Preâmbulo
Lei nº 6/01
de d de Maio
O Governo submeteu o Programa Económico e Social
para o ano 2GD! para apreciação pela Assembleia Nacional,
que constitui um programa transitório e um primeiro passo
para a concepção da estratégia para à redução da pobreza,
o de 2001 LI Série — N.º 21
HÁ
AL DA REPUBLICA DE ANGOLA
Preço deste número — Kz: 48,00
TURAS O preço de cada imnbha publicada nos Diarios
Ano | da Repúblco 1" e 2" sénes éde Kz 19,50 e para a
Kz 45 000,00 | 3º seue Kz 23,50, acrescido do respectivo
Kz 25 400,00 | imposta da «elo, dependendo e publicação da
Kz 17 380,00 | 3º séne de deposita prévio a efectuar na Tesouraria
Kz 10 700,00 | da Imprensa Nacional —U E É
Cons:derando que os objectivos programáticos identificados pelo Governo dão resposta às principais questões que
urge resolver, ressaltando a garanta da segurança social, à
busca da estabilidade macro-económica e a melhoria da
actrvidade dos sectores sociais,
Nestes termos, ao abrigo da alínea &) do arugo 88 º da
Lei Constitucional, a Assembleia Nacional aprova à
seguinte
Lei que aprova o Programa Económico e Social
do Governo para o ano 2001
Artigo 1.º#
Aprovação
É aprovado o Programa Económico e Social do Governo
para o ano 2001
Artigo 2.º#
Entroda em vigor
À presente lei entra em vigor à data da sua publicação
Vista & aprovada pela Assembleia Nacional, em Luanda,
aos 6 de Março de 2001
O Presidente em exercício da Assembleia Nacional,
Julião Mateus Paulo
Publique-se
O Presidente da República, Josê EDUARDO Dos SANTOS
— INTRODUÇÃO:
1 Embora sejam válidos os principais objectivos de
política estabelecidos no Programa Trienal 1998-2000
— mesmo porque à eclosão da guerra em 1998 não permitiu
à sua implementação de modo a que tais objectivos fossem
alcançados — a prescrição formal desse programa, à perspectiva de se alcançar um acordo com as instituições financeiras internacionais para um programa por s1 apoiado
financeiramente, assim como à perspectiva de paz efectiva,
aconselham que o Governo adopte formalmente para o
ano 2001 um prosrama de carácter transitório que constitui
um primeiro passo para a concepção da Estratégia de
Redução da Pobreza no contexto de um programa de
reconstrução e desenvolvimento
2 Nao ano de 200] o Programa do Governo continuará à
ter como &xo principal a aplicação da Estratégia Global
para a Saída da Cnse (EGSC) iniciada em meados de 1999,
uma vez que se reconhece quê os sintomas da cnse prevalecerão ainda por algum tempo, não obstante 08 avanços
conseguidos nos dois últimos anos na gestão macro-económica, na reabilitação das infra-estruturas económicas e
sociais e no esforço de credibilização interna e externa do
Governo
3 Este documento apresenta uma caracterização da
sxuação económica e social à saída para o ano de 2001, ao
que se segue uma avaliação dos resultados da implementação da (EGSC) até ao final do ano de 2000 É com base
nessa caracterização e na avaliação dos resultados alcançados pelo Governo até ao momento que se propõe o
programa para o ano de 2001
4 Os objectivos -, “ogramáticos do Governo são 1denti-
Ticados, resumindo-se em
garantia da segurança nacional e protecção da
integridade do território,
busca da estabilidade macro econótoica nela
desaceleração da inflação e da redução do
nível geral de preços,
criação de condições de retoma da produção
e oportunidades de emprego,
melhoria dos serviços de saúde e educação,
asseguramento da assistência social mínima
aos segmentos da população mais valnerável,
v1) melhoria da prestação das instituições do
Estado, da administração e o asseguramento
das hberdades e direitos dos cidadãos, com
o reforço dos pressupostos de um Estado de
Direito,
início da preparação das condições para a
renlização das próximas eleições gerais
5 Apresentam-se depois as políticas, 1nstrumentos de
política é principais programas sectoriais
6 À Política Macro-Econórnica visará, fundamental»
mente, a estabilidade dos preços, promovendo um amb:ente
macro-económico saudável à realização de mvestimentos
produtivos de iniciativa privada, os sectores económicos
promoverão o investimento público nas infra-estruturas
correspondentes, assegurando, de 1gua! modo, a assistência
ao sector privado em serviços de tacilitação e valgarnzação,
OS Sectores sociais promoaverão o investimento público no
equipamento social e assegurarão a provisão dos nais
elementares serviços de saúde pública e educação, ucessfveis à toda à sociedade, e a assistência social aos segmentos
da população mais carenciados
7 Constata-se que o País continua ainda sob os efeitos
da crise Entretanto, no seguimerto dos esforços nue têm
sido empreendidos pelo Governo no sentido de se alcançar a
normalidade institucional, e com à perspectiva de estabihdade mihtar, deve-se desde 1á desenha: um cenário de
transição para um período de reconstrução e desenvolvimento
8 Para o efeito, à implementação das medidas precontzadas na Estratégia Global para a Saída da Crise vai
prosseguir
9 É neste sentido que as políticas macro-económicas e
ay medidas de reforma estrutural tenderão a criação de um
ambiente favorável ao investimento predutivo, em vez das
aphçações de curto prazo favorecidas pelos altos níveis de
inflação E com políticas de incentivo financeiro e fiscal ao
Investimento associadas ao ajustamento dos preços relativos
e aos Investimentos públicos em intra-estruturas de água,
electriodade, comunicações, saúde, educação, entre outros
que reduzem os custos privados à geram externalidades
posITIVAS Pára à achvidade, criar-se-ão bases sustentáveis
para o relançamento da produção interna e, cam ela, a
geração de empregos
10 À melhorta do processo de orçamentação e gestão
financeira do sector público, com 2 adopção de um modelo
de gestão assente em orçamentos-programa fpara as 1nstiteições do sector público administrativo) e dos contratos-programa (para o sector empresarial público) vai permitir maior
responsabilidade na gestão dos recursos públicos e, com ela,
à melhora da eficácia é eficiência da despesa pública
11 Com a estabilkdade militar e macro-económica é com
a racionalização dos recursos públicos, à economia retomará
um crescimento sustentado no sector não petrolífero,
criando fontes de rendimento para a população e mingando
assim a pobreza Haverá assim maior espaço de intervenção
do Governo no aumento da cobertura dos serviços públicos
e na elevação da sua qualidade
12 A estabilidade mibtar permitirá ainda estender a
administração do Estado à todo o território nacional, perrnitindo assim o acesso das populações af residentes aos
serviços publicos
13 A reforma administativa vai permitir a elevação da
aualiade dv serviço publico e a eficiencia do Estudo Com
à produção de mportantes peças legislauvas no domínio da
propriedade e das terras preencher-se-á um vazio que dará
confiança dos agentes económicos quanto ao respeito do seu
património
14 O êxito na implementação das medidas do programa
do Govemno com monmtoramento do Fundo Monetário Inter-
Nacional permitirá à renegociação da dívida externa do Pais
com os diversos credores para permitir nm alívio da pressão
do serviço da dívida subre a tesouraria do Estado, com a
Tibertação de recursos potenciais ao financiamento do
úesenvolvimento
— BREVE CARACTERIZAÇÃO DA SITUAÇÃO
ECONOMICA E SOCIAL À LUZ DA
IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA
GLOBAL PARA A SAÍDA DA CRISE.
15 À acção do Governo ao longo do ano de 2000 onentan-se pará a continuação da materialização da Estratégia
Global para a Saída da Crise adoptada em 1999, assente nos
ptincípios do Programa de Estabilização e Recuperação
Económica de Médio Prazo 1998-2000 e tendo como objectivos fundamentais 2 estabilização e o relançamento sócio-
-econórmico do País
16 Apesar da situação económica e social do País contr-
Nuar a ser preocupante, têm-se registado nos últimos anos
avanços sigmficativos Como factor fundamental dessa
situação está a devastadora guerra movida pela rebehão
armada que levou e continua à levar à morte elevado
número de cidadãos, destruiu e destrói infra-estruturas
económicas é sociais básicas, desalojou e desaloja um
levado número de população — que se eleva, actualmente,
a cerca de 3,9 milhões, da qual 44 e 30% são, respectivamente, crianças e mulheres — privando-as dos meios
e oportunidades de gerar rendimentos para o seu auto-
-Sustento é colocando-as na dependência do Estado e
impede a actividade produtiva e a circulação de pessoas
e bens
17 Essa situação é ainda acentuada pelo peso excessiva
da dívida pública externa e à sua concentração no curto e
médio prazo, privando o Governo de significativos recursos
financeiros que deveriam ser devotados à reconstrução e à
assistência das principais vítimas directas da guerra
18 À acentuada dependência da economia nacional e
das receitas fiscais do Governo do sector petrolífero
colocam o País numa situação de vulnerabilidade aos
choques externos do preço do petróleo no mercado tnternavional, de tal modo que, por um tado, à sua queda constitui)
Ol 271
sempre um elemerto de preocupação, pois limita anda mais
a capacidade do Coverno fazer tace a crise, por outro lado,
os aumentos do preço nem sempre se traduzem em ganhos
líquidos expressivos, pois se de um lado crescem as receitas
brutas, do outro aumenta o montante do serviço da dívida,
yJado o compronusso de entregas de quantidades de petróleo
bruto hgado aos contratos de empréstimo
2 1 À envolvente político-milizar
13 No final do ano df 1994, o Governo assinou o Protocolo de Paz de Lusaca Abria-se assim uma perspectiva de
estabihdade política e social, tão necessária ao crescimente
económico e desenvolvimento Entretanto, como o processo de implementação desse protocolo não se mostrou
harmonioso, com o passar do ternpo a tensão política, muitar e social fo1 aumentando, cando um ambiente de minstabilidade que fez gorar as expectativas miciais em relação à
obtenção da paz
20 No final do ano de 1998 à guerra voltou a instalar-se,
pende em evidência o tracasso do processo de desaiumamento das forças rebeldes pela comunidade mternacional
O Governo decidiu então, soberanamente, desenvolver uma
campanha militar para o cumprimento compuleivo do
processo de desarmamento Dado que o Protocolo de Paz
estabelecia que tanto o Governo como os rebeldes não
devenam adquinr equipamento militar letal, o desençadeamento da guerra pelos rebeldes colheu as Forças Armadas
em situação de infenondade quanto no potencial do equipamento militar De tal modo, unportantes recursos financerros que de outro modo serviriam o desenvolvimento
uveram que ser alocados para o reequipamento das Forças
Armadas
21 Com o reequipamento das Forças Armadas estas
puderam, a partir de meados do ano de 1999 até ao prumeiro
trimestre do ano de 2000, realizar operações miitares de
grande envergadura que levaram ao aniguilamento do
potencial de guerra convencional dos rebeldes, potencial
este que foi construído ao longo do período de implementação da Protocolo de Lusaca À partir do primeiro trimestre
