Preâmbulo
Tendo em conta que a Lei n.º 14/15, de 11 de Agosto, do Investimento Privado, foi aprovada com vista a adequar o sistema de investimento privado à actual dinâmica económica do País e criar consequentemente no quadro regulamentar um modelo de relacionamento mais atractivo entre a Administração do Estado e os investidores, através de procedimentos céleres e mais próximos dos departamentos ministeriais: Havendo necessidade de se adequar os serviços de apoio técnico do Titular do Poder Executivo, de forma a permitir a preparação, condução e avaliação dos Projectos de Investimento Privado cuja aprovação seja da sua competência nos termos da Lei do Investimento Privado:
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d) do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º#
Criação da Unidade Técnica para o Investimento Privado
É criada a Unidade Técnica para o Investimento Privado, abreviadamente designada por U.T.I.P, serviço técnico especializado que tem por objecto apoiar o Titular do Poder Executivo na preparação, condução, avaliação e negociação de Projectos de Investimentos Privado cuja aprovação nos termos da Lei do Investimento Privado seja da competência do Titular do Poder Executivo.
A Unidade Técnica para o Investimento Privado funciona sob dependência directa do Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo.
Artigo 2.º#
Regime Jurídico
É aprovado o regime jurídico de constituição, organização, funcionamento e procedimento da Unidade Técnica para o Investimento Privado, anexo ao presente Diploma e que dele é parte integrante.
Artigo 3.º#
Revogação
É revogada toda legislação que contrarie o disposto no presente Diploma.
Artigo 4.º#
Duvidas e Omissões
As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Diploma são resolvidas pelo Presidente da República.
Artigo 5.º#
Entrada em Vigor
O presente Decreto Presidencial entra em vigor na data da sua publicação.
Publique-se. Luanda, aos 29 de Setembro de 2015.
O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
Artigo 1.º#
Objecto e Âmbito de Aplicação
O presente Diploma estabelece o regime jurídico de constituição, organização, funcionamento e procedimento da Unidade Técnica para o Investimento Privado, abreviadamente designada por U.T.I.P.
O presente Regulamento aplica-se aos projectos de investimento privado cuja decisão de aprovação estejam cometidas ao Titular do Poder Executivo ao abrigo da regulamentação da Lei do Investimento Privado ou qualquer outro Diploma aplicável à matéria de Investimento Privado.
Artigo 2.º#
Natureza
A Unidade Técnica para o Investimento Privado é um serviço técnico especializado de apoio permanente do Titular do Poder Executivo, encarregue pela preparação, condução, avaliação e negociação dos projectos de Investimento Privado que sejam, nos termos da Lei do Investimento Privado e do respectivo regulamento, da competência do Titular do Poder Executivo.
A Unidade Técnica para o Investimento Privado é uma pessoa colectiva pública, com personalidade jurídica e autonomia financeira e administrativa para celebrar contratos que se revelem necessários à prossecução das suas funções.
Artigo 3.º#
Sede
A Unidade Técnica para o Investimento Privado tem a sua sede na Província de Luanda.
Artigo 4.º#
Atribuições
A Unidade Técnica para o Investimento Privado tem as seguintes atribuições:
Apoiar tecnicamente o Titular do Poder Executivo em matéria de investimento privado;
Assegurar a recepção e o acompanhamento de todos os Projectos de Investimento Privado que nos termos da lei sejam da competência do Titulardo Poder Executivo;
Negociar os contratos de investimento privado que nos termos da lei sejam da competência do Titular do Poder Executivo, bem como assegurar a tramitação administrativa integrada de todos os processos, incluindo a candidatura de incentivos financeiros e fiscais, licenciamentos e instalações;
Prestar serviços de assistência técnica, jurídica, económica, estudo de mercado e de outra natureza, aos investidores nacionais e estrangeiros;
Participar e organizar seminários ou encontros de trabalho sobre matérias de investimento privado;
Acompanhar e apoiar a concepção e implementação da política de promoção do investimento privado a nível nacional e internacional;
Conceber e implementar um sistema integrado de informação sobre o estado dos projectos de investimento privado aprovados pelo Titular do Poder Executivo e o seu real impacto na económica nacional;
Estabelecer mecanismos de articulação institucional com os Departamentos Ministeriais, nos termos da Lei e do Regulamento do Investimento Privado;
Auxiliar e acompanhar a implementação dos projectos de investimento, servindo de interlocutor do Investidor junto dos órgãos do Estado para garantir a efectiva implementação dos projectos de investimento;
Elaborar e difundir instrumentos estatísticos de planeamento, acompanhamento e avaliação do grau de implementação dos Projectos de Investimento Privado;
Exercer outras atribuições que lhe forem orientadas pelo Titular do Poder Executivo no âmbito da política de investimento privado.
