Preâmbulo
Decreto Presidencial n.º 214/15
de 8 de Dezembro
Em conformidade com o Decreto Legislativo Presidencial
n.º 5/12, de 15 de Outubro, que aprova a Organização e
Funcionamento dos Orgãos Auxiliares do Presidente da
República e considerando a necessidade de aprovação do
Plano Nacional Estratégico da Administração do Território
(PLANEAT) para o período 2015-2025;
Tendo em conta o estabelecimento de uma ferramenta
de execução estratégica para o cumprimento das políticas
e estratégias do Governo para o Sector, e integrar de forma
eficaz e coordenada a actuação dos diferentes Ministérios ao
nível das administrações locais;
Havendo necessidade de se assegurar maior coordenação
e entrosamento entre o Governo, os cidadãos, as empresas,
as famílias e as comunidades no compromisso assumido de
fortalecer cada vez mais a Administração Pública, visando
a melhoria dos serviços prestados e a prossecução do interesse público;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d)
do artigo 120.º e do n.º 3 do artigo 125.º, ambos da Constituição
da República de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º#
Aprovação
É aprovado o Plano Nacional Estratégico da Administração
do Território 2015-2025, anexo ao presente Decreto Presidencial
e que dele é parte integrante.
Artigo 2.º#
Dúvidas e omissões
As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e
aplicação do presente Diploma são resolvidas pelo Presidente
da República.
Artigo 3.º#
Entrada em vigor
O presente Decreto Presidencial entra em vigor na data
da sua publicação.
Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 23
de Setembro de 2015.
Publique-se.
Luanda, aos 28 de Outubro de 2015.
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS.
«Um tão vasto e abrangente Programa não pode ser executado sem se pensar também na reforma da administração
local. Essa reforma assentará nos princípios da desconcentração e descentralização administrativas, consagrados na
Lei Constitucional (Constituição).
O objectivo global a prosseguir será a criação de uma
Administração Local e de um Poder local, que respondam,
com eficácia e eficiência às necessidades das comunidades
locais e ao desenvolvimento do País.»
José Eduardo dos Santos
Presidente da República
PLANO NACIONAL ESTRATÉGICO DA
ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO — PLANEAT
2015 - 2025
Sumário Executivo
O Plano Nacional Estratégico da Administração do
Território PLANEAT) resulta de um trabalho de sistematização, formulação, aprofundamento e integração de orientações
contidas num vasto conjunto de documentos com origens e
âmbitos bastante distintos. Foram considerados os principais
documentos estratégicos governamentais, nomeadamente a
Estratégia «Angola 2025», o PND 2013-2017 e a legislação
em vigor relativa às Autarquias Locais e aos Órgãos da
Administração Local do Estado. Foram também analisadas
as grandes tendências internacionais neste campo e também o
contexto político-administrativo e socioeconómico de Angola.
Este exercício foi concretizado numa óptica de continuidade
com a anterior actuação do Ministério da A dministração do
Território (MAT) de forma a assegurar a coerência com a
estratégia que tem direccionado a actuação do Ministério.
Assim, este Plano oferece uma visão estratégica que reflecte
os princípios que pautam a actuação do Ministério e que se
materializa numa estrutura lógica que enquadra um ambicioso
conjunto de programas que visam alcançar os objectivos
estratégicos delineados para o período. O desenvolvimento
destes projectos contemplou um minucioso e estruturado plano
de implementação que apoiará os actores da Administração
do Território na implementação deste instrumento.
Com base nestes documentos orientadores e no enquadramento realizado foi estabelecida a visão estratégica para
a Administração do Território que pautará a actuação dos
Ministérios ao longo do horizonte temporal em que assenta.
Este documento visa igualmente contribuir de forma concreta
para a cabal materialização dos objectivos e atribuições
do Ministério da Administração do Território. Tal requer a
existência de um plano de implementação estruturado em
objectivos, resultados, indicadores e actividades com prazos
de execução e estimativas de custo definidas. Como tal, o
PLANEAT 2015-2025 não só define os objectivos a atingir
com esta estratégia mas também o modo de a corporizar. O
PLANEAT contempla programas e projectos, devidamente
calendarizados, em que são identificados os responsáveis pela
execução e os resultados esperados de cada iniciativa. Deste
modo, este documento é uma ferramenta de apoio à acção do
MAT e demais sectores envolvidos na administração do território e no desenvolvimento local, facilitando a implementação
das iniciativas nele enunciadas e a respectiva monitorização
no seu quotidiano.
Pelos motivos aqui expostos, o «Plano Nacional Estratégico
da Administração do Território 2015-2025» permite, assim,
prosseguir o esforço de desenvolvimento e modernização da
Administração do Território, a nível central e local, contribuindo para uma governação mais eficiente, mais próxima
do cidadão e mais capaz de causar um impacto significativo
no desenvolvimento de Angola.
O MAT é, tal como definido pelo seu estatuto orgânico,
o departamento responsável pela formulação, coordenação,
execução e avaliação das políticas do Governo no que conceme à Administração Local do Estado, à Administração
Autárquica, à organização e gestão territorial, às autoridades
e comunidades tradicionais, bem como ao apoio à realização
de processos eleitorais a nível geral e local.
O MAT tem, portanto, o papel fundamental de assegurar
a concretização do poder executivo em toda a extensão do
território nacional e integrar de forma eficaz e coordenada a
actuação dos diferentes ministérios ao nível das administrações
locais. Face a este cariz coordenativo do Ministério, urge
assegurar que exista uma planificação clara de todas as actividades a desenvolver que possibilite concretizar cabalmente
as suas atribuições.
Mais relevante ainda é a definição das linhas de orientação
do MAT no sentido de promover o seu papel na transposição
das políticas do Governo ao nível dos diferentes Ministérios
para o nível local, reforçando a capilaridade da A dministração
Pública e garantindo que a autoridade governativa chega a
todo o território angolano.
Deste modo, o MAT deverá assumir-se como a alavanca
essencial para o cumprimento das políticas e estratégias do
Executivo e dos programas dos Ministérios que o integram
e também como o garante do completo entrosamento entre
o Governo e o Cidadão no compromisso com a construção
de uma melhor Administração Pública e de um país melhor
para os angolanos.
É com estes desígnios que surge o PLANEAT — Plano
Nacional Estratégico da Administração do Território para o
período 2015-2025.
Enquadr amento
O MAT tem um papel predominantemente organizativo
que exige uma complexa integração de políticas e estratégias
que se deverão manifestar a múltiplas dimensões.
Por um lado, é necessário direccionar através dos diferentes
canais da administração local as orientações do Governo
Central. Paralelamente, essa interacção «vertical» deve ser
coordenada transversalmente com os diversos ministérios
cuja intervenção produz impactos a nível local. A conjugação
destes dois planos distintos implica uma gestão de uma terceira
dimensão, à qual subjaz a variável «tempo», que se traduz na
necessidade de estabelecer prioridades de forma a atentar nos
constrangimentos impostos pela escassez demeios disponíveis
para concretizar esta complexa actuação.
Assim, é fundamental observar e considerar os inputs
relevantes em cada um destes planos e integrar a informação
das diversas fontes na elaboração do PLANEAT, assegurando
uma estratégia sólida, adequada à realidade do MAT e do seu
contexto e orientada para o futuro.
Neste sentido, numa abordagem top-down, foram primeiramente consideradas as grandes orientações e tendências a
nível internacional.
Tanto as organizações ou convenções das quais Angola
é signatária, com um maior peso institucional, como outras
entidades e organismos cujo know-how relevante na matéria
traduz o pensamento de vanguarda em assuntos relacionados
com a esfera de actuação do MAT. Importa também destacar
as iniciativas e programas de cooperação cujo âmbito poderá
ser enquadrável nas atribuições do MAT, de forma a explorar
oportunidades de financiamento externo que exponenciem as
actividades do Ministério.
Admin.
Central
Admin.
Local
Pretende-se que cerca de 20% do orçamento total do
PLANEAT seja financiado desta forma.
Seguidamente, da esfera internacional foca-se especificamente narealidade de Angola. Para tal importa compreender
o contexto socioeconómico e geográfico do país. É o conhecimento aprofundado destes contextos que permite definir
iniciativas pertinentes e realísticas que estejam devidamente
adequadas ao cenário actual.
Simultaneamente, é imperativo que a estratégia do MAT se
enquadre nas linhas orientadoras de toda a acção do Governo,
tanto no imediato, com reflexo no Orçamento do Estado, como
no médio e longo prazos, patentes em documentos orientadores
como o Plano Estratégico «Angola 2025» e o Plano Nacional
de Desenvolvimento 2013-2017. Finalmente, aprofunda a
análise com enfoque específico no MAT, deve-se considerar
quais são as incumbências do Ministério e o seu objectivo
estatutário mas, muito para além disso, compreender qual
é o verdadeiro potencial estratégico do MAT. É essa visão,
contemplando as limitações que se colocam ao MAT no
imediato, que sustenta a definição dos objectivos estratégicos
do MAT e as vias para os alcançar.
As diferentes dimensões de actuação do MAT integram-
-se por via de um plano de acção que aborda os desafios
identificados nos três níveis em análise.
1. A Administração do Território como Factor
de Desenvolvimento
1.1. A Necessidade de uma Administração do Território
Aolongo dos tempos, os principais drivers de crescimento
das cidades foram sempre a disponibilidade de trabalho e a
existência de uma base de consumidores condensada, como
sucedeu, por exemplo, durante a revolução industrial. No
entanto, o crescimento urbano não ocorreu, na maior parte
dos casos, de forma sustentada, gerando problemas a nível da
gestão urbana. O impacto negativo deste fenómeno resultou
também num aspecto mais preocupante para os governos.
A macrocefalia da malha urbana, comum mesmo em países
mais desenvolvidos, cria fortes desequilíbrios entre os meios
urbanos e rural e limita o crescimento sustentável em ambos,
resultando em problemas de várias naturezas — desemprego,
criminalidade, poluição, transportes e até alterações climáticas.
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Recentemente começou a reverter-se esta tendência sobretudo em países desenvolvidos, observando-se movimentos
migratórios do meio urbano para o meio rural. Contudo, o
desenvolvimento equilibrado do território não sucede de forma
natural. O investimento, tal como os movimentos migratórios,
tende a focar-se nas áreas urbanas mais desenvolvidas, criando
um ciclo vicioso que intensifica as disparidades entre regiões.
É esta conjugação de factores que consubstancia a importância fundamental da Administração do Território. Tal levou,
inclusivamente, ao surgimento de um ramo das ciências sociais
designado por Ciência Regional que visa analisar como o
tecido urbano afecta o desenvolvimento dos países e regiões
e compreender em que medida diferentes factores impactam
esse desenvolvimento.
Como tal, a Administração do Território, suportada por
factos científicos concretos, é essencial para assegurar o
desenvolvimento equilibrado e sustentável de um país.
Angola tem nitidamente uma estrutura económica, social
e urbana macrocéfala, estando uma elevada percentagem da
população e da actividade económica concentradas em Luanda.
Por contraste, várias regiões do País, sobretudo no interior,
perderam população para as cidades e oferecem menos atractivos para a fixação de populações e para o desenvolvimento
da economia.
; 7 o PS
Por isso a Administração do Território, por via do MAT e
das administrações locais, desempenha um papel estratégico
fundamental no desenvolvimento das regiões periféricas e
no esbatimento das discrepâncias entreregiões. Será a eficaz
coordenação pela AT das políticas do Governo para as várias
áreas com a actuação dos responsáveis a nível local que permitirá, de facto, implementar as iniciativas desenhadas pelos
governantes e alcançar os resultados desejados.
1.2. Metodologias para uma Administração do
Território Eficaz
O tema do desenvolvimento do território nacional levanta a
questão da transposição para as unidades administrativas locais
das orientações do Governo Central. Será, por isso, importante
definir planos a nível regional e local que explorem o potencial
local. Isto implica pensar o desenvolvimento do território a
partir dos recursos locais existentes e não olhar apenas ao
investimento externo ou a projectos concebidos centralmente.
Uma das prioridades da estratégia actual de desenvolvimento
regional e local é, portanto, o desenvolvimento de valências
em territórios conforme as suas vantagens competitivas. Este
factor torna-se ainda mais premente face ao actual cenário de
grande incerteza e exigência. Assim, é necessário fomentar
a inovação, o empreendedorismo, a capacitação do capital
humano e a flexibilidade do tecido produtivo. Importa então,
para além de realizar projectos industriais de grande dimensão,
impulsionar projectos de dimensão mais reduzida mas que
permitam a transformação progressiva do tecido económico
regional e local. Importa igualmente reforçar a ideia de que
será prioritário olhar para os recursos endógenos de cada região
e estabelecer estratégias de desenvolvimento direccionadas
para a promoção de complementaridades, diversificação e
colaborações interterritoriais.
De facto, a estratégia de desenvolvimento local pressupõe
que as acções baseadas nas características de cada localidade e
região, que tratam de explorar eficientemente o seu potencial
desenvolvimento, devem ser coordenadas com as políticas
sectoriais e regionais definidas a nível central, de forma a
acelerar a mudança estrutural da economia. Coloca-se então
uma questão muito pertinente: «Como definir ou escolher as
políticas para o desenvolvimento estratégico duma região?»
Diversos modelos académicos procuram responder a esta
questão. A abordagem de Cocossis & colegas (em Vásquez
Barquero, 1993: 228) apresenta um frame work que evidencia
os factores críticos para uma intervenção bem-sucedida da
administração local.
Neste modelo, o «Hardware» do desenvolvimento local
respeita a todas as infra-estruturas que servem de base aos
processos de mudança estrutural e que são indispensáveis
para o funcionamento do sistema produtivo (p.ex. transportes,
comunicações, hospitais, escolas). O «Software» engloba os
factores imateriais essenciais para o crescimento («krnow-Hhow»>
tecnológico e inovador, capacidade empreendedora, etc.). O
«Orgware» respeita à capacidade da organização responder
eficazmente aos seus desafios competitivos e o «Finware»
concerne aos meios financeiros necessários ao incentivo do
desenvolvimento de um território. Por último, o «<Ecoware»
consiste nos instrumentos que visam preservar os recursos
naturais (a preocupação ecológica tem adquirido cada vez
mais relevância no desenvolvimento local).
Fº = DX
O recurso a cada uma destas ferramentas depende das
especificidades de cada localidade ou região, bem como dos
problemas e desafios de cada território.
2. Enquadramento Geral
Ainda que a Administração do Território seja um tema do
Joro interno do País, há conceitos e orientações definidas por
entidades e organizações internacionais que importaconsiderar:
Em alguns casos, Angola é signatária de convenções ou
membro de organizações deste tipo. Assim, importa efectuar
um levantamento dos princípios e recomendações relacionadas
com A dministração do Território e contemplar, na elaboração
de um Plano de Acção, aquelas que são as grandes tendências
internacionais e as linhas orientadoras de maior relevância
para a realidade Angolana.
Esta observação irá adicionar valor à visão estratégica para
o país, que incorporará uma visão de futuro mais consentânea
com as boas práticas dereferência e promoverá a convergência
face aos países mais desenvolvidos.
2.1. Políticas e Tratados Internacionais
2.1.1. ONU: Objectivos do Milénio e Desenvolvimento
Humano até 2015
Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM)
surgem da Declaração do Milénio das Nações Unidas, adoptada
pelos estados-membros. Os ODM visam o combate à fome
e à miséria, garantir a educação, saúde e sustentabilidade
ambiental para todos, comprometendo-se até 2015 a:
Ertradicar a pobreza extrema e a fome;
Alcançar o ensino primário universal;
Promover a igualdade de género e a autonomização
da mulher;
Reduzir a mortalidade infantil;
Melhorar a saúde materna;
Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças;
Garantir a sustentabilidade ambiental;
Criar uma parceria global para o desenvolvimento.
A capacidade dos governos para cumprir os objectivos
propostos com esta declaração está directamente relacionada
com a sua capacidade executiva que, ao nível local, recai
directamente sob a área de responsabilidade da A dministração
do Território.
O Relatório do Desenvolvimento Humano de 2013, publicado pelo PNUD, faz uma análise profunda e fundamentada
com vista a identificar as principais questões, tendências e
políticas de desenvolvimento. De entre as políticas identificadas como necessárias para a manutenção de ritmos de
crescimento acelerados nos países em desenvolvimento,
o relatório identifica especificamente aquelas com vista à
promoção da representação e participação.
Neste capítulo, o relatório explica que com o aumento dos
níveis de instrução e de acesso à informação as populações
exigem participar mais activamente nos processos políticos e
tornam-se mais exigentes para com os responsáveis políticos.
A maior intervenção pelas populações tem um efeito regulador
que assegura uma maior defesa dos interesses das populações
e um desenvolvimento contínuo e sustentado.
Percentagem de pessoas que vivem com menos
de 1,25 dólares (EUA) por dia”
Africa Subsariaha - Emma
Ásia Meridional! - Fame
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Fonte: Relatório UN 2013 -
Objectivos de Desenvolvimento do Milénio
2.1.2. ONU: Objectivos do Milénio e Desenvolvimento
Humano até 2030
Para o período 2015-2030 estão a ser definidos novos
objectivos de desenvolvimento (objectivos de desenvolvimento
sustentável), nomeadamente:
Pôr fim à pobreza em todas as suas formas e em
todos os lugares;
Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar
e a melhoraria da nutrição, bem como promover
a agricultura sustentável;
Garantir uma vida saudável e promover o bem-estar
para todos, em todas as idades;
Garantir uma educação de qualidade inclusiva e
equitativa e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos;
Alcançar a igualdade de género e capacitar as mulheres e as raparigas;
Garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da
água e saneamento para todos;
Garantir acesso à energia a preços comportáveis,
fiável, sustentável e moderna para todos;
Promover um crescimento económico sustentado,
inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos;
Construir infra-estrutura resistentes, promover a
industrialização inclusiva e sustentável e incentivar a inovação;
Reduzir a desigualdade em cada país e entre os países;
Tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;
Garantir padrões de consumo e de produção
sustentáveis;
Tomar medidas urgentes para combater as mudanças
climáticas e os seus impactos;
Conservar e usar de forma sustentável os oceanos,
os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;
Proteger, restaurar e promover o uso sustentável
dos ecossistemas terrestres, gerir as florestas de
uma forma sustentável, combater a desertificação
e travar ereverter a degradação da terra e impedir
a perda de biodiversidade;
Promover sociedades pacíficas e inclusivas para
o desenvolvimento sustentável, proporcionar o
acesso à justiça para todos e construir instituições
eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis;
Reforçar os meios de implementação e revitalizar a
parceria global para o desenvolvimento sustentável
das Finanças, Tecnologia, Capacitação, Comércio, Políticas e coerência institucional, parcerias
entre vários intervenientes e dados monitoria e
responsabilização.
2.1.3. SADC: Plano Estratégico de Desenvolvimento Regional
Ao nível dos países da SADC — Comunidade de
Desenvolvimento dos Países da África Austral, foi elaborado
um Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional
(RISDP) cujas principais áreas de intervenção são as seguintes:
Erradicação da pobreza;
Combate às grandes epidemias, nomeadamente o HI V;
Igualdade do género;
Desenvolvimento da ciência e tecnologia;
Aposta nos sistemas e tecnologias de informação e
comunicação;
Ambiente e desenvolvimento sustentável;
Desenvolvimento do sector privado;
Elaboração de dados estatísticos;
Comércio, liberalização económica e desenvolvimento;
Desenvolvimento de infra-estruturas de apoio à
integração regional e à erradicação da pobreza;
Segurança alimentar sustentável e promoção do
desenvolvimento social e humano.
Em Abril de 2010 ocorreu em Pretória, na África do Sul,
um encontro de dois dias dos Ministros da Administração do
Território da SADC, onde acordaram restabelecer o Fórum
de Ministros dos Governos Locais no sentido de reforçar
a cooperação em matérias relacionadas com a Governação
Local. Acordaram ainda que a questão da descentralização e
reconhecimento da importância da Governação Local deve ser
tema a colocar no topo da agenda da SADC e da União Africana.
Tendo por base a análise das principais áreas de prioridade em termos regionais, foram identificados 5 projectos
a serem desenvolvidos sobre o papel da Governação Local,
nomeadamente:
Definição de áreas naturais transfronteiriças, criando
políticas comuns de gestão dos recursos naturais;
Desenvolvimento de infra-estruturas comuns entre os
países, que permitam o desenvolvimento económico dos mesmos;
Desenvolvimento de programas integrados de gestão
de recursos hídricos e das bacias hidrográficas;
Definição de programas de saúde ao nível transfronteiriço
na prestação de serviços essenciais às populações;
Fomento do comércio transfronteiriço, pela importância económica que revela para as populações que
vivem nessas áreas.
2.1.4. União Africana: Agenda 2063
A Agenda 2063 é simultaneamente uma visão para o futuro
de África e um plano de acção, para que toda a sociedade
africana trabalhe em conjunto na construção de uma sociedade
unida e próspera.
A fim de alcançar a visão da União Africana de «um
sistema integrado, próspero e pacífico no continente africano
impulsionado pelos seus próprios cidadãos e representando
uma força dinâmica na arena global», é necessário definir
diversas acções em várias frentes.
Com o objectivo de incentivar a discussão entre todos os
interessados, a Agenda 2063 é uma abordagem à forma como
o continente deve aprender com as lições do passado, construir
sobre o progresso em andamento e estrategicamente explorar
todas as oportunidades disponíveis no curto e médio prazos,
de modo a assegurar a sua transformação socioeconómica
dentro dos próximos 50 anos.
Em termos operacionais vão ser elaborados 5 planos de
acção, cada um com a duração de 10 anos. Está neste momento
em fase de conclusão o primeiro plano de acção o qual deverá
ser apresentado em Junho de 2015. Para este plano de acção
os principais vectores de aposta são: implementação de uma
rede ferroviária de alta velocidade; implementação do passaporte africano; definição de uma estratégia comum para a
exploração e venda de commodities, tais como o petróleo e
os diamantes; implementação de uma área de comércio livre
em termos continentais; implementação de um projecto de
acesso ao ensino universitário através da internet (e-university);
acabar com as guerras no continente até 2020, entre outras
iniciativas ainda em fase de definição.
2.1.5. Commonwealth: Fórum de Governação Local
Arecalização do Fórum dos Governos Locais da Commonwealth
(CLGF) tem por objectivo, junto do países membros, efectuar
a promoção dos valores democráticos e da boa Governação
Local, assente nos seguintes princípios:
Garantir que o Governo Local é reconhecimento como
uma parte importante do Governo Central de
cada país;
Incentivar o Governo Central a tomar medidas para
apoiar uma melhor Governação Local;
Apoiar os seus membros no desenvolvimento de uma
melhor e mais democrática Governação Local.
O último Fórum realizou-se em Março de 2014 na África
do Sul.
2.1.6. A Experiência Adquirida nos Países da OCDE
A OCDE tem vindo a desenvolver diversos estudos no
âmbito da A dministração do Território, baseada na experiência
e contributo dos vários países que compõem a organização. No
relatório «Regions Matter — Economic Recovery, Innovation
and Sustainable Growth» são apresentados muitos dos ensinamentos retirados desta experiência comum.
Segundo este, actualmente e pela primeira vez na história,
a população urbana excede a população rural e, ao mesmo
tempo, as cidades mais populosas do mundo já não estão
situadas nos países mais ricos. Isto significa que nos países
em desenvolvimento, apesar de a agricultura ainda ser a
actividade económica dominante, verifica-se um êxodo rural.
Este factor coloca pressão adicional nas já precárias condições
habitacionais e sanitárias e propicia o aumento da pobreza
e criminalidade.
No entanto, os benefícios associados a largas aglomerações urbanas são, a partir de um certo ponto, suplantados
precisamente pelos aspectos negativos mencionados antes.
Conforme os dados da OCDE comprovam, as novas teorias
económicas alertam para as deseconomias de aglomeração
que afectam o crescimento económico a partir de um determinado nível de concentração das cidades (sendo a fronteira
dos 1,5 milhões de habitantes aquela que é considerada por
esta organização para definir grandes aglomerados urbanos).
As externalidades negativas de grandes aglomerados urbanos
(custos de transporte elevados, perda de produtividade, custo
do imobiliário, impactos ambientais e problemas sanitários e
de saúde, por exemplo) justificam a correlação negativa entre
população das cidades (a partir de 6 a 7 milhões de habitantes)
e o PIB per capita, segundo os mesmos estudos.
Estes custos são suportados pela sociedade em geral enão
pelas empresas, que geralmente beneficiam das economias de
escala dos grandes centros urbanos. É este facto que realça
a necessidade de intervenção pelos governantes no sentido
de mitigar os desequilíbrios identificados. Desde os anos 60
que as políticas neste campo têm evoluído por tentativa e
erro, defendendo-se hoje em dia uma abordagem integrada e
focada no aumento da competitividade regional, assente nos
seguintes princípios:
Estratégias que englob em factores directos e indirectos
que melhorem a performance de empresas locais;
Maior foco nos recursos endógenos face a investimentos
e transferências externas;
Ênfase nas oportunidades e não nas desvantagens;
Abordagem concertada entre Governo Central (cujo
papel deverá ser menos dominante), Regional e
Local, bem como outros stakeholders.
As políticas regionais conquistaram um pap el mais central
nas estratégias de desenvolvimento dos países da OCDE.
A tabela seguinte resume as principais diferenças desta
nova abordagem face à postura anterior.
o fas penas
Objectivos desvantagens geográficas de | região, aumentando a sua comregiões menos desenvolvidas petitividade
Intervenção
tais e humanos
Naturalmente que este novo paradigma acarreta maior
complexidade na sua implementação, face ao maior número
de interdependências sectoriais e hierárquicas. Como tal, a
coordenação vertical (entre níveis de governação) e horizontal
(entre entidades públicas ou privadas de foco sectorial) entre
as partes envolvidas é fundamental para garantir a eficácia e
coerência destas abordagens.
Esta gestão é importante para ajustar da melhor maneira
os três trade-off's inerentes a este nível de integração:
Balancear a inclusão dos vários elementos considerando
as entropias da burocracia excessiva;
Maximizar os benefícios da informação aprofundada
ao nível local sem perder a perspectiva integrada
do poder central;
Perseguir o objectivo de equidade entre regiões sem
sacrificar um ritmo e um potencial de crescimento
acima da média quando isso se verifique.
O sector público é hoje uma matriz de diferentes dimensões
(funcional, regional, administrativa) pelo que os responsáveis
pela govemação devem saber gerir perspectivas concorrentes, cada uma focada em objectivos particulares. Este papel
enquadra-se perfeitamente no âmbito de intervenção do MAT.
