Artigo 1.º#
Natureza
A Unidade de Gestão da Dívida Pública, abreviadamente designada por UGD, é uma pessoa colectiva de direito público com a natureza de Instituto Público do Sector Administrativo que tem por missão fundamental a negociação e contratação de créditos necessários ao financiamento do Estado, no âmbito do Orçamento Geral do Estado, a gestão das disponibilidades de crédito e do endividamento, bem como a concepção da estratégia da dívida pública e a sua gestão.
A UGD goza de personalidade e capacidade jurídica e é dota da de autonomia administrativa, patrimonial e financeira.
Artigo 2.º#
Regime jurídico
A UGD rege-se pelo presente Estatuto, pelos seus Regulamentos Internos e, subsidiariamente, pelo Regime Jurídico dos Institutos Públicos e demais legislação aplicável.
Artigo 3.º#
Objectivos
Constituem objectivos da UGD:
O levantamento de níveis adequados de financiamento, em nome do Estado, ao custo e risco óptimos
Garantir que a dívida pública é mantida a níveis sustentáveis, dotando-se, para o efeito, das capacidades e competências requeridas
Artigo 4.º#
Sede e âmbito de intervenção
A UGD tem a sua sede em Luanda e desenvolve a sua actividade em todo o território nacional, bem como no exterior do País.
O seu âmbito de intervenção abrange os sectores público-administrativo e empresarial, bem como o sector privado e cooperativo, que contraiam dívida em nome do Estado ou por este garantido.
Artigo 5.º#
Superintendência
A UGD desenvolve a sua actividade sob superintendência do Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 6.º#
Atribuições
A UGD tem as seguintes atribuições:
Elaborar as propostas de estratégia e da política de endividamento público e assegurar a sua implementação
Elaborar as propostas dos planos anuais de endividamento público
Emitir normas regulamentares para as instituições do sector público administrativo e empresarial em matérias de endividamento, no âmbito da implementação da estratégia e da política do endividamento público
Fazer o registo, a gestão e o controlo da dívida pública
Gerir a dívida do Estado e os compromissos que a onerem, nomeadamente garantias e avales, com a colaboração do Banco Nacional de Angola
Participar na elaboração da proposta do Orçamento Geral do Estado
Realizar operações activas e actuar como órgão único na contratação de crédito do Estado
Negociar financiamentos em nome do Estado
Gerir as relações e negociações com instituições financeiras, no âmbito das suas atribuições
Realizar a execução financeira e orçamental, incluindo a liquidação, pagamentos e registos contabilísticos dos encargos do serviço da dívida do Estado
Garantir a eficiência na cobertura financeira dos projectos de investimento público a enquadrar nas facilidades de crédito
Assegurar o pagamento das despesas decorrentes da execução dos projectos de investimento público financiados com facilidades de crédito distintas de empréstimos financeiros, nomeadamente linhas de crédito, no quadro da sua execução financeira a cargo do Departamento Ministerial responsável pelo Planeamento e dos ministérios sectoriais
Assegurar o relacionamento com os bancos, organizações e instituições financeiras internacionais financiadoras
Colaborar na formulação da política de crédito do Executivo
Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas por lei ou determinadas superiormente
A UGD, enquanto serviço especializado do Executivo, deve desenvolver as seguintes actividades:
Compilar toda informação sobre a dívida pública, interna e externa
Emitir pareceres sobre os propósitos dos empréstimos e riscos na economia
Promover a investigação técnica, efectuar estudos e emitir pareceres sobre a redução dos custos da dívida pública
Validar a existência da dívida pública interna e externa
Participar e prestar apoio técnico aos organismos do sector público administrativo e empresarial que pretendam contrair dívida pública
Assegurar, no âmbito da sua missão, em articulação com o Banco Nacional de Angola e os bancos comerciais, a informação sobre a dívida pública
Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
Artigo 7.º#
Prerrogativas
A UGD, para cumprimento dos seus objectivos, é dotada de prerrogativas de autoridade pública, podendo solicitar informações sobre a dívida pública aos organismos do sector empresarial público e privado, ao Banco Nacional de Angola e aos bancos comerciais.