A Unidade Técnica para o Investimento Privado tem ainda a função de receber os Projectos de Investimento Privado referidos no artigo 2.º do presente Diploma e a de realizar todos os actos e actividades subsequentes para sua aprovação bem como promover a articulação com os serviços do Estado necessários em todas as fases implementação dos projectos de investimento.
A celebração dos contratos de investimento privado em representação do Titular do Poder Executivo é autorizada no Despacho Presidencial que aprova o respectivo contrato.
Artigo 5.º#
Regime Jurídico
A Unidade Técnica para o Investimento Privado rege-se pelo presente Diploma, pelas disposições previstas na Lei do Investimento Privado e respectivo regulamento, bem como pela política de investimento privado e demais legislação em vigor aplicável sobre a matéria.
Artigo 6.º#
Superintendência
A Unidade Técnica para o Investimento Privado desenvolve a sua actividade sob superintendência do Titular do Poder Executivo.
Artigo 7.º#
Estrutura Orgânica
A Unidade Técnica para o Investimento Privado tem a seguinte estrutura:
Órgãos de Direcção:
Director da Unidade Técnica;
Director-Adjunto.
Órgão de Apoio Consultivos:
Conselho Directivo.
Serviços de Apoio:
Departamento de Administração e Serviços Gerais;
Departamento de Avaliação e Análise de Projectos de Investimento;
Departamento Jurídico;
Secretariado.
Serviços Técnicos e Executivos:
Departamento de Acompanhamento e Fiscalização.
Serviços Tutelados:
Comissão de Avaliação e Negociação.
Artigo 8.º#
Director
O Director da Unidade Técnica para o Investimento Privado é o órgão individual responsável pela gestão diária e permanente da referida Unidade Técnica, a quem compete planear e dirigir toda a actividade do serviço com autonomia na organização do trabalho e com os correspondentes poderes de direcção sobre todo o pessoal que integra o serviço, independentemente da sua categoria profissional, nos termos do presente Diploma, das normas de organização administrativa e demais normas aplicáveis, e ainda de acordo com as instruções do Titular do Poder Executivo.
Ao Director da Unidade Técnica compete em especial o seguinte:
Definir a organização das prestações de serviço e fixar orientações;
Elaborar o plano anual de actividade, bem como o plano de formação profissional do pessoal e o orçamento do serviço;
Assegurar a produtividade e eficiência dos serviços prestados e proceder à sua avaliação sistemática;
Propor a celebração de rotocolos de colaboração com os serviços de outras entidades públicas com competências no âmbito do investimento privado;
Propor a celebração de contratos de prestação de serviços de profissionais, pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, no âmbito das suas actividades e para a prossecução dos objectivos definidos;
Proceder à constituição e permanente actualização da Bolsa de Peritos e Consultores;
Zelar pela formação profissional do pessoal do serviço e pela permanente actualização dos conhecimentos técnicos, propondo as iniciativas aconselháveis de valorização, aperfeiçoamento e formação profissional bem como organizar e supervisionar todas as actividades de formação;
Assegurar a gestão adequada dos recursos humanos;
Propor ao Titular do Poder Executivo a constituição das Comissões de Avaliação e Negociação;
Exercer o poder disciplinar sobre o pessoal;
Exercer as demais tarefas que forem determinadas pelo Titular do Poder Executivo.
No exercício das suas competências, o Director da U.T.I.P é auxiliado por um Director-Adjunto que exerce competências que lhe forem delegadas pelo Director da U.T.I.P.
O Director e o Director-Adjunto da Unidade Técnica para o Investimento Privado são nomeados pelo Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo e equiparados a Secretário de Estado e Vice-Ministro respectivamente.
O Director da U.T.I.P no desempenho das suas funções exara despachos, instrutivos e circulares e é apoiado por um Secretariado.
Artigo 9.º#
Consultoria
No Exercício das suas funções o Director da U.T.I.P pode contratar, nos termos do presente Diploma, consultores e peritos de reconhecida capacidade e idoneidade.
Artigo 10.º#
Conselho Directivo
O Conselho Directivo é um órgão colegial interno de apoio ao Director nas matérias de programação e organização da U.T.I.P.
O Conselho Directivo é presidido pelo Director da U.T.I.P e integra o Director-Adjunto e os Chefes de Departamentos.
