Preâmbulo
Havendo a necessidade de se criar o Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias, nos termos do disposto na alínea b) do artigo 4.º e do artigo 18.º do Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/20, de 19 de Fevereiro, que estabelece as Regras de Criação, Organização, Funcionamento, Avaliação e Extinção dos Institutos Públicos;
Atendendo ao disposto no artigo 79.º e no n.º 2 do artigo 87.º da Constituição da República de Angola;
O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d) do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º#
Objecto
O presente Decreto Presidencial estabelece as normas sobre a organização e o funcionamento do Palácio das Artes Carlos de Aniceto «Liceu» Vieira Dias.
Artigo 2.º#
Natureza
O Palácio das Artes Carlos de Aniceto «Liceu» Vieira Dias (adiante designado por Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias) é uma Instituição Pública dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, de carácter cultural e educativo, com a natureza de estabelecimento público.
O Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias é um Instituto Público que visa promover e desenvolver as actividades culturais, incentivar e apoiar os artistas angolanos em todas as suas vertentes, bem como combinar a arte, cultura, lazer e recreação, respeitando a estrutura original e integrando-se ao ambiente urbano.
Artigo 3.º#
Sede e âmbito
O Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias tem a sua sede na Província de Luanda, Município da Ingombota, Avenida do 1.º Congresso do MPLA, e realiza as suas actividades em qualquer outro ponto do território nacional, nos termos da lei.
Artigo 4.º#
Atribuições
O Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias tem as seguintes atribuições:
Recolher, preservar e difundir os diferentes valores do património cultural angolano;
Promover a produção de bens materiais e serviços de natureza cultural;
Difundir o gosto pela cultura nacional e o estímulo à participação da comunidade, através da realização de cursos vocacionais, seminários e palestras no domínio das artes, ciência e sobre figuras históricas nacionais e internacionais;
Desenvolver actividades de interesse da comunidade, entre as quais festivais de cultura e artes;
Promover e divulgar as artes plásticas, música, dança, literatura e teatro;
Criar acções de artesanato, culinária e outras manifestações da cultura angolana, em particular, e africana em geral;
Desenvolver acções de parcerias e cooperação com outras entidades no âmbito das suas atribuições;
Organizar actividades culturais alusivas a datas comemorativas relevantes do País e da província, assim como eventos culturais permanentes;
Apoiar e desenvolver actividades culturais;
Promover iniciativas de incentivo, promoção e educativas nas áreas artísticas e culturais;
Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Para cumprir as suas atribuições, o Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias pode firmar parcerias, convénios, termos de parceria, contratos e estabelecer intercâmbios, promovendo iniciativas conjuntas com outras instituições, públicas ou privadas, nacionais ou internacionais, assim como realizar directamente apresentações projectos, programas, acções, mediante recursos físicos, humanos e financeiros, obtidos por qualquer meio, inclusive doações e patrocínios.
Artigo 5.º#
Superintendência
O Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias funciona sob a superintendência do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura, nos termos da lei.
Artigo 6.º#
Órgãos e serviços
O Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias compreende os seguintes órgãos e serviços:
Órgãos de Gestão:
Conselho Directivo;
Director-Geral.
Órgão de Fiscalização:
Conselho Fiscal.
Serviços de Apoio Agrupados:
Departamento de Apoio ao Director-Geral;
Departamento de Administração e Serviços Gerais;
Departamento de Gestão Patrimonial, Tecnologias de Informação e Imprensa.
Serviços Executivos:
Departamento de Manutenção de Infra-Estruturas e Transportes;
Departamento de Estudos, Planeamento, Documentação e Informação;
Departamento de Serviços de Bens Culturais;
Departamento de Apoio ao Artista.
Os Departamentos são chefiados por um Chefe de Departamento nomeado, pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura.
Artigo 7.º#
Conselho Directivo
O Conselho Directivo é o órgão colegial deliberativo permanente que define as grandes linhas de actividades do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias, ao qual compete:
Elaborar, aprovar e executar os planos de actividade anuais e plurianuais;
Elaborar e aprovar os instrumentos de gestão previsional e os relatórios de prestação de contas;
Aprovar os regulamentos internos, incluindo o fundo social;
Deliberar sobre a criação do fundo social;
Aceitar doações, heranças e legados;
Deliberar sobre os programas de investigação científica do Palácio;
Deliberar sobre a realização de conferências, seminários e outras actividades de interesse do Palácio;
Deliberar sobre a aquisição e a utilização dos equipamentos e demais materiais técnico-científicos destinados ao funcionamento do Palácio;
Deliberar sobre a realização de inquéritos, de iniciativa do Palácio ou por solicitação de outras entidades nacionais ou estrangeiras;
Apreciar os resultados dos trabalhos de investigação nos domínios da literatura, artes plásticas, música e dança e nos demais domínios da cultura e das artes;
Deliberar sobre a realização de actividades científico-culturais, tais como workshops, seminários, conferências e actividades análogas;
Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 8.º#
Composição
O Conselho Directivo é composto por:
Director-Geral, que o preside;
Director-Geral Adjunto para a Administração e Finanças;
Director-Geral Adjunto para a Área Técnica.
