Preâmbulo
Lei n.º 2/02
de 7 de Março
O Governo submeteu o Programa Económico & Social
para o ano 2062 para apreciação da Assembleia Nacional,
quê continua a sec um programa transitório pois se estima
que no decurso do próximo ano seja finalizada 8 preparação
do Plano do Governo de Médio Prazo,
Considerando que os objectivos programáticos 1dentificados pelo Governo dão resposta às principais questões na
busca de estabilidade macro-económica,
Nestes termos, ao abrigo da alínea 4) do artigo 88º da
Lei Constitucional, a Assembleia Nacional! aprova à
seguimmte
Lei que aprova o Programa Económico e Soclal
do Governo para o ano 2002
Artigo 1.º#
Aprovação
É aprovado o Programa Económico e Social do Governo
para o ano 2002
rço de 2002 I Série — N.º 19
HÁ
AL DA REPUBLICA DE ANGOLA
Preço deste número — Kz: 328,00
TURAS O preço de cada linha publicada nos Dianos
Ana | da Republica 1" e 2º sénes é de Kz 27,50 e para a
Kz 9700000] 3* série Kz 32 50 acrescido do iespectivo
Kz 55 500,00 | imposto do selo, dependendo a publbicação da
Kz 32 500,00 | 3º séne de depósio prévio a efectuar na Tesowarnia
Kz 21 500,00 | da imprensa Nacional — U E E
Artigo 2.º#
Entrada em vigor
À presente lei entra em vigor à data da sua publicação
Yista e aprovada pela Assembleia Nacional, em Luanda,
aos 14 de Dezembro de 200]
O Presidente da Assembleia Nacional, Roberto Ánriiónio
Víctor Francisco de Almeida
Publique-se
O Presidente da República, Jose EDUARDO DOS SANTOS
INTRODUÇÃO:
1 O Governo estima que o ano de 2002 deverá ser o ano
da efectiva transição da guerra para a paz, da instabilidade
macro-económica para a estabilidade dos preços e de um
moda geral, das acções de emergência para planos de desenvolvimento sustentado, assentes no relançamento produtivo
À reforçar essa perspectiva, estima-se que seram criadas
as condições para que se realizem novas eleições gerais
2 Assumn, o presente Programa do Governo é também,
portanto, um programa transitório, pois só no ano de 2002 é
que se estima sera finalizada a preparação do Plano do
Governo de Médio Prazo, que deverá integrar os elementos
do Documento de Estratégia de Redução da Pobreza
(PRSP), e, provavelmente, dar-se Início a negociação de um
programa com o apoio financeiro de instituições financeiras
Internacionais, designadamente o Fundo Monetário Internaocional e o Banco Mundial, com base no PRSP, que permitirá
à renegociação da dívida externa do País, nos Clubes de
Paris e Londres, com vista aq seu reescalonamento para
a libertação, no curto prazo, dos recursos indispensáveis
ao financiamento sustentado do desenvolvimento nacional
3 O documento começa com a apresentação do contexto
económico mundial é a conjuntura económica e social! interna em que provavelmente se vai dar à implementação do
programa, segue-se depois à exposição do programa nos
seus objectivos gerais de política económica e secial, na
política de defesa, segurança, paz e extensão da administração do Estado, de políticas e programas dos sectores económicos, na egenda social do Governo, na reabibtação das
infia-estruturas e ná reforma administrativa e institucional
O CONTEXTO ECONÓMICO E SOCIAL:
1. O Contexto Económico Mundial:
4 Estima-se que a economia mundial esteja, no ano
de 2001, próxima de uma recessão técnica, que é equivalente a um crescimento real inferior a 2,5% À taxa de crescimento foi revista para baixo dos 4,8% iniciais para 3,2%
3 Espera-se, entretanto, que à pattur do 1º trimestie do
ano de 2002 a tendência de crescimento à taxas decrescentes das principais economias mundiais que se observa
desde O 4º trimestre do ano de 2000 e que se agravou em
Setembro de 200! se altere Como factor determinante
estarão as taxas de Juro e o preço da energia (petróleo bruto)
baixos, assun como 08 pacotes de estímulo dos Governos,
sobretudo americano Ássim, estima-se que a taxa de crescimento da economia mundial! se cifre nos 3,5%, com as
ECONQOMIAS americana e europeia (União Europeia) a crescerem em 2,2%, enquanto que à dos países menos avançados
deverá crescer em cerca de 5,3% (ver quadio |)
QUADRO 1
Projecção dos indicadores económicos mundiais
Percentagen de varweção anual
Taxa de crescimento do produto mundial 48 26 Is
Economias avançadas — — —
EUA 41 13 22
Japão 15 Es o2
União Eurapera EX 18 2,2
Economia e desenvolvimento 5B 4,3 AR)
Percentagem de variação anual
Yotwune do comércio mundial 124 40 57
(USS)
Preços de petroleo bruto 28,2 26,86 | 24,5
Percentagem
"luxa de guru (eurio praso) — — —
EUA 66 | 41| 37
Japão 03 | 02 | o)
Zona Euro 46 4 379
Fontes Workl Etonvmic Qutlock FMI, Setembro de 200)
6 Como consequência desse desenvolvimento, 1 taxa
de ciescimento do comércio mundial deverá atingir os
5,7%, 1,7 pontos percentuais do que se estima para
o ano 2001
7 As estimativas iniciais do preço médio mundral de
petróleo paira o ano de 2002 estabelecida em Setembro
de 2001 em cerca de US$ 24,50, foi alterada para cerca
de US$ 21,00
2 2. Conjuntura política e social interna:
& Avalia-se que no ano de 2002 se vão continua! a velificar ainda acções terroristas Essas acções, entretanto, com
à acção das Foiças ATmadas Angolanas, tenderão a diminuir
de intensidade, prevendo-se que se alcance uma situação de
quase estabilidade completa, o que deverá propiciar o relancamento produtivo de modo sustentado e permitir à preparação de novas eleições gerais
9 Com as condições de segurança melhoradas, as
acções de emeigênçia darão lugar às acções de desenvolvimento, de maneira que começarão a desenhar-se verdadeiramente às ucções do processo de reconstrução
nacional
10 As reformas económicas deverão prossegui na
mesma cadência, havendo probabilidade de se alcançar, ao
longo do àno, um acordo com as instituições financeiras de
Bietton Woods e com ele o início de negociações para o
teescalonamento da dívida externa no Clube de Paris
Entretanto, avaliando-se que o umpacio desse acordo e das
negociações no Clube de Paris se defiram para o ano
de 2003, estima-se que os Investimentos estrangeiros
directos continuarão n direceionar-se fundamentalmente
para o sector mineiro (petróleo é diamantes), enquanto que
os desembolsos externos de fundos concessionais deverão
aumentar, mas não de torma sigmficativa
11 Na eventua] falta de acordo com as instituições
financeiras multilaterais o Governo procurará negociar
bilateralmente com os credores, procurando alcançar
condições de reescalonamento da dívida externa melho:es
ou equiparadas às do Clube de Paris, de modo a que possam
ser hbertados os recursos exigíveis para o processo de
reconstrução nacional
12 Espera-se que fenómenos económicos atípicos continuem a manifestar-se na economia angolana, designadamente a especulação, o garimpo e tráfico de diamantes
e à «lavagem» de dinheiro, contra os quais o Governo
continuará a tornar medidas enérgicas de combate
1IL PROGRAMA DO GOVERNO PARA O ANO 2002:
1. Objectivos gerais da política económica e social:
13 O Governo vai prosseguir com às acções tendentes à
criai e consolidar o ambiente macro-económico, o quadio
Jurídico-legal e as condições económicas para que o sector
privado possa empreender livremente e daí resulta! o relançamento produtivo nacional De 1gual modo, os estorços
continuarão para a melhoria da abrangência e qualidade dos
serviços de saúde, educação, assistência social, habitação e
Serviços comunitánios
14 Deste modo, os objectivos gerais da política económica & social do Governo, dentro do contexto da economia
mundial e da conjuntura político-soçcial interna esperada,
1raduzem-se no seguinte
prosseguin com os estorços de pacificação e reconciliação nacional,
consolidar o processo democrático nacional,
prosseginr com o processo de estabilização macro-
-económicaã e consolidar os resultados,
adequar o nível de intervenção do Estado na ecvonomta com o redimensionamento do sector
empresartal público, hberalização e regulamentação da actrvidade económica e adopção de
políncas económicas adequadas,
prosseguir com as acções de reabilitação e construção das mira-estiuturas produtivas e sociais,
f prover serviços económicos para o relançamento
da actividade produtiva,
£) continuar com à extensão e melhoria dos serviços
de saúde, educação é assistência social,
promover o desenvolvimento do capital bumano, e
prosseguir com a capacitação instituciona! do
Estado
15 Tendo em atenção 0º objectivos assinalados, o
quadro macro-económico programado é o seguinte
Coe E
objectivos
Inflação (%) SO
Produção petroliteio anual (Milhares de barris) 334.025
Preço medio de exportação do petroleo bruto 17,9
Taxa de vivsoimento real do PIB (1%) 191
Setor pebolitero (%) 211
Sevtor não potrolitero (%) 70
Produio interno bruto nominal à preços de insreado (nu-
Ihões de Kz ) 3278
Meta fiscal (saldo global das contas do Govesno na base de
compromisso em percentagem do PIB) [x
2002 159
2. Política de defesa, segurança e paz e extensão
da administração do Esiado:
16 No ano de 2002, as acções do Governo centrar-se-ão
na consolidação do controlo do território nacional, na
garantia de segurança das populações aí estabelecidas e na
implantação da administração do Estado em todo o territónio
nacional
17 Para o efeito, var estabelecer-se uma melhor articulação das acções nulitares com as de assistência humanitária e
reintegração social e extensão da administração do Estado
I8 Às acções tendentes à normalização dos vários
programas do Governo no domímo da assistência humanitária das populações antes sob cativeiro das forças terrotistas seião consolidadas, evitando-se assim à dispersão de
recursos e esforços mmstitucionais Às Forças Armadas
Angolanas auxiliarão os órgãos locais da admimstração do
Estado na administração temporária das áreas consideradas
de drtícil açesso, ou onde somente elas se encontram, até à
tTeposição normal da administração do Estado
19 Estima-se que se conclua o processo de extensão e
normatização da administração do Estado em todo o teriltótio nacional, com à reposição da administração do Estado,
no ano de 2002, em 216 localidades, sendo 36 sedes murucrpais e 180 sedes comunais
20 No âmbito da implementação da agenda reajustada
do Governo para o processo de paz, serão consolidadas
as acções do Governo com a promoção e conclusão do
Protocolo de Lusaka
21 O sistema de segurança com vista a melhorar os
níveis de resposta contra novas formas de terrorismo será
melhor articulado
22 Através do sistema de protecção civil, será garantida à prevenção contra riscos inerentes a situações de
calamidades, catástrofes ou acontecimentos similares
3,3. Política e instrumentos de politica macro-econó-
mica.