O Conselho Directivo tem as seguintes atribuições:
Pronunciar-se sobre os modelos de organização interna da Unidade visando conferir maior eficácia ao exercício das suas competências técnicas, orgânicas e institucionais;
Pronunciar-se sobre os planos de trabalho da Unidade;
Propor e dar parecer sobre as medidas organizativas tendentes a melhorar o funcionamento da Unidade;
Apreciar e pronunciar-se sobre a proposta de orçamento da Unidade;
Aprovar o relatório de balanço das actividades da Unidade;
Analisar as demais questões que lhe sejam submetidas para apreciação.
O Conselho Directivo é convocado pelo Director da Unidade e reúne-se trimestralmente em sessões ordinárias e extraordinariamente sempre que convocado.
O Conselho Directivo pode ser alargado à participação de outras entidades que o Director da Unidade convoque ou expressamente às convide.
A organização e funcionamento do Conselho Directivo são estabelecidos por regulamento próprio aprovado pelo Director da Unidade.
Artigo 11.º#
Departamento de Administração e Serviços Gerais
O Departamento de Administração e Serviços Gerais é o serviço de apoio encarregue pela organização, coordenação e controlo da actividade administrativa, financeira, económica, planeamento e patrimonial da Unidade Técnica.
O Departamento de Administração e Serviços Gerais tem as seguintes atribuições:
Apoiar administrativamente os órgãos e serviços da U.T.I.P;
Elaborar o projecto de orçamento;
Elaborar os documentos de prestação de contas, avaliar a actividade e situação financeira da Unidade Técnica;
Propor e assegurar a aplicação de normas, circuitos e modelos de funcionamento administrativo e financeiros;
Proceder a aquisição dos materiais e património necessários às actividades da Unidade Técnica e velar pela sua cuidada utilização, manutenção e conservação;
Inventariar, zelar e controlar o património da U.T.I.P;
Exercer as demais funções que lhe forem acometidas.
O Departamento de Administração e Serviço Gerais é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado pelo Director da U.T.I.P.
Artigo 12.º#
Departamento de Avaliação e Análise de Projectos de Investimento
O Departamento de Avaliação e Análise de Projectos de Investimento é o serviço de apoio encarregue pela preparação de estudos económicos e análises regulares dos dados estatísticos e indicadores relativos à execução dos projectos de investimento e o seu impacto na economia nacional.
O Departamento de Avaliação e Análise de Projectos de Investimento tem as seguintes atribuições:
Elaborar estudos técnico-económicos e pareceres sobre os projectos de investimento privado submetidos à U.T.I.P;
Negociar e emitir pareceres sobre os projectos e contratos de investimento;
Emitir pareceres técnico-económicos sobre os projectos de investimento privado;
Estudar e propor os incentivos a atribuir ao projecto de investimento privado;
Registar todos os projectos de investimento privado e consolidar toda informação estatística;
Elaborar um ficheiro por sectores de investimento;
Exercer as demais funções que lhe forem acometidas.
O Departamento de Avaliação e Análise de Projectos de Investimento é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado pelo Director da U.T.I.P.
Artigo 13.º#
Departamento Jurídico
O Departamento Jurídico é o serviço de apoio encarregue de executar toda a actividade técnico-jurídica da U.T.I.P.
O Departamento Jurídico tem as seguintes atribuições:
Prestar apoio técnico-jurídico aos órgãos e serviços da U.T.I.P;
Elaborar, negociar e emitir pareceres sobre os contratos de investimento;
Emitir pareceres, bem como propor alterações, emendas ou revisões aos Diplomas legais relacionados com o investimento privado;
Analisar e propor medidas e soluções sobre os litígios emergentes de projectos de investimento;
Instruir processos disciplinares;
Elaborar, controlar, anotar e manter actualizada a legislação inerente ao funcionamento da U.T.I.P;
Desempenhar as demais funções de natureza jurídica que lhe sejam acometidas.
O Departamento Jurídico é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado pelo Director da U.T.I.P.
Artigo 14.º#
Secretariado
O Director da U.T.I.P dispõe de um Secretariado de apoio administrativo que o assiste no desempenho das suas funções.
O Secretariado de apoio ao Director tem as seguintes atribuições:
Receber e classificar a correspondência destinada à U.T.I.P;
Assegurar as relações entre o Director e os demais serviços da U.T.I.P;
Organizar os arquivos de toda a documentação e correspondência sob sua responsabilidade;
Remeter para os órgãos e serviços da U.T.I.P todos os documentos despachados pelo Director;
Tratar das questões relativas às relações públicas, protocolo e transporte do Director;
Exercer as demais funções que lhe sejam acometidas pelo Director da U.T.I.P.
O Secretariado de Apoio ao Director é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado pelo Director.