O Director-Geral pode convidar quaisquer entidades, cujo parecer entenda necessário para a tomada de decisões relativas às matérias a serem tratadas pelo Conselho Directivo.
Artigo 9.º#
Reuniões do Conselho Directivo
O Conselho Directivo reúne-se, ordinariamente, de quinze em quinze dias e, extraordinariamente, sempre que for convocado pelo seu Presidente, por sua iniciativa ou a pedido dos seus membros.
Artigo 10.º#
Director-Geral
O Director-Geral é o órgão singular de gestão do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias, a quem compete:
Dirigir os serviços do Palácio;
Orientar as actividades, os projectos, planos e programas do Palácio que concorram para a boa realização dos objectivos e atribuições;
Assegurar o cumprimento do regulamento interno e das demais legislações em vigor;
Convocar e presidir às reuniões do Conselho Directivo e assegurar a materialização das suas decisões e recomendações;
Representar o Palácio dentro e fora do País, em juízo e fora dele, bem como constituir mandatário para o efeito;
Emitir despachos, instruções, circulares e ordens de serviço;
Propor e materializar os princípios normativos e metodológicos relativos à gestão dos recursos humanos;
Exercer os poderes administrativos e disciplinares sobre o pessoal do Palácio;
Propor a nomeação dos responsáveis do Palácio;
Submeter à aprovação os planos e programas de actividades, orçamentos e projectos de desenvolvimento;
Elaborar o relatório de actividades e as contas respeitantes ao ano anterior, submetendo-os à aprovação do Conselho Directivo;
Executar as orientações superiormente demandadas.
O Director-Geral do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias é nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura.
O Director-Geral é coadjuvado por 2 (dois) Directores-Gerais Adjuntos, nomeados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Cultura.
Nas suas ausências e impedimentos, o Director-Geral é substituído por um Director-Geral Adjunto.
Artigo 11.º#
Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal é o órgão de controlo e fiscalização interno, ao qual cabe analisar e emitir parecer sobre todas as matérias de natureza financeira e patrimoniais relacionadas com a actividade do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias.
O Conselho Fiscal é composto por 3 (três) membros, designadamente 1 (um) Presidente e 2 (dois) Vogais, sendo o Presidente indicado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector das Finanças Públicas e os 2 (dois) Vogais indicadas pelo Órgão de Superintendência.
O Presidente do Conselho Fiscal deve ser um contabilista ou perito de contabilidade registado na Ordem dos Contabilistas e Peritos de Contabilidade de Angola.
O Conselho Fiscal tem as seguintes competências:
Emitir, na data legalmente estabelecida, parecer sobre as contas, relatórios de actividades e a proposta de orçamento privativo do Palácio;
Emitir parecer sobre o cumprimento das normas reguladoras das actividades do Palácio;
Proceder à verificação regular dos fundos existentes e fiscalizar a escrituração da contabilidade;
Fazer auditoria interna ou recomendar auditoria externa, traduzida na análise das contas, legalidade e regularidade financeira das despesas efectuadas;
Remeter semestralmente aos Titulares dos Departamentos Ministeriais, responsáveis pelos Sectores das Finanças Públicas e da Cultura, o relatório sobre a actividade de fiscalização e controlo desenvolvidos, bem como sobre o seu funcionamento;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
O Conselho Fiscal é nomeado por Despacho Conjunto dos Titulares dos Departamentos Ministeriais responsáveis pelos Sectores das Finanças Públicas e da Cultura.
Artigo 12.º#
Reuniões do Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal reúne-se, 1 (uma) vez por mês e, extraordinariamente, sempre que o Presidente o convoque por sua iniciativa ou dos demais membros.
Nas votações do Conselho Fiscal, não há abstenções, devendo a acta registar o sentido discordante da declaração do voto de algum membro.
As actas devem ser assinadas por todos os membros presentes.
