos pelo laboratório devem
ser relatados com precisão, clareza, sem ambiguidades e de
maneira objectiva, conforme as instruções dos métodos de
ensaios. Os resultados devem ser relatados sob a forma de
umrelatório de ensaios e devem incluir todas as informações
necessárias para a interpretação dos resultados dos ensaios e
todas as informações requeridas pelo método utilizado.
Uma atenção particular deve ser dada à constituição do
relatório, em particular no que concerne à apresentação dos
dados de ensaio e à facilidade de assimilação pelo leitor.
O formato deve ser série e particularmente concebido para
cada tipo de ensaio levado a cabo mas os títulos devem ser
normalizados como indicado no presente documento.
A estrutura de cada relatório deve, pelo menos, incluir
o seguinte:
Identificação do relatório;
Título ou matéria do relatório;
Nome, morada e número de telefone do laboratório
responsável dos ensaios;
Nome, morada e número de telefone do laboratório
auxiliar onde os ensaios foram levados a cabo com
sucesso se ele for diferente da empresa afectada
à execução dos ensaios;
Número de identificação único (ou número de série)
do relatório de ensaio;
Nome e morada do vendedor/fabricante;
O relatório deve ser paginado e o número total de
páginas indicado;
Data de publicação do relatório;
Data(s) de execução do/dos ensaio(s);
Assinatura e título ou identificação equivalente da(s)
pessoa(s) autorizada(s) a validar, em nome do
laboratório de ensaios, o conteúdo do relatório;
Assinatura e título da/das pessoa(s) responsável(eis)
dos ensaios;
Descrição da amostra;
Descrição detalhada e identificação não ambígua da
amostra de ensaio e/ou do conjunto do ensaio;
Caracterização e condição da amostra de ensaio e/ou
do conjunto do ensaio;
Fotografias, esquemas ou toda outra documentação
visual;
Normas e referências;
Identificação da norma de ensaio utilizada e data de
publicação da norma;
Outra documentação pertinente com a data de
documentação;
Procedimento de ensaio;
Descrição do procedimento de ensaio;
Justificação de todas as falhas, adições ou exclusões
em relação à norma referenciada;
Toda a outra informação pertinente para um ensaio
específico, como por exemplo, as condições
ambientais;
Configuração do conjunto de ensaio;
Localização do dispositivo na zona de ensaio e técnicas de medida;
Equipamento de ensaio, descrição;
Descrição do equipamento utilizado para cada ensaio
levado a cabo com sucesso, como por exemplo
o gerador;
Descrição dos instrumentos de medida;
Características e data de aferição de todos os instrumentos utilizados para medir os valores especificados na Norma;
Resultados e parâmetros tidos em conta;
Osresultados medidos, observados ou deduzidos devem
ser claramente identificados.
NOTA — O que aqui se precede deve ser apresentado sob
a forma de tabela, de gráficos, de esquemas, de fotografias ou
outros documentos de observação visual apropriados.
Instrução de sucesso/insucesso identificando a parte
do ensaio para a qual a amostra falhou e uma
descrição da falha. Ela deve ser ilustrada por
esquemas, fotografias ou todos outros documentos
de observações visuais apropriados.
C.5. Reparação e manutenção dos PDI
A fim de verificar o bom funcionamento dos PDI, o
fabricante deve descrever nas instruções de verificação e
de manutenção os dispositivos a prever para a reparação e a
manutenção do seu produto.
Estas instruções devem conter, no mínimo, as informações seguintes:
A operação, ou as operações, a realizar aquando da
verificação visual do SPDA;
A operação, ou as operações, a realizar aquando da
verificação completa do SPDA;
Os equipamentos de ensaio que possam ser necessários
para proceder à verificação do produto;
Os critérios de bom funcionamento do produto;
As acções a seguir em caso de mau funcionamento
do produto.
