Saltar para o conteúdo
UhoLex
LegislaçãoJurisprudênciaPlanos
Entrar na plataforma
← Toda a legislação
Decreto Executivo n.º 176/17

Regulamento Interno da Direcção Nacional de Museus do

Decreto Executivo n.º 59/13, de 1 de Março.

Instituição
Ministério da Cultura
Publicação
Diário da República I Série n.º 41 de 14 de Março de 2017
Data
14/03/2017
Área
Administrativo e Contratação Pública
Vigência
Em vigor
Fonte
Publicação oficial verificada
Artigos
0
Ver no LEX.AO ↗

Em vigor: nenhum diploma da base o revoga.

Última conferência registada

21/10/2026 · Diário da República I Série n.º 41 de 14 de Março de 2017

Efeitos registados: início por confirmar.

Consultar publicação conferida

Índice

  1. Texto integral

Texto integral

Havendo necessidade de regulamentar a estrutura e o funcionamento da Direcção Nacional dos Museus a que se refere alínea d) do n.º 5 do artigo 3.º do Estatuto Orgânico do Ministério da Cultura;

Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição da República de Angola, e nos termos das disposições conjugadas do Artigo 2.º do Decreto Presidencial n.º 6/10, de 24 de Fevereiro, e no uso das faculdades que me são conferidas pelos artigos 5.º e 23.º do Decreto Presidencial n.º 268/14 de 22 de Setembro, determino:

#### Artigo 1.º (Aprovação)

É aprovado o Regulamento Interno da Direcção Nacional dos Museus do Ministério da Cultura, anexo ao presente Decreto Executivo, dele fazendo parte integrante.

#### Artigo 2.º (Revogação)

É revogado o Decreto Executivo n.º 59/13, de 1 de Março.

#### Artigo 3.º (Dúvida e Omissões)

As dúvidas e omissões que surgirem da interpretação e aplicação do presente Decreto Executivo são resolvidas por Despacho do Ministro da Cultura.

#### Artigo 4.º (Entrada em Vigor)

Publique-se.

Luanda, aos 30 de Dezembro de 2016.

A Ministra, Carolina Cerqueira.

## REGULAMENTO INTERNO DA DIRECÇÃO NACIONAL DE MUSEUS DO

## MINISTÉRIO DA CULTURA

## CAPÍTULO I DEFINIÇÃO E ATRIBUIÇÕES

#### Artigo 1.º (Definição)

A Direcção Nacional de Museus, abreviadamente designada «DINAM», é o serviço executivo directo do Ministério da Cultura encarregue da implementação da política museal nacional através do estudo, preservação, conservação, valorização e divulgação do acervo museológico, da qualificação dos museus angolanos e da superintendência das instituições museais públicas e privadas.

#### Artigo 2.º (Atribuições)

A Direcção Nacional de Museus tem as seguintes atribuições:

a)

Conceber e Implementar a política museal nacional;

b)

Promover a qualificação, e o licenciamento dos museus públicos e privados;

c)

Superintender, reforçar e consolidar a Rede Nacional de Museus;

d)

Definir as orientações metodológicas dos Museus dependentes do Ministério da Cultura e de outras instituições públicas e privadas;

e)

Definir e difundir normas, metodologias e procedimentos sobre os diversos aspectos da prática museológica, e museográfica;

f)

Aprovar o plano e o relatório de actividades, o regulamento, o plano de segurança, o plano de conservação, o programa de investigação, bem como o programa de acção educativa dos museus sob sua dependência;

g)

Coordenar a política de aquisição do acervo, da conservação, protecção, restauro e do estudo científico para sua difusão e apresentação ao público;

h)

Assegurar a concepção, execução de programas de arquitectura e museografia, tanto para os museus públicos, como para os museus privados;

i)

Assegurar a conservação e gestão das colecções nos museus de acordo com a legislação sobre o património cultural e natural;

j)

Promover a constituição de parcerias entre entidades científicas e culturais, públicas e privadas intervenientes no domínio de museus;

l)

Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

## CAPÍTULO II ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO

#### Artigo 3.º (Estrutura Orgânica)

A Direcção Nacional de Museus é constituída pelos seguintes órgãos:

a)

Direcção;

b)

Conselho Técnico;

c)

Departamento de Conservação e Gestão do Acervo Museológico;

d)

Departamento de Arquitectura, Museografia e Equipamentos;

e)

Departamento de Investigação Científica e Mediação Cultural.