Artigo 13.º#
Departamento de Apoio ao Director-Geral
O Departamento de Apoio ao Director-Geral é o serviço encarregue das funções de apoio nas áreas do secretariado de direcção, assessoria jurídica, intercâmbio, documentação e informação.
O Departamento de Apoio ao Director-Geral tem as seguintes competências:
Elaborar estudos, projectos, pareceres e informações de natureza jurídica;
Preparar instruções normativas e proceder à interpretação das disposições legais, com vista à uniformização da sua aplicação prática;
Assegurar o planeamento, assessoria e a organização da rotina diária e mensal do Director-Geral, providenciando o cumprimento dos compromissos agendados;
Preparar, convocar e secretariar as reuniões do Conselho Directivo e demais reuniões presididas pelo Director-Geral, assegurando o tratamento e encaminhamento das deliberações tomadas;
Compilar e manter actualizado o registo da legislação vigente no País;
Participar na negociação de acordos, convénios e contratos de âmbito nacional e internacional de interesse do Palácio;
Assegurar o intercâmbio de âmbito nacional e internacional;
Gerir as estatísticas do Palácio;
Garantir as realizações de natureza cultural, científica entre outras;
Assegurar o contencioso do Palácio;
Executar as tarefas inerentes à comunicação institucional com interlocutores internos e externos;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 14.º#
Departamento de Administração e Serviços Gerais
O Departamento de Administração e Serviços Gerais é o órgão encarregue de assegurar a organização e o controlo dos serviços administrativos e logísticos, a gestão do orçamento, a protecção e a higiene no trabalho, a formação de quadros, bem como a gestão integrada dos recursos humanos.
Compete ao Departamento de Administração e Serviços Gerais o seguinte:
Coordenar a elaboração do projecto de orçamento e geri-lo;
Estudar formas alternativas de financiamento de projectos;
Organizar e manter o serviço contabilístico segundo as normas aplicadas;
Coordenar e apoiar as actividades administrativas;
Controlar, inventariar e zelar pelos bens patrimoniais, bem como a sua escrituração;
Organizar e gerir os arquivos administrativos;
Orientar e coordenar os serviços do protocolo e relações públicas;
Assegurar a gestão de recursos humanos;
Garantir a execução dos serviços técnicos indispensáveis para o bom funcionamento do Palácio;
Estabelecer relações contratuais com instituições que arrendem espaços no Palácio;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 15.º#
Departamento de Gestão Patrimonial, Tecnologias de Informação e Imprensa
O Departamento de Gestão Patrimonial, Tecnologias de Informação e Imprensa é o órgão de apoio técnico, responsável pela gestão dos materiais permanentes e desenvolvimento das tecnologias de informação, manutenção dos sistemas de informação e relacionamento com a imprensa pública e privada.
Compete ao Departamento de Gestão Patrimonial, Tecnologias de Informação e Imprensa o seguinte:
Instruir, estruturar, controlar e supervisionar o cadastro dos bens patrimoniais;
Avaliar a conveniência de equipamentos novos, impedindo a aquisição dos que não tem necessidade ou menos apropriados à produção;
Inspeccionar e verificar o conserto e assistência de manutenção dos bens;
Proceder ao levantamento, estudo e análise dos sistemas de informação existentes no Palácio, visando a sua melhoria e optimização;
Elaborar e propor o programa de tecnologias de informação, informatização e transformação digital do Palácio, de acordo com as estratégias definidas;
Emitir parecer sobre os projectos de informatização;
Emitir parecer sobre a contratação de empresas fornecedoras de serviços e equipamentos informáticos;
Definir padrões e melhores práticas de tecnologias de informação, tendo em vista o desenvolvimento dos meios informáticos e de comunicações;
Garantir a manutenção da infra-estrutura da rede, do parque informático e do ciclo de vida dos equipamentos tecnológicos do Palácio;
Participar na formação dos utilizadores para as operações de aplicações e equipamentos informáticos, bem como dos activos de rede e comunicação;
Gerir o portal e todas as aplicações de informação e comunicação do Palácio;
Manter actualizada a estrutura de dados e documentação relativa à infra-estrutura de rede e comunicação, sistemas existentes e o suporte técnicos dos activos de rede e dos equipamentos em uso no Palácio;
Monitorar os activos da rede interligados nas infra-estruturas de comunicação e os diferentes sistemas operativos, padrões e outros aplicativos garantindo assim a segurança e a inviolabilidade dos mesmos;
Apoiar o Palácio na área de comunicação institucional e imprensa;
Elaborar o plano de comunicação institucional e imprensa em consonância com as directivas estratégicas emanadas pela Direcção do Palácio;
Colaborar na agenda do Director-Geral do Palácio;
Divulgar as actividades desenvolvidas pelo Palácio e responder aos pedidos de informação dos órgãos de comunicação social;
Participar na organização de eventos institucionais do Palácio;
Gerir a documentação e informação técnica e institucional, veicular e divulgá-la;
Actualizar o portal de internet e de toda a comunicação digital do Palácio, em colaboração com o serviço competente do Departamento Ministerial responsável pelas Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social;
Produzir conteúdos para a divulgação nos diversos canais de comunicação;
Propor e desenvolver campanhas de publicidade e marketing referentes ao Palácio;
Exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 16.º#
Departamento de Manutenção de Infra-Estruturas e Transportes
O Departamento de Manutenção de Infra-Estruturas e Transportes é o órgão encarregue das funções relacionadas à gestão e melhoria das infra-estruturas, visando garantir que a infra-estrutura atenda às necessidades de seus utilizadores, num ambiente funcional, seguro e bem conservado, bem como implementar estratégias para garantir que o sistema de transporte do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias funcione regularmente.