Os poderes de autoridade pública exercidos nos termos do número anterior ficam sujeitos à aprovação prévia do Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 8.º#
Dever de cooperação
A UGD deve cooperar com todas as autoridades públicas no exercício das respectivas competências , nos termos legalmente previstos.
A UGD deve ainda cooperar com as entidades sujeitas à sua intervenção, designadamente fornecendo as informações ou os esclarecimentos que justificadamente lhe sejam solicitados sobre a dívida pública contraída ou a contrair.
As entidades sujeitas à intervenção da UGD devem prestar toda a colaboração e informação que esta considere necessárias ao exercício da respectiva actividade e ao êxito da sua missão.
O não cumprimento do disposto no número anterior implica quebra do dever de cooperação e é punível nos ter mos da lei.
Artigo 9.º#
Instrumentos de gestão
A actividade da UGD é orientada pelos seguintes instrumentos do Executivo:
Estratégia Nacional do Endividamento Público
Política Nacional do Endividamento Público
Orçamento Geral do Estado
Plano Anual do Endividamento Público
São instrumentos de gestão da UGD os seguintes:
Planos de actividades e orçamentos plurianuais
Plano de actividades e orçamento anual
As propostas de Estratégia Nacional , da Política Nacional e dos Planos Anuais do Endividamento Público são submetidas pela UGD ao Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas que por sua vez deve submetê-las à aprovação do Titular do Poder Executivo.
Os Planos de actividades, orçamentos e correspondentes relatórios da UGD são aprovados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
A actividade da UGD inclui a elaboração de relatórios trimestrais de execução do Plano Anual do Endividamento Público, o qual deve incluir a situação da dívida pública (o nível e os custos do endividamento, os riscos associados e a sua sustentabilidade) e um relatório anual do estado do endividamento público que reporte a implementação da Estratégia e da Política Nacional de Endividamento .
Os relatórios referidos no número anterior são submetidos pela UGD ao Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas para a aprovação do Titular do Poder Executivo.
Artigo 10.º#
Órgãos e Serviços
Constituem órgãos da UGD:
Conselho Directivo
Director Geral
Conselho Fiscal
Serviços de Apoio Agrupados:
Departamento de Apoio ao Director Geral
Departamento de Administração e Serviços Gerais
Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação
Serviços Executivos:
Departamento do Financiamento Interno e Externo
Departamento de Análise de Riscos da Dívida
Departamento de Gestão da Dívida Pública
Departamento de Auditoria Interna
Departamento de Gestão de Garantias e Créditos à Terceiros
Departamento de Mercados
Artigo 11.º#
Função
O Conselho Directivo é um órgão de consulta e apoio técnico que participa na definição das linhas gerais de programação das actividades da UGD e na tomada de decisões do Director Geral.
Artigo 12.º#
Composição
O Conselho Directivo tem a seguinte composição:
Director Geral, que o preside
Director Geral-Adjunto
Chefes de Departamentos
Dois vogais designados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas
Nas reuniões do Conselho Directivo, podem participar, mediante prévia solicitação do seu coordenador, representantes de outros organismos públicos, técnicos e especialistas independentes .
Artigo 13.º#
Competências
Ao Conselho Directivo compete pronunciar-se sobre as seguintes matérias:
Plano e o relatório anual de gestão da dívida pública directa e indirecta e do financiamento do Estado e suas eventuais revisões
Planos anuais de actividade e o relatório de actividades
Relatório e contas e o relatório anual do Conselho Fiscal
Orçamento e o relatório de execução anual do orçamento;
Regulamentos internos
Todas as questões que lhe sejam submetidas pelo Director Geral
O Conselho Directivo pode apresentar ao Director Geral propostas para aperfeiçoar o funcionamento da UGD.
