Preâmbulo
Lei n.º 14/04
de 35 de Dezembro
O Governo submeteu à aprovação da Assembleia
Nacional o seu Progruma Geral para o Biênio 2005-2006
Sendo o Programa Geral do Governo um programa
Intercalar e que procura atender às carências mais
importantes das populações, a reabilitação das 1nfra-
“estruturas económicas para a recuperação da produção
Interna e o tançamento das bases para à implementação de
um plano de médio prazo que se estima, venha à ser
Implementado a partir do ano de 2007
Nestes termos, ao abrigo da alínea 2) do artigo 88º da
Lei Constitucional, a Assembleia Nacional aprova a
seguinte
Lel que aprova o Programa Geral do Governo para
o biénio 2005-2006
Artigo 1.º#
Aprovação)
É aprovado o Programa Geral do Governo para o
Briénmo 2005-2006, sendo parte mimtegrante da presente ler
Artigo 2.º#
Dúvidas e omissões
As dúvidas é omissões suscitadas pela mterpretação e
aplicação da presente lei são resolvidas pela Assembleia
Nacional
Artigo 3.º#
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor a partir de 1 de Janeiro de
2005.
Vista e aprovada pela Assembleia Nacional, em
Luanda, aos 14 de Dezembro de 2004
O Presidente da Assembleia Nacional, Roberto António
Víctor Francisco de Almeida
Promulgada em 27 de Dezembro de 2004
Publique-se
O Presidente da República, Jose EnpuarDO DOS SANTOS
FROGRAMA GERAL DO GOVERNO PARA
O BIÉNIO 2005-2006
Tntrodução
Dois dos objectivos fundamentais que o Governo se
propõe alcançar, uma vez garantida n paz e estabilizado o
ambiente polínco-democrático, são o combate à fome e à
pobreza e à promoção da estabilidade social Serão estas as
vlas para se traduzir em condições concretas os drvidendos
da paz e a reconciliação nacional
Sendo dois objectivos de médic/longo prazos, o seu
alcance será o resultado de um processo dinâmico, que
1nckui diferentes domínios de intervenção económica e
social do Estado, desde a estabilização macrosconómica,
passando pelo relançamento da actividade económica e
produtiva, abarcando, ainda, o reforço da autoridade do
Estado e pelo desenvolvimento do sector privado De
notar no entanto, que o aspecto mais visível da recuperação
económica que necessanamente a situação de paz deve
Fpropiciar é o do aumento da produção do sector não
petrolífero É este aumento da produção que alavancará o
emprego e gerará rendimentos para as famílias mais
pobres
Tratando-se de um processo dinâmico e que tem no
tempo um incontornável factor de realização, 1mporta,
desde já, começar a dar-lhe corpo, através dum Programa
Geral do Governo dingido à constituição das condições
fundamentais que tornem sustentável e irreversível o
crescimento do PIB e a melhoria dos imdicadores sociais
O Programa Geral do Governo para 2005-2006
enumera um conjunto de seis objectivos gerais — de onde
se destacam à consolidação da paz e da reconciliação
nacional e a edificação das bases para a constituição duma
economia nacional integrada e auto-sostentada, cuja
concretização deve wucIAI-se Justamente no período de
referência do Programa À estratégia de implementação
deste Programa Geral estabelece algumas prioridades, que
decorrem da necessidade de passarem a ser mais visíveis os
dividendos da paz
Ássim, a recuperação da produção nacional é colocada
como o núcleo central de articulação do Programa, tendo-
-se feito convergir para este propósito os sub-programas
que o constituem À lógica de articulação dos
mvestimentos públicos vai no sentido de garantis que Os
Insumos necessários para o funcionamento em pleno dos
sectores a montante da recuperação económica sejam
garantidos Espera-se que com esta lógica se garanta o
máximo de efeitos sinergéticos entre o investimento
público e o investimento privado e se melhore a qualidade
do investimento público
À outra inha de intervenção do Programa coloca-se na
melhora das condições sociais da população Os resultados
positivos que se alcançarem com à recuperação da
cconomia 1rão ampliar os efeitos dos investimentos
públicos feitos nas mfra-estruturas & serviços sociais de
índole diversa
O Programa Geral do Governo é um Programa
Intercalar, que procurará atender às carências mais
importantes das populações, reabilitar as mfra-estruturas
económicas de efeitos multiplicadores mais evidentes para
a recuperação da produção interna e lançar as bases para a
umplementação do plano de médio prazo a ser elaborado
com base na estratégia de desenvolvimento de longo prazo
É mstamente este encadeamento entre o curto prazo, médio
e 0 longo prazos que dá consistência e perspectiva estraté-
Elca à acção do Governo, em prol da estabilização, das
reformas e do desenvolvimento
Por 1580, é que este Programa Intercalar se caractenza
por ser, em primeiro lugar, bastante operativo — contendo
acções e projectos de impacto mais imediato sobre a
obtenção dos mais importantes objectivos de desenvolvimento e promoção social e em segundo lugar, coerente,
ao estabelecer critérios e princípios para as políticas que o
mesmo abrange
Naturalmente que à sucesso que se espera deste
Programa Geral do Governo em dois anos depende de
como a estrutura institucional funcionar durante a sua
concretização À solução pode ser encontrada no actual
quadro institucional do Governo, havendo, no entanto,
necessidade duma forte coordenação orgânica entre as
estruturas que 11ão estar envolvidas na execução do
Programa Do mesmo modo, assumem relevância os
Instrumentos de controlo e seguimento
Diagnóstico Estratégico:
Depois de alcançada à paz, o Governo tem vindo a
executar um conjunto de políticas tendentes a garantir o
processo de reconstrução da economia, o combate contra à
pobreza, a reconciliação nacional e o aprofundamento da
democracia De resto, são estes aspectos que enformam os
objectivos programáticos do Programa de Governo para o
brémo 2003/2004, num contexto mtemaçional de grande
instabilidade política no Oriente Médio e na Venezuela e
de ambiguidade quanto ao desfecho da maior empresa
petrolífera privada na Rússia, que tem provocado urna total
INCerteza e insegurança nos mercados mundiais do
petróleo Este recurso energético é de capital importância
para o crescimento económico dos países capitalistas
desenvolvidos € as constantes subidas do preço do crude
em Londres e Nova Iorque já fizeram rever em baixa às
metas de crescimento do PIB e em alta as da inflação
Assim, pode esperar-se que as taxas de vanação do PIB de
3,9% para a cconomis mundial, 3,1% para os Estados
Unidos, 2,7% para o Japão e 0,4% para a Unrão Europeia
registadas em 2003, se venham à situar em patamares mais
baixos em 2004 Quanto à inflação e atendendo à grande
capacidade de absorção de choques de oferta que as
Econormias Mas aveoçadas pateotelam, não são de prever
grandes modificações nas respectivas taxas, podendo-se
apontar para uma taxa média mundial de cerca de 2,9%
em 2004
À polítca económica do Governo visou comme alguns
dos mais importantes desequilíbrios macrosconómicos —
que se têm mostrado como obstáculos a uma retoma do
sector produtivo e à um aumento sustentado do
investimento privado — ao mesmo tempo que procurou
atacar algumas das detilidades fundamentars dos tecidos
económico e social, de modo a criar condições de
funcionamento competitivo do sector privado nacional e à
melhorar as condições de vida da população
Do ponto de vista da reconciliação nacional, o Governo
Orlentou as suas acções para a reinserção social dos
deslocados e desmobilizados, com vista a transformar
também esta faixa da poputação num factor de crescimento
económico
Tendo em conta os desenvolvunentos recentes e não
obstante os resultados alcançados, revela-se necessária nma
abordagem crítica, de modo que, se identifiquem os
principais constrangimentos, para que, e em função dos
objectivos estabelecidos para os anos 2005 — 2006, se
definam as políticas, às medidas de política e se divisem os
sub-programas integrados exequíveis capazes de remover
os constrangimentos e realizar os objectivos defimdos Os
resultados alcançados, embora relevantes, foram
fortemente condicionados pela ausência da requetida
coordenação entre os sectores responsáveis pela
mplementação das políticas e medidas de política, pela
qualidade dos recursos humanos e pela disponibilidade de
recursos finançeiros na magnitude requenda
1. Desempenho de política e gestão macroeconó-
mica:
Embora prevaleçam sinais de que os resultados
conseguidos amda não estão defimtivamente consolidados,
o que aconselha no sentido de um aprofundamento das
medidas de convergência monetária e cambial e de
controlo da inflação — as informações estatísticas
disponíveis dão conta de constderáveis melhorias Pela
primeira vez em 2003, a inflação colocou-se na famxa dos
RO DE 2004 2535
dois dígitos (76,6%) — meta conseguida mnteiramente com
medidas de política económica e não por intermédio de
Intervenções administratavas nos mercados monetário e
real — e o seu comportamento durante o corrente ano é
Indicativo de que se poderá atingir uma taxa amual de
mflação em tomo dos 36,4% Para a obtenção deste
objectivo programático do Governo, contribua a política
monetána e cambial seguida, através dum controlo dos
Ennoipais agregados monetários e duma convergência mais
efectiva entre à taxa de câmbio de referência e à taxa de
câmbio do mercado paralelo. Em 2003, o diferencial
cambial foi de 1,04 (contra 1,14 em 2002) e nos primeiros
meses de 2004 estabeleceu-se quase ao mesmo nível do
ano que o antecedeu À variação das reservas líquidas
Internas esteve bastante acima do projectado, tendo sido
acumulados cerca de USD 393 000 000,00, mais
USD 241 000 000,00 do que o previsto
No mesmo sentido se colocou o desempenho da
política fiscal — o crédito líquido do Banco Central ao
Governo tem-se reduzido Neste aspecto convém sublinhar
os esforços realizados pela política orçamenta! para conter
o défice fiscal em limites economicamente aceitáveis E, na
verdade — apesar das enormes pressões para a realização de
despesas de incidência saçial exigidas em nome da
melhoria acelerada das condições de vida da população
mais desfavorecida — tal desiderato fo1 conseguado, tendo o
saldo global das contas do Governo em relação ao PIB
passado de —7,5% em 2002, para — 7,2% em 2003 e
provavelmente, para —5,3% em 2004 Medidas como a
Programação financeira trimestral do Tesouro como único
mstrumento de execução do Orçamento Geral do Estado, o
asseguramento duma correspondência firme entre gastos e
finalidades previstas, à proibição de pagamento em moeda
externa a residentes cambiais (com vista à redução do grau
de dolanzação da economia) pelas Unidades Orçamentais,
o ITegisto e o controlo dos pagamentos que não podem,
ainda, ser integralmente processados por meios
mformáticos do SIGFE, uma maor fiscalização das recertas arrecadadas pela rede de balcões dos bancos comerciais
e a diminuição dos subsídios aos preços dos combustíveis e
às tarifas de electricidade e água, fizuram entre as de maior
eficácia da política orçamental do Governo
Todavia, as reservas líquidas sobre o extenor tiveram
que, em certa mechda, ser sacrificadas em nome da relativa
estabilidade monetária mterna e da recuperação da
confiança no Kwanza Com efeito, no final de 2003, as
divisas externas não cobriam, senão, pouco mais de
1,5 meses de umaportação O baixo nível de reservas sobre o
exterior — para os padrões internacionais o nível
aconselhado é o de as mesmas corresponderem a cerca de
seis meses de importação — é um factor que aumenta o
r18co ao País, afasta os investimentos estrangeiros e
detenora as condições de obtenção de financiamento
externo São sinais que advertem para que se deva tentar
conciliar a convergência entre estabilidade monetária e
fiscal interna, cumprimento de padrões internacionais
convencionalmente estabelecidos, bem como se avalie a
sustentabihdade da dívida pública
Além disso, necessário será promover-se, de modo
Mais activo e decisivo. a oferta de activos denominados em
moeda nacional que constituam alternativas complementares a procura por moeda estrangeira pelos agentes
económicos Assim, para além de medidas de desenvolvimento de operações de mercado aberto para à gestão fina
da liquidez implementada pelo Banco Central Deverão
considerar-se também opções remuneradas para aplicações
de poupanças em moeda nacional por prazos mais
dilatados, influenciando-se assim o comportamento dos
agentes económicos Em última instância, o foco da
política monetária deverá passar dos agregados monetários
para as taxas de juro, enquanto instrumento de controlo da
hquidez
2. Desempenho da economia real:
Do ponto de vista do crescimento económico — factor
incontornável para a redução do desemprego e o combate à
pobreza — o seu comportamento está fortemente indexado
ao sector petrolífero Uma vez que cerça de 52% do PIB é
atribuído à actividade de extracção de petróleo —
percentagem que se altera para S7% ao juntar-se à
exploração diamantífera — compreende-se que a dinâmica
nacional de crescimento esteja dependente do que os
mercados internacionais e as estratégias mundiais de
produção petrolífera estabelecerem para cada ano Por
exemplo, em 2002 o crescimento económico, à preços
constantes de 1992, registado pelas Contas Nacionais foi
de 13,2%, dos quais 60,5% se ficaram a dever à
performance conjunta petróleo mais diamantes Com
efeito, ao analisar-se a estrutura económica interna, a ideia
que ressalta é a de que, praticamente desde há mais de
20 anos, os sectores estruturantes duma nova ordem
económica miterna (construção e obras públicas, mdústria
transformadora e energia) têm permanecido 1máóveis,
situando-se a sua participação relativa média em cerca de
7,3% do FIB Trata-se, de facto, duma debilidade estrutural
para cuja ultrapassagem não têm sido suficientes as
políticas sectoriais seguidas Exige-se, na verdade, uma
actuação bem mais vigorosa, para que os custos empresariaus e sociais da recuperação e do rearranque económico
sejam bem mais baixos
QUADRO 11
Estrutura sectorial da economia angolana (5%)
O setoes === | 2008 | 2002 | 2003 |
Prtróleo, gás e míinados sa. sa,a 48,3
Diamantes e outras 62 4,7 4,5
Indústria transfonnedora 39/ 37) 38
Energie e águas so LX 0,0
Construção e obras públicas 36! àa4/ 36
Serviços mercantis 1549|/ 141| 142
Seios não mercantis 93) 105 151
PIB a preços de merçado 100,0 | 100,6 100,0
FONTE INE/MINPLAN Conto Nacioaart
À agricultora, silvicultura, pecuária e pesca não têm
contnibuído senão com cerca de 8% do PIB, revelando-se a
agricultura um sector de grande fragilidade e sujeito a um
número considerável de imponderáveis, desde as condições
climatéricas, à disponibilidade de insumos e à falta de
capacidade técnica dos agricultores
No entanto, os constrangimentos no sector rural
mantêm-se significativos e necessitam de ser superados
para que o sector atinja uma posição adequada e
equilibrada no conjunto da economua angolana
Angola está ainda aquém de satisfazer metade das suas
necessidades alimentares com produção própria. Este
défice é coberto pela importação de cereais e pela ajuda
alimentar
De entre os constrangimentos merecem destaque as
deficiências do comércio rural que desestimulam a
produção para o meicado, as vias de comunicação parcialmente destruídas, as dificuidades de armazenagem, os
apoios financeiros pouco ajustados, a falta de sementes e as
fragihdades do aparelho de Estado no apoio ao fomento,
produção e comercialização de bens alimentares À
regulamentação de algumas leis agránas, com relevo para a
posse e aproveitamento das terras, toma-se fundamental no
processo de desenvolvimento económico e social do meio
rural
É Justamente para minorar os desajyustamentos
anteriormente apontados que as políticas sectoriais do
Governo foram elaborados, embora em alguns casos os
resultados tenham ficado aquém do esperado em virtude da
presença de alguns constrangimentos ligados ao investimento produtivo, designadamente (1) falta de infra-
“Estruturas básicas funcionais, (1) ausência de serviços
económicos, e (11) ausência de mecanismos concorrentes
para à consolidação do processo relacionado com o
respeito à protecção da propriedade privada, incluindo os
da terra como activo
No domínio da agricultura, a mtervenção do Governo
fot no sentido de se elevarem os padrões de produção e de
produtividade, o que ocorreu em determinadas culturas,
como a mandioca, 6 feiyão, o amendoim, a batata rena e a
batata doce, o milho, e o arroz Tratam-se de produtos de
grande representatividade na dieta tradicional angolana €
embora os quantitativos de produção e produtividade que
se têm registado desde 2002, não sejam os mais
consentâneos com as necessidades internas (Angola amda
regista um défice cerealifero de cerca de 47%), não deixa
de ser sintomático que os incrementos registados têm sido
regulares
Quanto à pecuária, foram averbados acrescentos em
diversas produções, como a carne bovina, à care suína, a
carne caprina, à carne ovina e a carne de aves, o leite e os
ovos
Um aspecto comum aos dois sectores anteriores refere-
-se ao relançamento da investigação agronómica e
veêtennána, autênticas infra-estruturas de capital humano
fundamentais para o futuro
Quanto às pescas — outro sector básico para o combate
à fome e à pobreza — foram levadas a efeito políticas
estruturantes, come o reforço da capacidade de
fiscalização, a elaboração do Plano Director e à Estratégia
de Desenvolvimento e Sustentabilidade da Fileira das
Pescas, a regulamentação da Le: dos Recursos Biológicos e
Aquáticos, o reforço é à capacitação do sistema de
investigação Simultaneamente, foi Iançado o programa de
renovação da frota de captura, de revitalização das
empresas de distribuição e produção e de introdução de
novas tecnologias de fumagem e secagem No âmbito do
aumento das capturas, agenciaram-se financiamentos para
à aquisição é apetrechamento de embarcações de pesca
semi-industrial para o sector privado
A indústria transformadora continua a defrontar-se com
problemas estruturais diversos que a impedem de exercer o
papel de sector de maior valor acrescentado nacional e de
maior contribuinte líquido para à criação de emprego
Entre eles destacam-se o financiamento em condições
aliciantes, à escassez de recursos humanos qualificados, a
obsolescência do equipamento, a ausência de 1nfra-
-estruturas adequadas, etc Apesar disso, a iniciativa
privada continuon à desenvolver esforços para o incremento da produção, o que se registou em determinadas
actividades, embora em níveis muito aquém dos necessários (o aumento das importações de bens de consumo
duradouro e não duradouro e de produtos mintermédios é
disso a prova mais acabada) Foram dinamizados os
processos de privatização de empresas mmdustrais, procedeu-se à requalificação de algumas empresas e regularizou-
-se Junidicamente a situação de muitas empresas
Quanto à energia e água — uma das infra-estruturas
básicas e de maiores efeitos multiplicadores sobre a
produção e a produtividade económica — o Governo
implementou um conjunto variado de emprecndimentos
(graças aos quais o PIB deste sector, de acordo com as
Contas Nacionais, cresceu mais de 20% nos últimos anos)
execução do projecto de Capanda, reabilitação das centrais
hidroeléctncas do Bi1ópio e da Matala, a entrada em serviço
dos grupos 4 e 5 da Central Térmica de Luanda, a
reabilitação da mini-hídeica do Kuito, a revisão da Linha
O DE 2004 2537
Cambambe-Luanda, os estudos e levantamentos de campo
relativos à reabilitação e ampliação das redes de média e
baixa tensão das zonas penféricas de Luanda, Lubango,
Namibe e Tâmbwa No tocante à captação de água destaça-
-se a conclusão de muitos projectos de reabilitação de
sistemas de abastecimento em Maltanje e Luena, de águas
subterrâneas no Bengo, Cunene e Huíla Os resultados
produzidos cotm os esforços desenvolvidos não produzaram
os Impactos desejados, porquanto os investimentos
realhzados na produção não foram complementados com
mwvestumentos no dornímo do transporte e da distribuição
O abastecimento de Água e saneamento deve atender às
necessidades das populações no sentido de lhes
proporcionar as condições básicas de habitação e a garantia
de acesso a um consumo mínimo de 135 bitros de água per
capila/dia Nesta fase deverá proceder-se à clarificação
legal das responsabilidades instituctonars, de forma a dotar
as entidades com as competências adequadas de forma a
poderem exercer devidamente 0º seus mandatos Assim,
devem ser reforrmuladas as políticas do sector no sentido de
produzir os instrumentos legais, que permitam o
fornecimento de serviços com o mímmo de qualidade e à
preços acessíveis Embora as pessoas ocupem a primeira
prioridade, o objectivo vai também no sentido de
proporcionar condições ao fornecimento de água às
actividades económicas, condição básica do seu
funcionamento efectivo
No demínio das obras públicas — de imervenção directa
do Estado, enquanto garante do fornecimento e manutenção das infra-estruturas físicas essenciais e básicas, são
de destacar as infimeras reabilitações de estradas, pontes e
aeródromos, no âmbito do Programa de Reabilitação de
Infra-Estruturas (PRINF) A redinamização do sector das
obras públicas tem constituído motivo para o relançamento
das indústrias de construção, tais como o cimento, os
derivados do cimento, as cerâmicas, a carpintaria metálica
e de madeira, às tintas é os vernizes e a metalurgia À
capacidade de realização no sector das obras públicas fo)
constrangida pelos escassos recursos financeiros disponmbrlizados face à necessidade de intervenção requerida
decorrente do estado degradado das infra-estruturas
básicas
O comércio, os transportes, as comunicações, os bancos
C OS Seguros — nas Contas Nacionais denominados como
Sectores Mercantis e no contexto dos quais mais a
acuvidade puramente privada ocorre — apresentaram
desempenhos francamente positivos, não apenas durante o
Ano transacto, como em anos anteriores Em conjunto, estas
actividades representam a segunda maior contribuição para
o PIB, com cerca de 15%, e têm evoluído a uma taxa
média anval em redor dos 8% entre 2006 e 2003 Em
particular
nos transportes rodoviários, foram levadas a efeito
mechdas tendentes a liberalizar o exerçício da
respectiva actividade, e a merementar o tráfego
mter-regional,
nos transportes ferroviários ocorreu o enício de
implementação do estudo da rede ferroviária
nacional, o aumento da capacidade de
transporte do Caminho de Ferro de Luanda, à
reabiiitação de 94 quilómetros do Caminho de
Ferro de Benguela e a consolidação da via do
Carunho de Ferro de Moçâmedes,
foram desencadeadas acções conducentes à
recstruturação e relançamento das empresas
públicas TA AG, Unicargas, Secil, TCUL e dos
Portos de Luanda, Lointo e Amborm
Contudo, o estado das mfra-estruturas básicas, como
estradas, pontes, caminhos de ferro, etc , condicionaram
fortemente o desempenho do sector, traduzido nos
consideráveis custos de transacções decorrentes da sua
utilização
Foi registado um aumento do volume das mtenções de
investimento privado de cerca de USD 322,3 milhões, em
2002, para cerca de USD 539,5 milhões, em 2003 O
volume de investimento aprovado também aumentou, de
cerca de USD 23,9 muihões, em 2002, para cerca de
USD 160,2 mihões em 2003
Da achvidade de fomento e apoio ao empresariado
nacional há a destacar que, a 31 de Dezembro de 2003, o
FDES tinha concedido créditos que se elevavam a cerca de
USD 35,9 milhões correspondentes a 176 projectos
aprovados No âmbito do programa «Novo Horizonte»
conduzido pelo INAPEM, o FDES concedeu financiamentos que se calculavam, a 31 de Dezembro de 2003, em
cerça de USD 2,6 milhões abarçando 1806 pequenos
empreendimentos
QUADRO 12
Taxas anuais médias de crescimento a preços de 1992 (%)
[es Ta 2 Tas]
Fetróleo, gás e refinados 10 20656 22
Inamantes c outros 19,5 2,1 19,8
TIndústna transformadora 3,8 10,3 11,9
Energia e óguas 10,0 21,3 92
Construção » obras públicos 8,5 10,0 12,6
Serviços mercantis 6,0 115 98
Serviços não mercantis 10 2,5 19
PIH à preços de mercado 5,2 132 52
YFONTR INFC/AMINPLAN Consar Nacionais
3. Agenda Social do Governo
As condições sociais da população — grosso modo
determunadas pela capitação do PIB, e que em 2003 pode
ter sido de cerca de USD 950,00 — ainda não experimentaram as alterações profundas que são de esperar numa
situação de paz e de estabilidade política Por 1550, o
Governo elegeu o domínio social como um dos mais
importantes dos respectivos orçamentos para 2002, 2003 e
2004 À Agenda Social do Governo relativa à 2003 foi,
Justamente, orientada no sentido da valorização dos
recursos humanos, através da melhoria da prestação dos
serviços de educação, saúde e assistência social e pela
vertente da política de rendimentos e preços
Comparando perfodos homólogos, registou-se um
aumento do salário médio nominal de cerça de 34% e foi
estabelecido 5 Salário Mínimo Nacional num valor
equivalente à 50 usd/mês, conforme recomendado pelo
Conselho Nacional de Concertação Social
Na saúde apesar das condicionantes trazidas pelas anda
constantes movimentações das populações, foi possível
levar a efeito uma política de saúde que tocou aspectos
diversificados como a vacinação contra à poliomuelite, o
sarampo e outras aendeémias, à reabilitação de 1infraestruturas da saúde como hospitais e postos de saúde, a
valorização do pessoal médico, de enfermagem e auxihar,
a melhoria e a extensão do sistema de diagnóstico e
tratamento da malária, tuberculose, tripanossomíase,
HIV/SIDA, doenças drarrercas e respiratórias, ete
Na educação, são de destacar os resultados alcançados
em 2003, na extensão do ensino do 1º nível a todo o
território nacional — pela primeira vez desde a
independência — traduzidos num aumento de quase 48%
dos efectivos totais O número de alunos inscritos neste
nível ultrapassou em 37% a previsão, e que quer dizer que
aproxumadamente um milhão de crianças regressaram à
escola Mas são ainda de destaca:
a reabilitação, ampliação e construção de instalações
escolares em diversas províncias e de estruturas
ligadas ao Ministério da Educação e Cultura
(como as da Inspecção Nacional),
e aumento dos efectivos escolares nos restantes
níveis de ensino (22,5% nos Tl e TM níveis) e
89% no ensmo médio,
o aumento dos efectivos universitários na
Universidade Agostinho Neto (17 366 em
2003)
À situação da assistência social e humanitária sofreuo,
em 2003, alterações substanciais, caracterizadas,
principalmente, por uma intensa movimentação das
populações, abandonando as áreas de acolhimento à
procura de familiares, retornando às áreas de origem e
destino final em busca de melhores condições de vida Às
necessidades da assistência social e humanitária foram
satisfeitas significativamente, graças ao alargamento das
actividades humanitárias a toda a extensão do território
nacional, com maier mendência para as populações que se
encontravam em áreas consideradas críticas é m1macessíveis
Os esforços do Governo foram dirigidos para a
assistência às áreas de acolhimento dos ex-mibitares da
UNITA, seus dependentes e outras pessoas arrastadas pelas
circunstâncias, aos centros de deslocados, refugiados e às
Populações mais vulneráveis, nomeadamente, crianças,
1dosaos & portadores de deficiência De 18ual modo,
IBpensou-se a orientação da política social no sentido da
defesa dos direitos dos grupos vulneráveis e da promoção
do seu desenvolvimento
No quadro da criação de condições para as cnanças e o
resgate dos seus direitos de cidadania, à data de 31 de
Dezembro de 2003 foram distribuídas 2000 kits de
reunificação fambar em todo & País, às 3527 crianças
reumficadas às suas famílias, bem como, se procedeu ao
Tegisto, em Luanda, de 1539 crtanças de rua e em parceria
com o Ministério da Justiça, concluiu-se o registo de
nascimento de 263 859 crianças e adolescentes nas
35 áreas de acolhimento
No âmbito do programa de regresso e reassentamento
das populações afectadas directamente pelo conflito
armado, em 2003, regressaram às suas áreas de ongem ou
de referência 3 011 392 pessoas
Nesse processo de regresso, registou-se um maior
movimento de pessoas nas Províncias do Huambo
(439 292), Benguela (431 000), Cuando-Cubango
(536 531), Cuanza-Snl (404 890), Bié (230 640), Lunda-Sul
(167 585), Malanje (140 224) é Huíla (109 021), o que
representa cerca de 860% do total das pessoas que
Tegressaram: às suas áreas de ongem ou de referência até
Dezembro
O programa de regresso organizado e voluntário dos
Tefugiados e o retorno espontâneo dos angolanos, permibio
à Entrada de 200 000 pessoas vindas dos quatro países que
fazem fronteira com a República de Angola
O programa de desminagem prionizou as áreas de
reassentamento das populações, com acções de remoção
das minas, marcação e sinabzação das áreas minadas,
O DE 2004 2539
realização de actividades de pesquisa e de obtenção de
meios materiais para as acções de desminagem nas áreas
operativas nas Províncias do Huambo, Matangje, Bié,
Cuando-Cubango
Para os antigos combatentes e veteranos de guerra a
acção do Governo onentou-se no sentido do alargamento
dos efectivos, abrangendo, por conseguinte, o máximo de
efectivos Neste sentido foram abrangidos pelo si8tema a
nível de todo o País, 109 638 assistidos, dos quais antigos
combatentes 41 065, deficientes de guerra 28 305, viúvas
6411, órfãos 28 733 e ascendentes 5124 Deste número
foram reinseridos 2200 assistidos nos vários centros de
formação profissional à nível nacional, consoante as
especialidades
À semelhança da execução de acções de promoção €
desenvolvimento da mulher e de umidade e protecção da
família, no domínio da juventude e desportos foram
realizados programas específicos, visando designadamente
o crescunento e desenvolvimento do associativismo juvenil
e O Incentivo à actividade desportiva
No que tange à habitação social, foram implementados
projectos de melhoria das condições de habitabilidade das
populações, designadamente, airavés da construção de
habitações
No tocante ao emprego e formação profissional e
atendendo aos dados previsionais sobre a coação de novos
postos de trabalho no âmbito de projectos de fomento au
tnvestimento privado, pode-se afirmar que em 2003 a força
de trabalho ocupada terá rondado 632 546, aos quais se
podem acrescentar cerça de 2 milhões de pessoas ocupadas
no sector agráno de subsistência
Registou-se um relativo aumento da capacidade
formativa, desiguadarmente, através da formação 1unerante,
cujas unidades móveis percorreram uma boa parte das
províncias do País, tendo como resultado a formação de
3740 cidadãos no âmbito do projecto «Estamos Contigo»,
cujo escopo é à integração sócio-profissional de ex-
-militares das forças militares da UNITA
No capítulo da qualificação de funcionários públicos,
foram minstrados os cursos de formação de formadores
nas Províncias da Lunda-Norte e Sul, Zaire, Bengo,
Huambo, Huíla, Cunene, Namibe, Cuanza-Norte e Sul,
Cabinda e Benguela, criando-se para o efeito, as
respectivas redes de formação local
Com o Programa de aumento da oferta de serviços
básicos às populações das diferentes províncias pretendia-
-se o segumte
a sausfação da procura social de educação e de
saúde, através da reabilitação de escolas,
hospitais e postos de saúde,
o fornecimento de água e, aonde possível, de
electricidade, com o mtuito de melhorar as
condições de vida e diminuir as debilidades
samtánrias da população,
à reabilitação de estradas secundárias e terciánas —
fundamentais para a reconstrução das
Economias provinciais e aumento do seu grau
de integração imterna
Contudo, os resultados alcançados ainda estão aquém
de garantirem um acréscimo significativo da oferta
provincial dos serviços sociais
O grau de realização dos programas de investimento
público manteve-se baixo, pelas razões que mesmo ao
nível do País acabam por emergir como Lmitativas da
capacidade nacional de absorção Mas existiram outros
constrangimentos à variação da taxa de câmbio de
referência determinou a perda de valor das verbas
adjudicadas, a suspensão dos desembolsos durante o último
trimestre de 2003 adiou à conclusão de várias obras, o
difícil acesso a determinados municípios enfrentaram
limitações severas nos respectivos ritmos de reabização, o
comportamento desonesto de certos empresários retardou a
conclusão de determinadas obras e a falta de rigor na
fiscalização, detectada pela desproporção entre execução
financeira e realização física e as vezes pela má qualidade
das obras
TE. Objectivos para 2005-2046:
1. Objectivos gerais:
O Programa Geral do Governo para o período
2005/2006 v1sa os seguintes objectivos gerais
1 Consolidação da paz e da reconciliação nacional
2 Edificação das bases para a construção e uma
economia naciona! mtegrada e auto-sustentada
3 Restabelecimento da Administração Central do
Estado em todo o território nacional
4 Desenvolvimento dos Recursos Humanos
5 Desenvolvimento harmonioso do terntónio
6 Consolidação do processo democrático
2. Objectivos específicos:
O Programa Geral do Governo para 2005/2006
perseguirá os seguintes objectivos específicos
11 Continuação da reintegração social e produtiva dos
desmobtlizados e pessoas deslocadas durante a guerra,
12 Melhorar a prestação dos serviços sociais básicos e
promoção da harmonia social,
21 Consolidação do proçesso de estabilização macroeconómica garantindo a estabilidade monetária & cambial e
a redução da inflação,
22 Reabilitação das infra-estruturas,
23 Diversificação e aumento da produção interna de
bens e serviços,
24 Revitalização da economia rural e restabelecimento
dos circuitos económicos e comerciais em todo o ternitório
nacional,
25 Erradicação ou redução significativa da fome e da
Miséria,
26 Aporar o desenvolvimento dao sector privado,
27 Aumento do nível geral do emprego e melhorar
progressivamente a remuneração do trabalho,
31 Aprofundamento da reforma da administração
pública, do sistema financeiro e da justiça,
41 Execução célere da reforma do sistema de
educação & ensino,
51 Distribuição equilibrada do rendimento nacional e
eliminação das assimetrias regionais,
6 1 Início da reforma da comunicação social,
62 Reforço da capacidade institucional e técnmico-
-matenal dos meios de comunicação social,
63 Criação das condições matenais e técnicas para à
realização das eleições gerais
Metas Globais:
QUADRO 3 1
Metas macroeconómicas
mes [eTETE]
Inflação (%) 364 | 150) 100
Produto interno bruto a preço de mercado
(Kz 1 000 006 006,00) 1545] (874| 2398
Taxa de crescimento real do PIB (%) n7 16,1 22,6
Sector petrolífero (%) 13581 214|/ 353
Sector não petrolifera (%) 91t 104| US
Recculas fiscais (% doPIB) 36,7 24,1 32,0
Despesas fiscais (% do FIB) 42,0 43 39,7
Saldo global Jas coutas do Governo na
base de compromisso (7% do PLB) 53 -8,5 77
Saklo primário (% do PTB) 30] 46) -53
Crescimento das exportações (%) 79,1 19,0 724,0
Crescimento das importações (%) 12,5 201 12,6
Variação das reservas internacionais
líquidas (milhões de USD, + aumento, -
-perda) 1238 654 467
Saldo da conta corrente da balança de
pagamentos (% do PIB) 3 k| 1
Fontes dns dador — Exumativas do Insotuio Nacional de Estatística de Angola (LINE)
MINPLAN MINFIN e BNA)
QUADRO 32
Indicadores reais: metas globais (%)
o Bee o [anos [ amos|
Agncultura 5 pescas 156 [| 18,1
Indústria extractiva 19,7 | 32,0
Peiráleo 21,4 | 35,3
Outras 18 | 33
Tndúsirta transformadora 150 | 16,5
Energia eléctrica 130 | 150
Construção 16,0 | 18,5
Comerao 10,9 | 11,4
Serviços 35 [| 40
Fonte Estimanva MinPlav[INE
QUADRO 33
Indicadores sociais: metas globais
e Inamaders o] aos | 2006 |
Educação Taxa bruta de escolanzação (%) *
Imoiação 1181 118,7
Ensino primário 135,5 130,9
Ensino secundáno 21 24,0
Ensino anpenor 20 25
Saúde
Reduzir à taxa de mortalidade das cnanças
menores de 5 anos (5%)
Roduzir a iaxa de desouinção das cnanças menores de 5 anos (%)
Reduzir à mortabdade entre as mulheres com
complicação obstétrica (%)
Género
Garantir a participação femunma em cargos de
destaque (%)
Reforçar à qualificação profissional das
mulheres (%)
Juventude
Redução do cluma de intolerância entre os
Jovens (nº beneficiários) 1500 000
Cooperação entre jovens (n * beneficiários) 2 500 000
Desporto
Desporto para todos (nº beneficiários) 500 000
Desporto na escola e umvcersidade (o * benefi-
Cários) 1009 DIO
Desporto para portadores de deficiências (nº
beneficiários) 356 000
Cultara.
