Preâmbulo
Havendo a necessidade de se regulamentar a estrutura e o funcionamento da Direcção Nacional do Ambiente a que se refere o Artigo 22.º do Estatuto Orgânico do Ministério do Ambiente, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 278/22, de 7 de Dezembro;
Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do Artigo 137.º da Constituição da República de Angola, e de acordo com o n.º 1 do Despacho Presidencial n.º 289/17, de 13 de Outubro, conjugado com o n.º 2 do Artigo 5.º e o Artigo 22.º, ambos do Decreto Presidencial n.º 278/22, de 7 de Dezembro, determino:
Artigo 1.º#
Objecto
O presente regulamento estabelece as normas de organização e funcionamento da Direcção Nacional do Ambiente do Ministério do Ambiente.
Artigo 2.º#
Natureza
A Direcção Nacional do Ambiente, abreviadamente designada «DNA» é o serviço executivo directo do Ministério do Ambiente, responsável pela execução do Plano Nacional de Gestão Ambiental.
Artigo 3.º#
Regime jurídico
A Direcção Nacional do Ambiente rege-se pelo presente regulamento obedecendo ao previsto no Decreto Presidencial n.º 278/22, de 7 de Dezembro, que aprova o Estatuto Orgânico do Ministério do Ambiente, e de mais legislação em vigor aplicável.
Artigo 4.º#
Atribuições
A Direcção Nacional do Ambiente tem as seguintes atribuições:
Assegurar a elaboração e a execução das políticas, estratégias e planos nacionais do ambiente;
Assegurar a elaboração, a implementação e monitorização das políticas, normas, estratégias e dos planos na Área do Ambiente;
Promover acções que impeçam a degradação e danos ao ambiente;
Elaborar e propor a divulgação das medidas preventivas da degradação do ambiente e sua recuperação;
Realizar estudos e elaborar pareceres sobre os problemas da poluição do ambiente, bem como propor as medidas adequadas para evitá-los;
Promover medidas necessárias para a garantia da segurança biológica e da biodiversidade, a fim de assegurar a protecção do ambiente e da qualidade de vida;
Elaborar e assegurar a execução de estratégias tendentes à preservação da biodiversidade e manutenção dos ecossistemas naturais;
Promover a utilização sustentável da biodiversidade;
Promover e propor padrões de qualidade ambiental urbano e rural, designadamente nas vertentes: ar, água, solo e ruído;
Estruturar e implementar as redes de monitorização da qualidade da água e do ar;
Promover actividades relativas à implementação das Convenções no domínio do Ambiente;
Apoiar os órgãos afins na definição dos limites geográficos a ser directamente ou indirectamente afectada pelos impactes da actividade humana;
Propor os termos de cooperação com entidades nacionais e estrangeiras no domínio das suas competências;
Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 5.º#
Estrutura Interna
A Direcção Nacional do Ambiente tem a seguinte estrutura:
Direcção;
Conselho de Direcção;
Departamento de Resíduos e Saneamento Ambiental;
Departamento de Desertificação;
Departamento de Controlo da Poluição e Monitoria.
Artigo 6.º#
Direcção
A Direcção Nacional do Ambiente é dirigida por um Director com a categoria de Director Nacional, a quem compete:
Dirigir e coordenar as tarefas da Direcção;
Garantir o cumprimento das orientações definidas superiormente;
Responder as actividades da Direcção perante o Ministro ou perante quem o delegar;
Elaborar e apresentar periodicamente o relatório das suas actividades;
Propor e emitir parecer sobre as nomeações, exonerações, transferências internas do pessoal da Direcção, bem como o seu desempenho;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Director da Direcção Nacional do Ambiente é nomeado por Despacho do Ministro do Ambiente.
Nas suas ausências ou impedimentos, o Director é substituído por um Chefe de Departamento por ele designado.
Artigo 7.º#
Conselho de Direcção
O Conselho de Direcção é o órgão de consulta periódica da Direcção Nacional do Ambiente, ao qual compete apoiar o Director na coordenação das actividades da Direcção.
O Conselho de Direcção é presidido pelo Director e dele fazem parte os Chefes de Departamento, podendo participar das respectivas sessões, técnicos superiores e outros funcionários convocados ou convidados pelo Director Nacional.
O Conselho de Direcção reúne trimestralmente, com objectivo de acompanhar e avaliar a execução das actividades da Direcção, e, extraordinariamente, quando for necessário, mediante convocatória do Director e com ordem de trabalho estabelecida por este.
Artigo 8.º#
Departamento de Resíduos e Saneamento Ambiental
O Departamento de Resíduos e Saneamento Ambiental é o serviço executivo responsável pela coordenação e execução das políticas nacionais de Resíduos e Saneamento Ambiental.