Artigo 14.º#
Funcionamento
O Conselho Directivo reúne-se ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu presidente, devendo funcionar com base num regulamento a ser aprovado por este órgão
Artigo 15.º#
Função
O Director Geral é o representante legal e órgão executivo singular de gestão permanente da UGD, nomeado em comissão de serviço pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas
Artigo 16.º#
Competências
Ao Director Geral compete, nomeadamente:
Dirigir, orientar e controlar a acção da UGD, bem como praticar todos os actos materiais e jurídicos necessários ao desempenho das atribuições da UGD e a consecução dos fins públicos para os quais foi criada, de harmonia com as políticas definidas pelo Governo
Promover a correcta execução da política e da regulamentação sobre a dívida pública directa e indirecta
Presidir as reuniões do Conselho Directivo, orientar os seus trabalhos e assegurar o cumprimento das respectivas decisões
Colaborar na elaboração de políticas em matéria de endividamento do sector empresarial público e privado
Representar a UGD junto das instituições nacionais e internacionais
Propor a criação e a alteração das leis e regulamentos necessários ao controlo da dívida pública directa e indirecta
Exercer os poderes gerais de gestão administrativa, financeira e patrimonial da UGD
Propor a nomeação ou exoneração dos Directores Gerais-Adjuntos
Propor ao Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas a nomeação dos Chefes dos Departamentos
Elaborar e submeter à apreciação do Conselho Directivo o plano estratégico, o plano anual de actividades, a proposta do orçamento anual, o relatório de actividades, as contas anuais e demais documentos de prestação de contas previstos na lei, e os regulamentos internos que se mostrem necessários ao funcionamento da UGD
Informar regularmente o Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas sobre a realização dos objectivos do plano estratégico e do plano anual de actividades e propor medidas correctivas
Exercer o poder disciplinar sobre os funcionários da UGD, nos limites determinados por lei
Representar em juízo a UGD e fora dele, podendo , para o efeito, constituir advogados e fixar-lhes os respectivos poderes
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
O Director Geral é coadjuvado por dois Directores Gerais-Adjuntos, nomeados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, sob proposta do Director Geral.
Nas ausências e impedimentos do Director Geral, o mesmo indica um dos Directores Gerais-Adjuntos para o substituir.
Artigo 17.º#
Directores Gerais-Adjuntos
Aos Directores Gerais-Adjuntos, compete:
Coadjuvar o Director Geral no exercício das suas funções
Planificar, coordenar e controlar as actividades das áreas sob sua responsabilidade
Apresentar o relatório das actividades realizadas pelas áreas sob sua responsabilidade
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
Sem prejuízo das competências atribuídas , podem ser delegados outros poderes específicos aos Directores Gerais Adjuntos, no âmbito do regulamento interno.
Artigo 18.º#
Função
O Conselho Fiscal é o órgão responsável pelo controlo e fiscalização da legalidade e racionalidade económica da gestão financeira e patrimonial da UGD.
Artigo 19.º#
Composição
O Conselho Fiscal é o órgão composto por um presidente e dois vogais, sendo um deles perito em contabilidade.
Os membros do Conselho Fiscal são nomeados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, e o seu mandato tem a duração de 3 (três) anos, renovável por igual período, não podendo exceder 3 (três) mandatos consecutivos.
Artigo 20.º#
Competências
O Conselho Fiscal tem as seguintes competências:
Acompanhar e controlar, com regularidade, o cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis à execução orçamental, à situação económica, financeira e patrimonial
Emitir, nas datas estabelecidas por lei, parecer sobre o orçamento e sobre as suas revisões e alterações
Emitir, nas datas estabelecidas por lei, parecer sobre o relatório e contas anuais da UGD
Emitir parecer sobre a aquisição, arrendamento, alienação e oneração de bens imóveis
Emitir parecer sobre a aceitação de doações, heranças, ou legados
Manter informado o Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas sobre os resultados das verificações e exames a que proceda
O prazo para a elaboração dos pareceres referidos no número anterior é de 15 (quinze) dias a contar da data de recepção dos documentos a que respeitarem.
Para o exercício das suas competências , o Conselho Fiscal deverá:
Obter do Director Geral as informações e esclarecimentos que se reputem necessários
Ter livre acesso a todos os serviços e documentação da UGD, podendo requisitar a presença dos respectivos responsáveis e solicitar destes os esclarecimentos necessários
Artigo 21.º#
Funcionamento
O Conselho Fiscal reúne-se ordinariamente de 3 (três) em 3 (três) meses e extraordinariamente sempre que for convocado pelo seu Presidente, por iniciativa própria , a pedido de um dos vogais, ou por solicitação do Director Geral.