9.1. Política e instrumentos de política fiscal:
23 À direcção da política fiscal é orçamental continuará
a ser o da diversificação das fontes da receita e o seu
aumento é o da racionalização da despesa e busca da sua
eficácia
24 Com essa perspectiva, o Governo deverá adoptal às
segumtes medidas
L No domínio da receita fiscal
substituir o Imposto de Consumo por um Imposto
Geral sobre Vendas,
melhorar o acompanhamento das Receitas Petrolíferas e Diamantíferas,
imptementar a obrigatoriedade de auditoria às
contas das empresas sujeitas ao pagamento do
Imposto mdustrial do Grupo A, assim como
melhorar a eficácia da fiscalização tributária,
continuar à materializar o Programa de Reforma
da Administração e do Sistema Fiscal,
€) prosseguir com à implementação do Programa de
Modermzação das Alfândegas, no quadro do
contrato celebrado com à empresa internacional
Crown Agents for Overseas, bem como rever o
sistema de pré-embarque,
Pintrodução do Documento Úmco aduaneiro, e
&) propor à aprovação da Le: de Investimento
Privado e sobre os Incentivos Fiscais
2 No domínio da despesa
prosseguer com prornização das despesas com a
saúde, educação e à reabilitação das tnfra-estruluras económicas e sociais, no quadro do
Progiama e Investimentos Públicos,
prosseguir com as acções do processo de reassentamento e integração social das populações e do
Fundo para a Paz e Reconciliação Nacional
(FUPRENA),
€c) Assegurar que os projectos inscritos no Programa
de Investimentos Públicos estejam convenentemente preparados,
melhorar 1 legistiação que estabelece à obngatonedade das entidades do sector público realizarem
as suas contratações ou aquisições atiavés de
concurso público ou consulta à praça nacional,
proibindo à contratação directa ao exterior de
bens e serviços quê possam ser providos por
entidades residentes cambiais,
€) privatizar aq empresas públicas e estatais dos sectores não definidos como reserva do Estado, no
quadro do programa aprovado,
fi proceder ao saneamento financeiro e reestruturação
das empresas públicas estratégicas e dos
sectores que constituem reserva do Estado,
manitorando o seu desempenha através de
contratos-programa, no âmbito de um programs
de recapitalização,
£) defimr critérios para e financiamento das institurções de unlidade pública,
ajustar os preços dos combustíveis e as tarifas da
água, da electricidade e dos transportes públicos, de açordo com o cáleulo de viabilidade eco-
nómica das respectivas empresas operadoras.
Assim como definir uma política de subsídios
hrectos aos consumidores e para as actividades
económicas produtivas, &
definir critérios de concessão de subsídios directos
à produção, em detrimento de benefícios
Pautais, à sectores de actividade económica e à
empresas, à medida da capacidade potencial e
efectiva demonstrada por essas empresas de
cobertura da procura miterna de bens e serviços
25 Ao longo do ano de 2002, o Governo deverá introduzir no mercado financeiro nacional os Títulos de Dívida
Pública, inicialmente para a regularização da dívida interna
e, depois, como meio de financiamento do déficit tiscal
26 Tendo em conta o objectivo de relançamento produhvo, no pagamento da dívida interna será dado priondade
aos credores que apresentem projectos em que os recursos
assim percebidos serão reinvestidos
3.2. Política e instrumentos de política monetária:
27 Tendo em conta o objectivo central de estabilização
macro-económica, serão tomadas medidas no sentida da
criação de condições para a aplicação de uma política
monetária mais activa Assim, para além do estabelecimento da obrigatoriedade das entidades públicas consultarem a praça para a aquisição de bens e serviços, e da
introdução dos Títulos de Dívida Pública, como torma de
tinanciamento do Estado, vai trabalhar-se no sentido de
adequar os regimes cambiais de determinados sectoles,
nomeadamente o regime cambial do sector petrolífero de
modo a que as empresas do sector contratem bens e
serviços no mercado Interno à medida da capacidade de
satisfação da procura por parte deste
28 Os fluxos de divisas do sector petrolítero e dos
financiamentos externos pará à econonia nacional passarão
a ser, tanta quanto possível, automaticamente estenlizados,
evitando-se assim o efeito perverso causado pela sua contfnua monetização ÁssIM, criar-se-ão as condições Institu-
Cclonais para que as companhias petrolíferas estrangeiras Já
não sejam obrigadas à vender os capitais que importem para
o cumprimento das suas obrigações fiscais ao Banco Nacional de Angola (BNA), mas sim no mercado secundário, por
intermédio do BNA, antes que os créditos sejam feitos &o
Tesouro Nacional
29 Com essa medida, os mercados monetána e cambial
interbancário tenderão a desenvolver-se mais rapidamente e
os instrumentos de política monetária Como as reservas
obrigatórias, a taxa de redesconto é os limites de crescrmento dos activos internos líquidos dos bancos ganharão
eficácia
1 SÉRIE — N.º 19— DE 7 DE MARÇO DE
30 Tendo em conta o objectivo estratégico do sistema
tinanceiro de propiciar a tormação de poupança, a sua canalização ágil de forma segura e barata para os sectores dela
necessitados para investir e consumir, procurando a sta
alocação racional, reduzindo ao MÁXIMO 08 Fecursas acrosos
de torma a garantir um crescimento económico sustentável,
com baixa inflação e maximização do emprego, vai inteiar-
-se em 2002 a implementação da Estratégia de Desenvoiyrmento do Sistema Financeiro aprovada pelo Governo
em 2001
31 Deste mado, deverão ser desenvolvidos os seguintes
pressupostos
liberalização prudente e progressiva das políticas
do seclor financeiro,
implementação gradual de uma sólida infra-estrutura finunçeira, tecnológica e legal,
€) aperfeiçoamento das competências e 1efoiço das
instituições financevas,
promoção equilibrada dos metcados financeiros e
de novos produtos financeiros,
1efoir ma do sistema de pagamentos angulano,
expansão dos serviços financeiros à todo o
território nacional como garante da integração e
desenvolvimento equilibrado da nossa economia,
credibilização miernacional do sistema financeiro
nacienal por toima a torná-lo atractivo e compeutivo,
integração regional paulatina e expansão para os
países limítrofes, sobretudo com aqueles com os
quais o País mantém um maior intercâmbio
comercial, e
retorço das estruturas de supervisão, através de
uma maior capacitação dos seus quadros & 1nstrumentos de 1esgulamentação, associada a uma
muior produção de informação vital para o controlo das instituições supervisionadas é da transparência no sistema tinanceiro
32 Por outro lado, deveião prosseguir os esforços tendentes à melhoria da qualificação e à promoção dos quadros
nacionais no sector financeiro, quer à nível das entidades de
supervisão e controlo, quer à nível executivo nas Institurções financenas O Banco Nacional de Angola deverá
continuar a retoiçar-se na sua capacidade de supet visão do
sistema, enquanto que o Goveino deverá dat início a privatização do Banco de Comércio é Indústria e prosseguiu a
1eesbururação do Banco de Poupança e Ciédito, na base
do contato-programa celebrado
2002 161
3.3. Política e instrumentos da política de rendi-
mentos e preços:
33 No domímo da política de rendimentos e preços, o
objectivo primário é obter o realinhamento dos preços relahvos para que eles traduzam os fundamentos económicos e
a conjuntura dos momentos
34 Assim, para além do ajustamento dos preços dos
combustiveis e das tarifas dos serviços públicos, o regime
de preços será revisto De igual modo, deverá ser aprovada
a legislação sobre mercados e concorrência
35 Para 6 sector público administrativo, o Governo val
Proceder ao reajustamento das tabelas indiciárias do regime
geral de carreiras da tunção pública e dos regimes especiais,
de modo a que as mesmas reflictam uma paridade, adequada
ao momento, das diferentes categoriais ocupacionais Por
autro lado, o estudo sobre o saláno mínimo nacional deverá
ser concluído
36 Prevê-se ainda à imstitucionalização de stocks reguladores dos preços dos puoncipais bens de consuma básicos
3.4. Política e instrumentos da política do sector
externo:
37 À política do sector externo do Governo continuará,
no ano de 2002, a privilegiar a redução dos desequilíbrios
das contas externas, por um lado, e a promoção das exportações e o desenvolvimenta de modo competitivo de sectores
económicos com potenciais vantagens comparativas face ao
exterior
38 Assim, depois do levantamento das baireiras não
tarifárias e ajustamento para baixo das tarifas existentes, o
Governo promoverá as aquisições no mercado interno de
modo a criarem-se oportunidades de negócios para a produção nacional À promoção da produção nacional far-se-á
pela atribuição de subsídios dirigidos ou à concessão de
Incentivos fmmanceiros e fiscais às empresas que demonstiem efectiva ou potencialmente terem capacidade de
satisfação do procura interna com bens e serviços com à
qualidade dos padrões internaçionais
35 As 1esponsabilidades decorrentes da estratégia do
Governo no quadro da SADC, sua importância e impacto
para a revitalização da actividade económica, bem como os
desatios no contexto do esfoiço organizativo e tinanceiro,
mmplicarão o arranque da implementação da Agenda Gera!
