Preâmbulo
O Regulamento Orgânico da Direcção-Geral do Serviço Penitenciário, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 184/17, de 11 de Agosto, regula os órgãos que o integram, prevendo a necessidade de existirem Regulamentos dos Serviços de Apoio Técnico e Serviços Executivos Centrais, aprovados pelo Ministro do Interior.
Convindo ajustar o Regulamento da Direcção de Produção e Actividades Económicas do Serviço Penitenciário ao conteúdo do Regulamento Orgânico da Direcção-Geral do Serviço Penitenciário;
Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição da República de Angola, e de acordo com o artigo 40.º do Regulamento
Artigo 1.º#
Aprovação
É aprovado o Regulamento Orgânico da Direcção de Produção e Actividades Económicas do Serviço Penitenciário, anexo ao presente Decreto Executivo, que dele é parte integrante.
Artigo 2.º#
Dúvidas e Omissões
As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Decreto Executivo são resolvidas pelo Ministro do Interior.
Artigo 3.º#
Entrada em Vigor
O presente Decreto Executivo entra em vigor na data da sua publicação.
Publique-se.
Luanda, a 1 de Julho de 2019.
O Ministro, Ângelo de Barros Veiga Tavares.
Artigo 1.º#
Objecto
O presente Diploma estabelece o modo de organização e funcionamento da Direcção de Produção e Actividades Económicas do Serviço Penitenciário.
Artigo 2.º#
Definição
A Direcção de Produção e Actividades Económicas abreviadamente designada por (DPAE) é o órgão executivo ao qual incumbe a execução das políticas produtivas, no seio da população penal, aplicando o binómio produção reabilitação, visando a reinserção social do recluso de forma apropriada.
Artigo 3.º#
Atribuições
A DPAE tem as seguintes atribuições:
Elaborar e submeter à aprovação superior as políticas de aproveitamento e enquadramento da população penal na actividade produtiva, visando a sua reabilitação e reinserção social;
Promover, elaborar e submeter a aprovação superior os planos de produção, bem como proceder ao registo e controlo estatístico dos bens produzidos e canalizar ao órgão competente com vista a sua distribuição e comercialização;
Elaborar e controlar a execução do plano de abastecimento técnico-material para as áreas de produção vegetal, animal e matéria-prima para o sector fabril e de artes e ofícios;
Estabelecer e implementar programas específicos que visam a criação de condições e meios indispensáveis para a inserção do recluso na actividade produtiva;
Conceber e coordenar a execução de projectos industriais, agro-pecuários, piscícolas e apícolas;
Desempenhar as demais atribuições que lhe forem acometidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 4.º#
Estrutura Orgânica
A DPAE tem a seguinte estrutura:
Órgão de Direcção:
Director.
Órgão de Apoio Consultivo:
Conselho Consultivo.
Serviço de Apoio Instrumental:
Secretariado.
Serviços Executivos Directos:
Departamento de Produção Vegetal e Pecuária;
Departamento de Produção Fabril, Artes e Ofícios;
Departamento de Piscicultura e Apicultura.
Serviço Local:
Departamento de Produção e Actividades Económicas da Direcção Provincial.