do ano de 2000 têm sido desenvolvidas acções para eliminar
as bolsas de resistência dos rebeldes e fazer face à guerrilha,
esperando-se que no ano de 2001 se alcance maior estabilidade que permita o assentamento das populações
22 A consequência do desenvolvimento de acções mil1-
tares, para além da morte da população, fo: à constituição de
um elevado número de população deslocada que se concentraram nos principais centros urbanos em busca de segu-
Tança e que precisam de assistência Por outro lado, as vias
de comunicação e os campos de trabalho agrícola foram
munados, dificultando o desenvolvimento da produção e da
circulação de pessoas e bens por falta de segurança
22 Aspectos mstitucionais
23 As debilidades da acção governativa têm vindo a ser
superadas de modo significativo Entretanto, para além da
administração do Estado, por virtude da guerra, não cobrir
ainda todo o espaço nacional, muito ada há por fazer nos
domínios da delimitação de corapetências entre 05 órgãos da
administração central e locais da produção legislativa, do
estabelecimento de sisterras de mformação para a gestão, da
estruturação dos órgão e da formação dos recursos humanos
e da coordenação inter-sectonial
24 Neste sentida, no âmbito da (EGSC), há a destacar o
desenvolvimento das seguintes acções
aprovação do diploma que estabelece a Orgânica
dos Governos Provinciais,
by aprovação do Paradigma de Regulamento e n
Quadro do Pessoal dos Governos Provincias e
Acdmimstrações Municipais é Comunas,
mstituição, no Ministério da Administração do Terntório, da Correio Ghicial, que obvia o fluxo
refluxo da tramitação da informação administrativa nos sentidos ascendente, descendente e
horizontal,
1ealização de sermunários sobre o fortalecimento
municipal com à participação de admiunistradores municipais e quadros da administração
central,
aprovação “o estatuto o1gâoico do Insntuio
Nacional oe Estatística, bem como à resulam=en
tação da Ler de Base do Sistema Nacional
Estatístico,
D preparação da 1 conslação sobre o Livro e a Cultura
Nacional,
£) início da preparação da legislação nos seguintes
domínios Planeamento Económico Ordena
mento do Território, Terras, Assistência Social,
Conduta das Organizações não Governamentais,
Antigo Combatente, revisão do Código Cemercial, e
início da revisão dos estatutos orgânicos dos
Muntstérios das Finanças e do Planeamento, com
Vista à assegurar-se uma melhor definição das
atmbuições de cada uma das instituições, bem
como à coordenação dos actos governativos
25 Com o estudo da macro-estrutura da administração
Publica, procedeu-se também à umu avaliação institucional
dos institutos públicos, o que permitiu recortar os elementos
essencCIAIS que caracterizam este tipo de estruturas Com
base nesse estudo foi apruvado o decreto-lei que altera o
diploma orgânico dos institutos públicos (Decreto-Lei
nº 2/96, de 12 de Janeiro) cujo conteádo essencial introduz
as seguintes alterações 1) exequibitidade da autonomia
finançerra introdução do pnoncípio do estudo de viabilidade
financeira e da comparticipação nos custos de funciona-
mImento, como pressupostos determinantes da ciiução da
Institutos públicos, 11) conctetização do princípio da
submussão da actividade finançena dos institutos públicos
às regras da contabilidade pública e controlo jurisdicional
pelos tribunais, 11) critérios de estruluração interna (defini
ção dos órgãos internos e critérios de densidade — número
de unidades orgânicas)
26 Quanto ao aprofundamento do Programa de Reforma
Administrativa, está em curso uy processo de redução de
efectivos Ainda no período em referência INICION-SE à
implementação do plano geral de rormação de funcionários
púbncos, hem como encontra-se em fase de conclusão o
pioJecto de paradigma dos quadros de pessoal dos serviços
públicos
27 À par disso, e conforme foram evoluindo posiivvamente 3º acções militares, o Governo foi estendendo à
administração do Estado aos municípios € comunas
hbertados da &x upação pela rebelião armada
23 Suwuação macro-económica
Z8 À gestão macro-económica foi diticultada no ano
de 2000 pela situação de fragilidade da segurança, 2eto
ainda insuficiente controlo da despesa pública face à inade-
Guação dos seus mecanus nos, é pela expansão monetía
Assan elevados níveis de inflação e Altas taxas de depreciação da moeda nacional continuam à caracrenizas o ambiente
macro-económico Depois da txa de inflação ter atingido
229% em 1999 csima-se uue em 2000 se situe entre 264
e 287
25 Essas eiurcunstâncias são agravadas pelo facto das
taxas de juro nominais continuarem abaixo das taxas de
inflação à que prejudica o funcionamento do sistema finanveiro e promove à «dolarização» da economia nacional
30 Não obstante o nível de preço mécho de petróleo que
5º prevê para 2000 (US$ 26,6Ybarmru) ser comparativamente
mais elevado ào de 1999 (US$17,40/bartil) em cerca de
52,9%, estima-se que à saldo fiscal global na base de compromisso de ano de 2000 seja de um déficit equivalente à
1,9% do Produto Interno Bruto, comparado com um superávt de 1 8% do PIB previsto no programa fiscal Embora a
vontinuidade da guerra constitua um factor natural de
pressão da despesa publica, outros Tactores, entre os quais a
atuação de crse spoial — onde se avalia que existam cerça
e 39 milhões de pessoas deslocadas e acima de 60% da
população à viver abaixo do nível da pobreza teclamando a
intervenção do Governo — agem no mesmo sentido À
existência de empresas públicas pouco eficientes, uma
política de tarifas de serviços públicos e preço de bens
desajustada, a ainda falta de actuação do Tribunal de Contas
para a responsabilização na realização dos gastos públicos
e, sobretudo, o peso excessivo da dívida exteina, são alguns
desses factores O serviço da dívida externa (pagamento de
capital e juros), por exemplo, representou cerca de 87% das
receitas fiscais & cerca de 34% do PIB, em 1999, estimando-se que em 2000 essas citras sejam ainda altas, nº ordem
dos 60 e 24%, respectivamente Há a destacar aqui o esforço
empreendido pelo Governo para regularização completa
dos sawasados da dívida com as instituições financeiras
Tnultilaterats (Banco Africano de Dezenvolvimento, Fundo
Africano de Desenvolvimento, Banco Árabe para o Desenvolvimento Africano, Fundo Kowelt) até Dezembro
de 2000
31 Com vista à melhorar a gestão macro-económica
foi iniciado um trabalho de identificação das operações
extra-orçamentais à fim de inscrevê-las no Orçamento Geral
do Estado de 2001, uma acção de sensibilização foi levada a
cabo junto das Unidades Orçamenta:s no sentido de observarem as normas de Programação Financeira, um processo
de levantamento das 15enções existentes e sua base legal de
modo à serem revogadas foi 1miciado Melhorias foram
constatadas na organização é na acção da actividade de
fiscalização tributária e na actividade de fiscalização
aduaneira Isto teve, em certa medida, um mpacto positivo
no nível das receitas para os cofres do Estado Está em fase
de conclusão o processo de reorganização das finanças
locais, através da regulamentação geral sobre a imposição
das taxas e licenças municipais é serviços básicos locais O
Governo aprovou as linhas gerais para a Reforma do
Sistema Tobutário que prevê o estabelecimento de impostos
únicos para o rendimento, para o património e para o consumo Também deu início à preparação de um documento sobre o Sistema de Pagamento das Despesas do Governo que
preconiza a realização de concursos públicos no mercado
interno, com a consulta à pelo menos três fornecedores, para
à compra de bens e serviços por orgamsmos públicos e o
estabelecimento da moeda nacional como o meio de pagamento nos contratos celebrados com residentes cambiais O
processo de preparação de condições para à reestruturação
da dívida externa foi imicrado e criou-se um Comité da
Dívida Externa que deverá tratar de modo permanente
as quesiões lécnicas ligadas ao endividamento externo
À estratégia do tratamento da dívia interna Tot aprovada e
foi concluído o processo de arrolamento e validação
da mesma
32 Da lado da receita é notória a melhoria da arrecadação das receitas diamantiferas que até 1998 não ultrapassavam os cerca de IRO 12 milhões e nos últimos anos têm
ultrapassado cerca de TRO 30 milhões Por outro lado, foi
contratada uma empresa internacional para gerir, por um
período limitado, as alfândegas, tendo em atenção à necessrdade da sua modernização, assim como deu-se início ao
estudo diagnóstico do sector petrolífero por uma empresa
contratada por meio de um concurso internacional
Ol 273
33 Entretanto, ermbora não seja negligenciável o efeito
na inflação do aumento dos salários da função pública numa
média de 300% no ano de 2000 e dos preços dos combustíveis numa média de 1417,5%, se considerarmos que o
nível do déficit fiscal na base de compromisso como
proporção do PIB reduziu-se de cerca de 16,6%, em 1999,
para cerca de 1,9%, em 2000-estimando-se que na base de
CaIXa se passe de um déficit de cerca de 0,7%, em 1999,
para um superávit de cerca de 9,6% do PIB, no ano 2000-
então a expansão monetária crónica na economia angolana
deve ser entendida além de causas fiscais
34 Entretanto, foram implementadas ao longo do ano
de 2000 importantes medidas tendentes à continuidade da
retorma do sistema financeiro e á melhoria do seu desempenho Para o efeito, foi feito um diagnóstico preliminar ao
sistema tinanceiro e à operação dos bancos comerciais
públicos, como parte da preparação de um plano detalhado
de reestruturação e privatização faseada destes
35 No que concerne ao reforço da supervisão bancána
foram realizadas acções de formação voltadas para a
melhoria da capacidade institucional, estando também
previstas acções de reforço institucional no quadro dos
trabalhos a realizar pela consultoria contratada para apoto à
preparação do plano de reestruturação dos bancos públicos
36 Com vista à redução gradual das operações comerciais realizadas peto Banco Central, foi emanada uma lmha
de crédito comercial externa, não se prevendo a renovação
das linhas ainda operativas no término do seu período de
vigência Por outro lado, esforços estão a ser desenvolvidos
no sentido da eliminação do crédito implícito concedido
pelo Banco Nacional de Angola ao Governo e à economia,
tendo sido, entretanto, regulanzadas uma parte significativa
das pendências relativas à «conta petróleo»
37 No âmbito da política monetária, foram publicados
os diplomas legais referentes às regras e aos procedimentos
relativos ao estabelecimento de limites aos activos internos
líquidos do sistema bancário e ao alargamento da base de
incidência das reservas obrigatórias aos depósitos em
mocda estrangeira Igualmente, à taxa de redesconto foi
sendo ajustada ao longo do ano em função dos níveis de
mflação
38 No que diz respeito ao mercado de Títulos do Banço
Central, criou-se o mecanismo dos leilões para a sua cedêncla, alargou-se a participação aos Fundos Autónomos € à