Aumentar o número de utilizadores das 10st-
Wwições culturais (%)
* Resultado do valor global de pessoas em dade escolar regular é não
regular
O DE 2004 2541
QUADRO 34
Assistência social: metas a atingir no final de 2006
a Ae O | enencários|
Programêes mfanhis comunitários 80 000
Rmmficação c colocação nas famílias 60 000
Colocação de crianças core O e 2 anos em
aee novas mães 2000
Colocação do cnanças em novas famílias 15 000
Capacitação de técnicos sociais especial
zados em delinquência € recuperação de
menores 3 500
Assistir a pessoas em situação de
wvolnerablidade 1 000 000
Reiniegrar e promover a auto-sustentabilidade de famílias 330 000
Asmettca | Assistências social a pessoas idosas
epromoção | anternadas em lares 2000
soe! | Apetrechar lares de etendimento à pessoas
1doras 4
Garanis a ocupação de tempos 11VrIes à
pessoas idosas 15 600
Reparação de angolenos refogiados 400 000
Reabilitas é integrar pessoas portadoras de
Portadores | deficiência 70 600
Ae dera Reabibtar integralmente pessoas portadoras
de deficiência e suas famíbas 10 000
Remtegra
ção socral 239 788
dos ex-moly-
tares
Consatuição de mito bngadas de sapadores! — Zonas de
Demma- | Para o5 camunhos de ferro (CFB, CFL e | influência
cem CFM) e terrenos cultiváveis dos Caminhos
de Ferro
TV. Políticas e Medidas de Políticas:
4,1. Políticas e medidas de política no domínio
macroeconómico;
Não obstante os importantes progressos registados
durante o biémio 2003-2004, sobretudo em matéria de uma
mais clara tendência de estabilização do nível geral dos
preços e do valor da moeda nacional, o quadro macroeconómico angolano continua a apresentar sinais de
desequilíbrios mternos e externos
Tanto a posição fiscal, como à da balança de
pagamentos, apresentam sinais de vulnerabibdade à uma
queda inesperada do preço internacional do petróleo Uma
eventual variação negativa no preço médio por barril do
petróleo, em lmbha com a sua propensão histórica, acarreta
o n18co de reverter a evolução da tendência decrescente do
déficit fiscal De 12ual modo, pode deteriorar-se, mais
a10da, à já débil posição global da balança de pagamentos,
provocando uma queda sdicional das reservas
Internacionais Kíquidas
À estas fragilidades acresce à problemática da dinâmica
da dívida externa À acumulação rápida da dívida externa
garantida pelo petróleo denorminada em dólares, implica
que o trepar do fardo das futuras obrigações financeiras
pode vir à comprometer a consolidação fiscal a médio
prazo
Quadro macro-económico comparativo 2002-206
[ato TE
[ 2002 [ 2003 | 2004 | 2005 T 2006 |
Infração (%) 106,0) 76,7 36A4/ 150 10,0
Produto interno bruto à
preços de mercado
11 000 000 009,00) 471,60 10319] 15450] 1874,0] 2399,0
Tuxa do crescimento do
FIB (%) 51 3AJ 117) 161) 26
Sector pertolifero (%) 144/ 10 18/ 2 35,3
Sector não petrolífero] 25,0 Tó 91/ 104/ 119
(%*) 3,8
Receitas fiscais (%FIB) 40,4) 375 36,7) 41 320
Despesas fiscais ($ PIB) | 479) 447 42,0 43) 397
Saldo global das contas do
Governo na base de
compromisso (% do
PIB) 751 72) 53) 85) 7
Saldo primario (% do
FIB) 331 7) -30) -46/ 53
Crescimento das exporiações (4%) 27,5) 143] 29: 1006/ 240
Crescumento das 1mportações (%) 18,3) 457 12,5] 201 16
Variação das reservas
internacionois líquidas (milhões de USD,
+ aumento -perda) -207/ 301 1238 654 467
Saldo de conta corrente da
balança de pagamentos
(% do PIB) 14/ 57 3 k 1
Fontes dos dados — Estumanva do Instúvto Nacional de Estetistica de Angols (INE),
NINPLAN MINFINcBNA)
O quadro macroeconómico para o biénio de 2005 e
2006 prevê a consoliâação dos ganhos já obtidos e o
aprofundamento da correcção dos desequilíbrios macroeconómicos ainda existentes Neste sentido, às metas de
inflação estabelecidas para o período são de 15% e 10%
respectivamente, partindo de uma taxa de inflação, fim de
2004, estimada em 36,4%
Em termos de perspectivas para o sector real da
economia, prevê-se que o Produto Interno Bruto conheça
um forte crescimento real nos dois anos (16,1% e 22,6%,
respectivamente), proporcionado, principalmente, pelo
rápido crescimento da produção do petróleo bruto
No plano fiscal, o Governo estabelece, com o propósito
de reforçar o balanço da sua operação financeira, um
déficit do saldo global das contas do Governo de 8,9% e
7,7% doa PIB, respectivamente em 2005 e 2006 Para
atingir esta meta, o Governo pretende aumentar
ligeiramente para 43% em 2005 em comparação com a
previsão de 42% para 2004 e reduzir para 39,7%, em 2006
à proporção das despesas total no PIB
No plano externo, o Governo perspectiva o fortalecimento da posição global da balança de pagamentos,
patenteado no inçremento das reservas Internacionais
líquidas e no registo de superavic de cerca de 3% e 1% em
2005 e 2006 respectivamente do PIB no saldo da conta
corrente da balança de pagamento
1.1. Políticas e medidas de política orçamental
O Governo tem à responsabilidade de prover bens e
serviços públicos ou semi-públiços básicos, como são a
defesa e segurança, à saúde e a educação, o saneamento
básico e a preservação do ambiente, as infra-estruturas c os
SEIVIÇOS ECONÓMICOS
A Política Orçamental de Governo privilegiará
fundamentalmente o financiamento dessas acções Para o
efeito, o Governo assegurará, por um lado, a máxima
arrecadação de recestas fiscais, sem elevar a carga
tributária, mas procurando reduzir eventuais fugas ao fisco,
e alargando, quando possível, a base tributária Por outro
lado, far-se-á recurso ao financiamento interno e externo,
sendo que o nível do défice orçamental não deverá
ultrapassar os 8,9% e 7,7% do PIB, respectivamente nos
anos de 2005 e 2006, observando-se assim um nível de
endividamento sustentável O recurso ao financiamento
Interno será ferto, fundamentalmente por emissão de títulos
da dívida, contranaodo a tendência de anos anteriores em
que se acumularam volumes substanciais de atrasados
À intervenção do Governo em acções de fomento da
actividade económica mterna passará pelos m1mstrumentos
criados para o efeito, designadamente o Instituto Nacional
de Apoio à Pequena e Média Empresa (INAPEM) e à
Fundo de Desenvolvimento Económico e Social (FDES),
nos marcos do estabelecido na Lei nº 14/03, de 18 de
Julho — Lei da Fomento do Empresariado Privado
Angolano, a qual deverá ser regulamentada Por seu tumo,
à concessão de mcentivos fiscais e aduaneiros obedecerá
ao estabelecido na Lei nº 17/03, de 25 de Julho — Le: sobre
os Incentivos Fiscais e Aduaneiros ao Investimento
Privado
Especificamente, as políticas e as medidas de política
constam do documento de Orçamento Geral do Estado
1 SÉRIE — N.º 104 — DE 28 DE DEZEMBI
1.2. Políticas e medidas de política monetária e
cambial:
Os resultados obtidos no decurso dos últimos anos em
maténa de preços encorajam a perseguir com as medidas
de política no domínio monetário e cambial, com o
propósito de consolidar a estabilidade de preços tão
necessária para a retoma do crescimento económico do
sector não petrolífero
Neste sentido constituem medidas de política
controle ngoroso da massa monetária,
regulação do nível de liquidez da econonma,
desenvolvimento das operações com títulos
públicos, emitidos pelo tesouro (Bilhetes do
Tesouro — BT e Obrigações do Tesouro — OT)
e pelo Banco Central (Títulos do Banco Central
— TBCO),
desenvolvimento das operações de mercado aberto
fopen market) através da compra e venda de
títulos da dívida pública pelo BNÁA,
à taxa de juro a praticar pelo BNA nas operações de
open market, à designada «taxa básica» passará
a ter um papel decisivo na orientação da
política monetária,
a fixação de reservas abngatónias sobre os depósitos
bancários, particularmente quando ocorra
excesso ou msuficiência estrutuml de liquidez
do sistema financeiro,
dinamização do mercado secundáno de títulos,
ajustar as taxas de redesconto em função dos
objectivos da política monetária,
manutenção do regime de taxas de câmbio flutuante,
consolidação das medidas sobre a tiberalização das
operações de mvisíveis correntes
No que concerne ao desenvolvimento do sisiema
financeiro, durante o período de vigência do Programa, as
acções a serem desenvolvidas deverão ser orientadas para
!ncentivar o aumento da taxa de povpança da
população e dos agentes econórmucos em geral,
com a cnação de estímulos reais dos quais à
taxa de juros será o mais importante,
melhoria da qualidade da oferta dos produtos e
serviços disponíveis, através da expansão da
rede de balcões e em particular com à
diversificação dos instrumentos de pagamento
alternativos ao papel-moeda,
atender a procura da população e das ermpresas por
serviços de boa qualidade a custos razoáveis,
incrementar à concessão de empréstimos de médio e
longo prazos,
RO DE 2004 2543
promover o aumento e diversificação de minstituições
de intermediação financeira,
instituir um mecanismo de garantia de crédito,
estruturar e desenvolver as micro-finanças, e,
promover o crédito à habitação
1.3. Políticas e medidas de política de rendimentos
Ee preços:
De modo à assegurar a preservação do poder de
compra, o Governo assegurará que os aumentos dos
salários e vencimentos só ocorram como resultado de
ganhos de produtividade ou da racionalização das
despesas
Tendo sido alcançada uma relativa estabilidade
cambial, o salário mínimo nacional — estabelecido num
nível nominal equivalente a USD 50,00 — será ajustado
anualmente com base na inflação esperada, bem como
adoptar-se-ão medidas com vista ao aumento progressivo
deste valor por sectores ou ramos de actividade económica
e em função da produtividade e desempenho dos mesmos
Assim, continuarão a ser privilegiadas as seguintes
medidas de política
ejustamento do sistema retribuitivo da admimstração
púbhca,
actualização penódica dos vencimentos da função
pública, de acordo com a taxa de imflação
esperada,
ajustamento da 1s5enção da tributação sobre o
rendimento do trabalho com o aumento da base
e da progiessividade nos escalões mais
elevados,
aumento da taxa de contribuição para a segurança
social mediante trabalho de auscultação e
concertação com 08 parceiros sociais,
melhoria do nível das pensões e das prestações
imediatas da segurança social,
revisão do sistema de preços adequando os seus
regimes,
estabelecimento & zegutlamentação de um regime de
comparticipação do Estado nos preços de
medicamentos,
estabelecimento da obrigatonedade de operadores
específicos a preencher as folhas de cálculo dos
Preços,
levantamento das estruturas de custa dos produtos
sensíveis,
instituição de um mecanismo de ajustamento
automático dos preços dos combustíveis
denvados do petróleo bruto, tendo em conta a
variação dos preços no mercado internacional e
da taxa de câmbio, e
elaboração da lei da concorrência
Por outro lado, o Governo vai continuar a acompanhar,
de forma sistemática, os preços de mercado dos cabazes
básico e médio, com o objectivo de se prevenirem
eventuais anomalias À sistemática de acompanhamento
dos preços vai ainda ser reforçada com à implantação da
colecta, análise e acompanhamento de preços dos matenais
€ serviços básicos da construção civil
No âmbito de organização dos mercados, deverá
produzir-se legislação reguladora com o objectivo de
Incentivar à produção e comercialização dos produtos
nacionais
1.4. Política e medidas de política do sector
externo
À política do sector extemo do Governo, que persegue
a promoção das exportações e o desenvolvimento de modo
competitivo de sectores económicos com potenciais
Vantagens comparativas face ao exterior, continuará a ser
observada Para o efeito, será promovida a produção
nacional por via da concessão de subsídios dirigidos ou à
concessão de incentivos financeiros e fiscais às empresas
que detenham efectiva ou potencialmente capacidade de
satisfação da procura mterma com bens e serviços, com a
qualidade dos padrões internactonais é produção de bens e
serviços para exportação
Nessa perspectiva, o nível das tarifas será estabelecido
de modo proporcional à capacidade efectiva e potencial de
produção terna dos bens e serviços considerados na pauta
aduaneira
Os mecanismos de mercado que promovam o equilíbrio
das contas externas, cuudando-se dos fundamentos macroeconómicos que determinam as taxas de câmbio reais de
equlíbrio serão, também, observados, tendo como fim
assegurar a competitividade da m1ndtstria nacional
4,2. Políticas e medidas de política no sector real da
economia
À actual situação da economia angolana recomenda o
desenvolvimento de acções concorrentes para a
diversificação da produção com vista à MINIIMIZAI OS
efeitos da sua vulnerabilidade decorrentes da forte
dependência do sector petrolífero Os objectivos gerais
bem como os específicos assumidos em torno do Programa
Geral do Governo revelam a necessidade da abordagem da
recuperação económica assentar no sector não petrolífero
como o garante do emprego e do crescimento económico
consentâneos com a necessidade de erradicação ou redução
sigmficativa da pobreza
Assim, os objectivos que serão perseguidos pelos
sectorês bem como as políticas c medidas de política a que
concorrerão para a implementação dos sub-programas são
as que se seguem
4,21. Agro-pecuária
Objectivos
Os objectivos para o sector agrário no biénio
2005/2006 visam o desenvolvimento sustentável e
mtegrado e são os que se seguem
minimizar/combater, de forma sustentada, a fome e
a pobreza,
Teactivar a economia rural,
contribuir para a satisfação das necessidades
alimentares do País e para o bem estar das
populações,
aumentar à produção alimentar, com base na
rezhilitação das capacidades produtivas do
sector camponês e do sector empresarial
pnvado, agro-pecuáno e florestal,
promover dos fluxos de comércio alimentar entre o
campo, as zonas peri-urbanas é urbanas,
Incentivar e estimular o sergumento de explorações
agro-peciárias e florestais comerciais,
enquadrar os destocados, refugiados e desmobilizados com vocação agrária nas actividades e
nos serviços de apoio ào sector agrário
Políticas e medidas de política
Lmhas de acção que contribuem para o prosseguimento
dos objectivos enunciados
apostar num programa de investimentos públicos
estruturante, onentado para a aplicação racional dos recursos financeiros disponibilizados
numa dupla visão (t) apoio à recuperação e
expansão das mfra-estruturas básicas (canais de
1rIgação agricola, caminhos, etc ) de forma a
criar as condições para atracção do investimento privado, e (11) fomento de produções
alimentares, com base na reabilitação do sector
camponês e no desenvolvimento do sector
empresarial agro-pecnário,
fomentar a produção de bens que contribuam para à
redução das importações em bases competitivas, através da introdução de técmcas como
a agricultura de precisão que possibilita uma
elevada produtividade dos solos e um impacto
benéfico em termos ambientais,
organizar e programar a produção, multiplicação e
distribuição de sementes de forma a satisfazer à
curto prazo as necessidades dos agricultores,
designadamente nas culturas alimentares de
base,
orrentar o mvestimento privado para as principais
fileiras de produção, designadamente através
de incentivos como o apoio técnico à escolha
das melhores localizações, à construção de
1mfra-estruturas, equipamentos e meios de
transporte nas explorações e facilidades de
crédito,
promover o desenvolvimento do comércio no meio
Tural, visando à reposição dos crremtos e dos
fluxos bilaterais de comércio entre o campo e à
cidade Neste contexto, às infra-estruturas de
armazenamento e os cireutos de distnbuição e
recolha, quando bem estruturados, desempenham uma função determinante e reguladora,
aumentar da produção florestal e expansão do
repovoamento florestal, bem como o relançamento da apicultura,
reactivar da fileira do café cuja produção e comercialização são actividades de capital importância para o desenvolvimento do empresariado
com basc em pequenas e médias explorações e
do suporte da economia familiar das populações rurais,
reabilitar/reactivar e instalar as infra-estruturas de
apoio à investigação, extensão e desenvolvimento rural, com destaque para os empreendimentos de hidráulica agrícola e engenhana
rural, de transformação primária, conservação e
Armazenagem,
desenvolver o sistema de investrgação agrária,
visando criar as condições para a produção
local de sementes e propagá-los certificados do
ponto de vista genético e sanitário, o melhoramento das raças locais e o combate das
endemias e epidemias de animais
4,2,2, Pescas
Objectivos
No sector das pescas, no período 2005-2006 pretende-
-Se perseguir os seguintes objectivos
desenvolver de forma sustentável à pesca angolana
através da adequada gestão dos recursos
habêuticos tendo em vista a sua utilização
duradoura,
melhorar as infra-estruturas de apoio às pescas, da
rede de distribuição, compreendendo designadamente portos e terminais pesqueiros e entrepostos frigoríficos,
RO DE 2004 2545
aumentar o aprovisionamento alimentar de peixe,
como via para o combate à pobreza e à fome,
reforçar a investigação científica aplicada às pescas
e à aquicultura e difundir e adoptar tecnologias
pertinentes,
reforçar a capacidade mstitucional, em particular no
domírmno da fiscalização pesqueira
fomentar e apoiar à pesca artesanal (marítima e
continental)
2, Políticas e medidas de política
Para alcançar os objectivos fixados impõe-se que se
desenvolvam as políticas e as medidas de política que se
Passam a enunciar
Tecuperar, modernizar e organizar à pesca semi-
“industrial enquanto gérmen de uma futura
pesca industrial dinâmica Cerca de 108 embarcações, a quase totalidade da frota, encontra-se
paralisada, por obsolescência e deficiências
várias Parte dela é possivel ser recuperada, se
surgirem apoios específicas Neste âmbito,
preconiza-se o estabelecimento de knhas de
crédito para a recuperação, equipamento e
construção de novas embarcações,
fomentar e apoiar à pesca artesanal, quer marítima
quer continental Esta política deverá envolver
investimentos pouco vultosos e gerar a criação
de um número significativo de postos de
trabalho Preconiza-se à disponibilização de
linhas especiais de crédito e de nmucro-crédito,
apoios à fundo perdido para a aquisição €
modernização de embarcações e fabrico e
reparação de artes Especificamente no tenor
prevê-se promover pólos de desenvolvimento
integrado, combinando a produção pesqueira
com a agrícola e pecuária,
desenvolver a aquicultura, actividade em que o País
possu: excelentes potencialidades À exploração desta lmha de política pressupõe a aposta
na Investigação científica neste domínio e a
construção de infra-estruturas apropriadas,
como estações piloto e escolas de formação,
providenciar melhores condições de apoio às pescas
Trata-se de recuperar infra-estruturas de
suporte, por tim lado, à acostagem e operações
de embarque/desembarque &, por outro lado, à
reparação, manutenção e construção de embarcações,
melhorar a rede de distribuição do pescado fresco,
refrigerado, congelado, seco e de sal Visa-se
construir e instalar redes de frio, entrepostos
frigoríficos e peixarias em todo o País,
constituir consórcios de comercialização de
pescado e adquirur meios de transporte frigorífico é de carga geral,
revitalizar à indústria transformadora do pescado de
forma a reduzir à dependência externa em
congelados e transformados Prevê-se, em
concreto, construir é montar fábricas de
conservas e de farinha e óleo de peixe, para
além de uma aposta nos congelados e prépreparados e, ainda, incrementar os níveis de
produção de sal e de perxe seco,
reforçar a capacidade empresarial existente e jançar
as bases para a organização e estruturação do
sector,
preservar a qualidade do pescado e garantir a defesa
do consumidor Esta linha de política prevê,
para além da melhoria das condições de
descarga e distnbuição do pescado, um maior
controlo sanitário e à certificação de produtos,
reforçar o sistema de formação de quadros completando o ciclo do sistema técnico-profissional
das pescas
2.3. Indústria transformadora
Objectivos
Para o brémo 2005/2006 é possível estabelecer um
conjunto de objectivos, que se enquadram numa visão de
longo prazo e, assim, possam contribuir para criar às
condições de relançamento da indústria do País segundo a
lógica contida na «Estratégia de Reindustrialização de
Angola»
Neste contezto, são importantes os seguintes
objectivos
estancar a degradação industrial,
criar um ambiente adequado à atracção do
mvestunento nacional e estrangeiro;
reforçar as instituições relacionadas com à
actividade industrial mediante à criação de
Iimstrumentos operacionais de apoio à
actividade mdustrial,
criação de uma indústria nacional moderna e
eficiente destinada à ser o principal motor da
economia com grande capacidade de gerar
emprego
Políticas e medidas de política
As medidas que permitem o lançamento de uma
indústria nacional, moderna & eficiente, motor do
desenvolvimento económico e com grande capacidade de
criar empregos qualificados e de prestar um grande
contributo, à sabsfação das necessidades internas é à
diversificação das exportações, são
o desenvolvimento de actividades que satisfaçam
necessidades básicas da população e que
paotençiem a criação de elevado número de
empregos (alimentares e agro-indústrias,
produtos de elevado consumo como as bebidas,
óleos, margannas, sabão, produtos de limpeza e
de higiene, artigos de plástico de uso doméstico, louça de alumínio, tndústrias do vestuário
e calçado, matenal escolar e produção gráfica,
etc),
dar atenção aos sectores produtores de matenais de
construção (barro vermelho, varão de aço para
construção, artefactos de cimento, louça
sanitária, tintas colas e vernizes, serrações de
madeira, carpintanas, produção de alfaias e de
ferramentas agrícolas, etc ) orientados para o
mercado interno,
dar atenção aos sectores com implicações
horizontais em outras actividades produttvas
(metalomecçânica, recauchutagem de pneus,
embalagens metálicas, fundição, pequenos
instrumentos e equipamentos agrícolas, cabos
eléctricos, etc ),
desenvolver unidades de reparação, conservação e
manutenção (manutenção e reparação mecânica
e eléctrica, serralhanas, produção de pequenas
Feças, construção e reparação naval, etc),
aumento da qualidade da produção através da
Imposição de normas de qualidade
2.4, Indústria extractiva não petrolífera
Objectivos
consolidar a dinâmica de crescimento dos subsectores dos diamantes, das rochas ornamentais
é das rochas idustriais,
assegurar a implementação da estratégia imtegrada
para o relançamento do sub-sector do Ferra e
Manganês e da Indústria Siderúrgica em
Angola,
proceder à reavahação do Projecto sobre os metais
básicos e nobres Ouro, Platina, Níquel, Paládio
e Cromo nas áreas de Rero-Corocça,
promover o aproveitamento das maténas-pruinas de
origem mineira, para o apoio à indústria
transformadora, agricnltura e construção civil,
assegurar a implementação da estratégia dos
TECUTSOS Agro-minerais,
angolanização dos quadros do sector, e,
assegurar a implementação da estratégia dos
minerais betunmunosos
Políticas e medidas de política
Incentivar a promoção de projectos em parcena, no
âmbito do sector diamantífero, entre à
Endiama, outras empresas angolanas e
Investidores estrangeiros,
dmanuzar o funcionamento da Endiama Pesquisa e
Produção,
dar continuidade ao processo de outorga a privados
de concessões para a exploração de diamantes
em função dos critérios já aprovados pelo
Governo,
dar continuidade ao relançamento do sub-sector das
rachas omamentais,
dar continuidade a outorga de direitos mineiros a
empresas especializadas para assegurar o
reforço da base infra-estrotural geológica e
INIDeIra, Com à comparticipação de empresas
angolanas,
desenvolver a cartografia geológica do território
nacional e recuperar os laboratórios técnicos e
melhorar a base de dados geológica e mineira
do País,
reforço do sistema de mformação geológico mineiro
e capacitação de quadros,
reorgaruzação e actualização do cadastro mineiro
4,2.5 Indústria petrolífera
Objectivos
O programa da indústria petrolífera para o biénio
2005/2006, tendo em vista uma maior e melhor
racionalidade económuca do sector, definiu os seguintes
objectivos à atingir
mntrodução de melhorias significativas aos níveis da
pesquisa, desenvolvimento e produção do
petróleo bruto e do gás e da sua comercialização, quer no mercado interno quer no externo,
preparação e actualização da regulamentação do
exercício da actividade petrolífera,
qualificação dos recursos humanos do sector,
implementação de uma política de promoção da
participação dos empresários angolanos no
sector com o objectivo de alargar a base
industrial do País, designadamente em áreas
menos exigentes em recursos tecnológicos e
financeiros,
RO DE 2004 2547
aprofundamento técnico-económico das potenciahdades de extensão da cadeia de valor da
1ndústna petrolífera,
alargamento da comercialização à todo o terntório
nacional de combustíveis,
redução dos desperdícios, com relevo para os
derrames
Políticas e medidas de política
Com vista a prosseguir os objectivos definidos são
apontadas as seguintes linhas de acção
alargamento das pesquisas às bacias interiores e
cessação das prorragações dos períodos de
pesquisa, de forma a permitir que a Sonangol
P&P exerça o papel de operadora como
instrumento de diversificação das companhias a
operar no País,
optumzação dos custos de mvestumento em pesquisa
e desenvolvimento, através do uso de novas e
comprovadas tecnologias,
reabilitação ou desenvolvimento de parques de
stockagem de combustível, a expansão da rede
de revenda de lubrificantes, gás butano e
propano e a potenciação de sinergias entre
vários ministérios e Governos Provinctais,
actualização do Plano Director do Gás <PDG)
durante 2005 é implementação dos projectos
para o aproveitamento do Gás Associado,
reforço das instituições do sector, bem como a
elaboração de um plano estratégico de
formação e gestão de recursos humanos,
elaboração e implementação de um plano nacional
de contingência contra os derrames,
início de construção da nova refinaria e o desenvolvimento do projecto Ángola LNG,
alargamento da comercialização a todo o terntório
nacional de petróleo 1luminante, particularmente para satisfazer as necessidades da pesca
e da agricultura
2.6. Energia e águas
Objectivos
satisfazer as necessidades de energia eléctrica e de
água potável immduzidas pelo processo de
reconstrução e desenvolvimento económico e
social do País,
utilizar de forma racional e sustentada os recursos
energéticos e hídricos nacionais, mediante a
promoção e desenvolvimento de programas
específicos e de instituições adequadas de
gestão,
prestar um serviço de qualidade mediante um
Erocesso de reforma e reorganização mstitucional, bem como assegurar a sustentabilidade
da actividade e a promoção da formação de
quadros
Políticas e medidas de política
reabilitação e expansão das capacidades de produção de eleciricidade e de água potável, bem
como as redes de transporte e distribuição de
energia eléctrica, de água potável e de saneamento de águas residuais,
optimização do aproveitamento da capacidade do
aproveitamento hidroeléctrico de Capanda no
Sistema Eléctnco Nacional, promovendo a sua
conclusão, o desenvolvimento do sistema
eléctrico Norte e a promoção da interhgação
dos Sistemas Norte/Centro e Centro/Sul,
reformulação do quadro institucional do sector
eléctrico, promovendo a desverticalização do
sector e a criação de estruturas na distribuição
mais próximas do consumidor, implementar,
ainda, os mecanismos legais e institucionais
que permitirão regular à actividade do sector
eléctrico,
reformulação do quadro instituciona! do sector das
