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Regulamento n.º 4/19

Estabelece as Regras a que as Sociedades Gestoras de Patrimónios (SGP) se Encontram Sujeitas Para Efeitos de Autorização para Constituição e de Registo para Inicio de Actividade Junto desta Comissão (Comissão de Mercado de Capitais)

Instituição
Comissão do Mercado de Capitais
Publicação
Diário da República n.º 14, I Série
Data
05/02/2019
Área
Financeiro, Bancário e Seguros
Vigência
Em vigor
Fonte
Publicação oficial verificada
Artigos
8
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Em vigor: nenhum diploma da base o revoga.

Última conferência registada

21/10/2026 · Diário da República n.º 14, I Série

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Índice

  1. ANEXO - Modelo de Informação a prestar, a que se referem o n.° 3 do Artigo 5.° e o n.° 3 do Artigo 6.º
CAPÍTULO IDisposições Gerais
  1. Art. 1.ºObjecto
CAPÍTULO IIAutorização para Constituição e Registo
  1. Art. 2.ºProcesso de autorização
  2. Art. 3.ºProcesso de registo
CAPÍTULO IIIExercício de Actividade e Deveres de Informação
  1. Art. 4.ºOperações permitidas
  2. Art. 5.ºCritérios para a valorização da carteira
  3. Art. 6.ºInformação a prestar à CMC
CAPÍTULO IVDisposições Finais
  1. Art. 7.ºDúvidas e omissões
  2. Art. 8.ºEntrada em vigor
CAPÍTULO IDisposições Gerais

Artigo 1.º#

Objecto

O presente regulamento estabelece as regras a que as Sociedades Gestoras de Patrimónios (SGP) se encontram sujeitas para efeitos de autorização para constituição e de registo para início de actividade junto da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), bem como as regras que regem a relação entre os fundos próprios das SGP com o valor global das carteiras por si geridas.

CAPÍTULO IIAutorização para Constituição e Registo

Artigo 2.º#

Processo de autorização

Às SGP aplica-se o disposto no Regulamento dos Agentes de Intermediação e Serviços de Investimento no que se refere ao processo de autorização para constituição, incluindo os requisitos para a concessão de autorização, com as necessárias adaptações.

Artigo 3.º#

Processo de registo

1.

O processo de registo para início de actividade das SGP, incluindo os requisitos para a concessão do registo, rege-se pelo disposto no Regulamento dos Agentes de Intermediação e Serviços de Investimento, nos termos definidos para os agentes de intermediação.

2.

Além dos elementos previstos no Artigo 4.° do Regulamento dos Agentes de Intermediação e Serviços de Investimento, o pedido de registo deve ainda ser instruído com os seguintes documentos:

a)

Exemplares de cada modelo de contrato tipo que o requerente pretende usar no exercício da sua actividade;

b)

Os procedimentos internos sobre controlo interno e gestão de riscos devem identificar as políticas e processos seguidos em matéria de práticas de reconciliação e controlo de registos.

CAPÍTULO IIIExercício de Actividade e Deveres de Informação

Artigo 4.º#

Operações permitidas

No desenvolvimento da sua actividade as SGP podem realizar as seguintes operações:

a)

Subscrição, aquisição ou alienação de quaisquer valores mobiliários, unidades de participação em organismos de investimento colectivo, certificados de depósito, Bilhetes do Tesouro e papel comercial, em moeda nacional ou estrangeira, com observância das disposições legais aplicáveis a cada uma destas operações;

b)

Aquisição, oneração ou alienação de direitos reais sobre bens imóveis, metais preciosos e mercadorias transaccionadas em bolsas de valores;

c)

Celebração de contratos de opções, futuros e de outros instrumentos derivados, bem como a utilização de instrumentos do mercado monetário e cambial.

Artigo 5.º#

Critérios para a valorização da carteira

1.

O valor global da carteira é apurado nos termos do presente Artigo.

2.