2.1.7. Outras Políticas Internacionais
Face aos factos já referidos, a Administração do Território
tem vindo a ganhar preponderância nas políticas estratégicas de desenvolvimento a nível internacional. No âmbito
das políticas internacionais de administração do território,
destaca-se a «Cooperação Europeia sobre Coesão Territorial
e Desenvolvimento Urbano». Esta estabelece um quadro de
referência para a acção política comum com vista à concretização de políticas territoriais e urbanas para o desenvolvimento
económico sustentável e criação de emprego, bem como
para o desenvolvimento social e ambiental das regiões da
União Europeia.
Na Conferência Europeia de Ministros Responsáveis pelo
Ordenamento do Território em 2000, definiram-se os Princípios
Orientadores para o Desenvolvimento Territorial Sustentável
do Continente Europeu. O seu principal objectivo é a harmonização das expectativas económicas e sociais em relação ao
território com as suas funções ecológicas e sociais, de forma
a contribuir para um desenvolvimento territorial equilibrado.
Passam pela promoção da coesão territorial através de
um desenvolvimento social e económico mais equilibrado
das regiões, pelo incentivo ao desenvolvimento das relações
cidade-campo e à acessibilidade aos meios rurais, pela redução
da pegada ambiental e a valorização dos recursos naturais, pela
promoção do acesso à informação e conhecimento bem como
do património cultural e, por fim, pela exploração sustentável
do turismo e dos recursos energéticos.
Relativamente à África, no 7.º Congresso Ibérico de
Estudos Africanos (CIEA7) discutiu-se a necessidade de incluir
no planeamento físico as vertentes «formal» e «informab>
das sociedades africanas, promovendo um urbanismo mais
abrangente. As cidades africanas caracterizam-se geralmente
por um conjunto de particularidades de âmbito social, demográfico e geográfico que extravasam uma lógica simplesmente
funcional e dificultam ou são inclusivamente incompatíveis
com as abordagens meramente «formais» de planeamento.
As tentativas de concepção da cidade africana de um modo
totalmente planeado (formal) revelaram-se estéreis. Esta
questão é particularmente relevante no contexto angolano
face à dimensão e heterogeneidade, morfológica e cultural,
do País. A dispersão típica dos aglomerados populacionais,
sobretudo no interior, aliada à existência de diversas comunidades tradicionais isoladas exacerbam as dificuldades da
Administração do Território.
A síntese analítica das diferentes experiências internacionais
observadas elucida que as acções de gestão do território com
impacto no ordenamento territorial apontam cada vez mais
para o aumento da competitividade paralelamente à redução
das desigualdades sócio-económicas.
É necessário efectuar uma interpretação crítica dos exemplos
observados de forma a assegurar a coerência e adaptabilidade
à realidade angolana.
22. Tendências no Campo da A dministr ação Territorial
2.2.1. O Caso das Cidades Inteligentes e Sustentáveis
(smartcities)
Estima-se que em menos de 40 anos, 70% da população
mundial irá residir em cidades. Isto levanta questões sobre
a sustentabilidade deste crescimento demográfico, sobre a
poluição a ele inerente e sobre as condições de vida para as
populações no futuro. As infra-estruturas terão que dar melhor
resposta aos desafios dos ambientes urbanos: escassez de energia
e água, poluição e emissões, congestionamento de tráfego,
criminalidade, eliminação de resíduos e riscos de segurança.
Face a estas preocupações, surge a necessidade de melhorar
a gestão da vida nas cidades. O conceito de cidade inteligente
resulta da aplicação de sistemas de gestão, tipicamente baseados
em novas tecnologias, à gestão das cidades.
Isto traduz-se em sistemas inteligentes de gestão de redes
eléctricas, redes distribuição de gás e de água, transportes
públicos e tráfego e gestão eficiente dos consumos. Uma
cidade verdadeiramente eficiente necessita não somente que o
desempenho de cada sistema seja optimizado, mas também que
estes sistemas sejam geridos de uma maneira integrada. Esta
abordagem permite maximizar a eficiência, habitabilidade e
sustentabilidade de uma cidade. Uma cidade eficiente permite
também à comunidade tornar-se mais competitiva na busca
por novos talentos, investimentos e empregos.
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Estima-se que em menos de 40 anos 70% da população
mundial irá residir em cidades.
2.2.2. O Conceito de Clusters Regionais
A par do conceito de globalização, recentemente surgiu
um outro anglicismo nas discussões sobre as questões ligadas
ao desenvolvimento regional: o cluster (ou aglomerado, em
português). Este termo tem uma forte conotação com a ideia
de união, agregação e integração. Neste sentido, os clusters
podem ser vistos como formas de organizações sistémicas de
actividades afins que geralmente cooperam e concorrem na
forma de núcleos integrados de competitividade com vista a
aumentar a produtividade das regiões e das próprias empresas
que o formam.
Clusters são, no fundo, concentrações geográficas de
empresas interligadas, fornecedores especializados, prestadores de serviços e instituições associadas a uma área ou
sector em particular. A experiência recente mostra que para
o sucesso destes núcleos é necessário assegurar a existência
de boas universidades, centros de pesquisa, incubadoras de
empresas, estimulos ao empreendedorismo e interacção com
as empresas locais.
Os principais benefícios associados à criação de clusters são:
Possibilidade de as empresas poderem partilhar
informação e recursos;
Maior facilidade de adaptação conjunta ao meio
envolvente;
Possibilidade de obtenção de economias de escala;
Optimizar investimentos em infra-estruturas de
suporte;
Estimular a competitividade.
O desenvolvimento de clusters é cada vez mais uma
importante tendência de política económica.
2.2.3. As Experiências de Orçamento Participativo
O orçamento participativo é um instrumento que complementa a democracia representativa e que permite que o
cidadão debata e participe activamente nos destinos da sua
cidade ou região. A população debate e define as prioridades
de investimento em obras e serviços a realizar em cada ano
com os recursos do orçamento local.
Esta prática surgiu no final dos anos 80 em algumas cidades
brasileiras, propagando-se pelo Brasil e por outros países
sul-americanos durante a década de 90. Face aos resultados
positivos destas experiências, os movimentos sociais e os
representantes de administrações locais na Europa começaram
também a adoptar o exemplo.
Em África foi sobretudo a cooperação de organizações
intemacionais que impulsionou a introdução de projectos de
orçamento participativo. Há hoje mais de 100 orçamentos
participativos em África e, inclusivamente, redes de apoio à
disseminação do processo.
De acordo com uma publicação de Sintomer, Herzberg &
Rocke (2011), um orçamento participativo deverá observar
cinco critérios:
A vertente orçamental &/ou financeira deve ser discutida;
o orçamento lida com recursos escassos;
O envolvimento no processo tem de ser ao nível de
cidade ou de um departamento (descentralizado)
com órgãos eleitos e algum poder na administração. O nível de bairro não é suficiente;
O processo tem de ter momentos (e práticas) repetidos.
Um encontro ou um referendo sobre questões
financeiras não são exemplos de um orçamento
participativo;
O processo tem de incluir alguma forma de deliberação pública, no âmbito de encontros específicos
ou fóruns. A abertura aos cidadãos das reuniões
dos corpos administrativos ou políticos não é um
orçamento participativo;
A prestação de contas aquando da apresentação de
resultados é essencial.
2.2.4. Descentr alização Político-A dministrativa
O termo descentralização pode ser compreendido como a
transferência de parte dos poderes do Governo Central para
as autoridades regionais ou locais.
Em grande parte dos países do mundo desenvolvido
verifica-se um movimento no sentido de uma nova repartição
de competências entre os vários níveis de administração,
baseadas na atribuição de poderes de autoridade a entidades
de âmbito territorial local ou regional, com legitimidade
democrática, directa ou indirecta.
Esta questão tem originado debates em que se esgrimem
argumentos de diferentes naturezas. Deste modo, interessa antes
analisar as questões essenciais a considerar para fundamentar
uma opinião sobre a descentralização.
Um dos argumentos favoráveis à descentralização respeita
PORQUÊ ao facto de permitir maior proximidade aos cidadãos e
, maior adaptabilidade às preferências locais, menor
descentralizar? burocracia e, nalguns casos, maior eficiência e eficácia,
Para eventuais autarquias metropolitanas, municípios,
PARA ONDE freguesias ou outras subdivisões administrativas
descentralizar? pertinentes.
É essencial saber se a transferência de competências deve
ser universal (e.g. para todos os municípios) ou parcial
(apenas para alguns), em qualquer dos casos se a
descentralização deve ser total ou manter-se um regime de
COMO parceria entre a administração central e local. Nesse caso,
descentralizar? poder-se-ão distinguir dois casos - caso as competências se
Ú mantenham na administração central, mas sejam exercidas
em regime de parceria com à administração local ou caso as
competências sejam transferidas para municípios, mas
exercidas em parceria com a administração central.
O interesse em descentralizar algumas estruturas ou funções do Estado resulta da tese de que a tomada de decisão a
um nível menos centralizado seria mais eficiente e daria aos
governos locais e à sociedade civil maior influência na gestão
dos seus próprios interesses. Estudos recentes de diferentes
organizações internacionais confirmam que a descentralização
tem contribuído siegnificativamente para o desenvolvimento
rural e para a redução das disparidades regionais, dando
mais enfoque aos factores socioeconómicos, aumentando
a transparência e a capacidade de resposta das instituições.
Tipos de Descentralização
Administrativa Delegação de comp etências (decisórias e organizativas) a entidades administrativas hierarquicamente inferiores
Delegação de funções e algumas competências a entidades
administrativas hierarquicamente inferiores
Atribuição de recursos e autonomia financeira a entidades
administrativas hierarquicamente inferiores
Devolução de poderes decisórios, administrativos, financeiros
Democrática | e patrimoniais a pessoas colectivas distintas do Estado (autonomia)
Descentralização vs. Desconcentração Os benefícios que advêm da descentralização não resultam
A primeira grande tendência de descentralização foi a — da quantidade de poderes transferidos, mas sim pela qualidesconcentração administrativa, processo através do qual são — dade das atribuições que se vão efectivamente trespassar.
transferidas funções para os órgãos locais mantendo atomada — Para que as autarquias assumam tarefas que competiam à
de decisão a nível central. Tipicamente, com um processo de — Administração Central e prestem serviços de qualidade ao
desconcentração os governos procuram aproximar os seus — Cidadão é indispensável que lhes sejam concedidos, também,
serviços aos cidadãos, quer mobilizando parte do seu pessoal — OS meios técnicos e financeiros suficientes.
para os órgãos locais quer atribuindo responsabilidades às 1.2.3. Programas de Cooperação |
autoridades locais, mantendo o controlo administrativo sobre No âmbito deste documento, e relevante considerar
o potenciais fontes de financiamento alternativas ao Orçamento
as decisões tomadas localmente. | do Estado A exi ia d : bs :
o : o AA: Geral do Estado. A existência de organizações cuja missão visa
A descentralização, no sentido restrito, é uma transferência Í Í Í = : ç :
a : : o precisamente apoiar projectos vocacionados para o desenvolde poder para os órgãos locais. Ou seja, a descentralização : : - :
. da .: vimento toma premente a sua consideração no delinear de uma
envolve a gestão, pelos cidadãos e seus representantes eleitos, 1 : : 1
estratégia eficiente, quer do ponto de vista monetário, quer
dos assuntos que lhes concernem. : Lo :
Inicial d lização foi vi bretud no alinhamento com os acordos de cooperação internacional.
nicialmente, a lescentra 12aÇão 101 vista sobretudo Várias organizações nacionais e internacionais dispõem
como uma forma mais eficiente de organizar o trabalho das de apoios para aplicar no âmbito da Administração Territorial,
administrações públicas. Foi, portanto, considerada uma — particularmente nas áreas dos processos eleitorais, reformas
condição para o funcionamento eficiente do Estado que estruturais, estratégicas, funcionais, de capacitação técnica
contribuiria também para reduzir a insatisfação dos cidadãos — e formação.
em relação às administrações locais. As tendências recentes Com o intuito de identificar potenciais financiadores
de descentralização política têm contribuído para o que veio — para os projectos inerentes à implementação da estratégia da
a ser chamado de desenvolvimento rural descentralizado ou — Administração do Território, enumeramos diversas entidades
a municipalização do desenvolvimento rural. que tipicamente desempenham projectos nesta área:
Tipologia
Valores Médios Historial MAT
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Maçoes Enias EESC O O
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Organizações Nacionais
EEN A o A
2.3.1. Organizações Internacionais
ONU — Organização das Nações Unidas
Todos os agentes das Nações Unidas são regidos pelos já
referidos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Uma
condição necessária à concretização de qualquer uma destas
metas é a existência de um bom sistema de administração
pública, capaz de articular os vários sectores de desenvolvimento e a eficaz gestão do erário público.
A estrutura das Nações Unidas é composta por seis órgãos
principais e por várias outras entidades (Programas, Fundos,
Agências Especializadas, etc.) envolvida em áreas directamente
relacionadas com a Administração do Território.
PNUD — Programa das Nações Unidas para
o Desenvolvimento
E o programa global da ONU que promove a mudança
e conecta os países ao conhecimento, experiência e recursos
necessários para melhorar a qualidade de vida da população.
É responsável pela elaboração do Índice de Desenvolvimento
Humano e os seus objectivos passam pela redução da pobreza,
promoção do desenvolvimento, alcance dos ODM's, promoção
da governação democrática e recuperação e prevenção da crise.
Dispondo de um escritório em Angola, já colaborou
com o MAT no âmbito do Projecto de Descentralização e
Governação Local, com início em 2008 e data prevista para
o fim em Dezembro de 2013.
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DPA/DAE — Departamento de Assuntos Políticos/
Divisão de Assistência Eleitoral
É o Departamento do Secretariado das Nações Unidas com a
responsabilidade de acompanhar e avaliar os desenvolvimentos
políticos globais e aconselhar e assistir o Secretário Geral
das Nações Unidas e seus enviados na prevenção de paz e
resolução de conflitos em torno do mundo. No caso específico
dos Processos Eleitorais, a Divisão de Assistência Eleitoral
trabalha para assegurar a consistência da acção complementar
de todos os órgãos das Nações Unidas.
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Não existe um modelo de ajuda definido, pelo que poderá
ocorrer de três formas:
Assistência Técnica;
Observação Eleitoral e outras Avaliações;
Organização e Supervisão das Eleições.
Estabelecido em 1960, é o departamento do Banco Mundial
que ajuda os países mais pobres. Fornece empréstimos e
fundos a programas que promovam o crescimento económico,
reduzam a iniquidade e melhorem as condições de vida das
populações. Em Angola costuma actuar em coordenação com
o FAS — Fundo de Apoio Social, tutelado pelo MAT.
FED — Fundo Europeu para o Desenvolvimento
(União Europeia)
O FED é o principal instrumento de apoio da UE aos Países
da África, Caraíbas e do Pacífico (ACP). Os seus principais
objectivos passam por contribuir para o desenvolvimento
sustentável dos países, através do reforço institucional e
de capacidades, apoiando os Governos nas suas estratégias
de combate à pobreza e no alcance dos Objectivos de
Desenvolvimento do Milénio (ODM), Desenvolvimento
Económico, Desenvolvimento Social e Humano, Cooperação
Regional e Integração constituem as áreas chave de actuação.
A Comunidade Europeia instalou a sua primeira Delegação
em Angola em 1986, sendo actualmente o maior doador a
fundo perdido do País.
NEPAD — Nova Parceria para o Desenvolvimento de
África (União Africana)
A NEPAD é o plano estratégico da União Africana para o
desenvolvimento sócio-económico de África no Século XXI.
Os seus objectivos passam por erradicar a pobreza, colocar
os países africanos num caminho de crescimento sustentável
e desenvolvimento, acabar com a marginalização de África
no processo de globalização, acelerar o protagonismo das
mulheres e integrar completamente o continente na economia
global. Para atingir as suas finalidades a NEPAD gere um
conjunto de programas e projectos em seis áreas temáticas
— Agricultura e Segurança Alimentar; Mudanças Climáticas
e Gestão dos Recursos Nacionais; Integração Regional e
Infra-Estruturas; Desenvolvimento Humano; Governação
Económica e Corporativa; e Questões Transversais, como
desigualdade de género, desenvolvimento de capacidades e
acesso à tecnologia.
Banco Africano de Desenvolvimento
Fundado em 1964 com a finalidade de promover o
crescimento económico sustentado e a redução da pobreza
no continente africano, é constituído por 53 países africanos
e financiado por 25 países europeus, americanos e asiáticos.
O Banco retomou as suas operações em Angola em 2001, e
tem fornecido regularmente apoio diversificado ao desenvolvimento do País.
Nototal, o Banco Africano de Desenvolvimento concedeu
8 empréstimos a Angola, avaliados em 122,4 biliões de dólares.
No entanto, a performance do País na utilização dos créditos
tem-se revelado fraca.
2.3.2. Organizações Nacionais
Vários países desenvolvidos desenvolvem programas de
ajuda através de organizações de cooperação.
AECID — Agência Espanhola de Cooperação Internacional
para o Desenvolvimento
É o principal órgão de gestão da Cooperação Espanhola,
estando adstrita ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. Visa
a redução da pobreza e o desenvolvimento humano sustentável
e actua através de parcerias com os Governos e organizações
intemacionais como as Nações Unidas.
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À cooperação entre Espanha e Angola data de 1983. Nos
últimos anos o enfoque tem sido nos sectores da governação
democrática, desenvolvimento rural e luta contra a fome e
entre as Províncias mais beneficiadas encontram-se o Huambo,
Bié e Malanje.
USAID — Ajuda do Povo dos Estados Unidos
Apoia mais de 100 países, executando a política externa
dos EUA que se baseia em promover os interesses do país e
simultaneamente melhorar as condições de vida no mundo
em desenvolvimento.
Os seus objectivos incluem a promoção da prosperidade
econórmnica, o fortalecimento da democracia ea boa governação,
a protecção dos direitos humanos; a melhoria da sustentabilidade ambiental, a prevenção e recuperação dos conflitos e
o fornecimento de assistência humanitária na ocorrência de
desastres naturais e provocados pelo Homem.
Com historial de interacção no âmbito da Administração
do Território em Angola, financiou um projecto de suporte
às Eleições Gerais Angolanas em 2012.
Outros
Foram igualmente tidos em conta outros financiadores
populares, como o Fundo Africano de Desenvolvimento ou o
Millenium Challenge Corporation. No entanto, Angola já não
cumpre com os requisitos de admissão de vários programas
devido ao seu crescimento económico. Com um PIB per
capita de $6.777 e um crescimento anual do PIB de 6,8%,
segundo dados do Banco Mundial de 2012, o País passou
recentemente do escalão de país de baixo rendimento para
país de rendimento médio alto.
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Para além das Organizações Internacionais e Nacionais,
existem ainda outras potenciais fontes de financiamento a
considerar, sobretudo no sector privado, como por exemplo
as grandes empresas nacionais e internacionais presentes em
Angola. Muitas têm até historial de responsabilidade social
em Angola, com projectos desenvolvidos em várias áreas,
como por exemplo Odebrecht, Chevron, Sonangol, Endiama,
entre outras.
3. Enquadramento Nacional
Daesferaintemacional passamos o foco para uma dimensão
Julcral da análise estratégica ao País - o contexto nacional.
No âmbito de um plano de acção relacionado com a
Administração Territorial, é de extrema relevância compreender
o contexto sócio-económico e geográfico do País. Só este
conhecimento profundo permitirá definir uma abordagem
realística e adequada ao cenário actual do País.
Por outro lado, é igualmente imperativo compreender
e integrar a estratégia que pauta toda a acção do Governo
no imediato e no médio/longo prazos. É considerando estes
objectivos já definidos e as grandes linhas orientadoras da
actuação do Governo no futuro que o MAT e as restantes
entidades ligadas à Administração do Território desenvolverão
a sua acção.
A estratégia da AT deverá, portanto, partir da realidade
nacional actual e construir objectivos adequados e concretizáveis no horizonte do projecto, balizando-se pelos grandes
documentos estratégicos nacionais.
3.1. Contexto Nacional
3.1.1. Sociedade e Desenvolvimento Humano
Angola tem feito progressos significativos na melhoria da
qualidade de vida da população e foram desenvolvidos grandes
esforços para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento
do Milénio.
No campo da educação, mais de 95.000 novos professores
foram recrutados entre 2006 e 2012. Mais de 60 novas escolas
primárias e secundárias foram construídas neste período e as
inscrições no ensino superior cresceram mais de 50% por ano
desde 2002. A evolução é claramente positiva, mas há ainda
um longo caminho a percorrer.
O Governo fez também importantes investimentos na saúde
e na qualificação dos recursos humanos. Como resultados, a
esperança de vida à nascença aumentou 5 anos entre 2010 e
2012 e a mortalidade materno-infantil passou de 890 mortos
por cada 100.000 nados-vivos, em 2000, para menos de 450,
em 2011. Domesmo modo, importantes avanços verificaram-se
na redução da mortalidade infantil e desnutrição. Com uma
prevalência de 2,5% da população adulta com HIV positivo,
Angola tem a mais baixa taxa da África Austral. Não obstante,
Angola deve continuar a procurar evoluir em termos de bem-
-estar sócio-económico.
Igualdade de Género
A educação e participação das mulheres na vida política têm
evoluído bastante. A paridade de género foi quase alcançada
no ensino primário e as mulheres representavam já 37,5% do
parlamento em 2011, face a apenas 16% em 2000. Também
a nível local as mulheres atingiram uma representação de
8% na administração pública em 2012 face a 1,2% em 2008.
A ratificação da Convenção Para a Eliminação de Todas
as Formas de Discriminação Contra as Mulheres (CEDAW),
em 1986, e a aprovação da Política Nacional de Género abriu
portas à crescente participação das mulheres na política e
economia. Conforme o relatório Global Gender Gap, do
Fórum Económico Mundial, as disparidades de sexo em
Angola diminuíram significativamente de 2009 para 2011,
com o País a passar da 106.º posição para a 87.º (entre 135
países). Ainda que a maioria das mulheres se dedique ainda ao
pequeno comércio, a participação das mulheres na população
activa tem crescido consideravelmente (cerca de 63% da
população activa total e 28% do emprego formal).
Angola ratificou, em 2010, o Protocolo sobre Género e
Desenvolvimento da Comunidade para o Desenvolvimento
da África Austral (SADC) que determina: «Os Estados-Parte
deverão esforçar-se para que, até 2015, pelo menos 50%
dos cargos decisórios nos sectores público e privado sejam
ocupados por mulheres (...)» (Parte III, Art.12)!.
Fonte: «Descentralização e autarquia em Angola: um manual para jornalistas».
3.1.2. Economia
Com o advento da paz, a economia angolana tem revelado
uma forte dinâmica de recuperação e crescimento bem como
uma crescente estabilização financeira, conforme evidenciam
as principais variáveis macro-económicas. Para este facto têm
contribuído o forte crescimento da produção e das receitas
associadas ao petróleo, o forte investimento na reconstrução
de infra-estruturas produtivas e o realojamento dos cerca de
4 milhões de deslocados internos.
Taxa de Crescimento do PIB 2002-2011
, - (Variação % Anual)
África do... REENNNS:R:Yi/ E
Brasil W—eNrve
Rússio:—* —
Índia: R—..
Nigéria: RE—
China RESTA
Angola: RENNES ENT
Entre 2005 e 2007 registaram-se as maiores taxas de
crescimento da economia angolana, acima dos 20%. Ao longo
dos últimos 10 anos, Angola foi a economia que mais cresceu
em todo o mundo, suplantando inclusivamente os BRICS.
De acordo com o FMI, o produto interno bruto (PIB)
real cresceu a um ritmo estimado de 7,9% em 2012 (contra
3,9% em 2011) estimulado pelo forte desempenho registado
pelos sectores dos transportes, da energia e da construção e
obras públicas.
'Fonte: Fórum de Mulheres jornalistas para a Igualdade no Género e LolaMora
Producciones.
Crescimento real do PIB (%)
2014 (Prev.) 7,80%
2013 (Prev.) 8,20%
2012 (Est.) 7,90%
2011 3,90%
2010 3%
2009 2%
2008 14%
2007 23,20%
2006 19%
2005 21%
2004 10%
Fonte: OECD 2013 (Dados para 2012 são estimativas para 2013 e 2014
são projecções).
A implementação do Stand-By Arrangement (SBA) 2009-
-2012, programa do Fundo Monetário Internacional (FMI),
ajudou o País a recuperar a estabilidade macro-económica, a
melhorar a situação orçamental, a aumentar as suas reservas
em divisas, a estabilizar a taxa de câmbio da sua moeda e a
reduzir a inflação. Além disso, Angola conseguiu efectuar
importantes amortizações e dívida e registou progressos no
reforço da transparência orçamental e na prestação de contas.
Na tentativa de diversificar ainda mais a economia, as
autoridades angolanas criaram, em Outubro de 2012, um fundo
soberano de 5 mil milhões de USD. O fundo foi aprovado
pelo FMI, que há muito defendida a implementação deste
instrumento com o objectivo de ajudar o País a combater os
efeitos da volatilidade dos preços do petróleo.
No entanto, o País continua a enfrentar enormes desafios
no que se refere às políticas de desenvolvimento, com destaque
para a redução da dependência do petróleo, a diversificação
da economia, a reconstrução de infra-estruturas económicas e
sociais, a melhoria da capacidade institucional, dos sistemas
de governação e de gestão das finanças públicas e o desenvolvimento humano e as condições de vida da população.
Asperspectivas para os próximos cinco anos são positivas,
com a previsão de um crescimento económico perto dos 7%.
Este crescimento será impulsionado por uma combinação da
expansão contínua do sector petrolífero com o início da produção de Gás Natural Liquefeito e por um programa de gastos
públicos visando a progressiva diversificação da economia.
3.1.3. Geografia
Angola fica situada na costa atlântica da Africa Central,
no Hemisfério Sul. Com uma área de 1.246.700Km* é o 22.º
maior país do mundo. Tem uma costa de aproximadamente
600Km e partilha uma fronteira terrestre de 5.198Km com a
República Democrática do Congo, Namíbia, Zâmbia e Congo.
Topograficamente, o País é formado por uma estreita faixa
costeira, que se estende da Namíbia até Luanda, epor um vasto
planalto que se ergue abruptamente para o interior do País.
O seu ponto mais alto fica no Morro de Moco, a 2.620m de
altitude, situado na Província do Huambo. Enquanto o planalto
interior é húmido, no interior sul e sudeste há uma região de
savana seca e no Norte e em Cabinda há floresta tropical.