As deliberações do Conselho Fiscal são tomadas por unanimidade. Quando não seja possível obter-se a unanimidade recorre-se à votação e prevalece a deliberação que reúna 2/3 dos votos.
Na votação é proibida a abstenção.
Em cada reunião deve ser elaborada uma acta aprovada e assinada por todos os membros, e que deve conter o essencial das questões tratadas nos pareceres.
O funcionamento do Conselho Fiscal rege-se por um regulamento aprovado pelo próprio órgão.
Artigo 22.º#
Departamento de Apoio ao Director Geral
O Departamento de Apoio ao Director Geral é o Serviço responsável pelo auxílio administrativo ao Director Geral, o qual compete:
Executar funções de secretariado de Direcção
Prestar assessoria jurídica , intercâmbio , documentação e informação
Garantir o intercâmbio com as demais Instituições
Assegurar a recepção, registo, distribuição, e expedição da correspondência
Proceder à organização geral do arquivo dos documentos, em especial dos credores, e cuidar da sua conservação, visando o bom funcionamento dos arquivos da UGD
Reproduzir os documentos solicitados pelas áreas da UGD
Dirigir o serviço de protocolo e relações públicas
Coordenar as actividades funcionais, tais como reuniões diversas, entrevistas , recepções, comunicações especiais, e demais actos de protocolo da UGD
Administrar a documentação e informação
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
O Departamento de Apoio ao Director Geral é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado, em comissão de serviço, pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 23.º#
Departamento de Administração e Serviços Gerais
O Departamento de Administração e Serviços Gerais é o serviço responsável pela condução e realização dos serviços gerais administrativos, nos domínios de gestão orçamental , finanças, património , transporte, relações públicas, protocolo e abastecimento de material às diversas áreas e serviços da UGD, ao qual compete:
Gestão do orçamento, património e serviços gerais
Preparar os programas de actividades plurianual e anual da UGD, incluindo o programa de investimentos e correspondentes orçamentos
Elaborar a proposta do orçamento de funcionamento da UGD, nos termos da legislação em vigor
Elaborar o relatório de prestação de contas
Preparar e executar o plano de aprovisionamento dos bens e serviços indispensáveis ao funcionamento de todos os serviços e assegurar a sua distribuição oportuna
Assegurar a gestão, conservação e manutenção dos bens patrimoniais e de transporte da UGD
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
O Departamento de Administração e Serviços Gerais é dirigido por um Chefe do Departamento nomeado, em comissão de serviço, pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 24.º#
Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação
O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação é o serviço responsável pela planificação e gestão de recursos humanos, bem como pela utilização, modernização e actualização dos serviços tecnológicos, ao qual compete:
Assegurar as actividades inerentes à gestão administrativa do pessoal da UGD, nomeadamente , o ingresso, promoção , avaliação de desempenho, controlo da efectividade e o processamento da remuneração
Elaborar, em coordenação com as demais estruturas da UGD, as políticas e metodologias de formação de acordo com a lei e acompanhar o seu cumprimento
Garantir e zelar pelo cumprimento da legislação laboral aplicável à função pública
Velar pela implementação das políticas sobre saúde, higiene e segurança no trabalho
Elaborar e propor à aprovação superior o plano de formação da UGD e acompanhar a sua implementação
Propor políticas de acção social e acompanhar a sua implementação
Implementar os indicadores de administração de pessoal em conformidade com a legislação laboral vigente