A DPAE é dirigida por um Director a quem compete:
Organizar, dirigir e controlar toda a actividade da Direcção;
Controlar a correcta aplicação das leis, normas e procedimentos estabelecidos para o Órgão;
Representar a DPAE;
Garantir a utilização racional dos recursos humanos e materiais postos a sua disposição;
Propor ao Director-Geral a nomeação, exoneração, promoção e a despromoção, bem como a mobilidade do pessoal afecto a DPAE;
Definir estratégias e propor programas para a implementação e desenvolvimento do processo produtivo e actividades económicas;
Coordenar e monitorar as actividades produtivas e económicas, relacionadas com a produção piscícola, apícola, agrícola, pecuária, de processamento e transformação;
Promover e estabelecer a cooperação técnica e institucional com os Ministérios da Agricultura, Pescas e Ambiente, assim como, com os demais organismos privados que têm como missão o trabalho similar à da DPAE;
Apreciar e submeter à aprovação superior de programas estratégicos de implementação e desenvolvimento da produção diversificada e actividades económicas;
Participar nas realizações de feiras, seminários e palestras agro-pecuárias, apicultura e de piscicultura;
Garantir o asseguramento tecnológico, assim como da matéria-prima para as actividades fabris, de artes e ofícios e de transformação e processamento de produtos e derivados de origem vegetal e animal;
Conceber e realizar visitas de apoio e auditoria;
Emitir pareceres e elaborar propostas sobre a sua especialidade;
Zelar pelo respeito, disciplina e exercer o poder disciplinar que lhe está conferido nos termos legais, em relação ao pessoal sobre seu controlo;
Desempenhar as demais atribuições que lhe forem acometidas por lei ou determinadas superiormente.
O Conselho Consultivo é o órgão ao qual incumbe analisar e formular pareceres sobre questões relacionadas com as atribuições e competências da DPAE, apresentar propostas para o melhoramento e desenvolvimento dos serviços, nomeadamente, no que respeita a sua organização, gestão, orientação, coordenação e controlo, bem como pronunciar-se sobre quaisquer outras questões que o Director submeta a sua consideração.
O Conselho Consultivo subdivide-se em Normal e Alargado.
O Conselho Consultivo é objecto de regulamentação própria.
O Secretariado é o órgão que tem por finalidade prestar apoio pessoal, técnico e administrativo ao Director da DPAE.
O Secretariado é dirigido por um Chefe de Secção e integra especialistas de apoio técnico e instrumental.
O Secretariado é objecto de regulamentação própria.
O Departamento de Produção Vegetal e Pecuária tem as seguintes atribuições:
Conceber, elaborar e apresentar à apreciação superior de programas, planos e projectos que visam a exploração agrícola e pecuária;
Elaborar e elevar à aprovação superior de planos de abastecimento técnico-material para a materialização e projectos agrícolas e pecuárias;
Elaborar projectos para o armazenamento provisório e escoamento rápido dos produtos produzidos;
Propor projectos que visam a preparação mecanizada dos solos, desde o desmatamento, destroncamento, limpeza e até as lavouras;
Criar os projectos hidráulicos e de irrigação para os campos agrícolas;
Elaborar projectos de instalação de viveiros para a produção de plantas frutícolas, hortícolas, cafeícolas, palmeiras de dendém e espécies silvícolas;
Conceber projectos que visam a instalação de tecnologias apropriadas para a instalação de pequenas indústrias transformadoras de produtos agro-pecuários;
Apoiar e promover a implementação de programas e projectos relacionados com a produção vegetal e pecuária;
Apresentar planos de formação e superação técnico-profissional dos quadros;
Elaborar estudos com vista ao acompanhamento da política de preços e mercados dos produtos Agro-Pecuários;
Elaborar programas que visam a coordenação, fiscalização e controlo da produção vegetal e pecuária;
Desempenhar as demais atribuições que lhe forem acometidas por lei ou determinadas superiormente.
O Departamento de Produção Vegetal e Pecuária é chefiado por um chefe e tem a seguinte estrutura:
Secção de Produção Vegetal;
Secção de Pecuária e Veterinária;
Secção de Máquinas e Equipamentos.
O Departamento de Produção Vegetal e Pecuária é objecto de regulamentação própria.