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O maior rio de Angola é o Cuanza, com cerca de 1.000Km
de extensão. No entanto, há muitos outros importantes rios que
nascem em Angola. As principais bacias hidrográficas são as
dos rios Zaire, Mbridge, Cuanza, Queve, Cunene e Cuando.
Angola encontra-se na zona intertropical sul, delimitada
pelo Trópico de Capricórnio, a sul, e Equador, a norte. E,
por isso, influenciada pelos factores climáticos típicos desta
localização (radiação solar, latitude, circulação geral da
atmosfera). No entanto, a confluência de essencialmente três
factores regionais e locais (a Corrente de Benguela, fria, ao
longo da parte sul da costa; o Relevo no interior do País e; a
influência do Deserto do Namibe, a sudoeste) produzem efeitos
que prevalecem frequentemente sobre os primeiros. Como tal,
o clima de Angola é caracterizado por duas estações: a das
chuvas, de Outubro a Abril e a seca, conhecida por Cacimbo,
de Maio a Agosto, mais seca, como o próprio nome indica e
com temperaturas mais baixas. Por outro lado, a proximidade
do mar e a divisão provocada pelo relevo determinam a
existência de duas grandes regiões climáticas.
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Conforme se torna evidente ao observar a realidade geo- — de habitantes, sendo 11,8 milhões do sexo masculino (48%
gráfica nacional, a dimensão do País aponta para a necessidade — da população total) e 12,5 milhões do sexo feminino (52%
de descentralização. Igualmente a existência de barreiras — da população total).
naturais de diversos tipos (cursos de água, topografia e a A Província de Luanda é a que apresenta o maior número
próprias distâncias) pode ser um factor de isolamento que — de habitantes, com 6,5 milhões de residentes. A Província do
importa combater em termos da Administração do Território. Bengo com 274.053 é a província onde residem menos pessoas.
3.1.4. Demografia De seguida apresenta-se um quadro representativo da
De acordo com os resultados preliminares do Censo — população residente por província e área de residência,
2014, a população residente em Angola era de 24,3 milhões — segundo o sexo.
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Fonte: INE RGPH 2014. Resultados Preliminares
A Província de Luanda é a mais populosa, concentrando Nasregiões desertificadas a falta de mão-de-obra ou con-
27% da população do País. Seguem-se as Províncias da Huíla — sumidores asfixia a economia e a reduzida população toma o
(10%), Benguela e Huambo (8%), Cuanza-Sul (7%), Blé e investimento em infra-estruturas insustentável.
Uige (6%). Estas 7 províncias concentram 72% do total da 1.3.2. Estratégias e Acções do Governo
população residente no País. 1.3.2.1. Angola 2025
Esta distribuição populacional coloca pressão acrescida na A Estratégia Nacional de Desenvolvimento a Longo Prazo
gestão das cidades e regiões e traduz-se em desafios acrescidos — «Angola 2025» foi concebida com o intuito de definir linhas
para a Administração do Território. estratégicas de desenvolvimento a longo-prazo em todos os
Nas províncias ou localidades mais populosas a pressão — sectores da sociedade, de forma a dar respostas aos principais
sobre as infra-estruturas existentes é enorme, podendo exceder — problemas e condicionantes que inibem o desenvolvimento do
a sua capacidade, e sobre o mercado de trabalho, comércio — País. Trata-se de uma estratégia orientada à criação de uma
e serviços, impactando a qualidade de vida da população. sociedade de bem-estar dos e para os angolanos.
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A estratégia «Angola 2025» contém uma visão global do
País e do seu papel a nível internacional. A sua elaboração
contou com a participação activa da sociedade civil, envolvendo
angolanos de vários sectores. As estratégias definidas tiveram
como principal intenção a consolidação da paz e segurança,
garantia de justiça para todos, erradicação da pobreza, criação
de emprego condigno para os cidadãos, distribuição equitativa
da riqueza nacional, fortalecimento e controle da economia
pelos angolanos e implementação de práticas de boa governação
por parte do Estado.
Este documento descreve detalhadamente o quadro macroeconómico do País, modelos de desenvolvimento económico
e apresenta um modelo estratégico global. Desenha também
as políticas económicas globais e matriciais, políticas sectoriais e de juventude e apresenta sistemas tecno-económicos,
sócioculturais e politico-institucionais. Finalmente, define
objectivos e metas gerais, assim como apresenta uma estratégia
de implementação para Angola até 2025.
Nesse sentido, foram definidas cinco opções políticas
estratégicas que assentam num conjunto de eixos prioritários.
Promoção e consolidação do Processo Asseguraro desenvolvimerd o; a estabi-
PESCA lização, as reformas, a coesão social e
de Pacificação Nacional a
a democracia
Promoção do desenvolvimento susten- | Promover a expansão do emprego e o
tável, com crescumento económico e desenvolvimento humano, cientifico e
erradicação da pobreza tecnológico
Promoção e consolidação da estabilida- | Recuperar e desenvolver as infra-estrude macro-económica e social turas de apoio ao desenvolvimento
Edificação de uma economia nacional Apoiar o desenvolvimento do empreenintegrada dedorismo e do sector privado
ás : : Promover a coesão nacional e o desen-
Redução das assimetrias regionais SEDA
vol vunento do ternitório
Os temas abordados na estratégia «Angola 2025» apresentam as orientações a plasmar em documentos estratégicos
de alcance ou âmbito mais restritos.
3.2.2. Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017
O Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013-2017
é o primeiro plano de médio prazo criado no quadro da nova
Constituição do País e após a aprovação da Lei de Bases Gerais
do Sistema Nacional de Planeamento. A sua elaboração teve
como pano de fundo a Estratégia Nacional de Desenvolvimento
a Longo Prazo «Angola 2025» e visa orientar e intensificar o
desenvolvimento rumo aos objectivos definidos, nomeadamente «aumentar a qualidade de vida do povo angolano, de
Cabinda ao Cunene, transformando a riqueza potencial que
constituem os recursos naturais de Angola em riqueza real e
tangível dos angolanos».
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TE. MT E à = " vá
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Deste modo, foram constituídos como ideias-força do plano
(a) garantia da estabilidade, (b) crescimento e (c) emprego
para o País e para o angolano.
Foram definidos seis grandes objectivos nacionais de médio
prazo e suas respectivas políticas, no ânbito da Estratégia
de Longo Prazo «Angola 2025» e do Programa do Governo
para 2013-2017.
Promoção do bem-estar da população, modemização do sistema de defesa e segurança
Ú = : ã : nacional, apoio à reintegração sócio-económica de ex-militares, reforma tributária e das finan-
1 Preservação da unidade e coesão nacional Fa É o é EN Es EA . ã A
ças públicas, modernização da administração e gestão pública e promoção do desenvolvimento
equilibrado do território
” Garantia dos pressupostos básicos necessários ao desenvolvi- | Estabilidade e regulação macro-económica, promoção do crescimento económico, do aumento
- mento do emprego e da diversificação económica
Melhoria da qualidade de vida Repartição equitativa do rendimento nacional e de protecção social
4 REASON ASA Promoção de soluções para os principais problemas da juventude e promoção da qualificação e
formação profissional de jovens e adolescentes
Desenvolvimento do sector privado Promoção do empreendedorismo e do desenvolvimento do sector privado nacional
PE ” : Y Reforço do posicionamento de Angola no contexto internacional e regional, particulamente na
| | Inserção competitiva de Angola no contexto internacional União Africana e SADC
De acordo com o que está inscrito no PND 2013-2017 A concretização das prioridades para o desenvolvimento
a promoção do desenvolvimento equilibrado do território — territorial ocorre através de intervenções dinamizadas pelo
é uma das grandes aspirações dos angolanos, que o Plano — Estado, complementares e sinérgicas com o sector privado.
Nacional de Desenvolvimento 2013-2017 visa materializar, — Tais iniciativas consubstanciam-se em projectos estruturantes
promovendo-a à categoria de política nacional fundamental. — e ITA alVanca os cl ao S " r cadeias Cs
Pretende-se, assim, criar um território mais equilibrado, contribuindo para Covar 9 produtivi a e nacrona ? EXpan =
As ” ; Ao nã o emprego e o rendimento nacional, criando condições para
dinâmico e competitivo, que seja um factor de integração do - . oo
é; ã é : que a população se possa fixar ao longo do território.
mercado nacional, valorizando o potencial de cada área, para - o :
: : : Em termos das opções estratégicas dos projectos estruo reforço da economia e o desenvolvimento nacional. SN f ó
Rrelanliverinido b irei dn teria turantes provinciais, encontram-se identificados no Plano
K Fr o x ro S . . .
retlexao estrategica sobre a organização do termitorio dê — nacional de Desenvolvimento um total de 390 projectos
. CE E & . Ss. -
Angola conduziu a uma visão para 2025 que estrutura o País em estruturantes, alguns dos quais já estão em curso, outros
pólos de desenvolvimento, eixos de desenvolvimento e pólos — novos que integram o Programa de Investimentos Públicos
de equilíbrio, que se encontra detalhada na Política Nacional e outros ainda que correspondem a desígnios para os anos
de Promoção do Des envolvimento Equilibrado do Território. — seguintes, de iniciativa pública, privada ou em parceria.
Estas intervenções espelham a distribuição das prioridades do
Plano Nacional de Desenvolvimento no território, possuindo
From cone) um âmbito geográfico nacional ou provincial, e apresentam-
| ERAS: 5 a AMA ANGOLA 2025 : ESSA
[A o ko À ESTRATÉCIA DE -se organizadas pelos clusters prioritários, outros clusters
ooo ” ZAIRE Visão prospectivo (Bepaçes de e outras actividades. Trata-se de uma lista dinâmica, a ser
| : ? ER A actualizada e monitorizada ao longo do tempo, à medida que
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| e ; as À — : vão sendo criados os pressupostos básicos necessários ao
o 4 = ' í $ h É ? . e e...
E. > ” ) js O) BEAIAS desenvolvimento, que permitem a localização das actividades
S& A e À a. e a fixação da população.
AN AR Sobre a distribuição dos projectos estruturantes no território,
E — N 4 - A * S é
2 ' PO ota, saliente-se que cerca de metade dos investimentos previstos
E E i és $ " EF à
É À FR A: e se dividem entre projectos de âmbito nacional e outros tantos
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ê NX E pa desenvolvidos na Província de Luanda. No entanto, a distribuição
=» JN e. dos investimentos pelo resto do território, quer em número
mm Pa quer em valor, também é uma realidade: Zaire, Cuanza-Sul
o. E EQUAYEE No x ZAMBIA e Benguela absorvem, cada uma, entre 7 a 10% do montante
? : se O uesto à " :
: | * oo ( sao RS 1 total dos investimentos em projectos estruturantes e, num
E — Ea —— x AM patamar ligeiramente inferior, cada uma das Províncias do
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LES co a 2 de cer ca de 3% daquele orçamento. |
emo Ps | ue Mais de um quinto destes projectos, equivalentes a um
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quarto do montante total do investimento estimado, possui
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O Foccdecaibaos esmas Se dio Pesformasdeimtemacionaltzação centrais do Estado ou a intervenções com impacto em mais
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Espaços periféricos FAR SS ;
EE o nao o no * clusters prioritários, designadamente no cluster Transportes
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e Logística e no cluster Energia e À gua.
Os restantes 20% distribuem-se pelos outros clusters — também das opções estratégicas definidas para o respectivo
(nomeadamente no equipamento do País com infra-estruturas — território, no âmbito da estratégia de desenvolvimento de
de Telecomunicações e Tecnologias de Informação) e pelas E RO
outras actividades, em particular Administração Pública. a já Ê q : .
A nível provincial, os projectos estruturantes constituem — Provinciais. De seguida apresentam-se os pólos de des envoluma evidência das políticas nacionais no território, masresultam — vimento e eixos de mobilidade definidos no PND:
o CONGC EM Cicorde mobilidade
Nível do pólo de — limiar de província
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Dos objectivos estratégicos e políticas estabelecidos no PND 2013-2017, os que concernem especificamente à Administração
do Território são enumerados na tabela seguinte:
Assegurar reformas da Governação Local, garantindo o fomecimento eficiente e efectivo de serviços públicos de qualidade e em quantidade suficientes.
Promover sistemas de financiamento local assentes no aumento da cobertura e melhoria da qualidade das
infra-estruturas públicas e serviços públicos básicos nos municípios e autarquias.
Fortalecer as capacidades institucionais, técnicas e humanas para uma governação local mais eficiente e
Garantir uma eficaz prestação dos serviços no âmbito da efectiva com maior destaque para a formação dos agentes autárquicos a todos os níveis.
Govemação Local e melhoria da gestão »p ue inclusiva 4. Promover o Reforço de Políticas e Quadro Técnico-Institucional no domínio da Desconcentração e Descenp ç p Ú tralização, assente na melhoria dos mecanismos de Coordenação, Monitorização e Avaliação (M&A) dos programas, projectos e acções de desenvolvimento local.
Criar as Autarquias Locais, e apoiar a organização e funcionamento dos órgãos e estruturas da A dministração
Autárquica.
Garantir a construção das infra-estruturas autárquicas (palácios e câmaras ou assembleias municipais), bem
como a produção de diplomas legais com maior realce a Lei das Autarquias Locais e do Poder Tradicional.
Encontram-se também definidos no Plano Nacional de Estruturar o povoamento e criar uma rede de cidades
Desenvolvimento um conjunto de outros objectivos relacionados que suportem e dinamizem o desenvolvimento
com a Administração do Território, dos quais se destacam: dos territórios de menor potencial;
Elaboração do Plano Nacional Estratégico da Admi- Promover a criação de pólos de equilíbrio nas regiões
nistração do Território; com menor nível de desenvolvimento económico
Implementação do Sistema Integrado de Informação da e social;
Gestão da Administração do Território (SIIGAT); Implementar a Rede Nacional de Plataformas Logís-
Aprovação de legislação fundamental, nomeadamente ticas e as Redes Nacionais de Transportes e de
Decretos Presidenciais que estabelecem o Regime Acessibilidades;
Financeiro das Acções dos Governos Provinciais Promover uma nova imagem da A dministração Pública;
e das Administrações Municipais e o da Orgânica Criar estruturas flexíveis, simplificadas e diversificadas
e Funcionamento dos Órgãos Locais; Decreto de soluções organizacionais, |
Executivo que autoriza o Instituto de Formação Implementar as Secnotosios " tao e central
da Administração Local a organizar cursos de cação em todas as áreas da administração centra
2 dns , 2. e local, alargando o e-goverment;
curta duração, de especialização e pós-graduação; ' ? O e
: : R Valorizar os recursos humanos da Administração Pública,
Decreto Presidencial que aprova o Estatuto Orgã- , Lo. .
: Doo através de soluções integradas de formação;
nico dos Novos Municípios; : : :
: o 2 DAL: Aperfeiçoar e fortalecer os mecanismos de fiscaliza-
Construir uma Administração Pública baseada em - o o :
ds Sa ção em matéria de organização, funcionamento
estruturas flexíveis e simplificadas, diversificada oo co : : ae
t luçõ izacionais. adavtad e actividade administrativa nos serviços públicos
uanto a soluções organizacionais, adaptadas ao : :
q Í : ? ; adap centrais e locais do Estado;
serviço a prestar; ; oo z
Pr ço ap o da A dmini ão Públ Melhorar e valorizar as condições de prestação do
omover um ova e a AI Pú ica, serviço público.
estimulando a cultura da qualidade, eficiência e 1.4. A Administração do Território
desbur ocratização, que considere os cidadãos, as A implementação de uma estratégia eficaz ao nível da
empresas e a sociedade civil como utente/cliente; governação carece de legislação adequada e concebida para
Aperfeiçoar políticas públicas em matéria de educação, efeito, definindo e demarcando o âmbito de actuação dos
formação, emprego e remuneração dos recursos — vários órgãos, nomeadamente ao nível das suas atribuições
humanos para a Administração Pública eparaa — e interacções.
economia; O Ministério da A dministração do Território atravessa nos
Implementar tecnologias de informação e comunica- — djas de hoje um período de mudança que visa a modernização e
ção nas diversas áreas da Administração Pública; — reorganização das suas estruturas de funcionamento, sugerindo,
Consolidar o Sistema Nacional de Planeamento; deste modo, a implementação denovas dinâmicas de actuação.
Melhorar a qualidade e oportunidade das estatísticas No que respeita à Administração do Território, importa
oficiais à disposição do Estado, das empresas e aferir acerca da cobertura legislativa dos seus vários órgãos,
dos cidadãos; que baliza as suas competências e responsabilidades, assim
como a estrutura hierárquica a que estes respondem. Desta = | - "
forma, procedeu-se à análise dos Estatutos do MAT, dos órgãos : e
representativos da Administração Local e efectuou-se uma ' Es
abordagem à reforma administrativa local, em curso. se DOE) a
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4.1. O Estatuto Orgânico do MAT : r | B
j FF. ce ROME: SE =
Considerando a missão e atribuições do Ministério da VD ; o Nas
Administração do Território, definidos no seu Estatuto a E DRA, |
À jr ;
Orgânico (Decreto Presidencial n.º 3/14, de 3 de Janeiro), = í í PSA —
E . FS í 2 e. EEE lb 2h
é de importância crucial que na elaboração do seu Plano de EO aa E) TT AMET
Acção sejam consideradas as suas responsabilidades enquanto "rm |
| ção SE) : Pp q Co ca,
órgão do poder executivo. e
F á = FI — jã a
Assim sendo, o artigo 1.º do Estatuto Orgânico do MAT pag q
| nm h E
define a sua natureza: "| É. Sh
à den e " FE f J Er e TE
«O Ministério da Administração do Território, abrevia- dd FED
damente (MAT), é o Departamento Ministerial Auxiliar ' :
do Presidente da República, que tem por missão formular,
coordenar, executar e avaliar a política do Executivo relativa
à Administração Local do Estado, Administração Autárquica,
organização e gestão territorial, autoridades e comunidades
tradicionais e apoiar a realização dos processos das eleições — — —
aeraiseloesis» A transferência de competências e atribuições pressupõe
? AA " O a atribuição de recursos e implementação de medidas que
$ atribuições co xAanisterio da Administração co emtorto — permitam aumentar a autonomia das subdivisões administraestão, como tal, definidas no seu Estatuto Orgânico emfunção — tivas do Estado. Destas, destaca-se o programa de melhoria
desta natureza. As atribuições do MAT, a sua estrutura e as — de gestão municipal, visando a capacitação dos municípios
demais disposições do Estatuto Orgânico do MAT encontran-se — para fazer face aos actuais desafios. Tem como objectivo
transcritas num anexo a este documento (Anexo 1). permitir a transferência das capacidades aos municípios para
4.2. O Estatuto Orgânico da Administração Local que, no quadro de desconcentração, estes assumam parte das
E bo a responsabilidades que serão atribuídas às futuras autarquias.
O Estatuto Orgânico dos Governos Provinciais visa a .— : SS À
: = | i | Os Estatutos Orgânicos para as províncias e para os
capacitação das estruturas locais face às cada vez maiores municípios são, genericamente, muito semelhantes. De
exigências da população em relação à disponibilização de — notar apenas o caso da Província de Cabinda que, pelas suas
serviços básicos. especificidades históricas, geográficas e culturais, goza de um
Aquando da última revisão legislativa, houvea preocupação — estatuto especial de âmbito político-administrativo.
. . e... . o " - &
de garantir que os Governos Provinciais vejam reforçada a Assim, de seguida apresentam se resumidamente os
o E Gsi : àx É ; Estatutos Orgânicos das Províncias de Cabinda e de Luanda,
transferência de atribuições do nível provincial para o nível os - o
ss | e bem como de uma Administração Municipal (Belas —
municipal, criando estruturas adequadas para que os municípios, Luanda), de forma a exemplificar as atribuições estatutárias
gradualmente, assumam as suas responsabilidades, à luz do — e a estrutura orgânica aplicáveis nas demais circunscrições
processo de desconcentração e descentralização do Estado. da Administração Local.
Cabinda
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ovemo da Província de Cabinda , no exercício s comp etências especiais do âmbito específico reguladas
O G da Proví de Cabinda (GPC A p et. p do âmbito específico regulad
das suas atribuições e competências, é acompanhado pelo — pelos artigos 16.º a 30.º do Decreto-Lei n.º 01/07, de 2 de
Ministério da Administração do Território Janeiro, são exercidas pelos seus serviços de apoio técnico
"e o ; e executivo - conforme Capítulo IV, Secções V e VITI do
Tem como objectivo principal o desenvolvimento da pro- ”
É | : À Estatuto Orgânico - nomeadamente:
víncia e do País, mediante a realização de tarefas e programas 1. Órgãos de Direcção e Serviços de Apoio Consultivo;
de interesse local e nacional, com observância das deliberações 2. Serviços de Apoio Técnico;
da Assembleia Nacional. 3. Serviços de Apoio Instrumental;
O GPC está munido de atribuições especiais - espelhadas 4. Serviços Desconcentrados do Governo da Província.
no seu Estatuto Orgânico, artigo 5.º do Decreto Executivo Foram aprovados estatutos para as administrações dos
n.º 202/08, de 23 de Setembro - que visam a promoção e quatro municípios que compõem a província. Têm como
. : 1 : o principais atribuições promover e orientar o desenvolvimento
orientação do desenvolvimento administrativo, económico e ESTES SA h Esp
administrativo e económico-social do município, com base nas
social da província, e asseguramento da prestação dos serviços — decisões e opções definidas pelo GPC, e assegurar a prestação
comunitários locais. Deste modo, ao GPC foram atribuídas — de serviços comunitários locais. Cada um está imbuído de
competências especiais de âmbito geral e, competências — competências nos seguintes domínios:
especiais de âmbito específico. a) Administrativo institucional;
As competências especiais de âmbito geral assentam nos é. Defesa nacional, ordem intema e segurança do estado;
: oe c) Planeamento e finanças;
seguintes domínios: ; 1 : :
a eo ' 1 d) Comércio, agricultura e desenvolvimento rural;
Político-administrativo e institucional; Va os ;s ás o
Urbanismo, ambiente, obras públicas, energia, águas
Defesa e segurança nacional; e transporte;
Económico e social; fº Saúde, educação, cultura e assistência e reinserção
Domínio legal. social.
Luanda
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O Governo Provincial de Luanda exemplifica os demais órgãos provinciais da Administração Central. Estes visam assegurar
as funções do Poder Executivo na Província, promover e orientar o desenvolvimento socioeconómico, bem como garantir a
prestação dos serviços públicos na respectiva área geográfica.
Têm atribuições nos seguintes domínios: Serviços de Apoio Técnico (Secretaria Geral, Gabinete
Planeamento e orçamento; Jurídico, Gabinete de Documentação e Imagem,
Desenvolvimento urbano e ordenamento do território; Gabinete Provincial de Inspecção, Gabinete Proc) Desenvolvimento da economia local; vincial de Estudos, Planeamento e Estatística,
a Desenvolvimento social e eulbaral; Gabinete Provincial de Infra-Estruturas e Serviços
Segu " ança pública e da Polícia; Técnicos, Gabinete Provincial dos Registos, Gabi-
JS Ambiente; o
; o nete Provincial de Cultura, Juventude e Desportos,
£) Coordenação institucional. Í o . : :
Ss oo Gabinete Provincial de Acção Social, Gabinete
A estrutura orgânica do Governo Provincial de Luanda, e :
de acordo com o Decreto Presidencial n.º 293/14, de 21 Provincial para o Desenvolvimento Integrado,
de Outubro, compreende os seguintes órgãos e funções: Gabinete Provincial da Educação e Gabinete
Órgão Executivo (Governo Provincial); Provincial de Saúde);
Órgãos de Apoio Consultivo (Conselho Provincial de Serviços de Apoio Instrumental (Gabinete do Gover-
Auscultação e Concertação Social); nador, Gabinetes dos Vice-Governadores).
Belas
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De acordo com Estatuto Orgânico aprovado pelo Decreto — económico e social, e por assegurar a prestação de serviços
Presidencial n.º 281/11, de 1 de Novembro, a Administração — públicos do Município de Belas.
Municipal de Belas é o órgão desconcentrado que visa assegurar A Administração Municipal de Belas adquire competências
TM ã ; anca que se estendem por vários domínios no sentido de assegurar
a realização das funções do Estado a nível do município e a
é ” dão agia * a boa representação do Estado naquele município. Dentre
exemplifica a orgânica e as atribuições estatutárias dos demais É
o eles estão:
municípios de Angola. ; ' '
" | o a) O planeamento e orçamento;
De acordo com a divisão política e administrativa aprovada b) O desenvolvimento urbano e da administração do
pela Lein.º 29/11, de 1 de Setembro, e juntamente com a Lei n.º território:
17/10, houve uma divisão entre a gestão provincial e as funções c) O apoio ao desenvolvimento económico e social;
administrativas. Como consequência ficou a Administração d) A ordem pública e da polícia e da coordenação
Municipal de Belas responsável pelo desenvolvimento institucional.
Para tal, e para ser possível dar resposta às atribuições e — do território nacional e que asseguram a prossecução dos
dominios de competência, foi também aprovada uma estrutura — interesses específicos resultantes da vizinhança mediante
SLBANIÇa para Tevestr á administraç no municipal de meios órgãos próprios, representativos das respectivas populações».
humanos divididos entre vários órgãos e serviços. A estrutura : o Si :
FS SECAS ; E : O artigo 219.º da Constituição Angolana determina que
orgânica está assim dividida pelos seguintes órgãos e serviços: : : Na
PEA À as autarquias locais tenham, entre outras, atribuições nos
Orgão Executivo; : : :
Órgão de Apoio Consultivo; domínios da educação, saúde, energias, águas, equipamento
Serviços de Apoio Técnico; rural e urbano, património, cultura e ciência, transporte e
Serviços de Apoio Instrumental; comunicações, tempos livres e desporto, habitação, acção
Serviços Desconcentrados; protecção civil, ambiente e saneamento básico, defesa do
) Serviços Executivos; consumidor, promoção do desenvolvimento económico e social,
& Serviços Tutelados; ordenamento do território, polícia municipal e cooperação
Delegações Municipais. o ão Es
- A. Í descentralizada e geminação.
4.3. Reforma Administrativa Local and 1 tas loca; d
: organização das autarquias locais compreende uma
4.3.1. As Autarquias - é ' : B |
À luz do artigo 217.º da Constituição da República de assembleia dotada de poderes deliberativos, um órgão exe-
Angola as autarquias são «pessoas colectivas territoriais cor- = eutivo colegial e o Presidente da Autarquia, que encabeça a
respondentes ao conjunto de residentes e certas circunscrições — lista mais votada para a assembleia.