Compete ao Departamento de Manutenção de Infra-Estruturas e Transporte o seguinte:
Elaborar e implementar estratégias para operação, manutenção e restauração do equipamento cultural;
Preservar o activo e responder às diversas solicitações para atingir os objectivos a que se propuseram nas áreas do edifício, dos equipamentos, das redes de informática, de ar comprimido, de vapor, de electricidade, videovigilância e controlo de acessos e do aprovisionamento dos materiais;
Elaborar um conjunto de critérios e regras de funcionamento;
Planificar as várias acções de manutenção das instalações;
Emitir recomendações técnicas e de produtos para serem tidos em consideração no futuro;
Estabelecer padrões, normas e especificações técnicas para os programas de segurança operacional, sinalização, manutenção e restauração;
Contribuir para a preservação do património histórico e cultural do Palácio;
Garantir a gestão, manutenção, ampliação, modernização, reabilitação e fiscalização das instalações do Palácio;
Garantir que todos os veículos de transporte sejam mantidos adequadamente e funcionem regularmente;
Garantir e supervisionar a manutenção dos veículos de transporte;
Implementar e manter políticas e procedimentos de segurança, bem como supervisionar o treinamento das equipas de transporte sobre as melhores práticas de segurança;
Identificar e mitigar riscos potenciais no transporte, como segurança do motorista, gestão de acidentes ou interrupções na cadeia de abastecimento;
Tomar decisões sobre equipamentos, pessoal e tecnologia que optimizem a prestação dos serviços de transporte;
Garantir a manutenção contínua com a necessidade ocasional de actualizações ou substituições dos veículos e restauro da infra-estrutura;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 17.º#
Departamento de Estudos, Planeamento, Documentação e Informação
O Departamento de Estudos, Planeamento, Documentação e Informação é o serviço que se ocupa do estudo, planeamento, documentação e informação nas diversas áreas de actividade científica dos órgãos.
Compete ao Departamento de Estudos, Planeamento, Documentação e Informação o seguinte:
Assegurar a direcção nos assuntos referentes aos estudos, informação e cooperação do Palácio com instituições nacionais e estrangeiras no domínio da cultura;
Manter o intercâmbio com organismos nacionais e estrangeiros ligados à investigação da cultura nacional;
Elaborar a estatística geral do Palácio;
Elaborar planos de pesquisa histórica e submetê-los ao Conselho Técnico-Consultivo para aprovação;
Elaborar e executar projectos de desenvolvimento cultural;
Atender às solicitações de estudos sobre documentos da cultura nacional;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 18.º#
Departamento de Serviços de Bens Culturais
O Departamento de Serviços de Bens Culturais é o serviço encarregue de dinamizar o processo de promoção e divulgação da cultura em parceira com outras instituições públicas e privadas.
O Departamento de Serviços de Bens Culturais tem as seguintes competências:
Dinamizar as relações do Palácio com o público, concebendo científica e pedagogicamente projectos para divulgação, promoção e formação artística e cultural;
Organizar as actividades educativas e culturais de forma sistemática e regular, colaborando com outras instituições estatais e privadas;
Promover a divulgação dos trabalhos de investigação realizados nas diferentes áreas do Palácio da Música;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 19.º#
Departamento de Apoio ao Artista
O Departamento de Apoio ao Artista é o serviço encarregue em promover as iniciativas de incentivo, de promoção e de âmbito educativo nas áreas artísticas e culturais, incluindo a dignificação da classe artística, a promoção do convívio entre os seus membros associados e a prestação de serviços de apoio à comunidade artística em geral dentro dos limites e critérios do edifício do Edifício do Centro de Formação Artística.