Seguradora Nacional nas sessões de venda, aumentou-se a
sua oferta e elevou-se a taxa de remuneração dos mesmos
24 O sector rea!
39 Em situação de altos níveis de miflação, o ambiente
não é, de modo geral, favorável ao 1mvestimento produtivo
As taxas de juro nominais elevadas e a grande erosão dos
rendimentos monetários levam à que se privilegiem as aplicações de curto prazo de retorno imediato Por outro tado, o
fraco desenvolvimento do sistema financeiro não garante à
econonva uma base sustentável para o financiamento dos
Investimentos do sector privado
40 Depois do Produto Interno Bruto a preços de
mercado (PIB) ter registado um crescimento a preços
constantes do ano anterior de 3,4%, estima-se uma desaceleração para 2,1% em Z00O, devido fundamentalmente ao
sector extractivo que deverá registar um crescimento de
apenas 0,6%, depois de em 1999 ter creseido em 5,9% Os
sectores da agricultura, silvicultura e pesca, da indústria
transformadora, e da construção que cresceram, respectivamente, em 1,3%, 7,1%, e 5,0%, no ano de 1999, deverão
Tegistar em 2000 taxas de crescimento mais elevadas 9,3%,
8,9% e 7,5%, respectivamente Considerando os níveis
baixos de produção desses sectores, entretanto, essas taxas
de crescimento revelam-se amda imsuficientes
41 O sector industrial, fundamentalmente à indústria
transformadora, que se desenvolveu no período colonial
com dependência de matérias-primas e produtos sem-acabados de importação, confronta-se, ainda, com: a escassez de
divisas para assegurar a regulandade do abastecimento Por
Outro lado, os custos de estrutura tornam-se demasiado
elevados pela necessidade de investimentos adicionais em
Beração de energia e abastecimento de água, dado a ruptura
dos sistemas e redes de produção e distribuição de água e
electricidade Se a produção for assegurada, o estado de
destruição e degradação das vias de comunicação e a falta
de segurança nas mesmes ao dificultar a distribuição dos
bens & serviços ligando os centros de produção aos de
consumo impõe custos de transacção adicionais
42 À produção alimentar do sector agro-pecuáno, tradicionaimente assegurado em grande proporção pela produção
camponesa (empresas agrícolas familiares), vê-se afectada
pela mstabilidade no meio rural em virtude da guerra, o que
prevme que os camponeses tenham à vida sedentária necessária no desenvolvimento da actividade agro-pecuária Por
outro lado, nos casos em que o desenvolvimento de tal
actividade é possível, os problemas ligados à circulação
de pessoas e bens condiciona a elevação da produção além
dos níveis de subsistência
43 À madequação das políticas macro-económicas do
passado levaram ao desenvolvimento de um sector económico informal que se fo: fortalecendo com a acentuação da
crise económica e social À existência de um ambiente que
favorece aplicações de curto prazo, associado aos constrangimentos burocráticos para a formalização do exercicio de
actividades económicas levaram ao engrandecimento do
sector de comércio de bens e serviços informal Aliás, dada
à concentração de elevado número de poputação nos centros
urbanos, que nf chegaram em busca de segurança, e que não
pode ser absorvida na admianstração pública ou no sector
empresarial formal, o desenvolvimento de actividades
de comércio informal constitui a única oportunidade de
emprego
44 Dada a minsipiência do sistema financeiro, à contribuição do sector ac PIB não é significativa O ambiente
Macro-económuco ao privilegiar as aplicações de retorno
Mais ou menos imediato, torna o n1sco dos Investimentos
produtivos elevado, o que origina grande selectividade na
atribuição de créditos por parte das instituições financeiras
45 Para o relançamento e aumento da oferta de bens e
Serviços, previram-se, no âmbito da (EGSC), investimentos
para a reabilitação das vias de comunicação, canais de
Impgação, sistemas de fornecimento de água e electricidade,
construção € reabilitação de unidades sanitárias e escolas
com projectos de responsabilidade do Governo Central e
dos Governos Provinciais Estas acções vISAam assegurar
melhores condições de vida e saúde para as populações e
reduzir os custos de trangacção do sector privado na
actividade produtiva
46 Nos últimos quatro anos, em virtude da migração do
campo para as cidades, fruto do recrudescimento da guerra,
registou-se um crescimento do sector tnformal que absorve
uma vasta proporção da população concentrada nas zonas
perturbanas, imperando aí pequenos negócios geradores de
rendimentos mínimos de susbsistência Entretanto, no
âmbito do Proprama de Fomento do Auto-Emprego, foram
criados 18 000 postos de tabalho, sendo que cerca de 60%
dos empregados tiveram formação profissional on-the-job
ou em centros especializados nos últimos três anos
47 Com a vmuplantação do Fundo de Desenvolvimento
Económico e Social (FDES) o Governo pretendeu prover o
sector produtivo com uma fonte de recursos para o finançiamento dos seus investimentos, que são de médio e longo
prazo que, nas actuais condições, não se qualificam ao
crédito do sistema bancário Assim foram financiados já
17 projectos avaliados em cerca de IRO 6,74 milhões, dos
quais cerca de TRO 4,67 milhões foram concedidos pelo
(FDES) Desses projectos três são do sectar agro-pecuário,
sews das pescas, três da indústria transformadora, quairo da
indústria dos materiais de construção e um dos transportes
À sua distribuição geográfica é Luanda, 11, Cuanza-Sul, 4,
Benguela 1, e Cabinda ] Estima-se que os referidos
projectos venham à gerar, no seu conjunto, $S45 empregos e
um Valor Acrescentado Bruto avaliado em cerca de IRO
48,8 milhões
48 Reconhecendo-se o papel do sector privado na eco
nona, foram seleccionadas 10 unidades produtivas para
tazerem parte de um programa-piloto de privatização, assum
como deu-se início à implantação do Guichet Único de
Empresa que vai permitir o tratamento dos processos
burocráticos de constituição de empresas e licenciamento
do exercício da actividade num único ponto
49 Um esforço considerável for feito na melhoria do
processo de programação dos investimentos públicos e do
seu sistema de pagamentos, porquanto foi elaborado um
diagnóstico profendo sobre o actual sisterna, do qual resultau a identrficação dos constrangimentos e realizado um
encontro com todos os representantes dos sectores e provínclas, propitamente dos Gabinetes de Estudos e Planeamento, cem responsabilidades no processo de elaboração e
execução do programa de investimento público para a disseminação das metodologias Contudo, o Programa de Investrmentos Públicos que vigorará à partir de 2001, fá congrega
elementos bastantes, que permitem visualizar uma melhor
Integração das acções de investimento no Programa EconómTuiço & Orçamento Geral do Estado, bem como o reforço da
caordenação dos investimentos púbiicos a nível sectorial e
provincial
50 Independentemente dos constrangimentos de ordem
estrutural constatados aquando da execução do Programa de
Investimentos, destacam-se algumas acções fundamentais
realizadas no domínio dos serviços económicos e das :nfraestruturas
reabilitação das mmfra-estruturas produtivas bidroagrícolas nas Províncias de Luanda, Bengo,
Cuanza-Sul, Benguela, Cabinda, Namibe, Cunene, Hufla e Cuanza-Norte, entre as quais se
evidenciam
construção de estações de bombagem, reservatórios e condutas forçadas nas cornunas do Bita
e Sequel,
reconversão das umdades de produção de cana-
-de-açúcar para a produção de horto-frutícalas
do Bom Jesus & Caxito, nas Províncias de
Luanda e do Bengo, e
aprovisionamento de água para agricultura nos
vales do Bero e Giraul, no Namibe
redinamização dos trabalhos de construção da
Barragem Hidroeléctrica de Kapanda,
€) conclusão da 1 * fase da reabilitação da Central
Hidroeléctrica da Matala,
instalação da central diesel de emergência de
9,6 MW do Lobito,
recuperação da Central Térmica do Lubango, -
recuperação das redes de AT/M'T e as realbilitações
das Subestações de Luanda,
£g) revisão dos Grupos Geradores das Províncias,
conclusão de projectos de água em Luanda, Kusto,
Soyo e Cabinda,
o1 275
reabilitação das estações de captação e tratamento
de água do Menongue e do Sumbe,
reabihtação da primeira fase do sistema de água de
Saunmo;, do Huambo e início da reabihitação do
sistema de água do Ulge é Negage,
conclusão da primeira fase do projecto de águas
Luanda-Sudeste,
5 conclusão da reamlitação das estradas Luanda —
Barra do Cuanza e Boavista-Kifangondo,
conclusão da construção do memorial ao Re:
Mandume no Cunene,
restabelecimento das comunicações com a Província do Zaue,
reabilitação de vários troços de mas urbanas das
pnnceipais cidades do País,
digitalização da rede e sistema de telecomunicações de interligação Lobito-Benguela-Catumbela,
início do estudo da Rede Nacional Básica de Telecomunicações,
Iníeio da reabilitação das Estações Postais e
Meteorológicas,
conclusão do projecto de ampliação da capacidade
de stockagem de LPG de Luanda,
£) realização de estudos técnicos e de engenharia para
à instalação dos Polos de Desenvolvimento de
Viana e do Fútila, respectivamente em Luanda e
Cabinda,
preparação do Programa de Relançamento e
Desenvolvimento da Indústra Têxal,
elaboração da Estratégia de Desenvolvimento e
Recuperação da Indústria Açucareira e o Pro-
Jecto de Reabilitação da Açucareira do Dombe
Grande,
conclusão de projectos relacionados com Águas
Minerais e Sumos e do projecto de Montagem
de Motociclos e Cadeiras de Roda,
conclusão do estudo de políticas e estratégias do
Sector dos Transportes para 2000-2015 e o
Plano de Acção 2000-2005,
conclusão do Plano Director do Transporte Urbano
de Passagerros da Cidade de Luanda,
conclusão do estudo sobre o Caminho de Ferro de
Luanda e o S:stema Integrado do Transporte
Lobito/Benguela (SITLOB)
conclusão do estudo para o melhoramento e à
extensão do Aeroporto Internacional de Luanda
(Plano Director Estratégico),
reparação das áreas sinistradas do Porto Pesqueiro da Boavista, bem como & dragagem do
veferido Porto,
reabilitação de faróis e boias marítimas nas Províncias de Luanda e Cabinda e o restabelecimento das comumçcações entre as capitanias de
Angola,
conclusão da construção do terminal petrolífero
do Porto de Luanda, incluindo à construção de
400 metros de cais na modalidade BOT,
fortalecimento do sistema de licenciamento,
motorização, controlo € a fiscalização da actividade pesqueira, através do Sistema Monicap,
preparação do projecto para a recuperação de
petróleo bruto & aprovertamento do gás,
reestruturação do Instituto Nacional de Petróleos,
no quadro do redimensionamento e reestruturação dos institutos públicos,
implementação de um canal único de comercialização de diamantes com à criação da empresa
ASCORP -— Angola Sellmg Corporation, SARL,
criação de um Corpo Especial de Fiscalização e
Segurança de Diamantes para controlar o tráfico
1lfeito praticado pelos dealers e algumas empresas com licenças anuladas,
enquadramento formal dos garimpeiros, transformMmando-os em prospectores artesanais,
ampltação e melhoramento de prestação dos
serviços de telefonia móvel, tendo-se atribuído
Já hcença a um operador pnvado,
1!) selecção de 15 agentes da Angola Telecom para o
Serviço Móvel Celular, e
início da execução dos projectos que se
Reguem
drenagem de uma área de 3 000 ha para possibihtar a impiântação de um polo de desenvolvimento agre-mdustnal na Província de Cabinda,
regularização dos canais naturais do Rio Bengo
para possibilitar a rega de 35 000 ha e o abastecimento de água à Cidade de Luanda,
umgação dos perímetros da Catumbela € Cavaco
(Benguela), Manquete (Huíla) e Mucçozo e
Lucala (Cuanza-Norte),
reabihtação de troços de estradas Kifangondo-
“Catete e da estrada Nambe-Lubango, e
realização de 150 furos e de chimpacas na Provin-
cia do Cunene para o abastecimento de água às
Populações e o abeberamento do gado, respect:
vamente
25 O sector social
51 À situação social continua grave, exigindo maiores
necessidades de financiamento que ante uma situação de
guerra e de crise económica, o Governo viu-se na 1mposs1-
bilidade de atendê-las na íntegra Para além da provisão de
Serviços universais de saúde e educação exigíveis do
Estado, o Governo tem que atender os deslocados e crianças
desamparadas, as víumas directas da guerra (mutilados), e a
população sem oportunidades de emprego e, por 1580, sem
qualquer fonte de rendimentos Tudo 1880 o que eleva as
exigências em termos de despesas correntes de consumo e
pagamentos de transferências no Orçamento Geral do
Estado
52 Entretanto, a absorção de grande parte dos recursos
financeiros do orçamento pelo serviço da dívida exteroa
(amortização do capital e pagamento de juros) e outra parte
sigmficativa com o esforço da busca da paz, impõem ao
Governo um grande constrargumento em relação à sua capacidade de atender à todas às camadas da poputação carencilada e cada um dos cidadãos, de tal modo que parte
considerável das necessidades dessa população tem sido
suprida por instituições internacionais e organizações não
Bovernamentais
53 No entanto, no quadro do seu Programa Nacional de
Emergência e Assistência Humanitária aprovado no ano
de 1999, o Governo deu continuidade à sua implementação,
tendo dispendido o montante equivalente a cerca de IRO
50 milhões, visando o apoio directo das populações mais
varenciadas, bem como o seu reassentamento por forma a
criar condições para à sua auto-subsistência À execução
desse programa está a ser feita de forma descentralizada sob
a responsabilidade directa dos Governos Provinciais que
privilegiaram programas agrícolas e acções de carácter
social
54 A taxa de cobertura dos serviços de saúde e de
ensino é ainda muito baixa Existem muitos centros clínicos
e escolas destruídas ou degradadas e as que se encontram
em condições satisfatórias têm problemas de equipamento,
de material e de recursos humanos, o que os leva a prestar
um serviço softível Por outro lado o não financiamento
adequado das acções de saúde pública e a falta de acesso
integral à vários núcleos populacionais levou a que o
controlo das grandes endermas não fosse eficaz, provocando
o aumento da incidência de várias doenças
55 Face à essa situação, o Governo aprovou à estratégia
e imciou à Implementação do Programa de Combate às
Grandes Endemias (malária, tripanossom[ase, HIV/SIDA,
tuberculose e lepra) avaliada em cerca de IRO 30 nmulhões
De ressaltar o engajamento do Governo nas campanhas de
vacinação alargadas, com destaque para a vacinação contra
a pohomiehte
56 No quadro da implementação da (EGSC), há
também a ressaltar a implementação de outras medidas
em 2000, nomeadamente
&) alargamento da cobertura com medicamentos
essenciais às Províncias do Bengo, Namibe,
Huíla e Cuanza-Sul,
distribuição de tuberculostáticos às Províncias do
Bié, Huambo, Malanje € Zaire para assegurar o
tratamento de 300, 206, 300 é 200 casos respectivamente,
dinanmuzação de campanhas contra a violência do
Eénero,
implementação do Programa de Micro-Crédita de
Apoio às Mulheres,
implementação do Programa de Reunificação
Famirar, tendo para o efeito sido registadas
2 159 crianças, das quais 233 crianças foram
colocadas em fâmílias substitutas e 934 volta
ram às suas famílias,
f realização do Projecto Pró-Jovem em Luanda que
visa a formação de educadores, a retirada da 1ua
de adolescentes e à sua formação em diferentes
especialidades,
£) construção de um centro de formação profissional
com carácter de internato com a capacidade para
30 utentes,
realização do Projecto «Mães Tutelares»» que visa
O apoio das cranças abandonadas e os parentes
que pretendam ajudar à cnar os bebés de O aos
2 anos,
realização do projecto de assistência alimentar nos
Programas Infantis Comunmtários em 12 provfncias do País, assente na construção de novas
estruturas de alojamento e no melhoramento do
abastecimento alimentar,
realização do projecto de leite e papas nas Províncias de Luanda, Benguela, Huambo e Bié,
realização do Programa de Emergência Criança em
Risco — SOS, que atende cnanças e adolescentes
nas faixas etárias dos O e 17 anos de idade,
conclusão da reabilitação e apetrechamento do
Instituto de Formação de Quadros Sociais
Agrâno do Tehinviguiro,
implantação de três novos institutos politécnicos
em Luanda, que absorveram cerca de 14 DOO
alunos,
criação de 900 salas de aulas é 1200 latinas ao
abrigo do Protocolo de Cooperação entre o
Ministério da Educação e Cultura e o Programa
Alimentar Mundial,
reabilitação de várias escolas do 11 e IO níveis em
várias províncias,
concepção de escolas primárias modelo para as
Zonas rurais, municípios e sedes provinciais,
concepção dos modelos de escolas secundárias
Berais e técnico-profissionais,
relançamento do desporto escolar cujo 1 Campeonato Nacional teve lugar em Cabinda, e
elaboração do Programa Nacional de Apoio e
Assistência Especial aos Áutigos Combatentes
001 277
UF. — PROGRAMA DO GOVERNO PARA O ANO
2001:
3 1 Objectivos programáticos do Governo
357 O Programa do Governo para o ano de 2001 visa
prosseguir com as acções já em curso gu desencadear novas
acções, no cumprimento das suas obrigações, de modo a
garantir a segurança nacional e à protecção da
integridade do território,
cobrr todo o ternitórnio nacional com a: administação do Estado,
€) buscar a estabilidade macrto-económica pela
tiesaceleração da mflação e pela redução do
nível geral de preços,
cnar condições micro-económicas (1nfra-estruturas, incentivo ao mvestimento, fontes de financramento, acesso à tecnologia e aos factores de
produção, etc ) para a retoma da actividade
produtiva c a criação de empregos,
€) melhorar dos serviços de saúde e educação e
estender a sua cobertura,
Í) assegurar à assistência social mínima aos segmentos da população mais desfavorecidos, elevando
à sua abrangência e aumentando à cobertura,
£) melhorar a prestação das institwições do Estado e
da administração pública e assegurar o pleno
exercício dos direitos dos cidadãos pelo reforço
dos pressupostas de um Estado Democrático e
de Inrfeito, e
início da preparação das condições para a reali
zação das próximas eleições gerais
58 Com isso, o quadro da situação macro-económica
deverá apresentar-se como se segue
Inflação (%) 75
Produção petrolífera anual (anlhões de bams) 268,4
Freço média de exportação de petrólco bruto 25,00
Taxa de crescimento real do PIB (%) 34
Srcetor petrolífero (%) 18
Sector não petrolífero (%) 1.7
Produto Interno Bruto Nominal à preços de
mercado (bilhões de Kz ) 206,6
Saldo global das contas do Governo (defit..