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Desde o período da independência 1975 até ao período de Efectivação do princípio constitucional fundamental
abertura democrática 1992 vigorava o princípio da Centralização dos regimes pluralistas, que atendem às liberda-
Administrativa. No começo dos anos 80 os organismos interna- des locais;
cionais incluíram programas de descentralização administrativa Estabelecimento do desenvolvimento local sustentável
' ; ; e equilibrado;
nos seus programas de ajuda aos governos africanos. No final a du Abi ines ud
É roximação da administração local autárquica das
de 2001 o Governo Angolano aprovou o Plano Estratégico p ç . ç q
" o populações;
para a Desconcentração e Descentralização. SP : CN
| . Consolidação da democracia participativa;
Resumidamente, o plano prevê um processo gradual de Resolução dos assuntos locais de interesses comuns
descentralização que primeiro deve passar pela desconcentração e específicos;
e culmina na criação de autarquias locais autónomas. Garantia da autonomia de planeamento, financeira e
No projecto de criação de autarquias destacam-se como administrativa às autarquias locais;
principais objectivos: Melhoria da qualidade de vida das populações.
Para concretizar este processo com sucesso o Ministério da A dministração do Território deverá analisar os desafios e
obstáculos que um processo de implementação das autarquias locais pode apresentar e dimensionar as oportunidades com
vista a criar um municipalismo de sucesso, implementado de acordo com a realidade geográfica, institucional e com o
desenvolvimento de Angola.
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4.3.2. As Novas Centralidades 1.5. Integração das Diferentes Fontes no PLANEAT
De acordo com o artigo 85.º da Constituição da República — 2015-2025
de Angola, a todos os cidadãos é garantido o direito à habitação. As diferentes dimensões analisadas neste enquadramento
A criação da Lei do Fomento Habitacional (Lei n.º 3/07, de — concorrem para a elaboração de um documento abrangente
3 de Setembro), assim como a Lei-Quadro do Urbanismo e — e ambicioso que, congregando a estratégia do Governo, as
da Habitação sustentou a criação das novas centralidades. As — boas práticas e as tendências de futuro, será a referência que
novas centralidades surgem pela necessidade de redução do — contribuirá para a definição de todas as acções da Administração
deficit habitacional, a necessária descentralização, a criação — do Território.
de condições para o acesso a habitação a preços sustentáveis Naturalmente que, em relação a alguns aspectos, importa
e de aliviar a pressão demográfica em Luanda. estabelecer uma relação hierárquica que esclareça que orientação
A Centralidade do Kilamba é oretracto desta planificação — deve prevalecer entre duas visões concorrentes.
de centralidades. Considerado o maior projecto habitacional de Por outro lado, algumas das tendências identificadas
Angola, Kilamba é uma cidade criada de raiz e com números — servem uma componente aspiracional, que deve desde já estar
impressionantes: terá 400 mil habitantes, 80.000 habitações, — presente numa perspectiva de evolução contínua do papel
mais de 700 edifícios, 20 creches, 15 escolas primárias — da Administração do Território. Mesmo que não sejam, por
e 50 quilómetros de estradas. A esta juntar-se-ão cerca — enquanto, aplicáveis no contexto nacional, deverão ser conde 30 outras centralidades que irão beneficiar uma população — sideradas numa óptica de longo prazo e da sua incorporação
estimada de um milhão de pessoas. paulatina em estratégias futuras.
| — EXEMPLOS E TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS
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8 d' — ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS DE LONGO PRAZO
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FERN PND 2013.2017
FRANS orENTAÇÕES ESTRATÉGICAS DE MÉDIO PRAZO
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FERE ACTORES
é ORIENTAÇÕES E PLANOS DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL
De seguida apresenta-se os principais documentos com impacto na elaboração do PLANEAT e o período até ao qual se
mantêm vigentes.
Objectivos de Plano Estratégico Indicativo Objectivos de União Africana:
Desenvolvimento do de Desenvolvimento Desenvolvimento Sustentável Agenda 2063
Milénio até 2015 Regional (RISDP) 2015-2030
Cho HER
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2001 2017 2025
2015 2020 2030 2063
” Plano de PND Programa de Estratégia de Desenvolvimentoa
Fios sb Actividades MAT 2013-2017 Governo do MPLA Longo Prazo Angola 2025
Descentralização R sn IV ——
Administrativas cio ELSE DELA s '
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Diagnóstico da Situação Actual
Considerando o Ministério da Administração do Território
como ainstituição que conduzirá a estratégia para a Administração SECUNDÁRIOS
do Território em Angola, importa caracterizar o seu ambiente E SE
| XE vo VvInIste D:
interno e externo, não só de uma perspectiva global mas PRIMÁRIOS
também observando detalhadamente os vários órgãos que
compõem a sua estrutura Orgânica. | | NONE
Assim, em primeiro plano, foram analisados os diversos
si EXTERNOS
stakeholders da AT bem como as relações que se estabelecem
entre os mesmos e o MAT. A partir dos relacionamentos Empresas ; | Organismos
" Niernacionais
identificados pode desde logo extrapolar-se o posicionamento
que o MAT deverá assumir no seio desta rede de actores. ' | a
Comunicação ASSOCIAÇÃãO/
Foram também analisadas as várias Direcções e Gabinetes Social Agências ONG's
que constituem os Serviços Executivos Centrais e Serviços de
Apoio Técnico do Ministério da Administração do Território
bem como os Institutos sob sua superintendência. Através Paratal, foi elaborada uma matriz de relacionamentos que
da realização de entrevistas, analisando as disposições legis- — Visa identificar os principais stakeholders da Administração
lativas sobre as atribuições de cada órgão e conhecendo as do Território, evidenciar qual o seu papel à luz do que são os
5 " Te " - - + > .
equipas e os recursos que formam cada equipa de trabalho, desígnios da AT erepresentar como as mesmas serelacionam
foi possível formar uma ideia clara das forças, fraquezas, enress " às ,
: : : : Assim, a figura identifica quais os actores da AT, ou
ameaças e oportunidades do MAT, sistematizadas numa matriz Í 2 E : q |
e S seja, aqueles que constituem e executam efectivamente a
estratégica SWOT. É , ESSE ;
. e o 1. Administração do Território, situando-senum plano «interno».
Efectuou-se também uma análise às condições logísticas dos :
e. . Is e : Do mesmo modo, identifica quais os stakeholders a que a AT,
à disposição das várias direcções, identificando os aspectos o : "e
fiasco o io de algum modo, se dirige e procura servir, situando-se estes
e maior relevância ou com maior impacto sobre a actividade jánum plano «externo» a esta.
do MAT. De outra perspectiva, distinguem-se que actores se relacionam
1. Diagnóstico Global da Administração do Território — qo nm modo mais estreito como MAT— o principal agente
Numa primeira abordagem, procurou identificar-se as — da AT — com aqueles cujo papel influi de um modo menos
principais debilidades que limitam a operacionalidade e o — preponderante ou directo na Administração do Território. Neste
desempenho dos responsáveis da AT no seu todo etambém, por — grupo incluem-se, naturalmente, os Governos Provinciais
outro lado, quais as alavancas de desenvolvimento que poderão — e as Administrações Municipais bem como aqueles que
contribuir sienificativamente para esse mesmo desempenho. — são, na prática, os seus clientes — os cidadãos. Num plano
mais mediato, observa-se ainda como o MAT se relaciona,
ou deveria relacionar, com o Executivo e com os restantes
Ministérios, na vertente «interna» da AT, e com Empresas,
Comunicação Social, Organizações Intemacionais, ONG's,
Agências Sectoriais e Associações da Sociedade Civil na
vertente «externa».
Com base nesta análise, verifica-se a necessidade estratégica
de o MAT fomentar uma cooperação sistemática e profunda
com os actores primários no plano interno e uma colaboração
frequente e profícua com os actores secundários nesse mesmo
plano interno. Esta acção deverá ser orientada, fundamentalmente, para o Cidadão. Sempre que possível, e de um modo
estruturado, deverá ser estimulado o relacionamento com os
actores secundários no plano externo, nomeadamente através
de parcerias ou comunicações periódicas.
Com base nesta contextualização e atentando nas relações
que estão, actualmente, estabelecidas entre o MAT e os restantes
actores da AT, não se encontram evidências de uma gestão
sistemática e padronizada desta rede derelacionamentos. Daqui
resultam um conjunto de debilidades mas também de potencialidades que interessa relevar do ponto de vista estratégico.
Nesse sentido, as debilidades mais relevantes que sobressaem da análise efectuada são:
Obsolescência da infra-estrutura informática, tanto
a nível de postos de trabalho como da rede e da
infra-estrutura de suporte;
Fraca da dinâmica no processo de constituição das autarquias, não havendo uma calendarização definida
para a prossecução desta iniciativa;
Incapacidade financeira para lançar reformas que
abranjam todo o território no curto prazo, dada
a dimensão do território, o grande número de
municípios existente e a dispersão geográfica
das populações;
Elevada rotatividade ou saída dos recursos mais qualificados, levando a escassez de recursos especializados e ao desaproveitamento da formação
ministrada aos funcionários;
Escassez de dados fidedignos sobre os recursos humanos da AT, o que acarreta custos significativos e
limita a dinâmica da gestão de recursos humanos;
Parca coordenação intersectorial, o que limita substancialmente a operacionalidade do MAT, em particular
com ministérios actuantes em áreas semelhantes;
Limitada capacidade técnica e instrumental de planeamento e gestão de quadros ao nível local.
Inversamente, foram igualmente identificados factores
que poderão projectar a actuação da AT no seu esforço de
desenvolvimento do território. Essas alavancas são:
Renovação de infra-estruturas em fase bastante avançada
(nomeadamente a nova sede do MAT ou a existência de projectos para as novas infra-estruturas
autárquicas);
Implementação e receptividade pela população às
novas centralidades;
Oferta formativa extensa e abrangente por parte da
ENAD, IFAL e INFORFIP;
Disponibilidade de novos meios tecnológicos de informação e comunicação que permitem a troca de
informação independentemente do número ou
distância dos municípios;
Concretização do Censo à população e disponibilidade
de informação extensa e detalhada sobre a mesma;
Projectos de reorganização e modernização administrativa em curso no MAT e nos órgãos locais.
ALAVANCAS | DEBILIDADES
DE DESENVOLVIMENTO | RELEVANTES
* Renovação de infra-estruturas em fase =) 2, Obsolescênciada infraestrutura
bastante avançada; | informática;
* Implementação e receptividade às e Fracada dinâmicano processo de
novas centralidades; | constituição das autarquias;
+ Oferta formativa extensaeabrangente |) à, Incapacidade financeira para lançar
por parte da ENAD e IFAL; | reformas que abranjam todo o território
» Disponibilidade de novos meios | no curto prazo;
tecnológ cos de informação e | » Flevada rotatividade ou saida dos
comunicação; | recursos mais qualificados;
+ Disponibilidade deinformação extensa =) 4 Escassez de dados fidedignos sobre à
e detalhada sobre a população muito — população e sobre os recursos humanos
brevemente; Í da AT;
UÚ
« Projectos de reorganização e Í + Parcacoordenação Intersectorial.
modernização administrativa em curso
no MAT e nos órgãos locais, |
2. Administração Local do Estado
A Direcção Nacional da Administração Local do Estado
(DNAL) é o serviço que tem sob sua responsabilidade a execução das medidas e tarefas relacionadas com a organização e
funcionamento dos órgãos e serviços da Administração Local
do Estado, bem como dos municípios e cidades.
2.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: Existência de um Estatuto Orgânico,
aprovado à luz das expectativas do MAT e suas direcções, e
de uma visão clara sobre a missão e objectivos do MAT no
que se refere a governação local em Angola. A interacção
deste órgão com o Instituto de Formação e Administração
Local (IFAL) e com o Fundo de Apoio Social (FAS) reforça
a preponderância e a capacidade de acção da DNAL.
FORÇAS FRAQUEZAS
Existência de um estatuto orgânico 1. Escassez de pessoa! técnico qualificado
ACEquado SOINES 2. Sistema de p aniti-cação e
Existência de Institutos Públicos que monitorização inexistentes
poa Mas acta ds a DISSESSE CAS 3. Processos internos não standardizados
Baixo grau de moti-vação dos
Lrabalnadores
Resistência à Mudança
AMEAÇAS OPORTUNIDADES
Fraca articulação entre o MAT « 1. Condução do processo de
MINPLAN descentralização Administrativa
O baixo nível de avaliação do 2. Monitorização das aclividades
desempenho dos órgãos da Administração desenvolvidas pelos orgãos da
Loca Administração Local
3, Introdução de eficiência operacional nos
processos da Acministração Local
Pontos Fracos: Verificou-se diversos problemas relacionados com os recursos humanos afectos à DNAL. A carência
de pessoal técnico qualificado ao nível da Direcção e o
baixo nível de motivação dos colaboradores aliado a uma
forte resistência à mudança constituem um forte entrave ao
processo de mudança considerado necessário para a evolução
desta Direcção no sentido de corporizar uma visão para a
Administração Local em Angola.
Do mesmo modo, a inexistência de um sistema de avaliação
de desempenho eficaz e o elevado nível de absentismo afectam
directamente a operacionalidade desta Direcção.
Por outro lado, a inexistência de um plano de acção
tanto do Ministério como da própria Direcção, bem como a
ausência de um sistema de planificação e monitorização das
actividades ou de processos internos estandardizados afectam
negativamente a eficiência dos serviços.
A parca interacção e articulação com as restantes Direcções
são igualmente apontados como pontos fracos da DNAL.
Também a deficiente articulação entre Governos Provinciais e
Administrações Locais e as dificuldades no acesso ao SIGPE e
SIGFE por parte destas é apontada como um constrangimento
à concretização das iniciativas do executivo.
Oportunidades: As principais oportunidades de actuação
identificadas para a DNAL estão relacionadas com a condução
do processo de desconcentração administrativa do País, recorrendo a uma maior participação em certames internacionais, em
particular nos fóruns da SADC e na Feira Africities, com vista
a conhecer bons exemplos de reforma da A dministração Local.
Estas experiências facilitarão a tarefa da DNAL na reforma
da Administração Local. Nomeadamente na monitorização e
procura de eficiência operacional.
Ameaças: A parca articulação entre o MAT, o Ministério do
Planeamento e do Desenvolvimento Territorial e o Ministério
das Finanças vai condicionar o desenvolvimento de políticas
públicas. A necessidade de consenso político para a efectiva
implementação de uma reforma da Administração Local poderá
ser considerada como uma ameaça, no sentido em que é factor
crítico para a concretização desta reforma.
2.2. Legislação
As competências da DNAL estão enumeradas no artigo 10.º do
Estatuto Orgânico do Ministério da A dministração do Território,
transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
2.3. Recursos Humanos
Conforme já identificado como pontos fracos, verifica-se
uma notória escassez de recursos humanos qualificados na
estrutura central da DNAL, tanto ao nível da sua formação
académica como de formação específica nas áreas e responsabilidades que estatutariamente lhes competem.
Assim, é necessário proceder à identificação de perfis para
as várias funções que compõem esta direcção no sentido de
preparar acções de recrutamento com vista a debelar as lacunas
desta direcção em termos de recursos humanos.
FORÇAS FRAQUEZAS
SN o aaa — Eb
Capacidade de ci zação de relações atribuições
AMEAÇAS OPORTUNIDADES
Existência de factores condicionantes 1. Conduzir o processo de descentralização
star ea dear ESA ASS
3. Administração Autárquica
A Direcção Nacional de Administração Autárquica (DNAUÚ)
é o serviço que tem a responsabilidade de execução das medidas e tarefas relacionadas com a preparação e organização da
instituição das Autarquias Locais.
3.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: Esta direcção, tendo sido recentemente
criada, possui objectivos e estratégias definidos, nomeadamente
um Plano Estratégico e um Plano de Acção. A capacidade
de dinamização de relações de cooperação com parceiros e
organizações internacionais no domínio da descentralização
e o acompanhamento de projectos desse âmbito são também
um ponto forte a destacar.
Pontos Fracos: Verifica-se que a especialização dos RH
não é adequada às actividades que desempenham, sendo os
colaboradores actuais formados em áreas que não as da sua
actuação na DNAU. Verifica-se ainda que, em termos operacionais, o âmbito das competências de algumas direcções
se sobrepõem em algumas circunstâncias, o que se reflecte
negativamente na capacidade de actuação da DNAU.
Oportunidades: A plena concretização do processo de
descentralização política e administrativa, corporizando a
vontade do executivo nesta matéria, constitui uma oportunidade importante para esta Direcção, tanto pela projecção
e visibilidade que obterá como pela importância estratégica
deste projecto para o país.
Ameaças: Como principal ameaça à concretização da
estratégia da DNAU identificámos a dificuldade em reunir
as condições necessárias à efectivação do processo de criação
de autarquias no País.
3.2. Legislação
As competências da DNAU estão enumeradas no artigo 11.º
do Estatuto Orgânico do Ministério da A dministração do Território,
transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
3.3. Recursos Humanos
A Direcção Nacional de A dministração Autárquica conta
com quatro funcionários. Trata-se de uma Direcção nova,
cujas estruturas internas estão ainda a ser formadas, pelo que
encontra-se em fase de recrutamento de novos colaboradores.
Identificaram-se carências de técnicos especializados no domínio
da gestão e administração autárquica, Jurídico e financeiro.
Este órgão definiu como estratégia de recursos humanos o
recrutamento de técnicos capacitados e de uma assessoria técnica
especializada à DNAU bem como a formação dos quadros da
Direcção. A DNAU pretende propor planos de formação para
capacitação dos técnicos na perspectiva futura de possuir um
núcleo técnico especializado nos diferentes domínios.
4. Organização do Território
A Direcção Nacional de Organização do Território
(DNOT) é o serviço que tem a responsabilidade de executar
as medidas e as tarefas nos domínios da organização do
território, da divisão político-administrativa, da toponímia
e dos nomes locais.
Forte casacidade ce trabalho e ce 1. Baixo n'vel de pastão fundiária do:
CcongIerIaçÃão entre os co asoradores territórios 50b alçada dos órgãos da
Administração Loca
Rocursos Humanos Insuf cientes
Indefinição da manutenção das suas 1. Criação de um sistema de gestão de
atribuições nformação geográfica do País
2 Const tuição! Modernização clas
nirseslruluras das aularguias
4.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: Relativamente à DNOT, o principal ponto
forte a ressalvar está relacionado com a forte motivação e
coesão da equipa que compõe esta Direcção e permite mitigar algumas das lacunas ao nível dos meios operacionais à
sua disposição.
Pontos Fracos: Como pontos fracos destaca-se a limitada
ou nula gestão fundiária dos territórios sob tutela dos órgãos da
administração local, o que se reflecte na incompleta concretização de todas as atribuições desta direcção. Associada a esta
lacuna, e justificando-a em parte, está também a escassez de
recursos humanos desta Direcção face às suas incumbências.
Oportunidades: Face à carência de informação sobre a
geografia e divisões administrativas do País, identificámos
como oportunidade de diferenciação e afirmação da DNOT
a criação de um sistema de gestão da informação geográfica
de Angola. Da mesma forma, o desenvolvimento da rede de
infra-estruturas autárquicas afigura-se como uma oportunidade
de alavancagem do papel da AL em todo o território.
Ameaças: A principal ameaça à actuação desta Direcção
prende-se com a redistribuição de funções para outros organismos ou a falta de mandato político para a execução de
projectos no âmbito das atribuições estatutárias desta Direcção.
4.2. Legislação
As competências da DNOT estão enumeradas no artigo 12.º do
Estatuto Orgânico do Ministério da A dministração do Território,
transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
4.3. Recursos Humanos
A falta de recursos humanos em número suficiente na
DNOT impede, com alguma frequência, que esta Direcção
desenvolva todas as actividades previstas ou necessárias apenas
pela falta de disponibilidade dos técnicos em funções. Este
factor obriga também a que todos os técnicos sejam capazes de
corresponder a todas as necessidades da DNOT, o que acaba
por inibir uma maior especialização do pessoal.
5. Tecnologia e Apoio aos Processos Eleitor ais
A Direcção Nacional de Tecnologias e Apoio aos Processos
Eleitorais (DNTAPE) é o serviço que tem a responsabilidade
da preparação das medidas e tarefas relacionadas com a
planificação, organização e apoio aos processos eleitorais.
FORÇAS FRAQUEZAS
dae o RE SAS AMA isto
rea a ria ea [66 ef: CMN | MERO AAA dus úensea,
|
|
5.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: Esta Direcção tem à sua responsabilidade
informação de elevada importância estratégica e operacional
para o País. A correcta e constante actualização da base de
dados relativa aos processos eleitorais constitui um notório
ponto forte desta Direcção.
Pontos Fracos: O ponto fraco mais relevante da DNTAPE
prende-se com a insuficiência em termos de número e formação
dos seus recursos humanos. Um outro ponto fraco identificado
concerne ao estado de degradação das infra-estruturas ao
dispor dos elementos da direcção.
Oportunidades: Das oportunidades identificadas, destacam-se
a possibilidade de criação de uma base de dados de eleitores
para controlo efectivo da população nos processos eleitorais,
o que poderá constituir uma enorme mais-valia para o País.
É também clara a possibilidade desta Direcção assumir um
papel mais activo e preponderante no apoio à condução dos
processos eleitorais do País.
Ameaças: Contrariamente às oportunidades identificadas, a
possibilidade de perda de algumas das suas responsabilidades
para outros organismos constitui uma ameaça à autonomia
e actuação desta Direcção. Uma outra ameaça a destacar diz
respeito à falta de investimento na modernização das infra-
-estruturas de tecnologias de informação ao dispor deste
órgão. Uma vez que o trabalho da DNTAPE é eminentemente
tecnológico, esta situação reveste-se de elevada importância.
5.2. Legislação
As competências da DNTAPE estão enumeradas
no artigo 13.º do Estatuto Orgânico do Ministério da
Administração do Território, transcritas num anexo a este
documento (Anexo 10.1).
5.3. Recursos Humanos
A Direcção conta com trinta e um funcionários, nove
técnicos superiores e três técnicos médios. Verificam-se
grandes necessidades ao nível da formação específica dos
colaboradores desta Direcção uma vez que desempenham
funções com necessidades de actualização constante.
6. Recursos Humanos da Administração Local
A Direcção Nacional de Recursos Humanos da Administração
Local (DNRHAL) é o serviço que tem a responsabilidade de
execução das medidas de política salarial, selecção, formação,
registo de mobilidade e superação técnico-profissional do
pessoal dos órgãos e serviços da A dministração Local do
Estado, Municípios e Cidades.
FORÇAS E rraoUEZAS
Preponderâáncia da Direcção pelo 1. Funcionários não cadastrados
criei atue! ua suas andado os 7 Inexistênia de mecanismos de controir
IDerintende e aval ação de desempenho
SobnitaESe dos quadros de AdInSDSER IA aa
Local
ãã ERA EA nao
desse dDeS de MESES dE COSTA) EEGtUOlo E ONEIAS O
EE ERA Eae a desempenho dos funcionários da
eee nes SE eaas Read:
mitizaçõo de fraudes
6.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: Como pontos fortes desta Direcção podemos
apontar o conhecimento e influência junto do vasto número
de funcionários que compõem a Administração Local do
Estado. Um outro ponto forte da DNRHAL é a proactividade
e motivação da equipa, que tem desenvolvido um esforço
de melhoria contínua do trabalho que vem desempenhando.
Ainda a referir a existência do IFAL, como entidade de apoio
à capacitação dos funcionários da Administração Local.
Pontos Fracos: A inexistência de uma base de dados
informatizada com os cadastros de todos os funcionários da
Administração Local do Estado constitui uma grave fraqueza
que urge ser ultrapassada. O desconhecimento dos recursos
humanos geridos por este órgão impossibilita a correcta
implementação das políticas do Governo para os mesmos.
Esta situação tenderá a agravar-se uma vez que se concretize o
processo de descentralização administrativa, o que obrigará a
uma realocação dos recursos humanos. Uma outra consequência
desta lacuna é a incapacidade para reduzir os casos de fraude
(p.ex. casos de «funcionários fantasma», que auferem salário
mas não prestando qualquer serviço ao Estado). Os métodos
e condições de trabalho nesta Direcção representam também
importante aspecto a melhorar.
Oportunidades: A implementação de mecanismos efectivos
de controlo e avaliação de desempenho dos funcionários da
Administração Local constitui uma importante oportunidade
para optimizar e modernizar as estruturas da Administração
Pública ao nível local e, simultaneamente, reafirmar o papel
da DNRHAL. O conhecimento dos recursos humanos que
estão afectos à Administração Local revela-se de crucial
importância para que seja possível enquadrá-los nas estruturas
a criar. Paralelamente, a concretização desta oportunidade
permitirá reduzir a ocorrência de fraudes lesivas para o Estado
e delapidam o erário público.
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cce.
Ameaças: A resistência à mudança pelos funcionários da
Administração Local constitui uma ameaça à prossecução dos
objectivos estratégicos nacionais pelo que a sua mitigação
será um factor chave para a implementação bem-sucedida
de políticas a nível local.
6.2. Legislação
As competências da DNRHAL estão enumeradas no
artigo 14.º do Estatuto Orgânico do Ministério da Administração
do Território, transcritas num anexo a este documento (Anexo
1).
6.3. Recursos Humanos
A DNRHAL conta com aproximadamente doze funcionários. A Administração Local do Estado tem um efectivo
de aproximadamente 350.000 (trezentos e cinquenta mil)
funcionários, o que representa 87% dos funcionários da
administração pública.
O já referido desconhecimento dos quadros efectivamente
em funções na A dministração Local do Estado impossibilita a
definição e implementação de iniciativas e políticas, pelo que
é urgente corrigir esta situação. Assim, importa efectuar um
cadastro de todos os funcionários de forma a identificar quem
são, onde estão localizados, qual a sua categoria profissional,
quais as suas qualificações, etc. Esta medida permitirá igualmente
o enquadramento dos funcionários em formações específicas
e direccionadas às suas áreas de actuação, atacando um dos
problemas mais prementes da Administração do Território.
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7. Secretaria Geral
A Secretaria Geral (SG) é o serviço que se ocupa da
generalidade das questões administrativas comuns a todos os
serviços do Ministério bem como da gestão do orçamento,
património, do arquivo, da administração, das finanças,
da contabilidade, da auditoria interna, dos transportes, das
relações públicas, e do protocolo, aprovisionamento, limpeza,
e manutenção, segurança das instalações, das pessoas e do
património afectos ao Ministério.