#### Artigo 4.º (Direcção)

A Direcção Nacional de Museus é dirigida por um Director Nacional, com a categoria de investigador científico, a quem compete:

a)

Dirigir e coordenar as actividades dos órgãos que constituem a Direcção;

b)

Responder pelas actividades da Direcção perante o Ministro ou perante quem este delegar;

c)

Representar a direcção em todos os actos para os quais seja expressamente mandatado;

d)

Submeter à apreciação do Ministro os pareceres, estudos, projectos, propostas e demais trabalhos relacionados com a actividade da Direcção;

e)

Propor, nos termos da lei, a nomeação, exoneração e transferência dos titulares dos cargos de chefia, pessoal técnico e administrativo da Direcção;

f)

Submeter a despacho superior todos os assuntos que excedam a sua competência e informar de todas as ocorrências e medidas tomadas;

g)

Controlar a execução das políticas, estratégias e metodologias da Política Cultural Angolana no domínio dos museus;

h)

Propor as linhas de orientação e o plano estratégico para a execução das políticas nacionais nas áreas da museologia, da conservação, restauro, investigação e divulgação nas respectivas disciplinas afectas aos museus;

i)

Efectuar ou mandar realizar inspecções técnicas e visitas de controlo e apoio nos Museus no âmbito das atribuições da Direcção;

j)

Dirigir e supervisionar as actividades dos Chefes de Departamentos e de mais órgãos que integram a estrutura;

k)

Assinar toda a correspondência da Direcção;

l)

Realizar a avaliação de desempenho de todos os trabalhadores sob sua dependência;

m)

Apresentar, para aprovação superior, o plano de férias e proceder à sua execução;

n)

Assegurar o pleno funcionamento da Direcção e dos seus órgãos dependentes de acordo com a legislação em vigor;

o)

Velar pela elaboração e implementação dos planos gerais de acção;

p)

Velar pelo desenvolvimento das carreiras técnico-científicas dos quadros dos museus no domínio da museologia;

q)

Participar ou indicar técnicos a participarem nas reuniões nacionais e internacionais, de órgãos e comités especializados no domínio de museologia e instituições congéneres;

s)

Emitir pareceres sobre os programas nacionais e os projectos no domínio da política nacional de museus para garantir a participação dos museus no processo do desenvolvimento sustentável do País;

t)

Coordenar a execução da política de investigação científica no domínio da Museologia e ciências afins;

u)

Contribuir na concepção e execução de programas e projectos de formação técnicoprofissionais e superiores no domínio da Museologia e ciências afins;

v)

Executar as orientações da Direcção do Ministério da Cultura na supervisão do Sistema Nacional de Museus;

w)

Assegurar a gestão e o funcionamento da Rede Nacional de Museus para permitir o diálogo entre museus e instituições afins;

x)

Coordenar a execução dos programas e projectos nacionais inscritos na política nacional de museus a fim de garantir a participação dos museus no processo do desenvolvimento sustentável do País;

y)

Celebrar em colaboração com o Gabinete de Intercâmbio os protocolos de colaboração e contratos-programa com outras instituições, pública ou privadas, nacionais ou internacionais, no âmbito do estudo;

z)

Promover reuniões com as instituições museológicas dependentes do Ministério da Cultura a fim de balancear as suas actividades;

aa)

Assegurar as relações institucionais com as Museus públicos, bem como os museus privados e a implementação das convenções internacionais no domínio dos Museus ratificadas por Angola;

bb)

Desempenhar as demais funções que lhe forem atribuídas superiormente.

Na sua ausência ou impedimento, o Director Nacional deve propor superiormente o seu substituto.

#### Artigo 5.º (Conselho Técnico)

-

O Conselho Técnico é o órgão de consulta do Director da Direcção Nacional de Museus em matéria de gestão, organização e disciplina laboral.

-

O Conselho Técnico é presidido pelo Director da Direcção Nacional de Museus do Ministério da Cultura e deles fazem parte Chefes de Departamentos, os Directores dos museus de âmbitos nacionais e regionais, Investigadores dos museus, os técnicos superiores encarreguem de execução dos programas do Plano Científico e Cultural e outros investigadores e técnicos convocados ou convidados pelo Director.

-

O Conselho Técnico reúne-se ordinariamente de três em três meses e, extraordinariamente, quando for necessário, mediante convocatória do Director e com ordem de trabalho estabelecida por este.