águas, promovendo a constituição de estruturas
adequadas de gestão dos recursos hídricos e de
gestão dos sistemas de abastecimento de água e
saneamento básico e garantindo uma actuação
permanente, no sentido de assegurar a dispont-
WTaldade quantitativa da água para diferentes
Usos,
desenvolvimento de um quadro tarifário que garanta
a cobertura dos custos de exploração dos operadores, promova a recuperação de parte dos
Investimentos e proteja os grupos populacionais mais desfavorecidos,
promoção do desenvolvimento de fontes locais,
através da recuperação e construção de mim e
micro centrais hidroeléctricas, do aprovetrtamento da energia solar, eólica e da biomassa,
assim como das interbgações fronteiriças, onde
existam possibilidades e a sua viabilidade se
justifique,
início de um programa permanente de electrificação
nacional, dando destaque às Tegiões perinrbanas e rurais,
desenvolvimento dos programas de abastecimento
de água potável ao meio periturbano e rural,
com destaque para as regiões com maior
carência de água, mstalando sistemas de abastecnmmento comunitário,
actualização do Plano Director da rede eléctrica
Tacional e dos planos directores das redes de
distribuição de electricidade e das redes de
abastecimento de água e de saneamento de
águas residuais das cidades,
encorajar a participação das comunidades penurbanas e rurais, no desenvolvimento, manutenção e operação das infra-estruturas locais de
abastecimento de água e saneamento,
dar continuidade às acções de intercâmbio
internacional, desenvolvendo a interligação das
redes eléctricas nacionais com as demais da
África Austral e Central e promovendo a
actualização dos acordos internacionais ao
nível de bacia hidrográfica,
promoção de acções tendentes ao estabelecimento
de parcerias público-privadas,
promover a formação de quadros para o sector da
energia e águas
42,7, Construção e obras públicas
Objectivos
No biénio 2005/2006, a actividade da construção e
obras públicas vai continuar no prosseguimento dos
seguintes objectivos
reforçar a capacidade nacional de mtervenção e de
produção,
fomentar a actividade privada nacional,
racionalizar e melhorar o papel do Estado, através
do reforço das suas capacidades de regulação, a
nível técmeo e legal, promoção, fiscalização e
controlo da quabidade,
MCentivar e criar mecanismos no sentido de melho-
TAr o funcionamento do mercado, promover a
concorrência e incentivar a produtividade e a
redução dos custos,
implementar as parcerias público-privado no
domínio das infra-estruturas
Políticas e medidas de política
Assim as linhas de acção para prosseguir os objectivos
definidos para este sector são
dar prioridade à reabilitação de infra-estruturas com
sImergias fortes com os sectores produtivos e
sociais, traçando um programa que atenda
pnarntariamente aos trabalhos a desenvolver na
rede básica de infra-estruturas económicas €
nas infra-estruturas de apoio ao meio rural e
nas infra-estruturas sociais,
criar capacidade 10sttucional e técnica de licenciamento, regulamentação e fiscalização que
permita as melhores aplicações possíveis para
os dmheiros públicos,
definir uma políuca de retançamento das empresas
públicas para que estas possam jogar o papel de
regulador de preços no mercado O reequipamento das empresas com uma carteira de
encomendas vantajosa de reabilitação e gestão
deve constituir o alvo preferencial desta linha
de actuação,
lançar uma linha de actuação de protecção contra as
erosões e de combate à seca, tendo em conta os
recursos financeiros disponíveis e/ou mobil1-
ZÁVEIS,
prosseguir com a recuperação das infra-estruturas
rodoviárias,
reabibitarreconstru/construr os edifícios públicos
e monumertos e fomentar a construção social,
desassorear e regularizar os leitos dos rios em
gituação crítica,
criar as condições de apoio ao reforço e desenvol
vimento da capacidade do tecido empresarial
nacional,
continua: e combate à erosão e adoptar medidas
para a sua contenção
2.8. Transportes
Objectivos
Com base no plano estratégico definiram-se como
objectivos à atingir pelo sector dos transportes no perfodo
2005/2006, os seguintes
melhoria da qualidade dos transportes,
melhora das condições de manutenção das frotas,
aumentar 2 oferta de transporte rodoviário de carga,
reforçar a capacidade operativa dos portos,
melhorar a capacttação institucional do Estado,
intervir nos principais aeroportos do País,
modernizar o transporte aéreo,
aumentar a capacidade de transporte de passageiros
urbano e inter-provincial
Políticas e medidas de política
Para prosseguir os objectivos referidos será desenvolvido um conjunto de medidas de política
reabilitação pontual dos caminhos de ferro (por
troços) de forma a fazer funcionar os comboros
tos troços resbrlitados,
RO DE 2004 2549
ITecuperar e apetrechar os portos de forma a dinamizar os ritmos de carga e descarga de mercadorias, reduzindo os custos dos utentes,
reabilitação dos sistemas de smalização marítima,
recauipamento da TAAG,
agilizar as condições de embarque e de desembarque
de passageiros nos aeroportos e melhorar às
condições de conforto e de atendimento nos
aeródromos provinciass,
implementação da 1* fase do programa estratégico
e reabihtação e desenvolvimento da rede dos
caminhos-de-ferro de Angola,
recuperar e modernizar as infra-estruturas de
transporte aéreo no sentido de cumprir os
requisitos mínimos imdispensáveis,
aquisição de viaturas de carga pará repor as
destruídas pela acção da guerra,
actualizar a regulamentação da actividade,
aquisição de autocarros,
Ievisão da políiica de preços das transportadoras
aéreas,
elaboração do estudo sobre à nova localização
Ecográfica dos novos aeroportos do País,
promover a cooperação com orgarmnsiTos congéneres
externos em domínios específicos
14,2.9, Turismo
Objectivos
Constituern objectivos pata o turismo angolano nos
anos de 2005/2006, os seguintes
aumentar a oferta turística do País através do apoio a
projectos da miciativa provada, quer em novos
empreendimentos turísticos, quer pela reabilitação de infra-estruturas e equipamentos
degradados, com à consequente criação líquida
de emprego,
qualificar à oferta turística existente, quer dos
equipamentos, quer dos recursos humanos,
Inventaniação e valorização dos recursos turísticos,
Inclumndo os naturais, culturais e patrimotuais
Políticas e medidas de política
apostar a interativa privada no que se refere ao
aumento e reabilitação do parque hoteleiro
instalado e à melhoria da prestação de serviços
Wwfsticos, através da política de crédito e do
fomento de projectos de micro e de PME e
através da atracção de investimento estrangeiro Neste particular assume relevância o
Projecto do Gia do Inyestidor e o Web-Site,
revitalizar a economia turística no meio rural
incentivando os operadores do sector a abrir
pequenos estabelecimentos de alojamento de
tipo rural e serviços de restauração nos meios
Iurais situados à beira das principais estradas
do País,
ordenar e reclassificar a rede turística através da
mventaniação e caractenzação do património e
recursos turísticos existentes, o recenseamento
e reclassificação de instalações e serviços de
apoio à actividade turística, com o consequente
reforça das acções inspectivas e de fiscalzação,
desenvolver uma política de promoção e markenng
de Angola enquanto destino turístico, através
da produção e divulgação de materiais promocionais da imagem turística do País,
reforçar a capacidade institucional do sector o que
Fassa pelo apetrechamento técnico e informático dos serviços do Ministério e por uma
maior e mefhor articulação com as províncias,
promover a qualificação dos recursos humanos do
sector por recurso à formação de base e às
acções de formação profissional vocacionados
para as diversas vertentes da prestação de
serviços turísticos, em particular no domímo
das línguas francesa e inglesa
4,2.10. Comércio e outros serviços
Objectivos
Constituem-se como objectivos gerais e específicos
pára o período 2005/2006 do sector do comércio, o8
seguintes
mtegração das economias rural e urbana, através do
estabelecimento de relações comerciais estáveis,
consolidação do exercício do comércio baseado na
miciativa privada,
defesa do consumidor € da concorrência entre os
agentes económicos,
diversificação da oferta de bens e serviços que são
actualmente comercializados,
garantia do respeito pelas regras da livre concorrência e remoção dos obstáculos a entrada de
novos agentes económicos no sector da
actividade comercial,
garantia da qualidade dos bens e serviços comercializados
Políticas e medidas de política
Os objectivos fixados só poderão ser atingidos através
de um conunto de políticas e de medidas de política, sendo
as mais sigmficativas as seguintes
opêeracionalização das vias de comunicação em
termos de segurança e de fluidez de tráfego,
criação de um centro de facilitação comercial e
realização de um grande esforço institucional
no sentido de integrar grande parte do sector
1nformal na econonua formal,
1eabiltação e apetrechamento do Laboratório Nacional do Comércio,
clahoração de uma le: da defesa da concorrência
com vista a salvaguarda de práticas leais e
transparência nas transacções comerciais,
reposição, reabilitação, construção e ampliação da
rede do comércio rural
2.11. Correios e Telecomunicações
Objectivos
Relançar a Actividade Postal em todo o Território
Nacional, cumprindo as obrigações de prestação do
Serviça Postal Universal e propiciando às populações,
sobretudo nas zonas mais desfavorecidas, uma oferta
diversificada de serviços úteis no quotidiano das
populações, como sejam, as operações de pagamento ou os
Serviços financeiros postais
Reforçar e consolidar o processo de liberalização do
sector das Telecomunicações é desenvolver a Rede Básica
de Telecomunicações como forma de promover à defesa do
interesse dos consumidores e de incentivar o desenvolvimento do sector privado
Apoiar à realização de Eleições Gerais, numa
perspectiva de complementariedade entre o sector que
garantirá a cobertura de comunicações em todas as sedes
PpioviNcIAiS E principais municípios e o Ministério da
Administração do Território, a quem competirá, através da
rede povativa do INÁTEL, cobnr os restantes municípios e
as comunas
Modernização dos Serviços de Meteorologia para
apoio, fundamentalmente, à actividade agránua
Políticas e medidas de política
Viabilizarfrentabilizar o operador público postal,
desenvolver capacidade institucional para implementar o
processo de reforma dos correios e garantir à parbeipação
do sector privado e à cooperação internacional no decurso
da execução do Plano Director,
Criar uma nova 1magem da Empresa Nacional de
Correias e Telégrafos, tornar operacionais as estações
postais das capitais de província, prestando o Serviço
Postal Universal, promover o desenvolvimento de novos
Serviços (como seja à expansão da mitemet) e proceder à
rentabilização da utilização do patimómo postal na base
das melhores opções e contrapartidas
Conceber um programa para o desenvolvimento das
TIC, nas vertentes funcional e de cação de produtos
Operactonalizar o conceito de Posto Postal Innerante
como estratégia de transição entre a situação actual e a
situação desejada
Cnar as condições de mplerentação do Banco Postal e
ImcIAr à Oferta de serviços financeiros postais
Desenvolver a rede básiça de telecomumcações, com
base nos indicadores de livro branco, dando espectal
atenção às províncias mais carenciadas, nomeadamente
Uige, Zaire, Bengo, Cuanza-Norte, Malanje, B1é e Moxico
Elevação da formação profissional e capacidade técnica
dos quadros nacionais, nas vertentes formação e
transferência de tecnologia, potenciando as competências
do ITEL — Instituto Nacional das Telecomumçações
Massificação das TIC na linha da orientação
estabelecida na Estratégia dos Governos adoptada na
Cimeira Mundial sobre a Sociedade de Informação, para o
que joga papel preponderante o Projecto ITELNET
Modernização dos Serviços de Meteorologia, reposição
da Vigilância Sísmica e das Observações Geomagnéticas
4,2,12. Serviços finauceiros
Políticas e medidas de política
Neste domínio, o Banco Nacional de Angola e o
Mimstério das Finanças, deverão durante o biénio
2005/2006 desenvolver as segumtes acções
propor a alteração da actual Lei das Iostituições
Finançeiras,
criar condições para a extensão e aprofundamento
do sistema financeiro através da regulamentação e postersor licenciamento de novas
formas de instituições de crédito é sociedades
fthanceiras,
RO DE 2004 2551
equacionar o reforço do sistema de garantias
necessárias para à estabilidade e solidez do
sistema finançeiro, meluwuindo o regime geral da
concessão de garantas (dos avales do Estado)
às pessoas colectivas de direito público,
criar condições para a bancanzação dos salários dos
funcionários públicos e, no geral, para o
Incremento da taxa de bancarização da
população,
elaboração do dispositivo Jegat do Sistema de
Pagamentos de Angola (SPA ), e,
Instituição de um mecanismo de garantia de crédito
para os empresários angolanos
Tendo em vista o fortalecimento e dotação de solidez
finançeire dos bancos, nos marcos da potençiação da sua
actuação no mercado interno, e da sua inserção regional e
mundial e tendo presente a intemacionalização da nossa
economia, deverá estimular-se a crescente capitalização
dos mesmos, sc possível através de parcerias com
investidores estrangeiros com capacidade de intervenção
internacional
Relativamente ao desempenho do sistema financeiro do
Estado, importará incrementar o desempenho dos bancos
de capitais públicos, o que deverá passar pela sua
reestruturação e recamtalização, visando a sua postenor
pnvatização
Com vista e dinamização do merçado cambial,
proceder-se-á a introdução de normas sobre os fimutes de
exposição de risco cambial das mmstitwções financeiras
adequando-as aos Fundos próprios daquelas instituições
Velar-se-á pelo seu cumprimento rigoroso
As Reservas Internacionais Líquidas serão progresstvamente adequadas ao nível de cobertura das importações
de bens e serviços não factoriais internacionalmente
recomendado
No domínio dos serviços financeiros, oe Sistema de
Pagamento de Angola (SPÁ) tem-se desenvolvido em
consonância com o «Projecto SPA - Arquitectura e
Estratégia de Implementação» aprovado em Janeiro de
2000 e revisto em Abnl de 2000, elaborado pela Task
Force para o sistema de pagamentos, que prevê atingur os
seus objectivos até ao ano de 2006, que são, designadamente
a implementação de instrumentos de controlo de
riscos de fraude, riscos operacionais, riscos de
liquidação e riscos de revogabilidade e
condicionalidade de pagamentos nos sistemas
de hquidação,
wnplementação do Sistema de Pagamentos por
Bmto em Tempo Real (SPTR)J,
implementação de medidas de segurança do
ambiente físico das centrais de processamento
primâário e back up do BNA,
mtrodução de procedimentos mais raciondis e
seguros para o pagamento de impostos,
extensão dos serviços da rede Multicaixa para outras
províncias do País,
capacitação dos sistemas domésticos para a
interligação com sistema de pagamentos
transfronteiriço e Internacional a sistemas
Elobais de pagamento (VISA, MASTERCAR)
pagamentos através dos bancos de todos os salários
da funcão pública,
desenvolvimento de um sistema de pagamentos
doméstico seguro, fiável, eficiente, com
adopção de preços justos e aberto à sistemas de
Pagarnentos mternaçionals,
implantação de infra-estrutura sólida para suporte ao
SPA, que atenda às necessidades actuais que se
forem agregando so SPA Nesse contexto,
1Nsere-se a coação, instalação e funcionamento
de uma empresa operadora do SPÁ, entidade
de propriedade do BNAÃ e das instituições de
crédito mstaladas em Angola,
adopção de mecanismos e processos de liquidação
estruturados sob base conceptual apropriada
Para o ano de 2005 estão previstas à renlização das
seguintes actividades
aprovação e divulgação da Lei do Sistema de
Pagamentos de Angola,
conclusão no 1º semestre, do processo de procurement e selecção do fomecedor da solução técmça do Sistema de Liquidação por Bruto em
tempo Real (SLB) e prestador dos serviços
relacionados com a sua implementação e
funcionamento,
implementação de medidas de segurança do
ambiente físico das centrais de processamento
FPimário e secundário de Banco Nacional de
Angola,
processamento dos pagamentos electrónicos dos
serviços de água, electricidade, telefones, etc
através da rede Multicaixa da Empresa Interbançánia de Serviços (ENMIS),
colocação em funcionamento de três componentes
do sistema electrónico de registo e gestão de
títulos (Book Entry System), nomeadamente, a
emissão, a intervenção do Banco Nacional de
Ángola e o funcionamento do mercado inter-
bancário, que permutirá a adopção do mecanismo DwvP (entrega contra pagamento) na
liquidação das transacções com títulos de
emissão do Tesouro Nacional e do Banco
Central,
promover à elaboração da legislação que previna o
combate aos crimes de natureza informática
com impacto no sistema finançeiro
Por outro lado, o Banco Nacional de Angola dará
continuidade ao programa de reforço da supervisão das
instituições financeiras, enfocando os seus esforços nos
seguintes objectivos
produção de regulamentação relativa à supervisão
em base consolidada das instituições financeras com consequente estabelecimento de
normas prudenciais para as participações dos
bancos nas sociedades financeiras e não
financeiras,
promover a aprovação da Lei de Combate ao
Branqueamento de Capitais e regulamentação
complementar
4,3, Políticas e medidas de política do sector social
Os objectivos gerais, bem como os de natureza
específica fixados pelo Programa Geral do Governo
revelam-se imprescindíveis à implementação de medidas
que visem (1) o aumento da produtividade, (11) à melhoria
do bem-estar das populações, e, (11) o aumento dos
rendimentos Em particular, 9 Governo através das
políticas do domínio da gestão macroeconómica,
designadamente no que concerne as políticas e medidas de
política de rendimentos e preços se propõe adoptar
medidas que visem o aumento progressivo dos salários
reais com base no aumento da produtividade De entre os
factores que potencialmente poderão concorrer para esse
desiderato, revelam-se as medidas de natureza social, cujos
objectivos, políticas e medidas de políticas se seguem
3.1. Saúde
1, Objectivos
O Governo tem definido um princípio geral para este
sector que consiste em melhorar à situação da saúde da
população angolana, sem discriminação e na base do
pressuposto da equidade
A partir deste princípio os objectivos do sector da saúde
para o período 2005/2006 são os seguintes
melhorar o acesso aos curdados primários de saúde
com especial ênfase no atendumento maternoinfant,
ampliar as acções preventivas e o diagnóstico e
tratamento padronizado e correcto das TTIS/HIV
e SIDA,
melhorar a qualidade do diagnóstico e tratamento
das grandes cpidenuas,
melhorar a qualidade dos serviços existentes,
concedendo uma ênfase especial à formação,
supervisão e dispombilização de medicamentos,
melhorar o acesso da população aos medicamentos
ESSENCIAIS,
reforçar à capacidade de gestão ao nível global,
provincial e até municipal,
melhorar o sistema de imformação, monitorização e
avaliação da saúde
Estes objectivos enquadram-se num processo de
facilitar o acesso aos serviços de saúde da população mais
pobre e de grupos vulneráveis que vivem em áreas tornadas
acessíveis recenterênte e em zonas de reassentamento &
outras fortemente danificadas pela guerra Neste sentido,
estes objectivos estão perfeitamente sintonizados com os
da estratégia do combate à pobreza
Políticas e medidas de políticas
Estes objectivos são prosseguidos segundo as seguintes
linhas de acção
Promover o acesso aos cuidados primários de saúde,
através do aumento de unidades samtárias e da
prestação de um conjunto de serviços aos
niveis prumáno e secundáno,
melhorar a prestação dos serviços de saúde maternoinfantil e à prevenção e tratamento das
doenças mais correntes,
melhorar a qualidade dos serviços de saúde,
aumentando as actividades de formação
contínua e pelo fornecimento atempado,
regular e adequado de medicamentos essenciais
e de outro material indispensável,
combater a proluferação e a propagação do HIV e
SIDA, pelo recurso à formas diversas, desde a
melhoria do conhecimento dos profissionais
que trabalham com a doença até ao reforço e
segurança, por exemplo, nas transfusões,
aumentar a capacidade técnica dos profissionais de
saúde através de formação adequada, quer
çomo reciclagem de conhecimentos e práticas,
quer efectivamente em termos de reconversão,
RO DE 2004 2553
capacitar as instituições, reforçando as capacidades
de gestão aos diferentes níveis de decisão,
assegurar a dispombilidade contínua de vacinas,
medicamentos essenciais e reagentes, bem
como de outro material indispensável a
prestação dos serviços de saúde,
promover acções de saúde de base comunitária,
visando o envolvimento das famílias na
procura e cuidados da saúde
3.2. Educação
Objectivos
As acções programadas para o sector da educação
VISAIM prosseguir a expansão é apetrechamento da rede
escolar, a melhoria da qualidade de ensino € a melhoria da
gestão escolar A prossecução destes objectivos gerais,
pressupõe que sejam concretizados os seguintes objectivos
mais específicos
preparação da carta escolar do ensino primário,
redução das disparidades de género e geográficas no
acesso à educação,
redução do analfabetismo dos adultos,
rTeforma e expansão do ensmo técnmco-profissional,
Integração das crianças com necessidades educativas
especiais no sistema normal de ensino,
melhona do rendimento interno do sistema,
melhoria da aprendizagem dos alunos,
melhona da qualidade científica e pedagógica dos
professores,
reforço da inspecção escolar,
melhora do sistema de imformação para a gestão do
Mumstério da Educação,
formação de gestores escolares,
teforço da capacidade de administração e de gestão
Políticas e medidas de política
reabilitação, construção e apetrechamento de 1nfraestruturas, apostando na construção de imfra-
-estrutura de baixo custo, recorrendo a
materiais de ongem local e participação da
comunidade sobretudo no ensino primáno,
distribuição de manuais escolares e material
didáctico no ensino primário,
dinamização dos programas de alfabetização de
adulto povilegiando às zonas onde às taxas de
analfabetismo são mais elevadas, as mulheres e
os desmobihizados e deslocados de guerra,
desenvolvimento do programa de educação não
formal integrados na fase pós-alfabetização
cem envolvimento da sociedade civil,
formação de professores dar continuidade ao
processo de formação de docentes que
possibilite a absorção da procura crescente pelo
sistema de ensmo dando particular atenção ao
ensino poumáno e redução do analfabetismo,
reforço da capacidade institucional dos diferentes
níveis de administração educacional e da
capacidade de gestão das instituições escolares,
destinar à Unmversidade Agostinho Neto,
exclusivamente, ao campus Universitária do
Golfe, com uma capacidade para 17 560
estudantes,
destinar o actual património da Universidade
Agostinho Neto a novas mstituições de ensino
supertor público que ofereçam outros cursos,
não necessariamente universitários e não
necessariamente no âmbito da Universidade
Agostinho Neto,
transformar os actuais centros Universitários da
Huíla, de Benguela, do Huambo e de Cabinda
em Universidades públicas, e,
elaborar o estudo que vise criar as condições para à
abertura de uma Universidade no leste do País
33, Assistência e Reinserção Social
Objectivos
No domínio da assistência e reinserção social
constituem-se como pnoncipais objectivos à atingir, os
seguintes
melhoria sustentada das condições de vida do
cidadão angolano mais carenciado e vulnerável
mtegrando-o no processo de desenvolvimento
económico e social,
aporar o regresso e a fixação dos deslocados
Internos, refugiados é desmobilizados para as
zonas de engem ou reassentamento,
garantir as condições de segurança de fixação,
trabalho e circulação de pessoas e mercadorias
através da desminagem,
Ccnar as condições para a protecção e integração de
adolescentes, JOvVeNns e pessoas com
necessidades especiais, garantindo sempre a
equidade de género,
aASSISIÊNCIA, APOIO E reintegração social dos ex-
-militares desmobilizados de forma à proporcionar-lhes uma nova ctapa de sua vida
profissional auto-sustentável
Políticas e medidas de política
Parte das políticas a implementar de forma a atingir os
objectivos definidos, Já se encontram em curso e
estruturados em programas, mas que :rão prosseguir no
período deste programa 2005-2006, enquanto outras são
agora introduzidas Entre às mais sigmficativas destacamos
apoio à criança e ao adolescente através da expansão
e desenvolvimento da primeira infância e
educação pré-escolar, da localização e reuni
ficação familiar e de um programa de apoio ao
menor em conflito,
reconstruir, reabilitar e expandir as infra-estruturas
básicas para o desenvolvimento económico,
social e humano,
promoção da assistência social às pessoas em
situação de vulnerabilidade, à pessoa 1dosa e
apoio às famílias em situação de pobreza,
apoio ao repatriamento voluntário e organizado dos
angolanos asilados no exterior do país e
integração sócio-económica dos refugiados
asilados em Angola,
promoção da igualdade de oportunidades à pessoa
portadora de deficiência e incentivo à sua
Integração na comunidade,
programa nacional de desminagem,
desmobilização e ceintegração social de ex-
-militares, através de diversas medidas designadamente as relativas à formação e reconversão
profissional,
reforço da capacidade mstitucional em aspectos
como a formação básica de educadores pré-
“escolares e vigilantes de mfância é à formação
de activistas sociais,
estruturar os mecanismos de selidanedade a partir
das grandes linhas orientadoras da protecção
social a definir na sua futura Lei de Bases que
se encontra em preparação
4,3.4 Juventude e desporto
Objectivos
Pretende-se, no domínio da juventude e desporto,
compri os seguintes objectivos
apostar na quventude reconhecendo-a como o maior
potencial de desenvolvimento do País,
Incentivar a participação activa de jovens na vida
social e desenvolver as suas capacidades
criativas através de aotudes dinamuzadoras de
intervenção,
adoptar um programa de desenvolvimento estraté-
Eico para o desporte nacional, que contemple
as suas diversas vertentes desde as 1nfraestruturais, às de fomento e de apoio à alta
competição,
promover à generalização da prática desportiva das
diferentes camadas da população, em particular
Junto dos jovens e das mutheres, dando
especial atenção ao desporto na escota,
desenvolver e coordenar à actividade desportiva na
vertente de alto rendimento, dotando Angola de
um Centro de Treino e de Alto Rendimento
2, Políticas e medidas de política
Concretizar os objectivos atrás descritos significa
desenvolver políticas e disponibilizar os respectivos
instrumentos, ou seja, encetar medidas de política Como
mais importantes, destacam-se
promover a formação profissional junto dos jovens,
em particular os com maiores dificuldades de
inserção sócio-profissional, em domínios como
as novas tecnologas de míformação,
criar condições mais vantajosas aos jovens no
açesso a determanados bens e serviços,
promover a avtoconstrução de habitação económica
dingida a jovens, disponibilizando os instrumentos de crédito indispensáveis,
desencadear, junto de adolescentes e jovens,
campanhas de eduçação sexual, como forma de
controlar a natalidade e suster algumas
epidemias,