FORÇAS FRAQUEZAS
Farte dinamisma e foco na 1. Quadro de pessoal povcs qualificado
I0C8M TzaAcdo para as funções que desemaenham
Se eo à. x * SfEa corel + E 2. Incipiência nos processos operacionais
3, Sistemas de informação desintegrados
3, Programas de melhoria dos serviços em ireduzida capacidade tecnológica)
curso freuirganização da SG do MAT) .
4, Forte adesão das 56'5 dos
Gov Frovinoiais au processo de
AMEAÇAS OPORTUNIDADES
Limitação financeira pars 1. Proceder à capacicação dos orgãos sob
mplementação de projectos de sua superintencia
modernização 2. Prestação de um serviço de excelência
305 5€U5 "Clientes"
Melhoria da eficiência operacional e da
gestão documental
7.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: A SG afigura-se como um órgão de elevada
importância não só na estrutura do MAT, como também na
estrutura do executivo, nomeadamente no que respeita à
garantia da prestação do serviço aéreo institucional. Verifica-se
um forte dinamismo interno no sentido da modernização dos
seus serviços, o que se reflectirá nos serviços prestados aos
seus utentes. A SG encontra-se a desenvolver um projecto
de modernização e reorganização administrativa, com vista
a sedimentar a estrutura actual, dinamizar os meios de
comunicação, optimizar o controlo orçamental, proceder à
melhoria da gestão do património e da contratação pública,
à caracterização e «webização» dos processos, promoção da
imagem aos clientes internos, assim como a capacitação de
todos os órgãos sob sua tutela, até 2017.
Pontos Fracos: O quadro de pessoal afecto à SG revela-
-se pouco qualificado para as funções que tem a seu cargo,
urgindo investir na sua capacitação. Embora esteja em curso
um processo de modemização e estruturação administrativa da
SG, há ainda aspectos que afectam a articulação e interacção
dos vários órgãos do Ministério, nomeadamente a inexistência
de sistemas de informação integrados.
Oportunidades: A Secretaria Geral tem a oportunidade de
se afirmar como um exemplo de eficiência e produtividade
no quadro da Administração Pública angolana. Para tirar
partido dessa oportunidade a SG deverá prosseguir o esforço
de modernização dos seus serviços e alargá-los, dentro do
possível, a todos os órgãos sob sua tutela e até a outros órgãos
da Administração Local. A SG poderá, assim, melhorar os
serviços prestados aos seus clientes, tanto internos (MAT) como
extemos (outros órgãos e cidadãos). É também considerada
como oportunidade a possibilidade de proceder à capacitação
dos órgãos sob sua superintendência, bem como melhorar
a sua eficiência operacional e implementar ferramentas de
gestão documental.
Ameaças: Considerando o trabalho que tem vindo a ser
desenvolvido pela SG bem como o trabalho que se perfila
no seu horizonte, constituem uma ameaça atrasos ou recuos
na actualização da legislação relativa à administração local
que, ao sofrer alterações, poderão frustrar as reformas e
projectos da SG.
7.2. Legislação
As competências da SG estão enumeradas no artigo 17.º do
Estatuto Orgânico do Ministério da Administração do Território,
transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
7.3. Recursos Humanos
A SG conta neste momento nos seus quadros com 73 funcionários, sendo 50% destes técnicos superiores e 33% técnicos
médios. Verifica-se também a necessidade de elevar o nível
de qualificação dos recursos humanos da SG, capacitando-os
para um melhor desempenho das suas funções.
8. Efemérides e Eventos Institucionais
O Gabinete de Efemérides e Eventos Institucionais (GEE)
é o serviço que tem a responsabilidade de coordenar a organtzação da celebração das Efemérides Nacionais, superiormente
estabelecidas, monitorar a aplicação do Decreto Executivos
do Ministério sobre eventos e efemérides locais e outras
celebrações relevantes, bem como as acções e/ou eventos
estabelecidos nos termos da legislação em vigor.
|. Gab.aete sem constrangimentos 1. Debil consolivação opersciona
Acministrativos 2. Inexistência de quadro de pessoal
Funções de elevada visibilidade
Nacional
Incarrecta preparação da estrutura 1, Dimensianar e Gabinete de acordo com
de R) à 5uUd estratégia
2 Não adesão da soc edade às iniciativas 7, Modemizar a imagem da Administração
nromovidas Lacal
3, Criar Manuar de Ut lização dos Simbolos
Naconas
8.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: O Gabinete de Efemérides e Eventos
Institucionais caracteriza-se por ser um órgão recém-criado,
pelo que não tem processos pendentes ou outro tipo de constrangimentos administrativos. Assim, pode desde já adoptar
métodos de trabalho mais eficientes face ao que sucedeno resto
da organização. As funções atribuídas ao GEEI conferem-lhe
um evidente destaque no quadro institucional nacional, na
medida da visibilidade dos eventos e celebrações organizados
por este gabinete.
Pontos Fracos: O facto de este Gabinete ser recente pode
ser, simultaneamente, considerada uma fraqueza caso tenhamos
em conta a inexistência de processos definidos ou a limitada
experiência no desempenho destas tarefas. Particularmente a
inexistência de um quadro de pessoal que possa dar resposta
às actividades do GEEI é um ponto a abordar com urgência.
Oportunidades: A inexistência de estruturas ou pessoal
pode assim ser considerada uma oportunidade de criar de
base uma estrutura capaz de dar resposta às atribuições do
GEEI, evitando as principais insuficiências que assolam
vários outros órgãos do MAT. Por outro lado, a visibilidade e
destaque das actividades deste gabinete poderão conferir aos
seus colaboradores e ao MAT enorme visibilidade e destaque
face aos demais órgãos da Administração Pública.
Ameaças: Considerando a especificidade das atribuições
deste Gabinete, muito distintas dos restantes órgãos do MAT,
a sua realocação para outras entidades é uma ameaça a ter
em consideração. Ao mesmo tempo, a enorme visibilidade a
que este Gabinete está sujeito tornam-no mais susceptível a
pressões ou contestação pública, o que se poderá reflectir na
não adesão da sociedade às iniciativas que promoverá.
8.2. Legislação
As competências do GEEI estão enumeradas no artigo 15.º do
Estatuto Orgânico do Ministério da A dministração do Território,
transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
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8.3. Recursos Humanos
Considerando que este Gabinete ainda não possui uma
estrutura de RH, importa referir que esta deve reflectir as
competências necessárias ao bom desempenho das atribuições
estatutárias do órgão.
9. Recursos Humanos do MAT
O Gabinete de Recursos Humanos (GRH) é o serviço
responsável pela concepção e execução das políticas de gestão
dos quadros do Ministério, nomeadamente nos domínios
do desenvolvimento pessoal e de carreiras, recrutamento,
selecção, enquadramento, mobilidades, formação, superação
técnico-profissional, bem como os serviços de apoio social
aos funcionários do Ministério.
FORÇAS FRAQUEZAS
Existência do regulamento interno co 1, Inex stência de mecanismos de
MA controio e registo dos funcionários e
Ecuipa de RH dimensionada e com E CRMNSASAAIAS
tormação adequada !, Exislêôncia de vasos de baizo
comprometimento com ss objectivos de
IA
AMEAÇAS OPORTUNIDADES
1, Reduzida atractividade do MAT para 1, Criação de um sistema de avaliação de
caplura de EH altamente qualficados desempernto
Baixa cooperação dos restantes orgãos 2. Capadilação dos. RH do MAI
do MAT
serviços de apoio social aos funcionários do Ministério,
9.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: A existência de um regulamento interno
da instituição representa uma mais-valia não só para os funcionários do MAT, como para a própria instituição. A equipa
do GRH tem a dimensão necessária para as tarefas que esta
Direcção desempenha e, adicionalmente, os recursos que a
compõem têm as competências e experiência necessárias ao
bom desempenho das suas funções.
Pontos Fracos: A inexistência de mecanismos de controlo
e cadastro dos funcionários do MAT, nomeadamente ao nível
das tecnologias de informação, é um claro ponto fraco desta
Direcção. Esta lacuna dificulta a concepção e implementação
de políticas de recursos humanos adequadas. A incapacidade
de agir sobre a fraca motivação e responsabilização dos colaboradores do MAT, justificada pelas parcas oportunidades de
progressão de carreira e baixo nível compensatório, é também
um grave problema a apontar a esta Direcção.
Oportunidades: A criação de um eficiente sistema de
avaliação de desempenho poderá potenciar a produtividade
dos funcionários do MAT, na medida em que estes verão uma
relação directa entre o seu desempenho e a sua progressão
de carreira e aumento dos rendimentos. Considerando os
constrangimentos já identificados no que respeita às lacunas
na formação dos quadros do MAT, a capacitação de todos os
RH desta instituição constitui uma oportunidade importante
para o contributo do GRH na modernização do Ministério.
Ameaças: A saída dos recursos mais qualificados pode
tomar-se um problema grave para a evolução do MAT para
um patamar de produtividade e eficiência superior. Dadas
as limitadas perspectivas de carreira e modestas condições
salariais que a Administração Pública oferece, a saída dos
profissionais mais competentes para o sector privado é uma
forte possibilidade. Uma outra ameaça poderá ser a contestação
ou rejeição de alterações às políticas de recursos humanos
da Administração Pública, nomeadamente da introdução
de avaliação de performance ou até de despedimentos no
sector público.
9.2. Legislação
As competências da GRH estão enumeradas no artigo 18.º
do Estatuto Orgânico do Ministério da Administração do
Território, transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
9.3. Recursos Humanos
Conforme já referido, a estrutura de RH afecta a este
Gabinete encontra-se, bem dimensionada face às necessidades
desta Direcção.
Olhando à totalidade dos funcionários do MAT, cuja gestão
cabe ao GRH, identificou-se como necessidades mais prementes de formação nas áreas de ciências jurídicas, económicas,
ciências sociais aplicadas, planeamento urbano e regional,
ciências de computação e de comunicação.
No sentido de colmatar as referidas necessidades, o GRH
concebe e operacionaliza planos e acções de formação que
considera relevantes e coerentes com as atribuições dos
vários órgãos do Ministério, bem como com as necessidades
formativas reportadas pelos órgãos.
O GRH apoia igualmente formações ou especializações por
iniciativa dos próprios trabalhadores em entidades externas,
no sentido da sua valorização profissional e consequente valor
acrescentado para o Ministério.
10. Inspecção
O Gabinete de Inspecção (GIMAT) é o serviço que acompanha, fiscaliza, monitora e avalia a aplicação dos planos e
programas aprovados para o Sector bem como o cumprimento
dos princípios e normas de organização e funcionamento dos
serviços do MAT.
Patracinia do Minstro da AT para « 1. Escassez de material técnico
ele ivação da sua função Quadro de pessoal pouco qualificado
Reestruturação interna em curso
Falta de cooperação dos restantes 1. Melhoria da oualificação orofissional da
orgãos do MAT carreira
Dificuldade de implementação de 2. Implementação de eficientes
mecanismos de fiscalização mecanismos de fiscalização
10.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: O claro mandato do Ministro da Administração
do Território no sentido de valorizar o papel do GIMAT e de o
dotar de maior independência e autonomia. O papel fiscalizador
face aos restantes órgãos do MAT. A reestruturação em curso
neste gabinete irá cimentar a sua adequação à realidade do
MAT e incrementar a sua eficiência e eficácia operacional de
inspecção aos Municípios e Cidades.
Pontos Fracos: A escassez de recursos à disposição do
Gabinete de Inspecção, necessários ao cumprimento das suas
atribuições estatutárias, nomeadamente de computadores,
câmaras fotográficas, impressoras, viaturas, entre outras,
constitui um dos principais constrangimentos deste gabinete.
Do mesmo modo, o GIMAT também apresenta lacunas a nível
da qualificação do pessoal.
Oportunidades: A afirmação de um papel realmente fiscalizador pelo GIMAT, assumindo uma postura quase autónoma
da restante estrutura do MAT trará um impacto muito positivo
no desempenho do Ministério. Para a concretização desta
abordagem importa integrar no GIMAT pessoal qualificado
e experiente na área de inspecção e também desenvolver
mecanismos de fiscalização mais sistemáticos e transparentes.
Ameaças: A acção de um órgão de fiscalização depende de
cooperação por parte das restantes direcções, nomeadamente
no acesso à informação. A resistência à correcta implementação de mecanismos de controlo e fiscalização por parte dos
restantes órgãos do MAT constitui uma ameaça na medida
em que sem a sua colaboração a capacidade de actuação do
GIMAT fica seriamente limitada.
10.2. Recursos Humanos
O Gabinete de Inspecção conta com doze funcionários, dois
inspectores gerais-adjuntos, quatro inspectores de 2.º classe,
inspectores de 1.º classe e subinspectores. Constatou-se a
necessidade de preenchimento do quadro de pessoal nas áreas
de economia e ciências jurídicas.
11. Estudos, Planeamento e Estatística
O Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE)
é o serviço de apoio técnico de carácter transversal que tem
como funções principais a preparação de medidas de política
e estratégia do sector respectivo, de estudos e análise regular
sobre a execução geral das actividades dos serviços bem como
a orientação e coordenação da estatística do Ministério e dos
Órgãos da Administração Local e Autárquica.
FORÇAS FRAQUEZAS
EPE INE) amada da GeREtrede PRA Eca NT co RERAAENARNAR A
dera lote á implementação dos políticas da ETA A SEE AMAR
OPORTUNIDADES
Requer a edessa Ss POltcas FEIOS 1. Criação de mecanismos de acompanha-
Feteindos e Dê torização de projectos;
REA enero Se ERAS 2. Reforço do quadro de pessoal, por torma
MA
3, Adeoção dos sistemas informáticos de
suporte
11.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: A vasta rede de técnicos dos GEPE's dos
diferentes organismos da Administração Local constitui uma
importante rede de centralização e transmissão de informação
fundamental para a boa governação do País. A existência do
FAS e IFAL como entidades de apoio à concretização dos
objectivos do MAT constitui também um ponto forte a destacar.
Pontos Fracos: A inexistência de processos internos definidos
constitui uma das principais fraquezas deste Gabinete e afecta
negativamente a organização, produtividade e comunicação
do GEPE. Esta falta de uniformização, que se estende a outros
organismos e órgãos tem um efeito duplamente negativo tendo
em conta que uma das principais tarefas deste departamento é
precisamente a recolha, tratamento e análise de informação.
Oportunidades: A definição de uma abordagem integrada
para a Administração do Território e a definição de políticas
plurianuais de gestão territorial, articulada com os restantes
órgãos do MAT, é um importante desafio para este gabinete.
A preparação da implementação das autarquias locais afigura-
-se como outra oportunidade em que o GEPE poderá dar um
importante contributo ao desenvolvimento do país.
Ameaças: As políticas a implementar pelo GEPE carecem
da coadjuvação de diversos stakeholders e direcções. Esta
dependência de terceiros afigura-se como um risco que p oderá
limitar a actuação do GEPE.
11.2. Legislação
As competências do GEPE estão enumeradas no artigo 19.º do
Estatuto Orgânico do Ministério da Administração do Território,
transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
11.3. Recursos Humanos
O Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística conta
com três técnicos superiores e cinco médios. Contudo, ainda se
verifica a necessidade de preencher vagas para responsáveis nos
Departamentos de Estudos, Monitorização e Acompanhamento
e de Estatística.
12. Jurídico
O Gabinete Jurídico (GJ) é o serviço de apoio técnico ao
qual cabe sup erintender e realizar toda a actividade jurídica de
assessoria, fiscalização e de estudos nos domínios legislativo,
regulamentar e de contencioso.
Motivação dos funcionário: 1. Falta de 9rocedimentos internos
AMEAÇAS OPORTUNIDADES |
E A
12.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: A forte motivação e dedicação dos colaboradores deste gabinete constituem um factor impulsionador das
actividades desenvolvidas. Na óptica dos responsáveis deste
gabinete, a liderança do actual Ministro e o apoio por este
prestado ao GJ constitui por si só um ponto forte. A existência
de uma ferramenta como o MAT-LEGIS facilita em larga
medida o trabalho dos técnicos deste Gabinete, mantendo toda
a informação organizada e sempre disponível e melhorando
substancialmente a produtividade do GJ.
Pontos Fracos: A inexistência de procedimentos internos
constitui um constrangimento a ser ultrapassado por parte deste
Gabinete. A capacidade técnica dos funcionários é reduzida,
o que se reflecte no desempenho do Gabinete.
Oportunidades: O incremento da interacção e cooperação
com os demais órgãos do MAT poderá potenciar a eficiência e
da produtividade do GJ. Há, frequentemente, dificuldades em
interpretar ou até produzir normas Jurídicas ou regulamentos
a nível dos vários departamentos e o GJ poderá ganhar preponderância prestando assessoria qualificada e experiente a
esses departamentos.
Ameaças: À parca cooperação que se verifica actualmente,
caso não seja contormada, poderá minorar a influência do GJ,
levando a que outras direcções procurem assessoria externa
ao invés de recorrerem ao GJ.
12.2. Legislação
As competências do GJ estão enumeradas no artigo 21.º do
Estatuto Orgânico do Ministério da Administração do Território,
transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
12.3. Recursos Humanos
O Gabinete Jurídico conta com dez funcionários, 6 técnicos
superiores (juristas) e 4 técnicos médios (com categoria de
chefes de secção).
Ad à
13. Intercâmbio
O Gabinete de Intercâmbio (GI) é o serviço encarregue
de apoiar a realização das tarefas nos domínios das relações
internacionais e da cooperação entre os Ministérios e os órgãos
da A dministração Central e Local do Estado, instituições
homólogas de outros países, organizações internacionais,
ONG's e outras organizações e instituições da Sociedade Civil.
FORÇAS FRAQUEZAS
Bom re acionamento interaessoa L. Estrutura centrada na Cirectora do
Técnicos cam experiência annfissianal Gabiente
idequada Cegandênrcia de outros orgãos para
seguimento a processos
AMEAÇAS OPORTUNIDADES
|, Falta de coordenação entre o5 1, Potenciar 2 informação gerada nelo
departamentos inter-ministariais SUIGAT
Desarticulação entre 05 vários 2. Novo Estatuto Crgânico dos órgãos
ministérios locais permitirá visão macro da
4 Dêfinicãa clara das competências po administração do tentório
ministérios 3. Prenaver iniciativas de valor
acrescentado com entidades terceiras
(parceria com IFAL)
13.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: O Gabinete conta com técnicos com
experiência profissional suficiente e com perfil adequado
ao desenvolvimento de relações interpessoais próprias da
actividade deste Gabinete.
Pontos Fracos: O fluxo de trabalho é demasiadamente
centrado na figura do Director, em função das relações pessoais que se desenvolvem, o que coloca constrangimentos
de disponibilidade e capacidade de resposta face ao volume
de solicitações que diariamente chegam a este Gabinete. À
dependência de outras direcções para dar seguimento aos
processos constitui um dos obstáculos para a capacidade de
resposta do Gabinete. Existe uma baixa responsabilização
e dificuldade na priorização de tarefas, fraca articulação e
coordenação entre as direcções/departamentos gabinetes, e
falta de pro-actividade de muitos técnicos.
Oportunidades: À concretização do projecto SILGAT
facilitará a gestão e definição de acções do GI. À crescente
participação e influência de Angola no quadro político regional
e internacional afigura-se como uma oportunidade de afirmação e desenvolvimento do GI como actor e representante do
governo angolano.
Ameaças: À existência de outros órgãos cujas atribuições
se sobrepõem, de alguma forma, às do GI representa uma
ameaça à afirmação deste Gabinete. A falta de coordenação,
sobretudo a nível interministerial, exacerba este problema
na medida em que os diferentes actores poderão sobrep or-
-se ou substituir-se mutuamente, ao invés de cooperarem e
trabalharem de forma integrada.
13.2. Legislação
Às competências do GI estão enumeradas no artigo 22.º do
estatuto orgânico do Ministério da A dministração do Território,
transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
13.3. Recursos Humanos
O Gabinete de Intercâmbio conta com sete técnicos dos
quais seis são técnicos superiores (licenciados nas áreas de
Direito, Recursos Humanos e Sociologia) e um técnico médio.
Identificou-se a necessidade de formação no domínio da
Liderança, Diplomacia, Línguas (francês e inglês), Planeamento
Estratégico e Orçamentação.
! 7
: AA
1 : 2 Sd
YZ A:
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14. Tecnologias de Informação
O Gabinete de Tecnologias de Informação (GTT) é o serviço de apoio técnico responsável pelo desenvolvimento das
tecnologias e manutenção dos sistemas de informação com
vista a dar suporte às actividades de modernização e inovação
do departamento dos serviços ministerial e seus serviços.
:
Dispersão de representantes 2 níve 1. Inexitência de estratégia integrada de
racional isternas de Informaçãr
Implementação de Sistemas estruturais procedimentos
(SIIGAT, no âmbito do SIGMA) 3. Débil maturidade tecnológica
3 mensénas da samata de SS decente nliriãs SOM
EA LCOENAS 2ANEo nivelprovincial e municipal.
2, Implementação de um programa de
Modernização temnológica
14.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: A dispersão de representantes a nível
nacional e o bom nível de representação do MAT a nível da
Administração Local por todo o País é um ponto forte deste
Gabinete na medida em que alavanca a capacidade de actuação
deste Gabinete. Da mesma forma, o bom relacionamento
interpessoal entre os funcionários e a grande capacidade de
trabalho em equipa constituem forças do GTI, bem como a
aposta na implementação de sistemas estruturais tais como o
SIIGAT e o SIMAT.
Pontos fracos: A ausência de infra-estruturas informáticas
e de suporte adequadas às exigências do Ministério e o limitado conhecimento e domínio de ferramentas tecnológicas
pela maioria dos funcionários do Ministério constituem a
principal limitação à actuação do GTI, a par de uma débil
maturidade tecnológica.
Oportunidades: O claro mandato a nível de toda a
Administração Pública, corporizado por avultados investimentos
como o projecto «e-gov», entre outros, poderão proporcionar
importantes oportunidades para o GTI desenvolver projectos
de grande relevância tanto a nível do MAT como a nível
de toda a Administração Local. A mudança de instalações
constitui uma excelente oportunidade para o GTI implementar
uma infra-estrutura informática adequada às necessidades
do MAT. Outra oportunidade será a implementação de um
programa de modernização tecnológica, com abrangência a
todos os órgãos do MAT, aproveitando a criação das novas
instalações do MAT.
Ameaças: O desconhecimento e resistência à mudança,
particularmente patentes no que concerne às tecnologias de
informação, pelos responsáveis de vários departamentos
poderão constituir uma forte força de bloqueio à actuação
do GTI. Outra ameaça identificada resulta da inexistência
de garantias à interoperabilidade dos sistemas actualmente
em implementação.
14.2. Legislação
As competências do GTI estão enumeradas no artigo 22.º
do Estatuto Orgânico do Ministério da Administração do
Território, transcritas num anexo a este documento (Anexo 10.1).
14.3. Recursos Humanos
O Gabinete conta actualmente com três técnicos dos quais
um é bacharel e dois são técnicos médios. A área vai sofrer
uma reestruturação e necessita de técnicos capazes de auditar,
fiscalizar e acompanhar a criação de Planos Standard. As
necessidades mais prementes são de dois técnicos para suportar
o Data Center, dois técnicos para o Suporte de Rede e mais
dois técnicos para o Sistema Operativo.
15. Fundo de Apoio Social
O Fundo de Apoio Social (FAS) é um fundo autónomo de
apoio social às comunidades dotado de personalidade jurídica
e com autonomia administrativa e financeira.
Autonomia administrativa e financeira 1. Legislação não se adapta ao modelo de
Apoio por parte de instituições organização da função pública
IQUadis qe peeseo sepecializado's LITE EN DAbICTARN
ousa catedrais opera dote oe
sua integração na estrutura dase do MAT
Promoção de novas/altemativas formas
de apoio social [ Ex: Entidade murtualista)
15.1. Análise SWOT
Pontos Fortes: A autonomia administrativa e financeira
e a colaboração com o Banco Mundial, que subsidia grande
parte das acções do FAS, são dois dos principais pontos fortes
desta instituição, que lhe permitem operar de acordo com os
padrões internacionais. Da mesma forma, o quadro de pessoal
especializado e comp etente que compõe o FAS contribui para
essa mesma realidade.
Pontos Fracos: A forma de operar do FAS diverge do
modelo de organização da função pública, o que aporta diversos constrangimentos a nível operacional neste organismo,
assim como a escassez de meios técnicos e financeiros, que
diminuem a capacidade de resposta deste órgão.
Oportunidades: A expansão da rede de representações
das actuais 15 províncias para 18, cobrindo a totalidade do
território angolano, permitirá ao FAS expandir a sua capacidade
de intervenção. Da mesma forma, a interligação do trabalho
desta entidade com as iniciativas do MAT poderão facilitar
e agilizar a actuação do FAS e a sua inserção ao nível dos
governos provinciais e municípios. Na mesma medida a criação
de formas alternativas de apoio social, potenciarão a acção do
FAS, nomeadamente a criação de uma Entidade Mutualista.
Ameaças: A recorrente equiparação e percepção do FAS
como ONG pode constituir um entrave à sua aceitação por
parte da administração local e pode originar barreiras à sua
intervenção. Outra ameaça identificada prende-se com a
manutenção do FAS como uma entidade autónoma tutelada
pelo MAT.