-

O Conselho Técnico tem as seguintes atribuições:

a)

Aprovar e avaliar os programas e projectos da Direcção;

b)

Aprovar e avaliar a implementação dos programas inscritos no plano de desenvolvimento científico e cultural dos museus;

c)

Analisar, discutir e emitir pareceres sobre a Política Nacional dos Museus e a estratégia da sua implementação;

e)

Aprovar os projectos técnicos e científicos dos museus;

f)

Aprovar a documentação a ser apresentada no Encontro Nacional de Museus e Profissionais dos Museus que reúne bianualmente;

g)

Avaliar o grau de execução dos programas científicos e culturais dos museus;

h)

Aprovar os programas e os projectos de investigação científica do museu e respectiva estratégia de aplicação;

i)

Avaliar os resultados dos trabalhos realizados pelos investigadores da Direcção e dos museus;

j)

Aprovar novas políticas e programas de investigação da sua alçada;

k)

Aprovar a Política Nacional de Museus na base da Política Cultural do País;

l)

Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

#### Artigo 6.º (Departamento de Conservação e Gestão do Acervo Museológico)

São atribuições do Departamento de Conservação e Gestão do Acervo Museológico, abreviadamente DCGAM:

a)

Implementar a política de aquisição e da gestão de bens culturais móveis que constituem o acervo dos museus, concebendo e orientando as normas da sua execução.

b)

Orientar e supervisionar a correcta aplicação da política museológica a nível nacional;

c)

Coligir os inventários de todo o acervo museológico existente nos diversos museus e colecções do País;

d)

Definir as normas e critérios de conservação e restauro de acordo com a natureza do acervo dos museus;

e)

Supervisionar a execução dos programas de Mediação Cultural através das acções de valorização e de divulgação do acervo;

f)

Elaborar estudos e propostas com vista ao retorno de peças classificadas como Património histórico-cultural dispersas pelo País e no estrangeiro;

g)

Instruir ou executar directrizes no âmbito dos procedimentos de credenciamento dos museus sobre os quais a Direcção Nacional de Museus se tenha de pronunciar, nos termos da lei;

h)

Supervisionar a organização, preparação e montagem de exposições permanentes, temporárias e itinerantes dos museus sob sua dependência;

i)

Assegurar a articulação dos inventários de bens públicos e privados com o inventário geral do acervo museológico;

j)

Elaborar e orientar normas eficientes referentes ao sistema de protecção e segurança na organização das exposições itinerantes e em relação ao acervo museológico em geral;

k)

Assegurar e coordenar a instrução dos procedimentos administrativos de classificação e inventariação do acervo;

l)

Propor medidas de protecção e de segurança adequada para as colecções mais importantes de cada museu;

m)

Participar na fiscalização das obras de artes, de artesanato de qualidade e espécimes de ciências naturais, convindo impedir a eventual saída ilícita de peças com valor museológico, de acordo com a Lei do Património Cultural;

o)

Propor à Direcção a adesão dos Museus Angolanos e às organizações internacionais afins;

p)

Implementar a rede informatizada no sistema Nacional dos Museus;

q)

Desempenhar as demais funções que lhe forem atribuídas superiormente.

O Departamento de Conservação e Gestão de Acervo Museológico é dirigido por um Chefe de Departamento.

#### Artigo 7.º (Departamento de Arquitectura, Museografia e Equipamentos)

São atribuições do Departamento de Arquitectura, Museografia e Equipamento, abreviadamente DAME:

a)

Velar pela qualidade de execução de projectos arquitecturais e de equipamentos técnicos, de acordo com os programas científicos e culturais dos museus;

b)

Coordenar a elaboração de programas arquitecturais e museográficos de criação, renovação ou extensão de museus estatais públicos e privados;

c)

Examinar com os respectivos museus as necessidades de aquisição de equipamentos e materiais museográficos;

d)

Velar pelos programas de investimentos públicos para os museus nacionais e regionais em coordenação com o Gabinete de Estudos Planeamento (GEPE) do Ministério da Cultura;

e)

Acompanhar as obras de construção de museus locais sob a responsabilidade dos Governos Provinciais em todas as suas fases de construção, nomeadamente da programação arquitectural, estudos de viabilidade, lançamento de concursos para a escolha de arquitectos;

f)

Emitir parecer na atribuição de financiamentos para os programas de criação, renovação ou extensão de museus;

g)

Participar na concepção da cenografia dos projectos de criação e de renovação dos museus;

h)

Realizar as missões de inspecção, fiscalização ou técnica nos museus para o controlo dos aspectos museográficos dos museus, manutenção dos edifícios, equipamento museográfico;

i)

Desempenhar as demais funções que lhe forem atribuídas superiormente.