para à Criação de Competitividade e Desenvolvimento da
Indústria e da Economia Angolana em 2002
4. Políticas e programas dos sectores económicos:
40 Neste domínio à acção do Governo continuará a
enquidrar-se na estratégia de relançamento produtivo que
privilegia infta-estuuturas produtivas agrícolas, vios de
comunicação, transportes, energia e águas, telecomunicações, serviços financeiros, pescas, mdústria ligeira e distobusção de combustíveis
4] Assim, a nível dos sectores económicos, o Governo
dará continuidade à política de criação das infra-estruturas
básicas necessárias ao desenvolvimento de modo eticiente e
à baixos custos privados das actividades produtivas e de
coméicio e serviços, associado à concessão de incentivos
financeiros e hiscais aos mvyestimentos, principalmente os do
sector da aguicultura, construção civil e indústria transformadora e indústria mineira, pela capacidade que têm
de gerar elevado número de empregos ou bens de consumo
42 Na que toca aos incentivos financeuos, e visando o
tomento da actividade económica formal, com o consequente desincentiva das achvidades informais, a actuação
do Fundo de Desenvolvimento Económico e Social (FDES)
e à implementação do Piogiama Novo Horizonte serio os
Instrumentos principais da actuação do Governo Para o
eleito, o Ministério das Finanças começou à 1eestruturação
do Instituto Nacional de Apoio à Micro, Pequena e Média
Empresa (INAPEM) que deverá prestar serviços de apoio e
ser a agente executor do Programa Novo Horizonte
43 Por outro lado, 6 processo de reestruturação do
sectar empresarial público deverá permitir a melhona do
desempenho económico das empresas públicas que se julga
com viabilidade pela provisão dos bens e serviços para as
quais toaram criadas
44 E de modo a peratir que os cidadãos detenham as
necessárias aptidões para as oportunidades de emprego que
gerarão, vai iniciar-se a implementação da estratégia de
emprego e formação profissional aprovada em 2001]
45 Na sua acção, o Governo envolverá, tanto quanto
possível, o sector privado, estabelecendo parcenas onde tal
for necessávro, nssumindo-se cada vez mais como entidade
reguladora
4.1. Sector primário:
(Agricultura, pecuária, mlvicultura e pescas);
46 À produção alimentar, visundo o alcance da auto-
-tuticiência em relação aos produtos básicos, e para a
provisão de maténas-primas para pequenas indústrias
alimentares e de baixo custo, para além da exploração dos
recursos florestais em atenção aos cuidados ambientais,
deverão continuar à merecer a prioridade do Governo no
ano 2002 neste sector
47 Com efeito, o programa do ano agrícola 2001/2002,
tal como no ano passado, deverá busear-se nas seguintes
Imhas estratégicas
concentração de esforços nas regiões que garantam
maior capacidade de resposta, nomeadamente
em termos de ceteais, raízes e tubérculos, Iegu-
Tmnosas, café, algodão, avicultura, surmcultuia,
tracção anima! e pequenos rununantes, e
a implementação das actividades, assim como das
operações de aquisição de factores de produção
básicos. nomeadamente sementes, Instrumentos
de trabalho e pequenos equipimentos, deverão
ser levadas a cabo no quadro da descentialização, atiavés dos Governos Piovinciais, à
quem competuá à execução do prosranmia,
cabendo ao Ministério da Agsicultuia e Desenvolvimento Rural o seu monto1amento e o
desenvalvimento de acções de fomento, extensão e assistência téc meo, investigação, produção
de sementes, realização de investimentos de
âmbito central e detimção de políncas e estratégas de desenvolvimento e apoio das operações
de aquisição e distribuição de outros factores
de produção, tais como fertilizantes & vacinas
48 Ássim, os principats programas no damínio
agro-pecuário identificados no ano 2000/2001, deverão
prosseguir, havendo à referir os seguintes
(4) O Sub-Prograâma de Cereais,
(1) O Sub-Programa de Raízes e Tnbérculos,
(1211) O Sub-Programa de Leguminosas,
(11) O Sub-Programa de Ho1to-Frutículas,
(v) O Sub-Programa de Oleaginosas,
(vi) O Sub-Progiama de Culturas Industriais,
(vz) O Sub-Programa de Pecuária, e
(vur) O Sub-Programa Flotestal
49 Apesar dos estorços que vêm sendo feitos no sentido
de se aumentar à oferta interna e garantir a segurança
alimentar das populações, através da produção nacional, o
déficit em cereais é ainda bastante acentuado (cerca de 51%,
ou seja 561 toneladas), o que aconselha o redobra: de
estorços no sentido de proporcionar aos diferentes intervenientes condições que permitam alcançar níveis mais
elevados de produção alimentar
50 Com este propósito, de modo à que o déficit
alimentar diminua gradualmente e possa constituir reservas
alunentares, no quadro do programa do ano agrícola
2001/2002 prevê-se alcançar os seguintes níveis de
produção
726 599 toneladas de cereais (milho, massango e
massambala), representando 54% de cobertura
das necessidades globais,
8 621 831] toneladas de mandioca, cobrindo cerca
de 217% das necessidades globais,
665 422 toneladas de batata rena e doce, equivalentes a cerca de 81% de cobertura,
149 365 toneladas de feijão, representando 49%
das necessidades, e
46 310 toneladas de amendoim, representando
cerça de 73% das necessidades
51 Para o efeito, prevê-se cultivar uma área global de
cerca de 2 394 1i5ha, envolvendo | 845 996 empresas
agrícolas tamhares e ceiça de 6219 pequenas e médias
Empresas
52 O sub-programa de pecuária, tal como no ano
passado, continuará ainda afectado pela fraça produção
alimentar animal que ainda se taz sentir à escala nacional,
assim como pela talta de controlo das pastagens e produção
de forragens Contudo, espera-se uma produção de
3 511,20 toneladas de carne bovina, 338,40 toneladas de
caprinos, 442,04 toneladas de came ovina, enquanto que a
produção de fiangos e de ovos dependerá, em grande
medida, da uisponibilidade ou não de rações nas quantidades e qualidades exigidas
33 Por outro lado, prevê-se a vacinação de 2 500 000
animais do efectivo pecvário nas duas épocas projectadas,
enquanto 8000 famílias camponesas continuarão a benetieiar do fomento de pequenos ruminantes e da tracção
animal
Sá Em relação à produção cafeícola, estima-se que à sua
produção no ano agrícola 2001/2002 atinja cerca de
4000 toneladas
55 Em termos de produção florestal, estão esthmados os
seguintes níveis de produção
madeira em touro, 30 000 m*,
cauivão vegetal, 25 000 toneladas, e
lenha, | 5 DO estetes
56 Os níveis de produção projectados, hgenamente
mfernores 4os do ano agrícola 2000/2001, estão intluenviados pela diminuição do número de licenças emitidas,
provocada pelo aumento das taxas de licenciamento
57 No domínio das pescas destaca-se o prosseguimento
(1) do Piogitama de Apoio à Pesca Artesanal e (11) do
Programa de Fiscalização Marítima
58 Estima-se que em 2002 se alcance um nível de
capturas de pescado da ordem das 290 000 toneladas,
bem como uma produção na indústria transtormadora de
95 672 toneladas de peixe fiesco, 53 447 toneladas de peixe
congelado, 19 691 toneladas de pelxe seco e mela-culg,
28 390 toneladas de caonsetvas, 42 OD0 toneladas de sa! e
84 390 toneladas de farinhas
2002 163
3IA2, Sector secundário;
(Indústria, energia c águas e construção):
59 O objectivo estatégico do Governo neste sector é o
da reindustrialização do País por via da política do tomento
das expostações e substituição de importações no médio e
longo prazos mantêm-se
60 Tendo em conta à prioridade estabelecida em 2007
de promoção da indústria alimentar, têxnl, de calçado e de
artetaçtos de uso doméstico de pouca exigência tecnológica,
assim como de pequenos instrumentos de trabalho, os
incentivos fiscais e tinanceiros do Governo deverão estar
duigidos para esses domínios, assim como se vai privilegiar
também a indústria de materiais de construção
61 Os sub-programas do pão, da fauinha de milho e
mandioca, das alfazas e equipamentos agrícolas e de
fomento de culturas industriais continuarão, no dominio da
indústiza transformadora, a merecer a atenção do Governo,
enquanto que na indústria mineira, se vão acentuar as
acções que têm sido desenvolvidas de reoiganização da
actividade diamantítera e priorização da exploiação de
matérias-primas que servem à construção civil, como são,
entre outros, as tochas ornamentais, as areas e o gesso
6? As necessidades de finanetamento dos mvestimentos
da indústria transformadora no ano de 2002 estão avahadas
em cerca de Kz 2506,9 milhões, dos quais cerca de 13%
pata matérias-primas e 87 para equipamentos À distribuição desses recursos pelas tontes de fimanciamento é à
seguinte ceica de 30,4% de auto-financiamento, cerca de
54,9% de crédito bancário Interno e cerca de 14,6% de
fontes extelnas
63 Com esse volume de mnvestimentos espera-se que a
produção industrial aumente em 12%, se criem 145 novas
empiesas e 1500 postos de trabalho e a contribuição
do produto da mdústria transtormadora se cifre em 3,4%
64 Para esse efeito, foram identificados como os vectotes de actuação do Governo o Fomento de Micro e Pequenos Projectos Industriais e a Criação das Condições para a
Reindustrialização
65 Como elemento de base do desenvolvimento 1ndustrial, em 2002 vão prosseguir os estorços de aumento contfnuo dos níveis de produção e distribuição de água potável e
electricidade para satisfazer as necessidades da produção e
domésticas
66 À capacidade imstalada dos três sistemas principais
de tornecimento de energia eléctrica é de 538,0 MW, sendo
376,2 MW do sistema norte, 105,0 MW do sistema centro e
56 8 MW do sistema sul
67 À situação actual dos sistemas de fornecimento de
electricidade é caracterizada por (1) irregularidades
no fornecimento, devido à acção terrorista que provoca
destruições sistemáticas de centrais hidroeléctricas é de
sistemas de transmissão € (11) fornecimento a pequeno
número de cent:tos urbanos, com níveis de cobertura
extremamente baixos