15.2. Legislação
À luz do Estatuto Orgânico do Ministério da Administração
do Território, artigo 26.º, o Fundo de Apoio Socialrege-se por
estatuto próprio aprovado por Decreto Presidencial. No referido estatuto encontram-se definidas as seguintes atribuições:
Promover estudos para elaboração de estratégias
de financiamento e/ou actividades de desenvolvimento local;
Aprovar os principais regulamentos aplicáveis ao
funcionamento do Fundo de Apoio Social;
Contribuir para a melhoria dos mecanismos institucionais e financeiros que permitam ao Executivo
responder às necessidades socioeconómicas das
comunidades e elevar os seus índices de desenvolvimento humano;
Contribuir para a melhoria dos meios e métodos
de produção, nomeadamente pela formação,
reciclagem e introdução de técnicas adaptadas à
actividade local;
Realizar inquéritos sobre os diferentes problemas
socioeconómicos das áreas e localidades menos
avançadas, com vista à melhor identificação das
suas necessidades e a conceber, em função dessas
necessidades, os mais adequados projectos de
desenvolvimento comunitário;
Sensibilizar e estimular as populações menos favorecidas a desenvolverem iniciativas visando promover
o desenvolvimento das localidades e povoações,
bem como das comunidades tradicionais;
£) Estimular as comunidades para a adopção de formas organizativas, económicas e sociais eficazes;
Garantir a gestão e manutenção das infra-estruturas
criadas com o apoio dos projectos financiados;
Promover estudos, práticas e projectos direccionados
ao combate à pobreza nas áreas rurais eperiurbanas;
Promova a criação de riqueza das comunidades locais
e amelhoria da qualidade de vida das populações,
numa perspectiva multidisciplinar e transversal,
nomeadamente nos dominios da educação e alfabetização, água potável, energia, saúde, saneamento
básico, alimentação, segurança social, habitação
melhorada, transportes, comércio e mercados;
Cooperar no processo do ordenamento territorial e
urbanístico dos aglomerados populacionais;
Contribuir para uma adequada gestão de conflitos
sobre terras;
Promover a cultura, o desporto, o turismo, o artesanato e o lazer;
Garantir e acompanhar a gestão de riscos e protecção
civil a nível das localidades;
Promover o voluntariado e a equidade de género;
Facilitar o acesso a financiamentos e prover a assistência técnica às estruturas governamentais afins,
através da adopção de procedimentos de gestão
participativa e inclusiva;
Contribuir para o aprofundamento do debate nacional
sobre estratégias viáveis de redução da pobreza e
inclusão de populações marginalizadas, nomeadamente as comunidades tradicionais, nos processos
de desenvolvimento local;
Coordenar a gestão de programas e/ou projectos
que visem a redução da pobreza e a promoção
do desenvolvimento local;
Exercer as demais tarefas que lhes forem incumbidas
superiormente.
15.3. Recursos Humanos
O Fundo de Apoio Social conta com setenta e cinco efectivos
e dezassete colaboradores, dos quais dois consultores estrangeiros. Sessenta por cento dos quadros são técnicos superiores.
Porém, nalguns casos, existe a necessidade de adequação
dos funcionários por via de acções de formação específicas.
16. Instituto de Formação da Administração Local
O Instituto de Formação da Administração Local (IFAL)
é uma entidade com autonomia administrativa, financeira
e patrimonial que assegura a organização e a formação dos
titulares de cargos de direcção e chefia, funcionários e agentes
administrativos dos órgãos e serviços da Administração Local
do Estado.
FORÇAS FRAQUEZAS
SS
Oferta formativa adequada 2. Falte de capacidade de resposta, face ao
IFAL online e plataforma de formação « Universo da AL
entcade de casacitação da AL
AMEAÇAS OPORTUNIDADES
=
Fu Ambar Emo da Dei foros iva 2. Alargamento da rede de parcerias
modemiação admin sirativs eras ess Er ao or sc NNa
16.1. Análise SWOT 35% técnicos superiores e 61% técnicos médios. Para 2014
Pontos Fortes: O facto de o IFAL gozar de autonomia — estão previstas 1.013 acções de formação com a meta de atingir
administrativa e financeira constitui um ponto forte desta — cerca de 40.000 formandos nesse ano, bem como a criação de
entidade pois garante-lhe maior flexibilidade e agilidadepara — 6 centros regionais de formação e 2 centros de apoio local.
desenvolver as suas acções. Da mesma forma, a existência de 2.17. Constrangimentos Transversais
uma plataforma online de formação e o acompanhamento que Quando se iniciou a elaboração do PLANEAT verificou-se
é feito aos formandos são factores que asseguram o sucesso — que o edifício do Ministério da Administração do Território
los cursos ministrados. z : : aos
dos cursos ministrados não se adequava às necessidades operacionais da sua estru-
s Fracos: O | l io técnico de su o os
Pontos Fracos: O ineficiente apoio técnico de suporte à tura, apresentando lacunas e problemas que condicionavam e
actividade do IFAL e as limitações orçamentais foram apontadas : o :
ias | comprometiam o desempenho e a modernização dos serviços
como os principais pontos fracos desta entidade. : Loo
| e que nele operavam. Esta situação foi recentemente ultrapas-
Oportunidades: A expansão da rede de centros regionais o
| sada com a mudança para o novo edifício, o que abre novas
de formação e centros de apoio local do IFAL e o alargamento : o : :
| RA vias para a modernização de infra-estruturas e equipamentos
da sua oferta formativa afiguram-se como as principais opor- SN
: : : do Ministério.
tunidades de desenvolvimento deste organismo. | |
: : : Por outro lado, a necessidade de aumentar os meios de
Ameaças: O corte dos apoios financeiros aos projectos do
o | : 2 transporte (viaturas para deslocações em serviço e transporte
IFAL e o cepticismo face às necessidades de formação patentes . ( p ç ç p
A A PN diário de pessoal) foi um constrangimento apontado por alguns
na Administração Local representam as principais ameaças - -
; so los $ ve des inistério. A existência destes
ao desenvolvimento da actividade do IFAL. dos elementos chave deste Ministério. A existência destes
16.2. Legislação meios, em particular com vista a instituir uma rota para a
À luz do Estatuto Orgânico do Ministério da A dministração recolha diária de funcionários, contribuirá em larga medida
do Território, artigo 25.º, o IFAL rege-se por um estatuto próprio — Para a redução do nível de absentismo e para o aumento dos
e pelos diplomas que estabelecem as regras de organização e — níveis de produtividade do Ministério.
funcionamento dos institutos públicos. Importa ainda referir a escassez ou obsolescência de alguns
16.3. Recursos Humanos outros equipamentos de suporte às actividades, nomeadamente
O IFAL conta com oitenta funcionários, dos quais 60º6são — material informático, máquinas fotográficas (necessárias para
efectivos. Cerca de 4% dos funcionários são técnicos básicos, — trabalho de campo), rádios, entre outros.
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Análise de Benclunarkings
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Numa das suas possíveis definições, o Benchmarking — que fomentem o crescimento económico nas regiões menos
é descrito como um «processo contínuo e sistemático para — desenvolvidas são aspectos fundamentais a replicar.
avaliar produtos ou processos de trabalho de organizações 3.2. Planos Estratégicos Internacionais
reconhecidas como representantes das melhores práticas, com Dos diferentes planos estratégicos observados, notou-se
a finalidade de melhoria organizacional», segundo Spendolini. — umaclara e expectável coincidênciano que concerne aos temas
É, no fundo, um processo contínuo de comparação dos — abordados. No entanto, são notórias as diferenças no foco de
produtos, serviços ou práticas em relação àqueles reconhecidos — caso para caso, consoante os estágios de desenvolvimento
como exemplos a seguir. No âmbito da Administração Pública, — do país em questão.
como sucede com o MAT, pode até usar-se a designação de Assim, enquanto no caso de Timor-Leste notamos um
«Benchmarking Gov enamentab> para descrever a comparação — maior foco na garantia das necessidades básicas da população,
da eficiência das políticas de diferentes países. Há anda o nomeadamente abraçando os ODM, no caso de Moçambique
conceito de Benchmarking Funcional, caracterizado pelo foco — há já a preocupação com a reforma Administrativa e com a
numa determinada função ou processo específico. participação do cidadão na governação do seu país, nomea-
Este estudo debruçou-se sobre ambas as abordagens, — damente através da criação de autarquias, tal como sucede
observando tanto casos de sucesso a nível de políticas no — em Angola. No caso brasileiro os objectivos incidem já sobre
âmbito da Administração do Território como casos de refe- — problemas específicos identificados em distintas áreas, o que
rência ou equiparáveis de planos estratégicos nesta mesma — denota um conhecimento profundo da realidade observada e uma
área. Olhou-se também a algumas experiências relevantes de — adequada capacidade de identificação e análise dos problemas.
descentralização no mundo. Paralelamente, notam-se também diferenças em termos
Os casos analisados são descritos mais detalhadamente em — formais. Enquanto nos casos de países menos desenvolvidos se
anexo (Anexo 11.2). Em seguida salientam-se as principais — nota que o plano estratégico é uma ferramenta mais descritiva,
conclusões resultantes da observação destes casos. com objectivos essencialmente políticos, nos países mais
1. Casos Internacionais de Sucesso na Administração — avançados é evidente a maior orientação para resultados, com
do Território a definição de objectivos concretos e mensuráveis, tornando
Um ponto comum aos casos analisados, dos quais se — o plano numa ferramenta de trabalho.
destacam Barcelona, Finlândia e São Paulo, é o papel da Os planos estratégicos observados reflectem, portanto,
Administração do Território no fomento do desenvolvimento — os diferentes estados de desenvolvimento dos países por via
económico, através de uma abordagem integrada e de uma — das preocupações e graus de exigências que deixam patentes.
visão sustentável e de longo prazo. Como tal, o plano estratégico deverá ser consentâneo com
Um factor crítico para o qual parecem apontar os diferentes — os objectivos de desenvolvimento do país no imediato e no
exemplos observados é a necessidade de interligar a organi- — médio/longo prazos, contemplando objectivos cujo nível de
zação do território com a criação de emprego, relacionando — exigência esteja alinhado com os desafios que se colocam
o tecido empresarial com a disponibilidade de mão-de-obra — actualmente a Angola. Com isto em mente, torna-se evidente a
qualificada e estimulando o empreendedorismo. necessidade de conceber um plano concretizado em objectivos
Neste sentido, a capacitação dos recursos humanos, os — emetas quantificáveis que permita observar a evolução da
estímulos à criação de empresas e a existência de entidades — Administração Local.
3. Experiências de Descentralização no Mundo
Por forma a conhecer e compreender melhor os desafios da
descentralização e da Administração do Território, estudaram-
-se vários casos exemplificativos de processos nesse âmbito.
Foram observadas situações distintas e em estágios diferentes
de evolução mas todas relacionadas, de aleum modo, com a
realidade angolana.
Assim, nos casos de Brasil e Portugal, em que o processo de
descentralização já está mais instituído, é notória a autonomia
concedida ao poder local, especialmente no que concerne à
tomada de decisão e implementação, devidamente acompanhada
a nível de recursos financeiros próprios.
Reconhece-se que a A dministração Pública deverá estar
«estruturada de modo a evitar a burocratização, a aproximar
os serviços das populações e a assegurar a participação dos
interessados na sua gestão efectiva (Constituição da República
Portuguesa). Mas também que a descentralização deverá ser
realizada «sem prejuízo da necessária eficácia e unidade de
acção da administração e dos poderes de superintendência e
tutela dos órgãos competentes», salvaguardando o princípio
da subsidiariedade.
No caso do Brasil, são também de salientar os exemplos
das experiências a nível de orçamentos participativos e de
Conselhos Audiências Públicas a nível regional, que fomentaram em grande medida a participação dos cidadãos na vida
política local.
Um outro exemplo salutar verificou-se na Bolívia, em
que o processo de descentralização visou, em grande medida,
corresponder à necessidade de reconhecimento cultural dos
vários grupos étnicos da nação boliviana. Neste país, foi levada
a cabo pelo governo uma política de suporte ao processo
de descentralização que incluiu campanhas de informação
geral e formação para os serviços técnicos e autoridades
subnacionais. Dos bons resultados alcançados destaca-se a
institucionalização de formas de organização local e do seu
reconhecimento legal. Deste modo, um grande número de
organizações indígenas e camponesas passaram a ter uma
participação aberta no governo local e a desempenhar um
papel central na gestão dos seus interesses.
Um exemplo menos positivo de um processo de descentralização verificou-se no México onde não foram disponibilizados ao poder local os recursos necessários para concretizar
as suas novas responsabilidades. Por outro lado, não foram
dados aos governos municipais funções relacionadas com o
desenvolvimento rural. Desse ponto de vista, este processo
pode ser visto como uma abrangente desconcentração de serviços do Ministério da Agricultura, em vez de um verdadeiro
processo de descentralização que vise a devolução de funções
e competências para a sociedade civil e comunidades locais.
Finalmente, de notar ainda o caso de Cabo Verde, onde ficou
patente o desfasamento entre as responsabilidades atribuídas
às autarquias locais e as limitações a nível de organização,
gestão e de recursos humanos das mesmas, como sucede em
Angola. Ainda assim, apesar das limitações e problemas, a
descentralização contribuiu decisivamente para a ampliação
das formas de acção administrativa, para a sua aproximação
das populações e para impulsionar o desenvolvimento do país
e das economias locais, fortalecendo também a democracia.
Conforme referido, os exemplos citados podem aportar
grande valor acrescentado na definição de políticas para a
descentralização e Administração do Território em Angola. Por
este motivo, podem e devem ser adaptados e transpostos para
a realidade nacional, explorando os ensinamentos retirados
das experiências alheias.
PLANEAT 2015-2025
1. Nota Introdutória
O MAT desempenha um papel fundamental na efectiva
concretização do poder executivo em toda a sua extensão. É
necessário haver uma estratégia clara e orientada que possibilite concretizar cabalmente as atribuições deste Ministério
mas, para além disso, promover a acção do MAT em quatro
níveis distintos:
Reforço da eficácia governativa e da abrangência e
capilaridade da administração pública.
Oferta dos serviços básicos para elevação dos índices
de desenvolvimento humano e da qualidade de
vida dos cidadãos, das famílias e da comunidade.
Promoção do desenvolvimento local e do
empreendedorismo.
Implementação da descentralização em Angola.
Com um plano de acção para a Administração do Território
pretende-se explorar todo o potencial de actuação governativa
neste âmbito, com o MAT a assumir-se como um pivô crucial
para o cumprimento das estratégias e políticas multissectoriais
do governo.
Será, para além disso, o garante de um total entrosamento
entre o Governo e o Cidadão, as Empresas, as Famílias e as
Comunidades no compromisso assumido com a construção
de uma melhor Administração Pública e de um país melhor
para os angolanos.
O Plano Nacional Estratégico da Administração do
Território visa ser um documento de execução estratégica,
abrangente e estruturante das pretensões do executivo para a
Administração do Território.
Pretende-se, com a elaboração deste documento, facultar
aos responsáveis da AT e em particular do MAT uma ferramenta
de trabalho de uso quotidiano no apoio às suas tarefas de
definição e planeamento de acções no decorrer do período de
referência. Será, portanto, um instrumento de enorme utilidade
que facilitará a implementação de programas e iniciativas e a
respectiva monitorização, assegurando a sua exequibilidade.
MAT b) Expor uma análise da envolvente externa e interna
do País;
Comunicar os principais objectivos do Governo e
suas respectivas metas;
Valorizar o conhecimento sobre as políticas públicas
na elaboração de Programas Temáticos;
e) Fornecer directrizes para uma alocação orçamen-
< tal mais eficiente e definição da prioridade dos
". investimentos;
PIANFAT HW. JJ) Coordenar com o poder local, sector privado e socie-
PP dade civil o lançamento de iniciativas visando a
D <q b à união de esforços para o alcance de objectivos
comuns.
Além disso, e acima de tudo, é um objectivo deste
documento declarar as escolhas do Governo no âmbito da
ADMINISTRAÇÃO CIDADÃOS, Administração do Território e indicar os meios e os processos
LOCAL SECTOR PRIVADO para a implementação das políticas públicas neste campo, bem
E SOCIEDADE CIVIL como orientar tacticamente a acção da Administração Local
| ” para alcançar objectivos pretendidos.
Com este PLANHAL o MAT tr açará o seu caminho 4.2. Planeamento Estratégico
para explorar e concretizar todo o potencial de intervenção O planeamento estratégico é o processo de gestão respectivo
preconizado para a Administração do Território. à formulação dos objectivos estratégicos, dos programas que
Para dar resposta a estas exigências, este documento visa: — 95 consubstanciam e das actividades, indicadores e metas
Congregar informação para a definição dos objec- que definem os resultados a alcançar, colmatando na sua
tivos, directrizes e metas para a administração — monitorização e introdução de ajustes e/ou acções preventivas
do território; face a eventuais desvios.
Conduzir a organização ao sucesso, definindo as orientações necessárias para alcançar as metas que caracterizam a visão de futuro.
Análise da dinâmica do mercado, tendências e envolvente política e sócio-económica;
Avaliação externa: Identificação de oportunidades e ameaças do contexto extemo;
Avaliação intema: Identificação dos aspectos positivos e das debilidades existentes;
Definição da ambição (projecção do futuro da organização) e condições de partida;
Processo Definição das prioridades e directrizes estratégicas:
Definição dos resultados a alcançar (metas):
Definição das iniciativas conducentes à concretização da estratégia (acções que permitem alcançar as metas);
Elaboração do modelo de monitorização da execução da estratégia;
Disponibilização dos recursos necessários à implementação e mudança.
a O planeamento estratégico é um processo formal e sistemático;
SUIS Uma estratégia vencedora é simples, abrangente, pragmática e quantificável.
A estratégia de uma organização assenta na gestão racio- — facilitando a implementação das iniciativas e sua monitorinal dos seus recursos e visa a criação de valor sustentável... zação. Neste sentido, não se trata de um exercício meramente
A estratégia a definir deve potenciar os aspectos fortes daã— conceptual e teórico mas antes uma abordagem integrada e
organização, caplurar as oportunidades do contexto em que aprofundada que contempla diferentes dimensões.
se insere, reduzir/eliminar as fraquezas internas e mitigar os PENA oo ” AA
: : - Num primeiro plano, foi feita uma análise estratégica
riscos associados às ameaças da envolvente externa.
... "” que abrange uma componente conceptual e uma componente
As organizações definem as suas estratégias de modo a HA A Bringeara assa .... é
antecipar, exceder e satisfazer as necessidades dos seus clientes/ ana 1ea primeira 1mp ea Um exercicio é pensamen o
associados e com o intuito de criar vantagem competitiva/ estratégico no qual são consideradas as alternativas, influêndiferenciação junto de entidades congéneres. cias ou filosofias que o plano deve espelhar. A última implica
3. Metodologia uma extensa análise tanto da envolvente externa em que se
Conforme referido, o PLANEAT visa servir de base à — enquadra o MAT e a Administração do Território como do
actuação dos responsáveis da A dministração do Território, — contexto interno às instituições e organismos que os compõem.
Seguidamente, com base na informação recolhida no No entanto, o nível de intervenção do PLANEAT é mais
momento anterior e observando os princípios definidos, foi — profundo, contemplando o desdobramento destes conceitos
formulada a estratégia para a Administração do Território, — t&Óricos em estratégias ou ermxos estratégicos de actuação. Estes
. . o são, por sua vez, compostos por planos, programas e projectos
Esta formulação compreende a afirmação de uma visão, a — que deverão contemplar acções a executar e instrumentos
declaração de uma missão e a definição dos objectivos emetas — práticos para efectivar a implementação deste plano.
quantificáveis a atingir pelos actores envolvidos ao longo do
horizonte temporal de referência. '
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ESTRATÉGICA ANA CTV
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PENSAMENTO ESTRATÉGICO Ao, Nes:
ANÁLISE DA ENVOLVENTE EXTERNA
ANÁLISE DO CONTEXTO INTERNO Ássim, para assegurar a exequibilidade e materialização
da estratégia concebida, o PLANEAT abrange este último
nível de profundidade. Com recurso a ferramentas de execução estratégica e a sistemas de monitorização e avaliação
de resultados, os responsáveis da AT poderão, de um modo
simples e em tempo útil, controlar a evolução e a execução
- dos programas e projectos definidos.
FORMUL AÇ PYO) Tendo por base o racional antes exposto, a abordagem
ESTR ATÉ GICA preconizada para o PLANEAT visa identificar as vias para
concretizar as orientações de longo prazo do Governo, enunciadas
no documento Angola 2025, bem como as directivas de médio
VISÃO, MISSÃO, OBJECTIVOS E METAS prazo, enumerados no Plano Nacional de Desenvolvimento
+ : a E para 2013-2017.
HEI ALA ENE ATORES Este é, no entanto, um documento ambicioso que congrega,
para além das orientações estratégicas do Governo já referidas,
as contribuições dos diversos stakeholders da AT, nomeadamente
os documentos estratégicos ou planos e acção desenvolvidos
pelos Governos Provinciais ou pelas Administrações Municipais.
Adicionalmente, foram ainda contempladas e, tanto quanto
MONITOR IZAÇÃO possível, incorporadas as boas práticas etendências identificadas
E IMPLEME NTAÇÃO no campo da Administração do Território.
Naturalmente, cada um destes inputs foi analisado à luz do
= enquadramento legislativo que delimita as áreas de intervenção
ESTRATEGICA do MAT e da Administração do Território.
Do mesmo modo, a estratégia definida procura dar
MONITORIZAÇÃO ESTRATÉGICA continuidade a todas as iniciativas e projectos que foram
E OPERACIONAL desenvolvidos anteriormente ou que estejam, inclusivamente,
ainda em curso.
EXECUÇÃO ESTRATÉGICA Comotal, o PLANEAT 2015-2025 resulta da sistematização,
aprofundamento e integração de informação e orientações
oriundas de um vasto conjunto de fontes com origens e âmbitos
bastante distintos.
é ! EXEMPLOS E TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS
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2%: ANGOLA2ZO2?5 PLANEAT
ê & 1 — ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS DE LONGO PRAZO PLANO NACIONAL
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= E. ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS DE MÉDIO PRAZO DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO
E Estratégia 2015-2025
: ORIENTAÇÕES E PLANOS DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL
4. Visão e Desafios Estratégicos
Em função do contexto analisado e em consonância com
os documentos orientadores considerados, adoptamos para
o PLANEAT 2015-2025 uma visão que incorpora os ideais
preconizados pelo executivo para a Administração do Território:
Instituir uma Administração Local eficaz através
da eficiente gestão dos recursos públicos e do
combate à pobreza visando o desenvolvimento
sustentado do País.
Para materializar esta visão e considerando o enquadramento feito para o período em análise, importa identificar os
grandes desafios estratégicos que se perfilam no horizonte da
problemática da Administração do Território.
Perante esta mensagem, afigura-se como missão a premissa
de que:
Todos os organismos afectos à Administração do Território deverão dar resposta às suas incumbências
no sentido de materializar a visão do Governo
neste âmbito.
Cabe ao MAT a intrincada coordenação de políticas e
estratégias definidas em dimensões diferentes mas que são interdependentes, tornando-o um actor nuclear da acção governativa.
Como tal é necessário, por um lado, transpor para a
administração local as directivas do Governo Central. Esta
acção «vertical» deve ser integrada transversalmente com os
diversos ministérios, mais focados em sectores específicos,
assegurando um alinhamento intersectorial.
À integração destes planos de actuação distintos junta-se
ainda a necessidade de gerir uma terceira dimensão, à qual
subjaz a variável tempo. Esta gestão traduz-se na definição de
prioridades para a alocação dos escassos recursos na resolução
de constrangimentos e solução dos problemas mais prementes.
Importa, portanto, adoptar uma abordagem top-down, partindo
de uma visão mais geral e abrangente, embora distanciada,
para uma observação mais próxima da realidade local, focada
no detalhe. É esta perspectiva integrada que sustentará os
diversos caminhos a percorrer para alcançar os objectivos
estratégicos deste PLANEAT.
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Assim, identificamos os seguintes como os principais
desafios estratégicos com que se debate a Administração
do Território aos quais o PLANEAT visa dar uma resposta
adequada, considerando o seu período de vigência e tendo
sempre presentes as especificidades e prioridades nacionais:
Aproximação entre o Governo e o Cidadão, fomentando o exercício da cidadania e a integração das
populações na democracia;
Garantir a união e coesão nacional, garantindo a
integração de todas as comunidades angolanas
e fomentando a celebração da cultura e dos simbolos nacionais;
Reformar a Administração Local, dotando os respectivos órgãos dos meios institucionais, técnicos e
humanos propícios à prestação de um serviço de
excelência ao cidadão;
Promover a desconcentração e descentralização
administrativas, tornando mais eficientes os mecanismos de coordenação, monitorização e avaliação
dos programas de desenvolvimento local;
Dar continuidade ao processo de criação de autarquias, apoiando a organização e funcionamento dos
órgãos e estruturas da Administração Autárquica;
Adoptar uma abordagem integrada e de longo prazo
que garanta a sustentabilidade e o retorno das
políticas concebidas através de uma postura mais
proactiva de planeamento e coordenação entre
diferentes departamentos e ministérios;
Estimular o desenvolvimento equitativo e equilibrado do território, esbatendo as dicotomias entre
regiões através de melhores condições de vida,
oportunidades de trabalho e de investimento e
acesso a bens e serviços nas regiões mais isoladas
e desertificadas do País;
Combater a pobreza e o isolamento dos cidadãos
mais carenciados e dos grupos mais vulneráveis
garantindo o acesso a condições de vida condignas
e a meios de subsistência apropriados.
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Estes objectivos plasmam integralmente as intenções 4.5. Objectivos e Eixos Estratégicos
e objectivos do Executivo manifestados nos documentos Partindo dos desafios estratégicos identificados que se
F | * : ane : colocam à Administração do Território e em face do contexto
orientadores da política nacional e permitem dar uma estratégico em que Angola se insere, foram definidos 4 (quatro)
resposta cabal às atribuições do MAT extravasando até grandes eixos estratégicos de intervenção.
essas obrigações, dentro dos limites próprios, no esforço Estes visam orientar as iniciativas a desenvolver para
PRA : : alcançar quatro objectivos estratégicos correspondentes e,
de contribuir para o desenvolvimento de Angola e parã O — consequentemente, ultrapassar os desafios identificados da
bem-estar dos angolanos. Administração do Território.
EIXOS ESTRATEGICOS ESTRUTURAIS
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EIXO ESTRATEGICO TRANSVERSAL
O quadro abaixo ilustra como é feita a ligação ente os objectivos definidos no PND e os eixos estratégicos definidos
para este documento estratégico. Há, naturalmente, uma correspondência entre ambos os documentos de forma a assegurar
o alinhamento estratégico necessário.
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E DESENVOLVIMENTO | E PROGRESSO E CIDADANIA | ECAPACITAÇÃO
PRIORIDADES PND 2013-2017 EIXOS
Assegurar reformas da Governação Local garantindo o fornecimento
eficiente e efectivo de serviços públicos de qualidade e em 213
quantidade suficientes.
Promover sistemas de financiamento local no aumento da cobertura
e melhoria da qualidade das infra-estruturas públicas e serviços 4
públicos básicos nos municípios e autarquias.
Fortalecer as capacidades institucionais, técnicas e humanas para
uma governação local mais eficiente e efectiva com maior destaque 4
para a formação dos agentes a todos os níveis.