O Departamento de Apoio ao Artista tem as seguintes competências:
Proteger e valorizar a classe artística, assegurando que os artistas que dedicaram as suas vidas à cultura recebam o apoio e o reconhecimento de que necessitam;
Apoiar a expressão criativa dos artistas e promover o reconhecimento dos artistas;
Contribuir para o desenvolvimento intelectual, formação de opinião, inclusão social e educação dos artistas;
Promover a reflexão, a sensibilidade, a criatividade e a expressão individual e colectiva da cultura e arte;
Contribuir para a cultura, a história e a identidade do povo angolano;
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 20.º#
Receitas
Constituem receitas do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias:
As dotações do Orçamento Geral do Estado;
Os subsídios e comparticipações atribuídas por quaisquer entidades públicas, nacionais ou estrangeiras;
Arrendamento ou cedência de exploração dos espaços comerciais integrados no Palácio da Artes a terceiros;
O produto da venda de publicações ou de actividades que por lei lhes sejam permitidas, bem como da produção de bens materiais e serviços de natureza cultural;
Receitas provenientes da organização e produção de actividades culturais alusivas a datas comemorativas relevantes do País e da província, assim como eventos culturais permanentes;
Contribuições dos artistas provenientes da sua actividade.
Artigo 21.º#
Despesas
Constituem despesas do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias, entre outras:
Os encargos com o respectivo funcionamento;
Os custos de aquisição, manutenção e conservação de bens e serviços;
Os encargos referentes à realização dos programas específicos aprovados;
Os encargos inerentes aos contratos que venham celebrar.
Artigo 22.º#
Património
Constitui património do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias os bens imóveis e móveis, em particular, livros e objectos culturais, em geral, doações e todos os bens que, sob a forma legal, venham a pertencer à sua esfera jurídica.
Artigo 23.º#
Instrumentos de gestão financeira
O Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias tem os seguintes instrumentos e regras de gestão financeiras:
Plano de actividades anual e plurianual;
Orçamento próprio anual;
Relatório de actividades;
Balanço e demonstração da origem e aplicação de fundos;
Elaboração de orçamento que projectem as despesas do Palácio;
Sujeição das transferências de receitas à programação financeira do Tesouro Nacional e do Orçamento do Estado;
Solicitar ao serviço competente do Ministério das Finanças as dotações inscritas no orçamento;
Reposição na Conta Única do Tesouro dos saldos financeiros do Orçamento Geral do Estado e não aplicados.
As receitas arrecadadas pelo Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias devem dar entrada na Conta Única do Tesouro (CUT), mediante a utilização da Referência Única de Pagamento ao Estado (RUPE).
O valor da receita arrecadada é revertido da seguinte forma:
40% a favor do Tesouro Nacional;
35% a favor do Palácio;
25% a favor do Fundo Social dos Trabalhadores do Ministério da Cultura.
Artigo 24.º#
Remuneração suplementar
É permitido ao Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias possuir remuneração suplementar para o seu pessoal, a ser assegurada por via das receitas próprias, devendo os Titulares dos Órgãos de Superintendência, das Finanças Públicas e da Administração Pública, aprovar, por Decreto Executivo Conjunto, a respectiva remuneração suplementar.
Artigo 25.º#
Quadro de pessoal e organigrama
Os funcionários e agentes administrativos do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias são providos por nomeação e por contrato, estando sujeitos ao previsto pela legislação em vigor na Função Pública.
O quadro do pessoal e o organigrama do Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias são os constantes dos Anexos I e II do presente Diploma, de que são partes integrantes.
Artigo 26.º#
Delegação de competências
É delegada competência aos Titulares dos Departamentos Ministeriais responsáveis pelos Sectores da Cultura e das Finanças Públicas para a definição das taxas a serem cobradas pelo acesso aos serviços, a cedência e a utilização que integram o Palácio das Artes Carlos de Aniceto «Liceu» Vieira Dias.
Artigo 27.º#
Regulamento interno
O Palácio das Artes «Liceu» Vieira Dias possui regras relativas ao seu funcionamento, definidas por regulamento interno, aprovadas pelo Conselho Directivo.