apoiar o associativismo Juvenil e estudantil,
fomentar o tunsmo, à mobilidade e à ocupação
dos tempos Livres dos jovens,
promover acções de sensibilização para à prática
desportiva, incluindo o segmento dos portadores de deficiência Detectar, apolar e
acompanhar jovens talentos do desporto,
dotar todas as províncias de equipamentos desportivos, em particular pavilhões de usos múltplos, bem como a reabilitação ou construção de
piscinas, pistas de atietismo e estádios de
futebol que possibilstem generalizar a prática
desportiva,
apoiar o desporto de alta competição promovendo o
apo1o necessário às selecções em articulação
com as respectivas Federações
5. Comunicação Social
Objectivos
Na sequência dos objectivos gerais fixados, o sector da
comunicação social 1rá basear à sua acção fundamentalmente na divulgação das acções e metas à executar é na
mobilização de todas as forças vivas da Nação para o seu
RO DE 2004 2555
engajamento na sua materialização, assim como na
digmficação e projecção da imagem do Estado angolano e
suas instituições além fronteiras
Políticas e medidas de política
As linhas de acção necessárias ao prosseguimento do
objectivo refendo são as seguintes
monitorar e acompanhar em geral os órgãos de
comunicação social,
reforçar a capacidade institucional e técnico-mate-
Tial do sector da comunicação social,
valonzar e capacitar os recursos humanos do sector,
apoiar o processo tendente à realização de eleições
Bera's,
promover campanhas informativas € de sensibil1-
zação da população em prol dos grandes
objectivos do Estado
3.6. Género
Objectivos
Para o período 2005/2006, definem-se os seguintes
objectivos
promover campanhas educativas e de sensibilização
sobre a promoção & os direitos inerentes à
mulher,
I6Vest!gar as causas e origens da violência do
género,
desenvolver actividades contra à violência do
BÉnero,
acelerar a participação da mulher em postos de
responsabilidade nos domínios social, económico, político e famuliar
2, Políticas « medidas de política
As linhas de acção necessárias ao prosseguimento dos
objectivos referidos são as seguintes
elaborar a política nacional do género,
elaborar 2 lei contra a violência doméstica,
reforçar a capacidade mstitucional,
reforçar à formação de formadores em género com
vista ao prosseguimento das campanhas
educativas e de sensibilização das questões
1nerentes à mulher
3.7. Habitação e serviços comunitários
Objectivos
O grande objectivo é o acesso das famílias a condições
habitacionais adequadas, de forma à que possam usuftuir
de uma vida condigna e segura e melhorar as condições
dos musseques e prédios degradados das zonas urbanas;
Políticas e medidas de política
Às linhas de acção que nos permitem atingir os
objectivos indicados são:
elaboração dos planos de intervenção no domínio
habitacional, através da concertação da
actuação do Ministério das Obras Públicas, do
Ministério do Urbanismo e Ambiente e dos
Governos Provínciais;
atribuição de recursos financeiros a aplicar de apoio
à construção habitacional e à recuperação da
habitação degradada;
elaboração e revisão de legislação e regulamentação
sobre a habitação, atendendo e articulando com
um conjunto amplo de questões; segurança,
cadastro, produção e abastecimento de materiais de construção, sistemas de auto-ajuda, €
relações habitação e serviços e envolvimento
do sector privado;
promoção da construção de habitação social, da auto-
-construção e sob a forma cooperativa;
elaboração de uma política nacional de habitação;
elaboração da lei quadro sobre habitação;
elaborar planos de construção social para as áreas
mais carenciadas;
elaboração de uma base de dados para o controlo
dos imóveis;
promoção da construção por pa-te de empresas,
cooperativas e outras entidades de novos fogos
e projectos imobiliários para os trabalhadores
da função pública;
construção e instalação de infra-estruturas de base e
de saneamento nas habitações novas.
3.8. Urbanismo
Objectivos
Estabelecimento da Comissão Mutlttisectorial do
Ordenamento do Território e Urbanismo,
Definição das políticas gerais para o desenvolvimento
dos municípios,
Reestruturação, melhoramento dos espaços urbanizados e ordenamento dos espaços urbanizáveis e
requalificação das áreas urbanas degradadas.
Regulamentação das actividades cartográficas e
cadastrais.
Implementação e gestão do sistema nacional de
informação geográfica.
Execução do cadastro nacional de terras.
Políticas e medidas de política
Realização de seminários de capacitação para a
implementação da Lei do Ordenamento do Território e
Urbanismo.
Levantamento do uso do sclo dos núcleos urbanos,
cidades, vilas, sedes municipais e comunais em todo
território nacional,
Elaboração dos instrumentos de Ordenamento do
Território Naciona! (planos directores municipais e planos
reguladores).
Levantamento e reposição dos marcos geodésicos
fronteiriços.
Modernização da rede geodésica nacional,
Actualização da cartografia nacional à escala
1:100 0DO.
Actualização e produção da cartografia das cidades,
vilas e povoações.
Programa de elaboração de cartografia/diversas
temáticas.
3.9. Ambiente
Objectivos
Sensibilização das populações para à preservação e
conservação da natureza e da biodiversidade,
Definição, identificação, localização e delimitação dos
ecossistemas frágeis ou que requerem uma atenção
particular.
Estabelecimento de uma base de dados sobre o
ambiente e recursos naturais.
Sensibilização das autoridades provinciais e da
população em geral para que acções de conservação e de
uso sustentável! de recursos da biodiversidade sejam
implementadas à nível local, em conformidade com os
objectivos previamente definidos.
Educação ambiental das populações nos arredores dos
parques nacionais.
Melhoramento ambiental da orla costeira,
Políticas e medidas de política
Linhas de acção para o prosseguimento dos objectivos:
elaboração do relatório do estado geral do ambiente,
numa visão dinâmica,
implementação faseada do Programa Nacional de
Gestão Ambiental,
implementação do programa de melhoramento
ambiental da Otla Costeira,
elaboração da Estratégia Nacional de Gestão de
Resíduos,
programa de educação e consciencialização ambrental promovendo sessões de sensibilização das
medidas junto das populações,
reabilitação faseada dos parques nacionais existêntes, através da melhoria e construção das
1nfra-estruturas de gestão, de mvestigação e de
turismo e das estradas e picadas que facilitam à
errculação dentro do parque, da localização e
ordenamento de fontes de Águas nos parques
com períodos prolongados de seca, do estudo
de reassentamento de populações humanas dos
parques nacionais e do zoneamento dos
parques nacionais,
política de atracção do sector privado para o
investimento no ambiente, em vários domínios,
seja na gestão dos resíduos, seja 1a gestão dos
parques etc , Análise e delimitação das zonas
húmidas,
definição de uma política de qualidade do ar e uma
estratégia nacional de combate ao ruído
4,3.10. Cultura
1, Objectivos
Pretende-se, no domínio da cultura, cumprir os
segumtes objectivos
fomentar e proteger a criatividade em todos os
domínios,
considerar a dimensão cultural em todo o processo
de desenvolvimento econórmico e social tendo
em atenção a defesa de adentidade nacional
especialmente pela salvaguarda do patnmómo
cultura! material e imaterial,
garantir a mais larga parucipação da população na
produção e consumo dos bens culturais dentre
outros pelo reforço da capacidade institucional,
à construção de equipamentos e mfra-estrutuças
culturais, a promoção de eventos etc, e,
promover e dignificar as artes a nível do País
particularmente pela formação
2, Políticas e medidas de política
Concretizar o5 objectivos atrás descritos sienifica
desenvolver políticas e disponibilizar 08 respectivos
RO DE 2004 2557
instrumentos, ou seja, encetar medidas de política Como
mais importantes, destacam-se
manter actuante o sistema de aposo estatal à
criatividade artíseica e cultural, à promoção e
difusão da cultura e ao consumo de bens e
serviços culturais,
incrementar as indústrias culturais enquanto sector
que pode dar um umportante contributo para à
economia do País,
crar vm sistema de financiamento de suporte ao
desenvolvimento da cultura nacional, criando
Instrumentos de tipo mecenato cultural,
implementar a polínca nacional do livro e da leitura
tendo em vista promover a difusão da cultura
angolana
Reformas Institucionais e Jurídicas
1. Administração do Estado e Capacitação Institucional
Objectivos
O objectivo central da reforma da administração
pública é o da edificação de uma administração orientada
para os cidadãos e para a promoção do interesse público e
dos objectivos do desenvolvimento económico e social
Fara assegurar a prossecução desta orientação geral, foram
1dentificadas três prandes áreas de actuação para as quais
foram identificados objectivos mais específicos
promover a racionalização e reestruturação dos
serviços públicos de forma a assegurar a
melhoria da capacidade funcional do Estado,
Promover a capacitação e a valonzação dos recursos
humanos ao serviço do Estado e estabelecer
novos modelos de gestão e organização dos
recursos humanos,
promover a valorização do serviço público
Políticas e medidas de política
O aprofundamento das medidas de reforma admimistrativa, 105 âmbitos da organização e estruturação dos
serviços públicos administrativos, dos recursos humanos e
da organização, constituirão os eixos à volta des quais
serão desenvolvidas acções neste domínio
adequação da orgânica dos órgãos da Admimstração
Fública Central,
apoio e dinamização à implementação das recomendações do estudo sobre a macro-estrutura da
administração pública, nomeadamente, no
tocante à racionalização dos institutos públicos, visando a fusão, extnção ou conversão dos
mesmos em serviços integrados do Estado e a
respectiva estratégia de transição,
continuação da implementação do Sistema Nacional
de Gestão de Recursos Humanos, com viISta à
criar condições práticas integradas de gestão de
Tecursos humanos mais racionais,
reformulação do estatuto do pessoal dirigente da
administração pública,
apoio à aplicação das medidas legais sobre à
mobilidade geográfica (transferência e destacamento) do pessoegl com o perfil técnico e de
direcção e chefia,
promoção de medidas tendentes ao aumento do
profissionalismo e da observância dos valores
éticos e deontológicos na função pública,
continuação do cumprimento das acções tendentes à
capacitação de funcionários públicos (plano
Beral de formação dos funcionários públicos),
desenvolvimento do actual Instituto Nacional de
Administração Pública (INAP), transformando-o
em Escola Nacional de Administração (ENÁ),
que traduzindo em seus programas as
ornentações do Governo para a melhora da
gestão pública, apoie a capacitação e valorização dos recursos humanos ao serviço do
Estado e da economia, constituindo um
Instrumento estratégico de desenvolvimento
das reformas em curso no País, nos âmbitos
político, económico e social,
continuação da aplicação do programa de
reconversão profissional,
elaboração e implementação do programa nacional
de desburocratização, conferindo-se deste
modo maior visibilidade e legitimidade às
medidas de reforma que vêm sendo adoptadas,
em particular, 10 âmbito da simphficação dos
procedimentos administrativos,
elaboração e implementação do programa de
produtividade e qualidade na administração
pública,
mstitucionalização do «prémio qualidade»
S.2. Desconcentração e descentralização adnunistrativas e a reposição da Administração do Estado
em todo o País
Objectivos
Nao biénio 2005/2006, es objectivos centrais a
prosseguir serão os seguintes
restabelecer a adnumstração do Estado em todo o
Pals,
restabelecer as vias de comunicação vitais em todo o
País,
preparar as condições para a realização do processo
eleitoral,
acelerar as principais reformas, nomeadamente pas
áreas de desconcentração e descentralização
administrativas
Políticas e medidas de política
Na sequência da relevância que foi atribuída à esta
maténa no Programa do Governo de 2003-2004 e na
Estratégia de Combate à Pobreza, o Programa do Governo
para o biénio 2005-2006 define as seguintes acções
normalização da administração do Estado a todas as
localidades do País com visita de controlo às
administrações locais e com os apoios
necessários para o seu normal funcionamento,
criação das condições para à realização de eleições
gerais, 1nclumdo à preparação das condições
logísticas e o Registo Eleitoral Nacional,
formação e capacitação de recursos humanos a nível
local,
aprofundamento do estudo sobre a problemática das
Autoridades Tradicionais e sua regulamentação
Jurídica,
Implementação do cronograma de execução das
recomendações do estudo sobre à macro
estrutura,
preparação de condições para a realização do registo
geral dos cidadãos nacionais (censo populacional), uma tarefa conqunta MAT/MINPLAN,
acompanhamento do processo de xlentficação civil
de todos o8 cidadãos angolanos,
acompanhamento dos programas provinciais de
melhoramento e aumento da oferta dos serviços
sociais básicos,
acompanhamento da estratégia para o desenvol
vimento das tecnologias de informação a nível
da administração local do Estado,
produção legislativa sobre a desconcentração e
descentralização administrativa, Processo
Eleitoral! e sobre as Autoridades Tradicionais,
coordenação das actividades das comentorações do
4 de Fevereiro, 4 de Abnl, 17 de Setembro e
11 de Novembro, e,
desconcentração c descentralização administrativa,
reformulação da estrutura governativa local,
implementação do projecto de descentralização e
governação local,
desconcentração e descentralização financeiras
5,3. Reforma e Capacitação Tostitucional da Justiça
Objectivos
A política do Governo relativamente ào sistema
Judiciário privilegiará a prossecução dos seguintes
objectivos
ajustar a organização judiciária ao quadro jurídico
constitucional de 1992, em vigor, aprox1-
mando-a da futura constituição com os
Princípios de um sistema judicial modemo,
conferir novo posicionamento ao Ministério
Fúblico, consagrando o princípio da autonomia
institucional, privilegiar o ménto profissional
Tia designação e promoção dos magistrados,
viabilizar a rotação dos quadros,
promover a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e fiscalizar a constitucionalidade dos actos de natureza jurídico-constitucional,
ajustar os códigos às regras, princípios e valores da
ordem constitucional vigente, votados para à
defesa da dignidade da pessoa humana,
preocupado com à reparação da vítima e à
responsabilização e reintegração do detinquente Para além disso, visa-se diminuir o
excessivo formalismo hoje prevalecente e a
abundância de legislação extravagante,
descongestionar os tribunais,
tornar efectivas as medidas de protecção social e de
prevenção erimnal de menores,
tomar célere à prática dos actos e proceder ao seu
ajustamento à dinâmica da vida pessoal e
comercral,
regularizar a situação dos bens confiscados e
confiscáveis,
proceder ao controle efectivo dos fins não lucrativos
das associações, fundações e pessoas colecbvas
de uubdade pública, promovendo o tratamento
legal destas instituições,
substituir o actual sistema administrativo, por um
sistema judicial de execução das penas e
Proceder à melhoria da situação pristonal
Políticas e medidas de política
O aprofundamento e consolidação das reformas e
capacitação institucional da Justiça serão assegurados
através das segwntes acções
revisão da Lei do Sistema Urufícado de Justiça,
criação de infra-estruturas provinciais e nos
mumcímos mais populosos,
RO DE 2004 2559
implementação gradual dum processo de desjurisdificação, com particular ênfase na criação de
outros meios alternativos de resolução de
bitígios na comumdade rural, desenvolvendo o
estudo do direito consuetudmário,
revisão do estatuto da magistratura judicial,
elaboração do estatuto do Mimstério Pública e
revisão da lei orgânica da PGR,
criação das infra-estruturas e aquisição de
equipamentos (tribunais e residências oficiais),
melhorar a remuneração dos magistrados e oficiais
de justiça,
criação e funcionamento do Tribunal Constitucional,
elaboração de estatuto do Provedor de Justiça e
da Alta Autoridade Contra a Corrupção,
continuação da revisão dos códigos penal e civil e
dos códigos processual penal e crval,
revisão dos códigos de registo e notarniado,
criação de um sistema de mediação, conciliação é
arbitragem, como outras formas de resolução
extra-fudicial de conflitos,
cação dos tribunais muncIPpaIS,
implementação da Lei do Julgado de Menores em
todas as províncias com prioridade para
Benguela, Cabinda e Huíla,
criação de uma infra-estrutura para internamento de
menores com adequadas condições de
formação e educação,
implementação da Lei nº 1/97 (continuação),
Reformulação da legislação do Registo
Notariado e Identificação,
proceder ao confisco de bens patrimoniais
confiscáveis,
proceder ao registo de bens confiscados ou
nacionalizados, à favor do Estado,
proceder ao registo de bens imóveis do Estado que
não estão registados ou há omissão no registo,
regularizar a situação dos imóveis vinculados,
controle efectivo dos fins não lucrativos das assoctações, fundações c pessoas colectivas de ubhdade pública, promovendo o tratamento legal
destas instituições,
aquisição de metos informáticos é outros equinamentos de especialidade,
elaborar legrslação sobre à Sistema Penttenciário,
maior divulgação da yunisprudência e da doutrina
através da publcação trimestral dos Acórdãos
dos Tribunais Superiores,
aperfeiçoamento do ensino de direito e do plano
curnicular do INEJ de forma a complementar à
formação académica com formação profissionalizante,
regulamentar a le: sobre o culto e religião de forma
a disciplinar à criação de 18rejas,
instituir no Ministério da Jusbça um Gabinete Jurídico de Apoio ao Governo de forma a preparar
as grandes reformas legislativas,
cooperação judiciária mternacional em matéria
penal e cível, nomeadamente no domínio da
extradição e transferência de presos, auxílio
Judiciário, etc,
Introdução no direito 1nterno das normas intervacroDAIS Contra O crime orgaruzado transnacional
e de protecção dos menores e de normas da
arbitragem internacional,
promover a capacitação do sector, especialmente na
formação dos técnicos de justiça, na melhora
das condições materiais de trabalho e na modermzaçâo/nformatização dos procedimentos
4. Reforma do Sistema Estatístico Nacional
Objectivos
O objectivo centra! da Reforma do Sistema Estatístico
Nacional (SEN) é o de promover a melhona dos métodos
de produção e difusão da imformação estatística oficial que
proporcione um nível mais elevado de satisfação das
necessidades dos utilizadores e de acessibilidades à
informação disponível Com o propósito de prosseguir este
objectivo e de minimizar os efeitos decorrentes da situação
actual proporcionada pelo Sistema Estatístico Nacional, está
em mplementação o Plano Estatístico Nacional de Médio
Prazo 2002-2006, cujas prioridades são as que se seguem
desenvolvimento das infra-estruturas para a
produção e difusão da informação estatística
oficial,
reforço da capacidade do sistema estatístico
nacional para assegurar a dispombilidade de
dados estatísticos com regularidade,
organização do sistema estatístico nacional,
produção de estatísticas censitárias de base relativas
às empresas e estabelecimentos,
implementação de um sistema integrado de inquéntos aos agregados fanuliares & às empresas e
estabelecimentos,
produção de estatísticas oficiais nos domínios
económico, social e demográfico, e,
desenvolvimento dos recursos humatos
Políticas e medidas de política
O alcance dos objectivos preconizados impõe,
necessariamente, o desenvolvimento de acções tendentes à
criação de capacidades institucionais necessárias através da
revisão dos comandos legais do SEN, da instalação dos
Serviços Provinciais de Estatística, da montagem do
Sistema de Inquéritos, da produção de outras estatísticas
correntes e do desenvolvimento das imfra-estruturas de
produção e difusão estatística
Revisão dos comandos legais
À revisão dos comandos legais visa, em particular,
ajustar a actual lei de 27 de Setembro de 1996, relativamente
aos princípios orientadores, modelo organizativo, aos órgãos
do sistema estatístico nacional, a composição do Conselha
Nacional de Estatística e a técmca da formulação jurídica
Instalação dos serviços provinciais de estatística
Trata-se de UM processo progressivo e estreitamente
relacionado com a reestruturação dos Serviços Centrais do
INE, desenvolvimento da capacidade de produção de
estatísticas oficiais de âmbito nacional e preparação do
próximo recenseamento gera! da população e habitação
Neste contexto, torna-se necessário transformar até
final de 2005 os actuais núcleos do INE, constituídos nas
Províncias de Cabinda, Benguela, Huíla, Namibe e
Cunene, em Serviços Provinciais do INE (SPINE) Até
final de 2006 deverão estar criadas as condições para à
instalação de mais trêê SPINE nas províncias que
oferecerem as melhores condições para tal
Produção de Estatísticas Correntes
À produção de estatísticas oficiais é orientada e
coprdenada pelo Plano Estatístico Nacional] de Médio
Prazo (PEN), aprovado pela Comissão Permanente do
Conselho de Ministros em Novembro de 2002
Neste contexto e com vista ao desenvolvimento da
produção de estatísticas correntes nos domínios social e
económico, durante o período 2005-2005, o INE tem
previsto a realização de inquéntos aos agregados farmbares
e inquéritos às empresas e estabelecunentos
Durante 2005 e 2006, respectrvamente, estão previstos
a realização de dois inquénios aos agregados familiares de
âmbita nacional Esses inquéritos têm por objectivos
actualizar & informação estatística 72) sobre o emprego e
desemprego e 11) sobre as condições de vida das famílias
Inquérito aos agregados fanuliares
Durante 2005 e 2006, respectivamente, estão previstos
a realização de dois inquéritos aos agregados familiares de
âmbito nacional Estes inquéritos têm por objectivo
actualizar a informação estatística 1) sobre o emprego e
desemprego e 11) sobre as condições de vida das famílias
Inquérito às Empresas e Estabelecimentos
Com a recente realização do 1º Recenseamento de
Empresas e Estabelecimentos (REMPE), pelo INE, estão
crnadas as condições para o desenvolvimento progressivo
do subsistema de inquéritos às empresas e estabelecimentos previsto no Plano Estatístico Nacional de médio
prazo
À implementação desse sistema de inquéritos, cuja
preparação começou a ser feita no segundo semestre de
2004, vai permitir uma melhoria significativa das contas
nacionais, bem como das indústrias extractivas,
transformadoras e de produção e distribuição de
electricidade é água
Assim, a parir de 2005 está previsto imcIAT-SE A Teallzação de inquéntos anuais a empresas (harmonizados), de
âmbito nacional, com o principal propósito de obtenção de
informação de carácter económico-finançeiro, através da
recolha de dados de natureza contabilística A informação
resultante desses mmquéntos destina-se, principalmente, à
elaboração das Contas Nacionais é das Empresas
Também à partir de 2005 o INE vai dar início a realização de inquéntos trimestrais à produção industrial com o
principal objectivo de medir a variação de produção nas
indústrias extractivas e transformadoras, bem como da
produção e distribuição de electricidade e água
Produção de outras estatísticas correntes
No quadro da programação da actividade estatística do
INE, no período 2005-2006, destacam-se ainda
3 mportantes projectos ligados ao desenvolvimento da
produção de estatísticas correntes, designadamente 1)
Contas Nacionais, u)Índice de Preços no
Consumidor Agregado (IPC-Agregado) &
Estatísticas do Comércio Externo
O DE 2004 2561
Infra-estruturas estatísticas
O desenvolvimento das infra-estruturas estatísticas
constituem um elemento essencial para à produção e
difusão de estatística produzidas pelo INÉ Assim, o INE
durante o período 2005-2006 deverá inda dar prioridade 2
implementação dos seguintes projectos intciados em 2004
actualização e automatização da cartografia
censitária das principais cidades do País,
desenvolvimento do Ficheiro de Unidade
Estatística,
plano desenvolvimento dos Sistemas e
Tecnologia de Informação,
1v) organização de glossário de Concertos e Definições Estatísticas Harmonizadas,
organização do Registo Nacional dos Enstrumentos de Notação de Estatísticas Oficiais
Por outro lado, em 2005 deverão estar concluídas as
actividades concernentes à mplementação da Classificação
de Actividades Económicas(CAE Ver 1) e Classificação
das Grandes Categorias Económicas
Ainda em 2005 deverão estar concluídas as actividades
ligadas a outras classificações e nomenclaturas,
designadamente Classificação do Consumo Individual por
Objectivo, estudo técnico para elaboração da Classificação
das Constnições e para a elaboração da Nomenclatura
Terntorial para fins estatísticos
Por outro lado, tendo em vista a realização do próxumo
Tecenseatmento geral da população e habitação, considera-
-se necessário aprovar legislação para enguadrarnormativamente a sua realização, de molde a proporcionar
à criação das condições, designadamente de indole
operacional, necessárias para a realização da operação, cuja
direcção no plano técnico e operacional pertence ao INE
5. Reforma do Sector Empresarial do Estado
Objectivos
No hnémo 2065/2006, a reforma do sector empresartal
do Estado passa pela prossecução dos seguintes objectivos
continuação do processo de privatização de
empresas públicas não estratégicas — privile-
Bando criténos de mercado na alienação dos
activos públicos e reestruturação das estraté-
Blas,
dar preponderância ao cnténo da capacidade técnica
e de gestão para a provisão dos órgãos sociais
das empresas públicas
Políticas e medidas de política
Medidas legais e a reorganização do sector As medidas
de âmbito legal que se consideram necessárias têm duas
vertentes '
as medidas legais tendentes a assegurar a
observância da legislação vigente que
decorrerão do processo de reorganização do
sector empresarial! público, tendo em conta as
diversas situações em que as empresas se
encontram,
as medidas que têm em vista a melhoria do quadro
Jurídicço-legal actual, que deverão centrar-se na
sistematização e melhoria da legislação actual
aplicável às empresas públicas,
medidas económicas e financeiras Para as empresas
estatais já estruturadas como EP e para aquelas
que, no âmbito das medidas acima propostas,
vIEIEM a ser estruturadas como EP, será
necessário tomarem-se providências para que
elas possam realizar as suas funções dentro do
PriINCÍPIO da racionatidade económica,
medidas no âmbito da superintendência o Ministério das Finanças deverá assegurar o exercício
efectivo da supenntendência e do direito de
Propriedade sobre as empresas públicas nos
termos da legislação em vigor
Estas medidas serão apresentadas com maror detalhe no
capítulo correspondente ao Sub-programa 4
Relações Exteriores e Cooperação Internacional
Angola durante os últimos anos tem vindo a reforçar,
por um lado, a sua posição no concerto das nações,
traduzido no facto de ter assumido responsabilidades no
Conselho de Segurança das Nações Umvdas, Presidência da
Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, e por
outro, cncabeçado mecanismos de resolução de conflitos
mternos em Países, como a Gumné-Bissat e muito recente
S Tomáó e Príncipe, para além de participações activas em
fora de importância transcendental no mundo Estes
desenvolvimentos encorajam a prosseguir, embora o fim.