Superávil, +) em percentagem do PIB 22
598 Para o alcance destes objectivos e metas, e sobrenudo
no esforço de estabilização económica, todos os sectores da
sociedade deverão ser engarados
32 Segurança nacional e defesa do território
60 Para além das acções nos domínios económicos e
sociais que também contribuem para à segurança nacional e
que estão consideradas nos capítulos próprios deste documento, o Governo vai prosseguir com as acções com vista
no alcance da paz efectiva
61 Deste modo, vão prosseguir as acções para o corfinamento das acções de guerrilha à áreas que não previnam o
assentamento das populações e o desenvolvimento normal
da actividade produtiva e & cuculação livre de pessoas e
bens para seu posterior combate e aniquilamento, à garantia
da segurança das principais infra-estruturas económicas e
Sociais sensíveis à acções de sabotagera, o exercício do
controlo efectivo das fionteiras terrestres, aéreas e maríti-
Mas nacionais Neste último domínio à cooperação bilateral!
& ão nível das instituições regionais, tanto à nível da África
Central como da África Austral, com o objectivo de assegurar a estabilidade reginnal e o Incremento das relações
econóraicas e culturais será privilegiada procurando-se para
o efeito manter e reforça: os laços de toa vizinhança
62 Na prossecussão desses objectivos procurar-se-á
alcançar à contíneas nelhona da capacidade humana =
iécnico-material das torças de defesa e segurança Llsso seiá
feito com à formação do homem à provisão de serviços de
saúde e à assistência social, por um lado, e à exploração
exaustiva e n odernização dos netos técoico-mubitares,
buscando-se, sempre que possível, o envolvimento dos
SECtores ACONQINICOS NACIONAIS
63 Para se assegurar o êxito dessas acções, o Governo
garantirá uma presença efectiva no meio rural, no exercício
da administração do território, provendo, à medtda das
capacidades financeiras disponíveis, os serviços públicos
mímmos exigíveis nos demímos social e económico como
forma de consolidação do processo de pacificação e reconcilação nacional
33 Política e minstrumentos de política macra-econó-
mça
331 Política e strumentos de política fiscal
64 À política fiscal do Governo no ano de 2003 contr-
Ruará à perséguir o aumento da arrecadação fiscal do sector
não petrolífero por via do alargamento da base tributária e
do combate à fraude e evasão fiscais Por outro lado, vai
buscar-se a iacionalização, a eficácia e a eficiência na gestão financeira do sector público
65 Para o efeito, para alem de se prosseguir com às
medidas em curso de modernização da administração aduaneira para a qual toi contratada uma gestão privada de modo
à cortar-se o ciclo vicioso af enraizado —, enquanto não
estiver a vigorar a Le: de Contabilidade e Auditona que
obriga a que as empresas tenham contabihidade organizada e
45 suas contas se submetam à uma auditona independente
pata efeitos tiscais, O que está aprazada para o ano de 2002,
o Governo adoptará uma medida intercalar para obrigar às
Empresas sujeitas ao pagamento do Imposto Indust.aal do
Grupo À à fazê-lo, tendo como referência as contas do
ano 2000 De niodo mais abrangente, vá! ser adoptado e
dar-se mício à implementação de um Programa de Reforma
Tributária que se centrauá na introdução de unpostos Únicos
que incidem sobre o rendimento, património é 9 corsumo,
este último sob à forma de Imposto sobre o Valci Acrescentado (TVA) nos próximos anos
66 No capítulo da despesa, por seu turno o Cioverno vai
dar início, com à apresentação do Orçamento Gera! do
Estado para o ano fiscal de 2001, à uma reforma orçamental! Essa reforma considera à afectação Je 1ecuisos na bast
de prog:tamas identificados pelas unidades orgânicas do
Governo constituídas em Unidades Orçamentais, na base
dos quais se fará a avaliação do seu desempenho, sendo que
08 recursos serão tronsferidos para Subcontas da Conta
Única do Tesouro tituladas pelas Unidades Orçamentais,
catoodo-lnes à responsabilidade da gestão e priouizacão da
despesa Neste domínio o Govemo deverá beneficiar de um
programa de assistência técnica dingida às áreas de
orçamento, contabilidade tesouro e sistemas de inforinação
para a gestão de modo a melhorar o controlo da despesa
pública e aumenta: à gua eficácia
67 As Unidades Orçamentais ficarão obrigadas à
consuitar a praça (em pelo menos três fornecedores) na
aquisição de bens e serviços e proibidas de celebrar
contratos que estabeleçam pagamento em divisas com
empresas ou entidades residentes cambios Deste modo, a
procura de bens e serviços pelo Governo, ao fazer passar os
recursos na economia interna, gerará oportunidades de
negócios para o empresariado nacional e criará a motivação
nestes para realizar investimentos na produção nacional
Entretanto e Governo procederá à revisão dos actuais procedimentos de aquisições das entidades do Estado com à
assistência do Banco Mundial
68 Por outro lado, será exigível que a realização de
despesas, quer seja paga ou por via de crédito, seja cabimentada, 1e as Unidades Orçamentais deverão assegurar-se
de que têm disponibilidade orçamental para realizarem 2
despesa que pretendem Às empresas, quando tiverem que
tazer fornecimentos a crédito à entidades do Estado,
deverão exigir uma via da Nota de Cabimentação da
Despesa (NCB), sob o nisco do Governa não lhes reconhecer a úlvida
03 Por outro tado, será estabelecido um esquema sistematizado de incentivos fiscais ao investimento pr.vado
Assir, tendo tm conta a necessidade de relançar a produção
mmterna e anies da entrada em vigor da Le: do Incentivo ao
Investimento que o Governo pretende propor à Assembleia
Nacional, vai proceder-se à um estudo para, amda no ano de
2001, concederem-se benefícios fiscais e pautas às acnvie
dades produtivas, principalmente às ligadas a (1) aumento
uê cáptuias de peixe e a produção de perxe seco « sal, (11)
produção de ovos e horto-frutíçolas, (11) novas indústrias,
(v) construção, (y) emprego e formação profissional de
deficientes e desinobrilizados, (vi) transporte de longo curso
Pata Oo interior, e (vis) comercio nuival
70 O Governo continnará à executar uma política de
aubsidios à água, elecinoidade e derivados de petróleo coiu
tendência à diminuis, tace aos ajustamentos previstos das
tarifas é preço” Entretanto, manter-se-á uma política de
ubsídios dm gIdos, modindo sobre o gás butano e o peró
leo duminante
7! Um saneamento financeno das empresas públicas,
por via da compensação das dívidas intra-sector público e à
sua reestruturação, de modo à adequá-las à efecliva capacr
dade de gestão, deverá ser feito A pastir daí estabelecer-se-á uma relação mais explícita do Governo, através da
superintendência do Ministério das Finanças, com as empresas públicas Por via da celebração de contratos-programa
estabelecer-se-ão as obrigações das empresas públicas para
com à Governo do cumpuimento das quais resultará a avaliação do desempenho e do Governo para com as empresas
públicas
72 Às participações do Estado não tituladas por empresas ou entidades com personlidade jurídica e autonomia
ftnancena serão trazidas para o controlo do Instituto Ángotano de Participações do Estado cuja actividade vai ser dinamizada
73 Para asscaurar-se a observância estrita das normas e
procedimentos estabelecidos para gestão financeira no
sector público, a acção da Inspecção Nacional de Finanças,
como órgão de controlo interno, vai ser dinamizada
Espera-se também que, com a entrada em funcionamento do
Tribunal de Contas, como órgão de controlo externo, se crie
um efeita dissuasor quanto à observação dessas normas €
procedimentos, resultando daí, de facto, melhorias na racionalização, eficácia e eficiência da despesa pública
74 Concluído o processo de validação da dívida mterna,
o Governo val iniciar e seu pagamento ne ano de 200],
acção que vai permitie também a introdução dos Títulos da
Divida Pública que, ao passar x constiluir o instrumeénto pri
vilegiado do Governo para se financiar, proporcionará à
economia um activo financeiro no qual a população e as
entidades empresariais poderão aplicar as suas eventuais
poupanças
Ol 279
75 Quanto ao fitaniamento e endividamento externo, o
Governo vai prosseguo o diálogo com as matituições financeras internacionais, nomeadamente o Fundo Monctário
Internacional e o Banco Mundial, para chegar a um entendi
mento quanto à um programa com apoio financeiro dessas
Instituições, abrindo assim caminho para as negociações
com o credores blaterias e comerciais para o reescaloamento da dívida externa no Clube de Paris é de Londres
76 Com r arortização acelerada dos financiamentos
garantidos com pourólea bruto proporcionada pelos níveis
clevados de preço no merçado mternacional nos dois
últi. tos anos é com a constituição gradual de reservas interhario vais Kíquidas pelo Banco Central, proporcionar-se-á
uma oportunidade para a redução drástica do nível do endrvdamento não concessional e o resgate de petróleo bruto,
por uni lado Por outro, à regularização dos alrasados da
dívida com as instituições financeiras multilaterais no ano
de 2000 possibilitará que no ano de 2001 Angola possa
benefiviar de novos financiamentos conçessionais dessas
Instituações, fundamentalmente para a cobertura dos investrmentos públicos no domínio das infra-estruturas
77 Com as reservas do Tesouro Nacional em moeda
externa, o Governo estabelecerá linhas de crédito com
bancos nacionais no sentido de elevar as disponibilidades,
as quais também serão alocadas para a cobertura dos
Investimentos públicos
332 Política e instrumentos de política monetária
78 O principal objectivo do Governo no ano de 2001 é
de combate da inflação através do prosseguimento da apl;-
cação de uma política fiscal e monetária restritiva Para o
efeito, da lado monetário vai procurar utilizar-se de modo
mais eficaz, à medida do possível, os instrumentos de política monetária para influenciar de modo indirecto, sobretudo, as taxas de ruro de modo a que elas sejam positvas
em termos nominais
79 Como no ano de 2000 se estima que as contas do
Sector Público Administrativo alcancem um déficit de 1,9%
do PIB, o que se traduz numa consolidação fiscal, face ao
défioit estmado, de 1999, de 16,6% do PTB, var-se procurar
manier a tendência no ano de 2001, removendo-se assim
uma das causas apontadas primariamente como fonte de
expansão monetária o déficit fiscal Entretanto, porque não
obstante esse facto, o nível de inflação estimado para 2000 é
ainda extremamente elevado (264 a 287%), unportará abordar outros factores que influenciam a expansão monetária
80 Um desses factores pode ser a monetização integral
que sofrem os fluxos de meios de pagamentos externos quê
têm por fonte as receitas de exportação, a importação de
capitais pelas companhias petrolíferas para fazer façe às
suas obrigações fiscais e os recursos de empréstumos financemros obtidos de credores externos, pois o ideal sena o
Banco Central intervir apenas na compra do excesso de
divisas sobre as posições cambiass estabelecidas para às
Instituições financeiras, ou vendendo reservas para responder à eventuais excessos de procura de divisas, sendo pressuposto importante para t1sso o reforço da área de
supervisão Por outro lado, haverá que tomar medidas no
sentido de se integrar o sector petrolífero na economia
nacional, de modo a eluminarem-se também os efeitos
perversos que emergem da sua situação de enclave Para
além disso, dado o grau de dolarização da economia,
medidas de poiícia deverão ser igualmente implementadas
no sentido de prevenir e reprimir manifestas práticas de
especulação
81 Expurgados esses factores, a limitação da expansão
manetária resultante da acumulação efectiva de reservas
internacionais pelo Banco Central sena feita com operações
de esterilização
82 O Banco Nacional de Angola, em estreita colaboração com o Tesouro Nacional, criará condições que tornem
Inaus eficazes os tnstrumentos de política monetária tradrcionais Com à introdução dos Títulos de Dívida Pública
pelo Tesouro Nacional, estes passarão a constituir o instrumento privilegiado de gestão indirecta da bquidez em detrmento dos actuais Títulos do Banco Central Por outro tado,
o controlo da hiquidez do sistema bancário, através do estabelecimento de lires à expansão dos activos mternos
líquidos dos bancos, será reforçado e procurar-se-â garantir