Artigo 15.º#
Departamento de Acompanhamento e Fiscalização
O Departamento de Acompanhamento e Fiscalização é o serviço encarregue pelo acompanhamento e fiscalização da implantação dos projectos de investimento.
O Departamento de Acompanhamento e Fiscalização tem as seguintes atribuições:
Propor metodologias de acompanhamento e fiscalização dos projectos de investimentos de acordo com a legislação vigente;
Preparar relatórios de acompanhamento e de verificação do cumprimento das condições contratuais e legais de implementação dos projectos de investimento;
Prestar serviços de apoio aos investimentos na fase de instalação;
Fiscalizar e manter actualizado os incentivos solicitados e concedidos;
Proceder o acompanhamento da implementação dos projectos aprovados;
Exercer as demais funções que lhe sejam acometidas pelo Director da U.T.I.P.
O Departamento de Acompanhamento e Fiscalização é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado pelo Director da U.T.I.P.
Artigo 16.º#
Comissão de Avaliação e Negociação
Os Projectos de Investimento Privado objecto do presente Decreto Presidencial analisados pela U.T.I.P através de uma Comissão de Avaliação e Negociação cujos membros são escolhidos de entre os técnicos inscritos na Bolsa de Peritos e Consultores e Técnicos deste serviço reputados mais adequados ao exercício das respectivas funções, tendo em consideração os domínios técnicos e do saber requeridos no procedimento da contratação em concreto.
Artigo 17.º#
Constituição da Comissão de Avaliação e Negociação
A constituição da Comissão de Avaliação e Negociação e designação de técnicos da Bolsa de Peritos e Consultores que devem integrá-la, é efectuada por Despacho do Director da Unidade Técnica para o Investimento Privado e assenta em razões de conveniência e de decisão técnica.
A constituição da Comissão de Avaliação e Negociação deve ser efectuada no prazo estabelecido pelo regulamento da Lei do Investimento Privado.
Artigo 18.º#
Composição
As Comissões de Avaliação e Negociação são presididas pelo Director da Unidade Técnica para o Investimento Privado, ou por quem seja indicado no despacho de constituição previsto no número anterior.
As Comissões de Avaliação e Negociação são compostas por um mínimo de três e por um máximo de cinco membros efectivos e dois suplentes.
Podem ser nomeados um número de peritos ou consultores em função das necessidades e conveniência para a boa avaliação e negociação dos investimentos superiores a USD 50.000.000,00 (cinquenta milhões de dólares dos Estados Unidos da América) ou que pela sua especial complexidade assim o recomendem.
Artigo 19.º#
Início de Funções
As Comissões de Avaliação e Negociação iniciam o exercício das suas funções no dia fixado no respectivo despacho de constituição e nomeação.
Quando o despacho previsto no número anterior for omisso quanto ao início das funções, a Comissão de Avaliação e Negociação inicia a execução das suas funções no dia útil subsequente ao envio do anúncio para publicação.
Artigo 20.º#
Cessação de Funções
As Comissões de Avaliação e Negociação cessam as suas funções com a assinatura do Contrato de Investimento Privado.
Artigo 21.º#
Competências
Para efeitos do funcionamento e da tramitação do respectivo procedimento de investimento privado, as Comissões de Avaliação e Negociação exercem as competências próprias previstas na regulamentação da Lei de Investimento Privado e no regulamento interno da U.T.I.P.
Artigo 22.º#
Tramitação
A U.T.I.P procede à recepção das propostas de investimento privado apresentadas no âmbito do presente Diploma, devendo efectuar a apreciação, avaliação, negociação e submeter para decisão final pelo Titular do Poder Executivo, no prazo máximo de 30 dias a contar da data da recepção das propostas.
Em caso de deferimento, a celebração do contrato deve ter lugar no prazo máximo de 15 dias após a decisão final pelo Titular do Poder Executivo.
Artigo 23.º#
Parecer do Ministério das Finanças
Ao determinar a constituição de uma Comissão de Avaliação e Negociação, o Director da Unidade Técnica solicita, no prazo de 10 dias, o parecer do Departamento Ministerial responsável pelas finanças públicas sobre as propostas de investimento privado.
O parecer a que se refere o número anterior é necessário relativamente aos benefícios e incentivos fiscais e aduaneiros das propostas de investimento privado mas não é vinculativo.
Em caso de desconformidade, entre o parecer e a recomendação da Unidade Técnica, a proposta do Director deverá seguir fundamentada para o Titular do Poder Executivo, juntando-se o parecer do Departamento Ministerial responsável pelas finanças públicas.
A falta de fundamentação referida no número anterior é considerada para todos os efeitos como adesão ao parecer.