dao mandato no Conselho de Segurança da ONU, possa
diminuir a atracção de que o País tem sido objecto
Portanto, os esforços no domínio das relações externas
devem ser orientados no senhdo da melhoria permanente
da magem do País
Neste sentido, a política externa angolana deverá
reflectir, no âmbito externo, à vocação pacifista do País e,
no que concerne ao plano interno, a sua vontade
inequívoca de consolidar a democraçia participativa,
defender o estado democrático e de direito, fortalecer a
unidade nacional, assegurar o primado dos direitos
fundamentais do homem e promover a estabilidade social,
política e económica Essa política assentará nos seguintes
princípios
proclamação e defesa da paz e da estabilidade
mundial,
defesa da cooperação como sistema de convivência
e a igualdade nuídica dos Estados,
prevenção, gestão e solução de conflitos por v1a
pacífica e a condenação do uso da força como
tneio para a resolução dos conflitos,
reconhecimento da diretto internacional com norma
de conduta dos Estados nas suas relações, e,
reforço e consolidação das organizações multilaterals regionais e Internacionais ao serviço da
paz é do desenvolvimento das nações
Para potenciar os resultados da actividade externa com
viSta à melhona permanente da unagem do País, com o
mínimo de custos, toma-se importante priorizar as áreas
Eeo-políticas Neste sentido a área geo-nolítica por
excelência, onde a acção diplomática deve ser concentrada,
é a África, onde deve ser promovido o aprofundamento de
relações de boa vizinhança, amizade e cooperação
Embora o continente africano seja naturalmente a
primeira poondade, no período de vigência do programa
deverá também ser dada atenção ao aprofundamento das
relações de amizade e de cooperação multiforme com os
países europeus, astáticos e do continente americano que se
mostrem disponíveis
Relativamente aos países fronteiriços, deverá ser dada
uma particular atenção à defesa e segurança das fronteiras
comuns por forma a criar as condições de circulação de
pessoas e bens de forma harmoniosa e sob controlo das
antoridades competentes e contribuir para a estabilidade
político-mulitar nas áreas fronteinças e em todo o ternitório
nacional [5so será promovido através da dinamzação e
funcionamento das Comissões Bilaterais existentes ou à
cnar ou de mecanismos de acompanhamento dos acordos
Na região da África Austral, em que Angola se
encontra inserida, as acções polínco<bptiomáticas serão
especialmente onentadas para (1) a afirmação do País no
contexto regional e da SADO, (11) o estabelecimento de
alianças e apoios às posições do Governo Angolano, ft!)
desenvolvimento de acções concorrentes para a paz,
estabilidade e desenvolvimento da região, (tv) manter e
fortalecer todas as ahanças e acordos estabelecidos com os
países immítrofes ou da SADC
Na África Central e Ocidental, será promovido o
aumento da presença de Angola e serão desenvolvidas,
através de uma política de abertura com todos os países da
região, acções pelítico-diplomáticas, que conduzam à sua
afirmação Neste sentido incentivar-se-ão à reactivação da
Corssão do Golfe da Guiné e a criação de condições para
uma melhor articulação entre a CEEAC e esta orgamzação
Assim e à luz dos poncípios onentadores da Comissão
do Golfe da Guiné, serão unplementadas acções tendentes
a prevenir conflitos entre estados membros da sub-região
Na que concerne à África do Norte e Médio Onente
serão implementadas as seguintes acções (1) reforçar as
relações de amizade com alguns países da região, (11)
acompanhar o desenvolvimento dos acontecimentos e a
situação na República Árabe Saharaui Democrática e
apoiar as posições que conduzam à autodeterminação desse
povo, e (11) acompanhar a evolução dos processos de paz
entre Isracl e a Palestina e outros países da região As
relações com os Países Europeus serão aprofundadas, tanto
no plano bilateral como no multilateral, nomeadamente
diante das seguintes acções (1) promoção da implementação dos compromissos assumidos pelo Estado
Angolano face aos parceiros de cooperação, (1) mobilzação de recursos financeiros para a reconstrução nacional,
o relançamento da produção interna e à modernização da
economia nacional, (211) reforço das relações de cooperação
com os países que têm apoiado mat:s claramente a acção
governativa em Angola, e (7v) realização de visitas oficiais
e de trabalho de membros do Governo Angolano e de seus
homólogos a Angola
No continente americano serão aprofundadas as
relações político-diplomáticas é de cooperação com os
seguintes países Estados Unidos da América, Canadá,
Brasil, Cuba, Argentina, Uruguai e México
Relativamente à Ásia e à Oceânia procurar-se-Áá uma
séria alternativa a tradicional cooperação com a Europa,
promovendo o reforço de parcerias com esses países
susceptíveis de contribuir positiva e rapidamente para a
concretização dos desafios que se colocam ao Estado
Angolano Nessa perspectiva, serão concluídos acordos
multifacéticos bilaterais incentivando a fórmula de
cooperação dois mais um, bem como o aprofundamento
das relações no quadro dos mecanismos multilaterais
instituídos como o TICAD e fórum China-África é gerão
R%O DE 2004 2563
1ntensificados contactos à todos 05 níveis, sobretudo entre
empresas públicas e privadas de ambos os países
No quadro das relações com as instituições de Bretton
Woods, designadamente com o Banco Mundial e o Fundo
Monrctánio Internacional, serão desenvolvidas acções com
vista a um maior benefício de Angola da sua qualidade de
país membro Neste sentido o esforço interno que ven
sendo desenvolvido no damínio das políticas macroeconómicas e das políticas sociais será complementado
com acções visando sensibilizar essas mstituições e através
delas, a comunidade internacional sobre 4s condições em
que o País se encontra efectivamente e concomitantemente
aos desafios que se colocam
VIL Sub-programas e Metas Específicas
1. Sub-programa integrado de relançamento da
actividade económica
1.1. Âmbito do sub-programa
À integração das acções consideradas neste subprograma tem presente o seguinte
assegurar à coordenação e convergência dos
mvesimentos públicos e privados no que toca
ao relançamento da actividade económica,
evitando, deste modo, o desperdício de recursos
e permitindo à criação, num curto espaço de
tempo, de novas fontes de emprego e de
rendumento,
neste sentido, deverão ser definidas e desenvolvidas
acções integradas, baseadas na constituição de
cadeias produtivas (clusters verticais e
honzontais), de realização de curto prazo, com
impacto directo na melhona do bem estar das
populações, principalmente no que respeita à
segurança alimentar e à revitalização da
economia tcural Em particular, dever-se-á
cuidar do seguinte
desenvolvimento de emos de produção agro-imndustrial e das pescas,
dinamização da cultura de cereais para níveis que
permitam à constituição de stocks sem descurar
as necessárias infra-estruturas de armazenagem
(silos, câmaras de frio),
desenvolvimento do processo de multiplicação das
sementes,
desenvolvimento dos principais canais de 1mgação
agrícola,
Tostauração dos sistemas do mercado interno,
visando a interligação das áreas com excedentes comercializáveis com as áreas de
elevado consumo,
Os investimentos públicos a montante da actividade
económica deverão ser estruturantes e por consegunnte, à
sua realização visará a viabilização dos investimentos do
sector privado, no âmbito das diferentes cadeias
produtivas, bem como facilitar a circulação de pessoas e
bens, com prioridade para
estradas, como base para a circulação de pessoas e
bens e para o funcionamento e interligação dos
mercados,
obras urgentes de reabilitação de vias férreas (ainda
que em extensões limitadas), portos e
aeroportos,
CNCrgia c água,
telecomunicações,
desminagem para garantir à segurança do regresso
das populações aos seus loçais de ongem, bem
como a execução de investimentos,
promover a parlicipação do imvestimento privado
(nacional e estrangeiro) no relançamento do
sector produtivo do País, particulanmente no
respeitante ao desenvolvimento das cadeias
produtivas do sector agro-tndustrial e das
pescas
Das linhas de orientação para este sub-programa
decorre, para uma adequada consistência da sua
implementação (física, financeira e humana) c uma
racionalidade cconómica da aplicação dos recursos
financeiros que lhe serão imputados, a necessidade de
estruturar e miegrar as acções a desenvolver, segundo duas
threcções bern definidas, embora mterrelacionadas
O8 eIxoS/acções a desenvolver no âmbito das mfra-
-estruturas de apoio à actividade económica
que, como sabemos, condicionam ou potenciam, segundo o seu estado de conservação,
dimensão e qualidade, a implantação e o
funcionamento das actividades de produção e
de distribuição à jusante,
os elxos/acções a desenvolver no âmbito dos
sectores económicos e que no sentido de
acorrer às necessidades prementes e imediatas
da sociedade angolana melhor se enquadrem no
objectivo da segurança alimentar c desenvolvunente rural, o objechvo pnontánio da Estratégia de Combate à Pobreza na área da
revitalização e relançamento da econcmmua
Esta visão de mteracção entre os diferentes promotores
de acções que contribuem para 6 mesmo resultado é
importante, porque facitita e potencia uma maior
operacionalidade na coordenação, implementação e gestão
do sub-programa
Neste sentido o sub-programa será desenvolvido em
duas componentes, destenadamente a das 1nfra-estruturas
básicas e à do fomento da produção interna
Infra-estruturas Económicas Básicas
Sem um funcionamento eficaz e eficiente das :nfraestruturas de base não pode haver cuculação de pessoas e
bens, fornecimento de água e energia às acbvidades e à
população, nem saneamento básico, o que contribui para
uma paralisação ou redução do processo produtivo e da
economia em geral
As infra-estruturas de base tornam-se, assum, um factor
relevante da actividade das empresas e da Administração
Pública e também da competitividade das economias
Neste contexto os investimentos em infra-estruturas
económicas de base, tratados neste sub-programa incluem
as estradas e pontes, caminhos de ferro, portos, aeroportos,
energia e Água, saneamento e telecomunmcações por serem
determinantes na criação de condições para atrair €
viabilizar os investimentos do sector privado (nacionais e
estrangeiros) tão necessários à dinamização e revitalização
da economia angolana
Fomento da Produção interna
À economia angolana é como se sabe, uma economma
br-mineral ou seja, sustentada, no essencial, por dois
sub-sectores a indústria petrolífera e a dos diamantes
Esta afirmação deve ser Lida na óptica restrita da
geração de recursos financeiros para o País (receitas fiscais
e divisas), porque na realidade e, sobretudo, após 2002 o
desenvolvimento do mundo rural (uma priondade para
onde há que canalizar múltiplos esforços materiais,
humanos e financeiros) começa à ser estruturante da vida
das pessoas e da sociedade 60/70% da população vive,
alimenta-se e habita nesse ambiente
À situação actual da sociedade angolana, sem perder de
vista esta estratégia de mudança de longo prazo ou até
integrando-se nessa filosofia, euge porém, ne curto prazo,
que se dê priondade e atenda à satisfação das necessidades
básicas, prementes e imediatas, da população que se
traduzem no combate à pobreza e na melhoria de conforto
pessoal
Para 18to, o Governo de Angola fez aprovar uma
Estratégia de Combate à Pobreza (ECP), centrada na questão da segurança alimentar
No prossegumento da implementação das onentações
da PCP e de muitos outros programas que, a nível dos
diversos sectores, se cruzam na implementação daquela
estratégia, à incidência focal do Programa de Governo para
2005/2006 no domínio da econonua real será também uma
aposta na produção e distribuição dos bens alimentares ou
melhor 6 aumento da produção interna com vista ao
alcance da segurança alvmentar
A Figura | relativa à segurança alimentar permite
viSsNalizar, de forma simples e simplificada, as inter
relações entre as actividades que vão no sentido da
preocupação de cnar e desenvolver as condições para uma
melhoria da segurança alimentar que, nesta fase de
urranque e desenvolvimento de Angola, vai ter por suporte
o desenvolvimento rural
Delimitação das cadeias produtivas priontárias
As cadeias produtivas que vão sustentar prioretariamente o contributo de orngerm angolana para à segurança
alimentar colocando no mercado bens comercializáveis
para responder à satisfação das necessidades da população
e àãos inputs das actividades de transformação estão
referenciadas no quadro das metas para o biénio
Estag caderas produtivas integradas nos emxos de
produção agro-pecnuária e das pescas serão o alvo
PnONtánrio da afectação directa e mairecta do investimento
público e para elas confluirão as políticas e medidas de
políticas que vão no sentido da captação de investimentos
(nacional e estrangeiro) do sector privado
Neste contexto destacamos algumas fileiras bem como
os pnncIPaIs perímetros utigados pela sua mportância e
contributo, a diferentes níveis, para o processo de produção
sustentável de bens alimentares e de revitalização do meio
rural
à fileira de produção das sementes pelo efeito
potenciador na revitalização da economia mral
ao fornecer a semente de qualidade Os
mecanismos e às acções de controto e
fiscalização da produção, comércio, importação
e exportação de sementes/mudas em todo o
País serão desenvolvidos no âmbito da criação
do sistema nacional de sementes, garantindo
assim à sua qualidade
a fileara dos cereais, por ser a base da dieta alimentar
do povo angolano, onde o milho assume um
lugar de relevo e que desfruta de fortes
potencialidades de produção No momento
presente, a taxa de cobertura da sausfação das
O DE 2004 2565
necessidades alimentares por produção
nacional está abaixo de 50% e as estunativas,
no final da vigência deste Programa de
Governo, apontam para 55,4%
a fileira de produção do café, pelo mpacte que pode
ter no desenvolvimento do sector privado
agrícola, apesar da sua unportância para a
economia das famílias murais Refira-se ainda
que estão em curso acções visando o fomento
do café arábica no planalto central, uma
espécie de alto valor de mercado O relançamento desta fileira vai permitir, segundo
estimativas existentes, a estabilização de
80 000 famílias nas áreas de produção cafeicola
E cnar cerca de 250 000 empregos directos e
indirectos para deslocados e desmobilizados,
potenciando ainda a instalação de redes de
comércio rural No entanto, só à partir do
3º ano se espera à produção de 22 mil
toneladas de café comercial
as regiões de intervenção & os perímetros umrigados
que pelo seu posicionamento geosráfico e pela
existência de infra-estruturas, apresentam um
elevado potencial de resposta mais rápida às
necessidades das populações, dando assim
consistência ao desenvolvimento das fileiras e
potenciando o aparecimento de empresas
privadas
QUADRO 1
Príneipais perímetros umgados
Cabinda 3 000 | Horto-froutícolas, cereais, raízes e mbérculos
C€ Norte 565 | Horto-fratícolas, cereais, raízes e tubérculos
Luanda 27 000 | Horto-rutícolas, cereais, raízes e tuberculos
Luanda 5 480] Pecuária
cs 10 600 | Cereais € pecvana
Benguela 4 100 | Hortícolas, fruteiras, cercais raízes tubérculos e
tabaco
4 500 | Horticolas-fruteiras, cereais, raízes e tuberculos
Huíla 3 000 | Horticolas-fruteiras, cereais, raizes e tuberculos
Huíla 6 000 | Pernána
Namibe 600 | Hortícolas-fruten as, raizes tubércolos o pecuana
Cuntno 500 | Hortícolas, cereais, tuberculos e pecuária
Este sub-programa tem, contudo em termos de sectores
produtivos, uma abrangência mais alargada, embora o foco
principal de incidência seja a segurança alimentar e à
revitalização do mundo rural
Os restantes sectores da economia real também devem
Integrar este sub-programa por serem fornecedores de
inpuis ou de equipamentos embora não com à prondade
dos sectores que contrilbiem mais directamente para o
prosseguimento daqueles dois grandes objecuvos definidos
pelo Governo
Este vasto conjunto de sectores pode desempenhar uma
acção determinante na óptica de diversificação da
economia e por outro lado é beneficiário e utilizador das
mnfra-estruturas económicas de base
O sucesso ou insucesso dos minvestumentos realizados
em sectores como a indústria transformadora, extractivas
não petrolíferas, tansmo e comércio está muto dependente
do bom ou mau funcionamento das infra-estruturas
económicas de base
Há dois sectores que, no entanto, apesar de não
contribuirem directamente para a segucança atimentar, pelo
relevo que têm na economia angolana numa óptica macroeconómica, precisam de ser bem acompanhados Exactamente aqueles que são hoje a base da econanua o petróleo
€ os diamantes
2. Objectivos
O objectivo mais geral que se pretende atingir com este
sub-programa é o de, com iguais recursos, produzir mais e
melhor por forma a combater a fome e a pobreza O trabalho de integração consiste, assim, em articular as diversas
acções que, embora realizadas por entidades e sob
responsabilidades diferentes, confluam para a mesma
finalidade
Neste contexto, há que priorizar, em termos de
afectação de recursos, os sectores que se enquadram nesse
Objectivo e que são, por um Jado, as infra-estruturas básicas
de apoio ao processo económico (estradas, pontes e energia
e águas), cuja incidência social é também bastante
significativa e por outro, as actividades económicas que
produzam e colocam no mercado bens alimentares Estas
abarcam, no essencial, a agricultura e pecuária, pescas e os
sub-sectores das indústrias de almentação e bebidas
Outra área fundamental deste processo é a do
comércio/distribuição dos produtos e a da stockagem como
suporte O desenvolvimento do sistema de comercialização
é deveras determunante para à econonmua de Angola e em
relação ao mundo rural o seu funcionamento permitirá
assegurar o fluxo da produção excedente para áreas de
maior procura é como retorno gerar rendimentos para os
agricultores À reposição e a agilização dos circuitos
comerciais vai inçentivar os agricultores a investir em
Inputs e ferramentas com repercussão no aumento efectivo
da produção
Infra-estruturas Económicas Básicas
Neste domínio do sub-programa, torna-se essencial a
articulação do planeamento físico, humano e financeiro
para evitar atrasos e estrangulamentos de realização ou
seja, é preciso programar e executar em tempo certo e de
forma concertada aqueles mvestimentos que, embora da
responsabilidade de diferentes Ministérios, concorrem
para, em conjunto, atingir as metas programadas
Monitorar à execução através de indicadores de
acompanhamento e controlo é uma tarefa determinante do
SUCESSO
Fomento da produção interna
Para esta área do sub-programa, tendo subjacente uma
estratégia de diversificação da estrutura produtiva e
económica de Ángola a longo prazo, 08 objectivos mais
mmediatos no biênio 2005/2066 para responder à situação
aciual, são
à segurança alimentar,
a revitalização do mundo rurai, através da cação de
condições para fixar a população na actividade
produtiva e do desenvolvimento do sector
empresanal privado
13, Metas
No quadro 2 sintetizam-se as principais acções e
metas/acção, para o período 2005/2006, através de um
indicador físico, segundo o tipo de mfra-estrutuça básica de
apoio às achvidades económicas O mdicador assume umas
vezes valores quantitativos, outras, à taxa de varação
Nos quadros 3, 4, 5 e 6 estão apresentadas metas
quantificadas relativas a algumas cadeias de produção
previstas para o fim do período de vigência do Programa
do Governo
Na caso das actividades da indústra transformadora,
alimentação e bebidas, 0 indicador possível foi o das
m]ntenções do mvestimento pnvado, medido pelo número de
empresas à implantar por actividade Nos outros, o
Indicador corresponde ao output esperado, ora avaliado em
taxa de crescimento no período, ora em termos de
gquanhdades a produzir
QUA
Metas — míra-es'
Transportes rodoviános Reatiltação de estradas
Renhilttação e construção de pontes
Aumento da oferta de meios de
transporte
Canuões
Autocarros para transporte urbano &
Inter provinciais
Aeroportos e aeródromos e aqui- | Reabilitação
sIÇão de meios de transportes
Construção
Aquisição de meios de transporte
Portos, smahzação maríttea é | Reabbibtação
aquisção de meios de transporte Portos
Faróis
Farolins
Bóias
Construção
Aquisição de mmos — Barcos
Ferry-Boats
Lanchas para capitantas
Reabihtação de faróis e farolims
Caminhos de ferro Reabilitação
Aquisição de maternal circulante
Água Aumento da capacidade de produção
de água tratada (sedes de provioca)
Aumento do número de chafanzes
Pontos de captação de Água
Sancamento Programa Luanda Limpa
Enetaia Taxa de vanação da produção de
electcidade
Taxa de crescunento da capacidade
disponível de produção
Taza de variação da rede de
transporte e distnbuição de electncxiade
O DE 2004 2567
DRO 2
troturas económicas
Indicador físico
4194Km Nacignal
Construção de 2000m | Nacional
Reabilitação de
17 pontes
2750 viaturas Nacionz]
116 aotocammos
12 Luanda, Huambo, Bié, Saunmao, Ulze, Malanje
Cabinda, Moxico, Lunda-Norte, Lunda-Sul,
Cuando Cnbango e Zavre
2 aeropgares Zaire (N'Banza Congo) e Lunda-Sul (Saunmo)
9 aeronaves para a | Nacional
TAAG
4 Cabinda, Cuanza-Sul, Namibe c Zaire
ts Cabinda, Zaire, Luanda, Benguela e Namibe
40 Cabinda, Zaire, Cuanza-Sul, Bengucla e Natmbe
4 Cabinda e Zaire
1 Porto seco Luanda (Viana)
2 Nacional
2 Luanda
3 Cuanza-Sul, Benguela e Narmbe
Cabinda e Zaire
Troço Baía-Malanje | Luanda, Cuanza-Norte, Malanje
(CFL)
Troço Cubal-Luau | Benguela, Huambo, Bié, Moxico
(CFB)
Troço Namibe-Matala | Namibe e Huíla
(CFM)
Nacional
113%
2%
4%
Luanda
21%
36%
536%
QU?