a observância estrita pelos bancos da taxa de reserva obrigatória Enfim, o BNÁ tentará mifluenctar o sistema bancário à
adoptar taxas de juro, activas e passivas, posttivas em
têrmos reais, por forma à tornar à política monetária mais
actuante e eficaz
83 Essas acções, assocradas ao prosseguimento da
reforma do sistema financeiro e à modemização do sistema
de pagamentos, com a introdução dos produtos preconizados pela Sistema de Pagamentos Angolano (SPÁ), conduzr-
Tão à meihona da eficácia da potítca monetária
333, Política e imstrumentos da política de rendimentos
e preços
84 Com a estabilização macro-econórmica o Governo
busca a protecção do poder de compra dos rendimentos
monetários da população Por outro lado, as acções no sentido da dimamização da actividade produtiva vão no sentido
do aumento dos rendimentos
85 À promoção de mercados competitivos & a correcção
de situações de monopólio será uma direcção do trabalho do
Governo De moda à prevenir e reprimir práticas monopo-
tistas, a promulgação de uma Lei de Concorrência será
proposta à Assembieta Nacional Por outro lado, tornando-
-8& necessário garantir à estabilidade dos preços de alguns
produtos da cesta básica (arroz, oçúcar, óleo alimentar,
sabão e fammha de trigo), o Governo vii estudar a possibidade de constitinção de stocks de estabilização
86 Dado que o Governo não tem capacidade financeira
de manter de modo sustentável a situação de subsídios
atrasados às empresas de água e electricidade, e de modo à
viabilizar economicamente tais empresas, as tanfas serão
elevadas gradualmente até no nível do custo da água e
energia distnbufídas Entretanto, serão financiados investmentos de modo & elevar-se o nível de eficiência dessas
mesmas empresas
87 Emrelação ao preço dos combustíveis, vai ser garantido um subsídio generalizado por via do fornecimento pelo
Governo, de petróleo bruto à refinana à um preço ftxo,
&haixo do preço do mercado mternacional, de modo a que o
preço dos refinados esteja ao nível em que se situariam
iguais produtos importados Assim, não se repassatrão aos
consumidores as ineficiências da refinaria e da distribui
dora E de modo a não acomodar essas empresas, às suas
margens serão reduzidas e estabelecidas em base fixa
88 O ajustamento do preço dos combustíveis e das
tanfas dos serviços públicos (água e electricidade) perraitirão a alteração dos preços relativos &, com ela, à reposição
da verdade de algumas relações de valor, corrigindo-se
assim também certas distorções da nossa economia Às
actividades produtivas contmuarão, entretanto, a ser eleitas
para benefícia de subsídios
89 A abertura ao diálogo com os parceiros sociais em
relação uo estabelecimento de um salário mínimo nacional
será mantido, para o que avalia ser também necessário
concluir-se o processo de reconversão profissional
90 O Governo continuará à estabelecer um quadro de
remunerações na função pública com diferenciação em
função das qualificações académicas e técnicas exigíveis, a
complexidades das tarefas, a relevância social das funções,
a exposição ao risco, à produtividade, etc Serão efectuados
ajustamentos salariais pertódicos de modo à mitigar os
efeitos da erosão monetária
91 A política de rendumentos e preços terá, na vertente
social, uma complementandade Áqui o Governo procurará
subsidiar os tranportes públicos para estudantes e trabalhadores, a comparticipação nos serviços de saúde e educação
por parte da população em função do seu nível de rend1-
mento e a promoção dos serviços de assistência social
334 Política e instrumentos da potítica do sector
extemo
92 A política do sector externo do Governo privilegiará
a redução dos desequilíbrios das contas externas, por um
lado, e a promoção das exportações e o desenvolvimento de
modo compctitivo de sectores económicos com potenciais
vantagens comparativas face ao exterior
93 No âmbito das reformas do sector externo, e após ter
sido instituído o mercado cambial interbancánio, reduzidos
os direitos aduaneiros e elimunados es Boletins de Registo
de Importação e de Registo de Exportação, serão elumnadas
outras barreiras não tarifárias, nomeadamente o licenciamento de importadores e exportadores
94 Por outro lado, o Governo promoverá as aquisições
no mercado interno de modo à criarem-se oportumdades de
negócios para a produção nacional. Neste sentido, será promovida a implantação de um centro de negócios
95 A promoção da produção nacional far-se-á, em função da capacidade efectiva de sansfação da procura terna,
pela atnbwição de subsídios dirigidos às empresas ou à concessão de incentivos financeiros e fiscaas Os incentivos
financeiros pnivilegiarão às micro, pequenas e médias
empresas, através da interligação da actividade do Instituto
Nacional de Apoio à Pequena e Média Empresa (INAPEM),
como entidade facibtadora e prestadora de serviços, e do
Fundo de Desenvolvimento Económico e Social (FDES)
96 Ao mtervir na promoção de sectores com potenciais
vantagens comparativas em relação ao exterior por via da
concessão de subsídios à tars sectores, o Governo reduzirá
os efeitos distorsivos das barreiras tarifárias, ao mesmo
tempo que perminrá que a indústria nacional tenha padrões
de qualidade internacional & 03 consumidores tenham também acesso aos produtos importados
34 Políticas e programas dos sectores económicos
97 Ao nível dos sectores económicos, a política do
Governo continuará a centrar-se na criação das :nfra-estroturas básicas ao desenvolvimento de moda eficiente e a
batxos custos privados das actividades produtivas e de
comércio e serviços À intervenção do Governo será, fundamentalmente, no sentido regulação e regulamentação dos
mercados, na provisão de serviços de facilitação é divulgação tecnológica e na concessão de incentivos financeiros e
fiscais aos investimentos, principalmente os do sector da
agricultura, construção civil e mdústna mineira, pela capacidade que têm de gerar elevado número de empregos
98 Por outro lado, o fomento da actividade económica
formal, com o consequente desmeentivo das actividades
tnforma:s, será outra vertente da actuação do Gaverno
Ol 281
Serão privilegiadas a criação de micro e pequenas empresas
no domínio da agricultura, das pescas, da indústria transformadora, da construção e dos transportes Ássim, o
(INAFPEM) será colocado ao lado do (FDES) para servi os
potenciais empreendedores na identificação de projectos,
preparação dos documentos técnicos extgiveis, capacitação
nos domínios de gestão comercial e financeira e de contabilidade, e facilitação no domínio legal A preparação de
projectos-tipo de baixo custo financiáveis através do
(FDES )será também uma actividade a ser promovuda pelo
(INAPEM)
341 Sector primário
(A gro-pecuária, silvicultura é pescas)
99 O Governo promoverá as actividades deste sector
orientando-a para a produção alimentar e para a provisão de
matérias-primas para pequenas indústrias alimentares é
de baixo custo, para além da exploração dos recursos
florestais em atenção aos cuidados aminentais
100 O objectivo fundamental no domínio agro-pecuánio
continuará à ser a reactivação dos processos produtivos de
alimentos básicos com vzsta à auto-suficrência alimentar,
nomeadamente cereais, raízes e tubérculos, leguminosas,
hortícolas e horto-frutícolas, ruminantes, avicultura e
bontvicultura de corte, swnicultura e pesca continental
101 Para a realização desse objectivo, as acções principais do Governo continuarão a concentrar-se nas regiões de
TElativa segurança Às operações ligadas à aquisição e destribuição de factores de produção agrícolas básicos, designadamente sementes, tmstrumentos de trabalho e pequenos
equipamentos, quando houver lugar a participação do
Governo, serão descentralizadas para as províncias
102 Os principais programas no domínio agro-pecuário
e silvícola identificados para o ano de 2001 são os
seguintes
Programa de Produção Agrícola Este programa integra os sub-programas de cereais, de
raíres e tubérculos, de leguminosas, de olea-
Emosas e de culturas imdustriais
Programa de Produção Pecuária Consubstanciado nos sub-programas de fomento da
tracção animal, de fomento de pequenos
ruminantes e de avicultura tradicional
Programa de Florestas, Fauna e Pesca Contr
nental Com os sub-programas de repovoamento fiorestal, de fomento da apicultura,
de fomento da pesca continental, de
combate à desertificação e de prevencão &
combate às ravinas
Programa de Apoio à Produção Totegiado
pelos sub-progiumas de aquisição e distrbuição de factores de produção, de reabihtação de 1nfra-estrtutuias, de assistência
técnica à vulgarização, de investigação
agrária, de mecanização agrícola e de
produção de sementes
103 No domímo das pescas, privilegiando-se a Jctividade dos agentes económicos privados, o Governo actuará
de modo a influenciar indirectamente o aumento das
captujas, a reabilitação da rede de fo a reabilitação dos
estaleiros navais e a produção de embalagens Os programas
do Governo 1dentificados são
(1) o Programa de Apoio à Pesca Artesanal,
(11) o Piograma de Investigação Marinha,
(111) o Programa de Fiscalização Marítima, e
(1v) o Programa de Infra-estuuturas ÁcosLals
342 Sector vecundário
(indústria transformadora, energia é Águas, construção e
indústna mineira)
104 OQ objectivo estratégico do Governo neste secto: é à
Teindustnalização do País por v1a da política do fomento das
exportações e subsbhtuição de wnportações
65 Como não podia deixa de ser o asseguramento do
aumento contínuo dos níveis de produção e dismmbusição de
electricidade e água essa satislazer a demanda pará o
consumo doméstico é indusinal é ontro objectivo que será
perseguido
106 Neste domínio da energia e águas os objectivos
gerais são à melhora, à promoção e a estabilização do
serviço público de fornecimento de água e electricidade, 1
reabilitação e expansão das capecidades dos sistemas de
produção, transporte e distribuição de água e electricidade é
a asseguramento de adequada minutenção de tais sistemas
Deste modo, estão identiticados os seguintes progranias
Programa de Reubibtação e Expansão do
Sisteina Viléctrico Nacional,
Programa de Reabilitação e Ampliação da
Rede Etécinca de Luanda,
Programa de Reabibtação e Ampliação das
Redes Eléciicas Locais,
1v) Programa de Reabilitação e &xpansão dos
Sistemus Electriços Isclados,
Prograars de Gestão e Desenvolvimento dos
Recumos Hídricos de Angola, e
v1) Progtama de Reabilitação e Expansão dos
Sistercos de Abastecimento (2 Água
107 À prioridade no ano de 20U) será a promoção da
mdústua alnnentar, têxul, de calçado e de artefactos de uso
doméstico de pouca exigência tecnologica, assim como de
pequenos Instrumentos de trabalho De igual modo serão
prioridade à indústria de materiais de construção, a construção civ1l é o Programa de Conclusão dos Edifícios
inacabados nas Cidades
108 Para a realização dos objectivos estabelecidas, no
domínio da indúsiria transtorinadora, continuarão a ser
implementados os Sub-Programas do Pão, da Farinha de
Milho e Mand:oca, das Alfaias e Equipamentos Agrícolas e
de Fomento de Calturas Industriais De igual modo os estudos relativos aos novos Polos indusinais conhnvuarão à Ser
iealizados, tal como conbnuará à ser mplementado o Programa de Fiscalização Industrial em todas às suas verfentes
109 No que se 1efere à indústria mineira, para além da
continuidade do programa em curso da reciganização da
actividade diamantífera, priondade recai para a exploração
ue matérins-primas que servem 8 construção envil, designadamente as roch.s ornamentais, as areas, o gesso, entre
OUtros
343 Sector feiciário
(Comércio, transportes, telecomunicações, água e
electricidade e ser ios finincenos)
110 Os serviços tên) uma função importante nã econo-
NA 20 Proporcionar a compnieação Ee o intercâmbio entre os
agentes que demandam deierinin do nem e os que os
provém Peste modo, a estratégia do Governo centra-se na
promeção do meicado de serviços, criando condições para
que oe Nperadores possatm prover os seus sesviços de modo
ebciente e num ambiente concomencial
111 Nessa perspectiva, à reforma da política comercial
va: prossegun Do mesmo modo, var prosseguir a abertura
do sector dos transportes utbanos de passageiros ao seciot
privado em 1egime de concessão, assim como o ensaio do
sévtor de água e electricidade À liberalização du sector de
telecomunicações também deverá prossegunn Para o efeito.