O Departamento de Resíduos e Saneamento Ambiental tem as seguintes atribuições:
Definir as directrizes para implementação da política de Gestão de Resíduos e Saneamento Ambiental de âmbito nacional;
Implementar a Estratégia de Saneamento Total liderado pelas Comunidades e Escolas de Angola, e políticas ligadas ao saneamento, bem como a promoção das mesmas;
Promover a economia circular e acompanhar a sua implementação a nível nacional;
Promover acções que impeçam a degradação e danos ao ambiente;
Estabelecer e implementar normas e procedimentos para emissão de eco-taxas;
Promover políticas para a elaboração de planos e programas de gestão, normas e procedimentos para o licenciamento de produtos químicos, resíduos e efluentes no âmbito das convenções de Roterdão, Bamako, Basileia e Estocolmo e demais Convenções adoptadas;
Promover iniciativas de gestão integrada e sustentável de resíduos no ambiente rural, urbano e marinho costeiro, com foco na prevenção da poluição plástica, incluindo a recuperação de áreas contaminadas;
Elaborar e propor a divulgação das medidas preventivas do ambiente e sua recuperação;
Elaborar os planos estratégicos de gestão de resíduos e saneamento ambiental e promover acções de capacitação e informação sobre temáticas de gestão de resíduos;
Assegurar a participação das comunidades locais na co-gestão dos resíduos não perigosos;
Promover a implementação efectiva de acordos bilaterais e multilateral relativa à gestão de produtos químicos e resíduos;
Desempenhar as demais funções que lhe sejam atribuídas por lei ou decisão superior.
O Departamento de Resíduos e Saneamento Ambiental é chefiado por um Chefe de Departamento nomeado pelo Ministro do Ambiente.
Artigo 9.º#
Departamento de Desertificação
O Departamento de Desertificação é o serviço executivo responsável pela coordenação, controlo e execução da política ambiental, no domínio da Seca e Desertificação.
O Departamento de Desertificação tem as seguintes atribuições:
Elaborar e propor a divulgação das medidas preventivas de degradação do ambiente e sua recuperação;
Promover a adopção de políticas de integração da economia verde em programas sectoriais;
Promover a utilização sustentável da biodiversidade;
Apoiar e acompanhar estudos e projectos de investigação científica nacionais e internacionais relacionados com o combate à seca e desertificação;
Coordenar as acções de implementação das metas de degradação neutra de terras LDN e o Plano de Acção Nacional de Combate à Desertificação - PANCOD;
Assegurar a arborização urbana, periurbana, rural e repovoamento florestal;
Conceber e implementar políticas e projectos de redução de degradação de solos, controlo de queimadas, erosão, seca, desertificação e recuperação de áreas degradadas;
Promover a publicação de estudos, relatórios e resultados de projectos de investigação científica, na área do combate à seca e desertificação;
Desenvolver e adaptar a realidade local, modelos de participação comunitária na gestão sustentável dos recursos naturais;
Elaborar e assegurar a execução de estratégias tendentes à preservação da biodiversidade e manutenção dos ecossistemas naturais;
Promover actividades relativas à implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à desertificação nos países afectados por seca grave UNCCD, e demais convenções relacionadas;
Facilitar a integração de programas de adaptação e mitigação, com vista `s integração dos fenómenos da seca, calamidades e preservação ambiental;
Desempenhar as demais funções que lhe sejam atribuídas por lei ou decisão superior.
O Departamento de Desertificação é chefiado por um Chefe de Departamento nomeado pelo Ministro do Ambiente.
Artigo 10.º#
Departamento de Controlo da Poluição e Monitoria
O Departamento de Controlo da Poluição e Monitoria é o órgão da DNA responsável pela coordenação, controlo e execução da política ambiental, nos domínios da qualidade dos componentes ambientais.
O Departamento de Controlo da Poluição e Monitoria tem as seguintes atribuições:
Monitorizar a implementação sectorial do Programa Nacional de Qualidade Ambiental e do Programa de Normalização Ambiental;
Realizar estudos e elaborar pareceres sobre os problemas de poluição do ambiente, bem como propor as medidas adequadas para evitá-los;
Promover a execução de estratégias, tendentes à preservação da biodiversidade, manutenção dos ecossistemas naturais e utilização sustentável;
Prestar assistência técnica a todos os níveis de governação em matéria do ambiente;
Promover a protecção das fontes de água, visando minimizar a degradação ambiental;
Definir o índice de balneabilidade ambiental e garantir a monitorização da qualidade da água dos rios e mares;
Coordenar a avaliação e monitoria de projectos ambientais no âmbito do voluntariado, mecenato e compensação ambiental, com vista à integração ambiental em todos os sectores socioeconómicos;
Promover medidas necessárias para a garantir a segurança biológica e da biodiversidade, a fim de assegurar a protecção do ambiente, da saúde e da qualidade de vida;
Promover a adopção de práticas de sustentabilidade ambiental corporativas, e coordenar execução da certificação ambiental nacional;
Promover actividades relativas à implementação das Convenções no domínio do ambiente;
Apoiar os órgãos afins na definição dos limites geográficos a ser directamente ou indirectamente afectada pelos impactes da actividade humana;
Promover e propor padrões de qualidade ambiental urbano e rural, designadamente nas vertentes do ar, água, solo e do ruído;
Assegurar a monitorização ambiental do índice de balneabilidade de mares e rios;
Estruturar e implementar as redes de monitorização da qualidade da água, ar, solo e do ruído;
Desempenhar as demais funções que lhe sejam atribuídas por lei ou decisão superior.
O Departamento de Controlo da Poluição é chefiado por um Chefe de Departamento nomeado pelo Ministro do Ambiente.
Artigo 11.º#
Quadro de Pessoal
O pessoal da Direcção Nacional do Ambiente é o constante do mapa em anexo ao presente Regulamento e do qual é parte integrante.
Artigo 12.º#
Organigrama
O organigrama da Direcção Nacional do Ambiente é o que consta do Anexo II do presente Regulamento e dele é parte integrante.