Manter actualizada a informatização de dados pessoais dos trabalhadores em efectivo serviço, velando pela sua fiabilidade
Promover e gerir as competências dos quadros da UGD
Administrar a base de dados
Garantir a segurança das operações e da informação
Definir a arquitectura de tecnologia de informação que melhor sirva a UGD
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação é dirigido por um Chefe do Departamento, nomeado, em comissão de serviço, pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 25.º#
Departamento do Financiamento Interno e Externo
O Departamento de Financiamento Interno e Externo é o serviço executivo ao qual, em geral, compete:
Realizar operações activas e actuar como órgão único na contratação de crédito
Gerir as relações e negociações com instituições financeiras e investidores, no âmbito das actividades relativas à dívida pública
Negociar novos financiamentos em nome do Estado
Renegociar os termos e condições de financiamentos existentes
Executar operações financeiras
Colaborar na formulação da política de crédito
Propor a política de endividamento público e assegurar a sua implementação
Assegurar o relacionamento com os organismos e instituições financeiras internacionais
Participar na elaboração da proposta do Orçamento Geral do Estado e do Programa de Investimento Público
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
O Departamento de Financiamento Interno e Externo é dirigido por um Chefe do Departamento, nomeado, em comissão de serviço, pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 26.º#
Departamento de Análise de Riscos da Dívida
O Departamento de Análise de Riscos da Dívida é o serviço executivo ao qual compete em geral, o seguinte:
Desenvolver a Estratégia de Médio e Longo Prazo da dívida pública
Elaborar e acompanhar o Plano Anual de Endividamento (PAE)
Participar na elaboração do Orçamento Geral do Estado (relatórios sobre as previsões de captação de novos financiamentos e serviço da dívida)
Garantir a Compilação e Publicação de toda a informação sobre a Dívida Pública do Estado (Interna e Externa)
Participar na elaboração e proceder a avaliação de desempenho do modelo de Sustentabilidade de Dívida Pública
Garantir o relacionamento da UGD com as entidades internacionais , como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (BM) e as Agências de Notação Financeira Internacionais , e outras agências internacionais , em assuntos relacionados com a dívida pública e a sua sustentabilidade
Análise de potenciais constrangimentos à gestão da carteira de dívida e sua influência sobre a estratégia da dívida
Formulação e concepção de metas estratégicas e/ou benchmarks estratégia da dívida
Análise dos custos e riscos da dívida , incluindo as suas taxas de juro e outras taxas , o seu vencimento, e a sua composição por moeda e por tipo de taxa de juro
Acompanhamento do cumprimento das políticas e estratégias de gestão dos riscos das carteiras, incluindo relatórios periódicos de mercado e monitoramento dos riscos de crédito
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
Dentro da sua área de especialidade, o Departamento de Análise de Risco da Dívida Pública também desenvolve estudos aplicáveis nas seguintes esferas:
Implementação das políticas fiscais, monetária e cambial e o seu efeito sobre a Sustentabilidade da Dívida Pública
Realizar avaliações e análises económicas de suporte à tomada de decisões e fiscalizar as etapas e os intervenientes envolvidos no processo
Realizar investigações e publicações de Estudos Económicos sobre a Dívida Pública
O Departamento de Análise de Riscos da Dívida é dirigido por um Chefe do Departamento, nomeado, em comissão de serviço, pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas .
Artigo 27.º#
Departamento de Gestão da Dívida Pública
O Departamento de Gestão da Dívida Pública é o serviço executivo da UGD ao qual compete:
Efectuar a gestão operativa dos créditos para execução dos projectos de investimento público
Assegurar a execução financeira dos projectos de investimento público financiados , em colaboração com o Gabinete de Acompanhamento de Projectos com Financiamento Externo (GAPFE) do Ministério das Finanças , o Ministério do Planeamento e os Sectores
Desempenhar a execução financeira e orçamental, incluindo a liquidação, os pagamentos e os registos contabilísticos
Garantir a eficiência na execução financeira dos projectos de investimento público
Assegurar o relacionamento com os bancos e outros organismos e instituições financeiras internacionais
Gerir a dívida do Estado e os compromissos que a onerem, nomeadamente garantias e avales
Fazer o registo e controlo da dívida pública
Exercer as demais funções que lhe sejam incumbidas por lei ou determinadas superiormente
O Departamento de Gestão da Dívida Pública é dirigido por um Chefe do Departamento, nomeado, em comissão de serviço, pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 28.º#
Departamento de Auditoria Interna
O Departamento de Auditoria Interna é o serviço executivo da UGD ao qual compete:
Controlar administração financeira interna de todos os Departamentos afectos à UGD
Fiscalizar o domínio orçamental, financeiro e patrimonial, de acordo com os princípios da legalidade, da regularidade e da boa gestão financeira
Operacionalizar o sistema de controlo interno da administração financeira da UGD
Emitir relatórios relativos à avaliação da fiabilidade dos sistemas de controlo desenvolvidos pelos diversos Departamentos da UGD
Propor medidas de melhoria da estrutura organizacional e funcionamento dos sistemas de acompanhamento e gestão da Dívida, e a respectiva implantação e evolução
Auditar, inspeccionar e fazer a análise económico-financeira dos pagamentos realizados
Realizar inquéritos e averiguações aos Departamentos
Implementar procedimentos quando tal lhe for superiormente determinado
Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente
O Departamento de Gestão da Dívida Pública é dirigido por um Chefe do Departamento, nomeado, em comissão de serviço, pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 29.º#
Departamento de Gestão de Garantias e Créditos à Terceiros
O Departamento de Gestão de Garantias e Créditos à Terceiros é o serviço executivo responsável pelo acompanhamento e gestão do endividamento público indirecto e da concessão de crédito a outros países e ou outras instituições nacionais.
Ao Departamento de Gestão de Garantias e Créditos à Terceiros compete:
Elaborar normas e procedimentos necessários para avaliação de concessão de garantias
Determinação da Estratégia de Gestão das Garantias
Elaboração do Plano Anual de endividamento indirecto
Negociar propostas de financiamento com as instituições financeiras predispostas a financiar projectos com garantia do Estado
Recenseamento de todos os contratos de garantias existentes
Criação da base de dados de registo das solicitações de Garantias (SIGFE)
Estruturação da base de dados de empresas inadimplentes
Avaliação do perfil de risco das empresas requerentes de Garantias junto do sistema financeiro interno
Determinação das directrizes metodológicas de análise e qualificação do risco através de um instrumento de gestão de garantias
Gestão do Fundo de Garantias
Identificar os mecanismos de avaliação das contra garantias a serem utilizadas com base no risco associado a solicitação
Elaboração periódica dos relatórios atinente ao funcionamento do departamento
Promover maior envolvimento dos sectores no processo de aprovação das propostas de garantias
Promover a educação financeira, através da elaboração de prospectas informativos atinentes à responsabilização das obrigações dos beneficiários de garantias soberanas
Proceder à avaliação de desempenho, através da exigência de relatórios periódicos e da realização de visitas aos projectos implementados com garantia do Estado, tendo em conta a necessidade de identificar atempadamente a implementação de medidas correctivas
Manter a posição actualizada sobre o serviço da dívida externa e interna garantida pelo Estado
Propor o limite a constar na proposta anual do OGE, das garantias a conceder, bem como das contingências a regularizar no exercício económico
Elaboração de relatórios estatísticos sobre a carteira das Garantias emitidas
No que se refere à gestão de empréstimos do Estado para outros Estados e ou outras instituições nacionais, ao Departamento de Gestão de Garantias e Créditos à Terceiros compete, designadamente:
Elaborar normas e procedimentos de avaliação para concessão de crédito a outros países e ou outras instituições nacionais
Proceder ao registo e controlo dos créditos atribuídos em vigor
Realizar estudos periódicos do risco/rating dos países devedores
Remeter notificações de cobrança do serviço da dívida aos devedores
Negociar a reestruturação dos créditos em incumprimento
Explorar a possibilidade de fortalecer os interesses estratégicos de cooperação económica junto dos países devedores e fortalecer a participação de investidores nacionais no processo de créditos
Propor o limite a constar na proposta anual do OGE, dos créditos a conceder
Artigo 30.º#
Departamento de Mercados
O Departamento de Mercados é o serviço executivo responsável pela concretização das metas constantes no plano de gestão da dívida pública mobiliária e constitui o elo de ligação entre a UGD e os mercados financeiros.