o papel regulador do Estado, sobretudo -.os sectores de água
e electricidade e telecomunicações, deverá ser refoiçado
112 Pela sua importância na promoção da monebeação
da econoima 1urai, uma atenção especial será dada ao
tomento do comércio rural, que assim será incentivada 2
gerar excedentes, abavés da promoção da indústria de
camionagem e da reabilitação das viag de comunicação
Kevonhecendo-se aqui: ser importante a transportação, há à
destacar 08 p.ojectos de reabilitação do Carminho de Ferro
de Benguela, da implantação de um sistema integrado de
t. «isportes odo-ferroviário Lobito-Benguela, da 1eabihtaquo das pistas de aviação e dos portos
113 O Governo deverá assegurar recursos para investrmento-nas empresas do sector, nomedadamente às de distr:-
buição de água e electricidade, de modo a elevarem o seu
grau de eficiência é melhora da qualidade dos serviços
114 No domínio dos serviços financeiros, a reforma do
SIStêmi vai prosseguir Vai-se continuar a reforça! & capacidade de supervisão do Banco Nacional de Angola uo mesmo
tempo «que se vai adoptar um programa de reestruturação
dos bancos comerciais públicos de modo a que possam
actuar nos marcos das normas prudenciais, provendo os
indispensáveis serviços financeiros com a qualidade requenda à sociedade Por outro lado, tendo s:xdo aprovada a Le)
de Base dos Seguros, vai continuar-se a produção legislativa
tendente à completa abertura do mercado de seguros e
Tesseguros, nos marços dessa lei
115 Alguns programas identificados, como o Progranta
de Retorma Comercial, o Programa de Telecomunicações, o
Programa dos Serviços de Correios e Telégrafos e o Progiama dos Serviços de Meteorologia e Geofísica deverão ser
implementados
3 5 Agenda social do Governo
116 No domínio social, 9 Governo propõe-se desenvolver uma agenda com o objectivo de melhorar graduaimente
as condições de vida da população, com acções nos sectores
da saúde, educação e assistência social De igual modo,
acções importantes deverão ser desenvolvidas nas áreas da
cultura, juventude e desportos, da promoção da mulher e do
ambiente
117 À essas acções directas associam-se as acções para
a melhona da circulação de pessoas e bens, reassentamento
da população e melhoria da oferta de bens através dos
Programas de Reindustrialização e de Reanimação da
Produção Agrícola
118 No quadro da assistência social, e tendo em conta a
perspectiva do alcance e consolidação da paz, o Governo
continuará à desenvolver os seus programas de apoio 805
deslocados, crianças desamparadas, terceira idade, antigos
combatentes é veteranos de guerra, mulher e juventude
De igual modo, continuará a implementar o Programa
Nacional de Emergência é Assistência Humanitária, bem
como degenvolverá acções para a reintegração social
dos ex-militares e de remoção de obstáculos e engenhos
explosivos
351 Saúde
119 O objectivo dos programas da saúde é assegurar a
todos os cidadãos o acesso à assistência médica é medi
camentasa mínimas, prevendo-se o melhoramento da
disponibilização de recursos aos hospitais de referência e
PTOVINCIAIS Centrais, através da descentralização dos
seus orçamentos e da melhoria da gestão operacional e
financeira
Ol 283
120 Para o efeito, as acções a desenvolver centrar-se-ão
fundamentalmente no seguinte
melhoria da prestação das unidades sanitárias
existentes por meio da atribuição de recursos
mínimos wimdispensáveis,
criação de novas unidades sanitárias junto das
comunidades e dos deslocados de guerra,
aumentando-se assun & cobertura dos serviços,
implementação de programas abrangentes de
saúde com vista ao controlo das grandes endemas,
realização de canipanhas de saúde pública com
senhdo preventivo
121 Deste modo, estão identificados os seguntes pro-
gramas hundamentais
Programa de Combate às Grandes Endemias,
constituído pelos seguentes sub-programas
Tuberculose e lepra,
&b) HIV/SIDA,
Malária, é
Vacinação Alarvada, e
Tripanossomíase
Programa de Saúde, com os seguintes
SUb-programas
Saúde Mental,
Saúde Reprodutiva,
Saúde infantil,
Saúde Oral,
Saúde Comunitária,
Saúde Militar
Programa de Educação para a Saúde,
Programa de Cobertura Sanitária,
Programa de Vigilância Epidemiológica, e
v1) Programa de Prevenção de Endemias
352 Educação
122 Tal como na saúde, no domínio da educação o
objectivo primordial é a elevação da qualidade dos serviços
de educação prestados e o aumento da sua cobertura
123 Nessa perspectiva, foram 1dentificados os seguintes
programas fundamentais
Programa de Formação e Capacitação de
Quadros,
Programa da Reforma Educativa,
Programa de Melhoria da Qualidade de
Ensino,
1v) Programa de Alfabetização,
Programa de Formação e Reabilitação ProfissIONal, e
Programa de Apetrechamento das Escolas
Para além disso, no domínio da formação de quadros, vai ser desenvolvida uma política de concessão de bolsas de estudo internas, privilegiando-se investimentos no
sector ao nível interno em detrimento das bolsas de estudo
no exterior do País
353 Cultura e desporto
125 No domínmo da cultura va: continuar à valorizar-se
as criações artístico-cutturais nacionais nos diversos ramos
da cultura através da atribuição do Prémio Nacional de
Cultura e Artes À preservação, a promoção e a divulgação
da cultura nacional é outra achvidade que será levada a
vabo, tanto à nível interno, como no estrangeiro
126 Para o efeito, deverá ser adoptada uma polínca do
irvro que incentive o desenvolvimento da indústria gráfica
associada à coação literária e à editona
127 À nível do desporto, serão desenvolvidas acções
tendentes à reforçar as condições materiais, de 1nfra-estruturas e humanas que permitam a massificação do desporto,
com particular mcidência nas camadas mais jovens, promovendo-se a criação de uma cultura atlénca e contobuindo
pára a elevação, a prazo do desempenho desportivo no
plano nacional e internacional Assim, será promovido
o desporto escolar, prevendo-se a realização de Jogos
Nacionais Escolares
128 O Governo deverá implementar o Programa de
Generalização Desportiva é Apoio à Alta Competição,
estando nele identificados os seguintes projectos fundamentais
generalização desportiva,
apoio à alta competição, e
infra-estruturas desportivas
354 Assitência social
(Criança, juventude, mulher, vítimas de guerra, terceira
1dade, antigos combatentes c veteranos de guerra, pessoas
em situação de risco)
129 Um dos principais objectivos de longo prazo do
Governo é a redução da pobreza Entretanto, é necessário
que, desde logo, haja empenhamento na transição da guerra
para a paz na reconstrução das comunidades, criando-se
assim as bases para o desenvolvimento social e económico
do País
130 Assim, o Governo pretende implementar, nesté
âmbuto, um programa sustentado por um fundo para realizar
acções que terão como população alvo os deslocados, à
criança desamparada, os ex-mihtares, a mulher e a júventnde nas seguintes áreas
reassentamento, remntegração e acesso a serviços
sociais básicos, tais como saúde, educação,
água, alimentação e habitação,
reachvação comunitária mediante a reabilitação e
teconstrução de estradas, pontes e mercados, e a
concessão de micro-crédito a fim de aumentar a
produção agrícola e criar novos empregos,
reforçar a capacidade das comunidades e dos
Governos Municipais na tomada de decisões
próprias que respondam às suas necessidades,
protecção dos direitos tundamenta:s da população
afectada pela guerra e dos antigos combatentes,
€) igualdade de oportunmdades para as mulheres, e
associativismo juvenil]
191 O programa, para os ex-militares, providenciará
uma estrutura e fimanciamentos apropriados para aposar
pequenas empresas e indivíduos, bem como acções de
formação de como gerir os seus negócios, visando a reintegração sócio-económica dos mesmos e das suas famílias,
contribuindo também para a consolidação da paz e reconcilação nacional
132 O Governo vai cuidar para que os serviços de assistêncta possam abranger um número cada vez mator de cidadãos e que, à medida do possível, eles cubram todo 5 leque
de necessidades
133 Com base no Programa de Promoção, Apoio €
Desenvolvimento da Juventude, o Governo vat desenvolver,
na medida do possível, acções tendentes a proporcionar uma
verdadeira promoção da juventude e consobdação do associativismo juvenil
355 Amibrente
134 Neste domínio o Governo vai prosseguir na criação
do quadro legislativo adequado à protecção da fauna, da
flora, dos recursos aquíferos, dos solos e da atmosfera de
moda a preservar o ambiente para que o homem possa
desfrutar de uma vida sadha
135 Para além disso, vai dar-se início 8o Programa
Nacional de Consciencialização e de Educação Ambiental,
no qual será envolvida toda a sociedade
36 Capacuação institucional, adnmunistração do Estado
e da justiça
O Governa continuará à desenvolver no ano de
2001 acções tendentes ao reforço e consolidação de capacidade institucional dos orgamsmos do Estado e do poder
Judicial para o reforço das bases do Estado democrático e de
direito
Assim, tendo sido aprovado o estudo sobre à
macro-estrutura do Estado no ario de 2000, vai proceder-se,
em 2001, à implementação das recomendáções nele
contidas de mancira abrangente, procedendo-se à reestruturação dos órgãos da administração central do Estado e
serviços e fundos autónomos, particularmente no que toca
à organização dos serviços orçamentais e financeiros.
Nessa perspectiva, os estatutos orgânicos e os
quadros de pessoal das instituições deverão ser revistos.
Tom a definição dos quadros de pessoal dos organismos do
Estado irá proceder-se a avaliação exacta dos eventuais
efectivos excedentários, desenvolvendo-se depois programas que permitam a integração destes no mercado do
emprego; igualmente, dar-se-á continuídade ao programa
de formação geral dos funcionários públicos.
Importante legislação que visa estabelecer normas
reguladoras da sociedade deverá ser proposta pelo Governo
à Assembleia Nacional. É o caso da Lei de Bases do
Planeamento Econórnico, da Lei de Bases do Ordenamento
do Território, da Lei da Concorrência, da Lei de Terras, das
Leis das Actividades Agrícolas, da Fauna e da Floresta, da
Sanidade Animal, da Sanidade Vegetal e das Somentes. O
Governo deverá instituir também as entidades reguladoras
do sector de electricidade e das telecomunicações, assim
como produzir legislação que estabeleça 0 respeito pela
propriedade privada.