68 À energia eléctrica produzida no sistema eléctrico
público à partir de centrais hidroeléctricas representa 63%
do volume global, sendo os 37% remanescente gerado por
fontes têrmicas
69 No ano de 2001 a produção de electricidade deveia
atingir os 1623,1 GWh e a distribuição 3363,4, com
Luanda a ser responsável por 80% do consumo
70 Em relação à água potável, as estimativas actuais
apontam para taxas de cobertura da ordem dos 33%, sendo
de 46% para ns áreas urbanas e 22% para as regiões
turais
71 Assim, para o ano de 2002, estão identificadas às
seguintes medidas de política
1 No domínio da energia
dar continuidade acs projectos de reabilitação e
expansão das capacidades de produção de
energia eléctrica, com prioridade para os
nproveitamentos hidroelécticos,
promover à reforço das capacidades de produção
térmica que pernmtam cobrir o déficit de potênc1a dos sistemas à curto prazo,
promover a recuperação das linhas de transporte
de electricidade,
promover a recuperação e o desenvolvimento de
mini e micro-centrais hi eléctricas, bem como
a utilização de outras fontes de energia renováveis, e
dar sequência à regulamentação da Lei Geral de
Electricidade e ao desenvolvimento mstitucional
do sector eléciiico, nomeadamente gethavés da
criação da entidade reguladora
2 No domímo das águas
&) prosseguir com os projectos de reabilitação e ou
ampliação dos sistemas de abastecimento de
água potável nos principais centros urbanos,
elaborar planos directores de abastecimento de
água das cidades, incluindo a componente de
saneamento,
submeter à aprovação a Le: de Águas, bem como
iniciar à elaboração da regulamentação complementar de utilização dos recursos hídricos e
Earantir o seu cunp) mento, e
encorajar a participação das comunidades no
desenvolvimento e manutenção de infra-estruturas a nível local
72 Com 1s850, toram estabelecidas as seguintes metas
L No domímo da elecincidade
aumento global da produção de energia eléctrica
em cerca de 8%,
recuperação de sistemas de distubuição em oito
cidades (Huambo, Namibe, Lubango, Tômbswa,
Cabinda, Saurtmo, Malanje e Luanda),
aumento da hiabitidade dos sistemas de produção e
dismbuição e redução dos tempos de indispontbidade,
aumento da potência disponível para a geração de
eneigia de acoido com o programa de recuperação das capacidades, e
redução do nível de perdas técnicas é comerciais
2 No domínio das águas
aumento da produção da água potável nos centios
urbanos,
reabilitação e expansão dos sistemas de água uibanos no Uige, Negage, Malanje, Kunto, Luena,
Catete, Baia Farta, Benguela, (sistema Catumbela), Gndpva (ligação ao Cunene), Luanda
(sistema 3), Tômbwa, Lubango, Namibe e Porto
Amboim
73 Assim, prevê-se prosseguir com à implementação do
programa de 1eabilitação e expansão das capacidades de
produção de energia eléctrica e do Programa de Reab)-
tação e Expansão das Capacidades de Produção dos
Sistemas de Abastecimento de Água Potável
74 Com relação ao sub-sector mineiro, no ano de 2002
continuarão à ser desenvolvidas as acções tendentes ao
desenvolvimento das actividades a jusante da exploração do
petróleo biuto Assim, o Governo continuará a promover
o desenvolvimento do projecto da nova refinaria e dos
projectos para o aproveitamento do gás natural
75 Associado às medidas macro-econórmcas com vista
a maior tntegiação do sector petrolífero na economia
intema, o Governo vai realizar acções no sentido de que as
companhias petrolíteias estrangeiras contratem cada vez
mais serviços no mercado interno e tenham Incentivos à
criação de empresas de direito angolano, na forma de jomnz
ventures com entidades nacionais ou não, o que proporcionatá à criação de mais empregos
76 Por outro tado. medidas tendentes a (1) relançar o
sub-sector de rochas ornamentais, (12) relançar o projecto de
ferro de Kassinga, (112) assegurar o aprovisionamento de
Thaténias-p'imas de o1uigem mineira pata à indústoa transfosmadora, agricultura e construção civil e (11) assegurar o
retoiço da base infia-estrutuial geológica é minena ati avés
do investimento na cartografia geológica do teiitório
nacional e recuperar os laboratórios técnicos para melhoras
a base de dados serio implementadas Ássim, apontam-se
como metas para o ano de 2002 o seguinte
aumenta: a produção de diamantes e Iespectivas
1eceitas de exportação,
reforçar os mecanismos de controlo inteino com
vista à diminuir o tráfico lícito de diamantes,
promover o desenvolvimento de actividades de
substituição nas áreas de exploração mineira,
melhorar a fiscalização com vista à dumentar d
produção de tochas ornamentais e, consequentemente, às receitas de exportação,
relançar o projecta de terro de Kussinga,
1 aumentar a produção de matérias-primas de origem
mineira para a indústira transtormadora, agricçultura e consh ução civil,
£) conunuar à 1eabilitação dos labotatórios lécnicos
do sector mineiro, e
À) desenvolvei à cartografia geológica nacional
77 Para o efeilo, continuando em implementação (1) o
Programa de Inventanação de Recursos Minerais, (11) o Programa de Desenvolvimento Mineno e (15) o Programa de
Refoiço dos Serviços de Fiscalização, Licenciamento e
Cadastro Mineno
78 No domínio da constiução civil, à estratégia a ser
implementada pelo Governo assenta em eixos determinantes
da reconversão do subsectoi dos materiais de construção,
com intuito de reduz, drasticamente, as importações de
cimento, cerâmicas ve:tmelhas e alguns dos puoncipais der
vados de cimento, aumenta: o emprego e valorizar os 1eçursos naturais do País
79 Relativamente às metas propostas a atingn durante o
ano 2002 para os materiais de construção, destaca-se à
produção de cimento com 756 mil toneladas, 6,5 milhões
de unidades de tijolos, 200,0 mi unidades de telhas,
1,1 nulhões de unidades de abobadilhas, 1,0 milhão de
meros quadrados de chapas de fibrocimento e 2,5 milhões
de metros quadrados de malha-sol
4.3, Sector terciário:
(Comércio, transportes e serviços):
80 Com a aposta do Governo na liberalização dos
mercados, espera-se mtluenciar positivamente na quantidade e qualidades dos serviços prestados pelos operadores
Públicos e pnvados deste secio:
2002 165
81 Os indicadores do sector das telecomunicações
apontam para (1) baixa penetiação e baixa densidade telefónica, com D,6 telefones por habitante (ts) saturação da 1ede
básica e (111) oObsolência tecnológica Em relação aos
sSeIvIçÇoS pastars à situação actual caractertza-se por
(1) índice baixo de densidade postal (cetca de | para cada
53 263 habitantes), (11) baixo nível de penetração postal
(uma estação pata um ralo de ceica de 9373 Km2), (a) à
existência de apenas um trabalhado: postal pata cada
5667 habitantes e (1v) situação deficitária da empresa de
corieios Por seu turno, nos serviços de meteorologia &
peofísica debate-se com o problema da (1) existência de
apenus 16 estações meteorológicas contra as 571 de 1974
e (11) inadequação das estações e mau equipamento
82 De uma forma geral, à pretenção do Governo no
sector das telecomunicações é ver aumentados os níveis de
densidade e penetiação nas prestações, fazendo-o de modo
que os mesmos sejam de boa qualidade, acessíveis à toda
população e aos mais baixos preços possíveis Para o efeito,
serão consideradas n5 seguintes políticas
continua: as acções que privilegiam o crescimento
do sector através do desenvolvimento da capactdade de gestão e a citação do emprego,
continual à promover O aumento da oterta e
diversificação dos serviços com melhoria da sua
qualidade e a preços cada vez mais acessíveis à
população,
polenciar o5 órgãos reguladores fortes que, no
âmbito das suas competências, abriguem o
aumento da observância de concorrência ileal, e
prosseguir com a revisão da legislação que directa
ou indirectamente afecte o desenvolvimento
harmonioso das áreas do sector com o objectivo
principal de garantir que os investidores, operadores e provedores de serviços desenvolvam
todo o seu potencia! de mvesumento
83 Para o efeito, o Ministévio dos Correios e Telecomu-
Micações va! proceder a (s) a reparação, a 1eabilitação e à
construção de infra-estutuia, (0) a modernização e expansão dos serviços e a (2) formação de quadros Para além
disso, estoiços adicionais serão desenvolvidos paia 4 constituição de uma carteira de projectos, puncipalmente na área
das telecomunicações, para um trabalho específico de
atracção de financiamentos ou investimentos dieclos
84 No sector dos transportes o objectivo de médio prazo
do Governo centra-se no seguinte (1) garantir um apropuado sistema de transporte urbano nas principais cidades,
com particular destaque na Cidade de Luanda, (11) desenvolver os três principais corredores com origem nos portos,
pela via da reabilitação do Caminho de Ferro de Luanda
(CFL), do Caminho de Feno de Moçâmedes (CFM) e do
Caminho de Feiro de Bensaela (CFRYV. (411) recunerai o
sector marítimo introduzindo o sector pilvado e uma
adequada administração pata restabelecer a competitividade
das companhias nacionais, (1v) expandir e reconstruir de
todo o sistema de sinalização marítima, (v) recuperar oy
Portos de Luanda, Lobito, Namibe, Cabinda é Soyo, é (vi)
INIuIar à modernização do actual sistema de transporte aéeo
e Os principais aeródromos domésticos que apresentem
maior viabilidade
85 Na realização desses objectivos. o seclor purvado
telá um contiibulo decisivo pará 0 Jumento progressivo do
produto interno secvtoriol, para o que 05 sectores serão
abertos à sua participação, o que elevará à contribuição do
sector privado na foimação bruta do capital fixo do sector
assim como na criação de emprego
86 Na circunstância do estabelecimento efectivo de
estabilidade político-milital, as metas seguintes serão perseguidas no domínio dos transportes
&) inívio da reconstrução de Skm de via do CFL
(Bungo-Musseques) e reabilitação de |80km
(Viana-Dondo),