Produção agr
|O ses | riesponme | ras — |
Agricola Cereais Milho
Massango/Massambala
Arroz
Raízes e tuberculos | Mandioca
Batata rena
Batata doce
Leguminosas dei Feyão comum e feyão
grio Frado (macunde)
Amendoum
Oleaginosar Palmeira de dendém
Soja
Gurasol
Oriícolas e fru-
161788 Reforçar e consolidar
produções do banana,
cImnDOS & Manga
Café
Sementes
Fibras e vegê-| Programa de reabilitação
tas da sisal e do algodão
Pecuária Tarne Bovino
Capnrino é ovinos
Suínos
Coelhos e porcas da
India
Aves
Leite Leite
Ovos Ovos
Cortumes Cortona
Florestas Fomento florestal
Madeira
Apicultora
:DRO 3
pecuária Mrtas
1924 1018,7| Cuanza-Sul, Moxico Cabinda Benguela, Hiambo, Bié Hufta, Malanje
386,4 247,6 | Cuanza-Sul, Moxico, Benguela Hufla
Cunene, Cuando Cubango Namibe
719 934] Lunda-Norte, Lunda-Sui, Vigo, Malanje,
Moxico, Huamtmo e Bre
14017 568,1 | Produção ra grande matoris das pro
víncIas
12,5 30) Huambo, Bie, Benguela, Huíla, Cunnza-
-Sul, Melanje e Namibe
1839 785,8| Todo a temtono nacional
414,6 212,5] Todo o território nacional
165,6 70,7 | Cabinda, Zaire, Vige, Malane, Cuanza-
-Nonte, Cuanza-Sul Lunda-Norte,
Lunda-Sul € Moxico
3,5 5,7) Bengo, Cabinda, Cuanza-Sul, Zaire,
Cuanza-Norte e Benguela
3,6 4,7| Huambo, Bié, Malanjc, Hufla, Cuanza-
“Norte e Cuando Cubango
A fomentar Benguela, Cuanza-Su!, Huambo,
Malange, Bié, Huíla
Cnturas verdes das eidades é perímetros
ungados
152,4 22| Cabinda, Uige, Bengo, Cuanza-Norte e
Cuanza-Sul
12 1,3] Todo o terniono nacional
Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, Malane e
Benguela
10,8 mil ton | Todo o País
8,1 ml ton | Todo o País
20,3 mi! ton | Todo o País
Todo o Pais
2 mi ton | Toda o Faís
1200 mi! litros
180 milhões| Cabinda, Malanje, Luanda, Lundado ovos -Nortc, Benguela, Huambo, Bic e
Hoflz
A, ton Luanda, Benguela, Huíla e Cunene
Repovoamento | [350 mi] plande 2000h Tas Todo a País
160 000 metros
cúbicos de
madeira em
toro Todo o País
Carvão vegeral
30 000 om
Lenha 29 000
esteres
4 apanos mestres com 120
colmeias 15010m Em quase todo o País
As estimativas de impacto da globalidade destes QUADRO 5
perímetros apontam para a constituição de 6000 PME e o Pescas: Metas (ton)
beneficio de 1 614 672 famílias rumis orgamzadas ou não
em cooperativas ou associações, ocupando directamente
Produta
cerca de 8 073 000 pessoas ee as | as
QUADRO 4 Capturas
Pescas. Metas
Tata deTaas Pesca umlusnal/sem-undusinal 150 863 169 305
(%) exoda amo) Pesca mantuna 132750] 152600
no mena 2005- Pesca continenta! 15700 15700
2 Aquicultura | 550 5 000
Capturas 25%
Fesca artesanal 19% Transformação mdostral
Pesca industrial e sem -industnal 43%
Seco e meia cura 51202 S6812
Transfortação industrial 42% Congelado 43 DOO 67 042
Seco & meia cura n% Fresco 127639 | (86259
Congelado 29%, DISCIVAS 1720 6 880
Fannhas e óleos 165% Fannhas c olcos 4 800 16 800
Produção de sal 58% Sal iodizado 95658 | 120658
GRÁFICO 1
Pesca: taxa de variação média anual (2005-2806) em ton
Produção de St ITIIIEZTEGTO
Farinhas 5 ndeos [TT IIST e Fr ITS VERAS A
Conqeiaso [TETRA
d
Seco é Meia Ursa, FAST]
Translormeção Insiveinal PUTOS
Pesca Indud s Eemitndisa oz NEN
Prosa Arkeco rel
Soptars
Mo 2% 4% o 506 30% 00% 120% (00% 180% 16X:
QUADRO 6
Alimentação e bebidas. Projectos empresariais
Denvados de came 2 | Obras de construção evil é aquisição de | Hufla 5 Cunene
qu parentos
Conservas Obras de construção civil e aquisição de
Pqupamentos
Peixe 3 Namibe/Luanda
Frett 2 Hufla/Huambo
Massa e polpa 2 | Obras de construção civil é aquisição de
equipamentos Huíla
Torrefacção de cafe 3 | Obras de construção civil e aquisição de | Uigse Cuanza-Sul, Bengo. Cabinda e Cuanza-
Equipamentos «Norte
Moagens
Mandioca 1 | Obras de construção civil e aquisição de | Lunda-Noric/Bié/Huambo/Malanje/Luanda/Namr-
Muko 4 | equipamentos be
Tngo 1
Descasque de arroz 1 | Obras de construção civil e aqueição de | Malane
equipamentos
Massas alimentícias 2 | Obras de construção cerv1l c aquisição de | Luanda/Benguela
eCQUipamentos
Bolachas e biscoitos 2 | Obras de construção cival e aquisição de | Luanda/Benguela
EquipaMEentOS
Confertana 5 | Obras de construção civil e aquisição de | Luanda, Benguela, Hufla e Namibe
cquipamentos
Panificação e pastelana 15 | Obras de construção civil à aquisição de | Moxico, Lunda-Sul, Huambo, Lunda-Narte, Bic,
equipamentos Víige, Zaire, Cunene, Cuando Cubango, Bengo,
Cabinda c Cuanza-Norte
Quayo e manteiga 2 | Obras de construção cavil e aquisição de | Heila e Cuanza-Sul
equipamentos
Óleo alimentar 1 | Obras da construção civil e aquinção de | Luanda
equipamentos
Rações para animais 2 | Obras de construção civil e aquisição de | Luanda c Benguela
equipamentos
Óleo de palma 1 | Obras de consurução civil é aquisição de | Cuanza-Nonc
equipamentos
Bebidas
Cenvejas 1 | Obras de constroção civil e aquisição de | Malanjye, Luanda, Bengo e Benguela
Refngerantes e sumos 1| equpomentos
Água mineral 1
Bebidas fermentadas [
Conservas de frutas | | Obras de construção civil e aquisição Be | Hola, Benguela e Cuanza-Sol
equipamentos
1.4. Resultados Esperados e Programação Finan- (as intervenções públicas — projectos — que concretizaceira, Infra-estruturas Económicas Básicas e Tão as acções constituem o conteúdo do Programa de
Investimentos Públicas por sub-programas e e1xos)
Fomento da Produção Interna Infra-estruturas básicas (ver quadros segumtes)
NC NAO
Emo 1- Obras públicas Meclhona da circulação de pessoas c bens, sobretudo entre 39 600,1 67 583,7
às cidades e o campo, com efeitos positivos no
tiescivolvimento esonómico c bem estar da população
Reposição e funcionamento condigno dos órgãos da
Adimunstração do Estado
Minumzação das acções acentuadas de arosão
Meihorar o estado de degradação das infra-estrturas de
saneamento básico de Luanda
Acção 1 — Equipamentos ce mutenáais de | Aumento da produção de inprrts o de equipamentos, melhoconstroção rando aàssum a capacidade de resposta do sector
Acção 2 — Recuperação, 1eabilitação e
Expansão da capacidade
E:xos 2 — Expansão da capacidade de | Promover a actualização do Plano Direcior da Rede 27 231,5 9953,8 37 185,3
produção, transporte e distribuição de | Eléctrica Nacional « dos planos directores das redes de
electricidade distribuição das cidades
Reformular o quadro inshtucional do sector elécinco,
promovendo à desverucalização de sector e a criação de
estruturas na distbuição mais próxumas do coosvmidor
Implementar os mecanismos legais e institucionais que
permibrão regular a actividade do sector electoco
Estimular & regular à acuvidade empresarial privada na
recuperação e desenvolvimento das infra-estruturas do
Acção 1 Ampliação da Central Hidroeléc-| sector
Wwica de Capanda, incluindo a instalação dos
Emupos 3 e 4 e das redes de iransporte
associadas
Acção 2 — Recuperação do s1stema Centro e
Instalação de potência térmica adicional
Deste sISIETAa Pera assegurar o fornccumento
de energia às Cidades de Bongucla, Lointo e
Huambo
Acção 3 — Recuperação e ampliação das
redes de distrbuição nes regiões de Loanda,
MNdalatando, Caxito e Malanje
Acção 4 -— Outras acções de reabilitação e
amphação de instalações clécincas
Eu 3 — Expansão da capacidade de
captação e distribuição de água
Acção | — Construção da etapa 111 do
Projecto de aguas de Luanda Sudesle com
destaque para ampliação da rede de
distnbução
Acção 2 — Construção do novo sistema de
abastecimento ietegrado das Cidades de
Benguela, Lobito, Catumbela c Bafa-Futa
Acção 3 — Recuporação o ampliação do
sistema de água das Cidades de Malzanje,
MNdaktando, Huambo, Kinto, Caxito e Ulge
Acção 4 — Oulras acções de reabilitação e
ampliação de sislemas de captação c
distnbomição de água
Emxo 4 —Transportes
Acção 1— Capital humano
Acção 2 — Capacitação institucional
Acção 3 — Recuperação, reabilitação e
expansão da capacidade
Acção 4 — Serviços de transporte
Ema 5 — Telecomunicações
DE DEZEMBRO DE 2004 2571
Costos (milhões de Kwanzas)
Metas/resultados espesados quo
CENTENRTE
Conclusão dos Planos Directores de abastecimento de água
das cidades inclundo à componcnte de saneamento de
aguas residuas
Reformular o quadro institucional do sector das aguas
promovendo à constituição de estruturas adequadas de
gestão dos recursos hídricos e dos sistemas de
abastecimento de agua é de sancamento das águas
readoais
Implementar os mecanismos legais € institucionais que
permitirão 1cgulas à utilização dos recursos hídncos e
Earantu vma actuação permanente no sentido de assegurar
n disponibilidade e qualitativa de agua para diferentes esos
Estimular c regular a actividade cmprcsarial privada nos
serviços de nhastecimento de água e sancamento, como
complemento dos serviços públicos
Melhona da oferta de transporte rodoviário, de pessoas « 268,0 | 43991
bens, neste ultimo cãso, dinamizando o comércio através
do aumento da feota de gutocarros e comiões
Frosseguir com a recuperação das bnhas de caminhos de
ferro
Recuperação das infra-estruturas aeronávticas de forma a
Jausfazer Os CSquisitos MIUMIMOS indispensáveis
Licenciamento da actividade aos operadores privados,
através de concurso público
Alargamento da sede básica/sistema nacional de 6518 280,2 9320
telecomunicações
Aumento dz oferta de serviços de Lelecomunmcações de
qualidade a uma população muito carenciada desses
serviços
Incremento da concorrência no sector, estimulando 03
operadores privados, pelas facilidades adicionais
introduzidas em matéria de interligação entre operadores e
melhona da fluxo de informação nas esferas da economia e
da sociedade
A as Ear
Enoirrção Melasresutíndos esperados
CENTRE TE
Acção | — Capital humano
Acção 2 - Capacitação Institucional
Acção 3 — Recuperação reabilitação e
expansão da capacidade
Emxo 1 - Agro-pecuâária Aumento da produção de sementes de qualidade de forma T99,5 9 786,6 177751
«a melhor responder às necessidades do mundo rural
Aumento da produção de cereais é de leguminosas
Contribeto para à melhoria da segurança alimentar
Acção 1 — Capual humano
Acção 2 — Capacização mstilucional € imvesugação
Acção 3 — Infra-estruturas de apoio à octivrdade da pesca, distribuição e comerciahzação
Acção 4 — Financiamerto da actividade
produtiva
Euv 2 — Cluster das acirvidades da pesca Aumento das capturas de pescado 18 298,4 9334,8 | 276322
Aumento da transformação indusinal dos produtos da
pesca
Aumento da produção de sal
Acção | — Capital humago
Acção 2 — Capacitação insbtucional e inves-
Ugação Aumentar a prestação de serviços e assistência tecnica a
pesca continental e artesanal
Acção 3 — Infra-estruturas de apoto à acuvidade da pesca, distribuição e comercia- | Reabilitação da ponte-cais da Cofopescas em Luanda
lização Reatilitação do cais de Kivcombo no Cuanza-Sul
Restultação € apeircchamento da Cofopescas em Luanda
Acção 4 — Financiumento dz acuividado
produtiva
Emo 3— Indústria transformadora Melhona da capacidade produtiva 75804 10 597,9
Aumento anual du produção mdustnal
Cnação de novos postos de trabalho
Cnação de novas empresas
Acção | — Capital] humano
Acção 2 — Capacitação mstiticional
Acção 3 - Infra-estroturas de apoio à
Ivucalização indusinal
Acção 4 — Financiamento da aciividade
produtva
Emo 4 — Indústria extractiva não| Melhonada gestão de concessões muntiras
petrotífera Contnbu para a diversificação no aproveitamento dos
TecursOS IMHN&UOS
Acção 1 — Capacíação institucional
Acção 2 — Financiamento da actividade
produbva
Ewxo 5 — Indústria: petrolífera
Acção | — Capital humano Angolamzação do sector petrotífero
Abngir a taxa global de angolamzação de 80%
Acção 2 — Reforço institucional Aumenta das competências do Munusléno dos Petróleos
para melhona do processo de supervisão e controlo da
actividade
e mato AAA
EmxolAcção Metas/cetulzdos esperados
aos | ams | rel |
Acção 3 — Exploração, desenvolvimento e | Início da actividade de prospecção das bacias intonores
produção do petróleo bruto e gás (Kassanje, Okawango e Etosha) c remicio da actividade no
Dvoshore Kwanza
Cessação de todas as prorrogações dos períodos de
pesquisa
Início da produção dos campos Benguela/Belize (Bloco
e dor campos Kizomba B (Bloco 15) e DátiaCamelia
(Bloco 17)
Implementação dos projectos para o aprovesiamento do gas
associado
Alungr uma produção média diána de 1200 000 byd em
2005 e à 509 000 em 2006
Acção 4 — Comercialização do pelróleo | Extensão da rede de distbuição a todo o País
bruto e seus dervvados Arrecadação de receitas cambiais
Alngu vendas ne mercado imterno de 2 milhões de Tn/ano
€ Uma taxa de crescimento de 3% so ano
Emo 7 - Turismo Aumentar a capacidade de alojamento hoteleiro do País
Aumentar o volume de emprego
Apguio ao desenvolvimento do sector pnvado
Acção 1 — Capital humano
Acção 2 - Reforço imstitucional Informatização do Munusténo
Acção 3 — Financiamento à actividade turís- | Auroento da capacidade hoteleira em 2 665 quartos
ta
Eixo 8 — Comércio e outros serviços não | Simplificação dos procedimentos do licenciamento 11428 125,5 1 268,7
Imanceiros comercial
Meihorto do controle e fiscalização da qualidade dos bens
alimentares
Acção | — Capacitação institucional
Emo 9 — Serviços Fmanceiros
Foral 134667,0) 96 440,5] 2311077
1.5. Participação do sector privado no financia- (PPI) e as medidas e acções para promover um maior
mento das infra-estruturas de apoio às activi- envolvimento do sector privado no desenvolvimento de
dades económicas: infra-estruturas nos seguintes sectores electncidade e gás,
água é saneamento, transportes e telecomunicações O
Como já Toi! salientado, os danos nas infra-estruturas de — relatório estabelece uma tipologia de acções baseada na
Apolo à actividade económuca, decorrentes de vários anos — fixação de três horizontes temporais alternativos 3-5 anos
de conflitos armados, constituem um dos principais (curto prazo), 5-10 anos (médio prazo) e até 2020 (longo
factores condicionadores do desenvolvimento económ:co e — prazo) Dada a pertinência das parcerias ptiblico-privadas
social de Angola À superação dosta situação exige um — no contexto do financiamento da reabilitação das 1nfraforte investimento que terá de ser financiado por fundos — estruturas no quadro da execução do Programa Geral do
provementes de várias ongens dotações orçamentais do — Governo e tendo em conta a natureza bienal do Programa
Estado Angolano, doações internacionais e financiamentos — do Governo e a necessidade do estabelecimento do quadro
privados regulador, destacam-se as acções de carácter transversal, a
serem realizadas durante o biénio, devendo os sectores das
O «Relatório de Enquadramento Nacional sobre — infra-estruturas 1dentificarem e realizarem as acções
Angola Oportunidades para a Participação Privada nas — concorrentes à mobilização do sector privado no
Infra-estruturas» 1dentifica as oportunidades e os — desenvolvimento das mesmas com base do estudo Já
obstáculos para à participação privada nas infra-estruturas elaborado.
Acções transversars: plano de acção
ses TOO
Política Insinueio- | Publicar documento traçando e explicando a
nal política angolana em relação à PP]
Renplizas uma campanha de divulgação pública da
PF]
Criação de vma estrutura dedicada à PP
Estabilização macroeconómica de forma a criar o
Finanças c créduo — | ambiente propício à concessão de credito às
acuvidades produtivas
Rever a capacidade e sislemas de incentivos do
actual mercado de crédiio domestico
Encorajar os bancos à expandir as suas operações
Aprofundar o enquadramento regulador das infra-
Quadro legal e regu- | “estruturas dos diferentes sectores covolvidos
lador
Implementar uma gestiro de tipo empresarial nas
Nivel de empresa empresas de serviços de infra-estruturas
Assegurar à adopção de praticas contabulfsticas
adequadas
Imaoiar programas de reforço de capacidades para
Emprego todos os níveis de pesseal qualificado
1.6. Um bom desempenho no brémo 2005/2006 na
área das 1nfra-estruturas económicas exige uma articulação
exigente entre os Ministérios cujas funções são as de
concretizar DO terreno as diferentes infra-estruturas,
Ministério das Obras Públicas, Ministéno dos Transportes,
Ministério da Energia e Águas e Ministério dos Correios e
Telecomunicações, quer com os Ministérios que lhes
podem fornecer inpuls como a indústria e a indústria
extractiva não petrolífera, quer com os sectores produtores
de bens e produtos (todos os da economia real), com realce
para, na situação actual, se atingir o cumprimento das
metas no domínio da segurança alimentar que é a
prioridade prumeira do Governo de Angola Neste contexto,
terá de se operar um esforço de coordenação entre os
sectores produtores de 1nfra-estruturas e os sectores
produtores de bens alimentares, com relevo para o sector
agro-pecuário, pescas e indústria transformadora, na sua
componente de produção de bens alimentares e bebidas e
anda com as respectivas actividades conexas
7,2. Sub-programa integrado da melhoria dos ser-
viços sociais:
1. Âmbito do sub-programa:
Este sub-programa, estruturante no contexto do
Programa do Governo para o brénio 2005-2006, sustenta-se
em dois grandes domínios, qualquer deles de vital
1mportância para o país no momento presente a saúde e a
educação Além destes domínios, o sub-programa integra
outros contributos, todos de enorme importância pelas
árcas que abancam, embora de menor relevância em termos
de mvestumento, como sejam a mulher, a yiventude, o emprego
e à formação profissional, à cultura, a comunicação social,
o desporto e os restantes domínios socIais, com excepção
da assistência social que, pela sua actual importância, se
constitur como um sub-programa autónomo
O sub-programa «Methoria dos Serviços Sociais», tal
como cada um dos outros, não esgota as medidas que
concorrem para alcançar os respectivos objectivos Entre
eles existem importantes ligações, havendo medidas
incluídas noutros sub-programas que não deixarão de ter
importantes repercussões neste e vice-versa Refira-se,
como Wustrativo desta situação, o estado da saúde que é
simultaneamente causa e consequência da economia
angolava
Com este sub-programa pretende-se remover parte dos
estrangulamentos xdentificados no capítulo referente ao
diagnóstico nos damimos que integram este sub-programa
Entre esses problemas destacamos
no domínio do estado da saúde da população, a
elevada mortalidade infanto-juvenil, menores
de 3 anos, com uma taxa de 250/1000 Entre as
doenças de maior incidência destacam-se o
paludismo, as doenças respiratórias agudas e as
diarreicas agudas De grande preocupação e a
merecer um combate especial é o VIH/SIDA
que segundo estimativas da ONU-SIDA terá
aungido em 2001 cerca de 350 000 angolanos
adultos, o que corresponde a uma taxa de
prevalência para os adultos de 5,5% De acordo
com outros estudos, esta taxa, para as
trabalhadoras do sexo, em Luanda, terá
atingido 33%,
no domínio dos recursos humanos na Saúde, às
disponibilidades são muto exigoas Os últimos
dados disponíveis registam cerca de 53 md
trabalhadores neste sector, dos quarts apenas
811 são médicos Cerca de 17 000 são
classificados como enfermeiros, mas apenas
163 têm fonnação supenos À estes valores há
amda que adicionar 3670 técnicos diversos de
thagnóstico e terapêntica À guerra afectou
também a distribuição geográfica dos profiss10Da!s de saúde, concentrando em Luanda
grande parte destes profissionais,
no domínio das infra-estruturas e equipamentos de
saúde a rede é insuficiente para cobrir às
necessidades da população Os centros de
saúde são escassos e concentrados em áreas
urbanas Estima-se que apenas 30-140% da
População tenha acesso a instalações de saúde
Há uma carência forte de equipamentos básicos
de diagnóstico, sendo de registar vm siemficativo número de centros e postos de saúde
Inoperacionais,
no que se refere ao abastecimento de medicamentos
essenciais são evidentes graves carências,
sendo o acesso da população ainda mosto
limitada Segundo a OMS apenas 20% da
população angolana teve acesso à medicamentos em 2001,
na Educação e no que se reporta aos seus recursos
humanos, constata-se que o fácio alunos?
iprofessor é bastante elevado, tendo por
exemplo em Luanda um professor frente a 7O
alunos Apesar dos esforços do Governo, à
maioria dos professores ainda não tem a
qualificação pedagógica;
o crescimento dos efectivos escolares não foi
acompanhado pelo aumento das infra-estrutuas escolares Como consequência, assistimos
a uma deterioração do rácio alunos/salas de
aula passando de 81 no ano lectivo 2000 para
LO8 em 2003 no [E nível, enquanto no IL e
ILE níveis, 0 rácio passou de 79 para 108 Esta
situação é mais problemática em Luanda e
poncipais centros urbanos, obrigando à que as
satas funcionem em regime de três turnos
diários,
o rendimento escolar não poderia deixar de traduzir
as condições descritas Às taxas de repetência e
de abandono são muito elevadas, sendo
sinónimo de desperdício de recursos pela
permanência de jovens na escola para além do
tempo desejável ocupando recursos educativos
que outros necessitam Somente 15,7% dos
alunos que frequentam a 1* classe conclui a
4* classe e para os alunos que concluem o
ensino do 1 nível, são investidos 4,75 vezes
mais recursos do que seria necessário se a
conclusão ocorresse nos 4 anos previstos na ter
No ensino do [II e IIT níveis de ensino o
rendimento é igualmente muito fraco,
a taxa de analfabetismo em Angola era, para a
população com mais de 15 anos, em 200],
de 58%, valor muito superior ao verificado
para os Países da Áfnca subsahanana que é da
ordem dos 38% Destaque-se à clara desigualdade de género no acesso à educação, com as
taxas de analfabetismo da população feminina
a atingir valores substancialmente mais
elevados do que a média nacional,
à cobertura geral em termos de Ensino Supenor É
nmtidamente insuficiente À baixa taxa de
escolaridade demonstra a fraca capacidade de
atendimento deste subsistema de ensino
Refira-se, a título de exemplo, que nos últimos
exames de acesso à Universidade Agostinho
Neto havia 10 candidatos para cada vaga
disponível No entanto, o Ensino Médio, apesar
de ainda possuir uma importância relativamente reduzida, tem registado um acréscimo
segmficativo ec sempre crescente dos efectivos
escolares,
no domínio do emprego e da formação profissional
há um claro desencontro entre à oferta e à
procura de mão-de-obra Há necessidades do
tecrdo produtivo que não encontram resposta
nos Tecursos humanos angolanos Em paralelo,
RO DE 2004 2575
há jovens que saem do s1stema de ensino
nacional e ex-bolseiros que retornam ao país
que têm expectativas proftssionais mais
elevadas do que aquelas que as actividades
económicas mternas lhes podem proporcionar,
Angola possui uma população extremamente sovem,
pelo que a juventude se confunde com à
globalidade da população No entanto, destacar
o segmento juventude na população angolana
Justifica-se plenamente pela sua especificidade,
€ as políticas a ela dirigidas, no sentido de
melhorar à sua qualidade, têm o signrficado de
um bom investimento cujo retorno futuro
compensará largamente o Investimento
efectuado,
no que se refere à waualdade de género e famíba
encontra-se em curso e vai prosseguir, o
programa de Promoção e Desenvolvimento da
Mulher O primeiro vtsa acelerar a participação
das mulheres em postos de maior destaque nos
domínios social, económico e político reconhecendo o seu importante papel no processo de
desenvolvimento da socredade O segundo visa
a unidade, a protecção e a promoção da família,
à nível cultural, à destruição e as impressionantes
movimentações de populações rurais em
direcção às capitais provinciais e a Luanda,
causadas pelas sucessivas guerras, terão
provocado efeitos de muito difícil reversão no
que se refere a valores identitários, dando lugar
a novas recomposições das distintas comunidades no âmbito sócio-cultural, agora com
predominância urbana,
no que se refere ao desporto, Angola encontra-se
numa fase de recessão causada, por um lado,
pela debilidade das suas infra-estruturas,
equipamentos e meios disponíveis em grande
parte destruídos e por outro lado, pela não
assumpção do desporto como prioridade da
acção política, o que foi até agora perfertamente justificável mas que não o será de ora
em diante, pois o fomenta do desporto poderá
ser um importante testrumento de inserção
social e de combate 205 problemas de diversa
índole que padece a sociedade angolana
2.2. Objectivos
Pretende-se com este sub-programa assegurar o acesso
generalizado da população aos serviços Sociais essenciais a
fim de garante a satisfação das suas necessidades básicas e
desta forma tornar os cidadãos menos vulneráveis Trata-se
de assegurar o acesso & serviços como a educação e a saúde
mas também e de forma progresstva, à cultura e ao desporto,
a par do reforço e modernização do sector da comunicação
social Em simultâneo procurar-se-éá desenvolver políbcas
pró activas dirigidas a segmentos da população que têm de
alguma forma vtsto subestimadas as suas potencialidades
como a juventude e à mulher
Para que tal seja cumprido é necessário dotar o
terntório de uma rede de infra-estruturas e equipamentos
sociais complementada por vias de comunicação
Operacionais que permitam O seu acesso generalizado à
partir de qualquer ponto do país
A par da rede básica das infra-estruturas e eqripamentos toma-se fundamental reforçar a oferta de serviços
quer em termos quantitativos quer em termos qualitativos
Tal passa pela recuperação, apetrechamento € operacionalização dos equipamentos e por um reforço muito
substancial dos recursos humanos que actualmente são
claramente m1suficientes para satisfazer à procura existente
e a potencial
O Governo definiu para o período de 2005-2006 como
objectivo geral para o país, no domínio da saúde «melhorar
a situação da saúde da população angolana, sem
discriminação e na base do pressuposto da equidade» No
domínio da educação definiu como grande desafio a
qualificação dos recursos hemanos do País, o que passa por
uma aposta clara e mtensa na educação e na formação
profissional a todos os níveis, como sublinhado no capítulo
sobre política e medidas de política dos respectivos
sectores
T23. Metas
O alcance dos objectivos definidos passa por atingir
Imetas concretas que se definem como possíveis de serem
alcançadas com a finalidade de reduzir o atraso escolar
fundamentalmente na iniciação e no ensino primário
durante a vigência deste plano ou seja, 2005 e 2006
Taxas brutas de escolarização (%)
o aee | 2006 | oens | ams
Tmeação 1224] 1203 115,7
Ensiro primano 144,7] 1401 130,9
Ensino secundário 30,4 351,1 34,0
Ensino superior 15 18 2,5
Taxas bruta de Escolarizaçõo (99), 2003 - 2005
gm E ie enem sr
EIS o to À jamesço
24 no E Ao, co, o) [SEO Pimaro
ii as Er FR —— Demon
0 REL CS = E Jato Sapato
E PE Eno Aomó Do
2065 2003 2085 Es
Anos Lortives
QUADRO 2
Infra-estruturas do sector da educação
Nº*de
A EE =
Realahtação
Escola do II nível Cie Bula
(2* fase) Huambo
Escola do TI nivel de Saurnmo (2* fase) Lunda-Sul
Escola do IL e 10M níveis do
Ulge Ufge
Instituto médio mádustrial
pedagógico Huambo
TIostitoto médio agránio Mulanje
Instituto médio de Caxito Bengo
Reabihtação € ampliação
Escola do 15 nívei do
Dundo Lunda-Norte
Escola do 11 e UI níveis do
Kmto Bie
Ampbação
Escola do 11 é TI sívois de
Caxito Bengo
Projecto Educação 2z
BAD/FAD 1 Nacional
Reforma do ensino técnico
Profissional t Nacional
Construção
Campos desportivos da
escola Ngola Kiluang Luanda (Ingombotia)
Construção e apetrechamento 40
Escolas do À mvycl 8 Luanda, Luanda, Luanda, Huambo, Benguela,
Bengucla, Malanje, Hufuh
Escolas do UI nive! 10 Huíla, Namibe, Luanda, Luanda, Huambo,
Benguelo, Vige, Malan-
Je, Hufla, Namube
Instiutos poltécnicos 4 Luanda, Luanda, Luanda, Benguela, Benguela,
Huambo, Nagube, Cabrnda, Ulge, Lunda-Norte,
Cuanza-Sul, Bié, Lunda-
-Sul, Malanje
Institutos médios agrários 6 Bengo, Usge, Huambo,
Bite, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul
Construção e epetrechamento 12
Tostitutos médios de admimstração e gestão 12 Luanda, Luanda, Benguela, Euíla, Huambo,
Bié, Vige, Moxico,
Cunene, Cuando Cubango, Zaire, Namube
Fcalização
Elaboração de estudos
fucalização
1 SÉRIE — N.º 104 — DE 28 DE DEZEMBIE
QUADRO 3
Infra-estruturas do sector da saúde
EE =
Resbaibtação de hospriais
Hospitais gerais Lunda Cunana, Huambo Bic Malanto Mont
nn Lubungu
Hospitais pediatriços Luauxh
Hospitais psiquialricos Luanda
Senatorios Luanda e Huambo
Construção € apelrechamento
de hospilais municipais de
camas 28 Bie, Cunene, Huaribo,
Huila Cuanza-Noric,
Cuanza-Sul, Lunda-
-Norte é Lunda-Sul,
Namibe, Zauc
Reabilitação do centro de
medicina fisica c resbibração Luanda
Reabilitação/apiirechamento
de centros orinpedicos Luanda
Reabilitação/ampliação do
centro nacional de oncologia Luanda
Reabilitação de matemudades Tuanda e Malanje
Centros de saúde permanentes Huambo Hufla, Cuanda Cubango, Cuanza-
-Norte, Malanje, Moxrco, Namibe, Zaire
Reabilitação da cscola técnicorprofissiooal de saúde Luanda
Construção do centro nacional
do sangue Luanda
Constroação do centro de
aconselhamento da SIDA Luanda
Construção e apctrechamento
de laboratórios provinciais
de saúde pública Benguela e Namibe
Construção e apetrechamento
do laboratório de controlo
qualidade Luanda
Construção c apetrechamento
de um depósito nacional de
melcamentos Luanda
Construção e apetrochamento
de um deposto provincial
de medicamentos Benguela
Aquisção de ambulâncias para
todos os municipios do país Tado o Pais
QUADRO 4
Metas/Resnltados no sector da saúde
Taxa de detcoção de casos de T B 60
Tarxade cura de doentes com T R 78
Faris que bencliciam de mesquiteim nunmpru paadivs om
Número de «audi has da mosca Eu Da distibmdos 150 000
O DE 2004 2577
Cobertura da 3 * dose de DTP 20%
Númcro de profissionais de saúde treinados em ALlD) 250
Nº" de novos centros de ATY cuados 25
N* de serviços para o tratamento do SIDA 4
Instalações de saúde periféricas que prestam cuidados pré-
-natais 65%
Unidades sanitánas penfencas com salas de partos 50
Aumentar o númera actual de partos nas unidades
sanitanas 24%
Reduzir a mortalidade entre as mulheres com complicação
obstetnca 24%
Reduzir a taxa de mortalidade das crianças menores de
5 anos 20%
Reduzir a taxa de desnutoção das cnanças menores de
3 aos 15%
QUADRO 5
Metas/Resultados nos domínios da mulher
Cm e]
Elaboração é Regulamentação da Polílica Nacional de
Genero Aprovar a
Lei
Garanur à participação ferunusa em cargos de destaque 20%
Aumentar o número de mulheres como formadores,
mobilizadores é Achivislas cm género 50%
Reforçar a qualificação profissiona das mulheres 50%
Incrementar a prática desportiva fenunina T50 ODO
Fotmar conselheiros familiares, em cada província, | 100 por
camo forma a dununuir os Indices de valência Província
QUADRO 6
Metas/Resulttados nos domínios da cultura
eee e
Publicação do resultado das invesugações 5
publicações
Aumentar a número de veilizadores das instuvições
vulturais 30%
Incrementar à [oração de técnico? e agentes cultures 30%
QUADRO 7
Metas/Resultados nos domínios
da juventude e desporto
Ep = =)
o, Peneflezinos
Cartão-jorem 1500
Redução do cluma de intolerância
entre os jovens 1500 000
Cooperação entre jovens 16 000
Altehers de formação profissional
para jovens (deficientes de guerra ou
desamparador) 1500
Despotta para todos 40 600
Desporto na escola e universidade 10 DO
Desporto para portadores de deficiência 1500
Detecção de novos talentos 500
Desporto Alta competição 250
Incremento da actividade desportiva | 17 000 polícias
nos orgãos das defesa e segurança 10 600 muliares
Formação de agentes desportivos 2000
Construção e madecnização de estádios de futebol (Cabinda, Huambo,
Lundu-Nocte e Benguela) 100 000 adeptos
2.4. Resultados esperados e programação financeira — Estas são as que se encontram previstas para serem
Este capítulo encontra-se estruturado em eixos de concretizadas nos anos 2005 e 2006 de acordo com às
intervenção que, por sua vêz, se desagregam em acções propostas dos diversos Ministénos
Custos (eilhões de Kwanzas)
Eualárção Resulindos enpersd rg anta
2006 | ma
1 Construção, reabilitação, equipamento
€ Fenpeirechamento de míra-estrotores
socuris
11 Construção e reabilitação de 1nfra-| Aumento da oferta pábica para estes níveis de ensino
“estruturas para o ensino primário, secundánio | Melhona da sua cobertura no terntóno pacional Aumento
e médio técmeo do acesso à educação, diminuindo as desigealtdades de
género Redução do analfabetismo
12 Construção e reabilitação de infra-| Aumento da oferta púbica de ensino supersor Melhona da
tsLrutoras para O cnsinDo superior Sua cobertura no terntónio nacional
13 Equipamento e reapetrechamento dos | Melhena da qualidade do ensino através da qualificação das
estabelecimentos de ensino prumário,| suas condições materiais Aumento da rendibilidade interna
secundário e médio do sIstcma
14 Consirução, recuperação e apeirecha- | Melhbona do acesso ao Serviço Nacional de Saúde, com a
mento da rede sanitána consequente redução dos níveis de morbilidade em
particular 2 infanto-juversl e a erradicação de alguns surtos
epudénucos
15 Constroção e reabihtação de infro-| Existência de nma rede que permita fomentar 6 prática
-csinuturas pará à jventode e desportos desportiva é melhoras o rendimento dos atleias Dispor de
locais de lazes, cultura, aprendizagem e desporto jovens,
que lhes permita ocupar de fonna saudavel os tempos livres
16 Construção, reconversão e reataltação | Recuperação do patremónio cultural edificado, construção e
de infra-estruturas para às artes e cultura reabihtação de museus Aumento do acesso da população
BOS BETVIÇOS Culturais
17 Apoio suplementar para mfra-tstrutucas | Reforço da capacidade científica nacional nos domínios da
de apoia à Investigação eiontífica ciência e tecnologia
18 Construção é reatlitação de infra- | Modemização c melhoria da qualidade dos serviços de
ccstroturas de apoio à comunicação social Tádio e televisão e restantes motos de comunicação socral
2 Melhorar os resnliados da prestação de JI5SSTA| 70502
SEVIÇOS SOCIAIS
21 — Melhoras os níveis de rendimento | Melhona da qualulade do ensino atraves da qualificação dim
Interno dos cosinos primário, secundário e | seus recursos humanos e a dotação de meios de ensino
sepenor adequados Áumento da 1endibilidade imteria de sistema
2 2 Reforço da prevenção é melhoria das | Mclhona da prestação de serviços de Saúde atráves do
competências tecnicas do pessoal clínico SaImMento das competências dos seus revuras bumanos
23 Dispombaizar medicamentos essenciais! Redução dos níveis ue morbidade tm partial à miantode qualidade Juveml é a erradicação de alguns surtos cpidemicos
24 — Incrementar os níveis de acesso zos | Reforço do nível cultural de Pais desenvolvendo o mercado
bens de consumo culturais tio merclo específico
235 - Melhorar 05 serviços de comunicação | Mademização e inelhena da qualidade dos scrviços de
social rádio o televisão e restantes meios de comunicação secial
Total do dumpregteme EX sm E
Sub-programa integrado geral de ascistência
Ssocral
1. Âmbito do sub-programa
O sub-programa Assistência SOCLal assume um carácter
prioritário no contexto actual do País, uma época de
reconstrução nacronal, após um prolongado conthito
amado que atectou de forma muito signtíicativa toda à
sociedade angolana, 44 suas infra-estruturas básicas, às
suas caderas produtivas, deixando problemas que
demorarão décadas a ser removidos
O sub-programa agora proposto não pode ser
dissociado da estratégia de combate à pobreza, devendo
uté, ser visto como uma sua concretização para o biémo
2005-2006, na medida em que parte dos mesmos
pressupostos e pretende cumprir, embora de forma parcial,
os mesmos objectivos Às acções que iremos, imcluir neste
sub-programa permitirão evoluir de uma perspectiva
assistencialista, assente na solidariedade humana, pera uma
perspectiva mais baseada no desenvolvimento sócio-
-económico Contudo, o actual sub-programa contém,
ainda, as duas perspectivas Na primeira assume-se a
responsabilidade social de garantir as condições de
sobrevivência das pessoas carcnciadas, rompendo com 08
círculos de pobreza Na segunda perspectiva procura-se
proporcionar as condições de inclusão social dos grupos
mais vulneráveis, desenvolvendo competências, fomentando a criação de emprego, assegurando-lhes um papel
economicamente activo
A mmtegração deste aub-programa e a sua formatação é
feita à partir da articulação dos contributos de vários
Muustérios Partimos de um núcleo central constituído
pelo contributo do Memstério da Assistência e Reinserção
Social, a que se juntaram aspectos parcelares dos
contributos do Ministério da Administração Pública,
Emprego e Segurança Social no que se refere ao domímo
da segurança social e do Ministério dos Antigos
Combatentes e Veteranos de Guerra no que se refere às
propostas relativas ao domínio da assistência, apoto e
reintegração social A este núcleo central de contributos
Juntaram-se as propostas com relevância na concretização
dos objectivos deste domínio, que prov:ieram de diversos
outros Ministérios, como o da Agricultura, o das Pescas, o
das Obras Púbbcas, o da Saúde e o da Educação
Da miegração e estruturação das acções resultam dois
grandes domínios de intervenção Um de carácter mais
1mediato, que procura resolver problemas mais urgentes &
que têm o referido cariz de solidariedade ou assistencialista, onde incluímos acções nos euxos do «apoia à
criança e ao adolescente», da «assistência e promoção
RO DE 2004 2579
socíalo, da «reintegração de ex-muiitares», do «apoio à
pessoa portadora de deficiência», da «desminagem» e do
«apoio social à Antigos Combatentes» O segundo domínio
produzirá 1esultados. sobretudo, à médio e longo prazos e
perspecuiva-se numa optica de desenvolvimento abarcando
dominmos tomo o «tc2ime de Segurança Social», o
«desenvolvimento dá economia rural», o «fomento das
produções alimentares» à «reabilitação das principais vias
de acesso» à «comrução de escolas e de centros de
saude» ou o proprio «melhoramento da administração
pública»
Saliente-se que não obstante à Intescação efectuada,
podemos edentitfical diversas medidas essenciais para a
concretização dos objectivos deste sub-programa que
Apatecem tntegradas noutros sub-programas
Este sub-programa é coordenado pelo Ministério da
Arwustência é Reinserção Social mas, tal como referimos
dkrás, integra diversas acções da responsabilidade de outros
Ministérios, que aqui se encontram reunidas por questões
de eficácia e de eficiência das intervenções Para o êxito da
concretização dos objectivos aqu propostos, há ainda que
relevar à importância do envolvimento da socsedade crval
angolana, empresas, associações, Igrejas, etc e da
soldartedade e apoio intemmacional, nomeadamente através
das ONG com uma intervenção mais sienificatrva nestes
domínios
3.2, Objectivos
O objectivo central deste sub-programa é 6 da melhona
sustentada das condições de vida da população Com o
combate à pobreza acomer-se-á, no imediato, às situações
SOCIAIS IMaiS graves, não perdendo, contudo, à perspectiva
de médio prazo incorporando as políticas sociais no
modelo de desenvolvimento, possibihtando a inclusão de
todos os residentes
Tal passará por alcançar um conjunto de objectivos
específicos da máxima importância no actual contexto do
País, dos quais assume grande destaque a necessidade de
garantir as condições de segurança de fixação, trabalho e
circulação de pessoas e mercadorias através da
desminagem
À par deste objectivo central 0a estratégia nacional
1mnpõern-se prosseguir no sentido de apoiar O regresso e a
fixação dos deslocados internos, refugiados e desmobtlizados para as zonas de origem ou reassentamento, aportar
à remtegração social dos ex-militares desmobilizados de
forma a proporcionar-lhes uma nova etapa de sua vida
profissional anto-sustentável
Em paralelo há que reconstruir, reabilitar e expando às KSA
Fun Autçlhs
mnfra-estruturas básicas para o desenvolvimento cconó- || renecunos |
mico social e humano e criar as condições Pára à AsSIStência Assist à possas em situação de volprotecção e integração de adolescentes, jovens e pessoas e promoção | nuatolidade 1000 000
com necessidades especiais, em particular os 1dosos e às untal Rumgraro promover a aulo-sustentapessoas portadoras de deficiência Fahidade de amis 730 00
AsIStência wxtal à possous donas
3.3, Metas intomadas + m lares 2000
Apuirechar lares de atendimento à pes-
O alcançe dos objectivos definidos passa por atingir Da deas 30 de | 4
metas concretas que se definem como possíveis de serem AAA tempos uvres 15000
a pessoas 1dosas
alcançadas no final deste Plano, ou seja 2006 Rupatriação de angolanos refugiados 400 000
QUADRO 1
Metas a atingir no final de 2006 pelo sub-programa de Portadores) Resbilaas c integrar pessoas portadoras.
assistência social de deflmên- | de deficiência 70 000
oa Reabiluar integralmente pessoas porta-
Crianças é | Programas infantis comunitários 20 GOO Remntegra- 29 TE
adolescentes | Romumficação e colocação nas famílias 60 000 ção social
Colocação de cnanças entre O e 2 anos tdos ex-mulr
EM DOVAS DIÃeS 2090 lares
Colocação de crianças em novas fam
has 15000 Desmina-| Constituição de bngadas de sapadores
Capacitação de técnicos sociais espe- sem para os caminhos-de-ferro (CFB 6
cuabzados em de inquência e recupera CFM) é terrenos euluváveis
ção de menores 300
7T3A. Resultados esperados e programação financeira
Neste capítula especificam-se as acções propostas pelos diversos Ministérios Estruturamo-tas por eixos de mtervenção
e desagregámos os respectivos custos pelos 2 anos deste Programa (2005-2006)
e O ee PEIES
Esrcos/Acções Resaliados esperodos f—— ..
oames | as | raia |
3431. Ápoio à criaeça e ao adolescente
34311 Desenvolvimento da 1" infáncia e | Alcndimento de mais de 80 DOO crianças nos programas
do ensino pré-escolar infantis comunitários e incremento do ensino pre-escolar
34312 Infreesirutoras e equipamentos | Melhorar à prestação escolar do ennino prmano, atraves do
para o ensino pré-escolar mneremento da Irequência do pre-escolas
34313 Programa de localização e| Reuntficor & colocar crianças nas suas famílias colocar
reumficação famihar crianças Oras em novas mães e em novas famílias em todo
o Pais
34314 Programa de apoio o menor em | Capacibir Iócnivos socar paro previnção da detinquência
conflito com a lei Juvem) e recuperação de menores com problemas de
Lomportamente
34315 Programa da jornada da crnamço € | Sensilolizar à Sovtedade angolana € à comunidade
Fórum nacional da primeira infância intermicinnal para os problanmas especiais dá crança
3432 Assistência e promoção social [as 2 EXP 182,6
34321 Assistência social ax possas em | Assistir « população em situação de grmundo vuliciatiidado
simação de vulnerabilidade LTIMO
Ftos/Acções Resultados esperados sa".
34322 Aporo às famílias em suvação de | Reintegração e a auto gustentabilidade de milhares de
pobreza famílias em autuação de nsco
34323 Combater o analfabetismo Reduzir q analfabetismo do país
34324 Programa de cepalriamente | Repatmar centenas de nulhares de angolanos exilados no
voluntáno € organizado dos angolanos | extenor do País
exilados no exteror do país
34325 Integração sócio-económica dos | Garantir as condições de acolhimento e integração aos
1Tefugrados e exilados em Angola estrangeiros que permanecem n0 10630 País por motivos de
exihao &4y refógio
34325 Assistência à pessoa 1dosa Garantir à assistência sociel à idosos em lares, apetrechar
lares de atendimento à pessoa udosa € ocupar 05 seus tempos
hvres
33 Apolo à pessoa portadora de
deficiência
34331 Promoção da igualdade de| Reabilitar pessoas portadoras de deficiência c garantir aposo
oportunmdades c participação comunitária aos seus agregados fanoliares
34,34. Desminagem 16525 26574
34341 Programa nacional de desminagem | Formar novas brigadas de sapadores, formar equipas para
Operações especiais, desminar cstradas, caminhos e terras
para à agricultura
J435 Reintegração dos ex-malitares
34351 Programa geral de desmobilização | Garantir à integração social e económica a ex-militares
& reintegração dos ex-mibtares
314352 Programa de formação/recon- | Dotar os cx-mulitares de capacidade profisuonal habitante
versão profissional de ex-mulitares para o exercício de uma nova profissão
34353 Programa de reintegração social | Assentamento de cx-militares c scus dependentes em
dos ex-mulitares e de desenvolvimento local | comunidades ja existentes
436 Reforço de capacidade institucional
34361 Reforço da capacidade institu- | Dotar 6 Ministério é 08 Serviços de Apoio, Centrais e
caonal do MINARS Desconcentrados dos meios necessános ao seu desempenho
eficaz
o am re e]| 555
74, Sub-programa integrado de reformas e capaci- de organização e gestão públicas que valorizem a
tação institucional desconcentração e a descentralização admunistrativas e a
Institucionalização das autarquias locais
4.1. Áámnbito do sub-programa
Deve ainda realçar-se que à emergência de graves
A consolidação da paz e a promoção da seconcibação — divergências políticas internas que confluíram em conflitos
nacional, o aprofundamento das bases estruturantes do militares, impediram que, durante muitos anos, a
Estado de Direito, o desenvolvimento do território, oo Admimscração do Estado se pudesse exercer, em condições
reforço e à consolidação da Unidade Nacional, a mori na otaludaoe do NS. aciona Por essa
estruturação de um sector privado petitivo e de um razão, uma das preocupações centrais, no momento
a ., Presente, é o restabelecimento da admumstração do Estado
modelo de desenvolvimento económico sustentável são
em todo o território nacional
inequivocamente influenciadas pela adopção de uma
postura reformista que privilegie o desenvolvimento de Na perspectiva que acabamos de enunciar, este subacções que contribuam para melhorar a qualidade e O programa integra às grandes Linhas de orientação
desempenho das instituições da admuustração pública e do — convergentes para a realização das reformas institucionais
sistema de justiça ou que minimizem o anda excessivo — e jurídicas, no âmbito do Programa Geral do Governo para
centralismo do Estado Angolano, apostando em modelos — o período 2005-2006
reforma do Estado e da Administração Pública das necessidades dos utilizadores e de
reforço da autoridade do Estado e normalização pah aof o drsponível
da Administração do Estado em todas as
localidades do País. d) reforma do Sector Empresanal do Estado
desconcentração e descentralização adrhunistra- - z
tivas 6 1nst hznção das au , cosRbetação do Processo de pnvatização de
racionalização dos institutos públicos é dos empresas públicas não estratégicas —
fundos autónomos; privilegiando cntérios de mercado na
implantação do Sisterna Nacional de Gastão ahenação dos acuvos públicos e reestrutodos Recursos Humanos, ração das estratégicas;
cnação da Escola Nacional de Admiulstração dar preponderância so entério da cspacxóado
Pública, técmca e de gestão para à provisão dos
Promoção de políticas que permitam o surar- órgãos sociais das empresas públicas
mento de parcenas público-provadas como
elemento catalizador do desenvolvimento, TAZ. Objectivos
estudo da problemática das auter:dades
tradicionais com vista à sua reaulamentação As reformas tnstiticionais e jurídicas, promovidas no
Jurídica, âmbito do Programa do Governo para o bémo 2005-2006,
implementação das recomendações sobre O visam prosseguir os seguintes objectivos
estudo relativo à macroestrutura do Estado;
tistema de aquisições e contratações do Estado o restabelecimento da Admnistração do Estado em
(procurement) todo 5 País,
reforma da Justiça o desenvolvimento harmonioso do terntónrio,
acelerar as principais reformas, em particular nas
reforma do Poder Judicial, áreas da Administração Pública, Sistema
registo Notanido e Identificação, Financeiro € Justiça
serviços Judiciários e Penttenciários,
cooperação Judiciária Internacional À prossecução das reformas constitui uma pré-condição
doS Estatí Nacional: essencial para a concretização de todos os restantes
€) reforma do Sistema Estatístico Nacional: objectivos gerais e específicos deste Programa de Governo
melhoria dos métodos de produção e difusão da
mformação estatística ofteial que propor- As áreas que serão objecto priontário de reformas
clone um nível mais elevado de satisfação — Institucionais e jurídicas
Pat€
Aprofundamento Unmdade
Reforma do Estado €
Admuossttração Póblka
s———
da Administração Reformas — si
em todo o País Estroturais Reformea do Sistema é Desconiralizaç
Estatístico Nacional
Reforma do Sector
Empresarial do Estado
Desenvolvimento Descnvolvimento Dinamização
do Temitóno Econónuca do Sector Privado
Sustentável
1 SÉRIE — N.º 104 — DE 28 DE DEZEMBI
3. Metas e resultados esperados
7431. Administração do Estado e capacitação
institucional
À reforma da Administração do Estado visa criar as
condições que tamem possível transformar a administração
pública num meio de promoção do desenvolvimento
económica e do bem estar social, num factor de garantia da
ordem pública e da autondade do Estado, num mecanismo
mdutor da cidadanta e da participação dos cidadãos na vida
admumstrativa e, finalmente, numa instituição que promova
o aprofundamento das garantias efectivas dos direitos dos
cidadãos
QUADRO |
Administração do Estado e capacitação institucional:
resultados esperados
Racionalização e) Racionalização e reestruturação dos serviços
reestruturação dos | públicos
serviços puhloos Rever a orgâmica dos serviços publicos centrais
do Estado
Redimensionamento € reestruturação dos mntlitutos públicos
Formular normas visando o reforço da tunção
reguladora da administração
Gestão dos recursos | Garantir u« gestão informatizada dos cecursos
humanos humanos, em pelo menos 50% dos organismos da
admistração doe Estado
Formação em sala de 4000 formandos
Criação da Escola Nacional doe Adminmstração
Publica
Encontrar <oluções e resolver os problemas do
demimo da politica remuneatóna
Prosseguimento da reconversão profissional de
funcionários públicos
Valonzação do ser- | Identificar actos e procedanentos passíveis de
viço publico desburocratização
Scnsibilizar a opinião publica e os utentes dos
serviços públicos para uma mais jugia avaliação
dao papel da administração € do desempenho dos
Tuncionános,
Insitucionalização do «prénma qualidades
A reforma da Administração do Estado visa promover
uma redefinição e um reordenamento da estrutura
administrativa, proceder à valorização dos recursos
humanos e desenvolver uma nova cultura de gestão e
Organização basicamente orientada para 03 resultados e
com enfoque crescente na promoção das relações com o
sector pnvado, a sociedade cival e os cidadãos
As acções a desenvolver provilegiarão três eixos
essenciais a racionalização e a reestruturação dos serviços,
a capacitação e valorização dos recursos humanos e a
valorização do serviço público No quadro | apresentam-
RO DE 2004 2583
-se, resumidamente, 08 resultados esperados decorrentes
das acções a desenvolver no âmbito da reforma da
Administração do Estado e da capacitação institucional
7A4.3.2. Desconcentração e Descentratização Administrativas
desconcentração admunustrativa
Efectuado o diagnóstico com e estudo sobre a
macro-estrutura da administração focal ec
elaborados os projectos de diplomas
relativos à desconcentração administrativa,
acções deverão ser onentadas na pecspectiva
da aprovação dos mesmos Com a apresentação do relatório do estudo sobre o sistema
racional de equidade financeira, está-se em
condições de, durante o brénio, apresentar e
discutir o projecto de revisão do Decreto
executivo nº R0/99, que visa dar suporte
legal à desconcentração financeira
Paralelamente, deverão ser elaborados e
aprovados, os segumtes diplomas Parcerias
Locais e a Geminação de Cidades e
Muncímos
descentralização administrativa
Com 2a aprovação dos diplomas sobre a
descentralização administrativa, será
desenvolvida a experiência piloto para à
criação de autarquias locais, tendo em
atenção o princípio do gradualismo Para o
efeito, foram seleccionados 41 municípios
que constam do quadro 2 Como entério de
selecção, foram seleccionados os municípios
sede das províncias e outros com relativa
importância sócio-económica
QUADRO 2
Experiência piloto para criação de autarquias locais:
municípios seleccionados
EXSCEKCNEEEIO
Icolo e Bengo Gabela
Porto Amboim
[ET
Loto
Cubal
Ganda
Ba Farta
Bte (3) Kia (sede) Limdea Norte (2) | Lucapa
Camacupa Cuango
Andulo
Kakongo
= o e
Caala Kalandula
Chibis Tômbwza
Matala
Namacunde Negage
Sanza Pombo
o (sede) (sede)
Soyo
mesh [7 1 |
Ndalatando
(sede)
Cambambe
<) normalização da administração local do Estado
Reposta à administração local do Estado a todas
as localidades do País, acções deverão ser
realizadas no sentido da manutenção do
normal funcionamento da mesma, assim
como a reabilitação das infra-estruturas
sócio-económica, incluindo as vias de
comunicação
Para a capacitação das administrações locais do
Estado deve ser concretizado o Programa de
formação de responsáveis, técnicos e
admemstrativos no Instituto de Formação da
Admmstração Local (IFAL)
Deve ainda concretizar-se a modernização da
stede VSAT em duas componentes, sendo
uma da rede de dados mtegrada e outra da
rede espacial, bem como o projecto de
informatização das administrações locais do
Estado
Formação e capacitação dos recursos humanos
No domínio dos recursos humanos, à nível
local, vão continuar a merecer particular
atenção as seguintes tarefas
Supervisionar a correcta aplicação da legislação
sobre à função pública e nos órgãos da
administração local do Estado,
acompanhar a execução do programa de
formação da administração lecal,
acompanhar o ingresso e acesso nas carréiras e
categorias de regime geral da função pública
hos serviços locais do Estado,
actuahizar o cadastro e estatística do pessoal e
quadros dos serviços admanstrativos dos
Órgãos Locais do Estado,
reahzar cursos de formação de administradores,
responsáveis e técnicos da Administração
Local do Estado
TAS. Reforma e capacitação institucional da Justiça
A reforma do sistema judiciário é um dos pilares
básicos do reforço e consolidação do Estado Direito,
promovendo a autoridade, confiança e credibilidade da
justiça, evitando o incumprimento das normas legais e à
violação dos direitos, estabelecendo os mecanismos de
fiscalização da constitucionalidade das leis e promovendo
o acesso dos cidadãos à justiça. Às acções a desenvolver no
âmbito da reforma da justiça privilegiarão três elxos
essenciais a elaboração e revisão de legislação, à
capacitação de recursos humanos € a criação de :níraestruturas de apoio 20 sistema de mstiça No quadro 3
apresentam-se 03 resultados esperados decorrentes das
acções a desenvolver no âmbito da reforma da justiça
QUADRO 3
Reforma e capacitação institucional da Justiça:
resultados esperados
om | essses
Ajustar à organização judiciária é 05 códigos
(penal, civil, processual penal, processual civil,
dos registas e notanádos) às regras, pruscípios e
EM valores de um sistema judicial modemo para a
= futura constilvição e dimimur o excessivo forma-
& bsmo hoje prevalecente c a abundância da
3 Jegislação extravagantc,
Melhorar o açesso à justiça, com o funcionamento
E célere dos Tribunais c aumeoto da autondade,
| confiança e credibilidade da justiça, com & tutela
e efectiva dos direitos, liberdades e garantias dos
* tIdadãos e das msbluções,
E Estabelecer o5 mecaniemos de fiscalização da
- consttucionalidade dos actos de naturcza
Jurídico-constilucional criação de Tribunal
Constitucional, elaboração do estatuto do
provedor de justiça e da alta autoridade contra a
cormpção
NE Complementar à formação académica com a