O processo de revisão do Código Comercial e do
Código Penal deverá ser concluído, assim como deverá
dar-se início à revisão dos Códigos Civil e Processual Penal.
Com a consolidação da estabilidade militar, a administração do Estado será levada à todo o território nacional.
Com ela deverá prosseguir também o programa em curso de
implantação dos órgãos de justiça nos principais municípios
do País.
142, De modo à que as instituições do Estado implantadas tenham bom desempenho, o Governo desenvolverá
uma política de recursos humanos à nível nacional que visa
a capacitação técnica do pessoal, partindo dos órgãos locais
(municípios) aos centrais (ministérios),
— POLÍTICA DE INVESTIMENTOS:
143, À concretização das políticas e programes sectoriais
€ provinciais pelo Governo será garantida através da implementação do Programa de Investimentos Públicos, no
âmbito do Programa Económico e Social para o ano 2001,
que privilegia entre outros objectivos a estabilidade macro
económica através do combate à inflação; à criação de
condições micro-económicas para a retoma da actividade
Produtiva e a criação de empregos.
01 285
Entretanto, o Programa de Investimentos Públicos
se confronta com à limitação dos recursos disponíveis em
decorrência de dois grandes conjuntos de factores, nomeadamente: limitação de recursos disponíveis, mormente o5
financiamentos do tipa concessional e as tradicionais linhas
de crédito; e a limitação do recurso ao défice orçamental,
face a necessidade de combater a inflação.
Atnda durante o ano de 2001, o Governo implementará um quadro geral de incentivos ao investimento, por
forma à motivar à constituição de poupança interna e atrair
o investimento estrangeiro,
O Programa de Investimentos Públicos priorizou
em função dos grandes objectivos de política económica &
social, fundamentalmente os projectos de investimento em
curso, dos sectores que revelam maior contributo para a
Tecuperação e reconstrução nacionais e pará à melhoria das
condições sociais da população, nomeadamente as
infra-estruturas básicas e sociais.
147, À implementação do Programa de Investimentos Públicos para o ano de 2001 tem previstos Kz: 7 412 123 920,00, dos quais Kz: 4 945 458 836,00
sc destinarão sos projectos de investimentos em curso,
enquanto que o remanescente, Kz: 2 466 665 084,00, será
dedicado aos novos investimentos de subordinação local, à
elaboração de estudos e projectos, aos novos projectos com
carácter de emergência € outros novos destinados a projectos com financiamento externo garantido, requerendo em
alguns casos a comparticipação do Governo de Angola,
Nos domínios da educação e cultura, da saúde e da
assistência social, à prioridade mantém-se na reabilitação
das infra-estruturas, particularmente & de estábelecimentos
de ensino, de instalações hospitalares — hospitais de referência, hospitais centrais das capitais de província e centros
de saúde municipais e de centros de assistência socia! às populações mais carentes, crianças e idosos, mas, pritcipalmente, deslocados.
149, Pretende-se proporcionar um ensino de melhor qua-
Tidade, com a redução do rácio número de atunos por sala de
aulas, a par com outras medidas no âmbito da formação de
professores, aumento do índice de cobertura escolar associado à reabilitação « ampliação dos estabelecimentos existentes ou a construção de novos, abrangendo o ensino
técnico-profissional; prevê-se intervir na construção, reabilitação em alguns casos apetrechamento de mais de 197 escolas do 1, Il e TII níveis, em quase toda extensão do território
nacional, bem como à construção de bibliotecas no Cuanza-
-Sul e no Cunene.
Prevê-se também a reabilitação de 23 unidades
hospitalares, hospitais e centros de saúde e apetrechamento
de alguns deles.
151 À grande relevância que o Governo dá à área secial,
está espelhada na alocação de recursos às respeciívas
funções, que representam 21% do total de recursos
próprios do Programa de Investimentos Públicos, assim
distribuídos
Educação e Cultura Kz 442 805 641,00,
Saúde Kz 589 158 123,00,.e
Assistência Social Kz 142 500 771,00
152 No domínio das infra-estruturas básicas a reabilltação privilegiará as vias de comunicação, telecomun:-
cações, água e energia eléctrica, portos, aeroportos, edifícios
públicos, obras de engenharia hdráulica, sistemas de
rTegadio e transportes
153 Espera-se alcançar, no domínio da energia, um
estágio avançado de execução do projecto de construção da
Barragem de Capanda, em Malanje, reabilitau as centrais
hudroeléctricas do Biópio e térmica do Lobito, em Benguela
e hidroeléctricas da Matala-Fase HI, na Huíla, é do Kuando,
no Huambo Acresce-se o início da construção da central
mins-hídrica do n1o Kwebe no Menongue, Cuando Cubango
e outra no Kutto, Bié, o início dos estudos para a reabilitação da Central Hidroeléctoca do Gove, no Huambo, a electrificação das cidades fronteiriças de Dirico, Cuangar,
Cuvelas, Mucusso e Calai, no Cunene, a reabilitação da rede
de média e baixa tensão e da rede da zona industrial, no
Huambo, a revisão da turbina a gás e reabibhtação da rede de
média-baixa tensão, * = II, em Cabinda
154 Consutuir-se-á um núcleo de mvestidoies, com
participação do Estado Angolano, por via empresarial, na
solução B O T(1) da Central Hiúroeléctrica do Chipeca,
Lunda-Sul, e estudo do mesmo sistema para o Euachimo,
Lunda-Norte
155 Quanto às águas, prevê-se a conclusão da reabibtação dos sistemas de águas do Negage, Ulge, Caxito,
Malanje, Huambo, Kuto, Luena, Catete e Bafa Farta e o inf
c1D da reabibtação do sistema no Têmbwa
156 Nas obras públicas a reabibtação de pistas de aviação elegeram-se mtervenções no Kusto, Luena, Ondjiva e
Saurimo, 80 mesmo tempo que se vão continuar as acções
de combate às ravinas na Lunda-Norte, Lunda-Sul,
Criando Cubango, Huíla e Moxico
157 Haverá, por outro lado, intervenção eelectiva de
brigadas de manutenção e reparação de estradas em troços
dos enxos-redowários
Luanda-Sumbe-Benguela-Lubango-Ondyiva/Santa
Clara (via Lucira),
Luanda-Malanje-Saunmo-Dundo/Luena,
E Luanda-Uíge, E
Luanda-Dondo-Huambo-Kwmto
158 Permanecem actuais o5 objectivos dos transportes
que apontam para a aquisição de meios para o restabelecimento dos principais corredores rodo-ferroviários € a
reabilitação dos poncipais portos & aeroportos, destacando-
-se a conclusão da reabilitação dos troços Bungo-Musseques, Calenga-Santa Iria, o início do projecto de duplicação
da via Luanda-Viana e o Programa de Transporte Colectivo
Urbano da Cidade de Luanda No domínio dos corretos e
telecomunicações privilegiar-se-á a expansão dos serviços
postais, a melhoria das redes de comunicações e à mtegração em sistemas internacionais, ahada à política de divers
ficação e ibetalização de serviços
159 Ao esforço de investimento acima mencionado,
essencialmente destinado à infra-estruturas, o programa
contempla, especificamente, para os principais sectores,
cerca de 78% dos recursos próprios, assim distobuídos
para à agricultura Kz 212922 559,00,
para os transportes Kz 179721 712,00,
€) para 08 Correios e
telecomunicações Kz 271 537 493,00,
para as obras públicas
& uTbanistmo Kz 187120! 120,00, e
para a energia é águas Kz 2053865 257,00
160 A intervenção dos Governos Provinciais conçent&-sSe na criação de condições para realizar, a nível local,
acções complementares às desenvolvidas pelos órgãos
centrais, tendendo a execução mais para a esfera social,
designadamente melhoria do fornecimento de água e electricidade, saneamento básico nos centros habitacionais,
reabilitação de escolas, centros e postos de saúde, estradas
terciárias, editícios públicos, e implementação gradual de
grojectos de habitação social
16i O programa de investimentos de subordinação local
segue, contudo, ta! como o sectonal, as iinhas de orientação
atrás mencionadas
162 O Fundo de Apoio Social. o Programa de Reabi
litação Comumtária e o Programa de Avoio à Reabilitaçãos
Umão Europeia, entre outros, são uma fonte complementar
de recursos
163 O Anexo | — apresenta o quadro-resumo do PIP
200t
(DB O T — Exploração em regime de concessão
O Presidente, em Exercício, da Assembleia Nacional,
Julião Mateus Paulo
Publique-se
O Presidente da República Jose EpuarDO DOS SANTOS
ANE
Frograma de Infra-Estruturas
..
Yotal PIP 2001 1869599 358,00 | 183 312 062,00
Em curso 903 525 368,00 | / 180 178 969,00
Novos 966 073 950,00 8 133 093 00
Sab-total sectores 1536294 B1L,00 | 170 406 106,00
Em curso 766392 293,00 | 1624123 675,00
Novos 7569 902 $18,00 T993431 00
Subtotal províncias IIN45SI7OO 17905 SS5,00
Em curso 137 123 075,00] 17766 294,00
Novos 196 171 471,00 139 662,00
1 Admiunist Termtóno 7 556 900,00 2 826 200,00
Em curso 7 556 900,00 2 826 200,00
Novos — —
2 Admunist PÓbl Emp Seg Soc 12 264 300,00 142 00D,00
Em corso 12 264 300,60 143 900,00
Novos — —
3 Agricultura S9S9L774,00] 13025753,00
Erm curso 55 805 504,00 13 025 753,00
Novos 4 186270,00 —
5 Assis Reinserção Social 20 566 502,00 3 393 364,00
Em curso 13 866 502,00 3 393 364,00
Novos 6 700 000,00 —
6 Crência e Tecnologia 1 350 000,00 330 750,00
Em curso 1 350 000,00 320 750,00
Novos — —
7 Comércio 154 000,00 —
Em curso — —
Novos 154 000,00 —
8 Comumecação Social 36 172 772,00 6 574 588,00
Em curso 36 172 772,00 6 574 588,00
Novos — —
9 Conselho de Ministros 9749 610,00 3 883 732,00
Em curso 9 749 610,00 3 883 732,00
Novos — —
10 Correios 2 Telecomunicações 91 200 247,00 9 326 875,00
Em curso 40 202 783,00 9 326 875,00
Novos 50 987 464,00 —
12 Educação c Cultura 9 959 878,00 3 822 000,00
Em curso 9 959 878,00 3 822 00,00
Novos — —
01 287
xo 1
Produtivas e Socials/P.L.P. 2601
UM IRO
Tocedência Orçamento Geral do Estado
financeira — 2004 e
para o ano Recursos Recursos -
2001 prdinários consignados (2) Doação
GT BIS DAZDO | F42BIGAS4,0O| 212184950,00) 9327257600
328 724 852,00 | 228744627,007 92857 000,00 4 680 746,00
319 100190,00| (14091 817,00] 119327950,00) 865923 230,00
HIBSSIASSOO| Z60253924,00| 1265700000, 30942231,00
214749 236,00 203392 236,00 4 857 000,00 6 500 000,00
EF IOBSISCO| 36865] 688.00 TEOOONOD| 24442231,00
HISTIBSTOD| A2SSASOO0D| 199527 950,00 3H) 745,00
13975 615,00) 25352391,00) 88000 000.00 180 746,00