Promover o Reforço de Políticas e Quadro Técnico-Institucional no
domínio da Descentralização, assente na melhoria dos mecanismos 11>
de Coordenação, Monitorização e Avaliação (M&A) dos programas,
projectos e acções de desenvolvimento Local.
Criar as Autarquias Locais e apoiar a organização e funcionamento 1
dos órgãos e estruturas da Administração Autárquica.
Garantir a construção das infra-estruturas autárquicas (palácios e
câmaras ou assembleias municipais), bem como a produção de 4
diplomas legais com maior realce a lei das autarquias locais e do
poder tradicional.
5.1. Eixo 1 — Descentralização e Desenvolvimento
Descentralização e Desenvolvimento
Desconcentrar a Governação para Garantir Simetrias Regionais e Gerar um Crescimento Equilibrado.
Com o objectivo de combater eficazmente a pobreza, atrair e fixar populações nas regiões subpovoadas e gerar um desenvolvimento equilibrado do país, a descentralização da administração pública e a diversificação do tecido socio-económico
nacional são um dos principais desígnios do Governo no âmbito da Administração do Território.
Descentralizar a governação no sentido de aproximar os govemantes e os respon- | Preparar a estrutura organizacional do poder local para a integração progressiva das
sáveis locais do cidadão, das famílias e das comunidades autarquias
Rever a divisão política e administrativa do País a nível provincial e municipal e redistribuir funções politico-administrativas
Identificar o potencial económico de cada provincia e constituir clusters de desenvolvimento regionais
Promover o crescimento económico das províncias através da especialização e ou desertificadas
diferenciação
Assegurar uma alocação de recursos mais focada nas áreas ou sectores prioritários em
concordância com as orientações estratégicas do Governo
Desenvolver um programa de incentivo à mobilização e fixação de famílias e das
comunidades no interior
Atenar à concentração económica e demográfica do País
Incentivar o empreendedorismo e o investimento focados no potencial estratégico de
cada província e município ou cidade
A promoção do poder local como agente do desenvolvimento, conhecedor das necessidades e potencial da sua região
e capaz de desenvolver políticas multissectoriais integradas
e customizadas à realidade local, está na essência de uma
Administração do Território moderna e eficaz, capaz de
homogeneizar o desenvolvimento do País.
Como forma de verificar a concretização dos objectivos
estratégicos, definiram-se os seguintes Indicadores de Impacto:
Criar até 4 novas Províncias;
Criar até 145 novos Municípios;
Criar, pelo menos, 5 novas autarquias;
Criar, pelo menos, 5 polos de desenvolvimento regional;
Estimular o aumento populacional nas províncias menos
povoadas para, pelo menos, 2,5% do total nacional;
Fomentar a convergência do PIB per capita de cada
província para, pelo menos 60% da média nacional.
tração Local
níveis da Administração Local
tração do Território
Como forma de verificar a concretização dos objectivos estratégicos, definiram-se os seguintes Indicadores
de Impacto:
Comunicar novas disposições legislativas em cada
circunscrição administrativa no prazo máximo
de 5 dias úteis;
Desenvolver Planos Estratégicos em, pelo menos, 80%
das circunscrições administrativas;
Alcançar taxas de execução de programas, projectos
e actividades de, pelo menos, 90%;
Realizar auditorias periódicas em cada circunscrição
administrativa.
5.2. Eixo 2 — Dinamização e Progresso
Dinamização e Progresso
Assegurar a Eficácia e a Excelência do Poder Executivo
a Nível Nacional
A reforma e dinamização da Administração Pública são
objectivos prioritários da A dministração do Território, nomeadamente desenvolvendo uma actuação integrada e estruturada
que assegure o alinhamento da Administração Local com a
Administração Central.
É um processo fundamental e imprescindível que promoverá
a abrangência e a eficácia do poder executivo a nível nacional,
reforçando a soberania nacional, e assegurará a transposição
plena e diligente das directivas do executivo central em todo
o território, uniformizando políticas sectoriais nos vários
níveis do poder local.
METAS
Reduzir o tempo de transposição e aplicação das normas emanadas do executivo
central pela Administração Local
Reformar a Administração do Estado ao nível dos municípios e cidades e respectivas
circunscrições administrativas
Definir um mecanismo de controlo da implementação local das directivas definidas
centralmente
Desenvolver Planos Estratégicos e de Actividades a todos os níveis da Administração
Local
Implementar plataformas e sistemas de gestão que privilegiem a interacção e coordenação interprovincial e intermunicipal (SIGAT)
Definir processos de monitorização e avaliação que assegurem a efectiva concretização
dos planos estratégicos e de actividades locais
5.3 Eixo 3 — Governo e Cidadania
Governo e Cidadania
Promover o exercício da cidadania através de uma ligação
mais estreita entre Governo e cidadão
A promoção do exercício da cidadania, com vista a
estreitar a relação entre Governo e Cidadão, constitui um
passo essencial para promover e solidificar a democracia e o
papel da Administração Local no desenvolvimento de Angola,
mobilizando e envolvendo as populações.
E, portanto, imperioso consciencializar os cidadãos dos
seus direitos e deveres cívicos, estimular a participação
destes na vida democrática do País e promover a cultura e os
símbolos nacionais, garantindo o acesso de todos os cidadãos
aos serviços do Estado, a canais de comunicação com os seus
governantes e a novos meios de interacção cívica.
OBJECTIVOS METAS
Criar pelouros de coordenação e comunicação intersectorial em cada estrutura da
Promover a comunicação bidireccional entre a Administração Pública e o cidadão, | Administração Local
as famílias e as comunidades
Consolidar a presença da Administração Local na internet (eGov)
cRRRRH Desenvolver e aperfeiçoar boas práticas nos processos eleitorais
Educar o cidadão acerca dos seus deveres cívicos, nomeadamente no quadro da sua
comunidade de residência
Fomentar uma maior participação do cidadão na vida democrática do País
Reforço do papel dos CACS e dos Conselhos de Auscultação Provinciais na acção
governativa
Potenciar o envolvimento do poder local na melhoria das condições de vida das
populações rurais
Garantir o acesso equitativo de todos os cidadãos a serviços públicos de qualidade | Efectuar um acompanhamento mais próximo das Autoridades Tradicionais e Comunidades Tradicionais de Angola
Promover a imagem e o reconhecimento das instituições públicas junto do cidadão, das
famílias e das comunidades
Como forma de verificar a concretização dos objectivos 4.5.4. Eixo 4 — Modernização e Capacitação
estratégicos, definiram-se os seguintes Indicadores de Impacto: Modernização e Capacitação
Prestar, em 80% dos municípios, um pacote definido — , Refor çar os Meios Esser Cas a uma Governação Mais
: o as Ágil e Eficaz em Todo o Território Nacional
de serviços minimos administrativos; : " :
: . A capacitação dos recursos humanos ao serviço da
Estabelecer 3 novos canais de comunicação entre o — Administração do Território e a atribuição dos meios técnicos e
cidadão e o Governo a diferentes níveis; materiais apropriados aos órgãos do p oder local são condições
Alargar a frequência e alcance das campanhas de infor- = necessárias à sua elevação para novos patamares de excelência
mação do cidadão (100% das efemérides e eventos —EParaa prossecução dos ob, Jectivos estratégicos traça dos.
Doo : E, por 1sso, de primordial imp ortância reforçar os alicerces
nacionais/locais); a : : o. .
Envolver 6.000 cidadã de intercâmbi que suportarão a operacionalidade da Administração Local e
volver 6.U9U cidadãos em programas de intercambio, garantirão a melhoria substancial e sustentada do seu desem-
" : : co . e oo
Alocar 5% dos orçamentos locais a projectos de inicia- penho, levando a uma governação mais ágil e eficaz em todo
tiva popular (orçamentos participativos). o território nacional.
OBJECTIVOS METAS
Cadastrar e caracterizar os recursos humanos afectos à Administração do Território e
Autoridades Tradicionais (SINGRHAL)
Conhecer melhor a estrutura da Administração do Território
Criar e actualizar um sistema de endereçamento e toponímia do País
Redimensionar as estruturas dos serviços públicos locais e promover uma abordagem
integrada à sua valorização
Capacitar os recursos humanos da A dministração Território Implementar boas prátic as administrativas e organizacionais a todos os níveis da
Administração do Temitório
Potenciar as competências técnicas e pessoais dos funcionários da Administração do
Taeritório
Renovar as infra-estruturas físicas da Administração Local em todas as Províncias e
Municípios
Dotar o MAT de uma infra-estrutura tecnológica de suporte adequada à sua actividade
Munir a Administração Local dos meios necessários à prestação de um serviço de
excelência ao cidadão, às famílias, às comunidades e às empresas Implementar um sistema de indicadores de gestão da Administração do Temitório
(SIIGAT e DATANGOLA)
Promover a continuidade e dedicação dos funcionários da AT através de melhores
condições de bem-estar e segurança
Como forma de verificar a concretização dos objectivos Renovar as infra-estruturas de, pelo menos, 50% das
do ; ; ; circunscrições administrativas;
estratégicos, definiram-se os seguintes Indicadores de Impacto: ç o
Renovar toda a estrutura tecnológica do MAT;
Elaborar os quadros de pessoal de 100% das circuns- Alcançar uma taxa de execução dos indicadores de 100%,
crições administrativas; 4.5.5. Programas Sectoriais e Projectos
,
o A seguinte tabela sumariza os grandes objectivos estratégicos
Alcançar uma taxa de concretização do plano de for- : oo
defendidos neste documento bem como dos indicadores que
mação da AT de, pelo menos, 90%; permitirão evidenciar a concretização desses mesmos objectivos.
me Objectivos Estratégicos Indicadores de Impacto
1. Descentralizar a govemação no sentido de aproximar os o os
... . 4 do Criar 145 novos Municípios
responsáveis do poder local do cidadão
Eixo 1 Criar, pelo menos, 5 novas autarquias
Descentralização e Desenvolvi- — — '
mento 01.2. Pr omover o crescimento económico das províncias através Criar, pelo menos, 5 pólos de desenvolvimento regional
da especialização e diferenciação
Estimular o aumento populacional nas províncias menos povoadas
para, pelo menos, 2,5% do total nacional
3. Atenuar a concentração económica e demográfica do País
Fomentar a convergência do PIB per capita de cada província
para, pelo menos 60% da média nacional
1. Transpor de forma rápida e eficaz as decisões do poder Comunicar novas disposições legislativas em cada circunscrição
central para a Administração Local administrativa no prazo máximo de 5 dias úteis
2. Garantir o alinhamento das políticas e objectivos sectoriais Desenvolver Planos Estratégicos em, pelo menos, 80% das circun-
Eixo 2 entre os diferentes níveis da Administração Local scrições administrativas
Dinamização e Progresso Alcançar taxas de execução de programas, projectos e actividades
3. Assegurar o cumprimento pleno e atempado das atribuições e de, pelo menos, 90%
planos da Administração do Território Realizar, pelo menos, uma auditoria anual em cada circunscrição
administrativa
Estabelecer 3 novos canais de comunicação entre o cidadão e o
1. Promover a comunicação bidireccional entre a Adminis- Govemo a diferentes níveis
tração Pública e o Cidadão Alargar a frequência e alcance das campanhas de informação do
cidadão (100% das efemérides nacionais/locais)
dão 3 Cidadani Envolver 6.000 cidadãos em programas de intercâmbio
ovemo e Cidadanta 03.2. Fomentar uma maior participação do cidadão na vida
democrática do País
Alocar 5% dos orçamentos locais a projectos de iniciativa popular
3. Garantir o acesso equitativo de todos os cidadãos a serviços — | Prestar, em 80% dos municípios, um pacote definido de serviços
públicos de qualidade mínimos administrativos
1. Conhecer melhor a estrutura da Administração do Território Elaborar os quadros de pessoal de 100% das circunscrições
administrativas
2. Capacitar os recursos humanos da Administração Território Alcançar uma taxa de concretização do plano de formação da AT
de, pelo menos, 90%
Eixo 4 Renovar as infra-estruturas de, pelo menos, 50% das circun-
Modernização e Capacitação scrições administrativas
3. Munir a Administraç ão Loc al dos meios necessários à Renovar a estrutura tecnológica do MAT
prestação de um serviço de excelência ao cidadão
Alcançar uma taxa de execução da monitorização de 100%
Para a concretização dos objectivos estratégicos e impactos Conforme as atribuições do MAT, alguns programas
definidos é necessário promover um conjunto de programas e — implicam uma postura mais actuante por parte do MAT, cujo
projectos. Cada programa ou projecto está alinhado comum . papel será, predominantemente, de execução. Por outro lado
dos quatro eixos estratégicos e visa concretizar as respectivas — aleuns projectos têm um enfoque mais sectorial, ainda que
metas que irão, por sua vez, corporizar os objectivos estra- — envolvam a Administração Local. Nesses casos a abordagem do
tégicos de cada eixo traçando as actividades que levarão à— MAT será fundamentalmente de coordenação e dinamização,
concretização dos mesmos. envolvendo os diversos actores relevantes.
PROPPAL (Programa de Apoio ao Processo de Preparação das
: : Autarquias Locais)
MI1.1.1. Conceber o quadro legal para a criação das autarquias
PNAD (Programa Nacional de Descentralização)
M1.1.2. Prep arar a estrutura organizacional do poder local para a PNAD (Programa Nacional de Descentralização)
integração progressiva das autarquias
PRIRAC (Programa de Reforço Institucional e Restruturação
011 MI1.1.3. Rever a divisão política e administrativa do País a das Administrações Comunais)
nível provincial e municipal e redistribuir funções políticoadministrativas PREGOL (Programa de Reforma da Governação Local)
Eixo 1 M1.2.1. Identificar o potencial económico de cada província e PROCCLUR (Programa de Fomento da Criação de Cluster
Descentralização e Desen- constituir clusters de desenvolvimento regionais Regionais de Desenvolvimento Local)
volvimento
M1.2.2. Definir polos de desenvolvimento regionais que PEECAP (Projectos de Estudo da Elaboração das Cadeias
2 estimulem as economias locais em áreas pobres ou desertificadas | Produtivas)
MI 2.3. Assegurar uma alocação de TECUISOS Mais focada nos PEQFAT (Programa de Elaboração de Estudos e Estratégias do
áreas ou sectores prioritários em concordância com as orien- e É rens
1: Quadro Fiscal da Administração)
tações estratégicas do Governo
PROMINT (Programa de Incentivo à Mobilidade Interna e ao
M1 3.1. Desenvolver um programa de incentivo à mobilização e | Repovoamento)
o13 fixação de famílias no interior POPOMEL (Programa de Organização de Povoações e de
Ú Melhoramentos Locais)
M1.3.2. Incentivar o empreendedorismo e o investimento foca- | PEDELOM (Programa de Estratégia De Desenvolvimento da
dos no potencial estratégico de cada provincia Economia Local dos Municípios)
" . 1 os PROSIMPLEX (Programa de Implementação do sistema de
M2.1.1. Reduzir o temp o de transp osIção e aplicaç ão das normas simplificação dos Procedimentos A dministrativos da A dminisemanadas do executivo central pela Administração Local =
021 tração Local)
M2.1.2. R eformar a Administraç ão do Estado ão nível dos PREGOL (Programa de Reforma da Governação Local)
municípios e respectivas circunscrições administrativas
PRAAL (Programa de Acompanhamento e Apoio à A dminis-
M2.2.1. Definir um mecanismo de controlo da implementação tração Local)
local das directivas definidas centralmente POPOMEL (Programa de Organização de Povoações e de
Melhoramentos Locais)
2
: PIPENAL (Programa de Integração do Planeamento Estratégico
Eixo 2 - M2.2.2. Desenvolver Planos Estratégicos e de Actividades a a Nível das Administrações Locais)
Dinamização e Progresso d íveis da A dmini ão Local —
todos os níveis da Administração Loca PEPDM (Programa de Monitorização da Elaboração dos Planos
de Desenvolvimento Municipais)
PROGIMUCA (Programa de Gestão Integrada de Municípios e
M2.3.1. Implementar plataformas e sistemas de gestão que Cidades de Angola)
privilegiem a interacção e coordenação interprovincial e inter- —
municipal PAGNOC (Programa de Apoio à Gestão das Novas Centralidades)
3
: o : PREMIAT (Programa de Revitalização e Modernização da
M2.3.2. Definir processos de monitorização e avaliação que Inspecção da Administração do Território)
assegurem a efectiva concretização dos planos estratégicos e de
actividades locais PAIPROFF (Programa de Avaliação de Impacto dos Projectos
Financiados pelo Fundo de Apoio Social)
PRIGECIM (Programa de Intercâmbio e Geminação de Cidades
MB3.1.1. Criar pelouros de coordenação e comunicação intersec- | € Municípios)
1 torial em cada estrutura da Administração Local PRECOM (Programa de Reforço da Comunicação com o
' Cidadão)
M3.1.2. Consolidar a presença da Administração Local na PRODIPOM (Programa de Desenho e Implementação dos
internet (eGov) Portais Municipais)
MS Desenvolver e aperfeiçoar boas práticas nos processos PAPE (Programa de Acompanhamento de Processos Eleitorais)
2 M3.2.2. Educar o cidadão acerca dos seus deveres cívicos PROPA (Programa de Promoção de Angolanidade)
Eixo 3 - : e : : as
Governo e Cidadania M3.2.3. Reforço do papel dos CACS na acção governativa PROCIPA (Programa da Cidadania Participativa)
PEEAR (Programa de Estudos de Elaboração das Aldeias
Rurais)
POPOMEL (Programa de Organização de Povoações e de
M3.3.1. Potenciar o envolvimento do poder local na melhoria Melhoramentos Locais)
033 das condições de vida das populações rurais PRAAAT (Programa de Apoio e Acompanhamento às Autori-
' dades Tradicionais)
PREACTRA (Programa de Estudo e Apoio às Comunidades
Tradicionais)
M3.3.2. Promover a imagem e o reconhecimento das instituições A. . Atas a
públicas junto do cidadão PADIR (Programa de Aquisição de Distintivos da República)
PROCAN (Programa de Cadastramento Nacional dos Fun-
MA4.1.1. Cadastrar e caracterizar os recursos humanos afectos à — | Cionários da Administração do Temitório)
Administração Território e Autoridades Tradicionais
1 PROCAT (Programa de Cadastro das Autoridades Tradicionais)
M4.1.2. Criar e actualizar um sistema de endereçamento e PROTON (Programa de Regularização da Toponímia Nacional)
toponímia do País
M4.2.1. Redimensionar as estruturas dos serviços públicos — PROCIM (Programa de Capacitação Institucional do MAT)
locais e promover uma abordagem integrada à sua valorização
PRAGEPS (Programa de Reforço e Apoio aos GEPEs Provinci-
MA4.2.2. Implementar boas práticas administrativas e organiza- ais e Municipais)
cionais a todos os níveis da Administração do Território PRORGAN (Programa de Reorganização e Modemização das
Secretarias e GEPEs Provinciais)
2 PROFA (Programa de Formação Autárquica)
PPMAAF (Programa de Produção de Material Audiovisual de
MA4.2.3. Potenciar as competências técnicas e pessoais dos Apoio à Formação)
funcionários da Administração do Território PRODAE (Programa de Desenvolvimento de Actividade
Eixo 4 Extracuricular)
Modemizaç ão e Capaci- PADELI (Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Linguas
tação Nacionais e Estrangeiras)
MA4.3.1. Renovar as infra-estruturas físicas da Administração PRONCIAA (Programa Nacional de Construção de Infra-estru-
Local em todas as províncias turas Administrativas e Autárquicas)
PMTMAT (Programa de Modemização Tecnológica do MAT e
da Administração Local)
M4.3.2. Dotar o MAT de uma infra-estrutura tecnológica de PDAALE (Programa de Desmaterialização dos Arquivos da
R "” Administração Local)
suporte adequada à sua actividade
PROSOFTAL (Programa de Fomento e Criação do Pólo de
Desenvolvimento de Softwares de Gestão da Administração
a43 Local e Autárquica)
PIDAT (Portal de Indicadores e Dados da Administração do
Território)
MA4.3.3. Implementar um sistema de indicadores de gestão da AT
PGFF SIIGAT (Programa de Gestão e Formação de Formadores
do SIGAT)
PROPL (Programa de Previdência Laboral e Estudos Actuários)
MA4.3.4. Promover a continuidade e dedicação dos funcionários
da AT através de melhores condições de bem- estar e segurança
PROFAE (Programa de Renovação da Frota Aérea do Estado)
Cada programa ou projecto tem objectivos específicos — um estão especificados os principais responsáveis, benefícios,
e resultados a alcançar próprios, devidamente alinhados — factores críticos e outros aspectos relevantes para assegurar
com os eixos e objectivos estratégicos. Para cada um estão o cabal cumprimento de cada um e, consequentemente, da
ainda enumeradas as principais acções a desenvolver e a sua dos ;
princip ç a o estratégica global delineada.
calendarização, conforme as precedências necessárias, para : À o
: ooo Em seguida apresentam-se, por cada emxo estratégico, os
concretizar esses mesmos objectivos. : definidos b biecti
; ; ; rogramas e projectos definidos bem como o seu objectivo
Do mesmo modo cada programa ou projecto inclui ferramen- prog pro J
tas de monitorização distintas, como indicadores de execução — S€&ral. Em anexo (Anexo 8.3) apresentam-se as fichas de caracque apoiarão a um nível mais específico a implementação e — terização para cada um com a respectiva descrição detalhada,
monitorização da estratégica global. Adicionalmente, paracada — metas específicas e plano de implementação.
EIXO 1— DESCENTRALIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Programa : Objectivo Geral
PROTPAL | Criar as Condições que visam a implementação das Autarquias
ease — LoCaisem Angola.
| Levar a cabo uma reforma da Administração do Estado, através
: da passagem de funções administrativas e orgânicas às
: Províncias e Municípios e da modernização dos órgãos e das
: estruturas que os corporizam, permitindo uma maior
: aproximação da Administração Local ao cidadão.
| Reforçar o papel e o âmbito de intervenção das Administrações
| Comunais e reestruturar as infra-estruturas das Comunas de
à : Angola, dando seguimento à reforma da Administração do
p rIRAC : Estado e em conformidade com as acções a níveis superiores da
Programa de Reforço Institucional : Administração Local, aumentando a sua eficiência e
a Restruturação das Administrações Comunals é à é à
: operacionalidade através do desenvolvimento de meios e
| competências. Preparar as condições para a elevação das
: Comunas a Municípios.
| Promover o reforço de políticas e do quadro técnico-
PAGNOC : institucional no domínio da Desconcentração e Descentralização,
PROGRAMA DE APOIO assente na melhoria dos mecanismos de coordenação,
À GESTÃO DAS NOVAS : monitorização e avaliação (M&M) dos programas, projectos e
CENTRALIDADES : acções de desenvolvimento local nas novas centralidades.
| | Promover e dinamizar a criação de clusters regionais em todas
DD CCLUR ; as províncias com enfoque na especialização em domínios com
inficoderomennáciadão: — | claras vantagens competitivas e na criação de empresas
de Clusters Regionais : geradoras de elevado valor acrescentado.
PEE | Aprofundar os conhecimentos sobre o funcionamento de alguns
CIAIP : sectores económicos-produtivos e cadeias produtivas.
PROJECTOS DE ESTUDO i
|ERDeIRS PRA TRAS |
EIXO 1— DESCENTRALIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Programa Objectivo Geral
| Assegurar o quadro previsional das despesas e receitas públicas
Pp E [1 = R T ' no âmbito da administração no domínio da desconcentração e
[| 7 ' descentralização, assente na melhoria dos mecanismos de
Tsaudstraldfimiaaetatos — — Clesenvolvimento local, no âmbito dos objectivos nacionais de
: médio e longo prazo alinhados com o PND 2013-2017.
AL | Redução da concentração demográfica do país e combate à
PROMINT desertificação do interior através de estímulos ao repovoamento
Proeem de imentvo e Metiiceda ame — E Crescimento populacional nas províncias menos populosas.
e eo Papavoamento FRurel! |
eg e | O m Obter maior disponibilidade de dados e informações como
RES ENÉGIA " suporte à planificação, gestão municipal e diagnóstico
Ee TVREO AT Yertao o anime hea institucional do MAT.
EIXO 2 — DINAMIZAÇÃO E PROGRESSO
Programa Objectivo Geral
Garantir o fornecimento eficiente e efetivo de serviços públicos
de impiarartaçãs ' de qualidade e em quantidade e celeridade suficientes para os
ap : cidadãos, nos termos das prioridades dos objetivos específicos
Admriatrutivos ê
debian aos : constantes no PND 2013 - 2017.
Levar a cabo a reforma da Administração Local do Estado,
PREGOL | promovendo a sua modernização, optimização e
: autonomização, de forma a elevar o desempenho dos órgãos
' provinciais e municipais para padrões de referência no seio da
da Governação Local ' Administração Pública que se traduzam num nível superior de
: qualidade do serviço prestado ao cidadão.
PRÁ Garantir o funcionamento efectivo e eficiente das Províncias e
NINO pr pç MES . Municípios na base de visitas de ajuda e controlo.
eapaio à Administração Local :
| Criar e capacitar a figura do Agente de Desenvolvimento
Poromel ' Comunitário e Sanitário para suporte técnico às comunidades
! locais no sentido de apoiar estas comunidades no seu
ERAS : desenvolvimento através de acções de melhoramento do seu
: ambiente habitacional, sanitário e de qualidade de vida segundo
EIXO 2 — DINAMIZAÇÃO E PROGRESSO
Programa Objectivo Geral
| os princípios e boas práticas da Administração do Território e do
" fomento de uma maior integração na sociedade e bem-estar.
Assegurar a transposição das orientações estratégicas nacionais,
' emanadas pelo Governo Central através dos seus
| Departamentos Ministeriais, para a Administração Local do
' Estado, garantindo a sua aplicação de forma homogénea em
' todo o território nacional.
| Obter maior disponibilidade de dados e informações como
| suporte à planificação, gestão municipal e diagnóstico
: institucional do Ministério e da Administração do Território
| garantindo a adopção de metodologias de planeamento a nível
: da Administração Municipal e o respectivo alinhamento com as
| orientações emanadas da Administração Central.
| Criar condições para um melhor funcionamento de forma
| integrada e em rede dos diversos municípios e cidades de
Angola, na base do SIIGAT, consentâneo com a reforma da
" Administração Local do Estado.