No apuramento do valor das carteiras de instrumentos financeiros, as SGP devem proceder da seguinte forma:

a)

Converter todos os valores em Kwanzas, pelas respectivas taxas de câmbio, conforme divulgadas pelo Banco Nacional de Angola à data de referência;

b)

Os valores mobiliários são avaliados com base no último preço do mercado ou, na ausência de preço de mercado nos últimos 30 dias, pela seguinte forma:

i)

As unidades de participação em fundos de investimento colectivo são avaliadas pelo último valor patrimonial divulgado pela Entidade Gestora;

ii)

Os restantes valores mobiliários são avaliados pelo valor médio das últimas melhores ofertas de compra e de venda, difundidas através de entidades especializadas, ou, na sua falta, com base no preço de aquisição ou, não existindo os anteriores, no valor nominal;

iii) As SGP podem, em substituição do critério referido no ponto anterior, utilizar o valor teórico obtido através de modelos de avaliação utilizados e reconhecidos universalmente nos mercados financeiros, assegurando que os pressupostos utilizados na avaliação têm aderência às condições de mercado verificadas.

c)

Os instrumentos do mercado monetário são avaliados segundo os critérios de valorização extrapatrimonial constantes do Plano de Contas para as Instituições Financeiras Não Bancárias, definido pela CMC;

d)

Os instrumentos derivados são avaliados com base nas margens constituídas, bem como, sendo o caso, no saldo dos ajustes diários de ganhos e perdas ou, na ausência de margens, com base no resultado positivo que o cliente obteria caso o contrato fosse liquidado.

3.

Para efeitos do presente Artigo, entende-se por «Instrumentos Financeiros» os instrumentos referidos na parte A) do Anexo ao presente Regulamento e dele parte integrante.

4.

No apuramento do valor da carteira de imóveis, a avaliação deve ser efectuada por, pelo menos, 3 peritos avaliadores de imóveis independentes registados na CMC, devendo o valor corresponder a média aritmética do valor das 3 (três) avaliações.

5.

A CMC pode solicitar parecer sobre o método de avaliação das carteiras aplicado ou a aplicar pela SGP, a expensas desta, a outra entidade especializada.

Artigo 6.º#

Informação a prestar à CMC

1.

Cada SGP deve informar a CMC do valor das carteiras por si geridas, calculado nos termos do Artigo anterior.

2.

A informação referida no número anterior deve ser enviada:

a)

Semestralmente, até ao final dos meses de Fevereiro e Agosto de cada ano, sendo os valores reportados correspondentes ao final dos meses de Dezembro e Junho anteriores, respectivamente;

b)

Sempre que a CMC a solicite.

3.

A informação deve ser desagregada por cada tipo de activo, conforme indicado no Anexo ao presente Regulamento.

4.

Sem prejuízo dos deveres de informação periódica, cada SGP deve dispor de um sistema de informação que permita, a todo o momento, prestar à CMC a informação prevista neste Artigo a cada momento.

5.

A CMC pode definir, por instrução, critérios adicionais relativos ao formato e conteúdo da informação a prestar nos termos do presente Regulamento.

CAPÍTULO IVDisposições Finais

Artigo 7.º#

Dúvidas e omissões

As dúvidas e omissões suscitadas na interpretação e aplicação do presente Regulamento são resolvidas pelo Conselho de Administração da CMC.

Artigo 8.º#

Entrada em vigor

O presente Regulamento entra em vigor na data da sua publicação.

Luanda, aos 12 de Novembro de 2018.

O Presidente, Mário Gavião.

ANEXO - Modelo de Informação a prestar, a que se referem o n.° 3 do Artigo 5.° e o n.° 3 do Artigo 6.º

a)

Instrumentos Financeiros

Valor (em Kwanzas)

Valor dos Activos Afectos a Estratégia Abrangida por Garantias de Capital ou de Rendibilidade

11 Do Mercado de Capitais

111 Integrados em Sistema Centralizado de Valores Mobiliários 1111 Valores Mobiliários Representativos da Dívida Pública

1112 Outros Fundos Públicos Equiparados

1113 Obrigações Diversas

1114 Acções

1115 Títulos de Participação

1116 Unidades de Participação em Organismos de Investimento Colectivo

1117 Direitos

1118 Outros Valores Mobiliários

112 Não Integrados em Sistema Centralizado de Valores Mobiliários

1121 Valores Mobiliários Representativos da Dívida Pública

1122 Outros Fundos Públicos Equiparados

1123 Obrigações Diversas

1124 Acções

1125 Títulos de Participação

1126 Unidades de Participação em Organismos de Investimento Colectivo

1127 Direitos

1128 Outros Valores

12 Do Mercado Monetário

121 Papel Comercial

122 Bilhetes do Tesouro

123 Outros Valores Monetários

13 Derivados

131 Derivados de Taxas de Juro

132 Derivados Sobre Divisas

133 Derivados Sobre Mercadorias

134 Opções

135 Outros Derivados

b)

Imóveis

c)

Valor Total das Garantias de Capital ou de Rendibilidade

d)

Diferencial para efeitos da alínea d) do artigo 5.º

O Presidente, Mário Gavião.

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