mício da reabilitação de 194km de via do CFB
(Lobito-Cubal) e regularidade no transporte
submbano entre Calenga e Dara lia, na Provínea do Huambo,
consolidação da via do CFM (Namibe-NMatala),
com 420km,
aumento da oferta de transporte urbano com mais
9000 lugares de capacidade estática diána,
promoção da indústria de camenagem,
conclusão da sinalização marftima nas Províncias
de Luanda, Benguela e Nambe,
&) cniação de condições para à regularidade na linha
de taânsporie marítimo de passageiros entire
Cabinda e Soyo,
início do reforço da capacidade operativa dos
portos com a consequente dimunuição do tempo
de passagem das mercadounas pelos portos,
criação de condições de conforto e melhor atendi-
MENtO dos PJssagenos nos aeródromos provin-
LUIS, E
Ieoinanização € telançamento da actividade das
empresas públicas
87 Pala à obtenção dessas meias serão implementados
OS programas à seguir indicados
Piograma de reforça da capacidade institucional,
Progama de reabilitação dos caminhos de
feto,
Piograma de apoio ao aumento da oterta de
transponte 1Odoviánio, e
Piograma de reabilitação dos portos
B8 Na perspectiva do alcanvçe da paz efectiva, serão
desenvolvidas acções no sentido da plena implementação da
estratégia do comércio aprovada em 2001 Destaque-se aqui
a promoção da monetização da economia 1uial através do
tomento do comércio tura)
89 No domínio do turismo e hotelaiia, as acções do
Governo no ano 2002 continuarão a estar voltadas para à
criação das condições ideais para a actividade dos operado-
184 turísticos, de modo à que se possa aumentar à oferta do
número de quartos e emprego avaliado no momento em
cerca de 1500 e S400, respectivamente
90 Por qutro lado, vai continuar a desenvolver-se a
campanha intensa de marketing com vista à elevar à
Imagem do País para encorajar os potencias finançiadores,
demonstrando que Angola é um País seguo para o invesumento
9] O Governo deverá procede: à aprovação do pacote
legislutivo hoteleiro e Luiístico e criar um quadro de incentivos financenos e fiscais
92 No domínio do comércio, com à aprovação da
conespondente estratégia e a perspechva de paz etectiva,
vin dar-se início à acções com vista à materialização da
reteiida estratégia Neste sentido, serão tomadas medidas
para à reorganização dos cucultos comerciais, promovendo-se a gradual desinformalização do comércio
93 O comércio será estrutuiado tendo em conta escalões
e q meio vibano, peru bano ou 1ural — assim como serão
Organizados mercados abastecedoles
5. Agenda social do Governo:
94 Neste domínio, com à pacificação do País e o acesso
à todo o territuo nacional, espera-se do Governo uma
tateta ingente Ássim, à piioridade vai centiar-se na assistência humanitária à população em situação de 11sco, no
asseguiamento da assistência médica e medicamentosa da
população deslocada e no aumento é melhovia dos serviços
prestados pelas instituições sanitárias e escolares do País
95 Serão desenvolvidos esforços para que o reassentamento e assentamento das populações deslocadas sejam
feitos em áreas onde possam progressivamente ci1ar as
condições de produção paia auto-sustentação, diminuindo-
-se os Encaigos duo Estado com à assistência humanitária
96 Por vutro lado, o Governo continuará à propiciar, À
medida das suas possibilidades financeiras, condições para
se resolver paulatinamente o problema habuacional com o
incentivo à auto-consuiução dirigida, proporcionando-se ds
necessárias infra-estruturas básicas e o exdenamento espacial, assim como a construção de habitações sociais. Para
além disso, vai promover-se à criação do Fundo de Fomento
Imobiliário que var permitir aos exdadãos obter 08 recursos
necessários à construção de casas próprias para reembolso
em prazos longos
97 No ano de 2002 está previsto o IMício da construção
de 5000 habitações, das quais S0% deverão ser concluídas
Está também previsto, no ámbito dos Piogramas Provincais, 1 construção de 519 casas económicas
98 A Estratégia de Ensino e Valoiização dos Recursos
Humanos começará à ser materializada
99 Os problemas da família, tendamentalmente da
mulhe: e da criança, assim como os da adolescência e da
juventude continuarão à Mmetecêr à atênção do Governo à
todos os níveis
100 Outro domínio que deverá merece) à atenção do
Cioveino é 9 apoio das actividades culturais, artísticas e
desportivas Em 1elação à cultura 6 Governo miciaiá um
programa-piloto de concessão de subsídios dos criadores à
promotores de cultura € antes, enquanto que em relação av
desporto E proglama-piloto invidirá na concessão de subsfdio aos clubes desportivos de alta competição é desportistas
de modalidades mdividuais que mais se destacam no plano
Internacional
5 1. Saúde:
I861L O objectivo dos programas da saúde continuarão a
ser o assegurumento à lodos os cidadãos do acesso À assistência médica & medicamentosa mínimas
102 Assim, estabelecem-se como metas para o ano
de 2002 o seguinte
melhorar o nível de conhecimentos da população
sobre prevenção das doenças em 35%,
1eduzir à Incapacidade e a mortalidade por sete
doenças infantis iImunopreveníveis (satampo,
poliomelites, tuberculose, febre amarela, tosse
convulsa, diftena e tétano),
€) 1eduzir o sarampo em 25% nas áteas de grande
densidade populacional.
teduzn a taxa de incidência de vasos de tétano
neonatal em menos de 9/1000 nados vivos nas
Capitais de província,
promove: um programa de assistência imtegial
à saúde da mulhe: e melhora! à assistência
ao parto domediário por parte das parteiras
tadicionais,
Ff manter o abastecimento de kits de 1" socorros nas
escolas do Inível,
£) diagnostiçal cerca de 80% dos casos de tuberculose,
2002 167
reduzn em 50% as mortes por maláivia e tiatar
100% dos casos,
promover o saneamento básico e luta antr-laivar,
aquisição e impregnação de mosquiteiros,
tratar 60% de todos 05 casos diagnosticados por
shistossomíase e tilaiíases,
tratar 80% de todos os casos diagnosticados por
lepia,
cobertura de 60% dus províncias com o Programa
de Saúde Reprodutiva,
implementação da vigilionçia eprdenuológica
interiada,
1ealteas o inquérito CAP sobre DTZ/HIV/SIDA
paia avaliar 6 Impacto da campanha em Luanda,
Uige e Namibe, e
aumentar à cobertura sanitária em 45% em seis
províncias atectadas pela guerra e 45% do
pessoal capaz de perir as actividades sanitárias
nas unidades do primeno nível
103 Pata o efeito, serão desenvolvidas acções no âmbito
dos seguintes programas (1) o Programa de Combate às
Grandes Endemias (Tubetculose, Lepra, HIV/SIDA, DTS,
Malária, Vacinação, Thnpanossomíase Humana), (14) o Programa de Medicamentos Essenciais, (111) o Programa Nacrtonal de Saúde Reprodutiva, (ev) o Programa de Educação
para a Saude, (ve) o Ptograma Nacional de Cobertura Sanitária, (rt) O Programa Nacional de Vigilância EpidemiológIC4, (vue) O Programa Nacional de Saúde Infantil, (44) o
Programa de Promoção Nutricional, (4) o Programa
Nacional de Saúde Escolar e Adolescentes, e ítu o
Programa Alargado de Vacinação
52 Educação:
104 O ano de 2002 será o 1º ano da implementação
das estratévias integradas pata à melhoria do sistema de
educação, conespondendo à realização da 1º Etapa denomrnada, Etapa de Emergência (2001-2002) Esta etapa tem
Pur objecuvos à 184hização de acções pala à 1econstrução
do sistema educativo
105 Tendo em conta o objectivo de (1) aumentar do
acesso à educação, (11) melhorar à qualidade de ensmo e (1!)
melhorar o sistema de gestão escolar, à primena etapa da
estratégia prevê, entre vutras, acções tendentes à
reabilitação e construção de salas de aulas,
1ealização da «Operação Carteira, Livia Escolar &
Material Didáctico»,
1ecnutamento e toi mação de professores,
melhoria da capacidade da gestão do sistema
educativo, &
melhoria pedagógica e educação de referência
106 Com a realização dessas acções, com infeio
em 2002, prevê-se que se atinjam as seguintes metas
aumento em 6% das taxas actuais de escolaridade
com a matiícula de mais de 48 DOG alunos no
IT nível, 22 000 alunos nos IL e III níveis e
de 6000 no ensino médio técnico protissional,
equipamento e apetrechaamento de 600 salas de
aulas do 1 nível, 160 do U nível e 76 salas do
111 nível,
conclusão do processo de refoima educativa e
início da implemenatção do novo sistema de
ENSINO,
superação e capacitação de 3000 piofessores e
directores de instituições de ensino, €
reestuuturação do ensino médio técnico
107 Neste contexto, no sector da educação continuar-se-
-ú à dar prioridade à implementação dos seus programas
fundamentais, destenadamente (4) o Promama de Formação
e Capacitação de Quadros, (21) o Progtama da Reforma
Educativa, (111) o Progiama de Melhoria da Qualidade de
Ensino, (1) o Programa de Alfabetização, (v) o Programa de
Formação é Habrhtação Profissional, e (vi) o Programa
de Apetrechamento das Escolas
5.3. Emprego e formação profissional:
108 À prossecução dos objectivos programáticos do
Governo determina que, neste domínio, se busque (1) a
adequação da formação profissional às exigências reais
(quantitativas e qualitativas) dos sectores empregadores, (15)
a valorização da mão-de-obra nacional (11) a melhovia da
qualidade e profissionalização dos tormadotes e gestores do
susterna e (1r) à detecção das tendências de evolução do
mercado de emprego pelo Observatório de Emprego e
Formação Profissional
109 Assim, no ano de 2002, devertfio ser alcançados os
seguintes resultados e metas
retoiço institucional do Sistema Nacional de
Emprego e Formação Profissional,
melhoria da qualificação dos formadores e supeivisores da Ensino Técmco e Formação Profiss1onal,
€) continuidade na implementação de projectos que
Ylsam o atendnnento de jovens desempregados,
apoio à tormação profissional para à empresa,
asseguramento da informação sobre as tendências
do mercado de emprego, e
) revisão curticular dos programas do Ensino
Técnico-Protissiona?