Ez formação profissionalizamte,
o EF Prestação de serviços judiciais de qualidade e
ê a” eficiência com custes equilibrados, ajustados 20
Eb desenvolvimento económico que se vai alcan-
ZE cando,
Ê 5 Ter profissionais de direito ne ares da 7uShça c
FE Outras, com expenência, formação complementar
ZE e permanente
FEET Levar 06 serviços da justiça a todo o ternório
E ns & nacional,
as? EXE WViabilizar à rolação de quadros,
TuEbSço Tornar: efectiva as medidas de protecção social e
HERSACA da prevenção crutunal de menores,
= ã ê H 3 â Funcionamento célere dos serviços de Justiça,
” TESS |comasansfaçãoda demanda dos cidedãos,
S E 8 + FS cnprosas e instiluições, bem como à diminuição
SESSês do fenomeno das cnanças de rua em situação de
Z E 2 5 à 3 |pengo social, quer como vítimas, quer como
OESERTE agentes ds infracções criminais
74,34, Criação das condições materiais e técnicas
para a realização das eleições gerais
No início de 2003 foi elaborado um estudo de
agnóstico que 1dent:ficou as tarefas desenvolvidas para a
realização das próximas eleições, tendo estabelecido o
respectivo cronograma de realização e procedido à
estimação de custos Este estudo fo: apreciado e aprovado
pela Comissão Permanente do Conselho de Ministros e do
Conselho da República, o que permiutiv à mcelusão dos
custos eleitorais no Orçamento do Estado No que concerne
à produção legislativa, considera-se necessário à aprovação
dos seguintes projectos de diplomas
Let do Registo Eleitoral,
Lei Elestoral,
Código de Conduta de Observação Nacional e
internacional,
Alteração à Lei dos Partidos Políticos,
Alteração à Le: da Nacionalidade,
Alteração à Lei do Direito de Antena e de Resposta
é Réplica Política dos Partidos Políticos,
Le: de Imprensa,
Alteração à Lei do Financiamento dos Partidos
Políticos,
Alteração à Lei das Associações,
Lei do Código de Conduta Eleitoral
For outro lado, deverão ser criadas condições técnico
-materiais para a realização do Registo Eleitoral,
nomeadamente
Remstalação dos Gabinetes de Apoio do Processo
Eleitoral,
Formação de Formadores pura o Registo Eleitoral,
Formação de Membros das Mesas de Voto,
Campanha de Educação Cívica de Registo Eleitoral
Publicação dos Cademos de Registo Eleitoral
743,5, Reforma do Sistema Estatístico Nacional
As seções a desenvolver, no contexto da reforma do
Sistema Estatístico Nacional, visam atingir 08 seguintes
resultados
Desenvolvimento das infra-estruturas de produção e
rhfusão estatística
Revisão dos comandos legais, dos princípios
orientadores e do modelo organizativo do
Sistema Nacional de Estatística,
Montagem do Sistema de Inquéritos realização do
inquénto aos agregados famibares em todo o
território nacional e dos 1º e 2º inquéritos à
produção industrial, bem como dos 2º e 3º
inquéritos harmonizados às empresas,
RO DE 2004 2585
Produção de outras estatísticas correntes, designadamente implementação do projecto de
estatísticas da comércio externo, do projecto do
IPC - agregado,
Instalação dos serviços provinciais do INÉ e
preparação do próximo recenseamento geral da
população e habitação
4,3,6., Reforma do sector empresarial do Estado
Nos quadros 4 e 5 apresentam-se as grandes linhas de
acção e alguns dos resultados esperados decorrentes da
prossecução da reforma do sector empresanal do Estado
QUADRO 4
Acções e resultados esperados a desenvolver no ârobito
da reforma do sector empresarial do Estado
uados esperados
Enquadramento| As medidas que têm em visla a melhoria do
tegal quadro jturídico-legal actual, elas deverão centrar-
—se na sistematização e melhoria da legislação
actual aplicável às empresas públicas consubstanciando-se, sobretudo, em
Aprovação do Estatuto do Gestor Público,
Revisão do Decreto nº 78/01, de 19 de
Dutubro, sobre o Contrato-Programa,
Revisão da Lei nº 9/95, de 15 de Setembro —
Le: das Empresas Públicas é do Decreto
nº 8/02, de 12 de Ábnl, que O regulamenta e
Revogação de eventual lepeslação redundante
Quadro mstitocional | À ceorganmzação do sector empresarial do Estado
E organizacional devc obedecer a Jegislação em vigor Nestes
termos, para se adequar 2 organização das
Empresas estatais ao quadro legal actual, ser£
necessano adopgiar as seguintes medidas
Regularização da nomeação dos Conselhos
de Adminustração e dos Conselhos Fiscais das
Empresas cstatais já estruturadas nos termos
da Les nº 9/95, de 15 de Setembio - Lei das
Empresas Públicas Ja80 inclui à observância
das disposições legais quanto ao limite dos
MaAndaros é à sua renovação
Levantamento e registo pelo Miumstério das
Finanças, com o concurso dos Minusténos de
tutela e dos Governos provinciais, do
universo de empresas públicas que mantêm o
figunno de UES, nos termos da revogada Lei
nº 11/88, de 9 de Julho, e caractenzação da
sua situação Em função dessa caracterização devera proceder-se do modo seguinte
Estruturação, nos termos da Lei nº 9/95
de 15 de Setembro - Leci das Empresas
Públicas, das empresas que, sendo
vLIVYCIS, NÃo devem, no mmteresse do
Estado, ser privatizadas
Inclusão das cmpresas com algum valor
de mercado, mas que não interessa no
Estado manter a titulandade no Programa de Pnvabzações, e
Liquidação ou extinção das empresas
sem valor de mercado, inoperantes ou
desactivedas, procedendo-se a venda no
mercado dos acbvos com valor
Imposição pelos Minisiérios de tutela e das
Finanças da observância ngorosa dos deveres
e obrigações estabelecidos para as empresas
Públicas na legrslução em vigor, assumindo
também aqueles à plenuvde das suas
alnbuições cm relação a tutela é supernntendência das mesmas
Medidas economicas | Pata as empresas estala ja estruturadas como EP
e financeiras E para aquelas que, no dmbrio das medidas acima
propostas, vierem 4 ser estruturadas como EP,
sera necessano tomarem-se providências para que
elas possam realizar as suus [funções dentro do
Principio da racionahdade económica Assim,
tendo em conta alguns dos constrangimentos de
natureza economica e financeira apontados,
avalia-se como necessário à tomada das seguintes
medidas
Aprescntação pelas empresas da sua estroturo
orgâmca e do correspondente quadro de
pessoal, mclundo as categonas ocupacionais
E seu preenchunento actual, e determinação,
com base nirso, do número é categoria do
pessoal cacedentáíno
Aprovação pelo Ministéno das Finanças do
quadro de remunerações por cada empresa
Preparação, caso à caso, de um Plano de
Santamento de Recursos Humanos cacedentários, com a intervenção dos Ministénos de
tutela, da Adminustração Pública, Emprego e
Segurança Social c das Finanças
Levantamento e regularização, caso à caso,
com à Intervenção do Tesouro Nacional, da
divida intra-sector público
Levantamento e regulanzação, caso à caso,
da dívida das empresas a terceiros decorrente
da realização de actividades fiscais (dívida
quase fiscal) pelas empresas
Aprovação, nos termos da lei, dos planos de
actividade, dos orçamentos & do programa de
Investimentos para às empresas
O Ministóéno das Finanças deverá assegurar o
Medidas no âmbito | exercicio elecuvo da superiniendência é do
da superimendêncir | direito de propnedade sobre «s cmpresas públicas
nos termos da legislação em igor, nomeadamente (1)aLe nº 9/95, de 15 de Setembro — Lei
das Empresas Públicas, (n) o Decreto nº B/02, de
12 de Abro] — Regulamento da Lei das Empresas
Fúblicas, (vi) o Decreto nº 48/02, de 24 de
Setembro — Normas a observar pelas empresas
públicas no âmbito do cumprimento do disposto
na Lei do Orçamento Geral do Estado, (11) o
Decreto nº 78/01, de 19 de Outubro — Contrato
Programa, (vy) a Resolução nº 22/01, de 4 de
Dezembro — Regulanzação de Dívida Intra-Sector
Público de Janeiro de 1991 a Outubro de 2000, c
(vi) o Decreto executivo nº 42/01, de 6 de Tulho
— Regulamento de Funcionamento dos Conselhos
Fiscais das Empresas Públicas Como medidas
para lorvar mais próximo das empresas o
acompunhamento do seu desempenho pelo
Ministéna das Finanças, há 2 considerar e
Seguinte
Tormmar o adminiêlrador designado pelo
Ministro das Finanças nos Conselhos de
Admnisiração das EP em admimatrador
delegado, com funções não exccultves e com
à principal mssão de acompanhsr permanentemente a administração da empresa,
servindo de elo de ligação entre esta c o
Ministéno das Finanças. Em razão disso, esse
administrador não deverá periêncer aos
quadros da empresa para a qual for
designado
Insvimr uma especie de «Assembleias Geriso
dos empresas publicas pura onde devem ser
levados a discussão 08 principais umsicunentos
de gestão das cmpresas, nomeadamente os
planos, dá Orçamentos, os relatórios c contas e
a parecer dos Conselhos Fiacais As
assembleias devem ser presididas pelo
Minastro do Plancamento ou seu represcotante
E ter a participação do Mineiro das Finanças
Ou seu representante, dos Ministros de tutela
Ou seus representantes, de responsáveis do
Minsténo das Finanças é dos Minisienos de
tutela com responsabilidades directas sobre as
empresas públicas, para além dos membros
dos orgãos sociais da empresa, designadamente o Conselho de Admoisteção e o
Conselho Fiscal As deliberações das
assembleias devem ser tomadas por consenso
e, na Tulta deste, por voto, cabendo ao
Ministerio de tutela e ao Ministerio das
Finanças um voto cada, sendo este último, em
iluação de empate, qualificado
Deve-se ainda considerar que nenhum fluxo
financeiro deverá ocomeor entre instituições do
seclor publico administrativo paro as empresas
Públicas, na forma de capitalização, transferências
Du Subsidios se não por via 6 autonzação do
Minusterio das Finanças
4. Resultados esperados e programação financeira
E esses 7
ACÇÃO Joe ETA
tan | ae [oe Tre]
Exa 1 — Administraçõe do
Estado e capacitação instr
tucional 14 874,0/25 020.7
à & 8 Rever h orgânica dos serviços pi-
FE É hBlicos centrass do Estado
ê É & Rendimensionamento ec reestrutu-
| z & | ração dos institutos publicos
"= e E |Formular nonmas visando o reforço
' uv [da função reguladora da admims-
É & g [02 função reg
tração
Garanur a gestão informatizada dos.
recursos humançs, em pelo menos
50% dos organismos da admunstra-
& |çãodo Estado
& E [Formação em sala de 4000 forman-
= Fi dos
SÉ lCraçãoda escola nacional de
| & administração pública
= 3 | Encontrar soluções e resolução
+ É [dos problemas do domínio du política remuneratória definidas para o
ano em lodos os domínios
Prosseguimento da teconversão
profisuonel de funcionános públicos
à ã Identificar uutos c procedimentos
EE, | possiveis de desbutocratizaçõo
É & Sensitnlizar a opimão pública c 06
Ú É utentes dos serviços públicos para
= 2 jumamais justa ayvabhação do papc!
E * [da admimstração e do desempenho
bi & dos funcionanmos
E seas
ses
centrabzação admoustratira L
sm nal
mstitucioas! da justiça di 1507,3
Ajustar & Orgaruzação judiciana c 05
códigos (penal, eval, processual
penal, processual civil, dos regis
8 los e notanados) às regras, pouncí-;
E pros é valores de um sistema judr-
| val modermo para a futura consb-
E * tuição e duma a excessivo for-
É € Imalismo hoje prevalecente e à
3 ã abundfinca da Icgislação estravame | Eme,
| "% | Melhorar O Acesso à justiça, com o
- funcionamento célere dos Tribunais
JA e aumento da autoridade, confiança
< e credibilidade da justiça, com a
tutela efectuva dos diretos, Iiberlades & garantias dos cidadãos c das
InstuuiçÕes
ts Complementar a formação acade-
| 3 mica com a formação profissiona-)
F lzante,
É Prestação de serviços judiciais de
& qualidade e eficiência com custos
equilibrados, apustados 20 desen-
E volvimento economico que se vaz
à T alcançando,
= | Ter profissionais de direito na arca.
À ã da justiça e outras, com expenência
E É formação complementar e permiaz nente
Levar as terviços da justiça a todo)
sê E o territorio nacional,
Es “| Viabilizar 2 rotação de quadros,
É s= Tornar efectiva as medidas de pro
sÊs tecção social e de provenção crumi-
HH É É à |nal do menores,
FS Funcionamento celere dos serviços.
H Ss E | de justiça, com a sabsfação da
rs demanda dos cidadãos, empresas)
+ + + instituições, bem como a dimi-
Sãss nuição do Fenómeno das cranças)
EEE de rua em situação de portão
| FA E social, quer como vítimas, quer
Ss H me | como agentes de infracções cri
Se TmMminais
vs
Euxo 4 -— Reforma do sistema
estatístico nacional
Realização do 10quênto 805 agregados famibares em todo o território nacioaal e dos 1º e 2" inquéntos à produção iwndnsinal, bem
comp dos 2º e 3º inquéntos harmonizados às empresas, 768,3, 9556 172459
O DE 2004 2587
EC essenms=o
| Resultadosesperados — | 2005 | 2ens | moi |
Produção de outras estatíshicas
roTTTIies, designadamente implementação de projectos de estanscas do comercio externo, do pro-
Jerto do IPC-Agregado
Instalação dos serviços provinciais
do INE
Desenvolvimento das mfra-estrulutas de produção e difusão estahstica
ese [1
Empresarial do Estudo ; “
5. Sub-programa integrado de habitação, urba-
nismo, saneamento básico e ambicnte:
5.1. Âmbito do sub-programa:
Durante 3 situação de guerra prolongada e de grande
instabilidade que o País atravessou desde 2 sua
independência, o Estado Angolano não reunia as condições
mínimas para atender como prioritárias as áreas do
ordenamento do territóno e urbanismo, habitação, geondesia
€ cartografia, ambiente, recursos naturais, saneamento
básico, sistemas de águas residuais e das chuvas que
Integram este sub-programa
Com a paz e a estabilidade em 2002, começam a
estruturar-se as condições que vão permitir a definição de
estratégias integradas para este conjunto de áreas com um
impacte decisivo na qualidade de vida e bem-estar das
pessoas e sob múltiplas ópticas no desenvolvimento
económico, as quais ainda se encontram numa situação,
embora diferenciada, de bastante precariedade, designadamente em termos de conhecimento e avaliação das
potencialidades e de falhas na constituição de instrumentos
de intervenção e gestão
À definição de estratégias integradas de ordenamento
do território que facilitem & arientem a promoção de
diferentes usos é actividades tem um duplo objectivo
Protecção dos recursos e património naturais,
Valorização desses mesmos recursos
Para a implementação da estratéma de forma ajustada
através de emxos e acções de forma à reverter os resultados
em benefício das populações, é necessário que o País seja
dotado de instrumentos adequados, — os planos mtegrados
de ordenamento, de urbanismo é os correspondentes
Programas de intervenção
Nas zonas urbanas, a situação habitacional é claramente
preocupante, fruto da pressão demográfica, decorrente dos
movimentos de deslocação das pessoas do campo para as
cidades, pelo que uma parte importante da população vive
até com alguns nscos da sua integridade física Assim, uma
pnondade deste sub-programa consiste em melhorar as
condições de habitabilidade nos musseques e prédios
degradados, bem como a construção de bsbitação social
Para alojar as camadas mais carençiades como 05 sem
abrigo e os deslocados Mas deve avançar-se com métoda e
realismo pelo que as orientações estratégicas no domínio
do urbanismo são fundamentais
Na campo do saneamento básico estima-se que menos
de 59% da população tenha acesso a sistemas de
sancamento Luanda é uma cidade com um sistema de
escoamento misto das águas residuais e das chuvas,
formatado ortginatiamente para 400 000 pessoas Esta
Situação fez aparecer serviços pnvados não regulados que
operam o despejo das fossas de águas residuais Nas
Testantes zonas urbanas à percentagem da população com
acesso a sistemas de sancamento é estimada em 74%
enquanto nas zonas rurais não atinge 25%
No domínio do ambiente, definir as medidas que
pennmtam responder ao equacionamento das necessidades
básicas de ambiente, de maneira à que, no futuro, às
políticas ambientais possam vir à centrar-se na qualidade e
na conservação da nalureza e Dà INtegração das
preocupações ambientais nas diferentes políticas sectoriais
Deste modo, começam à lânçar-se as bases do desenvol
vimento sustentável
Em síntese, a implementação deste sub-programa deve
conduzir à realização de várias metas e resultados, entre
eles uma maior integração das acções a realizar em todos
os seus domínios pelos diferentes órgãos/Ministérios!
fGavernos Provincias que para eles concorrem e por
conseguinte, a uma racionalidade económica dos meios
matenais, humanos e financeiros apihiçados e a um melhor
desempenho em termos globats e específicos Em suma,
produzir mais e methor com os mesmos recursos materiais
financeiros e humanos
52. Objectivos
Este programa integrado, tendo como foco o
ordenamento do território, numa perspectiva de
desenvolvimento sustentável, retlevando portanto as
vertentes de ambiente, urbanismo e habitação e
conservação da natureza, para que o uso/utilização dos
recursos e do património naturais se processe de forma
equilibrada, procura responder a objectivos definidos no
capítulo das políticas e medidas de política do respectivo
sector
5.3. Metas
Com este programa as metas globris à atrngu, durante
o período de 2005/2006 prendem-se com
execução de cartografia das cidades, vilas e
Fovoações às escalas 1 2000, 15000,
116000
concluir as obras em curso de combate às ravinas
em diversos pontos do País,
prosseguir com a construção de habitação social
com vista a melhorar as condições de alojamento e conforto das populações,
uuanto à habitação no Quadro | apresenta-se a
quanhficação das metas a atingir,
produção legislativa necessária ao enquadramento
da intervenção e actuação nestes domínios,
proporcionando aos diferentes sectores as
prentações e as preocupações em matéria de
ordenamento e ambiente
QUADRO 1]
Haintação
Infra-cstrunuras de aporoi Infra-cstrutera da Vila Camama| Luanda
a construção de hatnta- |com vista a construir 6060 vesisão dências de renda clevada e
18 480 de renda média
Construção de habita- [Construção de 5130 casas | Luanda c outras
ção SOCIAIS, promoção da auto-cons- | províncias
trução e da construção, sob forma cooperabiva
Consirução de 300 casas
Bauerr tipo € Viana
Construção de equipa-| Construção de 1762 residências
mento socul do Projec-
10 Nova Yida e moplementação da 2? fase
Disponbilidade de — [4400 lamílias, sendo 1000 em
habitação social Luanda c 3400 nas outras
17 províncias
7,54, Resultados esperados e programação financeira
No quadro 2 estão recenseados os custos apresentados
pelos diferentes sectores que confluem para implementar as
acções tipificadas, no período 2005/2005
QUADRO 2
PAO Resultados espLrados L——————————
mero
Jd Ê Implementação da let de ordenaã mento do ternitório 1 866,0 1 866,0
E = |Levantamento do vuso dos selos
* [Reabilitação da sede do INOTU
Elahoração da lei quadro da ha-
& bnação 3I026,6] 1676,1| 4 702,8
1 É | Melhona das condições de habua-
F EX |ldade nos musseques
é | Promoção da consirução de babr-
Lugão social
Munutenção de edificios
48 |Reabinação e apetrechamento das
ã E: Infra-estruturas do IGCA
" E | Modernização da rede geodésica
nn " Levantamento e reposição de mar-
2% |cos geodésicos transfronteinços
1 à |lmptementação da SIG
Elaboração da política é cslratégia
nacional! do ambiente 872, 11851
uv» Relatório do estado geral do
2 janbente
q jlrograma nacional de gestão
<< ambiental
1 |Programa de combate à desertili-
$ cação
É |Frogruma nacional de gestão de
residuos
Programa de combate à desertilcação
Hj Realbhtação fazeada dos parques
= nacionais existentes
É É [Estratégia de conservação da hio-
| 3 diversidade
wv. 2 |Cnação de áreas priontarias de
Ê conservação, utilização sustentável
=) de rezursos e partilha de benefícios
e + (Reab!litar os sistemas de sanea-
É ã mento de Luanda e de outras cidaã m | des de acordo com plasos duectores | 7 148,2] 1677,8| 88261
H & Recolha e tratamento de residuos
À 3 É |sódos
| .& & | Melhoria das condições dos bauros
co? * | periféricos das cidades
ãâ - Reparação de amruamentos e obras
Z idedrenageme controlo de ravinas
Produção legislativa no domínio do
— urbanusmo ordenamento do tero-
E tono, habuação e ambiente
H Instalação dos órgãos centrais do)
É Muusténo do Urbamsemo c Ámbia leme
E Instalação dos órgãos tutelados nas
= províncias
â Estabelecimento de uma base de
| dados sobre ambiente e recurgos
Fr naturais
& [Assistência lecmca no domínio do
= urbanismo, videnamento do temtono, habitação c ambicote
O DE 2004 2589
6. Sub-programa de desenvolvimento do sistema
financeiro
6.1. Âmbito do sub-programa
O sistema financeiro nacional é, anda, muto primánio
e subdesenvolvido A instabilidade política e social e à
Instabilidade macroeconómica, associadas às Linutações de
Um sistema de economia centralizada, que ditaram à
existência mcial de um banco universal de monopólio da
Indústria seguradora, foram determinantes para essa
swiuação
De contre as instituições financeiras bancárias
predominam os bancos comerciais, enquanto que entre às
instituições financeiras não bancárias existem apenas
instituições seguradoras e fundos de pensões cujo
surgimento é recente, mercê da liberalização do sector
segurador, à partir do ano de 2001 e da regulamentação dos
fundos de pensão feita em 1998 Não existe outro tipo de
Instituições financeiras bancárias, como, por exemplo,
sociedades de locação financeira, sociedades de cessão de
crédito, sociedades cooperattvas de crédito e mediadoras
dos mercados monetários, também não existem instituições
finançeiras não bancárias como as sociedades de capital de
IISCO, às sociedades de investimento e as sociedades
gestoras de fundos de mvestimento
No ano de 1997 o Ministério das Finanças, no âmbio
da política do Governo e visando impulsionar o desenvolvunento do sistema financeiro nacional, institui o Núcleo
do Mercado de Capitais é Bolsa e Valores (NMO) cuja
função é pramover o desenvolvimento do mercado de
valores mobiliários
Sendo assum, avalia-se necessária a sistematização das
acções de desenvolvimento do sistema financeiro de modo
à assegurar-se o seu desenvolvimento de forma equilibrada
e dinâmica
6.2. Objectivo geral do sab-programa
O Sub-Programa de Desenvolvimento do Sistema
Fmançeuo tem como objectivo geral o estabelecimento c
aplicação de um quadro legal de estruturação, organização,
funcionamento, controlo e fiscalização do sistema
financeiro que penmta o seu desenvolvimento harmonoso,
equilibrado e dinâmico
7621.
Objechvos
específicos Metas
CTnação de um | Revisão da Le: nº 1/99, de 23 de
quadro legal | Abril = Lei das Instituições
abrangente de | Financeiras, sendo harmon)iregulação do | zada com a Lei nº 1/00 - Le:
s:1is5stema) Geral da Actividade Seguradora,
financeiro na- | com o Decreto-Lei nº 24/98 —
cional Fegulamento dos Fundos de
Fensões e com a Lei de Valores
Mabilúnos
ê
$
E
Ed
$
LA
É
o
ã
&
u
E
=)
[À
É
uv
|
E
FS
bz
E
k-|
|
:
F
E
E
:
f:
[=|
u
— Objectivos e metas específicas
= =
=— E nsavel
a MA IA NO NA
Prepação e aprovação da Banco Nacional
nova Lei das Instituições de Angola
Fmtnceoras
Preparação e aprovação de FE]
uma Lei de Vainres Mobi- a FA
hários É E]
ES
=
Preparação & aprovação de Ministéno da
uma Le: de Falências Justiça
Revisão das disposições da
Lei de Delimitação das
Actividades Econónucas, no
QUe se refere aos sectores qua -
consbhluem rescrva do Estado É
RE
Revisão das disposições da É
Le: do Investimento Privado, ê
Telativamente aos entérnios a
t montantes mínimos pará =
aprovação em Conselho de
Minisiros e venda de postções patrimoniais
Revisão das disposições da
Lei das Sociedades Comer- &
CIAis, pomeadamente no que É
45 refore a indexação ao s
dólar, « hmtação no valor 8
míhimo das acções, à 8
emissão de obrigações e a E
vannbilidade do capital ã
Revisão das disposições da
Le: das Empresas Públicas,
nO que concerne a forma de
consbluição, Liquidação e
EOVYEIDAÇÃO das empresas
públicas x —
Revisão das disposições da
Le: das Pnvatizações, quanto
à possível primazia do ajuste H
directo do que a bvre ZÉ
negociação no mercado de E
acções que possibilitaria a
obter, mediante oferta oc É
procura, 08 melhores preços É
nas privatizações x — =
Melhorar a regulamentação c
a normalização da actividade
de contabihdade e de auditona
Instituição da Ordem do
Contabilisia e Auditores x —
Ohjechvos
eapecficos Metas
Adequação do
modela de supervisão das
Instluições
financeiras
é
-
E
a
ã
E
É
É
o
E
uv
a
Z
|
-
i
ê
É
E
É
E)
E
Promover o Aumento do número de empresas
sergimente do cujo capital é aberto
mercado de
capitais
Aumento da actividade de
Intermediação financeira
Implantação de uma iostituição
de formação e treinamento de
profissionais operadores doe mercado de capitais
EZEMBRO DE 2004 2591
= =
ou = responsável
Aemáns ams | amos
Redefinição do Smbito de
actuação da supervisão
bancánia para cobrur: sociedades de locação finan-
Ceira, sociedades de cessão
de credilo, sociedades
cooperativas de crédito, casas
de câmbio, sociedades
mediadoras dos mercados
montclánios oo de câmbios,
sociedade de micro-credito,
sociedades prestadoras de
serviços de pagamento e
campensação de valores
monetírios c outras ligadas
ao mercodo monctário e go
crédito
Redefinição do âmbito de E
actuação da Supervisão de &
Seguros para cobrir sociedades |
seguradoras, socicdades &
Eesioras de fundos de E)
pensões êB
É
Definição do âmbuo de E)
acluação da Supervisão do =
Mercado de Capiíais para
cobrir socredades corretoras,
sociedades gesioras de
Participações sociars (empresas), sociedades de
capital de fisco, sociedades
de investimento, sociedades
Etstoras de palrimónios,
sonedades gestoras de fundos
de investimento, sociedades
gestoras de fundos de
ttularização de eréditos,
sociedade de gecslão e
Investimento imobiliano e
BocIcdades de compensação
ou câmaras de compensação de valores mabihanos
Incentivar as empresas a Mimstério
transformarcm-sc em socio da Justiça
dades abertas
Fomentar o surgimento de
depositários de títulos e
valorea mobiliarios, bem
como 2 desmaterizlização
dos títulos
Incenhvar o surgimento de
intermediários financeiros, E
assim como a enação de ã
divisões de finunçes empre- =
fariais € mercados nos 3
bancos comerciais, de
Investimento e nas compa- E
nhias de seguro 4
Instituição do Instituta do &
Mercado de Capitais
Treinar e credenciar os
trabalhadores da supervisão da
hotsa de nutros operadores do x x
mercado de capas
Dbjecivos
especificos Metas
Instituição e desen
volvimento do mercado de capitars e
da bolsa de valo-
1)
E
&
s
k-
:
É
|
E
€
o
+€
É
E
É
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É
ki)
E
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É
É
ê
Desenvolvimento 2
do sector segura- z
dor H
=
FS
Fo
EB)
3 É
&
É
-)
+
E.
E vw
| Lc]
)
Projectos. Cualendário/Orçamento Insnituição
ma =- - "” responsável
Auvtradades 2005 2006
Preparação « aprovação do
diploma orgânico da Comissão
do Mercado de Capains
Elaborar às normas de
Supervisão e prestação de
informação dos Intervementes
do mercado de capilais
Estabelecer os sistemas de
negociação, compensação €
Ttquidação de valores mobi-
lranos en) rede mfonnávca
Preparar a infra-estrutura c
logística necersortoR ao
funcionamento do mercado de
capitas
Promover a avahoção primana
das empresas angolanas
Divulgar o5 principios de boa
governança, corporativa
& oultus codigos de boas
Praticas aceites internação
nalmente nos mercados de
capilais
"
Cerhilivcar 08 primeiros Z
correciores e distribuidores É
E
”
Instituição da Bolsa de E
Valores Ê
E
Preparor um conjunto de 10 -
empresas para hstar em bolsa
Promover os meconismos de
1Ncentivo das transocções na
boisa e no mercado de balcão
Implementação do seguro
obrigatorio de responsa-
bilidade crvil automávecl
Implementação do seguro
obrigatóno de responsabi-
dade civil aviação
Regulamentação do seguro
vbngatório de acidentes doe
trabalho € doenças profissio
nais
Instituição do Funôo de
Garantia Automóvel
Elaboração de diplomas para
D estabelecimento, de contre
Dutrus, os seguintes seguros
Obrigatórios de cesponsa-
bilidade crvil
De cscolas, e
De atictas de aíta competição x x