27999956 271,00] — 57230129,00) (11527950,00) 623 )49 599,00
2723900 06 2723 900,00 — —
2723 900,00 2723 900,00 — —
1869 345,00 1 869 345,00 — —
1 869 345,00 1 869 345,00 — —
10 045 527,00 9 848 467,00 — 1937 120,00
8 515 744,00 8515 744,00 — —
1529 783,00 1332 653,00 — 157 120,06
10078 718,00 4948 718,00 —= 5 1309 000,00
3378 718,00 3378 718,00 — —
6 700 000,00 1 570 000,00 — 5 130 000,00
763 T50,00 763 750,00 — —
763 750,00 763 TSD,00 — —
154 600,60 — — 154 000,00
154 000,00 — — 134 000,00
8 868 184,00 & B68 184,00 — —
8 868 184,00 8 868 184,00 — —
1 000 600,00 1 000 DDO,0O — —
1 000 000,00 1 000 000.00 — —
12559 551,00] 12559 551,00 — —
12559 SSL,00|] 12559 551,00 — —
3 745 758,00 3745 758,00 — —
3 745 758,00 3745 758,00 — —=
Realização
13 Energie e Águas 2PISETIBISOO| 65349815,00
Em curso 105672 031,00) — 57 356384,00
Novos 2130 200 784,00 7 993 431,00
14 Fam Prom Moulber 302 090,00 102 000,00
Em cursa 302 000,00 102 DON,00
Novos am —
135 Geologia é Minas 1 100 000,00 —
Em curso — —
Novos 1 100 000,00 —
16 Hotelana e Tunsmo 300 000,00 —
Em curso — —
Novos 300 000,00 —
17 Indústna 32 800 000,00 | 372 543,00
Em curso 32 350 000,00 1322 543,00
Novos 450 600,06 —=
19 Justiça 2517 837,00 1 068 378,00
Em curso 2517 837,00 1 068 378,00
Novos — —
20 Juventude e Desportos 792 000,06 352 000.00
Em curso 582 000,00 352 000,00
Novos 210 000,00 —
21 Obras Públicas 37 541 535,00 38 712 718,00
Em cursa 203 652 535,00) — 38 TE2L7ISDO
Novos 133 889 00D,CO —
22 Pescas e Ambiento 119 633 DOD,0D 9 586 000,00
Em curso 33 133 000,00 9 586 000,00
Novos 86 500 000,00. eua
24 Planeamento 2701 500,00 652 500,00
Em curso 1 901 500,00 652 500,00
Novos 800 000,06 —
25 Saúde 58 106 855,00 6 60) 291,00
Em curso 50 656 855,00 6 601 291,00
Novos 8 D50 000,00 —
26 Transportes 494 948 515,00 3 183 599,00
Em curso 148 6658 515,00 3 183 599,00
Novos 346 280 000,00 —
27 Unmversidade À Neto TI2 771,00 150 000,00
Em curso 42771100 150 000,00
Novos 85 000,00 —=
Ineidência Orçamento Geral do Estado
financeira cm— o pra 2 =
Para o ano Recursos Recursos
2001 ordinários consignados (4) Doação
L0O6 109 504,00) — 945998 393,00 — UMINOO
55 215 618,00 35715 613,00 — —
50 893 BAG,00 39 782 775,00 — UH 111,00
200 DOO,00 200 DOO,00 — —
200 000,00 200 090,00 — —
500 000,00 560 DOO.CO — —
500 990,00 500 000,00 — —
300 DOO,00 306 DOO,00 — —
300 600,00 300 000,00 — | —
800 DDO,00 2800 DDD,00 — —
550 DOO,00 550 000,00 = —
250 000,00 250 600,00 — —
1 449 459,00 1449 459,00 — —
1445 455,00 1449 459,00 — —
440 000,06 440 000,00 — —
230 600,00 230 DOD,OC — —
210 000,00 210 000,00 — —
HSID49543,00] — 865459 543,00 — 6 500 000,00
83 305 543,00 76 805 543,00 — 6 500 000,60
9 744 000,00 9744 000,00 — —
12 657 0D0,00 — 12657 000,00 —
4 657 000,00 — 4 857 000,00 —
7 800 000,00 — 7 800 000,00 —
2 049 006,00 2049 000,00 — —
1249 000,00 1 249 000,00 — =
800 000,00 800 000,00 — —
22 614 393,00 17 764 393,00 — 4850 DODO,00
1671439300] 1671439300 —= —
5 900 000,00 1050 DCD,CO — 4850 000,00
11 312 753,00 8 312 753,00 — 3 000 DOO,00
7 075 503,00 7 075 503,00 — —
4237 250,00 1237 250,00 — 3 ROD CDN,DO
562 771,00 362 TOO — —
477 T11,00 477 T71,00 — —
85 000,00 85 600,00 — =
| Bengo 8 932 094,00 1912 843,00
Em curso 2632 094,00 1912 849,00
Novos 6 300 009,00 —
2 Benguela 46 DE2 155,00: 2693 555,00
Em rurso 12 388 693,00) 2 562 700,00
Novos 231693 445,00 130 855,00
3 Bié 3 512 800,00 742 000,00
Em curso 953 000,60, 2342 000,00
Novos 2 548 800,00: —
4 Cunere 11 704 857,00; 652 170,00
Em curso 3 544 709,00 652 170,00
Navos 8 160 148,00 —
5 Huambo 10 868 042,00 1347 62,60
Em curso 2039 742.00 347 692 06
Novas 8 828 300,00 —
6 Hmla 17 561 440,00 1450 157,00
Em curso 1092 816,00 1490 157,00
Novas 17 456 624,00 —
7 Cuando Cubango 11 083 358,00 935 000,00
Em curso 19834 455,00 935 000,00
Novos 9 148 903,00 —
8 Cuznza-Norte 7376 173 00 268 533,00
Em curso 1 450 000,00 268 533,00
Novos 5926 173,00 —
9 Cuanza-Sul 20 764 356,00 2 480 816,00
Em cumo 3666 183,00 2480 816,00
Novos 17 098 173,00 —
10 Luanda — —
Em curto — —
Novos — —
11 Lunda-Nonie 4 000 060,00 —
Em curso 4 000 000,00 —
Novos — —
12 Lunda-Sul 4 000 900,00 1 249 601,00
Em curso 4 000 000,00 1 245 601,00
Novos — —
13 Malanje 61 217 579,00 2391 773,00
Em cursa 24 908 077.00 2 382 966,00
Novos 36 309 456,00 8 807,00
14 Moxico 4 090 000,00 —
Em curso 4 000 060,60 —
Novos — —
15 Namibe 54 695 473,00 1 619 000,00
Em curso 3 700 060,00 1619 000,00
Novos 44 955 473,00 —
16 Uige 3906 227,00 1 522 817,00
Em curso 4213 301,00 1522 817,00
Novos 5692 326,00 —
17 Cabinda 43 200 000,00 FM.
Em curso 43 200 000,00 —
Novos — —
18 Zaire 14 400 000,00 —
Em curso 14 400 000,00 —
Novos — —
Receitas locais Luandp —— DEC 80/99
Recenos impostos diamantes — DEC 30/00
10% das recoiras de petróleo
Recursos próprios das pescas e ambiente
O Presidente em exercício da Assembleia Nacional, Juftão
O Presidente da República, José EDUARDO DOS SANTOS
l 289
financeira para 2001
Pára o ano Recursos Recursos B
2001 ordinários — | consignados (a) Doação
6 200 714,00 3 DOO0 714,00 — 3 200 000,00
590 714,00 590 714,00 — —
5610 000,00 2410 000,00 — 3 200 000,00
27 930 613,00 9545 779,00 — 18 444 834,00
3 752 779,00 3752 779,00 — —
24 237 834,00 5 793 000,90 — 18 444 834,00
3 945 800,00 3945 800,00 = —=
000,00 611 000,00 — —
3 334 BOO DO 3 334 800,00 — —
8 485 979,00 5 860 000,00 — 2 500 060,00
725 979,00 400 000,00 — —
7 760 005,00 5 260 000,00 — 2 500 009,00
8 874753 06 54699 918,00 — 3 174 835,00
1 857 814,00 1677 068,00 — 180 746,00
7 016 539,00 4022 850,00 — 2 994 089,00
153 548,00 B 654 643,00 — 2 498 504,00
34 816,00 34 816,00 -— —
11118 732,00 8619 827,00 — 2498 905,00
5936690.00] — 4032013,00 —| 249998400
B64 PS5,00 548 455,00 — —
5 071 735,00 3 463 558,00 — 2499 994,00
1 525 173,00 3 526 173,00 — —
500 000,09 500 000,00 — —
3 026 173,00 3026 373,00 — —
$23954100t — 573954100 — — 2500000,00
1 185 368,00 1 185 368,00 — —
7 054 173,00 4 554 173,00 — 2 500 000,00
159 377 950,00 13000 000,00) — 129927 950,00 16 450 050.00
27 400 009,00 9 000 000,00 18 400 000,00 —
131 877 950,00 4000 000,00) 311527 950,00 16 450 000,00
4 060 DOO.00 — 4 000 0O0G,00 —
4 000 DOO,00 — 4 000 000,00 —
4 000 000,00 — —4ooooco0o —
4 000 000,00 —| — 400000000 —
7318 670,00 7318 670,00 — —
2287 105,00 2287 105,00 — —
5031 564,00 5 031 564,00 — —
4 000 000,00 — 4 000 DOO,00 —
4 000 090,00 — 4 060 000,00 —
18 807 226,00 7 745 039,00 — 11 062 187,00
3 500 000,00 3 500 000,00 — —
15 307 226,00 4 245 099,00 — 11 062 187,00
4514230,00/ 451423000 — —
1 065 OB5,00 1 065 085,00 — —
3 449 145,00 3 449 145,00 — —
43 200 DOOD,CO —| 43200000,00 —
43 200 000,00 —) 43200000,00 —
14 400 600,00 — 14 400 090,00 —
14 400 000,00 — 14 400 000,00 —
Mateus Paulo
Lei n,º 7/01
de d de Maio
Considerando que o Orçamento Geral do Estado,
assume-se como principal instrumento de orientação e
determinação da política económica e financeira do
Governo pelo que, na sua dimensão anual, insere-se no
contexto da realização de objectivos nacionais a curto é
médio prazos,
Tendo em conta que o Orçamento Geral do Estado
prioriza os esforços de pacificação e reconciliação nacionej,
bem como a melhoria das condições sociais de vida da
População, consubstanciada na melhoria da oferta interna,
com a criação das condições para o relançamento da activrdade económica, controlo da inflação e atenção especial
à saúde e educação,
Nestes termos, ao abrigo da alínea dd) do antigo 88º
da Lei Constitucional, à Assembleia Naciona! aprova a
seguinte
LEY DO ORÇAMENTO GERAL
DO ESTADO PARA 2001
CAPÍTULO 1
Aprovação do Orçamento
ARTIGO (1º
(Aprovação)
i É aprovado pela presente lei o Orçamento Geral do
Estado para 2001, doravante designado O G E /2001, para
vigorar a partir de | de Janeiro de 2601
2 O Orçamento Geral do Estado para 2001 comporta
receitas estimadas em Kz 109 265 330 388,00 e despesas
fixadas em 19?a! montante para o mesmo período
3 O Governo é autorizado, durante o ano económico
200], à cobrar às contelbuições e umpostos previstos nos
códigos e demais legislação tributária em vigor
Artigo 2.º#
Peças integrantes
O Orçamento Geral do Estado integra as seguintes
peças fundamentais
Ánexo I1— Resumo Sintético da Receita e da
Despesa,
Anexo —H— Resumo Geral da Receita por Natu-
reza Económica,
Anexo 1H — Resumo Geral da Despesa por Natureza
Económica,
Anexo IV— Resumo da Despesa por Função,
Anexo WV— Resumo da Despesa da Função por Pro-
grama,
Anexo VYI— Resumo da Despesa por Unidade Orça-
mental,
Anexo VI — Resumo da Despesa da Unidade Orça-
mental por Programa,
Anexo VIII — Resumo da Despesa da Unidade Oiça-
Tenta! por Categoria Económica,
Anexo IX— Resumo Consolidado da Despesa,
Anexo X — Institutos Públicos, Serviços é Fundos
Autónomos,
Anexo XT -— Empresas Públicas
CAPÍTULO À
Disciplina Orçamental
ARTIGO 3*
(Execução orçamental:
1 Os árgãos da administração central e local do Estado
devem observar rigorosamente os critérios de gestão em
vigor, por forma à que seja assegurada uma cada vez mais
racional aplicação dos recursos disponíveis
2 Os órgãos da Administração Central e Local do
Estado devem enviar aos competentes órgãos de Planeamento, no máximo detalhe, os elementos necessários à
avaliação da execução das despesas incluídas no Programa
de Investimentos Públicos
3 Oz serviços dotados de autonomia ádmimistrabiva €
financeira devem remeter ao Mimstro das Finanças os
elementos de avahação periódica, à luz das instruções para a
execução do Orçamento Geral do Estado em 200! que são
objecto de diploma próprio
4 À emissão de garantias a favor de terceiros, pelos
fundos, serviços autónomos e institutos públicos, quando
não se assumam em actos de gestão corrente, carecem de
prévia autorização do Ministro das Finanças
Artigo 4.º#
Prestação de contas
O Governo presta contas à Assembleis Nacional sobre o
grau de execução do Orçamento Geral do Estado para 2001,
nos termos da disposta no artigo 58 * da Lei nº 9/97,
de 17 de Outubro, Lei Quadro do Orçamento Geral do
Estado, bem como uma informação circunstanciada sobre
as alterações e actualizações dos valores das taxas dos
direitos aduaneiros e dos impostos, nos termos do disposto
nos artigos 10º e 14º da presente lei