110 À acção do Governo nesse domínio será desenvolvida, fundamentajmente, sob o Programa Indicativo para à
Valorização da Mão-de-Obra Nacional aprovado em 2001
3,5,4. Cultura e desporto:
Na domínio da cultura, o Governo deverá inicuu,
em 2002, a umplementação de um Programa de Ápoio às
Actividades Artístico-Culturms que se espera ter duas fases
Ássun, numa pumena fase, deveido ser concedidos subsídios ditectos nos ciradores, individuais ou colectivos, como
estímulo part à criação por parte destes de condições de
auto-sustentação
112 Diversas mantfestações artísticas deverão nerécer à
atenção do Governo, nomeadamente (1) a literatwwa, (20) às
mtes plásticas, (120 O teatio, fiv) a dança, (v) a músca e o
Lanto, € (vir) o cinénia
113 No domínio do desporto, à política do Governo
deverá sei idêntica à da cultura Para além da promoção da
Li1AÇÃo de imtra-estruturas municipais pata à prática desportiva pelas comunidades, da teabilitação e modernização do
Estádio Nacional da Cidadela, deverão ser concedidos
subsídios directos a clubes desportivos com inserção social
e comunitária relevantes, assim como a desportistas destacados de modalidades mdividuais no plano internacional À
semelhança da cultura, o Governo var, em consenso com os
vlubes, determoar os cutérnios de concessão dos subsídios
114 Deverá ser institucianalizado o Dia Nacional do
Desporto, elaborado & aprovado a Estratégia do Desenvolvimento do Desporto Nacional até ao ano de 2010
5.5, Assistência social:
(Criança, juventude, mulher, terceira idade,
antigos combatentes é veteranos de
guerra, vítimas de guerra e pessoas em
situação de risco);
115 O cenário actual da assistência social caracteriza-se
po: uma elevada distoição social que é tesultado de guena
prolongada que provoca uma situação humanitária crítica
Avalia-se à existência de 4,2 mlhões de deslocados, 300 mil
retugiados angolanos no exterioi do País que manifestaram
vontade de regressar, 77 mil pessoas portadoras de defteiência, 20,1 md Jovens e crianças em situação de 11sco e
200 mi! 1dosos
116 Ante este quadro, preconiza-se para o ano 2002 o
seguinte
1 No domiímo da infância e adolescência
formação e Teintegiação do jovem em sIivação
difíel,
alargamento do programa infantil comunitário,
continuação do programa de localização e reunificação fanuljar,
assistência às crianças de rua,
assistência às crianças em situação de risco,
À assistência às coanças de wdade pié-escolar (creches), e
£) apoio à integração de jovens adolescentes
2 Nodomínio da assistência e reintegração social
dar continuidade ao programa de reassentamento
dos deslocados,
implementação de um programa de auto-constnução dirigida,
£€) repamamento dos refugiados no exterior do País,
criação e dinamização de centros sociais inte ados em vários burros penféricos,
desenvolvimente de programas de sensibilização e
combate à mendicidade nas ruas, e
f aporto aos 1dosos em 1egime matituctonal é na
comunidade
3 No domínio do aporte às pessoas portadoras de
deficiência
fornecimento de meios de subsistência e de locomoção, tais como tricicios motorizados, manua15, Cadeiras de rodas e outras ajudas técnicas,
reabilitação da comunidade,
implementação da auto-construção dingada,
formação é enquadramento técnica-piofisstonal e
remserção no mercado de trabalho, e
atribuição de subsídios às pessoas portadoras de
deficiência de acordo com a legislação Já
promuigada
4 Na domínio dos ex-mihtares
desenvolvimento de programas de reintegração
dos ex-militares, nomeadamente nas Províncias
do Huamífro, Bengo, Cuanza-Sul e Luanda, e
distibuição de kus profissionais para fomento do
auto-emprego dos ex-mulitares
5 No domínio da desmunagem
sensibilização para a acção contra minas,
desdobramento e funcionamento das brigadas
técnicas de sapadores,
desminagem humanitára no âmbito do apoio ao
reassentamento, e
desminagem do Caminho de Ferro de Benguela
il7 Para a realização dessas acções vai estabelecer-se
um maior controlo e acompanhamento dos parceiros humanitários, sendo primordial a aprovação do Código das Organizações Não Governamentais (ONG's) No âmbito da
2002 169
assistência social, a aprovação da Let da Assistência Social
será um instrumento fundamental para se atingir os objectivos preconizados
118 No âmbito do apoio à enança em 1dade pré-escolar,
um maior centroto e fiscalização das creches privadas será
implementado
119 Espera-se que, com essas acções, se atinjam às
seguintes metus
assistência e remtegração de cerca de 500 DOO pessoas, dentro dos grupos populacionais mais
vulneráveis,
garantia da protecção e sobrevivência dos órfãos e
crianças abandonadas,
formação e reinstalação de cerca de 20 000 jovens
em situação difícil,
implementação da lei do subsídio do portador de
deficiência,
e&) construção de centros sociais integrados,
reparação dos lares 6a 3 * rdade, e
£) reabihtação de estruturas sociais
120 Por outro lado, acções serão desenvolvidas para o
asseguramento de condições adequadas para o desenvolvimento harmonioso das crianças, para a promoção é apoio
do associativismo juvenil, através do retorço da capacidade
de actuação do Conselha Nacional da Juventude, para o
asseguramento da igualdade de oportumdades para as
mulheres e à prevenção contra a droga
121 Os objectivos globais da Governo relativos à 1gualdade do género, promoção da mulher, bem-estar, unidade e
coesão das famílias estão expressos na estratégia é quadro
estratégico para à& 1gualdade do género até ao ano de 2005,
nomeadamente
contribuição para o alívio da pobreza,
redução dos níveis de violência, e
advocacia nas áreas da educação, saúde e cidadania, direitos da criança, dados desagregados
POL SEXO E MECAnismos mstitucionais
122 No âmbito dessa estratégia, e para à concretização
desses objectivos, o Governo propõe-se realizar, em 2002. o
segu:nte
contribuir para à implementação do programa de
micro-crêdito,
promover cursos € seminários sobre tecnologias,
gestão, finanças e comercialização, para coope-
Talivistas, associados agrícolas e grupos comuritários, bem como palestras de orientação
voltadas para as profissões não tradicionais,
€) cnar um banco de sementes, e
promover campanhas de prevenção do cáncer
uterino e mamãâno, divulgação de temas ligados
à saúde da mulher 1ctosa e à sensibilização para
o planeamento familiar utilizando os meios de
comunicação social
123 Com 1390, espera-se, em 2002 alcançar as
seguintes metas
beneficiar pelo menos 10% das famílias muito
pobres com miero-crédito,
trabalho activo contra a violência de pelo menos
20% das organizações, associações e Igrejas,
€) tratamento adequado dos casos de violência de
pelo menos 15% do pessoal treinado,
sensibilização em questões políticas de pelo menos
15% das mulheres,
€) sensibilização de pelo menos 15% de jovens e
mulheres a aderirem as áreas da ciência e da
tecnologia, e
AD senstbilização de pelo menos 20% dos cidadãos
nas questões do género
124 Para que essas metas possam ser atingidas, dar-se-á
continuidade à execução dos projectos já em curso tais
como projecta RAF (dos voluntários para a edificação da
paz), projecto para igualdade do género, programa de apoio
ao mMicro-crédito, Conselho Nacional de Família, Fórum da
Mulher Rural, cursos, seminários, workshops e formação de
formadores
5.6, Ambiente:
125 No domínio do ambiente continuará à ser privilegrada à produção legislativa de modo que 05 projectos de
decreto sobre os impactos ambientais, sobre associações
ambientais e sobyje os 1nertes deverão ser aprovados e
implementados De 1gual modo, a implementação do
Programa Nacional de Gestão Ambiental no âmbito do
Plaro Nacional de Acção Ambiental (PECA) e da Estratégia
Nacional do Ambiente vai ser diramzada
126 Deverá ainda prosseguir a implementação do
Programa Nacional de Consciencialização e de Educação
Ambiental com o aporo € na base de uma parceria com à
sociedade civil e instituições internacionais
6. Infra-estruturas:
127 O estado actual das infra-estruturas, quer econó-
MICAS, Quer sociais, aconselha priorizar acções que eminentemente concorram para a sua reabibtação No domínio da
reabilitação de infra-estruturas durante o ano de 2002,
prondade continvará a ser dada às que têm claras sinergias
com os sectores produtivos e sociais, destacando-se, neste
contexto, à rede básica de infra-estruturas económicas,
nomeadamente as de transportes, as infra-estrumuras de apoio
ao meio rural e as infra-estruturas sociais, como escolas e
hospitais, tendo em conta os objectivos estabelecidos
1738 Com efeito, durante o ano, ne domíno das vias de
comunicação, os objectivos à atimgir são designadamente
à) melhorar a circulação de pessoas e bens no País,
+) recuperar us infra-estruturas rodoviárias, portuánas e aer oportuárias,
£) reduzir gradualmente à participação do Estado nas
tarefas de conservação e manutenção das vias de
COMuUNIÇação, e
desenvolver a capacidade do tecido empresarial
nacional
128 No domínio da energia e águas as acções 2 desenvolver durante 0 ano de 2002 tenderão à aumentar à produção e consequentemente & oferta de energia é água, com
vista à melhorar a sansfação dos consumos como factor de
desenvolvimento sócio-económico, na área de telecomuntcações as acções estarão onentadas para assegurar o desenvolvimento sustentável, através da consolidação da