O Departamento de Produção Fabril, Artes e Ofícios tem as seguintes atribuições:
Conceber, elaborar e apresentar à aprovação superior, os programas, planos e projectos que visam a formação técnico-profissional em áreas de artes e ofícios;
Elaborar planos de abastecimento técnico-material para a materialização dos projectos técnico-profissional em artes e ofícios;
Promover a formação e superação técnico-profissional dos formadores em artes e ofícios;
Elaborar estudos com vista ao acompanhamento da política de preços e mercados dos produtos da actividade produtiva fabril;
Elaborar programas que visam a coordenação, fiscalização das actividades produtivas fabris e de formação técnico-profissional em artes e ofícios;
Elaborar programas de protocolos e cooperação com os organismos Públicos e Privados, necessitados de mão-de-obra reclusa e submete-los à apreciação superior;
Zelar pelo correcto processamento das receitas da produção e propor atempadamente o estabelecimento da outra parte destinada à aquisição de materiais e meios necessários à funcionalidade produtiva fabril dos cursos de artes e ofícios;
Velar pelo estado de conservação dos meios fixos, afectos à produção fabril e de formação em artes e ofícios;
Criar programas de construção de pavilhões de artes e ofícios nos estabelecimentos penitenciários;
Promover e zelar pelos programas que visam a criação de meios e condições conducentes à ocupação e capacitação profissional da população reclusa;
Desempenhar as demais atribuições que lhe forem acometidas por lei ou determinadas superiormente.
Secção de Estudos, Projectos e Processamentos;
Secção de Artes e Ofícios.
O Departamento de Produção Fabril, Artes e Ofícios é objecto de regulamentação própria.
O Departamento de Piscicultura e Apicultura tem as seguintes atribuições:
Conceber, elaborar e apresentar à aprovação superior de programas, planos e projectos que visam a exploração piscícola e apícola;
Conceber planos de abastecimento técnico-material para a materialização de projectos piscícolas e apícolas;
Conceber projectos para o armazenamento provisório e escoamento rápido dos produtos produzidos;
Elaborar projectos de instalação de tanques, reservatórios e colmeias;
Apoiar e promover o desenvolvimento das actividades produtivas relacionadas com a piscicultura e apicultura;
Apoiar e apresentar projectos de formação e superação técnico-profissional dos quadros;
Elaborar estudos com vista ao acompanhamento da política de preços e mercados dos produtos piscícolas e apícola;
Elaborar programas que visam a coordenação, fiscalização e controlo das actividades piscícolas e apícolas;
Assegurar a gestão e exploração das espécies piscícola e produtos apícolas de forma sustentável e estabelecer mecanismos eficazes de monitorização e controlo;
Propor os regulamentos relativos as actividades produtivas, bem como as medidas de protecção;
Promover programas de colaboração e cooperação com os organismos estatais e privados competentes, ligados às áreas de piscicultura e apicultura;
Velar pelo estado de conservação dos meios afectos ao desenvolvimento das actividades piscícola e apícola;
Desempenhar as demais atribuições que lhe forem acometidas por lei ou determinadas superiormente.
O Departamento de Piscicultura e Apicultura é chefiado por um Chefe e tem a seguinte estrutura:
Secção de Piscicultura;
Secção de Apicultura.
O Departamento de Piscicultura e Apicultura é objecto de regulamentação própria.
Na Direcção Provincial do Serviço Penitenciário funciona o Departamento de Produção e Actividades Económicas, ao qual compete aplicar, coordenar, acompanhar e controlar a execução das orientações estruturais, técnicas e metodológicas emanadas pela DPAE.
Artigo 12.º#
Disciplina
legislação aplicável.
O efectivo do regime geral de carreira está sujeito à disciplina e a legislação em vigor na função pública.
Artigo 13.º#
Pessoal e Organigrama
O quadro de pessoal e organigrama da DPAE são os constantes dos Anexos I e II ao presente Regulamento, dele fazendo parte integrante.
O provimento do pessoal nas vagas existentes obedece aos critérios previstos em legislação específica.
ANEXO I
Quadro de pessoal a que se refere o n.º 1 do artigo 13.º
ANEXO II
Organigrama a que se refere o n.º 1 do artigo 13.º
O Ministro, Ângelo de Barros Veiga Tavares.