Para efeitos do presente Diploma, considera-se não haver fundamentação se:
Esta não justificar com fundamentos legais, económicos ou técnicos uma posição diferente da emitida;
Não houver uma proposta alternativa à que tenha sido emitida;
Haja contradição entre a fundamentação e a proposta submetida.
Nos casos do n.º 3 do artigo 19.º ou outros que se justificarem, o parecer pode ser substituído por nomeação de um técnico ou perito do Departamento Ministerial responsável pelas finanças públicas na Comissão de Avaliação e Negociação.
Artigo 24.º#
Orçamento e Receitas
A U.T.I.P, em razão da sua autonomia administrativa e financeira, constitui uma unidade orçamental e consequentemente dispõe de um orçamento próprio, aprovado pelo Titular do Poder Executivo.
Constituem receitas da U.T.I.P as seguintes:
Receitas e dotações que lhe são atribuídas pelo Orçamento Geral do Estado;
As doações, heranças, legados ou contribuições voluntárias que receba da iniciativa privada nacional ou estrangeira;
Valores resultantes da sua actividade;
Taxas e demais emolumentos devidos pelos serviços prestados;
Valores das multas decorrentes do incumprimento dos contratos de investimento privado;
Outras receitas que lhe forem consignadas nos termos legais.
Artigo 25.º#
Quadro de Pessoal e Organigrama
Para a realização das suas atribuições, a U.T.I.P dispõe de um quadro de pessoal e organigrama Anexos I e II do presente Estatuto Orgânico e que dele é parte integrante.
O pessoal do quadro permanente fica sujeito ao Regime Geral da Função Pública.
O disposto no n.º 1 não prejudica a contratação de pessoal qualificado para tarefas pontuais.
A admissão do pessoal e o correspondente provimento de lugares do quadro de pessoal permanente é feito de forma progressiva.
Sempre que se mostrar necessário e em função da evolução e crescimento dos serviços, o quadro de pessoal referido no n.º 1 pode, mediante autorização do Titular do Poder Executivo, ser alterado.
Artigo 26.º#
Membros da Unidade Técnica para o Investimento Privado
São designados membros da Unidade Técnica para o Investimento Privado os técnicos com reconhecido currículo, capacidade e idoneidade, para o desenvolvimento da respectiva actividade e que sejam oriundos das diferentes profissões e áreas do saber.
Artigo 27.º#
Peritos e Consultores
O Director pode contratar peritos ou consultores nacionais e estrangeiros, para apoiarem os trabalhos da Unidade Técnica para o Investimento Privado.
Artigo 28.º#
Remuneração e Prestação de Serviços
Os membros da Unidade Técnica para o Investimento Privado designados nos termos do artigo 25.º submetem-se ao regime remuneratório da função pública.
A U.T.I.P poderá propor ao Titular do Poder Executivo remuneração adicional aos funcionários, tendo em consideração a categoria e a natureza das suas actividades.
Os peritos e consultores celebram com a Unidade Técnica para o Investimento Privado contratos de prestação de serviços, que fixam os trabalhos a desenvolver em concreto e a respectiva remuneração.
Artigo 29.º#
Garantias de Imparcialidade
Os membros da Unidade Técnica para o Investimento Privado, bem como os peritos e consultores, estão obrigados, conjunta e individualmente ao seguinte:
Actuar com imparcialidade, isenção, neutralidade e de acordo com a mais rigorosa ética e consciência profissional;
Actuar em conformidade com o estabelecido no presente Decreto Presidencial e demais legislação aplicável;
Comunicar ao Director, no mais curto prazo, qualquer motivo de força maior que o impeça de desempenhar as suas funções;
Guardar sigilo relativamente a todos os factos de que tomar conhecimento no exercício das suas funções, durante e após o desempenho das mesmas.
É aplicável em toda a sua extensão o regime de impedimentos previsto no artigo 28.º da Probidade Pública.
Artigo 30.º#
Impedimentos
O procedimento da verificação de impedimento ou da escusa e suspeição dos membros de uma Comissão de Avaliação e negociação é o constante dos artigos 19.º a 26.º das Normas do Procedimento e da Actividade Administrativa.
A competência para declarar o impedimento ou conhecer os pedidos de escusa ou suspeição, pertence ao Director da Unidade Técnica para o Investimento Privado.
Artigo 31.º#
Regulamentos Internos
Os órgãos e serviços da U.T.I.P regem-se por regulamentos próprios aprovados pelo Director da U.T.I.P.
ANEXO I
Quadro de Pessoal a que se refere o artigo 25.º
ANEXO II
Organigrama a que se refere o artigo 25.º
O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