Infra-estrutura nacional de telecomunicações, nomeadamerite (1) ligação &os cabos submarinos internacionais e (1)
hgação por cabo submarino entre localidades da orla
marítima
130 O sector das obras públicas e urbanismo procurará
recuperar durante o próximo ano 600km de estradas dos
grandes e1xos da rede fundamental e montar 500 metros
hneares de pontes Emporta referir que serão implementadas
à manutenção e conservação de 509km de estradas com o
suporte do Funda Rodoviário
131 No domínio da educação, estão previstas à construção e ou à reabilitação de 742 escolas
132 Relativamente à saúde, o Programa de Investimentos Públicos prevê à construção au reabilitação de
19 hospitais, bem coma a reabihtação e ou construção de
4 maternidades & a reabilitação e ou construção de
13 centros de saúde
133 Às metas a atingir, nas infra-estrutuzas de transportes aéreos, consubstanciam-se na conclusão da reabilitação
das pistas do Kuwito, Saurimo e Luena e na reconstrução das
pistas do Kmto, Mbanza Congo, Kutito Cuanavale, Ufge,
Ondyjiva e Saurimo, incluindo à sluminação das mesmas
134 No que diz respeito uo combate à erosão que se
desenvolve em todo País, a estratégia será de concluir os
trabalhos em curso nomeadamente as erosões do Leste,
Centro e Sul de País
135 O projecto de saneamento básico da Cidade de
Luanda, que permitirá à drenagem das águas residuais e
pluviais, será reforçado e desenvolvido
7. Reforma administrativa e institucional:
136 Observando o prencípio constitucional de Estado
Unitário, no âmbito da consolhidação do Estado e da democracia, e Governo imiciará à abordagem do processo de
descentralização administrativa, com à aprovação de um
Plano Estratégico da Desconcentração e Descentralização
Administrativas cuja primeira etapa será à desconcentração
137 Assim, o Governo praporá à Assembleia Nacional à
aprovação de importante legislação, sendo de destacar a
18visão do Decreto-Lei nº 17/99, que estabelece n orgânica
dos Governos Provinciais, e a Lei Sobre o Regime Financeiro Local, como antecâmaras, no processo de desconcentração, da Lei do Pode: Autárquico e da Lei das Finanças
Locars, respectivamente Com 1886 estabelecer-se-Í$ a
delimutação de responsabilidades pela provisão de bens e
serviços públicos e semr-páblicos entre o poder centra! e
local e, com ela, a competência para a identrficação, programação, aptovação e gestão dos investimentos públicos € à
responsabilidade peto seu financiamento será estabelecida
138 Ainda em matéria de produção legislativa, O
Governo deverá submeter à apreciação da Assembleia
Nacional as propostas de Lei de Terras, do Planeamento
Económico, do Ordenamento do Território, assim como
produzir a respectiva legislação complementar
139 No que toca à administração pública, a implementação das recomendações do estudo sobre a macro-estrutura
da Estado deverá ganhar nova dinâmica Deste modo, sob a
coordenação do Ministério da Administração Pública
Emprego é Segurança Social, os estatutos orgânicos dos
Ministérios serão ajustados de forma sistematizada e abrangente à luz de tais recomendações, sendo de destacar aqui à
compatbilização da crgânica € funções dos Ministérios das
Fimanças e do Planeamento € à continuidade da estruturação
do Banco Nacional de Ángola como um verdadeiro Banco
Central, por forma a tornar mais efectiva a actuação dos
órgãos de direcção da economia
140 Com 1880, dar-se início à um processo de implantação é consolidação das instituições da administração
central e local do Estado, promovendo-se também a capacrtação dos recursos humanos
141 À nível do funcionalismo público, tem-se como
objectivo a facilitação da relação administração-sector
privado e administração-cidadão, pelo que se preconiza o
seguinte
à) reforço do programa de formação de funcionários
públicos mediante, nomeadamente, Uma maior
cobertura geográfica e a criação de condições
para a institucienalização da Escola Nacional de
Administração,
aumento da eficiência na gestão dos recursos
humanos mediante o desenvolvimento do
Sistema Nacional de Gestão de Recursos Humanos é os correspondentes subsistemas de :nformação,
€) aperteiçoamento da pirâmide dos etectivos
mediante a racionalização dos mesmos, e
redução de tormalidades administrativas na
relação entre a administração é os utentes ou
clientes dos serviços públicos
2002 171
147 Assim, deverão ser atingidas as seguintes metas
formação de 1500 funcionários e aperfeiçoamento
da gestão formativa,
criação da Escola Nacional de Administração
Pública,
implantação do Sistema Nucronal de Gestão de
Recursos Humanos,
redução de procedimentos administrativos de
tmpacto imediato, e
1econversão profissional da quota de funcionários
respeitante ao ano de 2002
143 Para o efeito, estão identificados (1) o Programa
Geral de Formação de Funcionários Públicos é (11) o Programa de Retorma Institucional e Retorma Administrativa
8. Política externa:
144 A diplomacia, enquanto instrumento de execução
da poiítica externa, desempenha um papel fundamental na
estratégia de defesa da soberania, da integridade territorial
do País, do desenvolvimento económico e social, na promoção e projecção da sua imagem externa € na detesa dos
Interesses dos angolanos na dtáspora
145 O combate contra o terrorismo e outras ameaças à
paz e segurança internacionais, como o HIV/SIDA, o tráfico
de diamantes de sangue, o crime organizado, entre outras,
trouxeram responsabiidades acrescidas à diplomacia
angolana, por afectarem também a segurança nacional
146 Assim, no quadro dos erupos de concertação política onde Angola se encontra insendo, como o Movimento
dos Não Alinhados, o Grupo dos 77 e a SADO, a acção
diplomática deverá contribuir activamente, através da
formulação de iciuativas, na busca de soluções para fazer
face à esses flagelos Tendo em conta que o País cammha
para a estabilidade político-militar e macro-económica, o
enfoque da diplomacia, em 2002, visará também a captação
de apoios internacionais para à implementação da agenda
de paz do Governo, incluindo no domínio humanitário, o
estreitamento das relações de amizade e cooperação com
outros Estados, a maior mserção do País nas organizações
Internacionars e nas organizações de integração política e
económica regional, fundamentalmente a SADC e a
CEEAC, a dinamização da diplomacia económica junto das
Instituições financeiras internaçionais, países doadores e
comunidade empresarial, o esclarecimento da opinião
pública internacional sobre à realidade angolana, e a protecção jurídica da identidade cultural angolana na diáspora
[47 Neste contexto, prioridade será dada ao reforço e
ampliação das relações com os países africanos nos domfmos político, económico, cemercial e cultural, entre outros,
com incidência para os países vizinhos, Estados da SADC,
PALOP ce CEEAC A Ásia, sobretudo as novas potências
económicas desse continente, merecerá também uma
atenção especial na acção da diptomnacia angolana durante
a ano 2002
14B O registo à controlo da diáspora junto dos órgãos
consulares angolanos, o reforço das suas estruturas organizativas é 0 estudo, conjuntamente com as entidades dos
países de acolhimento, de formas de melhor inserção da
comunidade angolana, sobretudo no mercado de trabaibo,
serão igualmente priorizados
O Presidente da Assembleia Nacional, Roberto António
Viícior Francisco de Almeida
O Presidente da República, José EnuarDO Dos SANTOS
Lei n.º 3/02
de 7 de Murço
O Orçamento Geral do Estado é o principal instrumento
da política económica e financeira que expresso em termos
de valores, para um período de tempo definido, demonstra o
programa de operações do Governo e às fontes de financiamento desse programa
Nestes termos, ao abrigo da aiínea d) do artigo 88 º
da Le: Constitucional, a Assembleia Nacional aprova a
seguinte
LEI DO ORÇAMENTO GERAL
DO ESTADO PARÁ 2002
CAPÍTULO 1
Constituição do Orçamento
ARTIGO |º
(Composição do rçamento)
| À presente lei aprova à estimativa da receita e a
fixação da Despesa do Orçamento Geral do Estado para o
ano fiscal de 2002, doravante designado O G E /2002, para
vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2002
2 O Orçamento Geral do Estado/2002 comporta receitas
estimadas em Kz 151 300 099 058,00 e despesas fixadas
em tgual montante para o mesmo período
3 O Orçamento Geral do Estado é integrado pelos
orçamentos dos órgãos da administração central e local
do Estado e pelos subsídios e transferências a realizar
para os Institutos Públicos, Serviços e Fundos Autónomos,
Empresas Públicas e Insutuições Públicas
4 O Governo é autorizado, durante o ano fiscal 2002, à
cobrar as contribuições e impostos previstos nos códigos e
demais legislação em vigor
5 Às receitas provententes de doações em espécie, bens
& Serviços, integram obrigatoriamente o Orçamento Geral
do Estado
Artigo 2.º#
Peças integrantes
1 O Orçamento Geral do Estado 2002 é consutuído
por dois volumes O Volume I apresenta os quadros orçamentais consolidados (Tomo 1) e os quadros orçamentais
dos órgãos da administração central e local do Estado
(Tomo II) O Volume 1 apresenta os quadros orçamentais
dos Institutos Públicos, dos Serviços e Fundos Autónomos,
das Empresas Públicas
2 As peças que mmtegram o Orçamento Geral do
Estado 2002 obedecem a seguinte estrutura
21 Volume ! (Tomo 1) — Orçamento Consolidado —
Resumos e Demonstrativos Orçamentais
Quadro comparativo da Receita e da Despesa