O Departamento de Arquitectura, Museografia e Equipamento é dirigido por um Chefe de Departamento.

#### Artigo 8.º (Departamento de Investigação Científica e Mediação Cultural)

São atribuições do Departamento de Investigação e Mediação Cultural, abreviadamente DIMC:

a)

Realizar trabalhos de investigação científica sobre o acervo museológico;

b)

Divulgar os resultados das pesquisas junto do público, tendo em conta os programas e projectos científicos e da mediação cultural dos Museus;

c)

Emitir pareceres sobre a política nacional de investigação científica nas disciplinas afectas aos museus;

d)

Propor o apoio a prestar às instituições, programas ou projectos colectivos ou individuais de investigação científica no domínio da museologia e ciências afins museologia;

e)

Coordenar os projectos de investigação dos Museus aprovados pelo Conselho TécnicoCientífico;

f)

Orientar investigadores dos museus para a elaboração e execução de programas e projectos de investigação; científica com a sociedade com o intuito de aumentar a cultura científica da população em geral;

h)

Proporcionar informações que facilitem a criação de equipas de investigação e o funcionamento em rede, bem como a sua mediação;

i)

Apoiar a participação em congressos, conferências, workshops e jornadas científicas incluindo a mobilidade científica;

j)

Realizar com os museus actividades de investigação científica;

k)

Elaborar com os museus os relatórios de estudos e pesquisas;

l)

Apresentar ao Conselho Técnico-Científico os resultados das investigações realizadas com os Museus;

m)

Participar na concepção dos projectos de estudo e de divulgação do património cultural móvel existente no exterior do País em parceria com os museus de especialidade;

n)

Coordenar os trabalhos de investigação e de expedição de pesquisas que envolvem vários museus do País ou de geminação com os museus de outros países;

o)

Proceder à aquisição, catalogação e sistematização da documentação e bibliografia museológica;

p)

Divulgar através de conferências e publicações, os resultados das investigações;

q)

Promover o intercâmbio e a cooperação científica a nível nacional e internacional no domínio da Museologia;

r)

Propor a aquisição de bibliografias necessárias para actualização das bibliotecas dos Museus;

s)

Propor e preparar a participação de cientistas e investigadores dos museus nos eventos nacionais e internacionais para troca de experiências e actualização científica;

t)

Preparar normas para a elaboração de projectos de acção educativa e de animação cultural;

u)

Desenvolver a parceria com as escolas e outros sectores afins em benefício dos museus;

v)

Coordenar os estudos sociológicos dos públicos para uma melhor difusão de acção educativa e cultural nos museus;

w)

Assegurar e favorecer as relações de intercâmbio entre museus na promoção de exposição itinerantes;

x)

Desenvolver o uso das novas tecnologias de informação e de comunicação como instrumentos de mediação cultural;

y)

Propor estratégias de valorização económica dos museus como forma de contribuição no processo de desenvolvimento do País;

z)

Desempenhar as demais funções que lhe forem atribuídas superiormente.

O Departamento de Investigação e Mediação Cultural é dirigido por um Chefe de Departamento, com a categoria de investigador científico, nomeado pelo Ministro, sob proposta do Director Nacional.

## CAPÍTULO III DISPOSIÇÕES FINAIS

#### Artigo 9.º (Quadro do Pessoal)

O Quadro de pessoal e o organigrama são os constantes nos Anexos I e II ao presente Diploma, dele fazendo parte integrante.

integrante

Organigrama da Direcção Nacional de Museus

A Ministra,

Carolina Cerqueira

Tem uma questão concreta?

O Assistente jurídico do UhoLex responde com base nesta legislação e jurisprudência, cita os artigos aplicáveis e calcula os prazos. Criar conta é gratuito.

Criar conta grátis

Informação jurídica para consulta. Confirme sempre a redacção na publicação oficial e, para um caso concreto, consulte um advogado inscrito na Ordem dos Advogados de Angola.

© 2026 UhoLex · UhoCha, Prestação de Serviços Tecnológicos e ComércioInícioLegislaçãoJurisprudênciaPrivacidadeTermos de Uso