Munir o Gabinete de Inspecção de um mecanismo eficiente de
' fiscalização e avaliação de todas as acções do MAT e das
PR AT entidades que este superintende ou tutela conforme os planos
Programa de Revitalização e Modemização — aprovados para cada uma, bem como do cumprimento dos
da inspecção da Administração do TTemiítório — princípios e normas de organização, funcionamento e actividade
| dos serviços prestados pela Administração do Território.
JA TDRATE : Garantir a efectividade dos projectos do FAS e a melhoria da
LIT AANSILA Í é é , :
reguza da ietaçto eee armas | qualidade do ensino e dos serviços de saúde nas comunidades
: rurais.
EIXO 3 — GOVERNO E CIDADANIA
Programa | Objectivo Geral
Pp R | GECIM : Promover o envolvimento das comunidades locais na promoção
: e interacção das suas cidades ou municípios em contexto
Programa de Intercâmbio e Í E ã à A É
Geminação de Cidades e Municipios —— nacional e internacional através de projectos de cooperação e
intercâmbio cultural, social e económico.
LI SÉRIE — N.º 167 -DE 8 DE DEZEMBRO DE 2015 4181
EIXO 3 — GOVERNO E CIDADANIA
Programa Objectivo Geral
Facilitar e estimular uma comunicação bidireccional entre o
Governo e o Cidadão de modo a aproximar a governação dos
' problemas e necessidades dos cidadãos e melhorar a
compreensão destes pelo trabalho e políticas do Governo.
P R D Concepção e implementação de portais institucionais a nível dos
IP M ' governos municipais aumentando o nível de interacção com o
PROGRAMA DE DESENHO cidadão de forma bidirecional.
ODS PORTAIS MUNICIPAIS Í
p 'À Pp F Desenvolver e implementar um programa que vise a criação de
mecanismos de acompanhamento e reporte dos processos
PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO Í | F à F é é
DE NNESSAe HENÓNMS eleitorais nacionais e estrangeiros, nomeadamente ao nível da
'- SADC.
Informar os cidadãos acerca da importância das efemérides e
PRO PA eventos a nível nacional e local, bem como da sua origem
PROGRAMA DE PROMOÇÃO || histórica e contributo para a criação da identidade nacional.
DA ANGOLANIDADE : Realização de actividades comemorativas dos dias históricos de
: Angola e promoção do patriotismo.
Promover o exercício da cidadania e uma participação mais
activa do cidadão na governação do país promovendo a
construção de uma sociedade mais democrática, participativa e
: reactiva às necessidades dos angolanos.
PSIEAR| Melhorar as condições de vida das populações rurais numa
DE FLRBORACAO DAS ALIENSAIRAS abordagem integrada de desenvolvimento local.
Aquisição e manutenção dos símbolos e distintivos da República,
"PADIR . como é o caso de Bandeiras de uso interno e externo nas
| instituições públicas do estado, insígnias e outros elementos, no
FPROGEANA DE AQUINÇÃO DE DISTINTIVOS DA NEFÚBLICA i y : ; '
' sentido de preservar e disseminar a boa imagem do estado e das
| suas instituições.
EIXO 3 — GOVERNO E CIDADANIA
Programa | Objectivo Geral
P BA A NT Efectuar um acompanhamento mais próximo das Autoridades
DATA : Tradicionais, em termos da sua situação socioeconómica,
FPRDERAMA DE APOIO E ACOMPANHAMENTO | . " : : e
ASAITORIDADES TANIISIOAS : criação de infra-estruturas de apoio e definição das suas
| obrigações perante a comunidade em que estão inseridos.
: Elaborar estudo e efectuar acompanhamento das Comunidades
" Tradicionais de Angola valorizando a sua cultura e costumes.
EIXO 4 — MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO
Programa Objectivo Geral
| RS, |
PROCAN Dotar a DNRHAL e o MAT de ferramentas que lhes permitam a
gestão estratégica e operacional dos Recursos Humanos à sua
SANS ca ADMITO — disposição, com maior eficiência, assim como materializar a
DOTERATARO estratégia de descentralização do país.
| RS, SS |
Identificar e caracterizar as autoridades tradicionais de Angola e
' (C munir o MAT de uma base de dados com informações acerca
IBIRISC Al das mesmas, permitindo uma melhor compreensão da realidade
Programa de Cadastro dos das diferentes comunidades angolanas e das suas
Autoridades Tradicionais especificidades culturais, garantindo a sua organização por
zonas geográficas.
É RS CC |
Elaborar, implementar e operacionalizar as normas sobre a
nomenclatura e toponímia de Angola, de acordo com a
P R O T O N organização administrativa do país, cartografia existente, marcos
físicos de delimitação das unidades territoriais e identificação
Programa de Regularização popular, de forma a permitir maior clareza na referenciação e
eporganização da Toponímia — mapeamento do país e criar os requisitos básicos para o
desenvolvimento de serviços públicos ou privados apoiados na
georreferenciação e endereçamento.
| RS, |
Dotar os serviços do MAT de um sistema que permita capacitar
P » O C I M OS Seus recursos humanos a todos os níveis, com destaque para
| os seus dirigentes, de uma forma constante e incremental nas
EEANAEDO MA o áreas e valências que lhes permitam ser cada vez mais eficientes
e prestar um serviço cada vez melhor ao cidadão.
EIXO 4 — MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO
Programa Objectivo Geral
| ,
Desenvolver acções de apoio técnico e institucional dos GEPE's
P R A G = PS Provinciais e Municipais, com objectivo de acelerar o
PROGRAMAÇÃO DE REFORÇO E desenvolvimento e a operacionalidade destes órgãos, alinhado à
APDIO AO GEPEs PROVINCIAIS E : : | SENSO
MUNICIPAIS lei quadro do Sistema de Planeamento Nacional com incidência
local.
É CCC |
Conduzir um programa de reorganização organizativa e de
sos modernização de processos administrativos junto das
da Recigonização " " * E FE "
ERRO suedereoçsso — Secretarias e dos Gabinetes dos GEPE'S Provinciais e Municipais,
com objectivo de aumentar a eficácia e eficiência operacional
destes órgãos.
|
Prevê a realização de programas de formação e capacitação de
DDAFfE A * e. * AA A:
E CASE SA quadros para integração dos mesmos nas estruturas autárquicas
PROGRAMA DE FORMAÇÃO AUTÁRQUICA a implementar.
FAMAMAHMMM-AA-ARRARRPAMHÁZÉPMRMMHMPHÁMÉPPRMM MF] AAMAVA PASmSM =. ==RPP P ”75N8——5Ã5-==R =AeaaõÕÃQ NE FFFFFFFFFA
PPMAAF Apoiar as formações administradas pelo IFAL com material
audiovisual e de ensino à distância (vídeo, CD's, outros),
EOSANA TE CRDOUEOS potenciando a eficácia da acção formativa e a abrangência desta
E APOIO À FORMAÇÃO entidade.
LR A-— E <—A—LAi A” P€PÓ CD LOÍÕÔ—aCa=5=P9ÔQ ,A=X"gã AA= 7 22==P——mM=0 "—"—= "P"RPYWY“w—=C=ZC — A WWa.Aa—oo<SO2OOAAAAA0—0ECóSSCXCCCÇAUOMÚM/F -AA AA A. — ARJRUPQ ARA— - Z Z- = ==ZZ/ yJyJ;VVJVVõoa=2a=Õ[555mF=—[2==—- = =. = ==zE=ã=c= a —-——-—-———=
ARO Realização de actividades formativas de cariz extracurricular em
DF paralelo com as realizadas a nível do IFAL em áreas
E amnaroo complementares ao conhecimento específico da Administração
BEREATBRE Local.
EXTRACURRICULAR
FR NSCCCCÇCZDDCDO0S .,CCCCC2SN0SÔú =N=N0M0DSA0=—=cC=c2 20 NC EECSCs ZZ0DJ2JZ=Aos<—=—<Õ= NC NADANÃADS ?;âDúD>ywws LL — >qy CTXYWCaÇL—CZ>XX = ,LL a DCõOLÕ ,c =, , E=«=«<R«RR=R)== 2= — — 2 CQC QRRÕ?R R , 2 2=- =-= > PP” --- / , === [A[Aw A A—-——
Promover a aprendizagem de línguas nacionais e estrangeiras
] entre os estudantes do curso médio de Administração Local e
DE Autárquica e oferecer aos funcionários públicos oportunidades
p Y de formação em línguas através da criação de um Centro de
Programa ce Apoio ao Desenvolvimento Excelência em Língua Inglesa (CELI) e um Centro de Excelência
de Unrguas Nacionela e Estrangeiras , : .
em Línguas Nacionais (DLINAC).
| RS CSS S—)
Reformar e alargar/completar a rede de infra-estruturas
administrativas para os órgãos do poder local de forma a criar as
condições essenciais ao bom funcionamento dos mesmos e
expandir a abrangência da governação local rumo às autarquias.
EIXO 4 — MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO
Programa Objectivo Geral
ád | Dotar o MAT e a Administração Local de Infraestruturas
U tecnológicas capazes de dar suporte à sua actividade,
incrementando a eficácia e eficiência da sua actividade, assim
como os mecanismos de controlo e segurança da informação da
instituição.
o TO NO NO O, ON O O NO NE
e à Organização da informação e simplificação de processos
TEA | Program: Nes à“ " PEA e ,
[DA SN Desnaterialização dos administrativos do Estado a nível da Administração Local através
A AAA tesão — do recurso a soluções tecnológicas de desmaterialização e
NS gestão documental.
É = ——"" -—= a nn"nEepsg 2 ceDBiÓQÂi": , /PPnáxsHFÉOXQ<c9cf[Ôce=ss FR===2PD——
PROISOFTAL Criação de valências e conhecimento que permitam o fomento e
Seta oca criação de um polo nacional de desenvolvimento de aplicativos
Duisiade Cam informáticos específicos para servir a gestão das autarquias,
da Administração Local e Autárquica . ao "”
centralidades e administração local em geral.
E=——csãçs€õctoõ EC 0 c—==ÚZ = ÕÕQÕÕZ=——sW2> == ÕQQ y RY = ==> z2 2 <2Õ————D"Õ"C"A—×—=—
D Implementar uma plataforma e portal de recolha, tratamento e
| IDA | apresentação de informação sobre a Administração do Território
pp ha que permita gerir, monitorizar e avaliar o desempenho de toda a
do de aãa do amónio estrutura de um modo rápido, automatizado e fidedigno.
( TS, SS SS SS
exe ff | , | ;
Garantir o funcionamento sustentável do sistema SIIGAT e
Doar manter activa a formação contínua e especializada dos técnicos
ligados ao projecto nomeadamente em áreas relacionadas com
Programa de Gestão gestão e planeamento de projectos e sistemas e tecnologias de
e Forinação do Sistema é de
Integrado de Informação informação.
E Gestão da Administração
do Território
ss OOóà»CCÕCÓSCC0ó0;»?;-í»:»x9SSC»|»S>»”»O»CICCICÇoCC”SXC lt” CCUl]íC;SUUUUÉoUUUíA É
mnesnml Desenvolvimento de um conjunto de estudos com vista à criação
Mp. VM! de condições que permitam desenvolver a perspectiva de
previdência para assegurar os funcionários públicos da
a Ari o or Administração Local do Estado.
| RN
Desenvolver a qualidade e a operacionalidade da frota área do
P RO/FAEi Estado, com vista a assegurando os níveis de segurança,
PROGRAMA DE RENOVAÇÃO fiabilidade e conforto consentâneos com as funções e o público
DA FROTA AÉREA DO ESTADO que servirá.
EIXO 4 — MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO
Programa Objectivo Geral
| RS NS |
PROD [| UR Garantir ao Ministério da Administração do Território e órgãos
da Administração Local do Estado, apoio de serviços jurídicos de
Programa de Produção Informativa . o
e de Segurança Jurídica suporte às actividades efectuadas
Com base nos objectivos de cada um, é possível posicionar — orientados para as quatro vertentes fundamentais que este
os diferentes programas e projectos de uma forma matricial, — documento visa abordar.
aludindo aos princípios do «Balanced Score Card». Torna-se De notar que, enquanto alguns projectos são de âmbito
então evidente a forma como os vários projectos, e ospróprios — mais específico, outros são mais abrangentes, contemplando
eixos segundo os quais os projectos estão definidos, estão — iniciativas respeitantes a vertentes distintas.
Instituir uma Administração Local eficaz através da eficiente gestão dos recursos públicos
| e do combate à pobreza visando o desenvolvimento sustentado do país.
| EIXO 1 EIXO 2 EIXO 3 EIXO 4
8 DESCENTALIZAÇÃO E DINAMIZAÇÃO GOVERNO MODERNIZAÇÃO
ML DESENVOLVIMENTO E PROGRESSO E CIDADANIA E CAPACITAÇÃO
| POPOMEL PROCIPA PEEAR PROCAT
Cidadão PAIPROFF PRIGECIM PROPA PROTON
Í PRECOM PREACTRA
! PRAAAT PREACTRA
PEDELOM — PROMINT
Economia | PEECAP PEQFAT
| — PROCCLUR
: PNAD PEPDM PRAAL PAPE PRONCIAA PDAALE
i PAGNOC PREGOL PROGIMUCA PRODIPOM PPMAAF PIDAT
Operações : PRIRAC PIPENAL = — PROSIMPLEX PADIR PRAGEPS PGFF
: PROPPAL PREMIAT PRAAAT PRORGAN PMTMAT
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Factores Críticos e Condições Necessárias ao Sucesso
O cumprimento dos objectivos subjacentes à elaboração
este documento estratégico está intrinsecamente ligado, por
um lado, à implementação cabal das políticas e projectos
aqui definidos. Por outro lado, depende também da aceitação
e apropriação que os diversos stakeholders envolvidos, em
particular o cidadão, o principal beneficiário, evidenciarem.
Para que esta combinação de factores se verifique, um
conjunto de condições necessárias terá de se verificar simultaneamente. Cada uma destas condições não é mutuamente
exclusiva, havendo por isso uma relação de causalidade e
interdependência entre elas.
Apresentamos de seguida as condições identificadas por
ordem de precedência:
Congregação de patrocínio político e de consenso alargado
sobre as prioridades estratégicas e iniciativas da A dministração
do Território
A reforma da A dministração Local e a concretização
do processo de descentralização de Angola, culminando na
criação de autarquias, deverão ser assumidos como um compromisso claro e transversal dos diferentes níveis do poder,
com objectivos concretos e evidentes.
Por outro lado, a abrangência da actuação do MAT, no
seu papel pivot entre a Administração Central e a Local, que
concerne directamente a centenas de milhares de funcionários
públicos, implica o alinhamento de diversos governantes em
variados sectores, sendo por isso crucial garantir o empenho
de todas as partes envolvidas na prossecução das medidas
preconizadas para a Administração Local.
Como tal, afiguram-se sobretudo três factores de risco
que poderão inibir a reunião do consenso político necessário:
Inexistência de um calendário definido para a criação
de autarquias;
Risco Elevado
Resistência à mudança pelos responsáveis da A dministração Local ou contestação por parte de grupos
de interesse em relação a mudanças nos procedimentos, circunscrições e recursos humanos da
Administração Local;
Risco Reduzido
Sobreposição de âmbitos de actuação e atribuições de
cada ministério ou nível da Administração Local.
Risco Considerável
Para mitigar o risco potencial inerente a estes três factores
deverá contemplar-se as seguintes medidas:
Criação de uma comissão interministerial de fomento
à cooperação e a uma abordagem integrada com
vista à geração de sinergias e ao respeito das atribuições de cada ministério;
Comunicação clara das alterações a introduzir e benefícios delas resultantes para todos os stakeholders;
Recolha das perspectivas dos representantes dos diversos grupos de interesse de forma a compreender e,
possivelmente, incorporar a perspectiva de todos.
Disponibilidade financeira para o lançamento e implementação das políticas e iniciativas previstas no âmbito da
Administração do Território
A necessidade de disponibilizar os recursos financeiros
necessários é um factor crítico evidente que pode afectar ou
retardar a concretização dos objectivos previstos neste
documento. Está sujeita à disponibilidade orçamental do
Governo e à ordem de prioridade atribuída a este tema.
A reforma da Administração Pública requer um forte
investimento nas fases de estudo, planeamento, implementação e comunicação dos vários programas. Particularmente
a capacitação dos recursos humanos, pelo vasto número de
funcionários adstritos ao poder local, e a adequação de infra-
-estruturas, pelas necessidades de capital inerentes, afiguram-se
como empreitadas com enorme peso orçamental.
Deste modo, os riscos de natureza financeira que poderão
afectar a normal execução das medidas delineadas neste
documento são:
Indisponibilidade ou renitência na disponibilização
de recursos para a Administração do Território ou
para as reformas desse âmbito;
Risco Reduzido
Cabimentação insuficiente ou tardia em sede de
Orçamento Geral do Estado em benefício de
aplicações de fundos alternativas consideradas
prioritárias ou urgentes;
Risco Elevado
Dúvidas ou reticências em relação ao destino, à pertinência e à justificação do investimento a realizar.
Risco Considerável
As seguintes medidas poderão contribuir para minorar os
riscos atrás mencionados:
Procura e angariação de fontes de financiamento
alternativa, nomeadamente organizações ou parceiros internacionais, programas de cooperação
ou empresas com programas de responsabilidade
social;
Explicitar a sustentabilidade das reformas e políticas
propostas e evidenciando o efeito estruturante e o
potencial multiplicador para a economia;
Demonstrar a eficácia e a eficiência das medidas
propostas através de uma comunicação clara e da
Justificação transparente da aplicação dos fundos
bem como da instituição de mecanismos de inspecção e controlo.
Capacidade de implementação e execução dos planos e
iniciativas delineadas
As iniciativas de descentralização, criação de autarquias
e de reforma da Administração Local são processos deveras
abrangentes, que envolvem um vasto número de pessoas por
um período alargado de tempo e decorrem em centenas de
pontos em simultâneo, dispersos por uma área vastíssima
com meios e vias de comunicação distintos. Como tal, são
processos altamente complexos e extremamente difíceis do
ponto de vista operacional. Esta realidade acarreta riscos sérios
de natureza operacional, tais como:
Planeamento imperfeito ou inadequado das actividades
a desenvolver, nomeadamente no que concerne à
calendarização feita e à definição de prioridades
e precedências;
Risco Considerável
Falta de coordenação entre os diferentes actores e
órgãos envolvidos no processo em cada momento
e ao longo do tempo, em especial quando a passagem de pastas ou rotação dos quadros é maior;
Risco Elevado
Insuficiente capacidade de execução dos planos
delineados, sobretudo quando os mesmos são
impostos a estruturas já sobrecarregadas com o
desempenho das suas actividades correntes;
Risco Elevado
Nesse sentido, a capacidade de implementação e execução
por parte dos agentes desta mudança, os responsáveis da
Administração Local a nível central e local, é crucial para o
sucesso desta empreitada. Das medidas a que estes actores
poderão recorrer de forma a minimizar os riscos atrás mencionados destacam-se:
Salvaguarda de um adequado período de estudo, planeamento e preparação das actividades, prevendo
folgas para a execução dos projectos de modo a
não comprometer os prazos e prazos de execução
de tarefas subsequentes;
Constituição de comissões de acompanhamento
e coordenação interdepartamentais de forma a
assegurar o assumir de responsabilidades e o
constante alinhamento entre as partes envolvidas
bem como uma estrutura de monitorização eficaz
e uma adequada passagem de informação;
Contratação ou aquisição dos recursos humanos ou
meios técnicos adequados e devidamente dimensionados face às necessidades dos diferentes órgãos
envolvidos em cada momento.
Receptividade e envolvimento da sociedade civil, de
grupos or ganizados e das comunidades locais
Como principais beneficiários e destinatários das políticas
e iniciativas a desenvolver no âmbito da A dministração do
Território, os cidadãos, individualmente ou organizados, são
um elemento fundamental para a concretização e sucesso das
mesmas. A sua abertura à mudança e receptividade face as
novas formas de abordar a Administração Local podem exercer uma influência marcante, pela positiva ou pela negativa,
nos resultados alcançados. Especialmente quando se tratam
temas como o incremento da cidadania e da participação do
cidadão na gestão dos seus interesses ou como a integração
das comunidades tradicionais sob alçada do poder local, é
necessária uma enorme sensibilidade face a factores como:
Contestação pública e difusão do descontentamento
face a medidas de âmbito local, em particular
quando exacerbadas ou retiradas do contexto em
que se inserem;
Risco Reduzido
Falta de adesão às iniciativas que requerem mobilização dos cidadãos, sobretudo se motivada por
desconhecimento ou incompreensão por parte
dos mesmos;
Risco Considerável
Ostracização ou auto-exclusão por parte das comunidades tradicionais face às formas de organização e administração do território e consequente
inobservância dos direitos e deveres comuns a
todos os cidadãos.
Risco Reduzido
Perante os factores de risco identificados no que concerne
à participação e interacção das comunidades na melhoria da
Administração do Território poderá mitigar-se o risco através de:
Concepção de programas de comunicação e consciencialização das populações e comunidades
tradicionais com particular enfoque nos benefícios
para os cidadãos das mudanças a implementar;
Desenvolvimento de sistemas de envolvimento e
participação popular na definição de iniciativas
e acções a tomar a nível local;
Salvaguarda de estatutos especiais para as comunidades tradicionais com particular atenção ao respeito
pelas suas tradições e cultura, organização social
e meios de subsistência.
Capacidade de avaliar resultados, analisar desvios e
identificar as causas dos mesmos de forma a ajustar ou
modificar as iniciativas a desenvolver
Na elaboração de um plano de médio ou longo prazo, como
o que aqui se apresenta, há uma importante componente de
abstracção. Há, igualmente, a análise de dados recolhidos num
determinado momento no tempo. Isto significa que, naturalmente,
podem ocorrer mudanças relevantes ao contexto analisado e
no qual se basearam as opções escolhidas. Este factor pode
gerar desvios significativos nos resultados obtidos face aos
que eram esperados. Assim, os três factores de risco desta
natureza que poderão impedir ou dificultar a materialização
dos objectivos estratégicos definidos neste documento são:
Incapacidade para detectar problemas ou atrasos na
implementação dos projectos que comprometam
a eficácia dos mesmos;
Risco Reduzido
Inabilidade para identificar atempadamente desvios
ou inconformidades face os objectivos traçados;
Risco Considerável
Falta de flexibilidade para promover alterações ou
correcções que se considerem necessárias em
tempo útil.
Risco Elevado
Assim, a capacidade para monitorizar de forma regular e
precisa a implementação do projecto e de avaliar objectivamente
os resultados produzidos de forma a, caso necessário, ajustar
os planos pré-definidos torna-se essencial para garantir que,
independentemente do percurso tomado, os objectivos são
alcançados. Deste modo, afiguram-se como ferramentas de
prevenção de risco as seguintes:
Aplicação de procedimentos de M&A (Monitorização
e Avaliação) que permitam verificar, por um lado,
a correcta implementação dos planos definidos e,
por outro, a concretização dos objectivos traçados;
Elaboração e distribuição de reportes claros, estruturados e detalhados, com periodicidades definidas,
aos diferentes stakeholders envolvidos, apontando
as principais métricas de avaliação de performance
de cada iniciativa e de medição de impacto dos
programas;
Sintonização dos programas de implementação,
comunicação e monitorização de forma a agilizar
e antecipar a detecção de problemas e desvios face
aos programas ou aos objectivos.
O quadro seguinte apresenta resumidamente os diferentes
factores de risco enumerados neste capítulo, ordenados consoante
a sua magnitude ou o grau de risco que lhes são inerentes:
Risco Reduzido
Resistência à mudança pelos responsáveis do poder
local ou contestação por parte de grupos de interesse em relação a mudanças nos procedimentos,
circunscrições e recursos humanos da Administração Local;
Indisponibilidade ou renitência na disponibilização de
recursos para a Administração do Território ou
para as reformas desse âmbito;
Contestação pública e difusão do descontentamento
face a medidas de âmbito local, em particular
quando exacerbadas ou retiradas do contexto em
que se inserem;
Ostracização ou auto-exclusão por parte das comunidades tradicionais face às formas de organização
e administração do território e consequente inobservância dos direitos e deveres comuns a todos
os cidadãos;
Incapacidade para detectar problemas ou atrasos na
implementação dos projectos que comprometam
a eficácia dos mesmos.
Risco Considerável
Falta de adesão às iniciativas que requerem mobilização dos cidadãos, sobretudo se motivada por
desconhecimento ou incompreensão por parte
dos mesmos;
Inabilidade para identificar atempadamente desvios
ou inconformidades face os objectivos traçados;
Sobreposição de âmbitos de actuação e atribuições de
cada ministério ou nível da Administração Local;
Dúvidas ou reticências em relação ao destino, à pertinência e à justificação do investimento a realizar;
Planeamento imperfeito ou inadequado das actividades
a desenvolver, nomeadamente no que concerne à
calendarização feita e à definição de prioridades
e precedências.
Risco Elevado
Inexistência de um calendário definido para a criação
de autarquias;
Cabimentação insuficiente ou tardia em sede de Orçamento Geral do Estado em benefício de aplicações
de fundos alternativos considerados prioritários
ou urgentes;
Falta de coordenação entre os diferentes actores e órgãos
envolvidos no processo em cada momento e ao
longo do tempo, em especial quando a passagem
de pastas ou rotação dos quadros é maior;
Insuficiente capacidade de execução dos planos delineados, sobretudo quando os mesmos são impostos a
estruturas já sobrecarregadas com o des empenho
das suas actividades correntes;
Falta de flexibilidade para promover alterações ou
correcções que se considerem necessárias em
tempo útil.
Modelo de Governação
A cabal concretização de todas as iniciativas preconizadas
neste documento requer uma complexa e exigente tarefa de
acompanhamento de cada passo e cada momento do plano.
Carece ainda de uma minuciosa e eficaz coordenação dos
vários actores envolvidos, tanto a nível interdepartamental
como interministerial.
Para tal, e como forma de assegurar o envolvimento e
comprometimento dos diferentes actores, é importante definir
com clareza os responsáveis de cada iniciativa e os elementos
que participarão ou colaborarão nessas mesmas iniciativas.
Isto facilitará e tornará transparente a interacção entre as
partes, esclarecendo em quem reside a capacidade decisional
e minorando falhas de comunicação ou vazios de poder.
Como tal, as tabelas seguintes procuram elucidar sobre
estes aspectos em relação a cada um dos programas e projectos
preconizados. Por um lado, evidencia que departamento,
dentro do MAT, lidera cada um dos programas e projectos.
Adicionalmente, ilustra também que actores, do MAT ou de
outros Ministérios, poderão participar ou colaborar numa
iniciativa em cooperação com o seu promotor.