por Natureza Económica,
Resumo da Receita por Natureza Económica,
€c) Resumo da Despesa por Natureza Económica,
Resumo da Despesa por Natureza Económica e
Poder,
Resumo da Despesa por Órgão e Natureza
Económica,
Resumo da Despesa por Função e Sub-Função,
&£) Resumo da Despesa por Função Sub-Função e
Programa,
Resumo da Despesa por Fonte de Recursos,
Resumo da Origem dos Recursos por Órgão,
Resumo da Despesa por Local,
Demonstrattvo dos Subsídios e das Transferências
para os Orgãos Autónomos e Empresas Públicas
e Insutuições de Utilidade Pública,
Demonstrativo do Programa de Investimentos
Públicos — PIP,
Demonstrativo da Despesa com o Pessoal]
22 Volume 1 (Tomo 11) — Resumos Orçamentais por
Órgão e Demonstrativos Específicos
Resumo da Despesa do Órgão por Unidade Orçamental, Função, Sub-Função e Programa,
Resumo da Despesa da Órgão por Unidade Orçamental é Natureza Económica,
Resumo da Despesa da Órgão por Fonte de
Recurro,
Demonstrativo do Programa de Investimentos
Púbhcos do Órgão — PIP,
é) Demonstrativo da Receita Directamente Arrecadada,
A Demonstrativo da Despesa dos Governos Provinciais por Muntcípio,
23 Volume 1! — Orçamento dos Instuutos Públicos,
Serviços e Fundos Autónomos das Empresas Públicas e
231 Resumo da Despesa do Órgão por Organismo e
Ongem dos Recursos
232 Da Assenmblera Nacional
Resumo da Receita e da Despesa por Natureza
Económica
233 Dos Instururos Públicos, Serviços e Fundos
Ausóromos
Resumo da Despesa por Organismo e Origem dos
Recursos,
Resumo da Receita e da Despesa por Natureza
Económica
234 Das Empresas Públicos
Resumo da Despesa po! Organismo e Origem dos
Recursos,
Orçamento de Receita e da Despesa
2535 Do Banco Cenual — BNA
Orçamento de Recerta e da Despesa
236 Resumo da Despesa por Grupe de Organisnos e
Origem dos Recuisos
CAPÍTULO 1)
Ajustes Orçamentais
Artigo 3.º#
Regras basicas
Para a execução do Orçamento Gera! do Estado, durante
o ano fiscal de 2002, o Governo é autorizado a
&) cativar 20% das dotações orçamentais, inclusive
das dotações destinadas aos subsídios e transte-
Tências, prevenindo um eventual! comportamento
tnsuticiênte da arrecadação de receitas,
&) procede: aos ajustes sempre que necessário, das
peças constantes do artigo 2º da presente lei,
com vista à plena execução das regras orçamentais, mormente a unicidade e universalidade,
ajustar o oiçamento para suplementar despesas
autorizadas quando ocorrer variações de
Teceltas, por alteração da taxa de câmbio
utilizado
CAPÍTULO MI
Operações de Crédito
ARTIGO 4"
(Fanonciamentos)
1 O Governo é autorizado à contrair empréstimos e à
realizar outras operações de crédito no mercado interno e
externo pura fazei face às necessidades de financiamento
decorrente dos investimentos públicos e da amortização
da dívida pública previstos no Orçamento Geral do
Estado/2002
2 O Goveino é autorizado a emita títulos de tesouwo
nacional e à contras empréstimos internos de Instituições
financeiras e outras, sob a forma de linhas de crédito ou
2002 173
outia modalidade de curto prazo, pará Socorier as nevcessidades pontuais de tesourana de acordo com os montantes
a propor pelo Minsatério das Finanças
3 Os encargos a assumir com os empréstimos referidos
no número anterior, não podem ser mais gravosos do que os
praticados no mercado, em matéria de prazos, taxas de juro
e demais custos
Artigo 5.º#
Gestão da divida publica)
O Governo deve tomar as medidas adequadas à eficiente
gestão da dívida pública, ficando para o efeito autorizado a
adoptar medidas conducentes à
à) reforçar ns dotações orçamentais para amottização
do capital e juros, caso seja necessívnio,
pagar antecipadamente, total ou parcialmente, os
empréstimos já contraídos, sempre que os beneticios o justificarem,
€) contratar nôvas operações destinadas ao pagamento antecipado ou à transferência das responsabilidades dos empréstimos anteriores, sempre
que as benetícios o justficarem,
renegociar as condições de empréstimos antenores, incluindo a celebração de contratos de
troca, os regimes de taxas de juro devidos e
outras condições contratuais
CAPÍTULO IV
Receitas e Benefícios Fiscais
Artigo 6.º#
tImpostos e taxas)
O Governo é autorizado à proceder à actualização
permanente dos valores dos impostos € taxas, por forma à
adequar os níveis de anecadação de receitas não
petrolíferas ao quadro económico e financeiro do ano
fiscal de 2002
Artigo 7.º#
Benefixios fiscams
1 O Governo é autorizado a conceder os benetícios
fiscais quê se mostraiem necessários ao desenvolvimento
económico e bem-estar social das populações, nos leimos
dala
2 Não é permitida a assinatura de contatos ou quaisquer outros actos jurídicos em que participe o Estado
Angolano ou 0IgaAnismos & empresas que exerçam
actividades em rerntórnio nacional, nos quais se prevejam
benefícios fiscais, nomeadamente à Isenção ou redução de
Impostos e direitos aduaneiros, sem o acordo prévio do
Ministro das Finanças, sob pena de nulidade do acto e dos
seus autores imcorrerem em responsabilidade disciplinar,
cIv1! e criminal, nos termos da lei
CAPÍTULO V
Disciplma Orçamental
Artigo 8.º#
Ertcução orçamental
1 Os órgãos da administação central e local do Estado,
incluindo órgãos de soberania dependentes do Orçamento
Geral do Estado devem observar rigorosamente os critérios
de gestão em vigor, por torma à que seja assegurada cada
vez mais a racional aplicação dos recursos públicos
disponíveis
2 É vedada à realização de despesas, o início de obras,
celebração de contratos ou 4 requisição de bens e serviços,
sem a prévia cabimentação ou em montante que exceda o
himite dos eróditos orçamentais concedidos
3 É vedada à aprovação de quaisquer regimes 1emu-
Teratórios ou 4 18alização de despesas variáveis com valores
indexados à moeda externa
4 Qualquer encargo em moeda externa apenas pode ser
assumido desde que o mesmo tenha como base um contrato
resnltante de concurso público miernacional ou decisão do
Conselho de Ministros
5 Os fornecedores de bens ou prestadores de serviços
devem exigir dos respectivos ordenadoies da despesa à
competente via da nota de cabimentação da despesa
6 O incumprimento do disposta nos nº 2, 3, 4 e 5 do
presente aitigo não vincula para o Estado a obrigação de
pagamento
7 À eventual necessidade de actualização do valor da
despesa vaitável realizada é feira po: aplicação da Unidade
de Correcção Fiscal (U CF ) que vigorar no período que se
etectuar o pagamento
& As doações que sejam 1ecebidas no decorrer do ano
fiscal, não previstas no Orçamento Geral do Estado, devem
ser informadas ao Ministio das Finanças de modo a que
sejam incorporadas no orçamento, com vista à gnrantir o
princípio orçamental da universalidade
9 À emissão de garantras a fávor de teiceiros, pelos
Institutos Públicos, € Fundos Autónomos carecem de prévia
autorização do Ministro das Finanças mediante parecer
favorável do Minisiro de tutela
10 Os órgãos da admimstração cential e toca! do Estudo
devem enviar aos competentes órgãos de planeamento aos
quais estejam vinculados os elementos necessários à
nvaliação da execução das despesas incluídas no mogama
de investimentos públicos
11 A contabilidade deve registar os actos e factos
relativos à gestão orçamenta! e financeira efectivamente
ocormdos À inobservância do disposto nos números
antenores faz incorrer os seus autores em responsabihdade
disciplinar, civ1] e criminal nos termos da lei
Artigo 9.º#
Publicidade orçamental
| O Ministério das Finanças deverá dai publicidade,
tirmesrralmente, do 1esultado da execução do Orçamento
Geral do Estado, devendo para o eteito regulamentar es
respectivos modelos demonstativos e a forma de divulgação dos dados retetentes aos órgãos da administração
central e local do Estado e Institutos Públicos, Serviços e
Fundos Autónomos c Empiesas Públicas
2 As intormações relativas à cada trimestre do ano
fiscal devem ser publicadas no prazo máximo de 60 dias
npós o encerramento do tuimestie
3 Para atender o disposto no nº | do presente artigo, os
Insulutos Públicos, o5 Serviços e Fundos Autónomos e as
Empresas Públicas devem 1emeter, irimestialmente, ao
Ministério das Finanças os elementos de avaliação penódiça, à luz das instruções para a execução do Orçamento
Geral do Estado a aprovar pelo Governo
Artigo 10.º#
Prestação de contas
O Governo deve apresentar à Assembleia Nacional o
balanço da execução do Orçamento Geial do Estado
de 2002, nos termos do disposta no artigo 58 * da
Lei nº 9/97, de 17 de Outumo (Lei Quadro do Orçamento
Geral do Estado), bem como uma informação cucunstanciada sobre as alterações e actualizações que etectuar
nos termos do disposto nos artigos 3º, 6º e 7º da presente lei
CAPÍTULO VÍ
Disposições Finais e Transitórias
Artigo 11.º#
Revisão orçomental
Sob proposta tundamentada do Governo, o Orçamento
Geral do Estado para 2002 pode ser objecto de revisão
e aprovação pela Assembleia Nacional
Artigo 12.º#
Dúvidas e amissÕES
Às dúvidas e omissões que se suscitarem da interpretação e aplicação da presente lei são resolvidas pela Assembleia Nacional
Artigo 13.º#
(Entrada em vigork
À presente let entra em vigo! em | de Janeiro de 2002
Vita e aprovada pela Assembleia Nacional, em Luanda,
aos 14 de Dezembio de 200]
O Presidente da Assembleia Nacional, Roberto António
Yíctar Francisco de Almeida
Publique-se
O Presidente da República, Jose EDUARDO DOS SANTOS