Ao Departamento de Mercados compete:
Desenvolver a Estratégia de curto prazo das operações do mercado da dívida pública
Executar o programa de financiamento interno do Orçamento Geral do Estado através da colocação em mercado de Obrigações e Bilhetes do Tesouro bem como realizar operações de recompra antecipada e operações de troca de títulos
Implementar todas as acções necessárias para manter o mercado de títulos do Tesouro dinâmico e organizado, agindo em conjunto com o Banco Nacional de Angola, Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e a Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA)
Promover a interacção, auscultação e comunicação com as principais contrapartes do sistema financeiro angolano, de forma a permitir a contratação atempada e eficiente do financiamento mobiliário interno do Tesouro
Avaliar os instrumentos financeiros existentes nos mercados monetário, cambial e de derivativos e os prováveis efeitos destes sobre o custo de emissão dos títulos do Tesouro
Intervir, quando necessário , e após auscultação do BNA e/ou da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), a depender do mercado onde a intervenção terá lugar, nos mercados monetário, cambial e de capitais
Analisar a evolução dos mercados financeiros e efectuar o acompanhamento do desempenho dos principais indicadores económicos
Promover o relacionamento com os investidores domésticos e externos
Dentro da sua área de especialidade, o Departamento de Mercados também desenvolve estudos aplicáveis nas seguintes esferas
Desenvolvimento dos mercados primário e secundário de dívida pública
Administração de sistemas de liquidação e custódia de títulos
O Departamento de Mercados pode, mediante autorização expressa da Direcção da UGD, realizar vendas directas de títulos públicos a agentes não integrantes do Sistema de Pagamentos Angolano (SP1R), nomeadamente empresas não financeiras e particulares
Artigo 31.º#
Receitas
Constituem receitas da UGD as seguintes:
Dotações orçamentais concedidas pelo Estado
O valor de quaisquer taxas cobradas pela prestação de serviços
Doações ou legados que lhe sejam atribuídos legalmente
Quaisquer outros rendimentos ou valores que por lei ou contrato lhe sejam atribuídos
Os saldos de cada exercício transitam para o ano seguinte, excepto os provenientes de dotações do Orçamento Geral do Estado.
É vedado à UGD contrair empréstimos sob qualquer forma.
Artigo 32.º#
Despesas
Constituem despesas da UGD, entre outros:
Os encargos com o respectivo funcionamento
Os custos de aquisição e manutenção de bens e serviços
Os subsídios à investigação e à divulgação de conhecimentos e de formação relevantes em matéria de dívida pública
Artigo 33.º#
Regime financeiro e patrimonial
A actividade financeira da UGD está sujeita ao disposto nesta matéria para os institutos públicos.
A contabilidade da UGD é elaborada de acordo com o regime da contabilidade pública.
A gestão do património da UGD deve observar a legislação sobre a gestão dos bens públicos.
Artigo 34.º#
Pessoal
O pessoal do quadro permanente da UGD fica sujeito ao Regime Geral da Função Pública.
O quadro de pessoal é o que consta do Anexo 1 ao presente Estatuto Orgânico e que dele é parte integrante.
O disposto no n.º 2 não prejudica a contratação pelo Director Geral de pessoal qualificado para tarefas pontuais.
A admissão do pessoal e o correspondente provimento de lugares do quadro de pessoal permanente é feito de forma progressiva.
Artigo 35.º#
Regime remuneratório
O pessoal do quadro permanente da UGD está sujeito ao regime remuneratório da Função Pública e beneficia dos demais direitos e regalias conferidos aos funcionários do Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas.
Artigo 36.º#
Dever de Sigilo
Os trabalhadores, funcionários e pessoal da UGD estão obrigados ao dever de sigilo em todos os assuntos de que tenham conhecimento no exercício das suas funções.
Artigo 37.º#
Quadro de pessoal e organigrama
O quadro de pessoal e o organigrama da UDG é o constante dos Anexos I e II do presente Estatuto Orgânico e que dele fazem parte integrante.
Artigo 38.º#
Regulamentação
A UGD tem regulamentos internos próprios que, excepto nos casos previstos no presente Diploma, são aprovados pelo Conselho Directivo.