Assim, se o PDI necessita de uma manutenção periódica
particular, como por exemplo a substituição de um acumulador,
as indicações fornecidas com o produto devem especificá-lo.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
Decreto Presidencial n.º 64/15
de 9 de Março
Considerando que no âmbito dos esforços para o desenvolvimento do País, o Governo da República de Angola está
empenhado em promover projectos de investimentos que
visam a prossecução de objectivos económicos e sociais de
interesse público, nomeadamente a melhoria do bem-estar das
populações, o aumento do emprego, bem como o fomento do
empresariado angolano;
Tendo em conta que a investidora interna «-DIFERREIRA
— Comércio Geral, Importação e Exportação, Limitada»,
pretende implementar um projecto de investimento privado
que consiste na construção de 3.500 habitações sociais do
projecto denominado «Vila Azul» localizado nas Províncias
de Luanda, Cabinda, Kwanza-Sul e Malanje;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d)
do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição
da República de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º#
Aprovação
É aprovado sob o regime contratual, o projecto de investimento «DIFERREIRA — Comércio Geral, Importação e
Exportação, Limitada», no valor de USD 221.256.000,00
(duzentos e vinte e um milhões e duzentos e cinquenta e
seis mil dólares norte-americanos), bem como o Contrato
de Investimento anexo ao presente Diploma e que dele é
parte integrante.
Artigo 2.º#
Aumento de Investimento
AANIP — A gência Nacional para o Investimento Privado
pode, nos termos do disposto no artigo 78.º da Lei n.º 20/11, de
20 de Maio (Lei do Investimento Privado), aprovar o aumento
de investimento e alargamento da actividade que o projecto
venha a necessitar no quadro do seu contínuo desenvolvimento.
Artigo 3.º#
Dúvidas e omissões
As dúvidas e omissões que se suscitarem da interpretação e
aplicação do presente Diploma são resolvidas pelo Presidente
da República.
Artigo 4.º#
Entrada em vigor
O presente Diploma entra em vigor na data da sua publicação.
Publique-se.
Luanda, aos 4 de Março de 2015.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
CONTRATO DE INVESTIMENTO PRIVADO
Entre:
O Estado da República de Angola, Representado pela
Agência Nacional para o Investimento Privado, com sede em
Luanda, na Rua Cerqueira Lukoki, n.º 25, 9.º andar, Edifício
do Ministério da Indústria, neste acto representada por Maria
Luísa Perdigão Abrantes, na qualidade de Presidente do
Conselho de Administração, com poderes legais e estatutários
para o acto (doravante designados por «Estado» e «ANIP»,
respectivamente); e
«DIFERREIRA — Comércio Geral, Importação e Exportação,
Limitada», pessoa colectiva de direito angolano, entidade
residente cambial, investidor Interno, com sede social na
Rua Doutor Tomé Agostinho das Neves, n.º 28, rés-do-chão,
Luanda, com o NIF 5417024465, matriculada na Conservatória
do Registo Comercial de Luanda sob o n.º 759-08/080513,
neste acto representada por Nelson Prata, na qualidade de
procurador, com poderes para o acto (doravante designada
por Investidor Interno).
Considerando que:
O Investidor Interno pretende implementar um pro-
Jecto de investimento privado para a construção
de 3.500 habitações sociais do projecto denominado «Vila Azul», nas Províncias de Cabinda,
Kwanza-Sul e Malanje, projecto que vai permitir
aumentar a oferta de habitações sociais condienas
e a substancial melhoria do saneamento básico da
população daquelas províncias;
O Investidor Interno declara-se conhecedor e consciente dos princípios que norteiam a actual política
do investimento privado em Angola, designadamente, os contidos na Lei n.º 20/11, de 20 de Maio
(Lei do Investimento Privado), que se compromete
a cumprir e a respeitar na íntegra.
É, nos termos do artigo 53.º da Lei do Investimento
Privado, celebrado livremente e de boa-fé o presente Contrato
de Investimento Privado, que se rege pelo disposto nas
seguintes cláusulas:
CLÁUSULA 1.º
(Natureza e objecto do Contrato)
O presente Contrato tem natureza administrativa.
O Contrato de Investimento tem por objecto a construção
de 3500 habitações sociais.
